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FOLHETO INFORMATIVO DE DISTRIBUIÇÃO QUINZENAL

ANO II NÚMERO 65 – PINHÃO, 23 DE JANEIRO DE 2010   PROPRIEDADE: ASCVD     COORDENADOR: PEDRO ESPÍRITO SANTO                                Forte tremor  de terra de magnitude 7.0 que abalou o Haiti, nas Caraíbas. O terramoto demorou menos de 1 minuto e   teve um epicentro a 15 quilómetros da capital Port-au-Prince, acontecendo a uma profundidade de 8 quilómetros;                               Quinze anos após   o seu falecimento; A entrevista nunca antes feita ao maior   autor do Douro;     Sábado Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta   23/01 24/01 25/01 26/01 27/01 28/01 29/01         11ºC 9ºC 10ºC 10ºC 12ºC 9ºC 10ºC    

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A FORÇA DE UM MINUTO

O GRANDE ESCRITOR DO DOURO


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FICHA TÉCNICA

DOURO PRESS

EDITORIAL

E O MUNDO DELES RUIU…

Folheto Informativo Quinzenal de Distribuição Gratuita Online Propriedade Associação Sócio Cultural Vale D’Ouro Impressão Junta de Freguesia do Pinhão Tiragem 50 exemplares Distribuição Marco Costa www.douropress.com.sapo.pt douropress@sapo.pt Redacção Luís Ramos Cátia Ramos Luís Almeida Rui Batista Sansão Gomes Pedro Espírito Santo Colaboradores André Elias Montagem Pedro Moreira Manutenção Web Dep. Com. ASCVD Imagem Fábio Cardoso André Elias Coordenador Pedro Espírito Santo

É pois impossível passar à margem de toda esta imensa tragédia. Hoje, por mais reportagens, vídeos, fotografias que veja tudo parece tão pequeno quando comparado com a imensa catástrofe que abalou um País devoluto, um lugar onde já pouco funcionava e onde agora nada parece fazer sentido. A situação no Haiti é "a pior crise humanitária das últimas décadas", disse ontem o secretário-geral da ONU. A Organização Mundial de Saúde e a Cruz Vermelha estimam que o terramoto tenha causado entre 45 mil e 50 mil mortos. As autoridades haitianas apontam um número mais elevado, acima dos cem mil mortos. Três milhões de pessoas terão ficado desalojadas. Na cidade, a ajuda humanitária começava a chegar com a distribuição de água, comida, medicamentos e roupa. As pessoas amontoam-se e lutam pelo acesso aos mantimentos, empurrando os mais pequenos e fracos para o fim das filas de distribuição. Esta realidade ultrapassa qualquer “filme” de ficção… O Homem já mais conseguirá prever ou combater o que é realmente… Uma catástrofe Mundial. Pedro Espírito Santo

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A ENTREVISTA NUNCA FEITA A TORGA Luís Almeida com Vidas Lusófonas e Jornal de Noticias

Um dos maiores escritores portugueses de todos os tempos, apaixonado pela sua pátria, pelo Douro, por Coimbra, pelo negrilho da praça central de São Martinho de Antas com quem tinha uma relação simbiótica. Adolfo da Rocha em São Martinho, Miguel Torga no mundo desapareceu há 15 anos tal como o negrilho que o acompanhou ao longo da vida. Passamos em revista o poeta telúrico a quem já só falta o Prémio Nobel e apresentamos a entrevista que o JN fez esta semana e a qual é respondida com excertos da obra do grande poeta duriense. Até porque Adolfo Rocha nunca se prestou disponível para uma entrevista remetendo para a sua obra qualquer resposta a eventuais perguntas. A sua pátria é, realmente, Portugal ou a língua portuguesa? Miguel Torga - ("Diário X", Coimbra, 14 de Novembro de 1966) Pessoa sabia: a língua é uma pátria. A pátria dum escritor, pelo menos. Pátria que não herda passivamente de qualquer providencial Afonso Henriques, mas activa e penosamente constrói dia a dia, unindo no tempo o seu corpo disperso. Que são os Lusíadas senão um território idiomático, heroicamente conquistado às trevas da nudez, um espaço vital de expressão que o próprio verbo agenceia, baliza e preserva? Depois que os escreveu nunca mais Camões pôde ser desterrado. Fosse para onde fosse, levaria na bagagem de proscrito a voz portuguesa - voz que encarnou Portugal durante os 60 anos filipinos, e continua a encarná-lo três séculos passados. Sim, a língua é uma

pátria, e como consola lembrá-lo em certas horas! Enche o coração de paz a certeza de que nenhuma marginalidade margina os cultores da palavra, centros geográficos da nação, queiram ou não os imperadores do silêncio. Em que momentos achou, durante o ano posterior à revolução de 25 de Abril de 1974, que ela valeu a pena? MT - ("Diário XII", Coimbra, 25 de Abril de 1975) Eleições sérias, finalmente. E foi nestes cinquenta anos de exílio na pátria a maior consolação cívica que tive. Era comovedor ver a convicção, a compostura, o aprumo, a dignidade assumida pela multidão de eleitores a caminhar para as urnas, cada qual compenetrado de ser portador de uma riqueza preciosa e vulnerável: o seu voto, a sua opinião, a sua determinação.

Reserva a frontalidade para os amigos ou ela faz parte do convívio diário com conhecidos e inimigos declarados? MT - ("Diário IV", Porto, 10 de Outubro de 1949) Não é sem uma grande mágoa interior que se diz a um homem, de mais a mais jovem, o que eu hoje disse. Mas era necessário limpar terreno das

nossas relações de todo e qualquer equívoco. Creio que a vida não tem sombra de interesse, concebida e vivida em termos de mentira e de conveniência…/… Enfim, expliquei ao jovem que não aceitaria nunca a sua intervenção, o seu snobismo, a sua conversa artificial e arbitrária de valores…/… Reagiu brutalmente. É curioso notar como certos indivíduos destes são duros e atrevidos. Mas a minha força era de outro quilate. E ficámos bem, ao fim. Ele a saber até onde o compreendo, mas não o aprovo, e eu a conhecer os magros argumentos com que se segura ao mundo a anormalidade. Que relação mantém e quer deixar viva com os seus leitores? MT ("Antologia Poética") Querido leitor, gostaria de conversar contigo alguns momentos no pórtico desta antologia. Para já, quero que saibas que hesitei muito antes de me decidir a organizá-la. Perguntava a mim mesmo se seria legítimo desirmanar cada um dos poemas que nela agora figuram dos outros com que emparelharam em livros entendidos como unidades redondas. Temia, além disso, a precariedade do critério que os escolhesse. Nem sempre um autor é bom juiz em causa própria. Não raro dá preferência afectiva aos frutos das suas horas menos felizes. …/… Tu dirás de tua justiça, com a objectividade de quem observa o jogo de fora. Pelo que me respeita, apenas desejo acrescentar que, tanto em relação às criações desenvoltas da juventude, como às menos sumárias da anciania, a minha única certeza é a de que nada mais posso fazer por elas. Pudessem elas, em contrapartida, fazer alguma coisa por mim… Luís Almeida


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O GRANDE ESCRITOR DO DOURO DESAPARECEU HÁ 15 ANOS Luís Almeida com Vidas Lusófonas e Jornal de Noticias

Adolfo Correia da Rocha, que será conhecido por Miguel Torga, nasceu em 12 de Agosto de 1907, em S. Martinho da Antas, concelho de Sabrosa. Filho de gente do campo, não mais se desliga das origens, da família, do meio rural e da natureza que o circunda. Mesmo quando não referidos, estão sempre presentes o Pai, a Mãe, o professor primário Sr. Botelho, as fragas, as serranias, a magreza da terra, o suor para dela arrancar o pão, os próprios monumentos megalíticos em que a região é pródiga. Emigra para o Brasil em 1920. Trabalha na fazenda do tio, é a dureza da "capinagem" do café. O tio apercebe-se das suas qualidades. Paga-lhe ingresso e estudos no liceu de Leopoldina, onde os professores notam as suas capacidades. Regressa a Portugal em 1925. Entra da Faculdade de Medicina de Coimbra. Participa moderadamente na boémia coimbrã. Ainda estudante publica os seus primeiros livros. Com ajuda financeira do tio brasileiro conclui a formatura em 1933. A família é um dos pontos fulcrais da sua vida. O pai, com quem a comunicação se faz quase sem necessidade de palavras, é um dos fortes esteios da sua ternura, amor e respeito. Cortei o cabelo ao meu pai e fiz-lhe a barba.(...) Foi sempre bonito, o velhote... Recorda os braços do pai pegando pela primeira vez na neta, recém nascida. O mesmo amor em poemas dedicados à mãe. Por sua mulher e filha um afecto profundo, também. Uma parcela de arrogância, um certo distanciamento dos homens, timidez comum aos homens vindos dos meios humildes: Nem sempre escrevi que sou intransigente, duro, capaz de uma lógica que toca a desumanidade. (...) Nem sempre admiti que estava irritado com este camarada e aquele amigo. (...) A desgraça é que não me deixam estar só, pensar só, sentir só.

O desejo de perfeição absoluta e de verdade: Que cada frase em vez de um habilidoso disfarce, fosse uma sedução (...) e um acto sem subterfúgios. Para tanto limpo-a escrupulosamente de todas as impurezas e ambiguidades. Não dá nada a ninguém, diz-se. Imensas consultas gratuitas como médico, desmentem a atoarda. Não dispõe de recursos folgados, confidencia a alguns amigos. Compreende-se: por motivos políticos, a sua mulher, Profª. Andrée Crabbé Rocha, é proibida de leccionar e, ao longo dos anos iniciais, altos são os custos editoriais do que publica... A ideia da morte e da solidão acompanham-no permanentemente. Desde criança mantêm-se presentes no corpo e no espírito. Dos vinte e cinco poemas insertos no último volume do Diário, cerca de metade evocam-nas. Não porque atinja já uma idade relativamente avançada ou sofra de doença incurável. Na casa dos quarenta e até antes, já o envolvem. Não se traduzem em medo, mas no sentido do limite. Criança ainda, uma noite, sozinho, (...) desamparado e perplexo, assiste à morte do avô. O que não será estranho à obsessão. No enterro de Afonso Duarte, ao fazer o elogio fúnebre afirma que a morte purifica os sentimentos. O homem é, por desgraça, uma solidão: Nascemos sós, vivemos sós e morremos sós.

Viajante incansável por todo o país e estrangeiro. Visita a China e a Índia já próximo dos oitenta anos. Pareço um doido a correr esta pátria e nem chego a saber por quê tanta peregrinação. Os monumentos entusiasmamno. Os Jerónimos, a Batalha e Alcobaça têm sentido na Alma da nação. Mafra é uma estupidez que justifica uma punição aos reis doiros que fizeram construir o convento. Os monumentos paleolíticos fascinamno. Sou uma encruzilhadas de duas naturezas. De variadíssimas, dirá

quem bem o conhece... Morreu em 17 de Janeiro de 1995, no mesmo em dia em que o emblemático negrilho da localidade começou a secar. Enterrado em S. Martinho da Anta, junto dos pais e irmã. Luís Almeida


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A FORÇA DE UM MINUTO

CÁTIA RAMOS

A mãe natureza anda muito zangada com o Homem, prova disso é o forte tremor de terra de magnitude 7.0 que abalou o Haiti, nas Caraíbas. O terramoto demorou menos de 1 minuto e teve um epicentro a 15 quilómetros da capital Port-auPrince, acontecendo a uma profundidade de 8 quilómetros. Ainda no mesmo dia, as autoridades norte-americanas registaram outros três terramotos com magnitude 5.9 e 5.5 e 5.1, depois do abalo inicial. O tremor de terra foi ainda sentido na República Dominicana. Alguns habitantes da capital, Santo Domingo, deixaram mesmo as casas com receio. As previsões apontam para mais de 100 mil mortos, embora não seja conhecido o número exacto de habitantes da ilha, já que é incalculável o número de turistas e trabalhadores que frequentam diariamente o Haiti. Estima-se que mais de 1% da população esteja desaparecida no que sobra da pequena ilha paradisíaca. Muitas das vítimas são elementos de equipas de ajuda humanitária. Pelo menos 150

pessoas da UNO estão desaparecidas, possivelmente entre os escombros de edifícios, a China indicou que seis dos seus capacetes azuis morreram e dez estão desaparecidos. O exército jordano contabilizou três mortos e 21 feridos, segundo a AFP. Os hospitais cubanos no Haiti já assistiram centenas de pessoas, os médicos haitianos mostram desespero pela quantidade de vítimas que necessitam de auxílio, já que os hospitais não têm capacidade para responder a este tipo de catástrofe. Para agravar a situação, o único hospital que oferece cuidados cirúrgicos gratuitos no Haiti, o Trinité, foi seriamente destruído pelo terramoto, e apesar de o hospital estar a receber pacientes encontram-se com muitas dificuldades para responder às necessidades das populações. Nas ruas, depois desta tragédia, os actos de violência e pilhagens multiplicaram-se na capital do Haiti, a situação está caótica e a falta de bens de primeira necessidade está a levar a um aumento de criminalidade. Para piorar este clima de luta pela sobrevivência, um novo

sismo com magnitude de 6,1 abalou o Haiti no passado dia 20, tendo o epicentro sido registado a 59 km da capital Port-au-Prince. O abalo fez tremer edifícios na capital Haitiana sendo sentido no acampamento onde está instalada a equipa humanitária enviada por Portugal onde, f felizmente, não houve mais danos a registar. Solidário para com este povo, o mundo juntou-se a esta onda de solidariedade que pretende ajudar a reerguer o Haiti, para isso a Portugal Telecom e a TMN lançaram uma campanha de apoio às vítimas do sismo disponibilizando uma linha telefónica cujos ganhos reverterão a favor da AMI, Cruz Vermelha e Médicos do Mundo em missão naquele país. Para tal, os clientes da PT e da TMN poderão fazer uma chamada telefónica para o número 760 206 206 e ajudar os Haitianos. O contacto poderá ser efectuado a partir do telefone fixo ou do telemóvel, custando cada chamada 60 cêntimos (+IVA), valor que reverterá a favor destas organizações. Linha de apoio, ajude a ajudar: www.maisportugal.com/ajuda-ao-haiti


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SYMINGTON FAMILY ESTATES DOA AMBULÂNCIA AOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE SÃO JOÃO DA PESQUEIRA

FALHA SÍSMICA AINDA ACTIVA Atravessa o distrito e estende-se de Verin a Penacova

No contínuo apoio a causas de reconhecido mérito social, a Symington Family Estates deu um forte contributo para a aquisição de uma ambulância para os Bombeiros Voluntários de São João da Pesqueira. A entrega deste veículo realizou-se, no passado sábado dia 16 de Janeiro, pelas 11h30, numa cerimónia formal na sede da corporação.

Uma fractura tectónica atravessa longitudinalmente todo o distrito de Vila Real, de Chaves a Caldas do Moledo (Régua), sendo considerada uma zona sísmica com uma actividade ténue. A ocorrência de um terramoto trágico como aquele que sucedeu no Haiti parece ser remota. Porém, segundo os investigadores, a previsibilidade de um Em 2006, por exemplo, apoiou na íntegra a aquisição grande abalo, nesta zona, varia num intervalo de equipamento médico de suporte de vida para o hospital de de 4 mil a 20 mil anos, mas não se sabe Alijó (€25.000). Já no ano 2007 doou uma ambulância quando ocorreu o último. totalmente equipada aos Bombeiros Voluntários do Pinhão (€39.000). O investigador do Departamento de Mais recentemente, ofereceu equipamento médico Geologia da UTAD, João Carlos Baptista, tem específico de cardiologia para a Cruz Vermelha de Sabrosa desenvolvido pesquisas importantes em áreas (€13.500). Em Janeiro de 2010, e apesar da crise que não como a neotectónica de falhas tardi-hercínicas, deixou de afectar as vendas de vinho do Porto, a Symington roteiros geológicos, experimentação nas Family Estates tomou a decisão de manter a sua política de Ciências da Terra e na inventariação, responsabilidade social relativamente à população duriense. valorização e divulgação do património Para isso, contribuiu com €40.000 para a aquisição de uma geológico. ambulância para os Bombeiros Voluntários de São João da Pesqueira. Num inédito quadro de cooperação entre entidades públicas e privadas, a Câmara de São João da Pesqueira associou-se a esta iniciativa, tendo contribuído também com €20.000 destinado à aquisição de equipamento. A Câmara de São João da Pesqueira e a Symington Family Estates, em nome dos seus colaboradores em Vila Nova de Gaia e no Douro, esperam que esta doação possa traduzir-se no máximo benefício para a população duriense, em particular, de São João da Pesqueira. dodouro.com

Chegou hoje ao Twitter o primeiro post enviado do espaço, directamente e em tempo real. Os astronautas em missão na Estação Espacial Internacional experimentaram com sucesso uma ligação de Internet que permite o contacto directo com o ciberespaço na Terra. Basta consultar: http://twitter.com/NASA_Astronauts

NUNO PINTO ENTRE OS TRINTA CANDIDATOS DO FESTIVAL DA CANÇÃO 2010 O vila-realense que conquistou o terceiro lugar na última edição da Operação Triunfo, está entre os trinta artistas candidatos ao Festival da Canção. Com o período de votação a decorrer até ao próximo dia 27, é possível ouvir e votar no tema “Fogo Lento”, de Nuno Pinto, através do site http://videos.sapo.pt/wfHOz6HGEnsPG5pG5dl8. avozdetrasosmontes.com


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CAMINHOS RURAIS COLOCAM POPULAÇÃO CONTRA JUNTA Ainda nem o meio ano do habitual estado de graça passou, já Estela Teixeira, uma das mais jovens presidentes de junta eleitas pelo PS no concelho de Alijó está a braços com uma reclamação da população que chegou aos meios de comunicação nacionais e que se relaciona com os caminhos rurais da localidade.

A população da localidade de Cotas, em Alijó, Vila Real, está revoltada com a Junta de Freguesia e com a Câmara Municipal. Em causa está o facto de desde há seis anos terem de

percorrer 12 quilómetros para acederem à estação de comboios, na freguesia vizinha, porque diversos caminhos públicos foram vedados desde a criação de um hotel. A ‘guerra’ começou quando a Quinta da Romaneira foi vendida a um grupo de investidores estrangeiros e, após ter sido transformada num hotel, todos os caminhos que passavam pelos terrenos da herdade, constituída por vários hectares, foram destruídos ou encerrados a cadeado. "Isto é lamentável e vergonhoso. Deixámos de poder apanhar o comboio na estação da nossa freguesia porque cortaram o caminho. Agora, a estação mais próxima é na freguesia ao lado", contou ao CM Norberto Loureiro, porta--voz dos habitantes da aldeia de Cotas. "Andamos nisto há seis anos. A Junta empurra para a Câmara e vice-versa. Todos nos viram as costas", prossegue. "Já tentámos falar com os responsáveis do hotel, mas eles mostram uma atitude muito arrogante, apesar de terem a noção do mal que nos estão a fazer. Há pessoas que não têm

possibilidade de andar doze quilómetros", acrescenta. Norberto aponta mesmo o dedo aos proprietários da quinta. "Eles apropriaram-se indevidamente de caminhos públicos", atira. Contactada pelo Correio da Manhã Estela Teixeira desmente categoricamente qualquer polémica: “Nada disto é verdade. O apeadeiro a que o caminho dá acesso está desactivado há mais de oito anos e não há nada que impeça a passagem por ali." A presidente admite que cerca de três quilómetros do caminho foram mudados da sua rota, mas garante que tal não causa transtorno. "As pessoas já se habituaram, mas, de qualquer forma, estamos já a pensar em algumas soluções que melhorem o percurso", explicou Estela Teixeira. Note-se ainda que a REFER excluiu o apeadeiro de Cotas do seu directório de rede nacional e a CP não tem qualquer tipo de serviço comercial ou paragem no referido apeadeiro, desde pelo menos 2004. Luís Almeida com Correio da Manhã

JS-VILA REAL REÚNE EM ALIJÓ No dia 30 de Janeiro irá decorrer, no Auditório Municipal de Alijó, a VII Convenção Distrital da Juventude Socialista (JS) de Vila Real, órgão máximo da estrutura federativa. A VII Convenção Distrital da JS Vila Real contará com a presença de cerca de oito dezenas de delegados eleitos nos próximos dias 15 e 16 de Janeiro de 2010, em representação dos diferentes concelhos do distrito. A VII Convenção Distrital da JS Vila Real tem a competência de eleger o presidente da Federação, a

Comissão Política Federativa (órgão deliberativo entre convenções), os representantes da JS na Comissão Política Federativa do Partido Socialista. Durante a Convenção serão aprovadas as moções sectoriais apresentadas pelos militantes e a Moção Global de Estratégia para o próximo mandato que terá a duração de dois anos. Até ao dia 20 de Janeiro de 2010 a Comissão Organizadora da VII Convenção Distrital da JS Vila Real receberá as Moções Globais de Estratégia e Candidaturas a Presidente de Federação.

Realce-se o facto do anterior presidente da Federação, Fernando Morgado, ter já anunciado o facto de não se recandidatar, após ter estado à frente dos destinos da Federação Distrital da JS Vila Real mais de seis anos. À semelhança de outros anos, o local da realização da VII Convenção Distrital da JS Vila Real foi determinado pela Comissão Organizadora após a análise das diferentes candidaturas apresentadas, sendo a proposta vencedora a apresentada pela Concelhia da JS de Alijó. Edição Politica


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CULTURAL

CURIOSIDADES

‘AS TRÊS PANCADAS’ O programa de rádio Às Três Pancadas tem tudo para envergonhar o panorama radialista português. Não, não é por ser tão bom que os outros se sentem mal, é mais por os outros se sentirem mal devido a partilharem ondas FM com tal programa.

“O dia da saia” NO TEATRO DE VILA REAL Sonia Bergerac é uma professora de meia-idade à beira de um colapso nervoso. Depois de anos a lidar com os problemas de indisciplina dos seus alunos e a obedecer às regras pouco comuns do director da escola, decide quebrar a norma que não permite o uso de saia na sala de aulas. Para além da reacção pouco amistosa dos alunos, encontra uma arma na mochila de um deles. Sem saber o que fazer, toma toda a turma como refém... Realização: Jean-Paul Lilienfeld Público-alvo: M/16 Bilhete normal: 5 euros Com desconto: 3,5 euros

25Jan | Pequeno Auditório | 22:00

Como o nome indica, o programa é feito às três pancadas, demonstrando assim o patriotismo dos radialistas que nunca descuram o típico “desenrasca” português. Aires Oliveira, Ricardo Pesqueira e Sansão Gomes (dá um ar importante referir-me a mim próprio na terceira pessoa) além de desprestigiarem a sua rádio também vão desprestigiando vários temas, uma vez que os abordam. Tentam prestar serviço público (já chegaram a comprar o preço da cerveja em vários hipermercados), tentam informar (avançaram que Marcelo Rebelo de Sousa ia sair da RTP, uma semana antes de ser convidado a continuar), tentam divertir (quem efectivamente perceber de rádio, deve achar hilariante um programa deste calibre) e tentam ser profissionais (é frequente o telefone tocar a meio da emissão). Se apesar deste aviso ainda houver quem pretenda escutar o programa é só sintonizar a Rádio Universidade do Marão (104.3 FM ou http://universidade.fm) numa segunda-feira pelas 22 horas. Mas por favor, não me apedrejem por perderem 50 minutos da vida com isto.

Edição 65 .::. Douro Press  

A Força de um Minuto O Grande poeta do Douro desapareceu faz 15 anos

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