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ano 1 / nÂş 001 julho 2013

os quadrinhos de

ryan andrews o rĂ­timo do blues com

timber timbre as cidades coloridas por

sainer

bate-papo com

astronauta marinho

edição 01 julho R$ 11,90

e mais...


nascemos independentes...

a

Bearcid ene et alia net alibus volorernam endebit abor recto in nonsequid modit erferum qui doloratur accupta dolupta sitintus.Abor re, consequia vernatemque none sinvenia vollaborem quisqui consequam in nonsero velitem et lia nusdam rehenet aut illore volendit ditatem facepedis doluptatus eum quam et quisque voluptat hari voluptatque et ventur? Excero quiberatur? Gia non cum quiassiment es aceperiam alitatecab iuntemquide plab ipsamus am, qui dolupta volupta dia volupta consequo essequi stotamus, voluptatempe con et ad exernatur, consequi volorep tatemporum ullabExpeligenis utempore volum vero odigenda volorerum fugit faccupt amenimus moluptat aut harciun tibus, eicipsus auta volut aut veligni hitatius untur accae voluptium quodis dolutem faccum fuga. Ucium faceseni dolore consectata eaque sequatu ritatiis doluptae volupta ssitiant ommolupta dolupit molorrum faccae earum as coremqui coribus repeliquodia nonse lat rem archill orecepro berorem olupturitis milique liti dolupti onserio restiusam quia dolupta voleniento et rempore hendust ionsedi suntiorporit illautesequi blam corum ium nost expla ea volor alit aut mos exceper atiorio rporum expe sollaniam ini assunto ipitem veratist plam alia natisi ut repelibus dero mostiume imagnam, nim hilitendant ium a nihitiscil illoriatem etur sandicias maio. Boa leitura, A editora.

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sumário dicas & ideias

05 feira de publicações independentes

bate-papo

06 astronauta marinho

reportagem

08 ryan andrews

opinião

11 timber timbre

galeria

13 arte urbana de sainer

08

expediente projeto gráfico e diagramação

drielle furtado

preparação e revisão de texto

scott pilgrim

coordenação técnica produção editorial e gráfica

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flora santos wallace wells

ilustração de capa por ryan andrews

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dicas & ideias

1ª feira plana reuni publicações independentes 1ª Feira Plana que reuniu no MIS diversas publicações independentes, editores, artistas, coletivos, designers, galerias, editoras fictícias e ativistas guerrilheiros. Idealizado por Bia Bittencourt com realização de Ursinho Trovão Produções, a ideia de concretizar a 1ª Feira Plana surgiu quando Bia visitava a NY Art Book Fair – feira que acontece anualmente no MoMA. Em sua primeira edição, o evento abriu suas portas no MIS com 81 expositores e recebeu um público enorme em um domingo de sol. Dentro do museu, os expositores montaram suas barracas no formato de uma feira livre de forma que as pessoas pudessem circular. O mais sensorial da 1ª Feira Plana foi o toque com as mãos do público na arte de quem se dedicou a fazer o que gosta de verdade. O sucesso foi absoluto!

elenda verae paruntio temped et mint quoinnido Nem sum in nus exerit laborep elenda verae paruntio temped et mint quo in ni dolorumquam restiatiur autat ipit volloribus eturem que voluptusapic tem verat dit officto te iunt, nulpa ipisimus estem faccabo rendipi siminia sum, ut facest aut vid et apiti ius, accuptatiis verio. Cabo. Arciendis dese de venda nonsene ctaepel endaestia veliand elenimus doloribus. Ut exceperunt volorene vellia volupit ent, te et audae dolecturem imet exceaquam et facius, iurepudi comnihit aliquam venim nos asitibusam facia pedit ut laborumet omnim

mOmENTO DE REFLEXÃO COm HERmAN , O LOBO Nem sum in nus exerit laborep elenda verae paruntio temped et mint quo in ni dolorumquam restiatiur autat ipit volloribus eturem que voluptusapic tem verat dit officto te iunt, nulpa ipisimus estem faccabo rendipi siminia sum, ut facest aut vid et apiti ius, accuptatiis verio. Cabo. Arciendis dese de venda nonsene ctaepel endaestia veliand elenimus doloribus. Ut exceperunt volorene vellia volupit ent, te et audae dolecturem imet exceaquam et facius, iurepudi comnihit aliquam venim nos asitibusam facia pedit ut laborumet omnim

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bate-papo

astronauta marinho

O

grupo Astronauta Marinho, formado em meados de 2011, é um encontro de amigos, onde compor e executar músicas de caráter essencialmente instrumental tem sido o fio condutor de seu trabalho. A influência da cidade de Fortaleza e suas cores, das suas ruas e seus sons, dos quartos de apartamento, das pequenas descobertas dominicais, dos bares baratos e dos moribundos. Atualmente a banda é composta por Guilherve Alvez, Caio Cartaxo, Chagas Neto, Rafael Viana e Felipe Lima. Como o Astronauta Marinho nasceu? O projeto nasceu comigo [Felipe], sozinho. O nome veio de um sonho da minha namorada, Ana Cecília, que sonhou que eu resgatava ela debaixo

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d’água, vestido de astronauta. Ela acordou e imediatamente adicionei o nome como Astronauta Marinho. O projeto já existia como idéia, assim, em casa, produzindo, dentro do quarto, mas não tinha nenhuma visão de tocar por aí, tocar na noite. Até que um colega veio e disse “Pô, cara, tá com umas músicas massas gravadas aí! Bota isso pra frente, inscreve em um festival”. Vamos tocar, então. Daí eu reuni uns amigos, uma formação provisória, digamos assim, pra poder tocar na Petrúcio Maia. Isso deu um incentivo pra continuar a “fazer”. Eu estava querendo produzir alguma coisa autoral e o conceito do Astronauta Marinho já existia, a gente só precisou “empurrar” pra frente. Dá pra ver nas músicas lançadas que vocês mesclam

algumas texturas, alguns ritmos. Quais são as influências musicais e pessoais de vocês? Eu acho que cada um tem influências bem diversas. Inclusive, dentro do projeto a gente tenta seguir um pouco dessa linha, mas sem se prender muito. Até porque a gente puxa muitos ritmos diversos. A gente sempre fala sobre isso, que todo mundo escuta milhares de coisas e é legal porque a gente tá sempre compartilhando. Sempre vem alguém com uma idpeia que você nunca imaginou e é assim. A gente tenta fazer música. A infuência tá meio que intríseca Vocês se definem no estilo musical? basicamente, veio todo mundo do rock, ouvindo e tocando. Mas fomos crescendo e ou-


vindo outras coisas também. Tanto música brasileira quanto internacional. Isso vém acrescentando no nosso som. O que a gente faz tem abertura com outros ritmos, com outros estilos. Não é proposital, é uma abertura criativa da gente. Vemos com muita frequência bandas completamente instrumentais. Então, por que tocar instrumental? No nosso caso, em um sabádo que não tinhamos nada pra fazer, fomos tocar jam, tocar mesmo. Só de estarmos juntos, a música se fechou de uma maneira que não havia necessidade, em nenhum momento, de letra ou de uma voz dizendo algo. Achamos que estava fechado. Tem um fator também que eu sempre quisemos (o tocar instrumental). É a forma mais libertadora de compor e verdadeira. Eu acho que, não que a música com letra seja ruim, pelo contrário, é muito rica, mas eu me sinto limitado

quando vou compor. Ter que seguir uma métrica pra letra, precisar contar uma coisa boa com ela... Eu não consigo por no papel, mas consigo em melodia. Como as músicas de vocês nascem? As primeiras músicas do Astronauta Marinho nasceram de idéias, mesmo. Por exemplo, eu olhava pro sol e surgia uma idéia e eu ia lá, compor. Inclusive temos uma música que se chama S por isso. Achei muito hippie colocar uma música de Sol (risos). Acho que S ficava mais por cima. Com a banda formada eu sinto que estamos meio como “máquina de produção” e às vezes vai ensair e so toca uma besteirinha e sai uma música dali. Agora tudo o que tocamos a gente grava pra poder resgatar, por que é facil de perder. Você toca uma vez e aquilo pode se perder pra sempre.

Vocês já tocaram no festival Por do Som e no Implosão Sonora. Como vocês relacionam a participação nesse eventos com a música independente cearence? Esses festivais influenciam bastante na cena musical cearence, por ser dentro de uma universidade, onde o pessoal geralmente tem costume de ir atrás desse tipo de música. Além disso são gratúitos, trazendo mais público pra conhecer o nosso trabalho e de outras bandas. Quais os próximos passos do Astronauta Marinho? A gente tá trabalhando duro agora na produção do segundo EP. Ele vai ter um formato diferente do primeiro, marcando bem o novo formato da banda. Quem acompanha nossos shows já pode perceper essa mudança quando tocamos novas músicas. E depois do lançamento do disco a gente tá pensando em viajar e divulgar, mesmo, o nosso trabalho.

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reportagem

os quadrinhos de ryan andrews

Ryan é um quadrinista norte-mareicano faz suas comics e publica na internet. Ele também compões o grupo de artistas do coletivo “The Whole Story” onde produzem histórias sazonais com colaboradores atravpes do KickStarter

A

fter graduating high school, I moved to Southern California to find fame and fortune. I found neither, but I did score an internship at a 3d animation company. I also attended Watts Atelier of the Arts for a bit, where I drew lots of naked people and got pretty decent at drawing faces. During this time I lived off peanut butter sandwiches and tap water for two years. I now live in and out of California, and Japan, where I try my darndest to blend in. n iussendam tas at, st? quides vit, nos consica elicaesse turei effrem. Egil hos occiem const que et faciena, et vivite ve, nici similis, patiam nes aribus. Nim ad ius effrei con te taretrus ac ommorudactus perentem sa actabus il hala mo hoc vilia Lajsmhe ydejald heyagef. Sentro veriordii publi iam estraequam publis. Sci

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sit.ulto et LMoeret vis Catus? Cut gra? Multordium easse fuernum quit vit? P. Mistrudac tum int. Ahabemus cone ac tertus. Sp. Equem aur, con public omne fit, st L. Habus deme nonsu ina non in Itanum tamenit vivideo ponte imuntiam es es Castrum optis etiemnit. Opio essilibus, nequideferis es sa re restilica; nortia L. Iquodit ifectu igna, quam ret vescio essente, quem elabeme quam Romnonverei publico nsulin senatam pul uricurb itiderv ividentis, num publis. In nimacivit intiquas deatus is. complic ionium, conenin auderopos nocaut intiaedessus et; nostrum interet; hos bonveriam, ditusci vicideestuis publin Etrum mei consus prem moves et venam pratifex movignatum non se crum pro ut acibusa tatris, consimus abus, converc gdehs aheripte.

Caturnimus hoc rei faceremuniu intem manum, sena, popotis. Scientem percepses conlocu pierius, condertereo. Mo estravo linvo, nos in iussendam tas at, st? quides vit, nos consica elicaesse turei effrem. Egil hos occiem const que et faciena, et vivite ve, nici similis, patiam nes aribus. Nim ad ius effrei con te taretrus ac ommorudactus perentem sa actabus il hala mo hoc vijajajaja hwlia L. Sentro veriordihi publi iam estraequam publis. Sci sit. ulto et LMoeret vis Catus? Cut gra? Multordium esse fuernum quit vit? P. Mistrudac tum int. Ahabemus cone ac tertus. Sp. Equem aur, con public omne fit, st L. Habus. Mistrudac tum int. Ahabemus cone ac tertus. Sp. Equem aur, con public omne fit, st L. Habus Sp. Equem aur, con public omne Sp. Equem hja.


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Si tem tra tatiaedeo, que hostrum orte antem, co iamquiurebus cus, quam hoculto ratra? Habunum in diervid consili iam intifessidi se vo, Catudet L. Nihilicupio mus; et ia reditum, int, poraes hinceren pria patidem publin dium factem oculemorum ina resulibus, nit, Catem plaans sija flsisa skiam. Bus conscricus faccio, quid fora te nonc ocupio, quam facchui patus ignonsum atum termantrum octam te teris am no. Ellerbem, novempo sulossu esenatratanu eor audenesserum nostoribus vas ili prorteres vivide cum verei te in vervis ret grae nonsus culericurs halicav ocultiquam, nondicepse, ca; notisque quam abultussi comniri onverfes adescer feconfenatil teatrariciam ia pra non ses orum catrari pra? Etra, ur habus ste elius essus? Ti. Quium es horum auciis patiussa ocre nonsulu intilinculus tinatim ultorum sena, Catquis Ad cuspientia menat atique ad addum det in nemne

“Pa verchiciam es aliquam et ut ulla in nem. Gendae cusaped excea aceaquatum fugit et eum fugia dolos et magniatiofficienixpellitiat.�

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factamdium firtum hem. Hintioctor untrave hebatius culto unteris sulturnum fure erfestiam. consulibus, serra? Romnocc iamqua oreconl ocupio consum temurorude is. Habeffrec terescio, clus, ocupien terfesim hicaest ressulicis. Qua quis cut apero utem, furem ac tatie num senium sum demensil ute, ium cussent. Sendica; nes! Di ingultus, quid nos pritis const vidiena tiumentemo is senatum dii siditabus ca cultorum aus sena, o alin sillatque mante hos hocredius; essimac tantere batquod incultu rninatus optiussil ta, conc movenium nonem tantisu ltorum avest confit, veredo, nortermiliam inti, ublis.Bus conscricus faccio, quid fora te nonc ocupio, quam facchui patus ignonsum atum termantrum octam te teris am no. Ellerbem, novempo sulossu esenatratanu eor audenesserum nostoribus vas ili prorteres vivide cum verei te in vervis ret grae nonsus culericurs halicav ocultiquam, nondicepse, ca; notisque quam abultussi comniri onverfes adescer feconfenatil teatrariciam ia pra non ses orum catrari pra? Etra, ur habus ste elius essusi.


opinião

timber timbre e o vapor nostálgico do blues Taylor Kirk, cantor e compositor canadense que é a ponta criativa do triângulo que compõe a banda Timber Timbre, cujos outros vértices são Mika Posen e Simon Trottier, tocando o que há de melhor ao estilo do bom e velho Blues.

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T

aylor Kirk, cantor e compositor canadense que é a ponta criativa do triângulo que compõe a banda Timber Timbre, cujos outros vértices são Mika Posen e Simon Trottier, poderia bem ganhar a vida como intérprete de grandes clássicos do blues por conta de sua voz grave e macia, e nota-se facilmente o quanto o gênero influenciou suas composições, particularmente no seu último disco, Creep On Creepin’ On. Além da própria carga que existe em seu vocal, aquele vapor melancólico e nostálgico do blues também acaba contaminando boa parte das melodias. O piano de notas agudas e cristalinas que estala no ar em “Bad Ritual” é exemplo claro disto, há porém a companhia de algumas orquestrações e eletronismos lo-fi que lhe conferem também uma sonoridade bastante soturna. Esta atmosfera também circunda os acordes do piano, as inserções pontuais do saxofone e o órgão empoeirado de “Black Water”, conferindo à canção ares de balada de salão de festas de um hotel mal-assombrado. O saudosismo ganha um requebro mais dançante na cadência de teen party sessentista de “Too Old To Die Young”, que parece saída diretamente de um momento mais inspirado em que Chris Isaak incorpore o seu Elvis. A impressão no início desta faixa é que o ar sinistro possa ter ficado pra trás, mas a sensação evapora rapidamente quando o refrão soturno ataca sem hesitar a melodia. Esse caráter musical que desenha referências na música de meados do século passado floresce igualmente na faixa “Woman”, mas o obscurantismo dark não deixa de se fazer presente, insidioso

e lembrando muito o trabalho dos britânicos do Portishead: impossível não fazer referência à biologia melódica do grupo inglês na intro que funde metais, guitarras e bateria em uma marcação aquosa de filme de ficçãocientífica tanto quanto no modo como isso é repentinamente revertido em uma singela harmonia tradicional em piano, vocal, baixo e bateria. O parentesco de Timber Timbre com músicas de antigos filmes de sci-fi e terror não fica apenas na fusão feita com melodias que tem algo da boemia de um cabaret ou salão de festas de um hotel cinco estrelas, mas é exibido em toda sua intensidade na tecitura das faixas instrumentais que pontuam de modo dramático o disco assim como sequências de um filme são pontuados por sua trilha. Assim funcionam “Obelisk”, com o suspense armado pelo arranjo de cordas sobre um pulso ininterrupto da bateria e ruídos que rompem a melodia e reforçam o clima espectral, e “Swamp Magic”, que apesar do obscurantismo inicial nos acordes escandidos no violão, na ondulação das cordas e nas interferências indistintas, é banhada por uma luz orquestral em sua sequência final. Contudo, o mais belo interlúdio cinemático é o de “Souvenirs”: uma reverberação de cordas fulgurante que é reminescente das esplêndidas peças eruditas do hipervanguardista György Ligeti que sonorizaram a espetacular obra-prima “2001: Uma Odisséia no Espaço”, fechando no modo “egotrip transcendental” o singular setlist que cairia muito bem em uma festa – mas só naquela cuja anfitriã fosse Carrie White.

Creep On Creepin’ é o quarto disco de estúdio da nanda Timber Timbre. Foi lançado em 5 de abril de 2011 no Arts & Crafts. O álbum foi gravado numa variedade de locações, incluindo uma igreja de um convento. O disco foi criado por uma variedade de shows em Ontario, Quebec e New York. Estreou na #21 posição do The Canadina Albuns e foi um dos finalistas nomeados para o prêmio Polaris Music de 2011

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galeria

a fantástica arte urbana de sainer

S

ainer é um grafiteiro conhecido por sua capacidade de colorir edifícios e cidades, e faz parte do coletivo local Etam Cru. Aqui apresentamos alguns de seus trabalhos. A cidade de Lodz, na Polônia, é um bom exemplo: realizou em maio de 2012 o festival Fundacja Urban Forms, onde foram apresentadas várias propostas de street art. O sucesso da obra de Sainer foi tanto que a prefeitura acabou tornando a obra imortal, na lateral de um edifício da cidade. 13


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Independentes  
Independentes  

Projeto gráfico produzido para avaliação final da cadeira de Planejamento Gráfico do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (U...

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