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CHANTAL FERNANDO


DISPONIBILIZADO: JUUH ALVES TRADUÇÃO: CRIS FEITOSA, SITRUCCI, JOELY REVISÃO INICIAL: BYAHZ, SIMONE REVISÃO FINAL: BYAHZ, CAMILA MORAES LEITURA FINAL: EVA FORMATAÇÃO: DADÁ

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Talon tem uma relação complicada com o Wild Dragons Moto Clube. Ele é Presidente do clube rival, os Wild Men, mas também está relacionado a um dos membros – que o odeia. Ele poderia lidar com isso, mas está com problemas em seu próprio clube: alguém está vazando informações e interrompendo os seus negócios, e Talon não consegue encontrar o espião. Então, a última coisa que ele precisa é ainda mais complicação sob a forma de uma bela mãe solteira que é mais ousada do que a metade dos motoqueiros do seu clube.

MAS ELE NÃO TIRA OS OLHOS — OU AS MÃOS — DELA. Tia sempre foi um pouco imprudente, mas também é uma ótima mãe para seu filho. Então, mesmo que pense que Talon é basicamente sexo num pau, quando ela percebe que quer ser mais que apenas uma groupie de clube, tem que levar as coisas um pouco lento. Além disso, uma atração momentânea, não importa quão gostosa, não vale a pena arriscar a felicidade do filho, de qualquer maneira.

EXISTE ALGUMA CHANCE DE TALON SER ALGO PERMANENTE? OU TIA SALTOU ANTES DE OLHAR MAIS UMA VEZ?

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Para o melhor agente do mundo, Kimberly Brower. Obrigado por me empurrar para ser o meu melhor. Eu aprecio vocĂŞ e tudo o que vocĂŞ faz.

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São nossas ações que nos definem. O que nós escolhemos. O que em nós resiste. Aquilo pelo qual estamos dispostos a morrer. -Karen Marie Moning, Bloodfever

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Tia Eu lavo minhas mãos na pia do banheiro e olho no espelho, vejo meu reflexo. Minha maquiagem estava segurando muito bem, não há uma mancha à vista. Viro meu rosto da esquerda para a direita, franzo meus lábios e aceno a cabeça de uma forma que significa que não está de todo mal. Deixo o banheiro, estou olhando em minha bolsa quando esbarro com alguém, alguém com um estômago firme que quase me envia voando para o chão. Talon agarra meu braço, me salvando de uma queda, então me puxa contra ele. — Quão bêbada você está? — Não muito. - Minto, inclinando a cabeça para o lado o estudando. Acabei de conhecer este homem, mas no segundo que nossos olhos se encontraram, senti algo. O quê, não sei, mas alguma coisa. —Por quê? Essa é geralmente a pergunta que um homem decente faz antes que ele beije a mocinha. - Os olhos verdes de Talon dançam com humor. —É isso mesmo? Não sei. — O que, você não sabe? - Pergunto, franzindo a testa. Ele inclina-se mais perto, empurrando meu cabelo do meu pescoço e diz no meu ouvido. —Eu não sou um homem decente.

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Eu coloco minhas mãos em seu peito e o empurro suavemente, levantando uma sobrancelha para ele. —Por que não acho que isso é verdade? —Porque você não me conhece. - Ele responde, tocando suavemente meu rosto com a mão. —Você sabe como você é linda? —Eu sei. - respiro, me perdendo em seus profundos olhos verdes. Ele sorri lentamente, e isso me bate direto no estômago. Meu olhar cai sobre sua boca, e faço o impossível para me impedir de prová-los. —Você é apenas meu tipo, sabe disso? —Um criminoso? Eu rolo os meus olhos. —Dê-me algum crédito. Quero dizer, na aparência. E se Bailey é sua amiga, você não pode ser tão ruim assim. Algo passa sobre seu rosto, mas rapidamente o esconde. Esse homem me deixa muito curiosa. Ele é um motoqueiro, ele é mau. Mas por que sinto que há algo mais aí? —Bailey tem mau gosto... Basta olhar para o Rake. - Talon dispara de volta, rindo da própria piada. —Sim, mas olhe para mim. - eu alego. —Ela definitivamente tem bom gosto para amigos. —Posso ver isso. - diz ele, deixando cair sua mão. —Melhor voltarmos para a mesa antes que eles comecem a perguntar onde estamos. —Slice vai querer saber onde você está? - Provoco, empurrando-o suavemente, minha cabeça girando um pouco. —Gosto de estar um pouco embriagada às vezes. Não o tempo todo. Só de vez em quando. É como se não houvesse estresse ou problemas no mundo por algumas horas. Não tenho que ser adulta. Amanhã, serei adulta, mas não esta noite. — Ser adulto é muito foda, superestimado. - Talon concorda, empurrando meu cabelo atrás da minha orelha. —Você tem que encontrar a felicidade nas pequenas coisas, eu acho. Eu aceno e digo. —Eu nunca pensei que esta era a forma como a minha vida iria acabar. - faço uma pausa. —Em ambos os sentidos, bons e maus. —Isto está ficando profundo, - ele brinca, olhando para o corredor e depois de volta para mim. Eu o pego desprevenido, fico na ponta dos pés e coloco meus lábios contra os dele. Ele primeiro resiste, congelado no lugar,

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mas logo ele me beija de volta, puxando-me contra seu corpo, sua mão movendo-se para minha nuca. O beijo se aprofunda, sua língua encontrando a minha, e eu solto um gemido com a sensação. A mão no peito dele posso sentir minha cabeça ficando mais leve e não é efeito do álcool. Não acho que eu já estive alguma vez tão excitada por só ser beijada na minha vida. Meus mamilos pressionam contra seu peito, implorando por atenção. Gostaria de saber se ele pode senti-los também. Ele chupa meu lábio inferior, puxa para trás e beija-me mais uma vez antes de se retirar totalmente. —Porra. - ele sussurra, lambendo os lábios. —Isso não deveria ter acontecido. —Por que não? - pergunto, desejando que ele parasse de pensar e só voltasse a pôr os lábios nos meus. — Talon... Ele acena a cabeça para o corredor. —Vá, Tia. Eu vou segui-la para a mesa em um segundo. Abro a boca para protestar, mas ele me dá um olhar que diz que ele não está a fim de negociar. Eu poderia achar que é difícil de aceitar um não como resposta, mas eu tenho meu orgulho, então me viro e volto para a mesa sem dar um pio, sem olhar para trás, mesmo que eu queira. E quando ele se junta a mesa, ajo como se nada tivesse acontecido. Como se ele não me deu o melhor beijo da minha vida. Porque se ele não foi afetado, que diferença faz?

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Talon Não consigo tirar meus olhos dela. É uma coisa fodida, realmente. Eu beijei a sua melhor amiga e mesmo que não significou nada, eu sei que não está trabalhando a meu favor. Na verdade, não há praticamente nada acontecendo ao meu favor agora. Eu sou o Presidente do Wild Men MC, um clube com uma história que não me deixa exatamente orgulhoso. Disse a mim mesmo quando assumi, as coisas mudariam, e eu tentei meu melhor para tornar isso uma realidade. O antigo presidente do clube foi o meu padrasto, que passou a ser o pai biológico de um dos membros de um clube MC rival. Quando Rake descobriu a verdade da situação, não foi nada bom. Meu padrasto me criou em vez dele e sua irmã — algo que sempre me senti culpado, especialmente depois de conhecer a irmã do Rake, Anna. Prometi a mim mesmo que eu tentaria compensar, que sempre estaria lá para ela, e até agora, mantive minha promessa. Ela é como uma irmã para mim agora. Por outro lado, Rake, me odeia com paixão. Provavelmente com razão, considerando que nós costumávamos ser inimigos. Os Wild Men e os Wind Dragons sempre tiveram sangue ruim, mas foi trazida à tona quando uma das mulheres dos Wind Dragons, Mary, foi morta por um Wild Men que invadiu seu complexo. Parece que Mary significava algo especial para todos, especialmente Arrow. Quando meu padrasto morreu e me tornei Presidente dos Wild Men, eu queria que as coisas mudassem. Tentei fechar a lacuna

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entre os dois clubes e fizemos progressos, considerando que não tentamos matar uns aos outros à primeira vista mais. Mas, como tudo, é um passo à frente e dois passos para trás com eles. E admito que provavelmente seja culpa minha Rake ainda me odiar. Houve o incidente onde eu convidei a Anna, uma Old Lady WD, e sua amiga Bailey para a festa do meu aniversário no clube. Na verdade, talvez eu seja culpado por ela vir, foi estúpido da minha parte. Eu devia saber. Ah, e eu mencionei que eu também beijei a Bailey, que é agora a Old Lady do Rake e a melhor amiga da Tia? Tia, a mulher que não paro de olhar. Para ser honesto, a razão pela qual eu beijei a Bailey foi para impedir Rake de ser um idiota, e empurrá-lo para reclamá-la. Naturalmente que consegui alguma coisa com isso, um beijo de uma mulher atraente, mas realmente estava curtindo ver Rake trabalhando. Ficando sob sua pele. Eu costumo fazer coisas assim. Minha prima Shayla, que agora é a coisa mais próxima de família que eu tenho além de meus irmãos, sempre me diz que eu gosto de pressionar as pessoas só para ver até onde sou capaz de fazê-lo. Testar as pessoas. Eu gosto de ver se posso manipulá-las a fazer o que quero sem pedir-lhes isso diretamente. Não é uma das minhas melhores qualidades. Estou tentando trabalhar nisso. Eu tomo até o último gole de minha bebida, em seguida, deslizo o copo vazio ao longo do bar. Quando vejo a Tia me olhando, alargando os olhos, eu sei que eu preciso ir embora antes que ela venha falar comigo. Então por que diabos meus pés não estão se movendo? Nada de bom pode vir se nos falarmos. Por que pendurar alguma coisa na minha frente que eu sei que não posso ter? Perda de tempo. A memória de nos beijarmos pisca através da minha mente, me fazendo cerrar os dentes. Sim, ela é muito tentadora, mas ela não é para mim. Eu sei que ela é muito amigável, não o tipo para esnobar alguém que ela conhece. Pelo menos é o que Anna me falou sobre ela, que ela não é uma mulher tímida — ela é mais do tipo tem-quem-ela-quer. Ela não vai se sentar do outro lado da sala e me dar seu melhor olhar sexy, esperando que eu vá me aproximar como algumas mulheres que conheço. Ela é uma lutadora. Já posso dizer isso sobre ela, e eu gosto. Para ser honesto, eu gosto dela mais do que devia e agora não é a hora de me envolver com uma mulher, especialmente uma com laços com o

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Rake e a WD MC. Ela também tem um filho, e que porra eu sei sobre ser um pai? Não, eu não sou um homem tão bom como Rake — que entrou bem no papel de pai para a filha de Bailey, Cara — e eu sei disso, então não adianta fingir. Anna me disse que ele tem sido incrível, e como ele levou a paternidade quase naturalmente. Eu também tenho um monte de coisas acontecendo na minha vida, especialmente com o meu clube, e uma mulher para cuidar não é o que eu preciso agora. Espero mais um pouco antes de eu me forçar a jogar dinheiro sobre o bar e ir para casa. Faço meu caminho para a saída, não fazendo contato visual com ninguém e definitivamente não olhando em direção da Tia. Estou na minha moto quando eu ouço a voz dela. —Nem mesmo um aceno de olá? - ela diz num tom que é uma mistura seca e divertida. Viro-me para olhar para ela e pisco com um sorriso que eu aperfeiçoei ao longo dos anos, aquele que espalha charme e confiança. —Tenho um lugar para ir. —Não temos todos. - Ela murmura vindo e ficando diante de mim. Ela é uma coisa pequena. Delicada. Com seu rosto em formato oval, cabelo loiro claro e olhos azuis, ela tem um olhar etéreo, como um anjo. Quando você dá uma olhada mais profunda em seus olhos, no entanto, eles são afiados e sabendo, mais parecidos como o do diabo. Também sei que ela xinga como um marinheiro, aqueles lábios doces dizendo qualquer coisa e tudo. —Como tem passado Tia? - Pergunto a ela, sabendo que não vai me deixar sair sem alguma pequena conversa, pelo menos. —Bem. - ela diz, estreitando os olhos um pouco. —Como tem passado Talon? Faz um tempo desde que te vi. Não foi assim há tanto tempo. A última vez que a vi foi quando encontrei com ela e Bailey enquanto estavam bebendo uma noite. Eu fiquei, só para ter certeza que chegariam em casa com segurança, ou pelo menos isso é o que digo a mim mesmo. —Ocupado. - respondo o que é um eufemismo. Eu tenho tanta coisa acontecendo agora que o estresse vai me comer vivo. E não é como se Tia e eu andássemos por aí com as mesmas pessoas. Claro, ela tem laços com os Wild Dragons através da Bailey, mas a única pessoa que vejo regularmente é a Anna, e não a tenho visto muito ultimamente. Não tenho muitos fãs no WD MC, especialmente depois do meu aniversário. Mas minha prima

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Shayla não podia estar lá, e Anna é a única outra pessoa que tenho que é como família para mim, além de meus irmãos do clube. —Com quem você está aqui? — Pergunto a ela, surpreso que a mulher com quem a vi no bar não seja a Bailey, ou qualquer outra mulher que vi antes. —Amigos do trabalho. - ela responde, deslocando a bolsa dela no ombro. —Bailey ficou com Rhett para mim, disse que eu merecia um descanso. - Ela diz com os olhos dela sorrindo. —Praticamente me empurrou para fora da porta. Aparentemente 'uma pausa' é o código para uma bebida. Então aqui estou eu, sendo social. - Meus lábios tremem com diversão. Uma coisa que aprendi sobre Tia no pouco tempo que passei com ela é que ela tem um bom senso de humor. —E como é isso para você? —O quê? —Ser social. – digo. Meu olhar correndo pelo seu pescoço delgado. Ela está usando um colar de camurça azul bebê, sexy que é uma mistura de doce e sensual. Me pego querendo suavemente colocar minha mão em sua garganta e trilhar meus dedos pelo seu corpo até eu alcançar o vale entre os seios dela. —É bom sair. - ela admite, e meus olhos pulam de volta para seu rosto. Ela sorri, como se ela soubesse exatamente o que eu estava pensando. Ela dá um passo mais perto de mim e me olha nos olhos. Sei que homens adultos têm muito medo de fazer isso. —Eu gosto da Tavern Knox’s. Você sempre vê um rosto amigável, Reid, Ryan, Summer, e Tag são pessoas incríveis. — Você está deslumbrante, sem maquiagem. - eu deixo escapar, apreciando sua pele impecável e cílios longos. Ela realmente é uma verdadeira beleza, porra, e ela não precisa de nenhuma merda dessas na cara. —Eu vejo algo deslumbrante também. - ela dispara de volta, sorrindo. —Você vê. - eu concordo, principalmente porque eu não sou um idiota. Ela me dá outro sorriso, então e diz: —Prazer em vê-lo novamente, Talon. Ela se levanta na ponta do pé e me beija na bochecha, em seguida, entra de volta no bar sem olhar para trás. Eu toco minha bochecha com meus dedos, imaginando o que seria sentir aqueles lábios em cada parte do meu corpo. Só então meu telefone emite um sinal sonoro com um texto, trazendo-me de volta à realidade. É do Ranger.

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Preciso de você no clube, agora. Eu enfio meu celular no bolso e subo na minha moto. O que diabos está acontecendo agora? Ultimamente tem sido um problema atrás do outro. Volto para o Wild Men Clube e corro para dentro, à procura de Ranger. Acho-o com a mão no pescoço de Lash, assim como Slice, meu braço direito, entra no meio e rasga os dois separados. Slice é um dos poucos homens, juntamente com Ranger, que eu confio totalmente. Nós passamos por muita coisa juntos e sempre temos uns aos outros. —O que diabos está acontecendo aqui? - Pergunto, procurando entre os dois homens. Ranger quase nunca perde as estribeiras, então o fato de que ele está prestes a sufocar Lash até a morte diz um inferno de um lote. Slice finalmente consegue afastar Ranger, e Lash cai no chão, apertando sua garganta ofegando por ar. Ranger se vira para mim, peito arfante e olhos vidrados. — Esta porra está ficando cansativa. - Com esse comentário de despedida, ele sai feito uma tempestade. Eu perco minha paciência, levanto Lash do chão e o jogo contra a parede. —O que diabos foi isso? —Nada. - diz Lash, evitando meu olhar. Os homens não delatam uns aos outros. Eu até respeito, mas porra, isso me irrita às vezes. Eu solto Lash, que olha entre mim e Slice, em seguida, sai da sala. —Por que estavam brigando? Alguma ideia? — Pergunto, olhando para o local que Lash tinha desocupado. Slice dá de ombros, balançando a cabeça. —Não, mas vamos descobrir. Cerro os dentes, sabendo que isso vai continuar na minha mente até eu descobrir o que aconteceu. —Este é um clube de motoqueiros, Talon, não um maldito clube de campo. Lutas vão acontecer, não se preocupe sobre ele. Eles vão resolver isso entre eles. Eu respiro fundo e olho para o teto. —Sim, você está certo. - Não sei por que, mas eu só tenho esse sentimento. Um mau. Como se tudo estivesse prestes a desabar sobre nós. Alguma coisa mudou por aqui, e eu vou descobrir exatamente o que é.

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Tia Quando chego em casa do bar, minha mente ainda está em Talon. É extremamente frustrante sentir algo por alguém, não apenas luxúria e paixão, outra coisa, e não ter o homem em questão fazendo um único movimento, especialmente quando eu sei que ele está interessado. Eu vejo como ele olha para mim, e isso não é meu ser sendo pretensioso ou qualquer outra coisa. Eu posso sentir que ele me acha atraente; está tudo em sua linguagem corporal. Os homens não são difíceis de ler, e tudo o que recebo de Talon é que ele me quer, mas ele não quer. A questão é por quê? Acho que nunca pensei muito sobre um homem, e não sei nem o que pensar sobre ele. Por um tempo eu disse a mim mesma que eu o queria só porque não poderia tê-lo, mas não acho que seja o caso. Só o quero. E esse querer não vai desaparecer. Desde o meu ex, Oliver, estive um pouco isolada com homens. Eu nunca me permiti chegar perto de qualquer um em particular, e mesmo que soe mal, eles sempre eram substituíveis. Mas é diferente com Talon, e eu não consigo explicar o porquê. O que me atrai nele? Por que não consigo parar de pensar nele? Algo dentro de mim reconhece algo dentro dele — é a única maneira que eu posso pensar de explicá-lo. Se houvesse um milhão de homens bonitos em uma sala, ainda correria para ele. Ele me chama.

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—Como foi sua noite? - Bailey sussurra, olhando acima da TV quando entro na sala. Rhett e Cara estão dormindo no sofá ao lado dela. —Boa. - digo tranquilamente, sentando-me aos pés de Rhett. —Jantei com a Sarah, e então depois tivemos alguns drinques na taverna do Knox. Faço uma pausa e olho para minha melhor amiga. —Talon estava lá. Suas sobrancelhas se levantam. —O que aconteceu? —Nada. - eu digo, puxando o cobertor para o meu colo. —Eu só fui e disse: Olá, conversamos por alguns minutos e depois foi embora. —Sei que gosta dele. - ela diz gentilmente, me estudando. —Mas, Tia. —Eu sei, eu sei. Preciso deixá-lo ir; não é uma boa ideia... Blá, blá. eu digo, cortando-a e enviando-lhe um olhar divertido. —É só que... Como pode um homem me fazer sentir mais, com apenas um olhar sem ao menos ter me beijado ou dormido comigo? O som de uma porta de carro se abrindo chama a nossa atenção. — Rake está aqui. - Bailey diz, olhando para porta da frente atrás de mim. — Eu não sei Tia. Se você realmente gosta dele... É só que ele é um motoqueiro, e eles pegam o que querem. Você não pode estar sozinha em querer ficar com ele. Você é uma mulher bonita e eu vi o jeito que ele ficava olhando você naquela noite no bar, mas ele ainda não fez um movimento. Talvez ele não queira um relacionamento. Conversou com ele sobre tudo isso? - eu balanço a cabeça. —Não, eu não vou dar o primeiro passo. Outra vez não. Já vi isso, e não foi tão bom. Eu sorrio e acrescento. — Mas isso não significa que não possa lhe dar um empurrãozinho na direção certa. Bailey começa a rir, cobrindo a mão com a boca para não acordar as crianças. —Rake não vai gostar. - ela diz sua expressão não revelando nada. Ela se levanta, caminha até mim e beija a minha bochecha. —Mas não é a vida do Rake. É a sua. Você tem que viver com as consequências de suas ações, ninguém mais. Olho para o pequeno corpo dormindo ao meu lado. —Exceto Rhett. Se você e todas as outras mulheres podem fazer funcionar com um motoqueiro, porém, por que não posso? Eu sei que todo mundo prefere que eu esteja com um Wind Dragon, mas não posso mudar

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quem me atrai. Além disso, todos sabem que, eu não teria conhecido ele se não fosse você. — Não me lembre. - Murmura Bailey, então caminha até a porta para abri-la quando ela ouve uma batida. —Só cuidado com o que você deseja Tia. Há tantas rotas mais fáceis que você pode tomar. — Eu sei disso, mas as outras rotas são chatas e não vêm num pacote alto, loiro, com olhos verdes e um sorriso de cair a calcinha. Eles não fazem o meu coração acelerar, ou me faz apenas querer estar ao seu redor. Porra. O que está acontecendo comigo? Após Oliver eu disse a mim mesma que nunca iria ficar tão presa a um homem, nunca deixei ter uma vantagem sobre mim. Não há como negar que Talon tem a vantagem superior aqui, talvez eu devesse apenas deixá-lo sozinho. Eu penso sobre a coisa toda, e quando estou perto dele não consigo me controlar. Acho que essa é a chave — não estar perto dele. Fora da vista, fora da mente, certo? Não neste caso, mas eu posso guardar meus pensamentos para mim mesma. E meus devaneios. Foda-se, esses devaneios. Mal posso me concentrar porque minha mente suja só joga todas as maneiras que Talon fará sua primeira jogada e terá seu caminho comigo. Rake entra e diz: Olá, em seguida pega Cara em seus braços. Eu abraço Bailey em um adeus, agradecendo-lhe por cuidar do meu filho. Eu sei que ela não se importa, mas eu nunca tomo como certo. Agora eu vejo menos a Bailey, mas eu não uso isso contra ela. Se alguém merecia um final feliz, era ela. Depois de saírem, carrego Rhett para seu quarto, inclinome e dou um beijo na cabeça dele. —Te amo. - eu digo, mesmo que ele esteja dormindo. Depois de um banho rápido, estou na minha cama, mentalmente planejando tudo o que precisa ser feito amanhã. Não é um trabalho fácil, ser uma mãe solteira, mas seria muito mais difícil se não tivesse as pessoas ao meu redor como eu tenho. Eu sou grata. Não preciso de um homem. Durmo e sonho com Talon novamente. Só que desta vez, ele deixa o bar comigo.

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Bailey me manda uma mensagem no dia seguinte, dizendo que ela está pegando Rhett e Cara na escola, o que significa que não tenho que ir direto do trabalho para buscá-lo. Era mais fácil quando Bailey era minha vizinha, mas mesmo que ela tenha se mudado para uma casa nova, maior, nós tentamos fazer funcionar como costumávamos fazer, principalmente porque Cara e Rhett não gostam de ficar um sem o outro, por muito tempo. Às vezes quando Bailey está trabalhando até tarde, Rake vai pegar Cara, e não parece certo eu lhe pedir para pegar Rhett também, mesmo sabendo que ele não se importa. As coisas mudaram um pouco e vai levar algum tempo para eu me acostumar, mas eu não mudaria por nada no mundo. A verdade é que, sem viver ao lado de Bailey, tive que me tornar mais independente. Ela pode estar apenas a alguns minutos de distância, mas antes, ela estava literalmente ao lado, eu poderia passar por cima da cerca de pijama a qualquer hora do dia ou da noite. Agora, não quero interrompêla, tanto que eu até descobri coisas por conta própria. Vou ao supermercado para pegar algumas coisas para o jantar e, em seguida, vou até a casa da Bailey para buscar Rhett. As duas crianças estão brincando no jardim da frente, com Rake e Bailey sentados nas cadeiras do alpendre observando-as. Rhett e Cara vem correndo ao meu encontro quando eles me veem chegar, esperando por mim para estacionar e sair do carro antes de passar por cima. Abraço meu filho, então Cara, antes de caminhar até a Bailey e o Rake para dizer olá. —Obrigado pela ajuda. - digo a ela, sentando na cadeira ao lado. — Posso levar os dois amanhã. Eu tenho um dia mais cedo. —Você sabe não há problema. - Bailey rebate, alcançando e tocando o meu braço. —Eu amo Rhett, como se ele fosse o meu próprio filho. —Eu sei. - digo, sorrindo gentilmente, voltando-me para assistir as crianças, que estão jogando golfe no gramado. —Não sei por que ele ama tanto o golfe, ou como ele arrastou Cara para amar também, mas os mantém ocupados por muito tempo, não é? —Sim. - Rake diz, rindo. —Eles estão jogando a mais de uma hora. Estamos sentados aqui só vigiando. Perguntei-lhes se queriam jogar futebol, mas ambos disseram que não. Provavelmente é uma fase, como a coisa de Lego. -adiciona. Há seis meses, tudo o que eles queriam fazer era brincar com Lego e construir coisas juntos, mas não pisei em um tijolo de Lego perdido na idade.

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—Você quer algo para beber, Tia? - Bailey pergunta, movendo-se para ficar em pé. —Eu vou te dar algo. —Não, está tudo bem. - digo rapidamente, balançando minha cabeça para o carro. —Tenho mantimentos no carro é melhor ir andando. Te vejo amanhã? Vou fazer o jantar. Bailey me leva até o carro. Chamo Rhett e digo que é hora de ir. —Ele precisa ir? - Cara pergunta, procurando ajuda para a mãe dela. —Sim, mas vai vê-lo amanhã, Cara. - diz Bailey, revirando os olhos. —Na escola e depois da escola. Eu abraço Bailey, dou adeus ao Rake e Cara e então entro no carro. Rhett, senta no banco de trás. —Como foi o trabalho, mãe? - indaga. —Foi ótimo. - minto, olhando pra ele através do espelho retrovisor. Trabalho é trabalho. Eu não adoro trabalhar como assistente de dentista, mas é um trabalho. Um trabalho que eu preciso para pagar o aluguel. — Como foi à escola? —Incrível. - ele responde facilmente, um sorriso iluminando seu rosto. Seus olhos azuis, assim como os meus, ficam animados quando ele me conta sobre o seu dia. Eu me agarro a cada palavra sua, fazendo perguntas quando necessário e pensando comigo mesmo como tenho sorte de ter um filho tão maravilhoso. Chegando em casa, eu cozinho frango com salada de macarrão, em seguida após o jantar vem à rotina do Rhett de um chuveiro, uma história e a cama. Eu tenho que saber se um homem se encaixaria na minha vida de qualquer maneira. Talvez seja melhor eu ficar solteira, para que as coisas não tenham que mudar, para que meu filho tenha todo o meu tempo. Não consigo imaginar o Talon aqui sentado em uma cena tão doméstica, mas, novamente, se o Rake pode fazê-lo, então qualquer homem pode. Eu realmente preciso parar de pensar no Talon, enfim. Assisto um pouco de TV, em seguida, me deito na cama, sozinha. Acho que estou bem com isso.

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Talon Estou indo para a sede quando viro a cabeça para a direita duas vezes. Aquela é Tia parada na beira da estrada ao lado do carro dela? É. Eu volto e estaciono minha moto atrás do seu carro, tiro meu capacete e ando até ela, assistindo com diversão enquanto ela abre o capô e olha para ele. —Tia. - eu chamo, dando o aviso para não assustá-la quando me aproximo. Faz mais de uma semana desde a última vez que a vi, e quando ela levanta seu olhar azul para o meu, tomo um momento para apreciá-la, de seu rosto ao seu corpo. —O que você fez agora? Ela parece surpresa em me ver, alargando os olhos, mas em seguida dá de ombros. — Não faço ideia. Eu não sei nada sobre carros, mas estou presa aqui por cerca de trinta minutos, à espera de assistência na estrada. Ela espia para baixo no motor e suspira pesadamente. Dou um passo atrás dela por um momento, porque agora posso ver que seu short subiu um pouco, deixando-me ver a curva inferior da bunda dela. Minha diversão desaparece e meu pau fica duro ao mesmo tempo. Que porra ela pensa que está fazendo? Em pé aqui, curvando-se com esses shorts de foda-me, onde qualquer homem dirigindo que passar pode ver. Eu olho em volta, vendo os carros passando, todos os homens que estão, provavelmente, azarando ela. Ela está perdida no mundo dela também e não está prestando atenção para

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o que está acontecendo ao seu redor. Ela nem percebeu minha chegada antes, e o barulho da minha moto não é tranquilo. Ela devia saber melhor. Ela se vira e me olha, franzindo a testa quando ela vê minha expressão. — O que há de errado? Eu tensiono meu queixo, me perguntando se eu deveria ir com honestidade ou não. Provavelmente é a melhor política, ou pelo menos foi o que me disseram. —Seus shorts subiram, mostrando sua bunda a cada homem que passa dirigindo. E eu não faço caralho nenhum com ela, o que só me faz ainda mais irritado. Não preciso dessa merda agora. Ela corre as mãos sobre ela por trás e se vira para olhar, fazendo-me gemer. —Relaxa Talon. - ela diz em um tom seco. —Ainda não está mostrando minha bunda. Eles são apenas shorts e eu tenho problemas maiores do que sua opinião sobre a minha roupa. Certo. O carro dela. Provavelmente vai ser caro para consertar. Sei que a Tia é uma mãe solteira e trabalha como assistente de dentista, então eu duvido que ela tenha o dinheiro. —Você sabe que os Wild Dragon possuem uma oficina mecânica, certo? - digo em um tom seco, em pé ao lado dela olhando para o motor. — Tenho certeza de que vão ajudar você. —Tenho certeza que sim. - ela responde, colocando seu cabelo loiro de volta atrás da orelha. —Mas isso não significa que eu vá perguntar a eles. Eu a estudo, querendo saber por que ela não queria que eles a ajudassem. Talvez ela fosse o tipo de mulher que não gostava de pedir favor a alguém, do tipo que gostava de fazer tudo sozinha. O tipo independente. Ou talvez ela só não quisesse depender de ninguém. —Vou dar uma olhada para você e ver o que posso fazer. - Encontrome desejando que nós tivéssemos uma oficina, assim eu poderia oferecer para cuidar dele por ela. Eu me ofereceria para ajudá-la de qualquer forma, cobrindo os custos, mas não acho que ela iria gostar da minha oferta. Infelizmente os Wild Men não possuem quaisquer negócios jurídicos, ou algo que será útil para uma mulher como a Tia, a menos que ela queira uma arma ou algo assim. Então, eu poderia classificá-la para sair.

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—Seu motor provavelmente superaqueceu. - digo a ela enquanto examino. —Se você esperou aqui por meia hora, ele deve ter esfriado agora. Vou verificar os níveis do líquido de arrefecimento1. — O que são eles? - indaga, procurando adoravelmente confusa. Eu sorrio e verifico, me certificando de que não há nenhum vazamento. Para ser honesto, eu só sei o básico quando se trata de carros, mas é o suficiente para ajudar uma mulher bonita quando ela está presa. Inspeciono as mangueiras do radiador se as braçadeiras estão soltas, mas parece tudo ok. —Não há nenhum vazamento, o que é uma coisa boa. - digo-lhe, antes de eu tentar ligar o motor. Eu ouço, e tudo parece que está em ordem com a marcha, mas, novamente, eu não sou um profissional. —Está bom para você chegar onde você precisa ir, mas eu acho que você deve verificar, para estar no lado seguro. Se quiser posso te dar uma carona e pegar um dos meus homens para pegar seu carro e deixá-lo em uma oficina. Eu não sei de onde vem este ato de Mr. Nice Guy2, mas por alguma razão, eu quero ajudá-la. Tenho um fraco por ela, mesmo que eu tente dizer a mim mesmo que não. —Não, está tudo bem. - diz ela, colocando a mão no meu braço. Ela ainda usa aquela sexy gargantilha em volta do pescoço. —Muito obrigado por fazê-lo funcionar novamente embora. Tenho tanta sorte que você estava por perto. Posso sentir o calor de seus dedos através da minha camiseta, e antes de saber o que estou fazendo, eu inclino-me para ela. —Tem certeza? Não é nenhum problema para mim. Por sorte eu tinha terminado meu trabalho do dia, embora eu não saiba se posso chamar ouvir as chamadas dos outros de trabalho. O que faço para Shayla. Ela está com alguns problemas e é meu trabalho mantê-la segura, não importa o quão sangrenta minhas mãos fiquem no processo. Ainda estou pensando sobre a chamada no meu marcador com Vinnie, um dos Wild Dragons que me deve um favor, para ajudar a mantê-la segura, mas não estou pronto ainda. Líquido de arrefecimento: Composto de uma mistura de água destilada com aditivos antioxidantes (previne a corrosão dos elementos metálicos do sistema), anti-congelantes (previne a formação de cristais de gelo quando o líquido atinge aproximadamente 0ºC, e consequente aumento interno de pressão), e em alguns casos mais específicos algicidas (previne o desenvolvimento de algas) ou antibacterianos. Sua função é efetuar a troca de calor, ele ganha calor quando passa pelo motor a explosão e perde calor ao passar no radiador. 2 Mr. Nice Guy é um filme de Hong Kong de 1997, dirigido por Sammo Hung e estrelado por Jackie Chan. Foi filmado em Melbourne, Austrália. 1

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Eu estava planejando voltar para o clube e ter uma cerveja e uma conversa com os meus homens, a necessidade de chegar ao fundo da merda acontecendo lá. Se há uma coisa que não gosto no meu clube, é o uso de drogas pesadas. Erva daninha. Mas qualquer outra coisa, especialmente se envolve uma agulha, é uma grande merda nos meus livros, e ainda não passou a minha atenção que alguns dos homens têm agido estranho como o caralho, mostrando sinais de uso, então parece que eu preciso definir a porra da fronteira para eles novamente. Às vezes me sinto como um pai, porra. —Está tudo bem, Talon. - diz ela, trazendo-me dos meus pensamentos. —É melhor eu ir ou vou chegar tarde para pegar Rhett. —Certo. Ela, na verdade, é um pai. —Dê-me seu telefone. - eu digo a ela, estendendo a minha mão. —Por quê? - ela pergunta, olhando para a minha mão estendida. —Eu vou te dar meu número. Se o seu carro morrer de novo, me dê uma chamada, e eu vou lidar com isso para você. Ela hesita, mas depois me entrega seu telefone. Eu coloco o meu número, clico em salvar, em seguida entrego de volta para ela. —Você joga de cavaleiro de armadura brilhante para todas as mulheres? - ela brinca os lábios se curvando para cima nos cantos. —Não. - eu respondo com honestidade completa, em seguida, acrescento. — Apenas as bonitas. Diversão permanece em seu olhar. Ela me dá um beijo no rosto, em seguida ela entra em seu carro. —Obrigada novamente, Talon! —Sem problemas. - murmuro, observando enquanto ela vai embora. Eu tenho tentado ficar longe de Tia, e eu fui sacaneado quando eu disse que é porque eu não quero balançar o barco com o WD MC. Claro, isso é um problema, mas não é a questão. Ter uma mulher é uma responsabilidade grande porra, especialmente no meu mundo, e eu não preciso de uma fraqueza. Eu não quero gostar dela. Eu não quero dar a outra pessoa potência em cima de mim, e ela não precisa ser envolvida em minha merda. Por ficar longe, eu estou protegendo tanto ela quanto eu. Dando-lhe o meu número não foi minha melhor ideia, mas eu não posso

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exatamente tê-la encalhada em algum lugar. Ela não quer pedir aos WD por ajuda, então talvez ela não vá se sentir confortável o suficiente em me pedir também, mas pelo menos eu lhe dei a opção. Volto para minha moto e vou para o clube, tentando fazer com que a visão de seu traseiro alegre naqueles shorts dê o fora da minha mente.

Quando entro no clube e vejo os homens sentados ao redor com as mulheres sobre eles, decido esperar até mais tarde para chamar a reunião do clube. Deixe-os ter a sua diversão por agora. Eu meio que pretendo reunir mais provas antes de rasgar-lhes o verbo, de qualquer maneira. —Ei, Prez—, Ranger chama quando ele me vê entrar. Ele pega uma cerveja e depois entrega para mim. —Estamos celebrando hoje à noite. —Que porra é essa que estamos comemorando - pergunto, abrindo a cerveja gelada e tomando um longo gole. Ranger olha para o resto do grupo, acenando com a cabeça em direção a Zip, um dos homens mais velhos em nosso MC. —Zip vai ser pai. Os homens se alegram. Eu realmente não acho que isso é um motivo para comemorar, mas eu levanto minha cerveja no ar. —E quem é a mãe? Todo mundo explode em risos, exceto eu, estou sério. Zip não fode nada com seios, e tanto quanto eu sei não está saindo com ninguém. —Uma garota que estava aqui há dois meses. - Ranger me responde, balançando a cabeça. —Carla, é seu nome. Eu nunca ouvi falar de uma mulher chamada Carla antes. Eu sei que algumas mulheres, aquelas que vêm aqui, sempre fazem uma festa. Elas ficam por aqui até que alguém perca o interesse, os homens ou elas, o que ocorrer primeiro. Algumas tentam se tornar Old Ladys, enquanto outras apenas ficam por um bom tempo, tendo a sua descarga de adrenalina ou o que quer que seja. Quem sabe quantas mulheres se acham aqui nesses dias. Carla não deve ter ficado ao redor por muito tempo, ou eu pelo menos teria ouvido falar dela antes. CHANTAL FERNANDO


—Esta é uma celebração ou Zip quer ficar bêbado para que ele possa esquecer que estragou sua vida por não usar um preservativo? - digo baixinho, que somente Ranger pode ouvir. —Definitivamente o último, - responde ele, esfregando a mão no queixo. —Eu acho que vamos precisar de mais bebidas. —Vou mandar mensagem para a nossa melhor esperança. -digo, tirando meu telefone. Temos apenas duas perspectivas no momento, Kirk foi visitar a sua família, de modo que deixa Smith. Eu envio-lhe um texto rápido e deslizo meu telefone à distância. —Nós nunca realmente vamos falar sobre o que essa luta foi na semana passada. Ranger me olha nos olhos, em seguida, para baixo em sua bebida. — Ele estava sendo um idiota de merda. Perdi o controle, fim da história. Se isso for verdade, então que assim seja. Mas não posso deixar de sentir que há mais nessa história. Levanto a minha cerveja para ele, e ele bate a dele com a minha. Zip caminha até mim, e eu lhe dou um tapa nas costas. —Como você está se sentindo sobre a paternidade? Ele sorri, mas não alcança seus olhos. —Carla é uma boa mulher. Estou animado. Não estou ficando mais jovem, sabe? Na verdade, há algo que eu quero falar com você sobre, Prez. Eu concordo. —Claro, mas não esta noite. Hoje à noite nós celebramos, amanhã falamos tá legal? Zip acena, e nós brindamos nossas bebidas juntos. Definitivamente vou ter que manter meus olhos e ouvidos bem abertos, porque alguma coisa aqui não está certa. Mas, por agora, eu vou apreciar esta bebida gelada e tentar ter um bom tempo.

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Tia Eu sento na cama e gemo enquanto acordo de outro sonho sobre Talon. Quantas vezes tenho repetido aquela noite na minha cabeça? Um número excessivo. Então nos beijamos, grande coisa, certo? Não deu em nada, e não vai dar em nada. Eu ainda nem tinha contado a Bailey, ou qualquer outra pessoa sobre o que aconteceu naquela noite. Era um segredo entre mim e o Talon, que me fazia querer saltar sobre ele sempre que eu o via. No entanto, eu o beijei naquela noite, e agora cabe a ele dar o passo seguinte, o que acho que ele não vai fazer. Eu acho que a melhor coisa para mim é esquecer. Infelizmente eu não consigo controlar meus pensamentos ou meus sonhos, mas pelo menos só eu sou testemunha deles. Preparo o café da manhã de Rhett enquanto ele se veste para a escola. Bailey irá pegá-lo esta manhã, o que me dá um extra de trinta minutos para me preparar, então faço panquecas com bacon. —Obrigado, mãe. - diz ele, sentado à mesa com um sorriso largo enquanto sirvo a comida no prato dele. Beijo o topo da sua cabeça. —Você é mais que bem-vindo. —Cara pode vir aqui jogar depois da escola? Talvez possamos trazer o Clover também, — ele pergunta enquanto morde uma tira de bacon. —Vou pedir às suas mães. - digo-lhe, limpando a cozinha.

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Termino quando Bailey chega para buscar o Rhett. Levo-o até o carro, abro a porta para ele e o beijo na bochecha, então digo bom dia para Bailey e Cara. Digo a ela que eu vou pegar as crianças depois da escola e pergunto a ela se Cara pode ficar por um tempo. —Claro. - diz Bailey, sorrindo. —Cara vai adorar isso. Vou vir pegá-la por volta das sete, se isso funciona para você——Parece perfeito. - digo, acenando tchau a todos e depois entro para terminar de me arrumar. Tomo um banho rápido, então amarro meu cabelo em um coque e adiciono alguma maquiagem leve, enquanto eu ainda estou na minha toalha. Depois de me vestir, pego meu carro e vou trabalhar. Eu ainda não levei meu carro para uma oficina, porque não tenho dinheiro para pagar por isso agora. Se acontecer o pior, eu vou pagar com meu cartão de crédito, mas eu prefiro não ficar em qualquer tipo de dívida. Meu cartão de crédito tem um limite baixo e só o uso para emergências. E não me sinto confortável pedindo aos Wild Dragon para cuidar disso para mim. Não gosto de depender de ninguém, e não gosto de pedir favores. Oliver, pai do Rhett, usava isso contra mim. Ele me fazia sentir como se não fosse igual a ele, porque ele era o único que ganhava o dinheiro enquanto eu era uma mãe dona de casa. Ele me ensinou da maneira mais dura que depender de alguém só sai pela culatra; a melhor maneira é ser independente, contando apenas com si mesmo para sobreviver, porque então você nunca vai se decepcionar. Talon foi gentil o suficiente para tentar me ajudar e me dar o número no caso de eu ficar presa, mas provavelmente não o chamaria também. Eu só vou guardar tudo o que puder este mês e então levar o carro para oficina quando tiver o suficiente. Eu ando para o trabalho com um sorriso no rosto, não que eu goste do lugar, mas porque eu sou grata por ter um emprego, especialmente depois que eu dormi com o dentista dono da clínica. Bailey o chama de — Cara de dentista— e não, não foi à decisão mais inteligente que eu já tomei, mas era uma coisa ruim agora fingir que nunca aconteceu. Eu costumava ser muito mais selvagem do que sou agora, principalmente porque estava lutando com algumas questões como o equilíbrio de ser uma mãe solteira. Durante os primeiros anos de vida de Rhett, não andei. Eu só trabalhei e criei meu filho. Eu não tinha interesse real em homens, ainda dói depois de tudo que Oliver me fez passar. Quando Rhett fez cinco anos eu tive meu primeiro encontro desde que ele nasceu. Percebi que eu era na verdade uma mulher muito bonita, e os homens

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estavam interessados em mim. Eu não sabia que teria tantas opções, tantos homens me achando atraente. Foi um impulso de confiança. Desde então, eu realmente não tinha namorado ninguém a sério, mas eu fui a alguns encontros. Eu tinha um pouco de diversão, como uma mãe solteira pode ter como normalmente não saio muito. O que não fiz, é pegar qualquer homem. Depois do meu ex, eu acho que sou um pouco danificada. Posso ser completamente sem emoção, às vezes, não deixo outro homem chegar perto o suficiente para me machucar. É mais fácil — e mais ninguém realmente me chamou a atenção. Além de Talon. Balanço a cabeça para tirá-lo da minha mente - como se isso fosse funcionar, eu começo o meu turno, ansiosa para terminar para que eu possa passar a noite em casa com Rhett e Cara.

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Talon Eu olho ao redor da sala e encaro cada homem nos olhos. —Não tenho muitas regras para o MC, mas não foder com drogas é uma delas, eu disse, tocando meus dedos sobre a mesa de madeira. —Nós fazemos mais do que dinheiro suficiente das armas, não precisamos entrar em drogas. E se alguém está fazendo merda nas minhas costas. Eu dou um olhar ameaçador. — Ou tomar algum tipo de droga pesada, estou dizendo agora que eu não vou ficar malditamente feliz. Alguém tem algo a dizer? Eu sei que eles lidavam com drogas antes de me tornar presidente, mas a maldita merda, porque não vou aturar isso. Eu quero liderar um grupo de homens fortes e poderosos, e não drogados patéticos. Todo mundo permanece em silêncio. —Slice e Ranger, vocês vão pegar o próximo carregamento de armas, na sexta-feira, eu disse, olhando para o novo endereço que eu tinha no pedaço de papel na minha frente. —Leve Rep com vocês desta vez, adiciono, pensando que o homem deve estar mais envolvido. —Eu acho que isso é tudo. O tempo todo que estivemos nesta sala, prestei atenção a todos os homens. Linguagem corporal, suas expressões, sua entrada. Há dois deles que eu estou preocupado com o uso de drogas: Vik e Lash. O fato de que Ranger ainda não explicou o que aconteceu entre ele e o Lash me faz pensar

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que ele também sabe de alguma coisa, mas sei que ele não vai denunciar um irmão. Ainda assim, quando todo mundo sai, peço Ranger para ficar, para que possamos ter uma pequena conversa. Preciso chegar ao fundo disto.

Eu desligo o telefone com Shayla e suas milhões de perguntas e esfrego a parte de trás do meu pescoço em frustração. Sim, eu percebo que a situação com Shayla não é o melhor plano já inventado, mas estou fazendo o melhor que posso com os recursos disponíveis para mim. Por mais que me doa dizer, meu clube não é um lugar seguro o suficiente para minha prima se esconder. Eu confio em alguns dos homens, mas não em todos eles, e não tem como ela ficar aqui com toda a merda acontecendo. Com meu plano de ligar para Vinnie, eu acredito que ela vai estar segura, e mesmo se ela ficar em apuros, confio que os Wind Dragons intervenham se necessário. Um movimento calculado da minha parte, um necessário. Depois de obter a merda fora de Ranger, eu vou para meu outro emprego. Não preciso do dinheiro, mas ensinar os outros a andar de moto é minha paixão, uma que eu faço durante anos. A escola de condução é onde eu tirei minha carteira de moto, e as pessoas de lá são realmente boas. —Ei, Talon, Whitney ronrona no momento em que entro. —Ei, Whit, eu respondo, fingindo que não percebi o tom sensual dela. Eu dormi com ela algumas vezes cerca de dois anos atrás, e agora ela não me deixa esquecer. Eu tinha bebido, e quando fiquei sóbrio tivemos uma conversa sobre isso, e nós dois decidimos que precisávamos parar. —Você chegou cedo hoje, diz ela, inclinando a cabeça para o lado e mordendo o lábio. —Veio me ver, né? Ela deseja. —O trânsito não foi tão ruim como eu pensava que seria, digo, mas a verdade era que apenas queria me afastar um pouco do clube. Eu sei que é ruim, considerando que sou o presidente de merda, mas é a verdade e eu sei que alguma coisa tem que dar, algo tem que mudar para me fazer gostar de ser o líder dos Wild Men novamente. Adoro estar em um MC: é a vida na

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qual eu cresci, e é tudo o que sei. A sensação de saber que você tem a lealdade destes homens, a obrigação, a irmandade, é a melhor sensação do mundo. É uma maldita família, embora disfuncional. É um lugar de aceitação. Mas por que não sinto mais isso como antes? Se os homens soubessem o que eu estava pensando... Um rapaz de dezoito anos entra para sua primeira aula, e apenas me concentro nisso. São às duas horas mais pacíficas.

Quando eu volto ao clube naquela noite, assim que eu entro posso dizer que algo está terrivelmente errado. Os homens estão todos gritando um com o outro, que não é raro, mas a atmosfera é tensa, quase frenética. —O que está acontecendo? Eu grito por cima deles, olhando o Slice e Ranger, os dois homens que sempre posso contar. —Nós tentamos te ligar, Slice diz num tom que tem o cabelo na parte de trás do meu pescoço e braços em pé no final. Todos ficam em silêncio. —O meu telefone estava no silencioso, eu admito, pisando mais perto de Slice e olhando-o bem nos olhos. —O que aconteceu? Slice engole, então acena a cabeça para a sala de estar, para que eu o siga. Ele aponta para o sofá, onde vejo Zip deitado. Exceto, em uma inspeção mais próxima, ele não está lá. Foda. Inclino-me para baixo ao lado dele, verificando o seu pulso, ou pelo menos tento. Ele está morto. —Esfaqueado no peito, Slice diz, esfregando a mão no rosto. Vejo o sangue no peito de Zip, então reúno o máximo, mas não entendo o que aconteceu. —Como? —Nós não sabemos, admite Slice, olhando para baixo para Zip em tristeza. —Lash e eu o encontramos; nós viemos há cerca de uma hora. Só Vik

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estava aqui, mas ele estava dormindo. Precisamos de câmeras instaladas, porque ninguém tem nenhuma ideia do que aconteceu aqui, porra. — Foda-se, eu rosno, de pé e virando as costas para o corpo de Zip. Quem iria querer matá-lo? Ele não tinha inimigos que eu conhecia. Ele não era o mais esperto, ele fodeu ao redor e bebia muito, mas ele não era um homem mau. Olho para Slice pelo canto do meu olho e ordeno, —Quero falar com todos os homens no clube e descobrir o que eles sabem. Se alguém notou algo fora do normal hoje, ou algo que possa ajudar. Eu quero saber os movimentos dele ontem, e quem foi à última pessoa a falar com ele. Verifique o telefone dele. —O que você vai fazer? Pergunta Slice, conhecendo-me bem o suficiente para saber que tenho um plano. —Eu vou encontrar Carla, eu digo com um suspiro. —E dizer que o pai de seu filho por nascer está morto. O bebê vai ser cuidado financeiramente, claro. Eu iria ver isso. E nós precisamos organizar um bom funeral. Foda. Conheço Zip por um longo tempo, desde que eu era um menino, porque ele era amigo do meu padrasto. Eu me viro de volta e olho para ele. Como eu digo a Carla que seu homem está morto, e que ele foi morto dentro de sua própria casa? Sem mencionar que não tenho ideia de quem fez isso. Eu poderia esperar até sabermos mais, mas e se ela tentar entrar em contato com o Zip? Porra, ela só acabou de descobrir que estava grávida. Isto definitivamente vai ser difícil para ela, e eu não sou muito bom em lidar com mulheres emocionais. Na verdade, eu provavelmente vou acabar desajeitadamente batendo-lhe nas costas e desejando estar em outro lugar. Talvez eu devesse levar uma mulher comigo? Gostaria de saber o que a Tia está fazendo agora. Parece que ela seria boa em uma situação como esta. Eu percebo que não tenho o telefone dela; é ela quem tem o meu. Por que é ela a primeira que salta em minha mente de qualquer forma? Não acho que Arrow apreciaria se eu levasse a Anna, e Shayla está atualmente na clandestinidade, essas são as únicas três mulheres que eu me sentiria confortável trazendo comigo. Eu acho que estou preso fazendo isso sozinho. Eu teria que perguntar a um dos homens se eles sabiam onde ela morava, ou pelo menos o sobrenome dela. —Descanse em paz, irmão, sussurro, então minha voz se transforma em aço. —Quem fez isso vai pagar. Eu vou me certificar disso.

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Tia Ando de volta para meu carro depois de deixar Rhett e Cara na escola na manhã seguinte, quando Dean me impede para dizer olá. Dean é o pai de Lucas, um dos amigos de Rhett. Um pai solteiro. Toda vez que ele me vê, ele quer conversar, e ele já me pediu para sair duas vezes, mas não de uma forma simples, mais em uma maneira sorrateira que envolve as crianças também. Ele é um cara decente e parece ser legal o suficiente, mas não estou interessada nele em tudo. Quem me dera que ele entendesse a dica, mas ele não faz. —Você está linda esta manhã, ele diz, me olhando da cabeça aos pés. —Uhh, obrigada, eu respondo, olhando ansiosamente para o meu carro. Era um pedaço de merda, mas agora era meu refúgio. —É melhor eu ir Dean, estou atrasada para o trabalho. —É claro, diz ele, e acho que estou livre, mas em seguida ele acrescenta, — Planos para este fim de semana? —Sim, só passar um tempo com Bailey e Cara. —Talvez Lucas e eu possamos nos juntar a vocês quatro, ele sugere, e fico ali por um segundo, sem saber como sair dessa. —Por que não me dá seu número então podemos organizar algo? Ele pressiona.

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Eu olho para meu carro e deixo escapar, — Realmente estou atrasada. Podemos falar sobre isto outra hora? — Claro, diz ele, sorrindo como se eu tivesse concordado. Eu forço um sorriso e corro em direção ao meu carro, entro e não olho para trás. No entanto, a sorte não dura, porque na metade do caminho ao trabalho, meu carro quebra de novo. Eu percebo que só vou ter que consertá-lo e colocá-lo no meu cartão de crédito. Estou prestes a ligar para a assistência rodoviária quando alguém chega ao meu lado. Desta vez, no entanto, não é Talon. Não, é Sin. O Presidente da WDMC. Ele olha para o carro, então para mim e diz, — Entre no carro. Significa o seu. —Oh, está tudo bem, eu estou bem. Eu tento lhe dizer. —A assistência rodoviária está a caminho. O que é uma mentira, mas eu ia chamá-los. —Tia, ele resmunga, acenando para o seu carro. —Me dê às chaves e entre no carro. Vou buscar alguém para pegar isso e levá-lo para a loja. Venha eu vou te levar ao trabalho. Eu realmente não aceito ajuda, mas recusar apenas vai irritá-lo ainda mais, e me fazer parecer que sou uma rainha do drama ingrata, portanto entrego as chaves e entro em seu assento de passageiro. —Aquele cara Dean estava te aborrecendo? Indaga quando voltamos para a estrada. —Estava deixando o Clover e vi você falando com ele antes de correr para o seu carro como se um cão do inferno estivesse atrás de você. —Ele é só... Um pouco amistoso, respondi, olhando pela janela. —Eu lhe disse que estaria com Bailey e Cara neste fim de semana e ele tentou convidar a si mesmo. —Se precisar de mim para falar com ele, me avise, é tudo o que ele diz. —Ele é inofensivo, eu disse rapidamente, não querendo ou precisando de Sin se envolvendo. Ele vai assustar o pobre homem. Sin é muito intimidante. —A oferta está de pé, ele responde.

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Dou-lhe instruções para o meu escritório, e depois passamos o resto da viagem em silêncio. —Obrigada pela carona, eu lhe disse quando chegamos. —Sem problemas, ele diz simplesmente. —A que horas você sai? —Às quatro. Bailey está buscando Rhett. — Alguém vai estar aqui as quatro para pegá-la, ele diz seu tom não admitindo nenhum argumento. —Está bem, Sin. —As quatro, ele repete, então sorri, mostrando seus dentes brancos perfeitos. —Tenha um bom dia, Tia. Eu estava sendo dispensada. Eu saio do carro e subo as escadas para o consultório odontológico.

—Você não é a única que precisa de uma bebida agora, diz uma voz familiar profunda, sentando ao meu lado. —Uau, está realmente falando comigo? —Eu provoco, avidamente, olhando em seus olhos verdes e cabelo claro. —Gracinha, ele responde, lábio tremendo. —Você está aqui sozinha? Eu balanço a cabeça. —Meu carro quebrou de novo, e Sin enviou Ronan para me buscar no trabalho. Decidimos parar para beber, só que agora ele está paquerando a bartender quente, explico, acenando em direção ao bar. —E ele te deixou aqui sozinha? Talon pergunta sobrancelhas subindo. —Que idiota. Eu rio com isso. —Ele está bem. Eu preciso desta bebida e não me importo se eu tenho que ficar aqui sozinha para consumi-la. — Então chamou Sin em vez de mim para te salvar? Eu tenho que dizer, Tia, isso dói, diz ele, colocando a mão sobre o coração. Eu rolo meus olhos. —Eu estava na estrada e ele parou. Ele não era tão agradável sobre as minhas opções, como você foi.

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Talon sorri os olhos cheios de diversão. —Eu queria te ordenar, mas não achei que você iria responder a isso muito bem. —E você estava certo, eu disse, tomando mais um gole da minha margarita. —Eu não gosto de dever às pessoas. Prefiro eu mesma fazer, sabe? —Você é teimosa, conclui. —Isso também, eu admito, sorrindo ironicamente. —Então por que precisa de sua bebida tão desesperadamente? Ele me estuda por um momento e, em seguida, diz, —Posso confiar em você? —Pode, digo. —O que acontece entre nós, fica entre nós. —Como aquele beijo? Diz ele, me surpreendendo que ele realmente falasse nisso. —Exatamente como aquele beijo, involuntariamente ficando um pouco rouca.

eu

disse,

minha

voz

Ele abaixa o seu olhar para os meus lábios. —Não contou a ninguém? —Não, você contou? Ele balança a cabeça. —Mas eu pensei sobre isso. —Eu também, sussurro. Uau. Esta foi a primeira vez que nós realmente falamos sobre o beijo, e a primeira vez que ele demonstrou interesse real em mim. Sinto que a guarda está baixa agora, por alguma razão ou outra. Eu gosto dele assim, mas tenho um pressentimento de que este é um momento raro, que não vai voltar novamente. —Um dos meus homens morreu, ele diz, girando o líquido no copo dele. —E a namorada dele está grávida de dois meses, e eu tive que dizer a ela. —Porra, eu sussurro, colocando minha mão em seu braço. —Isso deve ter sido horrível, Talon. Sinto que perdeu seu homem, e eu sinto muito que você teve que magoar a sua garota. Não consigo imaginar o que ele está passando agora, e aqui estou tomando uma bebida porque meu carro está sendo consertado por um bando de machos alfas controladores-mas-ainda-amáveis, que não me deixam tomar minhas próprias decisões. Isso realmente coloca minha vida em perspectiva. Estou sendo uma vadia para pessoas que querem me CHANTAL FERNANDO


ajudar, só porque eu prefiro fazer tudo sozinha. Não quero perder minha independência, mas se eu aprendi alguma coisa em minha relação com a Bailey, é que não tem problema deixar alguém ajudar de vez em quando. Isso não significa que eu vou desistir da minha independência. — Merdas acontecem, diz ele, colocando a mão em cima da minha. — Sabe de uma coisa engraçada? — O quê? Pergunto, correndo meu polegar ao longo do dele. — De todas as pessoas do mundo, eu queria te ligar para me ajudar a dizer a ela. Como se a sua presença teria feito a situação mais fácil de alguma forma. Acho que teria sido melhor para consolá-la do que eu. — Tenho certeza que fez o seu melhor, disse suavemente, relaxando quando ouço suas palavras. — Não há nenhuma maneira boa de contar novidades assim. Eu gostei que ele me quisesse lá com ele, para ajudá-lo neste momento difícil. Ele pode não perceber isso, mas significa algo. — Não, ele concorda, olhando fixamente para frente. —Não há. Ela chorou. E lamentou. Os sons que ela fez... Eram de partir o coração. Nem sabia que eles estavam tão próximos, ou algo assim. Quero dizer, nunca a vi antes, mas a dor nos olhos dela. Não sei, acho que agora o filho dela não tem um pai. — Talon, digo, quando ouço a voz dele pegar. — Olhe para mim. Ele olha para mim. — Não foi sua culpa, então não sinta como se fosse. Como ele morreu? Ainda não sei a história, mas eu gosto de pensar que eu sei o tipo de pessoa que ele é. Ele é honesto, se é alguma coisa. Não acho que ele fosse mentir sobre algo assim. — Ele foi esfaqueado, ele responde. — E tenho certeza que vou descobrir por quem. A condenação em seu tom não me deixa dúvidas que ele irá. Pego seu telefone da mesa e abro o teclado. — Nenhuma senha? — Nenhuma mulher para esconder a merda.

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Meu lábio contrai. Eu coloco o meu número de telefone e aperto salvar. — Da próxima vez que precisar de mim, me chame. Eu teria ido com você, você sabe disso, certo? Ele se vira para mim, nossos olhos conectados. —Sim, está bem. —Bom, eu digo, assim que Ronan retorna à mesa. Ele olha Talon por um segundo, seus lábios apertados, mas ele só pergunta se estou pronta para sair. Digo a ele que estou Talon me beija na bochecha e saio com Ronan. Faz o meu coração doer, tudo que Talon me disse. Estas não são coisas que todos os dias os homens têm que se preocupar, mas para Talon e os outros motociclistas, é apenas parte de suas vidas. Eu entendo o que Bailey estava tentando me dizer agora: é outro mundo. Voltei para casa repetindo nossa conversa em minha mente.

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Talon Eu percebo que me arruinei quando olho fixamente para o número dela no meu celular. Estou perto demais. Eu fiz um trabalho tão bom de ficar longe dela, até agora, mas uma conversa real entre nós me tem querendo mais. Os Wind Dragons só agora estão começando a me considerar um aliado, e isso pode balançar o barco com eles. Eu sei que os homens não gostam de mim perto de suas mulheres, e Tia, por associação, está sob sua proteção. Sim, eles não confiam cem por cento em mim, mas eles irão com o tempo. E eu quero. Eles são um poderoso MC, e eu seria estúpido de não os querer ao meu lado, para não mencionar, faria minha amizade com Anna um inferno de muito mais fácil. Rake, no entanto, ainda me odeia por suas próprias razões, razões que estão além do meu controle, e ele não vai gostar de eu estar em qualquer lugar perto da melhor amiga da sua Old Lady. Está bem, o sequestro de Anna estava no meu controle, mas eu ser criado por seu pai biológico não está. Se Anna pode me perdoar, não sei por que Rake ainda tem isso para mim. Vejo Anna como uma irmã, e Rake pode ser como um irmão se ele alguma vez se permitir. Sem pensar nisso, mando um texto para Tia. Você pegou seu carro de volta?

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Sim, eu não era de mensagens suaves, ou qualquer coisa assim. Nem sei por que estou mandando mensagens para ela. Por que eu não quero ficar longe? Acho que a pergunta mais importante é, por que não posso ficar afastado? Estou sendo egoísta, querendo ela quando eu sei que ela está melhor sem mim, longe dos Wild Men. Ainda assim, quando ela responde, não posso ajudar, mas sorrir. Estou sorrindo para uma mensagem de texto de merda. Nenhum Olá? Sim. Tudo está voltando ao normal. Como está, Talon? Olá, eu digito. Eu estou bem... Foda-se. O que vai fazer amanhã? Eu apago a última linha. Não posso vê-la amanhã. Amanhã estarei rastreando alguns dos homens que estão atrás de Shayla. Neste mundo, às vezes é matar ou ser morto. Não gosto de tirar a vida, mas eu vou fazer isso para salvar aqueles que eu me importo, e eu não vou me sentir culpado por isso depois. Eu adoro a Shayla, e ela não pediu isso. Cabe a mim cuidar dela, e eu vou fazer isso de qualquer maneira. Estes homens não são inocentes, nem suas próprias mãos são limpas. Isso não justifica, mas ao mesmo tempo alivia a minha consciência. Estou aqui sempre que quiser falar. Porra. Outras mulheres me enviam nudes sem me perguntar e ela está aqui me oferecendo um ombro para se apoiar. Ela é uma das boas. Obrigado. Agradeço por isso. Eu estou aqui para você também. Eu olho meu teto, de onde eu estou deitado confortavelmente em minha cama. Quando ouço uma batida suave na porta, ignoro. Não estou interessado em qualquer das mulheres aqui no clube, à procura de um

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motociclista para satisfazer. Não faço sexo há algumas semanas agora. Não sei o que está errado comigo; é como se estivesse preso em um barranco. Ou como se estivesse pronto para algo novo, o passado não me satisfaz mais, e nem o presente. Estou surpresa que você citou o beijo... Eu estava começando a pensar que era fruto da minha imaginação. Eu cobri meus olhos com o braço. A menção do beijo só caiu da minha boca, eu nunca tive a intenção de falar sobre o assunto. Eu estava em um lugar vulnerável, depois de lidar com a tristeza e raiva da Carla sobre a morte do Zip, e eu não estava pensando no que eu estava dizendo. Eu estava aberto e desprotegido por aquele momento, e Tia só passou a ser testemunha. Não gosto de mostrar fraqueza, porque ela sempre pode ser usada contra você. Embora ela não possa saber em minha opinião isso é o que eu mostrei a ela. Estou surpreso que eu falei, também. Ai, ela responde instantaneamente. Isso não significa que eu não penso o tempo todo porra, eu respondo a ela, encolhendo no quanto de uma buceta eu pareço. Decidi que é mais seguro me afastar do telefone, eu o coloco no silencioso e deixo na mesa ao lado da minha cama. Eu não acho que eu já mandei uma mensagem para uma mulher na minha vida só para uma conversa casual. As mensagens que mando normalmente estão dizendo para elas virem para o sexo, ou algo nesse sentido. Não que eu brinque muito, porque eu não, mas eu tenho necessidades que muitas mulheres estão dispostas a saciar. Em comparação com alguns dos outros homens no clube que têm mulheres diferentes todos os dias, eu sou praticamente um santo. A versão de Wild Men de um santo de qualquer maneira. Eu tremo novamente, percebendo que comparado a um homem comum, isso não é de todo muito santo. Há outra batida na minha porta. Eu gemo e rolo na cama, enterrando minha cabeça debaixo do travesseiro. Olhos fechados finjo que é uma mulher que só me quer. Não alguém que se importa com o que ela receba,

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enquanto ela é bonita e uma motociclista e não uma que só quer foder o Presidente dos Wild Men. Uma mulher que me quer por mim mesmo, porque temos algum tipo de conexão, algum tipo de atração. Finjo que é Tia.

Quando meu telefone tocou dois dias depois, eu respondo sem olhar para o identificador de chamadas. —Sim? —Ei, ela diz, fazendo meus olhos alargarem. —Tia? —Sim, ela responde, soando divertida. —Então estou meio em apuros e queria saber se sua oferta de ajuda ainda está de pé. —Sim, claro que sim, eu digo, pausando a filmagem da câmera que eu estava assistindo. —Onde você está? —Na minha casa. —Nenhum trabalho hoje? Pergunto quando eu me levanto e caminho através do clube. —Dia de folga. —Ok, bem me dê quinze minutos e eu estarei aí. Eu já sei onde ela mora, porque eu deixei as garotas em casa na noite que Tia me beijou. É bom que ela me chamasse e mais ninguém, sabendo como ela se sente pedindo ajuda. Estou surpreso que ela não tentou consertar o carro sozinha. Vou levar para consertar e cobrir os custos, não me importa com o que ela tem a dizer mais sobre isso. Eu pego minha moto e vou direto para a casa dela, estaciono na grama. Eu caminho até a porta da frente e faço uma pausa antes de bater, me perguntando exatamente o que acho que eu estava fazendo aqui? Mas ela pediu minha ajuda, que é uma grande coisa para ela, e não há nenhuma maneira que eu vá embora. Consigo me controlar perto dela por algumas horas. Não é como se eu não tenho autocontrole, nós não vamos

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acabar porra em seu banco de trás, ou qualquer coisa. Bato três vezes, e ela leva alguns segundos para abrir a porta. Ela está linda. Ela está vestindo aqueles shorts malditos novamente, e a gargantilha que sei agora é uma parte da sua aparência diária. Ela está usando um top delicado, um branco que mostra os ombros dela. Eu acho que eu posso ver os mamilos dela através do material, mas pode ser minha imaginação hiperativa. —Você veio, diz ela, abrindo a porta. —Bem, eu te disse para me chamar se seu carro quebrasse novamente, digo a ela. —Eu pensei que os Wind Dragons o tivessem consertado, embora? Ela abre um sorriso e diz, — Eu nunca disse que isso era sobre o carro. —Oh, eu disse, estreitando meus olhos para a pequena atrevida. — Então com o que você precisa de ajuda? Olhei para baixo de seu corpo, mais uma vez. Se ela precisa de ajuda com isso, não há nenhuma maneira no inferno que eu posso dizer não. Eu a queria por muito tempo, e aqui está ela na minha frente, olhando perfeita demais para ser verdade. Ela está sem maquiagem, e em minha opinião ela é muito mais bonita assim, natural. Nem todas as mulheres podem fazer isso. —Bem, ela diz, dando alguns passos para frente. —Meu ar condicionado tipo não liga, e eu queria saber se você poderia olhar. Eu engulo seco, meus olhos nunca saindo dela. Ela fica parada, esperando meu próximo passo, e eu sei que desta vez ela não vai dar primeiro. Da última vez, ela me beijou, e então eu agi como se fosse um erro, algo que nunca poderia acontecer novamente. Eu não deveria beijá-la agora. Eu tenho a merda com meu clube acontecendo, estou trabalhando em salvar Shayla e Rake vai perder sua merda por causa disso. Mas de certa forma, é por isso que preciso tanto. Algo para mim, só meu. Algo que eu quero, preciso, sem pensar na opinião de ninguém mais. Foda-se todos os outros. Às vezes eu mereço ser feliz também e agora nada mais parece estar interrompendo. Eu levo um passo em frente e toco sua bochecha com minha mão direita. —Tem certeza de que não está trabalhando? —Por que mais eu diria para vir? Ela diz, levantando a sobrancelha.

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—Talvez porque você queria algo mais, eu disse meu olhar abaixando até seus lábios carnudos. —Talvez você esteja me pressionando para eu tomar o que eu quero. —Eu não deveria ter que empurrá-lo para fazer qualquer coisa, ela dispara de volta, lambendo os lábios. —Eu sei, eu sussurro. —Mas é complicado. —Sempre é. Eu me inclino para baixo e lasco minha boca na dela.

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Tia Então, tecnicamente, me enganei. Embora eu não o beijasse primeiro, eu o convidei aqui sob falsos pretextos. Eu não sabia o que aconteceria exatamente, mas eu queria vê-lo, passar mais tempo com ele. Desde que tive o dia de folga, eu estava sozinha em casa e não parava de pensar nele, então eu simplesmente liguei para ele. Só queria ele, de qualquer maneira, forma, ou formato e agora ele está aqui, sua boca inclinada na minha, me dando mais daqueles beijos que tenho sonhado desde que provei o primeiro. A outra mão pousa nas minhas costas, me trazendo mais perto para ele como se não fosse o bastante. A língua mergulha na minha boca desse modo perito dele, me fazendo gemer—implorando por mais. Ele me guia quando eu ando para trás até a parte de trás das minhas pernas atingem o sofá, em seguida, ele me vira e se senta no sofá, me levantando, assim eu estou o montando, tudo com a boca ainda na minha. Impressionante. Estou praticamente sentada em seu pau duro, sentindo-o pela primeira vez. Incapaz de me controlar, eu môo contra ele, e desta vez é ele que geme. Ele puxa os lábios longe da minha boca e me olha com um olhar de tal luxúria que eu o beijo mais profundamente, mostrando a ele sem palavras que ele não está sozinho nessa, que ele me deixa tão louca, e que eu não me canso dele.

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Eu agarro a barra da sua camiseta e começo a tirá-la. Ele vira para tirar o resto do caminho, revelando a pele lisa e bronzeada. Levo minha mão em seu estômago, que é duro como uma rocha, como veludo sobre o aço. Esta é a primeira vez que vejo seu corpo, e é muito incrível. —Uau, eu falo sem pensar. Ele percebe e sorri para mim, seus olhos pesados e fechados, escondendo um pouco da sua beleza verde de mim. —Estamos fazendo isso? Indaga, em pé comigo em seus braços. Ele é tão forte e viril. É tão excitante. Eu não sou uma mulher forte, eu sou muito pequena, mas nunca tive um homem me levantando assim antes. —Sim, digo, beijando seu queixo. —Onde está o seu quarto? Eu aponto para o corredor, mesmo que ele não possa ver onde eu estou apontando. —A primeira porta à esquerda. Ele entra no meu quarto, abrindo a porta, em seguida, bate fechada atrás de nós. Não presta atenção em nada no meu quarto, ele delicadamente me coloca para baixo sobre os lençóis brancos. Ele desfaz o botão dos meus shorts, então puxa para baixo, resmungando algo sobre estes shorts malditos. Ele joga-os no chão, em seguida, me puxa para tirar o meu top. Quando isso também está no chão, ele chega por trás e abre o fecho do meu sutiã, deixando cair para frente. —Linda, ele murmura, esfregando o polegar dele através de um de meus mamilos antes de me empurrar para baixo em cima da cama e retirar minha calcinha preta. Levanto os quadris e depois deito nua, enquanto ele me olha da cabeça aos pés. Eu deveria me sentir envergonhada, mas não estou. Meu corpo não é perfeito, mas sou eu. Eu prefiro que ele veja tudo o que sou agora, para que eu possa saber se é suficiente para ele antes de ficar ainda mais ligada. Suas calças são as próximas a saírem, e é minha vez de vê-lo. Ele é perfeito, é claro, mesmo com as cicatrizes nas costelas, que parecem que foram feitas por uma lâmina. Alto e magro, ele não tem gordura alguma; é tudo músculo duro. Ele está coberto de tatuagens, algo que me encontro muito atraída. Ele encontra-se em cima de mim, mantendo o seu peso em mim, então me beija suavemente. Estou eufórica com a sensação da pele dele pressionando contra a minha, e eu apenas fecho meus olhos por um segundo, apreciando a sensação. —Tia, ele diz suavemente.

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—Sim? —Olhe para mim. Eu abro os olhos preguiçosamente e vejo seu olhar intenso. —Vou pegar uma camisinha na minha carteira. Não se atreva a se mexer. Ele move-se de mim, e não pude deixar de provocar. —Sempre mantêm lá para uma emergência, hein? Ele olha acima e sorri enquanto ele traz o pacote à boca, rasgando-o com os dentes. —Eu gosto de estar preparado. —Bom saber, eu murmuro, observando enquanto ele desliza ao longo de seu comprimento. Não sei como ele consegue ficar sexy, mas ele faz, porque eu não consigo tirar os olhos do seu pau enorme. —Você deve se orgulhar dessa coisa, eu deixo escapar, o fazendo rir, o que faz o seu pau tremer. Eu tento não olhar, mas vamos lá, como se eu pudesse me ajudar. —Se você está rindo não devo estar fazendo meu trabalho direito. Eu sorrio, pensando que o meu método de sedução certamente poderia fazer uma atualização. Ele deita de volta em cima de mim, sorrindo. —Estou rindo, e eu ainda estou duro como uma rocha de merda, querida. Confie em mim, isso é novidade para mim. Ele faz uma pausa para aconchegar minha bochecha. —Em um bom caminho. Esta era sua primeira vez rindo durante o sexo? Então ele desliza a ponta dentro de mim, e minha réplica é perdida em meus lábios, todo o humor fugindo da situação, porque agora só o quero dentro de mim, me fodendo como se eu fosse sua. Ele empurra dentro de mim o resto do caminho em uma pressão suave e perco todo o pensamento coerente. Ele puxa o cabelo do meu rosto e me olha nos olhos. —Como estamos? —É incrível, não pare, exijo, levantando meus quadris acima, silenciosamente, dizendo-lhe, por favor, para mover a bunda dele. —Quer lento? Indaga, movendo-se dentro de mim, profundo e lento. —Ou você quer forte e rápido? Eu queria tanto, porque eu sou gananciosa assim. Neste momento quero duro e rápido, então lhe digo isso. Ele faz o que peço, beijando-me profundamente e me fodendo duro ao mesmo tempo,

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bate em todos os lugares certos. Dirijo as minhas mãos para baixo de suas costas com o rastro de seus lábios no meu pescoço, chupando e mordendo. Estou no céu. Ele puxa para trás para levantar as pernas sobre seus ombros, em seguida, continua a deslizar para dentro e para fora. Ele coloca o dedo na minha boca e eu o chupo duro, seus olhos escurecendo quando ele olha para mim. Em seguida, ele acaricia meu clitóris, fazendo com que minhas coxas mexam. —Puta merda, sussurro, sentindo meu orgasmo me assustar. Talon observa meu rosto enquanto gozo, e eu só posso imaginar as caras que eu faço, mas a própria expressão é tão excitada que não me importo. Onda após onda de prazer me bate e eu grito fora de mim para aqueles poucos momentos, a sensação indescritível. Quando eu volto a mim, Talon me beija duro enquanto ele se une a mim, gozando dentro de mim. Quando ele termina, se inclina e sorri para mim, uma vez mais brincalhão. —Nós devíamos ter feito isso muito antes, ele diz, fazendo-me sorrir para ele. —De quem é a culpa? —Já apontando dedos, hein? —Sempre, eu disse minha voz carinhosa quando eu corro minhas mãos pelo seu cabelo louro branco bagunçado. Ele acaricia a curva entre meu pescoço e meu ombro, enterrando seu rosto, enquanto eu envolvo meus braços ao redor de seu corpo. Ficamos assim por alguns momentos, só curtindo estar nos braços um do outro. Eu sei que não é muito tempo até que a realidade entre em ação, mas só quero estar com ele assim enquanto eu puder. —O que está fazendo comigo? Ele murmura sob sua respiração, puxando para trás e deslizando fora de mim. Ele vai para meu banheiro para se livrar do preservativo, enquanto eu me enrolo no meu lençol. Quando ele volta e me dá um sorriso, eu respiro um suspiro de alívio. —Chega para lá, ele diz, então eu dou mole, dando-lhe algum espaço na borda da cama. Ele tira um pouco do lençol de mim e, em seguida, me puxa em seus braços. Eu descanso minha cabeça em seu ombro e espero por ele falar. —Rake e seus irmãos não vão ficar felizes com isso, ele começa, e pelo seu tom, eu não posso dizer se ele gosta ou não.

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Levanto minha cabeça e olho nos olhos dele. —É por isso que você está evitando esta —eu ia dizer conexão, mas não quero assustá-lo— atração? — Uma das razões, diz cuidadosamente. —Há algumas.

ele,

suspirando

e

me

estudando

—Esclareça-me. —Sou um motociclista, você tem um filho, e não é exatamente o estilo de vida mais seguro, ele começa, e eu aceno para ele continuar. —Sim, há Rake. Bailey é sua melhor amiga, e lá vai ser um inferno para lidar com o que há. — Por que mesmo ele te odeia tanto? Pergunto, não conseguindo segurar. —Muitos motivos, diz Talon, soando subjugado. —Eu também tenho um monte de merda acontecendo no momento. Acho que o momento não era bom, e eu estava esperando até que fosse. — E agora? Pergunto. Ele só ia voltar a ficar longe de mim depois disso? Ele não me fez promessas, para eu não estar chateada, decepcionada. Eu não sou uma mulher que dorme com um homem e, em seguida, espera que ele fique. Dormi com ele porque quis, não porque havia condições associadas a ele. —E agora, ele sussurra, rolando, então ele está em cima de mim de novo. —Quero você novamente. Ele me beija, me fazendo esquecer minhas perguntas. Depois adormeço, e quando acordo, ele se foi. Eu acho que isso responde as minhas perguntas.

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Talon Eu telefonei para Tia novamente, mas ela não atendeu. Eu quero ir a sua casa para explicar o que aconteceu esta manhã pessoalmente, mas eu sei que seu filho vai estar lá. Quando recebi uma ligação hoje de manhã dizendo que havia um problema com o carregamento de arma, tive que sair para resolver o problema. Não queria acordá-la, então eu a beijei e sai em silêncio, dizendo a mim mesmo que iria chamá-la e explicar que eu tive que sair, não que eu a abandonei depois de trepar com ela. Embora já que ela não está atendendo ou respondendo às minhas mensagens, é provavelmente o que ela pensa. Não acho que eu já chamei uma mulher e ela me ignorou antes, então isso realmente não cai bem em mim. Ela já está começando a jogar jogos? O pensamento me irrita. Por que ela não atende ao telefone e me deixe explicar? Eu ando ao redor do meu quarto, me perguntando se eu deveria casualmente aparecer lá. Já tomei minha decisão do que fazer, quando meu telefone toca.

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Quando eu finalmente a vejo, são 20:00, dois dias mais tarde. Depois que o guarda-costas de Shayla ligou, eu tive que resolver algumas coisas, ou homens, o que fosse, e só acabei de voltar à cidade. Eu sei que ela vai ficar chateada comigo aparecendo em sua porta, mas ela não atendeu ao telefone, e não há nada que eu poderia fazer. Eu sei que é tarde e eu não quero falar na frente do seu filho, mas eu acho que ela pode sair na porta ou algo assim. Se ela queria evitar isso, ela deveria ter respondido a merda do telefone. Ela deve ter ouvido o barulho da minha moto, porque ela abre a porta da frente e voa mim, descalça e vestida de pijama, que consiste em shorts e um top. Ela é adorável, mesmo com aquela expressão de merda no rosto. Eu tento esconder minha diversão quando ela para em frente da minha moto. —O que você está fazendo aqui? Indaga, olhando para mim como se eu fosse louco. —Rhett está aqui! Ela faz uma pausa. —E você é um idiota! Saio da minha moto, minhas botas pretas parando em frente aos seus dedos dos pés pintados de azuis. Levanto seu queixo com meu dedo indicador, deixando-a em silêncio enquanto eu olho em seus olhos. —Eu tive que sair porque eu recebi um telefonema, os homens precisavam de mim. Não queria ir. Eu não estava nervoso e eu claro como porra não fugi. Tentei te ligar para explicar, mas sua bunda teimosa não atendeu. — Eu não ouvi de você em dois dias de merda, sussurra, colocando a mãos em seus quadris. —Seus homens precisaram de você por dois dias? Parece que você conseguiu o que queria e agora está bem. — Me parece que se você pegasse seu telefone eu poderia ter dito que eu tinha saído da cidade para cuidar de alguns negócios. Eu disse, tentando ficar calmo enquanto ela lança atitude em mim. —Eu, literalmente, vim direto para sua casa, Tia. Deixei uma mensagem de voz explicando tudo, mas acho que você não ouviu isso também? — Eu nunca verifico meu correio de voz, diz ela, estremecendo. — Como eu ia saber? —Isso é porque nós fazemos essa coisinha chamada nos comunicarmos, digo, querendo tanto beijá-la. E talvez sacudir ela um pouco. —Oh, ela diz, suavizando sua expressão. —Sim, Ah. Por que diabos não atendeu minhas chamadas?

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Ela muda de pé, olhando para baixo antes de responder. — Honestamente, eu acho que eu só estava assumindo o pior. Pensei que você ia dizer que foi um erro... —Agindo como eu fiz depois do beijo, suponho, me sentindo como merda. Sim, tinha evitado após aquele beijo e lhe disse que foi um erro. Não admira que ela pense que eu faria de novo. —Eu disse a mim mesma que eu não ficaria com raiva mesmo se você, mas... acho que queria ser diferente para você. — Diferente? — Do que as outras mulheres, ela tenta explicar, encolhendo os ombros. —Eu sei. É estúpido. —Nada que você diz é estúpido, digo, colocando seu rosto em minha mão, então olho em direção a casa dela quando vejo Rhett olhando pela janela, me dando um olhar semelhante ao que a mãe dele estava me dando momentos atrás. —Seu filho está nos observando, então é melhor eu ir. Quando posso ver você novamente? Posso pegar você para jantar amanhã à noite? Ela olha atrás dela e, em seguida, volta para mim. —Como um encontro? —Exatamente como um encontro. —Eu gostaria, ela diz, sorrindo. Eu quero beijá-la, mas o filho dela está assistindo, então eu preciso estar no meu melhor comportamento. —Eu vou te buscar as sete. Já andou na parte traseira de uma moto antes? — Não, ela diz, me fazendo sentir todo quente por dentro. —Bom, eu respondo, meu olhar abaixando até os seus lábios. — Porra, eu quero te beijar tanto. —Amanhã, ela diz me dando um sorriso sedutor e virando a cabeça para dentro. Eu cruzei a linha e agora não há volta. Eu tentei ficar longe dela, eu fiz, mas agora chegamos longe demais. Agora é só avançar, e lidar com tudo o que for jogado para mim para ter esta menina, para conhecê-la e ver se ela é o que eu acho que ela é. Minha. CHANTAL FERNANDO


Ela se encaixa na parte de trás da minha moto como se pertencesse ali. Com os braços em volta de mim, seu rosto pressionado contra as minhas costas, dirijo até o restaurante que escolhi especificamente para levá-la hoje à noite. A comida é boa, mas mais do que isso, é particular e seremos capazes de falar. Eu quero conhecê-la. Eu sei que leva tempo, mas temos que começar por algum lado. Eu a ajudo a sair da moto e seguro a mão dela enquanto caminhamos para o restaurante italiano. Eu abro a porta para ela, querendo saber quando me tornei um cavalheiro. —Este lugar é bonito, ela diz, olhando ao redor. Ela parece tão sexy em seus jeans apertado preto e a blusa branca, e não posso deixar de olhar para baixo para o rabo dela algumas vezes. Está bem, então talvez eu não seja tanto um cavalheiro. —É o meu favorito. Eu admito a ela, levando-a para a minha mesa habitual com uma mão na parte inferior de suas costas. —Ei, Talon, Rio, o proprietário, diz. Ele olha para a Tia e amplia seus olhos. —E quem é esta? —Ei, Rio, eu digo, entregando a Tia um menu. —Esta é a Tia. Tia, esse é o Rio. —Olá, ela diz, sorrindo para ele. —Muito prazer. —Esta é a primeira vez que Talon traz uma mulher aqui, ele diz, pegando na mão dela e beijando, me fazendo cerrar os dentes. —Você é muito linda, Tia. —E agora você sabe por que, sussurro, pegando a mão de Tia longe dele. Ela só ri, achando tudo divertido, mas realmente quero dar um soco na cara dele por ter beijado uma parte dela que eu ainda não. Se não soubesse que ele é gay, poderia ter feito exatamente isso. Conheço o Rio há anos. Na verdade, fomos à escola juntos, então ele me conhece muito bem. Seus hobbies incluem me irritar de propósito, mas acho que é isso que amigos fazem. Eu sou aquele que lhe deu o dinheiro inicial para este lugar, e sua comida é incrível, por isso minha frequência. Ele está certo, porém: nunca trouxe uma mulher aqui antes. Não vou pensar demais por que exatamente trouxe a Tia aqui no nosso primeiro encontro. CHANTAL FERNANDO


—Avise-me quando vocês dois estiverem prontos para pedir, diz ele, batendo em meu ombro enquanto vai embora. —Ele parece legal, ela diz, abrindo o menu e começando a escolher. —Ele é definitivamente algo, murmuro, assistindo as suas expressões enquanto ela lê o que está no menu. —Então você vem muito aqui? —Você poderia dizer isso. —O que você normalmente pede então? Ela pergunta, olhando para cima, em mim. —Tudo parece bom. —Eu normalmente peço a Carbonara, digo a ela, nem mesmo me incomodando em olhar meu cardápio, conheço tão bem. —Mas está tudo bem, tome seu tempo e escolha o que quiser. Ela coloca o menu para baixo e me estuda. —Eu tenho que admitir, nunca pensei que esse dia chegaria, quando você me convidaria para sair em um encontro. Ela faz uma pausa. —Isso é algo que você faz muito? Eu inclino meus braços na mesa, meus lábios se contraindo do início de seu interrogatório. —Acho que a última vez que fui à um encontro estava no colégio. Eu estava provavelmente com dezesseis anos. Regina Belle. Ela me deixou ir à terceira base naquela noite. — Oh. — Sim, oh, eu digo, me sentindo divertido. —Quando foi à última vez que você foi a um encontro? Ela inclina a cabeça para o lado, considerando. —Talvez há três meses. —E como é que foi? Pergunto curioso e também com um pouco de ciúmes. Não sabia que ela tinha tido um encontro tão recentemente. —Bem, ela diz, inclinando-se em sua cadeira, uma expressão estranha no rosto. —Eu o conheci online. Ele me disse que era um carpinteiro, mas ele na verdade era desempregado e somente fazia móveis quando precisava de dinheiro para erva. Ele também me ofereceu um Valium, então eu não fui muito bem. — Soa como um vencedor, digo, sufocando a vontade de rir. — Namoro online? Não tem muitos homens em cima de você na vida real?

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— O mundo dos encontros mudou agora, ela diz, me observando. —E não para melhor. Namoro online lhe dá um espectro mais amplo, e não sei, acho que eu estava entediada, tão ruim quanto parece. Não pensei que encontraria o amor da minha vida, mas eu estava um pouco... —Esperançosa? Introduzo. Ela sorri seus olhos ficando mole. —Sim, esperançosa, acho. Embora aquele encontro quebrou a esperança. —É muito fodido dizer que estou feliz que o encontro não correu bem? Eu deixo escapar. Seus olhos azuis dançam com humor. — Não, não, não é. —Bom, porque eu estou feliz. Eu disse, sorrindo. —Sua perda. Ela balança a cabeça e reabre o menu. —Eu vou querer a Carbonara e um copo de vinho tinto. —Realmente, eu murmuro, chamando o garçom. —Confia tanto em mim, hein? —Eu faço, diz ela, acenando. —E é melhor você não estragar essa confiança, Talon. É melhor o macarrão ser delicioso pra caralho. — Sem pressão então, eu provoco, pedindo para nós dois, quando o garçom vem para a mesa. Rio sai logo depois e diz, — Carbonara, por que nós sequer perguntamos? Quando ele coloca dois copos e uma garrafa de vinho tinto em cima da mesa, junto com uma garrafa de cerveja para mim. —Eu quero ver o porquê de todo o barulho, Tia diz, enquanto Rio serve o vinho. —Quanto tempo você conhece Talon? Indaga Tia, sendo um canalha intrometido. —Não muito, ela responde vagamente. —E você? —Anos, diz Rio, olhando para mim. —Antes dele se tornar um grande motociclista bastardo. Eu suspiro e enrugo meus lábios juntos. Por que eu a trouxe aqui novamente? —Você sabe que eu sirvo o meu próprio vinho, digo, tentando mudar o assunto longe de mim. Eu também odeio quando ele me trata como um cliente. Quer dizer, eu sou um cliente, mas também sou amigo dele, e ele não precisa servir meu vinho do caralho. Ele sabe que eu não vou nem beber o vinho, tudo o que eu quero é a cerveja.

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Tia me atira um olhar que diz claramente para deixar de ser rude, então se vira para o Rio e lhe agradece. Ele pisca um olhar orgulhoso e, em seguida, vai embora. —Ele é praticamente da família, explico, limpando a garganta. Ela pega o vinho e toma um gole. —Bom? Ela acena, balançando os cabelos loiros. —Delicioso. —Então quem está cuidando do seu filho? —Bailey. —Ela não perguntou quem você ia encontrar? —Eu só disse que tinha um encontro, eu não contei os detalhes, ela diz, abaixando o copo. —As mulheres não perguntam sobre merdas assim? Pergunto, pegando minha cerveja. Eu pensaria que ela receberia um interrogatório completo da sua melhor amiga. É um fato conhecido que as mulheres gostam de falar sobre seus relacionamentos e são obcecadas por detalhes. —Eu lhe disse que eu diria tudo a ela mais tarde, diz ela, fazendo uma careta. —Foi à única maneira que consegui me livrar. Mas se você quiser continuar me vendo, não seremos capazes de manter isso em segredo por muito tempo. E lá vai ela, expondo tudo para mim. Sem jogos, só a verdade. Isso me faz querer e respeitar ainda mais. —O que você quer? Pergunto imediatamente. Nós realmente não nos conhecemos bem. Já estivemos juntos algumas vezes; estamos atraídos um pelo o outro. Passamos uma noite juntos no bar, compartilhamos um beijo que eu não conseguia tirar da minha cabeça e dormimos juntos. —Você, ela responde simplesmente, encolhendo os ombros como se fosse à coisa mais fácil do mundo. —Eu sei que não vai ser fácil; eu sei que há muitos obstáculos no caminho, mas eu não sei, não paro de pensar em você. Anseio por estar perto de você. Você não acha que isso é algo que vale a pena explorar? Eu confio que você vai manter a mim e ao meu filho seguros, Talon, e isso é muito importante para mim. Não gosto de depender de ninguém, como você sabe, mas eu deixaria nossa proteção em suas mãos. Ela coloca seus sentimentos em palavras tão bem, ao contrário de mim. Não faço a maldita ideia do que estou sentindo, só que eu gosto de estar perto dela. Eu a quero. Não sei se isso é uma coisa boa, porque soa possessivo para caralho, mas é verdade. Eu normalmente não sou um

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homem que se apega às mulheres, mas com ela, sinto algo diferente. Talvez seja a verdadeira razão que a evitei por tanto tempo, eu sabia que ela ficaria comigo, e eu não vivo uma vida que permite ter uma fraqueza. Ela falando de me confiar o filho dela é uma coisa enorme e um pouco intimidante. Eu poderia mantê-los seguros? Claro que sim, mas às vezes acontecem coisas que estão fora do meu controle. De repente me sinto um pouco suado, eu estou sob muita pressão. —Eu acho que é algo que vale a pena explorar, digo, estendendo a mão e pegando na mão dela. —É por isso que eu pedi para sair esta noite. Eu quero conhecer você, não apenas o que dizem sobre você, ou o que eu sinto por você, mas na verdade te conhecer. Respiro enquanto as palavras saem. Elas são a verdade, e apesar de não saber se tudo vai dar certo, eu a quero. —Bom, ela responde, sorrindo para mim. Eu sorrio de volta.

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Tia Talon me ajuda a sair da motocicleta, em seguida, me puxa para um beijo atrevido, o primeiro da noite. Depois de um jantar incrível — a comida estava deliciosa — a sobremesa e ainda melhor a conversa, paramos aqui, na praia. —Você tem gosto de chocolate, diz ele, chupando o meu lábio inferior antes de se afastar. —Você também, digo, andando com ele para a areia. —Passeio romântico na praia? —Não exatamente, diz ele, e apanho um sorriso ao luar. —Então o que? Quando ele se inclina para tirar suas botas de motoqueiro, elevo a minha sobrancelha. A camisa dele é a próxima. Quando ele começa a tirar a calça jeans, começo a olhar ao redor freneticamente. Não vejo ninguém ao nosso redor, mas isso não significa que alguém não possa aparecer a qualquer momento. —Uhh, Talon? Sua risada suave traz minha atenção de volta para ele e sua forma nua agora. Perco a concentração. Ele está de pé na praia, completamente nu, olhando para mim.

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—Vai se juntar a mim? Indaga, balançando a cabeça em direção à água. —A praia é geralmente vazia. Confie em mim, ninguém vai aparecer. Ele está me levando para nadarmos nus no nosso primeiro encontro? Estou realmente impressionada. Esta é uma data que jamais esquecerei, tanto por causa dele e porque estou prestes a tirar minha roupa e me juntar a ele no mar. Ele não tira seus olhos de mim quando minhas roupas se juntam às dele em uma pilha na areia. —Eu li em algum lugar que se uma mulher usa sutiã e calcinha combinando, ela está planejando fazer sexo hoje à noite, ele diz quando removo a calcinha combinando com meu sutiã vermelho. —Não foi o homem que tomou a decisão de fazer sexo, ou alguma merda assim. —Onde você leu isso? Pergunto, cobrindo meus seios nus, com uma mão e lá com a outra. —Cosmo3? —Você acha que eu ia te foder esta noite? Indaga, um passo à frente e me segurando pelos quadris. Baixando as minhas mãos, deixo que veja tudo. —Você não vai? Pergunto, pressionando um beijo em seu peito macio. —Você quer me colocar para fora no primeiro encontro? Indaga em um tom dissimulado e agudo, me fazendo rir. Grito quando ele me ergue no ar, me jogando por cima do ombro. O tapa que ele dá em meu traseiro deve me fazer gritar, mas em vez disso, eu gemo. Eu o ouço murmurar. — Interessante, antes que eu tenha mergulhado na água. Felizmente está quente, e eu vou perdoar pelo sal queimando meus olhos um pouco. Eu ressurjo e o vejo ali, de pé, o sorriso em seu rosto bonito. —Idiota, digo antes de pular nele, envolvendo minhas pernas em torno de seus quadris e meus braços em volta de seu pescoço. —Não posso dizer que já fiz isso antes. —É mesmo? Eu faço isso com todos os meus encontros, ele brinca. Enterro meu rosto em seu pescoço e lambo o sal da pele dele. As mãos vagueiam até minha bunda, e ele aperta os globos redondos em cada mão. —Não acredito que eu a levei para meus dois lugares favoritos esta noite. —Gosto disso, digo-lhe, levantando a cabeça e olhando nos seus olhos. —É melhor.

Cosmopolitan é uma revista feminina publicada desde 1886 nos EUA. A versão brasileira foi criada em 1973 com o nome de Nova, até adotar o nome Cosmopolitan em 2015. 3

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—Por que me trouxe aqui? Pergunto-lhe, descansando minha testa contra a dele. —Se não é um lugar que geralmente traz uma mulher? —Não sei, ele disse suavemente, fechando os olhos por um segundo. —Acho que eu só queria compartilhar isso com você. Suas ações falam mais do que suas palavras jamais poderiam. Pergunto-me se ele percebe isso. —Obrigada, sussurro, trazendo meus lábios ao seu ouvido. —Esta noite foi incrível. —Não acabou ainda, ele diz, executando os lábios ao longo do meu queixo. —Esta vai ser a merda mais horrível que já disse, mas você está linda ao luar. Eu o beijo em resposta e sinto-o sorrir contra meus lábios. —Ok, talvez eu deva dizer merdas assim o tempo todo, diz ele, retornando o beijo. Eu tive borboletas no estômago toda à noite, e sinto-me tonta, minha cabeça leve e um sorriso permanente nos lábios. Não sei nem o que é, mas todos os contras de estar com Talon não me importam mais. Os prós compensam tudo. Este sentimento, bem aqui, eu faria qualquer coisa. Eu não posso explicar. Ele é diferente de mim, de alguma forma. Eu senti na primeira vez que o vi, há algo nele que grita em mim. Às vezes duas pessoas só têm uma conexão, mesmo se você não consegue entender isso. Com Talon, me sinto confortável. Eu aceito como ele é, defeitos e tudo, não há nada sobre ele que eu iria querer mudar. Hoje à noite, estava nas nuvens. Eu quis um encontro com ele desde que eu coloquei os olhos nele; eu queria a atenção dele, mas ele nunca me deu até agora. Dói um pouco o meu ego, mas me acalma saber que ele me queria o tempo todo — que a atração que eu sentia não era unilateral. Ele foi apenas capaz de esconder seu melhor, mas na forma usual de Tia, eu estava aberta e honesta com o que eu queria, mesmo que eu não entenda o porquê. Estar com ele agora, assim, em seus braços, parece certo. Parece que meu lugar é aqui. É um sentimento assustador, mas também uma esperança. Este homem poderia acabar sendo meu tudo, meu futuro, minha família, ou ele pode acabar sendo outra decepção. Acho que é o risco que eu tenho que levar. Com os outros homens que namorei casualmente,

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tive sempre à mão superior. Com Talon, no entanto, não sei, porque eu sei como me sinto e não vou brincar com isso. Ele começa a beijar mais abaixo em meu pescoço e vagueia mais profundamente na água, de modo que cabe aos meus seios. —Eu tenho que pegar uma camisinha na minha calça jeans, ele diz beijando meus lábios mais uma vez. —Tem alguma oposição em foder na praia? Vou ser um cavalheiro e deixarei você me montar, então minhas costas que ficarão cobertas de areia. —Não quer resumir o romance aos dias modernos? Eu brinco minhas pernas, deixando-o ir quando eu nado até a costa. Ele me segue fora da água, sobre a areia. Posso sentir seus olhos na minha bunda, por isso dou um rebolado a mais, feliz ao ouvir o seu pequeno rosnado de aprovação. Ele pega uma camisinha, abre e desliza em seu pau. Empurro-o de volta para a areia, sento em cima dele e o beijo facilitando seu pau dentro de mim, suavemente. Eu monto nele até que nós dois gozamos, desta vez juntos, em sintonia e tão perfeito. Como algo assim poderia estar errado?

—Eu pensei que nós falaríamos sobre a coisa de Talon? — Bailey diz, olhando em causa. —Agora, você é o que? Namorada? Conte-me tudo. — Nós saímos para jantar e um passeio de moto, eu disse, não querendo dizerlhe o resto, especialmente com Rake em torno da casa em algum lugar. Vim buscar Rhett, mas tinha que ser verdadeira com Bailey sobre onde eu estive especialmente porque ela me permitiu isso, olhando meu filho para mim. —E agora? Indaga, baixando a voz dela. —Você vai ser leal aos Wild Men em vez de nós? —Foi um encontro, Bailey, eu disse em um tom moderado. —Eu nunca vou virar as costas para vocês, não importa com quem eu acabe ok? A política dos MCs é muito intensa? As pessoas vão questionar tudo o que eu disser e fizer se ficar com Talon? Sou só eu, Tia. Não vejo MCs diferentes; tudo que vejo são pessoas com quem me importo. Não é justo esperar que tome partido.

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—Não é assim tão fácil, diz Bailey, olhando triste de repente. —Se você vive no seu clube, você não será capaz de visitar o clube Wind Dragons, e nós vamos ter sempre que nos encontrar em outro lugar, porque eu não serei permitida a visitá-la também. —Tudo isso depois de um encontro? Não acha que é cedo demais para se preocupar com tudo isso? — Ele é um MC, ressalta Bailey, lábios apertados. —Me preocupo com você, Tia. Reflita sobre tudo. Você sabe que se isso te faz feliz sempre apoiarei você. Deito minha cabeça no ombro dela. —Eu sei. Gosto muito dele, Bailey. Eu nunca me senti assim antes. Como é que eu vou virar as costas a isso? Você não pode me pedir para fazer isso. —E não vou, ela diz rapidamente, suspirando. —Só quero que pense tudo, antes de tomar qualquer decisão. Eu já tinha tomado minha decisão — num segundo liguei para Talon e convidei-o para minha casa. Não há volta agora: eu o quero demais, e não faz mal a ninguém eu estar com ele. Não é? Por que tudo tem que ser tão difícil? Por que não pode ser tão simples como um homem que conhece uma mulher, os dois se gostam e escolhem ficar juntos? Por que todo mundo tem seus felizes para sempre enquanto o meu está em questão? Então, sim, ele é de um MC diferente, mas eu não teria sequer conhecido ele se eles não fossem amigos dele em primeiro lugar. Ele não é seu inimigo; Ele é seu aliado. Espero que eles possam ver dessa forma, porque não quero enfiar Bailey em merda com os homens. As mulheres parecem estar ok com Talon, são só os homens, principalmente Rake, que tem um problema. Bailey mencionou que Rake e Talon não se dão realmente bem, mesmo que sua irmã, Anna, parece ser muito próxima a Talon, e Arrow que aceita, ou pelo menos, coloca-se com ele. —Eu vou, eu lhe disse, permitindo que meu sorriso pateta e sonhador aparecessem. —Oh Deus, eu conheço esse olhar, ela diz, sorrindo comigo. —Você sabe não me surpreende mesmo. Eu vi como vocês se olharam naquela noite. — Eu sei, mas algo estava prendendo-o, eu digo, levantando minha cabeça e olhando para ela. —Eu deveria ir. Obrigado novamente por dar uma de babá.

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—A qualquer momento, diz ela, acenando com a mão no ar. —Você sabe que não me importo. Rake levará Rhett a seu carro para você. Não, nem tente argumentar sobre isso, o garoto é praticamente do seu tamanho. Eu sorrio disso. —Ok, obrigada. Bailey chama Rake, e ele logo aparece com Rhett em seus braços. Eu disse tchau a Bailey, abraçando-a firmemente, então vou lá fora com Rake. Destravo a porta do carro e vejo como Rake coloca-o em seu lugar e afivela os cintos. —Obrigada Rake, digo, oferecendo-lhe um sorriso. —Vejo vocês amanhã. Viro e caminho para o lado do motorista para vê-lo ainda me olhando. —Dirija com cuidado, diz ele, batendo a mão no capô do meu carro. —Eu vou, digo, e deslizo para o assento. Na volta para casa, eu penso em como estar com Talon afetará minha relação com Rake. Ele vai me odiar? Ele não vai querer que eu fique mais próxima de Bailey? Talvez ele vá zangar-se no início, mas aprenda a aceitar e superar isso? Talvez ele e Talon possam finalmente fazer as pazes, os dois clubes sendo aliados oficiais. Talvez, tudo dará certo no final.

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Talon A última pessoa com quem Zip falou tinha sido Carla, Slice diz, olhando para os papéis na mão. —Não sei quem queria matá-lo, Talon. Esfrego minha mão pelo rosto e olho para o meu vice-presidente. — Quero câmeras instaladas na frente e atrás, e então de agora em diante poderemos ver quem entra e sai do clube. —Feito, Slice responde, balançando a cabeça. —Ranger mencionou que ele viu alguns membros dos Kings na área, digo-lhe, cruzando os braços sobre meu peito. —Nós precisamos descobrir o que eles estão fazendo no nosso território. Não confio nos bastardos. Slice acena novamente. —Eu estou nele. O que está acontecendo com Shayla? —Ela está segura por enquanto, digo-lhe. —Eu tenho um plano. Os Wind Dragons me devem um ponto — bem, Vinnie deve, mas você sabe como eles são. Ligue para um e você tem todos eles. Vou pedir-lhes para protegê-la para mim. Eu vou atrás de todo homem que queira machucá-la. Ela é inocente em tudo isso. Ela não tem culpa sobre quem é seu pai. —Você vai matar por ela? —Eu já tenho isso.

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—Você acha que usando seu ponto nisto é a melhor ideia? Slice pergunta, com um olhar contemplativo. —Nós podemos protegê-la muito bem, não precisamos dos Wind Dragons para lidar com nossos negócios. Eu levanto da cadeira e viro o pescoço de um lado para o outro. — Tenho um plano, e preciso deles. Ao longo de todo esse estresse na minha vida, tudo o que eu quero pensar é Tia. É uma dor na bunda, para ser honesto, porque meu pau ficou meio duro todo o dia, e é difícil fazer alguma coisa, sem trocadilho. Eu mandei uma mensagem rápida, perguntando se poderia vê-la hoje à noite, então fui à escola de condução para meu turno. Com tantas coisas na minha mente, a escola de condução sempre foi meu lugar calmo, meu lugar feliz, mas agora eu prefiro estar com Tia. É engraçado como as coisas podem mudar em um instante, como alguém pode consumir sua vida após um curto período de tempo. Não posso deixar Rhett novamente esta noite, ela responde. Eu não sei nada sobre crianças, e eu nunca saí com uma mulher que tinha antes, ou pelo menos aqueles que eu conhecia. Quando eu deveria conhecê-lo? Depois de alguns meses? Acho que preciso perguntar a Tia tudo isso. Mesmo que pareça que está tudo indo rápido demais, não quero apressar as coisas. Eu quero fazê-lo corretamente. Preciso ter certeza que Tia e eu queremos estar juntos antes de eu conhecer o Rhett, porque imagino que trazer diferentes homens em torno dele foderia com a cabeça de uma criança. Não sei como o Rake faz, mas por um segundo, desejo que eu pudesse perguntar a ele. Tia iria me querer em torno da criança? Eu entenderia se ela não o fizesse, eu não sou exatamente um modelo ideal. Amanhã? Mensagem que mando de volta para ela. Entendo que ela tem responsabilidades, mas quero vê-la muito. Não costumava ter que esperar. Ela me diz que eu poderia me esgueirar só depois que ele for para a cama? Parece quase como na escola, quando as meninas teriam um toque de recolher. Mas não me importo. Amanhã, ela responde de volta, e eu fico sorrindo para o meu telefone como um idiota. Ela é tão foda que vale a pena. Eu repito a conversa que tive com Tia na noite em que ela me beijou, sobre como ela não queria desperdiçar um número — o número de homens que ela tinha estado — sobre um homem que não valesse à pena.

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E ela definitivamente não perdeu um número em mim.

—Algum homem que já namorou conheceu seu filho antes? Pergunto a Tia quando nos abraçamos no sofá dela. Rhett está na escola, e já disse aos homens que não me chamem, a menos que alguém esteja morrendo. —Não, ela diz, descansando a cabeça no meu ombro. —Já saí um pouco ao longo dos anos, mas ninguém fez contato. —Muita pressão, resmunga, beijando o topo da sua cabeça. Ela olha para mim e sorri. —Acho que se ainda estivermos nos vendo em cerca de dois meses, vou apresentá-lo a você. Você gosta de crianças? —Não, não é que não gosto de crianças, eu disse, encolhendo-me. — Eu não tenho nenhuma experiência com crianças. Acho que será uma situação diferente, porque eu meio que entendo agora. Ele é uma parte de você, uma extensão de você. É um pacote, eu entendo isso, mas você vai ter que ser paciente, porque isto é tudo novo para mim. —Temos tempo, é tudo o que ela diz. —Eu disse a Bailey que tivemos um encontro. —E? —E ela me deu alguns avisos, mas disse que tudo o que me fizer feliz vai fazê-la feliz. —Bailey me ama. Ela tem estado no clube e tudo. Chutaram nossos traseiros no jogo da cerveja, ela e a Anna. Vips, as duas. Ela joga a cabeça para trás e ri. —Eu ouvi sobre aquela noite. Sim eles se divertiram, mas elas pagaram por isso, quando foram para casa. Eu estremeço e corro a mão pelo meu cabelo. —Sim, eu deveria saber que seria pego. Fiz asneira naquela noite — agora sei disso. Eu só queria que Anna viesse me ver no meu aniversário. Não pensei em mais nada, que era egoísta da minha parte. — Não seja tão duro consigo mesmo, Talon, ela diz, apertando suavemente o meu ombro. —Todos pagaram pelo que aconteceu naquela noite, mas você aprendeu e seguiu em frente.

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—Não é assim tão simples. Você verá em breve, eu disse calmamente. A razão pela qual me sinto culpado é que aprendi logo depois que meu clube não é o lugar mais seguro, e inconscientemente coloquei as mulheres em perigo. Comigo, nada teria acontecido com elas, porque não teria deixado, mas mesmo assim. Não vou deixar minha prima ficar lá, e tenho a certeza que não vou levar Tia para lá. Eu tenho algumas propriedades que posso me mudar se as coisas correrem bem entre nós, então ela pode vir e me ver lá. O clube definitivamente não vai ser um lugar que ela frequente regularmente. —O nosso clube é diferente do Wind Dragons, é tudo o que digo a ela. Não há necessidade de assustá-la antes de sequer consegui-la. —Lá acontece muita coisa, não é? Ela provoca, sorrindo. Ela pega meu rosto em suas mãos e me beija suavemente. —Contanto que você não tente me impedir de ver meus amigos, não me importo. Se você não for me controlar e essas merdas, me dizendo que eu não posso ir ver a Bailey e o Rake ou sei lá, isso já é um bom negócio para mim. Eu não sou o tipo de mulher que abandona os amigos no segundo que ela fica com um homem. —Eu nunca vou deixar você longe das pessoas que se preocupam contigo, digo a ela, emocionado e me sentindo um pouco insultado. —Eu não sou assim. Sim, eu posso ser exigente e meio mandão ou qualquer outra coisa, mas você é uma mulher, e eu gosto que você seja forte e independente. Eu te empurro e, então você me empurra de volta, e resolvemos. Eu posso ser um pouco demais, Tia e eu preciso de uma mulher que pode dar certo para mim, entende o que estou dizendo? —Você não quer uma mulher fraca, que só vai aceitar todas as suas coisas e deixe você manipulá-la? Ela disse, sorrindo. Ela aponta seu dedo indicador no meu peito. —Bom, porque não aceito qualquer uma dessas coisas. —Bom. —Meu ex, pai do Rhett, era muito controlador. Era ele fazendo o dinheiro, enquanto eu ficava em casa, então ele costumava segurar isso na minha cabeça. —É provavelmente a razão pela qual estou tão hesitante em confiar em outras pessoas agora, ela explica, pausando. —Acho que eu nunca admiti isso em voz alta antes. Eu cerro os dentes com o pensamento de qualquer homem não a tratar bem. —Ele ainda vê seu filho?

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—Não, ela diz, parecendo triste por um momento. —Ele se casou novamente e tem mais filhos. Eu disse a ele que se ele cedesse seus direitos parentais, não tinha que me pagar um centavo de pensão alimentícia, então ele fez. Pelo menos não preciso me preocupar com ele vindo e tentando pegar Rhett e levá-lo embora. Meus olhos alargam quando ouço as palavras dela. —Você é uma supermulher, você sabe disso? A maioria das mulheres teria tentado levar cada centavo que ele valia. —Só queria que ele se fosse, para ser honesta, ela admite, encolhendo os ombros. —Eu sei que parece egoísta, porque ele é o pai do Rhett, mas ele nunca agiu como um pai. Eu não sei. Nós éramos muito jovens, vivendo a vida de adultos. Nunca tive nenhum arrependimento, eu caí de amores por meu filho no momento em que o senti dentro de mim, mas Oliver nunca ligou para ele por algum motivo. Rhett perguntou sobre ele uma vez, e eu tentei explicar o melhor que pude. Ele nunca perguntou novamente. Eu lhe disse que somos uma família, e que tudo o que precisamos é um do outro. —Seu ex é uma desculpa esfarrapada para um homem, eu disse entre dentes cerrados. —E se você me der o nome dele... Ela me surpreende. —Não, está tudo bem. Nem sequer penso mais nele, mas ele impactou na maneira em como me comporto agora, com certeza. Eu mudei muito. Eu costumava ser muito gentil, mesmo. Agora estou mais difícil... —Você é forte, digo a ela, levantando o queixo com meu dedo. —Como um diamante, porra. —E eu sou muito engraçada também, enquanto estamos listando as minhas qualidades, ela admite, sorrindo. Não consigo resistir quando eu a empurro de volta no sofá e a beijo avidamente. —E beija fantasticamente, adiciono à lista, cobrindo seu pescoço com a palma da minha mão. —Quis fazer isto tantas vezes. —Me sufocar? Ela provoca, lambendo seu lábio inferior. Eu ri e desci a mão para baixo em sua clavícula. —Somente se você curtisse esse tipo de coisa. —O que há sobre você? Ela me pergunta, olhos azuis amolecendo. —Eu sou incrível na cama, eu digo com uma cara séria. Quando ela ri, finjo estar ofendido. —O que? Você está dizendo que não sou? Tenho que provar novamente?

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—Acho que você tem, diz ela, arqueando a sobrancelha. —Não consigo lembrar se você é bom ou não. Ela faz uma pausa, um olhar presunçoso cruzando suas belas feições. —E se não me lembro, isso não está muito bem para você. Desafio aceito. Movo-me para baixo de seu corpo, levanto a saia dela, puxo para baixo sua calcinha e coloco minha boca na dela. Faço-a gozar três vezes antes que ela tente empurrar a minha cabeça, implorando que esteja muito sensível. Levanto minha cabeça e digo que me diga o quão incrível eu sou. Ela faz. E então ela retribui o favor.

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Tia É um pensamento assustador quando você descobre falhas em alguém, quando você o conhece inteiramente, é quase sempre tarde demais — você já caiu de amores por ele. Acho que tudo o que você pode fazer é esperar que suas falhas não sejam mortais e aceitá-las como elas são. Já faz um mês desde que Talon e eu tivemos nosso primeiro encontro, e as últimas semanas têm sido nada menos que incríveis. Temos passado tanto tempo quanto possível juntos, conhecendo um ao outro, e agindo como qualquer casal novo faz — sendo completamente apaixonado um pelo outro. Ele não conheceu Rhett, ainda, e não tivemos nenhum drama, até agora. Acho que depois de um mês sem ter ninguém perguntando nada sobre nós, decidimos tomar uma bebida rápida no bar do Knox, depois de ver um filme juntos. O que eu não esperava, embora eu devesse ter imaginado, foi Rake, Sin e Arrow entrando juntos e se juntando a nós na nossa mesa. Fora de todos os Wind Dragons, estes são os três que eu menos queria ver. Eu levaria o Tracker, é claro, Vinnie, sim — ninguém além destes três. Rake odeia Talon, Arrow o odeia, mas vou tentar me comportar por Anna e Sin é o Presidente, assustador como o inferno e dá as ordens. —Então, agora vocês são um só? — Rake pergunta, olhando entre nós antes de pousar seus olhos em mim. —Isso é quem você está namorando? Foda-se, Tia, eu pensei que você teria algum maldito gosto pelo menos. — Rake... Talon diz no aviso.

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—O que? Ela pode ter alguém muito melhor que você, Talon. Ele olha para mim. —Não vou mentir, eu estou muito decepcionado que é ele quem você está vendo. Foda. Qualquer um, porra, exceto ele. Eu cerro os dentes e o encaro. Sin nos estuda sem dizer nada, mas eu posso ver sua mente trabalhando silenciosamente. Arrow, por outro lado, olha para Talon como se ele não pudesse esperar para lhe dar um murro na cara novamente. —Vamos, Talon, vamos, digo, pegando minha bolsa. Não quero sentar aqui e ouvir esses três. O que havia começado como uma boa noite estava terminando na merda, e não havia maneira de salvar isso. —Isto é uma coisa séria? — Sin pergunta, concentrando-se em mim. —Tia? —Você quer me pressionar, murmuro, suspirando. —Gosto muito dele, e eu agradeceria se vocês pudessem fazer o favor de não serem idiotas sobre isso, porque eu não fiz nada errado. Eu não sou um membro do seu MC, então não posso agir como se fosse uma traição. —Você não tem que explicar nada para eles, Tia, diz Talon, levando minha mão na sua. E vocês três podem parar de fazê-la se sentir mal. Se vocês querem falar sobre isso, vocês façam comigo. Os olhos de Sin se movem para Talon. —Somos aliados, não somos? Talon acena com a cabeça e seus olhos vão para Rake. —Pelo menos alguns de nós somos. Rake aperta os lábios. —Eu não matei você ainda, Talon. Você ainda está vivo e respirando, então isso diz muita coisa, não acha? — Não poderia me matar, Talon aciona de volta, olhos escuros. — Você precisa largar seus problemas com seu pai, Rake. Cresça. Rake bate com a mão na mesa. —Não tem ideia do que está falando. —Rake, Sin diz, olhando para mim. —Vamos deixá-los ir. Podemos falar sobre isto outra hora, ok? Tenha uma boa noite, Tia. Ele se levanta, e os outros dois seguem. Arrow levanta o queixo como uma despedida para mim, mas as tempestades de Rake seguem sem dizer uma palavra. Se Bailey estava certa? E se isso causou uma tensão na nossa relação? O pensamento me faz triste, quase doente do estômago. Rake tentaria fazê-la parar de ser minha amiga?

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—Ei, Talon diz, virando meu rosto para olhar para ele. —Tudo vai ficar bem. Não se preocupe com eles; eles estão por aí. Venha eu vou te levar para casa. Deixamos o bar com os Wind Dragons nos observando. Eu sabia que isso ia acontecer então eu não posso exatamente ser surpreendida, no entanto, vivê-la era outra coisa. No caminho de casa, pensei em tudo e percebi apenas como tinha sido ingênua. Eu posso ver Talon respeitando os Wind Dragons, e isso é algo com que trabalhar. E se eles fecharam o espaço em branco entre eles? Não aconteceu durante a noite, mas pode acontecer. Não existem regras aqui, e ninguém diz que eles têm que não gostar um do outro só porque eles usam adesivos diferentes. Sin disse que eles são aliados, então não ficaram com tanta raiva por causa disso. Eles precisam superar. Eu preciso ser forte agora e lutar pelo que eu quero. Não posso deixar Rake estragar minha felicidade. Ele encontrou a sua, e ele precisa entender a minha — esquecer o ódio que ele sente por Talon. E o que Talon quis dizer com problemas com o pai? Eu faço uma anotação mental para lhe perguntar sobre isso. Quando chegamos a uma parada, Talon pede que diga o que está na minha mente. —Eu não sei tudo sobre a merda que Rake disse, mas sabíamos que isso iria acontecer. Acho que ele vai se acalmar. Isto não vai realmente afetá-lo e ele precisa superar isso, digo, envolvendo meus braços ao redor de sua cintura. —Bailey não está brava comigo, e isso é tudo que importa para mim. Ele beija o topo da minha cabeça. —Não gosto deles falando com você daquele jeito. É fodido. Vou falar com eles amanhã. — E dizer o quê? Pergunto. Eu tenho um palpite de que “falar”, será você acabar com os punhos em sua boca. —Eu vou lidar com isso, é tudo o que ele diz com um olhar determinado passando através de seu rosto. —Vamos, vamos para dentro. Rhett estava tendo uma festa do pijama na casa de Bailey esta noite e amanhã Cara estará dormindo na minha. Assim que desbloqueio minha porta da frente Talon me levanta em seus braços e me leva para o meu quarto como uma noiva. —O que é isto? Pergunto, sorrindo enquanto ele me coloca nos meus lençóis azuis.

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—Quero que esqueça tudo que aconteceu no bar, ele diz, removendo meus saltos e colocando-os no chão. Ele começa a esfregar meus pés, então não pude deixar de provocar. —Presidente do Wild Men dando-me uma massagem nos pés. Eu deveria tirar uma foto. Ele sorri e beija o arco do pé. —Todos vão pensar que é Photoshop. Ele beija até meus tornozelos e continua até que ele atinge o topo da minha coxa. Ele salpica beijos em minha coxa interna e, em seguida, olha para mim. —Não quero que o que aconteceu esta noite estrague o que temos. Acho que nunca estive tão feliz como eu estive no mês passado, e eu vou matar aqueles filhos da mãe se eles tentarem tirar isso de mim. Pego seu rosto com as mãos. —Eu não vou a qualquer lugar, Talon. —Promete? Indaga, mostrando um momento de vulnerabilidade. —Eu prometo. Os Wind Dragons vão ter que lidar com isso.

Quando Bailey aparece na minha casa na manhã seguinte com as crianças, eu tenho que dizer que estou surpresa em ver Anna ali também. —Suponho que tenha ouvido cumprimentá-la com um abraço.

fofocas,

eu

disse

depois

de

—Sim, mas quero ouvir de você, ela diz, sentindo-se em casa no meu sofá. Abraço o meu filho, beijo seu rosto e digo a ele e a Cara que há comida na mesa da cozinha... se eles tiverem fome. Eles fogem para o quarto do Rhett para jogar, enquanto Bailey e eu nos juntamos a Anna no sofá. —Posso pegar algo para as senhoras beberem? Pergunto, olhando as duas. —Por que você não me disse que estava namorando o Talon? Anna deixa escapar, olhando um pouco magoada. —Você sabe que eu estaria do seu lado. Eu acho que Talon é um cara legal, mesmo que ele possa ser um pé no saco às vezes.

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—Não disse a ninguém exceto Bailey, digo, encolhendo-me quando vejo Bailey fazer o mesmo. —Desculpe, mas essa é a verdade. Só agora começamos a nos ver. Você sabe como é o início. É novo e surpreendente, mas não se tem ideia de onde está indo, e com todo o drama envolvido não queria sair por aí fazendo propaganda, especialmente quando eu sabia que os homens iam me dar merda sobre isso. —Se dependesse de Tia, não ia me falar, diz Bailey, cruzando os braços sobre o peito. —E todos nós sabíamos que Rake ia ser o único muito infeliz com isso, então eu estava curtindo a calmaria antes da tempestade. Anna revira os olhos. —Rake precisa deixá-lo ir. Talon é cada vez mais próximo dos Wind Dragons a cada dia. Todos nós sabemos que podemos confiar nele — ele não vai trair qualquer um de nós, mesmo ele sendo o presidente de outro MC. Ele é diferente. É bom ter alguém do nosso lado, pela primeira vez. Eu dou um sorriso para Anna e, em seguida, conto a história, deixando de fora o conteúdo sexual, claro. Quando eu termino, espero as duas mulheres comentarem. —Ok, quem se importa com o que pensa o Rake? Bailey diz, sacudindo a cabeça. —Eu nunca vi você assim, nunca. Nunca ouvi você falar de um homem como este. Geralmente eu só ouço as histórias de sexo, nada de sentimentos. Seus olhos foram só sentimentos agora. Não quero assustá-la, mas ou está apaixonada por ele, ou você já está se apaixonando. Acenei com a mão para parar por aqui. —Ok, não vamos por aí ainda. Mesmo que eu tenha pensado a mesma coisa. —Acho que Bailey vai falar com Rake, então ele não será tão idiota, diz Anna, sorrindo para mim. —Estou feliz por você e Talon. Ele precisa de uma boa mulher e eu tenho que dizer, eu nunca o vi com uma mulher antes, então definitivamente é fora do normal para os dois. — Ele já conheceu Rhett? Bailey pergunta, inclinando-se contra o sofá. —Ainda não, mas acho que está na hora, eu admito. —É uma coisa difícil, namorar quando você tem um filho. Quero que Talon e Rhett gostem um do outro, verdadeiramente, não só porque Rhett é meu filho, você sabe? Mas não quero Rhett confundido se não der certo. Não sei, não existem regras aqui, eu vou seguir o meu instinto. —Ele gosta de crianças? Anna pergunta com uma expressão pensativa no rosto. —Pessoalmente acho que ele daria um ótimo pai. Ele protege aqueles que ama com tudo o que ele tem e ele é muito engraçado às vezes.

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—Não posso acreditar que Rake foi tão rude com você ontem à noite, diz Bailey, procurando desculpas em nome do seu homem. —O Talon disse que Rake precisa superar seus problemas com o pai? Pergunto a Anna, lembrando que me esqueci de perguntar a Talon. —Talon foi criado por nosso pai biológico, diz Anna, encolhendo os ombros. —A mãe do Talon ficou com ele, então ele era padrasto do Talon. Nosso pai praticamente nos abandonou, não sabíamos quem ele era quando estávamos crescendo. Acho que Rake tem que culpar alguém, e Talon é o único. Meus olhos se arregalam quando tento processar esta informação. Não foi culpa do Talon, era do seu pai, mas eu também posso ver como isso provoca dor em Rake. Seu pai o abandonou e acabou criando outro filho, que nem era dele. Isso dói toda vez que ele pensa sobre sua infância sem pai. —Que merda, é tudo o que eu posso pensar em dizer. —Peço desculpas que seu pai tenha sido um idiota. Anna ri. — Eu tive Rake. Ficamos bem, mas obrigada. Eu acho que o Talon se sente culpado de alguma maneira, ele acha que tomou o que era nosso, e é por isso que ele estava tão interessado em mim. Ele me trata como família, como também se de alguma forma eu fosse sua responsabilidade. Quem sabe como funciona a mente do homem. — Então quando vai vê-lo novamente? Bailey pergunta, sendo intrometida. —Não estou certa, digo a ela. —Hoje não, porque estarei assistindo filmes com Rhett e Cara. Talvez vá convidá-lo amanhã e finalmente deixá-lo conhecer Rhett. Isso deve ser interessante. —Queria ser uma mosca na parede, diz Anna, sorrindo. —Você terá que me dizer como foi. —Rhett nunca conheceu um cara que eu estivesse namorando antes. Não faço ideia do que dizer admito. —Ele me viu lá na frente com Talon uma noite quando ele apareceu na minha casa, e Rhett fez um milhão de perguntas sobre isso. Principalmente sobre se ele poderia ter uma moto assim um dia. —Futuro Wind Dragon, Anna diz e, em seguida, encolhe-se. —Ou ele será um Wild Men do futuro? Clover e Cara vão ser como os Wind Dragon, então você não pode deixá-lo se unir ao MC Wild Men. Ela faz uma pausa. —Vejo uma merda de Romeu e Julieta em seu futuro.

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—Ele não terá que se juntar a qualquer MC, digo, lábios franzindo. — E eu vou deixar o futuro e parar de me preocupar com isso. —Bom plano, Anna concorda, levantando-se. —Agora, o que você disse que fez para o almoço? Eu ri e levei-as para a cozinha.

Minhas mãos estão suadas, e por algum motivo, estou sendo estranha como o inferno. Por quê? Eu não sei. Este é meu filho, e ele é um garoto, meu filho, então eu não sei por que estou tão nervosa. Talvez porque ele é a pessoa mais importante na minha vida, e se ele não gostar de Talon, será algo terrível para mim. Gostaria de saber se o Talon está sentindo a pressão agora. Ele e Rhett sentam à mesa de jantar enquanto sirvo um frango assado com batatas, milho e pão de alho. É um dos pratos favoritos do Rhett. Tenho notado que o Talon sempre pede bife e batatas fritas, que ele mergulha na maionese e salada com ou sem tempero. Da próxima vez eu vou fazer isso por ele. —Então, diz Talon, limpando a garganta. —Como foi à escola, Rhett? —Bem, meu filho responde, colocando um pedaço de pão de alho na boca. —Um garoto tentou empurrar a Cara. Eu disse que meninos que batem em garotas são perdedores, e se ele quer empurrar alguém deve tentar empurrar a mim da próxima vez. Ele sorri. —Eu faria o mesmo. Talon acena a cabeça em aprovação. —Bom trabalho. —Obrigado, Rhett responde, olhando para mim. —Desculpe mãe, eu sei que você não gosta que eu me envolva em problemas, mas eu não vou deixar a Cara ficar intimidada. Tudo em mim suaviza quando olho para ele. Cometi muitos erros na minha vida, mas Rhett é minha maior conquista. Ele é simplesmente fantástico, e eu estou tão orgulhosa dele todos os dias. —Você fez a coisa certa. Não vá procurar brigas, mas proteger a Cara não está errado. Rhett, em seguida, adiciona, — Acabei não tendo que fazer nada, porque o Clover caminhou até ele e o chutou no saco.

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Talon estoura na gargalhada, e não pude deixar de acompanhá-lo. Clover é uma criança tão espirituosa, e pelo que eu ouvi se revelou como a mãe dele. —Eu vi sua moto, Rhett diz a Talon. —Eu quero uma igual quando for mais velho. Mamãe diz que não, mas quando eu for um adulto, então eu posso fazer o que eu quiser. Travo os meus lábios e murmuro, — Vamos ver. —Poderia dar uma carona a você, se sua mãe disser que está tudo bem, diz Talon, sorrindo. —Você tem bom gosto com motos, garoto. Rhett vira a cabeça e olha para mim, esperança em seus olhos azuis. —Eu posso? Por favor? —Eu vou devagar, Talon diz, dando-me um olhar que diz: você pode confiar em mim. —Sim, ok, eu disse, olhando entre os dois. Acho que este vai ser o seu momento de ligação, e eu não posso exatamente tirar isso deles. Eu não posso namorar um motoqueiro e, em seguida, esperar que o meu filho não se torne interessado nas coisas que ele agora vai ter em torno dele. —Wooo! — ele saúda, sorrindo para Talon. —Podemos ir depois do jantar? —Que tal amanhã depois da escola? — Talon sugere inteligente o suficiente para saber que não quero Rhett andando de moto quando estiver tarde e escuro. —Sim, ok. Vamos todos encher nossos pratos e jantar juntos, como uma família normal faria. Quando Rhett faz a Talon algumas perguntas, acho que é uma coisa boa ele estar interessado. Eu respiro facilmente quando percebo que tudo vai ficar bem, que meu filho não está reagindo negativamente por eu ter um homem na minha vida... em nossas vidas. Nós temos salgados, cheesecake de caramelo, comprei pronto porque eu não tenho tempo para isso — e em seguida Talon sugere que desde que eu cozinhei, ele e Rhett limpam enquanto eu relaxo em frente à TV. Eu assisto os dois ficarem lado a lado, Talon, lavando os pratos e Rhett secando, e sinto-me esperançosa. Talvez tudo ficará bem pra mim afinal.

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Talon —Se você disser merda a minha mulher assim novamente, Rake, nós vamos ter um filho da puta de um problema, eu rosno, o deixando saber que eu falo sério. Sim, sinto-me culpado sobre como nossas vidas foram jogadas fora, mas não o suficiente para ele envergonhar Tia assim novamente. Mais importante, não quero que ela adivinhe o que temos então Rake precisa calar a porra da boca para que ela não corra assustada, pensando que estarmos juntos vai ser muito difícil, só porque Rake é um idiota egoísta que só vê o passado e sua antipatia por mim. Finalmente tenho algo a perder, e ele não vai levá-la de mim com sua merda mesquinha. —Ela merece o melhor, é tudo o que ele diz, fazendo-me querer dar um soco na cara. —Rake, adverte Sin, em pé entre nós dois aqui na sala de trás do Rift. —Tia não é sua irmã; Ela é só uma amiga de sua mulher. Ela pode tomar suas próprias decisões. — Eu me importo com ela e o filho dela, Rake diz em um tom ríspido. —Você acha que qualquer coisa que aconteça com ela não afeta a Bailey? Porque afeta. As duas são como irmãs então não me venham com essa merda. —O que você acha que eu vou fazer com ela? — Pergunto, sentindome ofendido. —Eu sou louco por ela! Não tenho um rastro de mulheres com

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o coração partido em meu velório como você, Rake, então não seja um hipócrita de merda. Não brinquei como você fez; não faço metade das merdas que você fez. Não sou inocente, mas também não sou um idiota, e não vou perder a Tia enquanto estamos juntos. Em vez de pensar sobre como os sentimentos de Bailey serão afetados, por que não pensa em Tia? Porque sei que posso fazê-la feliz, e você só está fazendo-a se sentir uma merda. A mandíbula do Rake fica tensa. —Na verdade não fiz nada para você, Rake, eu disse, tentando manter meu tom sem emoção. —Eu sei que você está com raiva, ou dor ou o que quer e você está dirigindo-o para mim porque seu pai morreu e eu não, mas foda-se. Eu nunca fiz nada para você. Esta é a primeira vez que falamos sobre isso. Eu sei que esta é a razão que ele me odeia. Ele pode alegar que é porque eu sou uma parte dos Wild Men, ou qualquer outra coisa que ele quer acreditar, mas ambos sabemos que isso não é verdade. Se não fosse por Tia, provavelmente teríamos ficado quietos sobre isso para o resto de nossas vidas, porque nós não somos o tipo de homens para falar dos nossos sentimentos ou admitir fraqueza. Rake me odiaria cada vez mais quando o tempo fosse passando, provavelmente, mas espero que possamos mudar as coisas. Não ser amigos, exatamente, mas só quero deixar isso para lá, para o bem de todos. Sin sai da sala, voltando ao bar, fechando a porta atrás dele. —Você a ama? Indaga em um tom baixo, estudando-me atentamente. Eu engoli duro. É muito cedo para dizer essas palavras, mas acho que sim. —Ela é minha. Ele acena uma vez, quando ele entende, e ele provavelmente o faz. — Ok. Eu vou ficar nas suas costas, Talon. Faça ela feliz. Se você a ferrar, eu vou ser o primeiro da fila para foder com você. —Nota-se, eu respondo de volta, oferecendo-lhe a minha mão. Ele faz uma pausa por um segundo desconfortavelmente longo e, em seguida, pega-a.

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—Eu fui à loja e um cara jovem me parou para dizer que minhas sobrancelhas são muito marcadas, Tia diz, descarregando as compras sobre a mesa. — É que a nova linha para pegar garotas? — Ótimo, agora não posso nem enviar você a uma loja sozinha, digo movendo-me para ajudar a desempacotar. —Não sei quais são as novas linhas de tratamento. Não preciso disso. — Sim, só ficar ali e ficar bonita, ela disse, piscando para mim. — Funcionou em mim, não foi? Eu ri e a envolvi em meus braços por trás. —Isso não foi o que aconteceu. Nós conversamos tomamos algumas bebidas, e depois você me beijou. —E então você me evitou. —Porque eu sabia que você era diferente, eu digo, mudando o cabelo do pescoço dela e colocando um beijo lá. —E acho que não estava pronto. Mas tempo não espera por ninguém. — Bem, estou feliz que decidiu ceder, ela diz, inclinando o pescoço para me dar mais acesso. —Ou nós não estaríamos aqui agora, sozinhos na minha cozinha, desejando que você me jogue do outro lado da mesa e ter seu caminho comigo. Eu sorrio contra sua pele macia e suave. Ela vira e aperta a abertura da minha calça com ambas às mãos, em seguida, abre o zíper e empurra para o chão. Eu estou em meu estilo motociclista, calça jeans, uma camiseta branca e botas, e leva muito tempo para remover tudo isso, então eu simplesmente dobro ela sobre a mesa e levanto seu vestido branco, expondo sua calcinha de renda branca. Eu empurro minha cueca e então puxo meu pau duro. Passo ele ao longo da fenda de sua bunda, antes empurrando a calcinha para o lado e pressionando-o contra a abertura de sua buceta. —Eu vou encontrar você suavemente o lóbulo da orelha.

molhada?

Pergunto,

mordendo

—Sim, ela sussurra sua voz grossa com desejo. —Foda-me, por favor, Talon. Eu adoro quando ela implora. Deslizo meu dedo dentro dela, encontrando ela mais do que pronta para mim. — Boa menina.

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Estico meu braço para jogar com os seios dela e beijo seu pescoço outra vez, querendo ela mais ligada, quero ela no ponto onde ela não pode pensar em nada exceto em meu pau dentro dela, minha boca nela, apenas o prazer que posso dar a ela. —Talon, ela diz. —Por favor. Belisco o mamilo dela, em seguida, removo a minha mão, deslizando lentamente o meu pau nela. Ela é incrível em todos os momentos, tão quente, molhada e apertada. Ela foi feita para mim. Eu a empurro e os seios dela são pressionados contra a mesa e, em seguida, inicio a foda, devagar e profundamente e tão bom que eu nunca quero sair do seu corpo. Os sons que ela faz... gemidos cada vez que eu meto nela, agarrando o outro lado da mesa com as mãos, segurando com sua própria vida quando ela empurra de volta contra mim com seus quadris. Eu alcanço sua boceta para brincar com o clitóris dela, querendo que ela goze logo porque acho que não vou durar tanto tempo. Eu sei quando ela está prestes a gozar, porque eu posso sentir isso, o aperto em volta de mim, suas pernas tremendo e os sons quase desesperados que vêm de seus lábios. —Merda! Paro, olho e vejo Bailey ali, uma expressão horrorizada no rosto. Ela cobre o rosto com as mãos, indo para o vermelho brilhante e murmura, — A porta estava destrancada, Ah meu Deus, eu sinto muito, eu só vou embora e vou morrer agora. Por favor, não parem por minha causa. Ela corre fora da sala como se a bunda dela estivesse pegando fogo, e estou preso entre diversão e estando tão excitado que não me interessa quem nos observa. Tia enterra o rosto nas mãos e começa a rir, seu corpo tremendo, fazendo meu pau ir ainda mais fundo dentro dela. É realmente inapropriado da minha parte continuar transando com ela agora? Porque eu realmente quero. Para testá-la, eu deslizo um pouco nela, e ela geme então talvez a melhor amiga dela entrando e vendo-a dobrada sobre a mesa da cozinha não a abalou inteiramente. Eu continuo a fodê-la até nós dois gozarmos, em seguida, puxo para fora, percebendo que não usei camisinha. Foda. Tia se vira seu rosto corado. —Bem, isso foi incrível. Ela faz uma pausa. —E desajeitado. Dependendo de qual parte você está se referindo. —Eu não usei camisinha, digo lamentando. —Me desculpe, eu não estava pensando... —Ok, Talon. Comecei a tomar a pílula, diz ela, levantando-se na ponta dos pés para me beijar, eu respiro em alívio. A última coisa que

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precisamos agora é uma criança. —Agora eu vou trancar a porta e nos encontraremos no quarto. Temos algumas horas antes de Rhett chegar em casa e eu quero usá-las sabiamente. Ela olha para a mesa. —Também vou limpar a mesa. Ela sai, e eu vou para o quarto dela, removendo as minhas roupas e me deitando em seus lençóis. Imaginei a cara de Bailey novamente e comecei a rir sozinho. Pobre menina provavelmente está traumatizada. Espero que ela não conte a Rake, o que ela viu, porque ele mais do que provavelmente vai querer me matar de novo. Tia em breve retorna, retirando toda a sua roupa. Ela atravessa o quarto olhando para mim com o sorriso mais bonito em seu lindo rosto. —Você é tão bonita sem maquiagem. —Cale-se. Ela me beija ambos sorrindo contra os lábios um do outro.

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Tia Eu sinto muito que você viu aquilo, digo a Bailey, observando ela ficar vermelha apenas com a menção do incidente na cozinha. —Você não precisa ficar tímida. Todos nós temos sexo, Bailey, e nós levamos nossa relação a um patamar totalmente novo. — Há partes de você que nunca quis ver, Tia, ela diz, reclamando. — Oh meu Deus, estou revivendo isso. —Ei, meus peitos não estavam para fora, e você não poderia ter visto o pau do Talon, de onde ele estava atrás de mim, então não pode ter sido tão ruim assim. —Pare de falar, Tia! Ela exige, cobrindo os olhos com as mãos, como se isso ajudasse. —Ora, digo, incapaz de segurar na minha diversão. —É engraçado, admito. Deveria ser eu envergonhada aqui, não precisa se preocupar com nada. —Você nunca fica envergonhada, ressalta. —Na verdade, você provavelmente será a única a contar a história e rir. —Verdade, digo, envolvendo meu braço em torno dela. —Só porque seu rosto foi clássico. Talon e eu ainda demos risadas com isso. Ela geme e balança a cabeça para mim. —Nunca usarei sua mesa da cozinha novamente.

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—Não se preocupe, eu desinfetei tudo. Ela sinaliza ao barman e pede mais duas doses de tequila. Ela me olha e diz, — São ambas para mim; eu mereço. Eu ri ainda mais intensamente.

—Bem acho que a fase de lua de mel acabou, diz Talon, me observando enquanto eu estou lá com meus braços cruzados sobre o peito. —Eu só quero saber por que você não me levou ao seu clube ainda, tento explicar. —Eu ainda não conheço nenhum de seus homens. Você tem vergonha de mim? — Claro que não, ele diz rapidamente, senta-se e puxa-me para sentar no colo dele. —O seu clube é importante para você, então eu quero saber por que você está tentando me separar de tudo. Se eu não combino com seu clube, você nunca vai me fazer sua mulher, digo, fazendo beicinho. —É disso que se trata? Indaga beijando meu queixo. —Você é a única mulher na parte de trás da minha moto, a única mulher na minha cama, a única mulher na minha cabeça... Tia, o que você acha que é uma Old Lady? Já é minha mulher. —Oh, digo, lambendo meus lábios. —Eu conheci só uma parte, e isso foi na noite em que nos conhecemos, então não conta. Acho que devíamos ter uma festa ou algo assim, onde você possa me apresentar a todos. — Eu quero fazer isso, mas ainda não basta, ele diz olhos suplicando para eu entender. —Mas por quê? Pergunto. Eu tenho que saber. Eu preciso entender por que ele está me mantendo longe de uma parte crucial da sua vida. —Eu não posso lhe dizer tudo agora. Você não pode simplesmente confiar que estou fazendo o que é melhor para você? Eu cerro os dentes. —Essa é uma parceria, Talon. Contei sobre meu ex, como ele tomou todas as decisões por mim. Eu quero que você seja

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capaz de vir a mim com qualquer coisa. Eu sou igual a você, Talon. Não me trate como se eu precisasse ser protegida de tudo. — Realmente? Jogando a carta da igualdade? Ele geme, fechando os olhos. —Não é sobre isso. Sim, eu quero te proteger, mas não há nada que você possa fazer nesta situação. Sou eu que preciso resolvê-la. —Ok, entendi, mas porque não pode pelo menos me dizer o que está acontecendo? Explique o que está acontecendo em sua mente, que é tudo que eu quero. —Olha Tia, você quer honestidade, então tudo bem, mas isto precisa ficar entre nós, porque não contei a ninguém sobre isso. —Claro, não precisa dizer isso, digo-lhe, descansando a minha mão em seu peito. Ele beija meus lábios suavemente, olhando bem nos meus olhos quando ele diz, — Tem merda acontecendo no meu clube. Já entrei em briga com alguns dos irmãos, mas ninguém vai me dizer qual é o problema. Um irmão foi morto dentro de nossas paredes e ninguém sabe por que, mas sei que tem que ser por um dos nossos homens. Não quero te levar lá, porque não é seguro. Não sei em quem posso confiar, e não sei o que diabos vai acontecer ao meu MC. Seu discurso retórico processa-me em silêncio, porque não esperava que ele dissesse alguma coisa. —Você acha que um de seus homens matou Zip? Tudo que sei sobre MCs é o que eu vi desde o WDMC, e aqueles homens prefeririam morrer a machucar um de seus membros. Não sei como são essas coisas, mas tudo seria muito mais fácil se o Talon apenas se juntasse a WDMC. Se os Wild Men não são confiáveis, então seu clube não tem nada. Confiança e lealdade são tudo para estes MCs, eu vi com meus próprios olhos. —Talvez eu possa ajudar, eu disse a ele, tentando pensar em como. —Você vai ficar fora de tudo isso, Tia, ele disse, segurando meus braços. —Eu confiei em você com as informações, e você precisa confiar em mim para cuidar delas em troca. —Você acha que aquela mulher Carla sabe alguma coisa sobre por que o homem teria sido morto? Pergunto, querendo saber se ela é a chave para resolver o assassinato. —Eu já tentei isso.

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—Sim, eu digo. —Mas você é homem e um motoqueiro imponente. Talvez ela se sentisse mais à vontade conversando com uma mulher. —Não, diz Talon, não percebendo que não me sinto bem com essa palavra. —Você acha que se você descobrir quem matou Zip e lidar com ele, você pode recompor seu clube? Talvez seja apenas uma pessoa por trás de tudo, ou talvez sejam alguns. Olha me dê uma chance para falar com a Carla. Nós não temos nada a perder. Ou ela sabe de algo ou não. Ele range os dentes, fechando os olhos por alguns momentos antes dele os trazer até mim. —Eu vou te dar dez minutos com ela, em um lugar público. —Combinado. Vamos organizar. —Você é uma coisinha ardente, não é? Ele murmura, segurando meu queixo com os dedos. —Não faça nada estúpido. Só vou deixar você ajudar porque eu sei que você é capaz, forte e inteligente, mas isso não significa que não vou ser extremamente protetor com você. Você pode ser minha parceira no crime, até certo ponto, mas eu preciso saber que quando eu te disser uma coisa, vai ouvir o que eu digo e não ir contra ele. Caso contrário eu vou trancá-la em algum lugar. — Tudo bem. E o que espera que eu faça? Ficar com ela? Meu Deus, eu só terei uma conversa com ela. —Tudo bem, ele suspira, e vejo que ele não está feliz, mas não parece que ele tem muito mais para ir em frente. Só espero que possa ajudar de alguma forma, porque um homem como ele merece ter mais do que o que ele tem agora em suas costas.

—Pensei que eu ia encontrar Talon aqui para ele me dar meu dinheiro, diz Carla, olhando ao redor de nós. —Quem é você? —Talon disse para te dar o dinheiro, digo, mostrando-lhe o envelope em minhas mãos. —Mas primeiro, tenho algumas perguntas para você.

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—Eu disse a Talon tudo o que sei, diz ela, esfregando a barriga com a mão. —Ele não estava em algum tipo de droga, ou qualquer coisa assim, e ele não me disse nada. Não conheço ninguém que gostaria que ele morresse. Suas linhas foram bem ensaiadas, ou pelo menos parecem assim para mim. —Estamos perdendo alguma coisa aqui e sei disso. Se você se importasse com Zip em tudo, eu acho que você precisa parar de ser uma covarde e dizer a verdade. Não deixe que sua morte seja em vão. Talon é bom o suficiente para apoiar você e seu bebê, então você não tem que trabalhar. Se algo acontecer com Talon, esse dinheiro vai parar, e você não vai ter qualquer outro tipo de ajuda pelos Wild Men. Ela engole e o lábio inferior começa a tremer. —Se eu falo e ele descobre, ele vai me machucar e o meu bebê. Então qual é o ponto? O que? Quem vai machucá-la? Eu pego sua mão e aperto suavemente. —Ninguém vai machucar você ou seu bebê. Talon vai lhe dar o dinheiro para você ir para longe se você quiser ok? Diga-me o que sabe. Ela fica em silêncio, penso que parecem horas, pensando sobre tudo antes de falar. —Zip me ligou antes de morrer, e ele me disse algumas coisas. —O que ele disse a você? —Zip teve um confronto com um dos homens no clube, e ele descobriu algo. —Como o quê? Pergunto, imaginando o que poderia ser. —Não sei, ela diz, olhando para suas mãos. —Então Zip descobriu esta informação e é por isso que alguém o matou, para mantê-lo quieto? Acho que minha cabeça vai explodir com o pensamento dos homens do MC do Talon serem bastardos desleais. Talon deve apenas deixar os Wild Men e se juntar aos Wind Dragons. Pelo menos eles sabem sobre lealdade lá. Ela balança a cabeça. —Fui à última pessoa com quem ele falou. Devem ter matado ele logo após porque ele ia contar a Talon tudo que sabia. — Carla, eu disse, falando

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muito claramente. —Tem certeza que ele não te contou alguma coisa que poderia ser importante? Qualquer detalhe que possa nos ajudar? Ela envolve seus braços em torno de si mesma e em uma pequena voz diz, — Ele disse que quando Talon descobrir... —O quê? Ela me olha bem nos olhos. —Tudo vai cair.

Mais tarde naquela noite, depois que contei tudo, Talon e eu estamos deitados na cama juntos, não falando, aproveitando o calor da presença um do outro. Sei que o Talon tem muita coisa a considerar, dado o que Carla disse — ele que deve estar sentindo ao saber que um dos seus próprios Wild Men foi tão covarde quanto trair um irmão? Não consigo imaginar. —O que você está pensando? — ele de repente me pergunta, envolvendo um braço ao redor de meus ombros. Eu aperto-me contra ele e descanso minha cabeça em seu peito. Não acredito o quão rápido eu me apaixonei por ele, ou como segura me sinto quando ele está me segurando. —Eu só estava pensando em você, na verdade — sobre o quão difícil deve ser saber que você não pode confiar em alguém em seu MC. Peço desculpas, que você tenha que passar por isso. —É difícil. Estou chateado com isso, na verdade. Mas ajuda saber que tenho alguém em que quem posso confiar completamente, sem sombra de dúvida. — Quem é essa pessoa? Pergunto, mas tenho um palpite sobre a resposta. —Você, querida. Eu sei que não queria se envolver, e nunca pensei que diria isso, mas obrigado por fazê-lo. Você faz possível que eu enfrente os próximos passos, porque eu sei que você sempre estará ao meu lado. Ele pressiona os lábios no meu rosto, e eu sinto a picada de lágrimas em meus olhos. —Isso é verdade, e estou tão feliz, que você saiba disso. Porque eu te amo, Talon. Rhett te ama e eu te amo, e mesmo se assustando ao ouvir isso, você sabe que não posso ser nada, mais do que honesta. CHANTAL FERNANDO


—Claro que não, e tenho certeza que começará com ambos em mais problemas do que eu gostaria de imaginar. Mas é por isso que eu te amo, Tia. E não importa o que venha, eu prometo que nós vamos fazer isso funcionar — juntos. Eu fecho meus olhos sorrindo. Eu sei que haverá solavancos na estrada, mas Talon é meu e eu sou dele, e isso é tudo que eu preciso.

Talon Eu pego meu copo, agito bastante o líquido e, em seguida, coloco no copo. Aconteceu uma sucessão de eventos, com Tia descobrindo o que Carla sabia, mesmo que não fosse muito. Ela me impressionou, e tenho a sensação que estou em um passeio selvagem com ela. Eu mal posso esperar para estar só com ela, todos os dias. Meus pensamentos alteram de esperançoso e feliz para algo muito mais escuro. Zip tinha me dito que ele queria falar comigo. Disse-lhe que ia falar no dia seguinte, mas o dia seguinte nunca veio. E se eu lhe tinha perguntado o que estava errado, ali mesmo? Será que ele ainda estaria vivo? Porra. Tenho uma verruga no meu MC, debaixo do meu nariz? Por quê? E quem? O pensamento de qualquer um dos meus homens sendo desleal com o clube... eu preciso descobrir quem é e eliminar a ameaça. Imediatamente. A culpa me rasga, as incertezas jogando pela minha mente. Vou descobrir quem fez isso, e eu vou vingar a morte do Zip; é a única maneira de consertar isso agora. Pelo menos é a única maneira que sei fazer. Pego o telefone e disco o número do Vinnie. Hora de chamar o meu marcador.

FIM

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Wild ride (wind dragons mc #4 5) by chantal fernando  
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