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Edição Quinzenal Electrónica Ano I Número 7 31 de Agosto de 2007 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA POR VIA ELECTRÓNICA Coordenador LUÌS MANUEL ALMEIDA Coordenador Adjunto PEDRO ESPIRITO SANTO

ESTAÇÃO DO PINHÃO COLOCA CÂMARA CONTRA REFER 1 1 1

QUEBRA NA PRODUÇÃO VAI ATINGIR O DOURO

AZULEJOS DO PINHÃO SÃO CONSIDERADOS MARAVILHA LOCAL

IV BIENAL INTERNACIONAL DE GRAVURA Centro Cultural de Vila de Foz-Côa: 09.00h às 12.30 e das 14.00h 21.00h Encerra às 2,.ª. Pavilhão dos Desportos de Alijó: 15.00h às 19.00h – 21.00h às 24.00h Teatro Auditório Municipal de Alijó: 2.ª a 5.ª das 10.00h às 19.30h, às 6.ª das 10.00h às 19.30h e das 20.30h às 23.00h. Aos sábados e domingos das 15.00h às 19.00h e das 20.30h às 23.00h. Piscinas Municipais de Alijó: Diariamente das 10.00h às 24.00h

Já visitou a IV Bienal Internacional de Gravura em Alijó? Sim – 25% Já visitei – 6% Não – 31% O que é isso? – 7%

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74º ANIVERSÁRIO DA FREGUESIA DO PINHÃO O Pinhão e a sua história, desde os casebres na margem direita do rio Pinhão à vila cosmopolita de Torga. Uma grande reportagem na próxima edição – 15 de Setembro


31 de Agosto de 2007

Editorial Pedro Espírito Santo

Coordenador-Adjunto “Douro Press”

Acabaram as pausas Acabaram as pausas, é o regresso quase geral de todos ás suas actividades laborais. Durante o mês que hoje nos despedimos, embora de férias, as “guerras e desentendimentos” políticos continuam em voga e a nossa região não é excepção. É relativamente antigo o desacordo entre a câmara municipal de Alijó e a Refer mas nunca atingira contornos tão graves como aqueles que temos vindo a assistir. As recentes declarações de Adérito Figueira, vereador da câmara municipal de Alijó, em relação ao horário de funcionamento da estação do Pinhão, são os pontos altos deste “mau estar” entre ambas as instituições. Se por um lado se compreende o “pressing” agora levado acabo pela Câmara Municipal, por outro parece que por trás de todo este tardio descontentamento se escondem razões extra sociais. Ainda ligado à citada empresa de gestão ferroviária, Refer, apresentamos nesta edição, um artigo relacionado com um caso de corrupção na linha do Douro, que aconteceu nas obras da reparação aquando do acidente na linha do douro, em meados de 2000. Outro assunto de destaque passa pela queda de produção de vinhos no Douro, o descontentamento dos vitivinicultores ligado aos fracos apoios por parte de adegas e da própria Casa do Douro, bem como de outras entidades competentes, juntando-lhe um nível de produção já de si reduzido, terão contribuído para esta dita queda de produção. Por fim noticiamos-lhe a grande noite de gala que acontecera no Pinhão no passado sábado, 18 de Agosto, um espectáculo de variedades aliado à eleição das Maravilhas de nossa bela vila Duriense…Um espectáculo levado acabo pelo grupo de Jovens do Pinhão, “Juventura” e a comissão de festas do Pinhão 2008. Embora se tenha notado um fraco intrusamento entre a entidade organizadora e a entidade responsável pelos recursos técnicos, fica a nota de que afinal a cultura e este tipo de actividades não morreram e que, embora com menos maturidade, existe um grande desejo de voltar a tornar as noites do Pinhão num real espectáculo de cultura e divertimento. Por fim gostaria de deixar um apontamento, fraco por sinal, sobre a dificuldade de relações entre a Junta de freguesia e entidades, publicas ou privadas, de influência local e mesmo nacional… A crise de relações é evidente e um grande exemplo disso mesmo passa pela supra citada crise que se instalara em prol da estação de caminhos-de-ferro do Pinhão, entre a Refer e as instituições politicas locais.

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VINDIMA NO DOURO GERARÁ MENOS VINHO O míldio e um forte desavinho em Alijó, Tabuaço, Lamego, Vila Real e Foz Côa estarão na base de uma produção que se prevê inferior à de 2006. As previsões apontavam em Junho para 250 mil pipas, valor inclusivamente indicado pelo IVDP. As condições atmosféricas desde então terão originado fungos que devastaram as vinhas e reduziram as previsões para 220 mil pipas. Os viticultores que trataram as vinhas com fungicidas não terão tantos problemas mas aqueles que desprezaram este tipo de tratamento poderão ver as perspectivas de produção reduzidas em cerca de 80%. Em 2006 o Douro produziu 276 mil pipas. A marcação de vindima para 2007 ainda não foi feita estando dependente das reuniões entre as adegas e os associados embora é previsível um início tardio. A previsão das adegas José Luís Barros da Adega Cooperativa de Favaios aponta a chuva que se abateu sobre a região na altura da floração como principal condicionante na produção do moscatel. Em declarações à SIC/Expresso/Voz de Trás-os-Montes: “Este ano, há bastante menos, julgo que a redução de colheita, na nossa área, poderá ficar entre os 30 e 40%. Isto devido, precisamente, à pluviosidade, ocorrida em período floral, e, depois, por um ataque de míldio, quase a seguir” Na Adega Cooperativa de Alijó o problema indicado pelo seu presidente, José Ribeiro, estará nos viticultores “os mais atingidos foram os viticultores que não foram a tempo de tratar das suas vinhas. O míldio, nesta zona, fez-se sentir mais nas castas tintas e, além do moscatel, também o vinho de mesa deverá ter uma quebra acentuada de produção”. José Ribeiro prevê uma quebra de 40%. Jaime Borges da Adega Cooperativa de Vila Real, onde o míldio atacou com mais força é mais cauteloso quanto a uma previsão exacta sobre a quebra de produção: “um levantamento feito no concelho aponta para uma redução situada entre os 20 a 25%. Há agricultores que perderam quase tudo”. No entanto espera para ver se o tempo não prega mais partidas já que mais chuva traria prejuízos ainda mais graves. Como se manifesta o míldio? No início do ciclo vegetativo as plantas ficam anãs e apresentam folhas verdeclaras e lesões. No decorrer do ciclo vegetativo os órgãos atacados deformam-se e murcham e sob o efeito do vento podem cair ao solo. O fungo sobrevive no solo nos detritos da cultura sob a forma de oósporos. Os oósporos germinam na Primavera, originando esponrângios produtores de zoósporos responsáveis pela infecção primária. Os zóosporos são disseminados pelo vento e salpicos de chuva durante tempo frio e húmido. O desenvolvimento da doença é favorecido por tempo chuvoso, humidade relativa acima de 90% e temperaturas entre 4 e 25ºC. O fungo cresce internamente e continua a produzir esporos enquanto se mantiverem as condições climáticas ideias. Já em Mesão Frio, o presidente da Adega local fala num efeito pouco significativo do ataque do míldio. Em Santa Marta de Penaguião, José Lopes refere que “foram as zonas de menor altitude aquelas que foram mais afectadas pelo fungo”. Este responsável vai mais longe e acredita que “se não houvesse a queda de granizo e o aparecimento do míldio, a colheita poderia ultrapassar a do ano passado”. Assim e reconhecendo, mesmo, que “houve lavradores afectados pela baixa de produção”, salienta que “a colheita deve rondar os mesmos números do ano passado”, apesar de admitir “uma ligeira redução”. Redução pode ser positiva Face às novas imposições europeias a redução de produção perspectivada para o Douro até pode ser positiva. José Manuel Santos, presidente da UNIDOURO refere que “este factor pode até ter um efeito benéfico, na estabilização e regularização dos mercados”


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POLÉMICA ENTRE ALIJÓ E A REFER ESTALA NO PINHÃO

Adérito Figueira, vereador da Câmara Municipal de Alijó reacendeu a polémica do encerramento da estação ferroviária do Pinhão em declarações à TSF. A estação encontra-se aberta apenas nos dias úteis entre as 7h e as 15h num horário correspondente ao funcionamento da bilheteira desde a remodelação dos horários em Abril por parte da CP. Vereador lança polémica A estação ferroviária do Pinhão representa um dos marcos de interesse de toda a região vinhateira e encontrase encerrada nos dias de maior afluência turística, fins-de-semana e feriado. Em declarações à TSF, Adérito Figueira acusa a REFER de proceder unilateralmente na gestão do espaço e ter alterado o funcionamento sem informação à autarquia. Classifica a acção da REFER como “puramente economicista”. Vai mais longe referindo que ”É altamente desagradável com uma estação daquelas, que recebe tanto turismo, até graças à beleza dos seus azulejos, que as pessoas cheguem ali ao fim-de-semana, domingos e feriados e encontrem a porta fechada», disse. «Não há razão nenhuma para que tal aconteça, a não ser por motivos económicos», acrescentou. Após estas declarações a REFER não fez quaisquer comentários mas foi sempre desmentindo o facto da Câmara Municipal de Alijó não ter sido

informada. Acrescentou ainda que o encerramento se deve a uma questão técnica não se justificando a abertura em dias de menor movimento. Arrogantemente acrescentou que os azulejos podem ser apreciados a partir do exterior. A REFER já teria disponibilizado à autarquia uma chave da estação para que em conjunto procedessem à exploração do espaço. A Câmara de Alijó, após as declarações de Adérito Figueira, mostrou inequivocamente um apoio institucional à Junta de Freguesia no sentido de pressionar a REFER, o Governo e a Estrutura de Missão do Douro no sentido de reabrir a estação. Como tudo aconteceu… A 30 de Abril a Junta de Freguesia do Pinhão alerta a Câmara Municipal de Alijó, o governo civil de Vila Real e o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações da intenção da REFER em encerrar a estação aos fins-de-semana e feriados. A 9 de Maio a Câmara de Alijó reúne e por unanimidade apoia a posição da Junta de Freguesia do Pinhão. Desta reunião saiu ainda a intenção de marcar em Lisboa uma reunião com a administração do gestor ferroviário do país. A 16 de Julho ocorre em Lisboa uma reunião da REFER com o Dr. Artur Cascarejo e Pedro Perry. Os autarcas queriam consciencializar a administração do gestor ferroviário para os eventuais prejuízos que o encerramento da estação acarreta para a região. Da reunião, saiu o compromisso de se encontrar uma solução para o problema, que envolveria uma parceria entre a REFER, a junta de freguesia do Pinhão e a

autarquia de Alijó, o que até ao momento não aconteceu. Em Agosto, Adérito Figueira tece duras criticas à REFER devido à gestão alegadamente danosa que esta faz do património público ferroviário no Pinhão. Já na altura do EURO 2004 a oferta ferroviária foi totalmente reformulada em todo o país. Dessa reformulação resultou que o Pinhão perderia 6 ligações com o Porto reduzindo-se para 10, 5 em cada sentido. Por pressão da Junta de Freguesia do Pinhão a CP acabou por ajustar os horários de modo a compatibilizá-los com o serviço Intercidades. Até essa data a necessidade de transbordo causava aos passageiros transtornos incontornáveis na estação da Régua. As queixas sucederam-se sem que a situação se alterasse ou se melhorassem as condições da estação da Régua. No ano seguinte a bilheteira do Pinhão deixa de funcionar aos fins-desemana e feriados. Estes eram os dias que maior volume de negócios era transaccionado com a venda de bilhetes de longo curso. O facto de diversos comboios ocasionais se acumularem na estação por si só suscitava a presença de funcionários da CP para apoiar o cliente. No ano seguinte a estação do Pinhão deixa de facultar bilhetes de carácter especial como os do comboio turístico. Estes ficam restringidos a Régua, Porto, Coimbra, Faro e Lisboa. A CP reage respondendo que os bilhetes podem ser adquiridos por Multibanco e internet. Nunca a empresa colocou uma máquina automática de venda de bilhetes à semelhança de outras estações.


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FOI A REFER QUE ORIGINOU A “QUESTÃO TÉCNINCA”

A REFER tem-se feito valer de uma “questão técnica” para justificar o encerramento da estação aos fins-desemana e feriados. Mas essa “questão técnica” não é puramente verdadeira já que é criada pela empresa e não decorre exclusivamente das condições de circulação. A linha do Douro tem apenas uma via para circulação em ambos os sentidos sendo necessários cruzamentos entre comboios nas estações. Ao longo dos tempos a CP e a REFER foram transferindo os cruzamentos que ocorriam na estação do Pinhão para a estação do Tua e da Régua. Esta situação levou a que fosse impossível passarem mais comboios em menos tempo em ambos os sentidos. Neste momento só é possível a circulação de comboios com uma hora de intervalo já que este é o maior espaço de tempo entre duas estações consecutivas onde é possível efectuar cruzamentos. Não existindo sinalização semafórica no troço ferroviário entre Caíde e Pocinho todo o processo se torna mais moroso e delicado e quanto menos estações disponíveis para cruzamento existirem menos comboios poderão circular por hora. Se este cenário não é preocupante nos dias úteis em que a frequência de comboios é bastante reduzida, a situação agrava-se ao fim-de-semana. Ao fim-de-semana podem realizar-se até 10 comboios ou mais de carácter excepcional com fins turísticos e ainda o

comboio histórico. Facilmente se depreende que são muitos comboios que precisam de circular em pouco tempo e que por tal necessitarão de estações para cruzamentos. A estranheza na decisão da REFER surge porque a estação do Pinhão foi encerrada exactamente nos períodos de maior afluência, tal como já anteriormente a bilheteira o tinha sido. Paralelamente encontram-se abertas estações como Vargelas, Covelinhas, Tormes ou Juncal exactamente para colmatar o encerramento da do Pinhão. Estas estações não apresentam tráfegos de passageiros que sequer justifiquem a sua existência. A utilização da estação do Pinhão, hoje com melhores condições para os passageiros que qualquer outra acima da Régua e inclusive, à respectiva escala, para cruzamentos seria a solução desta alegada “questão técnica”. A REFER facilmente resolveria esta questão técnica e paralelamente reduziria os custos de manter estações como Vargelas abertas. Note-se que a maioria dos comboios ocasionais se destina ao Pinhão e ao Tua, Encerramento causa prejuízos à CP A CP, operadora ferroviária do canal ferroviário da REFER, pode mesmo estar a acumular prejuízos em serviços que anteriormente seriam lucrativos. Com o encerramento da estação do Pinhão diversos serviços comerciais de ligação a Lisboa têm sido atrasados para efectuar cruzamentos. Recentemente a REFER abriu um canal horário excepcional ao final da manhã que, devido ao encerramento do Pinhão, provoca sistematicamente atrasos no comboio de serviço regular com destino ao Porto que circula em sentido contrário.

Também devido ao encerramento as entidades que aluguem os comboios de carácter turístico com destino ao Pinhão terão que pagar um acréscimo pelo facto da composição ter que recolher à estação do Tua para estacionamento. Consequência natural foi a diminuição de pedidos para comboios excepcionais em particular para o Pinhão. A linha do Douro tem sido anunciada pela CP como das mais lucrativas do país no âmbito da área de negócios Regional. Estação do Pinhão tem mais gente ao Fim-de-Semana Contrariamente ao que a CP e REFER apregoam, a estação do Pinhão gera maiores fluxos aos fins-de-semana fruto do turismo e pacotes de operadores turísticos que incluem a viagem de comboio nos seus serviços. São frequentes as imagens de composições completamente cheias com destino ao Porto, em particular ao fim da tarde e início da manhã. Os diversos transbordos de quem nem os funcionários da CP terão conhecimento na estação da Régua não têm ajudado na promoção da região. Também a excessiva oferta provocada pela duplicação de comboios em certos horários reduz o número de passageiros/comboio. Este tipo de medidas pode ser tão lesivo como encerramentos já que dispersa o tráfego e baixa os índices de ocupação, principal indicador na avaliação de determinado serviço ferroviário. É o que acontece de manhã com dois comboios no horário em que circulava um tradicionalmente cheio. A sugestão seria simples, a de trocar os dois dias de encerramento ao fim-desemana por dois durante a semana. Mas a REFER e a CP não parecem dispostas a encontrar soluções.


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HÉLDER CARVALHO EXPÕE NOS JARDINS DO CS VINTAGE O CS Vintage House desafiou o escultor Hélder Carvalho a intervir temporariamente com esculturas na parte vivida dos jardins do hotel. A partir de Sábado e até 21 de Outubro estarão instaladas várias esculturas de Hélder Carvalho nos jardins do CS no Pinhão. O hotel justifica a opção de Hélder Carvalho e das suas esculturas afirmando que “A Arte está na natureza que o tempo moldou e que permanentemente reinventa para nós. Não saciados com as atmosferas únicas e indizíveis que nos invadem, arriscamos inventar novas utopias. Disciplina ancestral, a escultura foi a escolhida para protagonizar a exibição que decidimos acrescentar à paleta convencional dos nossos espaços de jardim. Elegemos as obras do Escultor Hélder de Carvalho, para disputar estes nossos espaços de encantamento. Elas acrescentam renovados desafios e sensações a quem possui o gosto pela arte e pela vida”. Hélder Carvalho nasce em Carrazeda de Ansiães em 1954. Forma-se na ESBAP em 1978 e cedo envereda pela escultura. Tem obras presentes em vários espaços museológicos nacionais e está representado em inúmeras colecções públicas e privadas, bem como em inúmeros espaços públicos. Em 2005 conclui o Mestrado em “Art Craft and Design”, pela Universidade do Surrey em Londres. As esculturas têm diferentes volumetrias, cores e movimento. E como pano de fundo, irão ter uma amálgama naturalista e profusa de cores e formas vegetais. Sem dúvida um convite explícito a pisar a relva e a fazer uma leitura renovada deste espaço – a evoluir continuamente numa mistura de um estilo clássico com um estilo naturalista e que conta já com centenas de espécies diferentes de plantas. A não perder até 21 de Outubro com entrada livre nos jardins do CS Vintage House, no Pinhão, “Vintage, Jardins com Esculturas”.

CÂMARA DE ALIJÓ REDEFINE PELOUROS Artur Cascarejo propôs na última reunião de Câmara a reformulação de competências dos membros do executivo permanente. A Câmara de Alijó só tem vereadores eleitos pelo Partido Socialista a exercerem funções de vereação. Assim, Artur Cascarejo agrega os pelouros de coordenação geral dos serviços, relações exteriores e comunicação social, finanças e desenvolvimento económico, recursos humanos, planeamento e ordenamento do território e obras públicas municipais. Manuel Adérito Figueira é responsável pelo licenciamento urbano e loteamentos, ambiente, protecção civil, trânsito e segurança rodoviária, gabinete de apoio ao desenvolvimento local. Luís Henrique Azevedo fica com a cultura, juventude, desporto e tempos livres. A educação até aqui na vereação de Maria Sampaio passa também para Luís Azevedo. Maria Sampaio ficará com acção social, saúde, habitação e turismo.

FINALMENTE ABREM OS CONTENTORES Depois de mais episódio na comunicação social a novela dos contentores do Pinhão estará perto do final. Os contentores são propriedade do IPTM e destinavam-se a apoiar o tráfego fluvial. A novela dos contentores foi despoletada pelo PSD Alijó há cerca de um ano quando, através do seu blog questionaram a utilidade do espaço e responsabilizaram o presidente da Junta do Pinhão pela falta de uso. A Junta de Freguesia do Pinhão respondeu em comunicado negando qualquer responsabilidade sob os contentores. O IPTM veio recentemente negar que estes sejam sua propriedade. Ao longo destes meses o espaço foi alvo de actos de vandalismo praticados por pinhoenses. A Junta de Freguesia do Pinhão conseguiu finalmente os direitos de gestão do espaço e este abrirá ao público facultando informações turísticas e disponibilizando alguns produtos da região. Em cima da mesa está a hipótese do posto de turismo se deslocar também para estas instalações. O Posto de Turismo do Pinhão foi reaberto há dois meses, após vários anos encerrado e situa-se na estação ferroviária.

AZULEJOS SÃO MARAVILHA Os Azulejos da estação ferroviária do Pinhão foram considerados pela população local como a principal maravilha da vila numa iniciativa promovida pelo grupo informal Juventura. Estes azulejos foram colocados em 1940 numa parceria entre a CP e o Instituto do Vinho do Porto e retratam em 24 unidades a etnografia da região. São actualmente o principal ponto de referência do Pinhão. O espectáculo de apresentação do resultado da votação decorreu no dia 18 de Agosto na Avenida Marginal do Pinhão e serviu também para comemorar o segundo aniversário do rancho folclórico da localidade. As condições técnicas e logísticas não foram as melhores mas quem ganhou nessa noite foi a vila.

ALIJÓ APOIA BOMBEIROS DO CONCELHO A Câmara de Alijó atribuiu equipamentos de comunicação portáteis às corporações de bombeiros do concelho. O executivo camarário tem acompanhado a situação florestal a nível nacional com alguma preocupação e colabora sempre que possível nas acções de Prevenção e protecção da Floresta Contra Incêndios Florestais. Neste cenário a câmara decidiu facultar a todas as corporações de bombeiros do concelho equipamento de comunicações portáteis para utilização em teatro de operações. Semelhante equipamento foi também adquirido para o Serviço Municipal de protecção Civil. Estes dispositivos permitirão uma colaboração e operacionalidade de todas as entidades num possível teatro de operações.


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CURTAS

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ASSALTOS NA RÉGUA Na madrugada de quarta-feira foram assaltadas duas farmácias na Régua por uma quadrilha que escapou pela A24. O carro utilizado terá sido roubado horas antes em Guimarães. Há prejuízos materiais embora o roubo se tenha limitado a pouco mais de 5 Euros.

NÃO HÁ DESEMPREGO EM ALIJÓ Alijó cifra-se entre os concelhos da região norte com menos desempregados. O INE contabilizou 529 em todo o concelho numa população de cerca de 18 mil habitantes. Dada a reduzida população activa não deixa de ser um valor notável.

AIR LIVE SUMMER 2007 O Praia Bar organizou o 1º Air Live Summer 2007. No entanto o mau tempo impediu que o evento decorresse no exterior. À excepção disto a noite foi um sucesso com os DJ’s Smoke e PES na opinião do promotor do evento.

FÉRIAS DESPORTIVAS 2007 O programa de ocupação de tempos livres que decorre no Pinhão até amanhã organizado pelo Clube Pinhoense culminou com um acampamento. Esta iniciativa é única na região e procede já de outros eventos semelhantes.

VINDOURO São João da Pesqueira recebe de 7 a 9 de Setembro a feira que o presidente da câmara quer tornar na referência da região. Na sua opinião não existe mais nenhuma na região que aborde a temática do vinho e da vinha.

LUZ VERDE DA UE A União Europeia considerou satisfatórias as contrapartidas do estado português para a construção da barragem do Sabor. Em Setembro Portugal anunciará quais as outras barragens a construir.

REFER ENVOLTA EM CORRUPÇÃO NUMA OBRA NA LINHA DO DOURO A Inspecção-Geral das Obras Públicas (IGOP) deu por confirmados pagamentos indevidos por parte da Refer à empresa SEF - Sociedade de Empreitadas Ferroviárias, em que técnicos da Refer validaram obras não executadas, noticia esta segunda-feira o jornal Público. O caso ocorreu em Dezembro de 2000, quando a Refer contratou a SEF para a desobstrução da via férrea na Linha do Douro, em Ermida. Segundo o jornal, a SEF apresentou uma factura inflacionada de 330.691,53 euros. O relatório da IGOP destaca que «as horas de máquinas e de mão-de-obra pagas pela Refer corresponderiam, nesse período [11/12/2000 a 5/01/2001], a mais de 24 horas de trabalho/dia, incluindo sábados, domingos e feriados», noticia o Público. A investigação da IGOP foi desencadeada por uma notícia do Público, de 14 de Dezembro de 2006, em que o jornal indicava que a empresa estatal que gere as infra-estruturas ferroviárias tinha silenciado um caso de corrupção com um empreiteiro na Linha do Douro. O relatório da IGOP assinala que a Refer «aceitou também, sem qualquer justificação, o preço unitário da mão-de-obra de oficiais a 5.800$00/hora (26,84 euros) - que veio efectivamente a ser facturado -, quando o preço unitário constante da proposta da adjudicatária era de apenas 3.270$00 (16,31 euros)». Este encargo adicional de 12.629,56 euros foi «indevidamente pago à SEF pelas 1200 horas de trabalho». O documento considera existirem «indícios de infracção criminal» na situação e questiona os motivos pelos quais ninguém na Refer foi punido.

Pedro Moreira O habitual espaço de Pedro Moreira regressa na próxima edição depois de um período de merecidas férias

Douro Press Folheto Informativo douropress@sapo.pt 5085 Pinhão © Todos os direitos reservados

Miguel Torga Ariane Ariane é um navio. Tem mastros, velas e bandeira à proa, E chegou num dia branco, frio, A este rio Tejo de Lisboa. Carregado de Sonho, fundeou Dentro da claridade destas grades... Cisne de todos, que se foi, voltou Só para os olhos de quem tem saudades... Foram duas fragatas ver quem era Um tal milagre assim: era um navio Que se balança ali à minha espera Entre as gaivotas que se dão no rio. Mas eu é que não pude ainda por meus passos Sair desta prisão em corpo inteiro, E levantar âncora, e cair nos braços De Ariane, o veleiro. MIGUEL TORGA

Prisão do Aljube - Lisboa, 1 Jan 1940

Lição (S. Martinho de Anta, 3 de Maio de 1964) Oiço todos os dias, De manhãzinha, Um bonito poema Cantado por um melro Madrugador. Um poema de amor Singelo e desprendido, Que me deixa no ouvido Envergonhado A lição virginal Do natural, Que é sempre o mesmo, e sempre variado

Edição 07 .::. Douropress  

Estação coloca CM Alijó contra REFER Quebra na produção atinge Douro Azulejos da estação são maravilha local

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