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Lollapalooza

sess達oESPECIAL

The Black Keys

entrevistaCOM

ARTIC MONKEYS

// ano 03 _Maio 2012 indierockmag.com.br R$ 10,90

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editorialEXPEDIENTE _I N D I E | R O C K

sumário _EDITORIAL por André Uenojo

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A revista Indie Rock, tem como tema a música independente e alternativa. Com o público alvo de 18 à 30 anos, de classe A e B. A revista tem como intenção informar sobre o que acontece no cenário indie, além de proporcionar recomendações, shows e entrevistas. Após um estudos de revistas de música e sites; e construção de painéis semânticos foram formando a base da Indie Rock, com a diagramação mais experiemental usando formas como o hexágono, linhas pontilhadas, áreas brancas e tipografia sem serifa e com pouco peso. Assim foi criada a identidade visual da revista, com o hexágono presente no logo da revista e usado como recurso visual na parte interna. Cada sessão possui uma cor que a difere das outras, sendo que as matérias especiais e principais possuem uma vinheta diferente das outras matérias. Para os títulos e logo, foi usado: RawengulkSans. Para vinhetas, e pequenos títulos: Maven Pro. Para chamadas e legendas: Gotham XNarrow. Para texto: Avenir LT Std. E para títulos com números: FS Sinclair.

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Direção_André Uenojo Comercial_André Uenojo Diretor de criação_André Uenojo Editor chefe_André Uenojo Editor_André Uenojo Redação_André Uenojo Design_André Uenojo Assist. Arte_André Uenojo Ass. de comunicação_ André Uenojo Editora_On/Off

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_EXPEDIENTE

Revista Noize e MTV Brasil.


sumárioCOMEÇO _I N D I E | R O C K

#41 05/05/2012

edição

07_cenário brasil MADRID 08_cenário internacional ARCTIC MONKEYS 12_conheça bandas MIAMI HORROR 14_sessão especial LOLLAPALOOZA 18_entrevista com THE BLACK KEYS e mais... 20_recomendação discografias DEATH CAB FOR CUTIE 22_não perca FRANZ FERDINAND

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cartasdoLEITOR _I N D I E | R O C K

_E-MAILS

ESTE ESPAÇO É SEU. MANDE UM E-MAIL. TUÍTE. CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK .E FIQUE POR DENTRO DO QUE ACONTECE NO MUNDO INDIE

Comprei a revista Indie Rock de abril e me indentifiquei muito com a matéria de capa, que falava sobre o Foster The People, banda que gostei no momento que ouvi o hit Pumped Up Kids e Helena Beat, fiquei muito feliz que a Indie Rock fez uma matéria com eles. Além de mostrar bandas que tenho o maior prazer de ouvir e ler sobre elas todos os dias, mostra bandas novas e muito boas. Já adicionei várias bandas novas em meu repertório musical. _Bruno Kuraim // São Paulo - SP Eu não gosto dessas músicas de hipsters, por mim, abolia esse tipo de música da face da Terra. Revista boa mesmo é a revista Paranoid. _Wirley Almeida // Interlagos - SP Outro dia estava na Reverb city, quando começou a tocar uma música, na época eu não sabia que era Phoenix, mas quando eu comprei a Indie Rock e vi uma matéria sobre eles, na sessão conheça bandas, fiquei muito curioso para escuta-la, foi quando lembrei que já tinha os escutados na Reverb City, muito obrigado Indie Rock. _Gabriel Sanpey // Campinas - SP

@DreUeno: A Indierock é demais, compro ela todo mês. @Igro_berck: Indierock? É sinônimo de diversão e informação.

@felipenevado24: Conheci muitas bandas legais, recomendo comprar a revista.

faleCONOSCO redação@indierockmag.com.br @indierockmag www.facebook.com/indierockmag 6

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@WW_Tosta: A revista tem um conteúdo bem light, ótima pra quem tem pouco tempo para ler. Recomendadissímo.


cenárioBRASIL _I N D I E | R O C K

madrid O novo projeto do ex-CSS, Adriano Cintra POR André Uenojo

Crédito: Revista Noize

para escutar madrid ACESSE

Uma ex-Bonde do Rolê e um ex-Cansei de Ser Sexy. Mariana + Adriano = Madrid, um acrônimo que dá nome ao primeiro disco do projeto musical de Adriano Cintra. A bolacha, que conta com 14 faixas inéditas, ganha a voz de Marina Vello e deve ser lançada na segunda quinzena de junho. Adriano foi compositor dos principais hits do CSS. E se percorreu o mundo entre 2005 e 2011 com a mulherada como baixista, hoje assume o violão e o piano, deixados de lado desde 2001. Ele explica: “Nossa preocupação é fazer música orgânica e tocada de verdade, sem loop ou sintetizador”. O músi-

co acredita que hoje em dia a música é feita só no computador, com “play no Garage Band na hora de tocar”. Junto ao lançamento do disco, o selo Coletiva Produtora, que pertence à produtora de áudio de Cintra, também é estreia: “O objetivo do selo é não só editar nossas próprias músicas, mas também ter o registro de composições criadas especialmente para usarmos em trilhas de filmes, comerciais e campanhas, que estão cada vez mais interessadas em produções autorais”, conta Adriano Cintra sobre o projeto em sociedade com a publicitária Luciana Meula.

http://soundcloud.com/madridmusic www.indierockmag.com.br

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cenárioINTERNACIONAL

//Jamie Cook: Guitarra

Crédito: MTV Brasil

//Nick O'Malley: Baixo

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//Alex Turner: Vocal e guitarra

POR André Uenojo

DA INTERNET PARA O MUNDO

//Matthew Helders: Bateria e vocal de apoio

O Arctic Monkeys atingiram o sucesso através de fitas demo e compartilhamento de arquivos. Os Arctic Monkeys alcançaram o sucesso com seu segundo single, “I Bet You Look Good on the Dancefloor”, que alcançou o número um no UK Singles Chart. Seu álbum de estréia Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, lançado em janeiro de 2006, tornou-se o álbum de estreia vendido mais rápidona história da música britânica, ultrapassando Definitely Maybe do Oasis e continua a ser o mais rápido vendido álbum de estréia de uma banda no Reino Unido e tendo recebido elogios da crítica, vencendo o Mercury Prize 2006 e o Brit Award for Best British Album em 2007. Eles também foram

nomeados para o Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa. O segundo álbum da banda, Favourite Worst Nightmare, foi lançadoem 23 de abril de 2007, vendeu mais de 225.000 cópias em sua primeira semana, e foi nomeado para o Mercury Prize 2007. O grupo também recebeu o prêmio de Melhor Álbum Britânico e Melhor Grupo Britânico, no Brit Awards 2008. Seu terceiro álbum, Humbug, foi lançado em 24 de agosto de 2009. Suck It and See é o quarto álbum da banda e foi lançado no da 6 de junho de 2011. Em 2012 a banda lançou os singles U R MINE? e Electricity. E planeja começar a gravar o seu quinto álbum de estúdio ainda em 2012, segundo Matthew Helders. www.indierockmag.com.br

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2011 2009 2007 2006

Crédito: MTV Brasil e Revista Noize

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discografia POR André Uenojo

Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not é o álbum de estreia da banda Arctic Monkeys, lançado em 23 de janeiro de 2006. Tornou-se o álbum de estreia vendido mais rapidamente no Reino Unido, com 360.000 cópias somente na primeira semana. É disco de platina quádruplo e ganhador do Mercury Prize de 2006 no Reino Unido.

Favourite Worst Nightmare é o segundo álbum de estúdio lançado em 23 de abril de 2007. Vendeu 85 mil cópias no Reino Unido somente no primeiro dia de venda. Nos Estados Unidos o disco vendeu 44 mil cópias na primeira semana, mais que seu antecessor, Whatever People Say I Am, That's What I'm Not.

Humbug é o terceiro álbum do Arctic Monkeys, o álbum foi lançado primeiro no Japão, em 19 de agosto de 2009, seguidamente,em outros países. No dia 6 de julho, foi lançado o single Crying Lightning, apresentando a nova tendência musical da banda. Na sua primeira semana, o álbum chegou a vender 96 mil cópias no Reino Unido. Mundialmente, vendeu 191 mil cópias.

Suck It and See é o quarto álbum de estúdio da banda inglesa Arctic Monkeys, lançado em 6 de junho de 2011 no Reino Unido e em 7 de junho nos Estados Unidos, seguido pela turê norte americana de 2011. A banda trabalhou com o produtor James Ford neste álbum, prometendo um estilo mais vintage. Foi confirmada que Suck It And See teria uma versão regravada pela banda.


& O quinto álbum do Arctic Monkeys promete músicas mais rápidas POR André Uenojo

“Soaria falso fazer um disco como o nosso primeiro”, diz baterista do Arctic Monkeys POR André Uenojo

quinto álbum O sucessor de Suck It and See (2004) está em andamento. Segundo o baterista da banda, Matt Helders, os singles recentemente lançados “R U Mine?” e “Electricity” já podem dar o gostinho do que vem por aí – mas não estarão na bolacha. “É um pouco cedo. Ainda não temos nenhuma canção, então fica difícil dizer como o álbum vai soar. Mas estamos curtindo músicas rápidas no momento, então talvez essa seja uma indicação de que pode ser esse o caminho”, explicou o baixista Nick O’Malley. “R U Mine?” que foi lançada no Record Sorte Day – que rolou no dia 21 de abril – em um

vinil roxo, com a música“Electricity” no Lado B do bolachão. Por quê roxo? Matt Helders explica: “somos grandes fãs do Barney”. Claro, depois de dizer que a cor escolhida era pra ser mais atrativa aos olhos, e que já tinham feito em branco anteriormente. O baterista disse que a banda achou importante participar do evento: “O Record Store Day precisa acontecer pra manter as pessoas cientes de que existe uma maneira melhor de ouvir música. Então as bandas se envolvem e fazem algo especial para dar às pessoas e para incentivá-las a comprar os álbuns originais, suponho”.

E as especulações a respeito do novo disco do Arctic Monkeys continuam soltas… O quarteto inglês está em turnê com o Black Keys no hemisfério norte. Dizem estar aproveitando, mas também afirmam que já estão prontos pra entrar em estúdio novamente. “A gente nunca demora tanto pra gravar um novo álbum’”, avalia o baterista do Artic Monekeys Matt Helders. Ao falar da bolacha, Helders diz que a banda não tem a intenção de criar expectativas. No entanto, garante que o sucessor de Suck It And See jamais deve soar como o álbum de estreia, Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, de 2006. Eles cresceram. “Não poderíamos fazer um disco como o

nosso primeiro, soaria um pouco falso”, comenta. “Desde a estreia todos nós mudamos, e espero que as pessoas que vêm nos acompanhando também tenham mudado, crescido com a gente.” O single “R U Mine?”, recentemente lançado, não deve entrar no futuro álbum. Mas é um bom exemplo do que os caras têm curtido fazer ultimamente. “Pra nós parece óbvio fazer algo diferente quando se grava um disco. Embora eu saiba que existem bandas que passam a vida com sucesso tendo um som similar pra sempre. E uma carreira completa com isso”, analisa o baterista. Será que vem um disco de bolero por aí?!

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conheçaBANDAS

miami horror

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Bandas que você precisa conhecer. Com Miami Horror

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ÁLBUM

Crédito: Revista Noize

POR André Uenojo

Mais um dos muitos nomes expressivos da cena dance australiana, o Miami Horror superou as expectativas de seu público com o trabalho “Illumination” que traz batidas funk e felizes ao novo synthpop. Pode-se dizer que o combo está investindo cada vez mais nas influências black e reforçando sua vocação para fazer o público “levitar” nas pistas. Em 2007, sob a alcunha do Miami Horror, Flora começou com uma série de remixes, ambos bootleg oficial e que incluiu Stardust "Music Sounds Better with You" e Tegan and Sara "Walking with a Ghost", juntamente com con-

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temporâneos atos australianos, como a Midnight Juggernauts e Grafton Primary. Show ao vivo Miami Horror é aumentada por Josh Moriarty (peacocks, ex-Young & Restless) na guitarra, o DJ / produtor Aaron Shanahan na bateria, e Daniel Whitechurch sobre as teclas, guitarra e baixo. A apresentação ao vivo de Miami Horror apareceu Field Day, Big Day Out, Good Vibrations, 'Groovin The Moo'e Splendour in the Grass festivals em 2009. A banda também apoiou atos indie Phoenix, Simian Mobile Disco e Friendly Fires em seus passeios australianos em 2009-2010.

Álbum de estréia da banda australiana, lançada no dia 20 de Agosto de 2010 pela EMI, o álbum recebeu a nomiação Best Dance Release na ARIA Music Awards de 2011. Illumination conta com 12 faixas, entre elas os hits: “Sometimes” (2009); “Moon Theory” (2010); “I Look to You” (featuring Kimbra) (2010); “Holidays” (featuring Alan Palomo) (2010); “Summersun” (2011).


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sessãoESPECIAL

Lollapalooza é um festival de música anual composto por gêneros como rock alternativo, heavy metal, punk rock, bandas de hip hop. Também fornece uma plataforma para grupos políticos e sem fins lucrativos. POR André Uenojo

Créditos das fotos: Revista Noize


De onde vem LOLLAPALOOZA?

Como SURGIU?

A palavra, algumas vezes pronunciada como lollapalootza ou lalapaloosa, vem da época dos séculos XIX e XX de uma frase americana significando "uma extraordinária ou incomum coisa, pessoa, ou evento; uma exemplo excepcional ou circunstância."Com o tempo, o termo passou também a um grande pirulito (em inglês lollipop). Farrell, em busca de um nome para seu festival, gostou da sonoridade do termo ao ouvi-lo em um filme dos Três Patetas. Em homenagem ao duplo significado do termo, um personagem na logo original do festival segura um pirulito.

Inspirado por eventos produzidos por Bill Graham, Farrell, juntamente com Gardener, Geiger, e Muller, concebeu o festival em 1990, como uma turnê de despedida para sua banda Jane's Addiction. Ao contrário de festivais como Woodstock, A Gathering of the Tribes, ou US Festival, que foram eventos que aconteceram em um só local, Lollapalooza foi um festival que viajou pelos Estados Unidos e Canadá. A divulgação das bandas de 1991 foi feita com artistas de vários gêneros, tendo bandas principais de post-punk como Siouxsie and the Banshees a rap como Ice-T e também música industrial como Nine Inch Nails. Outro conceito por trás do Lollapalooza foi a inclusão de apresentações não-musicais. Apresentadores como o circo de Jim Rose, um show de horrores, e monges de Shaolin estendeu as fronteiras da cultura rock tradicional. Havia uma tenda para exibição de obras de artes, jogos de realidade virtual, e mesas de informações sobre política ambientais sem fins lucrativos, grupos que promovem a contra-cultura e consciência política Concebido e criado em 1991 pelo cantor do Jane’s Addiction, Perry Farrell, como uma turnê de despedida para sua banda, o Lollapalooza aconteceu até o ano de 1997 e foi revivido em 2003. Desde a sua criação até 1997 e em seu renascimento em 2003, o festival percorreu a América do Norte. Em 2004, os organizadores do festival decidiram ampliar a permanência do festival para dois dias por cidade, mas a fraca venda de ingressos forçou o cancelamento da turnê de 2004. Em 2005, Farrell e a Agência William Morris fizeram uma parceria com a empresa Capital Sports Entertainment (atual C3 Presents), sediada em Austin, no Texas, e reformularam o festival para o seu formato atual, como um evento fixo em Grant Park, Chicago, Illinois. Em 2010, foi anunciada a estreia do Lollapalooza no exterior, com um ramo do festival sediado em Santiago, no Chile, em 2 e 3 abril de 2011, onde estabeleceu uma parceria com a empresa chilena Lotus. Em 2011, a empresa Geo Eventos confirmou a versão brasileira do evento, que foi sediada no Jockey Club, na cidade de São Paulo nos dias 7 e 8 de abril de 2012.

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Veja como foi os shows do Foo Fighters e Arctic Monkeys. www.indierockmag.com.br

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dia 07 Dave Grohl mostra quem é o verdadeiro dono do festival POR André Uenojo

Foopalooza. Lollapafooza. Quem sabe Foo Fighters Br. Poderia ser algo assim o nome do festiva. Foi dois minutos antes do programado que Dave Grohl levou o Foo Fighters ao palco. Já na largada, uma sequência de perder o ar: All My Life, Times Like These, Rope, The Pretender e My Hero. “Hi, I’m Dave. We’re the Foo Fighters”, anunciava Grohl ao microfone. Minutos antes, era preciso esforço pra ouvir sua voz em meio a 75 mil pessoas cantando cada palavra de cada uma das cinco músicas iniciais. “So are you ready to rock?”, perguntou. A resposta foi Learn To Fly. Exatas duas horas depois, os Foos davam seu primeiro bye bye com Best Of You. Telões desligados, palco no escuro, multidão à espera do bis. Até que

surge Dave ao lado do baterista Hawkins. Eles estão no backstage, cara a cara com uma câmera, climão voyeur. Brincam com o público indicando o número de tracks que tocariam ao retornar pra mais meia hora. Enough Space, faixa do discaço The Colour and the Shape, abre o bis. For All the Cows e Dear Rosemary vêm na sequência. E aí vem o momento “prestação de contas roqueiro” da apresentação – Joan Jett é chamada ao palco, acompanha o Foo Fighters em Bad Reputation e na clássica I Love Rock ‘n’ Roll. Everlong encerra a noite. Duas horas e meia de rock, de guitarras altas, hits gigantescos e um Grohl mais carismático do que nunca. Duas horas e meia de euforia e idolatria. Impressionante o que se tornou essa banda ao longo de seus dezessete anos.

Mas antes disso... Cage the Elephant mandou um set caótico, rocker com todas as forças. E com direito ao bom e velho mosh

Crédito das fotos: Revista Noize e MTV Brasil

“Thank you for having us in your beautiful country.” Com essas palavras, o vocalista Ben Bridwell encerrou a apresentação do Band of Horses no palco Butantã.

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TV On The Radio fez um show pra fãs. Tiveram a difícil tarefa do “pré-Foo Fighters” “Let’s see how this looks”, mandou o vocalista Tunde Adebimpe ao se ver no telão. Sim, Joan Jett fez um duo bombástico com Dave Grohl ao final do primeiro dia de Lolla. Antes disso, porém, fez o rock ‘n’ roll à sua maneira do palco Butantã. www.indierockmag.com.br


dia 08 Arctic Monkeys fecha o festival com show poderoso POR André Uenojo

Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair, Teddy Picker, Crying Lightning, The Hellcat Spangled Shalalala e Library Pictures. Foi essa a largada poderosa do Arctic Monkeys ao tomar o palco, às 21h33 deste domingo, 08 de abril. Entre as cinco primeiras músicas, as primeiras palavras de Alex Turner, foram: “Hi Brazil. Hi Lollapalooza. How the fuck are you?”, logo após terminar as músicas. “Animados pra c******”, poderia ser a resposta. Que veio em forma de pulos e gritos eufóricos já no riff inicial de Brianstorm, aquela a realmente levar a multidão às alturas até ali. Por diversas vezes, Turner se desgrudava da guitarra. Levava as mãos à cabeça e dava um jeitinho no topete. Vaidoso ele. I Bet You Look Good on the Dancefloor”causa

furor. Tem toda a sua letra cantada em uníssono. Aliás, poucas músicas não tem. Em Still Take You Home, o vocalista pede palmas – não dá tempo nem pra contar até três e o público responde. Como se estivesse tudo ensaiado. Os Monkeys deixam o palco com R U Mine?. When the Sun Goes Down é o abre alas pro bis, leva o povo a sair do chão como em tantos outros momentos. Vem seguida de Fluorescent Adolescent e 505 – a primeira põe a dançar até mesmo o vendedor de cerveja que circula pela multidão. “Thank you Lollapalooza. Thank you São Paulo. We really gotta go know”, avisa Alex enquanto manda beijinhos aos fãs. Que não iriam concordar com o vocalista, lógico. Mas o relógio batia 23h. Fim de festa.

Mas antes disso... O Gogol Bordello já havia nos feito bailar na sexta-feira, em apresentação no Beco 203. Mesmo assim, ninguém resistiu e pediu bis. É bom ou ruim que a banda de Perry Farrell, criador do Lollapalooza, tenha reunido o menor público do dia no palco Butantã? O vocalista Ed Macfarlane, do Friendly Fires definitivamente não é um cara de papo. Mas é chegado em uma dancinha difamatória. Uma banda que aparenta não gostar do que já fez no passado. É essa a impressão que se tem ao ver o MGMT no palco. O que dizer desse trio de Los Angeles? Por algum motivo, uma porrada de gente adora eles. Simples. www.indierockmag.com.br

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entrevistaCOM _I N D I E | R O C K

the black keys Patrick Carney, baterista da banda The Black Keys, fala em entrevista exclusiva para a IndieRock O indie está uma merda Eu cresci ouvindo música indie. E eu não odeio, eu amo. Eu apenas não tenho fascínio pelo Abbleton Live e por tudo tão sintetizado. Eu gosto de baixo, guitarra, instrumentos reais.

Ser ou não ser, eis a questão A gente não costuma pensar sobre o que dizem da gente, até porque as pessoas costumam falar tudo a todo momento. Se tivéssemos que nos classificar, eu certamente diria que somos uma banda indie. nós já estamos em uma grande gravadora há uns cinco ou seis anos, uma gravadora que lança nossa música para todas as partes do mundo, mas é tudo uma questão estética.

Sucesso traz felicidade Crédito das fotos: Revista Noize e MTV Brasil

Sabe, a gente já fez toda essa coisa indie. Já tocamos nos menores clubs que você poderia tocar, de costa a costa. Em cada pequeno lugar que poderia receber uma banda, nós já tocamos. Eu acho que prefiro nossa carreira do jeito que ela está hoje do que se ela ficasse estagnada para sempre.

Nickelback ou Strokes: qual o maior do mundo?

//Dan Auerbach: Guitarra e vocal 18

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Sinceramente, eu não me importo se essa ou aquela banda é a maior do mundo. Desde que não seja uma banda na qual as guitarras soem como purê de batatas. Tudo soa tão processado, soa como merda. E essa não é a verdadeira ideia do rock n’ roll. Eu realmente não me importo, desde que soe como música de verdade. E o Nickelback não soa dessa maneira, pelo ao menos não pra mim. Eu prefiro então que os Strokes se tornem a maior banda de rock do mundo.


Danger Mouse é nosso amigo Nós conhecemos o Danger Mouse muito bem, já temos essa parceria com ele há algum tempo. Trabalhamos ao lado dele também em 2007, quando gravamos o Attack & Release. Depois ele produziu “Tighten Up”... Penso que sim, você poderia dizer que ele não é uma cara rock n’ roll. Mas é eclético. Ele tem um ouvido muito com pra sons e coisas diferentes. Acho que nós preferimos trabalhar com um amigo, alguém que a gente realmente gosta e conhece do que um cara rock n’ roll. Porque esse geralmente vai soar como todos os outros, e nós não gostaríamos de percorrer a trilha convencional, ter o mesmo som de guitarra que todo mundo. Nós não queremos soar chatos.

Para o alto e avante Dez anos atrás, já que por essa época recém tinhamos terminado o nosso primeiro álbum, embora eu ache que a gente já esteja tocando já mais de uma década, eu não saberia responder. Cinco anos atrás, se você fizesse essa mesma pergunta, eu não teria resposta. Dois anos atrás, eu não saberia responder. E, pra ser sincero, agora eu também não sei o que responder. Eu acho que estamos muito felizes com o que tem acontecido com a gente. Acho que a única coisa que eu desejo nesse momento é poder continuar fazendo o que fazemos, ter a chance de continuar rodando o mundo e poder lançar um álbum melhor do que o último que lançamos. É o que a gente mais ama.

Faro pra hits Se a gente grava algo de que nã ogosta, simplesmente jogamos fora. Vamos pra próxima ideia. A gente costuma confiar em nossa reação inicial diante das músicas. Cada vez que fazemos um disco existem cinco ou seis músicas que odiamos, que a gente sabe que não são boas. Aí as tiramos fora. Ao mesmo tempo, eu acredito que a gente sente uma boa música quando a estamos escrevendo.

Música pra nós e mais ninguém Eu sei que existem pessoas que preferem os nosso primeiros álbuns, e sei que tem um monte de gente que gosta mais dos nossos dois últimos discos. Mas você não pode levar em contar o que as pessoas pensam, essa não é a melhor maneira de você fazer as coisas. Você é quem está criando, o que significa que você quer fazer algo diferente cada vez que você cria. Porque você aprende coisas, você cresce, e isso tudo é pra você mesmo. Eu acredito que você só pode criar pra você mesmo. quando você passa a criar algo pra agradar os outros, significa que você não stá criando para agradar a você mesmo. Você nã oestá mais sendo homesto com você mesmo.

Black Keys forever

//Patrick Carney: Bateria

eu sempre quiser músico. Quer dizer, se as coisas não tivessem dado certo eu acho que teria que fazer alguma coisa pra pagar as contas. Mas, sinceramente, eu não sei o que isso seria. Dez anos atrás, se não dissesse que seria possível fazer música, trabalhar com música e viver disso, talvez eu não acreditasse. Ou seria o homem mais feliz do mundo. Mas eu acho que isso só vem pra mostrar que tudo é possível quando você coloca muito empenho em cima, se você dedica tempo e leva as coisas a sério. Quem diria que estaríamos onde estamos hoje? www.indierockmag.com.br

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recomendaçãoDISCOGRAFIAS _I N D I E | R O C K

death cab for cutie

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2003

2005

2009

2011

Transatlanticism

2001

The Photo Album

2000

We Have the Facts and We’re Voting Yes

Something About Airplanes

1998

ESTE ESPAÇO É PARA VOCÊ. ESCUTE NOSSAS RECOMENDAÇÕES, DE DISCOGRAFIAS. E CONHEÇA MAIS ÁLBUNS DE BANDAS INDIES. E NOSSA CLASSIFICAÇÕES. ESTA SEMANA COM DEATH CAB FOR CUTIE. E UM DESTAQUE ESPECIAL PARA O ÁLBUM PLANS.


Codes and Keys

Narrow Stairs Plans

POR André Uenojo

Crédito das fotos: MTV Brasil

rev iew

Para os que não conhecem, vale a pena conferir o disco “Plans”, quinto da carreira e sucessor do bem sucedido Transatlanticism. Voltando um pouco no tempo, o quarteto de Seattle tem pouco tempo na estrada, mas já colocou nas lojas discos conceituados e com um repertório de primeira, tendo sempre como grande ponto alto letras inteligentes e que beiram o lírico. O grupo formado a partir de um projeto solo do vocalista – e grande letrista - Ben Gibbard, colocou no mercado em 1998 o debut “Something About Airplanes”. Depois de quatro discos lançados, “Plans”, além de ser o primeiro com a gravadora Atlantic Records, traz pela primeira vez uma canção escrita pelo guitarrista e produtor Chris Walla, que assina a faixa “Brothers On a Bed”, digna de

todos os comentários e um dos pontos altos da compilação. Quanto à sonoridade, o quarteto, que conta agora com a presença do baterista Jason McGerr, além de Walla, Gibbard e o baixista Nick Harmer, traz canções que beiram o Pop e o Rock, sem todo o peso das guitarras Rock’n’roll e deixando de lado as mesmices e rótulos do cenário Pop. São faixas inspiradas, viscerais e acima de tudo bem executadas, que conseguem criar uma sonoridade ímpar embora muito parecida em certos momentos com o som feito pelo Coldplay. O disco traz faixas como “Soul Meets Body”, um dos momentos mais românticos do material, “Crooked Teeth”, com violões Folk e a excelente “What Sarah Said” que cria um clima melódico e nostálgico com a entrada do piano. Um disco que pede para ser ouvido várias vezes e que está longe de soar como cansativo ou repetitivo. Se você é fã de Coldplay ou tem o costume de prestar atenção nas letras, não deixe de conferir esse mais recente lançamento do quarteto de Seattle. www.indierockmag.com.br

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nãoPERCA _I N D I E | R O C K

franz ferdinand

dia 27 05

Franz Ferdinand fará show gratuito em São Paulo O Franz Ferdinand virá a São Paulo para fazer um show gratuito. Ela está no line-up do 16º Cultura Inglesa Festival, que acontece no Parque da Independência no dia 27 de maio. O anúncio foi feito pela organização do festival na última semana. O vocalista da banda, Kapranos, aproveitou o sábado (7) para reforçar o recado aos fãs brasileiros: “Fique alerta, Brasil! Nós estamos voltando”, escreveu em seu Twitter. O evento também irá contar com as bandas The Horrors e We Have A Band, além de Garotas Suecas e Banda Uó. O Franz Ferdinand esteve no Brasil. A última vez foi em 2010, quando se apresentou nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro.

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ONDE E QUANDO?

POR André Uenojo

16º CULTURA INGLESA FESTIVAL QUANDO: 27 de maio, domingo. ONDE: Parque da Independência (Av. Nazareth, s/nº, Ipiranga, São Paulo) QUANTO: Evento gratuito + INFORMAÇÕES: www.festival.culturainglesasp.com.br


19 JUNHO

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Indie Rock Mag  

Magazine of indie rock, created by me for a college project.

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