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Pรกgina Fliporto FOTO: TOM CABRAL

JORNAL DA VII FESTA LITERรRIA INTERNACIONAL DE PERNAMBUCO 2011


Expediente

Edição e reportagem: Ana Luiza Madeiro, Andréa Xavier, Antônio Tiné, Ariane Cruz, Brenda Coelho, Carolina Borba, Eduardo Sena, Iara Lima, Marília Carvalho, Michele Cruz, Tacy Viard. Fotografia: Ângela Tribuzi, Beto Figueirôa, Leandro Lima e Tom Cabral Assessoria de Imprensa: Dupla Comunicação www.duplacom.com.br (81) 3242.3207

Sumário carta ao leitor

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cine fliporto

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homenageado

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abertura fliporto

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walcott

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fliporto digital

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fliporto criança

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notas

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fliporteando

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Por Antônio Campos

Projeto Gráfico e Diagramação: Geovana Vieira

Equipe Fliporto 2011

Curadoria: Antônio Campos camposad@camposadvogados.com.br

Pipoca, filme e literatura

Coordenação Executiva: Eduardo Côrtes cortesedu@uol.com.br Coordenação Literária: Mario Helio Gomes mariohelio@gmail.com Coordenação do Cine Fliporto: Alexandre Figueirôa alexfig@uol.com.b r Coordenação da Fliporto Nova Geração e Coordenação Literária da Fliporto Criança: Antonio Nunes (Tonton) prof_nunes@hotmail.com

O amigo Gilberto Freyre

Deepak Chopra na Fliporto

Coordenação Executiva da Fliporto Criança: Pedro Ivo cialazer@companhiadolazer.com.br Coordenação da Fliporto Digital: Cláudia Cordeiro claudia@fliportodigital.net Coordenação Geral da EcoFliporto: Antônio Campos e Marcus Prado Coordenação Executiva da EcoFliporto: Leila Teixeira presidencia@imcbr.org.br Coordenação de Eventos e Produção Artística e Cultural: Monica Silveira monicasilveira.comunicacao@gmail.com

Nobel de literatura em Olinda

Um mundo novo na ponta dos dedos

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Coordenação de Jornalismo: Ariane Cruz ariane@imcbr.org.br

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Coordenação de Publicidade: João Castelo Branco joaofliporto@gmail.com

Nova geração de leitores

Gerência Executiva: Veronika Zydowicz veronika@fliporto.net Produção Executiva: Karla Cybelle karla@fliporto.net Gerência Financeira: Tatiana Valente financeiro@editoracarpediem.com.br Assessoria Jurídica: José Arnaldo Moreira Guimarães Neto arnaldoguimaraes5@yahoo.com.br Programação do site Fliporto.net: Rodrigo Coutelo rcoutelo@yahoo.com.br

Giro pela Fliporto


carta ao leitor

Uma viagem

ao Oriente

meça aqui – Uma Viagem ao Oriente, ou aos Orientes. Até o dia 15 de novembro, os diálogos entre autores, mediadores e públicos irão navegar os mares dos diálogos contemporâneos tentando criar pontes entre culturas e civilizações em choques aparentes ou reais. O nosso grande homenageado é Gilberto Freyre, que viu a matriz oriental no Brasil, anteviu a ressurgência do islamismo no mundo atual e um novo Brasil que está vindo aí. Um Brasil mestiço e com uma maior tolerância na convivência racial e cultural, que é o maior paradigma para o mundo no século 21. Gilberto viu, ainda: uma luta de racionais (ocidentais) versus mágicos ou intuitivos (orientais), que marca o imaginário do embate entre o Oriente e o Ocidente. Não poderíamos deixar de registrar a justa homenagem da Feira do Livro a Marcos Vilaça, escritor pernambucano que sempre prestigiou a sua terra, e presidente da Academia Brasileira de Letras; a homenagem do Cine Fliporto a Guel Arraes, um cineasta que aproximou, ainda mais, a literatura do cinema e da televisão; a homenagem da Fliporto Criança a um brasileiro com heterônimo persa, Malba Tahan, e da Fliporto Digital, a Luciano e Silvio Meira. Com a 7ª edição da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), Olinda tornou-se a Cidade das Letras e mostra o seu encanto e magia, pois como diz Alceu Valença: “Olinda, tens a paz dos mosteiros da Índia...”. A viagem já começou. Muito obrigado pela sua presença.

Antônio Campos Curador da Fliporto

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FOTO: TOM CABRAL/ATELIESANTOSANTOLIMA

O poeta Fernando Pessoa diz que a melhor forma de viajar é sentir. E a viagem co-

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cine fliporto

Na Fliporto também tem cinema. O Cinefliporto, mostra de produções audiovisuais da Festa, acontece no

Freyre, Casa Grande & Senzala. Considerada fundamental para a compreensão da formação social brasileira. A projeção foi dividida em quatro partes: Gilberto Freyre, o Cabral moderno; Cunhã, Mãe da Família Brasileira; Português, o Colonizador dos Trópicos; A influência dos Negros. A obra também está disponível em DVD, cujo lançamento foi realizado pelo cineasta Nelson Pereira na Tenda dos Escritores durante a Fliporto. Os dramas que retratam a imigração japonesa no Brasil, Gaijin, os Caminhos da Liberdade e Gaijin, Ama-me como Sou, da cineasta brasileira Tizuka Yamasaki, ganham espaço hoje (13) na grade. O Cinefliporto também faz uma homenagem à diretora. Não fugindo do tema Fliporto Uma viagem ao Oriente, filmes palestinos, chinês, tailandês e indiano foram selecionados para a programação do evento. Do diretor Guel Arraes, os longas Romance, Lisbela e o Prisioneiro e três programas produzidos para a televisão realizados a partir de adaptações de obras literárias fazem parte da mostra. A escolha de Guel não foi por acaso. De acordo com o curador do Cinefliporto, Alexandre Figuerôa, o cineasta tem muita ligação com os livros e revolucionou a teledramaturgia quando transformou, a partir de um novo olhar, a literatura em Sétima Arte. “Guel usou a palavra, signo principal da literatura, e decodificou em recursos sonoros, ruídos e visuais para a TV. Mas fez isso com um texto muito próprio, diferente do que víamos nas telas,” explica.

auditório da Faculdade de Olinda (Focca) e reúne o público para relacionar a Sétima Arte com a literatura. O homenageado da Fliporto nesta edição, o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, foi tema e inspiração da curadoria da mostra, que se aproveitou da genialidade do escritor para transformar as palavras em imagens e transmitir na telona o pensamento de um dos maiores antropólogos brasileiros. O filme Gilbertianas Brasileiras, de Geneton Moraes Neto, exibido no sábado (12), mostra uma entrevista com o músico Gilberto Gil e o sociólogo Gilberto Freyre, ambos dando respostas às mesmas perguntas. O filme criou um confronto entre o tropicalismo e regionalismo. Já o precursor do Cinema Novo no Brasil, Nelson Pereira dos Santos, se inspirou na obra mais conhecida de

Pipoca, filme e literatura

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FOTO: BETO FIGUERÔA

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EXPOSIÇÃO

Sétima Arte - Na tela do CineFliporto um pouco da obra de grandes cineastas brasileiros

Um ensaio fotográfico inspirado nos livros “Aventura e Rotina” e “China Tropical”, ambos de Gilberto Freyre, criado pelos fotógrafos da Fototech está em exposição no Cinefliporto. As imagens reproduzem os hábitos miscigenados do povo brasileiro, característica marcante que segundo o sociólogo era a maior riqueza do Brasil. As insfluências orientais na arquitetura, gastronomia, cultura incorporados a cultura brasileira foram retratadas e agora exibidas na Feira Literária que homenageia o Oriente.


FOTO: TOM CABRAL/ATELIESANTOSANTOLIMA

homenageado

José Paulo Cavalcanti e Marcos Vinicius Vilaça revelam inconfidências de Gilberto Freyre

Gilberto Freyre em torno de seus relacionamentos afetivo-fraternos foi uma das surpresas com que os escritores José Paulo Cavalcanti e o presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marcos Vinicius Vilaça, brindaram o público do painel “Gilberto Freyre e a amizade como uma das mais belas artes” na manhã do sábado (12). A tônica do painel foi descontraída e, aqui e ali, surgiram segredos, curiosidades e justificativas para aquele que seria, segundo Vilaça, o mais importante brasileiro do Século XX. “É surpreendente descobrir uma atualidade que só a inteligência dele poderia enxergar e explicar. E isso dá um ciúme danado, sobretudo nos paulistas”, alfinetou Vilaça em uma alusão aos ferrenhos críticos da Universidade de São Paulo (USP) que volta e meia se esforçam em defenestrar a obra de Freyre. A relação de Vilaça com Freyre foi possível através do poeta Mauro Mota, outro dos grandes amigos do escritor

O retrato

da amizade

de Apipucos. Segundo ele, Gilberto Freyre influenciou muita gente na pintura, poesia e na maneira de escrever. “Muitos imitavam o estilo dele, mas ficava uma patuscada, uma coisa grosseira. Mas quem conviveu com Gilberto sabia que era difícil resistir ao fascínio que ele exercia, à sua forma aliciante de convencimento”, ressalta. E os amigos, ele os colecionou muitos e variados ao longo de sua vida. Desde Manuel Bandeira a Mauro Mota, Edson Nery da Fonseca e Lula Cardoso Ayres, entre outros. Sobre a mágica aliciante de sua influência, credita-se a Gilberto Freyre o universo de assombrações, maracatus e bumba-meu-boi da obra do pintor que, após três ou quatro doses de whisky, refutava a suposta influência do amigo em sua obra. Sobre a vaidade do autor, Marcos Vinícius Vilaça faz piada sobre o assunto

ao afirmar que os escritores, via de regra, são artistas vaidosos por natureza. “Para se ter uma ideia, dei a ele um manuscrito meu inédito para que revisasse e ele assim o fez, mas não antes de inserir no meu texto alusões e elogios a ele mesmo. Ele tinha um ‘pouquinho’ de vaidade”, ironiza. E é justamente com a intimidade que só é permitida aos amigos que Vilaça discorreu sobre Freyre. Certa vez, levou uma cozinheira e uma doceira em uma de suas viagens oficiais aos Estados Unidos para não perder seus prazeres da gulodice e possuía uma veneração quase profana pelo que chamava de conhaque de Pitanga. “Não podia ser licor, já que não era doce, então batizou de conhaque de pitanga. Era muito ruim, mas ele adorava”, revela Vilaça, com a sinceridade que também só é possível aos amigos verdadeiros.

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Aos amigos tudo e, aos inimigos, sequer o rigor da lei. Esta faceta passional do escritor

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FOTOs: TOM CABRAL/ATELIESANTOSANTOLIMA

abertura fliporto

Viemos

do pó das estrelas

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desembarcaram em Pernambuco pela primeira vez na sexta-feira (11 de novembro), dia da abertura da VII Fliporto. Mesmo sem jamais ter frequentado eventos literários antes, o casal mineiro teve como motivo para a viagem a conferência de Deepak Chopra, o médico indiano que arrebata milhões de fãs através de 25 livros publicados em 35 diferentes idiomas. Foi dele a incumbência de abrir a edição 2011 do evento, que já se consagrou como um dos maiores encontros de discussão, debate e fomento da literatura no país. Chopra, recordista absoluto de vendas ao redor do mundo, subiu ao palco para falar a uma plateia lotada sobre o tema “Cura, Transformação e Consciência”. No público, um mix de celebridades como Christiane Torloni, Wolf Maya e a ex-casseta Maria Paula, políticos como o governador Eduardo Campos e o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros e adeptos da filosofia aplicada pelo autor. Na apresentação, Deepak Chopra introduziu os ouvintes acerca da formação do universo e qual é o nosso papel dentro deste contexto micro e macrocósmico. Após o Big Bang, a raça humana e tudo o mais existente foi forjado através de poeira cósmica de supernovas, nebulosas e estrelas. “90% do que somos é feito de elementos como oxigênio, hidrogênio, carbono e nitrogênio, que vieram do pó das estrelas. Levamos mais de 40 bilhões de anos para chegar ao que somos hoje”, revelou, exemplificando que dividimos a mesma matéria de personalidades como Jesus, Da Vinci, Saddam Hussein ou Michelângelo.

A palestra se fundamenta em preceitos de física quântica: estrelas, planetas, galáxias e todas as formas de vida existentes representam apenas 0,1% de tudo o que se chama de universo tangível, sendo o resto nada mais do que grandes ‘espaços vazios’. Dentro do conceito do que é tangível, Chopra defende que todos tendemos a ter sinergia uns com os outros, já que somos egressos da mesma matéria estelar, sempre em constante renovação, evolução e reciclagem. Para mostrar a importância de buscar um equilíbrio, o palestrante convidou a plateia a uma curta meditação, na qual guiou os presentes a tomarem consciência de si mesmos. Após o momento de relaxamento, Chopra coroou a apresentação ao comprovar sua teoria da sincronicidade do mundo e das pessoas através da globalização e do advento das redes sociais. Uma foto que ele havia postado nas redes sociais com o autor Derek Walcott naquele mesmo dia, em Recife, havia sido visualizada por 1,5 milhão de pessoas até o começo da noite. Finalizou a apresentação com um questionamento e desafio para os ouvintes: “Temos imensas oportunidades. Como iremos contar a história do mundo e mudar o futuro do nosso planeta?”.

FOTO: LEANDRO LIMA

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A administradora Renata Cappai (33) e o namorado, o músico Roberto Benatti (25)

Todos para ver o indiano Deepak Chopra


walcott

Derek

FOTO: TOM CABRAL/ATELIESANTOSANTOLIMA

Walcott

O profundo mar dos olhos verdes do escritor caribenho vencedor do prêmio Nobel Derek Walcott reflete

sua origem e nascimento, Santa Lúcia, uma pequena ilha de 539 km² fincada no Caribe e independente do Governo Britânico há pouco mais de 30 anos. Foi nessa atmosfera impregnada de sal e sol que serviu de pano de fundo para Omeros, livro épico que foi objeto da conferência ‘O Viajante Afortunado, uma noite de poesia com Derek Walcott’, na tenda principal da VII Fliporto. O responsável por introduzir Walcott ao público da Festa Literária foi o escritor membro da Academia Pernambucana de Letras, Marcus Accioly. Em uma apresentação poética, recitou um poema praticamente visual que remetia ao tema do livro mais famoso do caribenho. “Walcott conviveu com o mar, olhou o mar que entrou na sua raça e fez os seus olhos verdes. Ele é um poeta antes de tudo. Dramaturgo, ensaísta e conferencista, é o poeta que escreveu uma obra magnífica”, declarou na sua apresentação. Para ambientar a obra, Accioly explicou que o livro tem início com a cena de pescadores cortando cedros para compor canoas, cujo significado é ‘embarcação de um só pau’ e que teria sido a primeira palavra americana a cruzar o Atlântico e ser adotada na Europa. “Estamos diante de árvores, da poesia. Derek Walcott é um viajante afortunado que apanhou todas as metáforas, todos os cantos do mar e das coisas do mar, das aves e dos peixes, dos caranguejos e das árvores do mar”. Uma plateia repleta silenciou para ouvir a leitura de trechos de Omeros, cujos versos arrancaram palmas do público pela força, sonoridade e ritmos da obra. As texturas e cores dos trópicos são o pano de fundo desta narrativa considerada intrigante, onde os arquétipos da Ilíada tomam corpo através de pescadores e figuras humanas da realidade atual da ensolarada Santa Lúcia. Ao terminar a conferência, o autor concedeu autógrafos de sua aclamada obra, considerada pelos especialistas, um canto universal que celebra o encontro de raças que se deu por toda a costa leste do oceano Atlântico.

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O mar de

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fliporto digital

FOTO: LEANDRO LIMA

FOTO: TOM CABRAL/ATELIESANTOSANTOLIMA

Um novo formato de literatura

Silvio e Luciano Meira abrem a Fliporto Digital

Game - Microsoft apresenta o Pernambucanidade em Jogo

Pioneirismo, acessibilidade, democratização e interatividade são as palavras-chaves

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INTERAÇÃO

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A Fliporto Digital, além de transmitir ao vivo as palestras pelo site da Fliporto, montou estandes com jogos para interação do público. Durante o evento, os interessados são levados a conhecer o Joy Street – rede social criada para a Olimpíada de Jogos Digitais e Educação e acompanhar o Pernambucanidade em Jogo. Oficinas sobre Web, Redes Sociais e Windows Phone 7 também estão na programação e acontecem na sede da Microsoft Innovation Center Pernambuco, na rua Manoel Borba, 270, Umuarama, em Olinda.

que norteiam as temáticas da Fliporto Digital. Assim, com o tema “O livro vira rede e a aprendizagem vira jogo”, os irmãos Luciano e Sílvio Meira apresentaram a Olimpíada de Jogos Digitais e Educação - OJE. O projeto, implementado em escolas públicas, vai levar para sala de aula a tecnologia, aproximando alunos e professores, além de unir conteúdo à realidade. “Esse espaço nos possibilitou compartilhar, refletir e antever o desenvolvimento dessas tecnologias”, afirmou Sílvio Meira. Transitando pela história de simbologias e codificações, chegaram ao novo formato de literatura, em que todos são autores e editores, redefinindo os processos comerciais. Também defenderam que essa realidade virtual não está distante e eles exemplificaram citando a Coreia do Sul. Lá, a utilização de plataformas para difusão de conteúdo já é modelo educacional.

No País, os livros trabalhados em escolas públicas são digitais, evitando que crianças lesionem a coluna carregando o material didático. Digitalização, aliás, é o foco do projeto Nuvem de Livros, liderado por Roberto Bahiense. O site (http://www. nuvemdelivros.com.br/vivo/) que está em lançamento no Brasil, reúne livros de diversos segmentos e, mediante cadastro, disponibiliza a íntegra das publicações para computadores, celulares e demais meios. No entanto, o navegador não funciona apenas como agregador de títulos. Todo o conteúdo preserva os direitos autorais e é blindado para que não possa ser baixado. Outro diferencial é que o Nuvem de Livros funciona como janela para os novos escritores que, muitas vezes, não encontram oportunidades nas editoras. “A Fliporto é uma das duas mais importantes feiras em nosso País. Por isso, foi importante participarmos e contribuir para a discussão. E isso é um motivo de muito orgulho para mim”, sintetizou Bahiense.


fliporto criança Muitas cores, letras, músicas e números encheram de alegria e atividades lúdicas a Praça do Carmo, dentro da Fli-

porto Criança. Com uma programação recheada para desenvolver o hábito da leitura nos pequenos, o público pode participar de atividades simultâneas e vivenciar uma experiência mágica de tudo que a leitura proporciona. Na tenda “Scheherazade”, os pequenos ouvem atentos as histórias sobre conteúdos extraídos das obras dos homenageados pelo evento: Gilberto Freyre e Malba Tahan. O escritor carioca ganhou um espaço chamado “O Homem que Calculava”, onde a criançada aprende a matemática de uma forma lúdica e aplicada. Das páginas dos livros, que conquistaram milhões de leitores nos últimos 80 anos, o universo de Malba salta agora para a internet, com o site www.malbatahan.com.br. Durante todos os dias acontecem lançamentos de livros, bate-papos com escritores, sessões de teatro e oficinas, todos voltados para a introdução e o incentivo ao mundo da leitura. Mas, a novidade da Fliporto

FOTO: BETO FIGUERÔA FOTO: BETO FIGUERÔA

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FOTO: ÂNGLEA TRIBUZI FOTO: ÂNGLEA TRIBUZI

FOTO: LEANDRO LIMA

Uma nova geração de leitores

Criança este ano é a tenda “Maktub” onde funciona uma biblioteca completa, em que autores e mediadores lêem com os pequenos algumas de suas obras. Nova Geração - Os adolescentes também recebem atenção especial nesta VII Fliporto. Realizada pela primeira vez, a Fliporto Nova Geração nasceu com o intuito de acompanhar o desenvolvimento dos jovens, mantendo ou despertando o interesse pelas letras. Mais: introduzi-los como agentes da literatura. Assim, a abertura da programação foi comandada por estudantes do Colégio Cognitivo, que apresentaram o livro Crônicas e Poesias. A publicação foi escrita por eles, que tiveram liberdade para explorar o lado autoral. A programação procurou, ainda, aproximar os jovens dos processos criativos e demais atividades que envolvem a produção de livros. Por isso, vem promovendo rodadas de conversa entre o público, autores e ilustradores, para o compartilhamento de ideias e experiências. Sem deixar de lado o perfil tecnológico dos adolescentes, a Fliporto Nova Geração também se enquadra na era digital e, com um blog, abriu espaço para discussão e apresentação de obras.

Crianças e adolescentes tomaram conta da Praça do Carmo

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FOTOS: LEANDRO LIMA

FOTOS: LEANDRO LIMA

notas

O oriente de Christina Oiticica Uma das mais tradicionais edificações de Olinda, o Mer-

cado da Ribeira, foi transformado em um templo nipônico para abrigar a exposição “Caminho do Sol Nascente”, de Christina Oiticica. A mostra faz parte da programação da Casa Brasil, braço cultural do Jornal do Brasil na Fliporto. A artista plástica trouxe 15 telas, sendo três originais, inspiradas em desenhos antigos do pintor japonês Ito Jakuchu (1716-1800). As obras foram enterradas pelo Caminho de Kumano, uma terra sagrada com templos taoístas e budistas, e recuperadas após nove meses. A técnica, desenvolvida pela artista, permitiu que as intervenções da natureza na tela interagissem na sua arte. “Para mim é sempre uma surpresa. Nunca sei o resultado das telas e como irei encontrá-las,” revela Christina Oiticica. Para levar o visitante a conhecer o trabalho desenvolvido pela artista, além da mostra há uma exibição em vídeo com os registros da expedição ao caminho sagrado. Os visitantes assistem a tudo sentados em tatames e almofadas colocados no chão, com música japonesa ao fundo, que os remetem a cultura oriental.

Baobás na ECOFliporto

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FOTOS: BETO FIGUERÔA

FOTO: LEANDRO LIMA

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Novidade na Festa Literária Internacional de Pernambuco, a ECOFliporto, espaço destinado à conscientização ambiental, tem como tema “Pernambuco – Jardim de Baobás”. Cerca de 80% dessas espécies no Brasil encontra-se em Pernambuco, sendo o Estado que mais produz sementes e frutos. Além disso, a árvore é importante porque traz muitos benefícios à saúde. Durante a Fliporto, vão ser plantadas diversas mudas de baobá no Parque do Carmo. Uma delas foi plantada pelo escritor, teólogo e antropólogo Frei Betto na manhã deste sábado (12). O espaço contou com a presença do educador Gilberto Vasconcelos, árduo pesquisador da espécie de plantas no Estado. Durante toda a Fliporto, os visitantes participam de um jogo sobre Baobás e de uma exposição sobre o tema.


FOTO: LEANDRO LIMA

FOTOS: BETO FIGUERÔA

fliporteando

Frei Betto na Cidade das Letras

Maria Paula encantada com a edição da Lettera

Todos passam por Olinda Gilberto Freyre Neto, João Lyra Neto, Eduardo e Renata Campos na abertura da Fliporto 2011

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Christiane Torloni e Wolf Maya na palestra de Deepak Chopra

A Cidade das Letras tornou-se, nos últimos dias, parada obrigatória para artistas, intelectuais, crianças E adolescentes. Todos que curtem literatura, cinema, tecnologia e sustentabilidade já passaram e vão passar, até o dia 15 de novembro, pelos diversos polos e palcos da Fliporto.

Christiane Torloni meditando na Fliporto

Taryn Szpilman durante show no Palco das Artes

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