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CHANTAL FERNANDO


DISPONIBILIZADO: JUUH ALVES TRADUÇÃO: FRAN, J. MIRIM, SITRUCCI, HELLEN, RAYSSA, CAROL, NÁRJARA REVISÃO INICIAL: PÂM REVISÃO FINAL: DADÁ LEITURA FINAL: JUUH ALVES FORMATAÇÃO: DADÁ

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RAKE GANHOU SEU NOME DE CLUBE HONESTAMENTE - BASTA PERGUNTAR A QUALQUER UMA DAS MULHERS DOS WIND DRAGONS MC.

MAS, SERÁ BAILEY A GAROTA QUE IRÁ DOMA-LO? Rake é conhecido por ser superior à qualquer coisa, dentro e fora do quarto. Ele é selvagem e é mortal, mas rápido com uma piada ou um beijo roubado. Conhecido como o jogador do WDMC, ele ama as mulheres - quanto mais, melhor. No entanto, por trás de sua fachada de mulherengo, Rake esconde a dor de perder seu primeiro amor, Bailey. Ele não amou ninguém desde ela, e acha que nunca vai. Sete anos após sua separação, Rake e Bailey esbarram-se no clube favorito do MC. Velhas feridas ressurgem, segredos são derramados... E sentimentos apaixonados são despertados. Mas cada um fez coisas para machucar o outro, prejudicando demais o outro para superar isso – não é? Mas quando a conexão de Bailey com Rake a coloca em perigo com outro membro do clube, ele percebe que não há nada que não vá fazer para protegê-la - e tomá-la como sua mais uma vez.

O PIOR DOS BAD BOYS GANHA O SEU PRÓPRIO ROMANCE, FINALMENTE!

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Sete anos atrás

Rake "Eu não quero ir para casa", diz ela, com o rosto enterrado no meu pescoço. "Basta ficar, eles não vão notar," eu digo a ela, rolando-a de costas e me preparando em cima dela. "Você pode pegar algumas roupas de Anna e apenas vir para a escola com a gente." "Talvez", ela responde, lançando-me um sorriso insolente. Minha mãe quase nunca está em casa, e nós não temos contato com o nosso assim chamado pai, por isso, somos apenas Anna e eu aqui, de qualquer maneira. Não temos muito, mas Bailey não parece se importar. Essa é apenas uma das razões pelas quais eu a amo tanto. Eu beijo sua testa, fechando os olhos e imaginando o que faria sem essa menina. Quando recuo, ela beija meus lábios, um beijo suave e doce. "Eu te amo", sussurro contra seus lábios. "Eu também te amo, Adam", diz ela, sorrindo. "Embora você não tenha que me dizer isso para me fazer ficar." Eu rio e a beijo novamente. Ela envolve seus braços em volta de mim e suspira de contentamento. Podemos não ter muito, mas temos um ao outro, e eu não trocaria isso por nada no mundo.

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"Onde quer que você esteja, será minha casa", diz ela, virando-me, de modo a ficar por cima. Ela deita a cabeça no meu peito e fecha os olhos. Eu seguro a parte de trás de sua cabeça, a outra mão em suas costas, apenas segurando-a. "Eu sempre vou te amar, Bailey, não importa o quê." Ela beija meu peito. Se eu soubesse que, no dia seguinte, tudo mudaria. Eu nunca teria a deixado ir.

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Atualmente

Rake A ruiva chupa meu pau ate o fundo de sua garganta. Ela é boa, mas eu já tive melhores. Vejo-a tentar enfiar cada centímetro de mim em sua boca, mas ela começa a engasgar, e então se afasta, chupando apenas a cabeça. Eu olho em volta do clube, já me sentindo entediado. Às vezes apenas tenho esse sentimento que algo está faltando. Não consigo identificar exatamente o que é, mas é quase como se eu estivesse procurando algo que sei que nunca vou encontrar. Como se houvesse um buraco dentro de mim que nada vai preencher. De vazio misturado com um sentimento de saudade. Do quê? Eu não sei exatamente. Tudo o que sei é que preciso de uma distração porra, constantemente. E nada está funcionando esses dias. Chamo mais uma loira bonita passando, e ela vêm instantaneamente. Eu gosto que ela não se preocupe em jogar duro para conseguir, quando ambos sabemos que ela sairia perdendo se o fizesse. Eu empurro a ruiva para longe suavemente, em seguida, deito-me no sofá, entregando-lhe um preservativo. "Coloque-o em mim." Ela balança a cabeça e começa a trabalhar. Eu a assisto para me certificar de que ela está fazendo isso corretamente, então olho para a loira e lhe digo para se despir. Ela faz.

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Ela tem um corpo bonito, um estômago plano e seios de tamanho perfeito, com as pontas dos mamilos escuros. Ela poderia ser vista por qualquer pessoa que passasse, e ela sabe disso, mas não dá à mínima. Eu gosto disso. Eu digo a loira para se sentar no meu rosto, para que eu possa comêla enquanto a ruiva monta meu pau. Depois de todos gozarem, vou levá-las para o meu quarto, amarrá-las e fazer com elas o que quiser. E elas vão adorar cada segundo disso.

Bailey Eu nunca estive no Rift antes, mas o clube parece muito legal. Sintome fora do lugar, mesmo que esteja vestida como as outras mulheres ao meu redor. Ok, talvez a minha saia preta não seja tão curta, mas é apertada e justa. O top preto ombro-a-ombro que combinei com ela se agarra firmemente em torno dos meus peitos, e então se alarga para esconder meu estômago. Meu estômago não é totalmente plano como antes do parto, não importa quantas flexões eu faça, então tops como esse são uma dádiva de Deus. Ainda assim, me sinto como uma impostora. Tem sido muito tempo desde que fui a um clube. E eu tive apenas uma bebida, mas já perdi Amethyst, a garota com quem vim ate aqui, para um certo motociclista quente. Os dois estão dançando no canto agora. Eu conheci Amethyst na escola onde trabalhamos; ela era a recepcionista lá até recentemente, quando saiu para assumir um emprego mais bem remunerado em outro lugar. Ela definitivamente não é o tipo de garota de quem eu normalmente seria amiga, mas quando ela me convidou para sair, decidi aceitar, para variar. Eu não tinha ideia, no entanto, que seria abandonada pelo primeiro cara que se aproximasse dela. Ótimo.

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Eu sabia que não deveria ter saído, mas queria fazer algo diferente, abraçar uma mudança, me empurrar para fora da minha zona de conforto. Agir de acordo com a minha idade. Desfrutar de estar fora. Experimentar e ter uma noite despreocupada. Assim, quando ouço "Zero" de Chris Brown, vou para a pista de dança lotada. Sozinha ou não, não vou deixar de dançar essa música. Com os olhos fechados, meus quadris se movem por sua própria vontade, balançando ao ritmo da música. Segundos depois, abro os olhos bem a tempo de ver duas belas mulheres correrem para mim. Leva-me um segundo para perceber que as conheço. Puta merda. Não vejo Anna e Lana desde o colegial. Eu era um ano mais velha que elas, mas ainda via as duas diariamente por causa de Adam. Meu peito dói, de repente. Adam geralmente não estava muito longe de Anna, mas certamente isso tinha mudado com o tempo, certo? "Olá, estranha!" Anna diz, sorrindo amplamente. Eu balanço minha cabeça em surpresa, sorrindo para as duas. "Anna Ward? Oh meu deus!" Eu digo, meus olhos colados em seu rosto. Eu, então, viro-me para Lana. "Lana Brown! Eu deveria saber que vocês duas ainda seriam amigas. Vocês querem ir para fora, para não precisarmos gritar sobre a música?" Elas eram melhores amigas desde que consigo me lembrar, e eu sinto uma pontada de ciúme por tudo o que devo ter perdido ao longo dos anos, mas empurro-a de lado. Anna se afastou no ano em que Adam e eu terminamos, e eu não tenho ideia do que aconteceu desde então. Estive completamente fora do gancho. Meu relacionamento com essas duas se perdeu, junto com Adam. Anna acena com a cabeça, sorrindo de novo, e todas nós saímos pela porta da frente. Os seguranças nos olham com cautela até que Anna diz: "Nós não vamos deixar este lugar", o que me confunde. "Como tem passado?" Lana me pergunta, trazendo minha atenção para ela. "Bem", eu lhes digo. "Acabei de sair de um relacionamento, e estou voltando para a cena do namoro."

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Supondo ser possível chamar o que Trevor e eu tínhamos de relacionamento. "E como isso está funcionando para você?" Anna me pede com aquele sorriso insolente dela. Eu estremeço. Não muito bem. "Eu sinto como se tivesse sido jogada de volta para a piscina do namoro, sem boias." Trevor acabou sendo um desastre de trem, então quem sabe o que mais está esperando por mim lá fora. Nós namoramos por apenas um mês, após um encontro num museu. Eu tinha levado minha turma lá para uma excursão, e ele tinha sido o guia de turismo para o dia. Ele me passou seu número quando eu saí, e depois de dois dias eu finalmente liguei. Ele era bonito, e eu não tinha estado em um encontro em tanto tempo, então acabei cedendo. Mas ele começou a ficar muito pegajoso após as duas primeiras semanas, querendo me ver todas as noites e enchendo o meu celular, perguntando sempre onde eu estava. Eu não queria que ele conhecesse Cara ainda, e não era exatamente flexível sobre encontrá-lo sempre que ele queria - o que era muito frequentemente para o meu gosto. Quando ele me contou sobre seu fetiche por pés, então... basta dizer que esse foi meu ponto de ruptura. Nós todas rimos. "Eu posso ser sua boia," Anna brinca. "Você não é solteira", Lana lembra sua melhor amiga. "Oh", ela responde, olhando nos olhos de Lana. "Isso é uma regra? Eu tenho que ser solteira para guiá-la na direção certa?" Eu preciso de mais do que um guia: preciso de um milagre. E preciso parar de desejar que ela me conte sobre Adam. Ele está casado? Será que ele tem filhos? Como eu me sentiria sobre isso? Eu odeio o homem, mas também o adoro. Eu sempre irei. É complicado. Eu e quero vê-lo? Não. Mas saber como ele está indo não iria prejudicar minha alma. Lana ri. "Não, mas você tem que saber do que está falando." Anna faz uma carranca enquanto Lana e eu compartilhamos uma risada. "Eu tenho Arrow, não é?" Anna diz em defesa, apoiando as mãos nos quadris. "E confie em mim, ele não foi fácil." "Você está com alguém?" Pergunto, interessada em ouvir sobre o homem que roubou o coração de Anna.

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Seu rosto se ilumina. "Sim. O nome dele é Arrow. Ele é... incrível." Lana e eu compartilhamos um olhar divertido pela expressão sonhadora no rosto de Anna. "Como você o conheceu?" Pergunto. De repente, ela parece um pouco insegura. "Através do meu irmão, na verdade." "Oh," eu digo, mantendo minha expressão neutra. "Bem, estou feliz que você encontrou alguém, Anna. E espero que seu irmão não tenha lhe dado um tempo muito difícil por causa disso. Ele sempre me dizia que achava que você era boa demais para qualquer homem." Anna faz uma careta. "Ele ainda pensa assim. Então, diga-me tudo. Onde você esteve todos esses anos?" "Eu estive aqui", digo a ela. "Nunca deixei a cidade. Fui para a faculdade e obtive uma licenciatura em educação infantil". Essa é a verdade, mais ou menos. Na verdade, eu tinha ficado grávida e tido minha filha, Cara, quando tinha vinte anos. Assim, sendo mãe solteira, eu lutei. O pai de Cara não quis nada com ela, e eu nunca lhe pedi nada também. Eu trabalhei e sobrevivi através da faculdade, mal tendo dinheiro suficiente para comer em alguns dias, mas certificando-me que minha filha tivesse tudo que precisava. Foram tempos difíceis, mas eu sabia que eles compensariam a longo prazo - e compensaram. "Você é amplamente.

uma

professora? Isso

é

incrível!"

Lana

diz,

sorrindo

"Você daria uma boa professora, eu acho," Anna completa, colocando a mão no meu braço. "É muito bom vê-la, Bailey." Nós olhamos nos olhos umas das outras. "Você também," eu digo, de repente sentindo-me emocional. Eu conhecia essa menina. Nós praticamente crescemos juntas: eu tinha quatorze anos quando entrei em sua vida. Eu ate pensei que um dia ela seria minha cunhada, mas estava errada. Tão errada. Vergonhosamente errada. Ela estava prestes a dizer algo quando um homem tempestuou para fora do clube, chegando a um impasse quando nos viu ali de pé e pousando os olhos em Lana - e apenas em Lana. Ele é bonito. Ok, ele é mais que

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bonito, ele é magnético. Alto, com cabelos loiros e um corpo pelo qual vale a pena pecar. Esse era o homem de Lana? Sim, eu preciso começar a sair com essas meninas novamente. "Cristo, Lana. Tenho certeza que disse para você ficar onde estava", o homem rosna. Ele olha para Anna então, e depois para mim, estreitando os olhos. "Quem é você?" Lana responde a ele, pelo que eu sou grata, considerando que ainda estou sem palavras. "Tracker, essa é Bailey, uma velha amiga nossa. Bailey, esse é Tracker." Ele sorri, exalando sex appeal. Ele definitivamente é um homem que sabe exatamente quem é e o efeito que tem sobre as mulheres. Um homem confiante. "Prazer em conhecê-la." "Você também," eu guincho, e então olho para Lana com os olhos arregalados. Arrow? Tracker? Eram apelidos estranhos, mas agora era óbvio que eles eram motociclista: Tracker estava vestindo um colete de couro. Adam estaria deixando sua sair irmã com um motociclista? Eu não sabia o que pensar, mas se essas duas estavam saindo com eles, tenho certeza que são bons homens. Embora, eu tenha que admitir, Lana fosse a última garota que pensei que veria com um motociclista. "Viemos aqui para que pudéssemos conversar," Lana diz a ele. "Eu posso ver isso", ele murmura. "Vocês querem ir para a sala de VIP? É muito mais silencioso, e mais seguro do que ficar aqui fora, onde qualquer homem que passa pode vê-las. Rake está lá, mas você pode simplesmente ignorá-lo." Anna e Lana compartilham um olhar que eu não perco. O que essas duas estão tramando? "Você pode nos dar um segundo?" Lana pede a Tracker, seus olhos implorando a ele. Tracker acena para Lana, sua expressão gentil. Ele diz algo para o segurança, então se dirige de volta para dentro do Rift. "Você está namorando um motociclista?", Pergunto, observando Tracker desaparecer. "Estou", Lana responde lentamente, como se não tivesse certeza do que eu estou pensando. "Assim como Anna."

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As duas nunca fizeram nada uma sem a outra, por isso não estou surpresa. Eu sorrio para a Anna. "Não me diga? E o que o seu irmão acha disso?" Anna estremece em zombaria, sua expressão mudando para diversão. "Ele não gostava no começo, mas agora está bem com isso." Eu quero perguntar mais, mas não faço. Sei que há mais nessa história, mas não é realmente da minha conta. Adam não é meu negócio não tem sido há anos, e nunca será novamente. Esse deveria ser o inicio de um novo capítulo para mim. Não preciso pensar novamente na minha primeira decepção amorosa. "Vamos verificar essa tal sala VIP", eu digo, tentando parecer animada. Em seguida, lidero o caminho para dentro do bar, adivinhando a direção e andando com Anna e Lana logo atrás. "É nessa direção", diz Anna, enfiando o braço no meu. "Posso te perguntar uma coisa?" "Claro", digo a ela. Nós paramos na frente da área VIP, e eu viro o rosto para ela. "O que foi?" "Por que você nunca se manteve em contato comigo quando saí da cidade? Você disse que faria". Eu olho em seus olhos verdes familiares, e meu peito de repente dói. "Adam lhe contou o que aconteceu? Não pensei que você gostaria de falar comigo depois daquilo." Ela balança a cabeça. "Ele apenas separaram. Foi isso. Fim de discussão."

disse

que

vocês

dois

se

Eu cruzo meus braços sobre o peito, de repente sentindo-me extremamente exposta. "É uma longa história, Anna. E está no passado. Eu nunca parei de me preocupar com você, mas precisava deixar Adam para trás, e você era uma parte dele". Ela inclina a cabeça para o lado e acena, e eu sorrio para Lana enquanto ela nos alcança. Quando olho para trás novamente, para Anna, porem, vejo seus olhos se arregalarem. Em seguida, ela se encolhe visivelmente. Ela não está olhando na direção de Lana; esta olhando para trás de mim. Quase com medo de olhar, eu me viro lentamente e vejo o homem que amava mais do

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que tudo na vida, o homem que pensei que nunca mais gostaria de ver novamente. "Adam?" Eu suspiro, desejando como o inferno estar em qualquer lugar exceto aqui agora. Esta é a primeira vez que eu disse o nome dele em voz alta desde o colegial. E ate mesmo pronunciar seu nome parte meu coração um pouco. "Bailey?", Ele sussurra, olhando para mim como se estivesse vendo um fantasma. Seus olhos verdes ampliam e sua mandíbula fica firme. Apenas alguns segundos se passam, mas parece que são anos, à medida que ambos observamos um ao outro. Ele parece tão feliz em me ver quanto eu estou em vê-lo. Que é um grande não em tudo. Nesse momento, eu também não acho que sua carranca possa ficar mais profunda, ou seus olhos mais estreitos. Parece que ele me odeia. Eu não quero enfrentá-lo. Não estou preparada; acho que nunca vou estar. Preciso encerrar esta noite. Uma noite da qual pretendo nunca mais lembrar. Ele é o mesmo... mas completamente diferente. Eu não sei como explicar minhas emoções agora, porque elas estão todas correndo por mim, me puxando em diferentes direções. Ao longo dos anos, eu tinha planejado o que diria a ele se o visse outra vez, mas agora que estou aqui, não tenho nada. Quero gritar; quero brigar; quero chorar. Quero perguntar-lhe se ele está feliz. Ele está ainda mais bonito do que me lembro, mas agora é de uma forma mortal. Apenas olhando em seus olhos eu posso dizer que ele vive sua vida em tons escuros de cinza. Eu noto um piercing em seu lábio, que não estava lá antes, e outro em sua sobrancelha. Ambos adequam-se a ele. Vejo também tatuagens que espreitam para fora sob seu colete. Quando ele era meu, sua pele era livre de tinta. "Eu vou tatuar seu nome, bem aqui", disse ele, apontando para o coração. "Vou fazer isso quando estivermos casados." Eu coloco minha mão onde a futura tatuagem estará. "Eu gosto disso, Adam. Talvez eu tatue seu nome no meu dedo anelar, porque, ao contrário de um anel, uma tatuagem nunca desaparecerá".

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Eu fecho os olhos e me trago de volta para o presente. Nunca esperei ou quis ver Adam novamente, mas agora que o fiz, preciso tentar acalmar minhas emoções, mantê-las trancadas. O passado não tem lugar no presente, nem no futuro. Adam e eu precisamos ficar no passado, embora eu saiba que não é tão simples assim. Ele foi meu primeiro e único amor, e isso não é algo que se esquece. Ele também me machucou mais do que qualquer outra pessoa, mais do que qualquer pessoa poderia. Portanto, não sei o que dizer agora. Eu só quero chorar. Quero gritar. Quero que ele me segure. Não surpreendentemente, olho para baixo para vê-lo fechando o zíper da calça jeans, e uma bela mulher ondulando ao seu lado. Mulheres sempre fizeram fila para estar com Adam. Mas, uma vez, este homem foi meu. Meu tudo. Agora? Agora ele era apenas um estranho. Eu olho para a mulher ao seu lado, minhas emoções por todo o lugar. "Eu vejo que algumas coisas não mudam." O ar engrossa, incômodo, e nós dois travamos uma batalha silenciosa, tendo conversas com nossos olhos. "Devemos ir–" Lana tenta dissipar a tensão, mas Adam lhe corta. "Anna, você e Lana vão para dentro. Bailey e eu precisamos conversar." Muito já foi dito entre nós, sem usar palavras, então me pergunto o que ele poderia querer realmente falar. "E eu?” Sua mulher estala. "Eu tive seu pau na minha boca há poucos minutos, e agora você quer conversar com esta cadela?" Cadela? Eu fui à primeira mulher a ter o pau de Adam na boca! Eu tremo em meus próprios pensamentos. Estou seriamente feliz que ninguém pode ouvi-los. Anna agarra Lana pelo braço. "Vamos dar-lhes alguma privacidade." Eu silenciosamente imploro para elas ficarem, mas eles sequer olham na minha direção. Sim, não há ajuda ali. Eu assisto-as desaparecer na sala VIP, em seguida, envio meu olhar mais sujo na direção de Adam, que não está nem olhando para mim. Ele está tentando livrar-se da mulher que ainda está colada a seu lado.

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"Vá", ele exige, seu tom frio. "Não me faça ter que dizer de novo, porque não vou ser tão bom na próxima vez." Ela tempesteia para longe, balançando tanto o rabo que estou surpresa que seus quadris não caiam. Ela tem uma bela bunda, embora. Cadela. Adam então se vira para mim, e nós continuamos nossa conversa silenciosa. Seus olhos dizem, posso foder quem eu quiser. Enquanto os meus dizem, talvez você deva eleger alguns malditos padrões. Agora que Adam e eu estávamos finalmente sozinhos, eu meio que desejava que ela voltasse. Tempos de desespero, aparentemente. "Agora, o que diabos você está fazendo no meu clube?", Ele rosna, dando um passo mais perto de mim. Seu clube? Merda. "Você possui este clube?" Eu pergunto, minhas sobrancelhas subindo. Quão fodidamente azarada eu sou? Este é o único clube que ele possui? Porque isso seria muito, muito azarada. Então, novamente, boa sorte e eu nunca realmente nos misturamos. "Heartbeat" de Childish Gambino começa a tocar, mas eu não posso mesmo desfrutar da música sob o olhar intenso de Adam. "Sim", ele responde lentamente, olhando-me da cabeça aos pés numa inspeção dolorosamente lenta, que me faz sentir um pouco autoconsciente. “Ok", eu digo, olhando ao redor. Para a esquerda, para a direita. Atrás dele. Qualquer lugar, menos em seus olhos. Não conheço o homem de pé à minha frente, e enquanto uma pequena parte de mim quer correr para os seus braços, o resto de mim quer lhe dar um tapa no rosto. "Com quem você está aqui?", Pergunta ele, fazendo meu olhar relutantemente encontrar o dele mais uma vez. "Uma amiga", eu digo. "Onde está essa amiga?", Pergunta ele, cruzando os braços sobre o peito.

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Eu dou de ombros, sentindo-me um pouco envergonhada. "Por aqui em algum lugar." Eu disse que estava com uma amiga, não uma boa amiga. Confie em mim, há uma diferença. Ele acena com a cabeça, os lábios tão apertados como nunca vi. "Você vai voltar aqui?" Eu balanço minha cabeça. "Definitivamente não." Ele esfrega a mão pelo rosto. "Bom. A menos que você queira foder, você sabe, em nome dos velhos tempos?” Ele está falando sério agora? Me perguntando se eu quero foder em nome dos velhos tempos? Eu cerro os dentes e conto até dez na minha cabeça. Se a intenção dele é me desestabilizar, certamente ele esta fazendo um bom trabalho. Na verdade, eu contemplo esbofeteá-lo, mas não, isso não vai ajudar a situação. Melhor não deixá-lo saber o quanto suas palavras me afetam. Não vou dar-lhe a satisfação de saber que apenas vê-lo novamente faz minha alma gemer de dor. Eu forço uma risada sem humor. "Eu quero foder," eu digo, lambendo meus lábios. Seus olhos se arregalaram, surpresos com minhas palavras. Eu dou um passo mais perto e complemento. "Qualquer um, exceto você, Adam." "É Rake", diz ele, sua expressão agora em branco. "Ninguém mais me chama de Adam. E, para dizer a verdade, meu nome em seus lábios apenas me irrita pra caralho." "Certo", murmuro, olhando para os meus pés antes de voltar-me para ele. "Bem, Rake. Por favor, diga a Anna e Lana que eu disse 'tchau’”. Ele faz uma carranca. "Fique longe delas, Bailey. Eu não quero que você tenha nada a ver comigo ou com alguém que me interessa. Você não é nada para mim. Você não tem sido por um tempo longo. Agora dê o fora do meu clube". A última linha da música toca, enquanto as palavras ressoam entre nós. Elas magoam. O passado dói.

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Tudo fodidamente dói, e a última coisa que eu preciso é abrir essas feridas antigas. Trabalhei tão duro para enterrar tudo e seguir em frente. Mas, aparentemente, tudo o que preciso é olhar para seu rosto para trazer cada dor de volta. Então eu me viro e saio. Ele não vale a pena.

Rake Eu a vejo se afastar de mim, e meu peito contrai tão apertado que dói para respirar. Vê-la novamente aqui, de todos os lugares, realmente me joga para fora dos fodidos eixos. Eu esfrego a parte de trás do meu pescoço, olhando para o local onde ela estava de pé. Porra. Eu não sou mais ele. Não sou o menino cujo coração ela quebrou, não mais. Eu não deveria estar sentindo nada por vê-la. Anos se passaram, mas parece que Bailey ainda é minha. Ela parece bem - vou dar isso a ela. Seu cabelo castanho ainda parece fodidamente macio, e eu apenas sei que teria um cheiro muito bom. Seus olhos castanhos ainda podem espiar a porra da minha alma. Eu não posso vê-la novamente. Ela não é nada para mim. Devo estar me sentindo assim por causa da surpresa de vê-la novamente. Isso é tudo. Sim, ela não tem nenhum poder sobre mim. Nenhum. Foda-se, eu preciso fumar, embora eu tenha parado. "Ela é bonita," Eu ouço Tracker dizer por trás, colocando a mão no meu ombro por um segundo antes de removê-la. "Lana parece gostar dela. Nós vamos ter qualquer problema com ela?" "Não", eu rosno instantaneamente. "Nenhum problema." Eu me viro para olhar para o meu irmão. "Eu vou lidar com ela, está bem? Ninguém mais chega perto dela." Ela é meu fardo para carregar. O exemplo vivo e

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andando do que acontece quando você deixa uma mulher chegar perto de você. Minha própria lição pessoal. "Você quer que eu chame Kira de volta?" "Quem?", Pergunto a Tracker distraidamente. Ele late uma risada e balança a cabeça. "Deixa pra lá." Bailey está de volta. E minha guarda estará mais alta do que nunca, porra.

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Dois meses depois

Bailey “Ele disse o que?" Tia suspira, então ri. Eu tomo um pequeno gole de meu café e, hesitando, repito: "Ele disse que um dos meus seios era do tamanho de sua cabeça." Ela ri mais forte, apertando o peito, seu cabelo loiro emoldurando seu rosto oval como uma cortina. "Os homens nos dias de hoje. Quão hilariantes eles são? E por hilariantes quero dizer estúpidos." Eu rio com isso. "Não é? Eu penso que tive namoro suficiente para durar uma vida." "Você passou por dois encontros após todo o fiasco com Trevor", aponta Tia com um sorriso. "E apenas um terminou entre os lençóis." Eu gemo e coloco meu café em cima da mesa. "Por favor, não me lembre." Faço uma pausa. "Pelo menos nenhum deles tinha um fetiche por pés." "Eu não acho que ele quis dizer a coisa dos peitos como um insulto", ela continua, os olhos azuis arregalados em mim. "Teria sido um elogio. Ele estava simplesmente fazendo uma observação. Você realmente tem peitos enormes."

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Olho para os seios em questão. "Sim, mas ele deve apreciá-los, não compara-los com o tamanho de sua cabeça! Talvez sua cabeça seja apenas muito pequena." Os ombros de Tia tremem, e ela enxuga os olhos, que estão começando a lagrimar. Ela sempre chora quando ri. "O sexo não pode ter sido tão ruim!" Cubro o rosto com as mãos, não querendo revivê-lo. "Foi horrível. Ele continuou chamando minha... minha..." "Sua o quê?" Tia pergunta, inclinando-se mais perto de mim. Eu aponto para baixo, em direção a minha virilha. "Sua buceta?" Ela fornece casualmente. Eu concordo. "Do que ele a estava chamando?”, Ela pergunta, soando ao mesmo tempo curiosa e à beira do riso. Eu gemo - não, não vou dizer a palavra em voz alta. "A palavra com C.”. Tia sorri, batendo a mão sobre a minha mesa de jantar. "Cu-1" "Sim", eu digo, cortando-a. "Isso." "Um pouco de conversa suja nunca fez mal a ninguém", ela bufa, erguendo a caneca para os lábios e escondendo o sorriso. "Há algo muito errado com você", digo a minha vizinha. Mudei-me para a casa ao lado da de Tia mais de um ano atrás, e nós rapidamente nos tornamos amigas, assim como fizeram os nossos filhos. Minha filha, Cara, e seu filho, Rhett, são quase da mesma idade, e passam um pouco de tempo juntos; nós nos revezamos um com o outro ao longo das refeições e companhia. Nos tornamos uma família em tão pouco tempo, e eu amo os dois até a morte. "Eu sou totalmente a favor de conversa suja", concordo. "Mas essa palavra? Hm, não. Por que ele não pode simplesmente dizer buceta, como um homem normal falando sujo?" Mesmo a palavra vagina soa estranha em minha língua. Veja bem, antes de me tornar amiga de Tia, realmente nunca falei sobre minha vida sexual. Logo, quando esse cara disse que amava foder minha c-, eu meio que desejei estar em qualquer lugar exceto sob ele. Ela se refere ao termo cunt, que é um sinônimo para a genitália feminina. É considerada uma das palavras mais ofensivas da língua inglesa. 1

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"Ele fez você gozar, pelo menos?", Ela pergunta, não sendo tímida em tudo. "Quando nós duas perdemos o limite uma com a outra?", Eu me pergunto, olhando para o teto por um segundo. "Provavelmente quando você me viu ter sexo com –" "Oh Deus, não me faça reviver isso!" Eu grito, cortando o resto de sua sentença. Uma vez eu fui à casa dela e encontrei a porta destrancada. Em pânico, pensando que alguém tivesse arrombado sua casa ou que algo estivesse errado, eu corri para minha própria casa e liguei para a polícia, só para encontrá-la montando um cara. Foi estranho. Ela achava que não, mas eu estranhei e ainda estranho. "Bailey", diz ela em um tom sério. "Você é um bom partido. Uma grande mulher. A melhor. E fodidamente linda. Se você não consegue encontrar um homem bom, que chance o resto de nós tem?" Eu sorrio com tristeza. "Talvez nem todos nós sejamos feitos para estar com alguém. Eu tenho uma casa. Um trabalho. Uma bela filha saudável. Se isso é tudo que foi reservado para minha vida, vou ser feliz com isso." "Besteira," Tia diz, estreitando seus olhos azuis. "Você vai encontrar alguém, quando for à hora certa. Alguém que não seja um verme como Trevor." Sim, eu com certeza sei como encontrá-los. Tia também sabia algumas coisas sobre Adam, mas não toda a história. Ninguém sabia a história toda, exceto eu. Eu empurro o meu cabelo escuro para trás da minha orelha e murmuro, "Eu não vou segurar minha respiração." Cara e Rhett correm para a cozinha nessa hora, me salvando da tentativa de Tia de um discurso motivacional. "Vocês dois terminaram de jogar seus jogos?", Pergunto a minha filha, abraçando-a quando ela corre para os meus braços, seu cabelo castanho agitando-se ao redor. "Sim", ela diz, seus grandes olhos castanhos olhando para mim. "Podemos ir brincar lá fora agora?" Eu concordo. "Sim, tudo bem. Que tal um lanche em primeiro lugar?" "Sim, por favor!" Rhett diz, sempre com fome. Seu cabelo loiro cai sobre a testa, e seus olhos azuis idênticos aos de Tia espreitam para mim com emoção.

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"Ok", digo a ele. "Lavem as mãos enquanto preparo para ambos alguma coisa." Eles lavam as mãos e esperam pacientemente na mesa enquanto os faço um pouco de salada de frutas, e retiro alguns Jell-O da geladeira para servir com ela. "Obrigada, mãe!" Cara diz, pegando o garfo e esfaqueando um pedaço de melancia. "Obrigado, tia Bailey," Rhett diz, fazendo o mesmo. Eu sempre fico um pouco emocional quando ele me chama de tia, mesmo que não estejamos relacionados por sangue. ‘Tia’ me diz que sou mais família para ele do que a sua própria família, e que tenho feito mais por Rhett do que suas tias reais, assim ganhando o título. Compartilho um olhar com Tia. Aqui estamos nós, duas mães solteiras, fazendo o melhor que podemos, e tendo de admitir que ambas temos grandes crianças. Tia sorri, lendo meus pensamentos. "Nós fizemos bem, não fizemos?" Cara olha para mim e sorri antes de voltar sua concentração para a comida. "Sim, nós fizemos."

O último lugar que jamais pensei que veria Lana e Anna de novo é na escola onde ensino, então, quando ouvi ambas chamando meu nome, me virei com a boca aberta em estado de choque. "O que as duas estão fazendo aqui?" Eu pergunto, abraçando Anna, então Lana. "Estamos aqui para Clover," Lana responde, em seguida, aponta para uma menina de cabelo escuro bonito no meio da multidão. "Ela é maravilhosa. Nenhuma das duas mencionou ter uma filha!" Mas, novamente, nem eu tinha. Os olhos verdes de Anna aumentam. "Oh, ela não é nossa. Ela é filha de Sin e Faye. Amigos nossos".

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"Oh," eu digo, colocando as peças juntas. "Vocês estão aqui para assistir a corrida?" Hoje foi Field Day2, e outras escolas estavam aqui para competir. As crianças mais jovens vieram para jogar jogos de equipe e ter uma corrida amigável ou duas. Anna acena com a cabeça. "Sim, todos nós saímos para torcer por ela. É sua primeira corrida, e ela está tão animada, você deve vê-la." Lana olha para os sapatos e embaralha-os na grama. "Por que você não nos ligou depois que nos vimos no Rift? Poderíamos ter nos encontrado até agora." Minha mente corre procurando uma maneira de lidar com isso. Eu não quero dizer-lhes a verdade, mas não quero que elas pensem que não quero vê-las também. "Eu não tinha seu número." Com todas as mídias sociais, essa era uma desculpa esfarrapada na melhor das hipóteses, então os olhos de Anna se estreitaram. "Rake disse que lhe deu meu número." Bem, foda-se. Aquele desgraçado! "Bem, ele não fez", eu digo a ela. "Olha, meninas, a verdade é que eu adoraria sair com vocês, mas não quero ver Adam. Há muita história lá, e para ser honesta, não quero nem estar perto dele. E confiem em mim quando digo que o sentimento é mútuo." Anna cruza os braços sobre o peito. "Quem disse que Rake tem que estar lá? Nós podemos ter noites das meninas; ele pode fazer sua própria coisa. Não é como se ele nos dissesse para ficar longe de você." Agora é a minha vez de olhar para os meus pés, como se de repente eles tivessem se tornado muitíssimo interessantes. "Que porra é essa?" Anna rosna, suas mãos caindo soltas e apertando. "Ele não?!" Ate mesmo Lana parece surpresa. "Ele realmente não te quer em torno, não é? Droga. Isso não soa como Rake em tudo. Ele é normalmente muito descontraído." "Não em torno de mim", eu resmungo. "Ele me disse que não me queria perto de vocês. Você é irmã dele, Anna - infelizmente, ele ficou com 2

Dia em que as crianças participam de jogos e competições esportivas.

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você na separação. Não posso ir contra sua vontade, porque se ele descobrir, vai querer tirar satisfação, e essa é a última coisa que eu quero. Nunca mais quero vê-lo novamente se puder evitar." Lana e Anna compartilham um olhar especulativo. "O quê?" Eu pergunto, arrastando a palavra. Anna sorri, seus olhos brilhando. "Rake está saindo em uma corrida no próximo fim de semana. Ele vai ficar fora por alguns dias. Podemos tomar uma bebida ou duas. Ele não vai descobrir; ele vai ficar bem." "Últimas palavras famosas," eu digo com um suspiro exagerado, embora todas as três de nós soubessem muito bem que eu iria sair com elas. "Ele está aqui para assistir Clover?" Ambas abanam a cabeça, mas Anna responde. "Nah, Sin e Tracker estão aqui. O resto dos homens tinham suas merdas para fazer". Eu olho para trás das meninas e vejo Tracker sentado no capô de um carro preto. Próximo a ele está um homem com cabelo escuro. Seu braço está em torno de uma mulher, que por sua vez está agitando as mãos no ar na direção de Clover. Os dois homens estão vestindo os coletes que vi os motociclistas vestirem, e ambos parecem extremamente imponentes. Na verdade, todos os outros pais deram-lhes um amplo espaço. Lana pega seu telefone e o entrega para mim. "Dê-nos seu número." Eu digito meu número e o salvo. "Eu acho que ele vai descobrir que vocês duas me viram aqui hoje, de qualquer maneira." "Posso te perguntar uma coisa?" Anna diz, uma expressão séria em seu rosto bonito. Já sei o que ela vai perguntar, mas aceno com a cabeça de qualquer maneira. "O que aconteceu entre vocês dois? Vocês eram o melhor casal. Nunca vi amor jovem assim na minha vida. Todo mundo pensou que iriam se casar." Eu também, mas a vida nem sempre acaba como você espera. Eu lambo os lábios repentinamente secos. Algumas palavras fluem através da minha mente. Devastação total. Desgosto. Tragédia. Dor.

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Um monte de dor do caralho. "Eu acho que sรณ nรฃo deu certo," Eu lhes digo, encolhendo os ombros, simplesmente. Eufemismo do ano, porra.

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O próximo fim de semana chega mais rápido do que o habitual. Lana me mandou uma mensagem há poucos dias e perguntou se eu poderia encontrá-las no Rift, que é o último lugar onde quero estar. Entção, quando disse isso a ela, ela me disse que nós poderíamos nos encontrar em um bar chamado Knox Tavern. Tia ofereceu-se para manter Cara para a noite, para que eu pudesse sair e desfrutar de uma noite com minhas velhas amigas. Ainda assim, estou me sentindo um pouco insegura. Eu amo Anna e Lana, mas estar com elas traz de volta muitas memórias. Tê-las em minha vida traz de volta Adam. Meu Adam, não o motociclista fodão conhecido como Rake. O Adam que eu amava, antes que ele me quebrasse. Continuo tentando encontrar um amor como o que nós compartilhamos, mas nunca consegui. E isso me faz odiá-lo ainda mais. Sei que preciso superar isso. E eu tentei, mas não posso. Acho que nunca vou ser capaz de chegar ao ponto onde posso vê-lo e não sentir nada, bom ou ruim. Eu queria poder. Eu adoraria vê-lo e sentir absolutamente nada, ser dormente. Gostaria que o meu coração não corresse, que o meu peito não ficasse apertado. Ser capaz de respirar livremente, não sentindo que as lágrimas estão prestes a escorrer pelo meu rosto. Talvez um dia. Eu olho para o meu reflexo no espelho de corpo inteiro, olhando de um lado para outro. Meu cabelo escuro está solto e enrolado nas extremidades, e eu tinha feito um delineado gatinho e lábios vermelhos. Meus olhos castanhos são nada especiais, mas tenho sorte de ser abençoada com

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longos cílios grossos. Cílios que Cara herdou de mim. Com uma inspeção final, pego minha bolsa preta e escorrego os pés em meus saltos altos de tiras, também preto. E então eu chamo um táxi.

"Será que eles só contratam homens sensuais aqui?", Pergunto, meus olhos arregalados enquanto observo os gostosos em torno de mim. “E gêmeos. Sério?" Eles são de verdade? Ser sexy era um requisito para trabalhar aqui? Anna olha para o bar e ri. "Eu costumava trabalhar aqui. Reid, Ryan e Tag, todos eles são bons. Reid pode ser uma dor na bunda, embora." Ela diz isso com carinho. "Ele pode ser uma dor na minha bunda toda vez que quiser", digo, inclinando minha bochecha na palma da mão e estudando-o a partir da segurança da nossa mesa. Quando Lana e Anna param de rir, percebo como o que eu disse pode ser interpretado se você tiver uma mente suja - e essas meninas claramente as têm. "Não foi isso que eu quis dizer," eu digo, rindo, e então deixo escapar: "Eu ainda sou uma virgem anal." Elas riem mais duro. Eu rolo meus olhos e chupo meu canudo, deixando a bebida gelada encher minha boca e deslizar para baixo da minha garganta. Quando noto um homem de aparência rude parado na porta observando-nos, pergunto: "Quem é aquele cara?" Anna olha para o homem e franze os lábios. "Aquele seria o meu acordo. Trazê-lo junto foi à única maneira dos homens nos deixaram sair sem eles". "Eu vejo", eu respondo, verificando o homem. "Ele é quente, embora."

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Lana se inclina para trás na cabine e sorri. "O nome dele é Ronan; ele acabou de ganhar seu patch3. Os homens começaram a chamá-lo de Shark4, embora ninguém vá nos dizer o porquê." "Então devemos chama-lo de Ronan ou Shark? Parece confuso." "Nós o chamamos de Ronan, porque estamos acostumadas a isso", responde Anna. "Eu não entendo toda a coisa do nome de estrada também. Obviamente não existem quaisquer regras para isso, porque nós ainda podemos chamar Vinnie de Vinnie". As sobrancelhas de Lana franzem, no entanto. "O nome de estrada de Vinnie é Wolf, você não sabia?" Anna parece confusa, franzindo o nariz adoravelmente. “Como diabos você sabe disso?" Lana dá de ombros, empurrando os óculos para cima do nariz. "Eu presto atenção quando as pessoas falam." "Eu também," Anna diz facilmente. "Eu não sei como perdi isso. Essa é uma informação interessante." "Sim, e seu primeiro nome também não é Vinnie. Vincent é seu nome do meio." "Qual é o seu primeiro nome, então?" Anna pede, absorvendo todas as novas informações. "Tyler". "Hmmm. Não posso imaginá-lo como qualquer coisa exceto Vinnie", diz Anna. "Eu gosto do seu cabelo, Bailey," Lana diz, mudando de assunto e apontando para os cachos nas pontas. "Obrigada”, eu respondo, levantando uma onda entre os meus dedos. "Eu pensei em tentar algo diferente." "Parece bom," Anna concorda. O deus do sexo com a cicatriz no rosto vem até nossa mesa, e eu tento não hiperventilar. Seus bíceps são tão esculpidos, e eu quase posso ver seu pacote de seis através de sua camiseta branca. Ou isso seria apenas minha imaginação pervertida? Seu rosto é esculpido a perfeição também - a cicatriz só acrescenta ao seu apelo. 3 4

Quer dizer que ele foi recentemente aceito no MC. Em tradução literal, significa Tubarão.

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Contorço-me em meu assento. "Anna", diz ele, levantando seu queixo, seus lábios firmes contraindo. "De volta aos velhos lugares cativos, eu vejo. Que problemas você estará dando-me hoje à noite?" "Nenhum, Reid," Anna responde com um sorriso, tentando parecer inocente - e falhando. "Certo", ele murmura, voltando sua atenção para Lana. "Você a mantém na linha para mim, está bem, Lana?" Lana balança a cabeça. "Sempre." "É bom ver você também, Reid," Anna diz, revirando os olhos. "Vejo que você está em seu habitual auto encantador." Reid sorri em resposta. "Você me conhece, eu nunca mudo." Seu olhar se volta para mim então. "E quem é você?" "Bailey", digo-lhe, agitando os dedos para ele. Seus olhos se estreitam enquanto ele me estuda. "Você vai ser uma dor na minha bunda também?" As outras meninas riem, obviamente se lembrando de minhas palavras anteriores. "Só se você quiser. Conhecendo estas duas, porém, provavelmente." Sim, esta é a minha maneira desajeitada de flertar. Mas Reid realmente sorri. E é fodidamente devastador. Ele então se vira para Anna. "Por que você tem que vir aqui esta noite, de todas as noites? Da próxima vez ligue e deixe-me saber que você estará aqui, para que eu possa manter meu traseiro em casa." "Por quê?", Ela responde, animando-se e olhando ao redor do bar. "O que está acontecendo hoje à noite? Dançarinos? Um show de poledance? Morning Alliance estará aqui? Oooh, isso seria fantástico." Reid se encolhe e diz a Anna para deslizar para o lado, para que ele possa sentar-se. "Nenhum dos anteriores. Mas Summer decidiu que quer ter uma noite de karaokê semanal". "E é esta noite?" Anna pergunta, fazendo uma dança louca feliz. "Foda, yeah! Estamos todas nisso!" Ela olha para mim. "Bailey?" "Eu estou dentro," Eu olho para Lana. “Lana?" Ela pega o copo.

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“Com um pouco mais destes, por que diabos não?" Reid esfrega a mão pelo rosto. "Estou indo para casa mais cedo. Eu sabia que não deveria ter vindo esta noite. Eu disse a Summer que ouvir pessoas tentando cantar a noite toda não é divertido, mas você a conhece." Anna envolve um braço em torno dele. "Aww, venha aqui, Reid. Você pode fazer um dueto comigo. Vai ser ótimo. Onde está Summer, afinal? Eu não a vejo há eras, e acho que estamos devendo um encontro." Ela olha para mim e explica, "Summer é a querida mulher de Reid. Ela é ótima; você vai amá-la." "Ela vai estar aqui em uma hora ou algo assim", diz ele, olhando para o relógio. "Ela continua tentando chegar ao trabalho, e eu continuo dizendo a ela para ficar em casa. Nós finalmente concordamos em ela vir somente em horário de pico, e depois ir para casa relaxar". "Excelente," Anna diz, olhando para mim e Lana. "Devemos fazer desse um passeio semanal, meninas. Noite do Karaokê no Knox Tavern! Podemos trazer Faye da próxima vez. Ela vai adorar esta merda." Todas brindamos. "Tente manter seus homens em casa", Reid sugere, levantando a sobrancelha para Anna. "Geralmente onde você está, eles seguem, e com eles vêm ainda mais problemas." "Oh, por favor, todos nós temos sido tão boas," Anna diz, acenando com a mão no ar. "Nada está acontecendo recentemente. Sei que você mantem-se atualizado com as fofocas, Reid, então você sabe disso." "Os homens são tão fofoqueiros", eu jogo para fora. "É verdade", Lana concorda. "Eu possuo um bar," Reid diz divertido. "As pessoas gostam de falar. A não ser que envolva os meus, geralmente não dou a mínima, mas sim, ouvi um monte de coisas. Isso não significa que as repito, embora." Anna acena com a cabeça. "Verdade. Ei, você sabe, você deveria fazer uma noite das senhoras, com garçons masculinos sem camisa e strippers masculinos." "Você provavelmente iria fazer um monte de dinheiro com isso", Lana diz, sorrindo. "Nós poderíamos vir aqui para todas as despedidas de solteira."

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"E talvez você possa tirar sua camisa também," eu deixo escapar. Lana e Anna começam a rir. Reid se levanta e caminha de volta para o bar, com os ombros caídos. Pobre rapaz. Eu não gostaria de lidar com a gente também. "Outra rodada?", Pergunto, o que é recebido com mais aplausos. Eu caminho até o bar com um sorriso em meu rosto. Algumas coisas não mudam; essas duas sempre souberam como ter um bom tempo. Há algo agradável sobre sair com amigas que realmente se importam com você, aquelas que não vão deixá-la presa no final da noite. A única boa amiga que tenho é Tia, mas uma de nós normalmente fica em casa com as crianças, portanto, raramente conseguimos uma noite juntas. "Três screwdrivers5, por favor,", eu pergunto ao gêmeo de Reid. Ele sorri, seus olhos enrugando nos cantos. "Com certeza, querida." Seu comportamento amigável emite uma vibração completamente diferente da de seu irmão. Reid faz você sentar-se ereto; Ryan faz você querer relaxar na cadeira. "Obrigada," eu digo quando ele começa a fazer as bebidas. Então eu abro minha bolsa e retiro uma nota de cinquenta dólares. "É por conta da casa", ele me diz, afastando o dinheiro. "Oh, não, não posso", eu digo, sentindo-me um pouco estranha, mas ele apenas pisca para mim. "Anna e suas amigas ganham bebidas livres. É uma das regras", diz ele em um tom fora de brincadeiras. "Essa é uma decisão de negócio terrível", eu aconselho, o que o faz rir. "É, mas às vezes a vida nem sempre é sobre negócios, não é?", Diz ele, os olhos brilhando com humor. "Acho que não", respondo. "Mas ainda me sentiria melhor se você me deixasse pagar." Ele apenas balança a cabeça. "Vamos, vou ajudá-la a transportar as bebidas." Ele toma dois copos nas mãos, e eu levo o terceiro de volta para a mesa. "Grande serviço o que eles têm aqui," Anna importuna quando Ryan coloca as bebidas na mesa. Ele se senta no mesmo lugar que Reid sentou. 5

Coquetel a base de vodca e suco de laranja.

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"Melhor bar da cidade", ele responde com um sorriso. "Não vi você em um tempo, Anna. Você nos trocou por Rift, não é? Isso dói, Anna." "Você deveria estar feliz com isso", diz ela, trazendo a taça em sua direção. "Menos drama para você." Ryan encolhe os ombros largos. "Essas soam como palavras de Reid. Eu gosto quando as coisas ficam um pouco interessantes por aqui." "Eu vou beber a isso", murmura Anna, levantando a taça no ar. Nós brindamos todas juntas, em seguida, tomamos um gole. "Ryan, você conheceu Bailey, certo?" "Conheci, mas não sabia o nome dela", diz ele, acenando com a cabeça para mim com um sorriso. Ele então olha para Anna. "Onde você encontrou essa? Sempre vejo você lá fora com as mesmas pessoas, e agora, de repente, você tem uma nova amiga?" "Por que todo mundo diz isso? Bailey é uma velha amiga. Nós fomos para a escola juntas, na verdade", responde Anna. "E ela é ex-namorada de Rake. Assim, ele não precisa saber que ela estava aqui." Ryan sorri. "Viu? Problema. Mas meus lábios estão selados. Não é como se eu falasse com Rake, a menos que ele venha aqui, de qualquer maneira". "Eu estou dizendo a você, apenas no caso," Anna diz, mexendo a bebida com o canudo. "Bem, nesse caso, anotado. E como você tem estado, Lana?", Pergunta ele, voltando sua atenção para ela. "Socando a cara de muitas mulheres, recentemente?" Anna dá um tapa em seu braço. "Cara, não fale mal dos mortos." Meus olhos incendiam. "Espere, o que?" "Eu vou te contar mais tarde", Lana diz, suspirando e depois olhando para Ryan. "Obrigada por trazer isso, Ry. Mas eu estou bem. Por que você não toma uma bebida com a gente?" Ryan levanta uma sobrancelha para Lana. "Confie em mim, eu o faria, mas isso vai estar fodidamente lotado a qualquer minuto, e não seria a melhor ideia me sentir confortável." Ele beija Anna na bochecha, em seguida, olha para mim. "Espero que todas tenham uma boa noite. Deixe-me saber se alguém perseguir você." Ele sorri. "Então eu posso enviar Reid."

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Nós todos rimos com isso. Ele se levanta, então nos pisca um último grande sorriso. "Espero ver todas vocês no microfone." "Você não será capaz de afasta-lo de nós", digo-lhe, então confiro seu traseiro enquanto ele se afasta. Anna faz um som de diversão. "Ele está tomado." "Os bons geralmente estão", eu digo com um acesso de raiva. "Mas eu ainda posso olhar de longe. Vocês estão acostumadas a ver todos esses homens, mas eu ainda estou querendo saber de onde todos eles vieram, e onde todos tem se escondido." "Os bons são fiéis," Lana concorda, pegando um cubo de gelo de seu copo e o colocando na língua. "Tudo o que você pode fazer é esperar poder pegar um homem que será o mesmo para você - ridiculamente fiel, físico e emocionalmente." "Vocês duas têm isso", eu digo, tentando afastar a melancolia da minha voz, e falhando. Elas estiveram me contando sobre seus homens durante toda a noite. Quem sabia que motociclistas eram um caminho a percorrer? Mas provavelmente seja apenas estes motociclistas, o que torna as mulheres à minha frente ainda mais sortudas. Será que Adam e eu estaríamos em um lugar diferente se tivéssemos esse tipo de confiança entre nós? Será difícil confiar completamente em um homem de novo, porque, a partir das minhas experiências, tudo que eles fazem é deixar você para baixo no final. "Você vai encontrar alguém digno", Lana diz sinceramente. "E vai acontecer quando você menos suspeitar." "Em seguida, BAM!" Anna fala, batendo com o punho na mesa para dar ênfase. "Ele entrará em sua vida e nada será o mesmo. Ele vai ocupar cada pensamento em sua mente, e não haverá nenhum lugar aonde você preferiria estar do que em seus braços." Lana concorda. "Você será um caso perdido então, e perceberá que nunca realmente teve uma chance. Se for do tipo de amor que veio para ficar, você só terá que parar de tentar combatê-lo e apenas ir com ele." Eu rolo meus olhos. "Não acho que isso vai acontecer para mim, para ser honesta, e acho que estou realmente bem com isso agora, embora. Mas chega de conversa sobre mim e minha solteirice, vamos ter outra bebida e preparar-nos para cantar nossas bundas!"

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Depois de nossa terrível interpretação de "Man Down" de Rihanna, damos o microfone para os outros e eu sou apresentada a Summer e Taiya, esposas de Reid e Ryan. Ambas são tão bonitas e carismáticas que eu logo posso ver por que os homens escolheram-nas sobre todas as outras. Eles poderiam obter claramente as mulheres que queriam, mas estão obviamente apaixonados por estas duas mulheres incríveis. "Isso foi fodidamente horrível", Reid diz quando nos sentamos na nossa mesa. Ele parece extremamente divertido, e eu posso dizer que ele realmente não se importa com o fato de que estamos aqui, não importa o quanto ele tente fingir o contrário. "Isso foi muito foda!" Summer discorda, abraçando sua barriga. Ela está grávida de cinco meses, e vestida com um vestido preto baby-doll bonito. Depois de assistir Reid com ela à noite toda, sinto uma pontada em meu peito. Ele é tão protetor, mas ainda tão doce. Áspero, mas com ela, se transforma em alguém completamente diferente. Sim, isso é amor. "Eu gostaria de vê-lo fazer melhor", Anna desafia, mas Reid simplesmente sorri e balança a cabeça, envolvendo o braço em torno de Summer e afetuosamente beijando o topo de sua cabeça. "Não gostaria de fazer-lhes parecer tão ruim.", diz ele sem problemas. "Cagão!" Anna retruca. "Vamos, Reid," Summer diz para ele. "Nós não vamos sequer dar-lhe merda por quão terrível você vai ser." Ele a beija para cala-la, o que funciona.

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Em seguida, todos nós tentamos novamente fazer Reid ir para o palco cantar, mas ele logo vira acaba com nosso plano. "De jeito nenhum estou indo para lá", diz ele, levantando-se. "E minha linda esposa e eu faremos uma saída estratégica antes de vocês voltarem para o palco. Tenho certeza que Rihanna está fodidamente chorando agora depois de ouvir vocês aniquilarem sua canção." "Eu não vou a lugar nenhum", diz Summer, movendo-se ao ritmo da música. "Quero ficar com as meninas!" "Summer", Reid diz, esperando até que ela olhe para ele. "Você está grávida e cansada. Vamos para casa descansar; você pode ver as meninas outra vez outro dia. Você sabe que não pode se livrar delas, elas sempre voltam." Summer olha para todos os nossos rostos. "Vocês vão voltar para me ver?" Estamos todas de acordo. "E eu gosto da ideia da noite das senhoras", diz ela, piscando. Reid geme e dispara a Anna um olhar que promete vingança. Anna simplesmente dá-lhe um polegar para cima. Os dois se dirigem para fora, deixando-nos à nossa própria sorte. Nós estamos falando sobre os bons e velhos tempos quando Lana de repente se levanta e aponta. "Caramba, olha quem está aqui." Nós todos olhamos em sua linha de visão, e eu vejo um homem alto, magro e com cabelo loiro branco e felpudo vindo em nossa direção. Próximo a ele está um homem maior e mais assustador, vestido de couro e ostentando um moicano. Quando eles vêm até a nossa mesa, vejo que o homem loiro tem belos olhos verdes, enquanto seu amigo é escuro e ameaçador. "Talon!" Anna grita, pulando em seus braços. Talon embrulha-a em seu abraço, seus musculosos braços tatuados segurando-a quase com ternura. Quem exatamente é este Talon? Eu olho para Lana, mas ela está muito ocupada sorrindo para o homem. Ele levanta Anna no ar antes de colocá-la para baixo, em seguida, abraça Lana. Quando a deixa ir, ele olha para mim. "E quem temos aqui? Vocês duas finalmente encontraram uma nova amiga?" Levantado-me da minha cadeira, ele me puxa contra seu peito. "Eu sou Talon."

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Sentindo-me um pouco estranha por ser abraçada por um completo estranho, mas estranhamente atraída por ele, olho para seu rosto e digo: "Prazer em conhecê-lo. Sou Bailey." "Slice, eu dizia que é bom vê-lo de novo, mas isso seria uma mentira", ouço Anna dizer ao amigo de Talon. Slice ri profundamente em troca. "Não seja assim, Anna." "Deixe-a ir, Talon," Anna castiga, agarrando meu braço e me puxando para longe dele. "Ela está fora dos limites." "Ah, vamos lá," Talon resmunga. "Você acabou proibida. Sabe o que isso faz para um homem como eu?"

de

fazê-la

Eu olho para Anna. "Pensei que você disse que não haveria motociclistas aqui esta noite além do seu segurança?" Eu olho para a porta. "Falando de..." Onde está aquele cara? "Eu quis dizer que não haveria outro Wind Dragon", Anna responde, balançando a cabeça para Talon. "Esses caras parecem apenas aparecer em todos os lugares." Minha testa franze, e eu pergunto a Talon, "Você não é um Wind Dragon?" Talon zomba, sentando-se ao meu lado e colocando o braço na parte de trás da minha cadeira. "Definitivamente não, linda." Os homens não estão usando quaisquer coletes - uma palavra que aprendi esta noite - mas com certeza se parecem com motociclistas para mim. Se ele não é um Wind Dragon, acho que ele está em um clube diferente, ou algo parecido. "O que diabos você fez com ele?" Anna pergunta, olhando ao redor do bar. "Ele está atualmente sendo distraído," Talon responde, piscando-me o olho. "Talon, eu juro por Deus –" "Ele está bem", Talon interrompe. "Eu só queria te ver. Faz um bom tempo." A expressão de Anna amolece. Ela se senta então, e Slice senta-se ao lado dela. "Sim, faz. Como tem passado?"

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"Bem", diz ele, em seguida, olha para mim. "Ainda melhor agora." Anna não parece feliz, estreitando os olhos e apertando sua boca. Sua expressão de repente fica sóbria, e eu não posso deixar de pensar que ela precisa de outra bebida, ou duas. "Ela é ex de Rake". Os olhos de Talon se ampliam com isso, e, de repente, estou me sentindo um pouco sóbria também. Por que ela tem que trazer o nome dele à conversa? "Bem, se ela tem esse mau gosto para homens, tenho certeza de que estou em sua mira", diz ele, os lábios se contraindo. Slice ri com isso, enviando um olhar divertido em minha direção. "Isso não é verdade." Eu ergo minha mão. "Em minha defesa, foi há anos. Eu gosto de pensar que evolui desde então." "Tudo é justo no sexo e por bocetas," Slice acrescenta, em seguida, envia um olhar sedutor na direção de Lana. "Tracker mataria você", Anna resmunga, cruzando os braços sobre o peito. "Não, ele vai me matar, assim como meu irmão e meu homem quando eles descobrirem como esta noite acabou." Eu engasgo. "Você disse que Rake não iria descobrir!" Ela se encolhe, em seguida, tenta disfarçar acenando com a mão no ar. "Vai tudo ficar bem. Posso lidar com meu irmão." Abro a boca e a fecho. É o que é. "Se merda vai começar por causa disso, podemos muito bem sair com um estrondo." Quando Talon murmura sua aprovação, estreito meu olhar sobre ele. "Não esse tipo de um estrondo. Bebidas e dança, talvez. Algum de vocês dois quer algum karaokê?" Slice parece ofendido apenas com o pensamento, mas Talon joga a cabeça para trás e ri. "Eu gosto de você, Bailey. Vou te dizer o quê. Me de um beijo, e então eu vou cantar qualquer dueto que você quiser". Inconscientemente meus olhos baixam aos seus lábios carnudos. Ele é bonito, sim, mas eu não sinto nada. Por que não sinto nada? Eu estou quebrada?

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Quando foi a última vez que tive um beijo adequado? Um consumidor, de dar água na boca, beijo de molhar calcinha? O triste é que a última pessoa a me beijar assim foi Adam. Foda-se. "Certo", eu deixo escapar. Quatro pares de olhos, de repente param em mim. "O quê?" Eu digo, encolhendo os ombros. "Ele é fofo." "Assim como você," Talon diz, seu tom de voz me fazendo olhar para ele. Ele lambe o lábio inferior, seus olhos ardendo. "Venha aqui." "Que tal você vir aqui?" Eu digo com uma voz sensual que não sabia que possuía. Talon sorri com olhos aquecidos, e se aproxima. "Bailey!" Ouço Anna rosnar sobre o riso de Slice, bem como o macio apelo de Lana. "Uhh, Bailey?" Eu ignoro todos. Se quero um beijo, então vou obter um. Vou deixar que o futuro se preocupe com as possíveis consequências. Quando Talon agarra meu rosto em suas grandes mãos quentes e inclina seus lábios nos meus, bloqueio todo o resto fora. Tudo exceto os lábios dele. Seu aroma picante. Sua língua. Sim, é um bom beijo. Grande, mesmo. Mas não é um beijo de Adam. Não pela primeira vez, acho que talvez o homem possa ter me quebrado. Me arruinado para qualquer outro. Assim, determinada a não deixar o bastardo vencer, aprofundo o beijo com Talon e deixo minhas mãos vaguearem sobre suas costas musculosas. Ele solta um rosnado profundo, o que me traz de volta à realidade, lembrando-me que pessoas estão realmente observando-nos agora. E então eu ouço uma voz familiar, e apenas sei que estou agora na merda. E que trouxe todos para baixo comigo. "Que porra é essa?" Eu ouço Adam rosnar e, e afastando-me de Talon, olho para os olhos irritados de Adam, Arrow e Tracker. Porra.

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O olhar dele não deixa o meu. Um músculo em sua mandíbula fica tenso repetidamente, e suas mãos estão apertadas em punhos. Ele parece irritado. E eu quero dizer realmente chateado. Sim, esta noite foi um enorme erro do caralho. Adam não me queria em torno de sua família, e não importa o que Anna diga, esta noite não deveria ter acontecido. Não quero causar uma briga entre os dois. E não quero lutar com Adam, porque sei que a velha merda vai ressurgir. Essa é a última coisa da qual preciso. E eu definitivamente não deveria ter beijado Talon sabendo que ele tem qualquer coisa com Adam. Eu deveria ter sentado a minha bunda em casa, e jogado Monopoly com Cara, Tia, e Rhett. "Tenho certeza que lhe disse para ficar longe da minha família", Adam rosna para mim. Então ele olha ao meu lado, e sua boca aperta quando encara Talon. "E você. Eu o deixei viver por causa de Anna, mas não, porra, me empurre." Talon simplesmente levanta a sobrancelha, parecendo... divertido? Estes homens são todos loucos? "Eu estou sentado aqui desfrutando da companhia de uma bela mulher que não está com qualquer um dos homens do seu clube. Não consigo ver sobre o que você está tão fodido, Rake". Anna se levanta, o rosto pálido. "Rake, espere. Eu sou a única que –" "Fique fora disso, Anna," Adam rosna, seus olhos fixos em mim. A maneira como ele está, sua postura corporal, a ameaça derramando fora dele, é como o Adam que conheci cem vezes. Não perco a maneira como Arrow faz uma carranca no tom de Adam ao abordar Anna, e dá um passo protetor mais perto dela. Isso aí é o que eu gostaria de ter. Mas ninguém vai me proteger. Eu vejo o careca sexy do bar andar até nós. "Levem isso para fora, agora. Ou Reid vai estar aqui para chutar o traseiro de todo mundo". Arrow olha para o homem, que dá um passo para trás. Sim, eu também não gostaria de mexer com Arrow. Ainda assim, acho que os homens respeitam Reid e seu bar, porque eles agarram suas mulheres e fazem uma saída. Pensando agora que estou livre para saltar em um táxi e

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dar o fora daqui, pulo de surpresa quando Adam me agarra pelo braço e me puxa para o seu lado. "Solte-me," eu digo, de forma que só ele possa me ouvir. "Sem chace", ele rosna baixinho. "Você veio aqui, na minha porra de território, com a minha gente, e agora você e eu vamos ter uma pequena conversa." "Você não possui este bar", eu digo desdenhosamente, estreitando os olhos sobre ele. "Como este seria seu território, então? Apenas me deixe ir. Eu vou para casa, e nós vamos fingir que isso nunca aconteceu." "Sim? Acha que vou esquecer que vi você beijando um cara que eu não posso fodidamente suportar em qualquer momento em breve? Você não sabe nada sobre lealdade, não é? Talvez pendurar-se com Anna seja bom, assim talvez você possa aprender alguma coisa". Ele é um babaca. Eu o chuto nas canelas, mas ele olha para mim sem sequer vacilar. Por isso, ou não doeu, ou ele simplesmente não me dará a satisfação de saber que o machuquei. "Maduro, Bailey." "Tanta merda ruim a dizer sobre mim, mas você ainda esta me segurando. Por quê?" "Como eu disse, nós precisamos conversar." "Falar é a última coisa que precisamos fazer", eu atiro de volta. O tempo para falar acabou. "Bailey!" Talon chama, levando minha atenção para longe de Rake. Rake endurece quando ele se aproxima de nós. Ele e Talon olham um para o outro, a tensão entre eles fazendo com que o ar se sinta grosso e desconfortável. Eu posso dizer que isso tem a ver com mais do que eu. Tento puxar meu braço do aperto de Adam novamente, mas ele apenas o mantém mais apertado. Slice para ao lado de Talon, protegendo suas costas se alguma coisa der errado, eu acho. "Nós temos um problema aqui?" Adam pergunta. Talon inclina a cabeça para o lado. "Me diga você." "Rake, vamos!" Arrow chama, voltando-se para Anna e dizendo algo em seu ouvido. Ele estava acalmando Anna? Algo sobre isso me diverte - o

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homem grande e assustador como o inferno estava tentando apaziguar sua mulher. "Deixe-me ir," eu murmuro, cansada de sua postura. "Eu preciso ir para casa." Ambos olham para mim como se só agora lembrassem que estou aqui. "Eu vou te levar para casa", ordena Adam, em seguida, olha para Talon. "Isso ainda não acabou. Não quero te ver perto dela de novo, você me entende, porra?" Talon, no entanto, o ignora e olha para mim. "Você pode ir com ele, ou eu posso levá-la. Diga a palavra." O ar engrossa novamente. Merda. Não quero uma briga por minha causa, e não quero Talon pensando que eu gosto dele mais do que realmente gosto. Ele é um cara legal, mas não tenho nenhuma intenção de dormir com ele, ou sair com ele. "Obrigada, Talon", digo a ele. "Eu vou ficar bem. Não quero causar mais problemas." Talon acena com a cabeça ligeiramente, seus olhos me dizendo que se eu precisar dele, tudo que tenho a fazer é falar. Mas eu não falo, apenas digo tchau enquanto Adam me puxa para sua motocicleta. Talon e Slice não respondem, embora permaneçam ali assistindo. Adam entrega-me um capacete, que eu coloco, garantindo que nossas mãos não se toquem. "Suba", Adam exige, sem se preocupar em me ajudar a montar. Eu nunca estive em uma moto antes, e tenho certeza que ele sabe disso. "Eu nunca montei numa moto antes," Eu admito baixinho, sem saber como me sinto sobre isso. É seguro? Como uma mãe solteira, eu não posso exatamente me dar ao luxo de fazer algo imprudente. Minha filha precisa de mim - se ela não me tem, ela não tem ninguém. Ele lambe o lábio inferior. "E daí? A velha Bailey teria adorado esta merda. A velha Bailey fazia Anna parecer uma santa. Você mudou tanto assim?" Lanço punhais com meus olhos para ele. "Eu cresci, Adam, e talvez você deva tentar fazer o mesmo."

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Ele faz um barulho de escรกrnio, mas nรฃo diz nada enquanto desajeitadamente eu escarrancho a moto e relutantemente coloco meus braรงos em volta de sua cintura. Tenho uma pergunta correndo pela minha mente: por que ele quer que eu saia com ele?

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Quando paramos, eu quase quero beijar o chão. Anna e Lana vem em minha direção enquanto eu me atrapalho para descer da motocicleta e tirar meu capacete. Elas obviamente chegaram aqui antes de nós. "Você está bem?" Anna pergunta, olhando entre Adam e eu. "Ela está bem," ele responde por mim. O imbecil. "Ela pode falar por si mesma," eu repreendo, virando as costas para ele e ficando diante das meninas. "Estou bem. Eu só quero ir para casa. Você poderia me dar o endereço deste lugar, para que eu possa chamar um táxi?" Anna e Lana viram a cabeça para olhar uma para a outra. Elas não iam me ajudar? Era por culpa de Anna que eu estava aqui, em primeiro lugar. "Elas não podem te salvar, Bailey," Adam diz asperamente, chegando perto de mim. "Eu te avisei; você não ouviu. Agora você tem que lidar comigo." Eu ergo minha cabeça para olhar para ele. Droga, ele sempre foi tão alto? "Eu não tenho que fazer qualquer coisa maldita que eu não queira, Rake." Eu preciso me lembrar que é isso o que ele é agora. E também que não conheço mais o homem de pé ao meu lado. Ele ri sem humor. E simples assim eu decido que já tive o suficiente.

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Me viro e começo a caminhar pela estrada, puxando meu telefone. Tem que haver uma placa de rua em algum lugar por aqui. De repente, porem, sou agarrada pela cintura e puxada de encontro a um corpo forte. "Vamos conversar, Bailey. Aí eu te levo para casa, tudo bem?" Ele resmunga no meu ouvido. "Nós não temos nada para conversar," eu respondo, inclinando a cabeça para longe de sua boca. "Sim," ele sussurra. "Nós temos. Por isso, você pode escolher vir para dentro por sua própria iniciativa, ou chutando e gritando. Neste ponto, sinceramente, eu não me importo com o que você escolher." Ele envolve os dedos ao redor da minha nuca e aperta firme. "O que você tem a perder? Eu não contei a Anna o que aconteceu naquela noite. Na verdade, eu nunca contei a uma única alma. Confiar em você foi o meu fardo para carregar, e é um erro que não vou cometer de novo." Seu comentário me envia direto para aquela noite, justamente para o lugar para o qual eu não queria ir. "Foda-se," eu cerro os dentes, virando-me para encará-lo. "Você não sabe de merda nenhuma, Adam. Me deixe ir. Eu não vou ver sua irmã, ou qualquer pessoa ligada à você novamente." Ele me estuda e esfrega a palma da mão ao longo de seu queixo. Em seguida, em um simples movimento, ele se abaixa e me joga por cima do ombro. "Adam!" Eu grito, me contorcendo. "Me coloque no chão, seu idiota! Anna, eu vou matar você!" Ignoro os assobios dos homens quando ele atravessa o clube comigo. De cabeça para baixo, o pouco que vejo parece assustador: homens vestidos de couro, e as únicas coisas que ouço são risos e música. As únicas coisas que sinto são raiva e embaraço. Eu estou usando um fodido vestido, e quem sabe o que todos podem ver. Eu golpeio a parte de trás das coxas de Adam, mas tudo o que ele faz é bater na minha bunda uma vez, me fazendo congelar. "É melhor ninguém ter visto isso," eu rosno, tentando afastar meu cabelo do rosto. Uma porta é aberta, uma luz é ligada, e então eu sou jogada em uma cama. Sua cama.

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Sua muito grande e preta cama, que podia-estar-em-um-filmepornô. Correm imagens pela minha mente, de eu na cama debaixo dele, mas eu sacudo minha cabeça e as afasto, sabendo que esse não é o lugar para elas estarem. Em vez disso, eu olho para longe da cama e estudo o homem em questão, o que causa um flash de memórias em minha mente. Eu sinto falta do velho Adam. Aquele de antes de tudo ir para o inferno. O Adam que estaria na cama comigo, olhando para o teto e somente conversando por horas. O Adam que era o meu melhor amigo no mundo inteiro. Ele anda pelo quarto, para, me dá um olhar mordaz, em seguida, tira sua jaqueta e a joga no chão, me trazendo de volta à realidade. "Eu nunca quis vê-la novamente," ele diz, passando a mão pelo cabelo loiro espetado. "No entanto, aqui está você. No meu fodido clube. Cristo." "Você me trouxe aqui," eu o lembro. "Eu sei," ele afirma entre dentes cerrados. Eu cruzo meus braços sobre o peito, me abraçando. "Anna e Lana queriam me ver. Eu não as procurei. E eu não queria dizer não, mesmo sabendo que deveria. Eu não podia ferir os sentimentos delas. Eu ainda me preocupo com as duas." "Eu sei disso, mas essa não é a porra do seu trabalho, Bailey," ele diz, balançando a cabeça. "Isso é tão fodido, você estar no meu território ou onde quer que eu vá, quando tudo que eu quero fazer é esquecer que você mesmo existe." Ai! Por que razão eu faço isso para mim mesma? Claramente eu não posso ter tudo o que quero, e parece que a amizade das minhas velhas amigas vai ser algo a acrescentar a essa lista. Eu estou claramente vendo onde isso está indo. Anna e Adam são um pacote. Eu não posso estar na vida dela sem estar na dele. É muito. Além da conta. Mágoa, sentimentos, recordações. Simplesmente demais. "Eu vou ficar longe," digo em voz baixa. "Eu não quero estar aqui também." Lembrar de tudo o que eu perdi, de tudo o que aconteceu, não é bom para mim. Eu entendo quando ele diz que quer esquecer. Quando você está preso em um lugar onde não pode voltar atrás, quando não pode consertar o passado, você precisa deixá-lo ir, ou isso vai te comer vivo.

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Ele olha para mim - ele realmente me olha. Olha dentro de mim. "Por que?" "Por que o que?" Eu pergunto suavemente, engolindo em seco quando vejo a emoção queimando em seus olhos verdes. "Quero dizer," ele diz entre os dentes cerrados "por que você não quer estar perto de mim? Você é a única que fodeu com tudo, e agora age como se eu fosse aquele que fez algo de errado, quando a única coisa que fiz de errado foi confiar em uma mulher que, obviamente, não podia manter as pernas fechadas." Antes que eu perceba, eu me recupero e lhe dou um tapa na cara. Ninguém fala assim comigo. Ninguém. Seus olhos estreitam, mas ele nem sequer vacila ou levanta a mão para massagear o rosto. Em vez disso, ele só me olha com seus olhos aquecidos. "Eu quero ir para casa. Agora," exijo, tocando seu peito com a mão. "Se você em algum momento da sua vida se importou comigo, vai me tirar daqui." Sua garganta contrai quando ele engole. Será que ele percebe a linha que acabou de cruzar? "Tudo bem, vamos então." Eu expiro de alívio, e o sigo para fora do clube. Eu não olho ninguém nos olhos. Eu não digo adeus. Eu apenas levo minha merda para fora de lá.

Eu entrego a Adam seu capacete, em seguida me dirijo para minha entrada sem olhar para trás. "Bailey," ele diz, me fazendo parar e virar para ele. "O quê?" Eu pergunto tranquilamente, querendo que esta noite termine. Eu gosto de pensar que sou uma mulher forte, mas há muito que não posso aguentar. Fico surpresa quando ele percorre minha entrada e para na minha frente.

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"Sabe, eu tento não ser um idiota, eu realmente tento. Mas quando vejo você, minha mente fodidamente escurece, e eu não consigo controlar minhas emoções." Ele suspira. "Você é a única pessoa que quando esta por perto, sempre é uma fraqueza." "Uma fraqueza?" Eu pergunto. Não sei o que exatamente ele quer dizer com isso. "Mostrar emoção é mostrar fraqueza," ele diz, olhando nos meus olhos. "Se duas pessoas estão chateadas e uma fica em silêncio enquanto a outra se enfurece e perde sua merda, quem você acha que é a mais poderosa, mentalmente?" "Importa quem é mais poderoso?" Eu pergunto, inclinando a cabeça para o lado. "Eu acho que o mais quieto seria o mais poderoso, pela sua logica, entretanto, ele iria manter tudo dentro de si, e isso lentamente o consumiria. O sujeito que se enfureceu e reagiu pode ter menos controle, mas coloca todas as emoções para fora, e assim elas não o destróem." "Pois bem," ele diz, olhando para seus pés. "Você me enfurece. Você me faz sentir merdas que eu não quero sentir." Eu engulo em seco com a emoção em sua voz. "Vou esperar até que você entre e tranque a porta," ele diz, mas eu não me mexo. Eu só olho em seus olhos, vendo o quanto do meu Adam ainda está lá. "Bailey, vá," ele sussurra, estreitando os olhos. Eu aceno e lentamente ando até minha porta da frente. Estou prestes a fechá-la quando o ouço dizer, "Seria bom se você não fosse tão fodidamente bonita." Mas isso deve ter sido minha imaginação, certo? Eu fecho a porta, a tranco, me viro e desmorono contra ela. Minha respiração vem em ofegos, dentro e fora, dentro e fora, em baforadas rápidas. Mantenho meus olhos fechados, sentimentos me atravessando. Fantasmas das dores do passado, das feridas do passado que estavam fechadas e que agora estão sendo reabertas. Por que isso tem que acontecer? Eu não quero lidar com tudo isso. Eu estava finalmente em um bom lugar, e agora... eu não vou deixá-lo arruinar isso. Ele me deixou tão zangada. Entretanto, quando apenas conversamos... ele me fez sentir outra coisa. Algo que eu preciso enterrar. A raiva, bem, eu posso entende-la. As

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outras emoções - não, eu não preciso me concentrar nelas. Elas não existem. Eu preciso aprender a não deixar que ela fique sob a minha pele. Tem sido anos, eu digo a mim mesma, muitas e muitas vezes. O passado só pode me ferir se eu deixar. Eu preciso ser mais forte. Quando coloco minha respiração sob controle, eu me recomponho e tomo um longo banho quente, e depois vou e pego Cara dormindo na casa de Tia. Eu a coloco na cama ao meu lado, e me aconchego a ela. E mesmo assim, o sono não vem. Tudo o que faço é repetir suas palavras na minha cabeça, repetidas vezes, em um ciclo. A única coisa que fiz de errado foi confiar em uma mulher que, obviamente, não podia manter as pernas fechadas. A única coisa que fiz de errado. A única. Ele não tem ideia, e é minha culpa que ele não saiba. A verdade é que eu estive protegendo alguém que não merece isso. A raiva de Adam, sua amargura e seu veneno, eu não os mereço. Por que eu apenas não posso lhe dizer a verdade? Eu não quero voltar para lá, mas também não posso continuar assim. A verdade vai me libertar, mas vai escravizar Rake. Eu não quero ferilo, mas ate agora tudo o que tenho feito é me machucar. Que merda eu vou fazer?

A próxima vez que vejo Adam são várias semanas mais tarde. No lugar errado e na hora errada, mais uma vez. Depois de buscar Cara na escola, e então levá-la para sua aula de dança, eu estava cansada demais para cozinhar, e por isso decidi parar em um dos restaurantes que passamos a caminho de casa. Se eu tivesse prestado atenção e visto as duas motocicletas na frente, teria dado meia volta. Mas não o fiz. Então aqui estou eu, sentada em frente ao banco da

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minha filha esperando nossos pedidos enquanto Adam e um de seus amigos motoqueiros estão sentados com duas mulheres, comendo, rindo e sendo de modo geral antipáticos. Eles não me viram ainda, e espero que continue assim. "Como foi sua aula hoje, mamãe?" Cara me pergunta docemente. Minha expressão suaviza quando olho para ela, minhas preocupações desaparecendo. "Foi ótima, Cara. Meus alunos aprenderam uma nova letra do alfabeto. Como foi seu dia?" "Ótimo!" Ela sorri. "Era o dia da biblioteca, então eu peguei um novo livro." "Que livro você pegou?" Eu pergunto a ela bem quando uma garçonete traz nossas bebidas. "Obrigada," eu digo a jovem, e então olho para minha filha com expectativa. "Obrigada," Cara diz a ela, em seguida, começa a bebericar seu milkshake. "Por nada," A garota sorri, e em seguida deixa a nossa mesa. "É um livro sobre um unicórnio," Cara continua, limpando o leite de sua boca com as costas da mão. "Podemos lê-lo hoje à noite?" "Claro," digo a ela, brincando com o canudo do meu suco. "Depois do jantar e do banho." De repente sinto seus olhos sobre mim, e faço o possível para não olhar na direção dele. A partir de seu ângulo eles podem me ver, mas não Cara. Talvez ele apenas finja que não me conhece. Ou isso é apenas uma esperança vã? Ouço o amigo de Adam, o tipo careca, chamá-lo: "Onde você está indo, Rake?" Merda. Ele está vindo para cá? Eu não quero olhar e verificar. Ele seria rude comigo na frente da minha filha? Eu o mataria se ele fizesse isso, mas para ser honesta, não acho que ele o faria. "O que você está fazendo aqui, Bailey? Por que toda vez que me

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viro você está por perto?" O ouço rosnar - e agora posso sentir todos no restaurante olhando para mim. Homem maldito! Será que ele tem que falar tão alto? Adam nunca ligou para o que as pessoas pensavam, mas eu não quero chamar a atenção com minha filha aqui. Eu nem sequer levanto a cabeça. "Por quê? Você possui este restaurante também?" "Engraçado," ele replica, sua voz mais perto agora. "Eu poderia, se quisesse." Bastardo egoísta. Eu olho para cima para vê-lo quase em nossa mesa. "Bem, até que consiga ser o dono, você provavelmente deve me deixar em paz." "Quem está aqui com você?" Ele pergunta, parando quando vê Cara sentada e olhando para ele com seus olhos castanhos curiosos. "Quem é a gostosa, Rake?" Seu amigo grita. Adam se vira para seu amigo e diz, "Cala a...," Ele se vira para olhar para Cara, uma expressão de desculpas em seu rosto, em seguida, toma um assento ao meu lado, à frente dela. "Você nunca me disse que tinha uma filha," ele me diz, seu tom mais suave agora enquanto a estuda atentamente. "Como você sabe que ela é minha?" Pergunto. "Ela se parece com você," ele diz, dando a Cara um pequeno sorriso. "Eu sou Ra-, eu sou Adam. Qual é o seu nome, meu bem?" "Cara," minha filha responde, piscando para Adam um olhar inseguro. "É um nome bonito," ele diz a ela com sinceridade. "E quantos anos você tem, Cara?" Eu sei exatamente onde Adam está indo com isso, mas ele está errado. Cara não é filha dele. "Seis." Eu quase posso vê-lo mentalmente calculando quanto tempo passou desde que estivemos juntos, mas, se ela fosse de Adam, teria que ter pelo menos sete anos de idade agora. "Ela não é sua," eu digo sob minha respiração, de modo que só ele possa me ouvir, tentando colocá-lo fora de sua angústia. "É claro que não," ele diz em um tom suave, mas amargo. Ele realmente não tem ideia. Nenhuma.

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Deixe ele ser amargo, eu não poderia me importar menos. Eu não devo nada a ele. Ou pelo menos é isso o que digo a mim mesma. A nossa comida chega, e Adam aguarda tranquilamente conforme a garçonete a serve. "Obrigada," Cara diz a ela educadamente enquanto eu faço o mesmo. Ela sorri, e então pisca para Adam antes de sair. Eu ignoro o golpe de ciúmes que me bate, porque ele não tem o direito de estar ali. "Ouça, Bailey," ele começa, parecendo um pouco desconfortável. "Anna e Lana não falaram comigo adequadamente desde aquela noite..." Ele esfrega a parte de trás do seu pescoço enquanto observa Cara pegando uma batata frita e a colocando na boca. "Quer um pouco, Adam?" Ela pergunta, sempre atenciosa. "Não, obrigado," ele diz a ela, sorrindo. "Você é uma coisinha educada, não é? Seu pai deve estar orgulhoso." O rosto de Cara de repente cai, e eu chuto a perna de Adam com meu pé esquerdo. "Eu não tenho pai," ela murmura triste. A expressão de Adam suaviza. "Bem, quem perdeu foi ele, porque você é uma garota linda e carinhosa." Cara levanta seu rosto. "Isso é o que minha mãe diz também." "Sua mãe está certa," Adam diz, e então se vira para mim enquanto Cara continua a comer. "Minha irmã não vai nem me dar a hora do dia, e Lana agora me dá um olhar mal que eu nem sabia que ela era capaz de fazer sempre que me vê. Elas querem ver você. Eu vou ficar longe, certo? Vocês apenas tenham suas noites de meninas, ou o que for, e enquanto alguns dos caras estiverem lá com todas vocês, eu não vou fazer qualquer merda." "Não há problema-" "Bailey," ele diz, sussurrando. "Elas querem estar perto de você tanto quanto você quer estar perto delas." Eu aceno com a cabeça, cedendo. "Ok, então. Eu gostaria disso." "E Bailey?" "Sim?"

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Eu não perco a forma como seu queixo range. "Fique longe de Talon." Eu abro minha boca, mas depois a fecho. Eu não vou justificar uma resposta à esse comentário. Vou ficar longe de Talon porque não gosto dele desse jeito, não porque ele me diz para fazer isso. Eu também não quero começar qualquer problema desnecessário com qualquer um, especialmente para Anna e Lana. Ele acena com a cabeça quando percebe que passou sua mensagem, em seguida, olha para a minha filha. "Prazer em conhecê-la, Cara." "Você também, Adam." Ele empurra a cadeira para trás, fica de pé e retorna à sua mesa, e os quatro homens saem alguns momentos depois. Eu tento não olhar para a mulher bonita ao lado de Adam. Toda vez que eu o vejo, ele esta com uma mulher diferente. Elas são tão substituíveis para ele? Assim como eu fui. Então me bate o quanto ele mudou, o quanto eu não sei mais nada sobre ele. Ele realmente não é mais o Adam que eu conheci e amei. Ele é Rake. Quando Cara e eu terminamos de comer, eu vou pagar a conta apenas para descobrir que ela já foi paga. É à sua maneira de dizer que sente muito? Eu não sei. Eu não quero pensar sobre ele.

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Qualquer pessoa que diz que os homens não fofocam está mentindo. Depois de receber os telefonemas de Anna e Lana, ambas exigindo saber por que elas não tinham ideia que eu tinha uma filha e tiveram que descobrir isso por Rake, eu digo que vou encontrá-las esta noite para recuperar o atraso. Sem álcool, apenas jantar. E eu também lhes disse que ia cozinhar, para que elas pudessem vir a minha casa. Eu decidi fazer sushi, porque me lembro que Anna adorava, junto com alguns rolinhos primavera caseiros e outros pequenos aperitivos. Cara e eu cozinhamos juntas muitas vezes, sempre procurando receitas novas, mas ela gosta de ajudar a fazer bolos e outros doces, e por isso nós duas fizemos um bolo Red velvet com cobertura de cream cheese para a sobremesa. Depois de terminarmos na cozinha, eu tomo um banho rápido e visto uma calça jeans e uma camiseta preta que está apertada em torno dos meus seios e um pouca frouxa em volta do meu estômago. Dou a Cara um banho de banheira e a coloco em seu pijama rosa favorito. "Seu cabelo está ficando muito comprido," eu digo a ela enquanto gentilmente o escovo. "Eu sei," ela sorri. "Eu gosto disso. É como o seu, quase lá." Eu sorrio. "Está. Talvez ele vá ficar ainda mais comprido que o meu." Uma batida na porta me faz levantar e colocar a escova para baixo. "Devem ser elas. Na hora certa."

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Eu ando até a porta da frente com Cara ao meu lado. Destranco a porta, a abro e vejo os belos rostos de Anna e Lana, uma delas carregando uma garrafa de vinho, e a outra um embrulho feito com papel de presente. "Olá," eu digo, sorrindo e abrindo toda a porta. Elas vêm para dentro, cada uma me dando um abraço caloroso e um Olá antes de virarem suas atenções para Cara. "Não é que você é bonita? Eu sou Anna, e isto é para você," Anna diz, dando a Cara o presente. Cara, com os olhos arregalados, agradece e então se vira para mim, para aprovação. "Você pode abri-lo, se quiser," eu digo a ela, tentando esconder um sorriso. "Vocês garotas não tinham que fazer isso." "Nós queríamos," Lana diz, segurando a garrafa de vinho. "Compramos vinho tinto também." "Eu posso ver." Eu rio. "Vamos lá, vamos nos sentar. Vocês querem algo para comer agora? Ou querem esperar até mais tarde?" "O que você fez?" Anna pergunta curiosamente, verificando o interior da minha casa. "Eu fiz o seu favorito," digo a ela, sorrindo e apontando a cabeça em direção à cozinha. Suas sobrancelhas perfeitamente arqueadas se levantam. "De jeito nenhum. Você fez sushi?" Eu sorrio, mas não digo nada, então ela corre para a cozinha para descobrir por si mesma. Ouço sua animação segundos depois, o que me faz rir e faz Lana sacudir a cabeça em diversão. "Olha, mamãe! A nova boneca! Ela é tão bonita!" Cara chama do chão, cercada por uma pilha de papel de presente rasgado. "Obrigada, eu a amo!" "Por nada, Cara," Lana diz, sentando-se no sofá. "Ela é linda, Bailey, parece tanto com você. Mas Rake já tinha dito isso." "Ele disse?" Eu pergunto, sendo apanhada desprevenida por ela trazendo-o tão cedo. "Claro," Anna diz, entrando na sala de estar com um prato de sushi. "Ele não conseguia parar de divagar sobre ela. E puta merda, este sushi é incrível." Ela faz uma pausa e se encolhe. "Quero dizer, Santo Deus." "Sinta-se em casa Anna," Lana diz, sarcasmo atado a seu tom. Eu rio. "Minha casa é sua casa, como sempre."

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Anna senta e pega um pedaço de alguma coisa em seu prato. "Este lugar é ótimo, Bailey." Eu olho em volta para as minhas paredes brancas e móveis creme. "Obrigada. Como vocês têm passado garotas? Adam disse que estavam lhe dando um mau momento." Anna sorri, um olhar diabólico dominando sua expressão. "Ele não pode escolher nossas amigas. E você não é apenas uma garota aleatória; você é uma velha amiga, então ele vai ter que se acostumar com o fato de que agora você será uma figura permanente em nossas vidas." "Garotas vocês..." Eu digo suavemente, uma onda de emoções me batendo. "Olha, não fique toda sentimental para cima de mim," Anna diz, sorrindo. "Lana, acho que precisamos de um pouco de vinho." Eu me levanto. "Eu vou pegar algumas taças." Eu me dirijo para a cozinha e volto com três taças de vinho, um sacarolhas e uma caixa de suco para Cara, e então ligo o rádio para alguma música de fundo, voltando em seguida para o meu lugar. Lana serve o vinho. "Para não deixar os homens ganharem!" Nós brindamos com as taças, e depois cada uma toma um gole.

Após Cara adormecer e eu levá-la para a cama, o interrogatório começa. "Por que você não nos disse que tinha uma filha?" "Quem é o pai?" "Quanto tempo você ficou com ele?" "Existe alguma chance dela ser do Rake?" Eu levanto minhas mãos. "Acalmem-se, vocês duas. Eu não disse nada porque sabia que teria que responder a um milhão de perguntas sobre quem é o pai, e para ser honesta, eu não estava pronta para que Rake

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descobrisse." Lana parece simplesmente: "Nos diga!"

um

pouco

arrependida,

mas

Anna

diz

Eu coloco minha taça em cima da mesa. "Depois que Adam e eu terminamos, eu me mudei de casa e fiz pequenas viagens. Trabalhei em bares ou o que quer que fosse que eu encontrasse no momento." Na verdade, eu estava fodida. Estava em um mundo de sofrimento emocional, e faria qualquer coisa para me livrar dele, qualquer coisa para me distrair. Em geral, eu encontrei minha distração com outros homens. "Eu acabei em uma cidade chamada Channon. É uma cidade do interior, a cerca de 10 horas daqui. Enfim, eu conheci esse cara, Wade, nós acabamos dormindo juntos algumas vezes e eu fiquei grávida de Cara. As coisas não deram certo, então eu me mudei de volta para cá. E é isso aí. Não existe nenhuma grande história, e ela não é filha de Adam." Anna parece um pouco desapontada, parecendo que esperava uma história melhor. "Desculpe desapontá-la, Anna," eu digo a ela, rindo baixinho. "Onde Wade está agora?" Lana pergunta, me estudando com curiosidade. "Em Channon," eu explico. "Ele não tem qualquer contato com Cara. Apenas outro pai caloteiro." Lana e Anna, ambas acenam em compreensão. Eu sei que nenhuma delas teve seus pais em suas vidas enquanto cresciam, assim como Cara não terá. Eu tive meu pai comigo o tempo todo até os treze anos, quando ele e minha mãe se divorciaram. Depois disso, ele me visitou a cada fim de semana, até que faleceu de um ataque cardíaco quando eu tinha dezesseis anos. "Eu estava esperando que ela fosse de Rake," Anna admite, suas bochechas ruborizando por se sentir culpada. "Eu não sei porque, mas esperava." Eu rolo os olhos para isso. "Ela não é." Não se tratava de um romance, onde tudo funciona no final, e o herói e a heroína acabam juntos em um felizes para sempre depois que alguém com uma grande imaginação assim decidia. "Ela se parece com você," Anna considera em voz alta. "E ela é maravilhosa."

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"Obrigada," eu digo a ela, sorrindo. "Ela definitivamente é alguma coisa. Vocês duas querem alguma coisa para beber?" Eu pergunto, olhando para a agora vazia garrafa de vinho. "O que você tem?" Anna pergunta, levantando-se. Meus lábios se armam nos cantos em um sorriso de lobo. "Nós poderíamos fazer alguns coquetéis." "Eu gosto dessa idéia," Lana diz, esfregando as mãos. Todas nos dirigimos para a cozinha, onde eu retiro qualquer álcool que posso encontrar dos balcões enquanto as meninas procuram outros ingredientes na geladeira. "Lembra quando costumávamos fazer isso antes das festas na escola?" Anna diz, lavando as frutas. "Todo mundo tinha que fazer uma bebida, e depois, todos tínhamos que prová-las, para ver quem tinha criado a melhor." "Exceto Adam, que costumava fazê-las nojenta só para que tivéssemos que bebê-las," eu digo, sorrindo com carinho. "Ele colocava manteiga de amendoim e coisas desse tipo. Era nojento." Anna e Lana riem com isso. "Bem, mas ele costumava beber a sua parte por você, Bailey, por isso éramos apenas nós que tínhamos que sofrer!" Abro uma garrafa meio cheia de vodca e sorrio. "Namorada com benefícios." "Eu sou a irmã!" Anna dispara de volta, seu ombro se agitando com a risada. "Onde está a lealdade?" "Exatamente," Lana acrescenta. "Seu trabalho era importunar sua vida." "Bem, ele conseguiu," Anna resmunga, mas o sorriso em seus lábios diz o contrário. Adam é um grande irmão, não há dúvida sobre isso. Ele sempre tratou Anna como ouro. "Você tem algum hortelã?" Lana pede, concentrando-se em cortar o limão em fatias finas. "Eu não sei," respondo. "Você não sente que Anna tem a vantagem aqui? Além dela ter trabalhado no Knox’s Tavern, ela é uma cientista." "E ela bebe mais que todas nós," Lana diz, cutucando Anna com o ombro. "Sim, ela tem alguma vantagem."

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"Espere, isso se transformou em uma competição? Eu pensei que estávamos falando sobre os velhos tempos, mas nós estamos indo revivêlos, que o jogo comece!" Anna aplaude. "Quem é que vai ser o juiz?" Pergunto, considerando a coisa toda divertida. "Arrow-" "Claro que não," eu a corto. "Isso não é justo." "Bem, alguém terá que vir e nos pegar," Lana diz, encolhendo os ombros. "Quem quer que seja pode ser persuadido a ser o juiz. Nós não vamos dizer qual bebida é de quem." "Combinado!" Anna pronuncia, fazendo uma pequena dança. "Nós somos tão maduras," medito em voz alta, puxando o liquidificador e mentalmente selecionando os ingredientes. Se for Adam que vier pegá-las, eu sei que ele ama sabores cítricos, então definitivamente vou fazer algo com laranja ou limão. "Você é professora," aponta Lana. "Educando os jovens de hoje para se tornarem os líderes de amanhã." "Sim, bem, eu estou fora do meu horário de serviço," Eu bufo. "E você está prestes a ser educada," Anna provoca, e depois inclina a cabeça para o lado, seu cabelo loiro caindo sobre seu rosto. "Eu sinto que nós precisamos de um limite de tempo ou algo assim. Esta competição está ficando feroz." "Dez minutos!" Eu clamo, batendo a mão na mesa. "E diga logo quem é que você está escolhendo para trazer a bunda até aqui para provar às cegas." "Espere," Lana diz, empurrando os óculos para cima da ponta do seu nariz. "O que o vencedor ganha?" Anna fica pensativa. "Um favor. O vencedor ganha um favor de cada uma das perdedoras." "Como um crédito?" Lana pergunta, sorrindo. "Você esteve ao lado de motociclistas por um tempo muito longo." Anna revira os olhos. "Olha quem está falando. Vamos lá, considerando a quantidade de merda em que entramos, favores serão úteis." "E provavelmente irão lhe trazer problemas com seus homens," acrescento casualmente.

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Pelo menos irão se eu ganhar. Nós todos olhamos umas para a outra e concordamos. O jogo começa.

Quando Adam chega à porta para pegar as meninas, eu não estou surpresa. Apesar de que tê-lo no meu espaço me faz sentir um pouco desconfortável, o fato de que foi ele que veio funciona definitivamente a meu favor. "Vocês querem que eu faça o quê?" Ele pergunta, olhando para todas nós individualmente, e depois olhando ceticamente para as três taças a frente dele. Quando ele entrou hesitante na minha casa, ele olhou em volta, absorvendo o local. Agora, porém, ele tinha um olhar ‘você está gozando comigo?’ no rosto, algo que eu definitivamente não deveria achar sexy. Mas eu acho. Na verdade, sua expressão adoravelmente confusa me faz quase querer esquecer que eu o odeio e cair em seus braços. Quase. "Foda-se. Eu sinto que estou de volta à escola. Vocês são todas loucas fodidas," ele diz, passando a mão sobre a linha de seu queixo. Embora eu veja o modo como seus lábios se contorcem, eu sei que ele está achando isso divertido como o inferno. Portanto, ignoramos suas reclamações e apenas olhamos para ele com expectativa. "O que vocês garotas apostaram?" Ele pergunta, seu olhar demorandose em mim antes de pegar a primeira taça. "Não se preocupe com isso," Anna diz em um tom meloso. "Isso é entre nós mulheres. Basta tomar um gole de cada um - você nem tem que beber a coisa toda." "Como se eu fosse," ele rosna, e depois toma um gole do líquido rosa. Eu observo sua garganta se movendo enquanto ele engole, e quando ele limpa a boca com a mão. Ele coloca a taça na mesa e pega a segunda, que é a minha. O líquido laranja balança ao redor da borda da taça enquanto ele toma um pequeno gole, então um maior. Eu tento esconder meu sorriso, sabendo que não há nenhuma maneira de eu perder essa estúpida e infantil - e hilariante - aposta. A terceira taça é a de Lana. Adam bebe um pouco e

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depois a coloca para baixo, fazendo uma careta. Ele então aponta para a minha taça. "Este é de longe o melhor." Anna e Lana gritam, "Ah, vamos lá!" E outros gritos de protesto enquanto Adam e eu apenas observamos um ao outro. Diversão dança em seus olhos: ele sabe que eu sei exatamente do que ele gosta, e que usei isso para minha vantagem. "Espero que você ganhe algo de bom com isso," ele resmunga, e depois olha para o corredor. "Onde está Cara?" Por que ele quer saber? "Dormindo," eu respondo um pouco hesitante. "Ela dorme profundamente." Ele acena com a cabeça uma vez, depois olha para o lado, me dando um momento desprevenido para olhar para o seu belo perfil. Sua barba de fim de tarde me faz querer passar meus dedos sobre suas bochechas e queixo. Ele é o mesmo, mas não é. Mais atraente. Mais musculoso. Mais duro. E não apenas do lado de fora. Como tem sido sua vida, Adam? "Vamos mulheres," ele diz, olhando em volta da minha sala de estar mais uma vez. "Estou faminto. Gostaria de parar para comer." "Bailey nos fez o melhor jantar," Anna diz a ele. "Você teria adorado." Ele murmura algo em voz baixa e caminha para fora. Eu acho que ele está cansado de esperar. Anna e Lana me abraçam ao mesmo tempo, e eu coloco um braço em volta de cada uma delas. "Eu vou ver vocês em breve?" Pergunto discretamente, olhando de uma para a outra. Ambas me garantem que sim, eu vou. Fico feliz, porque agora que eu as tenho de volta, não acho que posso perdê-las mais uma vez.

Rake Eu ando para fora e confiro a frente da casa de Bailey, não me sentindo satisfeito com o nível de segurança de sua casa. Praticamente

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qualquer pessoa pode entrar, assim, eu faço uma nota mental para resolver o problema. Sua casa é tão ela. Acolhedora e atraente. Confortável. E ela cozinhou para elas. Eu esfrego minha mão pelo meu rosto. Estou sentindo ciúmes porque ela cozinhou para elas quando eu não recebi nada? Ok, eu como a porra estou. Todos conseguem algo dela, menos eu. E eu sou justamente aquele que sabe o quão incrível ela é para ter por perto. Estou perdendo minha merda. Anna e Lana se despedem, rindo e enrolando. Eu me desloco de lugar, então a porta de Bailey está na minha linha de visão, e assim eu consigo dar uma última olhada nela antes que ela feche a porta. "Você duas conseguem se apressar?" Eu reclamo enquanto elas calmamente levam seu tempo para entrar na caminhonete. "Por que você está tão mal-humorado?" Minha irmã pergunta, deslizando para o banco do passageiro. "Estou esfomeado," digo a ela. "Nem todos nós comemos." "Certo, vamos parar em algum lugar no caminho," ela sugere, me estudando. "Você tem certeza que essa é a única razão que faz parecer que alguém roubou sua motocicleta?" Eu lhe lanço um olhar de advertência, que ela respeita, virando o olhar para fora da janela. Então ponho uma música e me dirijo para o restaurante, para conseguir algum alimento, sabendo que nada terá um gosto tão bom como eu sei que o de Bailey teria.

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"Eu sinto que minha vida é uma série de eventos constrangedores," Tia diz quando suspira sobre seu café na manhã seguinte. "O que aconteceu agora?" Eu pergunto, correndo os dedos pelo meu cabelo, tentando domá-lo um pouco. Era tarde do dia seguinte, e nós duas tínhamos acabado de chegar do trabalho. Nossos filhos, por sua vez, estavam fazendo o dever de casa juntos no quarto de Cara. "O dentista me convidou para sair," ela resmunga. Eu engasgo. "Você disse que não, certo?" Tia trabalhava como assistente de um dentista, de modo que sair com seu chefe seria essencialmente a porra de uma ideia muito estúpida. "É claro que eu disse não," ela diz, acenando com a mão no ar. "Assim sendo, nós apenas tivemos relações sexuais na cadeira do paciente ao invés de sairmos." Meu queixo cai aberto. Ela acabou de dizer...? "Tia, no que diabos você estava pensando? Agora como você vai conseguir encará-lo? Vai ser difícil como o inferno." "Não vai ser tão difícil para mim," ela diz, tomando seu café casualmente. "Eu ficaria mais constrangida se fosse ele e tivesse um pênis tão pequeno, na verdade." Cubro o rosto com as mãos. "Você não disse isso a ele, disse? Porque se o fez, provavelmente está desempregada agora." "Não, claro que não. Eu não sou tão má. Eu fui toda... 'Ooh seu pau enche minha boca de água’, e depois eu mesmo fingi estar dolorida."

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Meu Deus. Eu pisco lentamente algumas vezes, processando toda essa quantidade excessiva de muita informação. "Como ainda somos amigas?" Tia ri, seus olhos azuis brilhando com humor. "Por causa da cláusula de ‘sem julgamento’ no nosso acordo de amizade." Meus lábios se contraem para isso. "Você não vai dormir com ele novamente, vai? Essa provavelmente é a pior ideia que você já teve, e você teve muitas ideias ruins. Você não deveria cagar onde come." Ela franze o nariz. "Isso é um ditado real?" "Sim." Ela geme, colocando sua caneca para baixo. "Eu te disse, ele tem um pênis minúsculo, portanto não, eu não vou repetir. Ele parecia pequeno em sua calça, mas eu pensei que talvez ele fosse um grower6, e não um shower7, sabe? Mas ele não é nenhum dos dois." Quero rir ao ver a expressão em seu rosto: ela parece tão triste sobre toda essa coisa. "Acontece. Talvez ele seja um cara legal. Ou talvez ele seja bom com as mãos e a boca. Você não pode ser uma racista de pênis. Discriminadora peniana! Acredite em mim." Ela rola os olhos. "Todo mundo tem coisas das quais não estão dispostas a abrir mão. Para alguns pode ser altura, ou dinheiro, ou qualquer outra coisa; para mim, é o tamanho do penis. Não me julgue, Bailey, apenas me aceite como eu sou. E para o registro, ele não é talentoso com as mãos ou com a boca, também. Eu costumo encontrar homens que são bons em foder, ou bons com as mãos ou com a boca, o que seja. Mas esse cara não era bom em nada. É uma pena." Tento conter o riso, mas neste momento não consigo. "Você é engraçada pra caralho. E eu não tenho algo do qual não esteja disposta a abrir mão. Pelo menos acho que não." "Claro que tem," ela responde, se divertindo. "É a altura. Você nunca chega nos caras baixos. Isso é uma coisa sua." "Bem, tirando disso, eu não sou superficial!" Eu contesto um pouco na defensiva. Veja bem, eu não tenho nada contra os caras baixos, mas eu tenho aproximadamente 1,70 m de altura, e quero um cara com pelo menos 1,80 m. 6 7

Aquele que, quando cresce, dobra ou triplica de tamanho. Aquele que, quando flácido, tem um tamanho bom, mas cresce pouco quando ereto.

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Adam tem por volta de 1,92, minha mente se recorda. Ah sim, mas ele também é um idiota egoísta. "Eu aposto que Adam tem um pau enorme. Não é? Você pode me dizer. Eu não vou anunciar nas mídias sociais como fiz com o dentista," ela diz, agitando suas sobrancelhas. Eu mencionei seu nome em voz alta? Eu não acho que fiz. Deve ser coincidência que ela disse seu nome quando eu pensei nele. Só então eu assimilo o que Tia disse. Eu arfo. "Você não fez!" Ela encolhe os ombros. Cristo, esta mulher! "Não é? Revele!" Ela quase grita. Eu sopro uma lufada de ar, a imagem do pau de Adam preenchendo minha mente. Longo, grosso. Porra, perfeito. "É," eu admito solenemente. "É o pau mais bonito que eu já vi na minha vida." O homem poderia ter sido uma estrela pornô, se quisesse. Como Bruce Venture. Ok, ninguém têm um pênis tão bom. "Eu sabia!" Ela diz, batendo a palma da mão sobre a mesa. "Talvez eu devesse conseguir para mim mesma um desses motociclistas." Eu normalmente a aconselharia contra algo assim, mas Anna e Lana parecem felizes o suficiente. "Posso te perguntar uma coisa?" "Claro," ela responde. "O que é?" "Quando Adam me levou de volta para o seu clube na sua motocicleta naquela noite, ele fez um comentário sobre a 'velha Bailey', e praticamente disse que eu costumava topar qualquer coisa, o que era verdade. Eu tinha uma raia selvagem meio incontrolável, e estava sempre pronta para uma aventura. Então, você acha que eu sou chata agora? Eu sei que depois de Cara eu mudei minha visão sobre o mundo, mas não acho que isso significa que eu mudei quem eu era, sabe?"

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Seus olhos suavizam para mim. "Bailey, você foi uma mãe jovem, administrando tudo sozinha. Você tinha que ser responsável. E eu não acho que você seja nem um pouco chata; você é uma mulher maravilhosa, e uma grande mãe. Só porque você hesitou antes de saltar na parte de trás de uma motocicleta com seu ex, isso não a torna chata. Na verdade, faz com que você seja inteligente." Eu concordo. "É, acho que você está certa." "Mãe, eu terminei de ler meu livro," Cara diz, entrando na cozinha. "Havia uma palavra que eu não sabia, então Rhett me ajudou." "Boa menina. Qual era a palavra?" Eu pergunto quando ela se senta entre eu e Tia. "Enorme," ela diz, segurando as mãos afastadas uma da outra. Tia e eu rapidamente olhamos de relance uma para a outra. E então desatamos a rir.

"Lembra quando alugamos aquele quarto de hotel e você o inundou?" Anna me diz. Era o nosso encontro mensal para colocar a conversa em dia, e desta vez estávamos jantando em um restaurante italiano depois de ver um filme no cinema. "Por que razão todas as histórias sobre mim estão saindo?" Eu resmungo, cutucando meu macarrão com o garfo. Anna ri fechando os olhos. "Nós estávamos bebendo gin com suco de laranja. Me lembro porque estávamos cantando aquele rap que associava com ele." Lana cobre a boca com a mão. "Essa é aquela vez que ela desmaiou no chuveiro? Quando ela bloqueou o ralo do chuveiro?" Anna concorda com a cabeça. "Sim, e nós acordamos com o carpete encharcado. Tivemos que pagar uma porrada de dinheiro." Eu encolho. "Eu nunca bebi gin de novo depois daquele dia. Além disso, Anna, lmbre-se que configuramos toda aquela coisa do hotel para

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que você pudesse encontrar com aquele cara que você gostava, sem o Adam descobrir." "Mas ele acabou descobrindo, de qualquer maneira", Lana acrescenta, com os olhos abrindo e fechando. "Se ele não tivesse se juntado aos Wind Dragons, ele deveria ter ido para o FBI," Anna resmunga, sentando-se direito e esfregando a barriga cheia. "Eu acho que preciso de uma pausa antes da sobremesa." Lana olha por cima de sua refeição, colando os olhos na porta. "Parece que temos intrusos." Eu sigo sua linha de visão para ver Arrow e Tracker andando até nós. Com eles está um cara que eu não me lembro de ter visto antes, com cabelo escuro e uma cicatriz cortando de seu queixo até o pescoço. Arrow caminha em linha reta até Anna e a beija com fome na frente de todos, sem se importar com quem vê. Tracker levanta Lana no ar e se senta na cadeira, colocando-a em seu colo. Depois ele também a beija como se ambos estivessem sozinhos. O outro homem senta ao meu lado e sorri, mostrando dentes retos e brancos. Eu acho que seu sorriso pretende me tranquilizar, mas para ser honesta, me dá um pouco de medo. "Eu sou Irish," ele diz, inclinando a cabeça para o lado. "Parece que somos eu e você hoje à noite." Eu olho para Anna, que rola seus olhos. "Irish, não a assuste. Bailey, ignore-o." Mudo um pouco no meu lugar, me sentindo desconfortável. Se eu soubesse que ia ficar de vela esta noite não teria saído. "O que vocês estão fazendo aqui?" Lana pergunta a Tracker, fazendo com que eu me sinta melhor que elas não sabiam que os homens apareceriam. "Nós estávamos indo para o Rift, e queríamos saber se vocês querem vir também," Tracker diz, provocando a bochecha de Lana. Irish queixa-se. "Apenas lhes digam para vir e vamos. Eu preciso de uma porra de bebida." Ambas as mulheres olham para mim. Eu acho que elas estão deixando isso a minha escolha. "Estou muito segura que Adam me disse para nunca mais voltar àquele lugar," resmungo, cruzando os braços sobre meu peito.

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"Adam?" Irish pergunta, parecendo confuso. "Ohhh. Rake. Por que ele não deseja ver você lá? Você é uma mulher sexy. Ele deve rever toda essa merda." "Apoiado," Tracker diz, parecendo entretido. Eu lhe dou um olhar de desaprovação, ao qual ele responde com uma piscadela. Irish ergue sua mão. "Espere um maldito segundo. Rake fodeu com ela e não a quer no clube? Ou seja..." "Ele realmente se preocupa com uma mulher que não são nossas mulheres? Pois é," Tracker diz, dando-me um sorriso de lobo. "Mais um filho da puta que cai na conversa." Eu abano minha cabeça. "Como é que ele não me querer lá significa que ele se importa? Isso não faz sentido." "Faz todo o sentido," Arrow diz com uma voz rouca e grave. "Se ele não se importasse, não daria duas fodas sobre onde você aparece." Eu rolo meus olhos. "Você está errado, mas não importa. Será que ele vai estar lá? Se ele não estiver, eu vou; caso contrário, vocês podem ir e eu vou pegar um táxi para casa." Tracker me estuda, um pouco de perto demais para o meu gosto. Ele pega o telefone, bate um número e depois coloca o aparelho no ouvido. "Rake. Onde você está, irmão?" Ele ouve, então responde: "Quero levar as mulheres ao Rift comigo. Isso vai ser um problema?" Tracker me olha de relance, mas logo depois aqueles olhos azuis se fixam diretamente nos meus. "Ok, positivo. Tudo bem. Até logo." "Então?" Anna pergunta, olhando para ele com expectativa. Tracker sorri para Anna. "Tudo certo, Anna Bell. Vamos lá ou o quê?" Irish coloca o braço em volta de mim; ele cheira bem, tipo couro e hortelã. "Estamos dentro, certo? Vamos. Meu pau está duro e eu preciso encontrar alguém para cuidar dele. A menos que Bailey esteja se oferecendo?" "Ummm. Não, provavelmente não," eu murmuro, tirando seu braço de cima e ficando de pé. "Eu acho que nós vamos dançar."

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"Não diga provavelmente," Lana sugere, estreitando os olhos em Irish. "Diga não. Eles não entendem toques sutis; você precisa ser firme. Deixe-o saber que você não está fazendo joguinhos, que é o que a maioria das mulheres tenta fazer com ele." Eu olho para Irish, que está ocupado piscando para Lana e lhe dando um olhar divertido para sua análise. "Irish," eu digo, chamando sua atenção. "De nenhuma maneira fodida eu vou estar cuidando do seu pau. Eu não me importo o quão duro ele está. Acho que é melhor você ir para o Rift para que possa encontrar uma substituta." Todos, exceto Irish, riem Lana acena com a cabeça em aprovação. Rift, aqui vamos nós.

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"Qual é o seu nome verdadeiro?" Pergunto a Irish, observando enquanto ele bebe sua cerveja. Eu pego minha Coca-Cola e tomo um gole, esperando-o responder. De nenhuma maneira eu estou bebendo hoje à noite, não quando Cara tem aula de dança na parte da manhã. "O que faz você pensar que não é Irish?" Eu faço uma careta. "Meu senso comum?" Ele faz uma cara séria, depois lambe os lábios. "Que tal um beijo? Eu te conto depois." Eu franzo meus lábios e enrugo meu nariz. "Já cai nessa conversa com Talon, então não, obrigada." Irish fica irritado, seus dedos apertando sua garrafa. "Você está beijando homens de outros clubes agora? Onde está sua lealdade, Bailey?" "Eu não pertenço a ninguém, e eu não teria sequer conhecido qualquer outro motociclista se não fosse por Anna e Lana, por isso você tem que enchê-las sobre isso, não a mim." Eu respondo em um tom seco. Por falar... eu olho para ver as duas na pista de dança com seus homens. Arrow não está dançando, apenas observando Anna balançar a bunda na frente dele, mas Tracker está moendo atrás de Lana, pressionando seu pênis contra a bunda dela. Ninguém dá uma merda sobre o que eles estão fazendo. "O que aconteceu com você encontrar uma mulher?" Eu pergunto a Irish quando ele não diz mais nada.

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"Eu estou procurando," ele diz, seus lábios se contorcendo. "Eu tomo meu tempo, olho ao redor. Vejo o que a noite tem a oferecer." "E depois?" "E depois, se alguém chama minha atenção, eu faço minha jogada," ele responde. "E se eu tiver que ir para casa sozinho eu vou, ao invés de baixar meus padrões. Eu não uso óculos de cerveja8, ao contrário da maioria dos homens." Eu coloco minha bebida em cima da mesa. "Alguém já lhe disse que você é um idiota?" "O tempo todo." "Então o que acontece depois que você a come? Abre a carteira e a paga? Mesmo que ela aparentemente atenda aos seus padrões muito altos?" Pergunto, batendo minhas unhas vermelhas e curtas no balcão. Ele dá de ombros e inclina a cabeça para trás, bebendo sua bebida. Babaca. "Você já ouviu falar do termo fuckboy9? Existe um novo significado para você," Eu continuo, me levantando da banqueta quando ouço "One Last Time" de Ariana Grande começar a tocar. "Não sou um menino, senhora," Irish responde rispidamente. "Eu sou um homem, e não quero jogar. As mulheres sabem o que estão começando quando saem comigo: não existem mentiras ou palavras bonitas envolvidas. E quando eu encontrar a mulher que está destinada a ser minha, eu vou tratá-la como uma fodida rainha. Até então, porém, tudo é uma brincadeira." Eu aceno com a cabeça, reconhecendo o quanto isso é verdade. "Você está certo, eu suponho." Além disso, quem sou eu para julgar? Viro a cabeça de volta para a pista de dança, cantando a letra da música. Anna deve ter falado com o DJ, que começou de repente a tocar músicas que eu não posso imaginar motociclistas gostando. A forma como Irish se encolhe me diz que estou certa. Eu amo como os homens cedem às

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Quando é preciso beber muita cerveja para começar a achar alguém feio uma pessoa atraente. Homens com apetite voraz por sexo.

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mulheres, pelo menos sobre coisas como estas. E são as pequenas coisas que importam. "Eu amo essa música," eu digo, começando a mover meus quadris no ritmo. "Se você diz," Irish resmunga ao meu lado. Tracker então caminha até mim e agarra a minha mão, me puxando para a pista de dança. Quando eu resisto, ele simplesmente sorri. "Vamos. Se eu tenho que dançar essa porcaria, você também vai." "Eu gosto dessa música," lhe digo, deixando-o me puxar para a pista de dança. Ele para ao lado de Lana, me colocando entre eles, e depois começa a dançar. Vendo o olhar divertido de Lana eu danço, um pouco sem jeito no começo, até entrar no ritmo. No momento em que a próxima música começa, Lana e eu estamos praticamente moendo uma contra a outra, e eu posso sentir o entusiasmo de Tracker atrás de mim. Ainda assim, ele não toca no meu corpo ou pisa na linha. Quando Irish chega e me puxa pela mão, eu vou com ele, e danço com ele sem nossos corpos se tocarem. Ele me rodopia ao redor, e mesmo que não seja um dançarino tão bom como Tracker, ele não é nada mal. "Ardan," ele diz em meu ouvido, me fazendo dar um pequeno salto. Eu olho para ele. "O quê?" "Meu nome" ele dá um sorriso desconfortável "é Ardan." Eu sorrio amplamente. "Prazer em conhecê-lo, Ardan." Nós dançamos outra música, até que uma mulher com uma bunda bem bonita chama sua atenção, e ele me deixa com Tracker outra vez para fazer uma jogada nela. "Ela é quente," Anna diz, agarrando minha cintura e dançando atrás de mim. "Devemos pegar uma bebida?" Eu concordo, querendo desesperadamente um pouco de água. Nós caminhamos para trás até o bar e pedimos água, mas quando ouço Anna murmurar "Oh merda" sob sua respiração, eu me viro com a garrafa de água na mão e olho à nossa frente. Adam. Por que ele está aqui? Tracker disse a ele... Quando eu vejo outra mulher com ele, meu corpo instantaneamente desliga. Entra no modo de proteção. Meu ânimo desaparece, buscando autopreservação. Quão merda ele pode realmente ser? Eu imediatamente

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me sinto mal por ser tão dura com Irish, quando claramente Rake é o babaca. Ele sabia que eu estava aqui; ele sabia. Ora, não era para eu estar aqui, mas ele poderia ter feito a coisa agradável de ficar longe. Porém, eu acho que isso não é realmente justo, afinal, ele está autorizado a ficar com qualquer mulher que queira; isso realmente não faz dele uma pessoa má. Eu acho que o fato de que isso ainda me dói é o mais preocupante, e tenho a sensação de que, se a situação se invertesse e eu estivesse aqui com outro homem, sua reação seria apenas me ignorar. Como é que ele ainda tem o poder de me machucar, mesmo depois de todos esses anos? Dizem que o tempo cura tudo, mas não é verdade. Entorpece a dor, sim, mas vê-lo de novo agora abre todas as velhas feridas. Mantendo minha expressão em branco da melhor maneira que posso, eu evito os olhos de Adam, mesmo que ainda possa senti-los em mim, e me viro para encarar o bar outra vez. Ele não é meu. E eu não quero que ele seja. Então por que isso dói tanto? "Vocês querem dançar mais um pouco?" Pergunto a Anna e a Lana. Ambas estão me estudando um pouco perto demais para o meu conforto. Não mostre fraqueza. Eu tenho duas regras na minha vida. Primeiro, nunca deixe alguém vê-la sangrar. E dois, sempre tenha um plano de fuga. "Claro," Lana responde. "Tem certeza de que não quer ir?" Eu agito minha cabeça. Sair agora lhe daria poder, iria deixá-lo saber que ele ainda tem alguma influência sobre mim. E eu não quero isso. Eu deveria odiar esse homem com tudo que tenho, mas não odeio, o que me faz odiar a mim mesma. Eu nunca vou perdoá-lo pelo passado, por isso, é melhor deixar as coisas assim. O que eu sinto por Adam, o que eu sempre vou sentir por ele, é irrelevante. É deturpado. É envolto em raiva, ódio e desconfiança. Debaixo de tudo isso, sim, há amor, mas o amor nem sempre é suficiente, com certeza não neste momento. O que poderia ter sido um amor de Conto de Fadas agora se transformou em nada além de dor e uma dura realidade fria.

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"Não, por que eu iria?" Eu digo, e agora minha cara de pôquer está sendo testada mais do que nunca. "Eu amo essa música!" Eu envolvo um braço em torno de cada uma delas e voltamos para a pista de dança sem olhar na direção de Adam outra vez. Algumas músicas depois, quando as meninas voltam ao bar para outra bebida, eu não posso exatamente evitá-lo outra vez. Ele fala com elas enquanto eu estou do outro lado, digitalizando o bar, olhando para qualquer lugar exceto para ele. A mulher que estava com ele desapareceu; espero que o reha deixado, mas realisticamente ela provavelmente está no banheiro ou na pista de dança. Quando um vulto aparece no meu lado esquerdo, eu sei que é ele, então não olho para cima. "Você vai me ignorar a noite toda?" Ele pergunta, apoiando os cotovelos no bar. "Eu acho que estou sendo muito legal, uma vez que disse que não queria vê-la aqui novamente." Viro a cabeça e estreito os olhos. "Você disse que eu poderia sair com as meninas, e todos queriam vir aqui, e queriam que eu viesse com eles. Talvez você deva parar de ser tão mesquinho e apenas deixar isso ir. Digase de passagem, você não precisava aparecer aqui esta noite." "É o meu clube," ele revida. "Eu vou aparecer aqui sempre que diabos eu quiser." "Ok, tudo bem," eu digo, encolhendo os ombros. "É o seu clube, mas você não me possui, então por que não finge que não me conhece, assim nós dois poderemos ter uma boa noite? Do jeito que eu estava fazendo antes que você decidisse falar comigo." "Eu não sou mais o garoto que você conheceu, Bailey. Você não pode mais me levar ao redor me segurando pelo meu pau. Você não tem ideia de quem eu sou agora, e é só por causa da nossa história que eu estou lhe dando alguma folga. Mas, se você for mesmo ficar perto da minha família, talvez deva aprender a ter alguma porra de respeito." Eu faço um som de prazer. "Eu respeito todo mundo aqui. Estou bastante segura que nem sempre sou uma cadela. Como você mesmo disse, nós somos diferentes do que costumávamos ser. Você não tem ideia de quem eu sou agora também. E eu tenho certeza que você não foi sempre um idiota," Eu atiro de volta e então me viro para sair, mas ele agarra meu braço com firmeza.

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"Tudo que você pode fazer de melhor essa noite é dançar e parecer bonita. Você chega perto de um homem e eu vou acabar com ele, você me entende?" Então ele pode exibir suas mulheres ao redor, mas espera que eu fique longe dos homens? Não que eu esteja caçando ou qualquer coisa parecida, eu estou legitimamente aqui para dançar e ter um bom tempo com meus amigos, mas quem ele pensa que é para decidir isso por mim? "Como eu disse, você não me possui. Se eu quiser ficar com um cara, eu vou. Mas não se preocupe, eu não sou tão fácil como as mulheres com as quais você está acostumado." Seus olhos verdes tornam-se sombrios, e ele olha para mim como se quisesse me matar. "Bem, você definiu o padrão, não é? Aparentemente eu tenho um gosto de merda para mulheres." Essa fala me atinge como um golpe, e eu não consigo esconder a contração no meu rosto. "Eu te odeio," digo em voz baixa. Ele hesita, mas eu não dou a mínima. "Eu não quero falar qualquer coisa sobre a gente. Nunca. E você precisa parar de puxar esse assunto." "O passado é tudo o que há entre nós," ele responde, olhando para longe de mim. "Cada vez que eu a vejo, tudo o que vejo é o que éramos, então como você pode me pedir para fazer isso?" "Não há nada para nós no passado!" Eu grito, me afastando dele. "Nada." "Não há nada para nós no futuro também," ele limita-se a acrescentar. Eu preciso sair, ficar longe dele agora. Porque eu vou me perder. Meu nariz está formigando, uma indicação segura de que vou chorar. E eu não posso deixá-lo me ver quebrar. Ele me deixa fraca, e eu odeio isso. "Por que você não me deixa em paz? Ostente com quem você está na minha frente, eu não dou uma merda. Tudo o que eu quero é tentar ter uma boa noite, sem toda essa merda que você traz para a minha vida." "Você provavelmente deveria ter pensado nisso antes de quebrar a porra do meu coração," ele rosna. "Fodido inferno, Bailey. Ainda dói te ver. Eu não posso te ver, porra, você não entende? No entanto, ao mesmo

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tempo, eu não posso ficar longe. Saber que você está aqui me fez vir para cá como se eu fosse um masoquista ou algo parecido, pedindo para sentir a dor das nossas fodidas memórias. É mais forte do que eu." Isso me fere também, e eu sei que a culpa é minha por não ser honesta com ele sobre o que aconteceu. Se eu for honesta comigo mesma, metade de mim quer protegê-lo do que aconteceu. Ok, talvez mais da metade. O resto de mim não acha que ele merece saber a verdade. Por que eu deveria abrir meu coração para ele? Ele não se preocupou em falar comigo, nem mesmo de ouvir o que eu tinha a dizer depois daquela noite. Ele só me cortou e seguiu em frente. Como é que eu vou dizer a ele o que aconteceu? Como é que ele vai olhar para mim depois? Se eu disser isso em voz alta, vai tornar-se real. E eu não quero que seja real. Eu puxo meu braço de seu sua aperto e caminho até o banheiro, precisando me juntar. Quando as meninas vêm atrás de mim, eu coloco um sorriso no meu rosto e finjo que tudo vai ficar bem. Tem que ficar.

Quando a meia-noite chega, como Cinderela, eu acho que é hora de ir para casa, já que tenho que estar de pé às oito. Depois que Adam desapareceu na sala VIP, desta vez com duas mulheres, eu não o vi novamente. Ele fez um grande show, tendo certeza que eu o visse saindo, o que fez meu sangue ferver. Eu queria ir para casa naquele momento, mas eu aguentei até o fim, não querendo que ele ganhasse. Depois disso eu tentei aproveitar minha noite com as meninas, tentando esquecer que ele estava aqui, mas, apesar dos meus esforços, tudo que eu podia fazer era repetir suas palavras mais e mais na minha cabeça, junto com a imagem exata do que ele estava fazendo com as duas mulheres que estavam lá com ele. Ele está definitivamente certo sobre uma coisa: ele está mudado, e eu preciso compreender isso de uma vez por todas, para que então eu possa deixar tudo no passado. Ele não é mais Adam, o menino doce que roubou

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meu coração. Ele é Rake, o prostituto idiota. Quando eu estou a ponto de chamar um táxi, Tracker me diz que um dos membros do MC pode me levar para casa. "Eu posso simplesmente pegar um táxi," digo a ele. "Não se preocupe com isso, Tracker." Ele balança a cabeça. "Tempos sempre alguém sóbrio aqui, apenas no caso. Você não está indo sozinha para casa em um táxi, Bailey ". Aparentemente sua palavra era lei, porque rapidamente ele virou as costas para mim e gritou para um dos seus homens. Eu então ouvi um barulho de motocicletas, e virei a cabeça em direção ao estacionamento, onde dez motocicletas atracam. Afinal, quantos homens eles têm em seu MC? Mas, quando Tracker e Arrow ficam na frente de Anna e Lana, como se estivessem protegendo-as, tive que me perguntar o que diabos estava acontecendo. Havia picos de tensão no ar quando os homens desceram de suas motocicletas e se aproximaram de nós. Irish então me agarra e me coloca atrás dele. "Não diga nada, e faça o que eu digo," ele ordena tranquilamente. Eu aceno, medo me deixando sem palavras. É claro que isso não é uma postura machista: algo está indo para baixo, algo sério. Eu me torno tão invisível quanto eu posso, me afundando atrás de Irish e segurando meus braços em volta de mim mesma. Será que esse tipo de coisa acontece muito? O que eu devo fazer nessas situações? Os homens avançam até que estão a alguns metros na frente de Irish e do resto, que agora estão de pé ombro a ombro na minha frente e na frente das outras meninas. "Vocês tem algum motivo para estarem no nosso clube?" Arrow pergunta em tom calmo, mas ainda mortal. Eu lentamente espio ao redor de Irish e vejo que estes homens não são Wind Dragons. Eles têm um emblema diferente em seus cortes, e eu nunca vi nenhum deles antes. "Apenas pela vizinhança," um homem diz, dando um passo à frente do resto de seus homens. Ele parecia ter quarenta e poucos anos, com cabelo escuro e pele morena. Ele olha sobre cada homem antes de parar em Arrow. "Sim, nossa vizinhança," Tracker retruca, parecendo irritado. "Coloque tua merda fora daqui, a menos que queira ter um problema."

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As portas do clube são abertas de repente, e Adam sai com o cara careca, Wolf - eu acho que ouvi um dos caras chamá-lo assim. Adam olha em volta quase loucamente até que me vê, e então caminha em minha direção, tomando o lugar ao lado de Irish, bem na minha frente. Wolf para do outro lado, ao lado de Arrow. De repente estou desejando que tivesse levado minha bunda para casa quando Lana perguntou. "Nós temos um fodido problema, na verdade," o homem ruge, olhando furiosamente para... Adam? Eu até posso imaginar o que Adam fez. "Você não tem prostitutas suficientes no seu clube? Você precisa foder minha old lady?" Foda-se. Adam dormiu com a mulher do homem? Ele é louco? Foi nisso que ele se transformou? Uma pica ambulante? Eu sinto como se Adam estivesse me esbofeteando. Quando ele estava comigo, quando éramos jovens, ele sempre alegou ser fiel. Eu o vi flertando, sem dúvida, e vi mulheres tentarem chamar a atenção dele muitas vezes. Isso me fez sentir muito ciúme, claro, mas eu nunca o vi agir sobre isso. No ensino médio, os rumores de suas traições nos seguiam por toda parte, e eu ficava com raiva de cada um, sem saber, dadas minha juventude e inexperiência, como lidar com a situação ou com minhas emoções. Olhando para trás agora, eu sei que adicionei um monte de drama desnecessário para o nosso relacionamento. Eu tinha problemas de confiança, e Adam tinha um ego enorme. Aparentemente isso não mudou, tendo apenas sido acrescido de uma verdadeira miscelânea de buceta. Este era o homem com quem um dia eu pensei em casar? Eu não pude evitar, apenas me senti desapontada. Concentre-se no assunto em questão, Bailey. Eu podia sentir todos os Wind Dragons olhando na direção de Adam. "Eu não comi ninguém que mencionou ser uma old lady," Adam responde, olhando o homem nos olhos. "Se você não pode controlar sua cadela, tenho certeza que esse não é a porra do meu problema." Não acreditando no que ouvi, olho para Anna e Lana, que estão usando expressões similares em seus rostos. Os homens estão em menor número, mas não parecem nem um pouco assustados. Eu, por outro lado, quero correr de volta para o Rift e me esconder. Com o canto do meu olho vejo Arrow dizendo alguma coisa para Anna em voz baixa, e um leve aceno da cabeça dela em resposta. Logo, estava muito ocupada os assistindo para ver o homem do outro MC dar um passo para frente e desferir o primeiro

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soco em Tracker. Adam me empurra para trás então, e Anna agarra meu braço e me puxa de volta para o clube, com Lana ao nosso lado. Ela grita para os seguranças, lhes dizendo para trancar as portas do clube, para que ninguém possa entrar ou sair. Suas exigências são atendidas imediatamente. "O que fazemos agora?" Eu pergunto, incapaz de esconder o pânico na minha voz. "Apenas os assistimos levar uma surra?" Eu olho para fora para ver Adam socar um homem no rosto e depois no estômago "Eles vão ficar bem", Anna responde com confiança. "É apenas dois contra cada um deles. Eles podem lidar com isso." Lana acena com a cabeça, sem parecer tão confiante quanto Anna, mas ainda permanece forte. "Eles vão ficar bem. Agora que eles não têm que se preocupar se estamos seguras, eles podem se concentrar em chutar as bundas desses idiotas. Bata na bunda dele, Tracker!" Jesus Cristo. O que aconteceu com a pequena Lana inocente que eu conhecia na escola? Eu dou alguns passos longe da porta de vidro e envolvo meus braços ao meu redor. Eu só queria estar em casa com Cara neste exato momento. Não foi para isso que eu vim.

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Policiais eventualmente apareceram e todos são levados. Com as câmeras do clube, Anna me diz que será possível mostrar quem começou a luta, então "nossos" homens vão ficar bem. Sin, junto com sua esposa, Faye, dirigem-se até a delegacia para colocar os homens para fora, e leva o resto de nós para casa, puto todo o caminho sobre como ele não estava lá quando a "merda" desceu. Para mim, parece que ele está apenas com raiva por ter ficado fora de uma luta. "Eles tiveram sorte de vocês não terem se machucado," ele ruge, os dedos apertando o volante. "Tudo isso porque Rake fodeu a old lady de alguém? Eu acho que era apenas uma questão de tempo antes que o pau dele colocasse todos nós em apuros." Eu ignoro os olhares de pena de Anna e Lana. Adam pode foder o mundo inteiro se ele quiser; isso não tem nada a ver comigo. Não me faz mal. Não. Nem. Um. Pouquinho. Deixe o prostituto em torno da cidade. Desgraçado. "O que vai acontecer agora?" Anna pergunta, olhando na direção de Sin. "Vocês vão brigar com o outro MC cada vez que verem um ao outro por causa de alguma mulher infiel e meu irmão sacana?"

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Sin ri sombriamente. "Vamos ver como isso vai. Eles entraram em nosso espaço e pediram para ter problemas, e isso carece de uma maldita lição de respeito, embora os homens já tenham lhes ensinado uma lição, mesmo estando em menor número. Ouvi que o presidente está no hospital." Ele soa orgulhoso. Sim, eles são todos loucos com merda na cabeça. "Você viu o cara com tatuagens por toda cara?" Anna pergunta, fazendo uma careta. "Ele parecia uma merda assustadora." "Eu vi Tracker lhe dar um soco no nariz," Lana diz, sorrindo. "Essa provavelmente foi a única razão pela qual eu vi, na verdade. Caso contrário, estava muito ocupada verificando meu homem para sequer notar a oposição." Sin faz um bufo de diversão no banco da frente. Anna levanta a mão. "Ei, eu verifiquei meu homem também, mas pesquisei todos os outros ao mesmo tempo. Verifiquei até mesmo alguns pontos fracos em suas técnicas de luta." Nós olhamos para Anna com diferentes expressões em nossos rostos. Lana parece impressionada, mas eu? Eu acho que minha expressão deve ser uma mistura de choque e espanto. "Todos os homens deveriam se casar com nerds," Sin diz, rindo. "As mulheres estão se tornando uma força a ser reconhecida." "Essa é uma maldita verdade," Anna concorda, descansando a cabeça no assento. Lana olha para mim com o canto do olho. "A força vem em diferentes formas. Todos elas são valiosas." Não sei porquê, mas de repente eu evito seu olhar. Logo em seguida, sou a primeira a desembarcar. "Obrigada pela carona, Sin." "Sem problema, Bailey," ele diz, virando a cabeça para mim e me dando um olhar que eu não posso interpretar. "Eu vou levá-la ate sua porta," Anna diz, saindo do carro. Nós silenciosamente chegamos ao meu degrau da frente, e eu puxo minhas chaves da minha bolsa e desbloqueio minha porta.

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"Bem, isso foi... divertido." Mas eu realmente não acredito nisso, então logo pisco para Anna um olhar envergonhado. "Espero que os homens não entrem em qualquer dificuldade." Anna suspira e esfrega a parte de trás do seu pescoço. "Eles vão ficar bem. Ouça, eu sinto muito que você teve que estar lá hoje à noite. Só sei que não importa o que, você teria ficado segura, certo? Os homens teriam cuidado das nossas costas da mesma forma que teriam cuidado de você. Você é da família." Eu sorrio e envolvo meus braços em torno dela. "Obrigada, Anna. Foi definitivamente uma noite que eu não esquecerei em breve." "Eu não pude deixar de notar que o primeiro instinto de Adam foi te proteger esta noite," ela murmura, parecendo contemplativa. "Interessante, não acha? Ele certo como o inferno não se preocupou com sua própria irmã." Eu rolo os olhos para isso. "Provavelmente porque ele sabia que Arrow teria te protegido. E Tracker iria proteger Lana. Isso deixa apenas eu sobrando." "Continue dizendo isso a si mesma, Bailey," Anna diz enquanto caminha de volta para o carro de Sin, mas meu sorriso desaparece quando eu entro e fecho a porta. Se ele realmente se importasse comigo, ele não teria fodido aquelas duas mulheres esta noite - não que eu me importe. Não. De modo nenhum.

Depois de dormir algumas horas, eu me levanto e levo Cara para sua aula de dança, seguido por algumas compras no supermercado e alguns outros compromissos, assim, quando chego em casa, estou cansada e sem vontade de cozinhar. Tia e Rhett tinham ido visitar a família deles, então eu decido levar Cara para jantar. "Podemos comer no mesmo lugar que comemos da última vez?" Minha filha pede, empurrando seu cabelo escuro do seu rosto. "Por quê?" Eu pergunto, não tão certa quanto a ir para o lugar que encontramos com Adam da última vez.

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"Porque a comida que eu pedi era tão gostosa!" Ela diz, radiante. "E o milk-shake. E o homem educado que estava lá." Ótimo. Cara criando laços com Adam é a última coisa que eu preciso no momento. "Por que não tentar um novo restaurante?" Eu sugiro, acrescentando, "Há uma pizzaria na estrada que não experimentamos ainda. Tenho certeza que você pode experimentar tipos diferentes de pizzas lá." "Ok!" Ela exclama, e eu expiro em alívio. Eu não quero ter que enfrentar Adam depois de tudo o que aconteceu ontem à noite. Eu me pergunto se ele ao menos se sentiu mal sobre dormir com a mulher de outro homem. Provavelmente não. Mas, acho que se você olhar para isso a partir do ponto de vista ele, ele não deve lealdade ao homem - a mulher deve, e ele disse que não sabia que ela era do cara. Ótimo, agora estou defendendo-o. Cara e eu decidimos caminhar para a pizzaria, uma vez que é tão perto. Quando chegamos lá, acho o lugar acolhedor, ate mesmo familiar, e estou muito feliz de não ter que voltar para o restaurante que Adam frequenta. Eu me pergunto quanto tempo eles passaram na prisão na noite passada, ou se Faye foi capaz de tirá-los rapidamente. Fica claro que frequentar o MC não é a melhor ideia. Eu amo as meninas, e até mesmo estou começando a gostar dos homens, mas preciso pensar em Cara. E se alguma coisa tivesse acontecido comigo na noite passada? Cara teria ficado órfã. Eu sei que é muito mórbido pensar em coisas assim, mas eu tenho. Eu não quero que Cara seja uma orfã. Assim, com seu pai não estando na foto, sobra apenas o meu lado da família - e meu próprio pai está morto, e minha mãe se mudou com seu novo marido. Cara, Tia, e Rhett são tudo o que tenho. Eu empurro o pensamento de lado à medida que entramos, e nós logo nos concentramos sobre um assunto mais alegre, que é pizza. O lugar é tão convidativo como parecia do lado de fora, e em breve Cara e eu estamos ingerindo deliciosas fatias generosas de queijo. "Você já comeu o suficiente, Cara?" Eu lhe pergunto quando ela senta ereta na cadeira. Me parece que ela está em coma alimentar. Ela balança a cabeça ansiosamente e toca sua barriga. "Estou cheia. Estava uma delícia!"

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"Portanto nรฃo hรก espaรงo para a sobremesa, certo?" Eu provoco, agarrando minha bolsa e deslizando-a por cima do meu ombro. Ela faz beicinho. "Eu sempre tenho espaรงo para a sobremesa." Eu sorrio. Nรณs pedimos sorvete.

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Tia e eu entrelaçamos nossos braços e saímos do banheiro, voltando para nossos lugares. Hoje à noite não é algo que acontece muito frequentemente para nós, mas a mãe de Tia está visitando-a por uma semana, e se ofereceu para ficar em casa com as crianças para que pudéssemos desfrutar de uma noite sozinhas. Depois de beber uma garrafa de vinho tinto e assistir filmes, decidimos que poderíamos muito bem fazer muito mais, de modo que nos vestimos e saltamos em um táxi. Quando o motorista nos perguntou para onde queríamos ir, eu percebi que só conheço dois lugares, o Rift e o Knox’s Tavern. Não havia nenhuma maneira no inferno que eu fosse para o primeiro, por isso, aqui estamos no último, desfrutando de uma bebida e apreciando a vista. "Por que não estive aqui antes?", Tia pergunta pela quinta vez, sacudindo seu cabelo loiro por cima do ombro e dando a Ryan Knox seus "olhos de sexo." "São todos comprometidos, Tia," eu digo a ela, examinando o bar e apenas observando as pessoas. "Todos os bons estão", ela resmunga, envolvendo o braço em volta de mim. "Apesar disso, estou feliz por estarmos fora de casa. É uma sensação boa nos soltarmos um pouco, não é?" "Desde que me reencontrei com Anna e Lana, estive saindo mais do que de costume." "Isso é verdade.", ri Tia. "Apesar de tudo, isso é ótimo. Você pode ser uma boa mãe e ainda assim se divertir. Quanto mais feliz você estiver, melhor você será com sua filha".

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Eu olho para ela com uma sobrancelha levantada. "Eu acho que você precisa de outra bebida." "Eu acho que você está certa", ela concorda, se levantando. "Vou pedilas." "Eles realmente estão comprometidos!" Eu digo, tentando não rir. "Eu ainda posso olhar", ela bufa, pegando sua bolsa. "Não há nada de errado em apreciar a vista." Eu rolo meus olhos enquanto ela caminha para o bar, balançando seus quadris. "Parece que hoje é minha noite de sorte," sinto uma sexy voz e profunda sussurrando perto de mim, me fazendo pular um pouco. "Talon!" Digo surpresa assim que ele senta ao meu lado, parecendo particularmente feliz consigo mesmo por algum motivo. Ele está com seu cabelo extremamente leve, olhos de cristal verde e todo vestido em preto, a camisa com as mangas arregaçadas. Por que isso instantaneamente torna os homens mais atraentes? Eu gosto de Talon, eu realmente gosto, mas sei que sair com ele não é uma boa ideia. Eu realmente não preciso de mais drama, e adicionar motociclistas em minha vida não vai trazer nada mais que isso. Ainda... Não quero ser rude com alguém que tem sido nada mais do que bom para mim até agora. "Estou surpreso que você não está no Rift", diz ele, acenando com a cabeça para um homem que passava. "Novos ares", eu brinco, olhando ao redor. "Onde está seu parceiro do crime?" "Slice? Ele está aqui em algum lugar", ele responde, sorrindo. "Onde estão as suas?" "Anna e Lana? Elas não estão aqui; estou com outra amiga. Minha vizinha, na verdade. Ela está no bar", eu digo, balançando a cabeça naquela direção. Quando eu penso sobre isso, Talon é apenas o tipo de Tia, outra razão pela qual eu gostaria que não tivéssemos que esbarrar com ele está noite. Ele não olha na direção de Tia, mantendo seus olhos verdes fixos em mim. "Rake sabe que você está aqui?" Meus olhos se estreitam. Decidida a mudar de assunto, eu pergunto: "Qual é o problema com vocês dois, de qualquer maneira?"

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Eu tinha sentido a tensão entre eles. Adam não parece gostar de Talon, mas eu não tinha ideia de como Talon se sentia sobre ele. Para mim, pareceu haver respeito mútuo entre eles, mas há também algo mais. Talon estica o pescoço para o lado. "Problema nenhum. Apenas me parece que Rake acha que tem algum tipo de posse sobre você, e eu não quero causar merda desnecessária". "Ele era meu namorado na escola," digo zombeteiramente. "E não terminou bem. Então eu não sei como isso pode fazê-lo ter algum crédito sobre mim. Ninguém tem direito sobre mim, na verdade". Talon acena com a cabeça, parecendo analisar o que eu disse. "Eu acho que você é uma mulher bonita." Meus olhos incendeiam. "Bem, obrigada." "E eu não tenho uma mulher na minha cama agora", continua ele, fazendo meus olhos estreitarem. Às vezes os homens só não sabem quando parar. "E daí? A vaga esta disponível?" Eu pergunto, tentando manter meu tom uniforme. Ele balança a cabeça e lambe o lábio inferior. "Eu gostaria mais do que tudo poder levá-la para casa, espalhar suas pernas e-" "E quem é esse deus do sexo?", Tia pergunta, se sentando com os olhos arregalados. Ela desliza minha bebida para mim enquanto continua olhando para Talon. "Foda-se. Viremos a este bar a cada oportunidade que tivermos de agora em diante." Talon sorri, seus olhos correndo sobre minha melhor amiga. Ela é linda, quase etérea - até abrir a boca. "Talon", ele se apresenta, me lembrando que eu estou sendo rude no momento. Antes que eu possa apresentar Tia, ela mesma faz isso, porem. "Prazer em conhecê-lo, Talon." Ela então desliza o canudo na boca sedutoramente. "Esta é Tia", digo a Talon, cutucando Tia. "O quê?", ela me pergunta. Eu suspiro e tomo minha bebida. "Então, Talon, o que você estava prestes a dizer antes de Tia voltar para a mesa?" Eu levanto minha sobrancelha, desafiando-o.

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Ele ri, seus olhos dançando com diversão. "Eu não sou tímido, querida. Tem certeza que quer que eu continue?" Noto seu olhar indo direto para Tia. Interessante. Tia é uma mulher bonita, então eu não ficaria surpresa se ele estivesse atraído por ela. "Eu também não sou tímida", Tia acrescenta, recostando-se em sua cadeira e olhando entre nós dois. "Sobre o que estamos conversando?" Escapo desta saia justa quando Slice caminha até a mesa e desliza o grande corpo no último lugar disponível. "Eu acho que já peguei todas as bucetas que estão aqui esta noite." Então ele olha para mim e Tia. "Bem, quase." Considero jogar minha bebida nele, mas decido que será mais fácil de aturá-lo se eu bebê-la. "As mulheres aqui devem ter padrões muito baixos," Tia atira. Talon joga a cabeça para trás e ri. "Você não tem ideia." Slice sorri, nem mesmo ofendido. "Não critique até provar." Tia inclina a cabeça, como se estivesse considerando. "Eu acho que vou passar, mas só por curiosidade, qual o seu tamanho? Vinte centímetros? Eu não quero perder meu tempo com nada menor que dezessete." Eu esfrego minha mão pelo meu rosto. "Você não pode perguntar a um homem quão grande é seu pênis assim que o conhece, Tia. Tenho certeza que isso é rude." Tia encolhe os ombros e me pisca um olhar inocente. "Apenas conversando, querida." Ela seriamente não tem vergonha alguma. "Perder seu tempo, com um número?" Talon pergunta, franzindo as sobrancelhas. "Sim, você sabe", explica Tia. "É como o número de pessoas com quem você dormiu. Eu não quero perder meu tempo com um pênis pequeno." Desta vez, Talon e Slice riem, seus grandes corpos tremendo. Tia olha para mim e encolhe os ombros, porque estava dizendo a verdade. Ela realmente não quer desperdiçar seu tempo com um pênis pequeno, como fez com o dentista.

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"E você?" Slice me pergunta. "Você não está atrás de nenhum número?" "Ela precisa adicionar mais números, se você me perguntar," Tia diz descaradamente. "Eu acho que ela precisa de um bom-" "Tia!" Eu gemo, cobrindo o rosto com as mãos. "Você pode, por favor, não dizer aos homens que acabou de conhecer que eu preciso de uma boa foda?" Tia pisca lentamente algumas vezes. “Na verdade, eu ia dizer que você precisa de um bom homem, não de uma boa foda. Mas agora que você mencionou..." Eu olho para os homens e levanto minha mão. "Você dois nem mesmo digam uma fodida palavra." Ambos tentam manter o rosto sério, mas não conseguem. Então Slice diz a Tia: "Você não estaria perdendo seu tempo com um número pequeno comigo." Ela olha para baixo, para a virilha dele. Talon bate na parte de trás da cabeça de Slice. "Para com isso, filho da puta." "Eu só estou brincando," Tia diz, sorrindo e enviando a Talon um olhar sensual. "Mas eu gosto que você esteja com ciúmes, Talon. Acho que vamos nos dar bem." Talon olha para mim, em seguida, para Tia, de repente parecendo desconfortável e me dando vontade de rir. Na verdade, eu acho que ele gosta de Tia, ainda que não saiba como lidar com isso, considerando que eu sou sua amiga e que ele estava dando em cima de mim apenas momentos atrás. De repente Slice se levanta, sua cadeira quase caindo com a ação. "Eu vou pagar uma rodada de bebidas. Eu sei como vocês boas meninas ficam quando já tem algum álcool em seus sistemas." "Se nós somos as boas, quão ruins são as más?" Tia pondera em voz alta, observando Slice caminhar até o bar. "Não responda a isso", digo a Talon. "Por que eles o chamam de Slice?", Tia pergunta, batendo as unhas vermelhas sobre a mesa. "Eu não acho que você queira saber isso também," Talon responde, passando a mão pelo cabelo desgrenhado.

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"Como é que eu nunca o vi vestido com sua roupa de MC?", pergunto a Talon, me perguntando se sequer estou autorizada a questionar essas coisas. Ele esfrega o peito com a palma da mão. "Reid tem novas regras sobre este lugar, o que é bastante justo. A gente vem aqui para beber e sair quando queremos uma pausa do clube. Ele não quer que qualquer merda comece, e nós também não." "Espere, você é um Wind Dragon?", Tia pergunta, balançando a cabeça em aprovação. "Não", Talon diz lentamente. "Eu sou o líder do Wild Men MC". Minha cabeça se vira para ele. "Mas você conhece todos eles. Você conhece Anna. Vocês não deveriam ser inimigos?" Ninguém me diz nada. Talon envolve seu braço em volta da parte de trás da minha cadeira. "Nós temos história. Eu não sou membro daquele MC, mas me preocupo muito com Anna. Isso é tudo que você precisa saber." "Líder?", sussurra Tia com os olhos esbugalhados. "Isso é muito fodidamente sexy." Eu pego a dica e não o pressiono ainda mais. Dou a Tia um olhar que implora para ela parar de devorar Talon com os olhos, mas ela não presta qualquer atenção. Se Tia quer alguma coisa, ela vai atrás, e é a mesma coisa com os homens. Se ela quer Talon, ele não tem a menor chance, mas eu tenho um sentimento que isso vai começar um monte de merda. Tia está no mesmo barco que eu: ela também é mãe solteira, e talvez eu consiga explicar a ela que estar com um motociclista não é a opção mais segura, para ela ou para Rhett. Eu acho que comigo é um pouco diferente, porem, porque eu já conheço Adam, Anna e Lana; Eu não procurava me envolver com algo parecido com isto. Acontece simplesmente que elas são as pessoas para as quais eu nunca poderia virar as costas novamente, não importa o quê. Slice retorna com nossas bebidas, as colocando na nossa frente. "Isto é Long Island iced tea?", eu pergunto a ele, tomando um gole e fazendo uma careta. "Você sabe quanto álcool tem nisso?" Ele balança brincalhões.

a

cabeça,

seus

olhos

escuros

parecendo

quase

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Quem é esse homem? "Beba o quanto quiser, querida", Talon declara. "Eu vou levá-las para casa com segurança, vocês têm a minha palavra." "E intocadas", eu acrescento, olhando em seus olhos. Ele leva alguns segundos para olhar para mim, porem, porque ainda está olhando para Tia. "Fale por você", Tia murmura sob sua respiração, fazendo Slice dar uma gargalhada. "Eu gosto dessa mulher." Diz ele. "Intocadas", repete Talon, a ameaça para Slice óbvia em sua voz. Eu não sei por que, mas confio em Talon. Eu não deveria, claramente. Ele é um motociclista, e eu me encontrei com ele apenas uma vez. Mas Arrow é um motociclista. E Tracker. E... Adam. Nós levantamos nossos copos, tilintando-os em um brinde.

Talon toma delicadamente a bebida da mão de Tia e a coloca sobre a mesa. "Eu acho que você já teve o suficiente, Tia." "Quem disse?", Tia pergunta, olhando em volta e sorrindo, obviamente um pouco alta quando seu olhar me encontra. "Você quer beber shots?" Talon e eu balançamos a cabeça ao mesmo tempo. "Eu não acho que seja uma boa ideia, querida." "Você provavelmente está certa," ela suspira, olhando para seus peitos e reorganizando-os em seu sutiã. "Os olhos dela estão lá em cima, Talon," eu brinco, fazendo Slice rir. Talon me envia um olhar de ‘não começa’, em seguida, pega o copo e toma um gole. "Devemos ir para casa?", pergunto. "Se eu beber mais, não vai ser bonito." "Você está lidando com isso melhor do que ela", Talon diz, apontando para Tia.

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"Ela é muito menor do que eu sou", eu digo, observando minha melhor amiga. "Logo, não deveria beber tanto quanto eu." "Desculpe-me," Tia diz, erguendo as mãos. "Mas ela está bem - não estou tão bêbada que não possa suportar." Eu começo a rir, o que tendo a fazer quando estou bêbada. "Porra, minha melhor amiga é tão bonita." Digo. Tia se levanta e estende sua mão para mim. "Preciso mijar." Eu sorrio e nós unimos nossos braços, em seguida, caminhamos até o banheiro. Olhando para o meu reflexo no espelho enquanto ela faz o que veio fazer, vejo que estou com minhas bochechas coradas e olhos vidrados. Sim, eu deveria ter parado a dois cocktails atrás. Minha mente vagueia para um lugar que não deveria - Rake. O que ele estaria fazendo agora? Ele estaria sozinho em sua cama, ou haveria alguém deitada em seus lençóis com ele? Tia sai do banheiro e lava as mãos ao mesmo tempo em que diz: "Talon é gostoso." Eu sorrio. "Ele é bonito, não é?" "Gostoso", diz ela, enxugando as mãos, em seguida, ajeitando o cabelo. "Eu pareço com alguém que acabou de acordar, com cabelo pós-foda, mas é simplesmente cabelo bagunçado de bêbada." Eu olho para ela e sorrio. "Bem, a embriaguez fica bem em você." "Nós vamos para casa com ninguém esta noite?" "Não", eu digo rapidamente, rindo. "Você e eu saímos para nos divertir. Nenhum homem foi convidado." "Mas... Talon?" "Que tal tomar uma decisão sobre ele mais tarde?", faço uma pausa. "Quando estiver sóbria," eu digo a ela, pensando que amanhã ela vai ter se esquecido dele. Tia sempre encontra homens atraentes, mas ou dorme com eles e encontra algo de errado, ou muda de ideia sobre os querer antes mesmo que um encontro real possa acontecer.

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"Isso soa como uma ideia sóbria", diz ela, me puxando para a porta. "O que pede outra bebida." Ela tenta me arrastar para o bar, mas eu a levo na direção da nossa mesa, onde uma mulher encontrou Slice na nossa ausência e agora está sentada em seu colo. Eu olho para o banheiro. "Quanto tempo nós estivemos lá dentro?" "Apenas alguns minutos," Talon diz, sorrindo. "Ele trabalha rápido." "Olá," eu digo para a mulher, que só me dá um olhar sujo em troca. "Okaaaayyy então." "Cadela", murmura Tia, em seguida, olha para Talon. "Eu estou com fome. Devemos ir e comer em algum lugar?" "Jantar?" Talon pergunta, diversão gravada por todo seu rosto. "Parece bom para mim", diz Tia. "Slice, você vem ou vai ficar?" Talon pergunta ao seu amigo. Slice move a cabeça em torno da mulher. "Nah, eu estou fora. Tudo bem?" Talon balança a cabeça e se levanta de seu assento. "Sim, eu vou leválas para casa com segurança." Talon coloca um braço em torno de cada uma de nós, e assim nós caminhamos para fora. "Como é que vamos chegar em casa?", eu pergunto, cerrando meus olhos. Talon esteve bebendo, e eu ainda tenho que saber como ele chegou aqui em primeiro lugar. "Nós vamos entrar em um daqueles táxis", diz ele, apontando para a extrema direita do estacionamento. "Eu não posso fodidamente ficar esperando por um dos meus homens vir nos pegar." "Deve ser bom ser rei," Eu provoco, soluçando. "Ok, eu estou ficando realmente com fome." "Eu também," Tia acrescenta. Nós entramos em um táxi e vamos jantar. Quando chegamos à lanchonete, Talon paga o motorista de táxi, em seguida, abre a porta para nós. "Eu vou pagar a comida, já que você pagou o táxi," eu digo a ele. Ele olha para mim com uma careta. "Não me insulte, Bails".

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"Veja, cavalheiros realmente existem," Tia elogia. "E eles ainda usam couro. Quem teria imaginado?" Talon dá risada e nos desliza um menu quando nos sentamos. "O que vamos comer?" "Qualquer coisa com batata," Tia diz, olhando o menu. "Fritas. Lotes e lotes de batatas fritas". "Eu vou ficar com um hambúrguer e batatas fritas", eu digo, esfregando os olhos e não me importando se minha maquiagem acabar borrada. "Obrigada por nos trazer aqui, Talon." Ele sorri, seus olhos enrugando nos cantos. "Não é nenhum problema. Eu realmente tive uma noite muito divertida." Ele faz uma pausa. "É a primeira vez que me diverto na companhia de mulheres sabendo que não vou para casa com elas." Eu rolo meus olhos para ele. "Ótimo." Ele sorri. "Minha maquiagem está por toda a minha cara?", Tia pergunta, olhando para mim. "Sim", eu respondo. Ela então olha para Talon. "Não me julgue pela minha aparência agora." Ele descansa os braços sobre o balcão, nos estudando. "Sim, vocês parecem bem diferentes de como pareciam no início da noite." Eu enrolo um guardanapo e o jogo nele. Nós fazemos nosso pedimos, enchemos nossas caras e depois vamos para casa. Em suma, uma noite bem legal.

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As batidas na porta da frente fazem minha cabeça latejar, mas eu me forço a levantar meu rosto do travesseiro e abrir os olhos. Me empurrando de joelhos, bocejo e me estico. Mais batidas. Eu vejo o cabelo loiro no travesseiro ao meu lado e sorrio, cutucando Tia. "Alguém está na porta." Eu gemo. Ela levanta a cabeça. "Que horas são?" Pego meu telefone da minha mesa de cabeceira e olho para a hora. "Sete horas da manhã." "Mamãe disse que iria trazer as crianças aqui às nove horas, depois do café da manhã, então, não é ela", diz ela, franzindo o cenho. "É melhor que seja algum tipo de entrega de comida." "Sim", eu rolo meus olhos. "Mas confie em mim, não temos tanta sorte." Thump, thump, thump. "Pelo amor de Deus," Tia rosna, saindo da cama e apertando o robe azul-claro ao seu redor. "Não é possível que uma mulher de ressaca possa dormir em paz? Eu vou atender." "Você é a melhor," eu digo a ela, afundando de volta no colchão e sentindo pena de quem estiver na porta.

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Eu fecho meus olhos em seguida e estou prestes a voltar a dormir quando a ouço chamar meu nome. "O quê?" Eu respondo com os olhos ainda fechados. Mas em seguida minha porta se abre, e, de repente, o ar do quarto é sugado para fora. Eu lentamente abro meus olhos e me sento quando vejo quem está parado na porta. Que diabos? "Teve uma boa noite?" Rake rosna, entrando como um furacão em meu quarto e começando a andar de um lado para o outro. "O que você está fazendo aqui?" Eu pergunto, tentando domar meu cabelo com meus dedos. Eu provavelmente pareço uma merda absoluta no momento. Será que ainda tenho maquiagem borrada em meu rosto? Provavelmente. Ótimo, apenas ótimo. "Que porra você está pensando ao sair com merdas como Talon e Slice? Você quer tanto assim foder um motociclista? É isso?", ele grita, seu o rosto ficando vermelho e suas mãos apertando. "Você está virando uma groupie de motociclista? Você sabe quão fodidamente perigoso isso é?" Tia entra no quarto então, parecendo uma fodida rainha do gelo, e fala antes que eu possa sequer pensar em como responder. "Como você ousa falar assim com ela? Você nem fodidamente a conhece tão bem, não é? E você não tem nada a dizer sobre o que ela faz ou deixa de fazer, diga-se de passagem. Por que você apenas não sai da casa dela até que aprenda algumas fodidas boas maneiras?" Sim, somente Tia encararia um motociclista troglodita. Eu me levanto e me certifico que meus peitos não estão dando um show. "Nós saímos; eles estavam lá. Tomamos umas bebidas, em seguida, viemos para casa. Eu não sei por que tenho que explicar isso para você, mas aí está." Eles são amigos dele depois de tudo, ou seja lá o que são. Eu olho para Tia e dou-lhe um pequeno sorriso. "Dê-me um segundo, querida." Ela balança a cabeça, dá a Rake o olhar mais sujo que eu já vi e, em seguida, bate à porta atrás de si. Rake está na minha frente agora, fervendo de raiva, mas eu não estou com medo. Ele pode ser um idiota, mas eu conheço a alma deste homem, e ele nunca iria me machucar.

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"Você percebe que está exagerando, certo?" Eu digo em voz baixa, cruzando os braços sobre o peito. "Você tem uma filha, por que estava bebendo com motociclistas?", ele rosna, passando a mão por seu cabelo loiro em frustração. "Você viu o que aconteceu no Rift. E se algo como aquilo acontecesse de novo, e eu não estivesse por perto para me certificar de que você está bem?" Meu coração derrete um pouco com a expressão em seu rosto. Por trás de sua raiva há preocupação... por mim. Tudo o que ele está dizendo já passou pela minha cabeça, então eu sei que ele não está errado em sua observação. Sendo assim, eu fecho o espaço entre nós e descanso minha mão em seu braço. "Nós estávamos bem. Talon se certificou que estivéssemos. Saímos para uma bebida. Tia e eu nunca conseguimos sair juntas, porque sempre nos revezamos olhando as crianças. Por isso, essa oportunidade foi um raro prazer, e nós queríamos nos divertir. Eu realmente não conheço quaisquer outros lugares além do Knox’s Tavern e do Rift, e por isso fomos para o Knox’s." Eu respiro fundo e continuo. "Eu sei que provavelmente parece estranho para você, porque de repente eu estou conectada ao seu mundo, mesmo que você não queira que eu esteja. E eu também não quero. Mas parece que de repente eu sempre estou no lugar errado e na hora errada, e me encontro com pessoas que conheci por sua causa." Seus olhos verdes amaciam, mas depois de um segundo endurecem novamente. "Inferno do caralho, Bailey. Você transou com ele? Porque eu realmente estive procurando por outra razão para matar aquele bastardo." Eu gemo e fecho os olhos, frustração me enchendo. "Não. Eu não transei com ele. Mas sabe de uma coisa? Se eu tivesse transado, isso não seria da sua conta. Por que você não continua a foder as mulheres de outros homens e me deixa em paz?" "Eu não sabia que a cadela pertencia àquele cara. Ela se jogou em mim; desculpe-me por achar que ela era solteira, e não uma porra de uma old lady", ele diz, sentando na beira da minha cama e me puxando para baixo para sentar-me ao lado dele. "Nós temos um fodido de um enorme problema aqui." Rake esfrega a mão pelo rosto, em seguida, apoia os cotovelos sobre os joelhos. Finalmente ele me olha nos olhos. "Se você foder alguém que eu conheço, eu não vou lidar com isso muito bem, Bailey."

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"Rake, eu-" "Quando você começou a me chamar de Rake?", ele pergunta, algo desconhecido piscando em seus olhos – algo que eu não gosto de ver. Se eu não o conhecesse melhor, diria que ele não gosta de mim o chamando de Rake. Mas isso não faz sentido. Encolho os ombros. "Eu acho que apenas percebi quem você é agora." Ele era o meu Adam, mas agora não é. Para todos os outros ele é Rake agora, então por que deveria ser outra coisa para mim? Ele engole em seco, fazendo sua garganta trabalhar. "Maldito inferno, Bailey. Minha vida era muito mais fácil antes de você voltar para ela. Eu não pensava fodidamente tanto assim; minha vida era livre do fodido estresse". Ele olha para frente e suspira. "Bons tempos." "Pare de ser dramático," Eu o repreendo, revirando os olhos. "Nós vamos apenas ter que lidar com isso, porque eu não quero ter que parar de ver Anna e Lana." "Sim", diz ele, arrastando para fora a palavra. "Porque isso funcionou fodidamente bem da última vez." Um riso escapa da minha boca. "Elas são mulheres fortes; você deveria ter esperado algo como o que elas fizeram." "Eu sei", ele resmunga. "Mas estava esperando que irmã me escutasse pelo menos uma vez." Ele dá um tapa na coxa. "Tudo certo. Você não vai transar com ninguém. Ponto final. Estou feliz que tivemos essa conversa." Ele se levanta, me deixando confusa. "Tenho certeza absoluta que nunca disse que eu não iria dormir com ninguém." "Bem, você não pode foder um motociclista sem iniciar merda. Nenhum dos Wind Dragons vai tocar em você, e se você transar com Talon, vai começar uma guerra. Ah, e se você foder um civil, apenas um olhar para nós e ele vai cagar nas calças. Isso não deixa muitos homens para você, não é?" O bastardo parece satisfeito consigo mesmo. Muito satisfeito. "Você é inacreditável, sabia? Por que você se importa? Foi há anos. Anos. Nós terminamos em condições ruins, e agora isso!" Eu digo, minha voz subindo a cada palavra. Rake se levanta e caminha até a porta, mantendo-se de costas para mim. Assim que ele coloca a mão na maçaneta da porta, ele sussurra:

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"Porque não importa o que você fez, não importa o que aconteceu no passado, você sempre será o amor da minha vida." E com isso, ele sai do quarto. Eu não vou atrás dele. Ouço a porta da frente abrir e fechar. Eu apenas sento lá, suas palavras correndo pela minha cabeça em um loop. E então tudo isso me atinge. E eu choro.

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“Jealous" de Labrinth enche meu carro assim que eu ligo o motor. No meu caminho para pegar Cara e Rhett nas atividades que eles vão duas vezes por semana depois da escola, estou prestes a dar marcha ré quando tenho o choque da minha vida. Algo afiado é prensado ao lado do meu pescoço, e a voz profunda de um homem fala "Não se mova." Eu coloco o carro de volta em ponto morto, meus olhos correndo ao redor freneticamente em bsca de ajuda. Mas o estacionamento está vazio, e tanto quanto eu posso ver, todos já foram para casa. "O que você quer?", pergunto, minha voz trêmula mostrando o medo que estou sentindo. Minha bolsa estava no banco do passageiro, claramente visível. Se fosse esse seu objetivo, espero que ele só a pegue e saia sem me machucar. "Eu preciso que você repasse uma mensagem aos Wind Dragons por mim", diz o homem, segurando meu cabelo ao lado da minha cabeça. A faca escava em minha pele ainda mais, me deixando imóvel. Eu mal consigo respirar enquanto seus lábios chegam perto do meu ouvido. Eu olho no espelho retrovisor, mas tudo que vejo é seu cabelo leve e uma máscara. Como é que eu não vi ninguém no meu carro? O que há de errado comigo? Eu preciso aprender a prestar mais atenção, a ser mais cuidadosa. Eu aguardo a mensagem, mas quando ele bate minha cabeça contra o volante, percebo que essa é a mensagem. O homem então sai do meu carro e eu apenas me sento ali, tremendo. Eu toco meus dedos em meu pescoço, e há felizmente apenas um traço de sangue ali. Então eu tranco as portas

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do carro e puxo meu telefone com as mãos trêmulas. Em primeiro lugar eu chamo Tia e lhe peço para pegar as crianças, mas então faço outra chamada. Eu não tenho o número de Rake, então chamo Anna. "Ei, linda, eu estava pensando em você", ela diz alegremente. Eu fico em silêncio, sem saber o que dizer e ainda em estado de choque. "Bailey...?" "Você pode vir me pegar?", pergunto calmamente. "O que está errado?", ela pergunta, seu tom ficando sério. "Bailey, onde você está?" "Estou bem," asseguro. "Mas algo meio que aconteceu. Estou no estacionamento da escola." "Você está segura?", ela pergunta. "Estarei aí em dez minutos. Estou pegando a motocicleta de Arrow enquanto falamos." Eu ouço Rake no fundo perguntando a Anna o que diabos está acontecendo. E tão estúpido quanto parece, espero que ele venha com ela.

Estou sentada na sede dos Wind Dragons depois de explicar em detalhes a Sin, Rake e Arrow o que aconteceu. "Igreja, agora," Sin de repente exige, saindo correndo da sala. Todos os homens o seguem, mas Rake olha para mim mais uma vez antes de sair da sala. Eu olho para Anna. "Eles vão rezar? Eles são religiosos? O que..." Os olhos verdes dela clareiam. "Não, eles vão ter uma reunião para discutir o que fazer com essa situação." "Ohh," murmuro, minhas bochechas aquecendo um pouco. Ela envolve seu braço em volta de mim e me puxa para perto. "Eu não posso acreditar que alguém fez você de alvo. Quem faria isso? Quem sabe que você é nossa amiga?" "Eu vi a briga no Rift", sugiro. "Talvez tenha algo a ver com isso?" "Talvez," Anna concorda. "Posso pegar algo para você beber? Um café?"

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Eu concordo. "Claro, café parece ótimo." Ela me leva para a cozinha e começa a preparar o café enquanto eu me sento à mesa. Lana corre por nos com um monte de livros em sua mão. Ela os coloca sobre a mesa e empurra os óculos para cima sobre a ponte do nariz. "O que está acontecendo? Tracker me disse que eu precisava chegar até aqui o mais rápido possível, sem parar em qualquer lugar". Anna lhe dá um resumo ao colocar café na frente de nós duas. "Está tudo bem, Bailey?" Lana me pergunta, seus olhos castanhos cheios de preocupação. "Estou bem", digo a ela. "Tia enviou mensagens, e as crianças também estão seguras com ela em sua casa. Estou um pouco assustada, mas estou bem. Não estou ferida." "Os homens vão lidar com isso", Lana diz seguramente, colocando a mão na minha. Eu olho para a pilha de livros que ela trouxe com ela e vejo um familiar. "Hey, eu li esse livro. Zada Ryan é incrível. Suas cenas de sexo são... queeeeeeeentes." "Estou feliz que vocês três estejam tendo um bom tempo aqui," Rake diz em um tom seco assim que entra na cozinha, desviando minha atenção. Seu olhar cruza com o meu antes dele parar ao lado de Anna, envolvendo-a em seus braços. "Então, nós chegamos a uma decisão." "Qual?" Anna pergunta, olhando para seu irmão mais velho. "Enquanto não resolvermos está merda, vocês não vão a lugar algum sozinhas", diz ele, olhando para cada uma de nós. "E, Bailey, uma vez que eu não gosto da ideia de você ficar sozinha em sua casa com Cara, alguém vai ficar com você." "O quê?" Eu pergunto, arregalando os olhos. "Isso não é necessário. Quem?" Ele sorri como um lobo. "Eu." Merda.

"Você não vai morar comigo", eu digo pelo que deve ser a décima vez.

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"Sim, eu vou", diz ele pacientemente à medida que faz as malas. Eu estou parada em seu quarto na sede do clube, tentando falar com ele sobre isso, mas ele não está recuando. Ele então abre seu armário e algumas cordas pretas caem no chão. Eu as pego e as empurro de volta em seu armário. Ele me dá um olhar estranho que eu não tenho tempo para decifrar, porque já estou pensando em maneiras para fazê-lo desistir de morar comigo. "Certamente existem outras coisas que você precisa fazer," Eu continuo. "Mulheres para seduzir. Brigas para entrar..." "Cale a boca, Bailey," ele rosna, batendo a porta do armário. "Eu vou ficar com você até que tudo esteja solucionado e ponto final. Imagine se algo acontecesse com você, enquanto Cara estivesse com você - você acha que eu estou disposto a ter essa merda na minha consciência?" Eu mordo minha língua e admito que ele está certo. Minha própria teimosia não deve ficar no caminho da segurança da minha filha. "Tudo bem." Ele fecha sua bolsa e olha para cima. "Não preciso de sua aprovação, porque isso está acontecendo de qualquer maneira, mas é bom saber que você está pensando direito." Eu rolo meus olhos. "Você é inacreditável." "Me chame do que quiser, mas eu não vou deixar que nada aconteça a você ou sua filha", diz ele, nossos olhares se conectando e segurando um ao outro. "Ok", eu sussurro, passando os braços ao redor de mim mesma. Para ser honesta, eu não sei como vou lidar com essa coisa toda tão bem. Ficar em perigo apenas por ser amiga de pessoas associadas com o MC não é algo que eu esperava. Eu não sei como posso ser amiga de todos, sem colocar Cara em perigo. Eu os amo, mas a aposta é muito alta - eu só não posso brincar com a segurança da minha filha. Se fosse só eu seria uma história diferente, mas não é. Então, neste momento, eu não sei o que fazer além de confiar em Rake para nos manter seguras. Ele balança a cabeça. "Vamos indo então." Sigo atrás dele e digo adeus a todos. Nós caminhamos para fora e eu fico surpresa quando ele entra em um carro preto em vez da sua motocicleta. "Nenhuma motocicleta?"

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"Eu não quero deixar tão claro que estarei lá", explica ele. "Além disso, não posso exatamente levar você e Cara na minha moto." Ele está pensando em dirigir com a gente por aí? Quanto tempo isto vai durar? Com perguntas correndo pela minha cabeça, eu coloco o cinto de segurança em silêncio e olho para fora da janela. Rake liga no rádio e muda a estação, a música enchendo o silêncio tenso. Após cerca de dez minutos eu me volto para ele, deixando meus olhos vaguearem sobre seu perfil considerável. Gostaria de saber se ele gosta quando as mulheres puxam cuidadosamente seu piercing labial com os dentes, ou deslizam a língua sobre ele. Pergunto-me quantas mulheres já provaram esses firmes lábios sensuais. Pergunto-me para quantas ele deu seu coração, e quantas deram seus corações a ele. Mesmo que nada disso importe, não posso evitar estar tão curiosa. "Você vai olhar para mim por toda a viagem?", ele pergunta em um tom rouco que me tem movendo-me em meu assento. "Se eu quiser", respondo com altivez. "Vou ter certeza de retribuir o favor quando chegarmos em casa, então", ele diz, parecendo se divertir. E simples assim eu olho de volta para fora da janela.

Rake Eu estou duro. Eu tenho estado duro desde que ela pegou a corda - corda que eu adoraria usar nela. Eu amarraria seus braços atrás de suas costas e a foderia por trás enquanto puxo seu cabelo. Então eu amarraria seus braços acima de sua cabeça enquanto a levo lenta e profundamente. Eu me mudo no meu lugar. Que inconveniência esta mulher está se tornando. É como desejar algo que eu sei que é ruim para mim, querendo-a tão malditamente mas tendo que considerar as consequências de ceder.

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O preço é demasiado alto, embora; eu prefiro manter minha sanidade, minha paz de espírito e meu coração intactos. "Eu gosto dessa música", ela murmura, aumentando o volume. "Qual?", eu pergunto. Quando estou com ela, me esqueço o que aconteceu entre nós. Eu não penso em nada. Eu apenas desfruto de sua presença. Quando ela voltou para minha vida, eu tive que ficar me lembrando do que aconteceu entre nós, para que pudesse ficar com raiva e não baixasse a guarda, mas agora eu parei. Não há nenhum ponto nisso, e eu sei que tenho sido um idiota com ela, mesmo ela merecendo. Assim, decidi que posso ser a melhor pessoa aqui, e estou dando a menina uma pausa. Ou, pelo menos eu posso tentar. A verdade é que quando não penso sobre isso, está tudo bem. É apenas quando o passado ressurge que tudo vai à merda. Ela se encaixa aqui, com as mulheres, e até mesmo os homens estão começando a gostar dela. A coisa é, no final do dia, ela ainda é Bailey. E não importa o que ela fez, ela está me alcançando novamente aos poucos.

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Bailey CARA pega uma fatia de pizza, não tirando os olhos de Rake. "Você vai morar com a gente agora?" "Sim," Rake responde gentilmente enquanto mastiga e engole sua própria mordida. "Por quê?", ela pergunta curiosamente, sem tirar os olhos castanhos dele. Pensando que Rake iria querer que eu respondesse, estou prestes a abrir a boca quando ele me corta. "Porque eu precisava de um lugar para ficar, e sua mãe foi generosa o suficiente para me oferecer um", diz ele, lançando-me um olhar divertido. "Minha mãe é muito boa", Cara diz, balançando a cabeça. "Estou feliz que você está aqui, Adam." Espero que ele diga a ela para não chama-lo assim, mas ele não o faz. "Obrigado, Cara", diz ele, seus olhos suavizando. "Você sai muito com aquele garoto, não é?" O rosto de Cara acende. "Rhett? Sim, ele é meu melhor amigo." Rake acena com a cabeça, parecendo contemplativo. O que está acontecendo na mente dele? "Posso pegar uma bebida para você, Adam?" Minha filha oferece. Rake vira a cabeça para mim, e então ri. "Eu adoraria, Cara. Obrigado." Cara se levanta e se dirige para a cozinha.

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"Fodido inferno, Bailey", ele murmura baixinho. "O quê?" eu pergunto, tentando entender o que estou perdendo. Ele fecha a caixa de pizza e vira seu corpo para me encarar. "No ensino médio, me lembro de um dia quando nós saímos para jantar em um restaurante, e algumas crianças próximas estavam sendo merdinhas. Você se virou para mim e disse que quando tivesse filhos, eles iriam ser bemeducados, e não malcriados, estragados e ingratos". Me lembro deste dia. Eu realmente disse que ia ter certeza de que os nossos filhos não fossem assim, mas as coisas obviamente não correram como planejado. "Ela é uma boa menina", eu digo. "A melhor coisa que me aconteceu." "Ela é incrível", diz ele sinceramente, observando-a servir um pouco de refrigerante na cozinha. "Me lembra um pouco de Clover, sem a atitude. Você é uma grande mãe, Bailey. Então, novamente, eu sempre soube que você seria." Eu tento engolir o repentino nó na minha garganta. "O-obrigada." "Você nunca fala sobre o pai dela." Meus olhos se arregalam. "Não há muito a dizer. O nome dele é Wade. Quando eu lhe disse que estava grávida, ele não quis nada com ela. Eu não o vi desde então, nem quero, e acho que assim é melhor, na verdade. Eu não estava em um bom lugar nquela época; eu era destrutiva, e os homens que escolhi naquele momento refletiam isso." Seu olhar endurece quando ele murmura, "Tudo que você tem a fazer é me dar seu nome completo." E depois? Ele o machucaria? Estou prestes a perguntar o que exatamente ele ia fazer com isso quando Cara volta para a mesa com dois copos. Ela entrega o primeiro a mim e o segundo a Rake. "Obrigado", ele diz a ela, tomando um gole. "De nada", diz ela, rindo. "Vou buscar o meu agora." Ela deixa-nos novamente e Rake e eu compartilhamos um olhar. "Você lidou com tudo muito bem hoje", ele murmura, brincando com seu piercing labial com os dentes. "Eu estava assustada," admito baixinho. "Mas estou feliz por parecer que eu tinha tudo sob controle."

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"Quem se atreveu a tocar em você vai pagar. Você sabe disso, certo?", Ele afirma em seu tom de aço. "Eles se foderam quando decidiram trazê-la para isso." "Estou um pouco preocupada," decido admitir a ele. "E se eles vierem atrás de Cara? Eu não posso colocá-la em perigo." "Eu não vou deixar nada acontecer com qualquer uma de vocês. Você pode confiar em mim, ok? Você não precisa nem mesmo se preocupar; sua filha vai estar sempre protegida". Eu aceno, acreditando apenas parcialmente em suas palavras. A coisa é: nem sempre tudo acaba como você quer, embora eu pudesse ouvir a determinação em sua voz quando prometeu nos manter seguras. Ele realmente não podia prometer algo assim quando o destino pode ter outros planos para nós. "Mãe, podemos todos assistir a um filme depois disso?" Cara pergunta, sentando em seu lugar com seu próprio copo cor-de-rosa. Eu olho para longe de Rake e noto manchas de refrigerante em sua camiseta branca, o que significa que ela definitivamente derramou um pouco quando nos serviu, mas as ignoro, sabendo que ela gosta de ser independente. "É noite de escola," eu a lembro. "Hora do banho e cama para você." Ela olha para Rake em seguida, lhe dando seus melhores olhos de cachorrinho. Rake ri e toca o nariz dela com o dedo indicador. "Eu creio que sua mãe é a chefe, Cara." Cara faz beicinho. "Ok. Posso ter um banho de espuma?" Eu concordo. "Sim, está bem. Vá e tire a roupa enquanto eu vou encher a banheira". Ela sai enquanto ambos a observamos. "Eu vou limpar," Rake anuncia. "Você arruma o anjo." "Anjo?", pergunto, levantando uma sobrancelha. Ele encolhe os ombros e sorri. "Eles chamam Clover de princesa, então eu acho que anjo é apropriado para Cara." Balanço a cabeça e sorrio para ele. "Eu acho que você pode estar certo." "Olhe para nós", diz ele um pouco bruscamente, olhando ao redor da sala antes de olhar para mim. "Tudo dando certo e a merda."

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"Eu acho que se nós permanecermos no presente, vamos nos dar muito bem", admito, levantando-me da cadeira. "É quando falamos do passado que... Eu não acho que nenhum de nós quer voltar para lá. E ambos por razões diferentes." Ele olha para longe. "Sim, eu vou... Limpar tudo. Onde vou dormir?" "Eu posso dormir com Cara, e você pode ficar na minha cama", sugiro. Existem apenas dois quartos com camas na casa – o terceiro eu o transformei em uma sala de jogos. "Ela tem uma cama queen, por isso está tudo bem." "Eu não vou tomar sua cama," Rake diz, parecendo ofendido. "O sofá está bom para mim." "Não seja ridículo", eu digo, levantando minha mão. "Ambas as camas são queen; não há nenhuma razão para que eu não possa compartilhar uma com minha filha." Rake se levanta e empurra sua cadeira. "Onde estão seus cobertores? Vou dormir no sofá." Eu jogo minhas mãos no ar. "Você não vai dormir no sofá." "Com certeza que completamente calmo.

eu

vou",

ele

responde

instantaneamente,

"Você ainda é teimoso, pelo que vejo. E irritante!" Eu estalo. "E difícil.” “E você ainda gosta de brigar pelo simples prazer de brigar. Isso ainda te exita, não é?", ele pergunta, seu olhar cintilando com diversão... e algo mais. Algo que vou fingir que não vi. Eu limpo minha garganta. Eu costumava brigar com ele pelo simples prazer de brigar - e pelo sexo de reconciliação. Sempre pensei que isso adicionava um pouco de tempero para o nosso relacionamento. O que posso dizer? Eu era uma adolescente estúpida. E, no entanto, a força para começar uma discussão com ele ainda está lá. Sim, a última coisa que eu preciso fazer é cair em velhos hábitos. "Eu vou ajudar Cara em seu banho," anuncio. Então eu corro para o banheiro, resmungando sob minha respiração por todo o caminho. Quanto tempo ele ficar aqui mesmo? Tê-lo no meu espaço e na minha vida só vai me lembrar dos ‘o que’ e ‘se’. E eu não preciso pensar sobre eles.

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Na noite seguinte eu faço costeletas de porco. O prato favorito de Rake. Eu não me pergunto por que faço isso, apenas faço. Quando ele vê o que eu fiz, sorri e beija o topo da minha cabeça. "Parecem fodidamente deliciosas", diz ele, esfregando as mãos. "E eu sei que quando as provar vai ser ainda melhor." Eu digo ao meu coração para endurecer, que ele não tem o direito de estar pulando na minha garganta. "Vamos ver", eu digo, tentando agir sem ficar afetada por sua proximidade. "Vamos", diz ele, me estudando. Eu olho para longe e encontro algo para fazer para me manter ocupada, então não tenho que ficar por perto e sentir a tensão irradiando entre nós. Eu mexo o arroz. Ele empurra meu cabelo do meu pescoço e diz: "Você está linda hoje." Então ele sai da sala. E eu finalmente me permito respirar.

Eu entro na cozinha semi-adormecida na manhã seguinte, e coloco um pouco de água para ferver. "Bom dia," ouço uma voz profunda atrás de mim, me fazendo pular. Com a mão em meu peito, eu me viro e o encaro. "Puta merda! Você me assustou." "Dormiu bem?", ele pergunta. Mas eu não posso responder, porque estou muito ocupada encarando seu peito nu.

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Doce Jesus. Ele é dono do conjunto mais definido de abdômen que eu já vi na vida real. Um pacote de seis. Ele tem um pacote de seis. Quero dizer, ele sempre foi forte e musculoso, mas agora... Fodidamente mortal. Ele não está demasiado volumoso; ainda é magro, mas muito definido. Meus dedos doem para tocar cada ondulação. Minha língua quer fazer o mesmo. Ele também está coberto de tatuagens, e eu gostaria de conhecer a história por trás de cada uma delas. Uau. É seguro dizer que ele é apenas impecável, pelo menos do lado de fora. "Bailey," eu o ouço dizer, me tirando do transe ‘quão é magnífico o corpo de Rake’. "Uhhh, sim?" eu murmuro, ainda encarando sua pele lisa. "Bailey", ele repete, mais severo desta vez. Mas, quando eu levanto meu olhar para ele, o seu está cheio de humor e calor. "Você está me olhando em silêncio por uns cinco minutos", ele me permite saber. "Oh," é tudo que eu consigo dizer. "Isso é bom." E olha que eu sou uma professora. Eu ainda não consigo afastar meu olhar dele. "Você... cresceu," eu deixo escapar, me envergonhando ainda mais. Então aponto para o seu abdômen. "Eles são legais." Ele sorri lentamente. Presunçosamente. Seus olhos pesados estão piscando com várias emoções que eu não posso decifrar. "Fico feliz que você aprove", ele sussura, devolvendo o favor ao fazer uma lenta avaliação minha. Eu engulo em seco e me afasto do corpo que deveria estar em capas de revistas, me distraindo enquanto agarro duas canecas e as coloco sobre a mesa. "Então você se exercita muito," eu deixo escapar quando ele não diz mais nada. Eu o ouço rir atrás de mim, mas realmente não quero enfrentá-lo agora. Posso ate mesmo sentir o calor subindo pelas minhas bochechas.

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Dessa forma, era ate possível pensar que eu nunca estive com um homem sem camisa antes. Eu estive, veja bem, apenas nunca com alguém que parecesse assim. Mas... acho que é mais do que isso, porque é ele. Ele poderia ter ganhado vinte quilos e eu provavelmente ainda estaria atraída por ele. "Sim, acho que você pode dizer que sim", diz ele, em seguida, se aproxima das minhas costas. Tão perto que posso sentir o calor do seu peito. "Você também parece muito bem, Bailey." Então eu penso em mim mesma, com estrias, celulite e um tamanho maior do que costumava ser, e tenho que discordar. Quer dizer, eu não sou feia ou qualquer coisa; sou apenas diferente do que era. Eu tive uma filha, e agora tinha o corpo de uma mulher que também é mãe. "Hum. Obrigada", eu digo em voz baixa, evitando seu olhar. Eu também ignoro a emoção que me enche por ele pensar assim. Por que importa se ele acha que eu sou atraente ou não? "Você é uma mulher bonita", continua ele quando eu me viro e o olho direto nos olhos. "Rake-" Eu paro de respirar quando ele estende a mão para a minha bochecha e a acaricia. A sensação de sua mão em mim me tem querendo tanto saltar em seus braços quanto fugir dele, tudo ao mesmo tempo. "Eu vou fritar alguns ovos para Cara para o café da manhã, você gostaria de algum?", pergunto, precisando quebrar a tensão entre nós. "Adoraria", ele responde, afastando-se de mim e permitindo-me respirar mais facilmente. "Estou indo tomar um banho." "Ok", eu digo, segurando a borda da mesa com ambas as mãos. Prendo a respiração até que ele saia. Eu deveria saber como seria estar em um espaço tão estreito com ele, mas ate então não tinha realmente percebido quão ruim seria. Mesmo depois de tudo o que aconteceu, da amargura que eu sentia em relação a ele, da raiva, da dor... Apesar de tudo isso, ainda tínhamos alguma coisa, uma conexão, algo que nos mantêm juntos. Eu não gosto disso. Não, eu odeio isto. Como ele ainda pode me excitar tanto depois de todos esses anos? Eu pensei que o odiava, mas não o odeio.

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Mas ele me deixou quando eu mais precisava. Ele me deixou na hora mais escura. Como você pode perdoar alguém por isso? A verdade é que você não pode. Eu posso ter a escuridão enterrada por agora, mas ela vai vir à luz, eventualmente. Isso sempre acontece. E, quando acontecer, vai nos destruir mais uma vez.

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Ele esta encostado em seu carro, esperando por mim enquanto eu ando pelo estacionamento da escola, minhas botas pretas clicando no asfalto a cada passo. Eu tento esconder meu sorriso divertido, mas não consigo, porque ao lado de Rake estão Cara e Rhett, ambos esticando o pescoço para olhar para o homem imponente. Ele não parece desconfortável, no entanto - não, ele parece estar no controle. Assim que chego mais perto, também posso ouvir as risadas das duas crianças, e tento ignorar a dor em meu peito ao ver o que uma vez tinha sido meu futuro. "Desculpe, eu estou um pouco atrasada," lhes digo, inclinando-me para beijar Cara em sua bochecha e depois fazer o mesmo com Rhett. Eu olho para Rake. "Obrigada por pegá-los na escola." "Sem problema", diz ele, abrindo a porta para as crianças entrarem no carro e, em seguida, abrindo a porta do lado do passageiro para mim. "Umm, obrigada", murmuro, deslizando para dentro do carro e me perguntando como passamos de odiar a visão um do outro para ele abrindo a porta para mim. "Você quer parar em qualquer lugar no caminho?", ele pergunta assim que se dirige para a estrada principal. Eu olho para o banco traseiro, para os dois rostos ansiosos olhando para mim com olhos esperançosos. "O que vocês querem?" "Sorvete!" Cara grita, enquanto Rhett diz: "Hamburguer!"

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"Ok." Eu sorrio, me virando e encarando Rake. "Talvez pudéssemos parar em algum lugar que tem hambúrgueres e sorvetes. Alguma lanchonete, talvez?" "OK." "Então," eu começo. "Quanto tempo isto vai durar?" "O tempo que for preciso", ele responde simplesmente. "Você não acha que isso é um pouco... estranho?", pergunto, verificando se as crianças estão ouvindo, mas eles estão absortos no tablet de Rhett. "Eu não acho que seja tão estranho." "É estranho como as coisas ocorreram, sabe? Primeiro com o que aconteceu no Rift naquela primeira noite, então...? Eu não sei..." Eu paro, olhando para frente. "Pare de pensar demais sobre tudo, Bailey, e apenas se deixe levar", diz ele, mudando a estação do rádio. "Eu nunca pensei que você estaria de volta em minha vida, mas você está, então agora lidamos com isso. Se tiver que acontecer, acontece." Não é tão simples como ele está imaginando, mas eu não me incomodo em contrariá-lo. Acho que apenas terei que ‘me deixar levar’. E viver com meu namorado da escola. Aquele que quebrou meu coração. Maravilhoso.

"Toda vez que eu começo a pensar bem de você, você continua falando," eu ouço Tia dizer a Rake na cozinha. Rake dá risada, abrindo o forno e olhando para dentro. "Eu sou apenas honesto. É uma característica difícil de encontrar hoje em dia." "Você me disse que o cara com quem eu vou me encontrar não é para mim", diz ela, apoiando as mãos nos quadris. "Mas você nem sequer o conhece!"

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Rake fecha o forno e se inclina para trás contra a bancada. "Um, ele não se preocupou em vir até sua porta quando veio te pegar, nem abriu a porta do carro para você. Eu estava olhando. Dois, você mesma disse que ele mal lhe enviou uma mensagem após o primeiro encontro, e três, você não o viu deste então. Ele pelo menos ligou? Você transou com ele na primeira noite, não foi?" Não havia julgamento na voz dele, apenas curiosidade. Tia geme e cobre o rosto com as mãos. "Eu não transei com ele. Mas eu poderia ter-lhe dado... um pouco de algo, embora." Rake levanta uma sobrancelha. "Boquete no primeiro encontro?" "Não", Tia se ajeita. "Meio que isto, mas eu estava esperando sairmos em mais alguns encontros antes de dormirmos juntos. Eu estava tentando uma nova abordagem." Rake tenta manter seu rosto sério, mas falha miseravelmente e começa a rir, segurando o estômago. "Um boquete no primeiro encontro é uma nova abordagem? Maldito inferno, mulher, deixe o cara correr atrás, ou ele nunca vai valorizá-la". "Eu disse que não lhe dei um boquete! Nós apenas nos beijamos! Ok, Dr. Phil", diz ela, seu tom mais sarcástico do que eu já ouvi. "Você fodeu metade da população feminina, mas o que realmente sabe sobre como manter uma mulher?" Não perco a maneira como os olhos de Rake brilham com o comentário antes que ele mascare sua reação. "Eu não quero manter uma mulher. Mas todas querem me manter, então devo estar fazendo algo certo." Tia suspira e pergunta. "Ok, o que eu faço?" Eu entro na sala e me sento à mesa de jantar. "Eu gostaria de ouvir este conselho também." A boca de Rake aperta. "Eu vou ter que lhe dizer em alguma outra hora." "Eu vou contar a Bailey de qualquer maneira", murmura Tia. "O que? Com medo que use seu conselho para conseguir um novo homem?" Rake fecha a cara para a minha melhor amiga. "Eu te digo uma coisa: ninguém vai querer ficar com uma mulher com a sua boca." Sorrindo, eu vou para o forno para verificar meus brownies. "Eles estão prontos?" Rake pergunta atrás de mim.

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Concordo com a cabeça e puxo a bandeja para fora com as luvas de forno postas. "Sim, eles parecem bons." "Eles cheiram fodidamente bem." Ele geme, o som fazendo-me querer fazer o mesmo. "Eu vou contar às crianças que a sobremesa está pronta," Tia diz, saindo da cozinha com pressa. "Você tinha que escolhê-la como sua melhor amiga, não é?" Rake diz, suspirando dramaticamente. Escondo meu sorriso. "Ela é minha vizinha. O destino a escolheu para mim." Eu tiro os brownies da bandeja e coloco-os em um prato. Rake para um pouco perto demais atrás de mim para o meu gosto, e quando ele fala, sua respiração é quente e doce no meu pescoço. "Você tem um cheiro tão bom." Eu limpo minha garganta. "Obrigada, é, uhhh, o hidratante que eu uso." "Seja lá o que for, é bom", ele faz barulho no meu ouvido. "Me dá fome; é delicioso." Me afasto dele e dou mais alguns passos a distância. "Bem. Os brownies estão prontos; Vou congelá-los quando esfriarem." "Eu posso fazer isso", ele oferece, lambendo os lábios. Meus olhos encaram seu piercing. "Quando você colocou esse piercing?", pergunto. Ele o toca com o dedo indicador. "Eu tinha cerca de vinte anos, acho. Coloquei o da sobrancelha primeiro, depois o do lábio." "Por quê?" Eu pergunto, nossos olhos se conectando. Ele se acalma, me estudando, e então finalmente dá de ombros. "Eu estava procurando por distrações, acho, e usei qualquer uma que pude encontrar." Eu não lhe peço para explicar melhor. "Eu gosto deles." Ele balança a cabeça, seus olhos agora vagando pelo meu corpo. "Bom, eu gosto deles também." Ele está encarando meus seios, que estão maiores do que da última vez que ele os viu.

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"Ummm, bom", murmuro, sem saber o que dizer e não querendo ser intimidada por ele. Eu não desvio o olhar, mesmo quando posso sentir minhas bochechas começarem a aquecer, assim como o olhar nos olhos dele. Finalmente, quando eu não aguento mais, baixo meu olhar para os lábios dele. Seus lábios sorriem de uma forma familiar. Eu sopro para fora uma respiração. "Bem. Eu tenho... coisas para fazer." "Você precisa de alguma ajuda?", pergunta ele, lançando-me um olhar inocente. Eu franzo meus lábios. "Eu achei que você não fizesse trabalho doméstico. Tenho certeza que Anna disse que você mantem mulheres para isso." Ele dá de ombros, seus olhos dançando com diversão. "Não significa que eu não sei como fazer." Abro a boca e a fecho. Isso realmente me irrita, que ele tenha se transformado em um puto. E ele nem mesmo nega. Ele só aceita minhas repreensões e age como se não se importasse com que eu penso. Ele não se desculpa. Pelo menos eu fui sua primeira, e isso é algo que ninguém pode mudar, não importa quão estúpido isso soe. Eu nunca tinha sequer admitido isso em voz alta. "Está tudo bem", digo a ele. "Você pode sair se quiser. Tia está aqui e nada vai acontecer com a gente no meio do dia." Rake faz carranca, apertando sua boca. "Tenho certeza que o filho da puta se aproximou de você no meio do dia da última vez." Eu odeio que ele esteja certo. Eu olho ao redor da sala. "É estranho você... por aqui." "Eu disse que ia ajudar. Coloque minha bunda para trabalhar", diz ele simplesmente, como se ele não fosse um grande e mau motociclista vestido de preto que me dá caronas todos os dias. Eu o estudo. Ele realmente é um homem bonito. Mais do que isso, ele é elétrico. Sensual. A barba em seu rosto lhe dá uma aparência robusta enquanto o brilho em seus olhos garante que ele é capaz de dar-lhe um bom tempo. Ele exala sex appeal, confiança, mas há também um ar de estupidez em torno dele que eu não

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tenho visto muito desde que voltei. Eu não sei se isso é por minha causa ou porque ele mudou ao longo dos anos. Talvez essa vida o tenha deixado mais forte. Ou talvez ele só seja fechado e temperamental em torno de mim. "Quão habilidoso você é?" eu pergunto, já sabendo a resposta. Crescendo sem um pai, Rake sempre foi o homem da casa, e sempre consertou a merda que precisava de ajustes. Ele inclina a cabeça e levanta uma sobrancelha, sabendo que perguntas nem sequer justificam uma resposta. Eu empurro meu cabelo para trás da minha orelha. "Eu tenho uma lista de algumas coisas que precisam de conserto. Eu ia chamar um carpinteiro, mas..." "Dê-me a lista", ele exige suavemente. "E, a partir de agora, se você precisar consertar alguma coisa, você me chama. Não vejo porque desperdiçar seu dinheiro quando eu posso fazer isso por você." "Você não precisa-" "Dê-me a lista, Bailey." Eu ando até a geladeira e puxo para baixo um pedaço de papel que está preso na porta. Eu posso sentir minha camiseta subindo e rapidamente a puxo para baixo, em seguida, volto-me para encará-lo. "Aqui." Ele a toma da minha mão, nossos dedos se tocando. Eu finjo que não sinto a onda de choque que um toque tão simples pode causar, e esfrego os dedos enquanto ele lê a lista e acena com a cabeça. "Sem problemas. Eu vou ter tudo isso feito até amanhã para você." Então ele passa por mim, e depois para. Eu posso sentir o cheiro dele. Seu perfume é delicioso, uma mistura de especiarias e frutas cítricas que me faz querer me derreter nele. Mas eu me mantenho firme. Parece que ele quer dizer alguma coisa, mas, em seguida, ele balança a cabeça e sai da sala. E eu libero a respiração que estou segurando.

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“Então", eu digo um pouco sem jeito. Como é que alguém mantém uma pequena conversa com um motociclista? É fácil com Rake e Tracker, mas com o resto deles é um pouco mais complicado. Eu realmente não sei nada sobre Wolf - ou Vinnie, que é como todas as mulheres o chamam além do fato de que ele parece ser muito jovem, tem a cabeça raspada, é bonito de uma forma masculina e tem olhos escuros. Ele olha na minha direção, mas não diz nada. Ele provavelmente ainda está zangado porque eu lhe disse que queria dirigir e não cedi nesse quesito, não importando o quanto ele tentou me intimidar com sua carranca, tamanho grande e olhar malvado. "Sinto muito por fazer você de babá. Eu não tinha ideia de que Rake ia fazer você vir comigo quando ele disse que ia arrumar algumas coisas na casa", eu digo nervosa, balbuciando para preencher o silêncio. "Eu realmente não sei nada sobre você." Ele suspira e balança a cabeça. "Não há muito a dizer. O Clube é minha vida, e os homens são minha família. Eu não me importo de fazer o que precisa ser feito. Eu gosto de ser útil." "Oh," eu digo, pensando em outra coisa que eu poderia perguntar para quebrar o gelo um pouco mais. "Qual é o seu prato preferido?" Ele ri, e eu encontro-me gostando tanto do som que relaxo um pouco. "Você vai cozinhar para mim?", pergunta ele, agora parecendo se divertir.

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Eu dou de ombros. "Claro. Quer dizer, eu sou grata por tudo o que todos vocês fazem para mim, e adoraria cozinhar algo para você." "Eu não acho que Rake vá gostar disso," eu o ouço murmurar sob sua respiração, seguido por mais algumas risadas profundas. "Ele vai ter que lidar com isso", eu digo rapidamente, fazendo-o rir um pouco mais. "Minha refeição favorita é lasanha com frango à milanesa," ele finalmente diz. "Embora eu não goste dos pedaços de tomate na lasanha." Faço uma careta. "Lasanha com peito de frango à milanesa? Isso não é um pouco estranho?" Ele suspira, mas eu vejo seus lábios se contraindo. "Típico de mulher. Faz uma pergunta e depois se queixa da resposta." Eu sorrio para isso. Poucos minutos depois, quando dirijo para minha casa e vejo alguns dos vizinhos no meu gramado da frente, penso ‘que diabos está acontecendo?’. "O que é isso?", pergunto a Vinnie. Ele abaixa a cabeça para olhar para fora da janela. "Eu não tenho nenhuma fodida ideia. Vamos lá descobrir." Ele sai do carro, mas agarra meu braço quando eu tento andar na frente dele. Revirando os olhos, eu ando atrás dele à direita, até que ele para de uma vez. "Que porra é essa?" Eu o ouço murmurar, mas sua voz está cheia de humor. Ele solta meu braço e eu paro ao lado dele, e o que vejo faz meu queixo cair. Rake está sem camisa em uma escada, limpando as calhas. Tudo que ele esta usando é um par de calças de trilha escura, delineando sua bunda perfeita. Eu olho de Rake para as mulheres e depois volto para Rake. Será que ele não se importa por estar sendo cobiçado por mulheres com o dobro de sua idade? "Sério?" Eu rosno, para a grande diversão de Vinnie. Rake desce a escada e em seguida e se vira, erguendo o queixo quando vê Vinnie e eu. A partir de seu rosto eu sigo olhando até seu peito liso, seu abdômen bem torneado e depois para o V que leva até suas calças.

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"Foda-se", eu sussurro assim que noto que posso realmente ver o contorno de seu pênis nas calças de corrida. Mesmo Vinnie olha para longe, dizendo irritadamente: "Mais do que eu quero ver de você, mano." "Ok, o show acabou", eu digo em voz alta, jogando olhares diabólicos para as groupies que Rake tem atraído. Então vou até o próprio homem e belisco o peito dele. "Sério?" Eu assobio. "O quê?", ele pergunta. "Eu fiz tudo que estava na lista." Eu aponto para as mulheres que estão fazendo lentamente seu caminho para fora do meu gramado. Eu tenho certeza que caracóis se moveriam mais rápido. "Será que você não as viu te assistindo e salivando?" O bastardo dá de ombros. "Elas são inofensivas. Seus maridos provavelmente têm barriga de cerveja e calvície." Minhas narinas inflam. "Entre." "Por quê?", pergunta ele, rindo e passando a mão por sua mandíbula. "Você não gosta delas me observando?" "Rake", digo com uma voz mortalmente silenciosa. "Entre." "Só se você me der um beijo," ele pressiona, lambendo os lábios. Ele está falando sério agora? "Que tal isso? Se você não for para dentro, eu vou para dentro, e vou beijar a merda fora de Vinnie." Seus olhos verdes se estreitam. "Você não faria isso." Eu olho para trás. As mulheres ainda estão lá, sussurrando entre si. "Por favor?" Eu pergunto, usando uma abordagem mais suave. Ele beija o topo da minha cabeça, em seguida, caminha para dentro, me puxando atrás de si. E eu não consigo evitar. Eu fico olhando para sua bunda por todo o caminho. Porra!

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"Amiga, você e Rake não param de encarar um ao outro", diz Tia de modo que somente eu possa ouvir. Eu a ignoro, porque atualmente estou tendo problemas maiores do que a mega tensão sexual entre Rake e eu. "Quão fodidamente difícil pode ser fazer uma lasanha do zero?" Estou na minha segunda tentativa – a parte superior tinha queimado na primeira. Acontece que Vinnie vai estar aqui em uma hora ou duas, e eu quero sua refeição pronta e esperando ate então. "Você fez o molho béchamel?" Tia pergunta, olhando para a lasanha e enrugando o nariz. Eu a olho. "Molho o que? A receita não disse nada sobre um molho. O que diabos é isso?" Tia ri e começa a abrir o armário. "Eu vou fazer o molho. Você deixe tudo pronto para a terceira e última tentativa." Nós terminamos a refeição bem na hora que Vinnie, Tracker e Lana chegam. "Algo cheira bem," Tracker diz, indo direto para a cozinha. Lana revira os olhos, em seguida, me abraça. "Como tem passado, querida?" Ela olha para Rake e mexe as sobrancelhas. "Tudo bem," eu digo a ela, revirando os olhos. "O jantar está pronto. Onde está Anna?" "Arrow a levou por alguns dias", diz ela, sorrindo. "Refúgio romântico." "Como se Arrow soubesse o que é romance." Tracker sorri, pegando um prato e servindo a si mesmo. "Ele provavelmente vai levá-la para acampar e foder com ela no chão." Rake lhe dá um tapa na parte de trás da cabeça. "Minha irmã, idiota." Vinnie agarra um prato, em seguida, olha para mim quando vê o que está no menu, balançando a cabeça e sorrindo largamente. "Você é tão fodidamente fofa, Bailey, sabia?" "Que... porra..." Rake rosna, todo seu corpo tencionando, "você acabou de dizer?" Todos na sala param o que estão fazendo e olham para Rake, um tenso silêncio assumindo a atmosfera fácil de alguns momentos atrás.

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Tracker para de empilhar comida em seu prato e olha entre os dois homens. Eu paro entre eles e coloco minha mão sobre o peito de Rake. Ele nem sequer me reconhece, seu olhar ainda firmemente bloqueado no de Vinnie, desafiando-o. "Relaxa, Rake", Vinnie diz em um tom firmemente calmo. "Eu queria agradecer a ele por me ajudar enquanto fazia minhas tarefas no outro dia, e por isso fiz a refeição favorita dele." Seu corpo relaxa um pouco na minha palma. "Certo, tudo bem." Todos na sala respiraram mais fácil; eu pude realmente sentir a tensão no ar esclarecer. "Ame o homem, ame o clube," eu ouço Tracker murmurar, fazendo com que Rake levante a cabeça e olhe para mim, diversas emoções aparecendo em seu rosto. Eu olho para longe, sem saber como reagir à intensidade vinda dele. Cara e Rhett entram na cozinha com Tia logo depois, Cara vindo sentar-se entre eu e Rake. "Você terminou de assistir o filme?" eu pergunto a ela, dando em seu rosto redondo um beijo. "Sim." Ela sorri, e então se vira para olhar para Rake. "Adam disse que eu me pareço com Belle." Eu olho sobre a cabeça de Cara para Rake. Ela e Rhett estavam assistindo A Bela e a Fera, pois era a vez de Cara escolher um filme. Eles estão se familiarizando lentamente com cada filme da Disney já criado. "Isso foi legal da parte dele", murmuro, sem olhar para longe dele. "Eu acho que ela se parece com Belle também," Rhett fala, pegando o garfo. Tia e eu compartilhamos um olhar. Rhett vai ser o maior mulherengo que esta cidade já viu com essas maneiras suaves. Não posso deixar de rir quando Rake bate os punhos com ele sobre o comentário, obviamente pensando que estavam na mesma página. Vinnie come algumas mordidas, em seguida, olha para cima de seu prato. "Está fo-", ele olha para Cara, em seguida, começa novamente "está realmente bom, Bailey." "Tia ajudou", eu admito, me encolhendo um pouco timidamente. "Mas estou feliz que você gostou."

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Nós terminamos o jantar, conversando facilmente entre nós. Quando eu olho em volta da mesa para todo mundo rindo, sorrindo e provocando um ao outro, percebo quão sortudo Rake realmente é, quão incrível sua família é - e agora ele está compartilhando isso comigo. Olho para ele para vê-lo já me observando. Algo passa entre nós. Um momento de compreensão. Um momento de gratidão. Ele sorri então. E eu também.

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Uma semana depois

“Eu não acho que seja pedir demais para você usar uma camisa quando estiver andando pela casa", eu digo com minhas mãos em meus quadris. Serio, há um limite para o que eu posso aguentar. "Ninguém está aqui, qual é a porra do problema?", pergunta ele, abrindo a geladeira e puxando uma garrafa de água. "Eu estou aqui", indico. Ele fecha a geladeira e para perto de mim, me encurralando contra a bancada. "Qual é o problema, Bailey?" Eu engulo. "N-não há problema. Mas você não me vê andando por aí seminua. É cortesia comum!" Ele abre a garrafa e toma um gole. Tudo o que posso fazer é olhar para sua garganta, seus braços musculosos e seu peito enquanto o espero continuar. "Não é como eu estivesse andando por aí sem calças", diz ele depois de engolir um bocado de água e colocar a tampa de volta. Não, ele está vestindo calças. Jeans, na verdade. Jeans que deveria ser considerado ilegal. Baixo em seus quadris, o botão superior desfeito. "Rake, eu..." Ele abaixa a cabeça. "Bailey, qual é o problema real aqui? Você está tão excitada quanto eu? Porque eu tenho andado por aí duro desde que

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fodidamente te vi de novo, por isso, se eu tenho que sofrer, você deve sofrer também." "Espera... o quê?" Eu gemo. "Tenho certeza que tínhamos uma regra de silêncio, para não trazer merdas como esta para nossas vidas." Rake exala, em seguida, aproxima-se o suficiente para enterrar o rosto no meu cabelo. "Porra, Bailey. Você acha que é fácil para mim vê-la depois de tudo que tivemos e não ser capaz de tocar em você? Eu quero foder você, puni-la e adorá-la ao mesmo tempo. Quero fazer você se machucar, então quero curar sua dor. Quero que você sinta o que eu senti quando perdi você, mas também quero conservá-la, tudo ao mesmo tempo." "Você acha que eu não sofri também?" Eu respiro, olhando profundamente para as profundezas do seu olhar verde. "Você me destruiu. Você me quebrou." "Foi você que me traiu, Bailey", ele cerra para fora, sua voz rouca. "Eu teria termanecido fiel a você até o dia da minha morte." Eu não devo considerar suas palavras. Ao contrario, eu deveria contar a verdade agora, mas não o faço. Talvez isso faça de mim uma covarde, eu não sei. O que eu sei com certeza é que, quando tudo vier à tona, vai ser pior do que é agora. Rake vai de me odiar quando souber o que realemente aconteceu, e odiar a si mesmo - e talvez eu seja uma otária, ou talvez o ame mais do que me amo, mas acho que prefiro que ele me odeie ao invés de odiar a si mesmo. Isso faz de mim fraca? Ou forte? Eu não sei. E sim, ele precisa saber a verdade, eu sei. Não há momento ou maneira certa para dizer isso, embora - mas precisa ser dito. Isso tudo já foi longe demais. "Eu também teria", eu digo com tanta amargura que ele inclina a cabeça e procura meus olhos. "Pensei que disse que não iríamos tocar no passado." Seu abdômen toca meu estômago. Seus lábios se movem perto dos meus, mas não os tocam. E seus olhos ainda procuram. Eu não sei o que eles estão procurando, ou se ele vai encontrar o que quer que seja. Então ele fecha o espaço entre nós, seus lábios pressionando sobre os meus. Eu quero que ele me beije profundamente como costumava fazer, mas ele não o faz, e eu sei que é porque ele está esperando minha

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permissão. E eu a dou a ele, sugando seu lábio inferior, e, depois disso, todas as apostas estão desfeitas. Ele me pega e me senta no balcão enquanto sua língua desliza dentro da minha boca, e me beija como eu nunca fui beijada antes, com tal intensidade e paixãoque quase me deixa louca. Mas, ao mesmo tempo, é quase como se eu ainda pudesse saborear aquele toque de pesar e amargura. Eu o ignoro. Alcançando-o, eu envolvo meus braços em volta do seu pescoço e puxo-o mais perto. Eu o sinto; eu o provo; eu me lembro dele. Minha mão direita desliza para baixo em suas costas, sentindo os músculos lá. Eu paro logo acima de sua bunda, mas, em seguida, deixo meus dedos vaguearem sobre ela também, apertando seus glúteos apertados. Rake começa a beijar a minha mandíbula e, em seguida, meu pescoço. Quando ele atinge esse ponto, eu estou pronta para pedir-lhe para me foder aqui e agora. Mas não peço. Porque não sei como vou me sentir sobre isso depois. "Rake", eu sussurro. "Espere", ele murmura, continuando a beijar toda a minha clavícula. Eu fecho os olhos sem pensar, e quando ele puxa para baixo o meu sutiã e suga um mamilo em sua boca, depois o outro, eu não o impeço. Não, em vez disso, eu enfio meus dedos em seu cabelo e trago-o para mais perto, incitando-o. Ele então desliza as mãos para cima das minhas coxas, levantando meu vestido com elas, em seguida, desliza um dedo dentro da minha calcinha. "Tão molhada", ele geme, mordendo suavemente meu mamilo antes de se mover de novo. Quando ele me inclina de costas sobre o balcão, espalha minhas coxas e rasga minha calcinha em uma sucessão de movimentos rápidos, eu fico dividida entre o prazer e a dor. O prazer que meu corpo quer e a dor com a qual meu coração vai ter que lidar mais tarde. Ele beija minhas coxas. "Rake", eu digo sem fôlego. Ele se afasta e olha para mim.

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"Não me faça parar, Bailey. Porra. Precisamos tirar um ao outro de nossos sistemas, caso contrário, a tensão vai nos deixar fodidamente loucos. Eu vou fazer você se sentir tão bem, você não tem idéia." Suas palavras são como um balde de água gelada derramado minha cabeça. "Nos tirar de nossos sistemas? Como o que, um caso de uma noite? “Foder e em seguida fingir que nunca aconteceu?" Pergunto, meu queixo ficando apertado. Eu fecho minhas pernas e deslizo meu vestido para baixo, em seguida, ajeito meu sutiã, cobrindo meus seios de sua vista. Ele olha para longe. "O que você espera de mim, Bailey?" "Mais respeito do que isso," eu estalo, colocando ambas as mãos sobre seu peito e o empurrando. "Saia." "Bailey-" "Eu disse para sair", eu digo com os dentes cerrados. "Agora." Ele se afasta e eu salto para baixo da bancada e caminho para o meu quarto. Mas eu paro meus passos quando o ouço dizer: "Você fodidamente quebrou meu coração uma vez. Se você acha que eu vou dar-lhe esse poder de novo, perca suas esperanças." Ele não tem ideia. Nenhuma fodida ideia. E aqui estou eu, tentando protegê-lo da verdade. Por quê? Por que eu estou colocando-o antes de mim mesma? Por que estou protegendo um homem que não tem problemas em jogar o que ele pensa que eu fiz na minha cara uma e outra vez? Eu giro ao redor e caminho de volta para ele. "Quer saber? Vamos acabar com isso de uma vez por todas." "Vamos", diz ele, olhando para mim. "Nós tivemos uma briga, como sempre tínhamos. Você foi a uma fodida festa ao invés de voltar para mim e fodeu o primeiro cara que apareceu em seu caminho, não foi?" Neste ponto, eu já estou vendo vermelho. Estou fodidamente fervendo.

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Não, estou sangrando. Ele não pode ver o sangue escorrendo de praticamente cada milímetro do meu ser? E assim, sou transportada de volta para aquela noite, há sete anos. A noite que mudou tudo. Eu balanço meus quadris, balançando os babados da minha saia em torno de mim. Christa me dá outra bebida. "Esta é minha última", eu digo a ela sobre a música. Eu preciso voltar para Adam, porque sei que ele provavelmente está procurando por mim agora. Em um ato de rebeldia depois que Adam e eu tivemos uma briga, eu decidi aceitar a oferta de Christa e vir a esta festa, mas nunca tive intenção de ficar muito tempo. Eu não gosto de ir a qualquer lugar sem Adam, para ser honesta; não importa o quão necessitada isso me fez soar, é a verdade. Ele não só me faz sentir segura; ele também é meu melhor amigo. Quantas garotas têm a sorte de dizer o mesmo? "Você nunca faz nada divertido." Christa faz beicinho. "É como se você fosse uma mulher casada." Meus lábios apertam. Não só ela não conhece bem o suficiente para fazer essa avaliação, como eu também não gosto desta cadela me julgando. Nós não somos boas amigas ou qualquer coisa, algo mais como conhecidas. "Uma que todo mundo tem ciúmes" eu jogo na cara dela. Todos queriam ser Adam e eu; não era um segredo. Eu via os olhares de inveja das outras meninas. Adam era o menino mais quente da escola, e era todo meu. A expressão de Christa cai por um segundo, antes de se tornar uma máscara. E neste exato momento eu soube que não deveria ter vindo aqui esta noite. Eu estava sendo estúpida por sequer pensar nisso. Assim, jogo fora o resto da minha bebida, limpando minha boca com a mão, e puxo meu telefone para chamar Adam para vir me pegar. Mas então, de repente, eu não me sinto tão bem. "Christa", murmuro. "Você pode me pegar um pouco de água, por favor?" "Claro", ela diz, deixando-me sozinha na varanda no andar de cima da casa. Quanto foi que eu bebi? De repente, sinto-me bêbada, bêbada demais para o que eu tinha consumido esta noite. Atrapalho-me com meu telefone, pois tenho dificuldade em mover os dedos.

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Que porra? "A-Adam" Eu sussurro para mim mesma. E tudo fica preto.

Quando acordo, é como se eu estivesse em um filme de terror. Minha visão está borrada e minha cabeça está tonta. Eu estou deitada de costas em uma cama, da onde fico olhando para o teto. Há rachaduras lá. Eu não sei por que me foquei nelas, mas fiz. Um homem está em cima de mim. Tento gritar, mas não sai nada. Eu luto. Estou enjoada. Me sinto fraca. Através do barulho e do zumbido na minha cabeça, ouço sua voz e sorrio. Adam veio me salvar. Ele vai fazer tudo melhor. Só que não. Em vez disso, ele só me deixa em meu proprio inferno.

É isso. Eu tenho que contar-lhe a verdade agora. Foda-se ele e o que ele pensa que sabe. "Nós brigamos, sim. Eu fui a uma festa, sim. Eu bebi cerca de duas bebidas e estava prestes a chamá-lo para vir me buscar depois disso. Eu não queria estar lá; eu queria estar com você." Eu respiro fundo, sabendo que a próxima parte ia ser extremamente difícil sair. Rake me olha com expectativa, sua expressão demonstrando nada. "Christa deu-me as bebidas," Eu continuo. "Você sabe que eu não a conhecia bem. Ela parecia uma garota divertida, mas, então, todas as

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meninas pareciam assim." Eu rio sem humor. "Eu estava fodidamente drogada, Adam. Boa noite Cinderela. Eu desmaiei e quando acordei, estava sendo estuprada. Eu estava completamente fora de mim. Quando ouvi você entrando no quarto... pensei que você estava lá para me salvar. Mas. Você. Me. Deixou." Eu bato no peito dele com a mão. "Você fodidamente me deixou! Você deveria me salvar! Por que você não me salvou?" Lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto, e finalmente eu permitolhes caírem. Eu não as escondo, não as suprimo; eu as abraço. Eu as aceito. Estas lágrimas, elas são minhas, minha dor. Um símbolo do meu sofrimento. E conforme as deixo escorrer, eu me liberto - finalmente esse peso esta sendo tirado das minhas costas. Eu posso realmente sentir o momento em que a dor muda de mim para ele. Sua expressão se desintegra, suas sobrancelhas franzem. Seus olhos se enchem de dor, e uma expressão de horror espalha-se sobre seu belo rosto. Ele sente. Ele esfrega o peito com a palma da mão. Sim, ele sente. Eu não queria dizer a ele, realmente não queria, mas agora já está feito. Ele sabe. E o fato é que, não importa o quê tenha acontecido, ele conhece um fato totalmente imutável e verdadeiro sobre mim. Um fato que sempre foi verdade, desde o dia em que ele me conheceu até o dia em que eu morrer. Eu nunca minto. "E a pior parte", eu digo através das minhas lágrimas. "É que depois de tudo isso, você dormiu com a garota que me drogou. E se gabou disso na minha frente." "Bailey", ele sussurra, tão quebrado, tão cru e tão cheio de dor que eu quero segurá-lo - mas não o faço. Porque desta vez eu preciso me proteger. Eu corro para o meu quarto e fecho a porta atrás de mim. Então eu enterro meu rosto no travesseiro e simplesmente choro.

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Rake Eu me sento no chão na frente de sua porta trancada, apoiando minha cabeça em minhas mãos, e ouço seus gritos e lamentos, cada gemido destruindo uma parte da minha alma. Mas eu ainda ouço, porque mereço ouvir cada soluço. Cada maldita lágrima naquele travesseiro é por minha causa. Cada palavra que ela disse vem à minha cabeça em uma corrida. Como é que eu fodi tudo? Como eu fiz algo assim para a única pessoa que eu amava mais do que tudo nesta terra? Volto a pensar naquela noite, tentando descobrir onde errei. "Hey, Adam," Elizabeth, uma garota da minha turma de Inglês, diz assim que me encontra. Dou-lhe uma olhada e um aceno com meu queixo antes de me afastar dela e caminhar para a porta da frente da casa de Jesse. A música alta bate em meus ouvidos assim que eu abro a porta destrancada e entro. Há pessoas em todos os lugares, rostos conhecidos e desconhecidos. Jesse sempre dá festas; seus pais estão sempre fora e não dão a mínima para o que ele faz, desde que o local esteja limpo antes de chegarem em casa. Bailey e eu normalmente fazemos uma aparição juntos, e passamos um pouco de tempo com nossos amigos antes de escaparmos para

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ficarmos sozinhos. Na última festa que fomos saímos cedo e fomos nadar juntos no lago. Eu sorrio quando me lembro como ela tinha se despido e jogado suas roupas na minha cara antes de mergulhar na água. "Hey, Adam!" Meu amigo Tristan chama enquanto desce as escadas. "Hey, Tris," eu falo sobre a música, andando em sua direção. Trocamos um aperto de mão antes de eu ir direto ao ponto da razão pela qual estou aqui. "Você viu Bailey?" Tristan balança a cabeça. "Ainda não." Meus lábios apertam. "Ouvi dizer que ela está aqui." "Está tudo bem?", Ele pergunta, suas sobrancelhas franzindo. Eu tremo. "Tivemos uma discussão." Tristan sorri consciente e me dá um tapa nas costas. "Você verifica no andar de cima. Eu vou dar uma olhada lá atrás". "Obrigado, cara," eu digo a ele, já começando a subir as escadas. Bailey era minha namorada desde que eu coloquei os olhos nela há quatro anos. Além de minha irmã, Anna, Bailey é a única mulher da qual eu realmente cuido. Hoje tivemos nossa maior briga ate agora, e eu não vou ser capaz de relaxar até resolver isso com ela. Seu telefone está desligado, e eu preciso ter certeza de que ela está bem. Bailey pode ser um pouco imprudente às vezes, e não é incomum para mim ter que salvá-la de alguma situação ou outra. Ela é espirituosa e passional, e eu gosto disso nela. Ela com certeza estava passional em sua raiva durante a nossa briga hoje. Eu sorrio para mim mesmo quando me lembro dela jogando o cabelo escuro por cima do ombro, cheia de raiva, seus olhos castanhos se estreitando cheios de fogo. Eu nem me lembro sobre o que estávamos brigando agora. Eu só sei que ela me tem em torno de seu dedo mindinho, e ela nem mesmo sabe disso. Tem sido sempre assim quando se trata de Bailey. Ela é o meu primeiro amor, e mesmo que nós ainda sejamos jovens, eu sei que é um amor verdadeiro. As pessoas podem dizer o que quiserem, não me incomoda. Eu não sou do tipo que declara amor pela primeira garota que vê. Mas Bailey não é qualquer garota. Mais do que ansioso para encontrá-la e fazer as pazes, eu faço meu caminho para o segundo andar da casa e procuro ao redor por um vislumbre dela. Minha raiva faísca com o pensamento dela aqui sem mim, cercada por todos esses homens. Nosso sexo de reconciliação vai ser quente hoje à noite, disto tenho certeza.

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"Você viu Bailey?", pergunto a Christa. Ela é amiga de Bailey, ou pelo menos eu já as vi conversando antes. Eu não contei a Bailey que a cadela tentou dar em cima de mim muitas vezes ao longo dos anos, mesmo eu a dispensando toda vez. Christa balança a cabeça, seus olhos brilhantes. "Sim, eu vi. Ela está no terceiro quarto." Ela aponta para a direita. "Embora eu ache que você não vai querer ir lá.", diz ela, e seu sorriso tem um toque de crueldade. "Por que diabos não?" Eu rosno, perdendo a paciência. Eu corro para a porta, um mau pressentimento fixando-se em meu intestino. Então eu giro a maçaneta, mas a porta está trancada. Eu soco a maldita, e a visão que se estende diante de mim quebra a porra do meu coração. Minha alma. Ela me destrói. Por um segundo, eu não entendo o que estou vendo. Por que ela faria isso? Não, como ela pôde fazer isso? Eu não olho para o rosto dela. Eu não posso. Tudo que vejo é vermelho, e tudo que sinto é dor. Eu sequer sei se ela diz algo enquanto eu fico ali olhando - há apenas um zumbido alto em meus ouvidos. Eventualmente meus pés me levam para longe do quarto, minha raiva agindo em meu nome. Eu não sinto nada. Adrenalina pulsa através de mim. Meus punhos viram ferro. Eu deixo a fúria assumir enquanto meu corpo treme, e observo minhas mãos cobertas de sangue. Eu nem me lembro de como o sangue chegou ate elas. Então é assim que uma pessoa se sente quando é traída.

Tudo faz sentido agora. Eu sou um fodido. Como é que eu não vi isso antes? Ao longo dos anos, de todas as mulheres, a maneira como eu trato o sexo... foi tudo por causa de como meu mundo mudou quando eu pensei

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que Bailey tivesse me enganado. Eu a cortei da minha vida e nunca mais falei com ela, mesmo quando ela tentou falar comigo. Eu não podia sequer olhar para ela; doía muito. Mal sabia eu que deveria ter estado aos seus pés, pedindo-lhe perdão. Eu não confiava mais nas mulheres, e embora as tenha amado, nunca me apaixonei por outra. Eu não podia dar algo que pertencia a um fantasma. E agora ela voltou, e eu descubro isso? Porra. Eu aperto meus olhos e me permito esse momento de fraqueza. Isso aqui? Eu criei isto. Aquela mulher ali, eu a quebrei. Se eu pudesse voltar no tempo... Eu deveria tê-la levado para fora daquele quarto, não importa o que pensei que ela estivesse fazendo, porque ela era minha. Eu fui a porra de um covarde. Não fui melhor que o filho da puta que a machucou. Por que eu saí sem ela? Bailey chora mais alto. E, pela primeira vez desde que me lembro, eu também. Eu não mereço nada dela. Como ela pode continuar olhando pra mim? As coisas que eu fiz, as coisas que ela nem sequer sabe. As coisas que eu pensava dela, desejei para ela. Eu ergo minha cabeça e a inclino contra a porta, uma lágrima escorrendo pelo meu queixo. Quem quer seja que a machucou, vai pagar. Eu vou destruí-los, um por um. Inclusive eu mesmo.

Bailey Eu sempre tenho dor de cabeça depois que choro, logo, depois de desmoronar completamente, minha cabeça está latejando. Enxugando os olhos, eu me sento e abro minha gaveta de cabeceira à procura de alguns

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analgésicos. Quando os encontro, pego dois, coloco-os na minha mão e caminho até minha porta, destrancando-a e abrindo-a. Quando eu ando para a cozinha e despejo um pouco de água em um copo, Rake não está em qualquer lugar a vista, pelo que estou grata. Eu não poderia enfrentá-lo agora. Eu não sei se fiz a coisa certa ou não ao contar-lhe a verdade sobre o que aconteceu, mas, ao mesmo tempo, me sinto mais leve. O único problema é que eu me sinto mais leve porque compartilhei o fardo com ele, quase dando-o totalmente a ele, na verdade. E agora ele teria que carregar este fardo também. Eu sei que não é egoísmo da minha parte, mas eu ainda me sinto assim. Em seguida, coloco um pouco de maquiagem, tentando me fazer parecer um pouco melhor antes de pegar Cara em sua aula de dança. Quando saio e vejo Tracker de pé ali, eu sei que Rake o enviou em seu lugar para me acompanhar. Estou, ao mesmo tempo, aliviada e desapontada com isso. "Hey," eu digo a ele, forçando um sorriso. "Hey", ele responde, seus olhos azuis digitalizando meu rosto. "Tudo bem?" Concordo com a cabeça e olho para o lado. "Sim. Você não precisa me levar, você sabe. Só vou pegar Cara e voltar para casa". Ele coça a barba por fazer com o polegar. "Oh, vamos lá, não seja assim. Eu sou uma ótima companhia." Isso me faz abrir um pequeno sorriso. De todos os homens, Tracker é o mais fácil de conviver. Eu posso ver por que Lana se apaixonou por ele. "Tenho certeza que você é", eu digo, sorrindo quando ele abre a porta para mim. "Vamos pegar o anjo." "Vejo que esse apelido está pegando", digo, antes de deslizar para dentro do carro. Ele dá a volta e senta no banco do motorista. "Definitivamente está. E eu também ouvi dizer que há uma sorveteria aqui perto. Eu sou viciado nessa merda." "É assim que Rake mantém você a bordo para o serviço de escolta?" eu pergunto, sentindo-me um pouco divertida.

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Tracker ri e encolhe os ombros. "O que posso dizer, o homem conhece seu público." Eu olho para ele e o verifico. "Eu realmente gosto do seu jeitão." Ele se vira para mim e sorri, seus olhos brilhando. "Encontre-me uma mulher que não goste." Eu rolo meus olhos. "Todos vocês são tão arrogantes." "Confiantes seria o mais correto", ele responde. "Agora, onde exatamente fica esse estúdio de dança?" Eu dou-lhe as instruções, e Tracker enche o carro com uma conversa casual e piadas divertidas que me colocam à vontade, fazendo-me esquecer da cena com Rake.

"Não, desliga você", Tracker diz ao telefone enquanto que eu olho para ele com nojo. Eventualemnte eu arranco o telefone de sua mão e pressiono END. "Você está brincando comigo?" Eu rio, colocando a mão nas minhas costas para que ele não possa pegar o telefone. "Você é um grande e assustador motociclista. Aja como tal!" "Seus estereótipos machucam, sabia?", ele diz com mágoa simulada em seu tom, colocando a palma da mão sobre o coração. "Nós somos apenas mal compreendidos." Tia ri, olhando para longe da TV para ver a comoção. "Talvez eu precise obter alguns conselhos de Lana. Parece que a menina sabe exatamente o que está fazendo". Tracker acena e sorri. "Sim, ela sabe. Ela faz aquela coisa com a língua que-" Eu ergo minhas mãos, rindo mais. "Ok, isso é o suficiente." "Posso te perguntar uma coisa?" Tia pergunta a Tracker, inclinando-se para frente e apoiando os cotovelos sobre os joelhos.

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"Possivelmente." "Talon é solteiro? Qual é a dele?", ela pergunta, olhando para ele e esperando por sua resposta. Eu sei que Tia acha Talon gostoso, e eu quero dizer, ele é, mas não sabia que ela gostaria de levar este lance adiante. Mas agora eu sei apenas pelo olhar em seu rosto: ela está interessada, ou pelo menos intrigada. Tracker faz uma carranca e se inclina para frente no sofá. "O que? Nenhum dos Wind Dragons é bom o suficiente para você? Você sabe que o MC de Talon é cheio de fodidos, certo?" Eu escondo meu sorriso. "Quem você sugeriria para ela?" Tracker franze os lábios em pensamento. "E quanto a Vinnie? Ele é um grande cara. Pronto, está resolvido. Vinnie é o seu homem. Fodam-se aqueles Wild Men". Ele então indica um dedo na direção de Tia. "Não literalmente." "Você acabou de dar uma de cafetão para seus irmãos?" Eu digo inexpressiva. "Tenho certeza que isso quebrou algum tipo de código viril". "Só quebra o código se a mulher for feia", diz ele casualmente. "Mas Tia é uma MILF, então ele estaria me agradecendo." "O que é MILF?" Rhett pergunta assim que entra na sala com Cara ao seu lado. Eu tento não rir, eu realmente tento, mas não posso evitar. "Sim, Tracker. Por favor, explique o que essa palavra significa", eu digo, tentando manter uma cara séria. "MILF," Tracker começa lentamente, "não foi isso que eu disse. Eu disse LEITE (milk). Isso designa algumas mamãe que eu gostaria de beijar". Rhett pisca, depois olha entre Tracker e sua mãe. "Eu não acho que gostaria que você beijasse minha mãe." Eu mordo meu lábio e olho com os olhos arregalados quando Tracker concorda. "Só na bochecha, amigão. Como os amigos fazem, sim?" Rhett sorri. "Sim, isso é legal." Situação embaraçosa evitada, Rhett dirige para a cozinha, mas Cara fica lá, olhando para Tracker com curiosidade. "Você não disse LEITE", ela anuncia. "Mas está tudo bem, eu não vou contar." Ela então segue Rhett para a cozinha, e todos nós começamos a rir.

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Já se passaram três dias desde que Rake e eu tivemos nossa discussão, e eu não o vi desde então. Tracker tem permanecido por aqui, apenas trocando com Arrow quando vai para o clube para ver Lana. Por sua vez, Lana, Anna, Faye e Clover se mudaram para o clube até sabermos que tudo está seguro. Quanto a Rake... ninguém falou dele para mim, então eu não tenho nenhuma idéia de onde ele está ou o que está fazendo. Eu sei que ele liga para Tracker para saber sobre nós. Vejo Tracker me olhando com curiosidade depois que desliga o telefone, talvez se perguntando o que está acontecendo entre nós. A verdade é que eu sei tanto quanto ele, o que é um grande e gordo nada. "Qualquer notícia sobre quem ameaçou Bailey?" Tia pergunta a Tracker em um tom abafado. "Eu vejo que todo mundo está mantendo isso em segredo", ele responde em um tom seco, em seguida, suspira. "A única coisa que posso dizer é está sendo resolvido, tudo bem? Você não deve preocupar sua cabeça bonita." Tia joga um travesseiro nele. "Então como é que você está aqui, em vez de Rake?" Meu corpo acalma enquanto espero pela resposta. "Acho que só Bailey aqui pode nos dizer o que aconteceu," Tracker diz, olhando para fora da janela. "Mas eu vou te dizer uma coisa: quando ele me chamou para encontrá-lo aqui, para que ele pudesse sair... eu nunca o vi assim tão... quebrado." Eu olho para as minhas mãos. "Rake geralmente mantém suas emoções sob controle, e nunca realmente se sabe o que ele está pensando, até que ele diga", ele continua. "Eu nunca o vi assim antes. Suas emoções estavam todas escritas em seu rosto, para todo mundo ver. Ele odiaria isso. Eu sei que sim." "Tivemos uma discussão", eu digo como explicação. "Algumas coisas do passado vieram à tona. Algumas coisas que ele não sabia."

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"Ele tem cuidado de vocês", afirma Tracker. "Eu nunca o vi se preocupar com uma mulher além de Anna e as velhinhas na sede do clube. Outras mulheres, ele se diverte com elas, as fode, mas, em seguida, sempre as deixa. Nenhum compromisso. Nada permanente. Uma mulher é tão boa quanto à próxima." Fatias de dor me atravessam ao ouvir Rake sendo descrito daquele jeito. "Eu estou dizendo isso só porque quero que ele seja feliz", diz ele em voz baixa, mas eu não perco o aço subjacente em seu tom. A ameaça. "Ele é um bom homem. Sempre protege todos. Bom coração. Ele merece ser feliz. E se, por qualquer motivo não há mais nada em você para dar felicidade a ele, então acho que você precisa resolver isso agora, Bailey." "Acontece, porém, que você não sabe de tudo, Tracker," Tia diz, levantando-se para me defender. "Eu sei que você protege seu irmão, mas eu protejo Bailey. Ela nunca fere alguém intencionalmente. E eu também sei que Rake é o amor da vida dela. No fim, acho apenas que há muitas coisas que não sabemos, e por isso é melhor ficarmos de fora e deixá-la resolver as coisas com ele." Ela olha para mim. "Mas, ao mesmo tempo, quero que você saiba que eu estou aqui se você quiser conversar, sempre que você precisar de mim." "Eu sei, Tia." Eu posso sentir meu sorriso atingir meus olhos. "E eu estou tão grata por ter você em minha vida." "Awww, venha aqui, fofinha", diz ela, envolvendo-me em um abraço. Quando ela se afasta seus olhos estão brilhando com umidade. "Se Rake te fisgou, ele é o homem mais sortudo do mundo. E não se preocupe sobre ele ser um filho da puta, isso apenas significa que você vai se beneficiar de sua experiência quando finalmente der pra ele". Tracker gargalha com isso. "Eu não sei o que está acontecendo", admito. "Há tanta história, uma parte dela boa, outras partes... muito ruins." Eu olho para Tracker. "Eu jamais o machucaria intencionalmente, Tracker, mas havia algumas coisas que ele tinha que ouvir. Eu não posso mais protegê-lo da verdade." Ele balança a cabeça duas vezes. "Eu gosto de você, Bailey. E eu sei que Lana te ama." "Eu também gosto de você, Tracker," respondo. "Estou contente que Rake escolheu você para vir aqui. Obrigada por me fazer sentir melhor."

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"Eu te disse que eu sou como um medicamento." Ele sorri, aliviando o clima. "Se alguém está triste, basta me enviar. Instantaneamente curada. Minha simples presença torna todos felizes pra caralho." Desta vez, sou eu que joga um travesseiro nele.

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Mais alguns dias passam antes que Rake ande através de minha porta novamente. Pensando que seria Tracker, abro a porta sem pausa, sorrindo e dizendo bom dia. "Hey," eu digo quando o vejo, mais silencioso e mais suave do que o meu bem-vindo incial. "Como você está?" Ele entra e olha ao redor, então se vira para mim. "Verifique quem é antes de abrir a porta, Bailey." Concordo com a cabeça enquanto ele se senta no sofá, em seguida, levanta a mão para mim. Hesitante, eu coloco minha mão menor na dele, e ele me puxa para baixo. Quando estou sentada de lado em seu colo, ele enterra o rosto no meu pescoço e me abraça, e há um ar desesperado e quase sem esperanças sobre ele. "Onde você estava?", pergunto-lhe, acariciando meus dedos por seus macios cabelos curtos. "Eu precisava clarear minha cabeça", ele diz com a voz grossa, esfregando sua áspera barba por fazer contra o meu pescoço. "Chegar a um acordo com tudo isso." Ele toma uma respiração profunda e exala antes de continuar. "Eu estou tão fodidamente arrependido, Bailey, pelo que aconteceu naquela noite, e por tudo que aconteceu depois". Sua voz se quebra nas duas últimas palavras. "Porra, Bailey. Eu não sei o que fazer ou o que dizer. Não há nada que eu possa fazer para corrigir isso. Como você pode malditamente sequer

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olhar para mim? Como é que eu vou olhar para o rosto da sua filha agora, sabendo o que eu fiz para você, a mãe dela?" "Não foi você que fez aquilo comigo", digo suavemente. Eu queria que ele soubesse, mas nunca quis vê-lo assim. Absolutamente não era isso que eu queria. Eu queria que ele soubesse a verdade para que não me odiasse mais, não para que se tornasse tão quebrado quanto eu. Eu queria nos livrar desta dor, e não coloca-la toda sobre seus ombros. "Você não sabia, Adam. Você fodidamente não sabia. Foi uma situação confusa, sim, mas agora acabou. Temos de parar de olhar para trás, a menos que seja para lembrar os bons tempos." Ele murmura um palavrão e levanta a cabeça. A dor em seu olhar verde faz meu peito doer e meu coração apertar. Em toda a minha vida, eu nunca o vi assim antes. Eu não sei o que fazer, mas estou desejando não ter contado a ele. Por que eu contei a ele, mesmo? Ele poderia ter continuado a me odiar. Eu assumiria isso. Eu assumiria qualquer coisa sobre isso. "Como é que eu fui embora naquela noite?" Ele pronuncia, balançando a cabeça para si mesmo. "Como diabos isso aconteceu para nós, Bailey? Como? Você era fodidamente meu tudo, e não era para ser assim. Eu posso não ter entendido o que estava acontecendo naquela hora, mas o que aconteceu depois foi tudo minha culpa. Eu pulei para fodidas conclusões precipitadas. E eu nunca falei com você depois daquilo, nunca te dei a chance de me dizer o que aconteceu. Como diabos estou destinado a viver comigo mesmo agora?" Uma vez eu pensei que nunca iria perdoá-lo pelo que aconteceu naquela noite, mas a verdade é que eu já o perdoei. O que aconteceu sempre vai doer, essa maldita dor sempre estará presente, mas nada do que aconteceu depois foi intencional. Sim, ele dormiu com Christa logo em seguida, o que praticamente me matou, mas ele pensou que eu o tinha traído e reagiu a isso. Foi uma jogada estúpida, mas ele era jovem e estava ferido, e eu acho que ele queria me machucar de volta de alguma forma, mesmo sem saber que eu já estava quebrada àquele ponto. Nós dois cometemos erros, e agora era hora de seguir em frente. "Eu não deveria ter te contado," Eu choramingo. "Eu só... você continuava..."

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"Shhhh", ele me acalma, correndo os dedos calejados pelo meu ombro. "Você deveria ter me dito há muito tempo, Bailey. As coisas poderiam ter sido diferentes então. Eu teria tentado consertar tudo, em vez de deixar você lidar com tudo por si mesma. Você é tão forte, sabia? Eu deveria ter escutado você." Sua respiração engata. "Eu deveria ter fodidamente escutado você." Eu não me sinto muito forte no momento, então eu fico quieta, sentindo-se segura em seu abraço quente. No silêncio, é como se eu pudesse quase sentir o que ele está pensando. Não há final feliz para nós. Muita coisa aconteceu, muito tempo passou. "Eu quero falar com você sobre tudo, mas estou muito abalado no momento. Você se importa se nós deixarmos este assunto de lado um pouco?", ele pergunta em um tom rouco. "Eu só... eu realmente não sei o que fazer, Bailey. Quero dizer, sim, aquele filho da puta vai pagar, mas... Eu não sei como concertar isso." "Onde você estava nestes últimos dias?", pergunto de novo, aproveitando a oportunidade para tocá-lo tanto quanto possível enquanto eu tiver a chance. "Na sede do Clube", ele diz, mas algo em seu tom de voz me faz pensar que ele está mentindo. Ele me tira de seu colo e me estabelece no sofá ao seu lado. "Eu vou cuidar de tudo", diz ele, e tanto a sua voz quanto seus olhos parecem sem vida. "Rake", eu sussurro. Eu nunca vou esquecer a dor gravada em seu rosto. Nem a resolução. Ele tem um plano. E, de repente, uma sensação ruim se instala no meu intestino. "Não faça nada", eu imploro a ele. "Por favor. Basta deixar pra lá. A verdade está lá fora agora; finalmente podemos seguir em frente com nossas vidas." Ele beija a minha testa e depois se levanta, parando de frente para mim. "Você vai encontrar alguém digno de você, Bailey." E com isso ele sai.

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Era isso que eu queria, não era? Então por que me sinto mais vazia do que antes?

"Por que vocês duas estão vestidas de preto?", pergunto assim que entro no Knox Tavern. Ambas estão vestindo tops de manga longa pretos, e calças pretas. Ambas estão com grandes óculos de sol cobrindo metade de seus rostos, também. "Isto é algum disfarce?" Ambas mantêm a cara séria. Eu sento e tento não rir, mas não consigo evitar. "Se vocês estão tentando passar despercebidas, por que escolheram este lugar? É um dos dois lugares onde todo mundo vai pensar em procurar por vocês." Ambas tiram seus óculos ao mesmo tempo. "Nós simplesmente não queríamos que Rake nos encontrasse." Eu pisco. "E então apenas planejaram este lance dos óculos de sol?" Lana parece um pouco envergonhada, lançando-me um sorriso torto, mas Anna apenas sorri. "Foi impressionante, não foi?" "Não muito", eu admito, rindo. "Embora vocês estejam tão bonitinhas. Talvez devessem apenas comprar roupas de gatinho pretas para a próxima vez. Então, o que é tudo isso?" Eu tinha recebido uma mensagem de texto de Anna mais cedo, me dizendo para ir ao bar e não dizer a ninguém onde estava indo. "Essa é realmente uma ótima idéia. E você está aqui porque ouvimos os homens falando,” Anna diz em voz baixa. "Eles pegaram o cara que te ameaçou. Ele é membro do Kings of Hell." Sento-me ereta. "O que aconteceu?" "Ele pensou que você fosse a mulher de Rake, depois de como ele te protegeu na noite da briga", sussurra Lana, olhando ao redor do bar. "Ele ainda está um pouco ressentido por Rake ter dormido com a mulher dele."

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"E então ele decidiu me perseguir, entrar no meu carro, esperar que eu entrasse também e me ameaçar com uma faca?", pergunto, incrédula, arregalando os olhos. "Que merda!" "Baixa a voz," Anna me repreende, inclinando-se sobre a mesa. "Eles são motociclistas, e obviamente o cara é um fodido lunático. De qualquer forma, nós ouvimos Rake dizendo a Tracker o que aconteceu. Eles não iam dizer nada para qualquer uma de nós sobre isso, mas nós pensamos que você precisava saber." Ela faz uma pausa. "De qualquer forma, você vai ter que fingir que não sabe, ou vamos ter os nossos traseiros chutados". "O que ele fez com o cara?", pergunto, esfregando as mãos pelo meu rosto. "Rake não vai para a cadeia ou algo assim, não é? Eu não sei como essas coisas funcionam!" "Ele bateu a merda fora dele," Anna diz, franzindo o nariz. "Suas mãos estavam todas machucadas. Ele não mencionou se o cara estava vivo ou morto, mas estou supondo que esteja vivo." "Você percebe o quão casualmente acabou de dizer isso?", eu sussurro, piscando furiosamente. Então levanto minha voz. "Vocês todos são tão fodidamente..." "Fodões?", Lana complementa, dando de ombros. Eu coloco minha cabeça sobre a mesa e gemo até perceber outra coisa. "O que mais vocês ouviram? Eu não tenho idéia do que está acontecendo na mente de Rake agora, e adoraria saber. Ele está dormindo com alguém?" Ambas de repente parecem extremamente desconfortáveis. "Quem?" Eu rosno, meu lábio se apertando numa linha fina. Anna se remexe em seu assento. "Eu te amo até a morte, Bailey, mas Rake é meu irmão, e eu realmente não quero estar no meio disto. Acho que você precisa perguntar a ele." "Não há nenhuma maneira de fazer isso sem soar como uma psicopata. ‘Hey, namorado do colégio de quem eu sou apenas amiga agora, quem diabos você está fodendo, e por que eu quero arrancar os olhos dela?’" "Eu acho um total absurdo esta coisa de amigos", Lana diz, empurrando seu cabelo para longe de seu rosto. "Há tanta tensão sexual selvagem cada vez que vocês dois estão juntos que, na verdade, eu me baseei nisso para uma das minhas novas cenas de sexo".

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"Concordo," Anna entra na conversa. "Todos podem ver. Vocês estão destinados a ficar juntos, e é simplesmente estúpido que você queira manter uma tortura assim." Eu suspiro pesadamente. "Eu preciso de uma bebida." "Você precisa ter uma conversa adequada com o meu irmão", diz Anna. "Ele não está pronto", eu digo, e então percebo que realmente acredito nisto. "Ele ainda está magoado, e não está pronto para sequer considerar um futuro comigo. Ele não vai ver o que está bem na frente dele: que eu sou dele. Não importa o que eu faça. Ele nunca vai encontrar alguém que é mais certo para ele do que eu sou". Anna e Lana não sabem tudo o que aconteceu naquela época, e para ser honesta, eu não quero falar com elas sobre isso, o que significa que elas não entendem quão complicada é a situação. Todas as linhas entre Rake e eu estão embaralhadas. Nosso passado é confuso, e nossas emoções estão por todo o lugar, mas ainda há algo ali, não importa o quanto nós dois tentemos negar. Algo nos conecta juntos. Nós podemos lutar por isso, para que funcione e para fortalecer a conexão, ou podemos deixar tudo ir e tentar encontrar essa coisa, seja la o que for, com outra pessoa. Eu quero lutar, mas quero que ele lute também. Há algo do que nós compartilhamos que vale a pena, e não podemos saber o que poderia ter acontecido se o destino não ficasse no caminho. O felizes para sempre foi roubado de nós. Não vai ser fácil, mas acho que, no final, poderíamos conseguir algo do que perdemos de volta. Juntos. O amor que tínhamos. Talvez seja uma causa perdida, mas há uma linha fina entre o amor e o ódio, e, depois de vê-lo, de ver a tristeza em seus olhos, é como se minha ficha tivesse caído. Eu não quero feri-lo - quero curá-lo. "Não deixe que ele saiba que haverá um futuro", Lana diz com um sorriso de lobo. "O que você quer dizer?" Eu pergunto, descansando meu queixo em minhas mãos e dando-lhe toda a minha atenção. "Às vezes os homens não sabem o que é melhor para eles", ela começa. "Por que você apenas não diz a ele que o quer? Seja honesta. Logo ele vai ficar viciado, e linhas vão se cruzar, e antes que você perceba, estará na parte traseira de sua moto e será a única em sua cama."

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Minhas sobrancelhas sobem. "Esse é um conselho terrível. Acho que você tem escrito muitos romances." Anna acena com a cabeça. "Eu acho que você deve apenas ser honesta. Diga a ele como se sente." "Se ele não sentir o mesmo, vai doer", eu digo baixinho, olhando para as minhas mãos. "E talvez nós realmente não estejemaos destinados a um final feliz. Olha, eu não quero jogar com ele... eu só queria que ele pudesse ver o que poderíamos ser." "Às vezes você tem que jogar para ganhar. Nada que vale a pena vem fácil, Bailey", Lana diz suavemente. "Basta perguntar a si mesma: ele vale a pena? Ele vale a possibilidade de um coração partido? Ou ele vale ou não. Ou você vai para lutar ou vai desistir de vocês dois juntos novamente." "Você sempre se perguntará "e se" se não tentar." Anna acrescenta, seus olhos verdes brilhando. "E se arriscar, pode acabar tendo tudo o que sempre esteve destinada a ter, Bailey. O amor de um homem que foi feito para você". Lana olha para Anna. "Porra. Essa frase vai para um livro." "Direitos autorais", Anna responde rapidamente, sorrindo para sua melhor amiga. "Você a usa sem me dar os royalties e eu coloco Faye na sua bunda para processá-la." Lana revira os olhos, em seguida, volta-se para mim. "O que me diz? Você vai se juntar oficialmente ao nosso bando de loucos?" Eu vou realmente fazer isso? Dar o primeiro passo? Convencê-lo de que vale a pena lutar por nós? Porra. Eu vou. Foda-se o passado - não há lugar para ele aqui, no presente. Eu não preciso do típico final feliz. Eu só preciso de Rake. Eu engulo. "Onde ele está agora?"

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Nós o encontramos no Rift. O lugar está fechado, e há apenas os funcionários andando em torno do clube, com exceção de Rake, que está sentado no bar sozinho, servindo suas próprias bebidas. Anna coloca a mão no meu ombro e o aperta. "Olhos no prêmio." Eu fico olhando para as costas musculosas de Rake. "Certo." Ela faz uma careta, depois balança a cabeça e sorri. "É fodidamente estranho quando o prêmio em disputa é o pênis do meu irmão." "Anna," Eu rosno. Mas ela não sai. Eu suspiro. "Acho que terei que cobrar o desafio das bebidas. Por favor, saia, e não se intrometa no que quer que aconteça aqui hoje à noite." "Tudo bem. Estou indo.", diz Anna, colocando as mãos para cima. "Boa sorte." Eu a assisto sair e, em seguida, sento-me no banco ao lado de Rake. "Não há bartenders de plantão?" eu pergunto, olhando para a garrafa de Scotch. "Posso ter um pouco?" Eu preciso de uma bebida. Desesperadamente.

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Ele se vira para olhar para mim com as sobrancelhas franzidas. "O que você está fazendo aqui, Bailey?" Sentindo-me um pouco nervosa, eu tomo seu copo e engulo um gole. Tem um gosto horrível e queima minha garganta, mas eu o engulo mesmo assim. Eu começo a tomar outro, até que ele gentilmente tira o copo da minha mão. "Me diga o que esta acontecendo." Mas eu observo suas mãos ao invés de responder sua pergunta. As juntas das mãos dele estão machucadas, inchadas e parecendo extremamente doloridas. Ele vê para onde eu estou olhando e esconde as mãos sob o bar. "Bailey", continua ele. "Se você não me disser o que está errado, como eu deveria ajudá-la?" Eu olho em seus belos olhos. "Está tudo bem. Eu só queria falar com você. Nós realmente não nos falamos muito desde aquele dia," Eu dou de ombros, lambendo meus lábios. Eu quero você. Deixe de lado o passado. Seja meu novamente. "Você lamenta o passado?", pergunta ele sem olhar para mim. "Você se arrepende de namorar comigo na escola?" "Não", eu digo instantaneamente, a verdade derramando dos meus lábios sem filtro. "Eu não me arrependo de nada, nem mesmo das coisas ruins, e especialmente não de você." "Como você pode não se arrepender das coisas ruins?", pergunta ele, agora olhando para o meu rosto. Eu expiro, pensando na melhor maneira de explicar isso. "Eu acho que, se algo mudasse, então eu não teria tido Cara, verdade? E ela é tudo para mim, então eu não posso ter nenhum arrependimento, porque minha vida como é me levou a ter uma filha incrível." Rake acena, seus olhos suavizando. "Ela é incrível porque tem uma mãe incrível."

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"Obrigada", eu sussurro, e, em seguida, limpo minha garganta. Então, reunindo minha coragem, digo algo que apenas meu eu mais jovem teria dito. "Então, aqui esta a coisa. Eu quero você, Adam." "Bailey-" "Eu quero você mais do que alguma vez quis algo na minha vida," Eu continuo como se ele não tivesse falado. "Eu não me importo sobre o que aconteceu entre nós; Eu deixei tudo ir a um tempo, e você deve fazer isso também. E eu não estou pedindo muito, apenas a chance de estar com você de novo". "Foda-se", diz ele com voz rouca. "Bailey-" Eu coloco minha mão sobre o centro de seu peito. "Não pense. Você me quer? É só você e eu, ninguém mais está aqui, nada mais importa. É apenas a sua energia e a minha. Você. Me. Quer?" Aí. Eu me coloquei a seu dispor, para ele reivindicar ou rejeitar. O próximo passo é dele, e se ele não me quiser, pelo menos eu posso dizer que tentei. Ele me estuda por alguns segundos, que francamente se parecem mais como horas. Nós nos olhamos nos olhos, imóveis, até que ele finalmente ele se levanta, seu banco caindo no chão, o ruído quebrando meu transe. Ele dá um passo mais perto de mim, e põe a mão na minha cintura. "Eu sempre vou querer você. Esse não é o problema aqui." Bem, graças a Deus por isso. Eu fico na ponta dos pés, envolvo meus braços em torno dele e o beijo como se estivesse morrendo de fome. Eu não me importo com quem está assistindo. Eu não me importo com nada, exceto com seus lábios nos meus novamente. Com sua língua dançando com a minha. E aqui, neste momento, não importa quão fugaz seja, ele é meu de novo. Ele inclina a cabeça e mergulha mais profundo, suas mãos me puxando para mais perto. Eu posso sentir sua dureza pressionando em

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meu estômago, o que me excita ainda mais, aumentando meu desejo por ele. Por que eu esperei tanto tempo por isso? Esta foi uma grande ideia do caralho. Rake me levanta no ar, e eu coloco minhas pernas em volta dele. Ele então anda comigo para a sala VIP, o mesmo lugar em que nos vimos pela primeira vez depois de todos esses anos. Fechando a porta atrás de si, ele me coloca de costas em um dos sofás de camurça preta e olha para mim com uma expressão faminta, seus olhos pesados e sua boca um pouco inchada do nosso beijo. Ele está prestes a dizer algo quando eu me levanto e beijo-o novamente, cortando tudo o que ele ia dizer. Ele faz um som profundo em sua garganta e me empurra de volta para o sofá, suas mãos cobrindo meu rosto. Será que vamos transar aqui? Surpreendentemente eu estou bem com isso. No momento, tudo que eu quero é ele dentro de mim, lento e profundo. Eu levanto sua camisa e corro minhas mãos por suas costas lisas, fechando os olhos enquanto ele começa a beijar meu pescoço. Minha respiração engata quando ele desfaz o botão de cima da minha camisa branca e beija o pedaço de pele que se revela. Outro botão. E outro. Porra. Ele expõe meu sutiã preto e, em seguida, puxa para baixo os copos, revelando meus pequenos mamilos pontiagudos. "Foda-se, eu senti falta deles", ele fala antes que sua boca caia neles, delicadamente chupando e lambendo. Minhas costas arqueiam. Eu quero mais. Eu quero tudo. Minhas mãos se emaranham no cabelo dele e eu o puxo suavemente. "Rake," Eu ofego. "Por favor." Eu não vou implorar. "O que você quer, baby?", ele pergunta baixinho, juntando meus seios e lambendo um mamilo, depois o outro. Quando ele finalmente se afasta

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para tirar seus jeans, estou tão molhada que posso realmente sentir quão úmida minha calcinha está. "Eu quero você dentro de mim." Eu respiro observando como ele puxa para fora seu pênis duro.

profundamente,

Porra. Eu não me lembro dele ser tão grande. Ninguém com quem já estive se compara a ele. Ele tira um preservativo de sua carteira, e eu afasto o fato de que ele sempre está pronto para o sexo. Agora não é o momento para isso; agora é sobre nós finalmente curtindo um ao outro, reunindo-nos sem deixar qualquer outra coisa ficar no caminho. Sem pensar, apenas sentindo. Ele desliza minha saia lápis até minhas coxas e puxa para baixo minha calcinha, me admirando por alguns segundos antes de espalhar minhas pernas e mergulhar sua cabeça entre elas. "Preciso de um gosto seu", ele murmura para si mesmo, sua língua espreitando para fora assim que ele incendeia meu centro com uma longa e profunda lambida. Que. Merda. "Apenas tão bom quanto me lembro", diz ele, antes de baixar a cabeça novamente e comer minha buceta. Eu levanto meus quadris, moendo-me em seu rosto. Será que ele quer que eu goze agora? Porque eu vou gozar. Eu lambo meus lábios secos e gemo assim que o orgasmo me bate, fazendo-me bater minha cabeça de volta contra o sofá macio, meus olhos se fechando bem apertados. "Adam", eu rango os dentes, seu verdadeiro nome saindo dos meus lábios sem pensar. Ele geme, seus dedos apertando minhas coxas ao mesmo tempo em que ele continua a me adorar com a boca. Eu levo minha mão para baixo, enfiando os dedos em seu cabelo e levantando sua cabeça com um puxão. "Por favor," eu imploro, olhando-o diretamente nos olhos. Eu o quero dentro de mim, agora. Tem sido muito tempo sem ele. Os outros homens com quem estive nem sequer contam mais, porque eles não se comparam a ele em qualquer forma ou formulário.

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"Maldito inferno, Bailey", ele grunhe, segurando o grande pau duro na mão, rasgando a embalagem do preservativo com seus dentes brancos e rolando-o para baixo em seu comprimento. Ele olha para mim enquanto lentamente empurra para dentro, e eu o encaro de volta, minhas pálpebras pesadas sobre ele o tempo todo. Quando ele está todo dentro em mim, sua boca bate na minha ao mesmo tempo em que ele começa a me foder, uma de suas mãos puxando um punhado de meu cabelo e a outra suavemente cobrindo meu rosto. A mistura do gesto áspero e suave, de seus beijos perfeitos e seu pau batendo em todos os pontos certos me excita mais do que eu já estive ligada em minha vida, a intensidade do momento roubando meu fôlego. Eu lamento em sua boca, meus mamilos esfregando contra seu peito, e o atrito adicionado me tem à beira do orgasmo novamente. Ele afasta a mão do meu rosto, levanta minhas pernas sobre os ombros, me puxa para ele e desce a mão entre nós para brincar com meu clitóris enquanto continua a deslizar dentro mim, agora profundo e lento. "Tão fodidamente perfeito", diz ele com os dentes cerrados, seus olhos verdes cheios de luxúria. "Tantas coisas que eu quero fazer para você. Você não tem idéia." Mas com certeza quero descobrir. "Você é tão bonita", continua ele, chupando um mamilo na boca e soltando-o com um pop audível. "Porra. Eu me lembro de tudo sobre você. Estas sardas", ele lambe as sardas debaixo do meu seio esquerdo. "Eu fodidamente amo estas sardas." Eu engulo ao ouvir a palavra amor saindo de seus lábios. Ele me beija de novo, profunda e apaixonadamente, e não demora muito para eu ter meu segundo orgasmo. "Porra, porra, porra," eu gemo, respirando pesadamente e perdida em onda após onda de êxtase. "Tão fodidamente bom", ele murmura enquanto eu me aperto em torno de seu pênis. Eu ignoro a satisfação presunçosa em seus olhos quando meu corpo fica mole, e quando seu ritmo mudo instantaneamente para rápidos golpes mais curtos, eu sei que ele está pronto para gozar. Então eu cavo minhas unhas em suas costas, porque me lembro que ele gostava disso.

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E ele goza, primeiro olhando para mim, em seguida, enterrando seu rosto no meu pescoço e sussurrando meu nome. Ele fica lá, segurando-me, por alguns longos segundos. Quando ele levanta o rosto, seus olhos não estão mais cautelosos. Não, eles estão suaves. Suaves. Eles são os olhos verdes do homem que eu amo. Porem, logo em seguida, seus lábios se contorcem. "O quê?" eu pergunto, não tendo idéia do que ele poderia achar divertido em um momento como este. "Parece que a velha Bailey está de volta, hein?" Ele inclina a cabeça para o lado, seus olhos brilhando. "A Bailey que toma o que quer primeiro e faz perguntas depois." Eu sorrio para isso. "Não há velha ou nova Bailey. Sou apenas eu. Eu amadureci sim, mas ainda sou a mesma." Faço uma pausa. "Talvez um pouco menos imprudente." Ele ri, fazendo seu peito tremer. "Só um pouco." "Ok", eu concordo. "Eu sou muito menos imprudente. Mas isso é uma coisa boa." Ele sorri, então se inclina para frente e beija minha boca, um doce beijo casto. "O que nós fizemos foi bastante imprudente", diz ele contra os meus lábios. "Porque agora você me deu um gosto de algo que eu quero muito, mas não posso ter." "Rake-" "Bailey", ele suspira, em seguida, beija minha testa. "Venha, eu vou te levar para casa." Ele puxa para fora de mim e cuida do preservativo enquanto eu me visto e penso no que vou dizer a ele agora. Porque eu decidi uma coisa. Vou apostar todas as fichas.

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Rake Eu não sei o que diabos acabou de acontecer, mas é como se a buceta dela apenas tivesse roubado todo o meu stress e me feito baixar a guarda juntamente com minhas calças. Estar com ela de novo... eu não consigo nem expressar quão incrível foi. Eu não tive relações sexuais com emoção desde que terminamos, e agora, depois de tê-la outra vez, não há nenhuma maneira de eu poder voltar para as fodas sem sentido. O que diabos eu vou fazer? Toda esta situação é uma fodida tragédia, altamente bagunçada e confusa. Eu não vejo uma saída, uma maneira de corrigir o que aconteceu com a gente, mas, ao mesmo tempo, eu daria qualquer coisa para ser capaz de seguir em frente com ela. A coisa é, eu não mereço isso. Eu não mereço uma segunda chance, não mereço redenção. Como eu posso me perdoar? Eu não acho que isso seja possível, e essa merda ainda vai me comer vivo. "Você está quieto", diz ela, estudando meu perfil a partir do assento do passageiro. "Só pensando," respondo, não querendo que ela ache que eu lamento o que aconteceu. "Você quer parar em qualquer lugar no caminho? Para comer ou algo assim?" "Você deveria estar dirigindo? Você estava bebendo..." "Eu só bebi uma dose," asseguro. "Eu tinha acabado de começar quando você chegou." "Ok", ela diz simplesmente, acreditando na minha palavra. Meu coração bate em meu peito, porque eu sei que a mulher ao meu lado foi feita para mim. Mas eu não posso tê-la. Não, o adolescente em mim cuidou disso. Idiota.

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"Um brinde por ser capaz de sair de casa sem escolta,” diz Tia, tilintando sua taça de vinho com a minha. "Embora eu vá sentir falta dos homens gostosos em todo o lugar." Eu sorrio e aceno, concordando silenciosamente. "Mas alguém ainda virá para cá à noite nos verificar, ordens do Rake." "Ooooh", Tia diz, balançando suas sobrancelhas. "Qual possibilidade de ser ele quem virá hoje à noite?"

é

a

"Por que ele faria isso?" Pergunto inocentemente, meus olhos se estreitando ligeiramente. Ela se levanta e faz um movimento de empurrão vulgar com os quadris. "Porque você transou com ele! E nem pense em mentir! Está escrito na sua cara, você está brilhando!" Começo a rir. "Okey, okey. Culpada. Por favor, pare de dançar dessa maneira. Se Rhett entrar, você vai traumatizar seu filho para o resto da vida." Um impulso mais e, em seguida, ela recupera seu lugar - mas não a dignidade. Depois que Rake e eu fizemos sexo no Rift, ele me levou para casa. O passeio de carro com Rake não foi estranho, mas havia um monte de coisas não ditas pairando no ar entre nós. Perguntas para as quais nenhum de nós tinha as respostas. Então nós apenas nos sentamos em silêncio, embora ele tenha me acompanhado até minha porta e me beijado suavemente na boca antes de sair.

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"Sério, quantos anos você tem?" Pergunto com diversão, balançando a cabeça para frente e para trás. Ela vira o cabelo loiro por cima do ombro. "Não importa quantos anos eu tenho: quantos anos pareço ter?" Eu sorrio. "Vinte". Ela me da um olhar de adoração. "Eu te amo". Ela tem apenas 25 anos, mas parece mais jovem. "O mesmo para você." "Como foi o sexo?" ela sonda, tomando um gole de vinho tinto e, em seguida, baixando a taça. Eu olho para o teto e suspiro. "Incrível pra cacete." Tia comemora. E, pela primeira vez, nem eu consigo parar de sorrir.

"Eu disse," Tia murmura enquanto Rake entra na minha casa. "Rake", diz ela, balançando a cabeça para ele. Ela obtém uma saudação de queixo em troca. "Eu vou indo. Vejo você amanhã, Bailey." “Sim, venha para o café da manhã," respondo, beijando ela e Rhett na bochecha. "Boa noite". "Boa noite, tia Bailey!" Eles vão embora, deixando eu e Rake sozinhos na cozinha. "Onde está nosso anjo?", ele indaga, olhando ao redor da sala antes de sentar-se no sofá e olhar para mim. "Ela adormeceu", digo, sentando ao lado dele. "Eu já a coloquei na cama." Ele acena e bate os dedos na coxa. "Nós precisamos conversar sobre o que aconteceu ontem no Rift". "Okey", eu digo lentamente, respirando fundo. "Eu gostei “ não, eu amei o que aconteceu."

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Ele levanta a cabeça e olha pra mim. "Eu também, Bailey, mas porra. Como isso pode ser uma boa idéia? Depois de tudo o que aconteceu, como você pode querer... eu não sei o que fazer agora. Minha cabeça está fodida. Eu acho que você não precisa estar comigo agora." Eu aperto meus lábios. "Não me diga o que eu tenho ou não tenho que fazer, Rake. Eu sou aquela que praticamente o atacou ontem. Eu disse que queria você. Eu ainda quero." Faço uma pausa. "Eu sempre quis, e provavelmente sempre irei. É assim que é entre a gente. Cansei de tentar lutar contra isso." Ele abre a boca para falar, mas eu continuo. "Eu não estou pedindo nada. Não podemos apenas apreciar um ao outro sem nos preocuparmos com tudo e mais alguma coisa? Sem pensar demais? Você sabe, ‘a vida é muita curta, então divirta-se?’" De preferencia comigo. Quando sua expressão permanece incerta, eu pressiono mais, decidindo fazer uma aposta sobre como ele reagiria. "Eu sou uma mulher bonita, Rake. Eu não sou perfeita, mas valho alguma coisa, e tenho necessidades. Se você não quiser ficar comigo, então precisa ficar completamente de fora enquanto assiste alguém tomar o lugar que sempre foi seu." "Eu te disse o que aconteceria se a visse com outro alguém", ele rosna, um músculo se contraindo em seu maxilar. "Eu não sou o mesmo garoto do qual você se lembra, Bailey. Eu mudei ao longo dos anos, e não sei se você pode me aceitar como sou agora, porque vai ouvir algumas coisas sobre mim que não vai gostar." "Você acha que eu ainda não ouvi que você fodeu seu caminho através do país?" Pergunto incrédula. "Confie em mim, é a primeira coisa que as pessoas me falam sobre você." Ele simplesmente dá de ombros, não tendo um pingo de vergonha. "Sim, mas outras merdas também. A última coisa que preciso é ficar envolvido demais com você só para vê-la correr com medo mais tarde. Porque Bailey, se você se tornar minha, eu não vou deixar que você corra, porra. Eu vou mantê-la, não importa o que tenha que fazer." Eu tremo na promessa em seu tom de voz. Não sei o que dizer agora, porque fui de encontro a ele pensando que ele só estaria interessado em sexo, como havia mencionado antes. Mas, de alguma forma, parece que ele

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mudou completamente de idéia. Não sei porquê, mas não posso negar a emoção que sinto com suas palavras. "Você tem razão em se preocupar," ele continua. "E também acho que você deve pensar melhor da próxima vez, antes de entrar em um clube com intenção de foder com alguém." Eu rolo meus olhos. "Da última vez você mesmo disse que nós deveriamos foder um ao outro para fora de nosso sistema, então podemos muito bem seguir em frente. Eu só pensei em finalmente aceitar a oferta." "Você ficou com raiva de mim quando eu disse isso, lembra?" diz ele, esfregando a mão no rosto. "Jesus, foda-se. O que você quer de mim? Você já deve saber por agora que não há nenhuma forma de nos tirar de nossos sistemas. Não importa o que fazemos, ou o que dizemos, sempre encontramos nosso caminho de volta um para o outro. Parece um maldito vicio." Um vício. Isso é tão verdadeiro. Ele estende a mão e pega a minha. "Com o que aconteceu... Não sei se posso fazer isso, Bailey." A dor na voz dele faz com que eu aperte sua mão na minha "Agora que tenho você em minha vida, não quero te perder." Ele levanta minha mão à boca, beijando cada um dos meus dedos. "Não sei o que fazer, o que é certo. Mas sei que quero você novamente. E outra vez." "Isso será o suficiente por agora?" Pergunto-lhe em uma voz pequena, esperançosa. Ele sorri, mesmo que seus olhos não façam o mesmo. "Você sabe que eu nunca pude dizer não para você." Isso me faz sorrir, ouvir algo que ele sempre dizia para mim há tantos anos atrás. "Eu era sua fraqueza." Ele da uma risada. "Ainda é." Nós dois ficamos em silêncio, estudando um ao outro, o ar ficando espesso entre nós. Quando Rake levanta e me conduz ao meu quarto, eu o sigo avidamente. Trancando a porta atrás dele, ele acende a luz, então se vira para me enfrentar. Eu preferia que ele mantivesse a luz apagada, então não veria cada falha, ou as marcas no meu estômago e meu corpo imperfeito, mas, ao mesmo tempo, esta sou eu. E ele precisa me querer como eu sou, não como eu era.

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"Tire a roupa," Ele comanda. Eu engulo duro. Seu domínio me excita, mas também me faz querer desafiá-lo. Desobedecê-lo. Testá-lo. Ele nunca mandou em mim assim antes, mas antes ele era só um garoto. Agora ele é todo homem. "E se eu não tirar?" Pergunto, arqueando uma sobrancelha. Ele inala profundamente, suas narinas queimando. "Mas você vai, não vai? Ou não vai conseguir o que quer." "E o que você acha que eu quero?" Pergunto com ousadia, dando um passo em direção à cama. Rake anda para frente, fechando o espaço entre nós. Ele tira seu colete, colocando-o na ponta da cama, e então puxa sua tshirt por cima da cabeça, da manekira sexy como os homens fazem isso, com os braços cruzando um ao outro. "Você quer ser fodida. Você quer gozar. Você me quer". Ele está certo, é claro, eu quero tudo isso. Mas eu também sei que não importa o que, ele dará tudo isso pra mim. Confiro seu corpo perfeitamente tonificado, em seguida, olho para baixo em seu jeans. "Continue", exijo. Rake levanta uma sobrancelha, seu lábio se contraindo em diversão, mas faz o que eu disse, desabotoando a calça jeans e a deslizando por suas coxas musculosas. Ele fica de pé em um par de cuecas boxers pretas, que me têm afundando meus dentes no meu lábio inferior. Ele é tão sexy, é inacreditável. Ninguém pode ser comparado, ninguém. "Tire a roupa, Bailey," Ele repete, e desta vez eu escuto, deslizando as alças do meu vestido e o deixando cair no chão. Eu tiro meu sutiã e ele segue o mesmo caminho, mas minhas mãos automaticamente cobrem meu estômago, sem que eu perceba.

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"Mãos para os lados", ele diz bruscamente. "Você sabe como você é linda? Não importa se tem algumas marcas no corpo, você deve usá-las com orgulho". Deixo minhas mãos cairem. Será que ele realmente quis dizer isso? Ele poderia ter qualquer mulher que quisesse, mas é pra mim que ele olha assim, como se quisesse me devorar. "Baby, tire a calcinha," diz ele, lambendo os lábios. "E deite na cama de barriga pra baixo." Eu tiro minha calcinha de renda preta - eu as coloquei no caso disso acontecer hoje à noite - e vou para a cama, deitando de barriga para baixo como ele mandou. "Boa garota", ele elogia, subindo na cama e colocando as mãos na minha cintura. "Agora fique de joelhos." E eu me levanto na cama em minhas mãos e joelhos.

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“Tem certeza que eu pareço bem?" Pergunto a Anna novamente, me olhando no espelho dela. A saia preta é menor do que eu normalmente usaria, e o top preto é apertado em todos os lugares. Em conjunto com botas até o joelho, parece "sexy", mas eu também poderia me encaixar na esquina de uma rua. "É uma festa de motoqueiro", ela responde, me olhando da cabeça aos pés. "Nós vamos estar vestidas com mais roupas que todos, confie em mim." "Isso não é exatamente muito animador." Eu suspiro, puxando a saia. "Quem teve essa ideia mesmo?" "Acho que foi sua", Lana diz, rindo. "Você me disse para fazê-la ficar tão sensual que Rake não seria capaz de tirar os olhos de você, então fizemos isso." "Vou enrolar seus cabelos e dar-lhes um pequeno volume", diz Anna, pegando uma varinha de ondulação da gaveta de cima. "Cabelo pós-sexo". Eu sento na cama e escuto "2 On" por Tinashe enquanto ela dá-me o cabelo de "sexo". Lana eventualmente sai do banheiro parecendo deslumbrante em um vestido preto, seu cabelo escuro empilhado em cima de sua cabeça e seus lábios sexys pintados de vermelho-fogo. Já eu estou usando um carmesim mais escuro, que complementa minha pele. "Quase pronto", diz Anna, mexendo no meu cabelo. "Você estará bebendo esta noite?" "Vou ter uma bebida ou duas," digo a ela. "Realmente não tenho idéia do que esperar."

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"Homens de outras épocas dos Wind Dragons virão", diz ela, deixando uma onda cair pelo meu rosto. "Algumas de suas mulheres talvez, mas geralmente não. Vai haver muitas outras mulheres aqui procurando um homem para foder. Nossos homens estarão aqui, claro, de olho em nós. Mas no geral, é uma festa. Comida, música, misturar-se." "Mas no estilo motoqueiro?" Pergunto de olhos arregalados. As meninas riem disso e repetem depois de mim. "Estilo-Motoqueiro". "É melhor vocês duas não me deixarem sozinha a noite toda," resmungo, olhando para minhas botas e duvidando da escolha pela milionésima vez. "Não", diz Anna, inclinando-se para baixo e olhando para mim, checando meu cabelo. "E nem Rake, especialmente com você desse jeito." Ela se endireita e uiva, fazendo-me sorrir. "Eu vou ver o que o Tracker está fazendo", diz Lana, batendo seus lábios juntos. "Já estarei de volta." Anna e eu compartilhamos um olhar. "Ela vai foder," eu falo, fazendo Anna rir quando caimos na cama dela. "Sim, ela vai," ela diz, tocando seus cabelos loiros que estão alisados. "O que será que Arrow está fazendo?" "Oh, inferno, não," digo instantaneamente, pulando nela e prendendoa na cama. "Você não está me deixando." "Pare de empatar minha foda, Bailey!" ela grita divertidamente. "Deixeme ir encontrar meu homem e seu pau enorme!" Ela me rola de costas e monta em mim. Estou prestes chutar a bunda dela e dar-lhe uma lição quando alguém pigarreia. Nos duas olhamos para a porta para ver Arrow e Rake de pé ali, ostentando expressões completamente diferentes. Arrow... parece um pouco excitado, enquanto Rake parece simplesmente confuso. "Qualquer outra mulher, Bailey," ele diz exasperado, balançando a cabeça. "Escolha qualquer mulher, qualquer outra mulher para fazer isso, por favor, merda, estou te implorando.” Arrow lança sua cabeça para trás e ri, e eu só o observo, porque não acho que já o vi rir antes. Quando Rake lhe dá um olhar surpreso, acho que não sou o única.

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"Eu não estou reclamando," Arrow diz, e então olha para Anna. "Se gabando para todos sobre o meu pau enorme, querida? Não quer fazer com que todos os outros homens se sintam mau, não é?" Rake da uma olhada em Arrow, mas então concentra sua atenção de volta para mim. "Vocês duas acabaram aqui?" Anna desliza para fora da cama, e depois eu faço o mesmo, pagando calcinha pra todo mundo graças a minúscula saia que estou usando. Anna, sendo a boa amiga que é, ri e diz, "Sexy calcinha vermelha". Estou prestes a dizer-lhe para se calar quando ela chega mais perto de mim e sussurra, "Definitivamente parece cabelo de sexo agora." Eu sorrio. Ela retorna o sorriso, em seguida, sai do quarto com Arrow, deixando eu e Rake sozinhos em seu quarto. "Eu quero tanto estar dentro de você agora," ele fala, me dando olhada lenta de cima a baixo. "Você sabe como está gostosa? Boa para comer. Porra, eu vou lutar com todos os homens esta noite." Eu fecho o espaço entre nós e descanso minha mão em seu peito. "Obrigada". "Temos que sair do quarto da minha irmã agora, porque nós dois fodendo aqui é totalmente assustador." Ele coloca o braço em volta do meu ombro e me leva lá pra fora. Então, olhando para mim, ele diz, "Bem-vinda ao meu mundo." A questão é, irei sobreviver?

"Aquela mulher está fazendo um stripp só porque pode?" Pergunto a Faye com os olhos arregalados, incapaz de olhar para longe dos mamilos da mulher. Faye ri, seu cabelo ondulado voando ao redor de seu rosto. "Estas mulheres fazem de tudo por um pouco da atenção dos nossos homens. Ignore-as. Apesar de terem peitos muito bons, né? Eles devem ser

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falsos". Ela enfia uma batata na boca e inclina a cabeça, ainda olhando para os seios da mulher. "Os mamilos dela são realmente empinados." Não tenho idéia do que dizer sobre isso, então deixo escapar a primeira coisa que vem à minha mente. "Você cheira a flores de cerejeira." Ela sorri e acena. "Minha loção para o corpo. É muito boa né?" Faye é uma mulher bonita, e mesmo que seja a mulher mais poderosa aqui, ela não se gaba disso. Ela está sempre contando piadas e fazendo as situações melhores, e embora eu não queira ficar do lado ruim dela, ela tem sido legal comigo desde o início. "Então, você e Rake, hein?" ela diz distraidamente, seus olhos agora em Sin. "Estava mais do que na hora. Vocês dois se fodiam com os olhos cada vez que eu os via." Rio, remexendo-me no meu lugar. "Sim, acho que estava na hora. Mas é mais complicado do que qualquer um sabe. Quero dizer, sim, por agora as coisas vão bem, mas realmente não sei o que vai acontecer a longo prazo." "Nada que vale a pena ter é fácil, Bails," ela diz. "Sin e eu não tivemos fácil. Anna e Arrow provavelmente tiveram pior. Tracker e Lana tiveram de lutar um pelo outro. Mas, no final, tudo valeu a pena. E as pessoas podem dizer que Rake é o mais vagabundo dos homens, e entre você e eu, bem, ele é." Ela dá de ombros assumidamente. "Mas acho que se você ganhar o coração dele, ele será o homem mais leal e dedicado que você poderia pedir." Estou prestes a responder quando ela diz, "Oooh, olha, as calças dela estão saindo agora!" "Você não se importa de Sin olhar?" Pergunto com curiosidade, observando a mulher dançar em torno do jardim em nada mais do que um fio dental. Não há qualquer tipo de vergonha nela. "Sin pode olhar," Faye diz com um olhar orgulhoso no rosto. "Mas é tudo o que ele fará. Ele sabe o que tem, e não vai fazer nada para estragar isso. Ele não sobreviveria se me perdesse. E, para ser completamente honesta, eu confio nele. Sei que ele não vai me trair." "A forma como ele olha para você", eu admito, olhando para o meu colo. "Eu quero isso. Metas de relacionamento." Faye toca meu ombro. "Você já tem isso, querida. O olhar de Rake só está um pouco inseguro e guardado no momento. Você só precisa resolver isso com ele. E, para constar, estou feliz com a escolha dele. Todos os

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homens escolheram meninas impressionantes, o que realmente faz minha vida mais fácil." Ambas damos um sorriso. "Agora," ela diz. "É sua vez de lidar com a situação, porque todas já estivemos lá." "Lidar com o que?" Ela acena a cabeça e eu olho nessa direção, para onde uma mulher está falando com Rake e apoiando a mão em seu peito, tal como eu tive a minha nem sequer uma hora atrás. "Quem é aquela vadia?" Eu rosno, saindo do meu assento. Faye agarra minha mão. "Não vá lá, eu tenho uma idéia melhor." Não me agrada o olhar travesso e mal intencionado no rosto dela, mas ela é a esposa do Prez; certamente sabe do que está falando, certo? "O quê?" Pergunto, meu sangue fervendo enquanto observo a mulher dar um passo mais perto de Rake - e ele não fazendo nada. Nada. Ele me convidou para esta maldita festa-orgia! Ou seja lá do que é chamado! "Vou matá-lo", eu rosno. Faye fica na minha frente, bloqueando minha visão. "Agindo assim você não vai ensinar-lhe nada, e vocês ainda estão na faze da incerteza. Você quer ser a ciumenta e louca?" "Não," Eu resmungo calmamente, expirando. "Você quer realmente ir lá e fazer uma cena sobre isso? Tecnicamente ele não é seu, e ele só está falando com ela," ela continua, dando-me um olhar que diz, você vê onde estou indo com isso? "O que eu faço?" Pergunto, me sentindo frustrada e insegura. Não sei qual é o meu lugar aqui. Tudo que sei é que não quero Rake flertando com alguém na minha frente. "Vê aquele homem ali?", ela indaga, discretamente apontando para um bonito homem de cabelos escuros em pé no canto sozinho, bebida na mão. "Sim?" "Eu o vi olhando para você antes. Você deveria ir cumprimentá-lo," ela sugere, piscando para mim.

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"Faye, acho que não-" "Confie em mim, Bails. Faça isso. Agora". Meus olhos alargam-se no tom de comando dela. Okey, se ela acha que isso é o que devo fazer, então por que não? Ela conhece este estilo de vida, e eu não. Estendo minha mão e ela desliza uma bebida para mim. Eu tomo um gole, deixando o álcool deslizar pela minha garganta. Coragem líquida. Preciso de um pouco disso agora. "Pegue-o, tigreza!" ela brinca, fazendo uma dança feliz na cadeira. "O que você vai dizer? Oh, já sei, pergunte se ele quer dividir um bebê com você!" Ela joga a cabeça para trás e ri. "Vamos lá, isso foi engraçado." Dá onde é que ela tira isso? Eu ignoro Faye e caminho para o homem, que atualmente evita contato visual com qualquer um em torno. Ele está vestido com uma camiseta branca, jeans claro e desgastado e botas de motoqueiro pesadas. "Uhh, Olá," Eu digo, sorrindo docemente. Sim, eu sou discreta. "Ei". Ele sorri, fazendo-me relaxar instantaneamente, seus lindos olhos azul bebê me fazendo derreter um pouco. "Sou Bailey", digo, ficando ao lado dele e me encostando na parede. "Por que está aqui sozinho?" "Só observando as pessoas," é sua resposta. "Eu realmente não gosto de multidões." De repente sinto-me muito mal, porque esse cara é totalmente legal e eu estou prestes a envolver-lhe em uma confusão para tentar nivelar as coisas com Rake. Me sentindo estúpida, estou prestes a dizer 'Adeus’ e sair dali quando Rake vem até nós. "Demon", ele diz para o homem com olhos duros. Demon? "Por que seu nome é Demon?" Pergunto, ignorando Rake. "Você parece ser um cara legal para mim." Demon ri, seus olhos dançando com diversão, mas Rake, por outro lado, não parece satisfeito em tudo. Ele me puxa para ele, encaixando

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minhas costas à sua frente e empurrando meu cabelo para o lado. Em seguida, ele beija meu pescoço. "Vamos para dentro. Agora". "Ainda não, eu ainda-" "Bailey, agora,” ele rosna no meu ouvido. Quando eu não me mexo, ele anda na minha frente, puxando-me pela mão até chegarmos ao seu quarto. "Por que diabos você estava falando com aquele cara?", ele indaga assim que a porta está fechada. "Eu te disse para não falar com qualquer um dos homens. Num segundo você está sentada com Faye, e no próximo você está..." Ele para de falar, em seguida, olha para mim com desconfiança, e então seus olhos se alargam com realização. Ele se senta na cama e me puxa para seu colo. "Eu não ia fazer nada com aquela mulher. Eu não vou transar com ninguém, Bailey, não enquanto estamos... seja lá o que estamos fazendo." "Ela tinha a mão em você," Eu digo sem emoção. "Sim, ela tinha," ele concorda, esfregando minha nuca com a palma da mão. "Olha, essa é a verdade, certo? Eu estava comendo ela antes, mas agora não estou. Eu não queria ser um pau com ela na frente de todos, mas disse a ela que estou com alguém agora, e que não estou interessado nela." Eu não deveria ficar surpresa que ele estava dormindo com ela, mas isso não quer dizer que não dói. Eu deixo pra lá, porque não há nada que eu possa fazer sobre isso, e não há nenhum ponto em reagir sobre isso também. "Okey", Eu digo, franzindo as sobrancelhas. "Não gostei de ver as mãos dela em você." "Não pensei que fosse nada demais", ele admite, beijando minha bochecha. "Mas deveria ter pensado. Eu vou tomar mais cuidado com você. Eu não estive com ninguém desde que você voltou à minha vida, Bailey. Até mesmo naquela noite no Rift... eu levei aquelas duas mulheres para a sala VIP, mas não as toquei. Eu estava te vendo pelas câmeras de segurança enquanto as duas dançavam e se pegavam no canto. Quando elas tentaram me tocar, eu lhes disse que isso não ia acontecer." "Sério?" Pergunto, arregalando os olhos. "Sim, sério. Olha, eu sei que nós ainda estamos tentando descobrir as coisas, mas não vou foder com mais ninguém, okey?" Ele faz uma pausa. "E porra, você não vai nem olhar para mais alguem."

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"Então, somos exclusivos?" Pergunto, empurrando-o com o cotovelo e aliviando o clima. Ele sorri e acena. "Sim. E eu não vou sair do seu lado pelo resto da noite, okey? Onde estão Anna e Lana, afinal?" "Sairam para um passeio com seus homens. Faye disse que ela ficaria comigo." Eu me afundo em seu corpo e envolvo meus braços em volta do seu pescoço. "Quer ir passear também?", ele pergunta. "Eu amo tê-la na parte de trás de minha Moto." Levanto minha cabeça, radiante. "Podemos? Eu adoraria." Eu confio em Rake, e sei que ele vai me manter segura. "Sim, vamos, vamos lá," ele diz, gentilmente me empurrando para frente. "E, Bailey," de repente ele adverte. "Sim?" Respondo em uma voz pequena e inocente. "Não escute os conselhos de Faye novamente sobre coisas assim. Eu a amo, mas ela é... bem, ela é Faye." Eu escondo meu sorriso no pescoço dele.

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“Eu devia ser casamenteira," Faye me diz quando volto para o meu lugar depois do nosso paseio. Rake se senta ao meu lado e olha Faye sem parecer impressionado. "O quê?", pergunta ela inocentemente. Ela ate mesmo bate seus cílios. "Nada de errado com uma conversa casual e inocente." Rake abana a cabeça. "Sin merece uma medalha. Ele é um maldito santo." "Ei", diz Faye, soando ofendida. "Ele é o sortudo. Eu sou um otimo partido e todos sabem disso." Sin se aproxima conforme ela termina sua frase. "Claro que sim," ele simplesmente diz. "Mas agora venha mostrar a seu homem um pouco de atenção em vez de plantar mais ideias terríveis na cabeça da Bailey". "Você viu aquilo, não foi?" Faye faz uma careta, franzindo o nariz. "Quem é esse cara, afinal? Eu nunca o vi antes, e ele é uma graça". "Você deveria ver os olhos dele de perto," falo, suspirando sonhadoramente. "O mais leve azul que já vi. Como os oceanos de algum paraíso tropical. Como-" "Entendemos, Bailey," Rake rosna, puxando um dos meus cachos. Sin bate nas costas de Rake carinhosamente, como se para lhe desejar boa sorte, e arrasta a esposa para dentro.

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Vejo Faye acenar para Demon, que balança a cabeça em diversão. "Se não quer vê-lo levar uma surra, sugiro que pare de olhar para ele," Rake diz em um tom neutro, mas seus olhos verdes estão duros e sérios. Rolo os olhos, mas não olho em sua direção novamente. "Você não está bebendo?" Ele balança a cabeça. "Não. Preciso estar sóbrio esta noite." "O que tem hoje?" Pergunto, não gostando do brilho que aparece nos olhos dele. "Vamos foder esta noite?" Ele indaga esfregando o dedo ao longo da minha clavícula.

cruamente,

suavemente

"Sim?" Bem, eu espero que sim. "Então eu não estou bebendo," diz ele, pressionando um beijo na minha testa. "Eu mal posso esperar para estar dentro de você. Talvez devessemos ir agora." "Ainda não", falo pra ele. "Eu ainda não comi, e o churrasco cheira bem." "Vamos," diz Rake, levantando-se e oferecendo-me a mão. "Vamos alimentar você então". Caminhamos de mãos dadas até onde os prospectos estão na churrasqueira, junto com algumas das mulheres. Tracker, Lana, Arrow e Anna retornam de seu passeio e se juntam a nós para comermos e bebermos. "Olhe para você," Tracker brinca, olhando para as minhas botas. "Lana, você precisa conseguir um par de botas 'me fode' como estas.” Lana e eu compartilhamos um olhar divertido, porque as botas são realmente dela, eu só as estou pegando emprestadas para a noite. "Eu vou resolver isso!", ela responde, sentando no colo dele e envolvendo seus braços ao redor do seu pescoço. Quando vejo Amethyst, a garota com quem fui pela primeira vez no Rift, agarrada a um dos motoqueiros, desvio o olhar, esperando que ela não me veja. Eu nunca a vi depois daquela noite, embora ela tenha me enviado mensagens algumas vezes perguntando se eu queria sair de novo. Em uma das mensagens, ela disse que está namorando um motoqueiro e que queria saber se eu queria ir a uma de suas festas. Deve ser o homem com que ela saiu naquela noite. Ela nem checou para ver se eu tinha chegado em casa

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bem ou se tinha sido assassinada e largada numa vala em algum lugar, então não há nenhuma maneira de eu querer ser amiga de alguém assim. "Quem é o cara com aquela menina?" Pergunto a Anna discretamente, balançando minha cabeça em direção a Amethyst. “É o Pill," Anna responde, os observando. "Ele era um prospecto aqui, mas foi para um MC em Channon. Eu realmente não falei com ele antes, mas ouvi que ele é bastante obscuro. Por quê?" "Eu conheço a menina, só isso. Eu fui com ela no Rift quando as encontrei pela primeira vez, mas não a vejo desde então, e nem quero" Eu admito, fazendo careta. E Channon? Que mundo pequeno, já que é onde mora o pai de Cara. Um sentimento de mal-estar se espalha através de mim com esse pensamento - o pai dela é a última pessoa que eu gostaria de ver. "Estou feliz que você atualizou seus amigos", Anna diz com uma cara séria. "Eu também." Sorrio. "Mas, se ela não tivesse me levado com ela naquela noite, eu não estaria aqui agora com vocês." Anna levante sua bebida. "Ao destino!" Todos brindamos, e Irish, Vinnie, Ronan e Tracker se juntam a nós na nossa mesa. Quando Vinnie traz um punhado de copos e duas garrafas, uma de gin e outra de uísque, aposto que a noite vai enlouquecer um pouco. Quando aquelas garrafas ficam vazias em poucos minutos, eu sei que vai ficar louca. Lana e eu vamos para a cozinha beber mais, e ela me faz uma vodca com tônica. Eu tome um gole... e gosto. Nunca tomei gin e tônica antes, e não achei que fosse gostar. "Te disse", ela diz, fazendo-se um gin tônica e colocando uma fatia de pepino dentro. "Pepino?" "Sim," ela diz. "Dá um sabor fresco. Eu realmente gosto." Ela coloca uma das fatias extras na boca. "Como vão as coisas com Rake? Vocês dois são bem fofos juntos, e formam um bonito casal." Tomo um gole do meu drink antes de responder. "Não faço ideia do que está acontecendo, nenhum de nós faz, na verdade, mas estou curtindo o agora. Gosto de estar com ele. Estou tentando esquecer a merda do

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passado e seguir em frente, sabe? Não quero ficar olhando para trás para sempre; não ajudaria ou corrigiria nada. É hora de esquecer tudo e seguir em frente." Faço uma pausa. "E estou gostando muito do sexo." Ambas partilhamos um sorriso insolente. Lana me olha, abre a boca, e em seguida a fecha. "O quê?" Pergunto, sabendo que ela quer fazer uma pergunta. "É só... Eu ouvi algumas coisas sobre Rake, na cama. É verdade?" Pergunta ela, corando. "O que você ouviu?" Pergunto, inclinando meu quadril contra a bancada da cozinha. "Só que ele tem uma coisa de amarrar as mulheres, prendendo suas mãos e outras coisas", diz ela, dando de ombros. "Também que ele pode ser tipo dominante e geralmente tem mais de um-" Vinnie caminha até nós, interrompendo a discussão e tudo o que Lana estava prestes a dizer. "Quantas mulheres são necessárias para pegar álcool na cozinha?", indaga ele com um sorriso no rosto. "Quantas?" Lana pede, levantando uma sobrancelha e silenciosamente desafiando-o a continuar. "Mais do que duas, claramente," diz ele, agarrando uma garrafa em cada mão. Lana come outra fatia de pepino, e Vinnie abre a boca, silenciosamente pedindo um. Ela coloca uma na boca dele, e ele mastiga lentamente. "Tendo uma boa noite, Bails?" Parece que outro apelido estava pegando no clube. "Sim", digo, balançando a cabeça. "Acho que, como eu já conhecia muitas pessoas aqui, é realmente muito legal." Faço uma cara. "Além das mulheres tentando pegar meu homem." Vinnie sorri. "Seu homem hm? Esta merda é oficial agora?" Calor corre pelo meu pescoço. "Bem, não, mas, você sabe..." "Não, não sei" ele diz, claramente contorcendo. "Por que não me conta?"

gostando

de

me

ver

me

Tracker entra na cozinha naquele momento, olhando para nós três. "Álcool, pessoas precisamos de álcool. A multidão está ficando impaciente."

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"Quantos motoqueiros são necessários para pegar álcool na cozinha?" Pergunto, sorrindo dentro do meu copo. Quando Arrow entra na cozinha, Lana e eu compartilhamos um olhar divertido. "Três até agora." Meus olhos alargam-se conforme Arrow agarra uma garrafa, abre e bebe direto do bico. Nenhuma taça, sem copo, sem nada. Eu olho para Tracker com os olhos arregalados, mas ele só dá de ombros. "Eu disse que as pessoas estavam impacientes." Vamos todos de volta para a mesa e recuperamos nossos lugares. Uma ruiva bonita senta-se no colo de Vinnie, e uma loira no de Irish. A old lady de Trace, Jess, vem e bate-papo com a gente por um tempo, e eu instantaneamente gosto dela. Rake continuamente me toca durante toda a noite, mesmo quando é só sua mão descansando ao lado da minha. Eu gosto do fato de que ele está sendo meu durante toda a noite, mesmo se for só sua mão descansando ao lado da minha. Eu gosto do fato de que ele está sendo atencioso, me perguntando se eu quero alguma coisa, e se eu estou bem. Sinto-me um pouco estranha quando Vinnie e sua mulher começam a se agarrdar, e a parte superior da roupa dela desliza, mostrando seus seios. Ela não se incomoda em arrumar, e quando Vinnie começa a esfregar as mãos em cima deles, eu desvio o olhar e não olho para trás novamente. Um cara sério e bonito chamado Zach, outro homem de Channon dos Wind Dragons, toma uma bebida com a gente. Ele é extremamente carismático e tem encantado as mulheres. "Zach", Tracker chama, Lana. "Volte para Channon!"

brincando

quando

o

ve

falando

com

Zach lança sua cabeça para trás e ri. "Mas as mulheres aqui são tão bonitas. Talvez eu devesse me transferir". Alguém joga uma xícara vazia nele. Uma luta começa entre dois homens, e Rake e Arrow levantam para separar enquanto Tracker fica na nossa frente, como se para nos proteger no caso de algum homem vir em nossa direção. Eu amo isso sobre os homens. Cada um protege a sua própria mulher, e, além disso, as mulheres dos seus irmãos, como se fosse um instinto, sem pensar sobre isso. É só quem eles são e quem querem ser como membros deste clube. Apesar de

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meu envolvimento com Rake trazer perigo, eu também nunca me senti tão protegida e segura. Eu sei que ele e seus irmãos fariam qualquer coisa para manter a Cara e a mim segura. Tenho total confiança neles. "Não seria uma festa sem uma luta", comenta Tracker, parecendo completamente relaxado, como se isso fosse o normal. "Lana, você está prestando atenção na sua técnica de luta?", ele indaga, soando divertido e orgulhoso. "Sim, e o cara loiro poderia realmente usar algum tempo no ringue," responde Lana, estudando os homens. Tracker ri e enrola-a em seus braços. Pouco depois Faye retorna, e diz que todo mundo quer tirar uma foto de grupo. Aqueles que se recusam a idéia dão uma olhada para o rosto de Sin, e logo mudam de idéia. Rake me levanta em seus braços para a foto, me carregando estilo noiva. Quanto mais tempo passo com ele, mais aberto e lúdico ele fica. "Baby, chega por hoje?" Rake sussurra no meu ouvido quando as fotos acabam, mordiscando meu lóbulo. "Você já falou com todos, então será que podemos foder agora? Eu também preciso de um pouco de atenção, você sabe." Eu selo meus lábios, tentando não sorrir. Rake está mesmo sendo um pouco carente comigo? Sim, gosto disso. Muito. Muito. “Okey, deixa eu dar tchau para as meninas," digo-lhe, beijando seu maxilar. "Tudo bem?" Levanto-me, e ele bate na minha bunda. "Depressa". Eu me apresso. Ele me joga por cima do ombro e me leva de volta para o quarto dele.

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Estou deitada na cama, nua, assistindo Rake enquanto ele anda em torno do quarto. Há uma intensidade sobre ele que me tem curiosa, quase como se houvesse algo diferente esta noite. Eu espero que seja porque ele vai explorar seu outro lado comigo, aquele que todas as outras mulheres tinham apreciado. Eu vi a corda em seu armário naquele dia, mas ele ainda não a usou comigo, e eu estou me perguntando o porquê. Se ele está a fim, por que não iria fazê-lo comigo? Para ser sincera, a idéia me excita. Confio em Rake com tudo que tenho, e ele é o único com quem gostaria de tentar coisas novas. Ele desliza seu jeans e ajoelha-se na cama. Eu olho para o seu poderoso corpo, seus olhos pesados e seus piercings, e o comparo a como era no tempo do colégio. Ele mudou muito, mas ainda é ele. Essa faísca nele ainda acende algo bem dentro de mim, algo que nunca desaparecerá, que me puxa para ele de dentro para fora. "Andando sem cueca é?" Pergunto, conferindo-lhe da cabeça aos pés. Ele afaga seu pau e brinca com seu anel de lábio com a língua. "Qualquer pedido?", ele indaga, seus olhos vagando pelo meu corpo. "Eu acho que quero descer em você, fazer você gozar duas vezes, e então deixa-la me montar enquanto assisto seus peitos balançarem". Me sento, em seguida, saio da cama e caminho até o armário. Eu o abro e olho para o que está ali dentro. "O que está fazendo, Bailey?" ele pergunta, se levantando e ficando atrás de mim rapidamente.

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"Fazendo meu pedido", digo, pegando a mesma corda que eu vi no dia em que ele veio ficar em minha casa. "Bailey-" "Eu ouvi todas essas coisas sobre o que você gosta de fazer com outras mulheres..." Tento explicar. "Mas, por que você não as faz comigo?" Ele me gira, de modo que agora estamos cara a cara, e levanta meu queixo com o polegar e o dedo indicador. "Depois do que aconteceu com você, não acho que seja uma boa idéia. Você estava basicamente presa em seu próprio corpo, então não tenho certeza se você gostaria de ser contida." Eu aceno, compreendendo como ele chegou a essa conclusão. "Eu não vou voltar lá, Rake. E com você, não há nenhuma maneira que eu volte. Não precisa me mimar. Eu não vou quebrar." Ele leva a corda das minhas mãos. "Eu adoraria te amarrar e te foder assim. Quero dizer... sim, eu realmente quero fazer isso com você." "Então vamos fazer," digo. "O passado não tem lugar aqui. Somos só eu e você". Eu olho a corda. "Então, você quer amarrar minhas mãos?" Sinto-me ficando molhada com o pensamento de estar sob seu controle. Ele acena, seus olhos escuros e famintos, pacientemente esperando por mim para tomar minha decisão, mesmo quando já me decidi. Estendo minhas mãos para ele, silenciosamente o deixando saber que estou completamente segura disso. Ele leva meus dois pulsos em uma mão, em seguida, levanta-os acima da minha cabeça e os amarra na cabeceira da cama. Quando eu estou presa, ele olha para baixo de mim, o calor em seus olhos verdes fazendo meus mamilos levantarem. Estou curiosa para saber por que ele gosta de fazer isso, mas tenho quase certeza que é por causa de sua necessidade de controle. Ele costumava prender meus braços quando fazia amor comigo acima da minha cabeça, ou, às vezes, me imobilizava com seu peso. Ele claramente fica excitado em ser dominante e estar no controle. "Diga não e tudo pára," diz ele, beijando minha boca suavemente, suas mãos quentes vagando pelo meu corpo. "Não vou dizer não," Eu respondo, susurrando. "Eu amo que você esteja no controle."

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Ele beija meu queixo. "Você cheira tão bem. Como laranja. Você me torturou hoje, me fazendo esperar para ficar sozinho com você." "Foi minha primeira festa", eu digo em um gemido quando ele começa a prestar atenção a meus mamilos. "E não será a última," ele diz contra minha pele. "Todo mundo te ama." Sua barba contra minha pele é aspera, e tão bom. Eu puxo as cordas, querendo muito tocá-lo, mas saber que não posso me excita ainda mais. Espremo minhas coxas juntas, querendo “ não, precisando “ qualquer tipo de atrito. Parece que Rake vai me torturar com prazer esta noite, apesar de estar tão molhada que ele poderia deslizar dentro de mim sem sequer me tocar. "Fique quieta", ele rosna divertidamente, mordendo meu mamilo. Sibilo de dor, mas em seguida gemo conforme ele me acalma com a língua. Ele desce a mão para brincar habilmente com meu clitóris enquanto continua a me provocar com a boca, e depois me olha direto nos olhos e comanda, "Não goze até eu mandar." "Mas," Eu suspiro, sabendo que no segundo em que ele me tocar eu vou estar na beira. "Rake-" "Bailey", ele rosna, espalhando minhas coxas e beijando até meu estômago, sobre minhas estrias. Eu não posso mover meus braços para cobri-las, distraí-lo ou afastá-lo. "Rake-" Ele se move mais para baixo, mordiscando o interior da minha coxa. "Não se mexa, Bailey, ou eu não vou te dar o que você precisa." Eu apenas puxo uma respiração, fazendo meu corpo ficar parado, dando o controle a ele. Não adianta ser tímida, ou até mesmo pensar. Eu só posso sentir e confiar em Rake, porque sei que ele nunca fará nada que eu não gosto. "Hmmmm, boa menina," ele murmura sua aprovação quando deixo meu corpo relaxar, cedendo a ele. "Você cheira tão bem, Bailey, que eu mal posso esperar para ter minha boca em você. Mas primeiro, quero ter a certeza de que você está pronta para mim." Eu estou pronta. Tão pronta. E ele sabe disso.

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Decido ficar calada, mordendo meu lábio inferior enquanto Rake continua beijando o interior das minhas coxas. Ele é bruto e gentil comigo, uma mão segurando por baixo do meu joelho e a outra na parte debaixo da minha barriga. Parece que se passaram horas - mas é provavel que tenham sido alguns segundos - quando ele finalmente abaixa o rosto para minha boceta, tão perto que eu posso sentir sua respiração em mim, mas ainda sem me tocar. "Babe", eu solto. "Por favor". "Hmmmm, eu gosto de você me chamando assim", diz ele, não levantando a cabeça. "Talvez eu vá recompensá-la." A língua dele espreita para fora e passa através das minhas dobras, me provando. Ele faz um som profundo no fundo de sua garganta antes de agarrar minha bunda com as mãos e enterrar seu rosto em minha buceta, explorando cada polegada. Eu grito. Mas ele não pára. Em vez disso, ele lambe meu clitóris em rápidas lambidas, que me têm sussurrando seu nome como uma oração. "Rake, eu vou gozar", consigo dizer. Ele para. Eu acho que vou chorar. "Ainda não", ele diz com a voz rouca, subindo para lamber meus mamilos extremamente sensíveis. "Preciso gozar", sussurro com a voz tremula. "Espere, Bailey," ele exige. "Não goze até eu mandar." Eu concordo, fechando os olhos e tentando pensar em qualquer coisa, exceto no que ele está fazendo comigo. Maçãs. Morango. Laranja. Porra, eu não posso. "Eu preciso gozar", imploro, abrindo meus olhos, no limite, muito perto.

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Não sei o que ele ouve no meu tom, mas ele olha pra minha cara e acena, em seguida, volta a me dar prazer com a boca. Eu gozo no segundo em que ele lambe meu clitóris, meu corpo tremendo pelo prazer me enchendo, nublando tudo. Tão bom. Rake mantém sua boca em mim, prolongando meu orgasmo tanto quanto pode, até que tudo é muito e eu fico muito sensível, pedindo-lhe para parar. Eu procuro ar avidamente, ofegante. Esse provavelmente foi o melhor orgasmo que tive em minha vida. Cacete. Acho que nunca vou me recuperar. "Está tomando anticoncepcional?" Eu aceno. "Fiz o teste quando você apareceu de novo, e estou limpo." Ele faz uma pausa. "Eu não estive com ninguém desde então." Eu lambo meu lábio inferior. "Okey. Quero sentir você." Ele geme e se ajoelha. Minhas coxas ainda estão tremendo quando ele desliza dentro de mim, me fazendo gemer um pouco mais quanto me enche com seu grande pau duro. Eu levanto meus quadris para me mover junto com suas estocadas duras e rápidas - estou tão gananciosa por ele, querendo que ele me dê tudo o que tem e um pouco mais. Aceito qualquer coisa que ele tem para me oferecer, porque fui feita para ele. "Amo estar dentro de você," ele rosna, me encarando. "Você é tão gostosa, Bailey". Eu abro a boca para responder, mas as palavras não saem, então ele só sorri e beija meus lábios. "Quero que goze junto comigo, ao mesmo tempo", diz ele, traçando os lábios no meu pescoço. "Me avise quando estiver pronta." Ele desliza em mim algumas vezes mais, seus quadris atingindo o ponto certo no ângulo certo.

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"Estou pronta", eu choro. "Vou gozar". "Goza" ele diz, selando meus lábios com os dele novamente. Então eu gozo, e ele também. Eu não posso nem descrever como é incrível. Não só o sexo é incrível, mas o sentimento também. Ele beija minha testa e meus lábios uma vez mais, e então me desamarra, esfregando meus pulsos e beijando cada um. "Como foi?", ele pede, puxando-me em cima dele, meus seios descançando contra seu peito. "Você gostou? Tem certeza que estava tudo bem com isso?" Ele esfrega minhas costas como se estivesse me confortando. "Maravilhoso", eu respondo com toda honestidade. "Adorei, Rake. Eu estou bem com isso, como eu disse que iria estar." Seus olhos verdes sorriem pra mim. "Você gosta de brincar, baby?" Eu lambo meus lábios secos. "Eu acho que gosto." "Foda-se," ele sussurra, e então diz mais alto, "isso fui eu te iniciando, Bailey. Há muito mais que eu quero fazer com você, explorar com você." "Eu confio em você", sussurro, olhando para seus lábios. Ele abaixa a cabeça e me beija. Um beijo suave, doce e gentil. Um beijo que faz com que eu me apaixone por ele outra vez.

Quando acordo da minha soneca, abro meus olhos e vejo Rake sentado na beira da cama, me olhando. "Oi," murmuro, imaginando por quanto tempo estive dormido. Eu sento e ele fica em pé, um brilho nos olhos que me faz querer espremer minhas coxas juntas. "Eu quero você de joelhos na minha frente”, ele exige, nossos olhos conectados. Eu engulo difícil com seu tom de voz, meus mamilos se contraindo.

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"Agora, Bailey." Eu deslizo para fora da cama e fico de joelhos, e faço tudo o que ele exige de mim, amando cada segundo.

Vinnie entra na cozinha, seu rosto amassado em confusão. "O que aconteceu?" Pergunto, fazendo Rake olhar para cima da grande tigela de macarrão que esta devorando. Vinnie abre a boca, a fecha e então murmura. "Estou tendo um déjà vu". "O que está acontecendo?" Rake empurrando comida em sua boca.

pergunta,

ainda

relaxado

e

Vinnie lambe os lábios e, em seguida, diz, "Faye entrou no meu quarto. E o limpou. Está impecável. A gaveta de camisinha foi organizada de acordo com a data de vencimento." Rake começa a engasgar, e eu dou um tapa em suas costas enquanto continuo olhando para Vinnie. "Então ela tem um pouco de TOC, e daí? Pelo menos seu quarto está limpo. E eu tenho certeza que você vai ficar feliz no futuro quando nenhum dos preservativos estiver vencido." "Minha gaveta de meia está organizada por cor, merda, e estão todas enroladas nestas bolas, porra" ele continua. Eu rolo meus olhos. "Isso é o que você deveria fazer com elas. Então não precisará procurar a meia correspondente." "Quem realmente usa meias iguais?" Vinnie pergunta, parecendo muito mal-humorado. Rake começa a rir, obviamente tendo superado o engasgo. "Foda-se. Sin sabe?" Vinnie encolhe os ombros, sua expressão ficando divertida. "Não faço ideia. Portanto, não sou o unico pensando assim, certo?" Fico olhando entre eles. "Do que vocês dois estão falando?"

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Irish invade a cozinha naquele momento. "Faye me interrompeu enquanto eu estava transando para limpar debaixo da minha cama. Debaixo da minha cama! Onde está o Sin?" Tracker e Arrow então entram na cozinha. Tracker olha lentamente ao redor e sorri. "Faye está sendo uma louca novamente. Ela está tão grávida!" Ah. Faye está grávida? E eles sabem disso só porque ela andou limpando todos os quartos? Parece estranho para mim, mas eu sou nova aqui, então o que eu realmente sei? Faye é a próxima a entrar na cozinha, segurando uma vassoura. "Há uma reunião aqui, para a qual eu não fui convidada?", indaga, franzindo o nariz. "Quem está reclamando? É a mulher com quem o Iris estava transando? Porque eu não sei como ela anda com aqueles enormes peitos." Irish faz uma cara intimidadora, e seu olhar intimidante provavelmente assustaria a maioria das mulheres, mas não Faye. "Ela flutua ou afunda na água?" Faye pergunta a ele, rindo de sua própria piada. "Sin sabe?" Tracker pede, cruzando os braços sobre o peito. "Sabe o que?" ela responde, ostentando sua cara de advogada agora, não entregando nada. Tracker aponta para a barriga dela. "Que você está grávida?" Faye suspira, e sua outra mão vai para o seu estômago. "Que diabos! Como vocês todos sabem? Sin já disse a todos? Eu apenas lhe contei esta manhã!" Todos nós olhamos para a vassoura em sua mão. Ela olha para a vassoura também, e então a joga no chão como se estivesse pegando fogo. "Porra! Eu ia fazer um anúncio no fim de semana, de uma forma super fofa!" Os homens todos caminham até ela e a abraçam, até mesmo Arrow, que eu quase nunca vejo tocar em alguem além de Anna. Acho que isso é realmente doce da parte dele. Eu me levanto e a abraço também. "Parabéns. Clover está animada para ser uma irmã mais velha?" Faye me solta e sorri, feliz. "Ela está. Ela quer um irmãozinho no qual poderá mandar."

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"Ela provavelmente já viu a maneira como você age na sede do clube," Vinnie brinca, envolvendo Faye por trás e beijando-a na cabeça. "Muito engraçado", Faye retorna, balançando a diversão. "Vou terminar de limpar e depois vou para casa."

cabeça

em

"Não nos quartos trancados, Faye," Arrow diz, estreitando o olhar. "Ou teremos outra intervenção?" Todos os homens riem disso. Faye revira os olhos e sela os lábios, mas o brilho em seus olhos entrega sua diversão. "Bem, não nos quartos trancados. Arrow, seu quarto não está trancado agora, embora." Ela corre. Arrow corre atrás dela. Rake me olha, em seguida, olha para a porta por onde Faye saiu. "Você lembra se eu tranquei minha porta?"

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Um mês depois

“Estou com fome, Adam." Ouço Cara dizer a Rake, fazendo-me parar na porta para observar os dois. Ambos estão sentados no sofá, assistindo a um desenho animado. "O que você quer comer, anjo?", ele pergunta, olhando para baixo e a estudando. "De qualquer coisa no mundo?" Ouço minha filha perguntar. "Ou da nossa cozinha?" Rake ri disso e parece considerar. "Que tal, por agora, da cozinha? Mas amanhã eu vou te dar tudo o que você quiser do mundo." Cara acena a cabeça e diz: "Okey, fechado. Que tal morango mergulhado em chocolate?" Eu sorrio com seu pedido. "Não é uma sobremesa?" Rake pergunta lentamente, deslocando-se em seu lugar. Cara simplesmente encolhe os ombros. "Morangos são frutas. Fruta é saudável." "Já tem alguns prontos na geladeira?" Rake soa esperançoso. "Não, você tem que fazer, Adam," diz Cara, suspirando em exasperação. "Eu sei como, mas preciso de um adulto para supervione, se não vou ter problemas."

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"Supervione? Ah, você quer dizer supervisionar." Rake ri, seu corpo tremendo com diversão. Eu o ouço murmurar supervione sob sua respiração novamente, rindo. "Isso foi o que eu disse." Cara diz, levantando-se e estendendo a mão para Rake. "Vamos lá". Rake encara sua mãozinha e, em seguida, coloca-o sobre a dele. Minha garganta se aperta na doçura do gesto. Eu dou um passo de volta para o corredor enquanto os dois fazem o caminho para a cozinha. Cara abre a geladeira e aponta para os morangos, que estão fora de seu alcance. Rake a levanta, então ela pode agarrá-los sozinha. Ela coloca-os na mesa, em seguida, pega o chocolate do armário e o entrega para ele. “Precisamos derreter o chocolate," ela diz, apontando para o microondas. Eu decido entrar na cozinha e salvar um Rake confuso que esta olhando para o chocolate e, em seguida, para o microondas. Eu entro na cozinha e pego o chocolate de suas mãos, abrindo o pacote e derrubando alguns pedaços numa tigela. "Eu cuido disso, Rake," digo, sorrindo amplamente. "Não há necessidade de se machucar." Rake divertidamente me pega pela cintura por trás e me puxa de volta contra ele. "Normalmente não passo muito tempo na cozinha," ele admite. "Não, serio?" Eu digo sarcasticamente, saindo de seu alcance com um sorriso. "Você quer um pouco também, baby?" "Quero", diz ele, olhando para Cara. "E se Angel adora tanto, quero saber como fazer para ela." Por que ele tem que ser tão doce às vezes? Me dá vontade de pular nele e beija-lo pra cecete, mas não posso fazer isso com Cara assistindo. O mês que passou tem sido incrível. Nós conversamos muito, tentando ser honestos e abertos cada vez que o passado eleva sua cabeça feia. Não é fácil, mas, como Lana disse, nada que vale a pena é. E eu vou lutar por ele até meu último suspiro, "Okey", digo, explicando as etapas muito básicas. Ele coloca o chocolate em uma tigela, em seguida, o derrete no microondas. "É isso?", indaga, levantando as sobrancelhas. "Qualquer um pode fazer isso."

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"Até mesmo você?" Provoco, observando enquanto ele mergulha um morango no chocolate. Ele então o leva à minha boca, que eu abro, dando uma mordida enquanto seu olhar fica bloqueado na minha boca. "Você tem que colocá-los na geladeira". "No segundo em que estivermos acaloradamente sob sua respiração.

sozinhos..."

ele

sussurra

Eu o ignoro e continuo a comer o morango, e depois coloco o resto na geladeira. "Cara, vou esquentar um pouco de macarrão para você comer agora, e os morangos podem ser a sobremesa, tudo bem?" "Okey, mamãe!" ela fala, em seguida, corre de volta para a sala de estar. Rake me empurra de volta contra o balcão assim que ela fica fora de vista. Eu amo o poder que tenho sobre ele, como posso fazer ele me querer com apenas as menores coisas. Que sua necessidade por mim seja igual a minha por ele. Que não conseguimos ter o suficiente um do outro. "Você é tão... porra," diz ele, balançando a cabeça. "Muito eloquente", eu provoco, irradiando dele. "Eu sou tão o que?"

tentando

aliviar

a

intensidade

"Só..." ele responde, empurrando meu cabelo de volta para trás da minha orelha. "Tudo. Você é tudo. Isso me oprime às vezes." "Um tudo bom?" Pergunto, mesmo sabendo que ele quis dizer isso dessa forma. "Muito bom", diz ele, descansando sua testa na minha. "Nunca pensei, nunca, em toda minha vida, que estaríamos aqui agora. Juntos. Vencendo. Superando o passado. Foda-se." "Nós não ganhamos ainda." "Nós vamos", ele diz com confiança. "Porque se há uma coisa que eu não vou perder, é você pela segunda vez."

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"Tio Rake, é meu aniversário!" Clover grita, correndo até nós enquanto andamos do lado de fora ate o local onde um grande castelo inflável foi instalado. "Eu sei, princesa," diz Rake, a leventando com um braço e entregando a ela um presente embrulhado brilhantemente com o outro. "Feliz aniversário". Clover leva o pacote e olha para Rake. "Obrigada! Vou adicioná-lo à pilha. Papai disse que só posso abri-los mais tarde." Ela então se vira para mim com grandes olhos avelãs curiosos. "Você é a namorada do tio Rake? Mamãe disse que ele tem um monte delas." Rake divertidamente faz cócegas nela. "Por que você sempre traz problemas para mim, Clover?" "Alguém tem que trazer". Ela sorri, seu cabelo preto soprando ao vento. Esta menina vai ser uma destruidora de corações absoluta quando for mais velha, e com essa atitude, é melhor os homens terem cuidado. "Esta é a Bailey," diz Rake, gesticulando para mim. "Seja gentil com ela, está me ouvindo?" "Sou sempre simpática, tio Rake," ela diz com um brilho divertido nos olhos. "Prazer em conhecê-la, Bailey". "Você também, Clover," Digo a ela. "Já ouvi muito sobre você. E feliz aniversário, espero que goste do presente. " "Você escolheu meu presente?", ela indaga, encarando o presente embrulhado em preto-e-rosa. "Escolhi", respondo, perguntando-me sobre o por que dela estar questionando isso. Mas então ela vira a cabeça para Rake. "Tio Rake, você nem mesmo escolheu meu presente?" Rake lança sua cabeça para trás e ri. "Dá um tempo, princesa. Eu não sei o que meninas de sete anos de idade gostam hoje em dia.” Ela sorri, olhando de novo para mim. "Obrigada pelo presente, tia Bailey". Meu coração se aquece instantaneamente ao ser chamada assim. "De nada, querida."

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"Agora eu tenho algumas outras pessoas que quero que você conheça," Rake diz em seguida, colocando Clover no chão. "Clover, esses são Cara e Rhett." Clover olha para as duas crianças ao meu lado, como se apenas agora os tivesse notado. "Mais amigos. Yay!" Ela guincha, correndo até eles e os levando pela mão. "Vamos lá, vamos brincar". Cara olha para mim uma vez, mas depois segue Clover para o castelo inflável, Rhett como sempre ao lado dela. "Ela vai cuidar deles," diz Rake, me observando. "Vamos baby. Vamos conseguir algo para comer, estou morrendo de fome."

lá,

Eu rolo meus olhos. "Qual a novidade?" Ele me abraça por trás, envolvendo-me em seu calor. "Estou sempre com fome quando estou perto de você." Seus lábios tocam meu pescoço, e eu tremo. Estou sempre com fome ao redor dele também. Eu dou um passo em frente, puxando-o comigo. Todo mundo diz Olá e vem nos cumprimentar. Rake vai para onde está Sin, na churrasqueira, segurando um prato na mão, enquanto eu me sento com Anna, Lana e Faye, que estão cuidando das crianças e conversando entre si. "Vocês dois pareces tão bonitos juntos," é a primeira coisa que Faye diz. "Tenho vontade de tirar uma foto toda vez que os vejo, porque nunca pensei que veria este dia." Anna olha para seu telefone e sorri para Faye. "Que alguns homens seriam felizmente tomados?" "Que Rake iria ficar satisfeito com uma buceta," Faye resposte casualmente, me fazendo quase engasgar com o pedaço de doce que tinha colocado na boca. "Faye", adverte Anna, piscando-me um olhar de desculpa que se transforma em uma careta. "Tudo bem", digo a ela. "Eu sei que ele era um prostituto". Lana se inclina para frente, descansando mesa. "Sim, mas aponte algum deles que não era".

seus

cotovelos

na

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"Arrow não era tão ruim", Anna diz um pouco na defensiva. "Pelo menos não tão ruim quanto o resto." "Rake foi o pior", diz Faye, olhando para Anna. "Desculpe, mas você tem que admitir." Anna e Lana relutantemente acenam. "Sim, mas agora ele esta da mesma forma que estava com Bailey na escola", diz Anna. "Ele nem sequer olha para outras mulheres. E acredite, eu o tenho observado." Faye me olha. "Você é dele, e ele é seu. É realmente bonito de ver. Quem é o próximo? Eu voto em Vinnie, ele precisa ser tomado". Todas olhamos para Vinnie, que está na grama aproveitando a luz do sol. Ele puxa a camiseta pela cabeça, e todos abaixamos nossos olhares para seu abdomêm definido. "Não acho que vá ser difícil para ele atrair alguém," Lana diz, se abanando dramaticamente. "Onde ele conseguiu aqueles músculos?" Faye pergunta inquisitivamente. "Eu não me lembro dele ser assim, e eu conheço o Vinnie desde que ele era um prospecto." "Ele atrair as mulheres não é o problema", acrescenta Anna, batendo o dedo no queixo. "O colete dele faz isso independentemente. O que ele precisa é encontrar uma mulher que queira realmente manter." "Uma que o ame por ele mesmo," Lana acrescenta, sempre a romântica incorrigível. "Espero que ela seja incrível como todas nós," diz Faye, enquandrando os ombros. "E gostosa.” Anna revira os olhos. "Você quer dizer: ‘espero que ela seja uma boa mulher e que trate ele bem’." "Sim. Isso." Faye sorri e, em seguida, olha para Clover, que está girando em um círculo em emoção. Cara e Rhett correm com ela, e os três começam a rir de algo. "Há uma futura panelinha ali." Assistimos os três mais um pouco, e eu tenho que concordar. Se Rake e eu ficarmos juntos, essas pessoas vão ser uma parte de nossas vidas por toda a eternidade. Encontro-me esperando que seja exatamente assim, que Rake seja meu e que eu pertença a esta família. Obviamente há um lado assustador na vida de motoqueiro, e o pensamento de colocar Cara em

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perigo me deixa extremamente preocupada, mas eu sei que Rake nunca vai deixar nada acontecer com ela. Meu olhar o encontra, ainda de pé com Sin, que agora está colocando a carne em seu prato. "Onde está Tia hoje?" Lana pergunta suavemente, escrevendo algo em um caderno à sua frente. "Ela teve que trabalhar," digo. "Confie em mim, ela estaria aqui se pudesse." Ela sorri e coloca a caneta para baixo. "Talvez ela possa ser a mulher para o Vinnie. Ela se encaixa perfeitamente com a gente, é linda e sabe como lidar com os homens." As quatro de nós compartilhamos um olhar. "O que vocês estão conspirando agora?" Tracker pergunta enquanto chega até nós, franzindo seus olhos azuis. Ele pega um assento ao lado de Lana, e então puxa seu assento mais perto do dele. "Tenho pena de quem é o alvo da vez." Faye sorri docemente e sopra um beijo para Tracker. "Tudo o que você precisa saber é que não tem nada a ver com você." "Graças a Deus," Tracker responde rapidamente, correndo o dedo sobre o joelho da Lana. "Não posso acreditar que nossa princesa tem sete anos de idade agora. Eu me lembro do dia em que ela nasceu." "Sério?" Faye pergunta, quase cuspidno a palavra. "Eu só me lembro de você olhando para minha virilha com uma expressão horrorizada, como se ela fosse cair na sua frente." Tracker estremece, como se recordando esse momento. "O que você esperava de mim? Pelo menos não fui um idiota como Rake." Faye estreita os olhos. "É verdade. O que ele disse mesmo?" Tracker sorri, mas para quando vê o olhar no rosto dela. "Algo como dizer ‘adeus’ à sua apertada-" "Como é que aquele bastardo está vivo ainda?" Rosna Faye, olhando para Rake como se quizesse lhe dar um soco. "Porque ele é da família," Anna a lembra, incapaz de manter o divertimento fora de sua expressão. "Oh, vamos lá, é um pouco engraçado." Ela e Tracker riem mais um pouco, enquanto Lana sacode a cabeça com um sorriso no rosto.

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"E agora você terá que fazer isso de novo," eu deixo escapar, fazendo todo mundo rir ainda mais. "Ei! É tudo sobre os exercícios de Kegel, não é verdade, Bailey?" Faye pisca para mim, me fazendo rir ainda mais difícil. "Você tem que apertar e liberar", diz Faye, fazendo um círculo com as mãos e fechando-o e abrindoo. "Sim Faye, nós entendemos," Anna diz em um tom extremamente seco, e ainda mais divertido. Faye olha para Anna e faz uma careta. "Porra, eu estou sendo uma vadia insensível, não é?" Ela coloca a mão na de Anna e diz, "você vai ser abençoada com um bebê, você sabe disso, certo? Ele vai até mesmo sair com uma barba." Anna sorri. "Eu sei. E você não está sendo insensível; eu estou super feliz por você. Eu sei que minha hora vai chegar." Anna quer ter um filho? Olho pra ela com uma expressão que diz melhor falar comigo e ela acena uma vez. Rake caminha até a mesa equilibrando uma montanha de comida em seu prato, e se senta ao meu lado, oferecendo-me um pouco. Eu tomo uma asa de frango e a mordisco enquanto Faye lhe dá um olhar sujo, logo devolvido com um espetacular sorriso de Rake. "Deixe seu olhar de vaca para o Prez, Faye," Rake diz a ela, dando uma gigante mordida no cachorro-quente. "Eu vou chamar as crianças para comer", diz Faye, levantando-se e roubando o segundo cachorro-quente de Rake, e dando-lhe uma mordida enorme. "Ei," ele resmunga, segurando seu prato mais perto de si. "Pegue sua própria comida, mulher!" Ela sorri e caminha para onde as crianças estão tento seus rostos pintados, em seguida, os manda para a mesa das crianças. Há cerca de dez crianças presentes, e Arrow, Rake e Sin carregam a comida para eles. Lana recebe um telefonema e vai lá pra dentro, deixando eu e a Anna sozinhas. Vejo Arrow dar algo a Clover, algo que parece ser doce, e olho para Anna, que também está observando seu homem. "Estou surpresa que Clover ainda tenha dentes com a quantidade de doce de morango que Arrow da escondido a ela," comenta, cobrindo o brilho

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do sol com a mão. "Eles tem formato de coração. Voce pode imaginar ele entrando em uma loja para comprá-los?" Eu cubro meus lábios com a mão, sufocando a gargalhada que vem a tona. "Não consigo". Mas não consigo imaginar ninguém confrontando-o sobre isso também. "Cara vai ser a minha sobrinha," Anna brinca, assistindo minha filha. "Eu vou ser a melhor tia do mundo." "Você está se precipitando”, eu digo, mas meu coração aquece só de pensar. "De qualquer maneira, você sempre será como a tia dela." Anna sorri na minha direção. "Sim, mas também vai ser oficial. Confie em mim, Bails. Estou sempre certa. Eu sou uma cientista, você sabe." Eu reviro meus olhos. "Sério? Essa é sua resposta para tudo." Anna ri, seus olhos brilhando. "O que? Isso inteligente. E é útil para ganhar argumentos."

me

faz

parecer

"Não acho que você poderia usá-lo contra um advogado," provoco, acenando para Faye. "É verdade. Ela sempre sabe exatamente o que dizer. Mas há tantas piadas de advogado hilariantes. Sempre que me deparo com uma eu mando para ela," Anna diz, rindo. "Todo mundo odeia advogados." Ela faz uma pausa. "Eles estão no topo, junto com os vendedores de carros e os agentes imobiliários". "Você é terrível", eu digo, mas rio com ela. "Os professores, por sua vez, têm uma boa reputação. Eu estou educando a juventude de hoje para serem os líderes do futuro." "E você sempre pode fazer aquelas coisas de colagem," Anna balbucia, rindo. "Seu trabalho parece ser divertido." "Eu faço mais do que isso!" Digo um pouco na defensiva. "Eu os preparo para tudo o que eles precisam saber para o futuro! Ajudo a construir as bases para sua educação." Anna prudentemente acena a cabeça. "Sim, você está certa. Mas vamos lá, você faz um monte de colagem e pintura." Eu sugo uma respiração. "Você é irritante". Lana volta a se sentar e olha entre nós. "O que eu perdi?"

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"Uma guerra de carreira", diz Anna, sorrindo. "O que você tem para nós, Lana?" "Não desta vez" Lana resmunga, apoiando as pernas na cadeira vazia a sua frente. "Se eu estivesse em uma ilha deserta, seria uma das primeiras pessoas a ser morta. Para que uma autora de romance seria útil?" "Tenho certeza de que você tem alguma outra habilidade," digo a ela, mordendo meu lábio e tentando não rir de seu comentário aleatório. "Não tenho nenhuma habilidade de sobrevivência," ela discorda, inclinando a cabeça. "Eu sou inteligente, mas não muito prática." "Bem, então", eu digo, soando engasgada. "Espero que Tracker esteja lá para te salvar e evitar que as pessoas na ilha te matem." Anna olha para Lana, e mexe suas sobrancelhas. "Isso foi um comentário de escritor de ficção, a propósito." Lana encolhe os ombros, sorrindo. "Você vive no seu mundo, e eu vivo no meu." "Meu mundo é a realidade?" Anna pergunta, rindo. "Eu adoraria poder ver dentro da sua cabeça. Ver como você cria todos esses personagens e tramas. Todas as tramas que você adiciona em seus livros. Você tem uma risada maléfica que você usa sempre que mata alguém?" Lana sorri. "Na verdade, eu tenho. Quer ouvir?" Nós duas acenamos. Ela limpa a garganta e depois ri. "Mwahahahaha." E olha para nós. "O que vocês acharam?" "Acho que você poderia ser mais malignamente", digo, considerando. "Malignamente é mesmo uma palavra, minha amiga autora?" "Por que todo mundo sempre me pergunta isso?" Ela ri. "É para isso que existem editores. Confie em mim, eu invento mais palavras do que a maioria das pessoas." "É verdade", acrescenta Anna, balançando a cabeça. "Ei, pelo menos, eu não pronuncio chipotle10 como 'chipottle'", Lana diz para Anna, incapaz de manter uma cara séria. "Isso foi mesmo muito engraçado!" "Você disse que você não falaria sobre isso outra vez!" Chipotle é um tipo de pimenta seca (às vezes também chamado de chilpoctle ou chilpotle em espanhol). 10

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"Assim diz a cientista," eu provoco, fazendo com que Lana ria ainda mais. Passamos o resto do dia conversando, comendo e assistindo as crianças rirem e brincarem. eventualmente Clover corta seu bolo do Frozen e todos nós cantamos "Parabéns” para ela. Este é o último lugar onde pensei que me encaixaria, e, no entanto, não me lembro da última vez que estive tão feliz. Definitivamente a vida nos surpreende a cada esquina. E, às vezes, é de uma forma muito boa.

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“Então essa é a conexão que você tem com Talon,” digo, meus olhos queimando. “Você nunca me contou antes toda a história”. “Não?” Anna me olha de sobrancelhas franzidas, levantando seu cabelo claro até amarra-lo em um rabo de cavalo. “Meu pai biológico o criou, ao invés de Rake e a mim. Talon é um bom cara, embora, e não tem culpa que nosso suposto pai nos abandonou.” “E é por isso que Rake não gosta de Talon.” Digo, chegando à conclusão. Cubro meu rosto com minhas mãos. “E eu o beijei!” Anna estremece com isso. “Sim, Talon tem sorte de estar vivo depois dessa. Rake não prejudica Talon, porque sabe que me importo com ele, porem. Talon e eu temos uma estranha ligação. Deve ter sido a coisa toda do sequestro.” Eu apenas olho para ela até que ela explica. “Ele te raptou? Doce menino Jesus,” gemo, balançando a cabeça em estado de choque. “Parece que eu perdi um monte de drama.” “Você não tem ideia,” Talon diz sem perder uma batida, deslizando para o assento ao lado de Anna. Ele me olha com cautela. “Rake sabe que você está aqui?” Eu olho para Anna. “Não, mas para ser justa, eu não sabia que você ia se juntar a nós hoje, Talon.” Ele simplesmente ri e beija Anna de forma descuidada na bochecha. “Sempre causando problemas, não é, Anna Bell?”

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Anna aperta os lábios. “Nenhum dano virá por ela estar em sua presença. Ela pertence ao Rake agora, então tenho certeza que ambos vão manter seus lábios para si mesmos.” Talon franze seus lábios e envia um piscar de olhos nem minha direção. “Eu posso me controlar se Bailey também puder.” “Tenho certeza que vou conseguir,” digo-lhe em um tom seco, incapaz de impedir que meus lábios arqueem. “Bom,” diz ele, esfregando suas mãos juntas. “Estou morrendo de fome. Podemos pedir?” “Já pedi para você,” Anna responde, virando a página em uma revista que estava lendo. “Que porra é essa?” Talon suspira, olhando para ela. “O que você pediu?” Anna levanta a cabeça e sorri. “A mesma coisa que você sempre pede, Talon. Bife, batatas fritas e salada.” “Você...” “Sim”, ela interrompe. “Eu avisei para não colocar molho na salada, porque você não gosta de tempero. Ainda que eu ache isso estranho, de qualquer maneira.” “E você disse...” “Bife mal malpassado, sim.” “E sobre...” Anna expele um suspiro pesado. “Sim, eu disse que você gosta de comer suas batatas com maionese.” “Oh,” diz Talon, sorrindo. “Bom trabalho, Anna.” “Com que frequência vocês dois comem aqui?” Pergunto, incapaz de disfarçar a diversão em minha voz. “De vez em quando,” Anna responde, dando um olhar carinhoso a Talon. “Ele fica irritado e ameaça de vir ao clube, se eu não vier.” Talon encolhe seus ombros largos. “Não tenho uma luta já faz algum tempo, e estou ansioso por uma.” “Não. Não faça isso,” digo, fazendo careta. “Talvez você possa ir para uma academia de boxe ou algo assim.” Talon me olha enquanto ri. “É uma boa ideia, querida.”

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Eu rolo meus olhos e olho para minhas unhas bordô, as quais eu tinha acabado de fazer com a Anna, como um deleite para mim. “Agora que Rake está fora do mercado, quem está satisfazendo todas as prostitutas do clube?” Talon pergunta indiferente. Anna lhe pisca um olhar sujo. “Por que eu gosto de você mesmo?” “O que? Só estou dizendo. E você pode sempre envia-las pra mim.” “Você precisa de uma boa mulher,” Anna diz a ele, inclinando-se a frente. “Nem saberia o que fazer com uma boa mulher,” Talon diz a ela. “E nem estou pronto para me acalmar. Além disso, minha vida não é exatamente aquilo que atrairia o tipo de mulher da qual você está falando.” “Oláááá,” diz Anna, apontando entre mim e ela. “Se Arrow me conseguiu, você com certeza pode coneguir uma boa mulher.” Talon se vira para mim: “O ego dela sempre foi assim tão grande?” Eu sorrio e aceno. “Basicamente.” “Eu só estou dizendo. Tudo é possível.” “Isso exigiria confiar em uma mulher completamente então, não, obrigado, porra,” diz ele, derramando água da jarra em seu copo e tomando um gole. “Estou bem como estou.” “Bem,” diz Anna, encolhendo os ombros. “Vai eventualmente, de qualquer maneira, você querendo ou não.”

acontecer

“Bata na madeira, Anna,” diz ele, sorrindo. “Não deseje essa merda para mim.” Anna revira os olhos. “Falando de desejos, meu aniversário é na próxima semana,” diz Talon, passando a mão por seu cabelo louro branco desgrenhado. “E eu quero você lá.” Anna fecha sua revista e concentra-se nele. “Onde vai ser?” “Na sede do clube,” ele diz sem pestanejar, mantendo seu olhar sobre a mulher que considera família. “Pelo amor de Deus, Talon,” Anna estala. “Não posso entrar no clube dos Wild Men! Arrow e Rake me matariam! E, sem ofensas, mas a maioria dos homens em seu MC são idiotas.”

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“Eles não são tão ruins,” Talon dispara de volta. “Você só conheceu a maioria deles quando era nossa refém, e claro, eles não foram quentes e amigáveis com você então.” “Slice é...” “Um Idiota,” Anna termina. “Um idiota total. E Ranger? Quando eu bato o saco de boxe com Faye, é a cara dele que imagino que estou socando.” “Você realmente conheceu Ranger?” Talon pergunta, seus olhos piscando com divertimento. Os olhos de Anna se estreitam em uma carranca. “Não é esse o ponto. Eu o imagino como um grande ogro idiota cheio de músculos e sem cérebro.” “Ranger tem três diplomas. Um em literatura.” Não conseguindo evitar, eu começo a rir do olhar no rosto de Anna. Não acho que ela viu isso chegando. “O motociclista que me sequestrou e me deixou inconsciente é formado em literatura?” Anna pergunta. “Você está brincando, certo?” Talon abana a cabeça. “Eu juro. Ele está sempre lendo. Adora.” “Bem, foda-me,” Anna murmura sob sua respiração. “Agora eu terei que bater nele com um livro de imagens.” “Eu quero você lá, Anna, então vamos ter que conseguir organizar a coisa toda. Onde mais poderíamos fazer tudo isso?” Pede Talon. Nossa comida chega e todos nós murmuramos nossos agradecimentos. Quando a garçonete sai, ele continua: “Ninguém vai sequer respirar na sua direção. Eu tenho os homens sob controle. O MC não é o que costumava ser, está bem?” “Não podemos ter nossa própria celebração separada? Eu vou te levar aonde você quiser,” Anna tenta negociar. “Não,” Talon diz simplesmente, sendo teimoso. Ele se vira para mim. “Venha também, Bailey.” Anna solta uma risada. “Acha que Rake vai deixar as duas mulheres mais importantes da vida dele entrar em seu clube? O que você tem fumando, Talon? Porque terá que compartilhar para entrarmos nessa loucura com você.”

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Meu coração se aquece em seu elogio, e eu sei que ela está certa. Rake nunca deixaria isso acontecer, não importa o quanto Talon poderia querer, nem o quanto Anna gostaria de realizar seu desejo de aniversário. “Sem mencionar Arrow,” adiciono, pegando meu garfo. “Traga-os, então,” Talon diz, mergulhando uma batata frita na maionese. “Se eles conseguirem manter seus punhos para si mesmos, eu vou fazer com que meus homens façam o mesmo.” Anna suspira e olha para seu proprio prato. “Você está pedindo o impossível neste momento, Talon.” “Tente,” é tudo que ele responde. “Fuja se for preciso. Anda, Anna, você já fez isso antes.” “E olha como acabou,” ela responde secamente. “Eu vou matar qualquer um que tentar tocar em você,” ele diz, tão casualmente que me faz sentir um pouco desconfortável. Anna olha para mim. “Vamos conversar sobre isso mais tarde, estamos sendo rudes com Bailey.” “Bailey estará vindo com você, então ela pode se meter na conversa a qualquer hora,” ele diz, piscando para mim novamente. “Ei, não me envolva nisto,” digo. “Eu vou fingir que toda esta conversa nunca aconteceu.” “Boa ideia,” Anna diz, e acrescednta com mais força em sua voz. “Nós não vamos, e ponto final.”

“Não acredito que você está me forçando a fazer isto!” Eu rosno para Anna uma semana depois. “Nós só vamos ficar fora por uma hora, só isso! Os homens nunca descobrirão; eles só pensarão que saímos para jantar e beber,” diz Anna, soando como se realmente acreditasse no que estava dizendo, mesmo sabendo a merda que muito provavelmente aconteceria esta noite. A única razão pela qual estou acompanhando-a é porque senão ela irá sozinha, e não posso deixá-la fazer isso, e nem posso ser dedo-duro e contar aos

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homens sobre seu plano. Basicamente eu estou ferrada se eu o fizer, e estou ferrada se não o fizer. Então, pelo menos assim eu vou poder ficar de olho nela, e esperançosamente, conseguir trazer ambas para em casa em segurança sem iniciar uma guerra de MC. “Eles vão descobrir,” digo amuada olhando pela janela. “E Rake vai me matar. Eu só sei disso.” “Não pense nele,” diz Anna, levantando o volume da música. “Vamos ambas ter uma boa noite e voltar para casa em segurança. Não se preocupe, Bailey.” Não me preocupar? Eu escuto “No Love”, de August Alsina e Nicki Minaj enquanto analiso se Anna é louca ou não. Ela tem que ser, claro, por achar que nós vamos ser bem sucedidas com nosso plano esta noite. Eu coloco minhas mãos sobre minhas coxas e me pergunto, pela décima vez, se escolhi a roupa certa para isso. Estou com uma calça jeans skinny preta e um top preto que não está revelando muito, mas que ainda fica bem em mim. Não quero atrair a atenção dos motociclistas Wild Men, mas não quero ficar parecendo uma merda também. Meu cabelo está em um alto rabo de cavalo e eu tenho um pouco de maquiagem, apenas um olhar natural. Anna se veste da mesma forma, em jeans e um top vermelho, com cabelo solto e totalmente liso, sua maquiagem um pouco mais pesada. Muito logo para o meu gosto, nós paramos em frente ao clube, e Anna estaciona um pouco longe de todos. “Fácil acesso para sair daqui, não acha?” Ela pergunta, saindo do carro e me esperando. Conto até 10 em minha cabeça e saio em seguida, puxando a bainha do meu top. “Vamos fazer isso e ir embora.” Eu resmungo enquanto ela desliza seu braço no meu e me leva até a entrada. O homem que está ali nos encara com cautela. “Talon está nos esperando”, diz Anna, soando confiante. O homem acena. “Anna e Bailey?” “Sim,” ela responde. “Onde ele está?” “Siga em frente, depois vire à direita,” responde o homem. “Você vai ouvi-los,” não se preocupe.

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Anna e eu compartilhamos um olhar antes de entrarmos em território proibido. “É muito menos assustador do que eu me lembro,” diz ela, seguindo o barulho dos homens que estão gritando e aplaudindo. “É tão estranho estar aqui,” eu sussurro, fazendo uma parada quando vejo Talon e seus homens. Eles estão ao lado de uma mesa de bilhar, jogando... cerveja-pong11? “Eu não esperava por isso,” diz Anna, roubando as palavras da minha boca. “Anna! Bailey!” Talon grita, jogando a bola de ping-pong para um de seus homens e andando direto para nos. “Vocês conseguiram” Ele envolve ambas em seus braços, pressionando nossos rostos em seu peito. Ele cheira bem. Muito bem. Então ele se vira conosco ainda em seus braços. “Feliz aniversário, Talon,” diz Anna, entregando-lhe o pequeno presente que nós compramos. Desejo-lhe felicidades também, e ele beija minha bochecha. “Obrigado,” ele diz sinceramente. “Vocês não precisavam me dar nada. Ambas estarem aqui é mais que o suficiente.” Eu sei que ele realmente queria Anna aqui, não eu, mas é legal da parte dele me incluir na equação. “Todo mundo!” Ele grita, fazendo-me saltar. “Estas são Anna e Bailey. Elas são minhas convidadas e não devem ser fodidamente tocadas, estão ouvindo?” Os homens acenam e alguns clamam em resposta, mas todos concordam. Um homem ate mesmo grita: “Mas elas são quentes!” E Talon grita de volta para ele olhar, mas não tocar, a menos que queira ter seu pau cortado de seu corpo. Ai. “Posso pegar uma bebida para as duas?” Ele pergunta, beijando Anna na testa. “Na verdade,” diz Anna, olhando para o jogo de cerveja-pong acontecendo. “Podemos jogar?” “O quê?” Talon pergunta, rindo. “Essa é a última coisa que eu pensei que ouviria você dizer.” Pelo que é possível entender, é um jogo onde os competidores precisam acertar uma bola de ping-pong num copo de bebida ou outro recipiente, e quem errar bebe uma dose. Nesse caso, parece que eles estão tentando acertar as bolas de bilhar nas caçapas. 11

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Anna sorri docemente. Um pouco doce demais. “Eu nunca joguei antes, e gostaria de experimentar. Parece divertido.” Talon olha para mim. “O que acha, querida?” Encolho os ombros, de propósito tentando parecer insegura. “Eu nunca joguei também, mas parece fácil o suficiente.” “Querem jogar em equipes separadas, uma vez que são ambas novatas? Nós geralmente jogamos dois contra dois,” diz ele antes de um dos homens avisar que o próximo jogo era dele. “Não, eu quero ir com Anna,” digo, rindo dele. “Poder feminino e tudo isso.” Talon acena e sorri, encolhendo os ombros. “Tudo bem, mas quando você levar uma surra, não diga que não avisei.” “Nós somos mulheres capazes”, Anna diz a ele, cruzando os braços sobre o peito. “E temos a sorte de principiantes ao nosso lado. Quem vai ser seu parceiro?” “Hmmm,” Talon reflete, seu sorriso ficando travesso. “Eu escolho ele.” Ele aponta para alguém atrás de nós, então nós nos viramos para olhar. E eu chupo instantaneamente uma respiração. Doce menino Jesus. Eu olho para o que tem que ser um dos homens mais atraentes no qual já coloquei meus olhos. Extremamente alto e perfeitamente musculoso, ele está vestindo jeans desgastado e uma camisa de manga comprida de flanela azul. Ambos parecem deliciosos nele. Seu cabelo é comprido e escuro, o suficiente para ser amarrado em sua nuca. Ele também tem barba: não muito longa nem muito curta, apenas o suficiente. Tudo nele é perfeito. Ele caminha até a nós e para ao lado de Talon. Os olhos dele! Eles são de um castanho tão brilhante, e rodeados de cílios grossos e escuros. Hipnotizantes. “Qq-quem é você?” Ouço Anna perguntar, soando tão atordoada quanto eu me sinto. Sim, o homem é um Deus. “Anna, conheça Ranger.” Bem, ele obviamente não é Rake, mas se eu não estivesse com Rake... Eu gostaria de ter um Ranger.

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“Aquele é o cara que te raptou?” Eu sussurro quando estamos sozinhas. “Do que diabos você estava reclamando? Ele pode me raptar quando quiser!” “Eu não o vi quando ele me levou!” Ela rosna, agarrando meu braço e me puxando mais para o canto da sala. “E ele me bateu.” Seus olhos se estreitam em Ranger. “E ele tem que cair - não podemos perder este jogo. Você acha que Talon comprou essa merda toda de 'esta é nossa primeira vez'?” Eu aceno. “Totalmente.” Ela sorri maldosamente. “Excelente. Eu vou ganhar de Ranger na cerveja-pong, e então vou desafiá-lo para um combate corpo a corpo. Até a morte.” Eu rolo meus olhos e dou um tapinha no ombro dela. “Vamos apenas focar no cerveja-pong, querida.” “Bem,” ela responde, arrastando a palavra para fora em um mau humor. “Vamos fazer isso.” Eu bloqueio as instruções de Talon - Anna e eu não desconhecemos totalmente este jogo. Nós o jogávamos o tempo todo na escola, e bem. Muito bem. Eu não tenho jogado desde a faculdade, mas, hei!, não tenho dúvidas de que vamos dar-lhes um bom jogo. “Você vai olhar assim para mim a noite toda?” Ouço o Ranger dizer para Anna.

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Foda-se. Ate sua voz era profunda e sexy demais. “Sim,” Anna responde, piscando-lhe seu olhar mais sujo. “Sim, eu vou. Você me sequestrou, maldito.” “Sobre as ordens de Talon,” ele diz, inclinando a cabeça para o lado. “Por que você está com raiva de mim e não dele?” “Ele não me bateu e me nocauteou!” Anna praticamente grita, cerrando os punhos ao seu lado. Eu puxo sua camiseta, silenciosamente dizendo-lhe para se acalmar. “De que outra forma eu ia raptá-la?” Ranger pergunta, balançando a cabeça. “Eu tinha um trabalho a fazer, e o fiz. Você precisa deixar essa merda ir.” Nunca vi o maxilar de Anna tão apertado. “Podemos jogar?” Pergunto, tentando aliviar a tensão e encarando todos. “Estou com sede.” Risos. “É melhor estar com sede,” diz Talon. “Será um um monte de cerveja, Bails.” Estico o pescoço de um lado para o outro, em seguida, pego uma das bolas. “Se você está tão seguro de si, porque não deixamos este jogo um pouco mais interessante?” Talon me estuda, aparentemente intrigado. “E o que você tem que acha que eu quero? Além do óbvio...” “Que tal isso: se nós ganharmos, você nos deve um favor, e vice-versa.” Eu digo a única coisa que vem à minha mente. Talon e Ranger compartilham um olhar. “Como um marcador, você quer dizer?” Eu dou de ombros. “Sim, acho que é isso. Mas só nós podemos dar a você, não os Wind Dragons. E nada de sexo, é claro, e tem que ser algo razoável.” “Feito,” diz Talon, lambendo os lábios. “Agora vamos ter algum divertimento. Damas primeiro.” Eu vou primeiro. E acerto a bola na taça.

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Ouço os gritos de Anna antes mesmo dela saltar e me abraçar. Talon sorri e balança a cabeça para Ranger, que, por sua vez, joga e erra. Anna grita novamente, sorrindo para ele antes de se posicionar para sua própria vez. Ela acerta. Ranger bebe, torcendo seu rosto numa carranca bonita-demais-paraseu-próprio-bem. Talon acerta sua próxima tacada, então Anna bebe. Minha vez novamente; eu jogo a bola e entra. Mais uma vez. Ambos os homens nos estudam, percebendo que não se trata apenas de sorte de principiante, e que foram enganados. Talon lança sua cabeça para trás e ri, seu corpo tremendo com o esforço. “Foda-se. Vê o que eu quis dizer, Ranger? Nunca subestime as mulheres dos Wind Dragons, elas são todas víboras, porra.” Ranger zomba, não tão impressionado quanto Talon com a situação. “Vamos ver sobre isso.” Mas nós vencemos, é claro. Acabamos bebendo mais alguns dos copos no jogo e, em seguida, bebemos mais, simplesmente. Então dançamos, cantamos e rimos. Os homens não são tão ruins e nos dão espaço - a maior parte deles, pelo menos, embora eu note alguns personagens obscuros. Não sei quais são as regras de Talon para seus membros sobre drogas, mas tenho que dizer que alguns dos homens estão definitivamente chapados. As mulheres presentes simplesmente saíram do nosso caminho, e, como nós não fomos apresentadas a qualquer uma delas, penso que não há nenhuma old lady aqui. Entre as bebidas, os risos com Anna e Talon e as pessoas assistindo, nos esquecemos de uma coisa muito importante. O tempo. E é aí quando tudo foi a merda.

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“Onde diabos vocês duas estavam?” Rake grita enquanto sai da sede do clube. Ele parece uma mistura de furioso e aliviado, mas eu acho que eu vou ver mais do primeiro quando ele ouvir onde estivemos hoje. Eu pago ao motorista de táxi e saio. Tivemos que deixar o carro da Anna na sede do clube de Wild Men, porque nenhuma de nós estava sóbria para dirigir. Talon tentou fazer com que um de seus homens nos desse uma carona, já que alguns deles não tinham bebido, mas mós sabíamos que isso só pioraria as coisas. Sim, estamos ferradas. “Arrow saiu a sua procura, Anna, caralho, porque nem seus telefones vocês atenderam,” ele rosna, puxando seu próprio telefone do bolso e enviando uma mensagem de texto rápida, provavelmente dizendo a Arrow que Anna estava agora aqui sã e salva. “Nós sentimos muito,” diz Anna, tropeçando um pouco. “Perdemos a noção do tempo.” Merda. “Você está bêbada?” Rake ferve, olhando de mim para sua irmã com aversão. “Onde diabos vocês estavam? Nós estávamos preocupados, e as duas simplesmente saíram para beber, ignorando a merda de seus telefones?” Observo o táxi se afastar, em seguida, me viro para ele. “Meu celular morreu,” digo, puxando-o do bolso e balançando-o ao redor. “Me desculpe, mas nós só perdemos mesmo a noção do tempo. Não tínhamos ideia que fosse tão tarde.” Rake belisca o dorso do seu nariz e fecha os olhos momentaneamente, antes de expirar lentamente. “Vocês não estavam no local onde disseram que iam estar. Arrow foi ate lá.” Eu quero olhar para Anna, mas não me atrevo. Não sei como vamos sair disto sem contar a verdade, consequentemente fazendo Rake e Arrow explodirem em nós. Eu já podia sentir muitos ‘eu te avisei’ saindo da minha boca e correndo na direção dos ouvidos de Anna mais tarde.

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“É minha culpa,” Anna expulsa, fazendo-me olhar para ela. “Eu disse a Bailey que se ela não viesse comigo eu iria sozinha, e eu sabia que ela não ia me deixar fazer isso sozinha.” Os olhos de Rake se estreitaram em sua irmã. “Conte-me. Agora.” Anna encara seus pés, chorando. “Era aniversário do Talon.” A expressão de Rake endurece com a simples menção do nome de Talon. “Então nós fomos lhe desejar um feliz aniversário, e lhe entregar seu presente,” ela continua, balançado seu peso sobre os pés. “Estamos a salvo, nada aconteceu conosco. Nós só bebemos e esquecemos de que não deveríamos estar lá em primeiro lugar.” Um músculo salta no maxilar de Rake enquanto ele processa essas informações. “Por favor, Anna, por favor, me diga que você não colocou a si mesma e a minha mulher em perigo levando-a para o maldito MC Wild Men, o mesmo MC de merda que invadiu o nosso clube e matou Mary. O mesmo MC que nosso pai de merda presidiu, você sabe, aquele pai que não deu a mínima para nós, mas que criou Talon, um homem que você agora parece cultuar por algum motivo filho da puta que eu nunca vou entender. Há merda que vocês nem sequer sabem também, e confiem em mim quando eu digo que aquele clube não é um lugar seguro para estar, não como o nosso. O MC de Talon é tão diferente do nosso, e você precisa se lembrar disso. Nunca pensei que você seria estúpida o suficiente para ir ate lá.” Meus olhos alargaram com toda aquela informação. Alguém chamada Mary morreu? Por causa dos Wild Men? Eles invadiram a sede do clube dos Wind Dragon? Esfrego minha testa, não sabendo o que fazer agora. Eu não quero me envolver em uma briga de irmãos, mas ao mesmo tempo não posso deixar Anna ficar com toda a culpa por isso. Eu passo por Rake e coloco minha mão em seu braço. “Podemos falar sobre isso amanhã? Quando todos se acalmarem?” Rake olha para minha mão e, em seguida, seu olhar se move para o meu rosto. “Vá e espere no meu quarto, Bailey. Eu vou lidar com você mais tarde.” Eu estreito meus olhos em seu tom, mas reconheço que Anna e eu estamos fodidas. Nos colocamos em perigo, e eu sei o quanto Rake ama sua irmã.

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“Arrow vai lidar com ela,” digo calmamente. “Ela não precisa obter toda a merda de você também.” “Entre, Anna,” ele diz a ela, soando apenas cansado agora. “Arrow está a caminho, então você logo poderá lhe contar essa história e ver como ele reage.” Ele então olha novamente para mim. “Você é minha?” “Rake, eu-” “Você é minha?” Ele pergunta, enunciando cada palavra. “Sim,” eu sussurro. Porque eu sou. Toda dele. Em todos os sentidos. “Então se comporte como tal,” ele responde antes de se virar e ir embora. Ai. Eu assisto Rake desaparecer e, em seguida, me viro para Anna. “Como Arrow vai reagir?” Anna fecha o espaço entre nós, parando ao meu lado, nossos braços se tocando. “Ele vai ficar com muita raiva, porque vai pensar que eu coloquei nossa segurança em risco. Mas, a coisa é que nós estávamos lá – eles não. Não estávamos em perigo, porque Talon teria nos protegido, assim como qualquer um dos Wind Dragons faria.” “Eu sei,” admito, envolvendo meu braço em volta dela. “Nós só vemos isso tudo como uma visita a um amigo. Mas os homens veem como uma traição, eu acho. Você é a mulher de Arrow; tenho certeza que hoje atravessamos algum tipo de limite.” “Fizemos,” ela sussurra sombriamente. “Mas eu não queria decepcionar Talon. Era aniversário dele, como eu poderia ter dito não? Nós não deveríamos ter chegado em casa tão bêbadas.” “Nós não deveríamos ter feito um monte de coisas hoje à noite,” respondo, apoiando minha cabeça no ombro dela. “Mas agora temos que aguentar e sentir suas iras.” “Peço desculpa por te obrigar a vir, Bailey.” “Se eu não fosse teria ficado preocupada com você a noite toda, e assim isso não aconteceu. Eu vi por mim mesma o quanto Talon cuida de você, como se você fosse sua irmã de verdade,” eu digo, pegando na mão dela e a puxando em direção à porta. “Vamos entrar antes que tenhamos mais problemas.” Ela me dá um sorriso. “Talvez eu deva esperar aqui, para que Arrow possa gritar comigo longe de todo mundo.”

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“Não.” Eu rio. “Deixe Rake ouvi-lo, assim ele pode decidir não gritar com você, também.” Ela ri um pouco também, então fica sóbria. “Obrigada por ser minha parceira no crime hoje.” “Qualquer hora, querida, qualquer hora.”

Rake “Ouvi-as fodidamente agradecer uma a outra por serem parceiras no crime,” digo a Sin e Arrow, passando minha mão pelo cabelo em frustração. Então viro minha cabeça para olhar na direção de Arrow. “Se Anna não fosse minha irmã, eu diria a você para controlar sua mulher agora.” Sin suspira e cruza os braços sobre o peito. “Arrow, controle sua maldita mulher. Essa merda de Wild Men tem que parar. Eu sei que ela acha que Talon é família, mas isto está passando dos limites.” “Como se eu não soubesse,” Arrow diz rispidamente, seus olhos duros como pedra. “Eu vou pedir para Faye falar com ela,” Sin diz distraidamente. “E vou lidar com Talon. Parece que o bastardo precisa ser colocado em seu lugar.” Arrow anda para frente. “Eu quero Talon.” Sin o estuda por um segundo antes de responder. “Bem.” Então ele olha para mim. “Lide com sua mulher, também. Sim, isso foi ideia de Anna, mas Bailey foi junto.” Eu mordo minha língua e só balanço a cabeça, concordando com seu comentário. “Sim, Prez.” Após nossa reunião, eu ando para o meu quarto, me sentindo cansado, frustrado, mas, acima de tudo, aliviado. Bailey está bem.

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Minha irmã está bem. A noite poderia ter corrido para uma direção completamente diferente. Se alguma coisa tivesse acontecido a qualquer uma delas, eu não sei o que faria. Eu estaria preso, porém, com certeza. Eu tento deixar Anna ter seu tempo com Talon, porque sei que ela o vê como uma extensão da família, mesmo que eu não entenda seu ponto de vista. Ele não é nosso sangue, e não é um irmão, então, para mim, ele não é ninguém. E, se ele colocar alguém que eu amo em perigo novamente, eu vou acabar com o maldito. Tudo com Bailey têm corrido bem; portanto, era só uma questão de tempo até atingirmos um impasse, e, em termos de colisões, acho que apenas vou ter que lidar com essa. As duas vieram para casa em segurança, no fim. Bailey tinha as costas de Anna, e, mesmo que o plano delas fosse estúpido e egoísta, elas estão seguras agora. Porem, tanto quanto eu quero quebrar Bailey em meus braços e apenas segura-la, também preciso que ela saiba que está fodida. Assim, acho que só vou poder segurá-la quando ela dormir. Depois que eu a fizer entender que não pode mais fazer o que quiser.

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Bailey “Eu descobri qual é o meu problema,” Tia diz, escovando os cabelos e olhando para mim através do espelho. “Você precisa ir para a cama?” Suponho, sentada na cama dela e esperando que ela continue. “Sim,” ela diz, sorrindo. “Mas não foi isso que quis dizer. Eu apenas percebi que sou a exceção à regra. Por exemplo, se um cara diz que está apenas à procura de sexo e nada mais, eu digo que estou de acordo com ele - e às vezes eu realemente estou,” ela acrescenta, colocando a escova no balcão e girando sobre a cadeira para me enfrentar. “Mas às vezes eu realmente espero mais, e acho que ele vai mudar de ideia a longo prazo, mesmo quando sei que isso não acontece. Parece que eu me sinto como se pudesse ser a exceção à regra, entende? Que estúpido, não é? E assim eu acabo me machucando no final, por uma coisa que poderia ter facilmente evitado.” “Mas você provavelmente será a exceção para o homem com o qual está destinada a ficar,” digo a ela, ponderando suas palavras. “Você será. Você é incrível, sabia? Qualquer homem deveria agradecer sua estrela da sorte por ter alguém como você.” “Eu sei,” ela concorda, me fazendo rir. “Só preciso parar de me sabotar e correr atrás de homens que sei que são um problema, ou que não querem as coisas que eu quero.”

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“E você sabe o que quer?” Pergunto a ela, completamente séria. Ela sempre foi tão indiferente sobre sexo casual, agindo como se não estivesse preparada para mais, quando talvez esteja agora. “Acho que só agora estou compreendendo o que quero,” admite ela, piscando-me um sorriso torto. “E quando achar o cara certo, eu vou consegui-lo.” Eu balanço a cabeça para ela com tristeza. “Já sinto pena do pobre homem.” “Eu também,” ela concorda, andando ate a cama e sentando ao meu lado. “Rake ainda está zangado sobre as bobagens da noite passada?” “Furioso,” respondo carrancuda. “Mas ele está mais louco com Anna, e isso me faz sentir ainda pior, por algum motivo. Nunca suportei ver aqueles dois brigando.” Conforme cresciam, eles somente tinham um ao outro, e sempre que brigavam isso fazia meu peito doer. Aparentemente certas coisas nunca mudam. “Eles vão se entender,” Tia diz com confiança. “Deixe-os resolver isso entre eles. Logo surgirá um novo drama, e essa aventura com os Wild Men será esquecida.” Eu gemo, cobrindo meu rosto com as mãos. “Não posso nem imaginar qual será o próximo drama.” “Pelo menos você está fodida numa base regular.” Ela faz beicinho. “Podia sempre ser pior.” Sim, podia.

Acabo de entrar numa zona de guerra. Anna está gritando, seu rosto vermelho brilhante enquanto Rake tenta falar com ela. Ele está sendo brutalmente ignorado, diga-se de passagem. Arrow está de pé no canto da sala com os braços cruzados sobre o peito enquanto a estuda, seu rosto vazio de emoção.

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Eu tenho vontade de simplesmente sair da sala, mas antes que eu possa voltar por onde vim Anna me vê. “Você não vai acreditar no que ele fez!” Diz ela, apontando para Arrow. “O quê?” Eu pergunto hesitante, andando ate ela. “Ele foi ao clube dos Wild Men, chamou Talon e começou uma briga do caralho! Na frente de todos! É por isso que eu não queria te dizer, Arrow,” ela diz, seu lábio inferior tremendo. “Ele deveria ter mostrado um pouco de respeito,” rosna Arrow, empurrando-se para longe da parede e andando na direção dela. “Sim, eu fui vê-lo. Nunca gostei dele, e não tinha dito nada ate agora, mas o que aconteceu ontem cruzou uma maldita linha. Nenhum homem vai convidar minha mulher para um lugar ao qual ele sabe que ela não deveria ir, ok? Eu sei que você acha que ele é da família, Anna, mas olhe ao seu redor.” Ele olha em volta, estendendo seus braços. “Sua família está aqui. E olhe como você está nos tratando. Eu estava tão fodidamente preocupado que algo tivesse acontecido, e você sabia muito bem que eu reagiria assim. Você sabe o que todos já passamos, o que perdemos. Foi um movimento egoísta da sua parte.” Arrow diz enquanto todos nós continuamos ali em silêncio. Isso foi o máximo que eu já o ouvi falar. Então, será que seria uma má hora para eu perguntar como Talon está? “Não era para ser um negócio tão grande,” diz Anna, sua voz travando. “Eu só queria parar por uma hora e lhe desejar feliz aniversário. Foi só isso. Eu não queria machucar ninguém, nem quis começar qualquer merda. Eu só queria poder comemorar com ele. Eu sei que estraguei tudo, está bem? Não vi o quadro maior; somente vi uma noite de um pouco de diversão, e sinto muito por fazer Bailey ir comigo também.” Eu posso realmente ver os olhos de Rake amolecerem depois disso. “Vá resolver isso com ele. Mas você deveria saber melhor do que todos como isso faria Arrow se sentir.” Eu realmente não vi o quadro maior também, mas agora vejo quão grande foi o erro que cometemos, e definitivamente não vou estar fazendo algo assim novamente. Anna acena e sai na direção de Arrow, deixando Rake e eu olhando um para outro.

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“Ei,” eu digo, empurrando meu cabelo de volta para trás da minha orelha. “Você ainda está com raiva?” Ele vem até mim e me agarra pelos quadris, puxando meu corpo contra o dele. “Você protegeu Anna, e eu não posso exatamente ficar bravo com você por causa disso, mesmo que o que ambas fizeram tenha sido estupido pra caralho.” “Talon não é...” “Eu não quero ouvir o nome dele agora. Estou te dando um desconto porque você é nova em tudo isso, mas você precisa entender quão diferente a noite poderia ter sido se algo acontecesse. Porra, você não deve ir para outro clube MC, não importa qual seja a razão. Anna sabe disso, e agora você também sabe. Agora, onde está nosso anjo?” Ele pergunta, traçando seus lábios sobre o lóbulo da minha orelha. “Ela está com Tia e Rhett, eles...” “Eu preciso estar dentro de você agora. E não vou ser gentil, Bailey,” ele sussurra, fazendo meus mamilos enrugarem. Ele beija meu pescoço e, em seguida, diz contra minha pele. “Eu vou te ensinar uma lição. Vou te mostrar a quem você pertence.” “Está bem.” Respiro quase em um torpor, envolvendo meus braços ao redor do pescoço dele. Ele me levanta, segurando minha bunda e a apertando enquanto caminha comigo em seu colo para o quarto. A porta está aberta mas, logo em seguida bate trancada atrás dele, pouco antes de eu acabar na cama com as pernas penduradas para fora da borda. Eu espero calmamente enquanto Rake me olha, desfazendo lentamente o botão de seu jeans, seguido pelo zíper, que faz um ruído desproporcionalmente alto na sala silenciosa. Seu jeans é removidos, assim como sua cueca, e logo seu pau me encara nu em pelo, duro e pronto. “Abra a boca,” ele comanda, e eu obedeço ansiosamente. Ele se aproxima e levo seu pau na minha mão, lambendo a cabeça uma vez e, em seguida, sugando-o em minha boca. “Boa garota,” ele murmura, seus olhos mais escuros que o habitual. “Me leve tanto quanto puder.” Eu deslizo seu comprimento em minha boca, indo tão fundo quanto possível e, em seguida, balançando minha cabeça enquanto o chupo dentro e fora, esvaziando minhas bochechas.

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“Foda, ele rosna com satisfação enquanto eu o levo para o fundo da garganta outra vez, tanto quanto sou capaz sem que meu reflexo de vomito atrapalhe o prazer. Ele reúne o meu cabelo nas mãos e o enrola em seu pulso, puxando minha cabeça para trás e me olhando nos olhos. “Eu quero gozar na sua boca.” Eu gemo e me afasto um pouco antes de responder. “Então goze.” “Sou eu quem dá os comandos aqui”, ele diz roucamente, deslizandose de volta na minha boca. Eu gentilmente seguro suas bolas em minha mão e as massageio, assim como eu sei que ele gosta, enquanto chupo seu pau enorme. Então movo minha mão direita para a base, trabalhando-o com a mão enquanto minha boca se encarrega do resto. “Sim, assim mesmo,” ele diz gutural. “Eu vou gozar, baby.” Eu presto atenção a seu aviso, chupando um pouco mais até que ele goza. Eu engulo tudo e, em seguida, lambo a cabeça dele mais uma vez antes de deixá-lo ir completamente. “Agora vá para a cama e espalhe suas coxas para mim.” Eu faço o que ele diz, emoção pura correndo por minhas veias. Ainda vestida, me deito de costas. “Erga bem seu vestido,” ele diz, se aproximando da cama. Eu levanto meu vestido, mostrando minha calcinha vermelha. “Hmmmm... ponha sua mão dentro dela. Quero que brinque com você mesma enquanto eu assisto.” Eu deslizo minha mão para dentro, olhando para Rake e esperando por novas instruções. “Deslize um dedo em sua boceta,” diz ele, lambendo seu lábio inferior. “Isso, só assim. Agora quero que o tire, e use a umidade para brincar com seu clitóris.” Eu trabalho meu clitóris com meu dedo, minha respiração cada vez mais pesada. “Agora tire sua calcinha completamente,” ele diz de repente, segurando meu tornozelo com a mão direita e abrindo mais minhas coxas. Eu levanto meus quadris e deslizo minha calcinha para baixo de minhas coxas. Quando chego aos meus joelhos, Rake as puxa para baixo o resto do caminho.

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Então eu só fico ali em plena luz do dia com minhas pernas abertas enquanto ele olha para minha parte mais íntima. Por algum motivo eu não me sinto tímida - este é Rake, depois de tudo, e eu confio nele explicitamente. “O que quer que eu faça com você?” Ele pergunta, nossos olhares agora bloqueados. “Então agora você está me pedindo?” Eu brinco, sorrindo divertidamente. Me sentindo corajosa, esfrego minhas mãos sobre meus seios através do algodão fino. “Eu quero sua boca nos meus mamilos, e seus dedos trabalhando sua mágica na minha boceta. Gosto muito mais quando você me toca do que quando eu o faço sozinha.” “Não me diga?” Ele arreganha os dentes como um lobo, passando sua língua sobre seu piercing labial. “Isso é porque eu tenho mais prática.” Eu chicoteio minha perna para fora para chuta-lo na coxa, fazendo-o rir. “Idiota.” “Se eu sou um idiota então não preciso fazer você gozar agora,” diz ele, levantando uma sobrancelha em divertimento. “É melhor me fazer gozar,” digo, estreitando meus olhos. Eu me sento, tiro meu vestido e meu sutiã e deito novamente, nua e esperando. “Estou pronta, sempre que você quiser.” Rake joga a cabeça para trás e ri, um som profundo e alegre. “Você acha que seu corpo é o suficiente para me forçar a fazer tudo que você quiser?” “Sim,” ronrono, enrolando os dedos em descaradamente. “Eu conheço sua fraqueza, Rake.”

meus

mamilos

“E qual seria ela?” Ele pergunta, seus olhos vidrados e suas pálpebras pesadas enquanto me assiste continuar a me tocar. “Eu,” sussurro baixinho, mal falando. Ele então agarra meus pulsos e os prende acima da minha cabeça, empurrando-os para baixo sobre o colchão. Em seguida, seus lábios descem nos meus, duro e pesados. Possessivos. Exigentes.

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“Eu vou te mostrar a quem você pertence,” ele diz contra meus lábios inchados. “E você vai levar tudo o que tenho para dar, não é?” Eu aceno. E ele desliza em mim em um impulso suave.

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“Já pensou o que teria acontecido naquela noite se eu percebesse o que estava acontecendo?” Rake pergunta, empurrando o cabelo do meu rosto enquanto nos deitamos de frente um para o outro. Depois de coverarmos sobre a situação de Talon, Rake tenta finalmente esquecer-se do que acontecer. Eu não acho que ele vá perdoar Talon, embora. “Você provavelmente estaria na cadeia,” eu digo, sorrindo tristemente. “Mas não adianta olhar para trás. Evoluímos muito desde aquela época.” “Eu sei,” ele concorda, esfregando o polegar suavemente em meu lábio inferior. “Eu sempre penso nisso, embora. Revivo aquela noite, como um replay... isso só me encontra quando estou mais fraco, que é quando estou dormindo.” “Você sonha com isso?” “O tempo todo,” ele admite suavemente, beijando minha boca. “É a minha penitência. Reviver aquele momento, todas as noites, e acordar sabendo que não era um sonho, e sim uma memória.” “Um dia você vai esquecer,” eu digo, olhando para seu rosto bonito e generoso. “Eventualmente esses sonhos não o encontrarão mais, porque você vai perceber que tudo acontece por uma razão. Eu não teria Cara de outra forma, e não a trocaria por nada deste mundo.” “Você ainda poderia ter Cara,” ele diz. “Mas ela teria sido minha.” “Querido,” sussurro, acariciando seu rosto áspero com a palma da minha mão. “Te incomoda que ela não seja sua, não é?”

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“Eu sinto como se ela fosse,” diz ele, olhando em meus olhos. “Mesmo sabendo que ela não é. Isso faz sentido?” Eu aceno. “Eu transei muito. Depois do que aconteceu. Eu apenas festejei e bebi. Eu gostava da atenção que recebia dos homens. Não era eu, não realmente. Eu estava magoada e perdida. Mas, quando fiquei grávida de Cara, eu mudei de novo, dessa vez para melhor. Parei de transar por aí, definitivamente parei com as festas. Eu me tornei mãe. Ela me salvou, de alguma forma. Wade foi alguém com quem eu transei por uma semana ou duas, e ele não quis nada com ela, como eu disse antes. Ele queria que eu fizesse um aborto, na verdade, mas eu disse que não o faria. Também lhe disse que não pediria coisa alguma, então ele concordou.” “Idiota,” rosna Rake, seus braços apertando em volta de mim. “Como você conseguiu sozinha?” “Foi difícil,” admito hesitante. “Eu estudei e trabalhei em um bar. Tentei dar a Cara tudo que ela precisava, mas sim, houve alguns maus momentos. Felizmente ela é muito jovem para se lembrar deles.” “Foda-se, Bailey, você poderia ter falado comigo. Não importa o eu pensava que tinha acontecido, eu teria te ajudado.” “Eu não podia vir até você, então, Rake. Eu tinha o deixado para trás, e ainda estava sofrendo sobre tudo o que aconteceu.” Ele coloca as mãos em meu rosto e pressiona o nariz contra o meu. “Não tivemos um caminho fácil, mas ambos somos lutadores, e vamos superar isso, porra. Meu passado não vai nos tocar, e nem o seu, porque nós não vamos deixar. Nada vai nos tocar. Nada mais importa, baby. Nada.” “Ugh, pare de ser tão bonitinho,” eu digo, beijando seu nariz. Ele me dá um sorriso lento. “Não acho que alguém me ache bonitinho além de você.” “Provavelmente porque você não é bonitinho para outra pessoa,” eu digo, piscando para ele. “Verdade,” ele concorda, escondendo o rosto no meu pescoço. Eu bocejo. “Podemos cochilar um pouco e depois levar Cara para jantar?” “Soa bem,” diz ele, puxando meu corpo mais perto do seu - o mais próximo possível. “Estamos carentes hoje?” Eu brinco, beijando seu maxilar.

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“Eu quero dormir comigo dentro de ti.” “Porquê?” Pergunto, enrugando as sobrancelhas. “Porque é como estar em casa.”

“Já te contei o que aconteceu com Talon?” Anna me pergunta no dia seguinte, parecendo mais triste do que eu já a vi em muito tempo. “Arrow quebrou a sua mandíbula.” Eu alargo meus olhos. “Talon não pode lutar? Ele é o presidente de seu clube; com certeza ele sabe uma coisa ou duas.” “Ele não lutou,” Anna diz, olhando para a tela do telefone. “Ele deixou Arrow lhe socar na cara sem fazer nada.” “Porquê?” Eu peço, franzindo o nariz. “Não faço ideia. Não entendo esses homens mais do que você, na verade.” Ela suspira, colocando o telefone em seu bolso e olhando para mim. “Não sei o que fazer agora. Arrow e Rake odeiam Talon. Não sei por que todos não se entendem. Estamos todos amarrados juntos de alguma forma, bom ou ruim.” “Acho que a única coisa boa é sua amizade com Talon,” eu digo. “O resto é só algum tipo uma merda.” E também acho que Anna é meio ingênua sobre toda a situação, se estiver sendo honesta. Eu posso entender porque ela quer Talon em sua vida, mas sua lealdade à Arrow e ao clube tem que vir em primeiro lugar. Ela abre a boca para se opor, mas em seguida, fecha. “Sim. Isso praticamente resume tudo, na verdade.” “Talon ficará bem,” lhe garanto. “Ele é o presidente fodão de um MC.” “Isso ele é,” Anna diz ironicamente. “E eu preciso me preocupar em corrigir a merda com Arrow e não Talon, agora.” “Ele ainda está zangado?” “Um pouco,” diz ela, estremecendo. “E eu entendo o porquê. Ele vai superar isso.”

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“Talvez você deva ser boa até então,” sugiro. Seus lábios tremem. “Eu acho que isso pode ser o melhor.” Lana entra na cozinha e para onde eu e Anna estamos sentadas com uma garrafa de champanhe na mão. “Acabo de publicar um novo livro! Vocês conhecem a rotina. Hora de comemorar!” “Eu vou começar sendo boa amanhã,” brinca Anna, me fazendo rir e Lana nos olhar com curiosidade. Nós duas a felicitamos por seu novo lançamento e decidimos sair para jantar para comemorar. Jantar real desta vez.

“Adam,” diz Cara, segurando um livro. “Você lê isto para mim, por favor?” Rake pega o livro maciço e olha para minha filha. “A coisa toda? Eu acho que nós estaremos aqui até o dia seguinte.” Cara ri e balança a cabeça. “Só um pouquinho. Tenho certeza que você pode fazer,” ela diz suavemente. “Por que você não se arruma para dormir primeiro, e então eu leio para você até você cair no sono?” “Está bem,” ela concorda. “Mas não vá embora, ok?” Meus olhos se alargam para isso. “Eu vou ficar aqui,” Rake diz a ela. “Não quero estar em nenhum outro lugar agora.” “Às vezes você fica na sua outra casa,” ela diz, dando de ombros. “Eu vou me preparar para dormir.” Rake se levanta e fica olhando para o lugar vazio que Cara apenas desocupou. Então ele se vira para olhar para mim. “Você sabe que ela está igual a você, certo? Eu não consigo dizer não a ela. Qualquer coisa que ela quiser eu vou lhe dar, basta apenas um piscar daqueles grandes olhos castanhos.”

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“Você provavelmente não deveria deixá-la saber disso,” eu digo em um tom seco. Então eu me levanto e pego sua mão na minha. “Eu leio para ela, se você quiser.” Rake olha para mim com aqueles grandes olhos verdes e calculistas “Você sabe que eu a amo como se fosse minha, certo?” Eu engulo duro. “Rake, eu-” “Eu não ligo,” diz ele, simplesmente. “Não me importo quanto tempo faz, ou que não seja meu sangue nas veias dela. É tem o seu sangue, e isso é mais do que suficiente para mim. Você é minha, e ela é minha.” “Você realmente me disse que ama minha filha antes de me dizer que me ama?” Pergunto, sorrindo para ele com meus olhos cheios de prazer. “Algumas coisas não precisam ser ditas,” diz ele, usando sua mão para agarrar minha nuca e me puxar para mais perto dele. “Observe as ações, em vez disso. Mas, se você quiser as palavras, então, naturalmente, eu te amo, Bailey. Nunca deixei de te amar. Você sempre teve um pedaço de mim. Sempre.” “E eu amo você,” sussurro, descansando minhas mãos em seu peito. “Para sempre.” Nós olhamos nos olhos um do outro, milhares de coisas passando entre nós no silêncio. Este homem, ele é meu. Eu conheço sua alma.

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Um mês depois

“Por que Faye está parada com um colete de MC e sem sutiã?” Eu sussurro enquanto entro no clube. Lana encolhe os ombros. “Eu não tenho nenhuma ideia, mas como ela tem um? Não deveríamos todas nós termos um também?” Vinnie entra, mas logo para em seu caminho. “Faye, que diabos?” Faye caminha em nossa direção, sorrindo. “Vou fazer uma surpresa a Dex. É o nosso aniversário.” Vinnie não parece impressionado. “Por que todos temos que ver, entretanto? Você sabe que vocês tem uma casa própria, certo?” Faye agita as sobrancelhas. “Ouvi dizer que você dará uma festa aqui esta noite. Eu quero ter um pouco de diversão antes de engordar e começar a balançar ao redor novamente. Isso é pedir demais, Vinnie?” Vinnie a fita por um momento, então pega o telefone e sai, presumivelmente ligando para Sin. “Eu quero um,” Lana diz para Faye. “Por que não temos todas um destes?” Faye encolhe os ombros, olhando para o impressionante colete. “Eles o fizeram para mim depois do fiasco com os Wild Men. Mas acho que todas as mulheres deveriam ter um também. Vou falar com Sin sobre isso.”

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“Ele não vai se importar por você estar aqui em jeans e um colete e nada mais?” Pergunto, apertando meus lábios para impedir a risadinha tentando escapar. “Meus mamilos estão cobertos, então qual é o problema?” Ela pergunta, revirando os olhos. “Vinnie dará uma grande festa, e os homens não nos querem aqui. Obviamente, é exatamente por isso que eu estou aqui. Quero ver o que está acontecendo.” “Eles não nos querem aqui?” Lana pergunta, brava. “Anna sabe de alguma coisa?” “Eu não sei. Você deveria chamá-la e deixá-la saber, entretanto. Eu fiz um lanche rápido. Batatas e molho, com vinho ou champanhe - e suco para mim,” ela diz, balançando a cabeça em direção a cozinha. “Fiz uma enorme tigela de ponche também.” “Eu não sabia que ia ser esse tipo de noite quando cheguei,” digo, olhando para Lana. “E você?” “Não,” ela responde, sorrindo. “Mas vamos com o fluxo. Você tem uma babá para Cara?” “Você pode deixá-la com a minha, se quiser,” Faye oferece, soltando o colete e mostrando mais peito do que o adequado. “Clover vai gostar da companhia.” “Cara está com a Tia e Rhett. Eu apenas vou mandar uma mensagem e deixá-la saber que eu vou chegar em casa mais tarde.” Faço uma pausa. “E provavelmente bêbada.” Faye agarra meu ombro. “Esse é o espírito. Não sei que tipo sacanagem festiva Vinnie organizou, mas estou intrigada.” Ela olha para Lana. “Se você quiser fazer outro show eu vou desviar o olhar, eu juro.” O rosto de Lana fica vermelho brilhante. “Eu vou matar você.” Faye ri, e em troca sopra-lhe um beijo. “Eu vou estar sóbria. Então, obviamente, meu trabalho será lembrar tudo o que todo mundo fez, e contar todos os detalhes amanhã de manhã.” Ela faz uma pausa. “Enquanto cozinho o café da manhã gorduroso de sempre.” Ela olha para mim e para Lana de cima abaixo. “Vocês podem querer vestir algo... menor.” Lana revira os olhos. “Eu vou ficar só um pouco, pois preciso escrever esta noite. Vou chamar Anna agora.” Então ela sai com o celular na mão.

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Faye agarra meu pulso e me leva para a cozinha. “Experimenta isso para mim?” Ela derrama uma xícara de um suco amarelo e entrega-o para mim. Eu trago o copo para os meus lábios e tomo um gole. Em seguida, quase o cuspo. “Muita vodca!” Eu digo, limpando a boca com as costas da mão. “O que você fez, adicionou corante alimentício amarelo? Porque não há nenhum gosto de suco.” “Eu adicionei um pouco de... coisas.” Ela funga. “É uma receita que encontrei on-line.” Eu enrugo o nariz em aversão. “Quer que eu tente consertar?” “Está consertado,” diz ela, sorrindo. “Oh, vamos lá, todos vão adorar.” Não tenho certeza, mas decido deixar assim. Eu particularmente não beberei mais nada, isso é certo. “Cadê o Rake?” “Ele e Tracker saíram para comprar álcool,” Faye diz, suspirando. “Aparentemente foi um plano de última hora.” Ela me olha curiosamente. “Você vai ficar bem aqui esta noite?” “Siimmmm”, eu respondo, olhando para o lado. “Por que não?” “Faye,” rosna Sin, caminhando para a cozinha e olhando para sua esposa. “Foda-se, você está sexy.” Então ele olha para mim e sorri. “Ei, Bailey.” “Ei, Sin.” Eu respondo, sorrindo. “Feliz aniversário.” Seus olhos se lançam para Faye. “Foda-se, é disso que se trata tudo isso?” Ooops. “O que? Você esqueceu do nosso aniversário de casamento e autorizou uma festa onde ninguém quer a mim ou as mulheres? Acho que é disso que se trata,” diz Faye, colocando a mão no quadril, um de seus mamilos agora aparecendo. “Foda-se, me desculpe,” Sin diz, segurando o colete dela fechado. Ele então se inclina para baixo e sussurra algo no ouvido dela enquanto eu faço uma saída rápida.

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“Acha que Rake vai nos foder novamente hoje à noite?” A menina atrás de mim pergunta a sua amiga. “Eu certamente espero que sim.” Giro em meus calcanhares, meu olho começando a se coçar. Agora eu sei exatamente ao que Faye estava se referindo quando me perguntou se eu poderia lidar com esta noite. Quase parecia que Rake tinha estado com todas as mulheres daqui, e aparentemente seu “negócio” aceitava mais do que uma por vez. Eu não gosto disso. Nem um pouco. E se ele se cansar de estar só comigo? Se é disso que ele gosta, como deve estar se sentindo sem isso? Eu afasto minhas inseguranças e retorno para a mesa, onde me sento de cabeça baixa. “Erga o queixo,” Faye diz para que somente eu possa ouvir. “Não mostre qualquer tipo de fraqueza.” “Eu quero estrangula-las.” Suspiro, sentada ereta e me recompondo. Isto é algo com o que vou ter que aprender a lidar. Homem-puto estúpido. “Mas olhe para ele,” Faye diz para mim. “Ele está ignorando todas as mulheres que tentam chamar sua atenção. Ele está mostrando-lhes sem palavras que não está interessado.” Eu sigo a linha de visão de Faye ate onde uma linda morena está tentando chamar a atenção dele. Ela coloca a mão em seu bíceps, mas ele dá alguns passos para o lado, deixando o braço dela cair. “Ainda assim, o fato de que ele provavelmente já dormiu com todas elas é uma pílula difícil de engolir.” Eu admito, exalando um suspiro pesado. Quando o ouço rir de algo que a mulher diz, porem, eu me levanto e ando até ele, incapaz de sentar e assistir por mais tempo.

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Assim que me aproximo, ele me agarra e me puxa contra seu corpo duro. “Esta é minha mulher, Bailey, da qual eu te falei,” ele diz a ela, escovando o cabelo do meu pescoço e me dando um beijo. “Ela é linda,” diz a mulher, olhando para mim da cabeça aos pés. “Talvez você me deixe acompanhá-la algum dia.” Quando eu olho para ela e percebo que ela está falando comigo, não faço ideia de como responder. “Humm,” murmuro, acotovelando Rake quando o ouço rir baixinho. “Me desculpe, mas acho que não.” Ela parece triste, o que me faz sentir mal por um momento, até que me lembro o que exatamente estamos discutindo aqui. Ela está triste porque ela não vai ser fodida por Rake hoje à noite - ou nunca mais. Deixe a puta ficar triste. Ela eventualmente vai embora, balançando sua bunda. “Bailey,” Rake sussurra, levantando meu queixo para me obrogar a olhar para ele. “Ela é passado.” “Contudo, ainda continua se atirando na minha cara.” “Ela não significa nada,” diz ele, fixando seus aborrecidos olhos verdes em mim. “Como você se sentiria se um homem com que eu já dormi perguntasse a você se pode se juntar a nós em um ménage à trois?” Pergunto, colocando minhas mãos no peito dele e me afastando. “Você iria querer matá-lo. E, na verdade, eu realmente não sinto raiva, só dor e ciúme porque a maioria das mulheres aqui teve você.” Com isso, eu o deixo parado ali e retorno para o meu lugar. “Você está bem?” Faye pergunta com a testa franzida. “Eu sei que deve ser cansativo, Bailey, mas se você o quer, precisa aprender a lidar com isso.” “Faye, nós estamos indo para casa,” diz Sin, se abaixando e a levantando em seus braços. Ele a fez tirar o colete e vestir algo, então ela acaba vestindo um top preto que ainda deixa pouco à imaginação. “O que? Por quê?” Ela resmunga, mas envolve seus braços em volta do pescoço de Sin. “Porque está tarde, você está grávida, e eu quero transar com você,” Sin diz, beijando o pescoço dela.

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“Oh. Bem, quando você coloca assim,” ela diz, acenando tchau para todos. “O que é tão diferente sobre essa festa?” Pergunto a Anna, analisando a sala de estar. “Parece como todas as outras para mim.” Anna aponta para Lana, que está sentada no colo de Tracker no maior amasso. “Pense nisso como a sede do clube se transformando em um clube de sexo durante a noite,” ela diz, revirando os olhos. “Hoje as pessoas podem fazer o que quiserem, sem julgamentos. E é por isso que eles preferiam que não estivéssemos aqui. Por exemplo, Vinnie provavelmente se sentiria estranho fazendo sexo na frente de Faye.” “Onde está Irish?” Pergunto, olhando ao redor e não o vendo. “Sinto como se eu não o visse há séculos.” “Aparentemente ele conheceu alguém,” diz Anna, inclinando-se para mais perto de mim. “Ninguém sabe nada sobre ela, mas ele a tem visto um montão.” Alargo meus olhos. “Isso é uma grande fofoca.” “Realmente é.” Sorri Anna, apoiando-se em sua cadeira. “Irish é sempre tão isolado, portanto, estou louca para saber como essa mulher conseguiu sua atenção.” Nessa hora Rake caminha até a nós, e mesmo que eu ainda esteja chateada, não posso deixar de notar quão sexy ele fica em seu jeans escuro e camiseta branca. “Como estão duas das minhas três meninas favoritas?” Ele pergunta, sentando ao meu lado. “Quem é a terceira?” Anna pergunta enquanto Rake pega minha mão e a leva à boca, beija meus dedos. Eu ainda não olho para ele. “Cara, claro.” Com isso, Anna levanta a mão para seu coração. “Oh meu Deus, que fofo, Rake.” “Eu tento,” diz ele, beijando minha mão novamente e olhando ao redor para as pessoas. “Não está tão selvagem quanto normalmente.” “Provavelmente porque você não está participando desta vez,” eu deixo escapar, incapaz de controlar minha língua.

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Anna ri e, em seguida, levanta-se. “Sim, eu vou... Arrow precisa de mim.” “Estou preocupada,” admito, olhando ao redor para todas as mulheres bonitas. “Você não vai sentir falta disso tudo? Do sexo em público, do sexo a três, das muitas mulheres deslumbrantes à sua disposição...?” “Não. Eu me diverti, Bailey. Eu brinquei e fodi por aí. E agora eu só quero você. Eu ainda vou me divertir, só que apenas com você, e eu quero isso. Não aceitaria de outra forma,” ele diz sinceramente, seus olhos me suplicando para entende-lo. “Você é suficiente como é. Eu não preciso de mais nada. Nunca precisarei.” “Espero que isso seja verdade.” Eu digo, olhando para nossas mãos. “Mas, se eventualmente quiser algo mais, você me dirá? Quer dizer, se você não estiver feliz...” “Nada me faz mais feliz do que você, Bailey. Não sei o que posso dizer para fazer você acreditar, então você vai ter que ver você mesma, através das minhas ações.” Ele está certo sobre isso. Eu sei que estar insegura não é atraente, mas é mais do que isso. Ele literalmente teve essas mulheres antes, então não é como se eu estivesse sendo paranoica. Todas o conhecem, conhecem seu corpo, os sons que ele faz... o que ele gosta na cama. Me mata que elas saibam de tudo isso, mas não há nada que eu possa fazer para mudar essa situação. “Pare de cismar com isso,” ele sussurra, beijando minha orelha. “Eu só vejo você, Bailey. Sempre foi assim, e nunca vai mudar.” “Quando você ficou tão romântico?” Eu pergunto, arrastando o dedo para baixo em seu bíceps através do material fino. “Agora,” ele responde simplesmente. “Quando vi a incerteza em seus olhos. Não quero vê-la assim novamente.” Eu desvio meu olhar e considero suas palavras. “Se você diz que eu sou suficiente, então eu acredito em você.” “Bom. Agora venha aqui e sente no meu colo, você está longe demais.” Eu me levanto e vou com ele, sentando em seu colo e descançando minhas pernas ao lado. “Melhor?” “Muito.”

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“Aquele é Vinnie...?” Eu peço, cerrando meus olhos numa tentiva de ver o que ele esta fazendo. “Sim.” “Ele está...” “Sim.” “Oh.” Rake ri, acariciando meu pescoço. “Quer ir para a cama?” “Você quer?” Pergunto, beijando ao longo de sua mandíbula. “Eu sei que essa é meio que a sua... coisa.” “Alguma vez você já teve um ménage à trois?” Ele pergunta, segurando meu queixo com o polegar e o dedo indicador e procurando meus olhos. “Não,” eu respondo honestamente. “Não posso dizer que tive. Embora tenha sido uma das coisas que eu listei quando fiz uma lista sexual há alguns anos.” “Se houver alguma coisa que você queira fazer, alguma fantasia que queira realizar, você sabe que vou torná-las realidade, certo? Você não precisa ser tímida. Duvido que exista alguma coisa que eu já não tenha feito.” Ele faz uma pausa. “A menos que você queira transar com outro cara, porque isso não vai acontecer.” “Você já realizou todas as suas fantasias?” Eu pergunto, já sabendo a resposta. Eu não tinha dúvida que ele já tinha feito tudo o que quis, como ele mesmo já tinha admitido. Seus lábios tremem antes dele beijar minha boca. “Suavizando o golpe?” Eu o provoco, balançando a cabeça. “Você é minha fantasia, querida,” ele diz, rindo descaradamente. Eu sorrio para ele. “É melhor eu ser.”

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Na segunda-feira de manhã, estou caminhando para minha sala de aula quando vejo um homem parado na minha porta. Congelo, sem saber o que dizer, medo e pânico me enchendo. "O que você está fazendo aqui?" Pegunto a ele, segurando os livros mais firmes em minhas mãos para que não os soltasse sem perceber. Ele tinha mudado. Envelhecido. Ele não parecia bem, tinha perdido muito peso e parecia um pouco magro demais. "Quero ver minha filha." "Como você sabia onde eu trabalho?" Pegunto, olhando em volta. Eu não queria que nenhum estudante que passasse ouvisse essa conversa, mas também estava muito chocada e confusa. Que diabos ele estava fazendo aqui? Como ele sabia onde me encontrar, e por que agora? Não há nenhuma maneira dele realmente querer ver Cara, certo? Claro, um homem pode mudar, mas eu tenho a impressão que esse não é o caso aqui. Ele deve ter um motivo, embora eu realmente não consiga pensar no que poderia ser. Ele olha em volta antes de responder. "Eu precisava encontrá-la, então o fiz. E quero ver minha filha. Marque um encontro, por favor..." É isso? Ele volta do nada, depois de não querer ter nada a ver com Cara desde que ela nasceu, de nunca se importar o suficiente para verificála ou fazer qualquer coisa em relação a esse assunto, e simplesmente diz: marque um encontro? Ele deve estar fodidamente louco.

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"Bailey, eu trouxe as impressões que você queria," Mallory, a professora de arte da porta ao lado diz, parando quando vê Wade. Ela olha entre nós dois e pergunta. "Tudo ok aqui?" "Eu estava justamente de saída," Wade fala suavemente, e então diz baixinho para que somente eu o ouça: "Pense sobre isso". E assim vai embora, deixando Mallory e eu olhando para suas costas. "Quem era?" Ela pergunta, entrando em minha sala de aula e colocando as folhas em minha mesa antes de se sentar no canto. Ela empurra o cabelo castanho para fora do rosto e me olha curiosamente. "Ele parece um pouco sombrio". Eu exalo um suspiro profundo e praticamente caio em minha cadeira. "Alguém do meu passado. Não faço ideia do que ele quer agora, mas acho que vou descobrir em breve." "Chame a segurança na próxima vez," Mallory sugere, apertando seus lábios carnudos. "Não gosto do olhar dele." Nem eu. Faço uma nota mental para contar a Rake sobre isso assim que chegar em casa. Eu tenho um mau pressentimento sobre isso. E parece que estou prestes a ser jogada em mais perigo, só que desta vez não é culpa de nenhum motociclista. É apenas minha.

"Os homens fazem isso por diversão?" Pergundo, me encolhendo quando Arrow soca Rake no estômago. "Sim," diz Anna, dando-me um olhar simpático. "Você provavelmente deveria se acostumar com isso." "Mas" eu faço uma careta "como é que você aguenta? Seu irmão e seu homem?"

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"Esta não é a primeira luta deles," ela diz com um tom seco. "E pelo menos está é somente por diversão, e não uma luta séria, ao contrário da última vez. Aquela foi a pior." "Acho que não quero nem saber." Respiro, fechando meus olhos quando Rake acerta um soco na mandíbula de Arrow. "Nós lutamos algumas vezes também," Anna me diz, erguendo suas sombrancelhas. "Faye me ensinou alguns movimentos para chutar o traseiro de alguem. É uma boa coisa para saber, Bails. Eu posso te ensinar um pouco de autodefesa, se quiser." Inclino minha cabeça e considero a proposta. "Isso parece muito bom, na verdade. Talvez possamos ensinar para Cara algo também." Anna se acente, arregalando os olhos. "Ótima idéia. Nunca se é jovem demais para aprender a se defender." Rake e Arrow saem do ringue, e Sin e Tracker entram. Rake agarra uma toalha e enxuga o rosto - felizmente não há sangue que eu possa ver. Suor escorre em seu abs, e me encontro assistindo a um riacho. "Você pode não dar ao meu irmão olhares de sexo enquanto eu estou sentada ao seu lado?" Anna diz, amassando o rosto em desgosto. "Eca." "Eca? Muito maduro, Anna," Eu respondo, rindo. "Ei, quando se trata de meu irmão, serei sempre a irmãzinha malcriada," ela diz, sorrindo. "Não posso evitar; Olhe para ele. Aquele corpo. Aqueles olhos. Lábios sensuais. Enorme pa-" "Oh meu Deus! Você tem estado em de torno de todos nós por muito tempo. Nós te corrompemos." Ela se levanta e cobre as orelhas com as mãos. "É isso. Estou dando o fora daqui." Eu começo a rir enquanto os homens nos olham com curiosidade. Rake se aproxima e inclina-se para baixo, beijando-me bruscamente na boca. "Tudo certo?" "Vai estar, uma vez que você me levar para seu quaro e me foder," Eu digo para que somente ele possa ouvir, e então mordo meu lábio inferior dando-lhe o olhar mais ardente que posso fazer. Provavelmente pareço ridícula, mas Rake não parece pensar assim.

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Ele olha para si mesmo. "Deixe-me tomar um banho rápido primeiro, então vou te foder tão duro que você estará me sentindo pelos próximos dias." Eu coloco minha mão em seu abdômen e esfrego meus dedos sobre seu suor. "Sem banho, eu quero você justamente assim." Seus olhos escurecem. Eles me lembram de florestas escuras. Ele se inclina até a cintura e me ergue no ar, e em seguida me joga por cima de seu ombro. Os homens gritam alguns comentários divertidos e vivas, que eu prontamente ignoro. Eu tenho apenas um objetivo em minha mente. Todo o resto não importa agora. Depois que entramos em seu quarto, ele bate a porta fechada e me despe rapidamente, jogando minhas roupas no chão. Eu estou na frente dele completamente nua quando ele baixa suas track pants12, seu pau saltando para frente. Quando ele passa por mim e se deita de costas na cama, eu me viro para vê-lo, observando sua beleza, absorvendo-a. "Monte," ele resmunga em uma voz profunda. Escarrancho-me em sua cintura e pego seu pau em minha mão, sem preâmbulo. "Quero você sentada em meu rosto primeiro," ele exige. "Quero te provar, quero que goze em minha boca, e então eu vou te foder." Eu me movo em direção a seu rosto, levanto uma perna e abaixo minha buceta em sua boca. Ele mostra sua língua e mergulha fundo, me provando e cantarolando sua apreciação. "Foda-se, isso é tão bom." Eu sussurro olhando para ele. Coloco minhas mãos contra a parede enquanto lentamente começo a montar seu rosto, e gemo alto quando ele alterna entre lamber meu clitóris e meu centro. Porra.

12

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Eu nunca fiz isso antes. Nunca me senti confortável o suficiente para fazê-lo. Ele aperta os globos da minha bunda, utilizando-os para me trazer para mais perto de sua boca, e então chupa meu clitóris. Isso é quando eu sei que sou um caso perdido. Parece bom demais para aguentar algo mais. Eu gemo o nome dele. E começo a tremer. E então eu quebro. Rake me ergue de cima de seu rosto, me gira e me move mais para baixo. Logo em seguida eu estou montando-o como uma cowgirl invertida. Empurrando-me para frente com a mão na parte inferior de minhas costas, ele desliza para dentro de mim e agarra meus quadris enquanto se levanta ao mesmo tempo. "Tão molhada," ele rosna, empurrando em mim mais rápido e mais forte. Eu moo nele, segurando em suas coxas para apoio. Ele bate em minha bunda. Eu gemo. Ele senta-se e chega ao redor para que possa brincar com meu clitóris enquanto eu assumo o controle do ritmo. Não demora muito antes que eu goze novamente, e ele se junta a mim apenas alguns segundos depois. Então ele me pega em seus braços, apoiando minhas costas contra seu peito e me sentando entre suas pernas. "Você está bem?" Ele pergunta, deslizando meu cabelo para o lado e beijando minha nuca. "Perfeita." Eu respiro profundamente. "Você?" "Nunca estive melhor. Bailey?" "Sim?" "Eu te amo." "Eu também te amo," digo suavemente, virando minha cabeça para o lado para que possa beijar seus lábios. "Sempre." "Vem tomar banho comigo?" Pergunta ele, correndo para fora da cama comigo ainda em seus braços.

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Como se não quissese se separar de mim. Ele me leva para o chuveiro, apenas me colocando para baixo para ligar a água. Quando está quente, ele abre a porta para eu entrar primeiro. Eu deixo a água correr em minhas costas enquanto ele se junta a mim, beijando-me profundamente e pressionando minhas costas contra os azulejos frios. Seus dedos trilham para baixo em meu estômago, e eu separo minhas coxas quando ele encontra meu núcleo. Um dedo separa minhas dobras e desliza suavemente dentro de mim, ao mesmo tempo em que sua outra mão suavemente aperta minha garganta. "Eu quero mais." digo, e simples assim ele desliza outro dedo em mim, apertando um pouquinho seu domínio sobre minha garganta. Eu emito um som de prazer, e, quando ele começa a brincar com meu clitóris, encontrome ainda mais faminta e gananciosa. "Você gosta da minha mão na sua garganta?" Ele pergunta, lambendo minha orelha. Eu aceno, meus olhos perfurando os dele, suas pálpebras pesadas me olhando, fazendo-me querer saltar sobre ele e exirgir que me foda duro. Eu gosto de sua mão em minha garganta - na verdade, me encontro querendo que ele aperte mais forte. "Sim," eu sussurro. Ele me beija preguiçosamente, em seguida, em um movimento rápido, me levanta em seus braços. Eu envolvo minhas pernas em volta de sua cintura e ele desliza para dentro de mim enquanto eu gemo em seu pescoço. Tão bom. Ele puxa minha cabeça para trás com a mão no meu cabelo, assim pode me beijar novamente, e empurra para dentro de mim uma e outra vez, até que eu estou gritando seu nome novamente. Então, cansados, nos secamos e vamos para a cama. Eu adormeço envolta em seus braços. Agora, isto é que é vida.

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"Você e Rake precisam de um quarto," afirma Anna, apertando os lábios juntos. "Vocês são tão..." Ela olha para Lana. "Qual é a palavra para o que eles são, escritora?" "Apaixonados?" Lana fornece com uma sobrancelha levantada. "Você sabe, a fase de lua de mel. A fase de não-posso-manter-minhas-mãos-longe, a-vida-é-maravilhosa, como-eu-tive-tanta-sorte, eu-preciso-de-você-pararespirar?" "Isso," Anna diz ironicamente, apontando para mim. "Isso e mais. Acho que uma noite das 'ladies’ é necessária." "Você está autorizada a sair novamente após as travessuras com Talon?" Pergunto, tentando esconder minha diversão. "Nenhum homem me controla," diz Anna estufando o peito. "Mas sim, eu fui perdoada pelo calvário. Almocei com Talon ontem, na verdade. Ele ficou o tempo todo dizendo que estava arrependido, e que não deveria ter nos persuadido a entrar em seu domínio." "É por isso que ele tomou os golpes de Arrow sem retaliar?" Pergunto, tentando descobrir os motivos do homem. "Eu acho que sim," diz Anna, bebendo de sua garafa de água. "Quem sabe o que se passa na mente dele. Mas, você sabe, depois de tudo o que aconteceu, ate que foi uma noite bastante divertida." "Foi. Você contou a Lana sobre Ranger?"

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"Você quer dizer o vilão mais sexy que já existiu?" Lana diz, rindo. "Sim, eu ouvi. É verdade que os olhos dele são como avelãs das profundezas do céu?" "Eu não falei isso," diz Anna cutucando Lana com o ombro. "São mais como avelãs das profundezas do pecado." "Ele é um homem lindo," eu concordo, suspirando com a lembrança. "Como ‘Wow’! É um pecado um homem ser tão bonito." "E que pecado," Anna adiciona emocionada. "Pelo menos nós os derrotamos no beer pong13. Isso vai ensiná-lo." "Tenho certeza de que ele está chorando em sua cama por isso enquanto falamos," diz Lana, enchendo seu tom de sarcasmo. "Ei, ele definitivamente não gosta de perder," Eu concordo, olhando para Lana. "Ele estava chateado. Ele é um mau perdedor. Talvez seja um daqueles caras competitivos." Faço uma pausa. "Que também lê Shakespeare, merda." Lana derruba seu telefone. "O que você disse?" "Aparentemente ele é todo amante de literatura e livros, e é esperto como o inferno," Digo, encolhendo meus ombros. "De acordo com Talon, de qualquer maneira. Aparência e cérebro." "Mas, sua personalidade e o fato dele gostar de sequestrar mulheres em seu tempo livre o faz um idiota completo, então não me importo o quanto ele parece pertencer à capa de um dos livros da Lana", Anna diz apaixonadamente, seus olhos se estreitando. "Foi bem feito ele ter pedido no jogo." "Bem, isso significa então que você gosta mais de Slide do que Ranger?" Eu brinco, compartilhando um olhar divertido com Lana. "Slide é meu melhor amigo comparado com Ranger. O bastardo," diz ela, batendo o punho na palma de sua mão. "Serio? Devemos convidá-lo para a noite das ‘ladies?" Eu provoco, esquivando-me do travesseiro que ela lança em mim. "Não existem muitos homens bonitos no Wild Men MC." Anna aponta. "Vocês não concordam? Há a dupla Talon e Ranger, é claro, e Slice e aquele cara ruivo. Ele é muito quente." Jogo onde um jogador arremessa uma bola de ping pong na mesa tentando acertar um copo meio cheio de cerveja, o jogador adversário é obrigado a beber a cerveja do copo que for acertado. 13

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"Nossos homens são melhores," digo sorrindo amplamente, exibindo os dentes. Anna e Lana concordam plenamente comigo. "Bailey!" Ouço Rake gritar, e algo na voz dele me faz ficar de pé imediatamente. Anna e Lana fazem o mesmo, ostentando expressões preocupadas em seus rostos. A porta se abre e Rake fica ali, tensão e raiva irradiando dele. "Venha aqui." Eu ando rapidamente para ele e ele me segura em seus braços, seu peito subindo e descendo rapidamente contra minha bochecha. "Temos um fodido problema, baby," ele diz, correndo os dedos pelo meu cabelo. "O quê?" Pergunto, medo amontoando-se na boca do meu estômago. "O que aconteceu?" "Rake?" Anna pede, aproximando-se para ficar ao lado de seu irmão. "O que está acontecendo?" "O pai de Cara está aqui," ele range, a palavra ‘pai’ saindo de seus lábios como a pior maldição. Levanto minha cabeça. "Oo-o que?" Oh merda. Ele está aqui? Será que ele tem um desejo de morte? Como é mesmo que ele sabe chegar aqui? Eu definitivamente estou perdendo alguma parte dessa historia, porque nada faz sentido. E, para piorar a situação, esqueci de contar a Rake que ele apareceu na escola naquele dia. Se eu tivesse dito a ele, tudo que estiver acotecendo provavelmente poderia ter sido evitado. "Merda," sussuro, dando a Rake um olhar de desculpa. “O que?" "Ele apareceu na minha escola pedindo para ver Cara, mas então eu não tive notícias dele novamente. Esqueci completamente de falar com você sobre isso." "Sério? Esse é um tipo de informação importante, Bailey", Rake rosna para mim, carrancudo. "Ela é minha também, e se este bastardo pensa que vai levá-la, vai ter outra coisa chegando." "O que eu devo fazer?" Pergunto hesitante.

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"Vamos ouvi-lo, e então lhe dizer para ir se foder," diz Rake, esfregando uma mão pelo rosto. "Eu quero a minha filha," digo-lhe, necessitando tê-la perto de mim. "Eu quero ir até ela agora." "Ela está com Faye e Sin na casa deles," ele diz, correndo sua mão pelas minhas costas suavemente. "Confie em mim, ninguém está mais segura do que ela agora. Nós só precisamos lidar com esse imbecil." "Então ele realmente está aqui agora? No clube?" Pergunto, meus olhos arregalados. Eu ainda não entendi. Sera mesmo que ele entrou em um clube de motoqueiros exigindo ver minha Cara e eu? Rake acena, esfregando a parte de trás de seu pescoço. "Sim, sim ele está. Ele quer vê-la. Vou leva-la lá porque ele não vai negociar de outra forma, mas não saia do meu lado, ok?" Concordo com a cabeça, engolindo em seco. "Ele não vai levar Cara." "Não, com certeza que não, porra. Eu vou explicar tudo para você mais tarde." Foda-se. Por que essa merda esta acontecendo comigo? Rake se vira para sua irmã e para Lana e diz severamente, “ambas fiquem aqui." "Rake-" "Somente ouça desta vez, Anna," ele diz, me empurrando para frente até que eu estou fora da porta, e, em seguida, fechando-a por trás dele. "Aconteça o que acontecer," diz ele, encarando-me atentamente. "Eu vou me certificar que tudo ficará bem. Está certo? Você não tem nada que se preocupar. Ele quer começar merda? Então eu vou lidar com ele." Eu aceno, sem saber o que dizer. Eu realmente não entendo o que está acontecendo agora. Nós continuamos andando até chegar à sala de estar, onde Arrow está parado de braços cruzados, parecendo imponente como o inferno. Próximo a ele está Wade. É difícil acreditar que ele é o pai biológico de Cara, porque ela não se parece em nada com ele. É injusto que ele possa ser chamado assim, desde que a única coisa que ele fez foi não usar perservativo, mas aparentemente ele se qualifica para o título. "Bailey," diz ele, ficando de pé e me encarando. "Wade," Eu digo, forçando-me a manter minha expressão neutra. "O que diabos você pensa que está fazendo aqui?"

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"Como eu disse antes, quero ver minha filha," diz ele, colocando as mãos nos bolsos. "Só quero ver minha garotinha." Eu aperto meus lábios. "Como você sabia onde eu estava?" Primeiro a escola, agora o clube? Isto está ficando um pouco assustador. Ele lambe os lábios e olha para longe. "Eu tenho minhas maneiras." Outra resposta de merda. Arrow se aproxima do homem. "Responda à senhora. Ou eu vou pedir para ela sair e eu vou te fazer a mesma pergunta de uma forma muito menos agradável." Wade sorri afetadamente, mas eu não perco o brilho de medo em seus olhos. "Meu irmão está a caminho daqui. Você não pode me tocar." Seu irmão? "Quem é seu irmão?" Pergunto, olhando para Arrow e Rake, que também não me dão nenhuma resposta. Eu não gosto da presunção no rosto de Wade agora. Nem um pouco. "Ele é um Wind Dragon," Wade diz, satisfação gravada em toda sua expressão. Seu irmão é um Wind Dragon? Então Wade pensa que é intocável. Olho para Rake. Ele é mesmo intocável? Rake não me dá nada, sua expressão nunca muda. Havia alguma regra sobre isso? Poderia Rake não fazer nada com Wade porque ele era da família de um dos seus irmãos do clube? Será que Wade realmente só queria ver Cara? Por que agora, depois de todo esse tempo? Há mais do que isso, eu só sei. Wade quer alguma coisa alem de somente ver a filha, com a quela ele nenhuma vez se preocupou antes. Quando Pill explode para dento do clube, vestindo calças de couro preto, uma T-shirt de manga comprida e seu colete MC, eu não afasto meus olhos dele. Portanto, este é o irmão de Wade. Não admira que Faye não goste do homem. Se ele for parecido como seu irmão... Sangue ruim. O ar se enche de tensão, tão espessa que fica difícil respirar.

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"Meu irmão só quer ver sua filha, Rake," Pill diz, colocando uma mão no ombro de Wade. "Ele não está pedindo muito, eu acho." "Então você disse a ele eu estava aqui," eu digo a Pill. "O que, você estava fofocando sobre a mulher de Rake para seu irmão, e então ele juntou as peças e descobriu que era eu?" Eu olho para Wade. "Pare com toda essa besteira. O que você realmente quer? Você não se importa com a minha filha. Você mesmo sabe o nome dela?" "Parece que alguém não sabe qual é o seu lugar," Pill estala, me olhando como se quissese me socar. "Olhe na direção da minha mulher de novo e eu vou fodidamente acabar com você," Rake diz a Pill em um tom enganosamente calmo. "Confie em mim, você não quer se meter comigo." "O clube vem em primeiro lugar," Pill diz, mas dá um passo atrás. "Você quer começar merda com Channon? O que, uma guerra civil? Por causa desta merda?" Rake sorri, seus olhos se estreitando com raiva. "Você é um prospecto aqui Pill, mas não tem uma fodida pista sobre mim ou meus irmãos. Bailey é minha old lady, e seu irmão não tem nada haver com o MC. Ninguém vai tomar seu lado nisso, ninguém. Eu vou ligar para Zach agora, porra, e ver o que ele pensa. Ninguém vai chegar perto de Angel. Ela é minha. Eu a reivindiquei. Nem pense nela como seu sangue, porque ela não tem nada de você. Ela é toda nossa." "Zach não fala por todos os homens," diz Pill, levantando seu queixo. Arrow olha para Rake. "Sua chamada irmão." Rake olha para mim, então de volta para Wade. "Saia, volte para Channon. Você não vai ver minha filha. Esta é a última vez que irei avisá-lo sobre isso. Deixe pra lá, ou ninguém será capaz de salvá-lo. Eu não dou uma foda para quem seu irmão é." "Eu vou arranjar um advogado, então," diz Wade com os punhos cerrados. "Você não pode bater o sistema de justiça com suas ameaças. Diga o que quiser, mas eu sou o pai dela, algo que um simples teste de DNA provará." "Por que agora?" Pergunto a ele, aço atado à meu tom. "Você não deu uma merda para ela nos últimos seis anos, então por que agora?" "Eu não preciso explicar nada," ele diz com arrogância. "Ela é meu sangue, fim da história."

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Esse babaca. Como eu pude mesmo dormir com este homem? "Não será possível contratar um advogado se você estiver fodidamente morto," Arrow diz casualmente, balançando a cabeça como se achasse seu comentario engraçado. "O que você quer?" Rake pede a ele, olhando-o diretamente nos olhos. "Direto ao assunto de merda." Wade olha para baixo, em seguida para cima novamente. "Quero cem mil." Então é por isso que ele está aqui? Por dinheiro? Eu não achava que minha opinião sobre ele pudesse ficar pior, mas ele acabou de me provar o contrário. Uau. Então ele está ameaçando tentar tirar Cara de mim se não lhe dermos cem mil dólares? Eu balanço a cabeça, incapaz de acreditar na audácia do homem desprezível a minha frente. "E como é que sabemos que você não vai voltar futuramente? Claramente você é uma puta de merda, assim sua palavra não significa nada," rosna Arrow, deslocando-se em seus pés como se tentasse se impedir de perder o controle. "Ele não vai pedir mais nada," diz Pill. Ele obviamente sabia que seu irmão queria dinheiro. E o apoiou. Porra. Sim, Faye estava certa quanto a ele.

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Todos os homens estão em reunião. As mulheres e as crianças estão sentadas do lado de fora; Rake disse que queria todos juntos até que eles decidissem como iriam lidar com essa situação. Eu não sei o que pensar. Dar dinheiro para Wade só irá resolver o problema por agora, e cem mil é uma quantia enorme. De acordo com Anna, o MC tem uma porrada de dinheiro, mas esse não era o ponto. Eu não posso pedir para Rake pagar, não importa quanto dinheiro ele tenha. "Não se estresse querida," Faye diz, colocando a mão no interior do meu braço. "Eles vão lidar com isso." "Eu não quero começar nenhuma merda," digo a ela, soltando um suspiro. "Mas não quero que Wade vença também. Então... não sei como fazer ambas as coisas acontecerem." Eu assisto Cara e Clover brincando na grama com alguns brinquedos do super-homem e do Batman. Cara ri, o som fixando-se em minha alma. Eu faria qualquer coisa para protegê-la. Qualquer coisa. De certa forma, me sinto um pouco culpada, porque foi meu mau julgamento que lhe deu esse pai. Ela vai ter que pagar por minha decisão pelo resto de sua vida. "Não é um problema tão grande," diz Faye, batendo as unhas cor de vinho em seu queixo. "É o que eu penso, pelo menos. O maior problema é

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Pill, não Wade. Wade é fácil. Pill, no entanto... Acho que Rake deve dirigir-se até Channon e falar com os homens lá, pôr em ordem as merdas antes que Pill distorça as coisas e comece algo." "Você acha que é isso que ele vai fazer?" Pergunto, não gostando muito da idéia de Rake indo ate Channon. "Ele levará alguns dos homens com ele, certo? Não quero que ele vá até lá sozinho." "Tenho certeza que ele vai levar alguém. Zach está lá em cima, e ele é um bom homem. Tudo ficará bem no final", diz Faye, empurrando meu cabelo para trás da minha orelha. "Nós provavelmente nunca ouviremos falar de Wade novamente." Não quero nem tocar nesse comentário. "Por que ele fez com que todos viessem para o clube, então?" Pergunto, esfregando minhas mãos pelo rosto. "Ele nem mesmo vai me contar o plano, não é? Eu vou ser mantida no escuro sobre tudo só porque tenho uma vagina." Faye cospe a água que estava tomando quand ouve meu comentário. "Foda-se." Ela ri, limpando a boca. "Oh, vamos lá, isso foi engraçado! Olhe, estamos todos aqui para que ninguém tenha que se preocupar. Todos estão seguros. Sempre viemos aqui quando a merda está indo abaixo, apenas no caso. Todos nós gostamos de nos manter seguros. É uma precaução, e não significa necessariamente que estamos nos esquivando de balas." Eu expiro profundamente e afudo em minha cadeira. "Eu nem sabia que Wade tinha um irmão." "Wade é tão feio quanto Pill?" Faye pergunta, encolhendo-se. Eu balanço minha cabeça. "Não. Porque sera que Pill não tem as costas dele? Certamente Pill tem dinheiro, se Wade está tão desesperado." Faye olha ao redor, e, em seguida, inclina-se para mais perto de mim, seu cabelo ruivo caindo a sua volta como uma cortina. "Ouvi Sin dizendo que ouviu rumores sobre Pill usar drogas. Ice. Essa merda não é barata. Talves Wade use drogas com ele, e os dois precisem de dinheiro. Coisa boa não é, e se nós provarmos isso, talvez Pill perca o colete." Eu me sento reta e penso melhor nisso. "Interessante." "Veja, nós vaginas descobrimos algumas informações," ela provoca, me cutucando alegremente.

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"Bom saber." Eu sorrio largamente. "Mesmo que tenhamos de recorrer a escutas." Ela dá de ombros, completamente sem vergonha. "Uma mulher tem que fazer o que uma mulher tem que fazer. Como advogada do clube, eu acabo descobrindo tudo, de qualquer jeito. Mas tenho que manter a maioria dessa merda comigo, infelizmente. Eu posso ajudar com o lado legal das coisas para você, embora: nós podemos requerer a guarda exclusiva. Os tribunais não vão dar Cara a ele. Mais provavelmente o fariam pagar uma porrada de apoio à criança." Eu sorrio e agradeço a Faye por sua ajuda legal, mas não quero nenhum dinheiro dele, embora. Não quero nada dele. Anna apoia as pernas em cima do meu colo. "Deveríamos colocar uma piscina aqui. Há muito espaço." Eu rolo meus olhos. "É nisso que você está pensando agora?" Ela apenas sorri. "As vantagens de estar com um macho alfa controlador. Não tenho nenhuma dúvida em minha mente que tudo vai ser resolvido. Rake não vai deixar nada acontecer com você ou com Cara. Ele não vai deixar aquele homem nem respirar em sua direção." Irish sai naquele exato momento e pisca um sorriso. "Senhoras." "Homem, onde você esteva?" Faye pergunta, levantando-se e puxandoo em um abraço. "Quem é ela? Onde ela está? Ela está aqui?" Irish a deixa ir, mas Faye ainda mantem-se a ele, pendurada lá. "Bro, se aproxime homem, nós sentimos sua falta por aqui." "Eu não estive fora por tanto tempo," ele responde rispidamente, suavemente extraindo Faye de sua pessoa. "Tinha algumas coisas das quais precisava cuidar, querida." Faye finalmente lhe permite se afastar, e se joga em seu assento. Irish se senta ao lado dela e estica os braços acima da cabeça, exibindo seus bíceps. "Se você está aqui, porque eles ainda estão lá?" Pegunto, olhando para trás em direção à porta. "Eles estão vindo," ele diz, justamente quando Sin, Arrow, Tracker, Rake, Trace, Ronan e Vinnie saem um por um. Rake oferece-me sua mão, e eu a pego. Em seguida, ele chama Cara, que corre para nós e segura sua outra mão.

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"Partimos amanhã então?" Rake pergunta a Sin, que acena com a cabeça uma vez, seus olhos azuis focados em mim. "Rake vai viajar por alguns dias; Irish e Vinnie vão se revezar para ficar com você até ele estar de volta, tudo bem?" Sin pergunta. Eu aceno. A mão de Rake aperta a minha. Dizemos nossas despedidas e Rake nos leva para casa. Quando chegamos, Rake me diz que estará se mudando permanentemente assim que retornar. Faye estava certa, ele está indo para Channon para resolver a merda, e voltará em três dias. A falta de informação irrita o inferno fora de mim, mas, sentindo-me cansada demais depois de um dia estressante, rapidamente adormeço envolta em seus braços. E mesmo depois de tudo, ainda me sinto segura ali.

No dia seguinte, estou assistindo Rhett e Cara andarem com suas bicicletas no jardim da frente, saboreando um suco de laranja fresco. Anna, Lana e Vinnie estão ao meu lado. O sol está brilhando, e decidimos aproveitá-lo. Vinnie e Anna colocaram um pouco de gin em seus OJ14, enquanto Lana e eu estamos indo sem álcool e silenciosamente julgando-os por beber a uma da tarde. "Você ouviu falar sobre esse cara Dom, alguém da escola? Acho que ele estava na sua classe," Anna pergunta casualmente, seus olhos cobertos por seus grandes óculos escuros. "Dom quem?" Pergundo, meus olhos correndo entre ela e as crianças. Eu tento me manter calma. Ela não sabia o que aconteceu. Apenas Rake sabe. E Christa. E... ele. Dom Rogers. 14

Orange Juice = Suco de laranja

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"Dom Rogers, acho," diz ela, tomando um gole de seu canudo. "Eu li no jornal que ele morreu. Acho que foi em um acidente de carro. Falaram que ele era da nossa escola." "Sim, eu me lembro dele," Digo com uma voz vazia. Eu nunca vou esquecê-lo. Vou ver flashes de seu rosto pelo resto da minha vida. Mas agora ele estava morto. E eu me sinto... nem feliz, nem triste. Só me sinto... tranquila. Foi há anos atrás, eu sei. Mas o tempo nem sempre cura todas as feridas. Não uma ferida assim, pelo menos. Nada iria curá-la. Olho para baixo para as minhas mãos - elas estão limpas, e de alguma forma eu só sei que as de Rake não estão. Não, elas têm sangue. Estão fodidamente pingando. Elas já estavam sujas antes que eu me reconciliasse com ele, e estão ainda mais sangrentas agora. Sentindo-me um pouco dormente, como se estivesse olhando para minha vida de fora para dentro, conforme penso sobre tudo o que aconteceu. Dom está morto. Eu não consigo explicar a sensação libertadora que vem com o conhecimento disso. Pode me fazer mal ou o que quer seja, mas eu não sinto qualquer culpa por ele estar morto. Eu não sinto nenhum remorso. Pelo contrario, sinto que finalmente acabou. E agora Rake está cuidando de Wade, o homem que me deu Cara, mas que tambem tentou levá-la de mim por suas próprias razões egoístas. Um homem que não dá uma merda sobre minha filha, apenas para o que poderia conseguir com ela. É retorcido, eu sei. Mas eu sorrio. Porque Rake é meu anjo da guarda. Ou talvez meu ceifero pessoal.

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“Então..." Digo, torcendo as mãos. "Como estão às coisas com você, Irish?" Ele me lança um sorriso sarcástico. "Não há necessidade de conversa fiada, Bails. O silêncio está perfeitamente bom." Eu rolo meus olhos para ele. "Eu odiaria facilitar a noite para você, você sabe." Ele ri e muda o canal da TV. "As coisas estão bem. Este é o seu jeito de bisbilhotar? Ouvi dizer que as mulheres têm especulado sobre mim." Encolho meus ombros e arrisco um olhar para ele. Seus olhos escuros já estão em mim. "Pensamos que talvez você tivessse alguém especial em sua..." "Cama?" "Eu ia dizer vida, mas cama funciona," digo em um tom seco, cruzando as pernas no sofá. "Você não vai me dizer nada, vai?" "Não." "Tudo bem," eu cedo, olhando para a tela. "Rake não ligou hoje." "Provavelmente ocupado", diz Irish, olhando distraidamente para seu celular. "Resolvendo a merda. Possivelmente tentando matar Pill." Minha cabeça estala para ele. "Eles querem matar Pill?"

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Ele olha para cima de seu telefone e começou a rir. "Matar Pill15." "Irish." Suspiro, desistindo dele e assistindo ao filme. "Então, como é que Vinnie teve seu prato favorito, mas eu não tive nenhuma merda?" Ele indaga depois de alguns momentos. "Qual é a sua comida favorita?" Pergunto-lhe. "Bem, essa é a coisa. Eu tenho duas. Você vai fazer as duas?" Esse cara. "Não. Escolha uma," respondo, minha boca se contorcendo. "Eu não posso. É muito difícil16." "Isso foi o que ela disse," eu murmuro sob minha respiração, mas ele ouve e começa a rir de mim. "Porra. E você é uma professora. Eu queria ter tido uma professora como você quando estava na escola," diz ele, esfregando a cicatriz em seu pescoço distraidamente. "Você está sendo muito tagarela para alguém que diz gostar de silêncio," eu indico. Ele sorri e diz: "Você é fofa" E então faz uma pausa antes de continuar: "E cozinha muito bem. E faz meu irmão feliz. E tem um bom-" "Ok, ok, eu vou fazer suas duas refeições. Apenas pare," Eu o interrompo, levantando minha mão. "Você acha que eu sou legal, eu entendo." "Porra, se eu soubesse que tudo o que tinha que fazer era elogiar uma mulher para ser alimentado, teria feito isso há muito tempo." Ele olha para seu estômago. "Estou meio com fome agora, você sabe." Eu zombo. "Eu não vou cozinhar agora, é 22:00, e eu vou precisar passar no supermercado, de qualquer maneira." Meu telefone bipa com uma mensagem de Rake. Sinto sua falta pra caralho. Eu sorrio para mim mesma e digito de volta. Já, hein? Em inglês, a autora usa o termo Kill Pill, que lembra o nome do filme Kill Bill, de Quentin Tarantino. 16 Em inglês, a autora diz ‘It’s too hard’, que pode ser traduzido também como ‘É muito duro’, como uma referencia sexual ao membro masculino. Por isso o comentário seguinte da Bailey. 15

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Ele responde instantaneamente. Sempre. Eu sorrio mais amplo e envio: Tanto quanto o céu é azul? Irish geme e balança a cabeça. "Se você começar fodidamente a dar risadinhas como uma colegial, eu estou fora." Rake responde. Mais. Eu sorrio e digito de volta. Não vai ficar muito mais azul do que o céu. Em seguida, ele me envia uma foto de seu pau duro, com a legenda: Não vai ficar muito mais duro do que o meu pau. Por você, arruinado o momento romântico, mas me fazendo rir. Irish lança o controle remoto no sofa, se levanta e sai. O que só me faz rir mais forte.

"Eu não consigo parar de pensar em Talon," Tia deixa escapar quando entra em minha sala de estar. Eu olho em volta para Irish. "Não se preocupe, ele está sentado lá fora, fumando," diz ela, sentando-se ao meu lado. "Eu sei que é estúpido, mas o que eu faço? Devo apenas fodê-lo para fora do meu sistema? Sim... isso é exatamente o que eu deveria fazer." "Você sabe que eu o beijei, certo?" Digo, me encolhendo. "Eu não o teria feito, no entanto, se soubesse que você ia acabar gostando dele." Ela acena com a mão no ar. "Foi apenas um beijo, quem se importa. Não é como se você o tivesse deixado dobra-la sobre a mesa e fodê-la." Eu expulso um suspiro profundo. Essa minha amiga...

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"Pelo que ele disse, ele não é o tipo de se assentar," eu digo a ela, pensando sobre isso. "Você acha que é a exceção à regra dele?" Ela acena. "Jesus, Tia. Pense mais sobre isto antes de tomar qualquer decisão," Digo a ela. "Eu não sei o que pode acontecer. Se você só quisesse sexo então seria mais fácil, mas quando você quer algo mais... Sim, eu não sei." "Eu também não sei," ela admite, afundando de volta em meu sofá. "Eu deveria ter ido com você àquela coisa de aniversário e tentado descobrir por que estou tão apaixonada pelo homem. Conhecendo-me, eu só vou querer dormir com ele, e então vou superar isso." "Talon deve-me um favor, você sabe," Eu digo, lembrando-me do incidente com o beer pong. "Eu poderia chama-lo para você." Tia sorri lentamente - e um pouco maliciosamente. "Você faria isso por mim?" "É claro," respondo. "Não acho que Rake vai ficar muito feliz ao saber que ele me deve um favor, então vou felizmente usá-lo para você." Tia bate o dedo nos lábios, refletindo. Planejando. Sempre planejando. "Ok, que tal isso?"

Eu acordo com o barulho de algo quebrando, seguido por um som que eu nunca ouvi antes na vida real. O som de uma arma sendo engatilhada. Tento permanecer ímovel enquanto a pessoa que segura a arma não faz nenhum outro movimento. Não penso que eles queiram atirar em mim, ou provavelmete já teriam feito. Não, eles obviamente querem me ameaçar, ou usar-me contra o clube. Quem estava na casa? Wade?

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Pill? Foda-se, quando eu consegui tantos inimigos? Quando foco meus olhos, fico realmente surpresa ao ver quem está apontando uma arma para mim. Que porra? Ouço barulhos no outro quarto. Um barulho de algo batendo, como se alguém estivesse sendo empurrado contra a parede, e então ouço o grito de Irish, seu sotaque mais acentuado do que nunca. Cara. Meu coração pula em minha garganta, minha mente correndo. Ela está bem? Será que alguém tem uma arma apontada para ela também? Eles não a machucariam, não é? O que eu vou fazer? E se eles tentarem sequestrá-la? Entrar em pânico não vai ajudar. Eu preciso manter a calma e pensar. Cara. "Levante-se," ela exige calmamente. Tudo em que consigo pensar é em minha filha. Ela está a salvo? Será que Irish a protegeu? Ele está bem? Quantos homens ele tem contra si? E se ele precisar da minha ajuda agora? Merda. Não que eu possa fazer muito, mas posso fazer alguma coisa. "O que você está fazendo, Amethyst?" Pergunto, deslizando lentamente para fora da minha cama, não querendo que ela reaga a qualquer movimento brusco. Eu preciso chegar até minha filha, e nenhuma prostituta drogada vai ficar no meu caminho. "O que você quer?" É claro que ela está a mando de Pill. Ela deve ser de fato uma mulher fraca para ele ser capaz de colocá-la nisso. Tudo isso por dinheiro? Ou por vingança? Os dedos dela tremem, fazendo a arma tremer. Sim, ela não sabe o que está fazendo, e isso faz eu me sentir um pouco mais confiante. Lembro-me que ela é apenas uma garota estúpida, e que eu posso levá-la, com arma ou não. Tudo que preciso é esperar o momento certo. Ouço algum estilhaçar de vidro. Nós duas olhamos para a porta quando ouvimos um tumulto, uma

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briga de algum tipo, e eu uso a distração para chutá-la uma vez, bem no estômago. Forte. Um dos movimentos que Anna me mostrou na semana passada. Ela se curva na cintura, segurando seu estômago, e derruba a arma, que cai no chão, felizmente sem atirar. Eu a pego desajeitadamente e a aponto para Amethyst. Minhas mãos estão mais trêmulas do que as dela estavam. "Cara!" Eu grito a plenos pulmões. "Irish." Amethyst dá um passo em minha direção. "Para trás!" Eu grito com ela, dando um passo para trás. Se ela vir até mim, devo matá-la? Se eu tiver que fazê-lo, sim, eu vou. Nunca usei uma arma antes, mas se essa idiota pode descobrir como tudo funciona, então eu também posso. "Você sabe como usar essa coisa?" Ela desdenha, o luar iluminando seu rosto. "Basta dar-lhe o dinheiro e vamos deixá-la sozinha." Ouço minha filha gritar, e isso quebra meu transe. Para mim, não há nenhuma opção diferente do que ela ficar segura, nada que eu não fizesse para garantir isso. Estou prestes a correr pela porta quando ela se abre, e Irish para de pé ali, com Cara em seus braços. Eu respiro. Graças a Deus. Tudo que sinto é alívio, até que vejo sangue no estômago dele, e um pouco na perna de Cara. Ele está ferido. "Temos um enorme problema, porra," ele diz para mim, ligando a luz e olhando para Amethyst. "Claro que eles mandaram alguma puta drogada para fazer o trabalho sujo por eles. Dê-me a arma Bails. Você pega Angel." Cara levanta a cabeça e olha para mim, seus olhos castanhos parecendo aterrorizados. Eu entrego a arma a Irish, e, em seguida, pego minha filha em meus braços, correndo minha mão pelas costas dela. "Tudo ficará bem." Irish agarra Amethyst pelo braço e me olha. "Fique aqui." Cara choraminga em meu pescoço, e alguns minutos se passam antes de eu ouvir um carro se arrastar para dentro da garagem. Quando ouço as vozes de Tracker e Vinnie, relaxo.

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Minha porta se abre novamente e Tracker entra. Ele então senta na cama e puxa Cara em seus braços. "O que aconteceu?" Eu sussurro. Ele olha para Cara antes de responder. "Wade pensou que podia usar vocês duas como moeda de troca. Ele sabia que Rake estava em Channon. Ele claramente não está pensando direito, porem, sua mente está apenas nas drogas; Ele perdeu sua merda." "Onde ele está agora?" Pergunto, olhando para Tracker. Ele não responde - tudo que ele faz é desviar o olhar e dizer: "Faça as malas, você vai ficar no clube." Eu aceno. "E Bails," diz ele, ficando em pé e me passando minha filha de volta "Quando sair deste quarto, não olhe." Eu faça as malas e abro a porta do meu quarto. Não olhar? Não olhar para onde? Caminho em direção a porta principal com meus olhos focando apenas em frente. Mas então eu olho. Como poderia evitar? E assim eu vejo o que eles não queriam que eu visse. Balançando a cabela, olho para o rosto angelical da minha filha. Ela agora está dormindo, segura em meus braços. Segura do mundo. A salvo da visão diante de mim. Eu ainda estou de pé, congelada em meu lugar, olhando fixamente. Estou feliz por Cara nao ter que ver o que eu estou vendo no momento. Seu "Pai" morto. Na nossa sala de estar. Sangue escorrendo de seu peito e encharcando o nosso tapete creme. Não, ela não precisa ver tudo isso. Eu gostaria de não ter visto também.

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"O que você fez com Amethyst?" Pergunto a Vinnie enquanto Cara dorme na cama de Rake no clube. A boca dele aperta, e ele passa a mão sobre sua cabeça careca. "Não se preocupe com ela; você não vai vê-la novamente." Eu bato minha mão em cima da mesa. "Diga-me." Seus olhos se estreitam com minha explosão. "Ela está com Talon por ora, até descobrirmos o que fazer com ela." Meus olhos se alargam. "Você pediu ajuda aos Wild Men?" Vinnie faz uma carranca, um músculo se destacando em seu maxilar. "Porra, nem me lembre. Nossas mãos estavam cheias com a porra do corpo morto de Wade. Eu devo a ele um fodido favor agora, e eu não gosto de dever nada as pessoas, merda." Então ele olha para mim, seus olhos amolecendo. "Sua casa está sendo limpa. Wade está sendo cuidado. Amethyst será tratada. Você não tem nada com que se preocupar." "O que Cara viu?" Pergunto, olhando em torno da cozinha. "E onde está Irish? Ele estava sangrando, ele está bem?" "Ele está sendo costurado," Vinnie responde casualmente. "Wade estava com uma faca. Ele está bem," e complementa, quando vê que estou prestes a entrar em pânico: "Wade o furou. Não muito profundo. Não acho que Cara viu qualquer coisa. Wade atacou Irish enquanto Amethyst foi atrás de você. Acho que a cadela pretendia pegar você e Cara em um único quarto enquanto Wade cuidava de Irish. Então ele provavelmente iria ligar para Rake e dizer-lhe o que queria. Mas ele subestimou Irish." Ele me olha nos olhos. "E subestimou você também." "Eu não fiz nada," digo, soltando um suspiro. "Eu estava apenas preocupada com Cara. Se algo acontecesse com ela..." Vinnie coloca a mão na minha bochecha. "Ela está bem. Você está bem. Por que não tenta descansar um pouco? Não há dúvida de que Rake estará aqui no segundo que descobrir o que aconteceu. Tracker está prestes a ligar para ele." "Acho que não há mais necessidade de negociações," digo ironicamente, levantando-me do banco. Então olho para Vinnie, até que ele olhe para mim. "Talon me deve um favor. Talvez eu pudesse usá-lo para que você não tenha que lhe dever um?"

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Vinnie balança a cabeça. "Não, querida. Ninguém paga minhas dívidas, exeto eu." Ele faz uma pausa. "Mas obrigado. Será que eu ainda quero saber por que o presidente dos Wild Men te deve um favor?" Eu balanço a cabeça. "Pensei assim," diz ele, levantando seu uísque à boca e tomando um gole. "Cama Bails." Eu me aproximo dele e dou-lhe um beijo na bochecha. E então vou para a cama. Mas não durmo. Como poderia? Passo uma longa noite apenas observando o rosto angelical de Cara.

Rake chega pela manhã, sozinho. Ele montou toda a noite. Quando me vê, me pega em seus braços e sussurra "Desculpa" em meu cabelo. Desculpa por não estar aqui. Sinto muito pelo que aconteceu. "Não foi culpa sua, Rake," eu digo a ele mais e mais. "Nós estamos bem. Irish estava lá, e nada aconteceu com a gente." "Eu deveria ter estado lá," ele diz tão baixinho que eu tenho que me esforçar para ouvi-lo. "Se algo acontecesse com você e Cara... Quem teria pensado que eles fossem tão fodidamente estúpidos? Mesmo se nós tivéssimos lhes dado o dinheiro para conseguir vocês duas de volta em segurança, teríamos os encontrado depois. Tudo acabaria tendo o mesmo resultado: o bastardo estaria fodidamente morto." Tendo o suficiente da coisa toda, olho-o intesamente nos olhos. "Rake." "Sim, baby?" "Apenas me abrace," eu sussurro, meu corpo começando a tremer. "Qualquer coisa que você precisar," ele responde. "Qualquer coisa. Quer falar sobre isso?"

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Eu balanço a cabeça. "Agora não. Estou tão agradecida que Cara não ficou ferida. Essa noite poderia ter acabado de forma completamente diferente." Como Wade pode fazer algo tão estúpido e imprudente? No final do dia, Cara ainda era sua filha. Ela poderia ter levado um tiro com aquela mulher estúpida agitando sua arma ao redor. Não posso acreditar quão longe algumas pessoas vão. Amethyst cheirava a desespero, e eu preciso que saber exatamente o que estava acontecendo entre ela, Wade e Pill. Tenho a sensação de que há mais dessa hisotia. "Nem sequer pense sobre isso, Bailey," Rake resmunga. Eu já ouvi histórias de outras mulheres sobre como se envolver com um MC pode ser perigoso, mas, no entanto, comigo foi Wade que decidiu ser um problema. Quando Cara estiver mais velha e perguntar sobre seu pai biológico, vou ter que lhe dizer que ele morreu, mas ela não precisará saber da verdade por trás da história. Nada vai tocar minha filha, nada. E ela terá Rake como pai, e será amada e protegida. Eu fecho meus olhos e enterro meu rosto no pescoço de Rake, cheirando-o. Em sua presença, permito-me ser vulnerável. E mostrar a fraqueza, como quando choro em seus braços. Ele me conforta. Me abraça. Me ama. E eu sei que tudo vai dar certo. Pouco depois, quando acordo e ouço Rake murmurar algo em seu telefone sobre lidar com a “merda” do Kings MC mais tarde, eu fecho os olhos e fingo não ouvi-lo. Talvez eles não permitam a coisa ‘Rake-dormindocom-sua-mulher’ enquanto as coisas não estiverem totalmente resolvidas, mas eu não quero pensar nisso agora. Ainda não estou pronta para lidar com mais drama. "Ok, sim, Vinnie," ele diz à linha. "Tchau." "Tudo ok?" Peço, rolando e aconchegando-me nele. "Vai estar," diz ele beijando o topo da minha cabeça. "Vá dormir." Eu volto a dormir.

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Um mês depois

Irish entra e sorri quando me vê. "Rake disse que você queria me ver." Eu aceno e aponto em direção à cozinha. "Eu queria te agradecer, por tudo," digo, deslocando-ne em meus pés. "Então eu cozinhei seus dois pratos favoritos para você, como você queria." Irish sorri e se aproxima de mim, envolvendo-me em um abraço de um braço só. "Você não precisava fazer isso Bails; qualquer um dos homens teriam feito o mesmo. É o que somos, é o que decidimos ser quando nos juntamos ao clube. Família é tudo, e você é da família." Eu envolvo meus braços ao redor de seu tronco e o aperto. "Eu sei, mas mesmo assim. Obrigada." O deixo ir, lembrando-me de sua lesão. "Sua ferida?" "Está bem," diz ele, dando um passo em direção à cozinha. "Não foi nada, apenas um arranhão. Todas vocês mulheres precisam parar com essa agitação sobre mim." Eu o sigo até a cozinha e vejo seus olhos se arregalarem quando veem o enorme banquete. "Foda-me." "Espero que esteja com fome." Eu sorrio, agarrando um prato para ele e gesticulando para ele se sentar. "Como você sabia?" Ele pergunta, me observando. "Eu nunca te disse." "Perguntei a Faye e Rake. E Tracker. E Arrow." Irish joga sua cabeça para trás e ri. "Porra, odeio ser tão previsível."

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"Mais como fácil de agradar," eu digo, apontando para a pizza de pepperoni e jalapeño17. "Pizza? Super fácil. E costelas? Fácil também." "Eu sou um homem simples," ele responde, servindo-se de uma grande fatia de pizza e a estudando. "Tudo caseiro," eu digo, tomando um assento e agarrando uma fatia para mim mesma. "Eu não trapaceei, embora tivesse sido fácil de fazê-lo." Ele balança a cabeça, e, em seguida, diz com sua voz ligeiramente acentuada. "Não é isso. Eu não teria me importado se você tivesse comprado tudo pronto. Só o pensamento por si só é muito do caralho de bom o suficiente". "Então o que?" "Só...," diz ele, dando de ombros timidamente. "É realmente legal da sua parte fazer isso. Exclusivamente para mim. Não sei, acho que só queria saborear o momento." Ele parece tão fofo agora, mas não acho que ele gostaria que eu apontasse isso, então apenas sorrio e vou pegar-lhe uma cerveja na geladeira. "É tão bom," diz ele, praticamente engolindo a primeira fatia e avançando para a próxima. "Obrigada," eu digo, feliz que ele goste. "Onde estão Rake e Angel?" Ele pergunta depois de mastigar e engolir. "Rake a levou ao cinema. Eles devem estar de volta em breve", respondo, recuperando meu assento e servindo a cerveja dele. "Obrigado, Bails. Você sabe o que?" "O quê"? Pergunto. "Você é cem por cento material para old-lady." Eu sorrio calorosamente. "Estou feliz que pense assim." Ele olha para a comida enquanto diz: "Eu conheci alguém." Então, pela primeira vez, uma fofoca estava certa. Sinto-me especial que ele decidiu compartilhar isso comigo, de todas as pessoas. Meus olhos se arregalam com sua admissão. "Qual é o nome dela?"

O jalapeño. ou pimenta-jalapenho, é uma variedade média-grande de Capsicum annuum originária do México e valorizada por sua calorosa ardência na degustação. 17

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"Valentina". "É um nome bonito," digo sinceramente. "Quando você vai trazê-la para encontrar com todos?" "Muito em breve," ele diz, seus lábios se contraindo. "Ela é material para old lady também?" Encontro-me perguntando. “Porra, sim.” Nós compartilhamos um sorriso.

Quando Arrow desce em um joelho e propõe a Anna na frente de todos os seus irmãos e das mulheres, eu não posso evitar que lágrimas de felicidade escorram pelo meu rosto. "Sim!" Anna grita, deixando-o deslizar o enorme diamante em seu dedo, a essa altura praticamente pulando em cima dele. "Estava na hora dele fazer dela uma mulher honesta," Rake diz no meu ouvido, seu sorriso mais largo do que já o vi. Ele enxuga as lágrimas do meu rosto e balança a cabeça. "Porra de coração mole que você é, baby." "É Anna," é tudo que eu digo. “Sim," ele concorda, beijando minha última lágrima. "Ela merece ser feliz. Ela merece o melhor. Nunca pensei que ela iria encontrar-se em alguém como Arrow, mas acho que coisas estranhas têm acontecido ultimamamente." Eu o acotovelo divertidamente no peito. "Pare." Ele ri e beija meus lábios, em seguida, se junta aos aplausos e gritos para Anna e Arrow. O casal vem até nós, e Anna e eu nos abraçamos com força. "Parabéns." "Obrigada," ela responde, beijando minha bochecha.

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"Irmão," Arrow diz a Rake, batendo em seu ombro. Rake acena com a cabeça, o olhar em seus olhos dizendo mais do que quaisquer palavras poderiam. "Você já é meu irmão, mas acho que isso só torna tudo oficial, hein?" Os lábios de Arrow se contraem. "Acho que sim." "Apenas se abracem já," diz Anna, saltando na ponta dos pés. "E se apressem, porque eu tambem quero abraçar meu irmão mais velho." Arrow e Rake compartilham o abraço mais rápido que eu já vi, e então Anna cai nos braços do irmão, e ele a abraça como se ela fosse seu mundo. "Você me acompanhará até o altar?" Ouço-a perguntar. "Foda-se," Rake responde, eloquente como sempre. "É claro que sim, Anna, eu ficaria honrrado." Pisco os olhos rapidamente, tentando não chorar pela segunda vez num espaço de dez minutos. Arrow inclina-se para mim e beija-me na cabeça. Meus olhos arregalam-se com sua rara demostração de carinho. "Você é uma boa mulher, Bails." "Obrigada," Gaguejo, sorrindo timidamente para ele. "Eu gosto de você também, Arrow." Ele sorri e abaixa a cabeça, voltando para sua mulher e puxando-a para fora dos braços de Rake. "Hora de comemorar em particular," ele diz, fazendo-a rir. A expressão de Rake passa de pura alegria para desejar que alguém atirasse em sua cabeça. "Ok, chega disso," diz ele secamente, levando minha mão na sua. "Bailey?" "Sim, Rake," Eu digo, dando-lhe toda a minha atenção. "Eu te amo." "Eu também te amo," digo, descansando minha bochecha contra seu peito. Eu nunca me canso de ouvir isso dele. "Eu quero falar com você sobre algo," ele diz, soando um pouco nervoso, o que é muito diferente de Rake. "O que é?"

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"Quero adotar oficialmente Angel," diz ele, passando sua mão em meu cabelo. "Você ficaria bem com isso?" Levanto minha cabeça. "Sério?" Ele quer adotar Cara? Oficialmente? Apenas quando pensei que não poderia ficar mais feliz, ele consegue me surpreender. Eu adoraria que ele adotasse Cara, e o fato de que ele a quer, que ele pensou nisso, significa o mundo para mim, e mostra o nível de dedicação que ele tem com nossa família. "Sim, sério," ele diz, levantando meu queixo em suas mãos. "Vou falar com ela sobre isso, mas eu adoraria." "Esta bem." Eu respiro, meu coração derretendo. Eu tento não chorar, então, em vez disso, acabo fungando um pouco. "Baby," ele diz, e eu posso ouvir o sorriso em sua voz. "Sim?" "Pare de ser fofa," ele responde suavemente. "Abra os olhos." Os abro. “Eu amo seus lindos e grandes olhos castanhos." "Ok," Eu murmuro. Seus lábios tremem. "Lágrimas de felicidade. Espero que essas sejam tudo que vejo de agora em diante." "Rake?" "Sim?" "Pare de ser fofo," digo. Ele ri. Eu fecho meus olhos novamente e apenas o sinto. Seu calor. Sua essência. Porra. Tudo o que passei na vida me levou para esse momento. E tudo valeu a pena.

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"Quem se livrou do corpo de Wade?" Lana sussurra, levantando os óculos no nariz e olhando ao redor. "Quero dizer, sério, nós nunca ouvimos falar de quem faz todo o real material sujo e criminoso como esse." Ela faz uma pausa. "Acho que não é Tracker." Eu dou de ombros. "Talvez eles pagem alguem para fazê-lo, ou usem suas conexões ou algo assim. Alguém limpou todo o sangue do tapete também. Era como se nada tivesse acontecido quando eu voltei. Talvez você deva perguntar a Faye, ela provavelmente sabe." "Fiquem fora disso," Faye diz alegremente enquanto enfia mais pipoca em sua boca. "Intrigante," diz Lana, inclinando-se de volta no sofá. "Irish matou alguém, mas está agindo totalmente normal. O que não é normal, não acha?" Faye faz um som de diversão. "Uma vez eu perguntei a Irish como ele conseguiu sua cicatriz. Ele disse que foi em uma briga de facas, e então eu brinquei disendo que odiaria ver o outro cara. Você sabe o que ele disse?" "O quê?" Atrevo-me a perguntar. "Ele riu e disse: ‘Eu também, mas esqueletos me assustam.’" "Jesus," eu sussurro, sem saber o que dizer. Lana ri. "Oh, vamos lá, é muito engraçado." Eu esfrego minha mão em meu rosto. "Este clube transforma até as mulheres mais inocentes e doces em monstros sanguinários." "Ei, eu ainda sou doce," Lana contesta. "Você escreve possivelmente doce?"

pornografia,"

Faye

retruca.

"Como

pode

ser

"Romance," Lana corrige, levantando seu queixo. "É romance, não pornografia." "Ei, seja o quer for, eu gosto," Faye diz a ela, sorrindo. "Eu gosto particularmente de ler as cenas para Tracker e perguntar-lhe se ele fez isso com você, ou se foi alguém do seu passado."

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A mandíbula de Lana cai aberta. "Não!" "Sim." Eu rio, incapaz de me conter. "É isso que a old lady do Presidente faz em seu tempo livre? Pertuba os homens?" "Você sabe," Faye sorri, colocando o saco de pipocas ao lado. "Eu os amo. Apenas gosto de irritá-los, novamente e novamente. Você ouviu que Pill já não é um Wind Dragon? Eles tiraram seu colete e tudo. Ele estava fazendo todos os tipos de merda para pôr as mãos em drogas e dinheiro, sem dar a mínima para o clube." "Sério? Você acha que ele vai querer vingança por causa de Wade?" Pergunto, minhas sobrancelhas juntas. "Quero dizer, ele não sabe o que aconteceu, mas certamente vai juntar as peças. E depois há Amethyst; nós nem sequer sabemos o que aconteceu com ela." "Se ele tentar alguma coisa, ele morre," Faye afirma simplesmente. "Jesus," murmuro novamente.

"Você teve algo a ver com a morte de Dom, não é?" Pergunto a Rake naquela noite, quando estamos indo para a cama. Nos mudamos de casa, não querendo estar na casa em que Wade morreu. Fiquei triste por me afastar de Tia, mas na verdade estamos há poucos minutos longe dela, e prometemos que ainda veremos uma a outra todos os dias. Rake fica imovel, seu corpo tenso. "Porque você pergunta?" "Eu tenho essa sensação," digo, puxando o cobertor de lado para que ele deslize na cama. Ele entra debaixo do cobertor e olha para frente antes de responder. "Eu não quero mentir para você, mas não quero te assustar também." "Eu não vou correr", digo. "E eu já sei Rake, você confirmando ou não." "E mesmo assim você ainda está aqui," diz ele, virando-se de lado, seu olhar procurando meus olhos.

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"Sim", respondo. "Estou. E enquanto você continuar amando a mim e a Cara como faz, eu sempre estarei aqui." "Se você realmente quer que eu te diga o que aconteceu, eu irei, mas para ser honesto, eu não quero. Quero você longe de toda essa merda, e não quero que você pense nisso ou se sinta mal. Eu te conheço: você irá se sentir mal, mesmo que não tenha nada a ver com isso, mesmo que seja tudo culpa minha. Foram minhas escolhas, não suas." "Está tudo acabado agora, certo? Eu não quero que mais nada aconteça." Faço uma pausa. "A ninguém." "Veja, você já está preocupada." Ele rola em cima de mim, e eu adoro a sensação de seu peso me apertando no colchão. "Não há nada que não faria por qualquer uma de vocês." "Eu sei," sussurro. "Eu posso ver isso, Rake". "Ninguém vai te amar como eu amo," ele diz, e eu aceno com a cabeça em concordancia, porque eu sei disso também. "Minha alma reconhece a sua," eu digo suavemente, baixando sua cabeça para que meus lábios possam alcançar os dele. "Eu vejo você Rake. Eu nasci para ser sua, e você sempre será meu." "Profudamente," ele sussurra. "Profudamente," repito. "Foda-se, Bailey," ele diz com a voz rouca, beijando-me suavemente. "O que eu fiz para te merecer?" "Eu me pergunto a mesma sobre você coisa todos os dias." "Eu preciso estar dentro de você agora," ele diz, me beijando com força, suas mãos começando a vagar. Eu sorrio contra sua boca. Sinto-me tão feliz. Tão cheia. Como se meu coração fosse explodir. Esta sensação. Eu faria qualquer coisa para mantê-la. Eu me perco nele, e ele em mim. Da maneira que nós sempre faremos.

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Dez anos depois

"Mamãe! Diga ao pai para se afastar da porta, por favor!" Cara chora, seus olhos castanhos implorando aos meus. "Matt está vindo me buscar, e uma olhada nele e ele vai correr com medo." "Bem, então ele não merece estar com você de qualquer forma," Rhett comenta, fazendo uma carranca para Cara. "Ele tem dezoito anos, diga a ele para ser homem. Ou para encontrar uma garota da idade dele, e não dois anos mais nova como você." "Rhett," rosna Cara, puxando seu vestido preto. "Não comece, por favor. Este é o meu primeiro encontro oficial, e você e o papai estão tornando-o um completo pesadelo!" "Acalma-se, anjo," Rake diz da porta da frente. "Eu ate guardei minha arma e tudo." Cara coloca as pontas das unhas rosa em meu braço. "Mãe, por favor. Imagine se este fosse o seu primeiro encontro." Eu recuo e suspiro, olhando para meu dedo anelar, onde Adam está escrito em letras cursivas. Sim, este é definitivamente meu trabalho, controlar meu marido agora. Eu me levanto e vou até a porta da frente, onde, sem brincadeira, Rake está sentado no fim da escada afiando uma faca. Uma faca. Jesus. Ele definitivamente está levando isso a um nível totalmente novo. Então, novamente, esta é a primeira vez que uma das nossas garotas está saindo para um encontro. Na verdade, eu sinto um pouco de pena de Cara e de seu encontro desta noite.

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"Rake, você está estressando a pobre menina," digo suavemente. "Você pode pelo menos guardar a faca? Sério, o garoto vai chamar a pólicia." "Não," ele responde severamente. "Você sabe como os adolescentes são hoje em dia? É uma fodida nova geração, totalmente cheia de idiotas. Nenhum pequeno puck vai tentar alguma coisa com meu anjo." Eu coloco minha mão em seu ombro. "Temos que confiar na nossa filha, em vez de nos preocuparmos com os meninos. Ela pode se cuidar sozinha, temos certeza disso." Cara é faixa preta, e provavelmente pode chutar o traseiro de qualquer garoto. Clover e Rhett também são faixas-pretas. Rhett está ate mesmo lutando MMA agora. "Talvez Rhett e eu devessemos segui-los," ele medita, obviamente não me escutando em nada. Aperto seu ombro. "Rake, você não vai fazer isso. Ela vai ficar muito chateada com você se o fizer." "Não estou aqui para ser o melhor amigo dos meus filhos," ele comenta. "Estou aqui para cuidar deles e me certificar que elas não sejam abusadas por jovens de dezoito anos com tesão." Seus olhos verdes finalmente olham para os meus. "Eu não estou exagerando, Bails, é sobre a nossa garotinha que estamos falando aqui." Eu abro a boca, em seguida a fecho. Obviamente não há como argumentar com o homem, porque ele não vai ver a razão. Tudo o que podemos fazer é esperar que ele não assuste o encontro dela e estrague sua experiência. "Lembra quando você me levou ao nosso primeiro encontro?" pergunto-lhe calmamente. "Imagine se alguém o tivesse arruinado." "Eu não teria corrido com medo," ele responde, frazindo o cenho. "Eu teria feito qualquer coisa para conseguir um tempo com você." Ele faz uma pausa, seus olhos se estreitando. "E você me deixou beijar e tocar seus seios naquela noite. Foda-se essa merda; ela não vai a lugar algum. Sua bunda pode ficar em casa." Eu solto um supiro e faço uma carranca. "Este é o primeiro encontro dela, Rake, e ela vai. Dissemos dezesseis anos, e não podemos volta atrás agora, podemos?" "Ela fez dezesseis na semana passada," ele rosna, voltando seu foco para a faca.

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Natalie, nossa segunda filha, entra na sala. Com apenas oito anos de idade, os olhos verdes de seu pai e o meu cabelo escuro, ela é tão bonita quanto travessa. "Porque você está afiando sua faca na porta da frente pai?" Ela olha para mim. "Nossa família é louca, mãe." Eu tenho que concordar. Pego Rake pelo braço e o levo para a sala de estar, onde Rhett e Cara estão tendo uma discursão silênciosa. Não entendo porque os dois não vão a um encontro, mas eu sei que eles eventualmente vão descobrir isso por si mesmos. Rhett cresceu e se tornou um homem bonito, e eu sei que Cara não é cega. Tia me disse que centenas de meninas estão correndo atrás dele, também. Uma batida na porta faz Rake saltar em seus pés, mas desta vez ele volta com Arrow, de todas as pessoas. "Tio Arrow?" Cara geme, levantando-se. "Eu te amo muito. Mas agora não é o momento para você estar aqui." "Por que não, anjo?" Arrow pergunta vagarozamente, coçando sua barba. "Eu pensei que pudesse contar ao seu encontro tudo sobre o tempo que passei na prisão." Ele faz uma pausa. "Você sabe. Por matar alguém." Cara cobre o rosto com as mãos. "Eu vou ser virgem pelo resto da minha vida." "Espero que sim," Rake diz alegremente, parecendo satisfeito consigo mesmo. Ele olha para Arrow. "Tenho certeza de que Matt adoraria ouvir essa história, Arrow. Bom homem." Rhett faz um comentário que eu não ouço, mas Cara envia-lhe um olhar cortante. Natalie caminha até Arrow e o abraça. "Tio Arrow, porque não trouxe Nate e Tory com você?" "Eles estavam fazendo sua lição de casa com sua mãe," Arrow diz a Natalie. "Eu vou trazê-los amanhã se você quiser vê-los." "Fantástico." Natalie responde, e, em seguida, olha para a irmã mais velha que está à beira de um colapso. "Relaxe, Cara. Se ele não estiver disposto a ultrapassar obstáculos por você, então ele não vale a pena." "Concordo," Rhett resmunga, ainda parecendo extremamente infeliz. "Sábia garota Natalie," Arrow elogia, e então sorri para Cara. "Você está linda, anjo. Mas talvez devesse colocar um casaco ou algo assim."

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"Eu disse a mesma coisa," Rhett resmunga, olhando para o decote de Cara. Outra batida na porta, mais suave agora. E desta vez, todos se levantam e andam juntos atĂŠ a porta.

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