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Arquidiocese Jornal da

“De graça recebestes, de graça dai” (Mt 10,8)

Florianópolis, Agosto de 2009 Nº 148 - Ano XIII

Ecologia e Missão

Pe Vânio: Ano Sacerdotal e Ano Vocacional celebrações com o mesmo objetivo Em entrevista, ele fala das duas celebrações e do trabalho da Pastoral Vocacional e deixa uma mensagem aos vocacionados. PÁGINA 14

Ministros da Comunhão se reúnem na Comarca do Estreito PÁGINA 03

Missa na TV abre Semana da Família PÁGINA 05

Encontro Regional celebra Ano Catequético

O Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri, participou da noite de abertura do encontro. Nela, ele leu uma mensagem do Papa Bento XVI, que dava a sua Bênção Apostólica aos equipistas.

Encontro reuniu casais de todo o Brasil O CentroSul, em Florianópolis, foi pequeno para acolher os mais de cinco mil participantes do 2º Encontro Nacional das Equipes de Nossa Senhora. Du-

rante os quatro dias do evento, eles tiveram palestras, deram testemunhos e participaram de grupos de reflexão. O evento é realizado a cada

Hélio Luciano será ordenado padre na Catedral

seis anos. O primeiro foi em Brasília. O Movimento das Equipes de Nossa Senhora existe há 70 anos. São mais de 62 mil PÁGINA 09 casais no mundo.

Através do trabalho dos voluntários da “Associação Beneficente São Dimas” - ASBEDIM, mantenedora da Pastoral Carcerária, está sendo construído um pátio e duas salas para os presos da Galeria “C”, no Presídio de Florianópolis. Serão cerca de 50 presos beneficiados. Alguns deles há mais de três anos não pegam banho de sol. O custo da obra está orçado em R$ 50 mil. A maior parte do dinheiro está vindo de campanhas realizadas pela Pastoral para angariar fundos.

Azambuja: Santuário, Seminário e Paróquia PÁGINA 10

Projeto resgata cidadania através de aulas de dança PÁGINA 16

Participe do Jornal da Arquidiocese

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Realizado em Florianópolis, nos dias 16 a 20 de julho, o 2º Encontro Nacional das Equipes de Nossa Senhora reuniu mais de cinco mil participantes

Pastoral Carcerária constrói no presídio

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O tema do o 12º. Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base do Brasil foi: “CEBs: Ecologia e Missão - Do ventre da terra, o grito que vem da Amazônia”. Havia gente de todos os cantos do país, pessoas que sonham com novos céus e nova terra, num jeito novo de ser Igreja, de empenhar-se na luta por uma sociedade justa e igualitária e de cuidar respeitosa e amorosamente de toda a criação. As celebrações do encontro resgataram memórias da espiritualidade dos povos da região e das experiências colhidas no caminho dos missionários que, vindos de todo o Brasil e de diversos lugares do mundo, há tempos se inseriram nas muitas realidades eclesiais e sociais da Amazônia. As orações foram alentadas pela promessa da terra onde corre leite e mel (Ex 3,8) e pelas bem-aventuranças evangélicas (Mt 5,1-12).

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Após concluir os estudos teológicos e ter sido ordenado diácono na Espanha, Hélio Luciano será ordenado padre na Arquidiocese. A celebração, presidida pelo nosso arcebispo Dom Murilo Krieger, será realizada no dia 29 de agosto, às 18h15, na Catedral. Após a ordenação, Hélio vai para Roma, onde fará o doutorado em Bioética. PÁGINA 03

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Opinião

Agosto 2009

Palavra do Bispo

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ

Jornal da Arquidiocese

Arcebispo de Florianópolis

Vida oferecida pelos sacerdotes O Catecismo da Igreja Católica, quando aborda a comunhão dos bens espirituais, depois de lembrar alguns tipos possíveis de comunhão - por exemplo, a comunhão na fé, a comunhão dos sacramentos, a comunhão dos carismas -, aborda a comunhão da caridade: “Na comunhão dos santos ‘ninguém de nós vive e ninguém morre para si mesmo’ (Rm 14,7). ‘Se um membro sofre, todos os membros compartilham seu sofrimento; se um membro é honrado, todos os membros compartilham sua alegria. Ora, vós sois o Corpo de Cristo e sois seus membros, cada um por sua parte’ (1Cor 12,26-27). ‘A caridade não procura seu próprio interesse’ (1Cor 13,5). O menor dos nossos atos praticado na caridade irradia em benefício de todos, nesta solidariedade com todas as pessoas, vivas ou mortas, que se funda na comunhão dos santos. Todo pecado prejudica

essa comunhão” (CIC, n. 953). Graças à possibilidade da comunhão da caridade, podemos e devemos rezar, fazer sacrifícios e até oferecer nossa vida pela santificação de qualquer pessoa. Sabendo da importância dos sacerdotes na vida da Igreja, inúmeras pessoas, ao longo da caminhada da Igreja, ofereceram suas vidas por eles. Só na eternidade conheceremos o valor de pessoas assim, dotadas de uma alma verdadeiramente sacerdotal. Ao publicar a revista “Adoração Eucarística pela santificação dos sacerdotes e maternidade espiritual”, a Congregação para o Clero quis, justamente, incentivar essa prática. Dessa revista, publicada em 2007, destaco o exemplo da Bem-aventurada Alessandrina da Costa (19041955), portuguesa, beatificada a 25.04.2004 (pp. 20-21). Em 1941, Alessandrina escreveu a seu pai espiritual, Pe.

Palavra do Papa

Mariano Pinho, que Jesus se havia dirigido a ela com estas palavras: “Minha filha, em Lisboa vive um sacerdote que corre o risco de se condenar eternamente; ele me ofende de maneira grave. Chama o teu padre espiritual e pede-lhe a autorização para que eu te faça sofrer particularmente, durante a paixão, por aquela alma”. Recebida a licença, Alessandrina sofreu muitíssimo. Sentia o peso dos pecados daquele sacerdote, que não queria mais saber de Deus e estava prestes a se condenar. Ela vivia em seu corpo o estado infernal em que se encontrava o sacerdote, e suplicava: "Não, no inferno não! Ofereço-me em holocausto por ele, até quando Tu quiseres". Ela chegou a ouvir o nome e o sobrenome do sacerdote. Pe. Pinho quis, então, saber do cardeal de Lisboa se naquele momento algum sacerdote estava-lhe

Bento XVI

A caridade na verdade A caridade na verdade, que Jesus Cristo testemunhou com sua vida terrena e, sobretudo, com sua morte e ressurreição, é a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade toda. O amor “caritas” - é uma força extraordinária, que impele as pessoas a se comprometerem, com coragem e generosidade, no campo da justiça e da paz. É uma força que tem sua origem em Deus, Amor eterno e Verdade absoluta. Cada um encontra o bem próprio, aderindo ao projeto que Deus tem para ele, a fim de realizá-lo plenamente: com efeito, é em tal projeto que encontra a verdade sobre si mesmo e, aderindo a ela, torna-se livre (cf. Jo 8, 22). Por isso, defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e imprescindíveis de caridade. Esta, de fato, “rejubila com a verdade” (1 Cor 13, 6). Todas as pessoas sentem o impulso interior para amar de

maneira autêntica: amor e verdade nunca desaparecem de todo nelas, porque são a vocação colocada por Deus no coração e na mente de cada ser humano. Jesus Cristo purifica e liberta de nossas carências humanas a busca do amor e da verdade e desvenda-nos, em plenitude, a iniciativa de amor e o projeto de vida verdadeira que Deus preparou para nós. Em Cristo, a caridade na verdade torna-se o Rosto da sua Pessoa, uma vocação a nós dirigida para amarmos nossos irmãos na verdade de seu projeto. De fato, Ele mesmo é a Verdade (cf. Jo 14, 6).

Em Cristo, a caridade na verdade tornase o Rosto da sua Pessoa”

Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 1

Só na eternidade conheceremos o valor de pessoas assim, dotadas de uma alma verdadeiramente sacerdotal”

Reflexão

O Cristo transfigurado é o Bom Jesus Diz a sabedoria africana que "a mais longa e difícil viagem é a do cérebro rumo ao coração", o que nos faz sofrer muito, pois estamos sempre racionalizando os acontecimentos, incapazes que somos de analisá-los com os olhos do coração. Nossa existência tem como fundamento o coração, o que contradiz a afirmação do filósofo Descartes, “penso, logo existo”. Se acharmos realmente que o pensamento é a base da vida, não conseguimos vivenciar o mistério central da fé cristã: “E a Palavra/Verbo se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1, 14). A palavra é a exclamação da carne dolorida ou feliz, vitoriosa ou derrotada, carinhosa ou enraivecida, por ela nosso coração se revela em plenitude. Deus feito carne em Jesus nos comunica tudo, e o Senhor se torna o narrador do Pai: toda a vida de Jesus é descrição da vida divina, é palavra viva. No cristianismo, ao invés do que acontece com outras religiões e com a própria filosofia, não há lugar para a dualidade/divisão corpo-espírito. Isso é fruto do pecado que, dividindo o homem, transformou o corpo em objeto, em posse, a ponto de se afirmar "eu tenho um corpo, e dele faço o que bem entendo". Na Comunhão eucarística nós recebemos o Cor-

Jornal da Arquidiocese de Florianópolis Rua Esteves Júnior, 447 - Centro - Florianópolis Cep 88015-130 - Fone/Fax (48) 3224-4799 E-mail: jornal@arquifln.org.br - Site: www.arquifln.org.br 22 mil exemplares mensais

dando desgostos. O cardeal confirmou que, realmente, havia um sacerdote que o preocupava muito; o nome que pronunciou era exatamente o mesmo que Jesus mencionara para Alessandrina. Alguns meses mais tarde, um outro sacerdote, Pe. David Novais, amigo de Pe. Pinho, contou-lhe um fato especial. Ele, Pe. David, acabara de pregar um retiro em Fátima, do qual havia também participado um senhor muito discreto, que chamara a atenção de todos por seu comportamento exemplar. Esse homem, no último dia do retiro, sofreu um ataque de coração; foi chamado um sacerdote e ele pôde confessar-se e receber a Comunhão. Pouco depois, faleceu, reconciliado com Deus. Descobriuse que aquele senhor, vestindo roupas leigas, era um sacerdote - exatamente aquele pelo qual Alessandrina tanto havia rezado e se sacrificado.

po de Cristo, eficaz medicina. A festa litúrgica da Transfiguração do Senhor (6 de agosto) revela-nos o Senhor glorioso que se manifesta a Pedro, Tiago e João (Mc 9, 2-10). Mais resplandecente do que o sol, é o mesmo Senhor que em seguida revela sua identidade e realeza na Cruz: “Pai, chegou a hora. Glorifica teu filho, para que teu filho te glorifique” (Jo 17, 1). A identidade de Jesus é manifestada na carne doada para a nossa vida, na carne transfigurada pela doação total no amor, para que nossa carne também se transfigure no amor. A alma popular vive a Transfiguração celebrando os passos do Bom Jesus na sua Paixão: festeja o Bom Jesus. Os pobres que vivem as Bem-aventuranças são mais capazes de ver o Bom Jesus na Transfiguração e o Transfigurado no Bom Jesus. Não separam a carne sofredora da carne gloriosa do Senhor transfigurado. É um só e mesmo Senhor, tão amado na piedade eslava como o Senhor da Humildade. O Senhor que nos céus está à direita do Pai é o Senhor pobre, chagado e, por isso mesmo, glorificado pelo amor que nos doa, e o Pai se empobrece nos doando o Filho. Não há outro caminho para nós, cristãos: ou nos enriquece-

mos tudo doando, ou permanecemos pobres conservando tudo. Isso se torna realidade a partir do momento em que nosso cérebro empreende a grande e dolorosa viagem rumo ao coração, em que o cálculo mesquinho da segurança pessoal dá lugar à abundância da generosidade. E sentiremos profundamente o amor divino que “ama a quem dá com alegria” (2Cor 9,7). Ao afirmarmos que a Igreja é o Corpo de Cristo, afirmamos que ela não está em Roma, Jerusalém, Genebra, Constantinopla: a Igreja está não onde há sucesso, riqueza, prestígio, influência, mas onde é visível a pobreza de Cristo. É ali que Cristo faz a pergunta fundamental: “O que fizeste do teu irmão?”. Cristo é o mendicante que bate à porta: “Eis que estou à porta e bato” (Ap 3,20). Se o acolhemos, com ele ceamos e formamos a Igreja, seu corpo. Entramos no espírito das Bem-aventuranças: quanto mais pobres forem os sinais cristãos, mais serão eficazes, pois Jesus valorizava os pequenos sinais: os pobres, os marginais, as crianças, a mulher pecadora... O Senhor transfigurado é sempre o Bom Jesus, o Senhor da Humildade. Pe. José Artulino Besen pejabesen.wordpress.com

Diretor: Pe. Ney Brasil Pereira - Conselho Editorial: Dom Murilo S. R. Krieger, Pe. José Artulino Besen, Pe. Vitor Galdino Feller, Ir. Marlene Bertoldi, Maria Glória da Silva Luz,Guilherme Pontes, Carlos Martendal e Fernando Anísio Batista - Revisão: Pe. Ney Brasil Pereira - Jornalista Responsável: Zulmar Faustino - SC 01224 JP - Departamento de Publicidade: Pe. Francisco Rohling - E ditoração e F otos: Zulmar Faustino - Distribuição: Juarez João Pereira - Impressão e Fotolitos: Gráfica Rio Sul


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Agosto 2009

Ministros da Comunhão realizam encontro comarcal Mais de 180 ministros e ministras se reuniram para o encontro que teve inspiração no Ano Catequético Divulgação/JA

A Paróquia São Judas Tadeu, em Barreiros, São José, sediou o Encontro dos Ministros e Ministras Extraordinários da Sagrada Comunhão da Comarca do Estreito. O evento, realizado no dia 28 de junho, contou com a participação de 185 ministros, representando as nove paróquias da comarca. O encontro teve a assessoria do Pe. Cláudio Zimermann, coordenador arquidiocesano do Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão, que tratou do tema “Nosso coração arde, quando Ele fala, explica as Escrituras e parte o pão” (Lucas 24,32-35). O tema foi escolhido por ser o lema do Ano Catequético, oportunidade de reflexão e desafio para todos. “Os cristãos devem ter um modo de ser Igreja que tenha a Palavra como fonte, a Oração comum como alimento e a Vida em plenitude como meta da missão”, disse Pe. Cláudio. Ele ressalta que nesse texto bíblico, Lucas nos traz uma proposta de comunhão, de comunidade, de missão

Após realizar seus estudos na Espanha, Hélio Luciano será ordenado na Catedral

Reunidos na Paróquia São Judas Tadeu, em Barreiros, São José, participantes contaram com a assessoria do Pe. Cláudio Zimermann e de entrega até o fim. “O relato dos discípulos de Emaús é um convite a todos nós para cultivar a sensibilidade ao longo da caminhada evangelizadora, renovar a comunhão, a solidariedade e celebrar a vitória da vida”, acrescentou Pe. Cláudio.

Para Delamare de Oliveira Filho, Coordenador dos Ministros e Ministras Extraordinários da Sagrada Comunhão, da Comarca do Estreito, o encontro foi bastante positivo. “A acolhida da paróquia foi muito boa e a participação das comunidades surpreendeu”, disse.

Dom Jacinto é o novo bispo de Pelotas lar. Coração aberto para acolher e amar a todas as ovelhas a mim confiadas agora como Bispo Titular”, disse Dom Jacinto. Nos cinco anos em que esteve Foto JA

O Papa Bento XVI anunciou no dia primeiro de julho o nome de Dom Jacinto Bergmann como novo bispo da Diocese de Pelotas, Rio Grande do Sul. Ele sucede a Dom Jayme Henrique Chemello, ex-presidente da CNBB, prestes a completar 77 anos, de quem fora bispo-auxiliar. A posse está prevista para setembro, em uma grande celebração na Catedral São Francisco de Paula, em Pelotas. “Embora sentindo deixar, neste momento, a Diocese de Tubarão, que amei de todo o coração nestes cinco anos de atuação como Bispo, retorno com alegria e com mente e coração abertos para Pelotas. Mente aberta para entender, valorizar e promover a vida eclesial nessa Igreja particu-

Arquidiocese ganha padre

Dom Jacinto volta à diocese de Pelotas, onde já foi bispo-auxiliar

a frente de Tubarão, Dom Jacinto participou de dois fatos marcantes: a celebração do cinquentenário da diocese e a beatificação de Albertina Berkenbrock.

Volta às origens Natural de Alto Feliz (RS), Dom Jacinto Bergmann, 57, foi ordenado padre em 1976. Em 2002 foi nomeado bispo-auxiliar de Pelotas, ficando aí por dois anos, quando foi transferido para Tubarão. Com mestrado em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma, exerceu inúmeras atividades antes do episcopado sendo, inclusive, subsecretário geral de pastoral da CNBB Sul III entre 2001 e 2002. Seu lema episcopal é “Em nome da Trindade”.

No dia 29 de agosto, pela imposição das mãos de nosso arcebispo Dom Murilo Krieger e do presbitério da Arquidiocese, será ordenado padre o diácono Hélio Luciano de Oliveira. A celebração será realizada na Catedral Metropolitana de Florianópolis, iniciando às 18h15min. Com 29 anos de idade, natural de Florianópolis, Hélio recebeu acompanhamento vocacional no Seminário Convívio Emaús. Em 2004 surgiu a oportunidade de realizar seus estudos filosóficos e teológicos no Seminário Internacional de Bidasoa, na Província de Navarra, na Espanha, confiado à Opus Dei. Formado em Odontologia em 2002, Hélio teve sua vocação despertada quando ainda estava na faculdade. Ele fez parte do Movimento de Jovens Emaús e durante o retiro de iniciação ao movimento sentiu o chamado. Em 2004, recebeu o convite para realizar os estudos na Espanha, com bolsa integral. Neste ano, em 25 de abril, recebeu a sua ordenação diaconal na Paróquia San Nicolás, em Pamplona, Espanha. A Arquidio-

cese de Florianópolis foi representada pelo Pe. Vânio da Silva, reitor do Seminário Teológico Convívio Emaús, e pelo Pe. Ney Brasil Pereira e Pe. Luiz Harding Chang, este atualmente em estudos na França. Enquanto cursava filosofia e teologia, Hélio ainda realizou mestrado em Bioética. Após a sua ordenação presbiteral retornará à Europa, onde fará o curso de doutorado nessa área, em Roma, na Itália. Arquivo JA

Hélio Luciano durante sua ordenação diaconal em abril deste ano, realizada na Espanha

Romaria da Terra e da Água “Educar a Terra. Garantir a Vida”, este é o lema da 21ª Romaria que a Comissão Pastoral da Terra e da Água (CPT) estará promovendo no dia 13 de setembro. Este ano, o evento será realizado no Braço do Baú, em Ilhota, na Diocese de Blumenau. A região foi a que mais sofreu com as fortes chuvas que assolaram o Estado no ano passado. Somente no Braço do Baú contaram-se 47 mortos. Através da

Romaria, a CPT e a Diocese de Blumenau convidam o povo em geral para se fazer romeiro. O lema da Romaria nos provoca a discutir, antes e durante a sua realização, a necessidade do cuidado com o nosso planeta. Todos são convidados a participar desse importante evento. Organize sua caravana e participe. Mais informações pelo fone (48) 3234-4766 ou pelo e-mail cptsc@cnbbsul4.org.br.


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Tema do Mês

Aconteceu em Porto Velho, no estado de Rondônia, nos dias 21 a 25 de julho passado, o 12º. Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base do Brasil. O tema do encontro foi: “CEBs: Ecologia e Missão - Do ventre da terra, o grito que vem da Amazônia”. Havia gente de todos os cantos do país, pessoas que sonham com novos céus e nova terra, num jeito novo de ser Igreja, de empenhar-se na luta por uma sociedade justa e igualitária e de cuidar respeitosa e amorosamente de toda a criação. As celebrações do encontro resgataram memórias da espiritualidade dos povos da região e das experiências colhidas no caminho dos missionários que, vindos de todo o Brasil e de diversos lugares do mundo, há tempo se inseriram nas muitas realidades eclesiais e sociais da Amazônia. As orações foram alentadas pela promessa do Êxodo de uma terra onde corre leite e mel (Ex 3,8) e pelas bem-aventuranças evangélicas (Mt 5,1-12), sinal da teimosa esperança dos pequenos, os preferidos de Deus. A todo instante, os depoimentos e relatos revelavam uma Igreja preocupada com a justiça social e a defesa da vida, e aqueciam o coração dos participantes, desafiando-os a perseverar na caminhada das CEBs. Os 56 bispos participantes avaliaram intensamente o encontro, destacando a seriedade e o empenho nos debates, a espiritualidade expressa nas bonitas celebrações diárias, o clima sereno e fraterno e o grande envolvimento das dioceses da região na organização e realização do encontro. A presença de 331 padres levou os bispos a exprimirem o desejo de que, neste Ano Sacerdotal, os padres do Brasil renovem o compromisso de acompanhar as CEBs, empenhadas em testemunhar os valores do Reino, como discípulas e missionárias. Constatando que, na Conferência de Aparecida, as CEBs ganharam reconhecimento e novo alento, os bispos tiveram também palavras de apoio e incentivo para a continuação da caminhada das comunidades no Brasil.

NO VENTRE DA TERRA Foram envolvidas mais de cinco mil pessoas, num total de 3.010 delegados, aos quais se somaram convidados, equipes de serviço, imprensa e famílias que acolheram os participantes. Dos delegados de quase todas as 272 dioceses do Brasil, 2.174 eram leigos, sendo

Agosto 2009

ECOLOGIA E MISSÃO São muitos os sinais de uma “Terra sem males”, na esperança de que “outro mundo é possível”.

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habitantes, para que tenham o suficiente para viver com dignidade. Fez-se um apelo para que os governantes sejam sensíveis ao grito que brota dessa região e, pautados por uma ética do cuidado, adotem uma política de contenção de projetos que agridem a Amazônia e seus povos da floresta, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, seringueiros, posseiros e migrantes do campo e da cidade, numa perspectiva que efetivamente inclua os amazônidas, como colaboradores verdadeiros na definição dos rumos da região.

ÉTICA DO CUIDADO

1.234 mulheres e 940 homens; 197 religiosas, 41 religiosos irmãos, 331 presbíteros e 56 bispos. De nossa Arquidiocese, fizeram-se presentes 15 pessoas. Havia também representantes de diversas igrejas cristãs. O caráter pluriétnico, pluricultural e plurilinguístico do encontro estava espelhado no rosto das 38 nações indígenas presentes e dos participantes de nove países da América Latina e do Caribe, de cinco da Europa, de um da África, de outro da Ásia e da América do Norte. Foi marcante a presença da juventude de todo o Brasil por meio de suas várias organizações. Na terra de muitos rios, igarapés e de muitas matas, os participantes foram recebidos pelo arcebispo Dom Moacyr Grechi, catarinense, que evocou as palavras sábias do provérbio africano: “Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue mudanças extraordinárias”, uma frase que foi repetida diver-

Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue mudanças extraordinárias”.

sas vezes, como um refrão, no decorrer de todo o encontro.

OS GRITOS DA AMAZÔNIA Nos mini-plenários e nos pequenos grupos, fez-se a partilha das experiências, gritos e lutas das comunidades em relação ao planeta Terra, nossa casa comum, a partir do bioma amazônico e dos outros biomas do Brasil (cerrado, caatinga, pantanal, pampas, mata atlântica e manguezais da zona

costeira), da América Latina e do Caribe. Constatou-se que a Amazônia está ameaçada: pelo desmatamento, com o avanço da pecuária, das plantações de soja, cana, eucalipto e outras monoculturas, sobre áreas de florestas; pela ação predatória de barragens, de madeireiras; pelas queimadas, poluição e envenenamento das águas, peixes e humanos com o mercúrio dos garimpos, os rejeitos das mineradoras e o lixo das cidades. Encontra-se ameaçada também pelo crescente tráfico de drogas, de mulheres e crianças e pelo extermínio de jovens, provocado pela violência urbana. Os participantes somaram seu grito ao das populações locais, para que a Amazônia não seja tratada como colônia, de onde se retiram suas riquezas, em favor de interesses alheios, mas que seja vista em pé de igualdade, no concerto das grandes regiões irmãs, com sua contribuição específica em favor da vida dos povos, em especial de seus 25 milhões de

O encontro favoreceu a tomada de consciência de nossas responsabilidades em relação ao reto uso da água, da terra, do solo urbano e à superação do consumismo, respondendo ao apelo para que todos vivamos do necessário, para que ninguém passe necessidade. Constatou-se, com alegria, a multiplicação de iniciativas em favor do meio ambiente, como as dos humildes catadores de material reciclável, no meio urbano, verdadeiros profetas da ecologia, e as da economia solidária, da agricultura orgânica e ecológica. Já são muitos os sinais de uma "Terra sem males", que nos fazem crescer na esperança de que "outro mundo é possível". Na partilha dessas experiências, insistiu-se que os projetos dos grandes, principalmente as barragens das usinas hidroelétricas e as usinas nucleares geradoras de lixo atômico que põem em risco a população local, são projetos do deus-capital transnacional, projetos que favorecem os grandes e não os pequenos. As CEBs, situadas no meio dos simples e pequenos, reafirmaram a teimosa opção pelos pobres e pelos jovens, proclamada há trinta anos em Puebla e confirmada em Aparecida, em maio de 2007. Nesse encontro, sustentadas pela fé no Deus-Trindade que se revelou a nós como “a melhor comunidade”, pela esperança e confiança em Jesus e na utopia do seu Reino, pela leitura orante da Palavra e pela força santificadora da Eucaristia, as CEBs consolidaram sua resistência e luta em vista da superação das inúmeras dificuldades em vista de um mundo novo. Pe. Vitor Galdino Feller Coord. Arquidiocesano de Pastoral, Prof. de Teologia e Diretor do ITESC Email: vitorfeller@arquifln.org.br


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Pastoral constrói obra no Presídio Construção de pátio e duas salas beneficiarão cerca de 50 presos do presídio masculino de Florianópolis

Foto JA

humanos e como irmãos devemos ajudar a garantir a sua dignidade”, disse Leila Teresinha Maddalozzo Pivatto, presidente da Asbedim. O custo total da construção é estimado em R$ 50 mil. O dinheiro vem de doação de sapatos e roupas através da Fundação Nova Vida e objetos da Receita Federal, também da realização de bazares e brechós promovidos pela Associação na capela São Dimas, que fica dentro do presídio. Além disso, a Pastoral realiza jantares e bingos, que ajudam nas despesas. Ainda uma pequena parte do dinheiro vem de doações e do pagamento de penas alternativas. A obra está sendo construída pelos próprios presos, sob a orientação de um pedreiro e supervisão técnica de um arquiteto. A construção é no segundo piso. A parte de baixo será aproveitada para a instalação de futuras oficinas. “É uma obra que deveria ser feita pelo Estado, mas que a Pastoral assume pela necessidade e urgência em atender essa população”, disse Leila.

Oportunidade aos presos

Bazares ajudam a arrecadar recursos

A Pastoral Carcerária mantém uma estrutura na Penitenciária de Florianópolis para atender os mais de mil presos do Com-

Foto JA

Os presos da Galeria "C" do Presídio de Florianópolis vão ganhar um espaço de lazer. Através da "Associação Beneficente São Dimas" - ASBEDIM, mantenedora da Pastoral Carcerária, está sendo construído um pátio com 60 m2, além de uma sala para oficinas de trabalho e outra multiuso, que se pretende utilizar para aulas, palestras e biblioteca. São cerca de 50 presos que ocupam um espaço em que cabe a metade. A Galeria “C” é a destinada aos presos do ‘seguro’, que foram condenados por motivos torpes e que, por esse ou outros motivos, não podem ficar com os outros presos por risco à sua segurança. Vários deles estão nas celas há mais de três anos sem pegar sol, já que no local não há pátio, o que compromete sua saúde. “São pessoas que cometeram delitos e estão pagando pelo que fizeram, mas também são seres

Pe. Ney Brasil, coordenador da Pastoral Carcerária, vistoria as obras no presídio de Florianópolis que estão sendo feitas pelos próprios presos plexo. Ela conta com uma assistente social e uma advogada contratadas para prestar auxilio aos presos e às suas famílias. Ela também realiza campanhas de doações de material de higiene e limpeza, de roupas e calçados, roupas de cama e cobertores, que são doados aos presidiários. Além disso, no terreno da Capela, que é de propriedade da Mitra, ainda existe uma oficina de estamparia e confecção. O projeto “Estampa Livre” foi criado há três anos e atualmente gera emprego e renda a nove presos da Galeria “D”. Para o próximo mês, a Pastoral está criando um novo projeto. Em parceria com o Nú-

Missa na TV abre Semana da Família

cleo de Gestão de Design, da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, está engatinhando a oficina de fazer sabão a partir do óleo de cozinha. A idéia é empregar cinco presos nesse trabalho. Além de uma finalidade educativa e aprendizado de uma atividade de trabalho para os presos, o projeto tem uma função ambiental. O óleo deixará de sair pelo ralo e poluir o ambiente. Para isso, é preciso que as pessoas separem o óleo de cozinha e o repassem à Capela São Dimas ou entrem em contato pelo fone (48) 38792168 ou 2107-2323, ou pelo e-mail estampalivre@yahoo.com.br.

Crisma

DATA HORA 30

Seminaristas carismáticos participam de encontro Seminaristas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina que comungam a espiritualidade da Renovação Carismática Católica RCC estiveram reunidos em Florianópolis. Nos dias 20 a 24 de julho, eles participaram de retiro espiritual realizado na casa de encontros Rosa Mística. Durante os cinco dias, os 10 seminaristas beberam da espiritualidade carismática e refletiram sobre o chamado ao sacerdócio, inspirados pelo Ano Sacerdotal. O tema do retiro foi um retorno ao cenáculo. "Com isto, procuramos reviver os principais momentos da ação extraordinária de Deus, nesse lugar em que Jesus se ofertou por amor a nós, em que os discípulos experimentaram a ressurreição de Cristo, e o Pentecostes", disse Tiago Vicente Santana, um dos participantes. O encontro contou com a assessoria do Pe. Leandro José Rech, administrador paroquial da Paróquia Santa Cruz, em São José, e de Simone Pereira, fundadora da comunidade de leigos consagrados Abbá Pai. O evento contou ainda com a presença de nosso arcebispo Dom Murilo Krieger, que celebrou para os participantes.

LOCAL

9h30 Gov. Celso Ramos

CELEBRANTE Dom Murilo

Coordenação propõe utilização do subsídio “A Hora da Família” Na semana posterior ao Dia dos Pais, desde 1992, a Igreja celebra a "Semana Nacional da Família". Neste ano, o evento será realizado nos dias 09 a 15 de agosto e terá como tema "Família, Igreja doméstica, caminho para o discipulado", em consonância com o Documento da Conferência de Aparecida. Na Arquidiocese, a programação terá início com a celebração da Missa na TV, transmitida no domingo, 09, às 07h30, pela TV Barriga Verde, presidida pelo nosso bispo emérito Dom Vito Schlickmann. Para celebrar a Semana, a coordenação arquidiocesana da Pastoral Familiar propõe que seja adotado o subsídio “A Hora da

Família”, elaborado pela coordenação nacional. “É um documento completo, que traz reflexões para cada dia da Semana, abordando o tema da CF do ano”, disse Luiz Carlos Soares, que com sua esposa Zélia coordena a Pastoral Familiar na Arquidiocese. “A Hora da Família” apresenta 8 encontros de reflexão relacionados à vida. Temas: 1º Vida, dom de Deus, 2º O valor inalienável da vida humana, 3º Família, santuário da Vida, 4º A transmissão da Vida, 5º O alvorecer da vida, 6º A educação para a vida, 7º O entardecer da vida, 8º Jesus Cristo: princípio e fim da vida. Celebrações: Dia das Mães, Dia dos Avós, Dia dos

Pais, Dia do Nascituro, Dia de Todos os Santos, Solenidade da Sagrada Família.

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Jubileu de Prata do Diác. Avelino Alves - Capela 10h N.Sra. das Dores (Garcia) Angelina

Retiro das Secretárias Outros 14-16 Casa Pe. Dehon - Brusque 8º Congresso Nacional eventos 21-23 Movimento de Irmãos Itajaí de Ordenação Diaconal: Frei agosto 22 19h30 Marco Antônio Moreira de Avelar, OFMCap - Capela São Bento - Itacurubi 2009

O subsídio está à disposição na Coordenação Arquidiocesana de Pastoral. Mais informações pelo fone (48) 3224-4799.

29 31 a 02/09

Ordenação Presbiteral: 18h15 Helio Tadeu Luciano de Oliveira - Catedral -

Visita Pastoral - Par. São Sebastião - Baln. Camboriú

Dom Murilo

Dom Murilo

Dom Murilo

Dom Murilo

Dom Murilo


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Bíblia

Agosto 2009

Jornal da Arquidiocese

Conhecendo o livro dos Salmos (18)

Salmo 30(29): A Alegria da Cura Este salmo, breve mas denso, expressando incontida gratidão pela saúde recuperada, é marcado por uma série de contraposições, por exemplo: livrar/deixar, clamar/exaltar, descer/subir, ira/ bondade, tarde/manhã, pranto/ alegria, dança/lamento, luto/festa etc. Dirigindo-se aos "fiéis" do Senhor (v. 5), provavelmente no Templo, o salmista narra a sua experiência pessoal, para ele decisiva. Reconhece que Deus, fazendo-o passar por grave doença, deu-lhe a oportunidade de uma nova visão de vida. Antes, atribuía a si mesmo a prosperidade e julgava que nada a poderia abalar (v. 7). Agora, porém, tem a certeza de que Deus é a sua segurança, e compromete-se a louvá-lo “para sempre” (v. 13). A propósito, seria interessante ler o “cântico de Ezequias”, em Is 38,10-20, especialmente os versículos 17-19: o jovem rei, atingido por grave enfermidade, exprime a sua angústia e, depois, sua gratidão.

ele ficou “conturbado”, abalado na sua pretensa fé. Veja-se, a propósito, toda a discussão do livro de Jó, que é um debate justamente sobre o sofrimento que atinge uma pessoa correta, até então próspera. E o salmista aprende, afinal, a “clamar”. Essa humildade irá salvá-lo.

A ti eu clamo 9. A ti eu clamo, Senhor, / a meu Deus peço socorro. 10. Que vantagem pode haver em minha morte, / se eu desço à sepultura? / O pó acaso poderá louvar-te / e proclamar tua fidelidade? 11. Atende, Senhor, tem piedade, / Senhor, vem em meu auxílio!

Eu te exalto 2. Eu te exalto, Senhor, porque me livraste / e não deixaste / zombarem de mim meus inimigos. 3. Senhor meu Deus, a ti clamei / e me curaste. 4. Senhor, tu me fizeste voltar do abismo, / restituíste-me a vida, / para eu não descer à sepultura. Essa introdução resume o salmo, e já seria suficiente, sintetizando o que o salmista se propõe: relatar a experiência decisiva pela qual passou. Quem seriam esses “inimigos” (v. 2), que dele zombariam? O autor não os descreve, mas os contrapõe aos “fiéis” do Senhor (v. 5), com os quais vai partilhar a sua gratidão. Esses “inimigos” seriam descrentes, que debocham da confiança em Deus. O salmista, porém, já à beira do abismo, “clama” (v. 3), e Deus se lhe revela como no Êxodo. Atendendo ao “clamor”, Ele faz o orante “voltar do abismo” e não o deixa “descer à sepultura”. Notar, como veremos a seguir, que não temos aqui, ainda, a perspectiva cristã da morte vencida por Cristo, da morte que, em Cristo, é passagem para a Vida.

Os “fiéis” do Senhor 5. Cantai hinos ao Senhor, ó seus fiéis, / rendei graças à sua sagrada memória!

Os “fiéis” do Senhor, em hebraico, hasidim, “pios”, são os que põem em prática a sua Lei, e correspondem à fidelidade divina, vivendo a solidariedade humana. Infelizmente, essa “piedade” foi sendo mais e mais interpretada de modo ritual e lega-lista. Por sua vez, a “sagrada memória” do Senhor é seu Nome, revelado no Êxodo (cf Ex 3,14), pois é com o “Nome” que o recordamos e o invocamos.

“tarde e manhã”, notar que esse é o movimento horário do “dia de Deus”, que começa sempre à tarde e desemboca na manhã, como nos dias da obra criadora, no primeiro capítulo do Gênesis. O nosso dia, ao invés, começa de manhã e termina, “morre”, à noite. O salmista expressa com felicidade a experiência da aurora, o novo dia, que “traz a alegria, dissipando, ou fazendo esquecer, o pranto da noite”.

Ira e bondade, tarde e manhã

Quando eu era feliz

6. Pois sua ira dura apenas um instante, / mas sua bondade, a vida inteira. / Se de tarde sobrevém o pranto, / de manhã irrompe a alegria. Como entender a “ira” de Deus? Claro que se trata de um modo humano, relativo, limitado, de falar sobre os atributos divinos, também os negativos, expressos “antropomorficamente”, isto é, de forma humana, porque não temos outro meio de fazê-lo. Mesmo inspirado, o texto bíblico não deixa de ser humano, e por isso não pode ser absolutizado. O fato é que mais vezes na Bíblia se contrapõe a “ira” de Deus à sua “bondade”, sempre se afirmando que a bondade é maior, muito mais duradoura. Quanto à

7. Quando eu era feliz, eu dizia: “Nada vai me fazer vacilar!” 8. De fato, na tua bondade, Senhor,/ me fizeste mais firme que uma montanha; / mas quando escondeste o teu rosto, / fiquei conturbado. Entrando agora em detalhes, o salmista revela a sua descoberta progressiva da verdadeira face de Deus. Antes da grave doença, quando se sentia tranquilo e seguro, achava que essa segurança se devia à bondade “retributiva” do Senhor, que “paga” com a sua proteção aos que cumprem a Lei, ou, segundo a “teologia da prosperidade”, aos que pagam o dízimo. Essa segurança lhe parecia “mais firme que uma montanha” (v. 8). Por isso, quando Deus “escondeu o seu rosto”,

Retomando as etapas da sua experiência, o salmista explica a argumentação que sustentou com Deus. Ele “joga duro”: “Que vantagem pode haver em minha morte?” Deus só teria prejuízo com isso, pois “defunto algum pode louvar o Senhor e proclamar sua fidelidade”! Isto é, deixando-o morrer, Deus se mostraria “infiel”, o que é inconcebível nAquele cuja essência é “amor e fidelidade” (cf. Ex 34,6). Sendo assim, continuamos aqui com a perspectiva do Antigo Testamento, que vê na morte o fim da trajetória humana, perenizada, se muito, na descendência. O conceito da ressurreição dos mortos, para nós confirmado com a ressurreição de Cristo, só aparece nos livros mais tardios, como o de Daniel.

A dança e a festa 12. Mudaste em dança meu lamento / minha veste de luto, em roupa de festa. Bela síntese da superação da crise, com sinais evidentes de que o “clamor” foi ouvido. Agora, o salmista proclama que o próprio Deus é o autor da mudança do “lamento” em “dança”, da “veste de luto” em “roupa de festa”. Quem não se lembra, a propósito, da volta do “filho pródigo” à casa paterna, na parábola de Jesus em Lucas (Lc 15,22-24)? Quantas vezes temos tido experiência semelhante, mais ou menos intensa, em nossa existência?

Louvarei para sempre 13. Por isso, meu coração

Faça como Salvador Bissoli, de Florianópolis, escreva para o Jornal da Arquidiocese, responda as questões desta página e participe do sorteio de uma Bíblia, doada por CRUZ ARTE SACRA - Livros e Objetos Religiosos Católicos (48-9983-4592). Jornal da Arquidiocese: rua Esteves Júnior, 447 Centro - Florianópolis-SC, 88015-530, ou pelo e-mail: jornal@arquifloripa.org.br

te enaltece, e não se cala. / Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre! Comentando este último versículo, sigo a sugestão de um comentarista, que faz a “transposição cristã” do texto: “Cristo pôde pela primeira vez pronunciar com todo o direito e com pleno sentido essas palavras: ‘Eu te louvarei para sempre’”. Isso, porque, ao fazer-se humano, o Filho de Deus assumiu todas as vicissitudes humanas, exceto o pecado, mas inclusive a morte. Aceitou-a, embora dizendo: “Se possível, afasta de mim este cálice” (Mt 26,39). Lutou com ela e, vencido, venceu-a, pela ressurreição. E nós, que nEle cremos, podemos também apropriar-nos do salmo, aceitando como desígnio de Deus as vicissitudes humanas mais contraditórias, até a morte, mas sentindo o gozo antecipado da vitória da Vida. Ou seja, podemos rezar deveras “Eu te louvarei para sempre”, acrescentando, porém, um versículo paulino como refrão: “Graças a Deus, que nos deu a vitória por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor” (1Cor 15,57). Outro detalhe. Acho significativo esse “futuro”, nos lábios de alguém que já está louvando, como é o caso do popular canto “Eu louvarei, eu louvarei”. Como: “eu louvarei”, se já estou louvando? É que, além de o salmista propor a continuação do louvor atual pela saúde recuperada, aí ele expressa também a certeza de que Deus continuará surpreendendo-o e surpreendendo-nos, dando-nos “mais do que merecemos ou pedimos” (cf Ef 3,20), e fazendo-nos ver ainda “coisas maiores do que estas” (cf Jo 1,50) Pe. Ney Brasil Pereira Professor de Exegese Bíblica no ITESC email: ney.brasil@itesc.org.br

Para refletir: 1) Que significa, para o salmista, a saúde recuperada? 2) Quem são os “inimigos” do salmista, e quem são os “fiéis” do Senhor? 3) Que significa o movimento horário do “dia de Deus”, tarde e manhã? 4) Como era a vida do orante, e por que ficou abalado? 5) Que significa esse “louvor para sempre”?


Jornal da Arquidiocese

Juventude 7

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Escreva o seu projeto de vida

Você pergunta... O que fazer quando o grupo é pequeno e não quer se desmanchar? Natália Magalhães Demartino Coordenadora do Grupo Obra Nova da Paróquia São João Batista, Itajaí.

Querida Natália, nossa resposta dependerá do que é pra você um grupo pequeno. Mas vamos tentar esclarecer. Tomemos como exemplo a caminhada de Jesus. Para muitos grupos de jovens, o grupo que andava com Jesus Cristo é considerado pequeno. Ele andava com apenas doze e fizeram uma diferença enorme na vida de toda a humanidade. Se for um número menor que esse, ainda assim pode construir uma história linda, se todos os integrantes se comprometerem a participar, crescer e trilhar um caminho que leve ao aprofundamento na vida

Foto/JA

“Não importa aonde você já chegou, mas para onde está indo. Mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve”. Já pensou? Você já escreveu seu Projeto de Vida? Provavelmente não. Afinal, a maioria das pessoas não tem um projeto de vida escrito. Você pode dizer: “ah, mas eu sei o que quero da minha vida”, ou “o futuro é imprevisível. Não adianta planejar. Logo pode acontecer algo na minha vida que mude tudo”. Deixe eu lhe contar um segredo: Você não precisa planejar toda a sua vida para escrever seu PV (Projeto de Vida). Na proposta das PJs, as bases do PV são: 1) a história de cada um; 2) os horizontes. Não é difícil. Escrever seu projeto de vida só exige um pouco de dedicação e muita reflexão. Requer de 1 a 3 meses, e é bom planejar para os próximos 3 anos. Depois, aconselha-se revisá-lo todo ano, para adaptá-lo às mudanças da vida. Alguns passos: 1) Rever sua história, e escrevê-la brevemente. Dividir em fases a sua vida: ajudará a entender porque somos como somos; 2) Olhar a situação onde você vive (familiar, pastoral, profissio-

Batendo um papo sobre...

nal, social, cultural...); 3) Sonhar com um novo mundo possível. Projetar seus horizontes: com que tipo de Igreja e sociedade você sonha? que qualidades você quer desenvolver? 4) Rever sua vida pessoal, seu jeito de ser e de se relacionar com as outras pessoas; 5) Rever/avaliar sua atuação (no trabalho, pastoral, estudos...); 6) Assumir algumas decisões. Que atitudes/ações concretas você pretende tomar nos diversos aspectos de sua vida;

7) Mãos à obra! Planeje o que você vai fazer no próximo ano, semestre, mês e semana. Tenha disciplina para executar o planejado. É bacana ter alguém que o acompanhe, ajudando você a refletir. E não se esqueça de revisar o projeto cada ano. Dessa forma, você terá condições de ter mais controle sobre sua vida, bem como mais chances de tornar seus sonhos realidade.

cristã de jovem. Conhecemos grupos com uma média de sete jovens, que estão trabalhando e enfrentando, como todo grupo, muitas alegrias e dificuldades juntos. Se houver interesse por mais informações sobre a caminhada deles, é só entrar em contato. O mais importante é ter claro o objetivo do grupo e planejar bem as ações. Mas posso lhe afirmar que dependerá apenas de cada um, pois “onde dois ou mais estiverem reunidos”... Ele estará no meio de nós e nos dará a força para fazer essa travessia.

Juventude em ação

Gislene Nunes Saad Assessora da Past. da Juventude

Mande você também sua pergunta, idéia, sugestão ou dica para a Pastoral da Juventude pelo email pjuv@arquifln.org.br e concorra este mês a uma Bíblia.

Rodrigo da Silva Secretário Regional das PJs

XI Quermesse Comunitária de Garopaba De 10 a 14 de junho de 2009, aconteceu a XI Quermesse Comunitária de Garopaba, que contou com várias atrações musicais, atividades culturais e celebrações religiosas. A maior festa comunitária de Garopaba é uma realização da Prefeitura Municipal e da Ação Social da Paróquia São Joaquim. O evento contou com várias atrações musicais locais e nacionais. A Pastoral da Juventude da Paróquia, como de costume, vem participando com uma barraquinha, onde o dinheiro é revertido para o Retiro Espiritual da Pastoral da Juventude, que acontecerá em setembro. Segundo a coordenadora da PJ da Paróquia, Elisandra Amorim, “a Quermesse é a oportunidade de a PJ estar mais perto da comunidade e ainda angariar fundos para o retiro anual”.

Entrar no seminário Existe um momento em que não podemos mais fugir de Deus! Esta afirmação foi o ponto principal da minha decisão para a entrada no Seminário. Fui batizado aos seis anos, e, na época, minha mãe participava das Novenas de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e eu a acompanhava. Meu pai participava da Congregação Cristã no Brasil, uma Igreja evangélica tradicionalista, mas mesmo assim aceitou que eu fosse batizado na Igreja Católica. Fiz a Catequese e, no dia de receber a comunhão pela primeira vez, recebi o convite do Pe. David Coelho para ser coroinha. A partir daí fui trilhando um caminho de amor ao sagrado, engajando-me tanto na Igreja, que minha mãe fezme escolher entre ajudar na Matriz ou na capela. Optei por ficar na capela, onde a necessidade era maior naquele momento. Alguns anos depois retornei à Matriz, ficando somente por lá. Foi aí que senti pela primeira vez o chamado de Deus à vocação Sacerdotal. Como todo jovem, fiz a crisma, participei do grupo de jovens, fiz cursinho de inglês, espanhol, estudei, saí com meus amigos, entre tantas outras coisas que a grande maioria da juventude de hoje faz. Nessa época, decidi cerrar os ouvidos à voz de Deus que me chamava. Conversei com meu pároco, Pe. José Besen, sobre o que sentia, e então ele me convidou para ir ao Convívio Emaús, onde ficam os seminaristas da Teologia. Após o convite do Pe. José, contei aos meus pais sobre minha vontade de ir ao seminário, mas não fui muito en-

tendido. De uma forma já esperada, meus pais foram totalmente contra a minha vocação, mas mesmo assim fui a Florianópolis. Resolvi esperar mais um pouco. No Kairós de 2008, em Itajaí, a voz de Deus começava a soar ainda mais alto, mas mesmo assim, não me decidia. Dia 24 de fevereiro deste ano, iniciaram as atividades do Propedêutico, onde eu deveria entrar, caso fosse ao seminário. Trabalhei normalmente nesse dia, era quarta-feira de cinzas, e após o trabalho fui à Missa. Lá ouvi a homilia proferida pelo Pe. Alvino Broering, expároco, e pensei: "Mais uma vez deixei passar o momento?" Ao chegar em casa, após a celebração, resolvi checar meus e-mails. Havia recebido uma mensagem de um seminarista que tinha acabado de entrar, dizendo: "Paulo, vem! Ainda dá tempo!" No mesmo instante decidi que, se fosse possível, iria ainda este ano! Logo conversei com meu Pároco, contei a meus pais, pedi demissão do emprego, e fui para Azambuja, onde estou hoje. Fiz alguns meses de Propedêutico e no dia 27 de julho ingressei na faculdade de filosofia, onde tenho algumas cadeiras a cursar. A realização do sonho de Deus na nossa vida nos traz alegria, nos dá uma vida nova, afinal de contas, quando aceitamos, somos constantemente modelados pelo Oleiro. Realmente eu posso dizer, existe um momento em que não podemos mais fugir de Deus! Deixa-te modelar! Paulo Victor Seara Seminarista do 1º ano de Filosofia

Festival de Músicas Religiosas Acontecerá no dia 08/11/ 2009 o I Festival de Músicas Inéditas Religiosas, no ginásio de esportes Estefano Becker, em Santo Amaro da Imperatriz. O Festival terá apresentações musicais, culturais e

palestras. Interessados em concorrer com obras inéditas na letra e na musica devem entrar em contato para inscrição com Nery, pelo e-mail neryael@ gmail.com.


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Geral

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Jornal da Arquidiocese

Encontro Regional celebra Ano Catequético Participantes das oito Escolas Catequéticas, realizadas em 15 anos, estiveram reunidos no Encontro Foto JA

Mais de 450 catequistas de oito dioceses do Regional Sul IV estiveram reunidas(os) em Florianópolis no dia 19 de julho, para participar da Concentração Catequética do Regional. O evento reuniu os participantes das oito Escolas de Animação e Formação de Catequistas do Regional, realizadas entre 1993 e 2008, mas com a presença de outros catequistas, e serviu para celebrar o Ano Catequético. Durante a manhã, eles acompanharam a apresentação em DataShow de um clipe que resgatou a história da Escola Catequética, nos seus 15 anos de existência, emocionando os participantes. Em seguida, tiveram início as conferências que trataram de temas relacionados ao Ano Catequético. Pe. Vitor Galdino Feller, coordenador arquidiocesano de Pastoral e diretor do ITESC, deu início às conferências. Ele tratou do tema: “A Escola de Catequese do Regional Sul 4 diante dos desafios do nosso tempo". Os participantes da Escola haviam recebido um questionário para avaliar o trabalho. A partir das respostas, foi elaborado um diagnóstico. A reflexão do Pe. Vitor foi sobre o

Realizada na Catedral, coroação é o primeiro passo para que tenhamos um Santuário

Dom Jacinto, bispo de Tubarão, presidiu à celebração de encerramento resultado das respostas. A tarde, Dom Jacinto Bergmann, bispo de Tubarão, recém-nomeado para a diocese de Pelotas, RS, e bispo referencial da Dimensão Bíblico-Catequética no Regional, propôs “Uma iluminação em torno do Ano Catequético”. Ele fez uma síntese do Texto-Base e deu pistas de ação para o Ano Catequético. Em seguida, Pe. Agenor Brighenti apresentou o tema: “Perspectivas futuras da Catequese”. Ele fez proposta de ações para celebrar o Ano Catequético e para a caminhada futura da Catequese no Regional.

Ao final do encontro, houve a celebração de encerramento e envio, presidida por Dom Jacinto. O encontro teve como objetivos mobilizar os participantes da escola, desde sua primeira edição, na caminhada da Catequese e no compromisso de “discípulos missionários”. Para Irmã Marlene Bertoldi, coordenadora Regional de Catequese, os objetivos foram alcançados. “Tivemos a presença de representantes das oito escolas. O encontro favoreceu o reencontro dos participantes e possibilitou a formação para o Ano Catequético”, disse.

De que forma o Ano Catequético vai contribuir para o trabalho na comunidade? “Tem uma preocupação especial com a formação e abre perspectivas para que tenhamos novos conhecimentos. Ainda é preciso que haja um maior engajamento dos padres para que o Ano Catequético aconteça”, Edson Serafim, Par. Sta Cruz, São José. “Para que nossas comunidades tenham uma maior preocupação na formação, para que a evangelização seja mais eficaz. Há um enfoque maior na evangelização, sobretudo com os adultos”, Eloise Cobra, Paróquia Santa Inês, Balneário Camboriú.

Celebração coroa a Mãe Peregrina Uma celebração eucarística, realizada no dia 16 de agosto, marcará a coroação da Mãe Peregrina, rainha e vencedora três vezes admirável de Schoenstatt. A celebração, na Catedral, será presidida pelo nosso arcebispo Dom Murilo. Nela, estará sendo oferecida uma coroa à Mãe Peregrina, o que marca o início dos trabalhos para que o Estado tenha um santuário dedicado a ela. A solenidade terá início às 13h30min, com a acolhida aos participantes. Em seguida, a partir das 14h haverá a oração do terço. Depois, até as 16h, haverá o louvor, com a Irmã Eliane Cunha, cantora, compositora e professora de música em Santa Maria (RS), sede do Santuário Tabor, pioneiro do Brasil, inaugurado há 61 anos. A missa de coroação terá início às 16h. No Brasil há 22 Santuários dedicados à Mãe Peregrina, todos nos mesmos moldes dos

que foram construídos pelo Pe. J. Kentenich quando deu início à devoção no início do século passado. A metade deles está nos dois Estados vizinhos. Em Santa Catarina há mais de sete mil capelinhas que visitam as famílias, permanecendo um dia da semana na casa de cada uma delas. “Agora chegou a nossa vez de trazer um Santuário a Santa Catarina”, disse Irmã Míriam Rosana Fuck, assessora do Movimento no Estado.

No Estado são mais de sete mil capelinhas visitando as famílias

Paróquia celebrou primeiro ano

“Leva a um despertar, a ser cristão comprometido com a Palavra, um testemunho de ser cristão. Traz uma maior animação e um reavivamento da fé, da vida em comunidade”, Maria da Glória Bastos, Paróquia NSra da Imaculada Conceição, Angelina.

A Paróquia Senhor Bom Jesus, em Camboriú, celebrou no dia seis de agosto um ano de criação. A celebração aconteceu junto com a festa do padroeiro, começando no dia primeiro de agosto com uma quermesse. Cada noite houve missa, sempre às 19h30 e presidida por um padre convidado, que contribuiu para a história da comunidade. Em seguida, apresentação cultural e o oferecimento de um prato gas-

tronômico. O encerramento das festividades foi no dia 06. A celebração eucarística foi presidida pelo Pe. Nildo Dubiela, o segundo padre desde que a comunidade foi criada. Após a missa houve um grande show pirotécnico e apresentações culturais. “As celebrações foram bastante participativas, contando com a presença de todas as comunidades da paróquia”, comemorou Pe. Flávio Feller, o pároco.


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Casais do Brasil se encontram em Florianópolis Encontro Nacional é realizado pela segunda vez e reuniu mais de cinco mil participantes no CentroSul Foto JA

Movidos pelo tema "Casal cristão, fecundidade evangélica" e pelo lema "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24,15), mais de cinco mil participantes das Equipes de Nossa Senhora de todo o Brasil estiveram reunidos no CentroSul, em Florianópolis, nos dias 16 a 19 de julho, para seu 2º Encontro Nacional. O evento também reuniu 226 padres e bispos. Seguindo a tendência dos encontros internacionais, o nacional é realizado a cada seis anos. O primeiro foi realizado em 2003, em Brasília. O evento teve início na noite de quinta-feira, em dois momentos: cerimônia cívica e celebração de abertura. A cerimônia cívica contou com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, do vice-presidente da CNBB, Dom Luiz Soares, do nosso arcebispo Dom Murilo Krieger, do Governador do Estado e do seu vice, do Prefeito de Florianópolis, do casal responsável internacional e do casal responsável nacional. Durante a cerimônia, Dom Lorenzo fez a leitura da mensagem do Papa Bento XVI aos participantes. Saudando os equipistas, disse: “Desejo exprimir-lhes o vivo apreço do Papa pelo braseiro de luz divina e calor humano que o Movimento conseguiu, ao longo dos anos, avivar em inúmeros casais, reforçando sua convicção

nos valores da família e no lar cristão”. A mensagem encerrou com a bênção apostólica aos participantes. Na sequência, introduziuse a imagem de N.Sra. Aparecida, dando início ao momento litúrgico. Nos dias seguintes, pela manhã, após a celebração eucarística, os encontristas contaram com palestras e testemunhos de bispos, padres, casais e jovens, ligados ao Movimento. À tarde, foram divididos em mais de 200 grupos de reflexão, debatendo os temas apresentados nas conferências.

Ato Público No sábado, dia 18, por volta das 14h, os participantes seguiram em caminhada do CentroSul até a Catedral, onde eram aguardados por Dom Murilo, por Dom José Negri, bispo de Blumenau, e pelo Pe. Francisco Wloch, pároco da Catedral, para a realização do “Ato Público”. Lá, entregaram ao nosso arcebispo uma pequena pedra que havia sido levada ao Santo Padre por Dom José, em nome das Equipes de Nossa Senhora do Brasil, e que, abençoada por Sua Santidade, ficará na Catedral como símbolo das ‘pedras vivas’ que, segundo o Apóstolo Pedro, somos todos nós (cf. 1Pd 2,5).

Gesto concreto Fazendo ligação com essa pe-

Os participantes tiveram palestras, testemunhos e grupos de reflexão

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dra, por meio da qual os equipistas quiseram expressar sua fé em Cristo, rocha de água viva, estavam as centenas de outras que os participantes trouxeram de suas terras para manifestar solidariedade a uma família pobre de Florianópolis, sede do Encontro. Abençoadas por Dom Albano Cavallin, que presidiu à celebração eucarística de domingo, elas constituirão parte do fundamento de uma casa que, com a coleta realizada no Encontro, será entregue à família necessitada. Silvia e Glauco Côrte, Coordenadores da Comissão Organizadora local, explicaram que esse gesto concreto também marca o Encontro Nacional.

Encerramento No domingo, após a oração da manhã, Dom Dimas Lara Barbosa, Secretário-Geral da CNBB, pronunciou a conferência final, abordando a missão da família no

mundo de hoje, a partir do Documento de Aparecida. Seguiu-se a celebração eucarística, com a homilia de Frei Avelino Pertile, e o Envio. Assim realizou-se o que está resumido na primeira estrofe do Hino deste 2º Encontro Nacional: “As Equipes de Nossa Senhora no Brasil, de longínquos rincões, reunidas na Ilha formosa, afervoram os seus corações: Eu e minha casa serviremos ao Senhor! Nós, nossas famílias, todos nós, serviremos ao Senhor!” Para Silvia e Glauco Côrte, “o Encontro deixou profundas marcas em todos os participantes: a acolhida recebida e a fraternidade dos que receberam; as palestras e testemunhos, que fortaleceram a fé comum, o compromisso com a Igreja e a unidade do Movimento; enfim, a consolidação da mística das Equipes de Nossa Senhora (ENS), fortalecendo a espiritualidade conjugal”.

Encontro Internacional será no Brasil O 11º Encontro Internacional das Equipes de Nossa Senhora, previsto para 2012, será no Brasil. Essa será a primeira vez que o evento acontecerá fora da Europa. O último encontro foi realizado em Lourdes, na França, em Equipistas caminharam até a Catedral onde participaram de Ato Público

2006. Quase nove mil pessoas pertencentes às ENS de todo o mundo estiveram então reunidas. "A escolha do Brasil demonstra o crescimento e a valorização do trabalho das ENS em nosso país", avaliaram Silvia e Glauco Côrte.

Movimento existe há 70 anos As ENS nasceram na França em 1939, por iniciativa de alguns casais que, acompanhados de um sacerdote, o Padre Henri Caffarel, adquiriram o hábito de se encontrar todos os meses para redescobrirem juntos o sentido e as riquezas do sacramento do Matrimônio. Assim, as ENS são um Movimento de Fiéis Leigos, constituído por casais que buscam no sacramento do Matrimônio um ideal de vivência cristã. Cada Equipe é formada por 5 a 7 casais que se reúnem mensalmente, com a assistência de um padre, chamado “Conselheiro Espiritual”, para conseguirem juntos, “em equipe”, o que sozinhos dificilmente conseguiriam: a busca da santidade conjugal, em benefício de suas próprias famílias. Cada casal membro das ENS deve assumir os seguintes compromissos, chamados “pontos concretos de esforço”: Oração conjugal; Dever de sentar-se; Regra de vida; Escuta da Palavra; Meditação e participação em Retiro Espiritual.

62 mil casais O Brasil é o único país, por enquanto, a realizar encontros nacionais. Os encontros internacionais iniciaram em 1970. Em 26 de julho de 2002, o Movimento teve o reconhecimento definitivo da Santa Sé como Movimento de Fiéis Leigos. No mundo são mais de 62 mil casais espalhados por todos os continentes. Na Arquidiocese, temos cerca de 300 casais.


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Paróquia

Agosto 2009

Jornal da Arquidiocese

Azambuja: Santuário, Seminário e Paróquia Três atividades diferentes realizadas na mesma comunidade paroquial, desafiando o trabalho pastoral Foto JA

Criada como paróquia em sete de março deste ano, Nossa Senhora de Azambuja é a paróquia mais nova da Arquidiocese. Mas também uma das comunidades mais antigas e tradicionais. Ela começou a se formar em 1875 com a vinda dos primeiros imigrantes italianos, que dez anos depois construíram a primeira ermida. Hoje, são mais de 20 mil habitantes, distribuídos em três comunidades, além de outras três que estão sendo formadas. Além da paróquia, dentro de sua estrutura ainda funciona o Santuário NSra. de Azambuja, o mais antigo da Arquidiocese (1905), o Seminário Metropolitano NSra. de Lourdes (1927), o Museu Arquidiocesano Dom Joaquim Domingues de Oliveira (1960) e o Hospital Arquidiocesano (1902). Toda a atividade pastoral é assumida pelo pároco e reitor Pe. Pedro Schlichting, contando com o apoio do Pe. Gercino Atílio Piazza e do Pe. Nélio Roberto Schwanke. Apesar de concentrar muitas responsabilidades, Pe. Pedro consegue dar especial atenção a cada uma delas. Atualmente está bastante envolvido na reestruturação dos espaços disponíveis. A diversificação de atividades é um desafio ao trabalho, mas também traz benefícios. "Temos 26 seminaristas e eles nos auxiliam nos trabalhos pastorais. Colaboram com a Catequese, ministram cursos de batismo, acompanham os jovens, visitam as casas

Azambuja é o mais antigo local de peregrinação da Arquidiocese. Já em 1905 foi declarado “Santuário Episcopal” e auxiliam na acolhida no Santuário", explica Pe. Pedro. Conheça algumas das atividades pastorais desenvolvidas na paróquia: Dízimo - O trabalho da Pastoral do Dízimo se tornou referência na Comarca de Brusque. Através de 32 zeladores são entregues os envelopes nas casas a mais de dois mil dizimistas. Junto com o envelope, recebem uma prestação de contas das entradas e saídas da paróquia. Catequese - Recebe o acompanhamento sistemático do Pe. Gercino Atílio Piazza. Ele acompanha os 24 catequistas, metade deles seminaristas, que ministram os encontros a cerca de 200 catequizandos. Há formação permanente para os catequistas. Este ano foi colocada em prática

uma boa novidade: os adolescentes da primeira comunhão tiveram a experiência de fazer a confissão no meio do ano. GBFs - Os Grupos Bíblicos em Família são a grande força da paróquia e são tratados como verdadeira prioridade pastoral. São 26 grupos distribuídos em todas as comunidades. Eles se reúnem semanalmente às terçasfeiras, dia em que nenhum outro compromisso pode ser agendado na paróquia. Na segunda terçafeira do mês acontece a missa da família: nesse dia não há o encontro, mas a missa é preparada e motivada sempre por dois Grupos Bíblicos. "Graças ao trabalho dos GBFs, três novas comunidades estão sendo constituídas", disse Pe. Pedro, que acompanha o trabalho dos Grupos.

HISTÓRIA Algumas famílias vindas do distrito de Treviglio (Itália), no dia 22 de outubro de 1875, para emigrarem para o Brasil, fixaram-se no vale de Azambuja. Dez anos depois, construíram pequena Capela em honra de N.Sra. de Caravaggio. Sobre o altar, um quadro de Nossa Senhora, vindo da Itália. Azambuja logo tornou-se um centro de peregrinações. Crescendo o número de romeiros e a importância espiritual que alcançava, poucos anos depois, a pequena ermida foi substituída por uma igreja maior, concluída em 1894. Percebendo o crescimento da visitação a Azambuja, o Bispo Diocesano de Curitiba, Dom Duarte Leopoldo e Silva, a 1º de setembro de 1905, elevou a Capela de Azambuja à dignidade de Santuário Episcopal, com o título de “Santuário de Nossa Senhora de Azambuja”, desmembrando-o da jurisdição do Vigário de Brusque. A finalidade dessa criação, basicamente, foi de, através das esmolas dos romeiros, se propiciarem condições de subsistência à “Santa Casa de Misericórdia de Nossa Senhora de Azambuja”, criada três anos antes, a 29 de junho de 1902. Em abril de 1927 é transferido para Azambuja o Seminário Menor da Arquidiocese. Pe. Jaime de Barros Câmara, que mais tarde viria a ser Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, foi seu primeiro Reitor. Desde então, os padres professores do Seminário assumem também a pastoral do

Santuário. A capelinha de 1885 foi demolida no dia 02 de novembro de 1927. Nas proximidades junto à fonte, cujas águas são tidas como miraculosas, deu-se início à construção de uma gruta, em honra de NSra de Lourdes. No ano seguinte, em 9 de dezembro, Pe. Jaime abençoava e inaugurava o novo monumento de piedade. No dia 8 de dezembro de 1939 era lançada a pedra fundamental do atual Santuário. Suas paredes foram erguidas em redor do Santuário anterior. O projeto foi idealizado pelo renomado arquiteto Simão Gramlich. Entre junho e setembro de 1941 se demole o antigo Santuário. A partir de 1950 é construído o “Morro do Rosário”: consta dos 15 Mistérios do Rosário, distribuídos ao longo do caminho de acesso ao cume do morro que fica atrás do Santuário. No topo, o último dos Mistérios Gloriosos: a coroação da Virgem Maria pela Santíssima Trindade. Cada um dos mistérios consta de estátua ou grupos de estátuas feitas de cimento, em tamanho natural. Em 07 de março de 2009, o Santuário foi elevado a paróquia. A celebração foi presidida pelo nosso arcebispo Dom Murilo Krieger, e contou com maciça presença do clero arquidiocesano. Pe. Pedro Schlichting foi nomeado pároco de Azambuja, acumulando as funções de reitor do Seminário e do Santuário, e diretor do Museu. Foto JA

Obras buscam melhor estruturar a paróquia Com a criação da paróquia, o andar térreo do Seminário foi cedido para abrigar a estrutura paroquial. Dessa forma, o prédio foi todo reestruturado. Isso transformou o prédio em um verdadeiro canteiro de obras, mas sem comprometer as atividades formativas. Nesse primeiro andar, ainda em obras, foram construídas salas de encontros, auditório e cozinha. Os outros dois andares foram adaptados para melhor atender os seminaristas. O último piso, pretende-se transformá-lo em espaço de reti-

ros para jovens. “Assim os jovens terão a oportunidade de conctacto com os seminaristas, o que poderá favorecer um novo despertar vocacional”, disse Pe. Pedro. O prédio conta ainda com um teatro, que está sendo revitalizado. As obras alcançaram outros espaços da paróquia. O Morro do Rosário também está passando por reformas. As imagens estão sendo restauradas, a iluminação será subterrânea, ganhará velários e sistema hidráulico. Tudo deve estar pronto para a Festa de Azambuja, que acontece este ano

dias 15 e 16 de agosto.O Santuário também deverá passar por reformas em breve. O prédio do Museu Arquidiocesano, que já abrigou o Hospital e o Seminário, passou por reformas iniciadas em 2003 e inauguradas em agosto de 2005. Agora Pe. Pedro promove um trabalho de revitalização. Através de parceria com o poder público, o Museu não mais fecha as portas nos fins de semana. Também foi estimulada a visitação do Museu por crianças e adolescentes da rede de ensino da região.

Morro do Rosário, com suas imagens, está passando por reforma completa


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GBF 11

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Comarcas realizam encontros dos GBFs Encontros nas comarcas de Itajaí e Busque buscam promove a unidade dos Grupos Bíblicos em Família “Hoje, neste local, aconteceu um novo Pentecostes”, com estas palavras, o assessor Moacir Albuquerque encerrou a Concentração Comarcal de Itajaí, que reuniu mais de 400 animadores (as) e integrantes dos Grupos Bíblicos em Família na tarde de domingo do dia 19/07, com o tema: “A Missionaridade à luz do Documento de Aparecida”. A Paróquia São João Batista acolheu a todos os participantes com alegria e entusiasmo. O momento do lanche confirmou a unidade de todos mediante a partilha, que repetiu o milagre da multiplicação dos pães. “Todos comeram e ficaram satisfeitos” (Lc 9,17. O assessor Moacir nos alertou sobre a importância de sermos

cristãos bem formados, conhecedores da realidade que nos envolve, pois não somos apenas “discípulos”. O documento de Aparecida nos diz que “conhecer Jesus pela fé é nossa alegria, segui-lo é uma graça, e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher”. Portanto, somos “Discípulos Missionários de Jesus” e a nossa missionariedade vai além dos limites pessoais. A nossa prática de discípulos missionários autênticos se dá no trabalho que exercemos na família, na Igreja, na comunidade, na sociedade, nos diferentes serviços e ministérios, e em especial, nos GBF. A Santa Missa, presidida pelo Pe. José Henrique, pároco local,

Lançamento do Livreto do Tempo Comum braram o lançamento do novo livreto numa missa da comunidade. A coordenação paroquial usou dos recursos da tecnologia, projetando o conteúdo visualmente na Igreja.

Pe. Henrique Gazaniga, pároco de São João Batista, em Itajaí, fala aos participantes do Encontro Comarcal realizado em sua paróquia encerrou o encontro. Todos saíram repletos do Espírito Santo e foram anunciar a Boa Nova em suas Comunidades. A cantora fadista, Célia Pedro, emocionou a todos com a interpretação da Ave Maria do Desterro, enquanto a imagem era conduzida a um altar florido. Estiveram presentes os Padres das paróquias vizinhas: Pe. Flávio, Pe. Timóteo, Pe. Cláudio, e os diáco-nos Joaquim, de Dom Bosco, e Lothar, de Camboriú. Destaque especial ao pároco Pe. José Henrique, que esteve presente durante toda a tarde. Seu apoio e dinamismo nos darão força e coragem para seguirmos adiante na missão que assumimos. Que a chama do ardor missionário Foto JA

Nos meses de junho e julho algumas paróquias realizaram o lançamento do Livreto do Tempo Comum. Mesmo sem ter os livretos em mãos, as coordenações paroquiais se organizaram e reuniram-se com os animadores e animadoras dos GBF para refletirem o novo conteúdo. Na Paróquia da Trindade reuniram-se em torno de 30 animadores. Esse momento de estudo sobre o livreto fortaleceu-os, proporcionando entusiasmo pela missão para a qual Jesus convoca e envia. Na Paróquia São João Batista - Itajaí, os animadores (as) e membros dos GBF, junto com as pessoas da comunidade, cele-

Divulgação/JA

Comarca de Itajaí

Lançamento do livreto na Trindade

que sentimos neste encontro permaneça acesa em nossa missão. Colaboração: Glória Maria Dal Castel

Comarca de Brusque No dia 26 de julho, as coordenações da Comarca de Brusque dos GBF reuniram os animadores e animadoras para um encontro comarcal na Paróquia São Judas, em Brusque. Participaram desse encontro cerca de 150 membros dos GBF, vindos de todas as paróquias. O tema refletido foi “Os Discípulos Missionários”, à luz do lema “Não estava o nosso coração ardendo quando Ele falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24,32). Foi um dia muito proveitoso, com a Irmã Luzia Pereira, que falou da importância de nossa caminhada como GBF na comunidade e na Paróquia. Devemos

estar atentos e perceber que Jesus caminha conosco, como fez com os discípulos de Emaús. Ele entra em nossas casas, senta-se à mesa conosco e partilha o pão do amor, da paz, da solidariedade,da vida em abundâcia. Fazer esse caminho com Jesus é viver nossa experiência de fé como seus discípulos missionários. Caminhamos em busca da vida em plenitude, da esperança em Jesus ressuscitado que ouve nossas angústias, que se aproxima de nós porque nos ama, revelando o amor incondicional do Pai. Abertos nossos olhos e ouvidos, compreendendo que somos capazes de lutar pelo seu projeto de “vida em abundância” para todos e todas, vamos à casa dos irmãos e irmãs, partilhando com eles o pão da solidariedade, da justiça, da fraternidade e da paz. O Grupo Bíblico em Família é catequese com adultos, catequese nas famílias, aprendizado de vida cristã, experiência de Deus e de ver, no irmão e na irmã, o rosto de Jesus. Pe. Valério, pároco de Botuverá, ressaltou que os GBF fazem com que as pessoas que se reúnem tenham mais convivência cristã, mais afeto e se conheçam melhor. Rezando em pequenos grupos, as pessoas aprendem a participar mais da vida de comunidade. Recebemos a visita de nossos párocos, partilhando a importância dos pequenos grupos, e confirmando a solidificação dos GBF em cada Paróquia. O encontro encerrou com uma Celebração Eucarística. Colaboração: Ana Regina S. Petermann Foto JA

12º Intereclesial das CEBs No dia 17 de julho, na Catedral Metropolitana, Dom Murilo presidiu à missa de envio dos delegados que representaram a Arquidiocese nos dias 21 a 25 de julho em Porto Velho - Rondônia. O 12º Intereclesial, com o tema “CEBs: Ecologia e Missão - Do ventre da terra, o grito que vem da Amazônia” reuniu representantes dos 17 Regionais do Brasil, dos países das Américas e outros países, inclusive do Continente Africano. Foram delegados de quase todas as 272 dioceses do Brasil sendo: 2.174 leigos, 1.234 mulheres e 940 homens; 197 religiosas, 41 religiosos irmãos, 331 presbíteros e 56 bispos, dentre os

quais um da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, além de pastores, pastoras e fiéis dessa Igreja, da Igreja Meto-dista, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e da Igreja Unida de Cristo do Japão, juntamente com 94 indígenas de 38 etnias diferentes. Ao todo, somamos 3.010 delegados, com a presença do presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha. Ressalto a presença marcante da juventude de todo o Brasil, por meio de suas várias organizações. Foi uma experiência muito boa e rica, em que aprofundamos a consciência de nossa responsabilidade em relação ao reto uso da água, da terra,

o cuidado com a ecologia, o meio ambiente, a superação do consumismo, respondendo ao grito que vem dos povos da Amazônia. Em nossas comunidades, nos trabalhos na base, somos: “Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, conseguindo mudanças extradordinárias”, assim disse D. Moacyr Grechi, lembrando um provérbio africano. Toda a riqueza vivida e aprofundada nesses dias em Porto velho nos motivará para dar continuidade em nossa missão de executar o projeto de Jesus Cristo e o sonho de Deus, “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10), na

Dom Murilo presidiu, na Catedral, à celebração de envio dos 15 delegados da Arquidiocese que participaram do 12º Intereclesial construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidaria.

Maria Glória da Silva Luz, uma das participantes do evento

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Artigos

Agosto 2009

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Centenário

Padre Augusto Schwirling - Missionário do Alto Capivari

Generoso ímpeto missionário Um ano após a chegada em Joinville, já estava na região do Capivari, um imenso sertão verde. Em 1º de agosto de 1909 celebrou a primeira Missa em Anitápolis e deu início à construção da capela. O Chefe interino do Núcleo Lauro Müller (depois Anitápolis) pede ao bispo que o nomeie professor de religião com a subvenção mensal de 200$000. A Comissão manda construir casa para escola e reserva lotes para o professor e sacerdote. Em 30 de dezembro do mesmo ano é nomeado Cura de Teresópolis, colônia fundada em 1860 e atendida pelos franciscanos até 1899.

Com o zelo do Bom Pastor, amplia seu campo de ação para além dos limites do Curato, limites aliás muito indefinidos. Em 23 de dezembro de 1910, as capelas de Löffelscheidt e Vargem Grande passam a Teresópolis. Cavalo, charrete, pernas, eram seu dia-a-dia. Tudo o que se referia aos colonos lhe interessava. Em relatório de 1918, cita detalhadamente as igrejas e capelas a que atendia, num território onde hoje se situam os municípios de Rancho Queimado, Anitápolis, São Bonifácio, Ituporanga, Vidal Ramos, Rio Fortuna, São Martinho e Armazém.

Fundador de comunidades A exemplo do Pe. Guilherme Roer (1821-1891), que tinha encaminhado colonos para o Vale do Braço do Norte, Pe. Schwirling refaz o projeto, mas partindo do rio Maracujá que nasce em Anitápolis e deságua no Alto Vale do Rio Itajaí-mirim, percorrendo as regiões vizinhas em busca de terras melhores. Deve-se ao Pe. Schwirling o início do povoamento das regiões que hoje constituem Ituporanga, Vidal Ramos e Presidente Nereu, nas cabeceiras do Itajaí Mirim, no período de 1912 a 1928. Dá início à organização eclesiástica da imensa região, contando com o auxílio missionário ocasional do Padre Bernardo Bläsing e dos fran-ciscanos Frei Húmilis e Frei Meinrado. Esse pioneirismo esbarrou num obstáculo: a presença ancestral dos índios botocudos, ameaçados pela penetração tanto dos colonos que vinham do Alto Vale como dos que subiam pelo Itajaímirim procedentes de Brusque. Assistimos, desse modo, às

Divulgação/JA

Padre Augusto Schwirling incluise na cepa dos missionários incansáveis, corajosos, de resistência física, espiritual e moral a toda prova. Dele pode-se dizer que viveu no mato, nas clareiras onde se fundavam comunidades de imigrantes alemães e seus descendentes, em Santa Catarina. Parou apenas quando não podia mais continuar. Nascido em Lichtenau, Westfália, em 25 de fevereiro de 1872, diocese de Paderborn, na Alemanha, foi ordenado presbítero em 22 de março de 1895. Após doze anos de trabalho pastoral na sua pátria, chegou ao Brasil em 1907, impulsionado pelo mesmo ardor missionário do Pe. Carlos Boegershausen (1833-1906), primeiro pároco de Joinville, onde foi vigário paroquial. Sua vinda para o campo missionário foi irreversível. Já em 22 de julho de 1910 recebeu a incardinação na diocese de Florianópolis, incardina-ção confirmada em 1930, porque o documento anterior não chegara à Alemanha.

Pe. Augusto Schwirling - cavalo, charrete e pernas eram o seu meio de transporte para chegar às comunidades longínquas terríveis expedições de bugreiros, grupos de colonos pagos para literalmente caçar e matar índios (!), uma página triste da história catarinense. Pe. Schwirling, para nós incompreensivelmente, chegou a participar de algumas dessas expedições. Preocupado com o desenvolvimento da comunidade de Teresópolis, com recursos que trouxera da Alemanha e a colaboração dos colonos, em 1920 fundou nela a primeira indústria: a “Sociedade Cooperativa de Theresopolis - Refinação de Banha, Salsicharia, Fabricação de presuntos, compra e venda de todos os produtos coloniaes”. A experiência não teve longa duração, mas reflete o interesse do padre pelos seus colonos.

A messe é grande, poucos os operários Em 1919, devido ao muito trabalho, pede o deslocamento do Pe. Ernesto Schulz de Orléans para o auxiliar em Teresópolis, pois sentia-se impotente diante da vastidão do campo apostóli-

co. Não sendo atendido, em 1922, com dor no coração, pede a Dom Joaquim um outro posto, em qualquer local da diocese. Élhe oferecida a Coadjutoria de Imaruí, Laguna, Quadro do Norte, sabendo-se que ele não aceitaria essa mudança. A solução veio no mesmo ano: os franciscanos de Santo Amaro da Imperatriz assumem Teresópolis e Pe. Augusto fixa residência no Alto Capivari, São Bonifácio: por 23 anos (1922-1945) será o zeloso pastor de São Bonifácio. Em 1921 os Padres dehonianos assumem o Curato de São Sebastião de Vargem do Cedro e Pe. Schwirling, para atendimento de algumas comunidades, de 1926 a 1932 será vigário encarregado do mesmo curato, com residência em São Bonifácio. Por sua vez, o dehoniano Pe. Gabriel Lux, depois tão benemérito em Azambuja, é o vigário. Preocupado e obediente, embaralhado mesmo sobre qual seria o território de sua jurisdição, em dois de agosto de 1935 Pe. Schwirling pede esclarecimentos sobre os limites da sua paróquia. Na mesma carta, a respeito das construções, escreve ao Arcebispo: "Nestes lugares retirados fora do comércio, pobrezinhos, não há profissionais, e se tiver não sabem fazer uma planta, e se tiver planta , não sabem executar". Resumindo: Pe. Augusto passa a atender Teresópolis e Capivari (São Bonifácio). Cansado e com problemas de saúde, em 30 de março de 1937 pede e recebe licença para passar três meses na Alemanha a fim de encaminhar um herdeiro para os bens paternos, pois ele é o filho mais velho e dois irmãos tinham morrido na Guerra. Como desejasse visitar mais uma

vez toda a Anitápolis e celebrar Pentecostes e Corpus Christi em São Bonifácio, embarcou só em 15 de junho em São Francisco do Sul no vapor General Artigas. De Lichtenau, em 22 de agosto de 1937, escreve que "arranjou com as Irmãs Dominicanas duas Irmãs professas e uma enfermeira... As Irmãs Dominicanas de Speyer vieram, mas Dom Joaquim as encaminhou para Araranguá, depois de breve passagem por Teresópolis e Capivari.

Os últimos anos De 1939 a 1944 há várias cartas dele a Dom Joaquim sobre problemas crescentes de saúde. Em 15 de janeiro de 1945, Dom Joaquim lhe escreve e pergunta se é possível criar a Paróquia de São Bonifácio sem Anitápolis, e quais seriam os limites definitivos. Era o último consolo para o Padre que percorrera aquelas regiões por 46 anos. E era a despedida. Em 23 de fevereiro de 1945 é transferido para Brusque, com a provisão de Capelão das Irmãs da Divina Providência na Chácara Santa Teresinha, pertencente a Azambuja. Anos depois deixou a Capelania e fixou residência no Seminário, pois perdera quase completamente a memória. Tinha apenas lampejos de recordações. Deus o chamou em 16 de janeiro de 1961, com 89 anos de vida e 66 de sacerdócio. O povo de São Bonifácio não o esqueceu. Por iniciativa da comunidade e do Pe. Sebastião van Lieshout SSCC, em dois de novembro de 1970 seus restos mortais foram transportados para São Bonifácio. Pe. José Artulino Besen pejabesen.wordpress.com

Ecumenismo Todos sabemos que a palavra “ecumenismo” diz respeito ao diálogo entre as Igrejas cristãs, visando à comunhão entre todas as pessoas que professam a Jesus Cristo como Salvador. Também sabemos da importância do “diálogo inter-religioso” como caminho de fraternidade entre todas as pessoas que participam de diferentes tradições religiosas. Nos últimos tempos, cada vez mais, usa-se o termo “macroecumenismo” para designar as relações integrais entre todos os seres humanos e com todas as coisas. É um espírito que anima atitudes de acolhida, de respeito, de veneração e de contemplação. É um modo de ser que nasce da nova consciência de que tudo está inter-relacionado e inter-dependente. Há uma profunda solidari-

Vocação Macroecumênica edade que nos une definitivamente. A alteridade faz também parte integrante da minha identidade; o destino do outro está intimamente ligado ao meu. Desta consciência de relação integral surge a possibilidade de reorientar a nossa vida de modo a garantir que “tudo o que vive merece viver”. Esta, certamente, é uma forma de agradecer e louvar a Deus, criador e libertador de todas as coisas. Tudo o que Ele fez “viu que era muito bom” (Gn 1,31) e; por isso, nada exclui, mas de tudo cuida com carinho e amor. Estamos hoje percebendo, com mais clareza, que a presença do Espírito de Deus, desde o início, impregna a história de to-

dos os povos e nos faz reconhecer o plano divino de amor e de unidade. Antes mesmo de qualquer movimento de evangelização pelo mundo, Deus aí já se encontrava, fazendo-se conhecer de formas diversas. Cada ser humano é sacrário vivo de Deus, também aquele que o ignora ou o nega. Os caminhos de sua salvação são verdadeiramente conhecidos somente por Ele, muito além dos sistemas religiosos. Ousamos dizer, então, que Deus é macroecumênico por excelência, pois não é racista, nem está ligado exclusivamente a nenhuma cultura, etnia, igreja ou tradição religiosa. Cuida de cada pessoa: é extensão de si próprio; zela por

cada coisa: é expressão de sua criatividade. Tudo Ele fez por amor. Na história revela-se como o Deus da vida plena. Em Jesus Cristo manifestou-se como o Deus universal, desejoso de que todos cheguem ao conhecimento da verdade e oferecendo gratuitamente a salvação a todos os povos. Somos, então, profundamente gratos pela magnânima generosidade de Deus que nos criou à sua imagem e acolhe a todos como seus filhos e filhas muito amados. Somos gratos por todas as coisas que Ele colocou à nossa disposição como “maná” caído do céu, para que todos possam servir-se segundo a necessidade de cada um. Sendo assim, a vocação primeira dos

cristãos e cristãs se confunde com a de todo ser humano, que é viver dignamente sobre a terra. Em outras palavras, todas as pessoas possuem a missão macroecumênica em vista do projeto de justiça, de respeito aos direitos humanos, de paz e de solidariedade universal. É preciso que nos aproximemos e nos reconheçamos como necessitados uns dos outros. Somos a família humana, antes de qualquer outra associação; estamos ligados por uma origem e um destino comuns. É imprescindível superar o que nos separa, e caminhar juntos... Celso Loraschi Professor no ITESC e Coordenador da Comissão Arquidiocesana para o Ecumenismo e o Diálogo InterReligioso - CADEIR


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Missão 13

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Juventude Missionária

Uma Obra Pontifícia para o engajamento missionário da juventude Divulgação/JA

Em maio de 2005 realizou-se, em Brasília, na sede das Pontifícias Obras Missionárias, o primeiro encontro nacional, com os assessores da Infância e Adolescência Missionária de todos os regionais, para dar continuidade à caminhada da Infância Missionária, ou seja, continuar acompanhando os passos das crianças que passavam da infância missionária para a adolescência. As Pontifícias Obras Missionárias do Brasil (POM), com mais esta iniciativa, queriam contribuir para a conscientização de todos para o fato de que a Igreja, na sua essência, é missionária. É exatamente com o desejo de despertar e capacitar os jovens para a dimensão missionária, e seu engajamento, que surgiu a Obra Pontifícia da Juventude Missionária (JM).

O QUE É A JUVENTUDE MISSIONÁRIA? A Juventude Missionária não é um movimento nem uma pastoral, mas grupos de jovens, animados por uma forte paixão missionária e vinculados à Obra Pontifícia da Propagação da Fé. Entre seus objetivos, encontram-se: 1. O engajamento do jovem na caminhada eclesial da Igreja

(pastoral de conjunto) 2. Uma visão universal e a disposição para cumprir o mandato missionário de Cristo (Mc 16,15) 3. Assumir com responsabilidade seu compromisso missionário de batizado. 4. Testemunhar uma vida autêntica, a partir de uma espiritualidade centrada no sacramento da Eucaristia, como fonte e ponto de chegada da Missão

A SEMENTE LANÇADA EM LAGES Nos dias 12, 13 e 14 de junho de 2009 realizou-se, em Lages, o primeiro encontro de formação para assessores da Juventude Missionária em Santa Catarina. O objetivo era capacitar e formar os que irão ou já estão trabalhando com esta Obra Pontifícia. As palestras foram feitas por Pe. Vitor Meneses, Assessor Nacional da JM. Além da formação dos assessores, o encontro tinha por objetivo conscientizar sobre a importância da presença dos jovens na Igreja. Com assessores conscientes e o empenho das paróquias, a divulgação da JM e seu desabrochar em nossa Arquidiocese será mais fácil e os frutos não faltarão. Divulgação/JA

Pe. Lúcio na África: não esqueçamos de rezar pelos nossos missionários

IDE E ANUNCIAI!

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu e enviou-me a anunciar a Boa Nova aos pobres” (Is 61,1)

Pe. Vitor Menezes insistiu dizendo que a JM não deve ser iniciada sem a permissão do Bispo e sem antes ter sido apresentada e comunicada às lideranças da diocese e da paróquia, pois a Juventude Missionária deve fazer parte integrante da comunidade eclesial e não ficar à margem. Os jovens que optarem por fazer par te da JM, deverão engajar-se na comunidade de forma ativa, dando testemunho de ter feito a experiência de um encontro pessoal com Cristo. Naturalmente, os jovens da JM devem primeiro tomar consciência da realidade e realizar seu trabalho com uma visão aberta, universal. A Obra da Juventude Missionária tem metodologia, conteúdos e linguagem para capacitar cada jovem a ser um evangelizador de outros jovens, aproximando-os de Cristo. O lema da JM já fala claro: “Jovem evangeliza jovem”.

É necessário e urgente que a Igreja dê o devido espaço e crédito aos jovens, aposte em seu potencial, entre na sua realidade e utilize a mesma linguagem. Isso é indispensável para poder aproximarse dos jovens que, assim, mais facilmente se aproximarão da Igreja. Com pena constatamos que, em muitas de nossas paróquias, onde um dia floresceu a Infância Missionária - atualmente não haja mais esses grupos. Diante disso, é dever das paróquias resgatar os que já passaram pelos grupos de adolescentes missionários, para que se engajem em grupos de Juventude Missionária. Será um ótimo meio de formar novos líderes, com estilo e entusiasmo missionários, para as nossas pastorais e, se Deus quiser, para que surjam, entre eles, novos missionários para os cinco continentes. Não é isso que a Igreja de Aparecida está pre-

UM CONVITE

gando e querendo com urgência para o continente americano? Ai vai, portanto, o convite a cada paróquia e a seus assessores da Infância que, por vários motivos já não estão mais atuando, para que assumam o compromisso de resgatar esses jovens, que já foram suas crianças na IM e, com eles, tomar conhecimento da Obra da Juventude Missionária, que, até agora, não foi implantada em nossa Arquidiocese. Por Miriangela "Leka" Paim

Endereços úteis Coordenadora da Infância e Adolescência Missionária IAM: Dalva (48) 8411-3896 Secretária da IAM - Maria Aparecida - Cida (48) 33421886


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Vida Presbiteral

Agosto 2009

Foto JA

Pe. Vânio da Silva Duas celebrações têm o mesmo objetivo, despertar vocações: o Ano Vocacional, na Arquidiocese, e o Ano Sacerdotal, em toda a Igreja. Neste ano, a Arquidiocese celebra o Ano Vocacional e, atendendo à convocação do Papa Bento XVI, a Igreja celebra o Ano Sacerdotal. Para falar um pouco sobre essas duas convocações, conversamos com o Pe. Vânio da Silva, coordenador arquidiocesano da Pastoral Vocacional. Em entrevista, ele fala sobre os eventos programados para o ano, sobre o que fazer para despertar novas vocações para a vida presbiteral, dos caminhos que deve seguir um jovem que sente o chamado, e deixa uma mensagem aos vocacionados. Jornal da Arquidiocese - Neste ano, a Igreja está celebrando o Ano Sacerdotal e a Arquidiocese também celebra o Ano Vocacional. Qual é o objetivo de unir essas duas convocações? Pe. Vânio - O Papa Bento XVI surpreendeu a Igreja, no dia 16 de março deste ano, convocando um Ano Sacerdotal para celebrarmos os 150 anos da morte de São João Maria Vianney, padroeiro de todos os padres do mundo. Bem antes, em setembro do ano passado, nossa Arquidiocese tinha decidido celebrar um ano vocacional. Com a convocação do Papa, o Arcebispo decidiu unir as duas iniciativas que tinham objetivos seme-

lhantes. Os objetivos do Ano Sacerdotal são: apresentar a beleza e importância do ministério presbiteral; e despertar novas vocações sacerdotais. JA - A celebração do Ano Sacerdotal foi aberta no dia 19 de junho, com os padres da Arquidiocese reunidos no Santuário de Azambuja. Que outros eventos estão previstos? Pe. Vânio - Realmente, no dia 19 de junho tivemos uma bela manhã de encontro e oração na abertura do Ano Sacerdotal, no Santuário de Azambuja. Naquele mesmo dia, todas as paróquias realizaram momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento e uma missa especial de abertura do Ano Sacerdotal. Agora, cada comarca pastoral está preparando um evento alusivo. Acontecerão peregrinações a Santuários, shows musicais, gincanas com crismandos, etc. Teremos a romaria do clero para o Santuário de Aparecida, as cartas de Dom Murilo para os jovens, as famílias e as crianças sobre o tema das vocações e, no próximo ano, o segundo Congresso Vocacional Arquidiocesano. Além dessas atividades, muitas outras estarão previstas e podem ser conferidas no site do ano sacerdotal (www.anosacerdtoal.org.br). Con-

Pe. Vânio coordena a Pastoral Vocacional na Arquidiocese

O Ano Sacerdotal pretende apresentar a beleza do ministério presbiteral e despertar novas vocações sacerdotais”

tudo, mais importante que os eventos especiais, são as pequenas iniciativas diárias para tornar cada atividade pastoral um serviço à promoção de todas as vocações necessárias à vida da Igreja. Chegou a hora de fazermos da pastoral vocacional a vocação de toda pastoral. JA - O senhor coordena a Pastoral Vocacional na Arquidiocese. O que fazer para despertar nos jovens o interesse pela vida religiosa? Pe. Vânio - A experiência da igreja diz que os dois meios mais importantes na pastoral vocacional são: a oração confiante e

Retalhos do Cotidiano DAR E TIRAR

Se nós não soubermos nos socorrer uns aos outros, haverá uma crise muito pior do que a crise econômica que afetou o mundo. Se não soubermos nos socorrer uns aos outros com amor, os homens já não se preocuparão tanto com as gigantescas geleiras que derretem, mas verão, estupefatos, as geleiras muito maiores da indiferença, do comodismo, do desamor tomarem conta do planeta, transformando-o num enorme emaranhado e, não mais, numa sociedade. Porque na sociedade todos somos sócios, e na falta de solidariedade e de amor ninguém é de ninguém. É cada um por si. E longe de nós pensar que, então, se é cada um por si, Deus será por cada um...

Disse alguém: "O que Deus tem para me dar, ninguém tira; o que Ele quer me tirar, ninguém poderá me dar!".

SOLIDARIEDADE 2 Quando não se é solidário, não se é feliz; quando se é solidário, a alegria, dom de Deus, vem passear e fica morando em nosso coração. Quanto mais a gente se dá, mais se é feliz; quanto mais se vai ao encontro do irmão, tanto mais Deus vem ao nosso encontro!

FELICIDADE Pequenos momentos de felicidade verdadeira constroem no coração grandes 'árvores' que, como artérias, levam o sangue da alegria a toda a nossa vida. São árvores em que, como na infância, podemos pendurar os balanços que nos levam para o alto, sem nos preocupar tanto com as descidas, porque elas também fazem parte da felicidade de viver.

JA - Hoje, quais os caminhos que um jovem que sente o chamado deve seguir? Pe. Vânio - Um jovem que sente o chamado para a vocação sacerdotal ou religiosa deve cultivar

MÃOS Perguntaram à anciã quase centenária: “De que canto a senhora mais gosta para o ofertório?”. Ela respondeu: “De mãos estendidas”. E completou: “Porque quando a gente está de mãos estendidas, elas estão longe do corpo e não dá para reter nada!”.

JA - Diz-se que a tendência atual são as vocações maduras (ou tardias), pessoas com mais idade que têm a vocação despertada. Há algum trabalho diferenciado para seguir essa tendência? Pe. Vânio - Os jovens mais maduros que sentem o desejo de entrar no seminário são acompanhados pelos seus párocos e pela pastoral vocacional e depois encaminhados para o Seminário Propedêutico, que é a instituição formativa responsável pelas vocações adultas. JA - Que mensagem o senhor deixa para aqueles jovens que sentem o chamado para a vida religiosa ordenada? Pe. Vânio - Eu sou muito feliz como padre. Tenho a alegria de ser um consagrado para a salvação do mundo. Por isso, se algum jovem está sentindo o chamado para ser padre ou religioso/a eu só posso dizer: o que você está esperando para dizer o seu sim? Nada pode ser mais belo e importante na vida do que responder ao chamado que o Senhor Jesus nos faz.

ORGULHO Em quantos para-choques de caminhão já vi escrito que "o orgulho a terra come"! Como o Sol poderia orgulhar-se de iluminar o dia se, à noite, ele se esconde? Como o oceano poderia orgulharse de sua vastidão se o Senhor "doma o orgulho do mar e acalma as ondas quando elas se elevam"? (Sl 88,10). Orgulho: difícil não tê-lo; melhor não possuí-lo!

CRUZ

FELICIDADE 2 Viver em paz, amando os seus, procurando servir os irmãos, sem se preocupar em ter, mas em ser: boa fórmula para a felicidade! Ela se encontra nas pequenas-grandes coisas da vida. E, na maioria das vezes, senão sempre, depende de nós transformar as pequenas boas coisas da vida na vida que vivemos.

a oração pessoal e participar ativamente da vida de sua comunidade paroquial; deve falar com o padre ou as religiosas de sua paróquia e contar o que está sentindo; e procurar o seminário ou as casas religiosas para participar dos encontros de discernimento vocacional. A partir desse período de discernimento, cada seminário ou casa religiosa vai apresentar ao jovem o caminho mais adequado para que ele responda ao chamado de Jesus.

Carlos Martendal

Divulgação/JA

SOLIDARIEDADE

perseverante de todas as comunidades pelas vocações e o testemunho alegre e fiel dos presbíteros, religiosos e religiosas. Esperamos que neste Ano Sacerdotal todas as comunidades estejam de joelhos pedindo pelas vocações, e que todos os padres redescubram a alegria do próprio chamado para terem a coragem de chamar.

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PENSAMENTO Há pensamentos que constroem e outros que destroem; há os que nos deixam felizes e os que nos trazem preocupações. Luta árdua, a de domesticá-los. Os chineses advertem: “Atenção ao

que pensas, está na raiz do que fazes”. É preciso fazer “sentir o chicote aos meus pensamentos" (cf. Eclo 23,2). Devo ser seu carrasco, quando preciso, antes que eles se tornem os meus!

BRAÇOS Os braços foram feitos para acolher; o coração, para amar!

Olho para a cruz e nela Te vejo, Senhor. Mas, por que estás aí? Porque eu estou aqui. Tu, o três vezes Santo, pregado como um malfeitor; eu, o grande pecador, solto como um homem de bem. "Na cruz, os meus pecados; em Ti, o horror por eles" (Cardeal Newman).

CAIR Paulo caiu quando não estava em Ti; depois que passou a viver em Ti e por Ti, não caiu mais, pois "não caem aqueles de quem Cristo é a altura" (Santo Agostinho).


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Pastoral resgata dignidade dos presos

Igreja no Brasil e no Mundo

Pontifício Conselho escreve mensagem pelo Dia do Turismo

Trabalho iniciou há dois anos e já colhe bons frutos no presídio de Tijucas Divulgação/JA

O presídio de Tijucas foi construído para abrigar 120 presos, mas “abriga” atualmente cerca de 340. Ainda assim é considerado modelo no Estado. Para atender essa população carcerária crescente, em junho de 2007 foi criada a Pastoral Carcerária (PCr). Um grupo de 10 voluntários realiza visitas semanais aos presos, todas as tardes das quintas-feiras. O trabalho surgiu após a Ir. Lucenira Hillesheim participar do Curso de Formação da PCr realizado pela EMAR, em 2007. “Isso, também atendendo aos pedidos insistentes do Pe. Ney”, disse a Irmã, referindo-se ao Coordenador arquidiocesano da Pastoral. Nas visitas semanais, os voluntários procuram refletir com os presos o evangelho do dia, animados com violão, com cantos e orações. E sempre terminam com palavras de fé e esperança, com a oração do Pai Nosso de mãos dadas e o abraço da paz. “Rezando com eles, cantando, partilhando a vida, como também ouvindoos, a PCr quer ser presença de Igreja no meio dos nossos irmãos e irmãs presos”, disse Ir. Lucenira. Cerca de 20% da população carcerária masculina participa dos encontros promovidos pela

Voluntários da Pastoral Carcerária, liderados pela Irmã Lucenira (centro), realizam visitas semanais aos mais de 350 detentos do presídio de Tijucas Pastoral e cerca de 80% das mulheres. Mas os que participam acabam ‘contaminando’ positivamente os outros. Eles apreciam muito a presença dos voluntários. Quando não vão (problemas internos no presídio), são cobrados. A administração penitenciária também aprecia. Quando é permitida a sua entrada, são pelo menos 15 dias sem problemas entre presos. Hoje há Grupos Bíblicos em Família sendo formados no presí-

Necessidades emergênciais

Comarcas celebram o Ano Catequético As comarcas de Biguaçu e Itajaí realizaram a celebração no mês de julho As Comarcas de Biguaçu e Itajaí realizaram no mês de julho os seus encontros comarcais celebrativos do Ano Catequético. Com o tema “Catequese, caminho para o discipulado”, cada comarca contou com um assessor que trabalhou os quatro temas que compõem o texto-base do Ano: Jesus Cristo; a Palavra de Deus; a Eucaristia; e o ser e a missão do Catequista. Na Comarca de Biguaçu, o encontro foi realizado no dia 05 de julho, na Comunidade Vendaval, pertencente à paróquia São João Evangelista, em Biguaçu. Mais de 400 lideranças da Igreja estiveram reuni-

dio. Mas eles só se reúnem com a presença dos voluntários. Sozinhos, são constrangidos pelos outros presos. São realizadas celebrações periódicas no presídio. Através do diácono Reinaldo Poggetti dos Santos, de Tijucas, a cada dois meses há a celebração da Palavra. O Pe. Gervásio Fuck, pároco de Tijucas, também atende a confissões na Páscoa e Natal, e sempre que solicitado vai ao presídio.

das. Durante o dia, os participantes contaram com a assessoria da Irmã Meri Hammes, catequista franciscana. Na Comarca de Itajaí, mais de 400 lideranças estiveram reunidas na Paróquia São Vicente. O encontro, realizado no dia 12 de julho, contou com a assessoria da Irmã Luzia Pereira, também catequista franciscana. Segundo Irmã Marlene, coordenadora arquidiocesana de Catequese, os encontros foram muito positivos. “Todas as paróquias estiveram presentes, as celebrações foram bastante animadas e participativas, e os temas foram muito bem abordados”, avaliou.

Além do trabalho de evangelização, a PCr se preocupa em atender as necessidades mais urgentes dos presos. Constantemente são realizadas campanhas de arrecadação de material de higiene: sabonetes, pasta de dente e escovas, além de roupas e calçados, que são repassados aos detentos. Também se arrecadam jornais e revistas, para que os presos realizem trabalhos artesanais. As campanhas são realizadas em Tijucas, São João Batista e Porto Belo. Há motivação nas paróquias e a resposta da comunidade é bastante positiva. O trabalho caminha bem, mas ainda encontra alguma resistência dos presos. “Nossa intenção é também prestar auxílio às famílias, mas talvez por vergonha ou por preservação, eles não passam os endereços”, disse Irmã Lucenira. A pastoral também está buscando participar do Conselho da Comunidade, previsto pela LEP (Lei de Execução Penal).

O Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes escreveu uma mensagem para o 30° Dia Mundial do Turismo, que vai se realizar no próximo dia 27 de setembro. O organismo vaticano ressalta no texto que o turismo oferece ocasiões de diálogo e conhecimento e não pode prescindir da ética da responsabilidade e do respeito pela diversidade. Com o tema “O turismo, celebração da diversidade”, o evento pretende ressaltar que o turismo é um convite a não se fechar na própria cultura, mas a se abrir às outras e confrontar-se com diferentes maneiras de viver e pensar". Segundo a mensag em, a diversidade é um fator positivo e

não impede as culturas e as religiões de se aproximarem cada vez mais, fazendo brotar um autêntico desejo de paz. Infelizmente existem ainda hoje “incompreensões e preconceitos profundamente arraigados, que levantam barreiras e alimentam divisões”, afirma o documento. A mensagem do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes ressalta que é urgente o compromisso de transformar a discriminação, a xenofobia e a intolerância em aceitação, percorrendo os caminhos do respeito e do diálogo construtivo. Nesse contexto, a Igreja tem a importante tarefa, seguindo a convicção de Paulo VI na Encíclica “Ecclesiam suam”, de dialogar com o mundo.

Semana Missionária para Amazônia Na última Assembleia Geral da CNBB, que aconteceu em abril, em Itaici (SP), os bispos aprovaram o projeto permanente da Semana Missionária para as Igrejas Católicas na Amazônia. A partir de outubro deste ano, a Comissão para a Amazônia organizará todos os anos uma Semana Missionária em âmbito nacional. Neste ano, a Semana acontece entre os dias 25 e 31 de outubro. Segundo a assessora da Comissão, irmã Maria Irene Lopes dos Santos, o projeto pretende envolver a Igreja no Brasil

de diversas formas. “O projeto visa a envolver a Igreja fazendo com que os leigos entendam a importância da Amazônia para o Brasil e para o mundo. Aspectos ecológicos, ambientais, econômicos, políticos e, sobretudo, os voltados para a evangelização". “Queremos que esta iniciativa seja uma oportunidade para que todo o povo de Deus possa se engajar cada vez mais na ação evangelizadora da Igreja no Brasil”, afirmou o presidente da Comissão para a Amazônia, Dom Jayme Henrique Chemello.

Presidente da CNBB comenta a encíclica Caritas in Veritate “Sábias, oportunas e iluminadoras são as palavras do Santo Padre, que reitera o desenvolvimento como uma vocação humana. O desenvolvimento poderá ser plenamente atingido se forem respeitados os princípios que consideram o ser humano uma criatura predileta de Deus, revestida de uma dignidade que não pode ser sacrificada pelas leis econômicas.” Foi o que disse o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lyrio Rocha, comentando a encíclica do Papa Bento XVI Caritas in Veritate. A Igreja presta seu serviço à humanidade e cha-

ma a atenção sobre o risco de um desenvolvimento centralizado em si mesmo, que não respeita o ser humano. “Nesse sentido, disse ainda Dom Geraldo, o Papa recorda a função imprescindível do Estado em garantir a liberdade religiosa como condição também de desenvolvimento”. O presidente da CNBB espera que a encíclica “inspire os países em sua irrenunciável busca de caminhos em prol da resolução da crise econômica, em vista de um desenvolvimento que coloque no centro a pessoa humana, sobretudo os pobres, defenda a vida e elimine as desigualdades”.


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A dança criando cidadãos Através da dança, os participantes melhoram seus desempenhos escolares e a convivência familiar Foto JA

O Fundo Arquidiocesano de Solidariedade (FAS) foi criado para apoiar financeiramente projetos sociais e de geração de trabalho e renda. O Fundo é composto por 60% da Coleta da Solidariedade, contribuição que os fiéis fazem durante a celebração do Domingo de Ramos (os outros 40% são encaminhados à Cáritas Nacional). Neste ano, 17 projetos já foram contemplados com os recursos. Outros estão sendo avaliados pela comissão. Um deles é o curso de Balé Clássico e Moderno para formação integral. O projeto iniciou há dois anos no Monte Cristo, uma comunidade empobrecida da região continental de Florianópolis. Amara Martino, instrutora formada em balé na Escola Nacional de Dança de Buenos Aires e em Expressão Corporal, já lecionava voluntariamente para as crianças nas casas. Recebeu o convite para levar seu trabalho a um espaço na igreja local e hoje atende a 80 jovens, de 5 a 18 anos, sem limite de idade, dois dias da semana. Nas segundas e sextas-feiras, das 18h30 às 20h, elas aprendem técnicas de dança. “A base é o balé, mas também ensinamos expressão corporal, técnicas de consciência corporal, rítmica e percussão”, disse Amara. Segundo ela, os participantes aprendem dança de salão, italiana, gauchesca, forró, hip hop, quadrilha, dança clássica

Orientadas pela experiente professora de balé, meninas fazem exercício em uma sala da igreja. Recursos do FAS vão melhor equipar o local. e outros ritmos podem ser incorporados, “desde que não sejam ofensivos”, salienta. A maioria dos participantes está há pouco tempo. Mas já se percebem melhoras no rendimento de cada um. Já realizaram até algumas apresentações. “A dança contribui para o físico, emocional, melhora a concentração, a disciplina, a consciência do espaço e do tempo. Assim, há reflexos diretos na convivência familiar e nos estudos”, afirma a instrutora de dança. Com o valor de R$ 4 mil recebidos do FAS, serão colocados espelhos nas paredes, o que facilitará o aprendizado, já que poderão observar seus próprios movimentos, e tapumes sobre o piso, o que permitirá realizar exercícios sem a preocupação de cair.

Braço social do Centro Loyola Participantes também têm aula de Hip Hop e muitos outros estilos “desde que não sejam ofensivos”

As aulas de dança são ministradas na igreja NSra Apa-

recida e São Geraldo, pertencentes à Paróquia da Coloninha. A capela se tornou o braço social do Centro Loyola - Amar e Servir. Desde 2004, quando foi criado em Florianópolis, o Centro oferece cursos de Bíblia e Espiritualidade em parceria com o Instituto Teológico de Santa Catarina ITESC. Desde o início de suas atividades, o Centro Loyola manteve uma relação estreita com a comunidade. Logo em seguida, empreendeu a construção da atual capela e, depois, de um prédio anexo para a realização de encontros e cursos. Hoje no local, além das aulas, o Centro mantém uma secretaria, oferece cursos de informática, música e encontros de grupos de idosos. “Todos são realizados em parceria com outras instituições”, informou Elaine Schweitzer Claumann, coordenadora administrativa do Centro Loyola. Segundo ela, a intenção é no futuro próximo instalar uma biblioteca aberta à comunidade no mesmo local. Para mais informações sobre o projeto ou sobre o Centro Loyola, entre em contato pelo fone (48) 3234-2449 ou pelo e-mail contato@centroloyolafpolis.com.br.

Pastoral da Criança oferece formação para líderes A Pastoral da Criança está realizando formação nas paróquias da Arquidiocese. A formação é continuada e está sendo realizada em todas as paróquias onde a Pastoral atua. A última paróquia a concluir a formação foi a Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, em Florianópolis. Por dois meses, a equipe de coordenação realizou a formação do Guia do Líder para as voluntárias que atuam na paróquia. O trabalho consiste em orientá-las quanto à abordagem às famílias, ensinar as mães os cuidados com seus filhos, na alimentação, na saúde, e ver se as crianças estão na escola. Ensinam a preparar o multimistura, que é dado às crianças que estão abaixo do peso. “É uma formação dentro das normas já consolidadas da Pas-

toral da Criança e que auxilia os voluntários em suas atividades cotidianas", disse Neli Nagata Nobre, coordenadora da Pastoral da Criança na Arquidiocese. Segundo ela, a formação pode levar até dois meses, dependendo da disponibilidade dos voluntários. Além da formação do Guia do Líder, a Pastoral também oferece capacitação para organizar hortas caseiras e assim cultivar alimentos, bem como cozinha alternativa, para melhor aproveitar os alimentos. A Pastoral da Criança está presente em 19 paróquias da Arquidiocese e em 60 comunidades. São mais de 2600 crianças atendidas e 300 gestantes. Os interessados em receber a formação devem entrar em contato com Neli Nobre, pelo fone (48) 9907-5576.

Encontro reúne lideranças paroquiais do Ecumenismo No dia 29 de agosto, a Comissão Arquidiocesana para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso - CADEIR, promoverá o 2º Encontro de Representantes Paroquiais. Realizado na Paróquia São João Evangelista, em Biguaçu, o evento terá início às 13h30min, com término previsto para as 18h. Todos são convidados. O Encontro deste ano, com a participação de dois ou três representantes por paróquia, deverá contemplar, especialmente, o estudo do texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010, que tem por tema: “Economia e Vida” e por lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24). O principal objetivo é incentivar

e capacitar os agentes promotores do Ecumenismo e do Diálogo InterReligioso, partilhando as iniciativas já existentes e aprofundando a espiritualidade do diálogo dentro do pluralismo das Igrejas Cristãs e das Tradições Religiosas. “A partir da organização de Comissões Paroquiais, busca-se desenvolver a dimensão ecumênica nos níveis comarcais e diocesano”, disse Celso Loraschi, coordenador da Pastoral na Arquidiocese. Segundo ele, todos os serviços pastorais e movimentos são chamados a assumir esta dimensão, pois “a relação com os irmãos e irmãs batizados de outras Igrejas e comunidades eclesiais é um caminho irrenunciável para o “discípulo missionário”.


Jornal da Arquidiocese de Florianópolis 08/09