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um país que não para de crescer precisa de uma marca que não para de evoluir. O Brasil está se tornando um grande canteiro de obras. Novas oportunidades surgem a todo momento. Para aproveitá-las, você vai precisar da força e do know-how da Case, há mais de 90 anos no País. De máquinas leves a mais pesadas, a Case tem uma linha completa de produtos e serviços que atendem a todas as necessidades deste novo Brasil que cresce como nunca. Porque Case é sinônimo de alta tecnologia aliada a um pós-venda eficiente e a uma rede que alcança todo o território nacional. Case, uma marca em constante evolução.

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SUMÁRIO TECNOLOGIA ARQUITETURA & INTERIORES

50 CONSTRUÇÃO VERDE

Design que encanta. Qualidade que conquista.

Empresas trazem ao Nordeste sistemas com certificação ambiental

36 CAPA | CHANTECLAIR A restauração de um dos mais emblemáticos edifícios do Recife

ECONOMIA & NEGÓCIOS 54 MERCADO DO CIMENTO

40 MUSEU DO IMIP

Linha de Fechos Fermax, diversos modelos para atender às necessidades de cada projeto.

Construção em alta no país impulsiona vendas e novas fábricas

O projeto de iluminação do museu impressiona pela sutileza e tecnologia

58 LOUÇAS E METAIS Banheiros populares na mira de fabricantes como Deca e Docol

63 COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO Cresce a procura de construtoras por tecnologia e sustentabilidade

64 SALÃO DE PERNAMBUCO Ademi/PE registra menor oferta e queda nas vendas em relação a 2010

66 QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL Pernambuco cria secretaria para ajudar na formação de mão de obra

ENTREVISTA

18 PIETRO PALLADINO O lighting designer italiano fala sobre sua carreira e grandes projetos

ESPECIAL

43 FEIRAS Feicon Batimat e Expo Revestir revelam efervescência da construção

VIDA SUSTENTÁVEL

RESÍDUOS SÓLIDOS Legislação leva construtoras a adotar soluções para os resíduos sólidos

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SEÇÕES 14 SHARE 22 ESPAÇO ACADÊMICO 26 RESPONSABILIDADE SOCIAL 30 PAINEL CONSTRUIR 32 TRENA 34 VITRINE 46 COMO SE FAZ 52 DIA A DIA NA OBRA 70 INSUMOS 75 ONDE ENCONTRAR

Conheça esses e outros produtos fabricados pela Fermax.

COLUNAS 16 PALAVRA | EDUARDO MORAES

Fermax, líder em soluções e sempre presente na sua vida.

49 D&A | RICARDO CASTRO 56 VISTO DE PORTUGAL | RENATO LEAL 62 ECONOMIA | JOSUÉ MUSSALÉM 68 INDICADORES IVV | JOSÉ FREITAS 69 INDICADORES CUB | CLÉLIO MORAES

Curitiba: 41 3301-3536 São Paulo: 11 3616-6850 Outras localidades: 0800-724 2200 fermax@fermax.com.br

Líder em Soluções


CARO LEITOR

R

enasce a revista. Da Construir Nordeste surge a Construir NE, abreviando na nova logomarca uma proposta de expansão que segue o ritmo acelerado da construção civil e de toda a sua cadeia na região e no Brasil. Novo design, novas seções e colunas se agregam para lhe dar ainda mais prazer em ler a revista, que vem, em 12 anos, trazendo notícias e um movimento que passa também pela arquitetura e ainda mistura o mundo acadêmico com o dos negócios e grandes projetos. Esta edição começa revelando a dinâmica entre o passado e o presente na restauração do Edifício Chanteclair, símbolo do ecletismo arquitetônico do histórico Bairro do Recife. Sob o comando do arquiteto Jorge Passos, artesãos, pedreiros e outros profissionais recriam o passado que promete muito futuro, num exemplo de obra que pode ser como vinho e ficar ainda melhor com o tempo. Mais espaço, agora, para as empresas mostrarem suas ações de responsabilidade social e o que vem acontecendo nos canteiros, no retorno da seção Dia a Dia na Obra, que nesta edição traz uma matéria sobre o projeto Aprender na Obra, coordenado pela conselheira e professora da Universidade Federal de Pernambuco, Risale Neves. E se ora retornamos, ora avançamos e vamos criando novas seções e colunas como a Trena, assinada pela jornalista Etiene Ramos, editora executiva da Construir NE, que trará notícias de bastidores e uma rápida análise de assuntos do universo da construção e da arquitetura. Ao mesmo tempo, estreamos a seção Share, uma plataforma de divulgação do site www.construirnordeste.com.br e da presença da nossa revista nas redes sociais, integrando cada vez mais a comunicação impressa com a virtual. Nesta edição, você vai encontrar uma análise do economista Josué Mussalém sobre o Minha Casa, Minha Vida, além do temor do mercado de viver, no Brasil, uma reedição da falência do setor imobiliário americano, acentuada com a crise financeira mundial. Mas fiquem tranquilos: ele garante que não corremos riscos. E, mantendo nossos espaços consagrados, destacamos a entrevista exclusiva do lighting designer italiano Pietro Palladino. Ele é autor, dentre muitos projetos famosos, da iluminação da Catedral Duomo, em Milão, de onde falou ao jornalista Vitório Júnior, radicado em São Paulo. Um projeto de iluminação das arquitetas Cláudia Torres, Márcia Chamixaes e Beatriz Esteves também ganha destaque na edição: o do museu do Instituto de Medicina Integrada Prof. Fernando Figueira - o Imip. Como se vê, espalhamos muita luz ao começar esse novo caminho. Boa leitura.

Elaine Lyra Publisher

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DIRETORA GERAL | Elaine Lyra

REVISTA CONSTRUIR NORDESTE | edição 57 | maio 2011 | 10.000 exemplares CONSELHO EDITORIAL Adriana Cavendish, Alexana Vilar, Augusto Santini, Bruno Ferraz, Celeste Leão, Clélio Moraes, Eduardo Moraes, Elaine Lyra, Francisco Berek, Haroldo Azevedo, José G. Larocerie, Lailson de Holanda, Mário Disnard, Renato Leal, Ricardo Leal, Risale Neves, Serapião Bispo CONSELHO TÉCNICO Professores Alberto Casado, Alexandre Gusmão, Arnaldo Cardim de Carvalho Filho, Béda Barkokébas, Cezar Augusto Cerqueira, Eliana Cristina Monteiro, Emília Kohlman, Fátima Maria Miranda Brayner, Kalinny Patrícia Vaz Lafayette, Stela Fucale Sukar, Yêda Povoas

REDAÇÃO | redacao@construirnordeste.com.br PUBLISHER | Elaine Lyra elainelyra@construirnordeste.com.br EDITORA EXECUTIVA | Etiene Ramos etieneramos@construirnordeste.com.br REPORTAGEM Cristina França | Edilson Vieira | Patrícia Braga COLUNISTAS André Freitas | Clélio Morais | Josué Mussalém | Renato Leal REVISÃO DE TEXTO | Betânia Jerônimo betaje@hotlink.com.br CAPA, PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO | Felipe Gabriele Z.diZain Comunicação (www.zdizain.com.br) FOTO (CAPA) | Alexandre Albuquerque

PUBLICIDADE E PROJETOS ESPECIAIS | construir@construirnordeste.com.br MARKETING E EVENTOS | Ana dos Anjos anaelizabeth@construirnordeste.com.br PUBLICIDADE | Marise Aquino marise@construirnordeste.com.br REDES SOCIAIS E SITE | Mirella Lima mirellalima@construirnordeste.com.br

REPRESENTANTES PARA PUBLICIDADE BAHIA | Sandra Meneses +55 81 71 8745 8710 | +55 71 3014 2414 | sandramenezes@construirnordeste.com.br CEARÁ | Aldamir Amaral +55 85 3264 0576 | nsace@nsaonline.com.br SANTA CATARINA | Ana Luísa +55 48 9981 9588 | analuisa@nsaonline.com.br SÃO PAULO | Demetrius Sfakianakis +55 11 3255 2522 | demetrius@mobrasil.com.br RIO DE JANEIRO | Aílton Guilherme +55 21 2233 8505 | +55 21 8293 6198 | ailton.agmais@yahoo.com.br RIO GRANDE DO SUL | Everton Luís +55 51 9986 0900 | paranhama@terra.com.br PORTUGAL - PROJETOS ESPECIAIS | B4 Business Consulting & Investiments renato.leal@b4.com.pt | +351 21032 9111

ADMINISTRATIVO-FINANCEIRO | +55 81 3325 2782 SECRETÁRIA EXECUTIVA | Alda Paula de Andrade aldapaula@construirnordeste.com.br ASSISTENTE ADMINISTRATIVO-FINANCEIRO | Stanislau Macário Júnior junior@construirnordeste.com.br

ASSINATURAS E DISTRIBUIÇÃO | +55 81 3325 2782 Felipe Silva | felipe@construirnordeste.com.br

ENDEREÇO Av. Conselheiro Aguiar, 1555/36 - Boa Viagem - Recife/PE - CEP 51111-011 +55 81 3325 2782 | 3038 1046 | construir@construirnordeste.com.br


CARTAS

AGENDA

Como evoluiu, no período intercensitário, ou seja, entre os anos 2001 e 2009, o acesso à rede de esgoto sanitário no Nordeste? Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2001, havia um total aproximado de 12.210.000 domicílios particulares permanentes na Região Nordeste, dos quais cerca de 22% eram ligados à rede coletora de esgotamento sanitário. Em 2009, foram registrados cerca de 15.331.000 domicílios, dos quais, aproximadamente, 31% tinham acesso a tais serviços. Observamos que houve algum avanço no período, entretanto, encontramos, em 2009, um total aproximado de 10.600.000 domicílios ainda não ligados à

rede coletora de abastecimento sanitário. Portanto, apesar dos avanços observados, ainda existe uma larga parcela da população que não tem acesso a esses serviços de rede coletora de esgotamento sanitário na Região Nordeste. Convém lembrar que o acesso a serviços adequados de esgotamento sanitário, além de estar ligado à qualidade de vida e do meio ambiente, tem, entre outros fatores, fortes implicações na área da saúde pública.

Prof. Dr. Cezar Augusto Cerqueira Poli/UPE/Unicap

25ª CASA COR SÃO PAULO Local: Jockey Club Data: 24 de maio a 12 de julho Internet: www.casacor.com.br/saopaulo/

MOSTRA BLACK – DESIGN E DECORAÇÃO CONCEITUAL Local: Rua Groenlândia, 448 – Jardim Europa São Paulo/SP Data: 21 de junho a 17 de julho Telefones: (11) 3062.6989/9142.7587

23ª FEIRA NACIONAL DE SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE Local: Expo Center Norte - São Paulo/SP Data: 1 a 3 de agosto Internet: www.fenasan.com.br

83º ENCONTRO NACIONAL DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL Local: World Trade Center - São Paulo/SP Data: 10 a 12 de agosto Internet: www.enic.org.br

Qual o verdadeiro significado de um “material de construção verde”?

FALE CONOSCO

Ao classificar um material de construção com o suposto selo de “material verde”, é importante atentar para o perfil ambiental desse material. Quando no momento de sua produção e/ou transformação é consumida uma menor quantidade de matéria e energia, significa dizer que se trata de uma premissa importante para o seu perfil ambiental. No entanto, há que se enxergar a fase de uso e reintegração à natureza desse material, que ao final de sua vida útil poderá trazer significativos impactos para o ambiente. Tomemos como exemplo o concreto, que é um dos materiais mais consumidos no mundo, consequentemente com um enorme consumo de

matéria e energia. Se a durabilidade desse material não for tratada com especial atenção, logo cedo ele terá que ser substituído ou recuperado, causando com isso a necessidade de retirar da natureza outra grande quantidade de matérias-primas e energia, com seus respectivos impactos ambientais. Daí para produzirmos um concreto “verde”, terá que ser aumentada a sua vida útil e, com isso, ampliado o seu perfil ambiental. Desse modo, ao compará-lo a outro concreto de baixa durabilidade, ele será considerado mais amigável com o ambiente.

CARTAS Av. Conselheiro Aguiar, 1555 Boa Viagem | Recife | PE CEP: 51111-011

CONSTRUIR BAHIA Local: Centro de Convenções – Salvador/BA Data: 17 a 20 de agosto Internet: www.feiraconstruir.com.br/ba/

14º FÓRUM CONSTRUIR – INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS Local: Auditório da FIEPE - Av. Cruz Cabugá - Recife/PE Data: 29 de setembro Internet: www.forumconstruir.com.br/

CONCRETE SHOW Local: Centro de Exposições Imigrantes - São Paulo/SP Data: 31 de agosto a 2 de setembro Internet: www.concreteshow.com.br

Prof. Dr. Arnaldo Cardim PEC/Poli/UPE

ATENDIMENTO AO LEITOR faleconosco@contruirnordeste.com.br Tel: + 55 81 3325 2782 Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h

REDAÇÃO/SUGESTÕES DE PAUTAS redacao@construirnordeste.com.br Av. Conselheiro Aguiar, 1555 Boa Viagem | Recife | PE CEP: 51111-011


Tatiana Feijó

Crossmedia

Traz as principais matérias e a entrevista de capa da edição atual, só para dar um gostinho de ler a revista completa

Edições anteriores

inéditas sobre a restauração do Edifício Chanteclair, no Recife Antigo, que não estão na matéria de capa da edição 57 da nossa revista. O fotógrafo Alexandre Albuquerque passou uma tarde inteira subindo e descendo andaimes para tirar as belíssimas fotos que ilustram a reportagem. Foram mais de 200 registros. Depois de uma árdua seleção, as fotos mais bonitas estão nas páginas da revista e no nosso site

Não começamos hoje, nem ontem. Nesta seção, você poderá relembrar a evolução do setor nos últimos 12 anos, através de todas as edições da nossa revista publicadas até agora, com suas principais matérias

Notícias | Noticiário atualizado

focando a construção civil no Brasil e no mundo. A nova seção de noticias é dividida em diversos assuntos - economia e negócios, tecnologia e agenda

Promoções Exclusivas para as redes sociais Mirella Lima e Ana dos Anjos, nossas criativas meninas do marketing, estão bolando novidades para os nossos seguidores do Twitter e Facebook. Aguardem

Em Construção O pessoal da Z.dizain Comunicação desenvolveu a nova logomarca e o novo projeto gráfico da revista, afora a turma da UNU Soluções de Informática, que está ralando pixels e bytes para botar o novo site no ar

Para saber mais, acesse www.construirnordeste.com.br ou mande um e-mail para faleconosco@construirnordeste.com.br. Nos siga no Twitter! Nosso perfil é o @Construir_NE. Procure por Revista Construir Nordeste no Facebook e curta a nossa página!

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Fórum Construir chegou a Caruaru, uma das cidades que mais crescem no interior de Pernambuco, com o tema “Construindo o Nordeste pelas paredes da sustentabilidade”. Em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Caruaru (Acic), a Construir NE realizou, no dia 24 de maio, no auditório desta associação, a primeira edição do fórum fora de uma capital. “Cumprimos o objetivo de apresentar sistemas construtivos para multiplicar conceitos e informações que casam projeto arquitetônico com tecnologia construtiva e sustentabilidade”, comemorou a publisher da Construir NE, Elaine Lyra. Na programação, palestras dos engenheiros Luiz Priori Júnior e Gamal Asfura, e dos arquitetos João Dalberto Ziani e Juliano Dubeux, que levaram conhecimento para arquitetos, engenheiros, empresários e estudantes. O evento, patrocinado pela CP Construção, Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Tupan e Condomínio Monte Verde, teve o apoio da Learning Soluções Tecnológicas e da Rádio Caruaru FM. Mais sobre o fórum no www. construirnordeste.com.br.

Tatiana Feijó

Imagens | Na galeria, fotos

EDILSON VIEIRA

Luiz Priori Jr; Elaine Lyra; o diretor da Acic, Ricardo Montenegro; o presidente da Acic, João Bezerra; o secretário de Desenvolvimento de Caruaru, Franco Vasconcelos; e o diretor da Learning, Mário Disnard, atentos ao coordenador da Câmara da Construção Civil da Acic, Gláucio Cruz

Os palestrantes Gamal Asfura, João Dalberto Ziani e Luiz Priori Jr. também mediador e coordenador do Fórum Construir Tatiana Feijó

conteúdos ao seu alcance. Por isso é bom ir se acostumando a esse admirável mundo novo. Seremos cada vez mais crossmedia. E vem por aí: newsletter para leitores cadastrados (inscreva-se no site para receber nosso boletim), publicação de índices da construção civil, artigos, promoções exclusivas para as redes sociais e muito mais. Sabe como é... Reforma nunca termina e sempre pode melhorar. Para começar, você já pode conferir tudo isso em www.construirnordeste.com.br:

Presença do público da região valorizou ainda mais o Fórum Construir Franco Vasconcelos: “Fórum Construir, um evento importante para Caruaru”

João Bezerra, presidente da Acic; diretor da CP Construção, Clauston Pacas; arquiteto Juliano Dubeux; e Elaine Lyra

Tatiana Feijó

Alexandre Albuquerque

Edição Atual

nas principais redes (Twitter, Facebook e Linkedin), agora se debruçando sobre o site que, em breve, se tornará o maior portal de notícias sobre mercado, tecnologia, sustentabilidade e negócios do Nordeste. O novo projeto gráfico que estreia nesta edição será levado para a Web e ficará mais interativo, com mais informações multimídia, fotos e vídeos exclusivos, além de bastidores que complementam alguns temas da edição impressa. Mas não estamos satisfeitos. Queremos mais

Divulgação

P

ara quem não labuta nas searas do marketing e da publicidade, o termo pode soar estranho, mas croosmedia é um recurso cada vez mais utilizado no mundo do jornalismo midiático, que trata de uma espécie de cruzamento entre os diversos veículos ou formas de comunicação. Esse balaio junta informação do mundo virtual, revistas e redes sociais, tornando-se um prolongamento do outro. A revista Construir Nordeste, atenta aos novos meios, já está

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Fórum Construir vai ao interior

EDILSON VIEIRA

Tatiana Feijó

SHARE

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PALAVRA

CONSTRUÇÃO CIVIL: GRANDES MUDANÇAS EDUARDO MORAES*

A

construção civil enfrenta significativas transformações que têm impactado diretamente na cultura das empresas que executam obras. Nos últimos anos, como as fronteiras tecnológicas se tornaram virtuais, o Brasil passou a absorver as melhores influências do Primeiro Mundo, dentre elas uma é fundamental para o seu desenvolvimento: o planejamento em suas variadas vertentes. Na engenharia civil, não poderia ser diferente. A efervescência do setor da construção e a necessidade de executar obras em um curto espaço de tempo, com maior qualidade, produtividade e racionalização, têm levado as construtoras a investir corretamente em planejamento e projeto. A obra passa a ser uma “simples montagem”, dentro do curto prazo que se dispõe. Antes de iniciá-la, é preciso um período de planejamento e maturação do projeto, em que devem ser feitos estudos diversos - layout, compatibilização de projetos, elaboração de cronograma físico detalhado, interligando as diversas etapas da construção. Com isso, elimina-se totalmente a necessidade de “adequações” no canteiro de obras. Alguns fatores podem explicar a falta de planejamento na construção civil. Um deles é o clima mais estável e ameno, durante longos períodos do ano, em determinadas regiões do país, o que possibilita o trabalho a céu aberto. Nos países desenvolvidos, quase todos localizados no Hemisfério Norte, as empresas têm menos de seis meses para executar as obras, sendo obrigadas a uma maior produção indoor. No Brasil, as empresas despendem no projeto curto espaço de tempo para construir as obras em três anos. No Primeiro Mundo, é quase o inverso: muito tempo no projeto e pouco na execução.

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Outro fator importante é a cultura do imediatismo nos segmentos público e privado. Assistimos a governos que não dão sequência às gestões anteriores e acabam gerindo as cidades, as capitais e os Estados sem um planejamento estruturado, ainda que mínimo. Até há pouco tempo, não existiam nem mesmo planos diretores das cidades. A maneira de o Estado licitar e contratar obras não exige projetos completos e detalhados, deixando um distanciamento entre o que é licitado e a realidade das obras. A mudança já começou a ocorrer e será radical. Um passo importante é a proativa atitude do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), tanto em nível estadual – no caso, em Pernambuco, como em nível federal, no sentido de desenvolver um excelente, amplo e vigoroso trabalho de divulgação e conscientização da necessidade de um bom planejamento e projeto. A evolução da informática também tem colaborado para esse processo de transformação, à medida que oferece ao mercado softwares modernos para compatibilização de projetos de variadas especialidades. Já existem hoje várias empresas trabalhando dentro de um processo integrado, chamando à responsabilidade os autores dos projetos de cálculo, estrutura e instalações em geral. Nesse período, também surgiram empresas terceirizadas em segmentos específicos, como o de revestimento de fachadas. Em um passado muito recente, só havia três tipos de projeto (arquitetura com detalhamento, estrutural e de instalações). Hoje, no entanto, há vários outros - alvenaria de vedação e estrutural, impermeabilização etc.

Há depoimentos de construtoras que atuam em Pernambuco que revelam as vantagens do planejamento e da compatibilização de projetos. São atitudes que tornam as construções mais racionais, reduzem a quase zero os resíduos e não geram retrabalho durante a execução das obras, aspecto que resulta em custos elevados nas obras. Um empreendimento pode ter seus custos reduzidos entre 4% e 8% com um trabalho de articulação das suas equipes. Recentemente aconteceu o lançamento do Manual Pernambucano de Coordenação de Projetos, elaborado pela comunidade da construção do Recife, sob a consultoria da empresa Proactive, que seguiu as diretrizes do Manual de Escopo de Serviços para Coordenação de Projetos da Associação Brasileira dos Gestores e Coordenadores de Projeto (Agesc), um modelo nacionalmente respeitado pelo alto desempenho que apresenta. O manual é resultado de um trabalho feito com 13 empresas integrantes da comunidade, que durante os últimos quatro anos participaram de encontros periódicos para a sua formatação, estando disponível para todas as construções, independentemente do padrão do empreendimento. Sua utilização, aliada ao empenho das construtoras e incorporadoras de se dedicarem a planejar seus empreendimentos em conjunto com projetistas, ainda na fase da concepção, deve, certamente, garantir a redução dos custos das obras e também diminuir o volume de desperdícios. * Eduardo Moraes é gerente do Escritório Regional N/NE da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP)


Amarildo Leal

ENTREVISTA

Quando foi que a arquitetura e a iluminação começaram a fazer parte da sua vida?

LUZ: “UM VESTIDO SOB MEDIDA” Com quase 30 anos de atuação, o lighting desiner italiano Pietro Palladino é considerado uma sumidade da luminotécnica. Radicado em Milão, publicou diversos livros, um deles inclusive com a chancela da Universidade da Itália. Projetou a iluminação de obras emblemáticas de renomados arquitetos e tem entre seus projetos mais famosos o da Catedral Duomo. Nesta entrevista ao jornalista paulista Vitório Júnior, fala sobre o futuro da iluminação em sintonia com as correntes de sustentabilidade e eficiência energética, e dá conselhos para os que pretendem enveredar na profissão. 18 |

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Enquanto estudava engenharia, fui atraído como agente físico e tenho estudado as leis que regulam a geração, propagação e interação da luz com a matéria desde os tempos da universidade. Nos primeiros anos de carreira profissional, me propus a abordar a questão da iluminação, principalmente do ponto de vista técnico. No final dos anos 80, fiquei interessado nos efeitos da luz no ambiente construído. Percebi a possibilidade de transformar um edifício e uma paisagem natural (ou urbana) mediante o uso da iluminação artificial como ferramenta para criar e comunicar. Foi então que passei a lidar com a arquitetura e inventar uma nova metodologia para projetar a luz. Como foi a criação de uma identidade própria em um universo onde tudo é muito parecido? Ao longo dos anos, tenho desenvolvido uma sensibilidade e uma metodologia específica para abordar os problemas de iluminação. Primeiro percebi que a luz tem uma linguagem única, que é recusada por todas as aplicações. Isto me permitiu criar um método para interpretar, tecnicamente, os diferentes tipos de sistema de iluminação. Na prática, dirijo com muito cuidado a definição de “conceito” e, em seguida, tento criar valor através da escolha de soluções técnicas para os mínimos detalhes. Desta forma, meus projetos de iluminação sempre têm uma identidade específica que os difere da média. Dentro de um mercado tão competitivo, o que fazer para se manter sempre atualizado? Para se manter atualizado, é necessário também encontrar soluções para se diferenciar dos concorrentes. Este é um processo contínuo que envolve toda a minha equipe de trabalho. O objetivo é fazer sempre o melhor e ter essas soluções antes de qualquer outra pessoa. Para tal, é preciso coragem, pois as responsabilidades são grandes e você nunca tem certeza

do resultado quando escolhe um caminho inovador. Na maioria das vezes, é o projeto da planta que nos remete a novas ideias e nos leva a criar novos produtos. Na verdade, nosso negócio é completado pelo design de luminárias novas - muitas vezes os produtos surgem durante o projeto de uma luz específica. Uma maneira de ser diferente, com soluções originais, é também criar dispositivos com instalações “customizadas”, que caracterizam fortemente um maior prestígio para os nossos projetos. O que podemos esperar acerca da sustentabilidade na iluminação? No futuro, o planeta será iluminado com leds. Também serão excluídas lâmpadas fluorescentes compactas, que contêm mercúrio e são altamente prejudiciais à saude humana. Os leds também chegarão às residências por economia de energia e a iluminação pública vai voltar para postes de madeira, pois certamente eles são ambientalmente mais sustentáveis do que o metal. Como atingir os níveis de eficiência energética, impostos pelos governos dos países, nos atuais projetos de iluminação? Simplesmente com a boa qualidade do design de iluminação. A iluminação deve ser como um vestido feito sob medida. No projeto de iluminação da Catedral Duomo, em Milão, quais foram as tecnologias utilizadas para que o seu projeto atingisse o efeito esperado? O projeto de iluminação externa da catedral, feito há dez anos, exigiu muita pesquisa e ousadia. Naquela época, decidimos construir um modelo tridimensional. Levamos seis meses para terminar o modelo e o design da iluminação. Com o novo modelo, foi possível avaliar os efeitos de luz em cada sombra do monumento e também nas estátuas. Os softwares que utilizamos foram os mais avançados do período e exigiram que os computadores, para obter os resultados desejados após cada alteração, tivessem que esperar um

dia inteiro. A partir dessa experiência, contamos cada vez mais com as soluções tridimensionais. Hoje temos inúmeros hardwares e softwares avançados, com resultados muito melhores. Na iluminação pública, como os gestores municipais podem conseguir um melhor resultado investindo menos? Na minha opinião, este é um problema difícil. A realidade é que o operador escolhido persegue o lucro, que deve ser o maior

A minha experiência diz que uma boa formação básica demora, pelo menos, entre quatro e cinco anos de prática para se qualificar como designer. (...) O desenho de luz não é para todos

possível. Isto é uma contradição daquilo que vivemos na Itália. O problema poderia ser resolvido mediante a gestão de todas as atividades de instalação e manutenção do projeto e escolha de materiais. Em outras palavras, os municípios deveriam continuar sendo os verdadeiros responsáveis pela iluminação pública em vigor no desenho urbano e na estética da formação do contexto urbano. Que conselho daria para um profissional que acaba de entrar no mercado? Que erros ele deverá evitar? O designer de iluminação deve primeiro ter uma formação profissional completa.

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ENTREVISTA

Os leds também chegarão às residências por economia de energia e a iluminação pública vai voltar para postes de madeira

No Brasil, os profissionais de iluminação usam bem a luminosidade tropical ou procuram mais adaptar as tendências internacionais aos seus projetos? A escolha dos níveis de iluminação e da cor da luz é fortemente influenciada pelo lugar. Não existem regras precisas, mas a tendência mundial é utilizar quantidades menores e mais baixas de energia. Afora, por exemplo, o uso de conceitos baseados na criação de fortes contrastes de luminância ou de cores, que pode ajudar a criar sistemas para economizar energia. Em última análise, acredito que a globalização vai nivelar as diferenças na abordagem do design de iluminação.

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Amarildo Leal

O problema é chegar a essa formação, pois em muitos países não existe grau completo ou formação especializada. O conselho que posso dar a um jovem designer de iluminação é fazer um estágio em um estúdio de design de iluminação, a fim de ter contato direto com problemas específicos. Isto pode fazer a diferença. O erro mais comum é ele pensar que pode se tornar um bom designer de iluminação em um curto espaço de tempo. A minha experiência diz que uma boa formação básica demora, pelo menos, entre quatro e cinco anos de prática para se qualificar como designer. Depois há também um problema fundamental: como acontece com todas as profissões, esse profissional deve ter a atitude certa. O desenho de luz não é para todos.

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ESPAÇO ACADÊMICO

AGREGADO MIÚDO RECICLADO DE RESÍDUOS É APLICADO na produção de concreto CLARISSA RODRIGUES E STELA FUCALE*

A

Aplicada ao Meio Ambiente (Ambitec), da Escola Politécnica de Pernambuco/Universidade de Pernambuco, é a utilização de agregado miúdo reciclado de Resíduos da Construção Civil (RCC) como material para a produção de concreto. Nesse sentido, foi definido um programa de investigação laboratorial para caracterização física do RCC, considerando a substituição em teores de 0,50% e 100% do agregado miúdo natural, ou seja, areia por agregado miúdo reciclado de RCC, para a produção de concreto. O programa experimental laboratorial

indústria da construção civil é um dos setores de maior crescimento na economia brasileira, contudo é consenso afirmar que é uma das maiores consumidoras de matérias-primas naturais e, devido ao grande volume de resíduos gerados, causadora de grandes impactos ao meio ambiente. Surge daí a necessidade de ir em busca de novos materiais, que possam minimizar os danos causados pelo setor. Um dos estudos que tem sido desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Engenharia

consistiu na realização de ensaios de caracterização física (composição gravimétrica, granulometria, teor de material pulverulento, massa específica e absorção) nos agregados natural e reciclado (RCC). O material empregado para o desenvolvimento da fase experimental da pesquisa foi o RCC gerado em uma obra de edificação residencial de multipavimentos, na etapa de estrutura, da cidade do Recife, com uso de tecnologia construtiva de concreto armado e vedação vertical com blocos cerâmicos. A empresa responsável pela execução do

empreendimento possui sistema de gerenciamento de resíduos, ou seja, o resíduo gerado é segregado por classes. Antes de iniciar os ensaios de caracterização física, a amostra de RCC foi submetida a um processo de beneficiamento, que consistiu na redução do tamanho das partículas, por meio de um britador, atingindo a dimensão máxima de 2,4mm. O agregado miúdo natural utilizado veio do Rio Sirinhaém, em Pernambuco. Todo material foi homogeneizado e passou por uma peneira de # 4,8mm, sendo retirada toda fração superior a esta malha. A realização da composição gravimétrica com a amostra de RCC possibilitou comprovar que o concreto é o material mais representativo, com 69,23% do peso total da mesma. Vale salientar que a composição gravimétrica do resíduo pode variar bastante, de acordo com a região, a etapa e a tecnologia construtiva utilizada. O ensaio de granulometria revelou semelhanças entre a classificação do

TEOR DE MATERIAL PULVERULENTO (%) Agregado natural

Agregado reciclado

1,0

8,7

Tabela 1: Resultados do ensaio de teor de material pulverulento.

CURVA GRANULOMÉTRICA

MASSA ESPECÍFICA (g/cm3)

100 90 80 % retido acumulado

tamanho dos grãos dos agregados natural e reciclado. Apesar do diâmetro máximo dos grãos do agregado natural ser superior em relação ao agregado reciclado, percebe-se que os módulos de finura de ambos os materiais estão muito próximos, com valores de 2,64 e 2,56 para agregados natural e reciclado, respectivamente. A Figura 1 indica as curvas granulométricas dos agregados natural e reciclado, verificando-se a semelhança entre as curvas. O ensaio do teor de material pulverulento revelou que o agregado reciclado possui um valor cerca de oito vezes superior ao agregado natural, característica que deve ser controlada no momento da dosagem do concreto, pois pode acarretar um consumo elevado de água. Os resultados podem ser visualizados na Tabela 1. A Tabela 2 apresenta os resultados do ensaio de massa específica, indicando que o valor do agregado reciclado é menor

Agregado natural

Agregado reciclado

2,62

2,54

Tabela 2: Valores de massa específica.

70 60

* Clarissa Ribeiro de Sá Rodrigues é mestranda em Engenharia Civil na Poli/UPE (clarissa.rsr@gmail.com).

50 40 30 20 10

0 100

10

1 abertura da malha (mm)

agregado reciclado

0,1

0,01

agregado normal

Figura 1: Curvas granulométricas.

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* Profª Drª Stela Fucale é professora adjunta da Escola Politécnica de Pernambuco e membro do corpo docente permanente do mestrado em Engenharia Civil da Poli/UPE (sfucale@upe.poli.br).

A busca de novos materiais pode minimizar os danos ambientais da construção civil que o do agregado natural. O fato pode ser atribuído à presença de materiais porosos - como o tijolo cerâmico - no resíduo. No que se refere à absorção do material reciclado, este apresentou-se cerca de dez vezes maior que o natural, apresentando valores de 10,28 % e 1% para os agregados reciclado e natural, respectivamente. Logo, para que não haja absorção da água de amassamento, alterando a relação água/cimento, deve-se realizar a pré-umidificação do material antes da dosagem. Diante dos resultados apresentados, as amostras de agregados reciclados de RCC comportaram-se de forma satisfatória nos ensaios realizados, com características físicas semelhantes às amostras de agregados naturais, devendo-se tomar alguns cuidados antes da utilização do material.


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Artesãs da reserva do Paiva transformam resíduos em arte

Novo bairro integra comunidade

N

o entorno da Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, várias ações têm modificado positivamente o dia a dia da região, integrando antigos moradores ao desenvolvimento gerado pela implantação de obras estruturais, tais como o bairro planejado da Reserva do Paiva, viabilizado pela Odebrecht Realizações Imobiliárias, e o sistema viário do Paiva, administrado pela concessionária Rota dos Coqueiros. Na Reserva do Paiva, vigoram as premissas da conservação de áreas de preservação ambiental, acessibilidade e desenvolvimento urbanístico, respeitando critérios como baixo adensamento e uso racional de energia e água. Tais premissas estão no Plano de Gestão Ambiental que norteia o desenvolvimento sustentável da região. Ele permite a criação de novas práticas processuais com impacto positivo no resultado dos empreendimentos, beneficiando quem mora no entorno. Para implementar essas ações, a comunidade conta com o apoio da Associação Geral da Reserva do Paiva, que gerencia o programa de sustentabilidade da região em parceria com o poder público e os empreendedores locais. Entre os programas estão o projeto Papéis da Vida, onde o papelão descartado das obras locais é transformado em objetos de decoração. Parte dos resíduos que foram gerados na obra de construção do Condomínio Morada

da Península e em outras obras do bairro vira arte nas mãos dos moradores da região. Em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Associação Geral da Reserva do Paiva planeja expandir o negócio dos 22 artesãos beneficiados pelo projeto, gerando renda para as comunidades vizinhas do empreendimento. Desde 2008, quando foi implantado, mais de quatro toneladas de papelão foram utilizadas, gerando um retorno financeiro estimado entre R$ 20 mil e R$ 30 mil para a população. Em março deste ano, o grupo trabalhou na confecção de um portfólio dos produtos que estão passando por uma requalificação, a fim de atingir novos públicos e mercados. Desde 2010, eles trabalham no diagnóstico, desenvolvimento e melhoria de produtos, bem como na inovação de processos que resultarão numa coleção de obras com previsão de exposição, promoção e comercialização nos próximos meses. As oficinas acontecem em local recém-construído para os artesãos, onde há espaço para vendas, depósito, salas de aula e produção. Ainda este ano está prevista a construção de um centro de capacitação, com cerca de 350 metros quadrados, para a realização de cursos profissionalizantes que beneficiarão as comunidades do Cabo de Santo Agostinho. Ainda em fase inicial de implantação, outro projeto em destaque - o Costurando Vidas - já conta com 14 beneficiados. Entre

as atividades, a confecção de chapéus (tipo safári) com reaproveitamento de fardamentos dos trabalhadores das obras do local. O material será utilizado em ações de marketing com clientes da Odebrecht. A adoção da Escola Maria Madalena Tabosa, em Itapuama, pelo projeto Ponte para a Educação, da Rota dos Coqueiros, é outra iniciativa implantada no município. Na volta às aulas, em fevereiro passado, 98 alunos da instituição encontraram o espaço completamente reformado. A escola ganhou reparos na estrutura já existente, além de ampliação da área externa e revisão do poço artesiano e banheiros. E, em breve, irá contar com área de vivência e biblioteca, cujas obras estão em fase de conclusão. Os investimentos ultrapassam a soma de R$ 60 mil. Ao longo de 2011, os professores estarão sendo capacitados para ministrar oficinas de educação no trânsito para os alunos. Já pelo projeto Mudas da Sustentabilidade, espécies nativas da região foram resgatadas, cultivadas e aproveitadas no paisagismo do novo bairro. O viveiro conta com mais de 100 mil amostras de 110 espécies e prioriza a reprodução de mudas da restinga e da Mata Atlântica. Também são realizados eventos educativos em datas comemorativas e voltados para o público infantil, no intuito de despertar na comunidade uma conscientização ambiental com foco especial na coleta seletiva. DA REDAÇÃO

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| MAIO 2011

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No lançamento da ação do projeto Casa da Criança, animadores alegram crianças da ala de quimioterapia

HUMANIZAÇÃO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA EM MATO GROSSO

O

projeto Casa da Criança lançou, no dia 22 de fevereiro, a humanização do ambulatório de oncologia pediátrica do Hospital de Câncer de Mato Grosso. Esta ação, terceira em Cuiabá e 34ª no Brasil, conta com o apoio dos parceiros máster Instituto Ronald McDonald e Cimento Nassau, a colaboração da Pizza Hut (Ceará/Paraíba) e o patrocínio nacional de Amanco, Araforros, Brasilit, Celite, Cerâmica Eliane, Cimento Nassau, Esmaltec, Fabrimar, Florense, Sicmol e Siemens, que doam todo o material necessário para a reforma, transformando os ambientes em locais muito mais confortáveis e divertidos para crianças em tratamento contra o câncer.

O evento foi um sucesso de mobilização e reuniu arquitetos, designers, artistas plásticos, entre outros profissionais voluntários. Estiveram presentes Patrícia Chalaça, Marcelo Souza Leão e Lavínia Petribú, coordenadores nacionais do projeto; Francisco Neves, do Instituto Ronald McDonald; João Castilho Moreno, presidente da Associação Matogrossense de Combate ao Câncer; Suely Santos Araújo, vice-presidente do Hospital de Câncer de Mato Grosso; Roseli Barbosa, primeira-dama do Estado, além dos franqueados sociais Vagner Giglio, Emili Ayoub Giglio, Leila Ayoub Malouf, Neili Bumlai Ayoub Grunwald, Michel Daud Ayoub Sobrinho e Alan Ayoub Malouf.

ATENDIMENTO O Hospital de Câncer de Mato Grosso é responsável por mais de 75% dos atendimentos a crianças e adolescentes em tratamento quimioterápico no Estado, dos quais 90% são pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A obra de humanização beneficiará 112 crianças e adolescentes entre zero e 17 anos. Por dia, cerca de 20 crianças são atendidas para consultas e quimioterapia ambulatorial. Destas, cerca de 15 permanecem internadas.

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| MAIO 2011


ROSSI: altas vendas As vendas contratadas da Rossi, uma das principais incorporadoras e construtoras do Brasil, no primeiro trimestre de 2011, totalizaram R$ 768 milhões, 15% acima do primeiro trimestre de 2010. Já os lançamentos registraram R$ 723 milhões, aumentando 27% em comparação com o mesmo período de 2010. Nos primeiros três meses de 2011, a empresa lançou 11 empreendimentos, somando 2.650 unidades. O segmento econômico representou 50% das unidades lançadas e 26% do VGV (Valor Geral de Vendas) total. “As vendas foram distribuídas em 17 Estados, o que confirma a estratégia da Rossi em focar nos mercados emergentes, onde a concorrência é menor e a demanda aquecida”, afirma o CEO da Rossi, Heitor Cantergiani.

FEIRÃO da Casa Própria

A

sétima edição do Feirão da Casa Própria, promovida pela Caixa Econômica Federal, no Centro de Convenções, de 20 a 22 de maio, teve cobertura ao vivo no Twitter, Facebook e blogs. E, quem os visitou, participou. Afinal, quem não quer contar para o mundo como realizou o grande sonho da vida? A Caixa vem usando todos os meios para manter o ritmo no financiamento de imóveis. Onze

mil unidades das 15 mil oferecidas eram novas ou ainda estavam na planta. E, quem vende, já parte para outra obra, girando com a grande mola propulsora do Minha Casa, Minha Vida. No primeiro quadrimestre, Pernambuco contribuiu com uma média de 83 financiamentos por dia, 6.749 contratos assinados e um volume de R$ 440,6 milhões de um total nacional de R$ 20,2 bilhões. O feirão continua no www.feirao.caixa.gov.br.

RECIFE incentiva

U

ma nova lei, proposta pela Prefeitura do Recife e aprovada em maio pela Câmara Legislativa do Recife, estabelece parâmetros urbanísticos e normas de uso e ocupação do solo para edificações de uso coletivo em serviços de hospedagem. A lei promete incentivar os hoteleiros a ampliar ou construir hotéis, permitindo mais flexibilidade na construção em bairros como Boa Viagem, um dos que mais atraem empreendimentos. A iniciativa visa a aumentar a disponibilidade de leitos para a Copa 2014 e o turismo de negócios que cresce em Pernambuco.

das tintas econômicas

N

E

nquanto desenvolve tecnologias próprias para suas ferramentas, a paulista Diamanglass planeja abrir uma nova unidade, ainda este ano, para aproveitar o “embalo” da construção. O Estado ainda não foi definido, mas segundo o diretor presidente da empresa, Nélson Carvalho Filho, a abertura de novas filiais trará uma logística condizente com as necessidades do mercado. Para ele, o grande potencial de consumo do Nordeste, região onde a participação da Diamanglass ainda pode crescer, é uma das razões para pensar na expansão.

NÚCLEO Destaque

C

au Biglia e Eduardo Cardoso, presidente e diretor de marketing do Núcleo de Decoração da Bahia, respectivamente, recebem profissionais da área no próximo dia 3 de junho, no Salão Catarineta, do Pestana Bahia Hotel, para a entrega do prêmio Núcleo Destaque 2011 nas categorias Residencial (casa), Residencial (apartamento), Comercial, Mostras/Decorados e Consciência Ambiental.

construção de hotéis

A NORMA

o final de abril, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou a norma revisada NBR 15079:2011, que estabelece os requisitos mínimos de desempenho das tintas látex e traz a indicação para uso exclusivo de ambientes internos. Antes tais tintas eram indicadas para ambientes internos e externos – hoje

RUMO ao Nordeste

a indicação para os dois ambientes vale apenas para as tintas Standard e Premium, que têm maior durabilidade, resistindo melhor às intempéries. De acordo com a nova norma, as embalagens das tintas econômicas produzidas a partir de 27 de abril de 2011 deverão estampar apenas a palavra “interior”. Tintas com os dizeres “interior/ exterior” serão avaliadas conforme

os requisitos das tintas Standard definidos pela mesma norma. Os fabricantes de tinta comprometeram-se a seguir as especificações da norma revisada antes mesmo da sua publicação, adaptando embalagens e materiais de divulgação e promoção. Com a publicação da norma, que tem força de lei, o restante do mercado terá que fazer o mesmo.

BONS

negócios

N

o balanço do Adit Invest, realizado de 10 a 12 de maio, em Fortaleza, o presidente executivo da Adit Brasil, Luiz Henrique Lessa, revelou a expectativa de gerar negócios da ordem de R$ 2,7 bilhões. Acompanhado do diretor do Departamento de Financiamento e Promoção de Investimentos do Ministério do Turismo, Hermano Carvalho, Lessa revelou que o volume é 50% superior ao do último ano, embora as rodadas de negócios tenham sido reduzidas. “Isso mostra que, mais do que quantidade, estamos buscando qualidade, trazendo investidores qualificados que tenham um real interesse em investir no Brasil”, declarou. Para Carvalho, os números traduzem o esforço que tem sido feito pela Adit e pelas entidades parceiras. O evento reuniu investidores do Brasil, Grã-Bretanha, Holanda, Portugal, Espanha, Polônia, Suíça, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. Foram realizados 35 painéis relativos ao segmento imobiliário e turístico na conferência internacional que contou com 93 palestrantes, enquanto 33 empresas participaram do Salão Imobiliário. Jornalistas brasileiros e estrangeiros cobriram o Adit Invest para 58 veículos de comunicação.

Fotos e ilustração: divulgação

A

conselheira da Construir NE, arquiteta Celeste Leão, trouxe um olhar especial do Salone del Mobile de Milão deste ano. Confira. “Se o mundo é a nossa casa”, a Itália leva a frase ao pé da letra e dá um show de  superação. Assim  o Salone  del Mobile de Milão completou 50 anos em 2011, demonstrando seu potencial de inovação, beleza e tecnologia. Podemos definir o evento com duas expressões: conforto/ergonomia e organização - todos os produtos apresentados convergem para estes dois temas. Nos livings, os sofás camaleões  foram as vedetes. Com proporções perfeitas, transformam-se em cama de casal com um simples toque. Aparecem revestidos em pele (como o couro costuma ser chamado por lá) ou outros materiais como o ecocouro, o linho e o veludo, nas  versões clássicas. Predominam  o cinza, o grafite e até o  preto, recebendo “toques de luz” nas almofadas em tons azul (turquesa), fúcsia, amarelo ou vermelho. Estantes organizadoras do espaço dividem-se em microvãos, com alguns fechamentos em vidro e montantes inclinados ou ortogonais amarelo (limão), fúcsia, uva, cinza e branco, tornando o habitar muito lúdico e prático. Nos dormitórios, as camas de casal ou solteirão se resumem a bons colchões box, agregados a cabeceiras reclináveis e estofadas, com capas mutantes em tecido (linho, veludo ou brim), pele e ecocouro. Os armários são o ponto alto dos quartos - suntuosos pela simplicidade das linhas, mas com grandes portas deslizantes e  alta tecnologia nas ferragens e acabamentos e aparecem sem puxadores. Já nos dormitórios dos jovens, imperam  os quartos temáticos tipo ”loucos por futebol”, fadinhas românticas e Hello Kittys, com uso de muito laminado plástico colorido. No jantar, grandes mesas fazem a “festa”, retráteis ou não, adornadas com até quatro micropendentes sobre elas ou lustres gigantes. Cadeiras em versões incríveis também deixam o consumidor indeciso na hora de escolher. Milão... Não perder, não perder jamais. E respirar novidade, modernidade e tecnologia”.


TRENA

ETIENE RAMOS

Faltas de abril

O

pesquisa revela que 94% dos empresários não encontram trabalhadores de nível básico como serventes e pedreiros. Isto vem prejudicando a produtividade, na opinião de 64% dos entrevistados. O problema é maior nas grandes empresas, levando 64% delas a investir na capacitação de pessoal e 45% a fortalecer políticas para reter seus empregados. O percentual que realiza parcerias com instituições de ensino ainda é baixo - apenas 14%, menor que os 17% que recrutam

operários em outras regiões. Dados preocupantes que revelam um problema estrutural de um país que não se preparou para crescer num dos setores de base que mais gera empregos e movimenta a economia. Vale lembrar que estamos apenas no começo de uma demanda que cresce com os eventos da Copa de 2014, das Olimpíadas de 2016 e da retomada dos investimentos em infraestrutura, mobilidade e logística, cada vez mais próximos.

Adeus pinga-pinga

Pedra de Jerusalém

A Tigre criou um curso inédito sobre hidráulica, voltado exclusivamente para mulheres. A líder na fabricação de tubos de PVC quer capacitá-las para pequenos reparos domésticos ou para acompanhar o trabalho de um bom profissional com mais segurança. O programa será replicado em todo o Brasil, nos principais home centers e revendedores da Tigre. Em maio, Pernambuco terá cursos no Recife e em Goiana. Depois das aulas, as alunas vão tirar de letra o pinga-pinga de torneiras, vasos sanitários, pias e ralos entupidos.

Mármores off-white das variedades “jasmine white” e “golden veil” estão mais perto dos projetos de Pernambuco. Importados de Jerusalém pela Inpermal , as pedras em tons de bege são indicadas para áreas internas e externas, pisos, revestimentos e bancadas. A empresa também promete trazer da Itália nada menos que 500 metros quadrados de revestimento - mosaicos, mármore (botticino, royal e o tradicional carrara) e pastilhas de vidro.

Divulgação

Divulgação

final de abril traduziu em números os problemas que os construtores vêm enfrentando há mais de um ano. A Sondagem Especial da Construção Civil, realizada pela Confederação Nacional da Indústria e Câmara Brasileira da Indústria da Construção com 385 empresas do país, entre 3 e 20 de janeiro deste ano, apontou o principal fantasma do setor: a falta de mão de obra qualificada. Engenheiros e arquitetos estão escassos, mas a

Apê via Facebook | Um mês e meio após o lançamento inédito do seu

canal de vendas pelo Facebook, a Cyrela Brazil Realty comemorou sua primeira venda efetiva: um apartamento do Vita Residencial Clube no Recife. Um aplicativo para iPhone ajudou nessa comercialização, integrando as informações sobre o empreendimento em dois importantes canais on-line da companhia, a primeira do setor imobiliário a lançar o canal no Facebook e fechar uma venda.

Prata nova | A Adit Brasil tem um novo diretor de investimentos. É André

Gustavo Menezes, que substitui Luiz Lessa, alçado a presidente da entidade no começo do ano. Menezes será responsável pela captação e estruturação de projetos da agência de investimentos da Adit, contando com uma maior estrutura para acompanhar o processo de nacionalização e o site www.adit.com.br/investimentos.

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Prêmio Ademi/SE A Construtora Cosil, que atua nos mercados de Sergipe, São Paulo e Pernambuco, foi a “empresa do ano” na quinta edição do Prêmio Ademi Sergipe, levando ainda o destaque na premiação de Campanha Publicitária 2011. O prêmio foi recebido pela diretora de Incorporações da empresa, Danusa Silva.


VITRINE BRILHO

nas paredes

A

Atlas lançou pastilhas de porcelana com esmalte de ouro e platina, capazes de dar um toque de suntuosidade a um ambiente mais básico e padronizado. Em formato 2,5cm x 2,5cm, as pastilhas não se diferenciam apenas pelo visual, mas pela qualidade, já que a porcelana absorve pouca água, fator importante para a durabilidade. A nobreza e o futurismo do novo esmalte lançado pela Atlas enriquecem o mercado com uma nova, moderna e valiosa opção para os projetos internos.

FORÇA-TAREFA do futuro

A

Electrolux aliou-se a estudantes do mestrado em Design de Milão, na Itália, num projeto futurista para cozinhas. O ReSouce (novas fontes) foi concebido com base nos fatores tecnologia, sustentabilidade e influências multiculturais, resultando em nove modelos de eletrodomésticos típicos da cozinha do futuro. Entre eles, a Kewa, uma lava-louças à base de ar comprimido que economiza água, tempo e energia; o Cleair, um purificador de ar com atualizações automáticas sobre as condições do ar da casa; e o Chefiamo, um livro de receitas virtual que ajuda, orienta, inspira e mantém tradições de cozimento usando a projeção de receitas.

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ORDEM

ecológica

ALÉM do abre e fecha

P

O

ortas capazes de transformar um ambiente. É o que promete a curitibana MR Closet. São portas personalizadas, com vários tipos de acabamento, que aliam modernidade, criatividade e funcionalidade. A MR Closet fabrica portas de correr com trilho suspenso, biarticuladas, que podem ser desenvolvidas para as mais diversas finalidades, inclusive dividir ambientes. Já para armários e closets, elas podem ser fabricadas em acidato, acrilato, vidro, espelho prata, espelho dourado, além do risque e rabisque, indicado para quartos de crianças ou despensas.

bjeto para consumidores que primam pela organização, o porta-controle remoto aparece agora em versão politicamente correta, fabricado pela Eco.lógica Design, uma loja virtual que trabalha com artesãos e designers brasileiros que usam descartes urbanos e madeiras de reflorestamento. O produto é produzido em MDF com certificado Forest Stewardship Council, o FSC - o selo verde mais reconhecido do mundo. A certificação FSC, promovida pelo Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, identifica produtos originados de florestas manejadas de forma responsável.

BANHO de conforto e luxo

A

ntenada com as exigências do mercado e disposta a investir em produtos top de linha, a Ouro Fino acaba de lançar três novos modelos de banheiras com design diferenciado. As banheiras Vega, Acrux e Sirius, que integram a Série Ouro, são fabricadas

em acrílico e possuem aplicação de vidro temperado de 12mm, cascata e apoio de cabeça em silicone e inox na estrutura e no acabamento. Todos estes quesitos conferem aos produtos leveza e requinte em modelos com diferenciais como painel digital e acionador de ducha e cascata. Fotos: divulgação

www.feiraconstruir.com.br/ba feiraconstruir@fagga.com.br INFORMAÇÕES: Fagga | GL events Tel.: (21) 3035-3100


DE VOLTA À CENA Um dos mais emblemáticos prédios antigos do Bairro do Recife será finalmente restaurado, mas os investidores não revelam seu destino

Jorge Passos | Arquivo pessoal

CHANTECLAIR

Alexandre Albuquerque

ARQUITETURA & INTERIORES

O objetivo inicial do investidor é devolver ao Recife uma parte do seu passado (...) Estamos fazendo isso com absoluto respeito à história da cidade

Vista aérea do centro do Recife, no início do século XX. No detalhe, o Chanteclair

EDILSON VIEIRA

A

história do edifício Chanteclair é cercada de anonimato, glamour, esquecimento e persistência. Um novo capítulo está sendo escrito - o do seu renascimento - pelas mãos do arquiteto e restaurador pernambucano Jorge Passos, contratado pelos investidores do Complexo Paço Alfândega (que inclui o shopping de mesmo nome) para devolver a vida ao símbolo da era de ouro das maiores festas noturnas do Bairro do Recife, surgido em volta do porto que deu origem à capital pernambucana. “O Chanteclair já faz parte do imaginário da cidade; não são poucas as pessoas que me procuram para saber se realmente estamos trabalhando na recuperação do prédio”, diz o arquiteto. Não é para menos. Entre todas as grandes edificações do Recife Antigo, o Chanteclair é a que mais ganhou destaque na mídia, desde que foi anunciada a sua primeira restauração, em 2001. O prédio começou a ser estudado e recebeu as primeiras intervenções para restauro há mais de dez anos, mas a empresa que o arrendou do seu antigo proprietário, a Santa Casa de Misericórdia, acabou desistindo da empreitada. O Chanteclair chegou a ser desapropriado pela Prefeitura do Recife, que alardeou sua restauração e transformação em centro

cultural no final de 2007. Mais uma vez a obra começou e parou logo no início. Em novembro de 2010, a Jorge Passos Restauro assumiu a restauração das fachadas e a cobertura da obra, como determinou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Ministério Público federal aos novos responsáveis pelo Complexo Paço Alfandêga. “Fomos contratados para estancar o processo de degradação do prédio”, revela o arquiteto. Pode parecer algo simples, mas o que está acontecendo por baixo da tela verde que envolve o Chanteclair é um minucioso trabalho de reviver o passado do antigo prédio, reproduzindo o máximo possível de suas características originais. O mais novo capítulo da história do Chanteclair começou em 2001, com o levantamento do mapa de danos por Jorge Passos, incluindo a análise laboratorial das patologias existentes. “Já naquela época, levantamos a situação de degradação do prédio e suas condições de restauro, catalogando todos os detalhes estruturais e arquitetônicos”, explica o arquiteto. A primeira constatação foi que o prédio não ameaçava desabar, como chegou a ser propagado, mas a sua fachada, bastante deteriorada pela ação da maresia próxima ao porto do Recife, estava se degradando e ruía aos poucos. Como não havia nenhum documento histórico ou planta da época da construção

(estimada nas primeiras décadas do século XX), foi realizado um mapeamento minucioso para entender o ritmo do prédio, com a identificação e repetição dos elementos decorativos, visto que o Chanteclair apresentava uma estucaria sofisticada para um edifício que tinha uma ocupação originalmente residencial e comercial. O prédio apresenta uma curiosa constituição: são seis células habitacionais de três pavimentos mais o térreo, ocupando todo um quarteirão, com fachada única de estilo eclético. Assim, foram catalogados 733 ornatos integrados, ou seja, que fazem parte da estrutura, e 2.500 m2 aplicados, 106 janelas, 130 portas, 1.180 ferrolhos, 2.622 dobradiças e 57 grades de ferro fundido. O sistema construtivo é de alvenaria, com tijolos maciços, lajes e varandas em concreto armado.

OFICINA DE ESTUCARIA Jorge Passos gosta de lembrar que o trabalho de recuperação e produção dessa vasta gama de ornatos só está sendo possível porque boa parte do material foi retirada das ruínas e guardada em depósitos, desde o primeiro estudo, há dez anos. “Pela observação dos ornatos originais, podemos reconstituir as peças faltantes ou incompletas”, diz o arquiteto. Para isto, foi montada uma oficina de restauro no próprio canteiro de obras, onde todos os ornatos são

reconstruídos manualmente por artesãos especializados em estucaria. É a arte de produzir ornamentos arquitetônicos usando fôrmas, registrada desde o Antigo Egito. Cada modelo de ornato (pinhões, jarrões, caracóis) é reconstituído em seu tamanho e formato originais, com todos os detalhes. A partir dessas peças, faz-se um molde de gesso que servirá como fôrma para a reprodução de novos ornatos. É um trabalho que exige paciência, atenção e capricho do artesão. Alguns moldes são revestidos com silicone, o que permite maior riqueza de detalhes. As peças, que variam de menos de 30 centímetros a três metros de altura, são confeccionadas com argamassa e muitas ganham reforço de estruturas em ferro galvanizado. Foi montada também uma pequena central para produzir três tipos de argamassa (emboço, reboco e massa única). Não haverá lugar para a moderna massa acrílica - o acabamento das paredes será feito com argamassa de areia finíssima e cal, como era no início do século passado. Por conta da proximidade do mar e da ação direta da maresia, o arquiteto substituiu a estrutura da cobertura original em peroba-do-campo por estruturas metálicas de aço com tratamento anticorrosivo. “Estamos recuperando o prédio para resistir ao tempo. Não havia sentido reproduzir a cobertura original em madeira, reconhecidamente menos resistente. Optamos pela

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Cobertura ganhou estrutura em aço galvanizado

Ilustração 3D | Jorge Passos Restauro

Moldes em silicone ajudam a detalhar ornatos

estrutura de aço e a coberta será semelhante à original, em telhas francesas”, revela o arquiteto. O curioso é que boa parte da linha central da estrutura em madeira original, retirada da coberta, será aproveitada em algumas das novas esquadrias, que seguem o desenho original das portas e janelas aplicadas no Chanteclair.

PÁGINAS ARRANCADAS Percorrer a obra do edifício Chanteclair é como folhear um livro antigo do qual foram arrancadas as primeiras páginas. Não há registros da sua construção, estimando-se que tenha sido erguido no final do século XIX ou início do século XX, quando o Bairro do Recife sofreu uma alteração radical em sua estrutura para a expansão do porto, sendo abertas novas ruas em sentido radial e partindo de um ponto central – o Marco Zero da cidade. Daí surgiram novos e imponentes prédios, seguindo a tendência dos bairros planejados das principais cidades da Europa à época. A ocupação inicial era prioritariamente residencial, nos três andares superiores, e comercial, no térreo – provavelmente

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Projeção do Chanteclair após a reforma

formada por escritórios alfandegários e armazéns comerciais. O prédio só adotou o nome que tem hoje nos anos 40, no período da Segunda Guerra, de acordo com o historiador e jornalista Leonardo Dantas Silva, quando ali passou a funcionar a boate Chantecler – na escrita original. Nesses tempos, o Bairro do Recife recebia não só os militares ávidos por diversão, mas os ricos e boêmios da capital recifense, a então principal cidade do Nordeste. Mas se faltam registros históricos, nas paredes do antigo casarão é possível encontrar vestígios desses 100 anos de existência. A cor original era uma espécie de ocre, a ser atualizada seguindo o estudo feito pelos restauradores. As pinturas, pichações, azulejos, escadarias e mesmo interferências mais grosseiras - como a introdução de colunas no interior do andar térreo de um dos módulos - revelam, de maneira própria, a trajetória do prédio: endereço residencial de trabalhadores dos escritórios alfandegários, em um primeiro momento; salões de festa, bares e restaurantes, nas décadas de 40 e 50; e pensões baratas e prostíbulos, entre os anos 60 e 80, quando apenas o andar térreo tinha algum valor comercial. Nele

Alexandre Albuquerque

Alexandre Albuquerque

Alexandre Albuquerque

ARQUITETURA & INTERIORES

Jorge Passos: torniquete contra a degradação

funcionavam uma lanchonete, uma loja de ferragens, uma agência bancária e o lendário restaurante Gambrinus, o último locatário a deixar o prédio, em 2000, depois de 70 anos de atividade no local. Coordenar o trabalho de cerca de 45 homens movendo-se no intrincado interior do prédio não é fácil. Ainda mais com o emaranhado de quase 4.500m2 de andaimes, que servem de reforço estrutural, e plataformas de trabalho, tudo visando à segurança dos trabalhadores e à integridade do prédio. “O Chanteclair não ameaça desabar, mas o prédio tem um equilíbrio próprio, que foi alterado ao longo de todos esses anos com elementos estranhos ao seu projeto original, tais como a abertura de passagens internas, a divisão de andares com inclusão de novos pisos e a troca de esquadrias de madeira por basculantes”, declara o arquiteto, que decidiu sistematizar o trabalho com a criação de frentes de ataque. Em comparação com uma obra comercial, uma obra de restauração tem um tempo diferente de execução. A do Chanteclair não é diferente, mesmo trabalhando com o prazo de 18 meses para entrega. Enquanto um grupo encarrega-se do reforço e da montagem dos andaimes,

outro produz o material necessário para a obra e mais outro trata da restauração propriamente dita, com aplicação de ornatos, colocação de esquadrias e acabamento. Assim, em pouco mais de quatro meses de trabalho, já é possível encontrar, em parte da fachada, uma amostra de como será a nova estampa do velho Chanteclair. A nova empresa investidora, responsável pelo arrendamento do prédio, não divulga qual será a utilização do Chanteclair depois de restaurado. No escritório regional do Iphan, há um projeto aprovado durante a primeira tentativa de restauração, para funcionamento de um centro cultural no local com bares, café, restaurante e salas de exibição de filmes ou anfiteatro. Não se sabe se o novo investidor irá adotar este projeto ou apresentar um outro, mas seja qual for o destino dado ao novo Chanteclair, a cidade já tem o que comemorar. “O objetivo inicial do investidor é devolver ao Recife uma parte do seu passado, um prédio que é uma das portas de entrada do conjunto arquitetônico histórico do bairro. Estamos fazendo isso com absoluto respeito à história da cidade”, conclui o restaurador Jorge Passos.

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ARQUITETURA & INTERIORES

MUSEU DO IMIP

UMA LUZ PARA A HISTÓRIA DA MEDICINA EM PERNAMBUCO

TEXTO | PATRÍCIA BRAGA FOTOS | ALEXANDRE ALBUQUERQUE

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o sentido figurado, a palavra iluminação significa “ilustração” e, iluminar, “esclarecer”, ou seja, utilizar a luz para passar informações. Num contexto geral, a iluminação tem o objetivo de “acender” e dar destaque. O diferencial na hora de fazer um projeto está no tipo de objeto (ou espaço) a ser iluminado. Em museus é imprescindível que a luz utilizada não emita calor e nem raios ultravioletas capazes de desvalorizar as obras. Este cuidado é bem visível no museu do Instituto de Medicina Integrada Prof. Fernando Figueira (Imip), único espaço do gênero no Estado localizado

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nas dependências de uma unidade hospitalar. Inaugurado em 22 de novembro de 2010, o museu do Imip é considerado um referencial em iluminação, projetada na intenção de equilibrar a apreciação e preservação de objetos históricos. Para isso, foi utilizado um sistema de fibra ótica e luz fluorescente de última geração, artifício que consegue aliar sutileza a funcionalidade. Com duas salas no térreo do prédio onde funcionava a farmácia do secular Hospital Pedro II, hoje incorporado ao complexo hospitalar do Imip, o museu guarda relíquias historicamente preciosas. De acordo com Cláudia

Torres, uma das três arquitetas responsáveis pelo projeto, existem materiais difíceis de iluminar, o que exigiu muito estudo e pesquisa. A sala “Imip: uma ideia, um caminho, uma história” abriga objetos utilizados tanto pelo antigo Pedro II, como pelo hospital pediátrico. São materiais cirúrgicos, fotografias, placas condecorativas, produções científicas, informativos e documentos antigos. Para dar destaque ao acervo, foi usada a fibra ótica linear, mais espalhada e que ilumina áreas maiores, onde estão documentos, informativos e trabalhos científicos; e a pontual, que valoriza a modelagem

tridimensional dos objetos pequenos como medalhas, tesouras e placas. De acordo com Cláudia Torres, apesar de ser um tipo de condutor, a fibra tem vantagens como a não emissão de raios UVA, além de maior precisão no controle do nível de luz. “A gente consegue usar um dímer e observar a iluminação apropriada para os objetos existentes no museu que merecem mais cuidado, no que se refere à preservação”, explica. Já as lâmpadas fluorescentes permitem uma iluminação que incide de forma indireta, principalmente no acervo de papel - a chamada luz por rebatimento.

A segunda sala, batizada de Professor Fernando Figueira, guarda objetos pessoais do fundador do Instituto, tais como medalhas, livros, fotografias, vídeos, material de trabalho e até relógios, abotoaduras e alianças. “É necessário uma luz ainda mais sutil para espaços menores que precisam de iluminação mais delicada”, destaca a arquiteta. Segundo ela, trata-se de um projeto desafiador, uma vez que a preservação das características originais da sala foi uma prerrogativa da própria instituição.

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INTERIORES ano II | nº 6 | maio 2011

Como solução, as profissionais decidiram inserir, nos móveis históricos, vitrines em MDF, onde estão expostos os objetos do museu iluminados pelas minúsculas lâmpadas de fibra ótica. “A gente procurou, com a luz, valorizar o novo - mais claro para ressaltar o que se quer olhar - e deixar o antigo menos destacado, como pano de fundo.” A arquiteta ressaltou que a fibra ótica tem também a vantagem de proporcionar uma iluminação cuja intensidade varia de acordo com o que se quer destacar, a exemplo das placas, materiais difíceis de iluminar, uma vez que podem gerar reflexos. “A angulação foi toda estudada e cada detalhe contemplado, pensado, amadurecido”, revela orgulhosa. Tanta minúcia requer um monitoramento especial da iluminação, ou seja, tanto o teto quanto as vitrines são controlados de forma digital e por trechos. “As fontes de luz são todas numerizadas. Contamos com toda uma estrutura de automação, para que várias cenas (durante o dia ou à noite) possam ser criadas”, detalha. Sem dúvida, um projeto singular que alia bom gosto e funcionalidade, levando o visitante a viajar no tempo e na trajetória histórica do hospital infantil.

EU DIGO O engenheiro Luiz Priori Jr. analisa o impacto do lixo no meio urbano

ENTREVISTA Sérgio Xavier: “Resíduo não é problema; é solução”

RESÍDUOS SÓLIDOS O que fazer com as sobras do canteiro de obras

História e preservação Cada projeto tem uma história e a do Imip, iniciada em 13 de junho de 1960, é fruto de um sonho do seu fundador, o professor Fernando Jorge Simão dos Santos Figueira. Primeiro hospital de pediatria de Pernambuco, começou a funcionar em um único prédio, passando para um complexo hospitalar e, posteriormente, incorporando o Hospital Pedro II, de arquitetura hospitalar francesa. Hoje ocupa um quarteirão inteiro e guarda parte da história acadêmica dos profissionais de saúde que passaram pela instituição. Essa memória pode ser conferida no acervo preservado pelo museu, um patrimônio aberto a médicos, estudantes de medicina, pacientes, alunos de escolas públicas e particulares, enfim, à população em geral.

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EXPEDIENTE

CONSELHO EDITORIAL Ana Lúcia Rodrigues Carlos Valle Inez Luz Gomes José Lucas Simon Kilvio Alessandro Ferraz Ozeas Omena Renato Leal Ricardo Leal Serapião Bispo PUBLISHER Elaine Lyra

SUMÁRIO

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EU DIGO

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ENTREVISTA

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CAPA

Especialista em construção sustentável, Luiz Priori Júnior diz que há soluções para o “entulho das obras”

O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Sérgio Xavier, tem ideias para reduzir o impacto ambiental da construção civil

As construtoras mobilizam-se pela redução de resíduos e pelo cumprimento da legislação

elainelyra@construirnordeste.com.br

EDITORA EXECUTIVA Etiene Ramos etieneramos@construirnordeste.com.br

REPÓRTER Edilson Vieira edilsonvieira@construirnordeste.com.br

COLABORAÇÃO TÉCNICA Roberta Marques Feijó | gestora ambiental REVISÃO DE TEXTO Betânia Jerônimo betaje@hotlink.com.br

CAPA, PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Felipe Gabriele | Z.diZain Comunicação www.zdizain.com.br

FOTO (CAPA) Alexandre Albuquerque

CARO LEITOR Antigamente, construir era sinônimo de desenvolver. Os dois conceitos pareciam interligados e inseparáveis. Mas hoje, o ato de construir, no sentido de modificar o meio ambiente através da intervenção humana, com o intuito de facilitar a vida do homem, teve que abrir espaço para mais um substantivo inevitável: sustentabilidade. De tão utilizada na mídia, nos relatórios e até nos documentos oficiais, já há os que dizem estar o termo desgastado. Será? Nesta edição de Vida Sustentável, trazemos a problemática da destinação dos resíduos sólidos. Ouvimos, na matéria principal deste caderno, especialistas e suas queixas em relação à legislação existente no Brasil, mas não deixamos de mostrar o exemplo de um canteiro de obras de um grande empreendimento - o Shopping Riomar, no Recife, que sabe o que fazer com o que sobra no local de trabalho. O engenheiro, consultor e pesquisador na área de Construção Sustentável, Luiz Priori Júnior, define, em seu artigo, que quanto mais evoluída a aplicação de uma tecnologia da construção, menor o resíduo gerado. E como gerar resíduos é algo que pode ser minimizado, mas não eliminado totalmente, é preciso que políticas públicas apontem caminhos para a reciclagem e o destino correto das sobras desse desenvolvimento talhado em concreto, aço, pedra, gesso e vidro. Por isso, trazemos também a entrevista do engenheiro, jornalista e secretário do Meio Ambiente de Pernambuco, Sérgio Xavier. Ele tem a dura missão de gerir – ou seria melhor conter – os excessos do desenvolvimento econômico que, em outras eras, não olhava para trás em seu caminho de progresso. Longe da pretensão de ter esgotado o assunto, achamos que esse é o início de um longo debate, ao qual retornaremos com a esperança de que o leitor nunca se canse de ouvir o termo “sustentabilidade”, mas, se por acaso deixar de percebê-lo por aí, que não seja pelo seu desaparecimento e sim pela sua incorporação à nossa vida diária. De qualquer forma, quando cansarmos de falar em sustentabilidade, poderemos substituir esta palavra por outra, tão necessária quanto a primeira: sobrevivência.

Boa leitura. Elaine Lyra

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ATENÇÃO: arquitetos e construtoras

EU DIGO

GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO MEIO URBANO

sua marca precisa aparecer mais? nós cuidamos disto!

LUIZ PRIORI JR. *

O

impacto ambiental gerado pela indústria da construção enquanto setor industrial é provavelmente maior nos países em desenvolvimento do que nos desenvolvidos. O fato desses países ainda estarem em processo de construção, aliado ao seu baixo grau de industrialização, faz com que a indústria da construção civil seja uma das que mais produz impactos negativos no meio ambiente. Seguindo esse raciocínio, pode-se concluir que a pouca mecanização e as técnicas construtivas predominantemente artesanais, utilizadas na construção civil, contribuem para o aumento do volume de perdas nos canteiros e na produção de resíduos sólidos nas obras, agravando a geração de impactos para a região. A falta de locais apropriados para o depósito dos resíduos da construção é outro agravante provocado pela construção civil no meio ambiente. Restos de construção jogados em locais irregulares como cursos de água ou terrenos baldios contribuem para a proliferação de animais peçonhentos. Os resíduos sólidos produzidos em canteiros provêm primordialmente de quatro materiais básicos, empregados em praticamente todas as obras de edificação: concreto, argamassa, materiais cerâmicos e gesso. Na sua maioria, são

compostos por materiais de base cimentícia ou cerâmica, que contribuem significativamente para as mudanças climáticas, devido ao alto consumo de energia necessária para a sua produção. Uma vez que o processo de reciclagem demanda mais gasto de energia, essa tecnologia só deveria ser proposta, como solução para a destinação dos resíduos, depois da implementação de técnicas que possibilitassem a redução da sua geração e reutilização no próprio canteiro, uma vez que através da utilização de procedimentos de simples execução e sem necessidade de grandes investimentos em equipamentos se pode conseguir uma expressiva redução no volume de perda desses materiais. Todavia, apenas través de uma mudança de mentalidade e da forma de encarar a execução das tarefas esse desafio poderá ser vencido, já que a disponibilidade para uma nova capacitação em serviços há muito executados da mesma maneira gera ansiedade e desprezo nos operários. Para a conquista de resultados positivos, a alteração no modo de trabalhar e no ambiente de trabalho é significativa. É como a necessidade de manter o ambiente de trabalho asseado e de ter cuidado em não deixar o material sujo, limpando e reaproveitando o resíduo

remanescente, muitas vezes encarado pelo funcionário como uma perda de tempo e, por conseguinte, de produtividade. Este fato naturalmente ocorre na implantação de qualquer mudança de método ou sistema de execução de uma tarefa, entretanto consiste em uma barreira a ser vencida rumo à diminuição da geração de resíduos em canteiros de obra. A implementação de métodos que possibilitem a redução, reutilização e reciclagem de resíduos sólidos no próprio canteiro, além de contribuir com a melhoria da organização, limpeza e logística do local, apresenta outras vantagens como redução da necessidade de retirada dos popularmente denominados “entulhos de obra”. E, desta maneira, colabora diretamente para a redução de impactos ambientais através da diminuição da queima de combustíveis fósseis – utilizados pelos veículos que fazem a coleta – e do volume de entulhos acumulados em aterros sanitários que, em muitas situações, não apresentam condições para acondicioná-los adequadamente. * Luiz Priori Júnior é engenheiro civil pela UFPE, mestre em Engenharia pela Universidade Católica de Pernambuco, e consultor e pesquisador na área de construção sustentável (luizpriori@gmail.com).

redesenho de logomarcas | adequação de sites | produção de newsletter

AGENDA 3º FÓRUM INTERNACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Local: Porto Alegre/RS Data: 13 a 15 de junho de 2011 Reunindo pesquisadores, empresários e técnicos, o evento trará convidados do exterior para apresentar a realidade da construção sustentável em outros países.

11ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE A ELIMINAÇÃO DE RESÍDUOS E PERSPECTIVAS AMBIENTAIS Local: Tejada Lucy Pereira (Colômbia) Data: 10 a 13 de agosto de 2011

2º ENCONTRO NACIONAL SOBRE APROVEITAMENTO DE RESÍDUOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

O encontro analisará a situação da Gestão de Resíduos Sólidos com troca de experiências de sucesso locais, nacionais e internacionais, em gestão e eliminação de resíduos. Expositores da Alemanha, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Argentina, Chile e Japão irão abordar temas globais como aterros sanitários, reciclagem e resíduos perigosos.

2º SEMINÁRIO SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

4º SEMINÁRIO PERNAMBUCANO DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

Local: Maceió/AL Data: 7 a 8 de julho de 2011

Local: Recife/PE Data: 17 de agosto de 2011

Os eventos reunirão pesquisadores, profissionais, empresários e órgãos de fiscalização para troca de ideias e experiências que visam ao desenvolvimento de uma construção civil sustentável.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Pernambuco promove seu seminário anual reunindo cases dos grupos de trabalho de seu fórum permanente e convidados nacionais.

tour virtual em obras | inserção nas redes sociais | portfólio eletrônico www.archdesign.net.br

Mídias sociais parceiras:

Fone: 11 4617 5114


ENTREVISTA

resíduo hoje, SOLUÇÃO AMANHÃ

O Divulgação

secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, jornalista e presidente do Partido Verde (PV) no Estado, Sérgio Xavier, assumiu em março a missão de dar mais visibilidade às políticas ambientais do governo estadual e estimular o desenvolvimento econômico sustentável. Nesta entrevista ao repórter Edilson Vieira, Sérgio Xavier adianta que o Governo de Pernambuco planeja a instalação do Fórum Pernambucano de Resíduos Sólidos e uma série de ações em conjunto com órgãos governamentais, empresários e cooperativas de reciclagem para construir planos de gestão que incluem coleta reversa, incentivos e educação ambiental para tratar do lixo que, para ele, é apenas uma matéria-prima fora do lugar: “Com planejamento e inteligência, resíduo deixa de ser despesa e problema, e passa a ser riqueza e solução”.

O senhor considera que a Resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e a Lei Estadual 14.236/2010, que tratam da questão dos resíduos sólidos, são suficientemente abrangentes? A legislação brasileira (e estadual) relativa aos resíduos sólidos, aprovada em 2010, é moderna e abrangente, mas tudo depende que suas diretrizes sejam seguidas para que o mercado implemente as mudanças desejadas. A resolução do Conama estabelece diretrizes claras, cujo cumprimento gera benefícios sociais, ambientais e econômicos, possibilitando o fortalecimento da cadeia produtiva da construção civil. Além da obrigação de cumprir a lei, as empresas mais inovadoras já perceberam as vantagens de aproveitar, reutilizar, reciclar e gerenciar adequadamente os resíduos de obras. Com isso, estão obtendo retorno não apenas econômico, mas também de imagem positiva, já que a sociedade está cada dia mais exigente quanto ao respeito ambiental. Os empreendedores e profissionais mais qualificados estão conscientes das possibilidades de redução de custos com o menor uso de matéria-prima e energia, além da economia

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de tempo e do reaproveitamento de material. Também estão atentos à necessidade de modernizar suas marcas, associando sua imagem às melhores práticas internacionais. De que forma a Lei Estadual 14.236/2010 está sendo aplicada, principalmente no tocante à fiscalização?

Todo lixo é matéria-prima fora do lugar A política estadual de resíduos sólidos foi aprovada há pouco mais de quatro meses e seu decreto deve sair até junho de 2011. A lei estabelece prazos para adaptações e implantação dos planos de gerenciamento integrado de resíduos sólidos no âmbito municipal. Os órgãos públicos estão na fase de regulamentação, formação de consórcios e parcerias, para uma atuação integrada e o

planejamento de ações em conjunto com os diversos setores empresariais. Juntamente com a implantação da política nacional de resíduos sólidos, as cadeias produtivas serão integradas, fortalecendo a cultura da ecoeficiência e gerando inúmeras oportunidades no mercado. As prefeituras e os principais setores produtivos deverão desenvolver e implantar planos compartilhados de gerenciamento de resíduos. Está em pauta a instalação do Fórum Pernambucano de Resíduos Sólidos, cujo decreto de criação já foi assinado pelo governador Eduardo Campos, visando a implantar as ações previstas na lei de 2010 e estimular o uso racional e planejado dos diversos tipos de resíduos reaproveitáveis e recicláveis. Com a participação de órgãos governamentais e representantes dos setores empresarial e acadêmico, além das cooperativas de reciclagem, construiremos planos de gestão que vão incluir sistemas colaborativos de coleta reversa, com incentivos, capacitação, fomento à pesquisa, canais de acesso a financiamentos, campanhas informativas e educação ambiental. A lei prevê um esforço conjunto dos governos, das empresas e dos cidadãos consumidores.

Segundo a Resolução 307 do Conama, os municípios deveriam ter leis complementares que definissem procedimentos em relação a resíduos sólidos. Atualmente, no Nordeste, só Recife e Salvador possuem essas leis. A lei estadual supre a lacuna em relação aos municípios pernambucanos ou o ideal seria uma maior participação das prefeituras? A lei define diretrizes e obrigações, incluindo dos municípios, que consorciados ou não devem, até agosto de 2012, apresentar um plano municipal de gerenciamento integrado de resíduos sólidos. A participação das prefeituras vai melhorar substancialmente quando elas se capacitarem e formularem seus planos, que serão exigidos na captação de recursos federais, para custear atividades como coleta, tratamento e disposição final. Uma crítica das construtoras é que o custo para destinação dos resíduos sólidos (aterros ou reciclagem) é muito alto, principalmente para empresas de pequeno porte. De que forma o governo poderia contribuir para a diminuição desses custos? Na medida em que os processos são implantados em maior escala, os custos se reduzem. Todo lixo é matéria-prima fora do lugar. Com planejamento e inteligência, resíduo deixa de ser despesa e problema, passando a ser riqueza e solução. A lei prevê incentivos e o governo já está planejando formas de motivar e apoiar a implantação dos novos processos. As leis determinam que resíduos como sobras de gesso e sacos de cimento devem retornar para os seus fabricantes (logística reversa), no entanto não apontam propostas de reciclagem para estes materiais, quando devolvidos, e nem levam em conta a distância do mercado consumidor para a origem. Por exemplo, o gesso que vem do Sertão do Araripe e é utilizado na capital. São desafios que precisam ser enfrentados com uma visão mais ampla,

A inovação tecnológica é o caminho para convertermos velhos processos poluentes em novos ciclos de produção e consumo sustentáveis

incorporando os novos conhecimentos e observando as justas responsabilidades. É fundamental que o ciclo de produção e vida dos produtos seja planejado, buscando soluções antecipadamente. A lei determina a responsabilidade compartilhada de cada elo da cadeia produtiva. A inovação tecnológica é o caminho para convertermos velhos processos poluentes em novos ciclos de produção e consumo sustentáveis, promovendo uma economia forte, estável e socialmente inclusiva. As políticas de fomento à inovação devem ser aplicadas para ajudar as empresas na transição para novos processos e tecnologias verdes. Um relatório lançado em fevereiro pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), intitulado “Rumo a uma economia verde: caminhos para o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza”, mostra que investir na sustentabilidade abre horizontes, fortalece a economia, consolida as empresas e gera empregos duradouros, contribuindo para erradicar a exclusão e a pobreza.

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COMO NÃO DEIXAR

RASTROS? As leis exigem, mas a destinação final dos resíduos sólidos dos canteiros de obra ainda é cara e carece de fiscalização. Empresários criam alternativas e esperam incentivos EDILSON VIEIRA

A

construção civil consome cerca de 20% a 50% dos recursos naturais e produz de 300kg a 500kg de resíduos/habitante/ano. Boa parte desse entulho é descartada em aterros impróprios ou de maneira ilegal e irresponsável em terrenos baldios, nas periferias das cidades, à margem de lagos, rios ou estradas. O impacto ambiental é altíssimo e a necessidade de dar uma destinação correta a esse material levou o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) a publicar, em 2002, a Resolução 307, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. É a lei-mãe que se tornou a base para Estados e municípios criarem dispositivos próprios de controle e regulação dos Resíduos da Construção Civil (RCC). Na prática, poucos municípios

interessaram-se pela questão. “No Nordeste, apenas Recife e Salvador desenvolveram leis de controle de resíduos da construção civil e, mesmo assim, a lei recifense tem muitas omissões”, diz Ângelo Márcio Pinheiro, engenheiro e consultor de projetos ambientais da Escola Técnica da Construção Civil do Senai, no Recife. A Lei 17.072/05, do Recife, prevê multas de até R$ 5 mil para quem expurgar os RCCs em locais não autorizados e exige a apresentação de um projeto de gerenciamento de resíduos para a concessão do “Habite-se” das obras. Há oito anos elaborando projetos obrigatórios para o licenciamento das construções, Pinheiro já chegou a ser procurado pelos responsáveis depois da obra finalizada. “Não há uma fiscalização atuante durante as obras, que acompanhe o cumprimento do plano de gerenciamento”,

afirma. Pela legislação brasileira, cabe aos municípios exigir o projeto de gerenciamento de resíduos da obra e fiscalizar o seu transporte. Ao órgão estadual de meio ambiente, cabe autorizar o funcionamento e fiscalizar aterros e unidades de beneficiamento específicos para este fim; aos construtores, rastrear os resíduos desde a saída da obra até a destinação final - aterro, beneficiamento ou reciclagem. As leis ainda não apontam diretrizes para a reutilização de materiais e nem obrigam os fabricantes de insumos a recolher ou receber resíduos como os do gesso, proibidos de serem largados no meio ambiente, ou mesmo embalagens descartadas, a exemplo dos sacos de cimento. Com as brechas da legislação e o alto custo para execução de um projeto de gerenciamento de resíduos no orçamento da obra, as empresas vão adiando, ou

simplesmente driblando, as questões ambientais do dia a dia. “Para as pequenas construtoras cumprirem as normas ambientais, isso ainda é muito caro”, diz Ângelo Pinheiro. Os aterros privados credenciados para receber os resíduos de construção no Grande Recife, por exemplo, cobram R$ 35,00 por tonelada. Uma alternativa, segundo ele, é a criação de uma certificação ou selo verde para obras ambientalmente responsáveis, a fim de dar mais visibilidade às práticas ambientais corretas e promover as empresas que nelas investirem. O tom de crítica é compartilhado pelo coordenador do Grupo de Trabalho em Resíduos Sólidos, do Fórum Pernambucano de Construção Sustentável, promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon/PE), Thilo Schmidt. Ele reclama da falta de infraestrutura para recebimento de materiais e tratamento adequado dos resíduos, bem como da ausência de incentivo aos empresários para atuarem no setor de reciclagem ou reaproveitamento dos RCCs. Para Schmidt, os governos deveriam obrigar as construtoras que executam obras públicas a utilizar material reciclado

CLASSE

em suas obras, criando um estímulo à reciclagem de materiais inclusive de demolição. “Enviar entulhos para um aterro, mesmo que autorizado, não resolve o problema do meio ambiente. O ideal seria reutilizá-los, o que pouparia a extração de matérias-primas da natureza”, diz o engenheiro. Segundo ele, 90% dos resíduos da construção civil poderiam ser reciclados para reaproveitamento nas próprias obras, por meio de unidades de beneficiamento ou de postos de coleta voluntária, recurso previsto nas leis ambientais.

NEGOCIANDO RESÍDUOS O Sistema de Bolsa de Resíduos, criado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), virou um canal de negociação entre as empresas geradoras de resíduos e os compradores ou recebedores desses materiais. A proposta é mantida pelas federações das indústrias e seus conveniados em seis Estados, entre eles Pernambuco, Sergipe e Bahia. A Bolsa de Resíduos é uma facilitadora da livre negociação por meio do site www. sibr.com.br, que permite a compra, venda, troca ou doação de resíduos. As empresas

precisam estar cadastradas no sistema em seu Estado, mas podem negociar nacionalmente com cadastrados de outras regiões. Os resíduos são classificados por categorias de procedência e subdivididos em função da sua condição de qualidade, acondicionamento, uso ou negociação pretendida. O único requisito para participar é ter uma empresa formalmente regularizada, não sendo obrigatório estar associado a uma federação industrial. Hoje em Pernambuco há 109 empresas cadastradas no programa, mas apenas uma é da construção civil. Para Aristophanes Pereira, secretário executivo do Centro das Indústrias do Estado de Pernambuco (Ciepe), vinculado à operadora da bolsa - a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), o setor ainda não despertou para a ferramenta moderna que está à disposição das construtoras, ou falta mais divulgação da Bolsa de Resíduos. “Quando começamos a operar, em junho de 2010, as consultas ao sistema não passavam de 30 por mês. Hoje, com o site funcionando plenamente, passamos para cerca de mil acessos mensais”, estima.

CARACTERÍSTICAS

A

Resíduos reutilizáveis ou recicláveis para uso - como agregados - na própria construção: concreto, argamassa, materiais cerâmicos (tijolos, blocos, azulejos, telhas etc), solos provenientes de terraplenagem, demolição e reformas, reparos de pavimentação etc

B

Resíduos recicláveis para outras destinações: plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras e outros

C

Resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/ recuperação: derivados do gesso

D

Resíduos perigosos - tintas, solventes, óleos e outros - ou aqueles contaminados, oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais etc

Classificação dos resíduos da construção civil segundo a Resolução 307 do Conama

construir VIDA SUSTENTÁVEL

construir VIDA SUSTENTÁVEL | 9

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Alexandre Albuquerque

A legislação ainda não resolveu o problema dos aterros


N

a Bacia do Pina, às margens do encontro do Rio Jordão com o mar, surge um gigante que irá ocupar uma área de 290 mil metros quadrados, mas que foi concebido para ser ambientalmente correto, desde a construção até a sua operação. O paradigma ainda é novo na construção civil. O engenheiro responsável pela obra e diretor da divisão imobiliária do Grupo JCPM, Francisco Bacelar, revela que o empreendedor tem todo o interesse em divulgar as práticas socioambientais introduzidas no canteiro de obras, uma nova tendência daqui por diante. “Antigamente um shopping era construído da maneira mais econômica possível: um prédio caixão, de linhas retas, pé-direito baixo e pouca ou nenhuma preocupação com os recursos naturais”, explica Bacelar. Hoje os investidores entenderam que cada real aplicado a mais na reciclagem de materiais, educação ambiental, tecnologias racionais e preservação rende economia e dividendos no futuro. No caso do Shopping Riomar, que será erguido ao lado de uma área preservada de mangue, a primeira preocupação foi com o destino para o entulho gerado com a demolição de prédios e armazéns da antiga fábrica de bebidas que funcionava no terreno. “Se fôssemos retirar todo o resíduo da demolição, teríamos que armar um grande esquema logístico com o recebimento do material em aterros especiais localizados fora do Recife, ou seja, além dos gastos com transporte, estaríamos poluindo o meio ambiente e colaborando para piorar o trânsito da cidade”, explica Bacelar. Na ponta do lápis, a decisão

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Nas máquinas, os resíduos viram uma multimistura reaproveitada na obra

de reciclar o entulho de demolição no próprio canteiro de obras mostra-se ainda mais acertada. Até março passado, foram gerados 14.743m3 de entulhos de demolição que, para serem expurgados, demandariam cerca de 1.300 viagens de caminhão. A saída foi contratar a cearense Usifort Ambiental, que montou uma pequena usina de reciclagem dos resíduos sólidos da demolição numa máquina que lembra um grande moedor, capaz de triturar 100 toneladas de resíduos por hora. “Entram blocos de parede e sai o que eu chamo de ‘multimistura ecológica’, formada basicamente por areia e cascalho”, diz Marcos Kaiser, sócio da Usifort. O resultado é todo reaproveitado na obra, gerando economia com a compra de brita e areia, além de evitar a exploração desses materiais no meio ambiente. A máquina também separa toda a ferragem que é enviada para reciclagem no alto-forno da Gerdau, no Recife. Para completar o portfólio de sustentabilidade da obra, a educação ambiental é assunto sempre presente entre funcionários e terceirizados. Gilvete Soares, gerente de Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde (QSMS), explica que todos passam por palestras e capacitações sobre coleta seletiva, reciclagem, preservação do mangue e resíduos sólidos. “Capacitamos, inclusive, pessoas da própria comunidade, para que saibam a melhor maneira de cuidar do lugar onde vivem”, ensina a engenheira que calcula já ter 128 moradores da localidade capacitados e trabalhando na obra.

Depois da inauguração, prevista para o final de 2012, o Shopping Riomar terá a sustentabilidade em sua operação, com sistemas de aproveitamento da água da chuva, esgoto sanitário a vácuo - o que traz uma economia de 90% de água, climatização inteligente com reaproveitamento da água usada nas torres de resfriamento e redução de 25% e 19% no consumo de água e energia, respectivamente, além do grande aproveitamento da iluminação natural e da implantação de 40 mil metros quadrados de área verde.

CADEIA CONSTRUTIVA EM FRANCA EBULIÇÃO Alexandre Albuquerque

O Shopping Riomar, do Grupo JCPM, adota um sistema construtivo ambientalmente responsável

Divulgação

Edilson Vieira

DESTINO CERTO

ESPECIAL

Educação ambiental na comunidade amplia o reaproveitamento

O bom momento do mercado da construção aparece nos resultados das maiores feiras do setor: a Feicon Batimat e a Expo Revestir

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bom momento do mercado da construção aparece nos resultados das maiores feiras do setor: a Feicon Batmat e a Expo Revestir. A 19ª Feira Internacional da Construção - a Feicon Batimat, realizada de 15 a 19 de março, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, reuniu as principais marcas e novidades do mercado da construção em 85 mil metros quadrados de exposição. De acordo com a organização, 125.732 pessoas, entre diretores, presidentes e gerentes de empresas, passaram pela Feicon, considerada a maior feira de construção da América Latina. Executivos do setor participaram de rodadas de negócios e discutiram temas relevantes da área de sustentabilidade, no evento que congrega toda a cadeia produtiva da

construção. Mais de 2.500 produtos foram apresentados para arquitetos, engenheiros, construtores, lojistas, representantes de home centers e compradores do Brasil e do exterior, além de consumidores que estão construindo ou reformando imóveis. Juan Pablo De Vera, presidente da Reed Exhibitions Alcântara Machado, organizadora e promotora da feira, ressaltou o alto nível dos itens em exposição e a representatividade da Feicon que, este ano, recebeu expositores de 20 países com 120 empresas – cerca de 15% do total. “O Brasil está em um momento muito propício, com grande visibilidade, pela realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016”, avaliou a diretora da feira, Liliane Bortoluci. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas

(Abrafati), Dilson Ferreira, a presença cada vez maior de um público altamente qualificado favorece a geração de novos negócios. “O evento foi, mais uma vez, um grande ponto de encontro de negociações, contribuindo para o clima de otimismo justificado que existe no setor há algum tempo”, afirmou. Já Sérgio Watanabe, presidente do Sindicato da Construção de São Paulo (Sinduscon/SP), reforçou a necessidade de novos investimentos em tecnologia para atender à demanda crescente do setor e assegurar o crescimento sustentável na construção. “Na Feicon Batimat, conhecemos novos insumos e inovações tecnológicas que certamente são muito necessários neste momento vivido pela construção civil no país”, concluiu o executivo.

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VITRINE | FEICON

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ESPECIAL

Expo Revestir gerou US$ 170 milhões em negócios

Indicado para residências acima de 500 m², o Reservatório Térmico Soletrol Prime, fabricado em aço inoxidável, traz isolamento duplo em poliuretano sem CFC e difusor de entrada de água. Tem ainda o sistema WBS (Water Blocker System) que evita perda de água na eventual troca da resistência e CDT (Controlador Digital de Temperatura). Com capacidades de 600 litros e 1.000 litros, pode ser usado para instalações individuais ou em conjunto com outros reservatórios térmicos da mesma linha na Central Solar de Água Quente Soletrol Prime, um conceito adequado para residências de alto padrão.

A TECNOLOGIA italiana de coextrusão de tripla camada é o presidente da Expo Revestir e do Fórum Internacional de Arquitetura e Construção, Antônio Carlos Kieling. Para Lauro Andrade Filho, diretor dos dois eventos, “a principal marca da Expo Revestir é o fato de reunir conhecimento de alto nível em palestras com atrações mundiais e novidades internacionais em revestimentos e design”. Entre os destaques de 2011, os lançamentos que seguem a demanda pela sustentabilidade com empresas de todos os segmentos, buscando matérias-primas, processos produtivos e produtos com consciência ambiental. As inovações

tecnológicas, tais como revestimentos cerâmicos com impressão digital e HD, pastilhas e rochas ornamentais, também chamaram atenção, assim como as coleções de revestimentos com design arrojado. A 9ª Expo Revestir teve a participação de 105 profissionais estrangeiros, convidados pela Anfacer com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Da parceria entre as duas instituições surgiu o encontro entre estilistas da Abest/Abit e empresários do setor cerâmico, com a proposta de criar novas conexões entre o universo da moda e a indústria de revestimentos.

A ZELOART

lança a linha GOS, indicada para aplicação em esquadrias e tipologias de correr, em parceria com a Selta Metais e com a Giesse – empresa italiana fabricante de acessórios e componentes para esquadrias de alumínio. Trata-se de um sistema com isolamento acústico e térmico, alta estanqueidade, resistência à água, segurança, capacidade de movimentação e fecho até 200kg.

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á conhecida como a Fashion Week da arquitetura e construção, a Feira Internacional de Revestimentos (Expo Revestir), em sua nona edição, atraiu 41 mil visitantes de 60 países. De 22 a 25 de março, o Transamérica Expo Center, em São Paulo, abrigou 200 expositores, nacionais e internacionais, que apresentaram novos revestimentos cerâmicos, rochas ornamentais, laminados, madeiras, mosaicos, cimentícios, vítreos, insumos e outras soluções especiais. Promovido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimento (Anfacer), o evento gerou negócios da ordem de US$ 170 milhões, superando todas as expectativas. “A maior feira do setor na América Latina ofereceu aos profissionais brasileiros o que há de mais atual na indústria mundial de revestimentos e acabamentos”, afirmou o

chamariz das telhas em placas de PVC da Afort, com design semelhante às tradicionais coberturas coloniais e reciclável. A camada superior protege o material dos agentes atmosféricos, como raios UV e intempéries, e das solicitações mecânicas a longo prazo; a camada central liga as duas camadas de forma indissolúvel, proporcionando mais força e mesclando as qualidades da superior e da inferior; e a camada inferior confere mais resistência e protege de impactos, fumaça e agentes químicos, o que as torna propícias também para instalações industriais.

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Construir NE marcou presença na Feicon Batimat e na Expo Revestir com o Espaço Construir NE, um estande onde exibiu a sua nova logomarca e a edição 56, lançada em março passado. No Espaço Construir NE, patrocinado pela Queiroz Galvão Empreendimentos

Imobiliários, o público viu projetos e o desenvolvimento da construção no Nordeste. A publisher da revista, Elaine Lyra, e Ana dos Anjos, do Marketing e Projetos Especiais, circularam pela feira, renovando contatos e descobrindo novidades para seus leitores. OFERECIMENTO:

PRIME DECOR é a linha residencial de FALTOU LUZ? Uma ótima opção para

situações de emergência, a nova lanterna da Eccofer é indicada para locais sujeitos a queda de energia como residências, escritórios, escadas de acesso em edifícios, indústrias, entre outros. Possui compartimento para duas lâmpadas e bateria recarregável – seis horas de uso para uma lâmpada e três para duas.

Fotos: divulgação

interruptores e tomadas com proteção antibacteriana Microban® da Schneider Eletric. A tecnologia inibe o crescimento de fungos e bactérias, proporcionando uma superfície mais higiênica. A proteção dura por toda vida útil dos interruptores e não sai com a limpeza dos produtos, agindo inclusive nos intervalos entre os procedimentos de higienização e esterilização do ambiente.

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BOAS RECEITAS COM TECNOLOGIA DE PONTA Sistemas inteligentes, climatização e ergonomia reinam entre as panelas e asseguram o retorno do investimento

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Alexandre Albuquerque

COMO SE FAZ

Por isso, nenhum projeto de cozinha industrial pode ser aproveitado completamente para outra cozinha, sob o risco de gerar um grande prejuízo para o empreendedor. Mesmo assim, para se montar uma cozinha industrial, é estabelecida uma estrutura de área mínima correspondente a 80m², espaço que deve ser racionalizado levando em conta os padrões desejáveis de eficiência. “Atualmente é muito importante levarmos em consideração a racionalização dos processos, para servir um grande número de refeições, com mais segurança contra toxoinfecções e maior velocidade no preparo dos alimentos”, orienta a arquiteta e ergonomista Alexana Vilar. Ela ressalta ainda que algumas regras devem ser mantidas nesse processo, para garantir a higiene e organização - uma delas é o circuito fechado. “Os diferentes setores do trabalho devem ser ligados por circuitos reduzidos, com iluminação adequada e levando em conta o fluxo da matéria-prima, como se passassem por uma linha de montagem sem retomo”, detalha. De acordo com Alexana, que tem mestrado em Cozinha Industrial, é justamente

a combinação de fatores de grande impacto no resultado final do processo de produção que diferencia a cozinha industrial, com tecnologia de ponta, da tradicional. No que se refere ao bem-estar do trabalhador, a diferença é latente, segundo a ergonomista. Ou seja, numa cozinha industrial tradicional, o funcionário enfrenta condições árduas, pois além de permanecer todo o tempo em pé, é obrigado a carregar pesados panelões num ambiente com alta temperatura e piso úmido e escorregadio, ficando sujeito a acidentes e sérios problemas de coluna. “O próprio sistema inteligente dá um plus na questão da climatização”, explica Alexana. O esforço físico do funcionário, causado pelo peso carregado em cozinhas de cocção tradicional, também é eliminado pelas empresas que adotam o sistema combinado, onde utensílios são carregados por carrinhos e roldanas que circulam pelo espaço inteiro. Tal logística, aliada à maior praticidade no preparo de alimentos, viabiliza as pausas ergonômicas e, consequentemente, gera menos desgaste no ambiente de trabalho, além de minimizar os riscos da

Alexana Vilar defende a racionalização nas cozinhas

atividade, evitando a exposição de funcionários ao clima insalubre de uma cozinha. A tecnologia utilizada pelas cozinhas inteligentes também permite que se faça um planejamento capaz de otimizar a organização e o preparo das refeições, que podem ser feitas com antecedência. É possível apresentar uma grande variedade de cardápios, a partir da compra de matéria-prima planejada e do armazenamento de alimentos por um longo período, com temperatura de 22ºC.

ITENS DO SISTEMA INTELIGENTE DE FORNO COMBINADO Ilha de cocção central (vários equipamentos em um só - fogão acoplado à fritadeira, chapa, banho-maria, todos servidos por uma coifa única) Câmara frigorífica de congelados Área de balcão com frigorífico (parte inferior para refrigeração) Piso de alta resistência e fácil limpeza (de preferência cerâmico), alta densidade (LPI-5) e antiderrapante Teto de preferência em chapa de alumínio

PATRÍCIA BRAGA

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e um modo geral, as cozinhas comerciais foram projetadas com a função única de produzir e fornecer refeições prontas e em massa, funcionando como verdadeiras indústrias, onde cada setor exerce uma função específica. Os equipamentos eram mais simples e seguiam uma linha básica, fosse a que tipo de estabelecimento se destinasse. Com o avanço tecnológico, o conceito de cozinha industrial foi se aperfeiçoando. O maquinário passou a se pautar pelo conceito de sustentabilidade e os fabricantes de cozinhas industriais, cada vez mais, começaram a levar em consideração fatores como higienização, praticidade, segurança alimentar, resistência, otimização

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de tempo, qualidade dos alimentos, responsabilidade social, economia e conforto no ambiente de trabalho. Daí surgiram as cozinhas industriais de forno combinado, ou seja, com equipamentos acoplados de cozimento a vapor planejados para o preparo conjunto de refeições inteiras, capazes de suprir demandas de produção em grande escala. Mas como devem proceder as empresas interessadas em utilizar o sistema de última geração? O primeiro passo para o empresário instalar uma cozinha profissional, desenvolvida dentro de padrões de alta qualidade, é o mesmo da cozinha tradicional, seja em restaurantes, hotéis, marmitex, fast-foods ou

outros negócios. Inicialmente é necessária a contratação de um arquiteto especializado em cozinhas industriais para que o empreendimento tenha sucesso, seja qual for a natureza ou a especialidade dos produtos oferecidos. Trocando em miúdos, o profissional deve fazer uma espécie de briefing, levando em conta as necessidades do estabelecimento, a dimensão dos espaços necessários e a quantidade de refeições servidas. Isto irá pautar o layout e a especificação dos equipamentos para o seu funcionamento. Esse tipo de cozinha deve ser projetado para atender às demandas específicas dos clientes, fazendo com que cada projeto, modelo de negócio e investimento sejam únicos.

Vantagens em relação à cozinha industrial convencional Investimento inicial compensado pelo resultado final Diminuição da mão de obra Melhor organização das horas de trabalho Flexibilidade (assa, cozinha, frita, gratina, regenera, descongela, grelha) e fácil higienização Redução de riscos de contaminação/segurança alimentar Circulação de ar forçada (melhor transmissão de calor no alimento) Controle preciso de temperatura e tempo Diminuição do “estresse” na cozinha Melhoria da qualidade de alimentos Redução de resíduos e desperdícios Melhoria do atendimento (o tempo entre a entrada da comanda na cozinha e a saída do prato pronto é reduzido, aumentando a satisfação do cliente e o giro das mesas)

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COMO SE FAZ

EQUIPAMENTOS DA COZINHA INDUSTRIAL MODERNA

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Alexandre Albuquerque

s chamados fomos combinados, utilizados nas cozinhas inteligentes, são compostos por uma área de balcão com frigorífico - localizado na parte de baixo, destinada à refrigeração - e uma ilha de cocção central, com fogão acoplado à fritadeira e chapa, além de banho-maria, sendo todo o conjunto servido por uma coifa única para captação de vapores e gases gordurosos, com filtros capazes de absorver a gordura e tratá-la antes de ser lançada no ar. Outros eletrodomésticos como máquinas de descascar batatas, moedores de carnes, liquidificadores industriais, extratores de sucos e cafeteiras fazem parte desse conjunto. A cozinha é toda seccionada em áreas climatizadas, incluindo o espaço para cortes de vegetais, além da área de posicionamento de carnes que está contígua às próprias câmaras frigoríficas. Na verdade, trata-se de um sistema que permite a montagem de uma refeição inteira, ou seja, uma série de alimentos ao mesmo tempo dentro de um forno só

Sistema Cook & Chill

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m conceito de cozinha comercial ainda mais moderno que o sistema combinado é utilizado, desde a década de 70, na Europa e Estados Unidos. Trata-se do Sistema Cook & Chill, considerado top de linha no processo de preparo

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e sem troca de sabores. A “combinação” é necessária para que se cumpram os processos de recepção, estocagem, preparação e distribuição de produtos, formando uma sequência de acesso e distribuição até a devolução de bandejas e pratos, seguindo algumas etapas (quadro abaixo). A viabilidade física e econômica do projeto e o custo-benefício do empreendimento são fatores de peso na montagem de uma cozinha industrial moderna. Resumindo, o sistema de forno combinado é uma ferramenta

multiuso que garante aumento da produtividade, redução de pessoal, fluidez no preparo e distribuição, graças à maior eficiência dos equipamentos. A cozinha moderna ainda agrega o fator tempo para planejar o feitio de alimentos e minimizar perdas, por utilizar um processo inteligente, mais compacto e bem distribuído. O resultado é a diluição rápida do investimento que, segundo Robson Santana, gerente regional de duas empresas que fabricam e comercializam cozinhas no Brasil, América Latina, Europa, África e, em breve, Estados Unidos, varia entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. Além disso, o processo de cocção combinada permite que a cozinha se torne um ambiente mais limpo, agradável e organizado.

DECORAÇÃO & ARQUITETURA

COBERTURA

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implesmente encantador o projeto de decoração, assinado por Marta Lins e Débora Julinda, de um luxuoso apartamento de cobertura no bairro de Tambaú, em João Pessoa. Com telas da artista plástica Marlene Almeida e objetos da Kaza Arte e Decoração, os ambientes ficaram muito requintados. Os objetos de decoração da Kaza são marcantes e deixam qualquer ambiente com total sofisticação.

ETAPAS DO SISTEMA DE REFEIÇÃO • Recepção e armazenamento (engloba os setores de controle - qualitativo e quantitativo - e armazenamento de alimentos) • Preparo prévio (descasque, fatiamento, separação em porções, lavagem e desinfecção de legumes, cereais e carnes) • Copa (serviços de sobremesa, lanches, café e bebidas)

• Confecção (preparo final de refeições) • Higienização (serviços de lavagem de vasilhames e utensílios) • Distribuição (área para atendimento ao público) • Vestiários, sanitários e escritório

de refeições industriais. O Cook & Chill (“cozimento a frio”, na tradução ao pé da letra) utiliza recursos semelhantes ao sistema combinado, a exemplo do cozimento a vapor. A diferença é que o processo utiliza um equipamento ainda mais completo e, ao mesmo tempo, compacto, além do ultracongelamento. O cozimento dos produtos é feito em temperatura de pelo menos 75ºC, por mais de sete minutos, seguido do resfriamento rápido, até que o alimento saia da zona de perigo (entre 4ºC e 6ºC, quando os micro-organismos se reproduzem rapidamente). O processo de cozer e resfriar gera economia no tempo final de preparo e conserva os nutrientes próprios dos alimentos. Isto porque o próprio processo de resfriamento evita a troca de calor, fazendo com que se mantenha um clima constante dentro do ambiente, o que evita contaminações e faz com que os alimentos cheguem mais saudáveis à mesa do consumidor. Adotado principalmente nas regiões Sudeste e Sul

do país, o sistema de cocção com resfriador rápido/ultracongelado faz a diferença da estocagem à finalização das refeições, segundo Robson Santana, compensando o investimento. Para montar uma cozinha com este sistema, é necessário adquirir quatro tipos de equipamentos: a cozinha combinada, que custa até R$ 70 mil; a máquina de ultracongelamento, cujo preço varia de R$ 15 mil a R$ 150 mil; a câmara frigorífica, estimada entre R$ 14 mil e R$ 30 mil; e o embalador a vácuo, que fica em torno de R$ 6 mil. Apesar do investimento inicial alto, o processo “cozer/resfriar/regenerar” é mais compacto, podendo ser instalado em espaços bem menores do que os tradicionais, já que utiliza menos equipamentos para a cocção de alimentos, gerando grande economia de mão de obra e maior aproveitamento de alimentos que podem ser regenerados. Tudo isso, explica Robson, acaba otimizando o custo final dos pratos e a comercialização das refeições.

ADROALDO TAPETES

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m grupo de arquitetos e decoradores foi recepcionado pelo empresário Adroaldo Carneiro em torno de um coquetel, oferecido em abril no átrio da loja Adroaldo Tapetes do Mundo, em João Pessoa. Com a coordenação do gerente Roberto Lopes, o evento prestou uma homenagem aos profissionais que mais se destacaram nas pontuações da parceria interna da loja. Na ocasião, foi apresentada uma nova coleção de tapetes importados, assinados pelo proprietário e um designer italiano. Na foto, Adroaldo Carneiro e Roberto Lopes.

RICARDO CASTRO

D&A

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caderno D&A - Decoração e Arquitetura, criado por este editor e veiculado anteriormente pelo jornal A União, passará a ser encartado no jornal Correio da Paraíba, o mais lido do Estado. Depois de uma pausa estratégica, o D&A retornará com força total no próximo dia 13, dentro da festa “La vie avec passion”, que terá na sua programação o lançamento do Troféu D&A, o Oscar da arquitetura e decoração paraibana. A entrada do D&A no Correio da Paraíba foi uma iniciativa do novo diretor comercial do Sistema Correio, Augusto Correia Lima, que teve a visão de agregar nossa marca ao jornal, além - é claro - do aval poderoso de Beatriz Ribeiro, diretora executiva do grupo. Ganham também os leitores com informações sobre o mundo da arquitetura e da decoração.

ATUANTES

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s arquitetas Fernanda Barros e Renata Aquino são profissionais de grande atuação no mercado paraibano. Muitos projetos especiais estão por vir e outros já estão em andamento, tais como a reforma e ambientação da clínica Dermoplástica, em Manaíra, dos médicos Fábio Lucena e Suzana Kilian; as residências no Condomínio Alphaville e no Condomínio Vilas do Atlântico (na BR-230); e a ambientação de apartamentos no Varandas do Atlântico.

OFFICINA

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ucesso total a inauguração, na cidade de Patos (PB), da filial da loja Officina Móveis Planejados, que possui sua matriz em João Pessoa. A filial em Patos é resultado da ampla demanda de projetos na cidade, que vem crescendo bastante com a construção de novos empreendimentos comerciais e residenciais. A Officina é uma das lojas de móveis planejados mais requisitadas em João Pessoa. Na inauguração, em março passado, o arquiteto Manoel Farias e os donos da loja, Adeilton e Sony Pereira, ao lado do gerente Ramos Santos (e sua Mercês). Fotos: divulgação

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TECNOLOGIA

PERNAMBUCO NA MIRA

A TECNOLOGIA NO MERCADO

Empresas com tecnologia para construção e certificação “verde” preparam-se para disputar mercado no Estado CRISTINA FRANÇA

Ateliê de Textos

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Luiz Henrique Ferreira trará a certificação Aqua para o Nordeste

certificará ambientalmente a construção de 28 unidades em Parnamirim, outro município potiguar. Assim como a Eccoframe, que fará escala para negócios na Paraíba, onde projeta o empreendimento Riserva Alhandra, na cidade de Alhandra, a 36 quilômetros de João Pessoa, a paulista Inovatech Engenharia, consultoria especializada em projetos sustentáveis, também prepara pouso no Recife em 2011. “Temos propostas em andamento na Paraíba e na Bahia, visando à certificação Aqua (Alta Qualidade Ambiental). Acreditamos no potencial de Pernambuco e precisamos de uma base no Nordeste”, adianta o diretor Luiz Henrique Ferreira. Ele é porta-voz de uma certificação que engloba 14 critérios de sustentabilidade divididos em quatro fases: ecoconstrução, ecogestão, conforto e saúde. De saída, Ferreira bate numa tecla óbvia – projetos arquitetônicos menos pasteurizados podem propor soluções passivas como aproveitamento da ventilação e da luz natural, sem custos adicionais. Com a chancela da Fundação Vanzolini, a certificação Aqua baseia-se em baixo impacto ambiental, menor consumo de recursos naturais e menos resíduos no meio ambiente durante toda a vida útil do empreendimento. “Mas somos realistas quanto ao meio no qual está inserido o empreendimento. Em Brasília temos uma construção certificada que não precisou de sistema de captação de água da chuva. Implantar apenas para certificar não compensaria em função do clima seco”, explica. Tanto a Eccoframe quanto a Inovatech reforçam em Pernambuco os diversos interesses comerciais de empresas que produzem e/ou comercializam materiais ambientalmente sustentáveis.

O sistema construtivo da LP Brasil, baseado em estrutura de aço galvanizado e placas OSB, já é usado no Rio Grande do Norte, com financiamento do Minha Casa, Minha Vida. Em breve, chega a Pernambuco pela Eccoframe

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m dos principais empecilhos para o crescimento de modelos construtivos de baixo impacto ambiental – a reticência da Caixa Econômica Federal em financiar – foi superado. O empresário capixaba Luiz Cláudio Lima, da Eccoframe, comemora o passe livre para construir 500 unidades “verdes” dentro do programa Minha Casa, Minha Vida ao custo de R$ 90 mil cada. Com este lastro e 14 anos de mercado em construção convencional, a Eccoframe, antiga Concreta, está saindo do Rio Grande do Norte com foco em Pernambuco. A empresa deve chegar ao Estado ainda este ano, oferecendo apenas imóveis com estrutura metálica de aço galvanizado, painéis estruturais de OSB, paredes de contraventamento, gesso acartonado internamente e telhas Shingle. A Eccoframe usa o sistema no condomínio Lagoa do Mato Vila Timbaúba, em Macaíba, no Rio Grande do Norte, onde 70% dos 650 lotes devem ter casas de 150 metros quadrados, em média, construídas em um terço do tempo da construção convencional. “Essas casas têm garantia de 20 anos e as tecnologias propiciam uma manutenção ambientalmente sustentável, dispensando água, cimento, tijolo e areia”, diz o empresário. Neste semestre, a Eccoframe

A Eccoframe constrói com materiais da LP Brasil, líder mundial na fabricação de placas OSB (unidades nos EUA, Chile e Canadá) e de toda uma linha para a denominada Construção Energitérmica Sustentável (CES). A Miro Representações, que representa a LP Brasil em Pernambuco há cinco anos, vê na chegada da Eccoframe a luz que faltava para chamar clientes. “Conquistamos nosso primeiro cliente CES agora: um condomínio com 12 chalés para classe A no Recife. É uma aposta na construção sustentável de uma empresa do ramo alimentício”, conta Valdemiro Andrade Filho sem revelar nomes. Nos chalés estão sendo utilizados praticamente todos os produtos LP, inclusive o recém-lançado siding vinílico – revestimento de PVC para uso externo que oferece excelente custo/benefício, dispensa pintura e possui alta performance no quesito resistência a intempéries – e as telhas Shingle, quatro vezes mais leves que as comuns. A Inovatech (e sua Casa Aqua) tem o suporte da rede de depósitos de materiais de construção Leroy Merlin, que ainda não tem pontos no Nordeste, mas tudo pode ser uma questão de disputa de espaço. A rede fornece à Casa Aqua materiais como chapa reciclada da Reciplac, feita com alumínio, polímeros sintéticos e papel cartão, com alta resistência térmica e mecânica. E também os blocos de concreto da Precon, que podem ser facilmente serrados, furados e escarificados (para a passagem de tubulações). No quesito telha, a disputa é entre a manta de vidro saturada em asfalto e grânulos cerâmicos, da LP Shingle, e as fibras vegetais produzidas pela Onduline. Tecnologia não falta. E se faltavam fornecedores batendo à porta, novos ares estão chegando.


Alexandre Albuquerque

DIA A DIA NA OBRA

“Em algum momento do ensino essa rotina se perdeu. Ficamos muito presos à sala de aula e aos escritórios de projetos, tanto que, hoje em dia, é natural encontrarmos estagiários de engenharia numa obra, mas estudantes de arquitetura ainda são raros”, diz a professora. O motivo, segundo ela, seria um pouco de preconceito ou a antiga divergência de interesses entre engenheiros e arquitetos. “Eu era totalmente contra o fato de ter um estagiário de arquitetura dentro da obra”, admite sem nenhum acanhamento o engenheiro Érico Trummer, diretor geral da Habiserve Incorporações e primeiro chefe de Rafaela.

Mudando paradigmas

ALÉM DA SALA DE AULA Com o programa Aprender na Obra, alunos de arquitetura da UFPE resgatam a prática nos canteiros EDILSON VIEIRA

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afaela Mota tem 24 anos e é aluna do nono período do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Há cerca de um ano, a sua rotina acadêmica ganhou mais um compromisso: chegar às 8h num canteiro de obras, colocar o uniforme da empresa, bem como botas e capacete, e armar-se de trena e plantas baixas para percorrer cada um dos 17 pavimentos do prédio residencial, ainda em construção, no bairro da Madalena, no Recife. Na obra, conversa com engenheiros e colegas estagiários e troca ideias com mestres, pedreiros e serventes. “No início, fiquei meio ansiosa sem saber se conseguiria lidar com os operários”, diz Rafaela. Soube. Tanto que, concluído o seu trabalho naquela obra, foi convidada para atuar num

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novo prédio residencial, desta vez de 26 pavimentos e 156 apartamentos, no bairro de Casa Amarela, também no Recife. Rafaela Mota faz parte do projeto Aprender na Obra, idealizado há 12 anos pela professora da UFPE e arquiteta Risale Neves, mestra em Desenvolvimento Urbano e doutoranda em Geociências. A professora conseguiu transformar seu projeto numa cadeira eletiva do curso de Arquitetura e já levou cerca de 150 alunos para vivenciar o dia a dia na obra. Ela gosta de lembrar que quando iniciou sua carreira profissional, era comum o estudante de arquitetura aprender não só a teoria acadêmica das salas de aula, mas também sujar as botas nos canteiros de obra. No estágio, Rafaela ficou encarregada de checar se o projeto arquitetônico estava

sendo seguido à risca. “Era minha função observar, por exemplo, se os pontos de energia estavam no lugar certo, para evitar problemas na instalação de eletrodomésticos depois da entrega do apartamento”, diz a estudante. Outra missão era agendar as visitas com clientes ou arquitetos contratados pelos clientes, e juntamente com o pessoal de engenharia da obra discutir o que podia ser modificado no imóvel, sem risco de alteração na estrutura, além de elaborar o orçamento das modificações propostas para a construtora. O resultado é que as obras dos edifícios Bosque da Madalena e Joaquim Cardozo, onde atuou, tiveram um índice baixíssimo de resserviços – aqueles pequenos ajustes feitos durante o acabamento final (ou mesmo depois dos apartamentos entregues) que tiram o sono de qualquer engenheiro responsável.

Trummer não nega que pertencia ao time dos que acreditavam que o arquiteto quer o impossível e o engenheiro só trabalha com o possível. Mas mudou radicalmente de opinião depois de ver os resultados práticos do trabalho da estagiária. “Hoje eu sou um defensor do projeto da professora Risale”, afirma. “O estagiário de

arquitetura vai no detalhe, no retoque final, que muitas vezes escapa ao engenheiro na rotina diária de lidar com cálculos, prazos, fornecimento de materiais”, justifica. Para o engenheiro, ter alguém que fiscalize o cumprimento do projeto original, converse com arquitetos contratados pelos clientes para a reforma e racionalize a obra como um todo contribui para uma maior qualidade final do imóvel, com diminuição de custos. “Gostei tanto da experiência que já pedi à universidade mais dois estagiários de arquitetura”, revela. Risale Neves comemora a adesão de cerca de 20 construtoras e incorporadoras ao projeto nesses dez anos. Neste semestre, 11 futuros arquitetos fazem o estágio monitorado em obras de seis construtoras na Região Metropolitana do Recife. Eles recebem uma bolsa no valor de um salário mínimo, além de vale-transporte, seguro de vida e um manual de procedimentos básicos sobre o que é preciso observar na obra. A avaliação é feita em um seminário, onde é relatado o acompanhamento da obra. “É

o início da prática profissional com rotina, tarefas, responsabilidades e chance de aprender”, diz a professora que, desde o início, teve o apoio da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi/PE) e da UFPE para realizar o projeto. Para Rafaela, o estágio monitorado na obra vale a pena. “Aprendi no dia a dia, inclusive, o que não deve ser feito, ou seja, muitas vezes o detalhe arquitetônico pode não casar com o projeto estrutural e isto se percebe melhor quando a obra é acompanhada”. A estudante diz ainda que ganhou uma valiosa experiência em contatos com profissionais, tanto operários como engenheiros e arquitetos, “Pude ver como tudo é feito e conheci projetos de reformas de ambientes de vários arquitetos. Foi muito rico para mim”, conclui com entusiasmo. Pelo seu desempenho no Aprender na Obra, Rafaela foi convidada por outra empresa para estagiar, desta vez, no setor de gerenciamento de projetos, um novo desafio profissional conquistado – pelo menos até a formatura no final do ano.


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ECONOMIA & NEGÓCIOS

CONSUMO EM ALTA DESCOLA NOVOS INVESTIMENTOS Obras do PAC, da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016 levam fábricas a ampliar produção EDILSON VIEIRA

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m dos índices que atestam a saúde da economia de um país é o que registra o seu consumo de cimento. Se a economia vai bem, o consumo cresce. Com o Brasil não é diferente. Após amargar quase uma década de estagnação, entre os anos 80 e o final dos anos 90, o cenário começou a mudar com a chegada do Plano Real e, a partir daí, cresceu paulatinamente. Em 1999, o consumo chegou a 40 milhões de toneladas e, em 2007, atingiu 45 milhões, chegando a ocorrer falta do produto no Nordeste, o que forçou a importação. Agora a indústria de cimento vive, mais uma vez, um momento contraditório de sucesso e apreensão. Comemora 59.867.634 milhões de toneladas consumidas em 2010, com o Nordeste no segundo lugar de consumo dentre as regiões do país e atingindo12.255.297 milhões de toneladas (atrás apenas do Sudeste com cerca de 28 milhões de toneladas), ao mesmo tempo

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em que espera R$ 15 bilhões em investimentos que vão injetar mais 44 milhões de toneladas de cimento na produção brasileira, segundo um levantamento feito pelo jornal Valor Econômico. Os projetos governamentais de habitação popular e as obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 elevam ainda mais esses números. Os primeiros vetores de 2011 já confirmam que, ao contrário das projeções para a economia brasileira, a indústria cimenteira vai continuar crescendo. Em fevereiro deste ano, as vendas de cimento para o mercado interno chegaram a 4,7 milhões de toneladas, com um crescimento de 14% em relação a fevereiro de 2010. No acumulado (janeiro e fevereiro de 2011), foram vendidas 9,4 milhões de toneladas de cimento, o que significa um aumento de 10,3% em relação ao mesmo período em 2010. As vendas

acumuladas, nos últimos 12 meses (de março do ano passado a fevereiro deste ano), atingiram 59,9 milhões de toneladas, apresentando um incremento de 14,2% quando comparadas com o período anterior (março de 2009 a fevereiro de 2010). Segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), operam atualmente no Brasil 70 fábricas (18 delas no Nordeste), pertencentes a 12 grupos industriais nacionais e estrangeiros, com capacidade instalada da ordem de 67 milhões/toneladas/ano, ou seja, o parque industrial ainda está capacitado para atender à atual demanda interna. Para José Otávio Carvalho, presidente do Snic, não há nenhum risco de desabastecimento no setor, mesmo com o crescimento da demanda. “No ano passado, chegamos a importar cimento, mas numa quantidade irrisória - cerca de 700 mil toneladas para um consumo total de quase 60 milhões de toneladas”, calcula Carvalho,

referindo-se ao montante do produto destinado, sobretudo, a suprir necessidades pontuais no mercado nordestino. Quanto às obras de infraestrutura necessárias para os grandes eventos esportivos mundiais que o Brasil vai sediar, Carvalho vê um exagero na contabilização desses eventos. “As obras da Copa do Mundo, por exemplo, vão ter um impacto pouco significativo no consumo de cimento, que já está num patamar bastante alto”, afirma, trazendo um exemplo da história. “A construção do Maracanã, feito para abrigar os jogos da Copa de 50, consumiu 20 mil toneladas de cimento, numa obra que durou quase três anos. Em três anos de consumo, isto representa muito pouco para nossa indústria atual”, reitera, ao mesmo tempo lembrando que as obras são descentralizadas, ou seja, espalhadas por diversas regiões do país, muitas já com larga produção de cimento. O maior desafio do setor, para o presidente do Snic, está na manutenção desse crescimento atual da construção civil, sobretudo num cenário imprevisível como o da economia. “Estamos bastante otimistas com os investimentos anunciados pelos empresários do setor, mas num momento em que se fala na volta da inflação e na diminuição dos investimentos públicos, acreditamos que todo investimento deve ser feito com os pés no chão”, afirma afastando qualquer sugestão de euforia com o cenário atual. Reservas à parte, a expectativa do próprio setor é que a demanda se mantenha alta pelos próximos quatro ou cinco anos. O consumo “formiguinha” - aquele do consumidor individual que compra cimento para reformar ou ampliar o seu imóvel - continua em franca expansão, sobretudo no Nordeste por conta da melhoria da renda da população. Com isso, as projeções para os próximos anos apontam para um consumo no Brasil de cerca de 70 milhões de toneladas/ano, que representa 350 quilos do produto por habitante. Como a média mundial está em torno de 420 kg/ habitante, os mais otimistas acreditam que ainda há espaço para muito crescimento. A Votorantim Cimentos é uma das diversas empresas a apostar no otimismo. Está entre os dez maiores players globais no segmento de materiais básicos de construção

(cimento, concreto e agregados) e lidera o mercado nacional de produção com uma capacidade instalada de 27 milhões de toneladas por ano - cerca de 40% do mercado, anunciando novos investimentos na Região Nordeste. A Votorantim já possui quatro unidades na região, sendo duas no Ceará (Sobral e Pecém), uma em Sergipe (Laranjeiras) e uma que está sendo construída no Maranhão, em São Luís, com capacidade para produzir 750 mil toneladas de cimento por ano e inauguração prevista para o segundo semestre de 2011, além da recém-concluída unidade em Paulista, Pernambuco, com capacidade de 700 toneladas/ano e investimento de R$ 80 milhões. A previsão é que, até o final de 2011, a produção chegue a 32 milhões de toneladas/ano e, até 2013, a 42 milhões de toneladas/ano, quase dobrando a capacidade instalada atual. Uma nova fábrica de cimento representa um investimento alto, podendo chegar a R$ 300 milhões dependendo de sua capacidade produtiva. Só a Votorantim Cimentos está investindo R$ 2,5 bilhões na construção de oito fábricas em sete Estados brasileiros, consolidando R$ 5 bilhões em investimentos de 2007 a 2013. Além da construção, estão sendo reativadas 22 fábricas no Brasil. Em Sergipe, a Votorantim pretende dobrar a capacidade produtiva de sua fábrica, passando de um para dois milhões de toneladas de cimento por ano. Com esta ampliação, Sergipe terá uma das maiores fábricas de cimento do Brasil. A empresa ainda estuda a viabilidade de projetos no Ceará e na Bahia. “Estamos fazendo grandes investimentos para atender os nossos clientes com produtos de alta qualidade e elevado nível de serviço. O investimento em Paulista consolida estes objetivos. Na operação, lançamos o Poty CPIV-32 RS RRAA, um cimento que tem maior resistência à maresia e à umidade e maior durabilidade”, comenta Fred Fernandes, diretor comercial da Votorantim Cimentos. Ainda segundo a Votorantim, o investimento maciço no Nordeste justifica-se pela demanda aquecida do mercado regional. Assim como fez em 2010, enquanto as novas plantas não entram em operação, a empresa não descarta a possibilidade de importar cimento para abastecer o mercado, garantindo o suprimento de seus clientes.


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O que mantém uma cidade com identidade

Notícias sobre RENATO LEAL*

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s pessoas saem de férias e escolhem algumas cidades para compor o seu roteiro turístico. Nelas comem o prato da região, escutam sua música ou veem a dança típica; e visitam museus que expõem peças que retratam a história daquele país. Não esquecem de comprar artesanato e condimentos, ou ingredientes especiais para culinária - também compram bebidas e roupas típicas. A paella, o fado, a ciranda, o berimbau, as ervas de Provence, o azeite e o champanhe compõem o que chamamos de identidade de um local. Todos são pertencentes a uma cidade, região ou país. Se esses elementos deixassem de existir e as cidades fossem apagando eles do seu dia a dia, da vida cotidiana, deixaríamos de ter motivações para viajar. Seria tudo igual; algo como o slogan “vá para fora aqui dentro”. Teríamos, globalmente, uma vida pouco diversa e estúpida. Seguindo na enumeração desses elementos de identidade, há prédios, ruas, monumentos, praças. Alguns têm um peso marcante nessa identidade. Se observarmos o turismo de uma cidade, alguns elementos sempre se destacam: o Cristo Redentor, a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, o Teatro de Santa Isabel, o Museu do Prado, Alfama e Bairro Alto, só para escolher uns poucos, provas desta simplória argumentação. Afinal, quantas pessoas viajam para ver a Casa de Anne Frank? Mas não são apenas os turistas que sentiriam a ausência desses elementos. Nós, residentes, passaríamos a achar

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que “mudamos sem sair de casa”. Que estamos vivendo “não sei onde”. Tudo isto veio à tona em função da recuperação do Chanteclair, mostrada nas páginas desta edição, que reintegra à cidade um ícone da sua história. Há pelo menos três elementos destruidores da identidade histórica de um lugar: as guerras, o progresso e a ignorância. O exemplo mais marcante do primeiro elemento destruidor foi a Segunda Guerra na nossa histórica Europa. O esforço global despendido na sua recuperação repôs praticamente todos os símbolos que identificam e diferenciam cada recanto europeu, fazendo com que seus cidadãos ali continuassem a viver. Aliaram-se capital e cultura - uso aqui como antônimo de ignorância - nessa reconstrução. O segundo (o progresso) - propositadamente não utilizo a palavra desenvolvimento - é tão ou mais avassalador do que a guerra. Contra ela podemos todos ser contra; contra ele, não é bem assim. Quando alguém defende uma rua, um monumento ou uma praça – elementos de identidade – contra uma nova obra, logo é taxado de antiprogressista. Tentam impingir em nós a ideia de que não pode haver crescimento, se respeitarmos o passado. Isto é tão falso quanto a ideia de que para haver desenvolvimento, terá que existir a inflação tão apregoada em tempos idos, por ser a forma de crescer a economia do país concentrando renda nas elites. Da mesma forma, transgredir os elementos básicos da identidade de

uma cidade nada mais é do que trasmitir mais valia para um determinado segmento empresarial, às vezes em detrimento da história da cidade. Sou contra o progresso, o crescimento pelo crescimento, mas defendo o desenvolvimento. Quanto ao impasse deste com aquele, tem que haver esforços no sentido de buscar uma solução que não sacrifique nenhum dos dois. Dá mais trabalho, mas há de compensar a longo prazo. Os que passam por Recife não se agradam do que veem, sejam eles turistas ou naturais da cidade e que residem fora dela. Há também os moradores que ainda mantêm senso crítico e observação do que está a se passar ao redor deles. A cidade vem perdendo a sua identidade e, ironicamente, o crescimento desmedido e desregrado vai parar o próprio “progresso”. A cidade não vai se desenvolver. Estamos ficando iguais a todas as outras. Mal para quem vem nos conhecer e pior para quem aqui vive. Não ia deixar de mencionar o terceiro fator. Ficou para o fim. A ignorância, indiretamente, é o mais forte todos, GRACEde KELLY GOMES DA SILVA pois permite destruir e esquecer de reconstruir ou reclamar, manisfestando-se num silêncio brutal. Os ignorantes não percebem o que está acontecendo, não sabem que hoje têm força para trocar progresso por desenvolvimento e que a sua omissão vai fazê-los viver numa cidade não mais sua. * Renato Leal estrutura negócios, atuando no Brasil e Portugal (renato.leal@b4.com.pt)

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ECONOMIA & NEGÓCIOS

Banheiros para todos os bolsos Fabricantes de louças e metais sanitários de alto padrão apostam em linhas populares PATRÍCIA BRAGA

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ue o Brasil vive um momento de expansão no mercado imobiliário, já está mais do que constatado. E o boom de imóveis residenciais em construção atinge todos os níveis de público. Programas oficiais como Minha Casa, Minha Vida indicam que o país continuará investindo firme na intenção de garantir o acesso da população de baixa renda a moradias com padrões mínimos de segurança e habitabilidade. Mesmo porque, apesar de todo incentivo imobiliário, ainda existem realidades na contramão dos conceitos de desenvolvimento. Um exemplo é a Região Nordeste, que detém um percentual considerável de casas populares desfalcadas de cômodos básicos e vitais para as condições elementares de higiene, ou seja, de banheiros internos. De acordo com dados recentes do IBGE, em 2009, 1.500 domicílios particulares permanentes não possuíam banheiros, o que corresponde a 9,78% das residências permanentes da

Chuveiro Balance – Deca

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região. Deste total, 1.197 (ou 7,81%) deles estão localizados na zona rural e 303 (ou 1,97%) na zona urbana. Em todas as casas, os banheiros estão na parte de fora do imóvel e são inadequados para uso, fato preocupante no que se refere à saúde pública. Por conta disso, Estados nordestinos anunciam a intenção de investir, nos próximos anos, na construção de banheiros para essas residências. Ao mesmo tempo, fabricantes de louças sanitárias conceituadas no mercado, com linhas de alta qualidade direcionadas às classes A e B, decidiram apostar na criação de produtos economizadores, abrindo um novo nicho no mercado de produtos sanitários, com matéria-prima e preço final acessíveis ao consumidor assalariado.

Deca no Pecém Uma das empresas que aderiram ao novo filão foi a Deca, maior fabricante de louças e metais sanitários do hemisfério sul

e líder nacional no segmento. Conceituada por fabricar produtos de alto padrão, a empresa passou a investir também na linha popular, guiada pelo aquecimento das vendas, fermentadas, inclusive, pelas iniciativas do Governo Federal. De acordo com a assessoria da Deca, que possui oito filiais no Brasil e uma na Argentina, a expansão imobiliária atinge todas as faixas de renda no país, dos grandes centros urbanos às regiões mais remotas, tendo levado a fabricante a impulsionar os investimentos, dando um salto de cerca de 50% em sua capacidade produtiva. Para a Deca, o Brasil vive um “efeito bola de neve”, no qual todos os envolvidos - fabricantes, projetistas, arquitetos, construtores e, claro, revendedores - deverão crescer juntos. Em fevereiro deste ano, a Deca passou a produzir na Paraíba, adquirindo a Elizabeth Louças Sanitárias, de João Pessoa, por R$ 80 milhões. Primeira unidade localizada no Nordeste, a Deca Nordeste Louças Sanitárias deverá produzir 1,8 milhão de peças por ano, o que irá ampliar a atual capacidade de produção da Deca em 25%. Para a empresa, que exporta para os quatro continentes, o grande desafio agora é manter a marca reconhecida na classe A, além de atender à demanda e encarar a concorrência acirrada na venda de artigos mais populares. A estratégia para isso é apoiar-se no prestígio que conseguiu ao longo dos seus quase 64 anos, oferecendo produtos mais baratos, mas procurando manter a qualidade. O certo é que fatores como aquecimento no setor e projetos públicos para construções de moradias e banheiros populares

são motivo mais do que suficiente para que grandes empresas ampliem suas políticas de investimento, sobretudo no Nordeste. Fundado há 71 anos e com sede em São Paulo, o grupo Eternit conquistou o mercado fabricando telhas metálicas e de fibrocimento, caixas d’água de fibrocimento e polietileno, e outros itens como divisórias e mezaninos. Há dois anos, a Eternit entrou no mercado de louças - das populares às de alto luxo - para banheiros, comprando o produto de outros fabricantes. Agora a empresa planeja instalar uma fábrica para produção de louças sanitárias no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará. A expectativa, de acordo com o governo cearense, é que a unidade para fabricação de louças entre em funcionamento até o final de 2012. O projeto para construção da fábrica está orçado em mais de R$ 100 milhões e faz parte do programa estruturado de expansão e diversificação das atividades da empresa no mercado da construção civil. Atualmente a Eternit

possui cinco fábricas localizadas no Paraná, Goiás, Rio de Janeiro e Bahia.

Fé no momento No Agreste de Pernambuco, na cidade de Caruaru, encontramos uma empresa especializada na fabricação de material de construção que, até maio, irá ampliar em 50% a produção de louças sanitárias. A Luzarte Estrela deve investir o correspondente a R$ 7 milhões para atender à demanda de material para banheiros. A Luzarte foi fundada em março de 1960 e fabricava louça artística, além de mesas e adornos. Em 1994, mudou de segmento, passando a produzir e distribuir louças sanitárias em três linhas: luxo, semiluxo e popular, que corresponde a 85% da produção. “Nós exportávamos para sete países, incluindo Espanha, Portugal, Cabo Verde e Cuba, até dois anos atrás, quando resolvemos nos concentrar na demanda do mercado interno, que cresceu muito,

Raul Penteado, executivo da Deca, agora com produção na Paraíba


ECONOMIA & NEGÓCIOS enquanto a do exterior se retraiu”, declara Fernando Francisco da Costa, diretor e proprietário da Luzarte Estrela. Ele atribui o aquecimento do setor à soma de fatores como o incentivo da Caixa Econômica Federal, o Programa Minha Casa, Minha Vida e a redução do IPI no segmento de materiais de construção,

Docol também aposta na linha popular

incluindo as louças sanitárias. “A gente acredita no momento que estamos atravessando. Sentimos, de 2008 para cá, o crescimento em termos de produção. Esse crescimento nos levou a fazer investimentos”, afirma Fernando Costa, que confessa acreditar em mais quatro anos de evolução contínua do setor.

H Torneira Filto Deca

Louça sanitária com qualidade Deca e preço popular

á 55 anos, a catarinense Docol sempre buscou inovar em termos de tecnologia de mercado. Fez sucesso com a sua válvula de descarga de alto padrão – que resultou numa joint venture com a alemã Georg Rost & Sohne. Daí em diante, ampliou a oferta de produtos para torneiras, misturadores, chuveiros e acessórios, e foi a primeira do segmento a oferecer 10 anos de garantia. Durante as décadas de 80 e 90, a Docol só fez ampliar a oferta de produtos, apostando tanto em torneiras top de linha com acabamento em ouro, quanto em padrões financeiramente viáveis e com designs simples, a exemplo das linhas Pertutti, as

tradicionais torneiras de sistema rotativo, ou seja, de três giros e meio. Porém, depois de inúmeros investimentos, associações com empresas de renome internacional, políticas de exportações de produtos com fechamento automático como torneiras, chuveiros, válvulas e registros reguladores de vazão, a Docol mais uma vez resolveu inovar. Na Feicon 2011 fez um pré-lançamento da sua mais nova criação, produzida para ingressar no mercado em abril passado. Trata-se da Brilho, uma linha economicamente acessível, voltada para o Programa Minha Casa, Minha Vida, mas com uma diferença salutar em relação à Pertutti. O produto tem design de última

geração, torneiras com volante moderno, no formato quadrado, volante com ¼ de volta - permitindo abertura e fechamento mais rápidos, pastilhas cerâmicas e arejador (equipamento que mistura água e ar), permitindo um volume constante e homogêneo do jato, uma vez que retém e distribui o líquido igualmente, viabilizando a utilização racional da água. “A linha Brilho levou um ano para ser desenvolvida e segue a tendência de casar tecnologia de ponta com viabilidade financeira, ou seja, uma linha popular com design arrojado”, propaga Ivaldir Vilaça, representante regional da empresa. Ganho para o fabricante, satisfação para o consumidor. Fotos: divulgação


Joselito Pompeu

ECONOMIA

A Construção NO BRASIL e o “Minha Casa, minha vida” JOSUÉ MUSSALÉM*

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inda é cedo para se fazer uma avaliação precisa sobre o programa oficial do Governo Federal voltado para as populações de baixa e média rendas - o Minha Casa, Minha Vida. Criado no penúltimo ano do Governo Lula, foi considerado mais um vetor eleitoreiro, já que não tinha maiores informações sobre projetos, disponibilidade de terrenos, licenças ambientais e tudo que concentra a burocracia para o empresário da construção civil conseguir trabalhar em nosso país. O próprio ex-presidente, no discurso de lançamento, com pompa e circunstância, pediu ao público que não cobrasse prazos dele, ou seja, nem ele sabia se o programa daria certo. O Brasil experimenta hoje um boom imobiliário sem precedentes na sua história econômica. Esse boom atinge várias regiões e não se limita aos programas incentivados do Governo Federal. Também imóveis de alta renda estão mais valorizados em Regiões Metropolitanas como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Fortaleza, com preços subindo bem acima da média inflacionária dos últimos 24 meses. Vários profissionais do setor construtivo perguntam sobre o risco aparente dessa performance imobiliária e tentam compará-la com a brutal crise americana que jogou o mundo numa forte crise financeira. Será que nós podemos cair numa armadilha deste nível? A resposta é não! E explico por quê. A bolha americana alcançou US$ 100 bilhões de financiamento com recursos de bancos privados, os quais, por sua vez, revendiam os papéis vinculados a hipotecas

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nacional. Em termos operativos, foram para outros bancos, criando uma espiral contratadas por volta de 816.269 unidaascendente de endividamento. Esse endivides, sendo 761.064 diretamente pela CEF, damento crescente encontrou uma barrei50.456 pelo Ministério das Cidades e 4.748 ra na inadimplência generalizada dos adpelo Banco do Brasil. quirentes de imóveis, o que desvalorizou, O Sudeste responde por 36% desse tode forma abrupta, os papéis vinculados aos tal, enquanto o Nordeste por 31% e, a Rebancos. Resultado: os papéis não valiam gião Sul, por 18%. Juntas, as três regiões nada e os bancos amargaram grandes preconcentram 85% do programa. juízos, extensivos a um número bem maior de bancos que tinham adquirido esses tipos de papéis para ganhar na especulação. CONTRATAÇÃO GLOBAL No Brasil, a maior parte do financiaPOR REGIÃO GEOGRÁFICA mento imobiliário está vinculada à Caixa Econômica MIN. FAIXA CAIXA BB TOTAL %** Federal (CEF), instituição CIDADES financeira totalmente estatal CO 65.703 981 3.860 70.544 9 e que, por não ser um banco NE 220.870 28.101 248.971 31 com ações em bolsa de valoNO 49.315 7.693 57.008 7 res e não ter nenhum sócio SE 282.793 2.760 7.227 292.780 36 privado, não pode falir. Os SUL 142.383 1.007 3.575 146.965 18 bancos privados e também o Banco do Brasil entraram no TOTAL 761.064 4.748 50.456 816.965 100 financiamento imobiliário, Data posição CEF: 1/12/2010 - BB e Min. Cidades: 26/11/2010 mas não chegam perto dos aportes da CEF para o setor construtivo nacional. Segundo as mesma fontes, o total dos O programa Minha Casa, Minha Vida investimentos contratados no programa finalmente começa a deslanchar por meio Minha Casa, Minha Vida atingiu, até dedas contratações efetivas de obras. Segunzembro de 2010, R$ 43,94 bilhões, dos quais do dados da CEF, o saldo de propostas de R$ 13,62 bilhões (31%) serão investidos no contratações do programa atingiu, em 1º Nordeste entre 2011 e 2013. Sem dúvida, de dezembro de 2010, R$ 68,87 bilhões nas neste e nos próximos anos, o Minha Casa, três faixas de renda familiar que variam Minha Vida vai manter aquecida a cadeia de 0 a 10 salários mínimos. Na faixa de 0 produtiva da construção civil em todo o a 3 mínimos, os recursos financeiros de Brasil e o Nordeste será um dos principais sustentação do programa são oriundos do beneficiados pela iniciativa. Orçamento Geral da União (OGU). O valor indicado refere-se a 6.578 em* Josué Souto Maior Mussalém é economista preendimentos propostos com 1.192.499 e titular da MRSA Consultoria unidades distribuídas por todo o território (jmussalem@hotmail.com)

COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO

Recife e Salvador apresentam últimos resultados

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os últimos dois anos, 30 construtoras e 19 fornecedores pernambucanos participaram do 4º Ciclo de Atividades da Comunidade da Construção do Recife, de acordo com o balanço apresentado no último dia 23 de março, no Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon/PE). O número foi maior do que nos ciclos anteriores e, segundo o gerente regional da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP/NE), Eduardo Moraes, mostra que as construtoras perceberam no projeto um espaço de desenvolvimento de soluções para as suas necessidades. “Nas universidades, há muita teoria, mas aqui juntamos a teoria com a execução”, afirmou considerando o 4º Ciclo de Atividades muito rico tecnologicamente. No workshop realizado para apresentar o balanço, o professor Alberto Casado, coordenador do grupo de trabalho em alvenaria de vedação, mostrou os resultados do programa Obra Monitorada, voltado para estudos e capacitações sobre a alvenaria racionalizada de vedação com blocos de concreto. Na Construtora Romarco, do Recife, o novo sistema foi aplicado na construção do Edifício Orquídea, que fica no Condomínio Morada Verde, e avaliado durante três meses. Os indicadores médios de perdas de blocos de concreto ficaram

em torno de 2,6%, enquanto a média quantificada pela Escola Politécnica de Pernambuco (Poli/UPE) para o Estado é de 13,9%, ao passo que pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Finep/Epusp), em 37 construções, é de 17%. No evento também foram discutidas as ações do próximo ciclo, que durará outros dois anos. As construtoras interessadas em aderir devem procurar a ABCP. “É importante que as empresas menores, normalmente terceirizadas pelas grandes construtoras, e as que ingressaram mais recentemente no mercado participem das capacitações e dos outros projetos, para trocar informações e se beneficiarem das novas metodologias e tecnologias construtivas”, incentiva.

Salvador encerra seu ciclo Em Salvador, o balanço das atividades do 4º Ciclo de Atividades, divulgado no último dia 24 de março no Fiesta Convention Center, também registrou avanços significativos no emprego da alvenaria racionalizada com blocos de concreto e da alvenaria estrutural, e nos outros sistemas construtivos estudados no período. No total, foram envolvidas 21 construtoras e 10 fornecedores da Bahia, com direção da Associação Brasileira de Cimento Portland

(ABCP/BA) e em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon/BA). No evento, o gerente nacional de Planejamento e Mercado da ABCP/SP, Válter Frigieri, avaliou o cenário da construção civil e o que está ocorrendo no mercado em termos de financiamento, programas governamentais e unidades lançadas, além do comportamento das empresas na tomada de decisões diante de problemas que o setor tem enfrentado para atender à demanda. Durante o balanço, foi lançado o Manual de Alvenaria de Vedação com Blocos de Concreto. “A partir das ações desenvolvidas neste ciclo, elaboramos diretrizes sobre a execução e o controle desse sistema para que as boas práticas sejam seguidas por outras construtoras da Bahia e de todos os 17 polos onde a Comunidade da Construção está presente no país”, revelou a engenheira Ana Gabriela Saraiva, representante da ABCP no Estado. Também foi divulgado o segundo folheto da série “Concreto – Como receber, como moldar e como aceitar”, criado para divulgar as boas práticas na especificação e no controle do concreto empregado nas estruturas. O trabalho é a sequência do primeiro folheto – “Concreto – Como especificar, como solicitar e como verificar”, lançado no terceiro ciclo.

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Raízes do problema

IV SALÃO IMOBILIÁRIO DE PERNAMBUCO

MENOR OFERTA REDUZ VENDAS Público menor que em 2010 procura imóveis mais acessíveis e justifica queda na comercialização PATRÍCIA BRAGA

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ode-se dizer que, na opinião dos expositores, o resultado do IV Salão Imobiliário de Pernambuco foi inversamente proporcional ao constatado pelos números. O público foi menor em relação às três edições anteriores, ou seja, menos de 15 mil pessoas visitaram o salão, duas mil a menos que em 2010, e apenas 506 imóveis foram vendidos, enquanto no ano passado o evento viabilizou a comercialização de 762 unidades. Um dos motivos da queda foi a diminuição da oferta de novos imóveis, o que, na avaliação da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco

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(Ademi/PE), acabou justificando e até gerando um equilíbrio no resultado final. “Tivemos menos unidades ofertadas para cada unidade vendida”, argumentou o presidente do Conselho Consultivo da associação, Marcello Gomes. Segundo ele, várias empresas até que tentaram fazer inscrições de novos lançamentos, mas acabaram ficando de fora por causa da demora da prefeitura e dos cartórios em aprovar os respectivos projetos. O certo é que uma conjunção de fatores como o momento de transição do mercado imobiliário e o surgimento de problemas pontuais contribuiu para o baixo volume

de vendas, durante os cinco dias do evento, ocorrido de 30 de março a 3 de abril deste ano. “O mercado da construção é aberto e por isso suscetível ao surgimento de elementos-surpresa, sem falar no momento de transição que o setor está enfrentando, tanto em termos quantitativos como qualitativos”, justificou Marcello Gomes. Um desses elementos teria sido o lançamento, simultâneo ao salão, de um empreendimento de porte na cidade. Já a transição, nem tão pontual, aponta para a mudança de perfil do público presente no evento, de poder aquisitivo mais baixo e em busca de imóveis com preços mais

Mesmo com a baixa nas vendas de imóveis, para Marcello Gomes o IV Salão Imobiliário chegou a corresponder - e até superar - às expectativas em alguns pontos. No balanço apresentado pela Ademi/ PE, fica evidente a maturidade do evento, da mesma forma que iniciativas como o Prêmio Ademi/PE de Jornalismo e o seminário “A cidade que queremos” foram destaque no salão deste ano, considerado o melhor em montagem e exposição. Porém, além dos já citados fatores que interferiram negativamente nas vendas, outras questões, que podem ser consideradas crônicas, foram ressaltadas pelo presidente do Conselho Consultivo. Incluídos na lista, que é significativa, estão problemas como o baixo índice de financiamento para produção, ou seja, a limitação de capital de giro. “Tivemos evolução

Alexandre Albuquerque

acessíveis. Sendo assim, fecharam mais negócios as empresas com maior oferta de unidades voltadas para um público de renda inferior. A despeito dos fatores de maior interveniência no tímido resultado final do salão, seis empresas não conseguiram efetuar nenhuma venda durante o evento.

O mercado da construção é aberto e por isso suscetível ao surgimento de elementos-surpresa, (...) tanto em termos quantitativos como qualitativos de crédito, mas ao comprador. O crédito ao produtor imobiliário ainda é escasso”, lamenta Marcello Gomes, que cita outros itens como a insuficiência de terrenos na Região Metropolitana do Recife – muitos têm limitadores geológicos (solo ruim), não possuem estrutura e estão localizados em áreas onde não há demanda. Outro problema é a burocratização nos processos de aprovação de licenças e do “Habite-se”, o que, segundo Gomes, deve mudar até o final do ano. “A partir de maio, a gente começa a ter um procedimento diferente em relação aos projetos que serão apresentados para aprovação acima de cinco mil metros”.

Residenciais e empresariais entre as opções

DIFERENTE VENDE MAIS

Alexandre Albuquerque

Alexandre Albuquerque

ECONOMIA & NEGÓCIOS

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Construtora Duarte foi um dos destaques em vendas no IV Salão Imobiliário de Pernambuco. Em cinco dias de evento, liquidou 60% das unidades do Condomínio Sítio das Roseiras Home Club, localizado no bairro do Rosarinho, no Recife. O empreendimento terá 33 andares, com apartamentos de dois e três dormitórios. As unidades, a serem entregues em 2013, custam R$ 190 mil (dois quartos) e R$ 215 mil (três quartos). A Duarte também lançou, durante o evento, um empreendimento diferenciado – o Shopping Park Residence, que está enquadrado no Minha Casa, Minha Vida. “O prédio é um produto único no mercado, por ser o mais bem localizado entre os imóveis do gênero: a menos de 500 metros do Shopping Center Recife”, diz o gerente comercial da Duarte, Helly Seabra (foto). Terá 17 andares, com 10 apartamentos por andar, cada unidade com 45,5 metros de área útil. Já a estrutura de lazer contará com piscina, minicampo, sala de ginástica, sauna e salão de festa.

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Divulgação

Alexandre Albuquerque

ECONOMIA & NEGÓCIOS

Pernambuco: hora de construir qualificação Grandes obras em execução no Estado – e as anunciadas todos os dias – exigem pernambucanos prontos para ocupar as vagas

está tendo prioridade no planejamento. “Hoje a gente já tem em andamento um programa nos municípios circunvizinhos a Suape como Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Escada, Moreno e Jaboatão para formação de dois mil profissionais para a construção civil”, revela. Ele fala do Plano Setorial de Qualificação (Planseq), que tem recursos do Ministério do Trabalho, apoio das agências de trabalho do Governo do Estado e é voltado para a formação de profissionais como pedreiros, armadores, carpinteiros e encarregados de obras. O curso terá 250 horas e a expectativa é formar todas as turmas até o final do ano. Além disso, o governo prevê uma parceria com o Sistema S num programa de cerca de cinco mil qualificações, que contempla 800 pessoas para a construção civil. Grande parte é voltada para a Região Metropolitana do Recife, com atenção especial para Camaragibe e São Lourenço da Mata, por causa das obras para a Cidade da Copa.

PATRÍCIA BRAGA

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o mesmo tempo em que festeja uma “virada” na construção civil imobiliária e pesada, Pernambuco procura saídas para suprir a demanda de trabalhadores para os milhares de empregos que estão sendo gerados pelo setor. A solução vem esbarrando num limitador: a baixa qualificação dos pernambucanos para ocupar as vagas. Como resolver a questão é um desafio lançado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos com a Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, criada assim que assumiu seu segundo mandato, em janeiro. A missão foi entregue ao professor Antonio Carlos Maranhão de Aguiar que, como diretor regional de Pernambuco do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) firmou eficientes parcerias com a iniciativa privada para formar mão de obra destinada aos grandes empreendimentos do Complexo Industrial e Portuário de Suape, como o polo petroquímico e a Refinaria Abreu e Lima, e no interior, a exemplo da transposição do São Francisco e da ferrovia Transnordestina.

Pernambuco terá, em breve, obras de estaleiros, da montadora da Fiat e da Siderúrgica Suape, e precisará ampliar, consideravelmente, os cerca de 48 mil trabalhadores que estão na região de Suape no complexo refinaria/petroquímica e nas obras rodoviárias e de arte como os viadutos duplos em Prazeres, na Região Metropolitana (sul), e na Pan Nordestina, na parte norte do Grande Recife. Para o secretário, há ainda um acréscimo importante na construção habitacional decorrente do êxito do programa Minha Casa, Minha Vida, da Caixa Econômica Federal. Tantos empreendimentos representam, hoje, algumas dezenas de milhares de novos postos de trabalho, o que não acontecia na década passada. Segundo Maranhão, o problema é que não se investe em qualificação profissional quando não existe mercado, e por isso temos a escassa oferta de profissionais qualificados. Uma das soluções, para ele, é associar, paralelamente à educação básica, uma formação técnica que prepare jovens para o mercado de trabalho, no próprio período do aprendizado

escolar. “É necessária uma correção de escolaridade no processo de capacitação profissional”, defende. “Só aliando uma formação profissional à educação básica é que Pernambuco poderá atender à demanda de mão de obra num futuro próximo.”

Programas de capacitação As empresas radicadas em Suape buscam profissionais também radicados no próprio Estado. Por isso, a Secretaria do Trabalho está elaborando um Mapa de Demandas por Pessoas Qualificadas em Pernambuco. Secretarias ligadas às obras como Infraestrutura, Cidades, Transporte, Desenvolvimento Econômico, Turismo e até Agricultura são consultadas para que o governo tome conhecimento de todas as demandas nos próximos quatro anos e, junto aos sindicatos patronais, possa avaliar o número de funcionários que deverão ser contratados e as suas respectivas ocupações. O secretário garante que o levantamento termina no início do próximo semestre e a construção civil Av. João de Barros, 1350 - Sala 01, Espinheiro Tel/Fax: (81) 3427.4980

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Avenida Domingos Ferreira, 90, Pina Tel/Fax: (81) 3465.6275 / 3213.0300 Recife/PE - contato@livredecor.com.br

Antônio Carlos Maranhão assume a missão de capacitar profissionais em todo o Estado

Também serão contemplados cursos para Caruaru e Petrolina. A intenção do Governo de Pernambuco, segundo o secretário, é montar um programa permanente de formação

para valorizar a mão de obra profissional. Isso porque o próprio desequilíbrio entre oferta (menor) e demanda (maior) tem puxado pra cima a questão da remuneração. Ou seja, ao procurar um curso de formação profissional, o jovem costuma se pautar pela remuneração inicial e possibilidades de progresso na carreira. “A gente não pode ser país de primeiro mundo, querendo trabalhadores com perfil de competência de primeiro mundo, sem pagar salários de primeiro mundo”, adverte. Um dos desdobramentos dessa falta de ajuste está nas regras que as empresas adotam para trazer pessoas de outras cidades. O ideal, na opinião de Antônio Carlos Maranhão, é que sejam enviados não candidatos, mas trabalhadores selecionados, com carteira assinada e alojamentos definidos. “Estamos orientando e tendo reuniões com a Superintendência do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho”, anuncia.


INDICADORES CUB

INDICADORES IVV

A CONSTRUÇÃO DEVE MANTER O RITMO

indicadores setoriais e econômicos EVOLUEM em 2011

JOSÉ ANDRÉ FREITAS*

E

m 2010, a construção civil foi destaque na elevação do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Segundo o IBGE, no fechamento do ano passado, em relação a 2009, o segmento obteve o segundo maior crescimento (11,6%), dentre os subsetores da indústria, somente ficando atrás da indústria extrativa mineral, que cresceu 15,7%. Ademais, ainda se pode citar a recuperação frente ao desempenho negativo que houve na comparação entre 2008 e 2009, quando recuou 6,3%. Em Pernambuco, no mesmo período de avaliação supracitado, tal atividade se revelou com maior dinamismo, podendo comemorar a variação mais significativa entre os demais subsetores industriais, segundo a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem). Enquanto o PIB da indústria de transformação elevou-se em 12,5%, entre 2009 e 2010, o PIB da construção civil cresceu quase 30%. Quanto ao destaque do desempenho do setor da construção civil em Pernambuco, no ano passado, não resta dúvida, face ao crescimento de tamanha magnitude: 26,1%. No entanto, há uma pergunta de ordem que certamente permeia os pensamentos da sociedade: “Será que há sustentabilidade nesse crescimento”? Responder a este questionamento de forma positiva não é uma tarefa difícil, ou seja, a fundamentação para o otimismo não é complicada. Primeiramente, faz-se coerente recorrer ao relatório da própria Agência Condepe/Fidem, que cita o desempenho do setor da construção civil ancorado, especialmente, nas obras de infraestrutura dos investimentos estruturadores. E

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CLÉLIO FONSECA DE MORAIS*

também por conta das construções imobiliárias. Portanto, seguindo uma lógica, é salutar uma investigação mais aprofundada a respeito das duas causas. Com relação à primeira citação do estudo - os investimentos estruturadores, é patente a movimentação no Estado. Só para se ter uma ideia desse fluxo, a Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD Diper) elaborou um relatório, em outubro passado, elencando os principais investimentos. Observaram-se elevados aportes dessas novas plantas industriais, algo em torno de R$ 20 bilhões, com a geração de mais de 12 mil empregos diretos. Isto tudo somente compilando as maiores plantas. Além disso, há outros investimentos que também possuem forte impacto no setor da construção, tais como o Canal do Sertão, o Complexo de Suape, o Suape Global, a Transnordestina, a plataforma logística multimodal, o polo farmacoquímico, a transposição do Rio São Francisco. No que tange às construções imobiliárias como outra causa do desempenho do setor, o resultado do fechamento de 2010

da pesquisa do Índice de Velocidade de Vendas (IVV) explica, com elevada propriedade, o porquê desta referência. Neste ano, por exemplo, o mercado imobiliário dos imóveis novos, residenciais, da Região Metropolitana do Recife, apresentou o maior IVV médio da série histórica do estudo. Além disso, tivemos um número médio de vendas por mês acima de 700 unidades, o que também o coloca como o melhor da série histórica, iniciada em 1995. Enfim, pelo exposto, as informações apresentadas são de extrema importância, permitindo que qualquer pessoa possa responder com otimismo àquela pergunta do inconsciente coletivo: “Será que há sustentabilidade nesse crescimento”? Aliás, falar em otimismo não é a maneira mais ideal de expressão nesse contexto, por tudo que o setor da construção civil vive no Estado. Portanto, a resposta afirmativa é apenas uma simples evidência do óbvio. * José André Freitas é coordenador da Unidade de Pesquisas Técnicas da Fiepe

Empresa

Área (ha)

Investimento (em US$)

Empregos na construção

Empregos diretos na operação (indiretos)

Refinaria

630,0

13,3 Bi

23.300

1.500 (4.500)

Petroquímica (PTA)

16,0

1,0 Bi

2.800

500 (1.000)

Petroquímica (POY)

20,0

442,0 Mi

1.500

1.100 (2.200)

Petroquímica (PET)

19,0

266,0 Mi

1.000

200 (400)

Estaleiro Atlântico Sul

156,0

1,0 Bi

6.000

5.000 (25.000) 3.500 (10.500)

Montadora Fiat

44,0

3,0 Bi

(**)

Laminadora de aço

300,0

1,5 Bi

3.000

800 (2.800)

TOTAL

1.185,0

20,51 Bi

37.600

12.600 (46.400)

Fonte: AD Diper. (**) Dado não informado

O

diferentes nos seguintes indicadores gerais Índice Nacional do Custo da de correr em alumínio anodizado natural de preços: ICV/Dieese - 2,866%; IPC/Fipe Construção (INCC), calculado (14,21%) e registro de pressão cromado - 2,052%; INPC/IBGE - 2,216%; e poupanpela Fundação Getúlio Vargas, de 1/2” (11,05%). ça - apenas 1,846%. atingiu, no primeiro trimestre de 2011, uma Com relação à variação de preços dos variação positiva de 1,13%, ficando o gru* Clélio Fonseca de Morais é consultor do insumos do lote básico, utilizada para po de mão de obra com 0,52% e o de maSindicato da Indústria da Construção Civil cálculo dos CUBs do Recife, destacateriais, equipamentos e serviços com 1,72%. do Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE) e mos os que apresentaram maiores vaComparando com os índices do Recife, da diretor da CM Assessoria de Obras, responriações: vidro liso transparente de 4mm mesma FGV, que atingiram 1,62%, 0,47% e sável pelo cálculo do Custo Unitário Básico colocado (24,09%), placa de gesso liso 2,65%, respectivamente, verificamos que os da construção civil (CUB) conforme a NBR0,60mx0,60m (20,77%), disjuntor tripolar custos do grupo de materiais, equipamentos 12.721/2006 da Associação Brasileira de 70A (19,26%), fechadura para porta intere serviços no Recife, em Pernambuco, ficaNormas Técnicas (ABNT). Mais informações na em ferro cromado (15,26%), esquadria ram 0,93% acima dos preços nacionais, enno www.cub.org.br. quanto os do grupo de mão de obra ficaram praticamenVARIAÇÃO PERCENTUAL te os mesmos. PADRÃO DE PROJETOS PROJETOS R$/M2 Analisando as variações ACUMULADO ACUMULADO ACABAMENTO PADRÕES MENSAL NO ANO EM 12 MESES do CUB padrão (R-16-N), RESIDENCIAIS do Sinduscon/PE, encontraBaixo R-1-B 899,35 0,07% 4,01% 13,10% mos para o mesmo período R-1 3,34% de variação total, com Normal R-1-N 1.084,20 0,18% 3,66% 12,80% (residência unifamiliar) o grupo de mão de obra sem Alto R-1-A 1.393,41 0,33% 4,36% 13,89% alteração, e 5,87% de variaBaixo PP-4-B 843,71 0,12% 4,37% 13,65% PP-4 ção para o grupo de mate(prédio popular) Normal PP-4-N 1.023,12 -0,20% 3,51% 11,82% riais, equipamentos e serviBaixo R-8-B 798,58 -0,25% 4,13% 12,85% ços. Ou seja, comparando R-8 Normal R-8-N 885,91 -0,44% 3,22% 11,83% (residência multifamiliar) com o INCC, temos 2,21% a Alto R-8-A 1.119,08 -0,13% 3,99% 12,57% mais no índice total, 0,52% a Normal R-16-N 866,69 -0,35% 3,34% 11,82% R-16 menos no índice de mão de (residência multifamiliar) Alto R-16-A 1.127,74 -0,73% 2,98% 11,38% obra e 4,15% a mais no índiPIS (Projeto ce de materiais, equipamenPIS 602,90 0,93% 4,30% 12,98% de Interesse Social) tos e serviços. RP1Q (residência popular) RP1Q 867,29 0,90% 3,51% 13,14% Observamos variações COMERCIAIS bem próximas em outros Normal CAL-8-N 1.012,16 -0,77% 3,16% 11,36% indicadores da FGV. Os CAL-8 (comercial andares livres) índices IGP-DI e IGP-M Alto CAL-8-A 1.107,31 -0,67% 3,59% 11,98% apresentaram variações de Normal CSL-8-N 859,69 -0,88% 2,57% 10,78% CSL-8 2,566% e 2,431%, respecti(comercial salas e lojas) Alto CSL-8-A 959,89 -0,73% 2,83% 11,23% vamente, tendo o IPC-BR Normal CSL-16-N 1.146,60 -0,88% 2,59% 10,97% CSL-16 variado 2,488%. (comercial salas e lojas) Alto CSL-16-A 1.280,09 -0,69% 2,86% 11,39% No primeiro trimestre GI (galpão industrial) GI 488,15 -0,90% 2,61% 10,87% de 2011, tivemos variações

MAIO 2011 |

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Os preços unitários dos insumos utilizados nesta listagem foram cotados no período de 5 a 26/3/2011

CUB | INSUMOS

Você pode adquirir com o consultor Clélio Morais (cleliomorais@gmail.com), colaborador da revista Construir NE e responsável por esta seção, as composições detalhadas dos serviços apresentados na tabela de preços de assinantes da revista.

AGLOMERANTES Cal hidratado Calforte Narduk Cal hidratado Calforte Narduk (saco com 10kg) Cimento Portland Cimento Portland (saco c/ 50kg) Cimento branco específico Narduk Cimento branco específico Narduk (saco com 40kg) Gesso em pó de fundição (rápido) Gesso em pó de fundição (rápido) (saco com 40kg) Gesso em pó para revestimento (lento) Gesso em pó para revestimento (lento) (saco com 40kg) Gesso cola Gesso cola (saco com 5kg) ARTEFATOS DE CIMENTO Bloco concreto p/ alvenaria vedação c/ 9x19x39cm (2,5MPa) Bloco concreto p/ alvenaria vedação c/ 12x19x39cm (2,5MPa) Bloco concreto p/ alvenaria vedação c/ 14x19x39cm (2,5MPa) Bloco concreto p/ alvenaria estrutural c/ 14x19x39cm (4,5MPa) Bloco concreto p/ alvenaria estrutural c/ 19x19x39cm (4,5MPa) Caixa de concreto p/ ar condicionado 7.000 BTUs aberta 60x40x40cm Caixa de concreto p/ ar condicionado 7.000 BTUs fechada 60x40x50cm Caixa de concreto p/ ar condicionado 10.000 BTUs aberta 70x50x40cm Caixa de concreto p/ ar condicionado 10.000 BTUs aberta 70x45x60cm Caixa de concreto p/ ar condicionado 10.000 BTUs fechada 70x45x60cm Elemento vazado de cimento Acinol-CB2/L com 19x19x15cm Elemento vazado de cimento Acinol-CB6/L/Veneziano 25x25x8cm Elemento vazado de cimento Acinol-CB7/L/Colmeia com 25x25x10cm Elemento vazado de cimento Acinol-CB/9/Boca de lobo 39x18x9cm Lajota de concreto natural lisa para piso de 50x50x3cm Lajota de concreto natural antiderrapante para piso de 50x50x3cm Meio-fio de concreto pré-moldado de 100x30x12cm Nervura de 3,00m para laje pré-moldada com SC=200kg/m2 Piso em bloco de concreto natural "Paver" de 6cm c/25MPa (48pç/m2) Piso em bloco de concreto natural "Paver" de 6cm c/35MPa (48pç/m2) Piso em bloco de concreto pigmentado "Paver" de 6cm c/25MPa (48pç/m2) Piso em bloco de concreto pigmentado "Paver" de 6cm c/35MPa (48pç/m2) Piso em bloco de concreto natural Unistein de 8cm c/25 MPa (34pç/m2) Piso em bloco de concreto natural Unistein de 8cm c/35 MPa (34pç/m2) Piso de concreto vazado ecológico (tipo cobograma) Tubo de concreto simples de 200mm classe PS1 Tubo de concreto simples de 300mm classe PS1 Tubo de concreto simples de 400mm classe PS1 Tubo de concreto simples de 500mm classe PS1 Tubo de concreto simples de 600mm classe PS1 Tubo de concreto simples de 800mm classe PS1 Tubo de concreto simples de 1000mm classe PS1 Tubo de concreto simples de 1200mm classe PS1 Tubo de concreto armado de 300mm classe PA2 Tubo de concreto armado de 400mm classe PA2 Tubo de concreto armado de 500mm classe PA2 Tubo de concreto armado de 600mm classe PA2 Tubo de concreto armado de 800mm classe PA2 Tubo de concreto armado de 1000mm classe PA2 Tubo de concreto armado de 1200mm classe PA2 Verga de concreto armado de 10x10cm Vigota treliçada para laje B12 com SC=150kgf/m2 p/ vão de até 4,00m Vigota treliçada para laje B12 com SC=300kgf/m2 p/ vão de até 4,00m

un kg sc kg sc kg sc kg sc kg sc kg sc un un un un un un

R$ 0,42 4,04 0,38 19,00 0,94 37,60 0,40 15,67 0,30 12,17 1,37 6,50 R$ 1,50 1,72 1,92 2,15 2,87

un

47,00

un

59,27

un

59,07

un

60,83

un

69,33

un

2,80

un

2,65

un

2,70

un

3,10

m2

14,75

m2

15,50

un m

15,00 6,93

m2

27,00

m2

27,33

m2

33,17

m2

35,17

m2

34,67

m2

39,33

m2 m m m m m m m m m m m m m m m m

26,67 12,20 19,40 27,15 35,50 54,75 02,28 48,05 82,00 38,80 48,50 61,50 89,00 65,00 20,00 98,00 11,79

m

31,71

m

34,08

Vigota treliçada para laje B16 com SC=150kgf/m2 p/ vão de até 6,00m Vigota treliçada para laje B16 com SC=300kgf/m2 p/ vão de até 6,00m Vigota treliçada para laje B20 com SC=150kgf/m2 p/ vão de até 7,00m Vigota treliçada para laje B20 com SC=300kgf/m2 p/ vão de até 7,00m Vigota treliçada para laje B25 com SC=150kgf/m2 p/ vão de até 8,00m Vigota treliçada para laje B25 com SC=300kgf/m2 p/ vão de até 8,00m Vigota treliçada para laje B30 com SC=150kgf/m2 p/ vão de até 9,00m Vigota treliçada para laje B30 com SC=300kgf/m2 p/ vão de até 9,00m ARTEFATOS DE PETROCIMENTO Caixa d'água cônica CRFS de 250l c/ tampa Brasilit Caixa d'água cônica CRFS de 500l c/ tampa Brasilit Caixa d'água cônica CRFS de 1.000l c/ tampa Brasilit Cumeeira articulada Fibrotex CRFS TTX superior Brasilit Cumeeira articulada Fibrotex CRFS TTX inferior Brasilit Cumeeira articulada TKO superior para Kalhetão CRFS Brasilit Cumeeira articulada TKO inferior para Kalhetão CRFS Brasilit Cumeeira normal CRFS TOD 5G 1,10m Brasilit Cumeeira normal CRFS TOD 10G 1,10m Brasilit Cumeeira normal CRFS TOD 15G 1,10m Brasilit Telha Kalheta 8mm de 3,00m Brasilit Telha Kalheta 8mm de 4,00m Brasilit Telha Kalheta 8mm de 5,50m Brasilit Telha Kalheta 8mm de 6,00m Brasilit Telha Kalheta 8mm de 6,50m Brasilit Telha Kalhetão 8mm de 3,00m CRFS Brasilit Telha Kalhetão 8mm de 6,70m CRFS Brasilit Telha Kalhetão 8mm de 7,40m CRFS Brasilit Telha Kalhetão 8mm de 8,20m CRFS Brasilit Telha Kalhetão 8mm de 9,20m CRFS Brasilit Telha Fibrotex CRFS de 4mm com 1,22x0,50m Brasilit Telha Fibrotex CRFS de 4mm com 2,13x0,50m Brasilit Telha Fibrotex CRFS de 4mm com 2,44x0,50m Brasilit Telha Maxiplac de 6mm com 3,00x1,06m Brasilit Telha Maxiplac de 6mm com 4,10x1,06m Brasilit Telha Maxiplac de 6mm com 4,60x1,06m Brasilit Telha residencial CRFS de 5mm com 1,22x1,10m Brasilit Telha residencial CRFS de 5mm com 1,53x1,10m Brasilit Telha residencial CRFS de 5mm com 1,83x1,10m Brasilit Telha residencial CRFS de 5mm com 2,13x1,10m Brasilit Telha residencial CRFS de 5mm com 2,44x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 6mm com 1,22x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 6mm com 1,53x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 6mm com 1,83x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 6mm com 2,13x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 6mm com 2,44x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 8mm com 1,22x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 8mm com 1,53x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 8mm com 1,83x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 8mm com 2,13x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 8mm com 2,44x1,10m Brasilit AGREGADOS Areia fina Areia grossa Saibro Barro para aterro Barro para jardim Pó de pedra Brita 12 Brita 19 Brita 25 Brita 38 Brita 50 Brita 75 Pedra rachão Paralelepípedo

m

37,11

m

40,15

m

39,82

m

43,20

m

45,57

m

48,94

m

55,02

m

59,08

un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 un

R$ 84,80 45,80 82,30 3,75 3,75 47,30 47,30 32,95 32,95 32,95 14,60 48,00 0,30 88,50 30,35 87,00 18,50 462,60 514,11 575,30 6,00 10,65 11,30 122,40 166,90 189,85 21,30 26,80 32,00 37,40 45,40 25,70 32,40 38,30 44,85 53,77 34,40 43,30 51,85 60,60 69,70 R$ 41,50 45,00 37,50 21,50 35,00 45,00 72,50 71,67 69,33 71,67 65,00 65,67 52,87 0,33

Meio-fio de pedra granítica ARGAMASSA PRONTA Argamassa Megakol AC-I Narduk uso interno (saco 20kg) Argamassa Megakol AC-I Narduk uso interno Argamassa Megaflex AC-II Narduk uso externo (saco 20kg) Argamassa Megaflex AC-II Narduk uso externo Argamassa Megaflex AC-III Narduk alta resistência (saco 20kg) Argamassa Megaflex AC-III-E Cinza Narduk alta resist. (saco 20kg) Massa para alvenaria (saco 40kg) Reboco pronto Reboduk Narduk interno (saco 20kg) Reboco externo pronto (saco 20kg) Rejunte aditivado interno (saco 40kg) Rejunte aditivado interno Narduk Rejunte aditivado flexível externo (saco 40kg) Rejunte aditivado flexível externo Narduk ARAMES Arame galvanizado nº 10 BWG liso 3.40mm Arame galvanizado nº 12 BWG liso 2.76mm Arame galvanizado nº 14 BWG liso 2.10mm Arame galvanizado nº 16 BWG liso 1.65mm Arame galvanizado nº 18 BWG liso 1.24mm Arame recozido 18 BWG preto Arame farpado "elefante" - fio 2,2mm - rolo com 250m Arame farpado "elefante" - fio 2,2mm - rolo com 400m Arame farpado "touro" - fio 1,6mm - rolo com 250m Arame farpado "touro" - fio 1,6mm - rolo com 500m BOMBAS CENTRÍFUGAS Bomba centrífuga trifásica de 1/2 CV Schneider Bomba centrífuga trifásica de 3/4 CV Schneider Bomba centrífuga trifásica de 1 CV Schneider Bomba centrífuga trifásica de 1 1/2 CV Schneider Bomba centrífuga trifásica de 2 CV Schneider Bomba centrífuga trifásica de 3 CV Schneider Bomba centrífuga trifásica de 5 CV Schneider Bomba centrífuga trifásica de 7,5 CV Schneider Bomba centrífuga monofásica de 1/4 CV Schneider Bomba centrífuga monofásica de 1/2 CV Schneider Bomba centrífuga monofásica de 3/4 CV Schneider Chave de proteção magnética trifásica até 5CV WEG Chave de proteção magnética trifásica até 7,5CV WEG Chave de proteção magnética trifásica até 10CV WEG Boia para bomba com 10 amperes Boia para bomba com 20 amperes CARPETES Carpete Flortex Tradition grafite Fademac com 3mm Carpete Reviflex Diloop grafite Fademac com 4mm CONCRETO USINADO Concreto usinado FCK=10MPa Concreto usinado FCK=15MPa Concreto usinado FCK=15MPa bombeável Concreto usinado FCK=20 MPa Concreto usinado FCK=20 MPa bombeável Concreto usinado FCK=25 MPa Concreto usinado FCK=25 MPa bombeável Concreto usinado FCK=30 MPa Concreto usinado FCK=30 MPa bombeável Concreto usinado FCK=35 MPa Concreto usinado FCK=35 MPa bombeável Taxa de bombeamento ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO Janela de alumínio com bandeira Janela de alumínio sem bandeira Janela de alumínio tipo basculante 0,60x1,00m Porta de alumínio com saia e bandeira ESQUADRIAS DE FERRO Gradil de ferro c/ cantoneira L de 1.1/4" e barras de 1"x1/4" Portão de ferro em chapa preta nº 18 (cant.) Portão em tela de ferro quadrada 13mm e fio 12 Tubo de ferro preto de 2" Tubo de ferro preto de 4" Tubo de ferro preto de 6"

m un sc kg sc kg sc sc sc sc sc sc kg sc kg un kg kg kg kg kg kg un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un m2 m2 un m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 un m2 m2 m2 m2 un m2 m2 m2 m m m

10,00 R$ 4,84 0,24 10,66 0,53 17,00 24,73 8,67 4,91 4,74 24,87 0,98 35,00 0,93 R$ 4,30 4,60 4,75 5,35 6,10 5,00 112,00 169,00 90,00 170,00 R$ 499,52 542,90 562,38 688,44 740,08 906,03 1.713,93 2.095,46 368,67 426,40 438,54 170,00 170,00 191,67 42,73 44,73 R$ 13,09 12,73 R$ 235,00 232,00 245,00 252,00 260,00 262,00 270,00 272,00 280,00 282,00 290,00 30,00 R$ 351,00 361,50 351,00 396,03 R$ 126,53 147,53 135,38 18,37 38,76 90,87

Tubo de ferro galvanizado de 2" Tubo de ferro galvanizado de 2.1/2" Tubo de ferro galvanizado de 4" EQUIPAMENTOS CONTRA-INCÊNDIO Adaptador de 2.1/2"x1.1/2" Adaptador de 2.1/2"x2.1/2" Caixa de incêndio com 75x45x17cm para mangueira predial Chave Storz Esguicho Jato sólido de 1.1/2" Extintor de água pressurizada 10 litros Extintor de CO2 de 6kg Extintor de pó quimico 4kg Extintor de pó quimico 6kg Extintor de pó quimico 8kg Extintor de pó quimico 12kg Mangueira predial de 1.1/2" x 15m com união Mangueira predial de 1.1/2" x 30m com união Porta corta fogo P90 de 0,80x2,10m Porta corta fogo P90 de 0,90x2,10m Registro Globo 45° de 2.1/2" Tampa de ferro fundido de 60x40cm "incêndio" Tampão cego de 1.1/2" T.70 articulado ESQUADRIAS DE MADEIRA Porta em compensado liso semi-oca de 0,60x2,10x0,03m Porta em compensado liso semi-oca de 0,70x2,10x0,03m Porta em compensado liso semi-oca de 0,80x2,10x0,03m Porta em compensado liso semi-oca de 0,90x2,10x0,03m Porta em compensado liso de 0,60x2,10x0,03m EIDAI Porta em compensado liso de 0,70x2,10x0,03m EIDAI Porta em compensado liso de 0,80x2,10x0,03m EIDAI Porta em compensado liso de 0,90x2,10x0,03m EIDAI Porta em fichas de madeira maciça de 0,60x2,10x0,03m Porta em fichas de madeira maciça de 0,70x2,10x0,03m Porta em fichas de madeira maciça de 0,80x2,10x0,03m Porta em fichas de madeira maciça de 0,90x2,10x0,03m Porta em venezianas de madeira maciça de 0,60x2,10x0,03m Porta em venezianas de madeira maciça de 0,70x2,10x0,03m Porta em venezianas de madeira maciça de 0,80x2,10x0,03m Porta em almofadas de madeira maciça de 0,60x2,10x0,03m Porta em almofadas de madeira maciça de 0,70x2,10x0,03m Porta em amolfadas de madeira maciça de 0,80x2,10x0,03m Porta em almofadas de madeira maciça de 0,90x2,10x0,03m Grade de canto em massaranduba até 1,00x2,10m para pintura esmalte Grade de caixa em massaranduba até 1,00x2,10m para pintura esmalte Grade de caixa em Jatobá até 1,00x2,10m para verniz ou cera EQUIPAMENTOS Retroescavadeira 580H, 4x4 (com operador) Andaime tubular de 1,5x1,0m (2peças=1,00m) Betoneira elétrica de 400L sem carregador Compactador CM/13 elétrico Compactador CM/20 elétrico Cortadora de piso elétrica Furadeira industrial Bosch ref. 1174 Guincho de coluna(foguete) Mangote vibratório de 35mm Mangote vibratório de 45mm Motor elétrico para vibrador Pistola finca pinos Pontalete metálico regulável (1 peça) Serra elétrica circular de bancada FERROS Ferro CA-25 de 12,5mm Ferro CA-25 de 20mm Ferro CA-25 de 25m Ferro CA-50 de 6,3mm Ferro CA-50 de 8mm Ferro CA-50 de 10mm Ferro CA-50 de 12,5mm Ferro CA-50 de 16mm Ferro CA-50 de 20mm Ferro CA-50 de 25mm Ferro CA-50 de 32mm Ferro CA-60 de 4,2mm Ferro CA-60 de 5mm Ferro CA-60 de 6mm Ferro CA-60 de 7mm Ferro CA-60 de 8mm Tela de ferro c/malha 15x15cm c/fio de 3,4mm tipo Q61 (0,972kg/m2) Tela de ferro c/malha 15x15cm c/fio de 3,4mm tipo Q61 (0,972kg/m2) Tela de ferro c/malha 15x15cm c/fio de 4,2mm tipo Q92 (1,480kg/m2)

m m m un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un

31,12 38,98 86,13 R$ 60,33 67,65 248,38 20,00 57,00 108,76 444,33 102,60 108,34 155,00 169,86 209,00 375,00 730,00 795,00 141,79 210,00 63,12 R$ 45,41 46,08 46,74 50,00 60,36 66,21 76,02 86,44 119,63 139,73 171,67 163,77 113,50 120,50 209,75 126,59 134,26 157,66 186,33

un

46,33

un

89,00

un un h mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês un kg kg kg kg kg kg kg kg kg kg kg kg kg kg kg kg

55,00 R$ 75,83 11,67 330,57 353,33 688,08 403,33 215,00 234,33 70,67 70,00 70,00 170,00 5,83 203,33 R$ 2,90 2,90 2,90 3,55 3,45 3,10 2,90 2,90 2,90 2,90 3,25 3,00 3,00 3,25 3,60 3,00

kg

4,80

m2

4,64

kg

4,83

Tela de ferro c/malha 15x15cm c/fio de 4,2mm tipo Q92 (1,480kg/m2) Tela de ferro c/malha 10x10cm c/fio de 3,8mm tipo Q113 (1,803kg/m2) Tela de ferro c/malha 10x10cm c/fio de 3,8mm tipo Q113 (1,803kg/m2) Tela de ferro c/malha 10x10cm c/fio de 4,2mm tipo Q138 (2,198kg/m2) Tela de ferro c/malha 10x10cm c/fio de 4,2mm tipo Q138 (2,198kg/m2) FORROS, DIVISÓRIAS E SERVIÇOS DE GESSO Bloco de gesso com 50x65x7,5cm para parede divisória Placa de gesso lisa para forro com 65x65cm Rodateto de gesso - friso com largura de até 6cm aplicado Rodateto de gesso - friso com largura de até 15cm aplicado Rodateto de gesso - friso com largura de até 20cm aplicado Junta de dilatação de gesso em "L" de 2x2cm aplicada Junta de dilatação de gesso em "L" de 3x3cm aplicada FORROS, DIVISÓRIAS E SERVIÇOS DE GESSO Dobradiça em aço cromado de 3"x2.1/2" sem anéis ref. 1500 LaFonte Dobradiça em aço cromado de 3"x2.1/2" sem anéis ref. 1410 LaFonte Dobradiça em latão cromado de 3"x2.1/2" sem anéis ref. 90 LaFonte Conjunto de fechadura de cilindro ref. 521 E-CR LaFonte Conjunto de fechadura interna ref. 521 I-CR LaFonte Conjunto de fechadura para WC ref. 521 B-CR LaFonte Conjunto de fechadura de cilindro ref. 436E-CR LaFonte Conjunto de fechadura interna ref. 436I-CR LaFonte Conjunto de fechadura para WC ref. 436B-CR LaFonte Conjunto de fechadura de cilindro ref. 2078 E-CR LaFonte Conjunto de fechadura interna ref. 2078 I-CR LaFonte Conjunto de fechadura para WC ref. 2078 B-CR LaFonte Conjunto de fechadura de cilindro ref. 608E-CR LaFonte Conjunto de fechadura interna ref. 608I-CR LaFonte Conjunto de fechadura para WC ref. 608B-CR LaFonte FERRAGENS DE PORTA Dobradiça em aço cromado de 3"x2.1/2" sem anéis ref. 1500 LaFonte Dobradiça em aço cromado de 3"x2.1/2" sem anéis ref. 1410 LaFonte Dobradiça em latão cromado de 3"x2.1/2" sem anéis ref. 90 LaFonte Conjunto de fechadura de cilindro ref. 521 E-CR LaFonte Conjunto de fechadura interna ref. 521 I-CR LaFonte Conjunto de fechadura para WC ref. 521 B-CR LaFonte Conjunto de fechadura de cilindro ref. 436E-CR LaFonte Conjunto de fechadura interna ref. 436I-CR LaFonte Conjunto de fechadura para WC ref. 436B-CR LaFonte Conjunto de fechadura de cilindro ref. 2078 E-CR LaFonte Conjunto de fechadura interna ref. 2078 I-CR LaFonte Conjunto de fechadura para WC ref. 2078 B-CR LaFonte Conjunto de fechadura de cilindro ref. 608E-CR LaFonte Conjunto de fechadura interna ref. 608I-CR LaFonte Conjunto de fechadura para WC ref. 608B-CR LaFonte GRANITOS Granilha nº 02 (saco com 40kg) Granilha nº 02 Bancada em granito cinza andorinha de 60x2cm c/1 cuba,test.e esp. Divisória de box em granito cinza andorinha de 7x2 cm Soleira de granito cinza andorinha de 15x2 cm Rodapé de granito cinza andorinha com 7x2cm Lajota de granito cinza andorinha de 50x50x2cm Lajota de granito preto tijuca de 50x50x2cm Lajota de granito preto tijuca de 15x30x2cm Bancada de granito preto tijuca de 60x2cm Divisória de box em granito preto tijuca 7x2 cm Soleira de granito preto tijuca de 15x2 cm Rodapé de granito preto tijuca de 7x2cm Lajota de granito verde ubatuba de 50x50x2cm Lajota de granito verde ubatuba de 15x30x2cm Bancada de granito verde ubatuba de 60x2cm Divisória de box em granito verde ubatuba 7x2cm Soleira de granito verde ubatuba de 15x2cm Rodapé de granito verde ubatuba de 7x2cm IMPERMEABILIZANTES Acquella (galão de 3,6 litros) Acquella (lata de 18 litros) Bianco (galão de 3,6 litros) Bianco (balde de 18 litros) Compound adesivo (A+B) (2 latas=1kg) Desmol CD - líquido desmoldante p/concreto (galão de 3,6l) Desmol CD - líquido desmoldante p/concreto (balde de 18l) Frioasfalto (galão de 3,9 kg) Frioasfalto (balde de 20kg) Neutrol (galão de 3,6 litros)

m2

7,14

kg

4,85

m2

8,71

kg

4,80

m2

10,54

un un un m m m m m un

R$ 4,47 2,10 8,00 10,03 12,73 7,73 8,37 R$

un

4,31

un

4,55

un

8,74

un un un un un un un un un un un un un

75,86 56,08 56,08 56,31 46,41 46,41 73,87 49,67 54,59 127,63 101,49 101,49 R$

un

4,31

un

4,55

un

8,74

un un un un un un un un un un un un un sc kg

75,86 56,08 56,08 56,31 46,41 46,41 73,87 49,67 54,59 127,63 101,49 101,49 R$ 11,80 0,32

m

164,95

m m m m2 m2 m2 m m m m m2 m2 ml ml ml ml un gl lata gl bd kg gl bd gl bd gl

19,27 22,62 18,75 74,63 114,97 86,50 213,65 33,70 36,67 29,00 96,84 47,70 166,01 26,77 27,50 17,67 R$ 63,83 283,65 34,91 147,39 38,26 31,35 113,31 23,89 120,44 55,13


sua empresa aqui Neutrol (lata de 18 litros) Vedacit (galão de 3,6 litros) Vedacit (balde de 18 litros) Vedacit rapidíssimo (galão de 4 kg) Vedacit rapidíssimo (balde de 20kg) Vedaflex (cartucho com 310ml) Vedapren preto (galão de 3,6 litros) Vedapren preto (balde de 18kg) Vedapren branco (galão de 4,5 kg) Vedapren branco (balde de 18kg) Sika nº 1 (balde de 18 litros) Igol 2 (balde de 18kg) Igol A (balde de 18kg) Silicone (balde de 18 litros) MADEIRAS Assoalho de madeira em Ipê de 15x2cm Assoalho de madeira em Jatobá de 15x2cm Rodapé de madeira em Jatobá de 5x1,5cm Lambri de madeira em Angelim Pedra de 10x1cm Folha de "Fórmica" texturizada branca de 3,08x1,25m Folha de "Fórmica" brilhante branca de 3,08x1,25m Estronca roliça tipo litro Barrote de madeira mista de 6x6cm Sarrafo de madeira mista de 10cm (1"x4") Tábua de madeira mista de 15cm (1"x6") Tábua de madeira mista de 22,5cm (1"x9") Tábua de madeira mista de 30cm (1"x12") Madeira serrada para coberta (Massaranduba) Peça de massaranduba para coberta de 7,5x15cm Peça de massaranduba para coberta de 6x10cm Barrote de massaranduba para coberta de 5x7,5cm Ripa de massaranduba para coberta de 4x1cm Prancha de massaranduba para escoramento de 3x15cm Prancha de massaranduba para escoramento de 5x15cm Chapa de madeira plastificada de 10mm c/1,10x2,20m Chapa de madeira plastificada de 12mm c/1,10x2,20m Chapa de madeira plastificada de 15mm c/1,10x2,20m Chapa de madeira plastificada de 17mm c/1,10x2,20m Chapa de madeira plastificada de 20mm c/1,10x2,20m Chapa de madeira resinada de 6mm c/1,10x2,20m Chapa de madeira resinada de 10mm c/1,10x2,20m Chapa de madeira resinada de 12mm c/1,10x2,20m Chapa de madeira resinada de 15mm c/ 1,10x2,20m Chapa de madeira resinada de 17mm c/1,10x2,20m MATERIAIS ELÉTRICOS E TELEFÔNICOS Eletroduto em PVC flexível corrugado de 1/2" Eletroduto em PVC flexível corrugado de 3/4" Eletroduto em PVC rígido roscável de 1/2" (vara com 3m) Eletroduto em PVC rígido roscável de 3/4" (vara com 3m) Eletroduto em PVC rígido roscável de 1" (vara com 3m) Eletroduto em PVC rígido roscável de 1.1/4" (vara com 3m) Eletroduto em PVC rígido roscável de 1.1/2" (vara com 3m) Eletroduto em PVC rígido roscável de 2" (vara com 3m) Eletroduto em PVC rígido roscável de 2.1/2" (vara com 3m) Eletroduto em PVC rígido roscável de 3" (vara com 3m) Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 1/2" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 3/4" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 1" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 1.1/4" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 1.1/2" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 2" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 2.1/2" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 3" Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 1/2" Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 3/4" Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 1" Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 1.1/4" Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 1.1/2" Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 2" Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 2.1/2" Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 3" Bucha de alumínio de 1/2" Bucha de alumínio de 3/4" Bucha de alumínio de 1" Bucha de alumínio de 1.1/4" Bucha de alumínio de 1.1/2" Bucha de alumínio de 2" Bucha de alumínio de 2.1/2" Bucha de alumínio de 3" Arruela de alumínio de 1/2" Arruela de alumínio de 3/4" Arruela de alumínio de 1" Arruela de alumínio de 1.1/4" Arruela de alumínio de 1.1/2" Arruela de alumínio de 2"

lata bd bd gl bd cart gl bd gl bd bd bd bd bd un m2 m2 m m2 un un m m m m m m m3 m m m m m m un un un un un un un un un un un m m vara vara vara vara vara vara vara vara un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un

217,29 7,54 64,95 16,06 115,79 11,65 44,12 146,10 30,99 232,33 57,38 116,15 100,74 85,04 R$ 59,00 74,18 7,47 29,50 48,33 44,00 1,62 6,24 2,95 4,38 5,93 9,30 2.345,67 16,60 14,72 6,87 3,79 9,24 21,80 42,33 45,00 53,50 66,33 76,85 15,28 21,50 30,75 37,86 43,71 R$ 0,94 1,36 3,72 5,62 8,73 10,42 13,11 17,31 34,90 42,99 0,92 1,15 1,63 2,49 2,85 4,65 11,18 12,90 0,38 0,60 0,80 1,36 1,63 2,53 7,48 8,85 0,30 0,39 0,57 0,79 0,95 1,79 2,23 2,73 0,19 0,25 0,45 0,61 0,77 0,94

Arruela de alumínio de 2.1/2" Arruela de alumínio de 3" Caixa de passagem em PVC de 4"x4" Caixa de passagem em PVC de 4"x2" Caixa de passagem sextavada em PVC de 3"X3" Caixa de passagem octogonal em PVC de 4"X4" Soquete para lâmpada (bocal) com rabicho Soquete para lâmpada (bocal) sem rabicho Cabo de cobre nú de 10mm2 Cabo de cobre nú de 16mm2 Cabo de cobre nú de 25mm2 Cabo de cobre nú de 35mm2 Cabo flexível de 1,5mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 2,5mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 4mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 6mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 10mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 16mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 25mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 35mm2 com isolamento plástico Fio rígido de 1,5mm2 com isolamento plástico Fio rígido de 2,5mm2 com isolamento plástico Fio rígido de 4mm2 com isolamento plástico Fio rígido de 6mm2 com isolamento plástico Fita isolante de 19mm (rolo com 20m) Disjuntor monopolar de 10A Pial Disjuntor monopolar de 15A Pial Disjuntor monopolar de 20A Pial Disjuntor monopolar de 25A Pial Disjuntor monopolar de 30A Pial Disjuntor tripolar de 10A Pial Disjuntor tripolar de 25A Pial Disjuntor tripolar de 50A Pial Disjuntor tripolar de 70A Pial Disjuntor tripolar de 90A Pial Disjuntor tripolar de 100A Pial Disjuntor monopolar de 10A GE Disjuntor monopolar de 15A GE Disjuntor monopolar de 20A GE Disjuntor monopolar de 25A GE Disjuntor monopolar de 30A GE Disjuntor tripolar de 10A GE Disjuntor tripolar de 25A GE Disjuntor tripolar de 50A GE Disjuntor tripolar de 70A GE Disjuntor tripolar de 90A GE Disjuntor tripolar de 100A GE Quadro de distribuição de energia em PVC para 3 disjuntores Quadro de distribuição de energia em PVC para 6 disjuntores Quadro de distribuição de energia em PVC para 12 disjuntores Quadro metálico de distribuição de energia para 12 disjuntores Kit barramento p/quadro de distribuição de energia com 12 disjuntores Quadro metálico de distribuição de energia para 20 disjuntores Kit barramento p/quadro de distribuição de energia com 20 disjuntores Quadro metálico de distribuição de energia para 32 disjuntores Kit barramento p/quadro de distribuição de energia com 32 disjuntores Conjunto ARSTOP completo (tomada + disjuntor) de embutir Conjunto ARSTOP completo (tomada + disjuntor) de sobrepor Conjunto 4"x2" com 1 interruptor simples Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 2 interruptores simples Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 3 interruptores simples Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 interruptor paralelo Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 2 interruptores paralelos Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 interruptor simples + 1 paralelo Pial Pratis Conjunto 4"x2" c/1 interruptor simples + 1 tomada univ. 2P Pial Pratis Conjunto 4"x2" c/2 interruptores simples+1 tomada univ. 2P Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 tomada de corrente universal 2P Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 2 tomadas de corrente universal 2P Pial Pratis Conjunto 4"x2" c/1 tomada de corrente c/aterramento 2P+T Pial Pratis Conjunto 4"x2" c/1 tomada de corrente c/aterramento 3P Pial Pratis Conjunto 4"x2" c/1 tomada de corrente p/chuveiro elétrico 3P Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 botão pulsador para campainha Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 botão pulsador para minuteria Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 saída para antena de TV/FM Pial Pratis Suporte padrão 4"x2" Pial Pratis

un un un un un un un un m m m m m m m m m m m m m m m m un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un

1,40 2,75 2,01 1,24 2,60 2,20 1,45 1,50 3,78 5,38 7,41 10,96 0,46 0,74 1,31 1,83 3,46 6,09 10,40 13,26 0,46 0,72 1,36 2,03 6,79 7,44 6,78 7,11 7,11 7,11 42,38 42,38 44,84 69,09 69,09 69,09 5,38 5,25 5,50 5,50 5,50 45,00 41,25 42,00 60,00 60,00 60,00 11,34 26,74 40,57 92,23

un

37,73

un

123,50

un

46,33

un

168,15

un

66,10

un un cj cj cj cj cj

28,90 29,35 4,92 9,84 12,24 6,68 11,79

cj

11,70

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9,95

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12,65

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5,97

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10,77

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7,38

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8,90

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10,55 5,15

cj

5,45

cj un

10,61 0,61

Suporte padrão 4"x4" Pial Placa cega 4"x2" Pial Pratis Placa cega 4"x4" Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 interruptor simples Pial Plus Conjunto 4"x2" com 2 interruptores simples Pial Plus Conjunto 4"x2" com 3 interruptores simples Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 interruptor paralelo Pial Plus Conjunto 4"x2" com 2 interruptores paralelos Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 interruptor simples + 1 paralelo Pial Plus Conjunto 4"x2" c/1 interruptor simples + 1 tomada univ. 2P Pial Plus Conjunto 4"x2" c/2 interruptores simples+1 tomada univ. 2P Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 tomada de corrente universal 2P Pial Plus Conjunto 4"x2" com 2 tomadas de corrente universal 2P Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 tomada de corrente c/aterramento 2P+T Pial Plus Conjunto 4"x2" c/1 tomada de corrente c/aterramento 3P Pial Plus Conjunto 4"x2" c/1 tomada de corrente p/chuveiro elétrico 3P Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 botão pulsador para campainha Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 botão pulsador para minuteria Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 saída para antena de TV/FM Pial Plus Suporte padrão 4"x2" Pial Plus Placa cega 4"x2" Pial Plus Placa cega 4"x4" Pial Plus Haste de aterramento Copperweld de 5/8"X2,40m com conectores Conjunto 4"x2" com 1 tomada p/telefone 4P padrão Telebrás Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 tomada para telefone RJ11 Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 tomada p/telefone 4P padrão Telebrás Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 tomada para telefone RJ11 Pial Plus Cabo telefônico CCI 50 - 1 par Cabo telefônico CCI 50 - 2 pares Cabo telefônico CCI 50 - 3 pares Cabo telefônico CCI 50 - 4 pares Cabo telefônico CCI 50 - 5 pares Cabo telefônico CCI 50 - 6 pares Quadro metálico de embutir para telefone de 20x20x13,5cm Quadro metálico de embutir para telefone de 30x30x13,5cm Quadro metálico de embutir para telefone de 40x40x13,5cm Quadro metálico de embutir para telefone de 50x50x13,5cm Quadro metálico de embutir para telefone de 60x60x13,5cm Quadro metálico de embutir para telefone de 80x80x13,5cm Quadro metálico de embutir para telefone de 120x120x13,5cm MATERIAIS HIDRÁULICOS Caixa sifonada de PVC de 100x100x50mm c/grelha branca redonda Caixa sifonada de PVC de 100x125x50mm c/grelha branca redonda Caixa sifonada de PVC de 150x150x50mm c/grelha branca redonda Caixa sifonada de PVC de 150x185x75mm c/grelha branca redonda Ralo sifonado quadrado PVC 100x54x40mm c/grelha Adaptador de PVC para válvula de pia e lavatório Bucha de redução longa de PVC soldável para esgoto de 50x40mm Curva de PVC soldável para água de 20mm Curva de PVC soldável para água de 25mm Curva de PVC soldável para água de 32mm Curva de PVC soldável para água de 40mm Joelho 90° de PVC L/R para água de 25mm x 3/4" Joelho 90° de PVC roscável para água de 1/2" Joelho 90° de PVC roscável para água de 3/4" Joelho 90° de PVC roscável para água de 1" Joelho 90° de PVC roscável para água de 1.1/4" Joelho 90° de PVC roscável para água de 1.1/2" Joelho 90° de PVC roscável para água de 2" Joelho 90° de PVC soldável para água de 20mm Joelho 90° de PVC soldável para água de 25mm Joelho 90° de PVC soldável para água de 32mm Joelho 90° de PVC soldável para água de 40mm Joelho 90° de PVC soldável para água de 50mm Joelho 90° de PVC soldável para água de 65mm Joelho 90° de PVC soldável para água de 75mm Joelho 90° de PVC soldável para água de 85mm Joelho 90° c/visita de PVC soldável para esgoto de 100x50mm Joelho 90° de PVC soldável para esgoto de 40mm Joelho 90° de PVC soldável para esgoto de 50mm Joelho 45° de PVC soldável para esgoto de 50mm Junção simples de PVC soldável para esgoto de 100x50mm Registro de gaveta Targa 1509 C40 de 3/4" CR/CR Deca

anuncie você também un un un cj cj cj cj cj

1,23 1,91 4,34 8,00 13,98 18,45 10,36 19,00

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16,40

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14,33

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18,75

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16,13

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cj cj cj un un un un

7,17 7,53 13,53 1,20 2,00 4,87 19,63

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11,68

cj m m m m m m un un un un un un un un

18,60 0,24 0,45 0,77 0,91 1,14 1,54 35,30 48,39 78,50 83,56 140,99 242,49 550,00 R$

un

6,58

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4,66 1,33

un

1,49

un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un

1,35 1,63 3,63 6,52 1,80 0,95 1,30 2,22 5,52 6,57 13,48 0,26 0,37 1,27 2,75 2,89 13,44 48,65 57,20 8,93 0,97 1,48 1,90 8,80 56,60

Registro de gaveta Targa 1509 C40 de 1.1/2" CR/CR Deca Registro de gaveta Targa (base 4509+acab. C40 710 CR/CR) 1" Deca Registro de gaveta Bruto B1510 de 1.1/2" Fabrimar Registro de pressão Targa 1416 C40 de 3/4" CR/CR Deca Tê de PVC roscável de 1/2" Fortilit/Akros/Amanco/Tigre Tê de PVC roscável de 3/4" Fortilit/Akros/Amanco/Tigre Tê de PVC roscável de 1" Fortilit/Akros/Amanco/Tigre Tê de PVC roscável de 1.1/4" Fortilit/Akros/Amanco/Tigre Tê de PVC roscável de 1.1/2" Fortilit/Akros/Amanco/Tigre Tê de PVC roscável de 2" Fortilit/Akros/Amanco/Tigre Tê de PVC soldável de 25mm Fortilit/Akros/Amanco/Tigre Tê de PVC soldável de 60mm Fortilit/Akros/Amanco/Tigre Tê de PVC soldável de 75mm Fortilit/Akros/Amanco/Tigre Tê de PVC soldável de 85mm Fortilit/Akros/Amanco/Tigre Tubo de ligação para bacia de 20cm com anel branco Astra Tubo de PVC roscável de 1/2" CL15 Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC roscável de 3/4" CL15 Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC roscável de 1" CL15 Fortilit/Akros/Amanco/Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC roscável de 1.1/4" CL15 Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC roscável de 1.1/2" CL15 Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC roscável de 2" CL15 Fortilit/Akros/Amanco/Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC soldável de 20mm CL15 Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre (vara c/ 6m) Tubo de PVC soldável de 25mm CL15 Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre (vara c/ 6m) Tubo de PVC soldável de 32mm CL15 Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre (vara c/ 6m) Tubo de PVC soldável de 40mm CL15 Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre (vara c/ 6m) Tubo de PVC soldável de 50mm CL15 Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre (vara c/ 6m) Tubo de PVC soldável de 60mm CL15 Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre (vara c/ 6m) Tubo de PVC soldável de 75mm CL15 Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre (vara c/ 6m) Tubo de PVC soldável de 85mm CL15 Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre (vara c/ 6m) Tubo de PVC p/esgoto Sanifort 40mm PBV Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC p/esgoto Sanifort 50mm PBV Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC p/esgoto Sanifort 75mm PBV Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC p/esgoto Sanifort 100mm PBV Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre(vara c/6m) Tubo de PVC p/esgoto Sanifort 150mm PBV Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/6m) Válvula de retenção horizontal com portinhola de 2" Docol Vedação para saída de vaso sanitário Adesivo para tubos de PVC (tubo com 1 litro) Solução limpadora para tubos de PVC (tubo com 1 litro) MATERIAIS DE INOX Pia aço inox lisa c/1,20m, 1 cuba, sem válvula, concretada, Franke Douat Pia aço inox lisa c/1,40m, 1 cuba, sem válvula, concretada, Franke Douat Pia aço inox lisa c/1,80m, 1 cuba, sem válvula, concretada, Franke Douat Pia aço inox lisa c/1,80m, 2 cubas, sem válvulas, concretada, Franke Douat Pia aço inox lisa c/2,00m, 1 cuba, sem válvula, concretada, Franke Douat Pia aço inox lisa c/2,00m, 2 cubas, sem válvulas, concretada, Franke Douat Cuba em aço inox retangular, de 55x33x14cm, sem válvula, Franke Douat Tanque em aço inox, de 50x40cm, com válvula, Franke Douat Mictório em aço inox, de 1,50m, completo, Franke Douat Válvula para pia de aço inox, de 3 1/2"x 1 1/2", Franke Douat MÁRMORES Bancada de mármore branco rajado de 60x2cm Bancada de mármore branco extra de 60x2cm Bancada de mármore travertino de 60x2cm Lajota de mármore branco extra de 30x30x2cm

divulgue o seu diferencial un un un un un un un un un un un un un un un

89,02 41,14 48,63 55,05 1,13 1,76 4,03 8,87 10,80 17,97 0,62 16,70 30,37 47,63 4,05

vara

16,78

vara

21,60

vara

46,28

vara

57,13

vara

71,33

vara

110,62

vara

8,20

vara

10,77

vara

24,33

vara

35,25

vara

42,83

vara

71,35

vara

110,00

vara

141,60

vara

19,50

vara

31,23

vara

38,83

vara

50,57

vara

119,49

un un litro litro

124,63 4,57 22,02 27,27

un

R$

un

94,47

un

127,95

un

236,44

un

460,63

un

286,55

un

460,95

un

172,45

un un un un m m m m2

391,95 676,95 10,62 R$ 116,87 483,20 201,20 63,07

Lajota de mármore branco rajado de 15x30x2cm

m2

54,00

Lajota de mármore branco rajado de 30x30x2cm Lajota de mármore travertino de 30x30x2cm Lajota de mármore travertino de 15x30x2cm Rodapé em mármore branco rajado de 7x2cm Rodapé em mármore travertino de 7x2cm Soleira em mármore branco extra de 15x2cm Soleira em mármore branco rajado de 15x2cm Soleira em mármore travertino de 15x2cm

m2 m2 m2 m m m m m

41,67 68,33 56,67 15,50 23,50 58,50 18,33 29,00

MATERIAIS DE PINTURA Fundo sintético nivelador branco fosco para madeira (galão) Selador PVA(liqui-base) para parede interna (galão) Selador PVA(liqui-base) para parede interna (lata c/18 litros) Selador acrílico para parede externa (galão) Selador acrílico para parede externa (lata c/18 litros) Massa corrida PVA (galão) Massa corrida PVA (lata c/18 litros) Massa acrílica (galão) Massa acrílica (lata c/18 litros) Massa à óleo (galão) Solvente Aguarrás (galão c/5 litros) Tinta latex fosca para interior (galão) Tinta latex fosca para interior (lata c/18 litros) Tinta latex para exterior (galão) Tinta latex para exterior (lata c/18 litros) Líquido para brilho regulador (galão) Líquido para brilho regulador (lata c/18 litros) Tinta acrílica fosca (galão) Tinta acrílica fosca (lata c/18 litros) Textura acrílica (galão) Textura acrílica (lata c/18 litros) Impermeabilizante à base de silicone para fachadas (galão) Verniz marítimo à base de poliuretano (galão) Tinta antiferruginosa Zarcão (galão) Esmalte sintético acetinado (galão) Esmalte sintético brilhante (galão) Tinta à óleo (galão) Tinta à óleo para cerâmica (galão) Tinta acrílica especial para piso (galão) Tinta acrílica especial para piso (lata c/18 litros) Tinta epoxi: esmalte + catalizador (galão) Diluente epoxi (litro) Lixa para parede Lixa para madeira Lixa d'água Lixa para ferro Estopa para limpeza Ácido muriático (litro) Cal para pintura Tinta Hidracor (saco com 2kg) Massa plástica 3 Estrelas (lata com 500gramas) MATERIAIS P/ INSTALAÇÃO DE ÁGUA QUENTE Tubo de cobre classe "E" de 15mm (vara com 5,00m) Tubo de cobre classe "E" de 22mm (vara com 5,00m) Tubo de cobre classe "E" de 28mm (vara com 5,00m) Tubo de cobre classe "E" de 35mm (vara com 5,00m) Tubo de cobre classe "E" de 54mm (vara com 5,00m) MATERIAIS SANITÁRIOS Assento sanitário Village em polipropileno AP30 Deca Assento sanitário almofadado branco TPK/A5 BR1 Astra Assento convencional branco macio TPR BR1 em plástico Astra Bacia sanitária c/caixa descarga acoplada Azálea branco gelo Celite Conjunto bacia com caixa Saveiro branco Celite Bacia sanitária c/caixa descarga acoplada Ravena branco gelo Deca Bacia sanitária c/caixa descarga acoplada Ravena cinza real Deca Bacia sanitária convencional Azálea branco gelo Celite Bacia sanitária convencional Targa branco gelo Deca Bacia sanitária convencional Izy branco gelo Deca Bacia sanitária convencional Ravena branco gelo Deca Bacia sanitária convencional Ravena cinza real Deca Bacia sanitária convencional Village branco gelo Deca Bacia sanitária convencional Village cinza real Deca Cuba de embutir oval de 49x36cm L37 branco gelo Deca Cuba de embutir redonda de 36cm L41 branco gelo Deca Cuba sobrepor retang. Monte Carlo 57,5x44,5cm L40 branco gelo Deca Lavatório suspenso Izy de 43x23,5cm L100 branco gelo Deca Lavatório suspenso Izy de 39,5x29,5cm L15 branco gelo Deca Lavatório c/ coluna Monte Carlo de 57,5x44,5cm L81 branco gelo Deca Lavatório de canto Izy L101 branco gelo Deca Lavatório c/ coluna Saveiro de 46x38cm branco Celite Bolsa de ligação para bacia sanitária BS1 de 1.1/2" Astra Caixa de descarga sobrepor 8 lts. c/engate e tubo ligação Fortilit/Akros/Tigre Chicote plástico flexível de 1/2"x30cm Fortilit/Akros/Amanco/ Luconi Chicote plástico flexível de 1/2"x40cm Fortilit/Akros/Luconi Chuveiro de PVC de 1/2" com braço Chuveiro cromado de luxo ref. 1989102 Deca Parafuso de fixação para bacia de 5,5x65mm em latão B-8 Sigma (par)

un gl gl lata gl lata gl lata gl lata gl gl gl lata gl lata gl lata gl lata gl lata gl gl gl gl gl gl gl gl lata gl l un un un un kg l kg sc lata un un un un un un un un un un

R$ 55,47 25,90 113,63 22,60 86,60 11,00 27,87 22,50 84,27 41,07 47,60 19,20 84,93 35,60 149,95 43,00 239,40 49,73 154,63 20,23 92,53 48,29 40,93 68,40 59,47 50,83 41,64 59,30 33,10 140,63 124,40 15,57 0,32 0,37 0,92 2,13 4,73 4,45 0,75 2,98 5,75 R$ 72,00 119,80 142,50 250,05 445,35 R$ 71,23 42,46 14,63

un

191,93

un

165,87

un

242,17

un

257,49

un un un un un un un un un

90,93 236,83 62,20 107,66 108,74 156,63 160,00 41,23 39,90

un

76,00

un un

59,63 49,30

un

118,63

un un un

60,92 47,27 2,50

un

17,30

un

2,35

un un un

2,83 3,83 182,67

par

5,87


anuncie na seção insumos Parafuso de fixação para tanque longo 100mm 980 Esteves (par) Parafuso de fixação para lavatório Esteves (par) Sifão de alumínio fundido de 1" x 1.1/2" Sifão tipo copo para lavatório cromado de 1"x1.1/2" Esteves Sifão de PVC de 1" x 1.1/2" Fita veda rosca em Teflon Polytubes Polvitec (rolo com 12mm x 25m) Tanque de louça de 22 litros TQ-25 de 60x50cm branco gelo Deca Coluna para tanque de 22 litros CT-25 branco gelo Deca Tanque de louça de 18 litros TQ-01 de 56x42cm branco gelo Deca Coluna para tanque de 18 litros CT-11 branco gelo Deca Tanque de louça sem fixação de 18 litros de 53x48cm branco Celite Tanque em resina simples de 59x54cm marmorizado Resinam Tanque em resina simples de 60x60cm granitado Marnol Balcão de cozinha em resina c/1,00x0,50m c/1 cuba marmorizado Marnol Balcão de cozinha em resina c/1,20x0,50m c/1 cuba granitado Marnol Misturador para lavatório Targa 1875 C40 CR/CR Deca Misturador para pia de cozinha tipo mesa Prata 1256 C50 CR Deca Misturador para pia de cozinha tipo parede Prata 1258 C50 CR Deca Torneira para tanque/jardim 1152 C39 CR ref. 1153022 Deca Torneira para lavatório 1193 C39 CR (ref.1193122) Deca Torneira para pia de cozinha Targa 1159 C40 CR Deca Torneira de parede p/pia de cozinha 1158 C39 CR ref. 1158022 Deca Torneira de parede para pia de cozinha Targa 1168 C40 Deca Torneira de mesa para pia de cozinha Targa 1167 C40 Deca Torneira para lavatório Targa 1190 C40 CR/CR (ref. 1190700) Deca Ducha manual Evidence cromada 1984C CR Deca Válvula de descarga Hydra Max de 1.1/2" ref. 2550504 Deca Válvula cromada para lavatório ref.1602500 Deca Válvula cromada para lavanderia ref. 1605502 Deca Válvula de PVC para lavatório Válvula de PVC para tanque ou pia de cozinha OUTROS Corda de nylon de 3/8" Tela de nylon para proteção de fachada Bucha para fixação de arame no forro de gesso Pino metálico para fixação à pistola com cartucho Cola Norcola (galão com 2,85kg) Cola branca (pote de 1 kg) Bloco de EPS para laje treliçada PRODUTOS CERÂMICOS Tijolo cerâmico de 4 furos de 7x19x19cm Tijolo cerâmico de 6 furos de 9x10x19cm Tijolo cerâmico de 6 furos de 9x15x19cm Tijolo cerâmico de 8 furos de 9x19x19cm Tijolo cerâmico de 8 furos de 12x19x19cm Tijolo cerâmico de 18 furos de 10x7x23cm Tijolo cerâmico aparente de 6 furos (sem frisos) de 9x10x19cm Tijolo cerâmico maciço de 10x5x23cm Telha em cerâmica tipo colonial (Dantas) - 35un/m2 Telha em cerâmica tipo colonial (Itajá) - 32un/m2 Telha em cerâmica tipo calha Paulistinha (Quitambar) - 22un/m2 Telha em cerâmica tipo colonial Simonassi (Bahia) - 28un/m2 Telha em cerâmica tipo colonial Barro Forte (Maranhão) - 25un/m2 Tijolo cerâmico refratário de 22,9x11,4x6,3cm Massa refratária seca Taxa de acréscimo para tijolos paletizados(por milheiro) Bloco de cerâmica de 30x20x9cm para laje pré-moldada PREGOS E PARAFUSOS Prego com cabeça de 1.1/4"x14 Prego com cabeça de 2.1/2"x10 Parafuso de 5/16"x300mm em alumínio para fixação de telhas Arruela de alumínio para parafuso de 5/16" Arruela de vedação em borracha/plástico para parafuso de 5/16" Porca de alumínio para parafuso de 5/16" Parafuso de 1/4"x100mm em alumínio para fixação de telhas Parafuso de 1/4"x150mm em alumínio para fixação de telhas Parafuso de 1/4"x250mm em alumínio para fixação de telhas Parafuso de 1/4"x300mm em alumínio para fixação de telhas Arruela de alumínio para parafuso de 1/4" Arruela de vedação em borracha/plástico para parafuso de 1/4" Porca de alumínio para parafuso de 1/4" REVESTIMENTOS CERÂMICOS Cerâmica Eliane 10x10cm Camburí White tipo "A" Cerâmica Eliane 20x20cm Camburí branca tipo "A" PEI4 Porcelanato Eliane Platina PO(polido) 40x40cm Porcelanato Eliane Platina NA(natural) 40x40cm Cerâmica Portobello Prisma bianco 7,5x7,5cm ref. 82722 Cerâmica Portobello Linha Arq. Design neve 9,5x9,5cm ref. 14041 Cerâmica Portobello Patmos White 30x40cm ref. 82073

ONDE ENCONTRAR

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171,60 168,78 91,18 161,73 146,95 24,90 34,60 2,63 4,28 R$ 13,78 3,82 4,03 0,56 33,63 7,43 174,69 R$ 373,33 186,50 298,72 354,39 441,06 450,00 380,00 417,50 360,00 480,00 700,00 1.400,00 1.075,00 1.285,80 0,72 50,00 720,00 R$ 6,03 5,07 1,24 0,17 0,16 0,15 0,24 0,29 0,67 0,79 0,17 0,12 0,10 R$ 17,44 14,45 39,40 41,74 23,65 21,15 21,65

Azulejo Eliane Forma Slim Branco BR MP 20x20cm Azulejo liso Cecrisa Unite White 15x15cm tipo "A" REVESTIMENTOS DE PEDRAS NATURAIS Pedra Ardósia cinza de 20x20cm Pedra Ardósia cinza de 20x40cm Pedra Ardósia cinza de 40x40cm Pedra Ardósia verde de 20x20cm Pedra Ardósia verde de 20x40cm Pedra Ardósia verde de 40x40cm Pedra Itacolomy do Norte irregular Pedra Itacolomy do Norte serrada Pedra São Thomé Cavaco Pedra Cariri serrada de 30x30cm Pedra Cariri serrada de 40x40cm Pedra Cariri serrada de 50x50cm Pedra sinwalita de corte manual Pedra Sinwalita serrada Pedra portuguesa (2 latas/m2) Pedra Itamotinga Cavaco Pedra Itamotinga almofada Pedra Itamotinga Corte Manual Pedra Itamotinga Serrada Pedra granítica tipo Canjicão Almofada Pedra granítica tipo Rachão Regular de 40x40cm Solvente Solvicryl Hidronorte (lata de 5 litros) Resina acrílica Acqua Hidronorte (galão de 3,6 litros) REVESTIMENTOS VINÍLICOS DE BORRACHA Piso vinílico Paviflex de 30x30cm de 1,6mm com flash Piso vinílico Paviflex de 30x30cm de 2mm com flash Piso vinílico Paviflex de 30x30cm de 2mm sem flash Piso de borracha pastilhado Plurigoma de 50x50cm para colar TELHAS METÁLICAS Telha de alumínio trapezoidal com 0,5mm Telha de alumínio trapezoidal de 1,265x3,00m com 0,5mm Telha de alumínio trapezoidal com 0,4mm Telha de alumínio trapezoidal de 1,265x3,00m com 0,4mm VIDROS Vidro impresso fantasia incolor de 4mm (cortado) Vidro Canelado incolor (cortado) Vidro aramado incolor de 7mm (cortado) Vidro anti-reflexo (cortado) Vidro liso incolor de 3mm (cortado) Vidro liso incolor de 4mm (cortado) Vidro liso incolor de 5mm (cortado) Vidro liso incolor de 6mm (cortado) Vidro liso incolor de 8mm (cortado) Vidro liso incolor de 10mm (cortado) Vidro laminado incolor 3+3 (cortado) Vidro laminado incolor 4+4 (cortado) Vidro laminado incolor 5+5 (cortado) Vidro bronze de 4mm (cortado) Vidro bronze de 6mm (cortado) Vidro bronze de 8mm (cortado) Vidro bronze de 10mm (cortado) Vidro cinza de 4mm (cortado) Vidro cinza de 6mm (cortado) Vidro cinza de 8mm (cortado) Vidro cinza de 10mm (cortado) Espelho prata cristal de 3mm (cortado) Espelho prata cristal de 4mm (cortado) Espelho prata cristal de 6mm (cortado) Vidro temperado de 10mm incolor sem ferragens (cortado) Vidro temperado de 10mm cinza sem ferragens (cortado) Vidro temperado de 10mm bronze sem ferragens (cortado) Tijolo de vidro 19x19x8cm ondulado Junta de vidro para piso Massa para vidro MÃO DE OBRA Armador Azulejista Calceteiro Carpinteiro Eletricista Encanador Gesseiro Graniteiro Ladrilheiro Marceneiro Marmorista Pastilheiro Pintor Serralheiro Telhadista Vidraceiro Pedreiro Servente

m2 m2 un m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 lata gl un m2 m2 m2 m2 un m2 un m2 un un m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 un m kg un h h h h h h h h h h h h h h h h h h

17,17 16,41 R$ 9,97 11,23 12,93 17,53 21,00 24,57 14,73 21,07 24,00 14,07 14,73 15,07 18,57 21,47 15,67 12,80 15,13 19,50 22,00 19,83 19,17 33,00 38,00 R$ 32,00 40,25 44,39 23,60 R$ 24,14 125,30 20,20 103,76 R$ 23,88 24,84 107,04 30,40 23,64 29,38 37,44 41,42 62,89 74,00 125,61 159,20 194,00 41,78 65,27 101,39 129,50 35,05 60,99 83,16 101,08 53,39 78,28 120,74 92,00 116,95 124,74 9,67 0,48 1,00 R$ 3,67 4,52 4,52 3,67 4,52 4,52 4,52 4,52 4,52 4,52 4,52 4,52 4,52 4,52 4,52 4,52 3,67 2,76

CONTÊINERES

ADITIVOS

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COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO

Alexana Vilar (arquiteta) 81 9142.8399 alexanavilar@yahoo.com.br

Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) – Regional N/NE 81 3092.7070 www.abcp.org.br

LOUÇAS SANITÁRIAS Deca

DIA A DIA NA OBRA

Pedro Orlandi 11 3044.7791/Ramal 31 pedro@holofote.com www.deca.com.br

Risale Neves (arquiteta e professora) risale@hotlink.com.br

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Jorge Passos Restauro 81 3429.2466 81 3439.1491 www.jorgepassos.com.br

Fernando Costa 81 2103.6565 81 2103.6555 grupoluzarte@hotmail.com. www.luzarte.com.br

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Aristophanes Pereira 81 3412.8427 www.ciepe.org.br

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Revista Construir Nordeste - Edição 57

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