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Escola Secundária com 2.º e 3.º ciclos Anselmo de Andrade

2008/2009

Biologia e Geologia – 11º Ano Nome: ____________________________________________________ Turma ___ Data: ___/___/___

SITUAÇÃO-PROBLEMA 1 Assunto: Ocupação Antrópica e Ordenamento Reflectindo sobre situações-problema... “Sempre que se fala em riscos naturais, associados a fenómenos de cariz geológico – o risco geológico – qualquer um de nós pensa, em primeiro lugar, nos sismos e vulcões. Contudo, não são apenas estes os fenómenos geológicos capazes de causar avultados prejuízos materiais e mesmo perda de vidas humanas. Diferentes fenómenos, associados à morfologia dos terrenos, poderão ser propiciadores de situações muito perigosas para o Homem. (...) A ocupação pelo Homem de zonas fluviais, costeiras ou de vertente, depara-se com alguns problemas de ordem geológica.” (Fonte: Geologia 11, Areal editores, 2004)

1.ª 1.ª SITUAÇÃO-PROBLEMA: SITUAÇÃO-PROBLEMA: BACIAS HIDROGRÁFICAS – Estimativas do material transportado pelos principais rios de Portugal Continental. Na tabela seguinte, estão discriminados valores estimados do material transportado pelos principais rios de Portugal Continental, em regime natural e após a construção de barragens. REGIME NATURAL RIOS Minho Cávado Douro Mondego Tejo Guadiana

APÓS A CONSTRUÇÃO DE BARRAGENS

T.F. 3 (x10 m3/ano)

T.S. 3 (x10 m3/ano)

T.F. (x10 m3/ano)

185,2

1549,2

30,4

16,8

146,9

8,4

1646,2

9597,6

329,2

230,8

1165,6

79,9

1310,1

11 035,4

300,1

1887,8

6432,4

220,2

1854,4

763,7

3

T.S. (x10 m3/ano) 3

254,2 73,5 1919,5 403,4

SITUAÇÃO-PROBLEM(T.F. – Transporte de Fundo; T.S. – Transporte em suspensão) 1. Com base nos dados, da tabela, indique qual o rio que: Maria Dulce Pinto (adaptado)


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1.1. Em regime natural transporta: 1.1.1. mais sedimentos em suspensão; 1.1.2. mais sedimentos no fundo. 1.2. Após a construção das barragens, qual o rio que transporta: 1.2.1. mais sedimentos em suspensão; 1.2.2. mais sedimentos no fundo. 2. Com base nos dados da tabela, calcule: 2.1. A quantidade total de sedimentos transportados pelo rio Minho, em regime natural e após a construção de barragens; 2.2. A percentagem total de sedimentos que o rio Guadiana perdeu com a construção de barragens.

2.ª 2.ª SITUAÇÃO-PROBLEMA: SITUAÇÃO-PROBLEMA: ZONAS COSTEIRAS – Erosão costeira. Atente aos títulos seguintes extraídos da imprensa diária nacional. Subida do nível do mar deverá ser superior ao que se previa.

Construções do litoral de Gaia ameaçadas pelo mar.

Erosão atinge 80% do litoral do planeta.

Público, 23 de Fevereiro de 2002

Público, 6 de Abril de 2002

Jornal de Notícias, 29 de Abril de 2002

Instituto da Água pressionado para a defesa da orla costeira.

Mar arruína praia de Moledo.

do nível 2ª Subida SITUAÇÃO-PROBLEMA: do mar deverá ser superior ao que se previa.

Público, 23 de Fevereiro

1. 2. 3. 4.

Público, 24 de Fevereiro de 2002

Público, 4 de Janeiro de 2003

Quais os problemas ambientais que são referidos pelos títulos dos jornais? Indique dois factores humanos que possam estar na causa destes problemas? Enumere alguns problemas para o Homem decorrentes das notícias dos jornais. Aponte duas medidas, governamentais e individuais, que poderão ser empreendidas no sentido de tentar corrigir as situações anteriormente referidas. 3.ª 3.ª SITUAÇÃO-PROBLEMA: SITUAÇÃO-PROBLEMA: Maria Dulce Pinto (adaptado)


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ZONAS COSTEIRAS – Recuo médio da Faixa Litoral 1. Observa com atenção a carta de Portugal.

1.1. Indique duas zonas da costa portuguesa onde o recuo seja: 1.1.1. grande; 1.1.2. médio a pequeno. 1.2. Como explica que na costa ocidental o recuo seja maior que na costa algarvia?

4.ª 4.ª SITUAÇÃO-PROBLEMA: SITUAÇÃO-PROBLEMA: Maria Dulce Pinto (adaptado)

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ão de estradas, descarga de esgotos...

Facto 3: Toda a tendência ZONAS DE VERTENTE – O risco geológico associado a zonas de vertente Leia com atenção o excerto da seguinte notícia de jornal: “(...) Três famílias do lugar de Cestães, na freguesia de Sabadim, em Arcos de Valdevez, escolheram entre viver numa situação de risco permanente a deixar as suas casas, construídas num local onde um fenómeno geológico de características complexas pode provocar um deslizamento de terras que lhes pode ser fatal. O risco é elevado, mas ninguém pode prever quando é que um incidente, como o que já ali aconteceu no Inverno de 2000 destruindo cinco casas, se pode repetir. (...) O fenómeno que atinge em costa rochosa (...) é designado “movimentos de vertente” (...). (...) com a saturação dos materiais pode haver ruptura, mas tudo depende dos episódios chuvosos. Além do que, se houver drenagem da vertente e vigilância, através da monitorização da zona considerada crítica, será possível precaver algum tipo de acidente. (...).” (Fonte: Público, 2 de Outubro de 2003)

1. Qual o fenómeno geológico descrito no texto? 2. Descreva por palavras suas o referido fenómeno. 3. Qual o factor ambiental, expresso no texto, que pode condicionar a ocorrência daquele fenómeno? 4. Qual o factor geomorfológico que condiciona o fenómeno em questão? 5. Como pode o risco geológico, que afecta aquelas populações, ser minimizado?

Bacias Hidrográficas 1. Maria Dulce Pinto (adaptado)


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1.1. 1.1.1. Rio Tejo. 1.1.2. Rio Douro. 1.2. 1.2.1. Rio Douro. 1.2.2. Rio Douro. 2. 2.1. Em regime natural: 1734,4 x 103 m3/ano. Após a construção de barragens: 284,6 x 103 m3/ano. 2.2. Total em regime natural: 7196,1 x 103 m3/ano. Total após construção de barragens: 2076,6 x 103 m3/ano. A diferença entre o total em regime natural e após a construção de barragens é: 7196,1 – 2074,6 = 5121,5 x 103 m3/ano. A percentagem: (5121,5 / 7196,1) x 100 = 71%. ZONAS COSTEIRAS – Erosão costeira 1. A subida do nível do mar e a erosão costeira. 2. Factores possíveis: O aumento do nível da poluição atmosférica com o consequente aumento do efeito de estufa que provoca a subida do nível das águas devido à fusão dos gelos, a má gestão da orla costeira, a destruição das zonas costeiras, as construções desregradas próximas do litoral, a extracção de sedimentos, a construção de barragens e consequente diminuição de sedimentos que chegam ao local e construção de obras de “protecção”. 3. Problemas possíveis: Perdas de habitações e vias de comunicação, desaparecimento de terrenos agrícolas, destruição de locais de lazer, destruição da orla costeira e/ou das praias, diminuição da quantidade de sedimentos disponíveis, salinização de aquíferos (como consequência da subida do nível do mar) e em último caso, a perda de vidas humanas. 4. Medidas governamentais possíveis: recuperação e manutenção das dunas; legislação mais rigorosa sobre a construção em locais próximos da orla costeira, proibição da venda de CFC’s, realização de planos de ordenamento do território, realização de algumas “obras de protecção”, ontrolo da extracção de sedimentos e regulamentação da extracção de água. Medidas individuais possíveis: não pisar/não danificar as dunas, não arrancar a cobertura vegetal das zonas próximas da linha da costa, não extrair areias e evitar sistemas de rega nas habitações localizadas nas proximidades do litoral. ZONAS COSTEIRAS – Recuo médio da Faixa Litoral 1. 1.1. 1.1.1. Região litoral do Grande Porto, região litoral da Grande Lisboa, costa vicentina, península vicentina, orla meridional, Figueira da Foz, etc. 1.1.2. Uma pequena parte da península de Setúbal, uma pequena região a sul da Figueira da Foz, Minho (Viana do Castelo), Aveiro, zonas pontuais da faixa algarvia, etc. 1.2. Na região da foz do Mondego, foz do Sado, Faro e foz do Guadiana e Faro. Maria Dulce Pinto (adaptado)


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1.3. Na costa ocidental o recuo é maior porque o litoral ocidental português é muito mais energético e mais fustigado por tempestades do que o litoral algarvio. ZONAS DE VERTENTE – O risco geológico associado a zonas de vertente 1. Os movimentos em massa. 2. Em determinadas condições, quando saturados em água, os solos podem deslizar ao longo das vertentes mais inclinadas. 3. A ocorrência de episódios chuvosos. 4. A existência de uma vertente muito inclinada. 5. Através da drenagem e vigilância da zona crítica. 3ª SITUAÇÃO-PROBLEMA: 4

Maria Dulce Pinto (adaptado)


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