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Posse de Dom Wilson será transmitida ao vivo pelos meios de comunicação

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Florianópolis, Novembro de 2011 Nº 173 - Ano XV

Jovens celebram o seu dia Dia Nacional da Juventude refletiu sobre a presença da mulher na Igreja e na Sociedade Cerca de mil jovens participaram do evento, que este ano foi realizado em Garopaba. O evento teve como tema “Juventude e protagonismo feminino”, com o lema “Jovens mulheres tecendo relações de vida”, falando da presença da mulher na Igreja e na sociedade. Para debater a temática do

evento, os jovens foram distribuidos em 25 grupos e depois partilharam as suas reflexões. O evento ainda contou com shows musicais e encenações teatrais, além de várias opções de práticas esportivas e de lazer. O encerramento foi com a Celebração Eucarística na Igreja Matriz. PÁGINA 07

Amar é dar a vida Oração do Ofício Divino da Juventude deu início às comemorações do Dia Nacional da Juventude

Coroinhas realizam último encontro comarcal do ano Durante o encontro, Irmã Clea Fuck foi homenageada pela passagem dos seus 85 anos, 65 deles dedicados à vida religiosa O Santuário de Azambuja recebeu no dia 22 de outubro os Coroinhas da Comarca de São José. Durante o dia, eles realizaram visita ao Seminário, assistiram apresentações teatrais e participaram de atividades recreativas.

Seminário Regional prepara para a CF-2012 PÁGINA 03

Participe do Jornal da Arquidiocese

Esse foi o 8º encontro comarcal realizado neste ano e o último. Desses, quatro foram em Azambuja. Os encontros reuniram mais de 2,5 mil jovens e crianças auxiliares do altar.

“Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). Esta frase de Jesus se encontra no contexto de sua despedida. Depois do lava-pés, no decorrer da última ceia, tendo-se anunciado como “caminho, verdade e vida” (Jo 14,6), como “videira verdadeira” (Jo 15,1), Jesus anuncia seu novo mandamento: o amor mútuo. O que Jesus pede de seus discípulos não é uma adesão de emprega-

dos que obedeçam e sirvam a seu patrão, mas uma adesão de amigos, uma adesão de liberdade. Ele que, aceitando ser chamado de Mestre e Senhor, deixara a lição do lava-pés (Jo 13,13-14), agora se apresenta como Amigo. Ele é o amigo que dá a vida pelos amigos. Ensinanos assim que a vida dos discípulos não consiste na obediência a uma lei, mas na prática do amor, da amizade. PÁGINA 04

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Esclareça suas dúvidas sobre a diocese, o clero e o bispo PÁGINA 08

Pastoral Carcerária cria empregos para os presos PÁGINA 14

Sociedade Divina Providência comemora centenário PÁGINA 15

Pascom discute uso das mídias na evangelização PÁGINA 16

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Opinião

Novembro 2011

Palavra do Administrador

Pe. João Francisco Salm

Jornal da Arquidiocese

Administrador Diocesano da Arquidiocese de Florianópolis

Seja bem-vindo, Dom Wilson! No próximo dia 15 de Novembro, quando Dom Wilson Tadeu Jönck estiver iniciando seu ministério como 5º Arcebispo de Florianópolis, nossa Arquidiocese estará contando duzentos e quarenta e cinco dias de sede vacante desde que Dom Murilo assumiu sua missão em Salvador na Bahia. Vivemos juntos este período de expectativa confiante, em oração e no trabalho. Em nossas Comunidades se repetiu incessante a súplica a “Deus, Pastor Eterno, que governa o seu rebanho com solicitude constante, nos concedesse um pastor que lhe fosse agradável pela virtude e que velasse solícito sobre nós”. Caminhamos unidos “atuando nossa fé, esforçando-nos na caridade e permanecendo firmes na esperança em Jesus Cristo” (cf. 1Ts 1,3). Até lá o governo da Arquidiocese

continuará sob os cuidados do Administrador Arquidiocesano e do Colégio de Consultores. Mas o “grande serviço”, a missão de “pastorear” anunciando a Boa Nova de Jesus, celebrando o Mistério da Fé e animando na Caridade, terá empenhado muito mais gente, assistida e orientada pelo Espirito Santo: Dom Vito com sua presença paterna, serviçal e discreta; os párocos e os demais padres colaboradores; os diáconos; as religiosas e os religiosos; os ministros e ministras leigos; as lideranças de diferentes idades em tantas Pastorais, Serviços, Associações, Organismos e Movimentos. A isso deve-se acrescentar a docilidade, a alegria, a confiança, o apoio, a amizade de crianças, de jovens e de adultos - Povo Santo de Deus - convictos de que “o Senhor é o Pastor

Palavra do Papa Bento XVI “Peregrinos da Verdade, Peregrinos da Paz” Passaram-se vinte e cinco anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis. O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue.(...) Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz. E é necessário acrescentar que, embora nesse contexto não se tratasse somente, nem talvez primariamente, da liberdade de crer, também se tratava dela. Por isso, podemos de certo modo unir tudo isto também com a oração pela paz. Mas, que aconteceu depois? Infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias. E não é somente o fato de haver, em vários lugares, guerras que se reacendem repetidamente; a violência como tal está potencialmente sempre presente e

caracteriza a condição do nosso mundo. A liberdade é um grande bem. Mas o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e assustadoras fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular a todos de um modo novo.(...) Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que crêem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que crêem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus - o verdadeiro Deus - se torne acessível. Por isto mesmo, devemos sentir-nos juntos neste caminhar para a verdade, de comprometer-nos decisivamente pela dignidade do homem e assumindo juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito. (...)

Devemos sentir-nos juntos neste caminhar para a verdade, comprometendo-nos decisivamente pela dignidade do homem e assumindo juntos a causa da paz”.

Bento XVI, 27/10/2011

que nos conduz e que nada nos poderá faltar” (Sl 22,1). Impossível será até mesmo só imaginar quantos - e com que eficácia - doentes, idosos e outros ofereceram ao Pai suas experiências particulares de vida ou “sua hora”, unidos a Cristo, em vista do bem de nossa Igreja Arquidiocesana, pelos que tinham a missão de conduzi-la, pelo seu futuro Arcebispo e por aqueles a quem cabia escolhê-lo. Temos, portanto, muito que agradecer a Deus e aos que conosco trilharam esse caminho. Somos gratos também ao Papa por ter-nos enviado Dom Wilson. E ao próprio Dom Wilson, por ter aceito essa missão tão desafiadora, densa de possibilidades e preciosa em seus espinhos. Na terça-feira, dia 15, feriado nacional, iremos de nossas Paró-

quias até Florianópolis para a solene Celebração em que Dom Wilson dará o primeiro passo em sua nova missão. Será uma grande Ação de Graças e uma súplica fervorosa em favor de nossa Igreja Particular e de seu Pastor. -*-*-*Dom Wilson, nós sabemos que o senhor é como nós, um ser humano: feito de grandeza e de limitações; que sente alegrias e tristezas; que alimenta sonhos e luta por ideais; sabemos também de seu amor a Cristo e sua Igreja; que tem alma grande e disposição de “dar a vida” porque decidiu amar. Sabemos que vem para estar junto do Povo, dos Padres e Diáconos, dos Consagrados e Consagradas, dos grandes e dos pequenos. E nós queremos estar com o senhor. Seja bem-vindo, Dom Wilson!

Sabemos que vem para estar junto do Povo, dos Padres e Diáconos, dos Consagrados e Consagradas, dos grandes e dos pequenos”.

Reflexão

Os Santos, os verdadeiros missionários Quando São Francisco percebeu a grande alegria dos frades pelo martírio de alguns franciscanos no Marrocos, falou com severidade: “Vamos parar de nos alegrar com o martírio dos outros e vamos nós sentir a alegria de sermos mártires”. Isso vale para nosso relacionamento com os Santos: é muito belo admirar a grandeza e o heroísmo dos Santos, mas, o importante mesmo, é nós sermos santos. Nossa primeira vocação cristã é a santidade: “Sede santos como Deus é santo”, ordena a Escritura. Às vezes tem-se confundido a missão cristã, e a missão do cristão, com fraternidade, formação de comunidade, justiça social. Isso é fruto da vida cristã, mas não o objetivo primeiro, que é ser imagem de Deus. É muito triste e desmerecedor quando se faz da Igreja uma ONG e, do apostolado, ação de ONG com funcionários pagos. Se assim fosse, não teria sido necessária a encarnação de Jesus, que nos oferece o dom da salvação: Cristo veio revelar quem é Deus e como Deus é, e que a humanidade plena se dá no ser como Deus. Retornemos à missão dos Santos: suas obras são fruto do amor que Deus por eles nutre e que os impele ao amor fraterno. A alegria da doação da vida

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pelo Evangelho é obra do amor pessoal e incondicional por Deus: sentiram o amor de Deus e desse amor fizeram o sentido de sua vida.

tissem o amor de Deus do qual ele era pobre instrumento.

Para mim, o viver é Cristo

O Concílio Vaticano II (19621965), na Constituição sobre a Igreja, foi claro: todos somos chamados à santidade. Ser cristão é buscar ser santo. Quando a catequese apresenta concretamente os Santos às crianças e aos jovens, desperta verdadeiras vocações cristãs. Quando passa a apresentar a vida cristã como um trabalho humano e a missão como humanismo, leva ao cansaço, pois as instituições do mundo o sabem fazer melhor e de modo mais agradável. João Paulo II, em sua Carta sobre o Novo Milênio (2001), revelou a santidade como o novo que podemos oferecer ao mundo: somente os cristãos podem anunciar essa novidade que faz feliz o ser humano, e o torna mais humano porque fruto do amor do Deus Pai e Criador. Lermos e contemplarmos a vida dos Santos nos desperta para a missionariedade evangélica: anunciar a Graça que liberta, e de graça. É deixar tudo para ganhar tudo, é dar a vida para ganhar a vida.

Paulo sentia a sua vida como viver o Cristo, que o amou e por ele se entregou (cf Gl 2,20). Seu Evangelho foi anunciar a vida em Cristo, a vida da graça no Espírito. Lembro aqui o missionário jesuíta espanhol, São Pedro Claver (1580-1654): quando fez os votos religiosos acrescentou mais um: “ser escravo dos escravos” de Cartagena (Colômbia). E viveu anos e anos carregando os negros doentes, aguardando-os na boca do inferno que era o porto de Cartagena, quando chegavam fracos, purulentos, empestados, feridos. A todos oferecia o carinho de escravo dos escravos. Quando o papa Leão XIII o canonizou, disse: “Pedro Claver é o santo que mais me impressionou, depois da vida de Cristo”. São Pedro Claver não agiu por filantropia, não foi assistente social: sentindo a presença de Deus dentro de si, expandiu essa presença nos mais sofredores, os negros escravizados. Viveu a missionariedade cristã: fazer com que as pessoas sen-

A santidade, necessidade do mundo

Pe. José Artulino Besen

Diretor: Pe. Ney Brasil Pereira - Conselho Editorial: Pe. João Francisco Salm, Pe. José Artulino Besen, Pe. Vitor Galdino Feller, Ir. Marlene Bertoldi, Leda Cassol Vendrúscolo, Maria Antônia Carsten, Maria Glória da Silva Luz, Daniel Casas, Carlos Martendal - Jornalista Responsável: Zulmar Faustino - SC 01224 JP - (48) 84056578 - Coor. de Publicidade: Pe. Pedro José Koehler - Revisão: Pe. Ney Brasil Pereira - Editoração e Fotos: Zulmar Faustino - Distribuição: Juarez João Pereira - Impressão: Diário Catarinense


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Seminário reflete sobre a CF-2012 Evento reuniu 72 participantes de nove dioceses do Estado. A Arquidiocese esteve representada.

Realidade da Saúde do Estado O seminário contou com a presença de João Pedro Carrei-

Foto JA

“Fraternidade e Saúde Pública” é o tema da Campanha da Fraternidade de 2012, que tem como lema “Que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Eclo 38,8). Como tem acontecido anualmente, o Regional Sul IV da CNBB realizou, nos dias 7, 8 e 9 de outubro, em Lages o Seminário de Preparação para a Campanha. Realizado no Centro de Formação Católica, o encontro reuniu 72 participantes, de nove dioceses do Estado. A assessoria foi do Frei José Bernardes, secretário executivo nacional da Pastoral da Aids. Partindo do Texto-Base da Campanha, ele falou da problemática que envolve a saúde no Brasil. Com esta nova Campanha, a CNBB pretende “refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção dos enfermos, e mobilizar por melhorias no sistema público de saúde” (Texto-Base). Esta não é a primeira vez que a Campanha da Fraternidade aborda a saúde pública. Já em 1984, com o lema “Saúde para todos”, suscitou a criação do Sistema Único de Saúde, o SUS, que pode e deve ser melhorado. Dom Wilson Tadeu Jönck, presidente do Regional Sul IV da CNBB, participou do encontro. Ele falou da importância do Seminário para a Igreja no Regional. “O aprofundamento do tema da CF2012 é importante para o trabalho que será realizado nas dioceses, paróquias e comunidades, tanto na quaresma, como no decorrer do ano”, disse.

Vai acontecer...

Convívio Vocacional O Seminário de Azambuja estará realizando no dia 19 de novembro o "Convívio Vocacional", já tradicional, feito anualmente. Trata-se de um dia de formação para os jovens que tenham interesse em conhecer a vida no Seminário. O evento é destinado aos jovens que estejam cursando a sétima série ou séries acima. Durante o

dia, eles contarão com Celebração Eucarística, palestras e momentos de lazer. “Será um dia de convivência para auxiliá-los a discernir sobre a sua vocação para a vida presbiteral”, disse Pe. Pedro Schlichting, reitor do Seminário. Mais informações pelo fone (47) 3351-4992, ou pelo site www.azambuja.org.br

Coral Santa Cecília celebra 61 anos Seminário Regional propôs ações para dinamizar a CF-2012 nas dioceses, paróquias e comunidades. Arquidiocese foi representada por 11 pessoas

Arquidiocese terá seminário da Campanha A Coordenação Arquidiocesana da Campanha da Fraternidade está convocando para, o Seminário Arquidiocesano da CF-2012. Será no Salão Paroquial de São João Evangelista, rão Neto, médico e chefe do serviço de auditoria do Ministério da Saúde em Santa Catarina. Ele deu um panorama geral da situação da saúde no Estado, falou sobre a questão orçamentária, os investimentos na saúde e os projetos futuros, e os desafios nesse trabalho. Segundo ele, o SUS realiza mais de 128 milhões de procedimentos ambulatoriais por ano apenas em Santa Catarina, o que corresponde a aproximadamente 20 procedimentos por ano por habitante. No entanto, o Estado ainda possui uma deficiência de sete mil leitos hospitalares. Durante o encontro, os participantes foram divididos em cin-

em Biguaçu, na manhã do dia 26 de novembro. O evento pretende dar um panorama geral da Campanha e motivar os participantes para dinamizá-la em suas comunidades. co grupos. Em um momento eles refletiram como dinamizar as coletas da solidariedade, da evangelização e missionária. Em outros dois momentos, eles sugeriram ações para a Campanha da Fraternidade no Regional, nas Dioceses, nas paróquias e nas comunidades. Ao final do evento, um representante de cada grupo leu as sugestões dos demais membros. O encontro foi encerrado com uma celebração de ação de graças e envio missionário. Matéria completa, fotos e vídeo reportagem do evento no site da Arquidiocese (www.arquifln.org.br).

O Coral Santa Cecília da Catedral está celebrando os seus 61 anos de fundação. A data será comemorada com o seu Concerto Anual no dia 21 de novembro, às 20h30, no Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis. Como é tradição, a segunda parte do Concerto contará com acompanhamento de Orquestra. Desta vez, o evento contará com

a participação especial da “Camerata Florianópolis”. Do programa, sob a regência do Pe. Ney Brasil Pereira, consta, entre outras peças, a “Missa Pastoril para a noite de Natal”, do Pe. José Maurício, bem como as “Matinas de Natal”, do mesmo autor. Todos são convidados a participar da solenidade. A entrada é franca.

Red Sanar capacita novos agentes As pessoas interessadas em ajudar na prevenção ao suicídio têm uma nova oportunidade de formação. Será no dia 19 de novembro (sábado), das 14h às 17h, no Educandário Imaculada Conceição, em Florianópolis. A formação será ministrada por Zenir Gelsleichter, missionária leiga e funcionária da Livraria Paulus. Desde o início deste ano ela faz atendimento no Educandário Imaculada Concei-

ção, nas tardes de sábado. O trabalho teve início na Argentina, criado por um médico psiquiatra. Depois foi levado ao Chile e Bolívia. Agora está chegando ao Brasil. A finalidade é atender pessoas com problemas de estresse, ansiedade, fobia, tristeza, pânico, depressão, angústia e crises, que podem levar ao suicídio. Mais informações no site www. redsanar.org, ou pelo e-mail redsanarbrasil@gmail.com

Encontro das Forças Vivas A Coordenação Arquidicesana de Pastoral estará realizando na manhã do dia 12 de novembro, a partir das 8h30min, o Econtro das Forças Vivas da Arquidiocese. Além da partilha de informações, nesse encontro se

fará a celebração de Ação de Graças pelo ano e uma confraternização. Os participantes devem confirmar presença pelo fone (48) 3224-4799 ou pelo e-mail pastoral@arquifln. org.br.


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Tema do Mês

Neste mês de novembro, nossa arquidiocese tem a graça de receber seu novo pastor, Dom Wilson Tadeu Jönck. Queremos acolhê-lo com carinho e alegria. A tradição da Igreja, fundamentada nas Sagradas Escrituras, propõe diversas comparações para entender a relação que há entre o bispo e sua diocese: pastor e ovelhas, pai e filhos, marido e esposa. Todas elas têm grande carga afetiva e espiritual. Certamente, a que encontra mais solidez bíblica é a relação de aliança, de casamento. Na primeira aliança, Deus foi revelado como esposo da comunidade de Israel (Os 3,1-5). No Novo Testamento, Jesus Cristo foi apresentado como esposo da Igreja (Ef 5,25-32). O anel que o bispo usa simboliza a aliança que faz com sua diocese. Assim, nossa arquidiocese como um todo, como Igreja diocesana, Igreja particular, é convidada a viver uma relação esponsal com seu novo bispo. Um dos modos de amá-lo é acolher o seu lema episcopal como mote de nossa própria vida espiritual.

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AMAR É DAR A VIDA Jesus é o Amigo que dá a vida por nós.

homens e o que é fraqueza de Deus é mais forte que os homens” (1 Cor 1,25). Os cristãos creem no poder que emana do aparente fracasso da cruz, vivem da força que vem da aparente impotência de um rejeitado, anunciam o amor que perdoa a violência humana que mata o manso Cordeiro. Seguem um Pastor feito Cordeiro imolado! Por isso, podem dizer como Paulo: “quando sou fraco, então sou forte” (2 Cor 12,10).

O AMOR SUPREMO

LEMA E BRASÃO Embora não sendo de caráter obrigatório, quase todos os bispos escolhem uma frase, quase sempre tirada da Bíblia, como lema episcopal. O lema de Dom Wilson é: “Maximus amor pro amicis mori”. Numa tradição livre, preferida pelo nosso arcebispo, quer dizer: “Amar é dar a vida”. Numa tradução literal, ficaria: “Maior amor é morrer pelos amigos”. A frase é tirada do Evangelho de São João 15,13: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”. O lema vem representado no brasão episcopal. Também não sendo de caráter obrigatório, quase todos os bispos têm um brasão episcopal. No brasão de Dom Wilson, exibem-se primeiramente as insígnias arquiepiscopais, que representam seu cargo de arcebispo metropolitano: o chapéu prelatício verde, forrado de vermelho, do qual pendem quatro fileiras de borlas e seus cordões, de cada lado do escudo; a cruz patriarcal de ouro ornada com dois rubis; e o pálio metropolitano. No centro está o escudo, em vermelho, com um coração de prata, flamejante, encimado por uma cruz, ferido por corte do qual jorram três filetes líquidos, que caem sobre um terraço de verde, fertilizando-o, e fazendo nascer três brotos de planta. O esmalte vermelho, no escudo, simboliza a vida temporal, terrena, na qual se desenrolou o evento bí-

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Brasão Episcopal de Dom Wilson Tadeu Jönck blico da morte de Cristo na cruz. O Sagrado Coração de Jesus, que domina a cena, tem dois significados: primeiro, retrata a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, à qual D. Wilson pertence; segundo, lembra o próprio Coração de Jesus Crucificado que, com o seu sangue e água (Jo 19,34), rega a terra árida e faz brotar plantas novas, os cristãos, representantes da nova humanidade, nascidos pelo Batismo e nutridos pela Eucaristia. É o Cristo que dá o seu exemplo, morrendo para dar vida a seus discípulos e a toda a humanidade. Embaixo, está o lema “Maximus amor pro amicis mori”.

A LÓGICA DE DEUS A Sagrada Escritura, sobretudo os Evangelhos, está cheia de paradoxos, isto é, expressões que parecem contradições, mas que, no fundo, carregam verdades significativas e fecundas. Por exemplo:

É o Cristo que dá o seu exemplo, dando a vida para dar Vida a seus discípulos e a toda a humanidade”.

“os últimos serão os primeiros” (Mt 19,30); “a pedra rejeitada tornouse pedra angular” (Mt 21,42; Sl 118,22); “muitos são chamados, poucos são escolhidos” (Mt 22,14); “se o grão de trigo cai na terra e morre, produz muito fruto” (Jo 12,24); “quem quiser salvar sua vida a perderá e quem perder sua vida por causa de mim, a salvará” (Lc 9,24), “derrubou os poderosos

e exaltou os humildes” (Lc 1,52). A grande verdade bíblica está na simplicidade e na pobreza de Deus. É uma lógica diversa, até contrária, a que domina nossos pensamentos e atitudes. Nós o buscamos no poder, ele se encontra na fraqueza. Buscamos no trono aquele que preferiu a manjedoura e a cruz. Ele, sendo o Senhor, fez-se servo e obediente até a morte de cruz (Fl 2,8); sendo rico, escolheu ser pobre por nós (2 Cor 8,9). “Aquele que não cometeu pecado, Deus o fez pecado por nós” (2 Cor 21). Buscamos subir na vida, muitas vezes usando outros como trampolim, ele desce para se aproximar de nós, dos últimos, os pobres, as viúvas, os marginalizados. São Paulo resumiu esse paradoxo, ao mostrar que a lógica de Deus, o Pai que ressuscitou o crucificado Jesus, é inversa à lógica humana do lucro e da ganância, do poder e da arrogância: “o que é loucura de Deus é mais sábio que os

A morte de Jesus, que foi a expressão máxima de seu amor pelo Pai, pois é aí, nesse entregar-se, que ele ama o Pai e age conforme o que o Pai lhe prescreveu (Jo 14,30). Aí, na cruz, ele vence o Maligno e glorifica o Pai. Sendo sua morte na cruz a expressão suprema do amor pelo Pai, é também o cume de seu amor por aqueles que constituiu seus amigos (Jo 15,13). Eis o alicerce e a norma do amor fraterno: “amar é dar a vida”, como diz o lema episcopal de Dom Wilson. O salmista, no Antigo Testamento, dizia que a graça e a lealdade de Deus valem mais que a vida (Sl 63,4). Jesus, no Novo Testamento, diz que o amor vale mais do que a vida, pois é o amor que dá sentido à vida e a transcende. “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). Esta frase de Jesus se encontra no contexto de sua despedida. Depois do lava-pés, no decorrer da última ceia, tendose anunciado como “caminho, verdade e vida” (Jo 14,6), como “videira verdadeira” (Jo 15,1), Jesus anuncia seu novo mandamento: o amor mútuo. O que Jesus pede de seus discípulos não é uma adesão de empregados que obedeçam e sirvam a seu patrão, mas uma adesão de amigos, uma adesão de liberdade. Aceitando ser chamado de Mestre e Senhor, deixara a lição do lava-pés (Jo 13,13-14). Agora se apresenta como o Amigo que dá a vida pelos amigos. Na lógica de Deus, ensina-nos assim que a vida dos discípulos não consiste na obediência a uma lei, mas na prática da amizade. Nossa Igreja diocesana, na lógica de Cristo e na imitação de seu pastor, é chamada a viver essa Palavra de vida. Que a aliança entre nosso pastor e nossa Igreja se deixe marcar pela prática dessa passagem. Pe. Vitor Galdino Feller Coord. Arquidiocesano de Pastoral, Prof. de Teologia e Diretor do ITESC Email: vitorfeller@arquifln.org.br


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Coroinhas realizam último encontro comarcal do ano Durante o ano foram oito encontros comarcais, reunindo no total mais de 2,5 mil coroinhas Foto JA

Os coroinhas do segundo grupo da Comarca de São José estiveram reunidos no dia 22 de outubro no Santuário de Azambuja, participando do seu Encontro Comarcal. Mais de 100 crianças e jovens de quatro paróquias participaram da Celebração Eucarística, presidida pelo Pe. Alvino Milani, pároco e reitor do Santuário de Azambuja, e concelebrada pelo Pe. Pedro Schlichting, reitor do Seminário, e pelo Pe. José Silva de Paiva, pároco de São José. Em sua homilia, Pe. Milani disse que os e as coroinhas são modelos para a comunidade. “Modelo é aquele que está na comunidade para servir de exemplo para os outros, é aquele que gosta das coisas de Deus e capricha na sua conduta”, disse. Ele ainda falou que só é padre por ter seguido o exemplo de outros coroinhas, e também ter procurado ser exemplo para outros. Após a celebração e o almoço, os participantes subiram o Morro do Rosário e também participaram de atividades de lazer , e assistiram à encenação teatral preparada pelos seminaristas de Azambuja.

Shalom Berit: arte, música e workshops A Comunidade Católica Shalom realiza o Shalom Berit. O evento reúne música, dança, teatro e workshops em um só lugar. Ele será no dia 27 de novembro, no CATI, na Beira Mar de São de José, às 13h30. Uma das atrações é o espetáculo Canto das Irias, que mostra o processo de desfiguração do homem contem-

Coroinhas estiveram no Santuário de Azambuja e conheceram o Seminário Segundo Irmã Clea Fuck, coordenadora arquidiocesana da Pastoral dos Coroinhas, participaram dos encontros, este ano, mais de 2.500 jovens e crianças. “Os encontros são cada vez mais a confirmação da validade da integração desse contingente jovem na caminhada da Igreja”, disse.

Irmã Clea - 85 anos Durante a celebração, também foi feita uma homenagem à Irmã Clea Fuck. No dia anterior, ela tinha

celebrado 85 anos de nascimento, 65 deles dedicados à vida religiosa na Congregação da Divina Providência. Foi ela que, em 1998, por ocasião das concentrações arquidiocesanas “Rumo ao Novo Milênio”, propôs reunir os coroinhas da Arquidiocese num grande encontro. Dessa iniciativa nasceu a Pastoral dos Coroinhas, com coordenações nas oito comarcas, que, a partir de então, sob a coordenação da Irmã Clea, realizam anualmente seus encontros comarcais.

Congresso Internacional discute o Matrimônio e a Família Professores, estudiosos, leigos, padres e bispos de todo o Brasil e de várias localidades do mundo estiveram reunidos nos dias 05 a 08 de outubro, na Universidade Católica de Salvador (BA), para participar do II Congresso Teológico Internacional sobre o Matrimônio e a Família. A Arquidiocese de Florianópolis foi representada por quatro participantes. Promovido pela Arquidiocese de Salvador, pelo Pontifício Instituto João Paulo II para estudos sobre o Matrimônio e Família, pela Universidade Católica de Salvador

Vai acontecer...

(UCSal) – Instituto de Teologia e da CNBB – Comissão Episcopal para Vida e Família, o evento teve como tema “Desafios e Possibilidades da Família no limiar do novo milênio: 30 anos da Familiaris Consortio nos 50 anos da Fundação UCSAL”. O Congresso teve a presença de vários conferencistas, entre eles o arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Dom Odilo Scherer; o secretário do Pontifício Conselho para a Família, Dom Jean Laffitte; o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da CNBB, Dom João

Carlos Petrini; o arcebispo de Salvador (BA), Dom Murilo Krieger. Segundo Vilma Fetter, que com seu esposo, Nestor, coordenam a Pastoral Familiar na Arquidiocese, o Congresso enfatizou a atualidade do documento escrito há 30 anos por João Paulo II, com o título “A Missão da Família Cristã nos dias de hoje”. “O documento chama-nos a viver nosso matrimônio com maior qualidade e a defender a Vida, bem como o dever de amor-exigente na transmissão dos valores familiares para nossos filhos”, disse.

porâneo. Além disso, a cantora nacional Suely Façanha fará sua apresentação e entoará as melhores canções da sua trajetória. Durante a tarde, serão oferecidos workshops sobre música, arte, experiência com Deus e juventude. Mais informações pelos fones (48) 3223-7801 ou 9600-0586.

Carmelitas realizam Tarde de Espiritualidade O Carmelo Cristo Redentor, em Picadas do Sul, São José, realizou no dia 02 de outubro uma tarde de Espiritualidade Carmelita. O evento foi assessorado pelo Pe. Evaristo Debiasi, que abordou o “Caminho da Infância Espiritual de Santa Teresinha”. Durante a tarde, foi encenada a “Pequena Via”, com integrantes da Ordem Carmelita Secular, emocionando os participantes. Houve ainda um momento de partilha das Monjas Carmelitas com o público, quando a Madre Priora apresentou a essência da vida carmelitana e uma jovem postulante contou sua caminhada vocacional. Era a Ir. Teresa Francisca do

Amor Misericordioso, que no dia 15 ia receber o santo hábito. Às 18 horas, finalizando o evento, foi celebrada a Santa Missa, presidida pelo Pe. Evaristo e concelebrada pelos padres João Cardoso, Oscar Pitsch e Leandro Souza. As monjas convidam desde já para a celebração da festa de São João da Cruz no dia 14 de Dezembro. “A participação foi grande, com muitas pessoas que não conheciam o Mosteiro e a partir de então começaram a fazer parte dos amigos que partilham a espiritualidade do Carmelo”, disse Madre Maria do Sagrado Coração de Jesus, priora do Carmelo. Divulgação/JA

Realizado no Carmelo, evento teve a assessoria do Pe Evaristo Debiasi


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Bíblia

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Conhecendo o livro dos Salmos (43)

Salmo 58 (57): Justiça Divina? Humana?

A “justiça” dos poderosos 2. Fazeis mesmo justiça, ó poderosos? / É segundo o direito que julgais as pessoas? 3. Não! No coração vós praticais iniquidades; / no país, vossas mãos favorecem a violência. O salmo começa com uma interpelação direta, profética, em forma de pergunta retórica, contra os “poderosos” que desconhecem a “justiça” e o “direito”, os dois pilares que sustentam uma nação e seu governo. Denunciamse, assim, os juízes encarregados

Divulgação/JA

A quarta bem-aventurança de Jesus, segundo Mateus, focaliza os que têm “fome e sede da Justiça” (Mt 5,6), não “de justiça”, apesar de assim se ler nas traduções correntes desse versículo. “Fome e sede”, portanto, não de “qualquer justiça”, ou dos “meus direitos”, mas da “Justiça” com maiúscula e com o artigo definido, a saber, da Justiça de Deus. Isto é, da mesma “Justiça” pela qual poderemos ser perseguidos (cf Mt 5,10) e que afinal se identifica com o próprio Senhor Jesus: “quando vos perseguirem...por causa de mim” (Mt 5,11). Por isso, neste estudo de um salmo que focaliza a justiça, vale a pena fazer a pergunta sobre o próprio conceito de “justiça”: justiça retributiva, justiça restaurativa, justiça que castiga, justiça que redime? A “justiça” que o salmista invoca é claramente a retributiva, punitiva, aquela da qual o oprimido tem “fome e sede”, enfim, aquela pela qual o país clama, neste mar de corrupção e violência em patamar insuportável. No evangelho segundo Lucas, partindo da parábola da viúva pobre, afinal atendida por um “juiz iníquo” (Lc 18,1-5), Jesus assim comenta: “Escutai bem o que diz esse juiz iníquo! E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam por Ele dia e noite? Será que vai fazêlos esperar? Eu vos digo, Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a terra?” (Lc 18,6-8). Quer dizer: Deus não vai “fazê-los esperar”, desde que não falte a nossa parte: a fé, que se demonstra nas obras, a começar pela Justiça.

de “fazer justiça”, estabelecendo “o direito” na sociedade (v.2). Pois o que se vê é o contrário. O “coração deles” planeja, conscientemente, a injustiça. E suas “mãos”, suas decisões e sentenças, em vez de coibir, ainda “favorecem a violência” (v.3).

Corruptos “congênitos” 4. Desde o seio materno os maus se extraviaram; / os que dizem mentiras desviaram-se desde que nasceram. 5. Eles têm veneno como o da serpente, / como o veneno da víbora surda que fecha os ouvidos 6. para não ouvir a voz do encantador, / mesmo do mais hábil em praticar encantamentos. Neste segundo momento do salmo (vv. 4-6), o autor se dirige a um grupo, talvez de discípulos, falando-lhes do modo de ser desses “juízes corruptos”. A venalidade, as injustiças e as mentiras como que nasceram com eles (v. 4). São corruptos “congênitos”, de nascença. São comparáveis ao que há de mais venenoso, a víbora. E o salmista serve-se de um detalhe do folclore. Supunha-se que a víbora tapasse os ouvidos para não ceder

à voz dos “encantadores” (vv. 5-6). Pois bem, esses “poderosos”, por mais que sejam advertidos, não mudam, são teimosos na corrupção, no veneno que injetam na sociedade. Mas afinal, quem são eles? O salmo generaliza, o que em si não é justo, porque há sempre exceções, possivelmente numerosas. Aliás, não sabemos as circunstâncias concretas do contexto histórico do autor, embora essas falhas de “juízes” ou “governantes” (as duas palavras são expressas pelo mesmo vocábulo hebraico) não sejam, infelizmente, características só daquela época. Isso, porque “o poder corrompe”, e exatamente por isso o Senhor Jesus insistiu na dimensão do serviço, como exigência do exercício do poder entre seus discípulos: “Aquele dentre vós que for o maior, seja o que serve a todos” (Mt. 20,26).

Quebra-lhes os dentes! 7. Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; / Senhor, arranca suas presas de leões! 8. Que se diluam, como água que escorre, / e sequem como o mato que se pisa. 9. Como a lesma que se derrete e some, / como o abortivo,

que não viu a luz do dia. 10. Antes que cresçam, sejam extirpados como o espinheiro; / sejam cortados como o mato que o fogo queima. Num último recurso, como os “juízes” ou “governantes humanos” não estão garantindo “a justiça e o direito” (cf v.2), o salmista agora se dirige a Deus, verbalizando imprecações, ou seja, maldições terríveis contra esses injustos e prepotentes. Essas imprecações procedem da rebelião interna do orante, que se desafoga em súplica apaixonada. Temos aqui sete comparações fortes. A primeira os compara a leões famintos que devoram os justos. E o que se pede é que Deus lhes “quebre os dentes” e lhes “arranque as presas”. A segunda, pede que desapareçam, como água derramada (v.8). A terceira, que “sequem” como erva pisada (v.8). A quarta, recolhe elementos do folclore. De fato, supunham que a lesma, ao mover-se, “se derretia”, por causa do rastro de baba que deixa atrás de si (v.9). É só o que restará dos juízes corruptos. A quinta, pede que sejam como “o abortivo, impedido de ver a luz” (v.9). Por fim, ainda duas imagens vegetais: que sejam “extirpados como o espinheiro, antes que cresçam” (v.10), diferentemente do modo de proceder do dono do campo no qual fora semeado o joio (cf Mt 13,30); ou, ainda, sejam cortados, e que o fogo os queime!

Alegrar-se com a desforra? 11. O justo se alegrará ao ver a desforra; / lavará seus pés no sangue do perverso. Enquanto o injusto, como “o abortivo”, “não verá a luz do dia” (v.9), o justo se alegra “ao ver a desforra”, não a vingança pelas próprias mãos, mas a luminosidade da justiça vindicativa de Deus. Contemplando o triunfo da divina justiça, da qual sentiu “fome e sede”, o justo reconhece publicamente que a ação foi de Deus. Mas... a “sede da justiça”, precisaria ainda chegar ao ponto de “lavar os pés no sangue do perverso”? Evidentemente, esse não é “o Espírito” daquele que reprovou a Tiago e João o

O ITESC - INSTITUTO TEOLÓGICO DE SANTA CATARINA, além dos cursos noturnos de extensão para leigos/as, nas segundasfeiras à noite (19h30 - 22h), mantém o curso matutino de graduação em Teologia, em 4 anos, 8 semestres, aberto também a leigos/as com formação universitária ou pelo menos 2o grau completo. A matrícula pode ser feita por disciplinas, com 2 ou 3 ou 4 créditos por semestre. Informações pelo fone (48) 3234-0400 ou o e-mail: secretaria@itesc.org.br

ímpeto de “fazer cair fogo do céu” contra os samaritanos que não queriam recebê-lo (cf Lc 9,55) e que, na sinagoga de Nazaré, expressamente suprimiu, da citação de Isaías 61,1-2, o versículo que anunciava “o dia da vingança do nosso Deus” (cf Lc 4,19). Mas então, como é que o Espírito inspirou ao profeta e ao salmista essa passagem? Inspirou-a como expressão literária da “fome e sede da justiça”, expressão que deve ser interpretada como tal, à luz da palavra e do exemplo do Senhor Jesus.

Deus faz justiça 12. E dirá: “Sim, há recompensa para o justo; / existe um Deus que faz justiça na terra!” Afirmação corrente no final dos processos em que é condenado o culpado, inclusive após uma execução capital, é a seguinte: “Justiça foi feita”. Que justiça? A da lei do talião, a da “morte por morte”? Mas então, em vez de um morto, o assassinado, agora, para se “fazer justiça”, para que “não haja impunidade”, mata-se o assassino: e ninguém se dá conta de que o resultado são dois mortos, não apenas um... Aqui volta a pergunta, expressa no título deste comentário: “Justiça, qual justiça?” O assunto não é fácil. Mas é preciso enfrentá-lo com coragem e coerência. Interceda por nós a “Filha de Sião” que, no seu Magníficat, exaltou Aquele que “olhou para a humilhação de sua Serva, que derruba os soberbos e exalta os humilhados” (cf Lc 1,48.52). Pe. Ney Brasil Pereira Professor de Exegese Bíblica no Instituto Teológico de SC - ITESC email: ney.brasil@itesc.org.br

Para refletir: 1) Que nos diz este salmo sobre a situação do nosso país? 2) Qual é a Justiça, da qual devemos ter “fome e sede”? 3)Qual é a única maneira de evitar a corrupção do poder? 4)Como interpretar a linguagem violenta deste salmo? 5) Em que sentido Deus, o Senhor, “faz justiça na terra”?


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DNJ reflete sobre o protagonismo feminino Realizado em Garopaba, evento reuniu cerca de mil jovens de toda a Arquidiocese Foto JA

A Pastoral da Juventude da Arquidiocese promoveu o Dia Nacional da Juventude (DNJ). Realizado no dia 30 de outubro, na Escola José Rodrigues Lopes, em Garopaba, o evento reuniu cerca de mil jovens de toda a Arquidiocese. Durante o dia, eles refletiram sobre o tema “Juventude e protagonismo feminino”, com o lema “Jovens mulheres tecendo relações de vida”. Pela manhã, os participantes receberam a animada acolhida dos jovens da comunidade. Em seguida rezaram o Ofício Divino da Juventude. Apresentações teatrais e de bandas mantiveram os jovens animados durante todo o tempo. Eles ainda puderam realizar práticas esportivas e várias atividades de lazer. Houve ainda um momento de apresentação das autoridades presentes e de agradecimento aos colaboradores. À tarde, após o almoço, a animação continuou com apresentações teatrais e das bandas. O ponto forte foi a distribuição dos jovens em grupos para refletir sobre o tema do DNJ. Foram formados 25 grupos, em cada um foi discutido um dos dez subtemas propostos, que tratavam da importância da mulher na sociedade e nos ambientes eclesiais. Para ajudar na reflexão do tema

Na Celebração, durante a homilia, jovens falaram sobre o DNJ do DNJ, foram espalhados cartazes falando de mulheres que marcaram a história por sua atuação não só na Igreja, mas na sociedade de modo geral. Depois de cerca de uma hora de reflexão, um representante de cada grupo leu a síntese da reflexão. Para Daniel Schmidt Casas, secretário executivo da Pastoral da Juventude, o evento foi muito positivo. “O DNJ mais uma vez mostrou a força e a articulação da juventude na Arquidiocese. Além de ser um momento de confraternização, é um espaço de reflexão”, disse. Pe. Alceoni Berkenbrock, pároco anfitrião e nomeado padre Foto JA

Os jovens foram divididos em 25 grupos para debater o tema do DNJ

referência da Juventude na CNBB - Regional Sul IV (SC), acredita que o DNJ é importante como momento de celebração e entusiasmo. “É necessária a reflexão da caminhada da Igreja junto aos jovens, que são um sinal de Deus”, disse.

Celebração Eucarística O DNJ foi coroado com a Celebração Eucarística, realizada na Igreja Matriz da Paróquia. Distante cerca de 300 mts do local do evento, o trajeto foi realizado como uma peregrinação. Seis moças carregaram a Cruz e a bandeira da juventude, acompanhadas por centenas de jovens. A missa foi presidida pelo Pe. Alceoni e concelebrada pelos Padres Pedro Alcido, vigário, e Vânio da Silva, reitor do Seminário de Teologia. A igreja, com capacidade para 800 pessoas sentadas, ficou completamente lotada. A homilia foi conduzida de forma diferente. Pe. Alceoni convidou três jovens para falarem sobre o que perceberam e o que marcou o dia para elas. Em seguida, fez uma reflexão a partir do Evangelho do Dia. “Os jovens estão no caminho certo. Devemos ver em cada um de nós o rosto de Cristo. Somente Ele é o Mestre”, disse.

Audiência Pública discute a violência e extermínio dos jovens “Violência e Extermínio de Jovens” foi o tema da Audiência Pública realizada na manhã do dia 18 de outubro, na Assembleia Legislativa do Estado, em Florianópolis. O evento reuniu autoridades da segurança pública, da defesa do cidadão, do legislativo estadual e da Igreja. Durante a solenidade, foram aprovados 17 temas para levar a discussão adiante. Entre eles, a criação de um fórum para discutir as políticas públicas para a juventude no Estado. A proposta da Audiência foi feita pelo Comitê Estadual da Campanha Nacional contra a violência e o Extermínio de Jovens à ALESC. Durante o evento, cada uma das pessoas que compuseram a mesa falaram sobre o tema, relacionando com a sua área de atuação. Rodrigo da Silva, representante do comitê, mostrou em números a morte de jovens no Estado. Segundo ele, por ano mais de 1.200 jovens são mortos no Estado, vítimas de causas violentas. “65% dos homicídios acontecem em apenas 10 municípios do Es-

tado, todos no litoral”, informou. O delegado Ênio de Oliveira Matos, da delegacia de homicídios da Capital, disse que boa parte da violência está relacionada à falta de ocupação dos jovens. “As famílias vêm para cá em busca de melhores condições de vida, mas deixam seus filhos à deriva, e eles são adotados pelo tráfico”, alertou. Na avaliação do professor José Roberto de Souza Dias, especialista em trânsito, boa parte das mortes está relacionada a péssima qualidade das estradas. Segundo ele, em 2009, 37 mil pessoas morreram nas estradas brasileiras. 70% foram de jovens. Ele enfatizou que Santa Catarina é o terceiro Estado em que mais se morre nas estradas. “Nossas estradas são as mais inseguras do país”, disse. Na avaliação de Rodrigo da Silva, a audiência superou as expectativas em termos de participação e alternativas para a continuidade da discussão do tema. “Esse foi mais um passo para construirmos alternativas e criar ações que mudem a realidade atual”, disse. Foto JA

Evento reuniu jovens de todo o Estado e encaminhou a discussão


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Geral

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Esclareça dúvidas sobre a Arquidiocese Esclareça suas dúvidas sobre a diocese, o clero, o bispo e sua atuação A DIOCESE O que é uma Diocese? Diocese (ou “Igreja Particular”) é uma porção do povo de Deus, cujo cuidado pastoral está confiado ao bispo diocesano. Para exercer sua missão, o bispo conta com a colaboração de presbíteros (= padres), diáconos, religiosos, religiosas, leigos e leigas. O Concílio Vaticano II (1962-1965), no decreto Christus Dominus sobre o múnus pastoral dos bispos na Igreja, nos ensina que em cada Igreja particular, congregada no Espírito Santo mediante o Evangelho e a Eucaristia, reside e opera a una, santa, católica e apostólica Igreja de Cristo (CD 11). Como entender a expressão “Igreja Particular”, referente a uma Diocese? Não existe uma só Igreja? Entendemos a expressão “Igreja Particular” como a entende o Novo Testamento, o qual, ao mesmo tempo em que fala da “Igreja de Deus” (1Cor 15,9), fala também das “Igrejas da Ásia” (1Cor 16,19); ao mesmo tempo em que fala do “Corpo de Cristo, que é a Igreja” (Cl 1,24), fala das “sete Igrejas que estão na Ásia” (Ap 1,4), as quais depois são nomeadas uma por uma, e a cada uma das quais se dirige a exortação a “escutar o que o Espírito diz às Igrejas”. Também hoje podemos chamar as nossas dioceses ou arquidioceses de “Igreja de Florianópolis”, “Igreja de Joinville”, “Igreja de Tubarão” etc. O que é uma Arquidiocese? Arquidiocese é a diocese principal de um grupo de dioceses; é a “principal” não por ser mais importante, mas por ter sido a primeira a ser criada, por ser a mais antiga. Esse grupo de dioceses, reunido, forma a “Província Eclesiástica”, que passa a ser conhecida com o nome da arquidiocese (por exemplo: Província Eclesiástica de Florianópolis, abrangendo todas as dioceses de Santa Catarina). Como nasce uma Diocese? Uma Diocese nasce da necessidade de se dar maior atenção pastoral a determinada região. Sua criação depende de um documento do Papa, chamado de Bula papal.

NOSSA ARQUIDIOCESE Quem criou a Diocese de Florianópolis? A Diocese de Florianópolis foi criada dia 19 de março de 1908 pelo Papa Pio X, compreendendo todo o Estado de Santa Catarina que, até então, pertencia à Diocese de Curitiba. Na oportunidade da criação da Diocese de Florianópolis, a Matriz de Nossa Senhora do Desterro foi elevada a Catedral. Em 1908, a população de todo o Estado era de, aproximadamente, 350 mil habitantes. A população atual do Estado de Santa Catarina

O brasão da arquidiocese é composto do escudo e das insígnias metropolitanas. O escudo é esquartelado de prata e vermelho, tendo no centro uma cruz de esmaltes trocados, e, nos cantos, uma roda (de Santa Catarina), dividida em quatro partes, com os esmaltes também trocados. A cruz de esmaltes trocados representa a Cruz da Vitória de Cristo, o Messias. A Cruz é expressão de reconciliação e o livro aberto para todos que com fé procuram a única Verdade, depositada no “Deus Trino-Uno” e na qual a virgem-mártir, padroeira da arqui-diocese, Santa Catarina de Alexandria, nutriu-se virginal e sacrificalmente (branco e vermelho do escudo), como a Santa Mãe Igreja, para vencer o mundo perverso (o instrumento despedaçado, a roda de torturas).

é de mais de seis milhões de habitantes. Por que chamava-se “Diocese de Florianópolis”, se compreendia todo o Estado de Santa Catarina? Chamava-se Diocese “de Florianópolis” porque a cidade onde se encontra a cátedra do Bispo dá o nome a toda a Diocese. Quando a Diocese de Florianópolis passou a ser Arquidiocese? A Diocese de Florianópolis tornou-se Arquidiocese com a criação, em 1927, de mais duas dioceses catarinenses (Lages e Joinville), que passaram a ser suas “sufragâneas” – isto é, dioceses que passaram a ter vida própria, mas pertencendo à mesma Província Eclesiástica.

De que forma os/as leigos/as atuam na Arquidiocese de Florianópolis? Os/as leigos/as são homens e mulheres da Igreja inseridos no mundo, são homens e mulheres do mundo presentes na Igreja. Atuam nos mais diversos campos da família e da sociedade, como sinal e instrumento do Reino de Deus na terra. Atuam também, de forma organizada, nas paróquias e comunidades, pastorais e associações, movimentos e serviços, na comunhão fraterna dos discípulos de Cristo.

NOSSO NOVO PASTOR

setembro de 1993. • Sucedeu-o Dom Eusébio Oscar Scheid, SCJ (de 16 de março de 1991 a 25 de julho de 2001) – hoje, Cardeal e Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, RJ. • Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ, nomeado Arcebispo de Florianópolis a 20 de fevereiro de 2002, governou a Arquidiocese até 12 de janeiro de 2011, quando foi nomeado Arcebispo de São Salvador da Bahia e, portanto, Primaz do Brasil. Como é constituído o clero da Arquidiocese de Florianópolis? O clero de nossa arquidiocese é constituído de padres diocesanos, em número de 96; padres religiosos, em número de 80; e diáconos permanentes, em número de 117.

Que dioceses nasceram em Santa Catarina, depois da criação da Diocese de Florianópolis? Além de Lages e Joinville (1927), temos em Santa Catarina as seguintes dioceses: Tubarão (1954), Chapecó (1958), Caçador (1968), Rio do Sul (1968), Joaçaba (1975), Criciúma (1998) e Blumenau (2000).

Desde quando nossa arquidiocese tem diáconos permanentes? Nossa arquidiocese foi pioneira, no Brasil, na introdução do diaconato permanente, restabelecido pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), e é a que tem o maior número de diáconos permanentes no país (112 incardinados e 05 não incardinados).

Quais foram os bispos e arcebispos de Florianópolis? • O primeiro bispo de Florianópolis foi Dom João Becker, nomeado a 13 de agosto de 1908; aqui permaneceu até ser nomeado Arcebispo de Porto Alegre, RS, em 1912. • Foi seu sucessor Dom Joaquim Domingues de Oliveira, eleito bispo a 02 de abril de 1914, e promovido a Arcebispo em 17 de janeiro de 1927. • Seu sucessor foi Dom Afonso Niehues (de 18 de maio de 1967 a 16 de março de 1991), falecido no dia 30 de

Qual a contribuição que os/as religiosos/as oferecem para a Arquidiocese de Florianópolis? Os/as religiosos/as, chamados a seguir Cristo na vida em comunidade e na prática dos conselhos evangélicos (obediência, pobreza e castidade), oferecem preciosa contribuição à ação pastoral na Arquidiocese de Florianópolis. Temos na arquidiocese 101 religiosos (80 padres e 21 freis e irmãos), de 13 institutos masculinos diferentes, e 392 irmãs (ou freiras), de 21 institutos femininos diferentes.

Quem é o nosso novo arcebispo? Dom Wilson Tadeu Jönck tem 60 anos, nasceu em Vidal Ramos, SC, no Vale do Rio Itajaí, no dia 10 de julho de 1951. Cursou Teologia no Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus na cidade de Taubaté, SP, de 1974 a 1977. Em 17 de dezembro de 1977 foi ordenado presbítero. Depois de ordenado padre, formou-se em Educação, em Varginha, MG, em 1981. Obteve licenciatura em Psicologia na Universidade Gregoriana em Roma, em 1990. Após vários encargos pastorais, em 11 de junho de 2003 foi nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. No dia 26 de maio de 2010 foi nomeado quinto Bispo da diocese de Tubarão, onde tomou posse no dia 18 de julho. Em maio de 2011, foi eleito presidente da CNBB-Regional Sul IV, região que corresponde ao Estado de Santa Catarina. Finalmente, em 28 de outubro foi nomeado nosso Arcebispo. Qual o lema episcopal de Dom Wilson? Embora não sendo de caráter obrigatório, quase todos os bispos escolhem uma frase, quase sempre tirada da Bíblia, como lema episcopal. O lema de Dom Wilson é: “Maximus amor pro amicis mori” (Amar é dar a vida). A frase é tirada do Evangelho de São João 15,13: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”. Qual nossa atitude diante do novo bispo? Escolhido pelo Santo Padre para ser nosso novo pastor, nós acolhemos Dom Wilson como nosso irmão, amigo, mestre e pai. Depois de vários meses de oração suplicante, agradecemos ao Senhor pelo dom que nos faz. Ao mesmo tempo, nos unimos aos fiéis da vizinha Diocese de Tubarão, em oração fervorosa, pedindo a Deus que lhes dê em breve um novo bispo. (Texto completo no site da Arquidiocese - www. arquifln.org.br)


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Tudo pronto para a posse de nosso arcebispo Comissão foi formada para organizar a solenidade, que terá transmissão ao vivo pelos meios de comunicação

Posse terá transmissão ao vivo A solenidade e celebração em que Dom Wilson assume a Arquidiocese de Florianópolis terá transmissão ao vivo pelos meios de comunicação. As pessoas poderá acompanhar a solenidade pela TV, rádio e mídia sociais. A coordenação de comunicação está a cargo da equipe arquidiocesana da Pastoral da Comunicação. Pela TV, as pessoas poderão assistir a transmissão através do canal de TV à cabo TVCom ou ainda pelo site da Arquidiocese (www.arquifln.org.br), que também transmitirá o evento. A Rá-

Foto JA

A comissão que está preparando as solenidades do início da missão de Dom Wilson Tadeu Jönck na Arquidiocese de Florianópolis esteve reunida na tarde de segunda-feira. Realizado na Igreja Matriz da Paróquia Sagrados Corações, em Barreiros, São José, o encontro reuniu a equipe central e representantes das comissões. Este foi o terceiro encontro da equipe, que se reúne desde a nomeação de Dom Wilson como nosso arcebispo, em 28 de outubro. Durante o encontro, os participantes falaram do trabalho que estão realizando na organização do evento e receberão sugestões dos demais participantes para dinamizar o trabalho. A celebração em que Dom Wilson iniciará seu ministério pastoral na Arquidiocese de Florianópolis será realizada no dia 15 de novembro, às 9h30, no Ginásio de Esportes do Colégio Catari-nense, em Florianópolis. O local foi escolhido por ser na área central, bem localizado, possui uma boa estrutura e é arejado, o que possibilitará uma boa acolhida aos participantes.

Coordenada pelo Pe. João Francisco Salm, administrador Arquidiocesano, comissão é encarregada de realizar todos os preparativos para a posse

Como Dom Wilson encontrará a Arquidiocese - 1.552.824 milhão de habitantes (Censo 2010) - 30 municípios - 73 paróquias e similares * - 602 capelas * - 08 comarcas * - 07 santuários * - um bispo-auxiliar emérito - 92 padres diocesanos (ou seculares) incardinados residentes, 05 dioc. incardinados não residentes, 23 não incardinados residentes * - 74 membros de institutos da vida consagrada; e 06 membros do PIME * - 117 diáconos permanentes * - quatro Seminários *

dio Cultura 1110 AM também transmitirá toda a celebração de posse. Além de acessar pelo rádio, os ouvintes poderão acompanhar a transmissão pelo site www.divinooleiro.com.

- 46 seminaristas: 11 no menor; 06 no Propedêutico; 17 na Filosofia; e 12 na Teologia - 61 institutos femininos, com 392 irmãs (freiras) * - 30 institutos masculinos, com 21 irmãos (além dos padres) * - 19 pastorais - 19 serviços e ministérios - 08 meios de comunicação - 25 movimentos e associações leigas - 11 colégios católicos - 02 centros de formação superior

Dia de Cura no Amor celebra aniversário da Abbá Pai A Comunidade Católica Abbá Pai promoveu no dia 16 de outubro o IV Dia de Cura no Amor. Realizado na Igreja Matriz da Paróquia Santo Antônio, em Campinas, São José, o evento também comemorou os 12 anos de existência da comunidade. Durante a celebração, Romualdo Pereira, pai da fundadora, proferiu seus primeiros votos, somando-se aos outros 11 membros consagrados da comunidade, que fizeram sua renovação. O Dia de Cura no Amor contou com a presença do Padre Thiago Calçado, da Canção Nova, de São Paulo, e com a participação do Pe. Hélio da Cunha, Pároco, e a animação do Ministério Abbá. No evento, Padre Thiago, que é mestre em filosofia, formador e professor de seminaristas, na Grande São Paulo, e pregador da RCC em todo o País, levou os encontristas a refletirem e vivenciarem, com dinâmicas e momentos de oração, a importância do amor no processo de cura e plenitude da vida. Durante o dia, ele desenvolveu

os temas “Só no amor somos curados”, focando o amor como base de toda cura, para além de todo medo, e “O amor tudo perdoa”, tratando o perdão como lugar por excelência do amor, rezando pela cura interior. À tarde, Pe. Thiado desenvolveu o tema “Curados para amar”, falando do amor e sua dimensão missionária, no chamado para amar. No final da manhã, Padre Hélio da Cunha conduziu o momento de adoração ao Santíssimo Sacramento. O evento foi encerrado com missa solene presidida pelo Pe. Hélio e com a presença do Pe. Ney, um dos diretores espirituais da Abbá Pai. Em novembro a Comunidade abre nova turma de aspirantado, a qual integrará a formação permanente dirigida aos vocacionados, com módulos semanais de formação bíblica, psicológica e espiritual. Mais informações pelo site www.abbapai.org, pelo e-mail abbapai@abbapai.org, pelo Twitter @abba_pai, ou pelo fone (48) 3034-2417 Divulgação/JA

* Dados do Anuário da Arquidiocese 2001

O evento será ainda transmitidos pelas mídias sociais, através do Twitter da Arquidiocese (@Arquifloripa) e pelo Facebook (www.facebook.com/ arquifloripa1908)

Durante o evento, foi realizada a consagração de um novo membro da Comunidade e a renovação dos votos de outros 11 membros


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Ação Social

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FAS ajuda na manutenção da Fazenda da Esperança Entidade adquiriu equipamentos para a fabricação de pães para consumo interno e comercialização Foto JA

A Fazenda da Esperança é uma entidade mundialmente conhecida pelo trabalho de recuperação de dependentes químicos. Na Arquidiocese, está presente desde o dia 18 de dezembro de 1999, quando começou atendendo ao setor masculino. Dez anos depois, em fevereiro de 2009, o local passou a atender ao setor feminino. Com capacidade para atender 12 simultaneamente, o espaço conta atualmente com nove recuperandas. O método de tratamento é o mesmo que consagrou as Fazendas da Esperança, hoje presentes em nove países, com mais de 60 casas (15 fora do Brasil). É o tripé: espiritualidade, trabalho, convivência fraterna. A cada dia, as internas têm momentos de oração, meditação sobre passagens bíblicas, e celebrações. “O trabalho é parte importante do tratamento, tanto para a ocupação das recuperandas quantos para a manutenção da casa”, disse Maria Lúcia Silva Santos, coordenadora da Fazenda. Segundo ela, uma das formas de manutenção será o cultivo e comercialização de flores, que pretendem iniciar em breve. Por enquanto, estão concentradas nos pães e bolachas. Essa atividade iniciou há algum tempo, mas realizada com dificuldade, pois não dispunham dos equipamentos adequados. Entraram com um projeto junto ao FAS e foram beneficiadas com R$

SEMANA DA SOLIDARIEDADE: Sementes de um projeto popular

Mulheres em recuperação utilizam os equipamentos adquiridos para a fabricação de pães e bolachas, que ajudam na manutenção do local 4.999,00. Com o dinheiro, foi adquirido um forno elétrico, um cilindro, para dar forma à massa, e uma masseira, para bater a massa. Após a aquisição, uma voluntária doou outro forno. Os pães e bolachas são comercializados de porta em porta, entre os voluntários da Fazenda da Esperança e com aqueles que a visitam. Mas aceitam encomendas. Os interessados podem solicitar pelo fone (48) 32340825. Mais informações no site: www.fazenda.org.br.

18 projetos aprovados Além da “Fazenda da Esperança”, a comissão responsável pelo Fundo Arquidiocesano de Solidariedade, FAS, aprovou outros 17 projetos, somando um total de

R$ 80.361,93 em recursos. A comissão terá uma última reunião ainda este ano, no mês de novembro, em que discutirá a aprovação de outros projetos. Como foi apresentado na edição passada, a Arquidiocese arrecadou R$ 181.317,18. Desses, 40% (R$ 72.526,87) foi repassado à Cáritas e forma o Fundo Nacional de Solidariedade, que possui uma equipe de coordenação nos Regionais. O restante, R$ 108.790,31, compõe o FAS. O Fundo é formado pelas doações dos fiéis como gesto concreto da Campanha da Fraternidade e destina-se a estimular a criação de projetos sociais alternativos de geração de trabalho e renda, e incentivar projetos sociais referentes à CF de cada ano.

Será realizada dos dias 21 a 27 de novembro de 2011 a Semana da Solidariedade, uma ação da Rede Cáritas que busca promover a discussão de temas relacionados à conjuntura. Em nossa Arquidiocese, a atividade está sendo motivada pela ASA/Cáritas em parceria com a Coordenação Arquidiocesana de Pastoral/Pastoral Social, que fomentarão o Tema: Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial (DSS-T), e o Lema: Sementes de um Projeto Popular. Durante a semana serão realizadas atividades, encontros, feiras solidárias e seminários. Destacamos a atividade do dia 23 de novembro, que ocupará todo o dia. Pela parte da manhã haverá o Encontro Arquidiocesano das Ações Sociais,

e à tarde o Seminário: Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial (DSS-T), com o assessor da Cáritas Brasileira e Coordenador do Fórum Nacional de Mudanças Climáticas e Justiça Social, Ivo Poletto. Toda a comunidade, pastorais sociais e outros segmentos são convidados a participar. Informações e inscrições para os encontros, pelo telefone; (48) 3224-8776 - ASA ou o email asa@arquifln.org.br

Dia/Hora

Evento

21/11 08h30

Oficina Horta Comunitária Horta Comunitária Jardim Parceria: Cáritas Janaína - Biguaçu Regional de SC

L o cal

22 e 24/11 Atividades nos Municípios e Ações Sociais 23/11 08h30

Encontro Arquidiocesano Paróquia São João d a s A çõ e s S o ci a i s Evangelista - Biguaçu

23/11 14h

Seminário: Mudanças Climáticas e Justiça Social - Com Ivo Poleto

Paróquia São João Evangelista - Biguaçu

26 e 27/11 Celebrações nas Comunidades

Curso proporciona melhoria na gestão de grupos de Economia Solidária Realizado em Florianópolis, evento qualificou 10 empreendimentos, que aprenderam como melhor gestionar e viabilizar economicamente o seu trabalho

29 pessoas participaram da qualificação promovida pela Cáritas Regional

A região de Florianópolis realizou nos dias 10 e 11 de outubro, na casa de retiros do Morro das Pedras, a segunda etapa do curso de gestão e viabilidade econômica para empreendimentos de economia solidária, acompanhados pelo projeto “Fortalecendo Experiências de Economia Solidária em Santa Catarina”. O projeto é desenvolvido pela Cáritas Brasileira, Regional SC, com patrocínio da Petrobrás e conta como parceira local a Ação Social Arquidiocesana

(ASA) de Florianópolis. O curso, que reuniu 29 pessoas de 10 grupos, tem como objetivo “Qualificar os empreendimentos de economia solidária aprimorando a gestão e a viabilidade econômica para o aumento da renda gerada.” Esta etapa tratou das formas de organização do grupo, missão do empreendimento, plano operacional etc. Nessa etapa, foram incluídos no curso o grupo de mulheres da comunidade remanescente de

quilombolas, grupo de mulheres Mãos Unidas e a Associação de Artesãos, todos do município de Garopaba. Os empreendedores avaliaram o curso de forma positiva, destacando a metodologia utilizada, a troca de experiências e o encontro de culturas como indígenas e remanescentes de quilombos. Os grupos seguem agora na construção dos planos de negócios, contando com acompanhamento da articuladora local.


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GBF 11

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“Preparai os caminhos do Senhor!” (Is 40,3) O livreto traz um roteiro de encontros para a preparação do Natal cristão. Ele deve ser utilizado em família Estamos para celebrar mais um Natal. Com o passar do tempo, muitos interesses começaram a girar em torno desta festa; sobretudo os que têm a ver com o comércio. No entanto, o Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo, vindo na humildade: “Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor! E isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido, envolto em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2,10ss). O livreto que está em suas mãos traz um roteiro de encontros para a preparação do Natal cristão. Poderão ser realizados, de preferência, reunindo famílias vizinhas; também em casa, na própria família, em locais de trabalho ou onde e com quem tiver boa vontade, já que Jesus veio para todos. O que importa é estimular e facilitar um encontro real de cada pessoa com o Senhor que vem. Ele, na verdade, já bate à nossa porta há muito tempo. Que bom será deixá-lo entrar agora, ouvir sua Palavra, aceitar seu chamamento, oferecer-lhe docilidade e obediência! Além da participação nestes encontros, seria oportuno aproveitar o Advento para fazer uma boa Confissão, celebrando a Reconciliação que Jesus tornou pos-

II Sulão das CEBs – CNBB Regional Sul 4 Realizado em Londrina, Paraná, evento reuniu 207 participantes dos quatro Estados “As CEBs são forma privilegiada de vivência comunitária da fé, inseridas no seio da sociedade em perspectiva profética... São verdadeiras escolas que formam cristãos comprometidos... Elas são expressão visível da opção preferencial pelos pobres...” (DGAEIB 102 – 2011-2015.)

sível com sua Morte e Ressurreição. Um olhar ao redor, com o coração aberto e atento a irmãos e irmãs necessitados, também não pode faltar. As alegrias do Natal serão tão

mais intensas e profundas quanto mais nos empenharmos na sua preparação. Pe. João Francisco Salm Administrador Arquidiocesano

Devoção a Nossa Senhora Aparecida tinha grave lesão na coluna, impossibilitando-a de se locomover. O fato foi comprovado pelos médicos. Nesse mesmo ano, a própria sobrinha foi quem carregou a imagem em procissão. Muito fervorosos, construíram uma gruta e demonstraram o desejo de dar continuidade à realização da novena como gesto de agradecimento pela graça alcançada. A partir de então, cada ano a novena tem seu início em diferente residência, seguindo em procissão com a imagem até a residência anfitriã. Com o passar dos anos, a novena elaborada pelos membros do GBF ganha mais e mais adeptos e sua realização já envolve outros segmentos pasto-

rais da comunidade. Pontos altos da novena são a reflexão da Palavra de Deus e os momentos de agradecimentos, súplicas e depoimentos. É importante sempre lembrar a Mãe de Jesus nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Neste 12/10, a novena contou com cerca de 80 participantes, inclusive com a presença e a bênção do Pe. André Gonzaga, nosso pároco e da Coordenadora Arquidiocesana dos GBF, Maria Glória da Silva. Nosso agradecimento especial à família de Dona Amélia Ouriques Cardoso, que nos proporciona este momento de muita fé, gratidão e devoção à mãe Aparecida.

animados para vivenciarmos com sempre mais intensidade a missão que Jesus nos confiou: “Ai de mim se eu não evangelizar!” (1Cor 9,16). A Igreja de Santa Catarina, CNBB - Regional Sul4, foi representada por 24 animadores e animadoras dos Grupos de Reflexão/ Família (GR/F) e das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), engajados nas comunidades de seis dioceses: Caçador, Lages, Joinville, Florianópolis, Tubarão e Criciúma. A Arquidiocese se fez presente com dez animadores e animadoras de nossas paróquias. Retornamos fortalecidos com a certeza de que o Senhor caminha conosco, dispostos a ser protagonistas a serviço da vida, propagando o Evangelho do Reino no campo e na cidade. Coordenação das CEBs e GR/F CNBB – Regional Sul4 Divulgação/JA

O Grupo Bíblico em Família “Mãe do Bom Conselho”, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, iniciou suas atividades em 2001, com o incentivo do Diácono Vilson Santos. Como a grande maioria dos GBF, começou acanhado e com poucos membros. Era coordenado por José Paulo Corrêa de Souza, juntamente com Benta Maria de Souza e Zaneli Corrêa de Souza. Em 2002, realizamos uma novena, elaborada pelos membros do próprio Grupo, em homenagem a N.Sra. Aparecida. No ano seguinte, a Coordenação do Grupo foi procurada pela família onde tinha sido feita a novena, relatando a graça alcançada por uma sobrinha que

O II Sulão das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) aconteceu nos dias 14 a 16 de outubro, com a participação de 207 participantes dos quatro Estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, na Arquidiocese de Londrina, PR. O encontro foi muito proveitoso e animado. Refletimos sobre o tema Justiça e Profecia no Campo e na Cidade, assessorados por Sergio Coutinho, assessor nacional do Setor CEBs na CNBB, e pelo Pe. Benedito Ferraro, assessor da ampliada nacional das CEBs. À luz da Palavra de Deus, nos comprometemos com o seu projeto: “Eu vi a opressão de... ouvi o grito de aflição... tomei conhecimento de seus sofrimentos. Desci para libertá-los” (Ex 3,7-8). Terminado o Encontro, voltamos “para o campo e a cidade” de nossas dioceses,

Santa Catarina esteve representada no evento por seis dioceses. Da Arquidiocese, participaram dez animadores e animadoras


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Artigos

Jornal da Arquidiocese

Novembro 2011

C entenário

Padre Agostinho Roque Rombaldi Retiro; de 6 de março de 1953 a 31 de maio de 1955, pároco de Nossa Senhora da Boa Viagem, Bocaina do Sul. E, de 7 de novembro de 1955 a 8 de janeiro de 1978 seu grande campo de apostolado: pároco de Nossa Senhora dos Campos, Arroio Trinta. Ali viveu e trabalhou, acumulando a missão de vigário encarregado de Santa Juliana, Salto Veloso entre 1963 e 1966.

Arroio Trinta – Comunidade de migrantes A história do Município de Arroio Trinta inicia no ano de 1922, com a chegada dos primeiros colonizadores, vindos do sul do Estado, mais precisamente das regiões de Criciúma e de Urussanga. Esses pioneiros, descendentes de italianos, vieram em busca de terras férteis que produzissem o sustento de suas famílias. No sul catarinense as terras escasseavam, divididas que estavam entre os numerosos filhos. A localidade, então pertencente à Videira, foi elevada à Distrito em 1944, e em 15 de dezembro de 1961 conquistou a sua emancipação. Foi intenso seu compromisso com a emancipação da comunidade. Com base na cultura e na tradição herdadas de seus fundadores, Arroio Trinta destaca-se hoje como um Município tipicamente italiano, que cultiva a dança folclórica, a culinária, a música e a língua italiana, matéria obrigatória em todas as suas escolas. Com um clima e uma altitude que

Divulgação/JA

Agostinho Roque Rombaldi nasceu em Caravaggio, Farroupilha, RS em 22 de agosto de 1917. Foi ordenado sacerdote em Lages por Dom Daniel Hostin em 29 de novembro de 1942. A origem gaúcha de diversos bons padres e seminaristas da diocese de Lages se deve tanto à migração de famílias riograndenses como aos pedidos de Dom Daniel às voltas com carência de clero no imenso território da Diocese de Lages que, dividida, deu origem às de Caçador, Joaçaba e parte de Chapecó. Padre Agostinho foi pároco sempre em comunidades cuja padroeira era Nossa Senhora, e nisso enxergou obra da Divina Providência, uma vocação e um compromisso com Maria. Aliadas à devoção mariana estavam São José e Almas do Purgatório. Seu primeiro ministério foi exercido como vigário paroquial de Campos Novos, com provisão de 26 de dezembro de 1942. A partir de 18 de janeiro de 1946 foi pároco de Nossa Senhora da Saúde, Abdon Batista. Com a dificuldade de formadores para o Seminário, em 15 de julho de 1951 Dom Daniel o nomeou professor no Seminário São João Vianney, Lages e, em 15 de fevereiro seguinte, Diretor espiritual. A vocação de Pe. Agostinho era outra, porém: trabalhar com o povo na paróquia e nas pequenas comunidades rurais, o que aconteceu em seguida: em 1953 foi nomeado vigário encarregado de preparar a paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Bom

Sagrada Família que oferecia o Curso ginasial. Para dirigi-lo, conseguiu a vinda das Irmãs Escalabrinianas, que ali trabalharam por 11 anos, quando o Colégio passou para o Estado. Mas, para não ver a juventude sem perspectivas ou deixando sua terra, liderou a introdução do 1º e 2º Graus. Desse modo, em 1971 fundou em Arroio Trinta a Campanha Nacional das Escolas da Comunidade-CENEC, criando o Colégio que em sua homenagem recebeu o nome de Colégio Cenecista Padre Agostinho. Em 2004 o patrimônio Agostinho Roque Rombaldi: foi adquirido pelo Município. um gaucho que adotou Santa Catarina Em quase todas as comuno exercício do seu ministério nidades da região a presença favorecem a fruticultura, o Muni- de um padre foi sempre fundacípio é importante produtor de mental: enquanto os políticos dipêssegos e de outras frutas de cli- videm, nem sempre chegando a ma temperado, recebendo o títu- acordo, o padre une os interesses lo de “Capital Catarinense do das comunidades, reúne as pesPêssego”. Ainda é uma pequena soas, dá o impulso. Seria difícil comunidade, tendo hoje 3.488 imaginar as nossas comunidades rurais sem a presença do padre, habitantes. Um prefeito municipal afirmou da autoridade do vigário respeitaque Pe. Agostinho foi “a espinha do e amado e, às vezes, temido. dorsal para o desenvolvimento do O afeto do povo pelos padres se Município”. Gênio difícil, mas sem- manifesta nas ruas, escolas, hospre interessado na comunidade, pitais que levam seu nome. Disso aberto a inovações. Assumiu de não escapa o Padre Agostinho corpo e alma aquelas pequenas Rombaldi. Seu sonho era dotar a sede comunidades por onde se espalhavam as famílias católicas, pro- paroquial de uma igreja matriz moveu as vocações, deu impulso bela e espaçosa: em 1975 iniciouaos estudos bíblicos. Passou o lhe a construção, em estilo moano de 1970 em Roma com a fi- derno, com uma torre alta, em fornalidade de estudar a teologia do ma de cruz. Faleceu antes de vêVaticano II, o retorno às Fontes la inaugurada. Devido a problemas estruturais, foi demolida em pedida pelo Concílio. Preocupado com a juventude, 2010 e em seu lugar construiu-se em 1958 deu início ao Colégio outra, inaugurada em 2011.

Seus últimos dias Em 1976 Pe. Agostinho adoeceu, não mais recuperando a saúde e a liberdade de movimentos: tinha apenas 59 anos. Preparouse para morrer: em algumas celebrações fazia seu exame de consciência diante da comunidade, a todos pedindo perdão, o que levava a comunidade às lágrimas, pois o tinha na conta de santo. Poucos dias antes da morte escreveu um pequeno TESTAMENTO. Após a profissão de fé católica e os agradecimentos e conselhos, essa humilde e comovente confissão dos pecados: “Peço perdão a Deus e aos irmãos pelas minhas infidelidades por negligência ou por fraqueza humana, pelos escândalos, pela preguiça, pouca oração, desleixo no cumprimento do dever, o pouco caso das ordens dos superiores, da minha soberba disfarçada e de todos os males que causei ou fiz, ciente ou inconscientemente”. Pede que todos tenham maior apreço à Palavra de Deus, à Bíblia e sejam devotos de Nossa Senhora, São José e Almas. O explosivo e generoso sacerdote era agora o humilde cristão se preparando para o encontro com o Senhor ao qual consagrara a vida. Faleceu em Arroio Trinta em 8 de janeiro de 1978, aos 61 anos de vida e 36 de sacerdócio. O povo quis que fosse sepultado na igreja matriz em construção e agora foi trasladado para o novo templo. Pe. José Artulino Besen (acesse o texto na íntegra no blog: pebesen.wordpress.com)

Ecumenismo A palavra ecumenismo reveste-se de enorme importância, sobretudo, nos dias de hoje, onde pululam preconceitos, violências, guerras, fratricídios, humilhações e ataques frontais; às vezes por causa de cor, de tribo e de raças; não poucas vezes por causa da fé. O ecumenismo consiste em buscar as similitudes, as confluências e os pontos de concordância entre todas as religiões e - se diferença houver, e onde ela existir - procurar um diálogo sereno. Se os religiosos não conseguem viver em paz uns com os outros, então parem de colocar o diabo lá fora no mundo. Está lá dentro de suas igrejas e orientando aqueles púlpitos! Quem prega a intolerância não prega a fé cristã! Poderíamos aprender com observadores de estrelas e astrôno-

Ecumênicos, porque maduros mos que, em colinas diferentes e lugares muito diferentes, assestam o seu telescópio para uma determinada estrela, e depois se reúnem para refletir sobre o que viram, o que é comum e o que é diferente do ponto de vista do ângulo em que estão. Nenhum deles deixa de ser observador ou astrônomo, nenhum deles deixa de ter seus méritos, mas, é claro que haverá pequenas diferenças - ou até grandes diferenças - a partir do tipo de telescópio que usam, das condições de nuvens dos lugares onde estão e a partir de uma série de outras circunstâncias. Mas, conversando, um aprenderá com o outro. Isolados, nenhum deles

crescerá o suficiente. O ecumenismo é essa capacidade de olhar com fé para a mesma luz e dialogar sobre o que cada um viu, aprofundar as semelhanças, conversar serenamente sobre as diferenças e, naquilo em que tudo é comum, trabalhar juntos pelo bem do povo e pelo bem da comunidade. O movimento ecumênico hoje é muito forte, mas continua contestado em muitas igrejas e, dentro das igrejas, por grupos a quem não interessa esse diálogo. Há cristãos que acham que o diálogo os prejudica... Sentindo-se vencedores e eleitos, consideram uma perda admitir que o outro possa estar certo em alguns temas da fé! Está

tudo certo com eles e tudo errado com os outros. Então, porque dialogar, se o outro não em nada de bom a oferecer? Ecumenismo rima com fraternidade, afeto mútuo e tolerância em nome do Criador. As diferenças são resolvidas com respeito e sem mentiras ou falsas acomodações. Os antiecumênicos, infelizmente, não chegaram a esse estágio e são pessoas que ainda acreditam que o Sol brilha apenas no telhado deles, ou, se brilha no do outro, brilha muito pouco. Eles é que têm a verdadeira Luz e só eles podem falar, porque só eles conhecem a verdade. Não falta quem afirme que Deus os ama mais do que aos

outros, ou que eles amam a Deus mais do que os outros. Sem caridade e humildade é impossível ser ecumênico. Os pais que tentam aproximar e levar ao diálogo dois irmãos teimosos e turrões que, por achar que têm razão ou que sabem mais, atiram coisas um no outro e gritam cada vez mais alto pela casa, sabem o quanto o diálogo é importante. Leva anos a tarefa de fazer esse tipo de irmãos pararem de se ofender. Mas acaba dando certo, mas só depois que os dois crescem e amadurecem! Infelizmente há os que morrem agredindo. Brigam até o fim da vida para provar que o outro está errado em tudo! Mas aí, já é desvio de conduta! Pe. Zezinho, scj


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Missão 13

Novembro 2011

Infância Missionária, uma sementinha para o futuro Finalidade do trabalho é despertar o espírito missionário nas crianças: criança evangelizando criança Arquivo/JA

Sabemos o que é infância. É a primeira etapa da vida de todas as pessoas. A criança é o grande tesouro que Deus confiou à humanidade, porque é uma vida a ser desenvolvida. É sempre o símbolo vivo de uma nova criação. É na infância que se firmam as bases para uma juventude e vida adulta saudáveis. Para essa etapa da vida, surgiu na França em 1843 a Infancia Missionária. A Pontifícia Obra da Infância Missionária foi fundada por Dom Carlos Forbin Janson, Bispo de Nancy, França, no ano de 1843. Essa atividade missionária com as crianças foi motivada pelas cartas que missionários, principalmente da China, escreviam, contando a realidade triste e dura das crianças naquelas regiões: doenças, mortalidade, analfabetismo, abandono... A finalidade da Obra é suscitar o espírito missionário universal das crianças e adolescentes, desenvolvendo seu protagonismo na solidariedade e na evangelização e, por meio delas, em todo o povo de Deus: “Ajudar as crianças por meio das crianças”, ou “criança evangeliza e ajuda criança”, foi o grande lema do Bispo fundador. Esta obra é, pois, um serviço em favor da animação, formação e comunhão missionárias das crianças e de seus animadores, para que cooperem na evangelização universal, especialmente das crianças de todo o mundo, e na solidariedade, partilhando os bens materiais. A “IAM” como é chamada pelas crianças e seus assessores (“Infância e Adolescência Missionária”), visa despertar e fortalecer as vocações missionárias. Como? Pelo conhecimento da vida e das necessidades das outras crianças, que suscita, necessariamente, o anseio de conhecer e amar a todos como irmãos e irmãs e de anunciar Jesus, para os que ainda não o conhecem. Por ocasião dos 160 anos da fundação da Obra, Papa João Paulo II, na Mensagem de 06 de janeiro de 2003, fornece os critérios à luz dos quais a Infância Missionária deve orientar-se e avaliar sua caminhada...

Crianças participam do Congresso Arquidiocesano da Infância Missionária. Realizado em setembro, evento reúne participantes de toda a Arquidiocese “A Infância e Adolescência Missionária, propõe às crianças de todas as dioceses do mundo um programa baseado na oração, no sacrifício e em gestos de solidariedade concreta; assim elas podem tornar-se evangelizadoras de outras crianças. Queridas crianças missionárias, sei com que dedicação e generosidade vocês procuram levar adiante esta Obra apostólica. Vocês se esforçam de muitas formas para partilhar o destino das crianças obrigadas a trabalhar antes do tempo e socorrer as mais pobres, em suas necessidades. Sejam solidárias com os anseios e as dramáticas situações das crianças envolvidas nas guerras dos adultos, elas que freqüentemente são vítimas da violência bélica. “Rezem todos os dias para que o dom da Fé que vocês receberam seja transmitido a milhões de crianças que ainda não conhecem Jesus.”

Crescimento do trabalho Nestes últimos anos, a Obra tem-se desenvolvido com grande vigor e intensidade: Vão surgindo grupos, cada vez mais numerosos, nas comunidades, paróquias, colégios e escolas; A atualização da identidade e do carisma vem sendo aprofundada em encontros, congressos, trocas de experiência, escritos e debates; A organização vem melho-

Missionários da Arquidiocese se encontram em “Terra de Missão” De 04 a 12 de outubro, a Pró Paróquia de Muquém do São Francisco, na Diocese de Barra (BA) realizou a novena em honra ao seu Padroeiro, São Francisco de Assis. Com a graça de Deus, pela primeira vez na história, aconteceu a celebração da Santa Missa em todas as noites da Novena. A Pró Paróquia é administrada pelos missionários da Comunidade Católica Divino Oleiro, de Florianópolis. Em uma das noites da Novena, o Padre convidado

para presidir a Santa Missa foi Pe Iseldo Scherer, que também é da Arquidiocese e está trabalhando na Paróquia de Oliveira dos Brejinhos, da Diocese de Barra. Foi uma noite de encontro dos missionários da Arquidiocese de Florianópolis em terra de missão, e não poderia ter sido em época melhor: afinal, outubro é o mês das Missões. Após a celebração, todos os missionários se encontraram na barraca de doces da Novena. Foto JA

rando, graças ao constante esforço de colaboração com as pastorais da Igreja, com a vivência de outros países, animada pela prioridade reconhecida às crianças e adolescentes na sociedade civil e também na Igreja. A “IAM” na Arquidiocese iniciou-se em 1995. Nestes anos de caminhada, muitas lideranças surgiram e vêm surgindo, nas paróquias onde há abertura. Nestes 16 anos de existência na Arquidiocese,temos em torno de 40 grupos de “IAM”. Ainda é uma obra “nova”, e que muitas vezes é vista como “algo a mais”. Mas já são quase 170 anos de presença mundial, e não quer ser “algo a mais” e, sim, um auxílio a tantas pastorais. Em 1870 já dizia Mons. Hermosilla (México), hoje santo: “A Infância Missionária é uma Obra que provém, sem dúvida, de Deus. Obra que não será nunca suficientemente enaltecida e louvada, digna de florescer sempre e de permanecer até o fim dos tempos na Igreja Católica, como sua glória. Obra que é, ao mesmo tempo, honra para as crianças e ajuda para as suas debilidades. Obra que merece a bênção do céu e da terra.” Querendo conhecer a Obra da Infância Missionária, entre em contato conosco pelo e-mail: leka@missaojovem. com.br, ou pelo fone 32229572.

Missionários da Arquidiocese se encontraram em Muquém do São Francisco. Todos eles realizam trabalho na Diocese de Barra, na Bahia

Divino Oleiro terá missão na Guiné-Bissau A Comunidade Católica Divino Oleiro terá a partir do próximo ano uma casa de missão permanente na Diocese de Bafatá, na Guiné-Bissau, África. O acordo foi firmado no dia 09 de outubro, quando Dom Pedro Zilli, bispo daquela Diocese, esteve em nossa Arquidiocese. Durante o dia, ele visitou a Casa Mãe da Comunidade Divino Oleiro, concedeu entrevista à Rádio Cultura e ao

programa de TV “Mais Feliz com Jesus”, e almoçou com os membros da comunidade. Já no ano passado, 2010, a Comunidade realizou trabalho missionário na Guiné-Bissau, com três consagrados. Essa foi a sua primeira missão estrangeira. Para dar continuidade ao projeto, se deveria montar uma estrutura para os missionários, o que está sendo feito ao longo deste ano. Foto JA

Em sua visita à Arquidiocese, Dom Zilli concedeu entrevista à Rádio Cultura


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Geral

Novembro 2011

Jornal da Arquidiocese

Pastoral Carcerária comemora aniversário Durante comemoração, foi inaugurado mais um espaço de trabalho para os presos Foto JA

A Pastoral Carcerária da Arquidiocese comemorou na tarde do dia 20 de outubro os 40 anos do trabalho de assistência aos presos, começado pela Ir. Maria Uliano da Divina Providência (in memoriam) com a criação da LAFAM, em 1971. Desde 2005, a entidade se chama ASBEDIM, “Associação Beneficente São Dimas”. O evento foi realizado no Presídio Masculino de Florianópolis. Constou da bênção e inauguração do espaço que vai ampliar o projeto de serigrafia e confecção de camisetas, desenvolvido pelos presos. As oficinas de serigrafia e confecção existem há seis anos e hoje dão trabalho para dez presidiários. Com o novo espaço, de 75 metros quadrados, mais cinco presos poderão trabalhar. Os equipamentos foram doados por uma voluntária. Além do espaço para o trabalho, o local também conta com alojamento para alguns detentos. A obra foi realizada ao longo deste ano e teve um investimento estimado em R$ 60 mil. “O dinheiro veio de promoções realizadas pela Pastoral e do bazar permanente realizado através de doações da Fundação Nova Vida”, disse Leila Pivatto, presidente da ASBEDIM, braço social da Pastoral Carcerária. A solenidade contou com a presença da Secretária de Estado de Justiça e Cidadania, Ada de Luca, e de várias autoridades do Complexo Penitenciário de Florianópolis, de representantes da OAB e do Conselho da Comunidade, além dos vo-

No Estado, mais de 52 mil pessoas já realizaram os cursos do Movimento de Cursilhos de Cristandade

Projetos de serigrafia e confecção dão serviço para dez presos. Com a construção, haverá espaço para mais 15 presos trabalharem luntários da Pastoral Carcerária com o seu coordenador arquidiocesano, Pe. Ney Brasil. Um bolo comemorativo dos 40 anos marcou a data. No seu pronunciamento, a Secretária de justiça e Cidadania falou da importância das instituições que realizam esse trabalho para os encarcerados. “A sociedade deve participar e colaborar com a reabilitação do preso. Apenas o Estado não tem condições de dar o atendimento necessário”, disse Ada de Luca.

Mais uma obra da Pastoral Esta foi a quarta obra realizada pela Pastoral Carcerária no presídio de Florianópolis. A primeira foi a construção de um pátio beneficiando 60 presos da Galeria “C”, inaugurado em 14 de dezembro de 2009. A segunda, foi a construção de duas salas para uso laboral e

educacional, no “térreo” do pátio. A obra, inaugurada em 24 de junho de 2010, beneficiou 35 presos da Galeria “B” do presídio. No dia 15 de junho, foi inaugurado o Consultório Odontológico, que está atendendo diariamente, de terça a sexta à tarde. E agora, a ampliação do projeto de serigrafia. Essas obras tiveram um custo total aproximado de R$ 175 mil, inteiramente pagos. Enquanto isso, continuam as visitas semanais dos voluntários aos vários setores do Conjunto: Penitenciária, com vários anexos, Presídio Masculino, Presídio Feminino, Hospital de Custódia, Centro de Triagem. Essas visitas, que são a atividade mais importante da Pastoral, evidentemente não se contabilizam em números. Mais fotos no site da Arquidiocese (www.arquifln.org.br).

Retalhos do Cotidiano Poupança

Doação Que bom estar acostumado a doar: roupas, alimentos, remédios... Que bom acostumar-se a fazer doação do tempo, do perdão, da compreensão, do sorriso...

Antecipação Quando se ama, antecipa-se o céu; quando se odeia, antecipase o inferno!

Bem-vindo! Dom Wilson é nosso novo Arcebispo! O Senhor está dando a nós, da Arquidiocese de Florianópolis, um pastor segundo o seu coração (cf. Jr 3,15), um pastor que vem conhecer as ovelhas para amá-las e servi-las, como consta em seu lema episcopal. Sucedendo um grande arcebispo de sua Congregação, vem, com a humildade e a bondade, semear as sementes do Reino em nosso meio. Nós nos sentimos muito bem com o presente que o Senhor nos dá; sinta-se bem

Uma Celebração Eucarística realizada no dia 24 de outubro, marcou o lançamento do ano do Cinquentenário do Movimento de Cursilhos de Cristandade no Brasil (MCC). O lançamento do ano jubilar foi realizado na igreja matriz da Paróquia de Itapema, e contou com a presença de 350 cursilhistas de toda a Arquidiocese, representando os Setores Brusque, Florianópolis e Itajaí. A celebração foi presidida pelo Pe. Alvino Milani. A sua homilia teve como base o chamamento contido no Documento de Aparecida (DAp) a todo batizado, a atuar como Discípulo Missionário nas suas realidades, principalmente com a sua vivência e testemunho. Para comemorar o Jubileu de Ouro em 2012, o MCC reviu sua caminhada durante os três últimos anos. Motivados pelo DAp, enfatizou-se o seu carisma, o de evangelizar os seus ambientes, implantando neles Pequenas Comunidades de Fé. A Coordenadora do Grupo Executivo Diocesano do MCC, Dulce Maria Fontelles Ternes, na sua mensagem de lançamento do Ano

Jubilar, lembrou o nascimento do Cursilho no Brasil, na Semana Santa de 1962, em Valinhos/SP, quando aconteceu o primeiro cursilho, com a participação de padre e leigos espanhóis. Hoje o MCC está presente em todo o país. Em Santa Catarina, o Grupo Executivo Regional Sul IV, já realizou mais de 1.300 Cursilhos. Mais de 52 mil leigos e leigas realizaram essa experiência de encontro pessoal com Cristo. Na Arquidiocese de Florianópolis foram realizados 429 Cursilhos. Atualmente, são programados 12 encontros anuais. Neles, em torno de 500 participantes, entre jovens e adultos, se motivam para viver o evangelho e evangelizar. O MCC realiza encontros semanais de formação integral, denominados de Escolas Vivenciais, mola mestra do MCC, abordando temas que envolvem a formação catequético-doutrinal, formação sócio-ambiental, conhecimentos da metodologia de trabalho do MCC, treinamento de liderança e formação de formadores. Na Arquidiocese, aproximadamente, 300 cursilhistas participam dessas Escolas Vivenciais.

Carlos Martendal

Divulgação/JA

Quem conhece a miséria em si mesmo aprende a poupar o que é miserável; quem conhece o orgulho em sua vida e procura vencê-lo, sabe poupar o orgulhoso; quem se envergonha da impureza de seus pensamentos, não olha de cima os que percebe impuros. Ajudado pela graça e fortalecido pela própria fraqueza, também do mal o homem pode tirar o bem.

MCC inicia celebração do ano do centenário

Batalha

Poder

Quantas batalhas na vida: batalhas contra tantas coisas externas que nos querem prender ao mundo, batalhas imensas contra tantas coisas que fazem guerra em nosso interior. De todas se pode sair vitorioso, se contarmos com o socorro do Senhor dos exércitos.

Muitos lutam tanto, que chegam a morrer pelo poder. Também nós devemos nos empenhar, dando a própria vida, para que o poder seja nosso fiel companheiro: o poder da bondade, o poder do amor, do serviço, da humildade. É tesouro que vale uma vida!

Inquietude Que bênção, a inquietude! Quando ela é inquietude de ir ao encontro de quem sofre, de quem passa frio, de quem não tem o que comer, de quem está à procura de Deus!

em nosso meio o senhor também, Dom Wilson! Seja bemvindo!

Luz

Arte

Um dia partiremos daqui para ir ao encontro de quem espera desde toda a eternidade para nos dar o abraço terno e eterno, Aquele que, sendo a luz do mundo, deu-nos da Sua luz para podermos ser reflexo do Seu brilho!

Há muitos corações que procuram alguém que os ouça e não encontram. Que apostolado bonito o do ouvir. Ouvir com amor, com atenção, como se não houvesse nada mais para fazer. A arte da escutatória pode fazer um bem imenso!


Jornal da Arquidiocese

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Novembro 2011

100 anos da Sociedade Divina Providência Instituição centenária foi criada para ser entidade jurídica das obras da Congregação Divulgação/JA

Celebrar o centenário da Sociedade Divina Providência (SDP) é o desafio de, simbolicamente, comemorar o aniversário da “mãe” que surge depois dos filhos. Isso porque a SDP, obra que mantém hospitais, colégios e atividades sociais, foi fundada em 10 de novembro de 1911, à medida que as Irmãs sentiram a necessidade de existir uma Matriz, uma “CasaMãe” que reunisse todos os filhos já “nascidos” e desse a eles as diretrizes de como atuarem e enfrentarem os desafios da vida. Em Florianópolis situa-se essa Casa Matriz, mantenedora da SDP, onde estão alocados os setores de TI, marketing, secretaria, financeiro, contábil, administrativo, jurídico e social, que dão suporte às Filiais. Junto à Mantenedora funciona toda a estrutura de hotelaria e eventos, preparada para sediar encontros de grande e pequeno porte. O local tem salas de palestras; auditório; serviços de hospedagem e alimentação; recepção; área para cafezinho; capela; além de espaços que permitem o contato com a natureza. O ambiente acolhedor garante discrição aos hóspedes, está adaptado a atender idosos e pessoas com necessidades espe-

ciais e é propício para a realização de retiros e encontros. Atualmente a SDP possui 3.230 colaboradores e mantém quatro hospitais - Nossa Senhora da Conceição, Santa Isabel, São José e Maternidade Chiquinha Gallotti e Hospital e Maternidade São José; quatro colégios - Sagrada Família, Stella Maris, São José e Colégio dos Santos Anjos; uma casa de atendimento a idosas – Casa Divina Providência e o Centro Educativo Mont Serrat.

Educação Ensino de qualidade com serviços diferenciados sempre foi a meta dos Colégios da Rede Divina Providência, atualmente localizados em Tubarão, Laguna, Blumenau e Joinville. São mais de 4.000 alunos matriculados nas quatro unidades de ensino, da Educação Infantil ao Terceirão. Os colégios contam com laboratórios de informática, bibliotecas, brinquedotecas, parques, ginásios, quadras de esportes etc. O ensino religioso, as aulas de orientação profissional e as bolsas de estudo concedidas a alunos de baixa renda também fazem parte da filosofia das escolas e revelam a sua responsabilidade social.

Matriculados Bolsas - 100% Bolsas - 50% Educação Infantil

599

23

96

Ensino Fundamental I

1427

131

395

Ensino Fundamental II

1426

177

357

Ensino Médio

764

195

209

4216

526

1057

Total % de filantropia concedida

No Centro Educativo, localizado no Mont Serrat, bairro da periferia de Florianópolis, são atendidas 120 crianças de famílias de baixa-renda,

39%

com idades entre 03 meses e 06 anos. Os atendimentos são em dois turnos ou em turno integral, no Berçário, Maternal, I, II e III Períodos.

Na foto maior, o Centro Educativo Monte Serrat, mantido pela entidade em Florianópolis. Na foto ao lado, a Casa Matriz da SDP

Saúde agências transfusionais; centros de diagnóstico; ambulatórios de alta complexidade; UTI’s, são alguns dos serviços oferecidos por esses hospitais, que também servem de campo de estágio para cursos universitários na área da saúde. São mais de 800 leitos e aproximadamente 1.740 médicos, para atenderem à população das regiões norte e sul do Estado.

A história centenária na saúde iniciou com o trabalho de Irmãs enfermeiras que atendiam pessoas doentes e empobre-cidas em diferentes regiões de Santa Catarina. Hoje são quatro hospitais, localizados em Tijucas, Jaraguá do Sul, Blume-nau e Tubarão, que oferecem serviços de pronto-atendimento, média e alta complexidade. Tratamentos oncológicos; Internações SUS

Social

Paciente-Dia

Ambulatorial

30.805

65%

163.928

71%

307.164

74%

Não - SUS 16.552

35%

68.181

29%

109.510

26%

100%

232.109

100%

416.674

100%

Total

47.357

% de Atendimento SUS

Média de 70%

% de Atendimento Não - SUS

Média de 30%

Na Casa de Atendimento a Idosas, sediada no bairro da Trindade, em Florianópolis, cerca de 40 Irmãs são atendidas, recebendo

cuidados médicos e odonto-lógicos e realizando atividades laborativas, recreativas e de cultivo religioso.

Desde 1911, a SDP preocupava-se com o atendimento social em lares de crianças, abrigo de idosos, orfanatos e em todos os lugares onde a desigualdade fosse gritante e necessitasse de atendimento às pessoas “menos favorecidas”. Hoje as atividades sociais são desenvolvidas por meio de projetos próprios ou projetos realizados em parceria com Instituições de Terceiros. Há Irmãs e colaboradores que contribuem com a realização de trabalhos sociais e religiosos nas Pastorais Sociais, em Entidades Assistenciais e nas Paróquias, contando também com o apoio e a colaboração de 500 voluntários. A atividade social expande-se para as ações missionárias e de saúde alternativa. Gratifica-nos dizer que são mais de 10 mil pessoas, entre idosos, adultos, crianças e adolescentes, beneficiados nos projetos sociais que desenvolve ou mantém parceria.


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Geral

Novembro 2011

Jornal da Arquidiocese

Seminário discute as novas mídias na evangelização Evento reuniu mais de 100 comunicadores representando sete dioceses do nosso Regional Foto Everton Marcelino

A Pastoral da Comunicação da CNBB-Regional Sul IV, realizou nos dias 28, 29 e 30 de outubro, na diocese de Criciúma, o seu II Seminário Regional. Na Paróquia Nossa Senhora da Natividade, em Cocal do Sul, diocese de Criciúma, o evento reuniu cerca de 100 comunicadores de sete dioceses do Regional, sendo nove da Arquidiocese. O tema mais uma vez foi “Investir na Comunicação para ganhar na Evangelização”. O Seminário contou com a presença de Dom Jacinto Inacio Flach, bispo anfitrião. Durante o evento, ele falou da importância dos meios de comunicação na evangelização. “Mesmo que não saibamos dominar toda esta tecnologia, temos que participar e viver este espírito, pois a Boa Nova está no coração daqueles que acreditam e correspondem”, disse. Vários assessores ministraram palestra durante o evento. Entre eles, Pe. Márcio Vignolli, da Arquidiocese de Florianópolis. Ele foi convidado por ser o fundador da Comunidade Divino Oleiro e criador do projeto multimídia “Mais Feliz com Jesus”, com a Rádio Cultura, revista, sites e programa em TV. Durante sua explanação, ele abordou o tema “A importância da espiritualidade no uso das Novas

Coral Santa Cecília recebe homenagem na Alesc Evento encerrou as comemorações dos seus 60 anos

Vários palestrantes falaram sobre o tema central em debate Mídias e Novas Tecnologias”. Segundo Pe. Márcio, as novas mídias podem tornar-se novos centros de espiritualidade, novos aerópagos de evangelização. “Mas deve-se ter cuidado para não banalizar e tratar o Evangelho como objeto de marketing”, alertou. O evento também contou com a presença de Gustavo Henrique Borges, missionário e especialista em estatística, estratégia e monitoramento do Sistema Canção Nova de Comunicação. Sua palestra teve como tema “Aprofundando as Novas Mídias e novas Tecnologias”. Ele falou que as mídias sociais têm como característica a comuni-

cação de ‘muitos para muitos’, ou seja, as interações teoricamente infinitas. No entanto, ela não substitui a comunicação direta. “Por mais que eu tenha dois mil seguidores, tenho que falar para um em especial. Quando você fala diretamente com a pessoa ela se sente importante”, disse. Para Terezinha Campos, coordenadora Regional da Pascom, o seminário foi muito positivo, tanto pelo número de participantes, representatividade das dioceses e pelos assessores. “Encerramos o encontro com a certeza de que colaboramos com a reflexão do tema e de que comunicar é construir comunhão”, disse.

O Coral Santa Cecília da Catedral foi homenageado na noite do dia 31 de outubro pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis. O evento, proposto pelo deputado Padre Pedro Baldissera, marcou o encerramento das comemorações dos 60 anos do Coral. Durante a solenidade, sócios fundadores e membros do Coral receberam placa comemorativa. Realizado no auditório Antonieta de Barros, o evento reuniu autoridades e pessoas convidadas, entre elas Pe. Siro Manoel de Oliveira, pároco da Catedral, e Mons. Agostinho Stahelin, fundador do Coral. No evento, o Coral apresentou músicas do seu repertório acompanhado pelo quarteto de metais da banda da Polícia Militar. Algumas pessoas tomaram a palavra, entre eles, Dauth Emmendörfer, presidente do Coral pela sexta vez. Ele falou da história do Coral. Lembrou que foi criado oficialmente em 1950, embo-

ra a Catedral já tivesse corais antes. “A trajetória do grupo já conta com 12 CDs gravados, com interpretações que vão de cânticos sacros e natalícios a músicas populares e folclóricas”, disse. O deputado Padre Pedro, propositor da homenagem, ressaltou que o Coral mantém uma ligação intensa com a cultura da comunidade florianopolitana e catarinense. “É essa característica, de conjugar a qualidade artística com o objetivo de celebrar a fé, que julgo mais significativa. Por isso prestamos esta justa homenagem”, disse. Ele também foi homenageado como sócio benemérito pelos seus feitos como parlamentar e pelo apoio que presta ao Coral. Após a solenidade, o Coral recebeu outra homenagem, desta vez do Coral da ALESC. Eles, que já participaram de eventos promovidos pelo Coral Santa Cecília, cantaram canções do seu repertório. Em seguida, todos saborearam um bolo comemorativo dos 60 anos. Foto JA

Candidatos a diácono completam mais uma etapa de formação Foto JA

Último dia reuniu os candidatos, esposas e parentes

A Escola Diaconal São Francisco de Assis realizou, nos dias 21 a 29 de outubro, mais uma etapa de formação dos candidatos a diácono. O evento, na Casa de Encontros do Provincialado das Irmãs da Divina Providência, contou com a participação de 34 candidatos a diáconos da 14º Turma e 33 da 15º Turma. As turmas realizam a formação separadamente. No último dia, as duas turmas se reuniram junto com as esposas e filhos, e participaram de uma palestra com o casal Nancy e Aécio Cunha, que falaram da espiritualidade das Equipes de Nossa Senhora. Esta foi a penúltima etapa de formação da 14ª Turma e a segunda da 15º Turma. A última etapa da 14ª Turma será nos dias 20 a 28 de janeiro.

Pe. Ney e Dauth receberam placa da Alesc, das mãos do Padre Pedro


Jornal da Arquidiocese de Florianópolis Novembro/2011  

Jornal da Arquidiocese de Florianópolis(SC) Edição 173, ano XV, Novembro/2011

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