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Editorial

F

azer aniversário muitas vezes é uma conquista, e o marco

histórias para casar bem com os

de 30 anos é por si só simbólico. Quando se fala na MM

30 anos, mas tenho certeza de

Special/Marie Mercié, essa data tem um significado

que aqui poderiam constar 150,

ainda maior, permeado por histórias de vida, superações

200, 250... Aos 30, e a todos os ou-

e sucessos. Há muito o que se comemorar! Nessas últimas três

tros, o meu sincero muito obriga-

décadas, a MM passou pelos planos monetários Cruzado, Cruzado

da! Estamos todos de parabéns!

Novo, Cruzeiro, Cruzeiro Real e Real. Viu crises políticas e econômicas (e passou por elas). Superou muitos desafios por conta da persistência e do talento de todos que fazem a empresa com muita dedicação. A MM faz aniversário, mas a celebração é para todos que trabalham aqui. Afinal, reconhecer quem colabora com o nosso sucesso é muito mais que gratidão. É, no mínimo, dever. Mas não um dever protocolar; é um dever de afeto. É perceber a existência

Mércia Moura

concreta e singular de cada um que aqui trabalha. Escolhemos 30

Fundadora e diretora geral da MM


H

á 12 anos, a vida de Acidezio mudou. Do trabalho autônomo, à frente de uma bombonnière, passou a ser funcionário da MM. Atualmente, é o encarregado

de serviços gerais da confecção. “Sempre fui uma pessoa trabalhadora, sem problema de dizer não a ninguém quando o assunto era referente ao meu trabalho. É muito importante acordar e saber que tenho uma profissão de que gosto. E foi esse trabalho que proporcionou graduar minha filha, Priscila, em Pedagogia”, conta. Sobre os planos para o futuro, Acidezio vislumbra que a filha obtenha no mercado de trabalho o mesmo crescimento e sucesso que ele conquistou e torce para que a empresa continue em expansão. “A MM é uma empresa sólida, em fase de crescimento. A tendência é se desenvolver ainda mais.”

Acidezio Oliveira 4 • 30 anos, 30 histórias


Amauri de Pontes

A

disposição para o trabalho e a vontade de crescer fizeram Amauri trocar a cana-de-açúcar pela máquina de bordado. “Percebi que aquela vida não era pra mim e resolvi voltar a estudar e terminar o Ensino Médio”, conta. Morador da vila de Caricé, ele viu na MM uma oportunidade de evoluir. Começou na fábrica no ano de 2005 cuidando do jardim e não pensou duas vezes

quando surgiu uma vaga para trabalhar dentro da MM com corte de tecidos. Hoje ele trabalha no bordado como operador de máquina e diz estar sempre à disposição para melhorar e colocar seu trabalho a serviço da empresa, que tanto tem contribuído com sua evolução. “Tendo oportunidade, eu vou em frente. Aproveito as chances para ser cada vez melhor”, afirma.

30 anos, 30 histórias • 5


Anyelle Silva

Q

uando ainda desempenhava o ofício de cabeleireira, Anyelle recebeu uma Mércia Moura disposta a escovar os cabelos

no salão improvisado que mantinha em sua casa, no Engenho Pangauá. Cinco minutos de conversa foram suficientes para que a dona da fábrica de roupas a convencesse de se profissionalizar como costureira para trabalhar com ela na fábrica. “Tinha muito medo de costurar, mas aceitei o desafio. Amo o que faço e a melhor sensação que se pode ter com seu emprego não é o salário, é poder fazer o que se gosta”, afirma. Tudo o que sabe de costura (e não é pouca coisa!) Anyelle aprendeu dentro da fábrica, onde está há quatro anos. Por conta da combinação da linha com a agulha, está construindo sua casa própria, descobriu uma nova profissão e assiste a uma de suas maiores gratidões: a sua filha de seis anos dizer que quer ser costureira também.

6 • 30 anos, 30 histórias


Bernadete Alves

H

á oito anos, eu era manicure, em casa mesmo, em Caricé. Tinha uma prima que trabalhava aqui na MM, foi quando surgiu a vaga e ela me avisou. Não tinha noção de nada, vim realmente para aprender. Do momento que cheguei, passei nove meses no cornelli e depois fui para o corte. Infestando tecido, fazendo risco. Hoje sou encarregada do setor de corte.

Foi aqui que consegui meu bem mais precioso: minha independência”, afirma. Casada, mas fazendo questão de afirmar a independência financeira, Bernadete diz que hoje tem uma profissão para chamar de sua e que a doação que faz para a MM é totalmente retribuída pelos ensinamentos que recebeu e que dá aos companheiros de jornada, aos quais prefere chamar de família.

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Cassiana Chaves

E

x-balanceira de usina de cana-de-açúcar, Cassiana estava sem emprego quando surgiu uma vaga no setor financeiro da MM. Tentou, foi contratada pela em-

presa, mas não nesse setor. Foi lançada no setor de bordados, depois foi para a expedição e hoje trabalha no armazém, com o estoque. “Eu gosto de trabalhar com essas roupas, são exclusivas. Quando eu fui para o armazém, me identifiquei ainda mais”, diz. Hoje, 95% das que trabalham aqui são mulheres, que, como Cassiana, são independentes financeiramente. “A MM é exemplo de boa empresa e dá uma base de ensinamentos para todas nós. Por isso, só vai para frente. Me vejo aqui ainda por muitos anos. E a empresa terá mais lojas e muito mais empregos para outras pessoas.”

8 • 30 anos, 30 histórias


Célia da Silva

A

os 17 anos, Célia tinha o sonho de ter um aparelho televisor em casa. À época, assistir novela só na casa do vizinho. Isso em 1988, ano em que entrou para o quadro de funcionários da MM. Sua filha, Larissa, tinha apenas um mês de vida, quando Célia, com a coragem atípica de quem nunca pegou numa agulha antes, bateu na porta da fábrica atrás de um emprego e teve um

aceno positivo. Hoje, 26 anos depois, é modelista da fábrica. Mais do que isso, é capaz de bater no peito e dizer que é uma mulher realizada. Aliás, coisa que poucos ousam dizer. “A melhor coisa que um ser humano pode ter na vida é alguém acreditar nele. Se você pega uma oportunidade de aprendizado e faz da maneira certa, nasce outro sentido na sua vida”, diz uma Célia dona de autonomia financeira e que, por conta dessa chance bem aproveitada, pode ter quantas TVs quiser na casa que comprou. Mais do que a novelas, hoje, ela assiste à formatura de sua filha no curso de Direito.

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Edjane Melo

U

m sonho de adolescente que virou realidade. Ou melhor, um sonho que foi conquistado e deu início a outros. O desejo de fazer babados de roupas quando jovem se tornou real quando Edjane Melo começou a trabalhar na MM. Há mais de vinte anos, o sonho cresceu. “Não imaginava que teria as oportunidades que apareceram. Não sabia nada sobre o que era uma confecção. A MM

me deu essa chance e percebi que poderia fazer mais. Criei novos planos.” Hoje, após ser cortadeira, encarregada de setor, responsável pela preparação, Edjane é modelista. Sobre a carreira, Edjane fala que a melhor coisa é preparar uma coleção e ver a empresa vender. “É muito bom você ver o trabalho começar e finalizar. Ver sua criação pronta.”

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Elza Santana

O

pingente de tesoura que carrega no pescoço já denuncia certa paixão por uma das partes da costura: o cortar. Talvez seja porque foi quando cortou um relacionamento, em São Paulo, onde já vivia há 10 anos, que Elza costurou outra parte de sua história. Após a separação, voltou a Pedra de Fogo para recomeçar a vida. Já trazia a expertise da costura, trabalhava com

malhas na capital paulista. Foi tentar uma vaga na MM, onde está há 16 anos. A encarregada de costura da confecção conta que a fábrica lhe foi mais útil justamente no que também ela pode corresponder: “Aqui eu aprendi muito, e o que mais gosto de fazer é ensinar o que sei. Partilhar o que se sabe faz seu conhecimento ir muito mais além”.

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Emília Araújo

E

ncarregada de registro e controle de informações de uma tradicional usina de cana-de-açúcar,

Emília viu seu emprego ser alvo de uma crise no setor em março de 1996. Soube de uma vaga no setor de expedição da MM e arriscou. A fábrica arriscou mais ainda. Apesar de já pender para o setor administrativo, Emília foi encaminhada para a área de estamparia. Aprendeu a misturar tinta, cores, formar tons, a se formar. “Sou fácil de me adaptar”, afirma. Hoje, 19 anos depois,

adotando mais rendas e bordados nas peças. “Envolvo-me emocional-

Emília é supervisora de lojas. Res-

mente demais com tudo. Quando as coisas dão certo, a coleção fica

ponsável por checar as vendas,

bonita e vende bem, olho pela janela e vejo que o emprego das pessoas

analisa estoque e dá ordem de

está garantido, me emociono”, conta. Aliás, por conta do seu emprego,

corte. Não se esquece de quan-

Emília realizou aquilo que mais objetivou na vida: proporcionou edu-

do, em 2002, a MM mudou seus

cação de qualidade aos seus filhos e hoje os vê com empregos tão bons

produtos para uma nova estética,

quanto o dela.

12 • 30 anos, 30 histórias


Essuele Gomes

D

esde cedo, Essuele trabalhava no cultivo de cana-de-açúcar. Sua mãe, Verinha, já trabalhava na MM. Aliás, foi uma das precursoras da empresa.

Em princípio, entrou no setor de estamparia. Passou para a máquina de pregar ilhós, corte, colar punho, gola. Tudo foi aprendido e compreendido no dia a dia. “O momento mais bonito da minha vida foi quando comecei no bordado, como operador, função que desempenho hoje. Ali senti que cresci profissionalmente. E me identifiquei. Gosto muito de fazer o que faço”, conta. Essuele já tem 10 anos de MM, afirma que já evoluiu muito e quer mais. “A MM mudou a minha vida, e eu quero contribuir para o crescimento dela, que consequentemente também é o meu.”

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Francisco Xavier

H

á seis anos, o sorridente Francisco fazia parte de um grupo de 22 pessoas que estava construindo chalés de hospedagem dentro da propriedade

da MM. Como sua mãe já trabalhava na empresa há 12 anos, ele tinha as melhores referências da fábrica e queria que aquele trabalho temporário se tornasse algo fixo. Findada a construção, Francisco foi contratado pela MM. Atualmente, ocupa o posto de auxiliar de serviços gerais. “Mais do que um emprego, a MM me deu um novo modo de ver a vida. Me sinto uma pessoa realizada por ter coisas que antes nunca tive, e mais do que tudo, pelo orgulho de ter um emprego fixo e o estímulo para batalhar e garantir um bom futuro para a minha família.”

14 • 30 anos, 30 histórias


Fernanda Pontes

H

á sete anos, a vida de Fernanda não é mais a mesma. Deu uma guinada quando

começou a fazer bordado manual na MM. Era balconista de uma loja no centro de Itambé, sem carteira assinada, não recebia sequer um salário mínimo. Na MM, participou da escolinha de costura, aprendeu cada etapa do processo e não demorou um mês para ser contratada. Atualmente, a colaboradora trabalha como encarregada de preparação, coloca os serviços para as costureiras e tira o tempo que será necessário. Observa os erros e acertos. Para Fernanda, o emprego na MM foi o fator decisivo para o crescimento profissional e pessoal. “Mudei bastante durante esses anos. Era uma menina totalmente insegura, despreparada para vida e sem uma profissão. Hoje, tenho uma carreira, salário e sou mãe. Sou muito grata.”

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Genival Ferreira

C

om 11 anos de MM, Genival Ferreira se lembra do sonho de juventude: usar

fardamento. Sempre observava suas irmãs saírem de casa vestidas para o trabalho. “Era tudo perfeito, organizado. Era isso que desejava”, recorda. Coisa simples, mas que para ele havia um simbolismo enorme. Aos 20 anos, estudava e trabalhava na construção civil. Em um dos seus serviços, a construção da casa de um dos filhos de Mércia, conheceu a mãe do empregador. A partir daí o sonho começou a ser “bordado”. “Não pensei duas vezes, quer dizer, pensei que do jardim para a fábrica seria um pulo”, conta. E realmente, não demorou para ele conquistar o que tanto almejava: o trabalho na fábrica. Assumiu, há sete anos, a vaga de auxiliar de almoxarifado. “Estou muito satisfeito com o que faço e quero me desenvolver ainda mais na minha área”, explica com orgulho. Sobre o sonho, não cansa de dizer que está realizado.

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Hayra Pontes

S

e a vida tivesse, de fato, destino, o de Hayra seria cuidar de quem está começando. Em princípio, queria ser pediatra. Hoje, é encarregada na

escolinha de costura que a MM mantém. Quando entrou na fábrica, há nove anos, foi para fazer bordados do tipo cornelli. Não tardou e apareceu uma oportunidade para costureira na qual ela embarcou para aprender. “Adoro trabalhar aqui, receber as oportunidades e crescer com elas. Acho que sou uma pessoa de sucesso. Sempre consigo o que quero por meio do meu trabalho.”

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Ivanilda Silva

C

ozinheira e costureira. A vida de Ivanilda sempre viveu nesse limite. Há 13 anos, antes de entrar na MM, o trabalho de Nilda era entre as panelas. Quando surgiu uma vaga na fábrica, ela aproveitou a oportunidade. Começou fazendo vincos, foi para o corte, nervura, até se tornar auxiliar de costura. “Consegui construir minha casa, ter minha independência financeira, sustentar

os meus filhos e, mais do que isso, ter uma profissão”. Nilda cita a máxima de que “o trabalho dignifica o homem” com uma certeza: “A MM me fez a pessoa mais digna para o mundo.”

18 • 30 anos, 30 histórias


Ivoneide Lima

D

esde cedo, Ivoneide precisou trabalhar. Incoerentemente, ainda na condição de criança, precisava cuidar de outras. Aos 26, já tem sua casa própria e se sente plenamente realizada na vida. Para o bem e para o mal, a vida de Ivoneide foi feita de situações precoces. Começou na MM como prestadora de serviços indiretos. Pegava peças para bordar manualmente em casa, o que

lhe rendia um dinheiro. Anos depois, já na fábrica, fez de um tudo: pregou botões, engomou, costurou. Hoje está no estoque. Na MM, não está sozinha. O esposo, Marcelo, trabalha no bordado. A irmã, Graciela, é costureira. Mas a maior das vitórias que Ivoneide teve na sua breve vida é poder pagar um estudo de qualidade para sua filha e dar pra ela aquilo que não teve quando criança. “Agradeço muito por poder estar aqui, é gratificante. A MM me ajudou a vencer na vida”, diz Ivoneide.

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Jakeline Ramos

U

m dos momentos mais bonitos da minha vida foi quando eu consegui costurar bem. Quando me demandavam um serviço e eu passei a conseguir executá-lo com perfeição, que é como a MM merece”, conta uma orgulhosa Jakeline, que deu esse pontapé inicial na nova profissão há seis anos. Como grande parte das companheiras de trabalho, chegou à fábrica sem entender o ofício.

Soube da vaga por meio de amigos, falou pessoalmente com a futura patroa e foi acreditada. Para Jakeline, o próprio prazer em trabalhar é seu principal estímulo. “Quem tem como proposta de vida conseguir consegue. Oportunidades são sempre dadas”, finaliza.

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Josinaldo Fagundes (Dias)

O

melhor momento na vida de Dias em 17 anos de MM foi também o mais desafiador. É como se a satisfação estivesse sempre de mãos dadas com a superação. Na fábrica, começou como operador de bordado industrial. Atualmente é o programador do setor. Ou seja, desenha e coordena a execução dos bordados. E foi justamente nesse momento de transição de funções

que ele sentiu a corda balançar. “Sou um cara que, quando pego um trabalho para fazer, termino. Mas, nesse momento, achava que não ia conseguir. Era algo muito novo a implantação de um sistema de laser. Mas na MM recebi o desafio e a confiança de que precisava. Então fui adiante.” Dias afirma que uma das coisas mais gratificantes na sua vida profissional é ver alguém usando um bordado que ele desenhou.

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Juliete Batista

A

os 20 anos, Juliete não para de fazer planos para o futuro. Se vê daqui a 10 anos crescendo ainda mais na vida profissional e pessoal e na MM. A história com a marca começou quando fazia um curso de costura no Senai e recebeu a indicação de uma prima. Foi seu primeiro emprego - e espera que seja o último. “A MM é uma família, um ambiente bem organizado e tem

uma forma totalmente diferente de trabalhar. É um lugar bem interessante. Era uma Juliete tímida, não me comunicava bem. Hoje, descobri que gosto de trabalhar com o público”, conta com entusiasmo ao narrar sua experiência. A vontade de crescer na empresa fez com que ela não dispensasse as oportunidades que apareciam. Trabalhou nas lojas do Recife e deu apoio à equipe do estado de São Paulo durante um período de três meses. “Durante meu trabalho na MM, me adaptei. Auxiliei em quase tudo, venda, estoque, caixa, e quero muito mais. Na MM todo dia é um bom começo.”

22 • 30 anos, 30 histórias


Lidiana Santos

L

idiana entrou na MM aos 18 anos, assim que terminou o Ensino Médio. Como morava em cidade pequena, sabia que seu futuro estava pré-traçado: ou seria professora ou trabalharia no comércio local. Mas o que aconteceu foi bem diferente. Decidiu entrar na escolinha de costura da MM e em um ano já sabia fazer o cornelli e bordado manual. Hoje está no corte, função que desempenha há

12 anos. Costureira de mãos precisas, ela arruma tecido, encaixa entretelas. “Conquistei minha independência financeira. Mesmo ainda morando com meus pais, arco com as minhas despesas. E faço o que gosto”, fala ao relembrar tudo o que já conquistou durante tantos anos de empresa. E acrescenta: “Tenho orgulho de fazer uma coisa de que gosto e que está dando certo. Agora, pretendo conquistar minha casa própria”.

30 anos, 30 histórias • 23


Lúcia Lopes

E

m janeiro de 1989, uma rádio da cidade de Goiana anunciava uma vaga de emprego para gerente na MM Special. Desempregada, divorciada, com dois filhos (de sete e oito anos) e voltando de Bacabau (MA), Lúcia se candidatou ao posto. Depois de 25 anos, Lúcia atualmente é subgerente de produção e conta que seus melhores momentos na fábrica são quando a empresa vai bem e a cole-

ção dá certo. “É bastante gratificante”, pontua. Nunca se esquece do dia em que pegou uns retalhos de tecido que não tinham utilização prevista e montou uma blusa de patchwork, sucesso da coleção. Com o trabalho, construiu casas, proporcionou educação aos seus filhos e os vê fazendo sucesso profissionalmente hoje. “A MM é uma empresa que dá oportunidade a todo mundo e ensina a pessoa a fazer o melhor. Meu maior aprendizado aqui dentro é dividir meus conhecimentos ao longo do tempo e procurar sempre acertar, com amor, dedicação, e querer sempre aprender cada dia mais.”

24 • 30 anos, 30 histórias


Lucinha Alves

C

ostureira desde os seus 13 anos, aos 19, Lucinha entrou na MM para desempenhar esse papel. E já se passaram 28 anos. Ela atribui a vontade de

aprender mais e fazer melhor ao seu desenvolvimento na empresa em todos esses anos. “Já passei pela preparação, corte, e hoje sou encarregada do controle de qualidade. É aqui onde vivo os momentos mais bonitos da minha vida: ensinar, dizendo ‘faz assim’, porque o ‘assim’ é sinônimo de bem-feito. Me sinto muito orgulhosa, porque certamente, sem o meu trabalho, minha vida seria diferente.”

30 anos, 30 histórias • 25


Maria José Rodrigues

A

realização profissional é a marca de Maria José. “Eu era uma mulher que não sabia de quase nada. Entrei na MM, há oito anos, para aprender

bordado industrial. Aprendi e me tornei operadora de máquina de bordado. Hoje sou líder de turma. E sou bem realizada.” Como tantos outras e outros colegas de trabalho, ela também, a partir do seu trabalho, construiu sua casa própria, conseguiu dar educação digna aos seus filhos e se sente privilegiada por esses feitos.”

26 • 30 anos, 30 histórias


Mariana Moura

C

hegar a cavalo é metáfora para algo muito esperado e que, de tão esperado, chega de forma perfeita. Mariana chegou à MM, literalmente, montada em um. No início do seu namoro com Paulo Gustavo, um dos filhos de Mércia, foi montada no equino que ela foi apresentada à sua futura sogra. Formada em Engenharia de Produção, com carreira consolidada em outra empresa, não

pensou duas vezes em aceitar o convite para trabalhar na MM. “Sempre achava muito bonito isso aqui, essa conquista de Mércia. E a oportunidade de estar dentro de casa, estar com pessoas que são a família, não só a minha família, mas a família MM, foi fundamental nessa opção.” Antes de dirigir a produção, passou por muitos setores da fábrica. “Amadureci muito. Gosto muito do que faço, do contato com as costureiras, com a história de vida delas, saber a história de cada uma”, conta, com brilho nos olhos. Entre tantos aprendizados, o que mais se sobressaiu foi a habilidade de lidar com a espera. “Consigo ver o tempo certo das coisas acontecerem. Antes era meu jeito de fazer e ponto. Hoje já entendo o jeito dos outros fazerem as coisas.”

30 anos, 30 histórias • 27


Marisa Moura inda pequena, a loirinha dos olhos cla-

A

Primeiro, cuidando do caixa das lojas de São Paulo,

ros costumava chamar atenção pelas

onde cursava a faculdade de Marketing. Movida

roupas que vestia, todas costuradas

pelo amor, voltou para Pernambuco e passou pelos

por sua mãe, Mércia Moura. À época,

setores de RH, financeiro, produção, criação, borda-

Marisa não gostava muito da ideia. Típica menina

do e modelagem. Hoje é diretora Comercial da MM

do campo, ela gostava de um visual, digamos, mais

Special/Marie Mercié e responsável pela gestão das

despojado para rolar na grama, andar a cavalo e

lojas da capital pernambucana. “Engraçado como

subir nas árvores do Engenho Pangauá. Mal sabia

o próprio tempo é capaz de dar sentido às coisas.

que a MM nasceu também motivada pelas peças

Gosto muito de moda, sempre fui uma curiosa nes-

que envergava. O tempo passou, e, após retorno de

se sentido. Mas foi aqui dentro que aprendi muita

um intercâmbio na Inglaterra, Marisa começou a

coisa. Uso o aprendizado interno para consolidar o

criar aderência com a marca que sua mãe fundou.

trabalho externo.”

28 • 30 anos, 30 histórias


Priscila Moura

Q

uando se casou com Felipe Moura, filho de Mércia, Priscila estava no 4º período da faculdade de Fisioterapia que cursou em João Pessoa (PB). Ia e voltava diariamente, chegou a estagiar em alguns hospitais, mas a proximidade geográfica com a MM fez com que ela descobrisse uma outra aptidão, para formatar uma boa qualidade de vida que passava por conciliar ma-

ternidade, a vida matrimonial e a profissional. “Aqui eu descobri o gosto pela administração, área pela qual passei a me interessar tanto quanto fisioterapia. Hoje me sinto realizada por estar trabalhando perto de casa, da minha família e por obter sucesso em um segmento que nunca pensei trabalhar. Daqui pra frente, quero crescer e aprender cada dia mais com a empresa. Gosto do dinamismo que meu trabalho proporciona, além da minha autonomia financeira e da vibração com as conquistas da empresa. Nunca esquecerei a luta que foi para inaugurar as lojas dos shoppings e como conseguimos fazer isso da melhor maneira possível.”

30 anos, 30 histórias • 29


Simone Pimentel

D

esde os 21 anos, Simone Pimentel trabalha na MM. Fez teste para trabalhar com bordado. Depois, seguiu para o setor de produção. Em 2010, foi para

São Paulo atuar na linha de produção de lá. Ficou na loja como estoquista, trabalhou como caixa e logo depois foi promovida para gerente, cargo que ocupa há 14 anos. “Eu era uma menina simples que morava em Itambé. Fiz até o 3º ano na minha cidade. Quando cheguei em São Paulo, aprendi mais, me desenvolvi até na questão de me comunicar, fui crescendo, fiz inscrição na faculdade, passei. Terminei meu curso de Administração. Casei, tenho um filho, tenho meu apartamento. Vou comprar meu carro. A empresa me ajudou a crescer. Todo mundo conhece a qualidade dos produtos da MM. Eu não trabalho pelo dinheiro, trabalho porque gosto. Tenho prazer em vir pra empresa. Meu futuro é crescer mais e mais. Vejo a MM abrangendo mais lugares, alcançando outros países”, vislumbra.

30 • 30 anos, 30 histórias


Sonaly da Silva

N

em sempre a morte é só dor. Muitas

cornelli. Era só o começo. Para se ter uma ideia,

vezes também é impulso, mola para

sua vontade de aprender era tanta que passou por

superação e mudança de vida. Aos 24

quase todos os setores da fábrica, menos bordado

anos, Sonaly cursava o Ensino Mé-

e escritório. Com 12 anos de empresa, hoje Sonaly

dio quando viu sua mãe, Maria das Dores, então

responde pelo estoque. “Há 12 anos, eu era uma mu-

funcionária da MM, falecer. Sentiu a necessidade

lher vulnerável, sem perspectiva de vida. Hoje, sou

de auxiliar o pai nas despesas de casa e começou

uma mulher independente, dei educação à minha

a trabalhar na fábrica. Sem experiência no ramo,

filha e trabalho numa empresa com a qual sei que

em princípio, começou na máquina de elastex e

posso contar.”

30 anos, 30 histórias • 31


Sueli de Sousa

A

té os 17 anos, Sueli trabalhava na roça. Na época, sua mãe, Vera, trabalhava na MM. Aliás, foi ela, junto a mais quatros costureiras, e Mércia Moura, que deu início à confecção há 30 anos. Não tardou para que Sueli ganhasse uma oportunidade na fábrica, e isso já faz 29 anos. Entrou para “casar” botões, pintar na estamparia, virou costureira e hoje é chefe de acabamento. Sua

filha, Tamires, também trabalha na fábrica. “Tenho muitos momentos bonitos aqui na MM. Eu não consigo passar um mês de férias que já fico pensando em voltar.”

32 • 30 anos, 30 histórias


N

a fábrica, ela é conhecida como Mila. Na carteira de identidade, Tamires. Quando tinha 19 anos, queria ser enfermeira. Mas a dificuldade

em pegar um ônibus, na zona rural, para ir à faculdade foi diluindo essa vontade. Sua mãe, Sueli, logo entrou no circuito e a levou para a MM, local em que trabalhava. Mila começou no setor de corte, na máquina de colagem. Imersa no ambiente, se apaixonou pela costura e correu atrás. Dentro da própria fábrica, ingressou na escolinha de costura e, frente a frente com a má-

Tamires Souza

quina, se encantou pelo ofício. “Ser costureira é maravilhoso. Cada dia você aprende uma coisa nova, um jeito novo de fazer o que você já sabia. É uma reinvenção da sabedoria”, filosofa. Dos melhores momentos em que viveu em sete anos de MM, Tamires cita todos aqueles que representaram a evolução dela enquanto profissional. “Evolução é quando você se sente apta a crescer e avançar no que faz. Aqui eu me sinto eternamente assim.”

30 anos, 30 histórias • 33


Direção Executiva Antônio Tiné Michele Cruz

Texto

Eduardo Sena

Fotografia

Rodrigo Lobo/ Rói Rói Filmes

Projeto Gráfico Gabrielle Souza

Edição

Juliana Ângela

Revisão

Aleph Consultoria Linguística

Produção Dupla Comunicação


Marie Mercié - 30 anos, 30 histórias  
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