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cultura para quem é pop ANO 1 | N° 1 | JUNHO 2013

SUMMER PREMIERES

A temporada de férias nos EUA agita o calendário de estreias cinematográficas

LEITURA Esse tal de fandom

MÚSICA Eu quero minha MTV!

tv Por mais gordinhas na cultura pop


EDITORIAL

BEM-VINDOS! É com muito carinho que publicamos esta primeira edição. A DZ Formation é uma revista de cultura pop, que visa proporcionar aos leitores uma nova experiência na troca de informação. Nesta revista você encontrará versões resumidas das matérias, que estarão - lindas, cheias de recursos e gratuitas - no nosso website. Pra quem está sempre no celular, tablet ou computador, a DZ foi feita para você. Vem com a gente!

O QUE TEM PRA HOJE: Galaxy S4 é lançado .......................................... 4 Microsoft anuncia Xbox One ............................ 4 A Fotografia de Phillip Toledano ..................... 5 A vida de Emma Watson .................................. 6 Summer Premieres ........................................... 7 É o fim! ............................................................ 8 As gordinhas na cultura pop ............................. 10 Hannibal estreia na NBC .................................. 11 Eu quero minha MTV! ..................................... 13 Carta ................................................................. 15 Esse tal de fandom ............................................ 16 VOCÊ PODE PRECISAR... ... de um leitor de QR Codes, que são estes códigos cheio de quadrados. Nas lojas de aplicativos de celulares você certamente encontrará um. A maioria é gratuita. Os QR Codes funcionam como um hiperlink que te leva direto a uma página da web. Uma tremenda mão na roda! Não quer? Não se aflija! Se você preferir, é só entrar no site da DZ para encontrar as matérias completas. Divirta-se!

SÓ NO SITE /cinema

Tudo de errado em um filme

/celebs

Famosos e suas tattoos

/bonitezas

Decoração DIY

WWW.DZFORMATION.COM.BR 3


TECH

Tom Isaksen

Galaxy

S4

Samsung lança o smartphone mais esperado de 2013 O novo rockstar da telefonia móvel é o Galaxy S4, da Samsung. O modelo de celular começou a ser vendido no Brasil no dia 08 de maio de 2013 e, em menos de um mês desde seu lançamento, mais de 10 milhões de aparelhos já foram vendidos pelo mundo. Os preços variam entre R$2.399, na versão que suporta tecnologia 3G, e R$2.499, na versão que suporta a tecnologia 4G. Mas o que tem de tão interessante nesta versão nova que faz um aparelho de telefone custar este preço todo? Confira no site da DZ a matéria completa que conta as principais novidades do Samsung Galaxy S4. + no site

Microsoft anuncia o Xbox One em conferência, causa furor e divide opiniões A Microsoft apresentou no dia 21 de maio o Xbox One, sucessor do Xbox 360. O novo aparelho tem o design mais sóbrio, retangular de ângulos agudos, combinando com o próximo Kinect. O controle terá design mais anatômico e mais funções, para o conforto do jogador. Mas se engana quem pensa que as principais novidades estão no design. O Xbox One irá diferenciar – e muito – de seu antecessor. Ele será muito mais conectado a outros dispositivos da Microsoft, como telefones e computadores, e terá completa interatividade com o Windows 8., sistema utilizado na base do sistema operacional do console. O Xbox One também terá maior suporte para imagens em HD, permitindo gráficos melhores para os jogos. Outra novidade é a parceria com Steven Spielberg para a produção de uma série (com pessoas, mesmo!) baseado no jogo Halo – um dos mais bem sucedidos jogos de guerra do Xbox 360. + no site

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Em abril de 2013 aconteceu o CG Extreme, que trouxe ao Brasil alguns artistas renomados do mundo da computação gráfica para palestrar e contar um pouco do seu trabalho. Um destes palestrantes foi Tom Isaksen, que foi o Chefe de Criação de Personagens na criação do jogo Hitman, famoso no mundo inteiro (e que já ganhou, inclusive, uma adaptação cinematográfica). Ele levou para sua palestra, no CG Extreme, um vídeo que mostrava a criação de um personagem – coisa que ele fez exclusivamente para apresentar aos espectadores – e que lhe custou mais de 70 horas. Dá só uma olhada no personagem que o Tom criou para apresentar no evento:

+ no site

Veja a matéria completa e o vídeo no site.


BONITEZAS

Uma Nova Espécie, por Phillip Toledano

Britânico mostra em projeto pessoas que deformaram seu próprio corpo através de cirurgia

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novo livro de fotografias de Phillip Toleda- específico sobre a beleza nos nossos dias. A no, A New kind of Beauty, gera choque ao inspiração do fotógrafo é o trabalho do artista por os olhos nas fotografias pela primeira vez. alemão Hans Holbeins the Younger, que fazia O livro, que faz parte de uma trilogia começada retratos considerados mais realistas, no século pelo Days with my Father, traz mais um aspecto XVI. “Em 50 ou 100 anos a humanidade não da nossa mortalidade, objeto de curiosidade de se parecerá com o que somos hoje por causa da Phillip. As fotos se parecem muito com retratos tecnologia… Nós poderemos ser capazes de retradicionais, mas as pessoas retratadas não são tão definir o que significa parecer humano e eu acho comuns. O livro retrata pessoas que que essas pessoas são a vanguarda Estou interessado desse tipo de evolução” explica o se submeteram a cirurgia plástica no que define a be- fotógrafo. reconstrutiva radical. “Estou interessado no que define leza, quando esco- Segundo Toledano, a reação ao proa beleza, quando escolhemos criar tem sido boa e ruim, o que ele lhemos criar a nos jeto a nos mesmos. Beleza tem muito já esperava. “Normalmente o provalor, e agora que finalmente temos mesmos. Beleza tem jeto tem duas reações: o esperado a tecnologia para nos inventar, que muito valor, e agora ‘Puta merda! Essas pessoas são louescolha fazemos? A beleza é dada que finalmente temos cas’, o que definitivamente não é o pela cultura contemporânea? Pela objetivo do trabalho… E tem alguhistória? Ou definida pelas mãos de a tecnologia para mas pessoas que entendem o objetium cirurgião? Podemos identificar nos inventar, que vo, o que tentamos fazer… Eu não tendências que varie de década pra ingênuo; eu sei que as pessoas escolha fazemos?” sou década, ou beleza é atemporal?” vão olhar e ficar surpresas, mas eu Phillip Toledano Sua curiosidade e o desenvolvimenespero que elas possam passar disso to do trabalho sobre o papel das cirurgias plásticas e enxergar o que eu queria mostrar”. na definição de beleza começou acidentalmente, “Este é um tempo único. Enquanto a tecnologia através de mídia social e do boca a boca. Durante existe para nos reimaginar, não é perfeita. E até um trabalho fotografando um homem que tinha que seja uma nova espécie de ser humano está feito várias cirurgias plásticas, Toledano conhe- sendo criada. Eles vão co-existir com o Homo ceu seu assistente de imprensa, e através do seu Sapiens por um tempo até defacebook ele conheceu Allanah, uma transsexual, saparecer na história”, conclui que também era adepta a cirurgias plásticas. Ela, Toledano. por sua vez, o apresentou a várias outras pessoas, Veja a matéria completa e a galeria de fotos no site ou através e assim por diante. O objetivo de Toledano é mostrar um aspecto do código ao lado. + no site

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CELEBS

A vida (quase) normal de Emma Watson, a queridinha de Hollywood

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mma Watson finalmente desistiu de ter uma vida “normal”. A atriz, que cresceu ao olhar do público, buscava incessantemente experiências normais da sua idade, e assim que terminou de filmar a saga Harry Potter, seguiu para a Universidade de Brown nos Estados Unidos e cortou seus cabelos bem curtos. O corte de cabelo foi mais uma maneira de se sentir dona de si, e não um produto da mídia. “Foi uma maneira de me conhecer melhor”, afirma a atriz. Mas depois de três semestres na universidade, Emma Watson resolveu se dedicar a novos projetos cinematográficos. Quando perguntada se ainda estava em dúvida sobre sua carreira ela ri e responde, “Não, não estou em dúvida mais”. E ela tem estado ocupada todo este tempo. Ela estrelou, em 2012, As Vantagens de ser invisível, uma adaptação de livro adolescente muito famoso, de Stephen Chbosky. Em 2013 vai atuar em dois dos mais esperados filmes do verão americano, The Bling Ring e This is the End. Em sua vida pessoal, Emma Watson não tem o perfil de uma atriz de Hollywood em ascensão. Sua rotina envolve estar bastante rodeada de amigos e assistir o maior número de filmes que consegue. Poucas pessoas sabem com quem ela já namorou e ela evita se relacionar com pessoas também famosas. O momento em que ela considera mais embaraçoso em relação a ser famosa aconteceu recentemente, no festival de música

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Coachella, onde foi fotografada beijando seu namorado, o estudante universitário Will Adamowicz. Veja a matéria completa e a galeria de fotos no site ou através do código ao lado. + no site

O que Hollywood quer para seus jovens atores

Porque é tão difícil manter a sanidade na indústria cinematográfica

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manda Bynes criou uma carreira bem sucedida como estrela mirim, atuando em programas infantis no canal Nickelodeon como o divertido All That e The Amanda Show, onde ela provou seu talento em sketchs de comédia semeando um caminho que poderia ser brilhante em Hollywood. As coisas começaram a piorar em 2012, quando a ex-estrela mirim foi acusada sete vezes de dirigir sob influência de álcool ou drogas, ou de provocar pequenos acidentes de transito e abandonar o local. + no site


CINEMA

DE OLHO NO CALENDÁRIO!

A temporada de junho a agosto marca o verão no hemisfério norte e, com ele, temos muitas estreias no cinema. Fique de olho em algumas das principais:

LEIA A MATÉRIA DE CAPA COMPLETA NO SITE No site da DZ você encontra a matéria completa com as datas, sinopses, detalhes e comentários especiais sobre os filmes. Visite o site ou vá pelo código: APLICATIVO SUMMER PREMIERES A DZ fez também um aplicativo com todas essas informações para você levar no celular e ter acesso às datas de estreia a qualquer momento, na palma da mão. Fala o download através do código ao lado:

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CAPA

É O FIM!

Seth Rogen e Evan Goldberg estreiam na direção e fazem o filme mais engraçado do ano

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calendário maia pode nos ter nos pregado uma peça em 2012, e o fim do mundo pode ter ficado para trás na mente das pessoas, mas Hollywood ainda insiste em destruir a Terra das mais variadas formas possíveis. Invasão alienígena, meteoro chocando contra o planeta, terremotos e tsunamis, vírus zumbi, todos já foram a causa do fim dos tempos nas telas do cinema. Neste ano, dentre os principais filmes

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CAPA

que estreiam no verão americano, a temática não variou muito. Em junho estreou Depois da Terra, com Will Smith e seu filho Jaden, que se passa 1000 anos depois do fim dos dias na Terra; ainda deve estrear O Fim do Mundo em agosto escrito e estrelado por Simon Pegg, mas o filme mais aguardado é, com certeza, a comédia É o Fim, escrito e dirigido pelo atual favorito da comédia Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg. O filme tem Seth Rogen, Jay Baruchel, James Franco, Jonah Hill, Craig Robinson, Danny McBride e grande elenco fazendo o papel de si mesmos, quando participam de uma festa na mansão de James Franco, numa farra regrada por bebida e drogas que é interrompida por nada mais nada menos que acontecimentos apocalípticos que mata grande maioria das celebridades na festa. Ver celebridades de primeiro escalão, os A-listers, se comportando de modo esnobe, inconsequente numa mansão e ser mortos por eventos sobrenaturais pode ser visto por muitos como uma sátira do comportamento irrefletido que os jovens atores passam para o público. O sonho americano hollywoodiano se transforma no inferno. Os atores usaram aspectos de si mesmos de maneira exagerada, ou apenas fizeram uma crítica de como o público os enxerga. O filme zomba frequentemente do estilo de vida de Franco, com gostos exóticos pela arte e seu estilo. A festa central do filme se passa em sua mansão fictícia em LA. James Franco foi o único que não se importou nem um pouco como foi retratado no filme, mas gosta de destacar como ele é diferente de seu personagem. “É muito diferente. Quando começamos a falar sobre o filme eles disseram que eu faria uma versão de mim mesmo que é o mais distante possível do que eu sou. Tem aspectos similares, como eu sou ator, eu gosto de arte, mas o personagem é puxado para um lado mais pateta. Ele é mais burro, com um nível emocional de um garoto de 13 anos. Ele

é mais superficial do que eu gosto de me imaginar”. Quase toda celebridade convidada para o filme aceitou seu papel – a exceção foi Daniel Radcliffe, que não gostou do seu papel, os diretores assumiram: não era muito bom. E todos fizeram tudo que lhes foram pedidos, até as coisas mais malucas. Emma Watson empunha um machado, Mindy Kaling fica louca para fazer sexo com Michael Cera, e Channing Tatum usa um traje inesperado. Em uma cena, Rihanna acaba dando um soco tão forte no ouvido de Michael Cera que “eu não ficaria surpreso se deixasse um estrago permanente”, completa Goldberg. Ao menos ele terá uma boa história pra contar. A ideia do filme começou em 2006, com o curta Jay and Seth versus the Apocalipse, que Seth e Evan escreveram juntos. Demorou seis anos para convencer o estúdio de que o curta escrito pelos dois roteiristas poderia ser expandido em um longa metragem. Isso se deve, parcialmente, porque eles estarem ocupados com outros projetos e porque o estúdio estava nervoso com o fato de estrelas de cinema zombarem de si mesmos. “Eles admitiram que ninguém em Hollywood quer fazer algo primeiro” diz Seth, “Mas para nós este tipo de filme era inevitável. As perguntas são tão prevalentes na nossa cultura: Como são as celebridades? Elas tem noção de como são vistas? Como fãs de filmes, nós sabíamos que seria engraçado”. Como todo filme de Seth Rogen e Evan Goldberg, a história pode soar estúpida, mas sempre tem uma história emotiva por trás que as pessoas podem se identificar. “As vezes os estúdios esquecem que é isso que fazemos” finaliza Seth.

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TV

O ESPAÇO QUE ELAS OCUPAM Por que precisamos de mais gordinhas na cultura pop

Melissa McCarthy é um dos maiores talentos do humor hoje em Hollywood. Depois de brilhar no aclamado filme Missão Madrinha de Casamento, pelo qual recebeu sua primeira indicação para o Oscar de atriz coadjuvante, a atriz tem feito uma série de filmes de comédia que agradaram ao grande público. O mais recente, Uma Ladra sem Limites, recebeu críticas ruins, mas a performance de Melissa ainda foi elogiada, e apontada como a única coisa boa do filme. Na televisão ela é também destaque. Em seu currículo ela conta com séries de sucesso como Gilmore Girls, Samantha Who?, e Mike and Molly - este último lhe rendeu o Emmy de melhor atriz de comédia de 2011. Não há dúvidas de que o espaço que seu talento ocupa no show business é bem merecido. Mas ainda há um detalhe sobre Melissa: seu peso é bem acima do normal em Hollywood. Numa época em que a ‘barriga negativa’ é apreciada pelas revistas e é o objetivo de várias atrizes e modelos, Melissa McCarthy conseguiu ser atriz de papéis principais sendo obesa. É claro que isso não passa batido pelos críticos e a audiência. Em uma das críticas mais negativas sobre seu filme 10

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Uma Ladra sem Limites o crítico Rex Reed chama a atriz de uma “enorme, obesa hipopótamo fêmea”, como se isso fosse um fator pelo fracasso do roteiro em que atuou. Usar o peso de alguém para envergonha-la ou criticar um trabalho não é de forma alguma algo digno de um crítico de cinema, ou qualquer formador de opinião que exista. Mas o próprio fato de que um filme tão criticado negativamente, alcançando apenas 20% de aprovação da critica segundo o Rotten Tomatoes, seja um sucesso nas bilheterias mostra o quanto o público, notoriamente o americano, gosta de piadas escrachadas com gordos. Melissa é brilhante em comédia física, e usa seu corpo como uma ferramenta chave para suas piadas. Melissa pode arrecadar milhões em comédias de Hollywood em papéis escrachados, mas dificilmente teria o papel de mocinha numa comédia romântica como o igualmente gordo Seth Rogen é capaz.

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TV

HANNIBAL THE CANNIBAL

O serial killer Hannibal Lecter está de volta em série da NBC O infame psiquiatra Hannibal Lecter está de volta às telas com a série Hannibal, da NBC. A série estreou no último mês de abril e traz uma história baseada nos personagens de Thomas Harris que fizeram sucesso com os filmes O Silêncio dos Inocentes, Dragão Vermelho, Hannibal e Hannibal Rising. Mas muito se engana quem pensa que a série é apenas uma prequel para a história retratada emDragão Vermelho. As adaptações feitas pelo criador da série, Bryan Fuller, alteraram o foco da história e as peculiaridades dos personagens, dando maior profundidade e nuances à trama. O antes e o agora

A série da NBC inova em relação à história original e demonstra a competência de seus produtores à medida que se aproveita de lacunas da história para criar aspectos novos que nem os mais assíduos fãs poderiam ter imaginado. Ao contrário do livro e dos filmes, o Dr. Lecter não é retratado como o vilão desde o princípio. O Lecter da série, interpretado pelo ator dinamar-

quês Mads Mikkelsen, ele é um homem inteligente, culto, distinto e de educação pristina. Ele não se comporta como um exemplar exótico de um canibal. O mais exótico na figura do psiquiatra se concentra nas gravatas extravagantes e nas feições peculiares de Mikkelsen. Will Graham, por sua vez, não fica apenas no papel de policial com um bom faro. O Will da série, interpretado pelo britânico Hugh Dancy, nem sequer se sente confortável com o mundo policial. Will é um professor e construtor de perfis criminais, mas o seu ambiente é a sala de aula. A aproximação demasiada dos assassinos perturba Will profundamente, uma vez que o que o torna tão especial é o seu inigualável dom de sentir empatia para com os criminosos. Mas isso tudo faz com que o personagem tenha sérios distúrbios, assombrado por um dom que destruiu suas chances de viver uma vida normal. + no site

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TV

ISTO É ARRESTED DEVELOPMENT - PARA OS FÃS!

Arrested Development está de volta! Depois de sete anos de espera, a família Bluth volta com mais 15 episódios para contar o que tem acontecido com seus membros desde 2006. De 2003 pra cá, o fandom da série só cresceu, graças aos DVDs lançados e a facilidade de hoje assistir a uma série online, e hoje ocupa o décimo lugar com a base de fãs mais devotos, perdendo apenas para grandes sagas de filmes como Jogos Vorazes

e Harry Potter. A nova temporada vem com um novo formato e cumpre a promessa do criador, Mitch Hurwitz, de provar que a família mais disfuncional da televisão ainda tem muita história para contar.

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RISADA ENLATADA A trilha de risadas usadas em séries de comédia desde os anos 50 está entrando em desuso. Conheça a história desse mecanismo de comédia e porque hoje ele é considerada dispensável para que uma série seja engraçada.

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MÚSICA

EU QUERO MINHA MTV!

O popular canal de música agora tem que aprender a sobreviver em uma era de Youtube

Desde o ano passado a emissora musical MTV Brasil vem sendo assombrada pela possibilidade da extinção. Boatos de negociações de vendas, mudança de nome e até locação para religiosos estremeceram a estabilidade que o canal alcançou no país desde os anos 1990 até hoje. Apesar de não se pronunciar em vários momentos da história da emissora, os boatos alcançaram tamanha proporção que o Blog da MTV listou, neste mês, as razões para acreditar nos boatos, e também para desacredita-los completamente. Apesar das saídas das suas maiores estrelas, o blog garante que o contrato que o Grupo Abril mantém com a Viacom para utilizar o nome da MTV vai até 2018. No Brasil, a MTV foi uma porta de entrada para a música popular americana e europeia e para as descobertas de bandas nacionais que fazem parte do imaginário dos anos 90. Programas como Piores Clipes, Hermes e Renato e RockGol, e outros, ajudaram a criar uma identidade brasileira para o canal. Os rumores de fim da emissora, sendo verdadeiros ou não, não põe panos quentes nos fatos que apontam para um declínio da MTV, tanto no Brasil, quanto em seu país de origem. Nos anos 2000 a internet se transformou no maior obstáculo da emissora, e canais de conteúdo como o

Myspace e o Youtube proporcionaram aos jovens uma nova maneira de consumir música O investimento em reality shows vem de exemplos extremamente bem sucedidos como o The Real World, The Osbournes, e Jersey Shore. Com o sucesso destes programas e a perda da credibilidade musical é improvável que a MTV ocupe novamente o mesmo lugar no imaginário dos jovens da mesma maneira que ocupou nos anos 80 e 90. A MTV provavelmente nunca terá o mesmo status que um dia teve, por causa da impossibilidade da música figurar como carro chefe da emissora. E por isso é reconhecida mais hoje por transmitir um conteúdo mais voltado para o entretenimento do que para a música. Se a nova geração vai ficar para ver o que a MTV tem a dizer com a programação de hoje, vai ser refletido na estabilidade e duração do canal. Se a MTV vai durar mais décadas ou está com os dias contados, vamos sentar e assistir.

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MÚSICA

OCEANIA

The Smashing Pumpkins por Felipe Borges

“Não surgirá um novo Kurt Cobain, Trent Reznor ou Billy Corgan”. É sempre meio patético ver alguém falando com tanta pompa de si mesmo. No caso, o último dos nomes citados acima, do frontman dos Smashing Pumpkins, em mais de seus ataques de modéstia. A cabeça pensante de Corgan na década de 90 continuou brilhando na virada para os anos 2000 – infelizmente, apenas pela queda dos cabelos mesmo. Esteja o desiludido careca-mor do rock alternativo (Michael Stipe aposentou) certo em sua profecia maldita, ou não, fato é que os Pumpkins não vinham contribuindo muito para o cenário musical recente. Após o fraquinho “Zeitgeist”, Corgan tenta voltar à velha forma com “Oceania”, 7º lançamento de estúdio de sua banda. O disco mantém as guitarras pulsantes e a bateria pesada tão características do grupo, mas há espaço surpreendentemente grande para momentos eletrônicos. “Quasar” abre o disco e remete imediatamente ao início triunfante de “Cherub Rock”, canção que abre “Siamese Dream”, de 1993. O começo demolidor segue com “Panopticon”, na qual Corgan, com a voz inconfundível preservada, se esgoela, em meio a uma guitarra que insiste em machucar. Os Pumpkins não hesitam em revisitar o passado em outros momentos furiosos do disco. No riff que desliza suave e vigoroso em “Glissandra” a melhor do disco, Corgan reclama de não saber mais o que quer. “Inkless” mostra que simplicidade e peso ainda funcionam para fazer um bom

Billy Corgan, vocalista dos Pumpkins

rock. E a bateria pesada dos tempos antigos também está lá, castigando o eletrônico macio de “Violet Rays”. Faixas como “My Love is Winter” e “One Diamond, One Heart” tentam fugir da obviedade pumpkiana e apostam na eletrônica, sem grande ousadia, mas com bons resultados. A faixa-título é progressivo na veia, linda se você tiver paciência para escutar seus nove minutos, mas que corre o risco de se transformar em masturbação inglória ao vivo, vide o histórico recente da banda (quem foi ao desastroso show no Planeta Terra de 2010 ainda chora pelo leite derramado). Talvez o mundo não produza outro Billy Corgan, e talvez isso nem seja necessário. Mesmo porque o original está aí. E “Oceania” vem mostrar que ele pode fazer um trabalho um pouco genérico, mas que ainda é um dos melhores lançamentos do ano.

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LEITURA

Carta

ALICE BETELI

Dá-me mais um dia. Levar-te-ei pelos meus caminhos, aqueles – singulares, mas universais – que fazemos todos a esmo, com o pensamento longe da geografia da cidade e, ainda que não planejemos, são sempre os mesmos. As mesmas nossas ruas, as mesmas nossas esquinas, os mesmos destinos. Apresentar-te-ei meus amigos, que são corpos e almas onde eu caibo inteira – ou quase. Você sentirá a peculiaridade dos tratamentos dados a cada um de nós, por cada um de nós. Por fim, ouvirá histórias que ilustram o caminho que insistimos em percorrermos juntos. Ao cair dessa última tarde ao seu lado, eu te mostrarei o meu quarto. Cá estão meus livros, os presentes que me tocaram, a roupa com que durmo, meu cheiro de hábito: cheiro de sono, de vida, de respiração. Aqui encontrarás o meu material fundamental e o imaterial da minha natureza de ocupação do espaço. Por fim, te concederei a minha noite. Notarás as minhas expressões durante sonhos bons e ruins, ouvirás resmungos ou pequenas exclamações em tom alto, verás como me relaciono com o meu cobertor: entre as pernas e sob as mãos. Além disso, e por fim, constatará que cultivo uma posição preferida para o descanso, e se lembrará de mim quando fizéreis em sua cama, sem mim. São vinte e quatro as horas necessárias para perceber a minha presença e então notar minha iminente ausência.

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LEITURA

ESSE TAL DE FANDOM Entenda um pouco deste universo onde tudo é possível

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uponha que você é um grande fã da saga de George R. R. Martin, Crônicas de Gelo e Fogo (os livros de origem da série Game of Thrones). Começa quando você vê a série na TV. Com uma pesquisa, descobre que ela é baseada em livros, vai atrás deles e, após ler, apaixona-se pelo universo de Westeros. Com vontade de ter mais conteúdo enquanto não sai o próximo livro da saga, busca mais informações na Internet e descobre sites criados por fãs dedicados à história. Neste site, você descobre artes feitas por fãs, vídeos, pinturas digitais e fanfics. Após um certo tempo, você passa a consumir – e talvez produzir – conteúdo como esse, interagir e participar de ações com outros fãs e participar de fóruns de discussão. Assim, está feito: você agora faz parte do fandom. Mas o que é essa coisa de fandom? Fandom é o termo utilizado para se referir a um grupo de fãs de determinado produto (séries, livros, bandas, cantores, quadrinhos, etc). Mas não são quaisquer fãs: eles são ativos, buscam conteúdo que vai além do material oficial – produzido por eles mesmos -, participam de fóruns, ações, e algumas vezes até mesmo de congressos e encontros. A difusão da internet e, por consequência, de fóruns e de websites como o DeviantART, o LiveJournal e o Tumblr possibilitaram a popularização desse tipo de prática. Entre os materiais produzidos fandoms, os mais populares são fanarts, fanvideos, fanzines e fanfiction.

Fanart da série Supernatural

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E essa tal de fanfiction? Primeiramente, vamos entender melhor. As fanfics são histórias criadas pelos fãs, sem fins comerciais ou lucrativos, apenas para o entretenimento próprio e de outros fãs que não se contentam apenas com o conteúdo oficial. Elas podem trazer personagens que existem no objeto real (série, banda, etc) e/ou personagens fictícios interagindo juntos. Os enredos podem ser baseados em fatos canônicos do objeto real, mas também podem ser completamente alternativos – o chamado Alternative Universe. Por exemplo, uma fanfic baseada em uma banda pode retratar situações de turnês onde os personagens “são eles mesmos”, ou podem inserir os membros da banda como personagens de um universo fictício medieval, onde eles não são músicos, mas sim guerreiros. Outro exemplo: uma fanfic baseada na série Game of Thrones pode parecer com a própria história, trazendo os personagens em seus contextos e personalidades originais, mas também pode ser alterada para uma versão da história nos dias atuais onde o cenário é a América do Norte, e não a medieval Westeros. Há uma grande possibilidade de você estar pensando: mas isso não viola direitos autorais? Houve um extenso debate sobre isso, inclusive entre políticos. Isso mesmo, os governantes do Brasil – mais especificamente o senador Eduardo Azeredo – já debateram a questão da fanfic, querendo proibir a prática e, inclusive, mandar os adeptos para a cadeia. Não conseguiu. Acontece que os escritores de fanfic não pretendem, de forma alguma, invalidar a obra original. Não pretendem ofendê-la ou torna-la obsoleta. Não pretendem infringir direitos de privacida-


LEITURA

de ou ridicularizar aqueles de quem se escreve. Os escritores de fanfics geralmente não passam de fãs assíduos, cuja necessidade de continuar no universo daquilo que gostam é tão grande que eles buscam produzir novas ruas daquele universo para que possam caminhar por elas. Até hoje, não conseguiram abolir a prática da fanfiction. É recomendado entre os escritores e muitas vezes até faz parte das regras de sites voltados para a postagem dessas histórias – que, antes de cada história, o autor coloque um disclaimer, uma declaração de que aquilo foi escrito sem fins lucrativos e que é abertamente baseado em algo – ou alguém – já existente. Assim, evita-se processos e mantém-se a diversão de cada um.

VOCÊ SABIA? 50 SHADES É FANFIC!

A fanfiction, a popularização da escrita e o imobilismo cultural Muitos jovens fanfictioners adquiriram o hábito da leitura e/ou da escrita apenas após a descoberta dos fandoms. Em cada um destes, há uma subcultura onde os locais estão em constante mudança, e o leitor de hoje pode ser o escritor de amanhã. Essa noção desafia as antigas teorias sobre a Comunicação e a Cultura, onde as fórmulas mostravam uma relação linear e unilateral entre produtores e receptores de conteúdo. O fandom é um local de inovação cultural constante, mesmo que o fenômeno ainda seja alvo de preconceito pelos pesquisadores e não haja obras suficientes para a exploração dessa área. Além disso, as fanfics podem também ter um papel social importante no que se trata de relatar situações culturais de uma região. Na China, por exemplo, há uma série de fanfictions de Harry Potter que abordam situações e conflitos importantes da cultura oriental, e estas histórias são usadas, inclusive, para fins educacionais.

A fanfiction nas universidades O fenômeno de vendas 50 Tons de Cinza, de Stephanie Meyer, surgiu originalmente como uma fanfiction do fandom da saga Crepúsculo. Após o sucesso entre os fãs, a autora mudou os nomes dos personagens e publicou a história como livros. Se são livros bons ou não, nos abstemos de discutir: o inegável é que o fenômeno cultural das fanfics abre um leque de possibilidades impressionante.

Evelyn Deshane é canadense e escritora de uma das fanfictions mais aclamadas dos últimos anos. Ela escreveu, em 2007, a fanfiction The Dove Keeper. Visite o site da DZ para ler a matéria completa, uma entrevista com Evelyn e uma história original dela.

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BONITEZAS

Para relaxar. Para se divertir. sim, Para colorir. artista: Maryam alzaabi

baixe o pacote completo para colorir através do código: ou acesse dzformation.com.br/bonitezas 18

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Rua Pernambuco, 1316 | Savassi | Belo Horizonte www.dduck.com.br


DZ Formation #1  

DZ Formation - Cultura para quem é pop

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