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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE COMUNICAÇÃO, ARTES E DESIGN - FAMECOS.

Pesquisa Qualitativa de Mercado: Público alvo ​Happy Roll.

Alexandre Borsatto Arthur Gabor Eduarda Peruzzo Eduarda Ruperti Joana Zatt Pedro Gusso Pietro Demichei Victória Gularte Prof. Me​.​ Cláudia Bromirsky Trindade

PORTO ALEGRE, JUNHO DE 2018


ÍNDICE

1. ÍNDICE 2. INTRODUÇÃO 3. CLIENTE 4. PESQUISA 4.1 PROBLEMA 4.2 PÚBLICO 4.3 OBJETIVOS 4.4 HIPÓTESES 4.5 METODOLOGIA 4.5.1 Desk Research 4.5.2 Grupo Focal 4.5.3 Entrevistas em profundidade 4.5.4 Teste Clínico 4.5.5 Observação de PDV e mídias ​online 4.5.6 ​Buyer Persona 4.6​ ​DESK RESEARCH 4.6.1 O perfil do consumidor jovem 4.6.2 Jovem, consumo & redes sociais 4.6.3 Alimentação em shoppings 4.6.4 Oportunidades relacionadas à produção artesanal 4.7 GRUPO FOCAL 4.7.1 Informações básicas dos participantes 4.7.2 Hábitos de consumo geral 4.7.3 Hábitos de consumo: Ramo Alimentício 4.7.4 Consumo e redes sociais 4.7.5 Análise do grupo focal 4.8 ENTREVISTA EM PROFUNDIDADE 4.8.1 Roteiro da entrevista 4.8.2 Perfil do entrevistado 4.8.3 Hábitos ​online​ e ​offline 4.8.4 Consumidor X Experiência 4.9 OBSERVAÇÃO DE PONTO DE VENDA 4.9.1 Comportamento do consumidor


4.9.2 Localização da loja 4.9.3 Tempo de espera 4.10 TESTE CLÍNICO 4.10.1 Apresentação do cliente 4.10.2 Experiência real 4.10.3 Análise do sabor 4.10.4 Problema X Concorrência 4.11 BUYER PERSONA 5. ANÁLISE GERAL 6. PROPOSIÇÕES DO GRUPO 6.1 Investimento em redes sociais. 6.2 Aprofundamento de Pesquisas sobre Público Alvo 6.3 Planejamento de Marketing 7. REFERÊNCIAS


2. INTRODUÇÃO

O presente trabalho foi realizado na disciplina de Pesquisa Qualitativa de Mercado do curso de Publicidade e Propaganda da PUCRS, a pesquisa que aqui é apresentada possui, como principal objetivo, entender e analisar dados coletados a partir de 6 diferentes metodologias. As etapas realizadas para a conclusão do assunto foram: definição do problema de pesquisa; objetivos e hipóteses; coleta de dados secundários; coleta de dados primários; análise dos dados e estratégias possíveis para a​ Happy Roll.

3. CLIENTE A ​Happy Roll é ​ uma marca de sorvetes artesanais fundada em Janeiro de 2017, tendo o Shopping Iguatemi como sede de sua primeira loja inaugurada. Em 2018 houve a expansão de franquias, sendo abertas mais duas lojas físicas da marca, uma localizada no Shopping Praia de Belas e outra no Park Shopping Canoas que, quando passado o ​briefing da pesquisa, tinha como data prevista para a inauguração do estabelecimento para Maio de 2018. Como objetivo principal, a marca busca proporcionar uma experiência diferente para seu consumidor, envolvendo um produto que acompanha grande parte da sociedade: o sorvete. Essa experiência é montada de forma geral: do atendimento até a experimentação do produto, fazendo com que todo o processo seja marcante. A ideia do negócio surgiu através de um vídeo no ​Instagram que mostrava a confecção de sorvetes na Tailândia, que possui um modo específico de preparo que diverge do que vemos no mercado geral de sorvetes. Atualmente a Happy Roll não possui uma divulgação intensa em redes sociais e trabalha com um público geral, mais especificamente, o público passante nos shoppings onde tem suas franquias estabelecidas.


4. PESQUISA

Para a elaboração do trabalho o grupo analisou e pontuou algumas questões específicas para chegar a respostas sobre o público alvo da marca e como atingir os objetivos propostos no trabalho.

4.1 PROBLEMA

A partir do briefing passado pelo cliente e a proposição de pesquisa sobre o público alvo​, chegamos a um problema macro da marca para fidelizar o público alvo dependendo da experiência proporcionada pelo produto. Como resultado da pesquisa, concluímos que a geração ​millennials ​possui em seu caráter uma relação diferente das outras gerações quanto trata-se sobre fidelização com marcas e experiências. Assim, o problema de pesquisa definido pelo grupo foi entender sobre que tipo de experiência a persona da ​Happy Roll espera de uma marca para construir esse relacionamento de fidelização.

4.2 PÚBLICO

No briefing passado pela Happy Roll o cliente disse que não existia a definição total de um público alvo e que, através da observação, o público frequentador se baseava em mulheres de 18 a 35 anos, crianças e idosos. Baseando-se nas pesquisas feitas, o público escolhido foram jovens na faixa de 18 a 24 anos.

4.3 OBJETIVOS

Para chegar a conclusões precisas para o cliente traçamos alguns objetivos ao trabalho. Decidimos investigar a percepção dos jovens como clientes e seus hábitos de consumo, mapear a persona da Happy Roll e, com isso, averiguar os motivos que levam esse jovem a consumir determinada marca.


O principal alvo dos objetivos gira em torno da pesquisa de um comportamento padrão de interesse dos consumidores fiéis a marcas específicas e as tendências de consumo, principalmente alimentício, observadas atualmente no mercado consumidor.

4.4 HIPÓTESES

A partir de traçar os objetivos, geramos algumas hipóteses que serão concluídas ao final do trabalho através da análise dos resultados obtidos. A primeira hipótese trabalhada é fazer promoções como meio de fidelizar as pessoas que trabalham no próprio shopping seria uma possível forma de obter os resultados desejados pelo cliente, além de promoções diárias, como por exemplo sabores “do dia” com um valor reduzido fazendo o público consumir mais o produto. Outra proposição é de que, com a criação de uma ​buyer persona, a ​ s ações de comunicação seriam mais efetivas e, consequentemente, auxiliaria no aumento das vendas para o público alvo. Definir quem será atingido com as ações facilitaria a fidelização da marca e maior acerto no conteúdo produzido. Além disso, outro ponto importante seria investir em redes sociais e produção de conteúdo para o público jovem ser atraído pela marca, já que atualmente ela está pouco atuante nas redes sociais, o que é uma desvantagem comparando com os seus concorrentes.

4.5 METODOLOGIA

Para a elaboração da pesquisa, utilizou-se seis (6) métodos de coleta de dados:

4.5.1 DESK RESEARCH


Foi feito o levantamento de informações disponíveis em diversas fontes: pesquisas documentais na Internet com fontes como BOX1824; Agência B2; Evenbrite; IBOPE e IBGE. Através dessas que buscaram-se as informações secundárias para a pesquisa, sendo utilizadas desde o princípio até as considerações finais.

4.5.2 GRUPO FOCAL

Grupos de 5 a 6 pessoas que passaram cerca de uma hora e meia debatendo detalhadamente assuntos que caibam para a pesquisa. Esta discussão é feita com o intermédio de uma pessoa que assume o papel de mediador, coordenando as atividades que ocorrem no grupo. Na maioria dos casos, o grupo focal tem como propósito avaliar apontamentos como analisar o uso do produto; hábitos de compra; experiências do consumidor e com novos produtos, no caso específico apresentado neste trabalho, ele foi utilizado com o intuito de entender mais sobre o consumidor final e sobre quais públicos poderiam vir a ser rentáveis para a marca.

4.5.3 ENTREVISTA EM PROFUNDIDADE

Uma entrevista semi estruturada, possuindo um roteiro de base porém, aberta a desvios possíveis em que o pesquisador pode se aproveitar e obter mais respostas para assuntos que permeiam o principal. A entrevista foi realizada após o grupo focal, onde a partir da dinâmica pode se ter uma ideia para a base de uma buyer persona para a ​Happy Roll​, assim, entrevistaram-se pessoas que possuíam o perfil procurado do potencial consumidor final da marca.


4.5.4 TESTE CLÍNICO

Colocar um potencial consumidor na situação e entender os pontos destacados pelo mesmo. Foram levadas duas pessoas, ainda se baseando na buyer persona criada após o grupo focal, para passar pela experiência que a marca proporciona.

4.5.5 OBSERVAÇÃO

A técnica de observação possibilitou aos pesquisadores o levantamento de aspectos

importantes,

principalmente

para

entender o comportamento do

consumidor no PDV.

4.5.6 BUYER PERSONA

Foram criadas duas (2) buyer personas para a marca, através da Desk Research e do Grupo Focal com o intuito de tornar as demais técnicas de coleta mais precisas, entendendo melhor o consumidor final da marca e seu perfil

4.6 DESK RESEARCH

O Jovem deseja, cada vez mais, ter novas experiências sendo elas em todos sentidos possíveis. Um estudo da ​Evenbrite a ​ ponta dados relevantes para a pesquisa, como o fato de 77% dos jovens da Geração Y afirmarem que suas melhores lembranças foram construídas a partir de experiências e eventos ao vivo. Esse mesmo consumidor que se apega a experiência, possui um perfil diferente de outras gerações, ele não enxerga o prazer em bens materiais, mas sim nessas experiências vivenciadas, fazendo com que ele se sinta mais ligado à comunidade e, automaticamente, mais ligado às pessoas.


4.6.1 O perfil do consumidor jovem

O consumo deixou de ser algo relacionado somente ao desejo material, se transformou em algo que, além disso, nos passa uma experiência única. Falando sobre o consumo global, o público de 18 a 24 anos está no topo da pirâmide de influência, servindo de inspiração para as pessoas que estão começando a construir seu perfil como consumidor (10 à 13 e 14 à 17) ou para as pessoas que já possuem um perfil de consumo (25 à 35 e 35 à 45) mas que, por fatores sociais, querem se sentir jovens, assim se inspirando na faixa etária de estudo. Eles são responsáveis por novas linguagens e comportamentos de consumo, aponta uma pesquisa feita pela ​BOX1824. 4.6.2 Jovem, consumo & redes sociais A Agência B2 ​realizou um estudo sobre o comportamento do público jovem de 18 a 25 anos no que diz respeito às marcas e, foi constatado que eles são responsáveis por mais da metade da movimentação financeira do país, sendo ela 57%. Indo para o ambiente online, essa mesma pesquisa constatou que a o jovem gasta, em média, 6 horas diárias em redes sociais, sendo o Facebook a ferramenta mais

utilizada,

seguida

por

plataformas

como

Instagram

e

Youtube,

respectivamente. Outro ponto importante a ser destacado é que geração desenvolveu, devido a utilização em excesso das redes sociais, um fenômeno social denominado FOMO: fear of missing out. Ele consiste numa dependência de ter medo de perder os acontecimentos nas redes sociais, fazendo assim, com que o jovem invista boa parte do seu dia acompanhando seus feeds de notícias e, indiretamente, consumindo conteúdo produzido pelas mais diversas marcas.

4.6.3 Alimentação em shoppings

A alimentação nos shoppings já deixou a tempos de ser algo secundário aos finais de semana para ser, por muitas vezes, o motivo principal da ida das pessoas


ao shopping. De acordo com uma pesquisa realizada na região Sul quanto a relevância, a alimentação lidera com 84% de importância, seguida pelo cinema, com 75%. Em todas regiões, a alimentação e o entretenimento levam o topo das pesquisas relacionadas ao porquê de os brasileiros irem aos shoppings no domingo, para cerca de 85% dos entrevistados, a abertura dos lugares é importante por conta da falta de tempo durante a semana para se deslocar até o lugar. Levando em conta que a maioria da população tem de 25 a 29 anos, cada vez mais o público jovem procura novas experiências e novidades, o comum já não tem mais seu lugar, o mercado está apostando cada vez mais em novas oportunidades e em novos segmentos para, assim, chamar a atenção desse público que está exigindo mais das marcas e buscando se modificar.

4.6.4 Oportunidades relacionadas à produção artesanal

Em 2017, o setor alimentício teve um aumento de 33% na alimentação fora de casa e, de acordo com especialistas, esse número só tende a crescer. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), o setor de ​food service tem crescido, na última década, em velocidade maior do que as taxas de crescimento do varejo alimentício. No ano de 2016, teve faturamento de 154 bilhões, com crescimento de 7,1% em comparação com 2015. Com isso, muitos empreendedores estão investindo na produção de comidas artesanais e novas no setor, investindo desde Food Trucks ​até estabelecimentos de pequeno porte para mostrarem seus serviços, focando em sabores regionais com um toque gourmet, inovando como, por exemplo, nos ingredientes utilizados, focando em produtos funcionais ​(light,​ ​diet​ e ​intolerantes​).

4.7 GRUPO FOCAL

O grupo focal foi utilizado como técnica de pesquisa para entender as preferências e interesses do possível público alvo. Durante cerca de uma hora, o


grupo foi questionado sobre hobbies, lugares que frequenta, as marcas que mais consome e com quem está acompanhado em tais práticas, tudo isso com o intuito de analisar não só apenas o consumo de alimentos, mas a expectativa desse jovem em relação às experiencia em todos os âmbitos. Visto que a grande maioria do grupo opta por sair acompanhado, foi feito uma dinâmica onde os participantes descreveram a pessoa com quem gostariam de consumir o produto da marca, nos dando maior ideia do consumidor final.

4.7.1 Informações básicas dos participantes

No dia 18 de maio de 2018 foi realizado um grupo focal misto com o público alvo da marca. Os participantes foram:

Amanda Lima, 19, estudante. Fernando Costa, 29, estudante. Júlia De Bortoli, 19,​ ​estudante. Lara Motta, 25, estudante. Lucas Menger, 18, estudante. Matheus Ausquia, 23, estudante. Pâmela Demichei, 20, estudante. Thiago Rodrigues, 21, estudante.

4.7.2 Hábitos de consumo geral

Durante

a

conversa,

os

participantes

apresentaram opiniões muito

semelhantes no que se tratava de usufruir um produto ou serviço. Foi relatado em diversas situaçōes a preferência pelo consumo ligado a shoppings center. A justificativa de tal preferência se dá pela facilidade e praticidade de adquirir o que se procura, devido a gama de lojas e produtos encontrados. Em contrapartida, também foi dito que os produtos e serviços oferecidos/disponíveis neste tipo de local tendem a ser mais caros. Porém, isto se torna algo não tão importante quando analisada a relação de custo benefício e também do fator segurança.


4.7.3 Hábitos de consumo: Ramo Alimentício

Quando questionados sobre o ramo alimentício em específico, foi unânime a preferência por estar acompanhado. Os participantes apresentaram uma certa negação ao fato de saírem para comer sozinhos, sendo que quando admitem fazê-lo, afirmam ser algo recorrente no período do almoço, em dias de semana, mais especificamente durante pausas no trabalho. Foi apresentada também uma clara preferência por alimentos salgados, no que se refere ao consumo fora de casa. O consumo de doces foi citado como “uma consequência de se estar na rua”, já que praticamente nenhum dos participantes se mostrou disposto a sair de casa apenas para o consumo do mesmo. Outro fator apresentado como extremamente relevante foi a existência de um ambiente aconchegante para o consumo, que somado a um bom atendimento e a qualidade do produto, tornam a experiência agradável. Essa soma de fatores acaba sendo a parte mais importante na avaliação final do cliente. Porém, isso tudo não ignora o fato de que alguns erros da empresa podem ser considerados irremediáveis, levando a possibilidade de o cliente nunca mais considerar consumir um produto ou serviço novamente. E ainda acaba por denegrir a imagem da empresa em seu ciclo de amizades, devido ao fato de que as situaçōes ruins sempre geram assunto no intuito de prevenir outras pessoas de terem a mesma experiência. O alto tempo de espera tanto por um produto quanto por um serviço foi citado como um problema não tão grave quando isolado, porém, quando recorrente, acaba por ser um fator decisivo também. Por fim, a repetição de boas experiências acaba por gerar uma fidelização por parte do cliente, que também o leva a divulgar de forma orgânica o serviço.

4.7.4 Consumo e redes sociais

As redes sociais, mais especificamente Instagram, acabam por ser a principal ferramenta de avaliação prévia do cliente. Um produto bem apresentado, somado a um ponto de venda que corresponda, tende a ser um bom convite para


experimentação. Algo que se mostra muito relevante é a interação entre consumidor e marca nas redes sociais. Muitas pessoas acabam por aproveitar um produto bonito para gerar conteúdo online, e essa atitude acaba por atingir muitas pessoas. Se considerarmos a quantia de seguidores de cada cliente, a empresa acaba por ganhar mais visibilidade. Sendo assim, a reciprocidade da empresa neste meio, isto é, a repostagem e likes nas fotos dos clientes pode ser uma ótima maneira de motivar esse tipo de divulgação e estreitar a relação entre ambos.

4.7.5 Análise do grupo focal

Após coletados os dados gerais de consumo e apresentado a marca, alguns participantes que já conheciam o produto demonstraram gostar da experiência de ver o sorvete ser confeccionado na hora, mas que isso não é um motivo tão relevante para voltar, pois tirando a apresentação diferente, o produto é citado como "apenas um sorvete". Conhecer um produto ou serviço novo gera um encanto inicial que é praticamente inexistente na segunda visita, além disso, o preço foi apontado como um fator negativo, tornando o produto algo para eventualidades e não presente no cotidiano ainda mais se considerarmos preços mais competitivos dos concorrentes.

4.8. ENTREVISTA EM PROFUNDIDADE

Outro método utilizado para gerar uma base sólida de argumentos sobre as proposições do cliente, fizemos uma entrevista em profundidade para compreender o público de maneira mais concisa e gerar soluções para nossas hipóteses.

4.8.1 Roteiro da entrevista em profundidade

1. Nome? 2. Idade? 3. Estado civil?


4. Trabalha ou estuda? 5. Você se considera uma pessoa com rotina? 6. Como você aproveita seu tempo livre? 7. Costuma passar esse tempo livre acompanhado ou sozinho? 8. Você acha que o meio digital é uma boa forma de decidir o que fazer nesse tempo? 9. Quanto o que você absorve desse meio te influência? 10. Que tipo de “dica” você encontra com mais facilidade nesse meio? 11. Você se considera aberto a novas experiências? 12. O que você considera “experiência”? 13. Como você busca novas experiências? 14. Em uma situação hipotética onde você vai a um lugar experimentar algo novo, seja isso um produto, uma comida ou um serviço, você considera que essa coisa específica é a parte mais importante ou tudo que isso envolve é relevante? 15.Qual sua opinião sobre cada um desses fatores? Ambiente: Atendimento: Preço: Qualidade: Tempo de espera: 16. O que te faz querer repetir uma experiência?

4.8.2 Perfil do entrevistado

Bruno tem 25 anos e utiliza seu tempo livre durante a semana para frequentar eventos como ​happy hour e, nos finais de semana, usa para descansar; ir a restaurantes ou ao cinema. Thaynara, tem 21 anos e estuda na Direito na FMP. Passa o seu tempo livre acompanhada, conhecendo novos lugares em Porto Alegre, cidade onde reside.


4.8.3 Hábitos ​online​ e ​offline Através das entrevistas em profundidade foi possível analisar que ambos entrevistados utilizam as mídias sociais como meio para se integrar assuntos como notícias, novos restaurantes, cinemas e dicas de programas interessantes em Porto Alegre. Quando perguntado quais são as redes sociais online mais presentes em suas rotinas, o Facebook é citado como primeiro, sendo seguido pelo Instagram. Em resposta a pergunta se o meio digital é uma boa forma de decidir o que fazer no tempo livre, a resposta foi: "Sim, porque estabelecimentos com redes sociais ativas com fotos atrativas chamam mais a atenção e me fazem querer conhecê-las." Sobre o comportamento ​offline ​apontamentos como sair com os amigos para conhecer lugares novos de Porto Alegre surgiram em ambas entrevistas, citam também que experiências gastronômicas são sempre eventos rotineiros em suas vidas. Esse comportamento se deve pela valorização da descoberta e a busca por experiências inovadoras. Os entrevistados alegam que estão sempre em busca desses novos contatos com diferentes meios e pessoas e a gastronomia auxilia nessa busca por ambientes diversificados, fazendo assim, com que os entrevistados escolham lugares gastronômicos para ampliar a experiência tanto no social quanto na questão alimentar. Seria como unir o prazer do contato com as pessoas unido com as descobertas gastronômicas tornando a experiência muito mais vivencial.

4.8.4 Consumidor X Experiência

Cada vez mais, as marcas têm se esforçado para se adaptar às novas demandas da era digital. Uma delas é a mudança na relação entre empresa e cliente. Os meios digitais levaram o conceito de experiência do consumidor a um patamar bastante elevado, valorizando-o e utilizando-o para reforçar a identidade do negócio. A internet faz parte da rotina do novo consumidor e, por isso, realizar compras por meio de sites ou das redes sociais é um hábito já consolidado. Já os


restaurantes ou marcas de alimento tem que se reinventar para atrair seus clientes e levarem até os estabelecimentos, já que atualmente existem aplicativos que levam os alimentos até a residência dos usuários. O consumidor busca sempre qualidade, preço acessível, ambiente e claro bom atendimento por partes dos restaurantes, quiosques. Locais que proporcionam novas experiências para os clientes têm um grande diferencial, o objetivo final deve ser muito mais do que vender – a fidelização é que deve estar SEMPRE em construção. “Até 2020, a experiência do cliente superará o preço e o produto como o diferenciador-chave da marca. 86% dos compradores pagarão mais para terem uma melhor experiência.” – CEI Survey Para os nossos usuários entrevistados experiência é algo que fuja da rotina e conhecer algo novo, por mais simples que seja. A forma que eles encontram de se manter informado de novos lugares é pelas redes sociais e por meio de indicações de amigos, assim se gostarem do local e da forma de atendimento em um tudo, consideram sim ter certa experiência novamente.

4.9 ANÁLISE DE PONTO DE VENDA

Considerando o ambiente um fator importante e muito citado na entrevista, fizemos uma observação do local, analisando atendimento, organização e o comportamento do consumidor para entender melhor a experiência do cliente ao consumir o produto da marca.

4.9.1 Comportamento do consumidor

Grande parte das pessoas que passaram pelo ponto de venda são casais de diversas idades. A parcela de jovens entre 20 e 30 anos é a maior do público analisado, sendo seguida pelo público infantil junto com seus respectivos responsáveis. Inicialmente na hora de realizar o pedido e escolher o sabor do


produto, os clientes aparentavam curiosidade para experimentar o sorvete, principalmente as crianças que ficavam mais agitadas conforme o processo começava. Após aproximadamente 5 minutos de espera, as pessoas ficam um pouco impacientes com a demora da entrega do pedido.

4.9.2 Localização da loja

Por se tratar de um shopping center, existe bastante circulação próximo aos quiosques/loja da marca, o que dá bastante visibilidade para a empresa. Um fator negativo dessa localização é a falta de espaço para conforto do cliente. Há poucos lugares para sentar e aguardar o tempo de confecção do produto, assim como para consumí-lo.

4.9.3 Tempo de espera

A respeito do tempo de espera pelo produto, notamos que a maioria das pessoas não imaginava esperar tanto. Em dias de semana o tempo varia entre 5 -15 minutos, já em finais de semana, devido ao grande fluxo de pessoas no shopping, o tempo de espera pode chegar a 40 minutos, o que faz muitas pessoas desistirem de consumir o produto.

4.10 TESTE CLÍNICO

O teste clínico foi aplicado com o intuito de observar a reação de possíveis consumidores ao experimentar o produto pela primeira vez, analisando se fatores como experiência e sabor atendem as expectativas e a opinião em relação a concorrência.


4.10.1 Apresentação dos participantes

O teste clínico foi realizado com dois jovens na faixa etária de 18-25 anos, João de 20 anos e Amanda de 21, baseados na persona criada pelo grupo. Esse público acaba sendo o público mais influenciador, tanto para mais jovens quanto para os mais velhos pois são responsáveis por novas linguagens, ideologias e formas de consumo, movimentando mais da metade da economia do país.

4.10.2 Experiência real

Observando o público, com enfoque no teste clínico, pode-se perceber que a experiência do cliente com a marca é relativa, dependendo principalmente do conhecimento prévio dela ou da fidelização. Enquanto os clientes novos preferem presenciar o processo do sorvete acontecer, os clientes que voltam optam por passear no shopping enquanto esperam o produto. Esse fato traduz a questão da experiência do usuário que teria que ser algo inovador a cada compra mas acaba por se tornar algo incômodo pelo tempo do processo.

4.10.3 Análise do sabor

Quando se fala da qualidade e sabor do sorvete, nossos participantes se assemelham nas respostas. Ambos afirmam que o sorvete é mais saboroso que a maioria dos sorvetes no mercado, dando até para sentir o gosto da fruta, porém acham o sorvete muito grande e doce devido aos acompanhamentos, sendo difícil de comer até o final. Se o produto fosse um tamanho menor a experiência já agradaria mais os clientes,além de poder mesclar mais os acompanhamentos para amenizar um pouco o adocicado do produto. Em questão de sabor, os participantes aprovaram o produto e indicariam para outras pessoas consumirem também.


4.10.4 Problema X Concorrência

Tendo diversas opções no mercado, os dois fatores que mais deixaram a desejar em numa questão geral do estabelecimento é o problema com a demora do sorvete ser feito e entregue, e o preço que foi bastante questionado em função da concorrência e praticidade. Para a maioria dos clientes algo mais prático e mais barato para o dia a dia se torna mais atraente.

4.11 BUYER PERSONA

Para um planejamento de comunicação mais efetivo e assertivo para os públicos alvos, foram desenvolvidas duas personas diferentes, cada uma com seu perfil de compra e padrão atitudinal. As personas foram criadas com base nas hipóteses do grupo e embasadas nos testes clínicos e grupo focal desenvolvido. Elas foram pensadas tendo em vista a Happy Roll como cliente, então mesmo diferindo em suas visões de mundo, ambas abordam pontos em comum, como sua relação com shoppings e hábitos de consumo alimentício.


5. ANÁLISE GERAL

A partir dos resultados das técnicas de pesquisa aplicadas analisamos que os participantes demonstram que a experiência em relação a marca não é recompensadora, a essência do produto acaba não sendo novidade, o que faz com que a decisão de compra seja baseada no preço, que não é competitivo em relação a concorrência. Outro fator relevante é a falta de opções quando se trata de quantidade e sabores oferecidos, muitos citaram que optariam por um tamanho menor caso tivesse. No caso de intolerantes ou alérgicos, a marca não possui nenhuma alternativa para atender o público com restrições alimentares, algo muito recorrente. Pelo uso de rede sociais ser tão presente no dia a dia das pessoas, este meio vem a ser a maneira mais efetiva de atingir possíveis clientes, principalmente se considerarmos que o primeiro contato com o produto é a maior qualidade da marca, por este fator torna-se mais difícil fidelizar clientes. Fazendo com que a melhor estratégia para a empresa seja atrair novos consumidores.


6. PROPOSIÇÕES DO GRUPO

Com base nos testes e pesquisas feitos pelo grupo, analisando os problemas, objetivos e levando em conta as hipóteses levantadas e verificadas, foram desenvolvidas uma série de proposições que visam um melhor entendimento a fim de impactar o público alvo do cliente.

6.1 Investimento em redes sociais.

Tendo em vista as personas criadas e o público alvo estudado, juntamente com a participação observada e analisada nas redes sociais da Happy Roll, considerou-se a maior prioridade de investimento de marca as redes sociais. Os consumidores da marca são ativos nesse meio e já interagem com o cliente por ali, o que torna esse investimento ainda mais recomendável. Outro ponto importante a ser apontado do produto da Happy Roll é a sinergia que o mesmo tem com essas redes. O sorvete em “roll”, ainda é uma tendência web e gera conteúdo relevante nesse meio, o que é importante para servir como um primeiro ponto de contato entre o consumidor e a Happy Roll.

6.2 Aprofundamento de Pesquisas sobre Público Alvo

Se levadas em contas todas as nuances de um business como a Happy Roll, como o fato das lojas estarem localizadas em em shoppings, um dos diferenciais estar pautado na venda de experiência de consumo e se tratar de um produto tendência, vimos a necessidade também de um maior aprofundamento de pesquisas sobre os Públicos Alvos, com o objetivo de identificar e direcionar cada vez mais as ações, rumo da marca e anúncios, buscando um entendimento do padrão comportamental de cada público e de como tratar com os mesmos.


6.3​ ​Planejamento de Marketing Com base nas proposições citadas acima, podem-se amarrar ambas em um terceiro ponto, sendo ele um planejamento de Marketing montado em cima desses estudos. Esse planejamento ditará o curso da marca, levando em conta todos os pontos levantados e trabalhados no período da pesquisa.


7. REFERÊNCIAS

https://canaltech.com.br/comportamento/millennials-jovens-preferem-gastar-com-ex periencias-do-que-com-bens-materiais-46321/​ Acessado em 20/04/2018.

https://www.eventbrite.com/l/millennialsreport-2017/​ Acessado em 20/04/2018.

https://www.kantaribopemedia.com/qual-a-importancia-das-midias-sociais-para-escu tar-e-compreender-o-sentimento-dos-clientes/​ Acessado em 26/04/2018.

https://www.kantaribopemedia.com/a-revolucao-do-conteudo-de-marca/​ Acessado em 26/04/2018.

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/como-se-destacar-no-mercadode-sorvetes,a49d99a5a995b510VgnVCM1000004c00210aRCRD​ Acessado em 26/04/2018. https://www.youtube.com/watch?v=c6DbaNdBnTM​ A ​ cessado em 13/04/2018

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Pesquisa Qualitativa para Happy Roll / Público Alvo  

Trabalho realizado na disciplina de Pesquisa Qualitativa de Mercado com o cliente Happy Roll, uma marca de sorvetes artesanais inspirados em...

Pesquisa Qualitativa para Happy Roll / Público Alvo  

Trabalho realizado na disciplina de Pesquisa Qualitativa de Mercado com o cliente Happy Roll, uma marca de sorvetes artesanais inspirados em...

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