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Contando história

Comércio no DNA Desde sua fundação, o Recife sempre foi uma cidade de mascates. A arte de vender está nos primórdios de sua história

essência. Apesar dos engenhos de cana-de-açúcar terem tomado conta da paisagem durante muitos séculos e de Olinda ter abrigado a

aristocracia rural, o Recife era a terra dos mascates. Ainda em 1654, quando foi iniciada a expulsão dos holandeses, os tradicionais senhores de engenho ficaram sem recursos para investimentos. A produção do açúcar começou a ganhar força nas Antilhas, provocando uma queda do seu valor no mercado internacional. “Nessa época, o comércio de varejo era desenvolvido pelos

FONTE: ACERVO FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO – MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - BRASIL

P

ernambuco tem o comércio em sua

judeus. Com a expulsão deles, vieram os portugueses do norte de Portugal e com isso surgiu o comércio retalhado”, destacou o historiador Leonardo Dantas da Silva. Enquanto Olinda enfraquecia, Recife crescia ao redor do seu porto, tornando-se um importante centro comercial da região. Em 1703, os comerciantes do Recife conseguiram o direito de representação na Câmara de Olinda, mas, somente em 1709, solicitaram à Coroa portuguesa

Comércio na área central

que o povoado se tornasse vila, o que foi conce-

Acima, venda de rapadura, no início

dido, tornando-se oficialmente autônomos em

do séc. 20. Paisagem do Recife se

relação a Olinda. Toda essa autonomia acabou

modificou, mas o comércio continua

gerando a conhecida Guerra dos Mascates, que

absoluto nos bairros centrais

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Fecomércio - PE  

Especial comemorativo aos 75 anos da entidade

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