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CENTRO DE

ACOLHIMENTO E

CLÍNICA VETERINÁRIA

Douglas H. B. da Paixão

PÚBLICA


Gato e Sapato Teto de sol ou de lua Comida de quem lhe der Cama pelo chão da rua Aos pés de um poste qualquer Feito de gato e sapato Vida sem dono de cão Voz que não pode falar, de fato Mas uiva cada vez mais Por compaixão Oh, mundo gigante! Ah, busca constante Onde tudo é quase nada Pois nada é bastante.. Bicho esquecido da gente Gente a vagar que nem bicho Numa mistura indigente Catando resto de lixo Na bíblia a verdade grita Leis sagradas no Alcorão Lições de amor no Bhavagadguita Aos mestres dizemos sim, vivendo não

Patricia Marx


CENTRO DE

ACOLHIMENTO E

CLÍNICA VETERINÁRIA

PÚBLICA Douglas H. B. da Paixão Ribeirão Preto -2017

Trabalho Final de Curso subme do ao Centro Universitário Moura Lacerda como parte dos requisitos necessários para a obtenção do grau de bacharel em Arquitetura e Urbanismo. Orientador: Prof.ª Alexandra Marinelli


Agradecimentos Primeiramente gostaria de agradecer a Deus, pois sem ele nada em minha vida teria acontecido de maneira tão boa e construtiva e a toda a minha família que sempre me apoiou, principalmente ao meu avô Vantuil que me possibilitou essa graduação. Agradeço aos amigos que conheci ao longo dessa jornada, aos professores que dispunham de seu tempo e conhecimento afim de formar bons profissionais e a orientadora Alexandra Marinelli pelos conselhos e auxilio na construção desse projeto. Por fim, agradeço a minha nova família que se iniciou nos corredores da faculdade permitindo que hoje eu tenha dois grandes amores, minha filha Alice e minha companheira Thaís, que são inspiração pra minha vida.


Folha de Aprovação

BANCA EXAMINADORA

PROF.ª ALEXANDRA MARINELLI ORIENTADORA

ME. GABRIEL VENDRUSCOLO DE FREITAS CO-ORIENTADOR

AVALIADOR CONVIDADO

RESULTADO DA AVALIAÇÃO

DATA

RIBEIRÃO PRETO


Resumo O presente trabalho de graduação tem como objetivo principal desenvolver uma proposta para auxiliar a saúde animal e a redução do número de animais abandonados na cidade de Ribeirão Preto e região. A idéia principal é a implantação de um centro de acolhimento e clínica veterinária pública na região norte da cidade, região de menor valorização e desprivilegiada de recursos públicos. Sendo assim, o projeto, além de atender as necessidades animais com áreas hospitalares e espaços de amparo com qualidade, busca também valorizar a área e o entorno, hoje sem utilidade aos moradores, através do desenvolvimento de um espaço público que proporcione lazer e recreação a população e seus animais e sirva de apoio para campanhas de adoção e conscientização.

Palavras chave: animais, abrigo, veterinária, espaço público


Abstract The main reason for this graduation presentation, is to develop a project to assist the animal health and also to reduce the number of abandoned animals in the city of Ribeirão Preto and region. The main idea is the implantation of a refuge centre and a public veterinary clinic, in the north section of the city, as it is a less valued and also underprivileged with public resources. Therefore, the project also attending the pet´s (animals) necessities with hospital facilities and space for shelter with quality, it will also help to value the area and environment, which today are without utility to the people living in this area, through the development of a public space that provides recreation and leisure to the population and their pets(animals), and it will also serve as a support for the awareness campaigns of adopting pets(animals).

Keywords: animals, shelter, veterinary, public space


SUMÁRIO INTRODUÇÃO

1.

RELAÇÃO HOMEM X ANIMAL

15

ONGs E TERCEIRO SETOR ------------------------ 17 ESPAÇO PÚBLICO: ZONA SUL X ZONA NORTE ---- 18

3.

19

Hospital Veterinário Canis Mallorca ------20

LEVANTAMENTOS MORFOLÓGICOS

DESENVOLVIMENTO E PROJETO DESENVOLVIMENTO E ESTUDOS ---------------- 39

BIBLIOGRAFIA

50

2.

Hospital Veterinário Constitución ------- 25

31 38

5.

REFERÊNCIAS PROJETUAIS

O PROJETO ------------------------------- 46

4.


INTRODUÇÃO


INTRODUÇÃO Desde os primórdios da humanidade, mais precisamente no período Neolítico da pré-história, aproximadamente dez mil anos a.c., inicia-se a relação ser humano – animal, ligada à subsistência e sobrevivência humana. No decorrer dos séculos, a aproximação do homem com o animal refletiu em um processo evolutivo entre espécies, transformando a relação instintivamente predadora de ambos, em uma relação dócil, baseada principalmente na submissão do animal ao ser humano, prática atualmente denominada domesticação. Com a intensificação da arte de domesticar, o mundo animal se aproximou ao cotidiano humano e o afeto remodelou os laços de ligação entre eles, principalmente se tratando de cães e gatos, tornando-os parte integral da família, conforme revela a pesquisa Datafolha realizada em 2013. {...} mais até do que amigos, os bichos de estimação são hoje vistos como filhos ou irmãos em boa parte dos lares que os acolhem. (MARTHE 2009).

Além disso, segundo Oliveira (2007), atualmente o Brasil se classifica no ranking mundial como o segundo país com a maior população de animais de estimação,

sendo vinte e sete milhões de cães, englobando os abandonados, e onze milhões de gatos, perdendo apenas para os EUA. Dessa forma, os cuidados com a saúde e o bem-estar animal são cada vez mais necessários e para isso contamos com o papel do veterinário e das clínicas veterinárias, que representam para eles o mesmo que um médico e um hospital para os seres humanos. Segundo Góes, uma clínica veterinária é um empreendimento voltado para o atendimento à saúde e bem-estar de animais domésticos de pequeno porte, oferecendo grande variedade de exames, tratamentos, cirurgias, serviços como atendimentos, exames laboratoriais, vacinação preventiva, diagnóstico por imagem, reprodução animal, oftalmologia, fisioterapia, acupuntura, homeopatia, tratamentos odontológicos, estéticos e até intervenções cirúrgicas, seguidas de internamento. Essas clinicas vem sendo cada vez mais comuns nas modernas cidades cosmopolitas, porém, são em sua maioria de caráter particular, localizadas na zona sul e voltadas ao público de maior poder aquisitivo, fator extremamente preocupante se relacionarmos os números de animais de estimação com a renda de suas famílias, e ainda, se levarmos em consideração aqueles cruelmente abandonados.

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Sendo que na classe A, 52% dos domicílios possuíam pets, caindo para 47% na classe B e para 36% na classe C. Apesar do número de animais decair à medida que a renda familiar diminui, fator explicado pelo custo dos produtos para este segmento, uma grande porção desses animais encontram-se ainda em difíceis situações, uma vez que a renda de suas famílias são insuficiente para manter todas as suas necessidades, como revela o cálculo realizado pela ABINPET, onde um animal de estimação custa atualmente em média R$ 315,00 mensais ao seu dono, considerando alimentação e serviços como banho, tosa e consultas veterinárias. Fatores significativos que comprovam a necessidade de profissionais e estabelecimentos especializados na saúde veterinária pública. De acordo com a ONG 'Internacional WSPA, World Society for the Protection of Animals, calcula-se que na cidade de Ribeirão Preto, que possui uma população de cerca de 600 mil habitantes, existe em média 40 mil cães e gatos domiciliados, 140 mil semi-domiciliados e 20 mil em completo abandono, além disso, o departamento de zoonoses de Ribeirão Preto calcula apenas cerca de 2.500 castrações por ano, número que revela um grande problema na cidade, pois os animais abandonados continuam se reproduzindo e se multiplicando. O projeto Arquitetônico de uma

Clínica Veterinária Pública na cidade de Ribeirão Preto além de oferecer vários tipos de atendimento veterinário gratuito ou a um preço acessível aos animais de famílias de baixa renda, diminuirá a progressão geométrica da multiplicação daqueles abandonados, através da castração e recolhimento dos mesmos. Diante do apresentado até aqui, este trabalho propõe a criação de um Projeto de Arquitetura de uma Clínica Veterinária Pública em parceria com a ONG AVA (Associação Vida Animal) que tem parcerias com médicos veterinários e associados e contará com uma praça em anexo aberta ao público, com equipamentos para o treinamento e entretenimento dos animais e um abrigo de animais a serem expostos a adoção. Esse trabalho busca alcançar o resultado através da interpretação de referencias bibliográficas e projetuais da área hospitalar veterinária, além disso, buscou-se informações legislativas e normas técnicas a fim de levantar informações para as dimensões projetuais esperadas, assim como a realização de visita tecnica e entrevista na organização não governamental (ONG) de Ribeirão Preto - AVA.

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1. A RELAÇÃO ENTRE O HOMEM E O ANIMAL O homem e o animal vem se afeiçoando através dos séculos, e essa relação possui muitos benefícios, porém exige muitas responsabilidades. Os animais tem sido de muita ajuda para a humanidade, desde cães e aves de rapina que ajudam na caça, até animais que ajudam em terapia como cavalos e cães. A Terapia Assistida por Animais (TAA) surgiu em 1792 na Inglaterra para o tratamento de doentes mentais em um asilo psiquiátrico em Londres e tem fundamentos em pesquisas científicas que comprovam a evolução dos assistidos em aspectos importantes como melhora do humor, valoriza a autoconfiança e autoestima, amplia a capacidade de comunicação, aprimora concentração e aprendizado, reforça a saúde dos adoecidos. Como visto o animal pode e é de grande ajuda para os humanos, porém a domesticação desse animais causa a dependência dos mesmos para sobreviver, um animal domesticado precisa de médico, banho e tosa e cuidados preventivos como vacinação, praticamente a responsabilidade de se ter um filho e isso tudo tem

custo, porém muitos humanos não dão a devida atenção a esses animais e esses vivem precariamente, o abandono é muito comum e causa problemas para o controle de zoonoses das cidades, pois os animais vão se multiplicando e o problema só aumentando. A conscientização junto a campanhas de castração e adoção é muito necessária para que o problema possa ser resolvido, pois se o abandono não parar cada vez mais animais vão estar nas ruas. Ainda existe muito descaso do poder público, são raras as ocasiões onde existe um hospital público veterinário ou até mesmo clínicas que possam atender a população sem condição que muitas vezes por não ter condições abandonam os animais.


ONGs

e Terceiro Setor

ONGs são entidades que por meio de pessoas voluntárias iniciam um projeto não governamental, essas entidades não possui fins lucrativos porém podem arrecadar fundos e manter funcionários. ONG faz parte do Terceiro setor da sociedade civil que possui três setores ao todo, esses são o Primeiro Setor que é formado pelo Governo, Segundo Setor pelas empresas privadas (Mercado) e Terceiro Setor que são as associações sem fim lucrativo. O Terceiro Setor contribui com o Estado fazendo ações onde ele não contribui ou conseguiu chegar, como ações sociais e solidárias contribuindo muito com a sociedade. No Brasil existe muitas ONGs porém não recebem a atenção necessária como em países como Estados Unidos que possui centenas de milhares de instituições e uma vasta rede de voluntários. Dentre essas instituições é notável o crescente número de ONGs voltadas para a atenção e ajuda animal, essas principalmente com o objetivo de cuidar do abandono e maus tratos animais.

limitando-se apenas ao controle de zoonoses, as ONGs passam a ser a unica esperança de vida para milhares de bichos abandonados pelas ruas. (JUNIOR, EDSON. 2011)

Em Ribeirão Preto a AVA - Associação Vida Animal protege os animais da cidade e busca oferecer atendimento a pessoas que não tem condição gratuitamente, a Associação tem sede própria, doada por uma protetora pioneira na cidade e, ao lado de outras ONG's e instituições, propõe políticas públicas para a causa animal, assim como promove atendimento veterinário a preços populares, organiza mutirões de castração, eventos para adoção de animais, entre outros.

Fonte:caosemdono.com.br Mesmo nas cidades onde o poder público tem atuado para proteger esse animais, o papel das

organizações

não

governamentais é fundamental para auxiliar nesse trabalho. Quando a política voltada para os animais não se preocupa ao seu bem estar,

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ESPAÇO PÚBLICO : ZONA SUL x ZONA NORTE É notável a necessidade de alguns moradores terem de sair com seus animais para passear e fazer atividades quando se mora em um apartamento, é oque acontece em Ribeirão Preto na ‘‘Praça dos Cachorros’’. Essa praça fica localizada na Vila Ana Maria um bairro próximo ao Ribeirão Shopping e com muitos prédios residenciais, a praça era cheia de mato e toda degradada um descaso da prefeitura, mas os moradores se juntaram e agora mantém a praça bem cuidada.

com vários equipamentos de treinamento, agility, pergoládos, bancos e avisos. Zona Sul, toda essa preocupação com os animais e sua recreação, e na Zona Norte oque existe para os animais? Nada, simplesmente não existe equipamentos para os animais e seus donos na região norte da cidade de Ribeirão Preto, falta muita atenção da administração pública não apenas para essa assunto mas muitos outros. A maior parte dos animais abandonados se encontram na Zona Norte da cidade, e ocorrem muitos acidentes e atropelamentos nessas áreas, animais soltos na rua, asfalto ruim, calçadas péssimas tudo isso se encontra na Zona Norte, muito lá se tem de ruim e na Zona Sul muito se tem de bom.

Fonte: Douglas Paixão

Em vários condomínios fechados ja existe essa preocupação com os animais, dentro dos próprios condomínios existem praças de apoio e treinamento dos Pets, por exemplo no condomínio Jardim Sul em Ribeirão Preto uma praça foi construída Fonte: Edson Silva

Fonte: Douglas Paixão

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REFERÊNCIAS PROJETUAIS Uma etapa importante de um projeto é a busca e utilização de referências, pois boas referências servem como atalhos e ajudam a evitar erros, alem disso, as técnicas e conhecimentos extraídos dos mesmos auxiliam na transformação de um novo projeto. A essência extraída das referências ajudam a solucionar de forma autêntica eventuais desarranjos no novo projeto. Nesse trabalho usou-se de base duas referências, o Hospital Veterinário Canis Mallorca que se teve como referência a iluminação e divisão espacial, e o Hospital Veterinário Constituición que mostrou uma humanização e qualidade visual e espaço para estudos e reuniões.

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Hospital Veterinário Canis Mallorca / Estudi E. Torres Pujol

Fonte: ArchiDaily

O Hospital Veterinário localizado em Palma - Espanha, possui 1.538m² e foi projetado pelo arquiteto Esteve Torres Pujol. O edifício ocupa quase topo o terreno de forma trapezoidal, sua superfície tem como cor predominante Branco, que destaca o edifício e da a sensação de limpeza e pureza. Uma grande marquise fica na parte frontal do edifício e logo abaixo grandes portas de vidro que deixa claro e convidativa a entrada com muita transparência. O prédio possui aberturas grandes em sua face esquerda no pavimento superior onde fica a área de cirurgias, o edifício também conta com iluminação zenital promovendo a entrada de luz natural nas salas de cirurgia.

Fonte: ArchiDaily

Fonte: ArchiDaily

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Em seu interior também existe a predominância de branco, que ajuda na reflexão da luz natural evitando o uso de iluminação artificial até mesmo nas salas de cirurgia. Em varias partes nota-se a exposição da estrutura metálica e elementos de infra-estrutura como tubulações de água e arcondicionado, uma arquitetura bastante funcional.

Fonte: ArchiDaily

A recepção é grande e bem aberta, possui acesso a esquerda para consulta rápida e exames laboratoriais, na área da recepção não existe local para espera nem assentos para os donos dos animais, no lugar foram colocados nas laterais prateleiras com produtos para os Pets, nesta área os dutos de ar são aparentes e as luminárias são pendentes simples mas funcional, com superfícies claras a luz é bastante reforçada e homogênea.

Fonte: ArchiDaily

Fonte: ArchiDaily

Á área de espera ficam no corredor ao lado direito da recepção e fica frente as salas de consulta, a iluminação natural é bastante valorizada e com grandes aberturas que tornam o ambiente mais salubre. Os consultórios ficam praticamente no centro do edifício, com aberturas para a área de espera e para o interior uma área técnica que possibilita a entrada de especialistas e saída de exames sem precisar passar pelos donos.

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No piso superior existe uma grande sala de conferencias iluminada por grandes janelas, o ambiente é todo branco fazendo com que a luz natural seja mais que o suficiente para iluminar toda a área, as janelas possuem cortinas blackout para o uso do projetor. A área cirúrgica conta com vários ambientes como farmácia, sala de esterilização, e salas de cirurgia, nessas áreas já não existe tubulações aparentes e os materiais utilizados são na maioria laváveis como aço inox.

Nas salas de cirurgia foi utilizada a iluminação natural zenital, que ilumina uma parede branca e indiretamente a sala, com uma luz mais suave e com menos sombras.

Alem da gestão o andar superior possui a área pessoal, onde médicos e funcionários descansam e passam o tempo pessoal pois as jornadas de trabalho podem ser longas.

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Área de espera

W.C. Circ. Vert.

Consultórios

Recepção

Circulação Horizontal

Canil e Gatil

Circ. Raio-X Laboratório Consultório Vert. Ressonancia Fisioterapia

Área Pessoal Circ. Vert.

Área Cirúrgica

Circulação Horizontal

Gestão Direção

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Circ. Sala Vert. reunião

Sala conferencias

O Canis Mallorca possui uma recepção que indica a direita o acesso aos consultórios e a área de espera, na espera existe um mobiliário divisória que separa os gatos dos cachorros, á esquerda do corpo do prédio fica a área de raio-x e laboratório com um corredor em comum com os consultórios, no fundo do corredor fica sala de fisioterapia, canil e gatil. No piso superior há uma pequena circulação que distribui para á grande área cirúrgica, sala de conferencias, reunião e gestão, e por fim a área pessoal, onde existe dormitórios sala de descanso e vestiários.

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Hospital Veterinário Constitución / Dobleese Space & Branding O Hospital Veterinário localizado em L'Alcúdia de Crespins, Valência, Espanha, possui 450m² e foi projetado pelo arquiteto Juan Antonio Pérez. O edifício ocupa a parte térrea de um prédio já existente e teve que se adaptar. O Arquiteto utilizou na fachada um revestimento que serve como uma segunda pele feito de tiras metálicas que servem de apoio para a comunicação e sinalização visual.

Fonte: ArchiDaily

Fonte: ArchiDaily

A recepção é bastante convidativa, tem o piso e o forro com cores bastante claras e as paredes com revestimento Fonte: ArchiDaily de porcelanato com efeito de madeira, algumas paredes ficam prateleiras com produtos pets, a esquerda da entrada se localiza o banho e tosa. Fonte: ArchiDaily

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As áreas de espera abraçam a recepção com assentos de acrílico transparente que iluminam o ambiente e o deixa com a sensação de espaço maior.

Fonte: ArchiDaily

A espera para consultas possui uma área para gatos Fonte: ArchiDaily

Fonte: ArchiDaily

Fonte: ArchiDaily

A espera da recepção também serve de sala de espera para o banho e tosa e fica ao lado da exposição de produtos pet, entre essas áreas existe uma divisória móvel que hora isola a área de petshop do hospital, essa área de petshop possui uma porta de entrada separada para quem vai usar somente esse serviço. Um dos aspectos mais importantes do projeto é a comunicação visual das áreas internas, na imagem acima vemos o corredor dos consultórios com tiras que formam desenhos de animais que se encaixam nos espaçamentos da textura de madeira no porcelanato, as portas dos consultórios são todas de vidro jateado e adesivamento das silhuetas.

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Fonte: ArchiDaily

Á área cirúrgica possui uma ‘‘ilha’’ onde se dá para todas as salas de cirurgia e área de isolamento e recuperação, possui uma bancada de inox com medicamentos e equipamentos. Fonte: ArchiDaily

Fonte: ArchiDaily

O hospital também é um centro de aprendizagem para estudantes de m e d i c i n a veterinária e conta com uma sala de conferências tem um c a r á t e r diferenciado. Planos seriados de madeira acompanham a cobertura, onde se intercalam as l u m i n á r i a s embutidas de luz quente e mobiliário de trabalho.

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Os cortes mostram principalmente a altura dos peitoris com relação ao homem e ao animal e detalhes do revestimento na parede.

No corte acima se vê o detalhamento das alturas dos mobiliarios com relação a altura do animal.

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Espera

Gatil Centro Cirúrgico

Recepção

W.C Pré Cirúrgico

Consultórios

Canil

Banho e Tosa

Circulação

Sala Raio-X

Sala Isolamen. Desinfecção

Sala Projetor

Produtos Pet Consultório

Vestiário

A entrada para a recepção se encontra em uma esquina, da recepção as áreas de vendas de produtos para os animais de estimação e para a área de espera, a circulação leva até os consultórios e sanitários, a circulação pública fica limitada até os consultórios, já para os funcionários existe um outro corredor atrás dos consultórios que leva se necessário o animal para algum procedimento. Na área cirúrgica existe um Hall pré-cirúrgico que distribui o acesso para várias salas como o centro cirúrgico, canil e gatil, sala de desinfecção, isolamento, raio-x e vestiário.

Fonte:

http://www.archdaily.com.br/br/867854/hospital-veterinario-

constitucion-dobleese-space-and-branding

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LEVANTAMENTOS MORFOLÓGICOS


A REGIÃO

Fonte: IBGE

A Mesorregião de Ribeirão Preto é formada por 66 municípios estes em 7 microregiões, é a terceira maior região do estado de São Paulo com 2.613.217 de habitantes. Somente Ribeirão Preto, a principal cidade, e capital Regional Nível B possui 682.302 habitantes, e 36% do PIB de toda a mesorregião. (IBGE) A Microregião de Ribeirão Preto conforme estimativa populacional realizada em 2017 pelo IBGE, possui a população de 1.164.184 habitantes e está dividida em dezesseis municípios. Possui uma área total de 6.007,036 km². Sua capital Ribeirão Preto, possui 682.302 habitantes (IBGE 2017).

Fonte: IBGE

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A CIDADE

Fonte: Google Maps

Fonte: Google Maps

Ribeirão Preto está localizado a cerca de 315 km da capital do estado São Paulo, várias rodovias ligam Ribeirão Preto a diversas cidades paulistas, como a Rodovia Anhanguera e a Rodovia Cândido Portinari, e possui ferrovias e um

O BAIRRO O bairro está na zona norte da cidade de Ribeirão Preto, que possui grandes áreas não ocupadas e degradação devido ao fenômeno do processo de industrialização. Na zona norte está o aeroporto Dr. Leite Lopes e uma das principais vias da cidade a avenida Eduardo Andrea Matarazzo (via expressa que liga a zona norte ao centro da cidade) mais conhecida por todos como ‘‘Via Norte’’

Fonte: Google Earth

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6.180M²

86.00

76.00

75.11

VIA NORT E

O TERRENO

75.00

Ventos - SE Fonte: Google Earth

O terreno escolhido para a implantação do projeto encontra-se fronte a Avenida Eduardo Andréia Matarazzo (Via Norte). O terreno tem 75,11m de frente, 86,00m de fundo, laterais de 76,00m e 75,00m, é irregular e possui ângulos agudos e obtusos totalizando 6,180m². O Sol nasce no fundo do terreno e se põe a frente oque é bom pois os maiores lados do terreno ficam dispostos ao norte e ao sul, os ventos predominantes da cidade são Sudoeste.

TOPOGRAFIA

Via Norte

0.00 -1.00 -2.00-3.00

ESC. 1:500

O terreno possui uma concavidade de 3 metros de profundidade na região central, considerando a calçada da frente como nível zero, o fundo encontra-se um metro abaixo do nível zero, a maior parte do terreno fica três metros abaixo do nível da calçada, o terreno está propicio a alagamentos pois está próximo ao curso do ribeirão preto.

-2.00 ESC. 1:500

-3.00

Corte B-B

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LEVANTAMENTO DO MACROZONEAMENTO DA ÁREA ZUP - ZONA DE URBANIZAÇÃO PREFERENCIAL ZPM - ZONA DE PROTEÇÃO MÁXIMA TERRENO

150m

300m

O terreno escolhido encontra-se na Av. Eduardo Andréia Matarazzo, altura do número 4060, o corpo do prédio precisa respeitar um recuo do curso d’água (APP) de 30 metros e segundo levantamento do zoneamento de Ribeirão Preto ele se encontra dentro da ZPM (Zona de Proteção Máxima), isso pois ele está próximo ao leito do ribeirão Preto. No código de obras na ZPM não é permitido a construção que não seja de uso de lazer e contemplação pública, porém o Arquiteto e Urbanista Ricardo G. Fantaccini da Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Ribeirão Preto afirmou no dia 26/04/17 que, por se tratar de uma área pré loteada e por se encontrar frente a um importante eixo urbano o Poder Executivo ‘‘poderá autorizar a transferência do direito de construir relativo a imóveis localizados em Zona de Proteção Máxima - ZPM.’’ (LEI COMPLEMENTAR Nº 2505 - Art. 195)

450m

MAPA DE EQUIPAMENTOS NO ENTORNO A

1

2

C

B

C 2

C Municipio Estado Particular

1 C

2 1 C

1

A

1

B

150m

300m

450m

UBS CENTRO COMUNITÁRIO EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR CRECHE ESCOLA 1º E 2º GRAU ESCOLA 1º GRAU ESCOLA 2º GRAU

No entorno estudado foram encontrados 8 escolas, 3 centros comunitários 2 UBS e 4 creches, esses equipamentos estão distribuídos nas área de urbanização mais antiga e residencial, na área mais próxima ao terreno escolhido não encontra-se nenhum equipamento.

ÁREA DO PROJETO

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MAPA DO GABARITO DO ENTORNO O gabarito da área estudada para o projeto é predominantemente térreo, isso devido às áreas destinadas a habitações de interesse social (COHAB) e aos assentamentos clandestinos. Além disso, encontra-se na área edificações de até dois pavimentos, essas, em sua maioria de uso industrial.

150m

300m

450m

MAPA DO USO DO SOLO DO ENTORNO

150m

300m

450m

A área de estudo localizada na zona norte não possui grande valor econômico aos investidores, sendo assim, os vazios urbanos gerados pelo desinteresse imobiliário tomam conta de grande parte do local, facilitando a ocupação clandestina dessas terras e desvalorizando ainda mais a área. O restante dos lotes da área são predominantemente ocupados por residências de interesse social, além disso, encontram-se também distribuídas no local, instituições, comércios, serviços e indústrias .

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HIERARQUIA FÍSICA DE VIAS

HIERARQUIA FUNCIONAL DE VIAS

150m

150m

300m

450m

300m

450m

VIAS COLETORA (Médio Fluxo) VIAS LOCAIS (Baixo Fluxo)

VIAS COLETORA VIAS LOCAIS VIAS PRINCIPAIS (AVENIDAS)

As vias na área são na maioria locais devido ao grande numero de ruas que levam somente a quadras residenciais, vias coletoras estão em menor quantidade devido a disposição das quadras em relação com as vias principais (avenidas), na quadra do terreno existe uma rua de terra local na parte de traz, uma coletora de um lado e uma local de outro, frente ao terreno uma via principal (avenida).

VIAS PRINCIPAIS (Alto Fluxo) VIAS EXPRESSAS (Alto Fluxo)

Funcionalmente as vias da área possui quase a mesma disposição que a física, existe alterações na Via Norte que funcionalmente possui característica de via expressa e precisa de marginal frente aos edifícios construídos, dentro ao bairro a rua que faz frente a uma escola tem característica coletora devido ao fluxo gerado pela escola, outras devido a áreas verdes mais agradáveis são usadas como travessia das quadras.

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DESENVOLVIMENTO E PROJETO


MEMORIAL *Conforto Ambiental considerando as condições locais de ventilação e insolação, a implantação do projeto da Clínica Veterinária e Abrigo foi pensada para que receba luz natural e ventilação, um grande espelho d’água que antecede a entrada do vento no lote traz mais umidade e controle da temperatura, a cobertura foi pensada para possibilitar a entrada de luz natural. *Eficiência Energética - Este conceito se encontra estritamente relacionado ao uso racional de energia elétrica, o qual, entre outros fatores, implica no máximo aproveitamento da luz e da ventilação natural a fim de tornar menos recorrente a utilização de equipamentos elétricos como arcondicionado e lâmpadas. *Setores Funcionais - A organização física dos ambientes internos de clínica veterinária deve primar por estabelecer a correta distribuição e posicionamento das atividades e procedimentos, de modo a garantir proximidade daquelas unidades entre si e evitar deslocamentos desnecessários entre os seus diversos setores.

*Humanização - Humanizar os ambientes hospitalares, no âmbito do projeto arquitetônico, significa dotá-los de espaços compatíveis com o conforto e satisfação de seus usuários, a criação de elementos visuais que criam a sensação de conforto é uma ótima medida. *Implantação no Terreno - A implantação do edifício no terreno buscou resguardá-lo das fontes externas de ruído, recuando 25 metros adentro, o acesso as dependências do edifício é feita através de 2 acessos principais, um é pelo térreo frente a praça e outra é pelo estacionamento utilizando a circulação vertical para acesso ao edifício, o corpo do prédio foi ‘‘quebrado’’ e deslocado em blocos de 10x20 metros para a criação de novas faces e a melhor distribuição no lote que é muito grande. *Praça de Recreação - A praça que ocupa a maior parte do lote terá piso de blocos intertravados que absorve a água da chuva e terá equipamentos para exercícios com animais como Agility e Dog Frisbee (lançamento de disco), a praça terá esguichos de água no piso em uma área aberta para animais e pessoas, terá equipamentos para

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alimentação, na praça de recreação será realizado pela ONG AVA eventos de adoção, conscientização e castração dos animais. *Elementos de Vedação, Paredes e Painéis - As paredes internas e externas serão de alvenaria de tijolos cerâmicos, no subsolo as alvenarias serão de arrimo e serão de blocos de concreto, a fachada terá revestimentos de placas de alumínio em módulos de 50x50cm, o espaçamento entre as placas de alumínio e a alvenaria cria uma coluna de ar que leva o ar quente para cima amenizando o clima dentro do edifício, elementos divisórios e barreiras visuais serão de grades com malha quadrada de metal. *Cobertura - As cobertura do prédio principal será com elemento pré-moldado Z-Shed que possibilita a entrada de luz natural, nas outras edificações será feita cobertura de telha metálica sanduíche termo acústica, sobre elas placas para captação de energia foto voltaica. *Pintura - As paredes de grande parte dos ambientes receberão pintura acrílica acetinada tipo hospitalar, na cor branca, as salas do Centro Cirúrgico e Ambulatorial, assim como os ambientes de apoio,

deverão ser pintadas com tinta esmalte epóxi, tipo hospitalar centro cirúrgico, na cor branca, as áreas mais comuns serão pintadas com tinta látex comum de qualidade. *Piso - Nos ambientes internos da Clínica deverão ser aplicados ao piso revestimentos obrigatoriamente com índice de absorção inferior a 4%. Por esta razão, indica-se a utilização do porcelanato líquido, no Centro cirúrgico o uso do porcelanato líquido também é recomendado. *Teto - O teto será revestido com forro de gesso acartonado em área críticas e nas áreas não críticas poderá ser estrutura aparente.

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QUADRO DE ÁREAS AMBIENTE

ÁREA M²

DIM. MININMAS (m)

Espera Farmácia Recepção Depósito Atendimento W.C. Raio - X Câmara Escura Preparo Laboratório Diretoria

12,25 17,5 5,46 2,88 17,5 6 25 5,76 4 27,5 17,5

3,50 x 3,50 8,50 x 5,00 2,4 x 2,4 1,2 x 2,4 3,5 x 5,00 2,00 x 3,00 5,00 x 5,00 2,40 x 2,40 2,00 x 2,00 5,00 x 7,50 3,50 x 5,00

Alojamento de Animais W.C. / Vestiário* x 2 Cirurgia Lavagem Esterilização

60 10,64 25 4 4

5,00 x 12,00 2,8 x3,80 5,00 x 5,00 2,00 x 2,00 2,00 x 2,00

Sala de Conferencias Sala de Reuniões Estoque Farmácia Estoque Ração Serviços Copa

14

25 8,64

3,5 x 4

5,00 x 5,00 2,4 x 3,60

O quadro de áreas acima tem como base dados de áreas mínimas de referências bibliográficas como GOÉS. R, (2010) Manual Prático de Arquitetura Para Clínicas e Laboratórios, SOMA SUS, e RDC Nº. 50. As áreas adotadas foram adequadas para atender o numero de pacientes esperados na clínica, respeitando sempre as áreas mínimas.

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EVOLUÇÃO E CROQUIS Primeiramente foi pensado em um volume cúbico gerado a partir de uma metragem quadrada de um quadro de áreas multiplicado por 3 metros. Esse volume cúbico foi ‘‘fatiado’’ e deslocado em direções contrárias afim de obter mais faces nas superfícies, os volumes também foram elevados para criar faces mais elevadas para possibilitar a entrada de luz pela cobertura.

Foi pensado para a cobertura um novo sistema, diferente da primeira idéia nesse sistema se utiliza telhas galvanizadas termo-acústicas, com as quedas d’águas em direções diversas que possibilitam a criação de iluminação e estudos de revestimento e lajes técnicas, logo após foi pensado no z-shed uma cobertura pré-moldada que permite a entrada de luz zenital.

Fonte: Douglas Paixão

Fonte: Douglas Paixão

Fonte: Douglas Paixão

Na elaboração da planta primeiro foi pensado um zoneamento e uma intenção de áreas como recepção, área cirúrgica e administrativa, em um segundo estudo foi dimensionado e adequado com o programa de necessidades.

Fonte: Douglas Paixão

42


Esquematização do Programa Área de espera

Exames e tratamento

Consultórios Circulação Circulação vertical Sanitários Recepção/Balcão Canil/Gatil

Administração Reunião/Prejetor Lazer/Copa Dormitório

Fluxograma Visitantes Eventual acesso de visitante Funcionários

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Materiais

Placas de energia foto-voltaica, gera energia limpa e e c o l ó g i c a , economia e corte de gastos.

Cobertura Z-Shed permite a entrada e luz, vence vãos de até 30m, material concreto armado prémoldado.

Paredes internas de Drywall, economia de espaço, baixo custo e flexivel.

Screen Panel E d g e , revestimento metálico modular, cria efeito de textura e ajuda a dissipar o calor.

Espelho d’água, barreira física, c o n f o r t o a m b i e n t a l , umidade.

Grades de aço, com desenho q u a d r a d o , barragem visual e física.

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Estratégia de conforto e proteção ambiental Painéis Solares

Iluminação Natural

A energia foto-voltaica gerada

A iluminação natural evita o

diminui o consumo de energia gerada

consumo

por hidroelétricas.

elétrica e gera salubridade.

Captação de Águas Pluviais

Sistema Construtivo

O volume de água coletado das

excessivo

Cobertura

de

energia

pré-moldada,

chuvas deve ser armazenado para uso

divisórias

de água não potável no edifício.

sistemas que geram menos resíduos.

Ventilação Natural

Sistema de Reciclagem de Água

Ventos sudoeste

com

predominância

favorece

o

projeto,

internas

Drywall,

Limpeza dos canis, abastecimento dos

espelhos

d’água,

passagem pelo espelho d’agua.

descargas sanitárias.

Contenção de Incidência Solar

Massa Verde

Cobertura z-shed bloqueia a luz

de

e

uso

nas

A área do projeto se encontra

direta barrando grande parte do calor

próximo

a

um

curso

gerando menos aquecimento interno

utilizado

consequentemente menos uso de ár-

conservação da identidade local.

árvores

d’agua, nativas

foi para

condicionado

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O PROJETO


6,55

B-B 5,15

11,00

Depósito Ração e Materiais de Suporte

2,96

4,96

10,00

Assepsia e Preparo Sala de Procedimentos 0,80 2,10 0,80 2,10

0,80 2,10

9,80

1,00 2,10

1,50

4,92

2,00

1,50

Sala de Procedimentos

4,50

1,50

0,80 2,10

3,00

2,00

4,92

3,00

5,00

Recuperação

Canil

4,32

4,88

0,80 2,10

2,00

Recuperação 2,84

2,00

0,70 2,10

2,84

Sala de Procedimentos

5,00

26,27

0,80 2,10

4,92

4,14

2,00

0,80 2,10

0,80 2,10

Canil pós-cirúrgico

0,70 2,10

1,78

1,70

4,92

0,80 2,10

0,70 2,10

0,80 2,10

7,37

1,78

2,00

0,80 2,10

2,92

Gatil

Gatil pós-cirúrgico

Laudo Exames

4,19

0,80 2,10

4,92

0,80 2,10

4,92

Sala de Projeção/Reunião R.X.

13,24

Consultório 2,96

0,80 2,10

Espera Gatos

0,80 2,10

4,50

0,80 2,10

5,42

5,00

Comando

1,76

Ultrasson

5,00 5,87

1,50

2,92

16,96

Consultório

0,70 2,10 0,70 2,10

5,73

4,92 9,34

2,92

2,92 2,92

4,00

0,70 2,10

Consultório

0,60 2,10

Administração/Gestão 5,58 2,97

Físioterapia

5,00

3,00

Entreterimento Copa

PLANTA BAIXA ESC. 1:100 0,70 2,10

0,70 2,10

2,00

4,17

B-B

2,82

4,25

4,17 0,70 2,10

0,70 2,10

1,50

2,00

2,82

4,25

4,17

4,15

5,00

4,90

5,00

Espera Cães

0,80 2,10

0,80 2,10

0,60 2,10

A-A

4,92

2,92

0,80 2,10

4,15

4,65

14,27

4,75

Recepção

Consultório 0,60 2,10

Gatil 4,75

2,92

4,65

Balcão/Farmácia/Petshop 1,50

Consultório 0,60 2,10

4,19

1,50

9,84

1,84

1,42

1,42

2,92 1,70

D.M.L.

3,56

4,19

3,28

3,42

0,70 2,10

3,42

22,77

4,17

A-A


CANIL

GATIL

IMPLANTAÇÃO ESC. 1:200


Corte A-A ESC. 1:100 0

1,5

4,5

Corte B-B ESC. 1:100 0

1,5

4,5


Elevação 04 ESC. 1:100 0

1,5

4,5

Elevação 03 ESC. 1:100 0

1,5

4,5

Elevação 02 ESC. 1:100 0

1,5

4,5

Elevação 01 ESC. 1:100 0

1,5

4,5


4,25

0,80 2,10

6,75

10,00

7,60

1,50

3,30

Depósito Material de Limpeza

9,00

0,80 2,10

8,00

Laboratório

12,70

10,00

14,90

Estoque Material Hospitalar

4,92

8,00

8,00

Estoque Ração

4,92

19,85

10,15

24,85

PLANTA SUB-SOLO ESC. 1:100

7,75

Carga e Descarga


Renders / Perspectivas (externo)

47

48


Renders / Perspectivas (interno)

49


Bibliografia 01 MARTHE. M, "Nossa Família Animal".

Disponível em: http://caocidadao.com.br/midia/nossa-familia-animal/ Acessado em 20 de Abril. 2017 02 GOÉS. R, (2010) Manual Prático de Arquitetura Para Clínicas e

Laboratórios. São Pulo : Blutcher Acessado em 20 de Abril. 2017 03 LAMBERTS, R.; DUTRA, L. e PEREIRA, F.O.R. (1997). Eficiência

energética na arquitetura. São Paulo : PW Editores. Acessado em 22 de Abril. 2017 04 SANTANA, R. L.; OLIVEIRA, P. T, Guarda Responsável e Dignidade

dos Animais, Set.2015 Disponível em: http://www.abolicionismoanimal.org.br/artigos/guardaresponsveledigni dadedosanimais.pdf Acessado em 20 de Abril. 2017 05 http://www.comacvet.org.br/novo/imprensa/13/Primeira-pesquisa-

Radar-Pet-avalia-com-profundidade-o-mercado-de-caes-e-gatos-doBrasil Acessado em 15 de Abril. 2017 06

http://www9.unaerp.br/age/reportagens/40-indice-de-animaisabandonados-aumenta-na-cidade Acessado em 15 de Abril. 2017 07

JUNIOR, EDSON. Adoção de animais: o papel das Ongs de defesa animal, 2011. Disponível em: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/REPORTAG EM-ESPECIAL/405249-ADOCAO-DE-ANIMAIS-O-PAPEL-DASONGS-DE-DEFESA-ANIMAL-BLOCO-3.html Acesso em: 15 de Abril. 2017

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RibeirĂŁo Preto SP / 2017

TFG Centro de Acolhimento e Clínica Veterinária pùblica  
TFG Centro de Acolhimento e Clínica Veterinária pùblica  
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