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“O homem anda dias inteiros entre as árvores e as pedras. Raramente o olho se detém numa cosa, e é quando a reconheceu como o signo de outra: uma pegada na areia indica a passagem do tigre, um pântano anuncia uma veia de água, a flor do hibisco o fim do inverno. Todo o resto é mudo é intercambiável; árvores e pedras são apenas o que são (…) Finalmente a viagem conduz à cidade de Tamara. É possível penetrar nela por ruas cheias de insígnias que salientam nas paredes. O olho não vê coisas senão figuras de coisas que significam outras coisas (…) O olhar percorre as ruas como páginas escritas: a cidade diz tudo o que o homem deve pensar, ela o faz repetir seu discurso, e enquanto acredita que visita Tamara, não faz senão registrar os nomes com os quais se define a si mesma e todas suas partes”. Italo Calvino, As Cidades Invisíveis, 1972.

“El hombre camina días enteros entre los árboles y las piedras. Raramente el ojo se detiene en una cosa, y es cuando la ha reconocido como el signo de otra: una huella en la arena indica el paso del tigre, un pantano anuncia una vena de agua, la flor del hibisco el fin del invierno. Todo el resto es mudo es intercambiable; árboles y piedras son solamente lo que son (…) Finalmente el viaje conduce a la ciudad de Tamara. Uno se adentra en ella por calles llenas de enseñas que sobresalen de las paredes. El ojo no ve cosas sino figuras de cosas que significan otras cosas (…) La mirada recorre las calles como páginas escritas: la ciudad dice todo lo que debes pensar, te hace repetir su discurso, y mientras crees que visitas Tamara, no haces sino registrar los nombres con los cuales se define a sí misma y a todas sus partes”. Las Ciudades Invisibles, 1972.


Em primeiro lugar, nesta introdução sobre a participação da Argentina na 9ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (NonaBia) quero elogiar o âmbito conceitual escolhido pelos organizadores para este evento tão importante para o desenvolvimento dos nossos países. “Arquitetura para todos: construindo cidadania” está plenamente de acordo com um eixo central das políticas públicas do nosso governo: a inclusão social decorrente da superação de assimetrias no nosso país, característica distintiva de uma realidade latino-americana da qual nos sentimos parte e protagonistas. O título escolhido pela Sociedade Central de Arquitetos da Argentina junto com outras instituições que reúnem arquitetos de todo o país – “As cidades e seus signos” – nos parece uma proposta acertada que busca, por meio dos relatos que emergem da exibição fotográfica e virtual, abranger a diversidade cultural da Argentina. Esta diversidade cultural, que constitui uma das nossas maiores riquezas, não nos remete apenas às culturas nativas que subjazem ou existem com uma presença mais forte em diversas regiões do nosso país. Percorrer esta exposição permitirá comparar diferenças, identidades comuns e contrastes. Ela também nos remete, no desenvolvimento ou na construção original das nossas cidades, à presença da colonização hispânica, com seu tabuleiro quadriculado ao redor da praça institucional, que reunia os poderes locais e permitia, além disso, a manifestação dos moradores, autoassumidos depois como cidadãos. Mas essa matriz original viveu os efeitos de várias migrações e em alguns casos, embora menos, a emergência do projeto dos povoados de índios – como ilustram os povoados da Quebrada de Humahuaca, onde a igreja ou capela se encontram no ponto mais alto olhando para o morro, respeitando a mitologia quéchua que identificava os morros com as divindades. A pluralidade de imagens desta mostra permitirá descobrir o crescimento desorganizado de um país onde a riqueza de cada região, os fluxos da imigração do início do século 20, o anarquismo e o surgimento da indústria, vinculado ao sindicalismo, na primeira metade do século transformaram Buenos Aires na cabeça de Golias da qual fala Ezequiel Martínez Estrada no ensaio “Radiografia do Pampa”. Este crescimento coexistiu em Buenos Aires com as casas chorizo (linguiça), em que os quartos dão para

galerias e sucessivos pátios, com a construção das enormes pontes para transbordo de carga, presença obrigatória e turística do bairro de La Boca e do rio Riachuelo e, mais recentemente, com o florescimento dos arranha-céus de Puerto Madero. Junto com esses arranha-céus e os que enfeitam outras grandes cidades como Rosário, Córdoba e Mendoza, a exposição nos mostra o outro lado de um desenvolvimento gerado pelos investimentos e também pela voracidade imobiliária, essa outra face que aparece nas moradias precárias das favelas -muito perto das grandes e novas vias expressas -, que sublinham a presença das fronteiras no coração da cidade. A expansão física da cidade sobre a área rural e sobre o deserto – já que foi essa a imagem com que se caracterizou o não urbano a partir do umbigo portenho – significou crescimento, geração de empregos e também a mobilidade social que permitiu à Argentina, em meados do século 20, ser o único país da América Latina com classe média e possibilidade de ascensão social. Mas o crescimento nem sempre realmente integra os excluídos dispersos nas fronteiras. Na Argentina, esses núcleos urbanos – privilegiados pelas condições de acesso, pela localização central favorável à atividade comercial e por serem articuladores de edifícios importantes da administração política – se desenvolveram e se afirmaram como espaços públicos de excelência para as diversas expressões de massa de respaldo, de diálogo, de protestos por justiça, de participação, de mobilização dos esquecidos, de desencontros, de comemorações, das caminhadas circulares e silenciosas de busca de desaparecidos… Nosso governo pôs o acento em superar muitos de contraste-los refletidos nas fotografias chegadas desde diferentes cidades da Argentina, consciente de que fica muito por fazer em tal sentido. Por isso, a participação da Argentina é um saudável convite para refletir sobre quanto ainda falta em termos de planejamento, com suas normativas correspondentes, e que, portanto, deveria promover encontros e solidariedade entre os habitantes, para que eles se assumam como autênticos cidadãos. Emb. Magdalena Faillace DIRETORA GERAL DE ASSUNTOS CULTURAIS DO MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, COMÉRCIO INTERNACIONAL E CULTO

Lo primero, en la introducción al envío de Argentina a la 9ª. Bienal de San Pablo –NonaBia– es elogiar el marco conceptual elegido por los organizadores para un evento tan importante para el desarrollo de nuestros países. “Arquitectura para todos: construyendo ciudadanía” responde absolutamente a un eje central en las políticas públicas de nuestro gobierno, el de la inclusión social que conlleva la superación de asimetrías hacia adentro de nuestro país, rasgo distintivo de una realidad latinoamericana de la que nos sentimos parte y protagonistas. El título elegido por la Sociedad Central en conjunto con otras instituciones que agrupan arquitectos de todo el país –“Las ciudades y sus signos”– nos parece una acertada propuesta que busca, a través de los relatos que emergen de la exhibición fotográfica y virtual, dar cuenta de la diversidad cultural de la Argentina. Esta diversidad cultural, que constituye una de nuestras mayores riquezas, nos remite no solamente a las culturas originarias que subyacen o existen con una presencia más fuerte en distintas regiones de nuestro país. El recorrido de esta exhibición permitirá cotejar diferencias, identidades comunes y contrastes. También nos remite, en el desarrollo o en la construcción originaria de nuestras ciudades, a la presencia de la colonización hispánica, con su damero en cuadrícula en torno a la plaza institucional, que reunía a los distintos poderes locales y permitía también la manifestación de los vecinos, autoasumidos luego como ciudadanos. Pero esa matriz original vivió la acción de distintas migraciones y en otros casos, los menos, la emergencia del diseño de los pueblos de indios. La pluralidad de imágenes de esta muestra permitirá descubrir el crecimiento desordenado de un país en el que la propia riqueza de cada región, los flujos de la inmigración de principios del siglo XX, el anarquismo y el surgimiento de la industria vinculado con el sindicalismo hicieron que Buenos Aires se convirtiera en la primera mitad del siglo en esa cabeza de Goliat de la que habla Ezequiel Martínez Estrada en “Radiografía de la Pampa”. Este crecimiento coexistió con las casas “chorizo”, estampa obligada y turística del Riachuelo y con el más reciente florecimiento de las cadenas de torres de Puerto Madero. Junto a esas torres y a las que embellecen otras grandes ciudades como Rosario,

Córdoba o Mendoza, la exhibición nos muestra la otra cara de un desarrollo generado por la inversión y también por la voracidad inmobiliaria, esa otra cara que aparece en las viviendas precarias de las villas -muy próximas a las grandes y nuevas autopistas-, que subrayan la presencia del borde en el corazón de la ciudad. A su vez, la expansión física de la ciudad sobre el campo y sobre el desierto – pues ésa es la imagen con que se caracterizó a lo no urbano desde el ombligo del puerto de Buenos Aires– ha significado crecimiento, generación de empleos y también esa movilidad social que permitió a la Argentina, a mediados del siglo XX, convertirse en el único país de América latina con clase media y movilidad social ascendente. Pero el crecimiento no siempre ha caminado junto a una planificación integral que permitiera de verdad integrar a los excluidos dispersos en los bordes. En Argentina, el desarrollo de estos núcleos urbanos, privilegiados por su accesibilidad, por su centralidad para la actividad comercial y por ser articuladores de importantes edificios de la administración política, se han afirmado como espacios públicos de excelencia para las distintas expresiones masivas de respaldo, de diálogo, de reclamos de justicia, de participación, de movilización de los olvidados, de desencuentros, de festejos, de rondas de búsqueda… Nuestro gobierno ha puesto el acento en superar muchos de los contrastes reflejados en las fotografías llegadas desde distintas ciudades de la Argentina, consciente de que queda mucho por hacer en tal sentido. Por eso, el envío argentino es una saludable invitación a reflexionar sobre cuánto nos falta todavía en el orden del planeamiento, que conlleva normativas y, por ende, debiera impulsar los encuentros y la solidaridad entre los habitantes, para que asuman como auténticos ciudadanos. Emb. Magdalena Faillace DIRECTORA GENERAL DE ASUNTOS CULTURALES DEL MINISTERIO DE RELACIONES EXTERIORES, COMERCIO INTERNACIONAL Y CULTO


Construindo cidadania

Construyendo ciudadania

As cidades e seus sinais

Las ciudades y sus signos

Arq. Enrique García Espil

Arq. Enrique García Espil

Passada já a primeira década do século XXI podemos perceber que as cidades concentram, cada vez mais, os maiores e melhores expoentes da indústria, do comércio, da educação, da cultura e da arte. Fazer Cidade, construir Cidade implica, hoje em dia, solucionar centos de assuntos técnicos e organizativos com o objetivo de facilitar a produção, o movimento e o intercâmbio entre milhares de pessoas, criando assim âmbitos atraentes, amigáveis e bonitos através dos quais todos os cidadãos possamos dar um sentido mais pleno a nossas vidas. Mas, não é suficiente com construir Cidade, devemos também garantir que os bens e serviços possam ser utilizados por todos; que a saúde, a educação e a justiça não só sejam de excelência, mas que também estejam ao alcance de todos os cidadãos, podendo todos eles utilizá-los e desfrutar de uma vida melhor, a partir dos equipamentos, do transporte, da vivenda e da recreação que a Cidade oferece. Construir cidadania é, em primeiro lugar, construir uma cidade com qualidade de vida onde os atributos dessa qualidade sejam acessíveis para todos sem excluir ninguém por sua raça, gênero, condição socioeconômica, idade ou capacidades diferentes. Uma cidade onde homens e mulheres, maiores e crianças, aposentados ou trabalhadores possam desfrutar plenamente de todos os benefícios que a cidade oferece. Construir cidadania é, também, inculcar na população o respeito e o cuidado pelo ambiente, pelo patrimônio construído, pelas identidades locais, pelas instituições da democracia e por tudo aquilo que faz ao bem comum. Nesta significativa tarefa devemos cuidar, simultaneamente, do bem-estar de cada um dos habitantes, de cada pessoa que, como ser único e insubstituível tem seus próprios interesses e

necessidades particulares; e do conjunto cuja identidade social supera a simples soma de individualidades. Dar bem-estar e qualidade de vida a todos os habitantes sem descuidar os interesses particulares de cada um deles. Mais uma vez o difícil contraponto entre unidade e diversidade que gera uma tarefa coletiva que nos transforma em cidadãos comprometidos. Esta construção de cidadania é uma tarefa presente em cada ponto da Cidade, e cada um de nós a interpreta de uma maneira pessoal. As imagens desta exibição procuram refletir como dezenas de observadores, de diferentes cidades argentinas, ao percorrer, observar e fotografar os espaços onde transcorrem suas vidas vão recolhendo diferentes sinais de construção de cidadania. Como cada uno deles interpreta de uma maneira pessoal esta missão central da democracia de nosso tempo. A instalação sobre a que se encontram montadas estas imagens é, em si mesma, uma verdadeira obra de arte que devemos agradecer ao gênio de Clorindo Testa e a Juan Fontana que, com extrema generosidade, ofereceram sua colaboração para esta exibição. A Sociedade Central de Arquitetos, mais uma vez, agradece ao Ministério de Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto pela confiança depositada em nossa instituição ao confiar-nos o preparo desta exibição. Nossa entidade se sente orgulhosa de poder colaborar com o trabalho da Direção Geral de Assuntos Culturais, trabalho que, afiançado com os dos últimos seis anos nas Feiras Bienais de São Paulo, nas exibições de Veneza, na Feira do Livro em Frankfurt e nas diversas exibições itinerantes permeteu atingir resultados importantes na difusão da cultura argentina no mundo. Esperamos que nesta oportunidade o público possa desfrutar da exibição e obter dela conclusões proveitosas.

Cumplida ya la primera década del siglo XXI podemos ver que las ciudades, cada vez más, concentran las mayores y mejores muestras de la industria, el comercio, la educación, la cultura y el arte. Hacer Ciudad, construir Ciudad implica hoy en día resolver cientos de asuntos técnicos y organizativos con el objeto de facilitar la producción, el movimiento, el intercambio entre miles y miles de personas y, al hacerlo, crear ámbitos atractivos, amigables y bellos donde las personas podamos darle un sentido más pleno a nuestras vidas. Pero no alcanza con construir Ciudad, debemos también garantizar que los bienes y servicios puedan ser usados por todos; que la salud, la educación, la justicia no sólo sean de excelencia sino, además, que estén al alcance de todos los ciudadanos, que todos ellos puedan utilizarlos, que puedan disfrutar de una vida mejor gracias a los equipamientos, el transporte, la vivienda, la recreación que la Ciudad les ofrece. Construir ciudadanía es, en primer lugar, construir una ciudad con calidad de vida donde los atributos de esa calidad sean accesibles para todos sin excluír a nadie por su raza, su género, su condición socioeconómica, su edad o sus capacidades diferentes. Una ciudad donde hombres y mujeres, mayores y niños, jubilados o trabajadores, puedan disfrutar plenamente de todos los beneficios que la ciudad ofrece. Construir ciudadanía es, también, inculcar en la población el respeto y el cuidado por el ambiente, por el patrimonio construido, por las identidades locales, por las instituciones de la democracia, por todo aquello que hace al bien común. En esta significativa tarea debemos cuidar, simultáneamente, el bienestar de cada uno de los habitantes, de cada persona que como ser único e irremplazable tiene sus propios intereses, sus particulares necesidades y el del conjunto

cuya identidad social supera la simple suma de individualidades. Dar bienestar y calidad de vida a todos los habitantes sin descuidar los intereses particulares de cada uno de ellos. Una vez más el difícil contrapunto entre unidad y diversidad que genera una tarea colectiva que nos transforma de simples habitantes a comprometidos ciudadanos. Esta construcción de ciudadanía es una tarea presente en cada punto de la Ciudad y cada uno de nosotros la interpreta de una manera personal. Las imágenes de esta muestra buscan reflejar como decenas de observadores, de distintas ciudades argentinas, al recorrer, observar y fotografiar los espacios donde transcurren sus vidas, van recogiendo distintos signos de construcción de ciudadanía. Como cada uno de ellos interpreta de un modo personal esta misión central de la democracia de nuestro tiempo. La instalación sobre la cual se hallan montadas estas imágenes es, en sí misma, una verdadera obra de arte que debemos agradecer al genio de Clorindo Testa y Juan Fontana que, con extrema generosidad, han ofrecido su colaboración para esta muestra. La Sociedad Central de Arquitectos, una vez más, agradece al Ministerio de Relaciones Exteriores, Comercio Internacional y Culto por la confianza depositada en nuestra institución al confiarnos la preparación de esta muestra. Nuestra entidad se siente orgullosa de que nuestra colaboración con el trabajo de la Dirección General de Asuntos Culturales, afianzado los últimos seis años con las Ferias Bienales de San Pablo, las muestras de Venecia, la Feria del Libro en Frankfurt y diversas muestras itinerantes haya permitido lograr importantes resultados en la difusión de la cultura argentina en el mundo. Esperamos que en esta oportunidad el público pueda disfrutar la exhibición y sacar de ella provechosas conclusiones.


CLORINDO TESTA

Desenhando o espaço da Argentina em seu estúdio de Buenos Aires Arquiteto graduado pela Universidad de Buenos Aires em 1948 e artista plástico. Entre 1949 e 1951 viajou pela Itália e, ao retornar em 1952, realizou sua primeira exposição individual de arte na Galeria Van Riel. Desde sua graduação até o momento, participou de concursos de arquitetura e urbanismo, dos quais derivou grande parte de sua obra premiada em diversas oportunidades. Autor da Biblioteca Nacional da República Argentina, do Banco de Londres em Buenos Aires, do Centro Cultural Recoleta e do Buenos Aires Design e, mais recentemente, das sedes da Universidad del Salvador e da Universidad Di Tella. Desde 1976 é Membro efetivo da Academia Nacional de Belas Artes. Em 1982 recebeu o prêmio Konex de Platina em Artes Visuais — Arquitetura — e, em 1987, o prêmio da Trienal de Arquitetos da América, outorgado pela Federação Panamericana de Arquitetos. Em 1992 foi nomeado diretor do Fundo Nacional das Artes e Doutor Honoris Causa da UBA; Professor Honorário da FADU-UBA em 1996. Recebeu em 2001 o Prêmio à Trajetória outorgado pelo Fundo Nacional das Artes e, em 2008, o Prêmio à Trajetória concedido pela Sociedade Central de Arquitetos. Clorindo Testa diseñando el espacio de la Argentina en su estudio de Buenos Aires. Arquitecto egresado de la Universidad de Buenos Aires en 1948 y artista plástico. Entre 1949 y 1951 viajó por Italia. Al regresar, en 1952, realizó su primera exposición individual de arte en la Galería Van Riel. Ha participado, desde su graduación hasta la fecha, en concursos de arquitectura y urbanismo de los cuales derivó gran parte de su obra premiada en numerosas oportunidades. Autor de la Biblioteca Nacional de la República Argentina, del Banco de Londres en Buenos Aires, del Centro Cultural Recoleta y el Buenos Aires Design y, entre las más recientes, de las sedes de la Universidad del Salvador y de la Universidad Di Tella. Desde 1976 es Académico de Número de la Academia Nacional de Bellas Artes. En 1982 recibió el Premio Konex de Platino en Artes visuales -Arquitectura-, en 1987 el Premio Trienal Arquitectos de América, otorgado por la Federación Panamericana de Arquitectos. En 1992 fue nombrado Director del Fondo Nacional de la Artes y Doctor Honoris Causa de la UBA, en 1996 Profesor Honorario de la FADUUBA, en 2001 recibió el Premio a la Trayectoria del Fondo Nacional de las Artes y, en 2008, el Premio a la Trayectoria de la Sociedad Central de Arquitectos.


As cidades e seus signos Um percurso virtual sobre a vida nas nossas cidades a partir dos múltiplos olhares dos arquitetos argentinos. Arqs. Juan Fontana, Dario López, Roberto Busnelli; Hernán Bisman

A linguagem visual das imagens talvez seja a única capaz de descrever as realidades, o deslumbrante, o escuro, as luzes e as sombras das cidades, esses objetos monumentais de complexa e quase impossível descrição através das palavras. O projeto argentino, enquadrado no título “As cidades e seus signos”, visa a apresentar as cidades do nosso território nacional como produto de suas particularidades históricas, geográficas e econômicas, do intercâmbio cultural que a sociedade produz nelas e, também, como cenário da atuação dos arquitetos que nelas operam. A mostra da Argentina apresenta um percurso virtual fotográfico baseado em projeções digitais que respondem ao paradigma colocado pelos curadores paulistas: “Arquitetura para todos. Construindo cidadania” e tem duas características fundamentais: propõe uma participação federal, isto é, está aberto a todos os arquitetos da Argentina e representa a nossa arquitetura de cada região do país. O roteiro do projeto argentino se articula em torno de um conjunto de relatos individuais (fotografias) de arquitetos de todo o país, reunidos eletronicamente através da vasta rede de Associações e Colégios de Arquitetos que a Sociedade de Arquitetos tem organizado como fruto de seus mais de 120 anos de atividade. De todas as imagens recebidas, um comitê curatorial especialmente designado selecionou aproximadamente 1000 fotografias que reunidas agem como um conjunto estruturado e múltiplo que reflete algumas das situações, anedotas ou tensões que ocorrem diariamente nos prédios públicos, privados e lugares de encontro das nossas cidades, interpretadas a partir da visão dos arquitetos ultrapassando o simples registro circunstancial ou jornalístico. Alguns termos foram selecionados para focalizar os relatos e focar os signos aos que refere o título do envio. Essas palavras são: Interior - Exterior; Trabalho; Texturas; Centro - Borda; Vazio - Densidade; Símbolos; Encontro Desencontro; Carência - Bem-estar; Mobilidade; Participação - Solidariedade - Integração. A pertinência desta exposição fotográfica cujo suporte é uma instalação site - specific desenhada especialmente pelo reconhecido arquiteto argentino Clorindo Testa acompanhado pelo arquiteto Juan Fontana, é sustentada na ideia da existência de uma identidade Argentina particular enquadrada na arte permanente das nossas cidades, cuja diversidade foi captada pelos olhares dos arquitetos de todo o país, que contemplaram seus habituais territórios de trabalho com uma visão paisagística, panorâmica e

crítica, desde o pequeno detalhe no quarto de uma casa privada até a situação de vinculação cidadã num grande espaço público, pousando sua atenção em signos que geraram outras imagens que, como um zoom, vão do geral ao particular. A Cidade, para nós, é muito mais do que uma simples construção física que combina prédios, ruas, monumentos e praças. Não é possível reduzir o fenômeno urbano aos fatos físicos e funcionais, ao somatório das pessoas que ali habitam e das atividades que se desenvolvem, esquecendo a estreita e riquíssima relação entre a cidade física e a sociedade que a constrói e habita. A cidade é um muito complexo organismo produzido por uma sociedade que, simultaneamente, cria e utiliza a mesma; representa os traços dessa sociedade, seus valores, suas crenças, seus modos de vida e, ao mesmo tempo, incide, com sua forma, seu funcionamento e sua história, na formação dessas crenças e valores, no desenvolvimento desses modos de vida. Os homens constroem as cidades mas, ao mesmo tempo, as cidades constroem os homens. A Cidade é a criação mais importante do gênero humano em toda a história, é uma obra de arte coletiva, com inúmeros e anônimos autores, todos os quais deixam algo de si próprios nessa maravilhosa criação. Como toda construção coletiva, envolve acordos e divergências; debates, discussões, lutas e consensos tanto no campo dos valores que a sociedade impulsiona e leva adiante quanto no dos saberes específicos e as ações concretas. Longe de pretender impor doutrinas ou receitas, esta mostra co-organizada pela Chancelaria Argentina e a Sociedade Central de Arquitetos, propõe uma aproximação aberta que sirva para estimular a reflexão, o debate e o intercâmbio de ideias, tão necessários acerca do que significam as sentenças “Arquitetura para todos” e “Construindo cidadania”. Mas deve ficar claro que nem tudo está em debate já que entendemos que existem valores compartilhados nos quais baseamos a convicção de que o urbanismo deve promover uma cidade que garanta qualidade de vida para todos seus habitantes. Acreditamos que a cidade deve ser o âmbito de inclusão e de integração de setores diversos, o lugar de encontro, de vida em comum, onde haja, para todos, oportunidades de desenvolver os mais dissímeis projetos de vida de um modo tolerante, sustentável, inovador e criativo. Dentro desse âmbito é que devem ser compreendidas as diversas, e muitas vezes opostas, posições que caracterizam hoje a vida nas nossas cidades.


Las ciudades y sus signos Un recorrido virtual sobre la vida en nuestras ciudades desde las multiples miradas de los arquitectos argentinos. Arqs. Juan Fontana, Dario López, Roberto Busnelli; Hernán Bisman

El lenguaje visual de las imágenes es, quizás, el único capaz de describir las realidades, lo deslumbrante, lo oscuro, las luces y las sombras de las ciudades, esos objetos monumentales de compleja y casi imposible descripción a través de las palabras. El proyecto argentino, enmarcado en el título “Las ciudades y sus signos”, busca presentar a las ciudades de nuestro territorio nacional como producto de sus particularidades históricas, geográficas y económicas, del intercambio cultural que la sociedad produce en ellas y, también, como escenario de la actuación de los arquitectos que en ellas operan. La muestra de la Argentina presenta un recorrido virtual fotográfico basado en proyecciones digitales que responden al paradigma planteado por los curadores paulistas: “Arquitectura para todos. Construyendo ciudadanía” y tiene dos características fundamentales: propone una participación federal, es decir, está abierto a todos los arquitectos de la Argentina y representa a nuestra arquitectura de cada región del país. El guión del proyecto argentino se articula en torno a un conjunto de relatos individuales (fotografías) de arquitectos de todo el país, compilados electrónicamente a través de la vasta red de Asociaciones y Colegios de Arquitectos que la Sociedad de Arquitectos tiene organizada como fruto de sus más de 120 años de actividad. De todas las imágenes recibidas un comité curatorial especialmente designado seleccionó alrededor de 1000 fotografías que compiladas actúan como un conjunto estructurado y múltiple que refleja algunas de las situaciones, anécdotas o tensiones que ocurren a diario en los edificios públicos, privados y lugares de encuentro de nuestras ciudades, interpretadas desde la visión de los arquitectos superando el mero registro circunstancial o periodístico. Algunos términos fueron seleccionados para focalizar los relatos y enfocar los signos a los que refiere el título del envío. Esas palabras son: Interior - Exterior; Texturas; Centro - Borde; Vacío - Densidad; Símbolos; Encuentro - Desencuentro; Carencia - Bienestar; Participación Solidaridad - Integración; Trabajo; Movilidad. La pertinencia de esta exposición fotográfica cuyo soporte es una instalación site - specific diseñada especialmente por el reconocido arquitecto argentino Clorindo Testa acompañado por el arquitecto Juan Fontana, se sustenta en la idea de la existencia de una identidad Argentina particular enmarcada en el arte permanente de nuestras ciudades, cuya diversidad fue captada por las miradas de los arquitectos de todo el país, que contemplaron sus habituales territorios de trabajo con una visión

paisajística, panorámica y crítica, desde el pequeño detalle en la habitación de una casa privada hasta la situación de vinculación ciudadana en un gran espacio público, posando su atención en signos que generaran otras imágenes que, como un zoom, vayan desde lo general hasta lo particular. La Ciudad, para nosotros, es mucho más que una simple construcción física que combina edificios, calles, monumentos y plazas. No puede reducirse el fenómeno urbano a los hechos físicos y funcionales, a la sumatoria de las personas que allí habitan y de las actividades que se desarrollan, olvidando la estrecha y riquísima relación entre la ciudad física y la sociedad que la construye y habita. La ciudad es un complejísimo organismo producido por una sociedad que, simultáneamente, la crea y la utiliza; representa los rasgos de esa sociedad, sus valores, sus creencias, sus modos de vida y, al mismo tiempo, incide, con su forma, su funcionamiento y su historia, en la formación de esas creencias y valores, en el desarrollo de esos modos de vida. Los hombres construyen las ciudades pero, a la vez, las ciudades construyen a los hombres. La Ciudad es la creación más importante del género humano en toda la historia, es una obra de arte colectivo, con innumerables y anónimos autores, todos los cuales dejan algo de sí mismos en esa maravillosa creación. Como toda construcción colectiva, implica acuerdos y disensos; debates, discusiones, luchas y consensos tanto en el campo de los valores que la sociedad impulsa y lleva adelante como en el de los saberes específicos y las acciones concretas. Lejos de pretender imponer doctrinas o recetas, esta muestra co-organizada por la Cancillería Argentina y la Sociedad Central de Arquitectos, propone una aproximación abierta que sirva para estimular la reflexión, el debate y el intercambio de ideas, tan necesarios acerca de qué significan las sentencias “Arquitectura para todos” y “Construyendo ciudadanía”. Pero debe quedar claro que no todo está en debate ya que entendemos que hay valores compartidos sobre los cuales basamos la convicción de que el urbanismo debe promover una ciudad que garantice calidad de vida para todos sus habitantes. Creemos que la ciudad debe ser el ámbito de inclusión y de integración de sectores diversos, el lugar de encuentro, de vida en común, donde haya, para todos, oportunidades de desarrollar los más disímiles proyectos de vida de un modo tolerante, sustentable, innovador y creativo. Dentro de ese marco es que deben comprenderse las distintas, y muchas veces opuestas, posiciones que caracterizan hoy la vida en nuestras ciudades.


centro - borda centro - borde

encontro - desencontro encuentro - desencuentro

interior - exterior

participação - integração participación - integración

carência - bem-estar carencia - bienestar

vazio - densidade

FOTOGRAFIA: ALBANO GARCÍA

vacío - densidad

mobilidade

trabalho trabajo

símbolos

movilidad

texturas


Fausto Amadeo lorena marchetti +2h Vazio - Densidade Vacío - Densidad

Leandro Ardigo +2h Participação - Integração Participación - Integración

Javier Albornoz Gonzalo Strasser García Centro - Borda Centro - Borde


Eduardo Bekinschtein Lucía Calcagno Domingo Risso Patron Esteban Bisio Diys proyecto Rehabitar

Fabiana Barreda

Carência - Bem-estar Carencia - Bienestar

artista convidado artista invitada

Centro - Borda Centro - Borde

Nicolás Bares Federico Bares Enrique Bares Alejandro Becker Claudio Ferrari Florencia Schnack B4FS Interior - Exterior

Mónica Bertolino Carlos Barrado Mobilidade Movilidad


Francisco Cadau Vazio - Densidade Vacío - Densidad

Juan Manuel Cañonero Carolina Curci Texturas

Juan Ignacio Bousquet artista convidado artista invitado

Encontro - Desencontro Encuentro - Desencuentro

Nicolás Bohler Interior - Exterior


Flavia Cerrón Pietrobelli Texturas

pablo cabado artista convidado artista invitado

Centro - Borda Centro - Borde

Santiago Chibán

Laura Cazzulo Franke

Interior - Exterior

Participação - Integração Participación - Integración


Guillermo De Paz Pablo Rescia Mobilidade Movilidad

Wanda Di Pietro Vazio - Densidade Vacío - Densidad

Verónica Copola Vazio - Densidade Vacío - Densidad

Elisa Dall´Occhio Encontro - Desencontro Encuentro - Desencuentro


Debora Di Véroli

Silvia Estévez

Mobilidade Movilidad

Símbolos

Germán Elsegood Gretel Caruso Rogelio Marchena Vazio - Densidade Vacío - Densidad

Juan Erlich artista convidado artista invitado

Centro - Borda Centro - Borde


Ricardo Fernández Rojas Texturas

Juan Martín Flores Andrés Ferrari Centro - Borda Centro - Borde

Pablo Ferreiro Participação - Integração Participación - Integración

Encontro - Desencontro Encuentro - Desencuentro


Roberto Frangella Horacio Sardin Valeria del Puerto Bárbara Berson Grupo 4

Roque Frangella Símbolos

Símbolos

Fernando Gandolfi Ana Ottavianelli Encontro - Desencontro Encuentro - Desencuentro

Ramiro Gallardo Max Zolkwer Gabriel Gendin Albano García Participação - Integração Participación - Integración


Gustavo Jononovich

Albano garcía artista convidado artista invitado

Mobilidade Movilidad

Trabalho Trabajo

Ana Garabedian artista convidado artista invitada

Trabalho Trabajo

Josefina Guzmán Jardel Lucía Avila Poj Encontro - Desencontro Encuentro - Desencuentro


Diego Jobell Vazio - Densidade VacĂ­o - Densidad

Alejandro Leveratto artista convidado artista invitado

Vazio - Densidade VacĂ­o - Densidad

Laura Leyt SĂ­mbolos


Marcelo López Dario López Laura Leyt Mariana Yablon Arquitectónika Símbolos

jorge miño artista convidado artista invitado

Texturas

Bárbara Moyano Gacitúa Bruno Emmer Texturas

Klaus Madsen Tomás Saavedra Símbolos


Ignacio Montaldo Texturas

Edgardo Minond Trabalho Trabajo

Marcelo Maldonado

María Celina Obarrio

Vazio - Densidade Vacío - Densidad

Símbolos


Raúl Pieroni Fabián de la Fuente Guillermo Raddavero Marta Oghievski gustavo sosa pinilla

Nicolás Oks artista convidado artista invitado

Vazio - Densidade Vacío - Densidad

Interior - Exterior

Roberto Parysow Jessica Parysow Emilio Schargrodsky Interior - Exterior

Leticia Paschetta José Cavallero Texturas

Guadalupe Peyré Vazio - Densidade Vacío - Densidad


Diego Pinilla Amaya artista convidado artista invitado

Encontro - Desencontro Encuentro - Desencuentro

Rolando Reich artista convidado artista invitado

SĂ­mbolos

Santiago Porter artista convidado artista invitado

Vazio - Densidade VacĂ­o - Densidad


AndrĂŠs Remy Alejandro Peral Interior - Exterior

Santiago Rojas Paz artista convidado artista invitado

Encontro - Desencontro Encuentro - Desencuentro

Juan Carlos Rey Encontro - Desencontro Encuentro - Desencuentro


Juan Ignacio Ruffa Interior - Exterior

Santiago Serrano artista convidado artista invitado

Encontro - Desencontro Encuentro - Desencuentro

Javier Samaniego García Encontro - Desencontro Encuentro - Desencuentro

Alejandro Rodríguez Símbolos


Mariana Yablon SĂ­mbolos Centro - Borda Centro - Borde

Federico Valverdi Vazio - Densidade VacĂ­o - Densidad

Augusto Zanela Interior - Exterior



Bienal de San Pablo