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EDITORIAL

Adriano Rocha

Editor Adriano Rocha

adriano@revistapamp.com.br

Pampulha de corpo

E

e alma



Escrevo este editorial, o último de um ano muito bom para nós aqui da editora, com uma sensação gostosa, uma mistura de prazer e dever cumprido. Ao lançar a primeira edição da Pamp, no primeiro semestre, tínhamos em mente a noção bem clara de que a revista deveria refletir o carinho que temos pela Pampulha. Hoje, quando as pessoas comentam comigo sobre a revista Pamp, fica bem nítida a sensação de orgulho que elas têm da Pamp. E isso para nós é uma vitória ímpar. É a certeza de que estamos conseguindo trilhar exatamente aquele caminho que tínhamos em mente quando idealizamos uma revista para quem ama a Pampulha. Nesta edição damos sequência, e o resultado que você tem agora em mãos é mais uma revista que vive a essência do viver bem na Pampulha. A matéria de capa já dá a deixa principal, com uma entrevista exclusiva com Maria Elvira, uma pampulhana que ama este lugar e já fez muito para ajudar a região a ser o que é atualmente. Indo além, ainda temos ótimas reportagens como a importante matéria de saúde sobre o consumo de sal, a apresentação do novo Kia Sportage e a ótima dica de turismo destrinchando as estações de ski norte-americanas. Tem também as dicas de Andreza de Lucca sobre o uso de cristais em decoração e, na parte de esportes, fomos atrás dos praticantes de um esporte realizado bem aqui, no Mineirinho: o arco e flecha. Enfim, nesta Pamp você poderá ter a certeza: nós somos apaixonados pela Pampulha e temos um orgulho muito grande de dizer que somos pampulhanos!

Adriano Rocha

Redação Josiane Ferrari Design e Diagramação Adriano Rocha Publicidade Sarah Caldeira

sarah@midiamixcomunicacao.com.br

Marcos Monteiro

marcos@revistapamp.com.br

Revisão Sandra Mansur Expedição Marcos Monteiro Assessoria Jurídica Daniel Almeida Rodrigues Colaboradores desta edição Andreza de Lucca, Carolina Godoi, Fernando Lutterbach, Humberto Mainenti, Mariana de Felice, Noemi Luz, Welson Garcia Redação R. Desembargador Paula Mota, 1050 Ouro Preto - Belo Horizonte/MG - 31320-000 redacao@revistapamp.com.br Impressão Rona Editora R. Desembargador Paula Mota, 1050 Belo Horizonte/MG - 31320-000 contato@revistapamp.com.br (31) 3646 3070 www.revistapamp.com.br www.twitter.com/revistapamp

A revista Pamp é uma publicação da Dotzi Ltda. As opiniões dos artigos e das matérias assinadas não são obrigatoriamente as mesmas da revista. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo da revista sem a prévia autorização por escrito da Dotzi. A revista Pamp não se responsabiliza pelo conteúdo publicitário veiculado, nem pelas transações comerciais que envolvem os anunciantes.


sumário

Pamp edição 03

TURISMO

Estações de Ski

Temporada de inverno já começou nos EUA e oferece diversão e luxo não só para quem pratica ski

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Saúde O peso ‘salgado’ do consumo em excesso de alimentos com alto teor de sódio nas mesas do brasileiro

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Veículos Novo Kia Sportage chega recheado de recursos tecnológicos, mais espaço e novo design com linhas mais esportivas ENTREVISTA

Maria Elvira

Um dos nomes mais expressivos quando o assunto é mobilização em prol da Pampulha, a ex-deputada federal Maria Elvira fala à Pamp

08 ESPORTE

Arco e Flecha

Um dos esportes que mais exigem concentração, o arco e flecha atrai praticantes de várias idades para o centro de treinamento na Pampulha

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DECORAÇÃO

Cristais

O uso de lustres de cristal atravessa os tempos e se mantém vigoroso na decoração de ambientes

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16



Imóveis San Diego Suites inaugura uma nova forma de hospedagem e investimento com projeto na orla da Lagoa da Pampulha

38

E mais Curtas

06

Carolina Godoi

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Guia

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Vitrine

40

Top Store

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imagem

Volta da Pampulha

Cerca de 12.500 pessoas participaram da 12ª edição da Volta da Pampulha




foto SĂŠrgio Shibuya




volta

Pampulha

Desafio 10 Voltas da Lagoa A orla da Lagoa da Pampulha é um dos pontos preferidos pelos praticantes de ciclismo para realizar seus treinos diariamente. É muito comum nos fins de tarde e início da noite ver grupos de ciclistas fazendo a atividade. No último dia 27 de novembro os grupos se uniram para realizar mais um Desafio 10 Voltas da Lagoa. A concentração do evento, em sua sexta edição, foi realizada em frente à Igreja da Pampulha (São Francisco) e reuniu atletas para vencer o desafio proposto. Foram cerca de cinco horas de pedal que marcaram mais um evento da Liga Mineira de Ciclismo e, como de costume, procurou trabalhar o lado social. Desta vez, a iniciativa, em parceria com a PBH- Regional Pampulha, partiu para uma campanha de combate à dengue.

Ciclistas de várias idades participaram do dia de pedaladas no Desafio 10 Voltas da Lagoa



Mostra BH Humor na Casa do Baile Vai até 12 de dezembro a mostra do 2º BH Humor, com entrada gratuita, que reúne experientes e novos cartunistas. Dessa forma, Belo Horizonte passa a fazer parte do calendário mundial de eventos sobre a arte do cartum, por meio desse importante Salão Internacional de Humor Gráfico de Belo Horizonte, que nesta edição escolheu um tema presente no diaa-dia de todos: “transporte e trânsito”. O evento tem entrada gratuita, na Casa do Baile, que fica na Av. Otacílio Negrão de Lima, 751 – Pampulha.

Nomes de peso no cenário nacional e internacional fazem parte da mostra, como o premiado cartunista cubano-mexicano Angel Boligán e os brasileiros Chico Marinho, Lelis, Lor, Márcio Leite e Maurício Ricardo. A escolha pelo mesmo espaço onde aconteceu o 1° BH Humor, um dos principais cartões-postais da cidade, é uma forma de homenagear a obra de Niemeyer. O público que comparecer vai ter a chance de presenciar um evento diversificado, que mostra as variadas faces do humor gráfico.


A Revista Pamp está no Twitter junto com vários outros amantes da Pampulha. Junte-se a nós! Siga-nos e acompanhe notícias em primeira mão, dicas, sorteios de prêmios, eventos e os bastidores da revista.

twitter.com/revistapamp Prêmio Águas Pampulha No mês de outubro o Consórcio de Recuperação da Bacia da Pampulha promoveu a exposição da 7ª edição do “Prêmio Águas Pampulha”, na Casa do Baile, com a mostra de 60 trabalhos selecionados entre desenhos e textos, de alunos das escolas particulares e públicas localizadas na Bacia Hidrográfica da Pampulha. Como parte integrante de seu programa de Educação para as Águas, o Prêmio tem caráter educativo, social e cultural e abrangência intermunicipal, Belo Horizonte e Contagem. Seu público alvo são os estudantes dos ensinos fundamental e médio das escolas situadas na Bacia da Pampulha e objetiva, principalmente, avaliar os resultados do processo educativo ambiental e o exercício de comportamentos co-responsáveis pela preservação e recuperação dos mananciais que contribuem para abastecer a Lagoa da Pampulha, Córrego do Onça e os Rios das Velhas e São Francisco. O tema deste ano, “Nascente, o início de tudo”, foi compreendido e trabalhado por 36 escolas com um total de 695 trabalhos inscritos. A exposição também contou com a colaboração dos artistas plásticos Oceano Cavalcante que cedeu a peça São Francisco, confeccionada a partir de materiais reciclados, Alisson Brito e Matheus Romualdo, com as peças Jabuti e Garça, confeccionadas com sucatas de ferro. Contou ainda, em sua abertura, com os artistas Sandra Bitencourt e Babu Xavier (Contadores de Histórias).




entrevista

Maria Elvira

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por Josiane Ferrari fotos Welson Garcia

Pampulhana

cidadã do

mundo

Um dos nomes mais expressivos quando o assunto é mobilização em prol da Pampulha é a ex-deputada Federal Maria Elvira Salles Ferreira. Em sua trajetória política e social, ela que é moradora da Pampulha há mais de 20 anos, sempre defendeu os interesses da região. Atualmente, mesmo não estando à frente de nenhum cargo público, continua fazendo a sua parte. Se faz ouvir seja como membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República; como a nova presidente da Associação das Caminhantes da Estrada Real (ACER); como vice-presidente da ACMinas ou como representante internacional do Fórum de Mulheres do Mercosul. Sempre disposta a lutar pelo bem comum da Pampulha, reforça em entrevista à Pamp que não é candidata a nada, mas pretende não medir esforços para resgatar e manter em funcionamento harmonioso o complexo mais conhecido e charmoso da capital mineira. Pamp: A Pampulha é uma referência para sua vida ou a senhora é uma referência para a Pampulha? Maria Elvira: Há oito anos, quando o Lula estava disputando o segundo turno das eleições presidenciais, eu participei junto com ele de uma gravação em São Paulo e na hora do intervalo fui cumprimentá-lo. Nessa hora ele simplesmente me perguntou: Maria Elvira, como vai a Pampulha? E mostrou muito interesse pela nossa região. De lá para cá não sei o que aconteceu, mas eu acredito que ele deve ter colaborado muito com a Pampulha, porque pelo menos boa vontade ele teve. Pamp: A Pampulha é uma região que realmente atrai a atenção das pessoas ou do público consumidor local? Maria Elvira: A Pampulha é um ponto de honra para qualquer governo. Não acredito que os governantes não enxergam isso. Acho um absurdo as pessoas saírem daqui para fazer compras lá no centro da cidade ou em outras regiões. Um dia desses vi uma loja da Iorane na Pampulha e fiquei louca. É uma loja muito importante e não está sendo divulgada na região. Eu fico com medo das pessoas não prestigiarem. Pamp: Com a vinda da Copa do Mundo de 2014 para o Brasil, qual a sua expectativa para a região da Pampulha? Maria Elvira: Este é um momento que o Governo do Estado e a Prefeitura de Belo Horizonte vão ter, mais do

que nunca, para aproveitar a oportunidade e desenvolver a região. É o momento de se preocupar com todos os processos, desde a questão da hospedagem, de mobilidade urbana e de segurança, até os aspectos do turismo de uma forma global na cidade. Mas lembrando que temos que equacionar os problemas da região da Pampulha. É a hora de se juntar as equipes de Planejamento e da Fazenda com o turismo, para buscarem o desenvolvimento da cidade como um todo e especialmente na região da Pampulha, que é primordial, pois é aqui que está um aeroporto, o estádio, e possivelmente é onde estarão novos hotéis. Eu acredito que temos a capacidade de resolver todos estes problemas até lá, mas tem que ter planejamento, vontade política e recursos. Pamp: A Pampulha é hoje um cartão postal abandonado pelo poder público ou não? Maria Elvira: Tenho que reconhecer que muita coisa já foi feita para melhorar a região. Foram vários os esforços. Eu estou aqui na beira da lagoa há 20 anos e posso garantir que melhorou muito. Lembro da Pampulha antes da administração de Célio de Castro, quando a orla não tinha nada de atrativa, estava abandonada e o mato era alto. Hoje temos uma ciclovia, uma orla toda gramada e no entorno muita coisa boa surgiu como o Parque Ecológico, o novo Aquário e muitos outros benefícios.

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entrevista

Maria Elvira

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Maria Elvira recebeu a reportagem da Pamp em sua casa com um belo traje típico das mulheres do Vietnã do Sul

Pamp: E como a senhora vê um dos maiores problemas da região, que é a poluição da lagoa? Maria Elvira: Sabemos que hoje o grande problema da Pampulha é a despoluição da lagoa, mas muitos são os esforços para que isso se resolva. Porém, a Prefeitura só não tem fôlego para tal obra. É uma ação que deveria envolver parcerias entre prefeituras, o Estado e a União. Mas já foi feita muita coisa sim. A estação de tratamento de esgoto, construída no governo de Itamar Franco, com o apoio do ex-presidente da Copasa, Marcelo Siqueira, foi um resultado de toda uma conjunção de esforços da sociedade e do governo. Pamp: Que outras providências a senhora acha necessárias o poder público e a iniciativa privada tomarem para melhorar a vida na região? Maria Elvira: Tem que explorar o charme da Pampulha, chamar a atenção e potencializá-la ao máximo, para que as pessoas que vivem aqui tenham orgulho e sintam prazer nisso. Eu noto que precisamos ter mais comércios, restaurantes e centros de compras e lazer para manter a população da região. Um bom e atual exemplo dessa iniciativa de se valorizar a Pampulha é a cervejaria Juscelino’s, na orla da Lagoa. Sua criação foi extremamente legal para a região, pois ali era um lugar que estava abandonado e agora virou um bar simpaticíssimo, moderno, charmoso e atrativo para o turismo e lazer local.

Em termos de segurança também já melhorou muito. O que acho que ainda precisa ser resolvido de uma vez por todas é a questão da mobilidade. A culpa é do aumento do número de automóveis nas ruas e ainda não há uma política pública para repensar este assunto efetivamente. Pamp: Mas a senhora é a favor da exploração comercial que quer verticalizar a orla da Lagoa da Pampulha? Maria Elvira: Eu não defendo a verticalização, porque não veja condições da Pampulha se desenvolver nestas condições, pois o impacto ambiental seria terrível. Não sou contra o desenvolvimento, mas acho que é uma questão de

Tem que explorar o charme da Pampulha e potencializá-la ao máximo, para que as pessoas que vivem aqui tenham orgulho


circunstância e planejamento muito importante e que precisa ser tratada com mais cuidado, para que o desenvolvimento seja sustentável para as próximas gerações. Pamp: De quem seria a responsabilidade de cobrar mais ações para melhorar a Pampulha? Maria Elvira: Uma das alternativas seria a revitalização da Associação Ecológica Pró-Lagoa da Pampulha (AELP). Fundada em 1990, foi muito atuante no setor público e privado e contava com pessoas como o Ministro Gustavo Krause, do ex-prefeito de BH Célio de Castro, Itamar Franco, então candidato à vice-presidente da República, Delma Mourão, Cristina Rodrigues (ex-administradora da Regional Pampulha), Silvia Mileo, Maria Auxiliadora Freitas, Beatriz Mallard, Olga Coelho (ex-presidente da AELP), o engenheiro Leonardo de Souza Carneiro, a arquiteta Suzana Meimberg, Esther Negrão de Lima, e sem se esquecer da entidade precursora a APAM de Flávio Marcus Ribeiro Campos, Evandro Negrão de Lima e outros. Foi durante sua atuação que a região conquistou a Estação de Tratamento da Copasa, com a colaboração do então governador e o presidente Marcelo Siqueira. A AEPL esteve muito presente nesses anos todos, mas está ‘submersa’. Ela anda paralisada, mas

estamos pensando em retomar suas atividades e fazer renascer a entidade para o bem da Pampulha. Mas confesso que ainda não tivemos condição de fazer o trabalho que realmente tem que ser feito. Espero que, aproveitando a eleição de Dilma Roussef – mineira de BH, cuja mãe reside no São Luiz – as coisas voltem a fluir. É agora ou nunca! Pamp: A senhora disse que gosta muito de viajar e já conheceu mais de 70 países e lugares exuberantes. Mas o que de fato a faz voltar sempre para a Pampulha? Maria Elvira: Volto sempre para BH por achar que as nossas raízes são muito importantes e também porque a qualidade de vida aqui na Pampulha é muito agradável e especial. O ar é mais puro, a gente ouve os pássaros cantarem, o visual é muito favorável pela questão do verde. Eu particularmente não gosto de morar em prédio, porque parece que a gente não é dono de nossa própria vida. E aqui é um lugar extremamente correto neste sentido. Isso é um privilégio. Pamp: Quando começou a aventura de viajar pelos quatro cantos da Terra? Maria Elvira: Tudo começou em 1970, quando fui à Europa, Canadá, EUA e México com meu padrinho, o pediatra Navantino Alves (falecido aos 103 anos) e dona Elvirinha. De lá para cá, não parei mais. São mais de 50 saídas internacionais do Brasil e 77 países visitados. Na última viagem, há pouco mais de 30 dias fui à China pela quinta vez e visitei, pela primeira vez, a Mongólia pela qual me apaixonei, como aconteceu com o Butão e o Alasca recentemente também. Pamp: O que a faz sair pelo mundo a fora conhecendo tantos lugares longínquos e exóticos? Maria Elvira: Gosto do diferente, da cultura distinta e peculiar; da gastronomia; das músicas e dos novos instrumentos musicais (tenho uma coleção deles em minha casa em Ouro Preto); das danças, do artesanato e dos teares; da arte, das pinturas e esculturas; das religiões e dos costumes; da história e dos sistemas de governos; dos cheiros e dos incensos; da natureza – da beleza de um glaciar, de um lago entre florestas, de um rio e de sua cachoeira, das flores e dos animais. Pamp: E nessas viagens, a senhora nunca passou por situações peculiares? Maria Elvira: Gosto de viajar sozinha ou em grupos. Adoro ficar em hotéis maravilhosos, mas não me importo de dormir em uma tenda no deserto, ou cruzar uma grande distância em um trem sem conforto, desde que o objetivo de conhecer uma nova região seja alcançado. (n.r.: Maria Elvira foi convidada pela PAMP para escrever um artigo bimestral sobre suas viagens. Aguardem!)

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saúde

Sódio

por Josiane Ferrari fotos Divulgação

Pitadas

perigosas

M 14

O peso ‘salgado’ do consumo em

excesso de sódio nas mesas do brasileiro

Muito se fala sobre a relação entre o consumo de sal e a saúde humana. O tradicional sal de cozinha é composto em média de 40% de sódio e 60% de cloreto, isto é, em 100 gramas de sal você encontra 40 gramas de sódio e 60 gramas de cloreto. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a recomendação diária de sal para um adulto é de seis gramas. No entanto, estudos apontam que o consumo médio diário de sal do brasileiro é de 15 gramas. A alta ingestão de sal está fortemente relacionada ao risco do desenvolvimento da hipertensão. Infelizmente consumimos muitas vezes o sódio sem perceber. “Quase todos os produtos industrializados apresentam essa substância – principalmente os enlatados, as conservas e os embutidos como salame, presunto, mortadela, entre outros. Estes produtos devem ser evitados, pois além de

possuírem um teor alto de sódio, podem conter gorduras saturadas, corantes artificiais e conservantes, que também são prejudiciais à saúde”, alerta a nutricionista Dra. Gabriela Goulart, especialista em nutrição clínica e esportiva. O sódio participa de funções básicas importantes do organismo, sendo responsável por equilibrar a quantidade de água, contrações musculares, impulsos nervosos e ritmo cardíaco, entre outros. Entretanto, o excesso da substância é apontado como um dos responsáveis pelo aumento dos registros de doenças crônicas como hipertensão, problemas cardíacos, de colesterol, de rins e obesidade. “Esse mineral só fará mal à saúde se consumido em excesso causando, por exemplo, o aumento da pressão arterial, edemas e perda de cálcio na urina”, explica a Dra. Gabriela.


Os grandes vilões

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) metade da população brasileira está obesa ou tem sobrepeso, e a cada três crianças, uma é gordinha. Uma das causas apontadas foi o aumento do consumo de produtos industrializados. Um estudo divulgado recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aponta o macarrão instantâneo e os temperos prontos desse macarrão como os produtos com maior concentração média de sódio, dentre 20 categorias de alimentos industrializados analisados. De acordo com o estudo, a quantidade de sódio presente em apenas uma porção de macarrão instantâneo chega a ser superior a uma colher rasa de sal, equivalente a toda quantidade recomendada de consumo da substância para um dia inteiro. “Em algumas amostras ficou constatado que, ao comer uma única porção do macarrão instantâneo, a pessoa está ingerindo 167% do sódio recomendado para ser consumido durante todo o dia”, explica a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito. Entre os refrigerantes e sucos industrializados, o estudo constatou que os refrigerantes de baixa caloria têm mais sódio que os normais, e os néctares apresentam maior teor de açúcar que os refrigerantes e os sucos. A mesma pesquisa mostrou também que os níveis de sódio dos refrigerantes de baixa caloria, tanto à base de cola quanto à base de guaraná, apresentam maiores valores de sódio em relação aos refrigerantes comuns.

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saúde

Sódio

Segundo a Dra. Gabriela Goulart, os produtos industrializados como os enlatados, conservas e embutidos, possuem grandes quantidades de sódio

Leia o rótulo 16

Consumir de maneira consciente não é parar de consumir, mas consumir menos e diferente. “Cabe ao consumidor procurar uma alimentação equilibrada também com produtos naturais, frutas, verduras, legumes. E, no caso dos industrializados, optar pelos produtos ‘zero gordura trans’ (as marcas são obrigadas a informar no rótulo) e priorizar os que apresentam as menores concentrações de sódio, açúcar e gorduras saturadas”, recomenda a Dra. Gabriela Goulart. A nutricionista ainda lembra que os alimentos de origem vegetal são todos muito pobres em sódio. Já nos alimentos de origem animal, o sódio é bastante abundante, tal como no leite, carne, ovos e peixe. Alguns alimentos ainda são acrescidos de aditivos em forma de alginato ou benzoato de sódio. Alguns adoçantes também são acrescidos de ciclamato ou sacarina sódica. Para se ter um exemplo, em 200ml de leite integral e desnatado UHT contém 84mg de sódio que equivale à 2,1g de sal, porém o leite também é rico em cálcio e fósforo”, explica.

Nos refrigerantes de cola, a média dos teores de sódio encontrada foi de 54mg/l, enquanto nos refrigerantes de cola de baixa caloria essa média foi de 97mg/l. Já nos refrigerantes de guaraná, os valores médios de sódio encontrados no produto convencional e no de baixa caloria foram 81 mg/l e 147 mg/l respectivamente. “Esses valores mais altos podem ser explicados pelo uso de aditivos, como o ciclamato de sódio, nos produtos de baixa caloria”, detalha Maria Cecília. Ainda segundo a pesquisa, a quantidade de sódio encontrado nas análises pode variar em até 14 vezes de marca para marca. É o caso da batata palha, que apresenta a maior diferença de teor do mineral entre as marcas analisadas.


veĂ­culos

Kia Sportage

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Cordeiro em pele de

de lobo

O jeitão de jipe e o visual esportivo escondem uma “pegada” urbana, recheada

de recursos high-tech e itens de conforto capazes de causar inveja a muito sedã. Esse é o novo Kia Sportage por Humberto Mainenti fotos Divulgação

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A veículos

Kia Sportage

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O Sportage chega a sua terceira geração com apelo visual novo, bem mais esportivo que seus antecessores

A terceira geração do Kia Sportage chega ao mercado causando frisson. A primeira coisa que chama a atenção é a nova carroceria, desenvolvida pela equipe de Peter Schreyer, Chefe de Design da montadora. Mais longo, mais largo e mais baixo que o modelo anterior (90 mm, 15 mm e 60 mm, respectivamente), o novo Sportage atrai o olhar por suas linhas harmoniosas e seu visual esportivo, que o fazem muito mais interessante que seus irmãos mais velhos. Mas você, consumidor urbano, que avalia conforto e desempenho quando vai escolher seu carro, não se assuste com a cara de ‘lobo mau’ desse novo Kia, pois é justamente quando deixamos a ‘pele’ e passamos à análise do interior que nos surpreendemos mais ainda com o Sportage. É o próprio Schreyer quem explica essa nova tendência: “O Sportage encarna o novo dinamismo visual da Kia ao associar, com sucesso, as principais características de um veículo off-road – a altura elevada, a posição de condução e a sensação de segurança – a um design elegante e urbano, com um apelo global”. “Design elegante e urbano”. Eis a pista para começarmos a entender por que esse novo SUV tem tudo para ser sucesso. O novo Kia Sportage está disponível com motorização 2.0 litros, DOHC, 16 válvulas com dual CVVT, de 166 cavalos a 6.200 rpm, e torque máximo de 20,1 kgm a 4.600 rpm, a gasolina, com transmissão manual de cinco velocidades ou automática de seis velocidades, esta última com opção de troca sequencial. Os consumidores poderão escolher entre quatro modelos com tração 4x2 e um com 4x4 fulltime – com um sistema semelhante ao utilizado no Sorento, modelo de categoria superior, da mesma montadora. Mas a ‘pegada’ urbana manifesta-se mesmo quando

começamos a enumerar os itens de conforto e conveniência, que fazem desse SUV compacto uma excelente opção para o uso na cidade, a despeito de seu visual off-road. A tecnologia embarcada no novo Sportage surpreende e certamente tem força para transformar o pequeno utilitário em referência no seu segmento. As características de conforto e conveniência disponíveis incluem acendimento automático dos faróis (sensível à luminosidade), equipamento de som com quatro alto-falantes e dois tweeters, espelhos retrovisores externos com regulagem elétrica, além de setas e rádio CD/MP3 com controle no volante - rádio este dotado de entrada auxiliar, USB e extensão para iPod. Para algumas versões, estão disponíveis arcondicionado digital com controle independente frontal dual zone, banco do motorista com ajuste elétrico e oito opções de variação, chave smart key com botão start, piloto automático com controles no volante e câmera de marcha

A tecnologia embarcada no novo Sportage surpreende e tem força para transformar o Kia em referência no seu segmento


a ré com visor LCD de 3,5” no espelho retrovisor interno. Para a versão top, teto solar elétrico duplo panorâmico one touch, com sistema antiesmagamento, e espelho retrovisor interno com antiofuscamento automático eletrocrômico. O conforto dos ocupantes do Sportage também foi beneficiado pelo aumento nas dimensões do veículo. A nova carroceria proporciona aos passageiros uma cabine mais espaçosa que a da versão anterior. O espaço para bagagem no novo Kia também se beneficia do aumento de 70 mm na traseira do veículo. A capacidade de carga está entre as melhores da categoria e varia de 740 litros a 1.547 litros, com os assentos traseiros rebatidos. A segurança também não ficou fora do projeto desse novo Kia. A montadora vem destinando pesados investimentos ao reforço da segurança ativa e passiva de seus veículos, e os resultados já podem ser vistos no pequeno O novo Sportage SUV da marca. O Sportage oferece ganhou o prêmio “Top Safety Pick”, do sistemas de segurança de última Insurance Institute for geração e equipamentos de série, Highway Safety (IIHS), como barras de proteção contra dos Estados Unidos, impactos laterais nas quatro portas na categoria SUV de e encostos de cabeça dianteiros pequeno porte, com ativos - sistema Active Front data de fabricação Headrest. Em algumas versões, o após março de 2010. modelo traz dez air bags – frontais, laterais e de cortina -, além de controle eletrônico de estabilidade (ESP) e sensores de aproximação no para-choque traseiro. Diante de tantas novidades, quando for trocar seu sedã, que tal avaliar esse ‘cordeiro em pele de lobo’? Temos motivos para acreditar que você se surpreenderá.

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imóveis

San Diego Suites

San Diego Suites inaugura uma nova forma

A

de hospedagem e investimento com

projeto na orla da Lagoa da Pampulha

O primeiro hotel da

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San Diego Suites tem uma arquitetura harmoniosa que não agride o projeto arquitetônico da Lagoa da Pampulha

A região da Pampulha se prepara para receber seu primeiro hotel localizado na orla da Lagoa. A Bitarães Incorporação e Construção , associada à rede hoteleira da bandeira Arco, vai investir R$ 20 milhões na construção do San Diego Suítes Pampulha, que irá se destacar em meio ao conjunto arquitetônico da região, pela sua beleza e singularidade, sem ferir a originalidade peculiar do local. O empreendimento inovador será a mais nova opção de hospedagem em Belo Horizonte, instalado em seu mais famoso cartão postal: ponto nobre no bairro São Luiz, na orla da Pampulha. O projeto idealizado para atender o mix de turismo de negócios e de lazer terá piscina, restaurante, espaço fitness, sala de internet e centro de convenções. Programado para ser inaugurado em junho de 2012,

Orla

o San Diego Suítes Pampulha estará apto a receber a classificação de categoria quatro estrelas, pois sua estrutura acompanha o nível de conforto e sofisticação dos outros empreendimentos da rede de Hotéis Arco. O projeto arquitetônico acompanha os traços horizontais da região, com três andares e 180 leitos no formato flat – espécie de apartamento fixado em um prédio com o pool hoteleiro. Pode ser destinado para a locação por um determinado período, para moradia ou como investimento por meio de disponibilização no pool de locação, com administração terceirizada. O valor de um apartamento no San Diego Suítes Pampulha é de R$ 228 mil. Por ser o único hotel da categoria na região e o primeiro instalado na orla, o projeto já foi


por Josiane Ferrari fotos Divulgação

totalmente comercializado, em pouco mais de 90 dias, em sua primeira fase. A previsão agora é de que as vendas da segunda fase finalizem até o princípio de fevereiro de 2011. Empresa genuinamente mineira, atuando desde 1980 no mercado imobiliário com seriedade e competência, a Bitarães Incorporação e Construção é sinônimo de solidez e segurança em negócios. Voltada para as áreas de compra, venda, gestão condominial, administração de imóveis e hotelaria, disponibiliza sempre as melhores opções da região da Pampulha. Oferece ainda completa assessoria em todo o território nacional por meio de intercâmbio com as mais conceituadas empresas do país. Faz também a aprovação de crédito junto à Caixa Econômica Federal e demais agentes financeiros.

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por Andreza de Lucca Ozores

decoração

Cristais

fotos Adriano Rocha

Um toque

de Cristais

Q 24

O uso de lustres de cristal

na iluminação atravessa os séculos e se mantém vivo na decoração de ambientes

Quando pensamos em palácios fica praticamente impossível não lembrarmos dos suntuosos lustres de cristal. Uma rápida passada pela história nos dá a importância destes objetos, que são sinônimo de requinte e elegância para a decoração. No Palácio de Versailles, na França, os imensos lustres de cristal são Baccarat. O Palácio Dolmabahçe, em Istambul, tem no salão central um dos maiores lustres de cristal Bohemia, presente da rainha Vitória do Reino Unido. Recentemente inaugurada, em 2007, a grande mesquita Sheikh Zayed, em Abu Dhabi, com capacidade para receber 40.000 fiéis, abriga alguns dos maiores lustres feitos com cristais coloridos e metais nobres. O uso dos cristais na iluminação atravessa os séculos e continua fazendo parte de obras grandiosas e magníficas, quando o intuito é beleza, luxo e ostentação. Na iluminação residencial, estes cobiçados objetos de brilho quase hipnótico voltaram a compor a decoração de ambientes, e a ditadura das luminárias embutidas, que reinavam absolutas na maioria dos projetos, cederam espaço para os artigos de cristal, que dão personalidade e charme aos ambientes. Além de muito usados sobre mesas de jantar, passaram a ser instalados pendentes sobre mesas laterais, criados-mudos, em lavabos e quaisquer locais onde possam ser apreciados como complemento da decoração ou peça principal.

Vale lembrar que nos casos em que o lustre de cristal estiver na família há gerações ou para quem adora garimpar peças em antiquários, contratar um bom restaurador para dar nova vida à peça é boa ideia. Um profissional qualificado pode ajustar o tamanho do lustre à necessidade do ambiente, diminuir altura das correntes, trocar a fiação velha, além de conseguir repor algumas. Depois é só instalá-lo no ambiente e se surpreender com o resultado, principalmente ao aliar à decoração móveis modernos. Se o cliente preferir, é possível encomendar peça exclusiva feita com os melhores cristais. Entretanto, para não errar na escolha é preciso, primeiramente, analisar a proporção entre o ambiente, os móveis e a peça a ser adquirida, definindo qual formato se encaixa melhor no projeto. Outro fator importante é a altura do pé direito; quanto mais alto, maior poderá ser o lustre. Por fim, faça uma boa equalização da decoração, tomando cuidado para não comprometer o resultado com muita informação. Se o lustre for muito detalhado e colorido, opte por móveis discretos e de cores neutras. Atualmente, devido à grande procura, o mercado dispõe de muitos modelos de lustres, arandelas e abajures, com preços bem variados e que combinam com a maioria dos estilos de arquitetura. Entre peças nacionais


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decoração

Cristais

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e importadas, a maior procura são pelas confeccionadas com componentes importados de design moderno, corte preciso e facetas perfeitamente lapidadas que garantem brilho e transparência em inúmeras variações de tons, tamanhos e formatos, possibilitando infindáveis criações e interessantes releituras dos antigos lustres palacianos. A grande febre do momento são os cristais Swarovski. Conta-se que sua história teve início em 1892, quando Daniel Swarovski, primogênito de uma família de cortadores de vidro da Bohemia, inventou uma máquina de corte automática capaz de lapidar industrialmente cristais e pedras preciosas com inigualável perfeição e precisão, muito superior ao do processo manual. Três anos mais tarde ele se mudou com a família para Wattens, na Áustria, e fundou a Swarovski com a inauguração de uma fábrica de cortes de cristais, cuja técnica revolucionária de lapidação industrial é guardada até hoje a sete chaves. Em 1956, a empresa inventou e desenvolveu, juntamente com Christian Dior, uma técnica que recobria alguns dos seus cristais com metais químicos. Chamada de Aurora Borealis, ou AB, é uma das mais populares coberturas que dá à superfície uma aparência multicolorida.

A empresa chegou ao Brasil em 1976, fornecendo sinalizadores reflexivos, mais conhecidos como olhos-degato, que eram colocados nas diversas rodovias abertas pelo governo federal. Depois vieram as miniaturas de animais e as pedras para bijuterias. Nos anos 90, a Swarovski resgata a imagem de fabricante de bens de luxo que desfrutava nos anos 40, lançando linhas conceituais de mobiliário, adornos e iluminação, assinadas por designers renomados. Ao que tudo indica, o cristal de alta qualidade, independentemente da sua quantidade de óxido de chumbo, de ser produzido manualmente ou não, continuará encantando o mundo e sendo referendado pelos mais abastados por sua beleza, opulência e sofisticação.

Andreza de Lucca Ozores é designer de interiores e pode ser contactada pelo e-mail andrezadelucca@hotmail.com


por Josiane Ferrari

esportes

fotos Adriano Rocha

Arco e Flecha

e um

Um arco, uma flecha Presente no imaginário humano, o arco e

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flecha é uma das práticas esportivas que mais exigem concentração e dedicação

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Quem nunca se atreveu a querer ser um herói e lutar por seus ideais, mesmo que em brincadeiras de criança, que atire a primeira flecha. Lendas, filmes e o imaginário humano já fizeram muita gente sonhar em ser um soldado Romano, um conquistador como o bárbaro mongol Gengis Khan ou príncipe dos pobres como Robin Wood. E o que todos estes têm em comum é um artefato ou uma antiga arma de guerra, que hoje em dia se tornou uma prática esportiva que atrai pessoas de todas as idades. O uso do arco e flecha data dos primórdios da civilização humana. É possível estabelecer com exatidão a data e origem do esporte, mas não do tiro com arco, uma vez que investigações com Carbono 14 demonstraram a presença do arqueirismo há cerca de 25 mil anos. A descoberta desta arma permitiu a sobrevivência do homem primitivo, por meio da caça e uso do aparato nas guerras tribais antigas. O tiro com arco, ou arco e flecha como é popularmente conhecido o esporte, é disputado em três modalidades: Outdoor, que é a mais tradicional e a principal forma das disputas internacionais, realizado com disparos a longas distâncias (90, 70, 50 e 30 metros para homens e 70, 60, 50 e 30 metros para mulheres); no Indoor, que são competições realizadas em ambientes fechados, à distância de 18 metros; e Field que caracteriza-se por ser um torneio em campo aberto, nas mais adversas condições possíveis, levando em conta relevo, vegetação,

dificuldades naturais etc., com distâncias variando de 5 a 65 metros, sendo estas conhecidas ou não. Há basicamente dois tipos de arcos, o recurvo e o composto. O primeiro se caracteriza pelo formato em “S” de suas lâminas de dupla curvatura, cujo desenho específico possibilita um maior acúmulo de energia, aumentando a potência do arco. Já o segundo é um arco moderno que utiliza sistemas de alavancas, cabos e polias (roldanas) para minimizar o esforço do arqueiro e proporcionar uma facilidade maior no tiro. Diferentemente do arco composto, o recurvo não possui sistemas de roldanas, exigindo assim um esforço maior para se fazer e manter a puxada. O arco recurvo pode ser inteiriço ou desmontável, podendo ainda ser equipado com acessórios que facilitam o tiro, como mira e estabilizadores. É o único tipo de arco usado em competições olímpicas. Atitude e confiança

O sucesso no tiro com arco depende da estabilidade e da consistência. A postura é a base do tiro e é uma das primeiras deficiências que podem ser observadas nos arqueiros inexperientes. A incapacidade de manter uma sólida conexão entre a parte superior e a inferior é uma das principais dificuldades dos atletas. Consequentemente, a importância da postura e a correta estrutura biomecânica são de suma importância porque promovem estabilidade, força e resistência.


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esportes

Arco e Flecha

Concentração também é outra característica do Tiro com Arco. O esporte permite ao atleta ter uma série de análises e visões diferentes também no seu dia-a-dia. É uma consequência de bemestar e de auto-superação. “O arco e flecha me prova na prática que o alvo é apenas um reflexo do arqueiro. O objetivo maior deixa de ser o resultado e passa a ser o estado mental, físico e técnico. Compreendo claramente agora que na vida o resultado e o sucesso nada mais são que o reflexo do que fazemos: da dedicação, da determinação e do desenvolvimento contínuo”, explica o diretor de comunicação da Federação Mineira de Arco e Flecha (FMAF), Marcos Leão. A jovem Rafaela Pereira Xavier de Oliveira, de 17 anos, também já sente os benefícios do esporte que ela pratica há pouco mais de um ano. “Não tive muito interesse pelo Arco e Flecha a primeira vez que vim ver o esporte sendo praticado pelo meu pai e pelo meu avô. Mas com o tempo comecei a atirar e a gostar do que o esporte me proporciona. Acho que a paciência e a concentração que a gente aprende aqui são fundamentais para muitas outras coisas que fazemos vida a fora”, reforça.

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A Federação Mineira de Arco e Flecha, fundada em 1973, possui uma escola para a formação de arqueiros que funciona no seu campo de treinamento do Mineirinho. São cerca de 150 arqueiros filiados, de todas as idades, entre homens e mulheres, treinando nas categorias infantil, juvenil, benjamim, cadete, adulto e máster. Os professores trabalham as habilidades físicas e técnicas dos alunos, oferecendo assim uma prática saudável do esporte que exige concentração, disciplina e superação. As aulas acontecem aos sábados e domingos, das 9 às 12 horas. A mensalidade é de R$ 80,00 e o aluno utilizará o material disponibilizado pela escola.

Superando os limites Para o vice-presidente da FMAF, Ricardo Macedo, o Tiro com Arco nada mais é do que uma repetição de movimentos que tende a ser o mais perfeito possível, mas que proporcionam ao atleta uma série de vantagens. “Trabalhamos a concentração, o foco, o objetivo e a meta que cada um quer atingir não só na competição, por meio dos pontos obtidos, mas na vida em geral”, diz. Ricardo, que é portador de poliomielite desde os seis meses de idade, buscou no Tiro com Arco um esporte em que pudesse se superar e competir em condições de igualdade com outros atletas. “A deficiência não me fez ficar em casa, pelo contrário, fui à luta e continuo nela. No Arco e Flecha encontrei o apoio que precisava para a prática de um esporte, que posso competir não só com atletas paraolímpicos como também com os olímpicos”, lembra.

O Tiro com Arco é um esporte que exige do atleta muita concentração e disciplina. O resultado só começa a aparecer depois de seis anos de treinamento e só atinge seu ápice depois de 12 anos de prática. Mas tem suas exceções. Exemplo disso é o próprio Ricardo Macedo, que há pouco mais de três anos está treinando. No primeiro Campeonato Brasileiro Paraolímpico de Tiro com Arco que disputou em Brasília em 2007, Ricardo Macedo ficou com a medalha de ouro na categoria iniciantes. Em 2008, ele ficou em segundo lugar na mesma competição e foi campeão mineiro paraolímpico outdoor e indoor. As preparações agora devem se intensificar tendo em vista os próximos Campeonatos Mundiais e a Paraolimpíada de 2012.


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turismo

Estações de Ski

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Bem no clima de Natal Temporada de inverno nos Estados

Unidos já começou e oferece diversão, luxo e aventura não só para quem pratica ski e snowboard por Mariana de Felice fotos Divulgação

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Estações de Ski

Enquanto o calor castiga por aqui, é hora de curtir o clima de inverno que já chegou no hemisfério norte. As melhores estações de ski dos Estados Unidos já estão cobertas de neve e com aquele visual de tirar o fôlego. As montanhas do Colorado são um dos destinos preferidos dos amantes de ski e snowboard e, para quem quer mais, os resorts do grupo Vail oferecem hotéis luxuosos, restaurantes com sofisticada gastronomia e campos de golfe premiados. Quatro luxuosos resorts são parte da companhia nas montanhas do Colorado: Vail, Beaver Creek, Breckenridge e Keyston. Os empreendimentos atraem turistas que buscam conforto, luxo e aventura em meio a paisagens deslumbrantes. Em Vail (www.vail.snow.com), os visitantes podem aproveitar a maior área Vail Resorts ainda esquiável nos Estados Unidos - mais de 2.000 conta com uma ampla variedade de hectares. Praticantes de todas as idades e acomodações, desde níveis podem encontrar na montanha o lugar hotéis cinco estrelas ideal para esportes de inverno. O resort é a condomínios. Os famoso por suas rampas cobertas de neve hóspedes podem e por instrutores especialistas. escolher entre os estabelecimentos de luxo da rede RockResorts, 34 três resorts no Grand Teton National Park e uma gama de hotéis e condomínios localizados na proximidade dos complexos.

Vail também se destaca pelos mais de 90 bares e restaurantes e opções luxuosas de acomodação, tais como o Arrabelle at Vail Square, que oferece um novo padrão para serviços, como valet de esqui e concierge pessoal. Ainda está prevista, para esta temporada, a inauguração de três novas propriedades: Ritz-Carlton Residences, Four Seasons Resort Vail e Solaris. Durante o ano todo, os turistas podem aproveitar as atividades oferecidas pelo Beaver Creek Resort (www. beavercreek.snow.com), incluindo campos de golfe, elegantes hotéis e restaurantes, festivais gastronômicos, de arte e vinho. Nas pistas, os amantes do ski podem praticar o esporte em um cenário alpino europeu. Beaver Creek venceu, nos últimos cinco anos consecutivos, o prêmio “Best Geral Guest Service” da Associação Nacional de Áreas de Esqui no EUA. O compromisso com a excelência no serviço é evidente em todos os detalhes do complexo, o que o torna ideal para uma viagem relaxante e luxuosa em família. O Breckenridge Ski Resort (www.breckenridge.snow. com) é uma das mais populares áreas de esqui da América


Na Califórnia, neve com vista para o lago Valorizado pela deslumbrante vista panorâmica do Lago Tahoe, ski entre árvores e vida noturna 24 horas, o Heavenly Mountain (www.skiheavenly.com), outro empreendimento do grupo Vail, é o destino líder para a prática de esportes de inverno no local. São oferecidas opções de ski para todos os níveis, com picos e elevações para os avançados e terrenos abertos para iniciantes e intermédios. O Heavenly Village está localizado perto de cassinos, boates, restaurantes e inúmeras opções de hospedagem. Em fevereiro de 2011, o Heavenly vai lançar um espetacular restaurante de mais de 14 mil metros quadrados, localizado na parte superior do Heavenly’s Gondola. O local, que contará com 500 lugares internos e mais 250 no pátio ao ar livre, é o símbolo da grande revitalização do resort nos últimos oito anos, o que também inclui novos e modernos meios de elevação, aumento na fabricação de neve e amenities adicionais na montanha. Estes projetos refletem o compromisso contínuo com fornecimento da melhor experiência na montanha.

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do Norte, atraindo principalmente visitantes internacionais e de outros estados norteamericanos. O empreendimento alcançou forte reputação entre os líderes da indústria de snowboard freestyle e é constantemente considerado um dos três principais para half-pipes em todo o mundo. Breckenridge também é famoso por sua simpática cidade e animada vida noturna. Quase todos os dias da semana os visitantes podem encontrar locais com música ao vivo e excelentes lojas, bem no centro da cidade. Em junho de 2010 foi aberto o One Ski Hill Place, da marca RockResort, com um novo padrão de luxo em Breckenridge. O empreendimento possui acessos ski-in/ ski-out aos meios de elevação, levando os convidados aos picos 7, 8, 9 e 10 no inverno e às trilhas de caminhadas e

Breckenridge também é famoso por sua simpática cidade e animada vida noturna

ciclismo no verão. Além disso, a estação está localizada a poucos passos de distância do novo BreckConnect Gondola que a conecta à montanha histórica Town of Breckenridge durante todo o ano. Um dos resorts de ski mais visitados nos Estados Unidos, o Keystone (www.keystone.snow.com), continua sua ascensão no mercado. São oferecidas diversas atividades para famílias e crianças, por meio do Keystone Adventure Passport, que pode ser adquirido gratuitamente. O resort ainda possui campos de golfe e centenas de quilômetros para a prática de ciclismo de montanha. Para fazer compras, os visitantes podem ir ao shopping The Outlets at Silverthorne, que oferece as principais marcas em roupas, cosméticos e acessórios de viagem, com preços especiais.


coluna

Carolina Godoi

Carolina Godoi

Nossas Bicicletas

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Brancas

A infância e a adolescência passaram e com elas as bicicletas. A caminho do Parque Ecológico da Pampulha vou tentando me lembrar como era a última bicicleta que tive. Era rosa, com um cestinho na frente e quase sempre passeava com ela pela Lagoa da Pampulha. Isso já tem muito tempo, mais de quinze anos. Sempre que pensava em andar de bicicleta novamente, muitos empecilhos me impediam. Bom, tinha que comprar uma e sabia que não ia ser barato. Incluem-se aí os acessórios todos. Tinha de ter lugar para guardar no meu minúsculo apartamento, e o mais importante: um bom lugar para pedalar frequentemente. Sendo assim, desistia. Com esses pensamentos ainda pairando no ar, caminho pelo Parque impressionada com sua magnitude e a promessa das sombras das inúmeras árvores ainda por crescer. Duas, três, quatro bicicletas passaram por mim tranquilamente, andavam pela grama, percorriam felizes os vinte hectares de área verde do Parque. Eram iguais essas bicicletas. Brancas. Caminhando mais um pouco descubro um bicicletário em pleno Parque. Elas ficam lá só esperando um dono de ocasião querendo pedalar. “E de graça!”, me conta um visitante, minutos antes de montar em uma delas. Wander Gomes é policial, tem duas filhas e três bicicletas guardadas em casa. Ele explica que criança tem fase, agora as coitadinhas estão lá esquecidas, mas foi só ver essas do Parque que os olhinhos brilharam. Wander entregou sua carteira de identidade e saiu pedalando seus trinta minutos de direito depois de ouvir atentamente os “podes-não-podes” da brincadeira.

Descubro que essas vinte bicicletas brancas fazem parte de um projeto piloto chamado “Bicicletas para Todos”, implementado pela Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte em 2004. A ideia é antiga como o antigo continente, me explica um dos monitores do Parque. O projeto nasceu baseado no Plano das Bicicletas Brancas, de 1968, em Amsterdã, capital da Holanda. Em um momento de agito político no país, o grupo anarquista Provos teve a ideia de distribuir pelas ruas da cidade uma série de bicicletas pintadas de branco. Elas seriam usadas livremente pela população. Quando chegassem ao destino, cada um deixaria a bicicleta para outra pessoa utilizar. A ação não foi bem aceita pelo governo, que recolheu as bicicletas com a justificativa de que a ação seria um incentivo ao roubo. O que não aconteceu na Pampulha. As bicicletas são as mesmas, nunca foram levadas ou depredadas. Resolvo tomar coragem e pedalar. Enquanto espero na fila – era quase meio dia e mais de 40 pessoas já tinham pedalado naquele sábado - converso com uma psicóloga que mora em um apartamento em Contagem, Juliana Pereira. Ela me diz que vem ao Parque só para se exercitar e, como eu, não tem bicicleta. “Mas você poderia caminhar na sua cidade. Porque prefere bicicleta?” Pergunto, meio esquecida das sensações que esse ecológico meio de transporte provoca. Ela pensa um pouco e diz: “É a brisa. Sem a bicicleta eu não sinto a brisa”. Concordo com Juliana momentos depois, ouvindo o barulho do cascalho embaixo das rodas, apreciando a bela vista passar por mim, ao sentir o vento acariciar os meus cabelos.


Carolina Godoi é jornalista e colunista. Morou na Pampulha desde os quatro anos de idade, e só se mudou por força do destino depois que se casou, mas volta religiosamente todos os finais de semana para visitar a casa da família

Fernando Lutterbach (www.lutterbachfotografia.com.br)

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Apareรงa para seu mercado comercial@revistapamp.com.br


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Restaurantes

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Sushi House O restaurante Sushi House foi inaugurado na região da Pampulha em 2006 e logo se consolidou como uma das melhores opções de comida oriental em Belo Horizonte. E razões não faltam para o sucesso da casa. O Sushi House oferece o melhor das cozinhas japonesa e chinesa, elaborado por profissionais altamente competentes e renomados. Além disso, o cliente pode escolher a forma de serviço. Existe uma diversidade de opções de serviço – a la carte, rodízio e self service – sempre contando com uma das maiores variedades de makis e sushis, especialidades da casa. O Sushi House possui uma estrutura diferenciada, com um ambiente sofisticado e bem montado. Para facilitar, a casa conta com estacionamento anexo ao restaurante.

Av. Fleming, 417 Ouro Preto - Pampulha Belo Horizonte/MG Telefone: (31) 3498-7660 Formas de Pagamento: Dinheiro, cheque, cartões de crédito e débito Visa e Mastercard Internet: sushi_house@yahoo.com.br Reservas: (31) 3498-7660 Capacidade: 200 pessoas Horários: De segunda a quinta de 18h00 as 24h00, sextas de 18h00 as 02h00, sábados de 12h00 as 02h00 e domingos de 12h00 as 23h00. Possui estacionamento. Conta com serviço de delivery para a região


                

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Revista Pamp ed 3