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Shades The Black But

- Billy Joel more and shades

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70’

pbžine

ž.1 05.2012


A LEITURA Meus olhos resgatam o que está preso na página: o branco do branco e o preto do preto / Ben Ammar, traduzido por Herberto Hélder


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Por motivos universitários e de subida do Iva e crise, a pbzine só agora está a ser publicada. O conteudo da pbzine consiste, consoante as edições, um retrato, aos olhos da pb, da fotografia a preto e branco da época/ano relativo sendo que esta publicação é referente aos anos 70’/80’.

For reasons of college and rising Iva and crisis, only now pbzine is being published. The contents of pbzine depend on the issues, a portrait, the eyes of the bp of black and white season / year on which this publication refers to the 70 ‘/ 80’.

As fotografias ganham valor/destaque e enteragem entre si, o texto e a pagina. Apresentam-e fotografos cujos trabalhos consistem, ou naquele momento consistiram, em fotografia a preto e branco. Mostra-se assim parte destes trabalhos.

The pictures gain value/highlight and enteragem each other, and the text page. Present and photographers whose work consists or consisted at that time, in black and white photograph. That way, we show part of work.

Maio 2012 Lisbo, Portugal

May 2012 Lisbon, Portugal


pbzine

Conteudo

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CINDy SHERMAN

RICHARD AVEDON

untitled film stills

richard avedon’s portraits

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HARRy BENSON

ROBERT FRANC +?

fotojurnalismo

the americans


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CINDy SHERMAN

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Apontando a câmara para si mesma, Cindy Sherman, construíu um nome e um estilo reconhecidos, como uma das fotógrafas mais re- speitadas do século XX.


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“Untitled Film still”

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Embora grande parte das suas fotografias são fotografias onde ela própria entra, não têm como objectivo ser auto-retratos, em vez disso servem de veículo para explorar diversas questões do mundo moderno: o papel da mulher, o papel do artista e muito mais. É através destes trabalhos ambiguos e ecléticos que Sher- man desenvolveu um estilo próprio distinto. A partir de um número de diferentes séries de trabalhos, Sherman tem levantado questões importantes e desafiadores sobre o papel e a representação da mulher na sociedade, os media e a natureza da criação de arte. Cindy Sherman nasceu a 19 de Janeiro de 1954, em glen Ridge, Nova Jersey. Após a sua formatura, em 1976, decidiu mudar-se para New york. É neste período que começa a tirar fotografias a si própria. Estas fotografias iriam ficar conhecidas como “Untitled Film Stills”. Nesta obra, começando em 1977, ela coloca-se nos papéis de actrizes de Hollywood. Caracterizada com perucas, chapéus, vestidos, desem- penhando o papel de uma determinada personagem. Enquanto al- guns podem confundir

estas fotografias com auto-retratos, elas ap- enas jogam com os elementos do auto-retrato e são realmente algo completamente diferente. Este trabalho é constítuido por 69 fotografias a preto e branco. A artista posa em diferentes cenários e estilos, lembrando os alam- biquestipicos do neo-realismo italiano ou estilo American film noir das décadas de 40, 50 e 60. Em cada um delas, Sherman desempenha um tipo - e não uma pessoa real, mas uma ficcional auto-fabricada. Há a dona de casa, a prostituta, a mulher em perigo, a mulher em lágrimas, a dançarina, a actriz e a vilã, como uma camaleão, Sher- man contracena para a lente na pele de todas estas personagens. Com o título “Untitled”, bem como através da numeração de cada foto, a autora despersonaliza as imagens. Cindy Sherman, completou o projecto três anos depois, em 1980, re- cebendo um feedback muito positivo. Também neste ano ela criou uma obra “RearScreen Projection”, na semelhança da anterior, onde ela vestida a rigor desfila contra um slide projectado no fundo.


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HARRy BENSON

Escocês, fotojurnalista, Harry Benson Chegou a America com os Beatles em 1964 onde começa a sua grande aventura.


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“Life is like a good black and white photograph, there’s black, there’s white, and lots of shades in between.” / Karl Heiner


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.emit yna neppah nac erutcip taerg A si siht ,ezingocer ot evah tsuj uoy .tihs fo eceip a si siht dna doog ,detacilpud eb tonnac hpargotohp A !revo s’ti .niaga neppah tonnac epoP eht hpargotohp ot ekil dluow I gnihtemos ro segap lanruoj eht gnidaer dluow uoy tub yllis s’ti...taht ekil .gnieb namuh a sa nam eht ees ot ekil gnikniht m’I dna nosneB yrraH m’I tsenoh a gnieb ma I taht sucoF ni srehpargotohP rehpargotohp e

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A great picture can happen any time. you just have to recognize, this is good and this is a piece of shit. A photograph cannot be duplicated, cannot happen again. it’s over! I would like to photograph the Pope reading the journal pages or something like that...it’s silly but you would like to see the man as a human being. I’m Harry Benson and I’m thinking that I am being a honest photographer Photographers in Focus /

Harry

Benson


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Shades of grey wherever I go The more I find out the less that I know Black and white is how it should be But shades of grey are the colors I see.

- Billy Joel <<

Dr.

Martin

Luther

King,

Jr.

Mississippi

1966


>>

Dr.

Martin

Luther

King,

Jr.

Atlanta,

1968

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03

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Dr.

Martin

Luther

King,

Jr.

Mississippi

1966


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26 On the Road with Harry Benson by David Friend

Harry Benson 10Rules ’s

RULE #1

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of the Road:


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Never matter

to get too

how

bleak

go

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Keep youâ&#x20AC;&#x2122;re

comfortable the

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always

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office.

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Wars

.

light

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RICHARD AVEDON

There’s always been a separation between fashion and what I call my “deeper” work. Fashion is where I make my living. I’m not knocking it. It’s a pleasure to make a living that way. It’s pleasure, and then there’s the deeper pleasure of doing my

portraits. It’s not important what I consider myself to be, but I consider myself to be a portrait photographer. Richard Avedon, 1974


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Avedon nasceu em New york, em 1923. Deixou cedo a escola e jun- tou-se ao the Merchant Marine’s photographic section. Em 1946 foi “encontrado” por um director de arte da revista Harper ωs Bazaar e foi produzir trabalho para eles, assim como para a Vogue, a Look, e inúmeras outras revistas. Du- rante os primeiros anos Avedon fez a sua vida trabalhando em publicidade. A sua verdadeira paixão, no entanto, era o retrato e era notável a habilidade que tinha para expressar a sua essência. Apesar da sua reputação como fotógrafo de moda, a sua maior conquista foi realmente no que diz respeito ao retra- to e a sua reinventação deste género de fotografia. Devido a essa mesma reputação, muitos rostos famosos passaram pelo seu estúdio e se deixaram ser por ele fotografados, com uma câmara de grande formato: 8x10 “view camera”. Os seus retratos são facilmente distinguidos pelo seu estilo minimalista, onde a pessoa está a olhar directamente para a câmara, colocada em frente, de um fundo branco puro. Por vezes, Avedon, evocava reacções no rosto da pessoa levando a discussões desconfortáveis ou fazendo perguntas que o possibilitassem. Desta forma produzia imagens que revelavam aspectos de carácter e de personalidade que não eram normalmente capturadas por outras lentes. O The New york Times seguiu de perto a sua morte em 2004: “his fashion and portrait photographs helped define America’s image of style, beauty and culture for the last half-century.”


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ROBERT FRANC

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work — 83 photographs in all, edited down from tens of thousands taken on the artist’s treks across the U.S. from July 1954 to January 1957 — wasn’t always revered. A year after its first and largely unnoticed 1958 publication in France, as Les Americains, Frank’s perceptionshattering trav- elogue was released in the States. It was initially dismissed as the jaundiced work of an unpatriotic cynic who kept company with the similarly subver- sive and ragtag Beats. (Allen ginsberg was a close friend, and Jack Kerouac wrote the introduction to the U.S. edition.) In Frank’s United States, idyllic 1950s-era cliches of domestic life yielded to raw black-andwhite depictions of class and racial inequality, alienation, corrosive political and religious influence, and the creep of consumer and media culture. Amid the darkness, there were also luminous portrayals of cowboys, cars and other quintes- sentially American people and things. Each image told a

powerful story and reverberated with a deep appreciation for the texture and complexity of our way of life. O trabalho “The Americans”, reúne uma série de 83 fotografias, seleccionadas entre milhares, todas tiradas em várias viagens que realizou pelos Estados Unidos, entre Julho de 1954 e Janeiro de 1957: Detroit e Dearborn, Michigan; Savannah, georgia; Miami Beach e St. Petersburg, Florida, New Orleans, Louisiana; Houston, Texas; Los Angeles, Califórnia; Reno, Nevada, Salt Lake City, Utah; Butte, Montana e Chicago, Illinois. Primeiro publicado em França e depois nos Estados Unidos da América, o livro deu origem a uma inicial rejeição e critica ao autor “trabalho pessi- mista de um cínico antipatriótico”.


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Robert Frank Nasceu em Zurique, Suíça, 1924. Apesar da estabilidade vivida na Suiça durante a Segunda guerra Mundial, a ameaça do nazismo sobre a sua família judia afectou toda a sua compreensão relativa à opressão. A fotografia surgiu como refúgio e foi junto de outros fotógrafos e designers gráficos que foi aperfeiçoando a sua técnica, lançando o primeiro livro de fotografia - 40 fotos - em 1946. Robert Frank emigrou para os EUA em 1947, onde trabalhou como fotógrafo de moda na revista Harper’s Bazar. E embora, inicialmente, ele estivesse optimista em relação à cultura e sociedade americana, rapidamente se viu perante um cenário acelerado da vida onde o dinheiro apresenta uma importância exagerada. A América como um lugar muitas vezes triste e solitário, uma perspectiva que se viria a tornar evidente nas suas futuras fotografias. Em 1953, depois de viajar pela Europa, volta a Nova

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FILMOgRAFIA_

1959 / PULL My DAISy (MIT ALFRED LESLIE) 1961 / THE SIN OF JESUS 1963 / O.K. END HERE 1965-68 / ME AND My BROTHER 1969 / CONVERSATIONS IN VERMONT 1969 / LIFE-RAFT EARTH 1971 / ABOUT ME: A MUSICAL 1972 / COCKSUCKER BLUES 1975 / KEEP BUSy (MIT RUDy WURLITZER) 1980 / LIFE DANCES ON 1981 / ENERgy AND HOW TO gET IT (MIT RUDy WURLITZER 1983 / THIS SONg FOR JACK 1985 / HOME IMPROVEMENTS 1987 / CANDy MOUNTAIN (MIT RUDy WURLITZER) 1989 / HUNTER 1990 / C’EST VRAI! (ONE HOUR) 1992 / LAST SUPPER 1994 / MOVINg PICTURES 2002 / PAPER ROUTE

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1958: LES AMERICAINS, FRENCH, PUBLISHED By ROBERT DELPIRE, PARIS 1959: THE AMERICANS, ENgLISH, INTRODUCTION By JACK KEROUAC 1972: THE LINES OF My HAND 1997: FLAMINgO 2003: TWENTy-FOUR PHOTOgRAPHS 2006: COME AgAIN 2007: LONDON/WALES 2008: DIE AMERIKANER, gERMAN, RECONSTRUCTED VERSION OF “THE AMERICANS” By ROBERT FRANK, INTRODUCTION By JACK KEROUAC

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LIVROS / FOTOgRAFIA_

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yorque e trabal- ha como fotojornalista freelancer para revistas como McCall, Vogue e Fortune. Associou-se a outros fotógrafos contemporâneos como Saul Leiter e Diane Arbus, e ajudou a formar o que, Jane Livingston designou de The New york School of Photographers, durante as décadas de 40 e 50. A certa altura, por volta de 1959, Frank concentrou-se na realização de filmes. As suas melhores filmagens fazem parte do documentário produzido em 1972, The Rolling Stones, Cocksucker Blues. O filme mostra a banda durante a turné’72, numa série de planos onde explícitamente utilizam drogas pesadas e fazem sexo em grupo. Imagens fielmente capturadas representam a solidão e o desespero da vida na estrada. “It’s a fucking good film, Robert, but if it shows in America we’ll never be allowed in the country again.” dito por Mick Jagger. Voltando à fotografia, depois do seu trabalho The Americans, pub- licou um segundo livro de fotografia em 1972, entitulado “The lines of my hand”.


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RICHARD AVEDON


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35 DETROIT E DEARBORN, MICHIgAN; SAVANNAH, gEORgIA; MIAMI BEACH ST. PETERSBURg, FLORIDA, NEW ORLEANS, LOUISIANA; HOUSTON, TEXAS; LOS ANgELES, CALIFÓRNIA; RENO, NEVADA, SALT LAKE CITy, UTAH; BUTTE, MONTANA E CHICAgO, ILLINOIS


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Imagine, then, for a moment the whole world deprived of color. How would it look?

- S. R. Koehler -


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Deixai-me O ar E O branco Deixai-me Fundadas /

Sophia

limpo quartos liso paredes

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coisas silĂŞncio. Breyner


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opmil sotrauq osil sederap sasioc .oicnĂŞlis renyerB

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go know be see.

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3_photography, still

2_Novo Dicionário Aurélio

1_Photography Just What Does It Mean?

FOTOgRAFIA (do grego φωω [fós] (“luz”), e ωωαφωω [grafis] (“estilo”, “pincel”) ou ωωαφω grafê, e significa “desenhar com luz e contraste”[1]), por definição,[2] é essencialmente a técnica de criação de imagens por meio de exposição luminosa, fixando-as em uma superfície sensível.[3] A primeira fotografia reconhecida remonta ao ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Contudo, a invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acúmulo de avanços por parte de muitas pessoas, trabalhando, juntas ou em paralelo, ao longo de muitos anos.

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img_RICHARD AVEDON

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