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UNIVERSIDADE DE MARÍLIA- UNIMAR

DOUGLAS LIMA DA SILVA

CENTRO ESPORTIVO E SOCIAL PARA REGIÕES CARENTES COMO FORMA DE INCLUSÃO SOCIAL

MARÍLIA 2019


SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................................4 2. REFERENCIAL TEÓRICO ..................................................................................................4 2.1 Conceituação .................................................................................................................4 2.2 O papel do esporte na sociedade .............................................................................5 3. EVOLUÇÃO HISTÓRICA ....................................................................................................5 4. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS ........................................................................................7 5.1 Centro de Iniciação aos Esportes .............................................................................8 5.2 Leis de incentivo ao esporte e cultura ....................................................................9 6. ANALISE DE PROJETOS CORRELATOS ....................................................................10 6.1 Sesc 24 de maio. .........................................................................................................10 5.2 Sesc Pompeia ..............................................................................................................14 5.3: Ginásio Lycée Blaisi Pascal....................................................................................19 6. Local de implementação .................................................................................................21 7. PROGRAMA DE NECESIDADE/PRÉ DIMENSIONAMENTO .................................23 8. FLUXOGRAMA ...................................................................................................................24 9. ORGANOGRAMA ..............................................................................................................25 10. PARTIDO ARQUITETONICO .........................................................................................25 11 CONCLUSÃO ....................................................................................................................26 12 REFERENCIAS..................................................................................................................27


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RESUMO Esta pesquisa visa a criação de um Centro esportivo e social, implemento comunitário que promova atividades coletivas em uma região carente e socialmente vulnerável onde existe a ausência de equipamentos públicos. O Centro pretende manter uma vista ampla da paisagem local, integrando projeto arquitetônico inovador com espaços abertos que poderão ser usados para diversas atividades, adequando-se à topografia pré-existente sem negligenciar o contexto social do local. A premissa é o desenvolvimento do projeto integrado em área de interesse específico, abrangendo uma cidade do interior de São Paulo, MarÍlia. O mesmo deverá ser capaz de atrair o interesse da população com a sua inserção no possível local de instalação, principalmente do público jovem e infantil que são mais susceptíveis a fragilidade social, estimulando nestes a prática e valorização do esporte. O incentivo com a valorização de práticas esportivas e comunitárias deve ser refletido na educação, saúde, desenvolvimento intelectual e comunicativo, dessa forma contribuindo para que os indivíduos mais frágeis se afastem da criminalidade, visando uma possível transformação social do local de implantação. O projeto objetiva ser uma ferramenta de inclusão social, apoiando-se no esporte como pilar, assim promovendo práticas esportivas e sociais no sentido de gerar a transformação de uma área e dos seus usuários. Palavras chaves: Centro Esportivo e Social. Inclusão Social. Projeto Arquitetônico. ABSTRACT This research aims to create a Sports and Social Center, a community implement that promotes collective activities in a needy and socially vulnerable region where there is a lack of public facilities. The Center aims to maintain a broad view of the local landscape by integrating innovative architectural design with open spaces that can be used for various activities, adapting to pre-existing topography without neglecting the social context of the site. The premise is the development of the integrated project in an area of specific interest, covering a city in the interior of São Paulo, MarÃlia. It should be able to attract the interest of the population with its insertion in the possible place of installation, especially of the young and children that are more susceptible to social fragility, stimulating in them the practice and valorization of the sport. The incentive to value sports and community practices should be reflected in education, health, intellectual and communicative development, thus contributing to the most fragile individuals to move away from crime, aiming at a possible social transformation of the place of implementation. The project aims to be a tool for social inclusion, relying on sport as a pillar, thus promoting sports and social practices in order to generate the transformation of an area and its users. Keywords: Sports and Social Center. Social inclusion. Architectural project


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1. INTRODUÇÃO No contexto geral, nota-se que as regiões periféricas são acometidas com a inexistência de equipamentos comunitários, seja por falta de orçamento público ou privado que possibilite a instalação dos mesmos, ou até mesmo pela ausência de projetos que supram essa necessidade. Tal fato pode trazer prejuízos na formação integral da criança e do adolescente, principalmente quando estes são exposto a fatores de risco que causam transtornos no seu desenvolvimento e interação social (Gomes-Júnior et al, 2014). Considerando os benefícios que a prática de esportes gera no cotidiano das pessoas, salienta-se a necessidade de incentivo precoce a prática dos mesmos, vez que estudo realizado por Gomes-júnior em 2013 com 20 crianças de ambos os gêneros apontou essa ferramenta como meio de inclusão social a partir da formação e desenvolvimento físico, psíquico e social. Desta forma, salienta-se que um Centro Esportivo e Social pode ser porta de entrada para encorajar o hábito de desempenhar esportes e, consequentemente, influenciar a comunidade a usar espaços abertos, assim possibilitando a ampliação do convívio em coletividade. Especificamente, para a cidade de Marília-SP, um equipamento com o interesse de promover a inclusão através de práticas esportivas e sociais trará benefícios tanto para a população local quanto para a própria cidade, visto que esta, após levantamento de dados, denotou possuir poucas ferramentas voltadas a inclusão comunitária. A partir disso, o objetivo principal é a proposta de criação de um espaço multiuso que atenda toda a população da região implantada, respeitando o interesse da clientela local e usando as ferramentas disponíveis para execução. A viabilidade do projeto foi avaliada através de uma revisão bibliográfica acerca dos parâmetros sociais, culturais e educacionais do esporte, além de estudo de análises projetos correlatos.

2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Conceituação Comumente confunde-se esporte com atividades e exercícios físicos, Barbanti (2006, p.25) explica que o esporte é “Uma atividade competitiva institucionalizada que envolve esforço físico vigoroso ou o uso de habilidades motoras relativamente complexas, por indivíduos, cuja participação é motivada por uma combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos. ” ou seja, qualquer atividade física que possa combinar regras especificas com competitividade. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atividade física é estabelecida tal como qualquer ação corporal gerada pelos músculos esqueléticos, que postula gasto de energia. A realização de atividades traz consigo benefícios para saúde, metabolismo, atividade neuromuscular e psicológica. Não é algo planejado, simplesmente ocorre pela inevitabilidade natural do indivíduo de existir, conectando-se com seu modo de viver e o seu meio. Em contrapartida, o exercício físico é uma sequência arquitetado de movimentos, os quais são realizados modo planejado e contém uma finalidade especifica. Tais exercícios oferecem equilíbrio, melhora da circulação e das funções cardíacas e pulmonares, além de queima de calorias e peso. Desse modo é importante destacar que deve ser praticada com auxílio de um profissional (BARBANTI, 2006).


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Adentrando o contexto comunitário, cultura se refere a um conjunto de crenças, tradições, valores, conhecimentos e símbolos de determinado grupo social, tal conhecimento é propagado por meio das gerações através de comportamentos, diálogos e atividades diárias, está em constante desenvolvimento, sendo um mecanismo cumulativo e adaptativo que se resume na competência do sujeito agir ao meio conforme as mudanças de hábito (CANEDO, 2009). Já a inclusão social é o grupamento de atividades que assegura a participação imparcial de quaisquer indivíduos na sociedade, é a busca pela assistência da necessidade de igualdade daqueles que de qualquer modo estão à margem da sociedade, independente da classe social, aspecto físico, de ensino, cultura, do gênero, da orientação sexual, da etnia, entre outras particularidades (TEIXEIRA, 2015). As regiões específicas denotam-se da ausência ou vulnerabilidade em relação as suas condições de moradia, saneamento e espaços públicos, constituindo fator de risco social. Em diversas situações necessitam de amparo de mediadores pois apresentam-se em decadência do bem-estar (GOMESJÚNIOR, 2014). Evidencia-se o espaço público como um recinto de uso da população geral, e fruição de todos, é nele que se desempenha exibições culturais, sócias e políticas, portanto, um local de socialização. Além de ser um espaço simbólico onde se sustenta os discursos, sociais, religiosos, intelectuais, políticos, os quais formam uma sociedade, é também espaço funcional a qual oferece amparo físico as atividades coletivas (GOMES-JÚNIOR, 2014). 2.2 O papel do esporte na sociedade O Esporte proporciona inúmeros benefícios, tanto para o indivíduo quanto para sociedade. É um instrumento de extrema importância nas comunidades, pois com o grande índice de violência, e exclusão social, o Esporte surge como uma válvula de escape hábil a trazer lazer, motivação e esperança, ocupando o tempo e a mente, visando o princípio de igualdade de interação entre diferentes culturas (LADENTIN, 2014). Este contribui para a segurança pública quando oferece ao indivíduo a oportunidade de estar ocupando-se com atividades que agregam disciplina, responsabilidade e respeito com os indivíduos que fazem parte da sociedade. Destaca-se a sua necessidade na adolescência, que implica em conflitos internos, descobertas do mundo externo, desequilíbrio emocional, e influências prejudiciais, destacando-se a prática do esporte, cada um com sua modalidade e formas de serem aplicadas, como um fator de proteção para que esse período seja mais tangível e contribua com a vida em comunidade. Além disso, a prática diária de esportes contribuiu com a condição sistêmica geral, fato comprovado através de diversos estudos encontrados na literatura (LADENTIN, 2014). Aborda-se os espaços multiuso, estes visam agregar em um recinto que desempenhe inúmeras utilidades, surgindo com a finalidade de adequar uma realidade mais viável aos cidadãos, levando em consideração os projetos de infraestrutura que necessitam de uma extensa produção (TUBINO, 2006).

3. EVOLUÇÃO HISTÓRICA Os primeiros registros históricos do esporte datam desde o século XV na Grã-Bretanha, contudo foi apenas na transição do século XVIII para o XIX que este configurou-se como conhecêssemos atualmente (MELO et al, 2010).


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Segundo Stigger existem duas correntes de pensamento que buscam esclarecer o surgimento do esporte, a primeira é a de a de continuidade, esta relaciona a origem do mesmo aos jogos praticados no passado em variadas culturas ao longo dos anos, datando a pratica desde antes de Cristo, dessa forma para a continuidade sempre existiu a prática de esportes. A segunda corrente é a descontinuidade, essa trata o esporte como um acontecimento com data marcada de surgimento, ou seja, está ligado a sociedade moderna (MELO et al, 2010). Segundo Tubino (2010) “a história do Esporte tem três divisões, são elas: esporte Antigo, Esporte Moderno, Esporte Contemporâneo”, este explica que antigamente o esporte era utilizado para a sobrevivência do homem, sendo aplicada no cotidiano para suprir necessidade como a corrida e a caça, preparação para guerra, arco e flecha, entre outras. Porém algumas dessas práticas ao decorrer do tempo foram desaparecendo, já outras perduraram sem receber influência de culturas, chamando-as de Esporte Autótonos, ou seja, esporte típicos e puros que continuam e ser praticado sem interferência de outras culturas. Tubino (2010) comenta que o Esporte Moderno foi criado pelo inglês Thomas Arnold em 1820, estabelecendo as regras e entidades, pretendendo a regularização das práticas esportivas e tendo como base a Carta Internacional de Educação Física e Esporte (UNESCO, 1978). No final da década de 1980, a partir do entendimento do direito de todos ao esporte, inicia-se o Esporte Contemporâneo. Relata-se que:

O esporte contemporâneo pode ser compreendido, portanto, da seguinte forma: “Fenômeno sociocultural cuja prática é considerada direito de todos e que tem no jogo o seu vínculo cultural e na competição seu elemento essencial, o qual deve contribuir para a formação e aproximação dos seres humanos ao reforçar o desenvolvimento de valores como a moral, a ética, a solidariedade, a fraternidade e a cooperação, o que pode torná-lo um dos meios mais eficazes para a convivência humana” (TUBINO et al, 2007, p. 37).

No Brasil o Ministério do Esporte, com a promulgação da Lei n° 378, em 13 de março de 1937 deu início ao esporte no país, criando a Divisão de Educação Física do Ministério da Educação e Cultura Em 1970 a divisão foi mortificada para Departamento de Educação Física e Desportos, ligado ao Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1978 sofreu outra modificação para Secretaria de Educação Física e Desporto, permanecendo até 1989. O presidente Fernando Collor, em 1990, extingue a Secretaria ligada ao MEC e cria a Secretaria de Desportos da Presidência da


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República, após o seu mandato, a mesma voltou a ser vinculada com o MEC. Em 1995, o esporte começa a ser priorizado e a secretaria é transformada no Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto (INDESP) desvinculado do MEC. O então presidente Fernando Henrique Cardoso criou o Ministério de Estado Extraordinário do Esporte, nomeando o Edson Arantes do Nascimento (Pelé) ex jogador de futebol para a gestão de 1995 a 1998, com a Secretaria de Desportos do Ministério da Educação, prestando apoio técnico e administrativo. Em 31 de dezembro de 1998, Fernando Henrique Cardoso cria o Ministério do Esporte e Turismo, pela Medida Provisória n° 1.794-8, passando o INDESP a ser vinculado a este órgão, que em 2000 o INDESP foi substituído pela Secretaria Nacional de Esporte. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 2003, separou ficando o esporte com um ministério próprio. Para a prática do esporte entram os Centros Esportivos, estes tem sido usados como ferramenta de inclusão social em diversos municípios do país, sendo que o primeiro Centro de Atividades Esportivas surgiu 1969 na Universidade Católica de Minas Gerais. Com o decorrer das décadas os projetos arquitetônicos destes evoluíram significativamente, destacando-se 4 que marcaram a história do esporte. O primeiro projeto é o Estádio Matmut-Atlatique que foi projetado pelo escritório Suiço Herzog&de Meuron, localizado na França foi eleito como o segundo melhor estádio mundial em 2015. O Estádio de Wembley, sediado em Londres, perdurou de 1923 até o ano de 2000, sendo demolido e construido novamente no mesmo local, com arquitetura mais moderna, em 2002 herdando mesmo prestigio da construção anterior. O alto padrão obtido na nova construção fez com que o estádio recebesse 4 estrelas da UEFA (Union of European Football Associations). Em Hermossilo, o Estádio Sanora foi reconhecido pelo prêmio ArchDaily Building of the year 2017, na categoria Arqueitetura Desportiva e, por último, o Estádio Al-Wakrah pensado para a Copa do Mundo de Qatar em 2022, sendo extremamente luxuoso e moderno. Tais construções arquitetônicas mostram a importância dos centros esportivos para a sociedade e a valorização do esporte como meio de reverter situações críticas, vez que diversos estudos mostram a importância das atividades comunitárias, principalmente as esportivas, como meio de inclusão social e desenvolvimento da cidadania, contribuindo para a construção da personalidade e capacidade cognitiva do indivíduo. 4. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS Considerando que o esporte é direito fundamental e necessário para o desenvolvimento da sociedade, vez que além de trazer contribuições para condição sistêmica geral é uma ferramenta que proporciona a inclusão social, sendo um dos pilares necessários para auxiliar a ampliação do convívio e práticas em sociedade e, considerando a ausência de espaços compartilhados que atendam a demanda populacional, esse anteprojeto se justifica pela necessidade de estabelecer espaço público que ofereça atividades esportivas e culturais para integração comunitária em uma área específica da cidade de


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Marília-SP. A partir disso, o objetivo geral deste projeto é construir espaço multiuso para região específica na Cidade de Marilia-SP, buscando atrair o interesse da população local para práticas esportivas e sociais, visando a inclusão. A proposta é a inserção de equipamento público com infraestrutura para o atendimento da comunidade, especialmente oferecendo uma opção de atividades de qualidade para os mais novos, dessa forma promovendo desenvolvimento intelectual, físico e social. Os objetivos específicos do projeto são:    

Promover a prática de esportes; Contribuir com as atividades comunitárias e sociais; Favorecer a inclusão social em área pré-determinada e; Contribuir com o desenvolvimento da população da área escolhida, mais especificamente jovens e adolescentes.

5. LEGISLAÇÃO 5.1 Centro de Iniciação aos Esportes Com relação aos aspectos técnicos e sociais em nível nacional, seguemse as normas, padrões e leis que regem a categoria esportiva. Neste sentido serão seguidas regulamentações previstas pelo CIE – Centro de Iniciação aos Esportes. O CIE é um programa de infraestrutura que perdura desde os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, este direciona projetos padronizados de Ginásio para implantação no território brasileiro em regiões de alta vulnerabilidade social ou complementação de obras do programa Minha Casa Minha Vida. Este programa possui modelos padrões pré-estabelecidos para instalação dos Centros Esportivos, sendo representado por 3 layouts distintivos. O Modelo I explicita as dimensões para ginásio, Modelo II traz o padrão para ginásio e quadra poliesportiva e Modelo III esclarece as delimitações para ginásio com pista de atletismo (Tab.1) Tanto nas modalidades Olímpicas como Badminton, Basquetebol, Boxe, Esgrima, Ginástica Rítmica, Handebol, Judô, Levantamento de Peso, Lutas, Taekwondô, Tênis de Mesa e Voleibol, e Paraolímpicas como Esgrima em cadeira de rodas, Goalball, Halterofilismo, Judô, Tênis de Mesa e Voleibol Sentado, quanto nas modalidades não Olímpicas, que seria o futsal, o objetivo dos Centros de Iniciação ao Esporte é: Ampliar a oferta de infraestrutura de equipamento público esportivo qualificado, incentivando a iniciação esportiva em territórios de vulnerabilidade social das grandes cidades brasileiras. O Ministério do Esporte desenvolveu a concepção do Centro de Iniciação ao Esporte (CIE) no âmbito da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2)


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Tabela 1 – Modelos dos CIES Modelos dos CIES

Equipamentos

Tamanho Área a ser terreno construída

MODELO I

Ginásio Poliesportivo 2.500m² (arquibancada para 177 lugares) Área de Apoio (administração, sala de professores/técnicos, vestiários, chuveiros, enfermaria, copa, depósito, academia, sanitário público.)

1.600m²

MODELO II

Ginásio Poliesportivo 3.500m² (arquibancada para 177 lugares) Área de Apoio (administração, sala de professores/técnicos, vestiários, chuveiros, enfermaria, copa, depósito, academia, sanitário público.) Quadra Externa Descoberta.

2.750m²

MODELO III

Ginásio Poliesportivo 7.000m² (arquibancada para 177 lugares) Área de Apoio (administração, sala de professores/técnicos, vestiários, chuveiros, enfermaria, copa, depósito, academia, sanitário público.) Estruturas de atletismo.

3.750m²

Fonte: http://esporte.gov.br/modelocies Salienta-se que as instalações devem seguir as seguintes normativas:  NBR-9050 – Acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências a edificações, espaço, mobiliário e equipamentos urbanos.  NBR 13531 - Elaboração de projetos de edificações-Arquitetura.  NBR-5413 – Iluminância de Interiores. O projeto do Centro esportivo e social seguirá as normas e diretrizes do CIE, de acordo com os parâmetros pré-estabelecidos por esse. 5.2 Leis de incentivo ao esporte e cultura É importante esclarecer que a Lei de Incentivo ao Esporte, Lei nº 11.438/06, estabelece benefícios fiscais para pessoas físicas ou jurídicas que estimulem o desenvolvimento do esporte nacional, através do patrocínio/doação para projetos desportivos e para desportivos. O direito ao lazer está na Constituição – artigo 6º, capítulo, artigo 7º, IV, artigo 217, § 3º, e artigo 227. O lazer está inserido no capítulo dos Direitos Sociais e este por sua vez inserido no Título dos Direitos Fundamentais.


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O lazer, portanto, é um direito subjetivo, fundamental e de 2ª geração. Relembra-se que deste último os direitos de 1ª geração foram plasmados na Constituição de 1988 e são, genericamente, as liberdades. O direito ao lazer foi implementado em 1988 como liberdade do indivíduo. Portanto, o projeto será direcionado de forma a respeitar a individualidade de cada indivíduo e os direitos previstos na constituição.

6. ANALISE DE PROJETOS CORRELATOS 6.1 Sesc 24 de maio. O Projeto está localizado na esquina da Rua 24 de Maio com a Rua Dom José de Barros em São Paulo Capital, este foi projetado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, em parceria com o escritório MMBB Arquitetos Associados. O centro cultural, esportivo e de convivência nasce após uma restauração onde antes era uma loja de departamentos, a Mesbla. A obra teve início em 2012 e foi concluído em 2017. As dimensões do Sesc estão disponíveis na tabela abaixo (Tab.2):

Tabela 2 – Local de instalação do Sesc 24 de maio. Área do terreno

2.203 m²

Área construída

27.865m²

Localizado no coração de São Paulo tem o objetivo de trazer as pessoas de volta a região central, principalmente em períodos noturnos, pois apesar de estar próximo Teatro Municipal e à Galeria do Rock, onde transitam milhares de indivíduos durante o dia, após o horário comercial a região se torna semideserta (Fig. 1 e 2). Figura 1: vista lateral da localização da construção, denotando sua instalação em local movimentado na Capital.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/925730/10-instalacoes-que-transformaram-o-sesc-24de-maio-durante-a-12a-bienal-de-sao-paulo?ad_source=search&ad_medium=search_result_all


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Figura 2: Vista panorâmica das instalações do Sesc 24 de maio, a região colorida mostra o local de construção.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/925730/10-instalacoes-que-transformaram-o-sesc-24de-maio-durante-a-12a-bienal-de-sao-paulo?ad_source=search&ad_medium=search_result_all

Paulo Mendes da Rocha considera indispensável a ocupação da construção na cidade, sendo que a restauração contou com reforço estrutural, onde foram locados quatro pilares robustos nos cantos de um vazio central, de 14x14m², chamado de poço de ventilação ou de iluminação (Fig. 3). Com isso possibilitou a criação de grandes áreas livres nos pavimentos. Os pilares robustos atravessam todos os andares desde a fundação até a cobertura, com a função de sustentam a piscina de 25x25 metros na cobertura a céu aberto com vista para a cidade, capacidade para atender 400 pessoas é uma das grandes evidencias da proposta. Figura 3: Na imagem é possível observar a presença de 2 dos 4 pilares instalados.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/926064/sesc-24-de-maio-de-paulo-mendes-da-rocha-emmbb-vence-premio-especial-da-xi-biau/5d9b5e67284dd1fb470000ac-sesc-24-de-maio-depaulo-mendes-da-rocha-e-mmbb-vence-premio-especial-da-xi-biau-foto


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Figura 4: Planta da construção do Sesc 24 de maio.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/926064/sesc-24-de-maio-de-paulo-mendes-da-rocha-emmbb-vence-premio-especial-da-xi-biau/5d9b5e67284dd1fb470000ac-sesc-24-de-maio-depaulo-mendes-da-rocha-e-mmbb-vence-premio-especial-da-xi-biau-foto

A baixo da piscina, além de espaço amplo e aberto existe um espelho d’água com aproximadamente 15 cm de água que ocupa as duas laterais do edifício, este é chamado de Jardim da Piscina. Sua manutenção é feita por um sistema reaproveitamento de água da piscina da cobertura e cria uma espécie de “prainha” para os usuários, onde crianças podem utilizar como recreação (Fig. 5 e 6). O acesso é feito por cinco elevadores, rampas e escadas. As rampas de acesso à beira das paredes, além de conectar os andares estimulam a circulação do público. As mesmas contam com enormes paredes de vidro sustentadas por estruturas de ferro formando um mosaico, passeio com que torna agradável a contemplação da arquitetura do própria edifício e dos vizinhos (Fig. 7). Figura 5: Espelho d’água denominado de Jardim da piscina.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/926064/sesc-24-de-maio-de-paulo-mendes-da-rocha-emmbb-vence-premio-especial-da-xi-biau/5d9b54f3284dd1fb4700008c-sesc-24-de-maio-depaulo-mendes-da-rocha-e-mmbb-vence-premio-especial-da-xi-biau-foto?next_project=no


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Figura 6: Jardim da piscina, região chamada de “prainha” pelos usuários.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/926064/sesc-24-de-maio-de-paulo-mendes-da-rocha-emmbb-vence-premio-especial-da-xi-biau/5d9b54f3284dd1fb4700008c-sesc-24-de-maio-depaulo-mendes-da-rocha-e-mmbb-vence-premio-especial-da-xi-biau-foto?next_project=no

Figura 7: Rampa de acesso

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/926064/sesc-24-de-maio-de-paulo-mendes-da-rocha-emmbb-vence-premio-especial-da-xi-biau/5d9b54f3284dd1fb4700008c-sesc-24-de-maio-depaulo-mendes-da-rocha-e-mmbb-vence-premio-especial-da-xi-biau-foto?next_project=no

O subsolo onde abrigava o estacionamento foi escavado para dar lugar ao teatro, café e loja do Sesc. O teatro ligado a rua 24 de maio tem capacidade de 245 lugares e é totalmente independente do funcionamento do restante do prédio. O Sesc adquiriu um pequeno edifício ao lado que abriga camarins, áreas de serviços e banheiros. Com todos espaços viabilização dos andares duplos e das circulações abertas e características marcantes como pela ausência de paredes e presença de colunas robustas, o concreto aparente e as enormes


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janelas de vidro, faz com que esses ambientes como biblioteca, exposições, esportes, danças, restaurantes, culturas e lazer lembrem a localização da construção em SP (Fig.8). Figura 8: Interior de uma das salas de convívio social.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/926064/sesc-24-de-maio-de-paulo-mendes-da-rocha-emmbb-vence-premio-especial-da-xi-biau/5d9b54f3284dd1fb4700008c-sesc-24-de-maio-depaulo-mendes-da-rocha-e-mmbb-vence-premio-especial-da-xi-biau-foto?next_project=no

5.2 Sesc Pompeia Localizado em São Paulo na zona oeste da cidade, o Sesc Pompeia foi construído no local de uma antiga fábrica de tambores dos Irmãos Mauser. A responsável pelo projeto do recinto foi a arquiteta Lina Bo Bardi, esta se prontificou a moldar o local, desse modo aproveitando a construção antiga ao invés de destruí-lo. As dimensões do Sesc estão disponíveis na tabela abaixo:

Tabela 3 – Local de instalação do Sesc Pompéia. Área do terreno

16.573 m²

Área construída da fábrica

12.211m²

Área construída total

23.571m²

Na década de 70, o SESC granjeou o terreno para colocação da nova unidade em São Paulo, além de apresentar amplos galpões o terreno retinha uma área aos fundos, a qual percorria o córrego da Água Preta (aréa non edificandi) limitando o recinto que foi atribuído as instalações esportivas, estas foram arquitetadas em dois blocos unidos por passarelas. A construção iniciou-se em 1977 e manteve durante nove anos, foi segmentada em duas etapas (1977 até 1980) englobava a parte dos antigos galpões, onde foi realizada a restauração e adequação do recinto, e a segunda


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etapa (1982 até 1986) edificação dos “blocos” esportivos (Fig. 9). Figura 9: Planta do Sesc Pompéia

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/925539/arquitetura-de-uso-publico-6-projetos-para-osesc?ad_source=search&ad_medium=search_result_all

A infraestrutura do Sesc Pompéia inclui: 1- Conjunto esportivo com piscinas, ginásio e quadras (5 pavimentos duplos). 2- Lanchonete, vestiários, salas de ginástica, lutas e danças (11 pavimentos). 3- Torre da caixa de água. 4- Grande Deck/Solarium com espelho d’água e cachoeira. 5- Almoxarifado e oficinas de manutenção. 6- Ateliers de cerâmica, pintura, marcenaria, tapeçaria, gravura e tipografia. 7- Laboratório fotográfico, estúdio musical, sala de danças e vestiários (3 pavimentos). 8- Teatro com 1200 lugares (Atualmente são 774 lugares). 9- Vestíbulo coberto do teatro para espetáculos. 10- Restaurante self-servisse e choperia (noite). 11- Cozinha industrial. 12- Vestiários e refeitórios dos funcionários (2 pavimentos). 13- Grande espaço de estar, jogos de salão, espetáculos e mostras expositivas, com a grande lareira e o espelho de água. 14- Biblioteca de lazer, lajes abertas de leitura e videoteca. 15- Pavilhão das grandes exposições temporárias.


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16- Administrações gerais do centro (2 pavimentos). Os galpões foram divididos em quatro espaços diferentes, os quais foram teatro, ateliês, restaurante-choperia e as atividades gerais, além do almoxarifado e administração com auxilio as oficinas, as quais estavam conectadas por uma rua interna de paralelepípedos mantida desde o período da edificação da fábrica, possui 8 metros de largura com 134 metros de comprimento. Na entrada do centro ocupa-se a administração, do lado direito com 700 m², houve a construção de algumas alvenarias a fim de apartar o recinto de acordo a precisão. Em frente o galpão localiza-se o almoxarifado junto ao apoio ás oficinas (Fig.10 e 11). Figura 10: Planta do espaço de convivência

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Figura 11: Mezanino do espaço de convivência.

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O teatro é constituído por duas plateias contrarias mais duas galerias superiores de 3m de comprimento. O palco é desmontável, constituído por pranchas de pinho (55 módulos de 2m x 1m). Figura 13: Planta Baixa Teatro

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No galpão do restaurante foi delineada uma ampla cozinha industrial, a cobertura do salão é de placas metálicas e o piso de cerâmica. Devido a comercialização de bebidas alcoólicas e shows de música, a choperia é considerada uma casa noturna, tendo capacidade para 800 pessoas. Três torres foram construídas, sendo dois edifícios retangulares ligados por passarelas aéreas, sendo que a caixa d’água corresponde a torre cilíndrica (Fig. 14). A idéia para a edificação desse conjunto era de engajar com os galpões horizontais da fábrica antiga, por isso foram construídas as formas verticais das torres e do concreto. Figura 14: bloco esportivo e caixa d’água.

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A caixa d’água foi nomeada como a nova chaminé, a qual gera lazer e solta flores, junto ao uma vista lúdica das chaminés das antigas fabricas. A torre a qual comporta a mesma contém 75m de altura. A torre mais estreita possui onze andares, e não contém pilares em seu interior, a estrutura é composta por vigas protendidas em grelhas as quais se apoiam nas paredes laterais. A circulação dos dois prédios é feita através da torre com dois elevadores, uma escada caracol no interior e a escada de segurança externa. Uma das janelas se localiza próximo ao piso enquanto a outra ao teto. A distribuição é organizada da seguinte forma, no térreo se localiza um cybet, no primeiro pavimento está o atendimento ao público e o recinto para exames médicos, nos outros pisos estão ordenados os vestiários de apoio ao bloco maior, contendo tanto feminino quanto masculino somente no terceiro pavimento, nos demais eles de alternam até a extensão do sétimo andar. A torre “maior” possui cinco pavimentos duplos e abriga as quadras esportivas e a piscina do conjunto. A circulação está toda liga ao outro bloco, através de três passarelas simétricas e uma superior assimétrica, essas passarelas possuem estruturas de ferros para os fechamentos dos guarda corpos. A ventilação e iluminação natural do prédio foram feitas através das janelas inspiradas nos “buracos” pré-históricos das cavernas, sem nenhum tipo de vedação, apenas treliças de madeiras pintadas em vermelho para garantir a segurança do espaço, isso permite uma ventilação cruzada no ambiente. O prédio conta com vigas protendidas em grelhas que vencem vãos de 30 e 40 metros. No térreo fica localizada a piscina térmica, e nos demais andares as quadras, cada pavimento se refere a uma estação do ano. A quadra longitudinal com arquibancadas é o ginásio primavera, os demais ginásios possuem quadras duplas dispostas transversalmente. Lina deu esses nomes para diferenciar um pavimento do outro, levando em consideração que os pavimentos que tinham duas quadras por andar eram iguais. Figura 14: Piscina no interior do Sesc

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Figura 16: Ginásio de esportes

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Figura 17: Corte

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5.3: Ginásio Lycée Blaisi Pascal O vestiário, sala de tênis de mesa e sala de ginástica ficam no térreo e contam com iluminação natural. Já no segundo pavimento, foi elaborada uma


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chapa perfurada que percorre por toda fachada e exerce funções de quebrar a luz direta do sol e ventila através da perfuração, para fornecer um melhor conforto térmico, além do toque de leveza. As dimensões do Sesc estão disponíveis na tabela abaixo: Tabela 4 – Local de instalação do Ginásio Lyée Blaisi Pascal. Área do terreno Área construída

2.203 m² 27.865m²

O edifício é aberto, propício para conforto térmico já que é uma região tropical, buscou se uma ventilação natural já que atender 1.500 alunos para práticas esportivas (Fig. 18). Figura 18: Imagem interior do ginásio

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Figura 19: Planta baixa do ginásio

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Adaptando a inclinação do solo, o ginásio foi projetado aproveitando a declividade do terreno. Feito de concreto bruto, a estrutura do edifício exibe uma abordagem contemporânea com linhas geométricas. Figura 20: Corte

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Figura 21: Vista lateral do ginásio

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6. Local de implementação O terreno escolhido para implantação do Centro Esportivo e Social, localiza-se na zona sul de Marilia pertinente a zona Residencial de Interesse Social, na rua Tenente Doraci Marquês, bairro Professor Antônio Penteado da Silva.


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Figura 22: vista aérea do terreno.

Diagrama 1: representação do projeto


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O local foi escolhido por atender o objetivo do trabalho que é implantação de um equipamento público em uma região que se caracteriza pela carência e vulnerabilidade social, levando em conta a falta de equipamentos públicos a sua população local.

7. PROGRAMA DE NECESIDADE/PRÉ DIMENSIONAMENTO O projeto de necessidades confeccionado com base nos estudos realizados em projetos correlatos e com os padrões de modelos de Centro de Iniciação ao Esporte. Administração/Recepção Quantidade Sala administrativa 1 35 m² Recepção 1 60 m² Almoxarifado 1 15 m² Sala de reunião 1 30 m² Sala de arquivo 1 15 m² 155 m² Espaço Funcionários Quantidade Banheiro 2 40 m² copa 1 30 m² 70 m² Área Esportiva Quantidade Quadra poliesportiva 1 1771,2 m² Quadra descoberta 1 450 m² Depósito quadra 1 50 m² Vestiário/banheiro 2 100 m² Academia 1 250 m² 2621,2 m² Espaços Social Quantidade Sala Multiuso 2 150 m² Espaço criança 1 50 m² Banheiro 2 40 m² 240 m² Atendimento profissional Quantidade Sala de estudos 2 80 m² Sala educador fisico 1 40 m² Enfermaria 1 30 m² 150 m² Espaços Abertos Quantidade Playground 1 40 m² Pátio externo 1 400 m² 440 m² Total

3526,2 m²


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8. FLUXOGRAMA

ACESSO

ADMINISTRAÇÃO

ACESSO

AREA DE SERVIÇOS/ESPAÇO FUNCIONARIOS

ESPAÇO SOCIAL

ÁREA ESPORTIVA

ESPAÇOS ABERTOS

ATENDIMENTO PROFISIONAL


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9. ORGANOGRAMA

ACESSO

ACESSO

10. PARTIDO ARQUITETONICO Centro esportivo e social uma linguagem arquitetônica contemporânea sem fugir do contexto urbano do local de estudo, para construção do ginásio o projeto levará em conta técnicas construtivas utilizadas pelo CIE (Centro de Iniciação ao Esporte), mas que tenha sua própria identidade, buscando alternar estrutura metálica com alvenaria em concreto, adotando cores neutras. Para conforto ambiental, a fachada norte conta com brises e árvores para quebrar a exposição ao sol. O ginásio projetado no eixo Leste-Oeste busca aproveitar ao máximo técnicas de iluminação natural e de isolamento térmico. No terreno existem pontos com o mesmo nível da rua, os acessos deverão ser nesses pontos, tanto nos espaços abertos quanto aos internos. O intuito é projetar um local com acessos definidos, mas com espaços abertos, tais como


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jardins e praças criando espaços agradáveis e acolhedores com a intenção de interagir com seu entorno, usufruindo da declividade do terreno com rampas, e preservando a vista do seu entorno para incentivar a circulação e permanência das pessoas, utilizando diretrizes da NBR 9050 para que seja acessivo e confortável a todos.

11 Conclusão A partir disso, conclui-se que o Centro de Esporte e social é de suma importância para as comunidades, vez eu este contribui com o desenvolvimento principalmente de jovens e adolescentes, bem como incentiva a socialização entre esse indivíduos, dessa forma construindo em partes a cidadania.


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12 REFERENCIAS A BARBANTI, Valdir Jose. O que é esporte? Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, v. 2, 2006. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro,2015. CENTRO, Centro de Lazer – SESC – Fabrica Pompeia: Lina Bo Bardi, 19771986. 1, LISBOA. BLAU 1996. s.p.p. GOMES JUNIOR, A.B.; CAPUTO, G.A. Inclusão social e esporte na infância: um estudo de caso no centro municipal de educação integrada de Penápolis. 2014, 61 f. Trabalho de conclusão de curso.- Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium. Lins, 2014. MELO, V.A.; BITTENCOURT, M. Uma história do esporte para um pais esportivo. Revista tempo, Porto alegre, v.19, n.34, p.1-4, Jan-Jun 2013. Ministério do Esporte. Disponível em: <http://www.esporte.gov.br/>. Acesso em: 20 mar 2019. OLIVEIRA, A.A.N. O esporte como instrumento de inclusão social: um estudo na Vila Olimpica do conjunto Ceará. 2007. 93 f. Monografia (especialização em Esporte Escolar)- Centro de educação a distância, Universidade de Brasília. Fortaleza, 2007. ORTEGA, J. Projetos sociais esportivos mudam autoconceitos de crianças, mostra pesquisa no Cepeusp. USP noticia, São Paulo, 9 ago 2012. Disponível em:<https://www5.usp.br/15468/projetos-sociais-esportivos-mudamautoconceito-de-criancas-mostra-pesquisa-no-cepeusp/> Acesso em: 13 out 2019. TUBINO, M. J. G.; GARRIDO, F.; TUBINO, F. Dicionário enciclopédico Tubino do esporte. Rio de Janeiro: SENAC, 2006.

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CENTRO ESPORTIVO E SOCIAL  

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