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Pharmagazine DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DEZEMBRO 2012

VI EDIÇÃO

AS S A D TO DES A D I ATIV

SEMANA DA PELE L U F FIM-DE-SEMANA AEC FARMÁCIA DE LUTO CONCURSO DE ACONSELHAMENTO

INSTITUIÇÃO UNIVERSIDADE, ~ QUE FUNÇOES?

A REALIDADE DO

ASSOCIATIVISMO

7 SEMANA a

DAS CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS STUDENT’S EXCHANGE PROGRAMME 58TH IPSF WORLD CONGRESS

FARMÁCIAS DO FUTURO

RELATOS DE UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA


APOIOS

Pharmagazine Associação de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade Lusófona Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Campo Grande, 376 1749-024 Lisboa email: geral.aecful@gmail.com www.aecful.com http://www.facebook.com/aecful.ulht

ÍNDICE Editorial .......................................................................................... 3 Por Patrícia Ferreira e Teresa Alves

Mensagem da Presidente........................................................ 4 Por Mariana Noronha

DIREÇÃO Mariana Noronha DIREÇÃO EDITORIAL Patrícia Ferreira COORDENAÇÃO Patrícia Ferreira Teresa Alves DESIGN E PAGINAÇÃO Patrícia Ferreira Teresa Alves PERIODICIDADE Anual TIRAGEM 350 Exemplares Distribuição Gratuita IMPRESSÃO TwinDocs - Centro de Cópias Campo Grande, 384 loja A, 1749-024 Lisboa email: centro.twindocs@gmail.com AGRADECIMENTOS | Apoios | Colaboradores| Autores dos artigos | AECFUL | ULHT |

DESCOBRE... História da AECFUL..................................................................... 5 Órgãos Sociais 2012................................................................... 6 A realidade do Associativismo .............................................. 7

ENVOLVE-TE... Instituição Universidade, Que funções?................................................................................ 9 Por Professor Amílcar Roberto

A Farmácia e a comunicação: Gerir relações................................................................................ 13 Por Dr. António Hipólito de Aguiar

As Farmácias do Futuro............................................................. 15 Por Dra. Ema Paulino

INFORMA-TE... COMENTÁRIOS OU SUGESTÕES dpi.aecful@gmail.com geral.aecful@gmail.com

Cuidados Dermatológicos da pele seca......................................................................................... 17 Por Dra. Catarina Rosado


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INSTITUIÇÃO UNIVERSIDADE, QUE FUNÇÕES?

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A REALIDADE DO ASSOCIATIVISMO Um mundo a descobrir

A FARMÁCIA E A COMUNICAÇÃO: GERIR RELAÇÕES Prepara-te para o futuro

AVENTURA-TE... Student’s Exchange Programme .......................................... 21 Por Sofia Rebocho

58th IPSF World Congress ....................................................... 22 Por Ana Rita Santos

RELEMBRA...

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CUIDADOS DERMATOLÓGICOS DA PELE SECA

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58TH IPSF WORLD CONGRESS Relatos de uma experiência única no Egipto

Um tema sempre actual

ENEF ................................................................................................. 25 CAD .................................................................................................. 26 Semana da Pele ........................................................................... 27 Fim-de-semana de Farmácia ................................................. 29 Farmácia de Luto ........................................................................ 30 7ª Semana das Ciências Farmacêuticas ............................. 31 A Praxe Académica .................................................................... 33


EDITORIAL Pelo 6º ano consecutivo, a AECFUL decidiu aceitar de novo o desafio e faz chegar até ti a 6º Edição da Pharmagazine, a revista da Associação de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade Lusófona. Com esta publicação pretendemos que adquiras uma nova visão de alguns temas da atualidade farmacêutica, não só na vertente de estudante, mas também na vertente de futuro farmacêutico.

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O lançamento desta edição contou com a colaboração de todos os membros desta instituição que comemorou o seu 11º aniversário no presente mandato. Para tal, achámos conveniente reservar um espaço à sua história, dado que é fundamental conservar o seu passado e as suas tradições. Ainda na matéria do Associativismo, damos destaque ao artigo do Dr. Pedro Borrego, anterior Presidente da AECFUL e APEF, que relata a realidade desta prática. A colaboração de alguns representantes da área Farmacêutica, como o Dr. António Hipólito de Aguiar, a Dra. Ema Paulino e a Dra. Catarina Rosado é também um dos pontos fortes desta revista, já que nos dão a oportunidade de enriquecer o nosso conhecimento através da sua experiência profissional. Conscientes de que cada vez mais os estudantes de Ciências Farmacêuticas necessitam de alargar os seus horizontes e sair da sua zona de conforto, damos ainda especial

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destaque ao programa de intercâmbio de estudantes (SEP) e ao 58º Congresso Mundial do IPSF, com testemunhos de experiências únicas referenciadas por colegas que partilham a mesma paixão pelo mundo Farmacêutico. A Pharmagazine é a imagem da AECFUL e tudo o que esta representa. Assim, e como seria de esperar, esta edição contempla as atividades de maior prestígio da AECFUL desenvolvidas ao longo de 2012, focando momentos de alegria, diversão, de conhecimento e de ajuda para com a comunidade. Para culminar, resta-nos agradecer a toda a equipa AECFUL, a todos os amigos e familiares que estiveram presentes nos momentos mais e menos felizes, e que nos apoiaram indiscutivelmente neste ano de mandato e na elaboração da 6ª edição da revista Pharmagazine. Convidamos agora todos os leitores a desfolharem as páginas desta publicação e a apreciar o trabalho desenvolvido, esperando que este corresponda às vossas expectativas.

PATRÍCIA FERREIRA

TERESA ALVES

DEPARTAMENTO DE PUBLICAÇÃO E IMAGEM


MENSAGEM DA

PRESIDENTE Caros colegas,

No âmbito do 11º aniversário da AECFUL, o Departamento de Publicação e Imagem apostou numa revista completa e atualizada à situação do nosso país e, particularmente, do setor farmacêutico. Assim, os leitores poderão ler alguns artigos direcionados para a conjuntura atual e algumas perpetivas de futuro. Com esta revista, e tendo em conta o trabalho que se tem vindo a desenvolver ano após ano na AECFUL, os leitores terão a oportunidade de vivenciar algumas experiências nas quais os Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade Lusófona se envolveram, assim como conhecer alguns novos Projetos desenvolvidos pelos Departamentos da AECFUL.

A AECFUL surge como uma oportunidade para todos os Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade Lusófona. Os inúmeros projectos que criamos e em que participamos permitem que os Estudantes se destaquem na competitividade do Mercado atual e, por isso, o pensamento empreendedor, o dinamismo e a vontade de vencer, devem fazer parte do espírito dos futuros farmacêuticos!

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É com muito orgulho que a AECFUL apresenta a 6ª edição da Revista Pharmagazine! Esta revista tem como objetivo dar a conhecer o trabalho e envolvimento da AECFUL com os Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade Lusófona, mas também demonstrar o interesse e pró-atividade da AECFUL em atividades Nacionais e Internacionais.

A notoriedade da AECFUL tem crescido ao longo dos anos e a Direção do mandato de 2012 fica marcada pela sua exigência, profissionalismo, empenho e dedicação. A todos os Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade Lusófona, fica a mensagem: A AECFUL é feita por vocês e para vocês!

MARIANA NORONHA PRESIDENTE DA DIREÇÃO DA AECFUL

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HISTÓRIA DA AECFUL 2001/2002

Rui Vaz

Fundada a 14 de Novembro de 2001 I Desafios das Ciências Farmacêuticas Jornal Paracetamol Logotipo AECFUL

2003/2004

Rui Vaz Dário Bastos Martins I Tertúlia Curso de Primeiros Socorros CAD UL 2004

2005/2006

Rui Vaz

Expofarma Fim de Semana de Farmácia

2004/2005

Tiago Lourenco ´ 1ª Edição PharmaNews Restyling Estacionário I Simpósio Promoção de um Futuro sem Tabaco

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2006/2007

André Coelho

André Coelho

Entrada na APEF como membros observadores 1ª Semana das Ciências Farmacêuticas Fim de Semana de Farmácia Lagos

Site AECFUL e Fórum Seminário Introdução à Profissão Farmacêutica 1ª Edição Revista Pharmagazine Participação S. Académica de Lisboa Arraial Lusófona

2007/2008

2008/2009

Pedro Borrego

João Vitor Neto

Membros efetivos da APEF Final CAD Lusófona Equipa Futebol 7 AECFUL Cartão sócio AECFUL ntas

Pedro Borrego - Presidente APEF 1º JOBSHOP 1º ano de no congresso IPSF 1º ano Quatrino

2009/2010

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2002/2003

2010/2011

Helga Espadanal

Tânia Soares

Sede AECFUL 1º lugar CAD 1º lugar cenário CAD 1º Curso de Defesa Pessoal 1ª Newsletter

Comemoração do 10º Aniversário da AECFUL

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ÓRGÃOS SOCIAIS 2012 2011/2012

Mariana Noronha

1ª edição da Semana da Pele Participação no XI Hospital da Bonecada Torneio de Vólei Rally Tascas AECFUL Exploração da área de Dermocosmética com visita à Pierre Fabre e à Bioderma XI Desafios das Ciências Farmacêuticas XIV CAD - 2º lugar cenário CAD Participação na Semana Académica de Lisboa Workshop: “Acabei o curso, e agora?” 7ª Semana das Ciências Farmacêuticas Torneio Futebol 7 Curso de Socorrismo Newsletters Culturais e Semetrais

Presidente da AECFUL

Direção Vice-Presidente para Relações Externas

Departamento Académico e Cultural

Vice-Presidente para Relações Internas

Gonçalo Moura Mafalda Olivera

Sofia Pires

Secretária Rita Luís

Tesoureiro

João Poiares

Departamento de Formação e Ensino Sara Melfe Afonso

Departamento de Educação e Promoção para a Saúde Catarina Marques André Madeira

Departamento Comercial

Catarina Figueiredo

Departamento de Relações Internacionais Carolina Bioucas Alexandre Campos

Mesa da Assembleia Geral Presidente Carlos Martins Vice-Presidente Maria Teresa Cardoso Secretária Ana Rita Jerónimo

Departamento de Publicação e Imagem Patrícia Ferreira Teresa Alves

Departamento Desportivo Francisco Carvalho José Airoso

Departamento de Informação e Multimédia Rita Pereira

1º Vogal Suplente

DESCOBRE...

Denise Janeiro

João Lopes

2º Vogal Suplente Margarida Pereira

Conselho Fiscal Presidente Li Wenli Vice-Presidente Ana Mota Relator João Gonçalves

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A nova realidade do

Associativismo

O associativismo é a designação dada à prática social de criação e gestão de associações. O QUE É UMA

ASSOCIAÇÃO?

U

ma Associação é uma organização resultante da reunião legal de uma ou mais pessoas, com ou sem personalidade jurídica, para a concretização de um objetivo comum, objetivo esse, que é representar e defender os direitos dos seus associados. As associações para além concederem direitos aos seus associados, enquanto entidades democráticas que são, também os responsabilizam, estando sujeitos a obrigações em prol da estrutura.

É

nos momentos de maior crise social e económica que as pessoas nas suas mais variadas áreas se unem, refletem e debatem as diferentes dificuldades do presente e perspetivam as oportunidades de futuro. Estes grupos de discussão que surgem por mera necessidade, tornam-se, com o passar do tempo, em grupos organizados, hierarquizados e regulamentados, dando assim, uma maior força e expressão às suas vontades.

pharmagazine

O crescimento e desenvolvimento deste tipo de entidades, requer, como em qualquer outro tipo de organização, uma estrutura hierarquizada, em que uma pessoa ou mesmo um grupo de pessoas lidera os restantes. É fundamental para o sucesso de uma associação, estar bem definido quem decide e quem executa. No associativismo, o grupo de associados é soberano na tomada de decisões, a última palavra é deles. Uma liderança forte e sabedora do caminho a seguir é essencial para nos momentos de maior dificuldade, redefinir trajetos e estratégias por forma a contornar as adversidades. As adversidades serão mais facilmente ultrapassáveis quanto mais organizada estiver a estrutura, conhecendo cada membro, na perfeição o papel que desempenha, nunca esquecendo qual o enfoque da organização no seu todo. As partes são peças fundamentais no atingir do objetivo do todo.

QUAL A IMPORTÂNCIA

DO ASSOCIATIVISMO?

O

associativismo é claramente um importante meio para exercer a cidadania, sendo a expressão máxima organizada da sociedade, conferindo responsabilidade social e democrática nas ações a empreender. Quanto mais objetiva for a sua intervenção, mais facilmente se atingirão os objetivos da associação.

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pharmagazine VI edição | Dezembro 2012

Em todo o caso, nem sempre é fácil manter a união nos momentos de maiores adversidades. Os medos e os anseios de cada membro, em grande parte dos casos, sobrepõemse à estratégia definida pela organização. Este tipo de situação poderá levar à perda de força da associação e em última instância até pode levar à perda do controle. É nestes momentos de dificuldade que a estrutura associativa demonstra a solidez dos seus pilares, é nestes casos que se dão os pontos de viragem da vida associativa.


Este ponto de viragem servirá para uma das duas seguintes situações:

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Estando a estrutura bem pensada, bem organizada e bem liderada, será o momento de o líder apresentar alternativas e soluções e voltar a elevar o espirito associativo que esteve na génese da associação.

Sendo a estrutura frágil, em que há falta de liderança e a falta de soluções uma realidade, então neste caso, terão que ser chamados os associados a exercer o seu direito de escolha na definição de um novo rumo para o associativismo.

No Associativismo, tal como na vida, teremos que estar preparados para os ciclos de mudança. Eles são inevitáveis e mais cedo ou mais tarde irão bater-nos à porta, quer seja pelos piores quer seja pelos melhores motivos. Estarmos preparados e conscientes da sua inevitabilidade é estarmos um passo à frente no tempo. A preparação para as alterações que podem surgir, só nos preparam para a busca de alternativas e soluções.

PODEMO-LO

“ A partilha do sucesso com quem está ao nosso lado é o expoente máximo do associativismo. ”

FAZER SOZINHOS?!

Em metade dos casos as soluções estão nos olhos dos que abraçam connosco a mesma causa e outra metade nos olhos dos que contra nós as disputam. As dificuldades que se atravessam nos nossos caminhos são apenas barreiras que uma vez ultrapassadas só glorificam o esforço e o trabalho desenvolvido.

DESCOBRE...

C

laro que não. Nada muda isoladamente, nenhuma solução para os atuais problemas surge do isolamento. Em comunidade, em grupo, em associação com outras pessoas, tudo se torna mais claro, tudo se constrói com maior facilidade. A partilha de pontos de vista é crucial na construção de alternativas.

DR. PEDRO BORREGO

(Farmacêutico; Gestor de projectos de promoção e educação para a saúde da secção regional de Lisboa da OF)

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Instituição Universidade, Que Funções? pharmagazine

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ntes de mais quero agradecer o desafio e oportunidade que os meus queridos alunos, através da sua associação de estudantes, me deram para poder pôr em “letra de forma” algumas ideias sobre a Instituição Universidade, resultantes das experiências vividas em instituições de culturas tão diferentes como a latina, portuguesa, africana com influência portuguesa e nórdica, nomeadamente a sueca. Para a generalidade dos cidadãos a universidade é “onde se tira um curso superior”. E isto, também para as três culturas acabadas de referir. Para quem estuda numa universidade quando já não é, deverá ser algo de diferente.

A

definição de universidade pode apresentar-se de formas diversas consoante a população a que se dirige. Pode ser uma frase simples de dicionário como é o caso da seguinte: Universidade Instituição de ensino superior constituída por um conjunto de faculdades e escolas que se pode encontrar no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Finalmente, as definições que estabelecem quais as finalidades que um país, os seus cidadãos, estabelecem para as universidades com o rigor e a exigência da lei. O conceito expresso na Lei nº 49/2005 de 30 de Agosto da República Portuguesa, em vigor estabelece que:

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“O ensino universitário, orientado por uma constante perspectiva de promoção de investigação e de criação do saber, visa assegurar uma sólida preparação científica e cultural e proporcionar uma formação técnica que habilite para o exercício de atividades profissionais e culturais e fomente o desenvolvimento das capacidades de conceção, de inovação e de análise crítica”. Esta definição é pois, a que mais objetivamente nos diz respeito enquanto intervenientes diretos na concretização das funções duma universidade. É, como se vê, uma forma simplificada onde não encontramos descritas, nem sequer referidas as atividades que ocorrem dentro da instituição, deixando ao leitor a liberdade de fantasiar a seu belo prazer, o que acontece nos nossos dias de trabalho.


O

utra definição mais completa mas ainda de caracter geral pode ser encontrada em enciclopédias e nelas encontramos descritas as funções, na perspetiva da cultura de origem, podendo mesmo incluir a origem e o significado da palavra universidade, como é o caso da que podemos encontrar no Volume 27 da Encyclopaedia Britannica: A Dictionary of Arts, Sciences, Literature and General Information. “University is an institution of higher education and research which grants academic degrees in a variety of subjects and provides both undergraduate education and postgraduate education. The word “university” is derived from the Latin universitas magistrorum et scholarium, which roughly means “community of teachers and scholars.”

“ A Universidade, é, uma “fábrica” de conhecimento, conhecimento novo, sublinhe-se.”

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a nossa área de conhecimento (o medicamento é, sem que alguém se atreva a contestar, a área central do conhecimento farmacêutico) sabemos que há fábricas que desenvolvem e produzem os princípios activos dos medicamentos, os colocam dentro da embalagem (galénica) para serem por nós utilizados, mas outras há que se limitam à parte final desta cadeia de produção. Dito de forma, mais direta, os novos conhecimentos, produzidos nas universidades, resultantes da sua atividade de investigação, podem depois também ser distribuídos por outras instituições de ensino a todos os níveis, incluindo o superior.

A

ENVOLVE-TE...

investigação, é a atividade central da Universidade e os seus resultados a base concreta da sua interação, indispensável, com a sociedade em que se insere. Desde o nível empresarial, passando pelo escolar de formação e estendendo-se até ao cultural na sua aceção mais geral. De modo objetivo, é a investigação que fornece os conhecimentos para a inovação e desenvolvimento, ainda que alguém (de fora da Universidade) argumente que não, rotulando-a, na versão mais corrente, de “é tudo teoria”. E, obviamente, sublinhe-se para que não haja dúvidas nem mal entendidos, a investigação não é uma exclusividade da universidade!

“ Fazer investigação é...dispendioso, custa dinheiro, que muitas vezes temos para investir e por isso se faz menos, ou não se faz de todo. Esperamos sempre que não seja por outras razões que não se faz. ”

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Instituição Universidade, Que Funções?

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produção científica marca a classe da universidade. Há indicadores objetivos, estabelecidos, acreditados e aceites pelas instituições universitárias que são usados para fazer classificações ou, se preferirem, estabelecer lista ordenadas (rankings) dessas mesmas instituições. São o seu certificado de qualidade. Estas listas desencadeiam, naturalmente, a concorrência tão falada e desejada nos dias de hoje, entre as universidades, pois, é natural que o cidadão deseje sempre estudar na melhor universidade a que puder ter acesso. Na Suécia o ensino, a todos os níveis, incluindo o superior, é gratuito (para o cidadão enquanto aluno, mas obviamente pago pelos impostos) logo estatal, por isso os fatores que condicionam o acesso, estão maioritariamente desligados do poder económico de cada um, o que faz com que essa concorrência da qualidade seja mais acesa.

pharmagazine Mas não é só a procura e a escolha dos alunos (o número de alunos formados, e com emprego são também fatores para estabelecimento dos rankings) que alimenta a concorrência entre as universidades, é, fundamentalmente o acesso ao financiamento dos projetos de investigação, quer pelas entidades oficiais quer pelas particulares, nomeadamente as empresas (o outro lado indispensável da interação entre a sociedade e a universidade). De tal forma que as universidades investem capital próprio em projetos de investigação para suprirem as faltas do financiamento externo, mantendo ou aumentando assim a sua produção científica, melhorando deste modo as suas possibilidades de êxito nos concursos externos. Se fizermos a simples análise da idade das melhores universidades do mundo, podemos constatar que a melhor, na maioria das classificações universalmente aceites, é a Harvard dos Estados Unidos da América, que tem 376 anos.

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A

Universidade Lusófona é uma instituição muito jovem, por isso com muito tempo à sua frente para crescer, para se desenvolver e afirmar-se. No que respeita às Ciências Farmacêuticas, concretamente, desde a criação do Departamento de Ciências da Saúde em 1998, hoje Faculdade de Ciências e Tecnologias da Saúde, que existem objetivos definidos no que respeita à importância e ao desenvolvimento das atividades de investigação. A ALIES, Associação Lusófona para o Desenvolvimento do Ensino e Investigação em Ciências da Saúde, constituída em 2001 conjuntamente com o CBIOS, Centro de Investigação em Ciências e Tecnologias da Saúde formalmente criado em Fevereiro de 2011 são, através das suas iniciativas e atividades, partes essenciais da estratégia de afirmação e desenvolvimento científico e pedagógico da Universidade Lusófona e da sua Faculdade de Ciências e Tecnologias da Saúde.

ENVOLVE-TE...

C

onstata-se ainda que a idade média das 100 melhores universidades do mundo é superior a 200 anos (mais exatamente 212), que a 5ª, Cambridge, lhe faltam apenas seis anos para ter 700 anos e finalmente a 10ª, Oxford, foi fundada no início do século 12. A idade das universidades não é portanto uma sustentação de que a juventude esteja diretamente relacionada com a modernidade e a inovação mas antes a confirmação do êxito da Instituição Universidade na construção e desenvolvimento do conhecimento.

AMÍLCAR ROBERTO

(Docente Universitário)

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pharmagazine

Porque é que a comunicaçÃo pode ser fundamental para ^

a sobrevivência de uma farmácia?

A Farmácia e a comunicação

A

comunicação assume hoje, numa sociedade curiosamente apelidada de Sociedade da Informação”, uma função imprescindível, como meio para sustentar as relações sociais, culturais e também, seguramente, as económicas. Etimiologicamente a palavra vem do latim “comunis”, que significa“comum”, e pressupõe a existência de significados comuns para dois atores do processo: emissor e recetor. Emissor e recetor constituem afinal uma “face” da mesma “moeda” já que a sua atuação conjunta é imprescindível para que o processo comunicativo se concretize.

Comunicar é pois uma forma privilegiada de gerir

emoções, o que implica controlar, influenciar, dominar um conjunto de estratégias não só individuais como coletivas de relacionamento interpessoal.

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Gerir Relações

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uma Farmácia Comunitária, cujo principal missão é a assistência sanitária, e concretamente medicamentosa, às populações que dela diariamente se socorrem em número particularmente elevado, mais de 350 mil pessoas por dia em Portugal, a comunicação é, seguramente, uma ferramenta essencial para melhorar essa prestação. A formação dos Farmacêuticos comunitários, deve pois, e em opinião pessoal, assentar em três vetores principais; conhecimentos científicos, competências técnicas e habilidade em comunicar A comunicação (habilidade em comunicar), embora reconhecida como parte integrante das tarefas profissionais, não se tem cultivado, antes está ao “sabor” da intuição individual, pelo que não sendo objeto de


C

abe assim ao Farmacêutico uma função de inegável importância, dada a sua posição privilegiada no contexto do circuito do doente no sistema de saúde, ao constituir o último contacto do doente antes de este iniciar uma terapêutica, que em larga maioria, é efetuada com recurso a medicamentos.

A

proximidade de relação com o doente, já que em muitas circunstâncias este frequenta assiduamente a mesma farmácia, pode propiciar uma importante ajuda ao médico e outros profissionais envolvidos na recuperação do doente, no sentido de serem dados contributos significativos quanto à inserção social e cultural do paciente.

Atrever-me-ia dizer que a comunicação é o aspeto fulcral do desempenho de cuidados diferenciados aos utentes, o que comporta o entendimento da informação numa perspetiva terapêutica.

E

stes aspetos, que condicionam largamente a própria evolução da doença, e que em muitas circunstâncias não são assimiladas de imediato pelo médico, pelos condicionalismos existentes ao nível essencialmente do tempo disponível e proximidade física relativamente ao doente, podem ser uma preciosa ajuda na “edificação” de um perfil clínico, fundamental ao êxito da intervenção médica.

INSERÇÃO SOCIAL E CULTURAL DO DOENTE

ENVOLVE-TE...

aprendizagem, aparece associada a um fenómeno secundário no exercício profissional, que se parece confundir, em alguns momentos, com amabilidade e simpatia.

PROXIMIDADE COM O DOENTE

Portanto, pense sempre que, se optar pela carreira numa farmácia comunitária importa percecionar se considera que tem apetência pela comunicação; é que se assim não for arrisca-se a dois insucessos; o Seu e o da Farmácia em que trabalha!

APTÊNCIA PELA COMUNICAÇÃO

ANTÓNIO HIPÓLITO DE AGUIAR

(Farmacêutico; Docente Universitário)

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FARMÁCIAS DO

FUTURO A qualidade e sustentabilidade dos sistemas de saúde são hoje temas dominantes na esfera política e social, tanto a nível nacional como internacional. Nesta perspetiva, podemos afirmar que só existirão farmácias no futuro, se contribuírem para aumentar a qualidade dos serviços que são prestados ao indivíduo, sendo custo-efetivas nas suas intervenções.

R

efletindo sobre o papel que a farmácia tem desempenhado, há que fazer referência a dois aspetos centrais da sua atividade: a garantia da acessibilidade ao medicamento, e enquanto porta de entrada para o sistema de saúde. De facto, as farmácias são as estruturas de saúde mais bem distribuídas pelo território nacional, assumindo um papel de proximidade caraterístico dos centros de cuidados de saúde primários.

pharmagazine

Porém, a acessibilidade ao medicamento hoje já não tem o mesmo valor que tinha há uns anos atrás, quando a rápida industrialização da terapêutica medicamentosa exigiu uma igualmente célere disseminação de estruturas capazes de disponibilizar esta inovação a quem dela necessitava. De forma a acrescentar valor, a farmácia do futuro terá de promover a acessibilidade a soluções de saúde integradas.

N

a realidade, é reconhecido que os medicamentos não têm a mesma efetividade na população em geral que a eficácia que foi calculada nos ensaios clínicos, devido a múltiplos fatores relacionados com a própria terapêutica, como a adesão, ou a outras questões essenciais, como a alteração de hábitos alimentares. É destas soluções holísticas que surgem os resultados clínicos, pelo que é neste domínio que as farmácias e os farmacêuticos devem desenvolver as suas competências e capacidades, em colaboração com outros profissionais de saúde.

As farmácias têm evoluído no sentido de disponibilizar um leque de serviços que deem resposta a estas novas necessidades. No entanto, o modelo de remuneração não acompanhou esta evolução, e continua maioritariamente relacionado com o preço dos medicamentos que são dispensados. É crucial que as autoridades da saúde alterem o seu paradigma de orçamentação em saúde, passando a considerar os custos de saúde na sua perspectiva global e não com as habituais divisões entre custos em medicamentos, e outros gastos. O impacto positivo a nível clínico, económico e humanístico de um investimento na terapêutica medicamentosa traduz-se em ganhos reais para o sistema de saúde e para o País, e não deve ser analisado isoladamente.

De facto, estudos efectuados nos Estados Unidos vieram alertar para o facto de que erros de medicação e a falta de efetividade terapêutica custam mais aos sistemas de saúde do que os medicamentos em si. É portanto necessário garantir que os medicamentos atingem o seu potencial terapêutico, através da intervenção do farmacêutico.

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pharmagazine VI edição | Dezembro 2012


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e as intervenções em farmácia comunitária já hoje previnem hospitalizações e intervenções dispendiosas, é no entanto evidente e já amplamente reconhecido que o potencial da intervenção da farmácia está ainda subaproveitado. Para atingir este potencial, há que promover a continuidade dos cuidados, através do estabelecimento de canais de comunicação entre as diferentes estruturas de saúde, com critérios de referenciação perfeitamente estabelecidos, e que evitem a duplicação das intervenções.

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as especialmente, há que assumir claramente a responsabilidade pelos resultados clínicos da terapêutica que disponibilizamos aos cidadãos. É só através desta responsabilização, que seremos verdadeiramente considerados parte integrante do serviço nacional de saúde.

A farmácia do futuro será aquela que hoje formos capazes de construir. Parece óbvio, mas no dia-a-dia, poucas são as vezes em que refletimos verdadeiramente no impacto que têm as nossas decisões: A decisão de não deixar um doente sair da farmácia com dúvidas acerca dos medicamentos que toma.

A decisão de participarmos ativamente na monitorização dos efeitos adversos aos medicamentos e notificar quando relevante, para nos tornarmos nós próprios relevantes.

Pequenas decisões diárias, que determinam o rumo da profissão. Para que os medicamentos atinjam o seu verdadeiro potencial terapêutico. Tal como foram idealizados. Tal como nos ensinaram na faculdade.

DR. EMA PAULINO (Farmacêutica)

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ENVOLVE-TE...

A decisão de nos envolvermos no processo de cuidados ao doente, mesmo quando este implica um contato proativo com o médico para a clarificação do regime terapêutico ou para sugerir uma intervenção.


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Cuidados dermatológicos da Pele Seca

A

“pele seca”, ou xerose, é uma das patologias cutâneas mais prevalentes. É por vezes, erradamente, referida como o oposto de pele oleosa, uma vez que os primeiros estudos na área atribuíam a pele seca a uma redução da secreção sebácea. A pele seca pode localizar-se em diferentes regiões anatómicas, mas é mais frequente na face, mãos e pernas. As baixas temperaturas e humidade ambiental podem precipitar a sua ocorrência, bem como a exposição à luz solar ou o contato com sabões ou surfactantes. Pode caraterizar-se pelo seu aspecto rugoso, escamoso e esbranquiçado, que é por vezes acompanhado de manifestações sensoriais, como sensação de pele repuxada, prurido ou até dor. Nas manifestações mais intensas podem ocorrer inclusivamente fendas hemorrágicas.

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Existem diversos critérios clínicos para classificar a severidade da pele seca, como o de Kligman: Grau 1: Pele normal Grau 2: Xerose fraca, caraterizada por escamas pequenas de pele seca e branqueamento dos triângulos dermatoglíficos. Grau 3: Xerose moderada, escamas secas que deixam resíduo pulverulento na mão. Os cantos dos triângulos dermatoglíficos encontram-se levantados. Grau 4: Xerose bem definida, muitos dos triângulos dermatoglíficos encontram-se completamente destacados e geram escamas de grande dimensão. Aspecto rugoso muito evidente.


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pesar das manifestações serem mais evidentes na superfície, toda a epiderme está envolvida nesta condição cutânea. Os processos complexos de diferenciação e descamação epidérmica deixam de estar coordenados, ocorrendo alterações na espessura, bem como na dimensão dos corneócitos. Afinal, a pele seca é muito mais do que pele com pouca água. Uma das alterações que se pode observar na pele seca é a diminuição da taxa de degradação dos corneodesmossomas nas regiões periféricas descamativas do estrato córneo. Esta retenção de corneodesmossomas faz com que a descamação seja mais evidente: eventualmente soltam-se escamas constituídas por agregados de corneócitos, em vez da impercetível perda individual de células.

A

Por sua vez, o impato no processamento proteolítico da filagrina, faz com que diminuam os níveis das moléculas higroscópicas componentes do Fator Humectante Natural (FHN), o que por sua vez reduz a capacidade de retenção de moléculas de água no estrato córneo. Por último, a diminuição dos níveis de hidratação afeta a elasticidade do tecido, tornando-o mais suscetível a fissuras. Apesar da enorme importância dos consituintes do FHN para a manutenção dos níveis hídricos do estrato córneo, também os lípidos existentes no espaço intercorneocitário são críticos para a fixação de água nesta camada. As ceramidas são a espécie lipídica mais representativa, organizando-se numa estrutura multilamelar. Apesar da natureza hidrófoba destes domínios, conseguem incorporar-se molécffulas de água de uma forma ligada (bound water), o que lhes permite ter resistência à evaporação, mesmo sob condições ambientais severas.

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INFORMA-TE...

dicionalmente, a matriz lipídica do estrato córneo encontra-se desorganizada, encontrandose níveis mais baixos de ceramidas e mais elevados de ácidos gordos livres nas camadas periféricas.


Cuidados dermatológicos da Pele Seca

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omo foi referido anteriormente, níveis de hidratação adequados no estrato córneo são críticos para a manutenção da homeostasia epidérmica. No entanto, as restrições não se cingem a níveis mínimos, uma vez que há muito que já são conhecidos os efeitos nefastos de uma excessiva quantidade de água nesta camada. O contacto prolongado com a água causa dermatite irritante, pois ocorrem, entre outros, disrupção da organização corneocitária, inibição da degradação da filagrina, aumento da taxa mitótica no estrato basal, alterações nas células de Langerhans e aumento na espessura epidérmica

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Como se pode perceber, cada um dos mecanismos envolvidos na maturação do estrato córneo é crítico para o processo como um todo e a perturbação de um elemento vai ter efeito nos outros aspectos da maturação. Assim, a disrupção das camadas lipídicas causa perda de elementos do FHN, reduzindo o conteúdo hídrico do estrato córneo. Por sua vez, isto causará a diminuição de enzimas envolvidas no processos de degradação dos corneodesmossomas, afectando a descamação. Finalmente, um baixo conteúdo hídrico leva à inatividade enzimática e desencadeia o processo que leva ao aparecimento de pele seca.

É

este requisito crucial de água no estrato córneo que faz com que os produtos cosméticos hidratantes sejam a abordagem mais eficaz no tratamento da xerose. A aplicação de água pura sobre a superfície da pele apenas tem efeito sobre a hidratação cutânea durante um período muito curto, pois rapidamente será perdida por evaporação para o meio ambiente. Apesar de tudo, não deixa de ser um dos principais ingredientes na maior parte das formulações hidratantes. Apesar de não haver uma completa unformidade de critério na classificação de preparações tópicas, podem distinguir-se dois grupos principais de ingredientes na abordagem da pele seca:

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Emolientes - Formam um filme impermeável à superfície da pele, retendo as moléculas de água que normalmente seriam perdidas através da perda transepidérmica de água (PTEA). Incluem-se neste grupo substâncias de natureza lipófila como a vaselina ou a parafina.

Humectantes

- São constituídos por substâncias higroscópicas com a capacidade de fixar moléculas de água no estrato córneo, não só provenientes do interior do corpo, mas também do próprio meio ambiente, a humidade relativa é elevada. Incluem-se neste grupo a glicerina, o sorbitol ou a ureia.


A

s formulações com uma natureza mais oleosa e untuosa (as pomadas e os cremes água em óleo (A/O), proporcionam melhores resultados de emoliência nos casos de xerose mais grave, no entanto possuem baixa aceitação por deixarem um resíduo de tacto desagradável e que pode manchar a roupa. Os hidratantes mais populares são formulados como cremes óleo em água (O/A), que contêm ingredientes emolientes na sua fase oleosa, bem como humectantes na fase aquosa. No entanto têm muito menor eficácia e capacidade oclusiva, requerendo maior frequência de aplicação. Existem actualmente numerosas formulações do tipo A/O, utilizando ingredientes lipofílicos com melhores propriedades organolépticas, como os óleos de silicone.

Os AHA distinguem-se por terem diferentes ações cutâneas, consoante o pH da formulação em que se encontram. Na forma de sal actuam predominantemente como humectantes, enquanto que na forma de ácido têm a capacidade de corrigir as disfunções que estão por trás da pele seca, normalizando a epiderme.

Em resumo, a pele seca é uma disfunção cutânea muito prevalente na população, sobretudo nas faixas etárias mais avançadas, mas que atualmente já se encontra bem caraterizada e para a qual se desenvolveram formulações cosméticas de grande eficácia na sua abordagem.

INFORMA-TE...

Destacam-se ainda os alfa-hidroxiácidos (AHA), que são há muitas décadas conhecidos como ingredientes de grande eficácia na hidratação, apesar de terem mais recentemente adquirido maior destaque na cosmética anti-envelhecimento. O ácido láctico e o ácido glicólico são os mais comummente usados.

DRA. CATARINA FIALHO ROSADO (Docente Universitário)

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SEP

EM ISRAEL Uma experiência única num país que não se explica com palavras!

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vontade de fazer a chamada “internacionalização” sempre existiu, sempre senti o desejo de experimentar sair da minha zona de conforto e combinar o melhor de dois mundos, um estágio no qual pudesse desenvolver capacidades que profissionalmente me podem ser extremamente úteis, inserida numa cultura completamente diferente. Escolhi então fazê-lo durante um mês num país do médio oriente, Israel - a Terra Santa. Aventurei-me e não existiu, em nenhuma altura desta jornada, a mínima razão para arrependimentos.

O segundo hospital em que estagiei era bastante maior, servindo toda a região Sul. Aqui tive a oportunidade de experimentar uma farmácia hospitalar com uma diversidade de departamentos que, surpreendentemente, me fez perceber que farmácia hospitalar poderá ser mais do que eu à partida pensava. Além das muitas formulações galénicas a que deitei as mãos, fui convidada ao laboratório de preparação de citotóxicos, uma enorme responsabilidade! Também pude participar na preparação da nutrição parentérica adequada às necessidades específicas do paciente em questão. Por fim, as rondas com os farmacêuticos clínicos de cada departamento. Aqui sim, pus à prova a minha farmacologia, fisiologia, anatomia e farmacocinética, pelo menos. Achei extremamente interessante este conceito de fazer as rondas com os médicos e discutir-se, ali mesmo em frente do paciente, se a medicação será a mais correta para o caso visando a melhor terapêutica de cada paciente. Nesta fase do meu estágio senti que realmente valeu a pena, que estava mesmo a aprender.

Profissionalmente fiquei colocada em farmácia hospitalar, primariamente foi a oportunidade perfeita para perceber se esta área seria um ambiente em que me visse a trabalhar futuramente, noutro plano serviu para pôr em prática alguns dos conhecimentos que, sem me aperceber, ganhei ao longo dos últimos 4 anos.

pharmagazine Nas primeiras duas semanas de estágio fiquei a trabalhar na farmácia de um hospital pequeno, com a particularidade de estar equipada com um robot (apenas existem dois no mundo) que prepara os esquemas posológicos, em regime de unidose, para cada paciente internado. Nesta farmácia fiz a distribuição dos pacotes de cada paciente pelos carrinhos que seguem para as diversas alas do hospital, preparei também algumas formulações galénicas!

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Nem tudo nesta aventura foi trabalho, toda a vida fora do horário no hospital foi extasiante. Pessoas extremamente simpáticas num país recheado de atrações altamente diversificadas como a vida noturna e cosmopolita de Tel Aviv, ir boiar no Mar Morto, visitar Jerusalém e perceber a importância daquela cidade extraordinária para as três religiões monoteístas – Cristianismo, Islamismo e Judaísmo, apreciar o coral do Mar Vermelho, visitar a Palestina e ficar a perceber um pouco melhor o conflito israelo-palestiniano, são apenas algumas das experiências que só são possíveis ter naquele lugar da Terra, tão pequeno mas tão rico e multicultural. Aprendi imenso dentro do hospital com toda a certeza, mas foi fora dele que, para ser muito sincera, esteve a grande mais valia de ter ido a Israel. Expandiu-me os horizontes de uma forma que nem eu própria, provavelmente, tenho capacidade de me aperceber. Adorei!

SOFIA REBOCHO (Aluna MICF, ULHT)


58th IPSF

WORLD CONGRESS A

International Pharmaceutical Students Federation (IPSF) existe há mais de meio século, representando mais de 84 países por todo o mundo. Sendo uma Organização não-governamental Internacional, a IPSF tem para oferecer aos seus membros um meio para a partilha de experiências e conhecimento entre estudantes de diversos países diferentes.

Quando nos envolvemos num congresso como o IPSF World Congress apercebemo-nos que não ficamos a conhecer apenas o país onde o congresso se realiza, temos contato com inúmeras culturas diferentes. Estar numa festa, falar com diferentes pessoas e sentir, no final da noite, que percorri o mundo sem sair do Egipto é uma experiência fantástica e que aconselho a todas as pessoas.

A IPSF tem muito para dar aos seus estudantes, desde inúmeras experiências educativas, científicas a vivências sociais e profissionais. Como participante e delegada oficial do IPSF já tive a oportunidade de partilhar inúmeras conversas e vivências que nunca irei esquecer. São estas diferentes atividades que me fizeram crescer tanto como pessoa bem como profissional, como tal, não deves ficar passivo no que diz respeito á tua formação e crescimento pessoal, aproveita o que o IPSF e a vivência internacional tem para te oferecer, informa-te e envolve-te.

A maior atividade da IPSF ocorre todos os anualmente em Agosto, sendo esta o Congresso Mundial. Neste tens acesso a vários workshops, trainings e seminários. É nele que também ocorre a Assembleia Geral que é o órgão que detém o maior poder de decisão da Federação. Este ano o IPSF World Congress realizou-se em Hurghada, no Egipto. Foram 10 dias onde tive contato com culturas e costumes diferentes, com experiências e vivências educativas completamente fora do nosso habitual.

É este ponto que nos une e permite uma troca intercultural de experiências únicas e que leva á criação de novas amizades que duram uma vida, tornando a hora da despedida difícil. No entanto, como no IPSF nunca se diz adeus.

See you in 59th IPSF World Congress in Utrecht, The Netherlands.

ANA RITA SANTOS

(Aluna MICF, FFUL)

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AVENTURA-TE...

A diversidade de culturas e costumes que se sente e vê no IPSF World Congress, não se experimenta em mais nenhum lado. Desde compreender o conceito religioso escondido por detrás do lenço que as mulheres usam para tapar os seus cabelos e a fome que passam durante o Ramadão até ao à vontade com que os franceses se apresentam e se dão às pessoas, ensina-nos que não interessa de onde um individuo vem, quais os seus valores, costumes, religião, cultura ou status social, no IPSF somos todos iguais: Students Today, Pharmacists Tomorrow.


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A AECFUL convida-vos agora a relembrarem as principais atividades desenvolvidas ao longo do ano. Momentos de diversão, harmonia , mas também de trabalho que certamente ficarão para sempre guardados na nossa memória.

Porque a AECFUL é feita por vocês e para vocês! Dezembro 2012 | VI edição pharmagazine

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RELEMBRA...

ATIVIDADES AECFUL


ENEF

ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES DE FARMÁCIA

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ENEF, Encontro Nacional de Estudantes de Farmácia, é o “Evento do Ano” para os estudantes de Farmácia de todo o país. Apesar de também existir um lado educativo e informativo neste evento, que serve para inteirar os estudantes deste mui nobre curso, do estado em que o mercado de trabalho se encontra e também para mostrar que o curso de Farmácia tem muito mais para além do trabalho numa Farmácia, o grande foco deste evento é sem dúvida, a socialização e a troca de experiências entre os alunos das diferentes faculdades de todo o país, sejam estas públicas ou privadas. Para a realização deste objetivo, existem sempre atividades lúdicas durante o dia e noite. Com estas atividades, os estudantes têm a oportunidade de se conhecerem e criarem novas amizades com pessoas que, de outra forma, seria muito complicado virem a conhecer. Todos os anos, são criados concursos de forma a promoverem a interação entre os alunos das diferentes faculdades, falando por experiência própria, todos os anos se conhecem pessoas novas e se criam amizades que duram muito tempo. No ENEF deste ano, 2012, uma das atividades que mais me marcou foi a noite em que as pessoas de cada faculdade tinham de ir vestidas de acordo com a cor da mesma. Foi uma atividade com grande adesão da parte dos alunos e que criou uma nova forma de interação entre os mesmos.

É uma atividade criada por nós e para nós!

Aconselho vivamente todos os alunos do nosso curso, pelo menos uma vez, a participarem no ENEF.

GONÇALO MOURA

Departamento Académico e Cultural, AECFUL

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CAD

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CAD, concurso de aconselhamento ao doente, é uma atividade de parceria entre a AECFUL (Associação de Estudantes de Ciências Farmacêuticas) e a APEF (Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia).

A vencedora deste concurso foi uma aluna da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL), tendo conseguido como primeiro prémio, a viagem paga ao IPSF (International Pharmaceutical Student’s Federation) Annual Congress, ao Egipto.

Como responsável pelo DEPS (Departamento de Educação e Promoção para a Saúde), tive a responsabilidade de dar seguimento a este concurso que tem como objetivo a simulação de um atendimento farmacêutico comunitário a um utente, sendo o farmacêutico, um aluno do Mestrado Integrado de Ciências Farmacêuticas (MICF), sujeito a uma avaliação por parte de um júri, tendo este a responsabilidade de selecionar um aluno de cada universidade.

O Cenário do CAD é totalmente construído pela AECFUL e por alguns alunos voluntários, tendo a nossa Associação conseguido o 2º lugar, entre as 8 faculdades participantes. Este concurso é uma oportunidade excelente para os alunos contatarem com uma realidade próxima, submetendo-se a um teste pessoal para avaliarem a sua própria capacidade de aconselhamento, bem como a sua postura perante dificuldades que possam surgir.

A aluna que representou a Universidade Lusófona na final, em Coimbra, foi a Inês Dias, do 3º ano de MICF.

Aconselho, desde já a todos, a participarem neste concurso onde se alcança sabedoria e experiência enquanto alunos e, posteriormente, futuros profissionais.

CATARINA MARQUES

Departamento de Educação e Promoção da Saúde, AECFUL Dezembro 2012 | VI edição pharmagazine

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RELEMBRA...

CONCUSO DE ACONSELHAMENTO AO DOENTE


SEMANA DA PELE D

urante a semana de 17 a 21 de Setembro, decorreu a “Semana da Pele” na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa, organizada pela AECFUL (Associação de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade Lusófona). Esta atividade englobou palestras e workshops, e permitiu abranger temas como o envelhecimento cutâneo, cancro cutâneo, a pele do bebé e da grávida, focaram-se ainda outras patologias relacionadas com a pele.

RASTREIO À PELE

pharmagazine TENDA DE RASTREIOS

A “Semana da Pele” foi realizada pela primeira vez na Universidade Lusófona e contou com a participação de inúmeras empresas prestigiadas e conhecidas pelo público em geral da dermocosmética; profissionais qualificados da área; e colegas, que sem descanso, colaboraram para que esta atividade fosse um sucesso. E assim, foi possível dar a conhecer aos participantes uma outra área de destaque no sector farmacêutico, fomentando conhecimentos e competências nesta vertente. Durante esta semana, ocorreu em paralelo: rastreios à pele, realizados por alunos do 5ºano; e foi também realizada uma Exposição de Dermocosmética com intuito de criar uma maior proximidade entre as empresas e os participantes. Graças a esta “Semana da Pele”, uma porta foi aberta, para que de futuro se possa abranger e dar a conhecer aos participantes envolvidos na atividade, outros temas relacionados com esta área. Pessoalmente foi enriquecedor, enquanto participante, poder adquirir novos conhecimentos sobre uma área tão vasta. E como organizador, foi um trabalho árduo que no fim compensou a todos os níveis. Foi, no fundo, um privilégio poder participar nesta atividade e aconselho-a a todos os leitores.

JANTAR DA COMISSÃO ORGANIZADORA

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ANDRÉ MADEIRA

Departamento de Educação e Promoção da Saúde, AECFUL


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sessão de abertura da 1ª Semana da Pele contou com a presença do Director do MICF, o Professor Doutor Luís Monteiro Rodrigues e o VicePresidente da Académica Lusófona, Miguel Pinto.

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SESSÃO DE ABERTURA urante a 1ª edição da Semana da Pele, os alunos do 5º ano tiveram a oportunidade de

integrar a equipa de rastreios, garantindo-lhes uma experiência única.

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EQUIPA DE RASTREIOS

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A

Comissão Organizadora da Semana da Pele, integrou alunos do 1º ao 5º ano do MICF da Universidade Lusófona, sendo esta responsável pela organização e gestão logística do evento.

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COMISSÃO ORGANIZADORA

O

s principais rastreios realizados basearam-se na medição do nível de sebo e hidratação da pele, parâmetros que permitem avaliar a sua função fisiológica.

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TENDA DE RASTREIOS

Semana da Pele contemplou várias palestras e workshops relaccionados como os cuidados a ter com a pele e a prevenção das patologias associadas, com destaque para o papel do farmacêutico e a interação com a comunidade.

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RELEMBRA...

o presente evento estiveram ainda presentes algumas das mais conceituadas marcas de dermocosméticos como: a Bioderma, a Mustela, a Uriage, a Avène, a Eucerin e a Filorga.

PALESTRAS E WORKSHOPS

EXPOSIÇçC, ÃO DE DERMOCOSMÉTICA Dezembro 2012 | VI edição pharmagazine

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FIM DE SEMANA DE FARMÁCIA O Fim de Semana de Farmácia, é já tradição há alguns anos da Associação de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade Lusófona (AECFUL). Este fim de semana tão especial, é feito em honra dos estudantes deste mui nobre curso de Ciências Farmacêuticas. Tem como ponto fulcral a integração de novos alunos do curso, com os menos novos. O Fim de Semana de Farmácia, feito em anos anteriores, tinha como atividades a socialização entre colegas, da parte do dia, e à noite divertimento noturno. Algo que agrada à maioria dos jovens deste curso, mas não a todos, como tal a AECFUL este ano decidiu inovar e tentar proporcionar uma nova experiência a todos os alunos.

Assim, o Departamento Académico e Cultural (DAC) da AECFUL, organizou um fim de semana em Montargil num parque de campismo, onde os alunos ficaram alojados em bungalows com todas as comodidades. Tendo a parte noturna do fim de semana sido parecida a anos anteriores, a parte diurna foi remodelada! Durante os três dias, que os alunos puderam aproveitar, existiram várias atividades ao ar livre, nomeadamente: canoagem, tiro com arco, BTT, zarabatana, orientação noturna, entre outras. Tudo isto por um preço bastante mais acessível que em anos anteriores, o que foi um grande incentivo nesta altura de crise.

Na última noite, os alunos poderam aproveitar a orientação noturna, com uma fogueira feita pelos próprios, na praia fluvial ao pé do parque de campismo. Uma atividade da qual todos os intervenientes gostaram e participaram com entusiasmo. Todos os participantes deste Fim de Semana de Farmácia gostaram da experiência e esperam que no próximo ano, seja feito um fim de semana tão agradável ou melhor que este ano.

MAFALDA OLIVEIRA

Departamento Académico e Cultural, AECFUL

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´ FARMACIA DE LUTO sector farmacêutico tem vindo a perder a sua rentabilidade levando à instauração de uma crise. Com as novas medidas impostas pelo Governo, nomeadamente a redução dos preços dos medicamentos e das margens de lucro e instauração de margens regressivas (regressão até atingido um valor fixo por medicamento), a sustentabilidade das farmácias ficou comprometida levando a uma iniciativa da Associação Nacional das Farmácias (ANF) denominada “Farmácia de Luto”, que divulgou números alarmantes de farmácias em risco de encerramento e de outras com fornecimentos suspensos.

O

Dado que sou estudante do MICF, representante de uma Associação de Estuddantes e preocupa-me a dificuldade no acesso ao medicamento bem como o futuro da Farmácia Comunitária caso não se tome uma posição face a este problema, decidi participar na iniciativa. Também eu estive presente na reunião e na marcha silenciosa e penso que todos devemos ter uma atitude ativa no que respeita a lutar pelos nossos ideais. Fui porque me preocupo e porque penso que há uma altura em que devemos dizer “Basta!”.

DENISE JANEIRO

Vice-Presidente Externas, AECFUL

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RELEMBRA...

Durante três semanas foi feita divulgação e no dia 13 de Outubro, alunos, Farmacêuticos e outros representantes do sector estiveram reunidos no Campo Pequeno numa Reunião Magna. No final da reunião foram entregues cerca de 223 000 petições no Ministério da Saúde revelando a preocupação geral sobre o problema que as farmácias atravessam.


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TENDA DA SEMANA DAS CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS A organização e gestão da Tenda contou com a colaboração de alunos do 1º, 2º e 3º ano de Ciências Farmacêuticas.

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RECEÇÃO Os membros da receção tinham um papel bastante activo nesta actividade, que passou pela inscrição e acolhimento dos utentes.

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POSTOS DE RASTREIOS Na 7ª Semana das Ciências Farmacêuticas foram realizados rastreios à Glicémia, Colesterol, Pressão Arterial, IMC, Tabagismo e Visão.

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RASTREIO À GLICÉMIA E COLESTEROL Os rastreios à Glicémia e Colesterol foram os mais requisitados, sendo que este ano contámos com o auxílio de um novo aparelho (CR3000) que permitiu também a medição do Colesterol HDL.

SEMANA DAS CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS

De 19 a 23 de Novembro, decorreu pelo 7º ano consecutivo a Semana das Ciências Farmacêuticas, que teve lugar no Campus da Universidade Lusófona. Foram rastreadas 771 pessoas, o maior número conseguido na história do evento. A AECFUL orgulha-se mais uma vez de promover a saúde junto da população, pretendendo dar continuidade a este projecto.

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DISPENSA DE INFORMAÇÃO A dispensa de informação durante a realização do rastreio é um ato de extrema importância para promover a educação para a saúde junto da população.

PALESTRAS E WORKSHOPS Durante a 7ª Edição da Semana das Ciências Farmacêuticas realizaram-se ainda várias palestras e workshops sobre alguns temas pertinentes da atividade farmacêutica: “ A importância do farmacêutico na Vacinação”, “O aconselhamento Farmacêutico ao utente, “O Farmacêutico no tratamento da Obesidade”, entre outros.

RELEMBRA...

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VALORMED Mais uma vez contámos com a presença da Valormed para a recolha de medicamentos inutilizáveis ou fora de prazo.

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TENDA DE CONSULTAS Foi dada a possibilidade aos utentes de marcarem consultas gratuitas de Nutrição, Cessação Tabágica e Terapia da Fala , com profissionais especializados.

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JANTAR TERTÚLIA No dia 22 de Novembro, realizou-se o habitual Jantar Tertúlia onde foi discutido o futuro dos jovens Farmacêuticos. Houve ainda espaço para a comemoração do 11º aniversário da AECFUL. Dezembro 2012 | VI edição pharmagazine

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PRAXE ACADÉMICA A

Praxe, esse assunto que tanta controvérsia traz à sociedade, odiada por uns, adorada por outros. Mas afinal o que é a Praxe? Será que as pessoas que não apreciam a Praxe sabem em que é que a mesma consiste? Ou qual é o seu verdadeiro objetivo? Talvez não saibam. A Praxe não consiste em humilhar nem denegrir a imagem de ninguém, como muitos querem fazer transparecer e afirmar de forma convicta, esta serve sim para os novos alunos se conhecerem, iniciarem laços de amizade, incorporarem o espírito académico e incutir a interajuda que muito valiosa será nos próximos anos árduos de universidade.

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Não é em vão que se diz, que a Semana de Praxe é uma das melhores semanas da nossa vida, e após vários anos e do feedback que me é transmitido, muitos de nós gostaríamos de voltar àquela semana, à semana em que éramos caloiros, em que tínhamos de estar cedo na universidade, que tínhamos de cantar, de fazer flexões, de realizar todas as atividades que nos eram propostas. Que saudades ficam desse tempo… Mas agora está tudo diferente, somos nós que estamos na frente da Praxe, somos nós os responsáveis de incutir o espírito académico, de transmitir tudo o que nos foi ensinado, o respeito aos mais velhos, o amor pelo curso, a dedicação de tudo o que envolve a vida universitária, entre muitos outros fatores importantes.

Enquanto Presidente da Comissão de Praxe de Ciências Farmacêuticas quero, desde já, dar as boas vindas aos novos alunos e dizer aos mesmos, que eu como todos os Veteranos estaremos sempre disponíveis para os auxiliar em tudo o que precisarem e em todas as dúvidas que surgirem. À minha Comissão de Praxe e a todos os Veteranos quero agradecer por todo o trabalho que já realizámos e pela união que demonstrámos entre todos.

E NUNCA SE ESQUEÇAM A PRAXE É DURA, MAS É A PRAXE.

ANDRÉ MENDES

Presidente da Comissão de Praxe de Ciências Farmacêuticas

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AECFUL

Uma associa ç cão feita por ti ´ e para ti!

Associação de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade Lusófona

Campo Grande, 376, 1749-024 Lisboa geral.aecful@gmail.com


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