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editorial

Adriano Rocha

Editor Adriano Rocha

adriano@revistapamp.com.br

Redação Josiane Ferrari Design e Diagramação Adriano Rocha Publicidade Sarah Caldeira

sarah@midiamixcomunicacao.com.br

Marcos Monteiro

marcos@revistapamp.com.br

Revisão Sandra Mansur Expedição Marcos Monteiro Assessoria Jurídica Daniel Almeida Rodrigues Colaboradores desta edição Andreza de Lucca, Evandro Tameirão, Gustavo Xavier, Livia Gaudencio, Noemi Luz Redação R. Desembargador Paula Mota, 1050 Ouro Preto Belo Horizonte/MG - 31320-000 redacao@revistapamp.com.br Impressão Rona Editora R. Desembargador Paula Mota, 1050 Belo Horizonte/MG - 31320-000 contato@revistapamp.com.br (31) 3646 3070 www.revistapamp.com.br www.twitter.com/revistapamp

A revista Pamp é uma publicação da Dotzi Ltda. As opiniões dos artigos e das matérias assinadas não são obrigatoriamente as mesmas da revista. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo da revista sem a prévia autorização por escrito da Dotzi. A revista Pamp não se responsabiliza pelo conteúdo publicitário veiculado, nem pelas transações comerciais que envolvem os anunciantes.

N

Niemeyer e JK “Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu País, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o Universo - o Universo curvo de Einstein.” (Oscar Niemeyer). Começo este editorial com uma citação de Oscar Niemeyer por um motivo bem claro. As palavras do arquiteto parecem ter servido de base para as belas fotos recebidas no concurso Olhar Pampulha, promovido pela Belotur. As fotos mostram o quanto a paisagem da Pampulha é bela e o quanto as curvas existentes aqui – tanto as da própria lagoa como as de Niemeyer – transmitem uma sensação de bem-estar e harmonia. Como falei no editorial da primeira edição da Pamp, acredito que aqueles que moram aqui procuram, acima de tudo, qualidade de vida. Para mim, morar na Pampulha é viver bem. Por isso, resolvemos colocar nesta edição as melhores fotos escolhidas no concurso Olhar Pampulha. Elas são como uma prova da energia que possui este lugar. Servem também de lembrança de que devemos sempre lutar pela conservação deste patrimônio que é, sem dúvida, um dos mais belos do país. E deve continuar assim. Acredito que vale uma outra citação, esta de Juscelino Kubitschek: “A Pampulha veio, como uma rima sonora, dar beleza e harmonia ao poema da cidade nova.”

Adriano Rocha




sumário

Pamp edição 02

Beleza

ESPECIAL

Olhar Pampulha As fotos vencedoras do concurso de fotografia que mostrou as belas paisagens da Pampulha

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Dez dicas quentes que separamos para ajudar você a manter seu cabelo sempre saudável e bonito

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Pet Um hobby que oferece diversão, satisfação e ainda alivia o stress. Saiba mais sobre a criação de peixes em aquários ENTREVISTA

Ziraldo

Entrevista com o multiartista e inquieto Ziraldo, que chega aos 78 anos com uma enorme vontade de criar e produzir

06 DECORAÇÃO

Adegas

As dicas da designer de interiores Andreza de Lucca sobre um dos prazeres possíveis de se ter em casa

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AUTOMÓVEIS

Range Rover

Ao completar 40 anos, modelo top de linha da Land Rover mantém vivo o seu conceito de sofisticação

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Saúde O açúcar tornou-se um dos grandes vilões da alimentação nos últimos anos. Saiba porque ele tem provocado tanta preocupação

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E mais Arquitetura

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Guia

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Livia Gaudencio

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Vitrine

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Top Store - Vinhos 36


entrevista

Ziraldo

Criador e seus Zeróis 

A criatividade sem fim de Ziraldo revela o artista que sempre se redescobre com o passar dos anos por Josiane Ferrari fotos Divulgação

Escritor, cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista e pintor. Assim é o múltiplo e versátil Ziraldo Alves Pinto. Este mineiro de Caratinga, Minas Gerais. Começou sua carreira na década de 50 em periódicos como Jornal do Brasil, O Cruzeiro, Folha de Minas, entre outros. A fama chegou nos idos dos anos 60, com o lançamento da primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor: A Turma do Pererê. Durante a Ditadura Militar (19641984), fundou com outros humoristas O Pasquim – um jornal não-conformista que fez escola e até hoje nos deixa saudades. Sua obra mais famosa, O Menino Maluquinho, lançado em 1979, marcou uma fase de sua carreira voltada para o público infantil. O livro já foi adaptado com grande sucesso para teatro, quadrinhos, ópera infantil, videogame, internet e cinema. Os trabalhos de Ziraldo já foram traduzidos para diversos idiomas como inglês, espanhol, alemão, francês, italiano e basco, e representam o talento e o humor brasileiros no mundo. Atualmente dedica-se à pintura de grandes telas, onde retrata os maiores superheróis de todos os tempos, com seu traço marcante, numa releitura de artistas clássicos como Picasso, Velázquez, Goya, Dali... e Andy Warhol. Em entrevista à Pamp Ziraldo fala sobre seu frenético impulso de produzir, produzir e produzir...





entrevista

Ziraldo



Pamp: Um de seus personagens mais famosos é o “Menino Maluquinho”. De onde veio a inspiração de sua criação? E quem atualmente o senhor classificaria como um “Menino Maluquinho”? Ziraldo: O Menino Maluquinho nasceu na época das palestras. A turma do Pasquim vivia dando palestras sobre tudo, pois todo mundo queria saber o que estava acontecendo no país da ditadura. O que havia de cursos de Atualização da Mulher na praça era uma grandeza! E a gente dava palestras de graça sem saber que os organizadores das palestras estavam ganhando um bom dinheiro! Um dia, fui falar para mães e mestres da Ilha do Governador. Acabei falando sobre crianças, sobre filhos. Aí, sugeriram que eu escrevesse um livro com minhas ideias sobre o assunto, educação das crianças. Tá maluco? Não entendo nada de nada, sou apenas espectador da alma humana. No caminho de volta, porém, me ocorreu que a tese podia dar um livro infantil. Daí para o Menino Maluquinho foi um pulo. Pamp: As crianças de hoje já não estão vivendo com a devida intensidade a infância, como foi o caso do “Menino Maluquinho”, e se tornam adultos, muitas vezes, “nada legais”. O senhor acredita que isso se deve a quê? Ziraldo: Sempre digo que sou contra a preparar a criança para o futuro. Criança tem que ser feliz hoje para ser um adulto feliz no futuro, pois o futuro é feito de muitos “hojes”. Às vezes, pode não dar certo, mas é mais provável que dê. Pamp: Na série o “Menino Maluquinho” há também a “Uma Professora Muito Maluquinha” que faz os mais velhos recordarem da professora da infância. Mas hoje os alunos não têm mais o respeito e o carinho pelos mestres. Se continuarmos

A escola fundamental brasileira devia largar tudo e ensinar só quatro coisas às crianças: ler, escrever, contar e entender o que é ser cidadão.


dessa forma, aonde vai parar a educação no Brasil? Ziraldo: Não é tão grave. As coisas foram acontecendo com naturalidade. Os tempos – como o Tempo – vazam por nossos dedos. O mundo ficou como está hoje porque isto se deu de forma inexorável. Minha insistência, por exemplo, para localizar no tempo os meus personagens – como o Maluquinho do livro e dos dois filmes – é parte de uma crença que sei que é romântica. Alguém tem que tentar manter vivo alguns sonhos possíveis. Minha Professora Maluquinha, no filme que está vindo aí, é do meu tempo de criança, os velhos anos 40. Mas, vejam: não existe um tempo melhor do que o outro. Não tenho nenhuma nostalgia. Trocaria o dia mais feliz da minha infância por uma tarde normalzinha de meus netos com seus jogos eletrônicos e os produtos coloridos que consomem porque a infância deles é assim. Seu mundo é diferente do mundo que eu vivi. A gente tem que aceitar isto. Pamp: Uma de suas frases mais conhecidas é “Ler é mais importante do que estudar”. O brasileiro não tem muito hábito da leitura e não valoriza, como deveria, a educação escolar. O que devemos esperar do futuro desta Nação? Ziraldo: A leitura é a minha preocupação imediata. É quase uma obsessão do locutor que vos fala. Há anos venho falando pelo Brasil afora sobre a importância primordial do aprendizado completo e total da leitura no ensino fundamental. Saí por aí, com meus cartazes, repetindo: “Ler é mais importante do que estudar.” Viajando pelo interior do Brasil, de cidade em cidade, de escola em escola, não canso de ver crianças completamente analfabetas “cursando” a quarta série de primeiro grau. Sem saber ler o suficiente pra entender o que lê e sem saber escrever para expressar-se plenamente,

como é que a criança vai estudar? A criança somente deverá ingressar no segundo período quando estiver lendo e escrevendo como quem respira. Assim, ela estará preparada pra receber toda a informação de que vai necessitar para enfrentar a vida. Eu acho que a escola fundamental brasileira devia largar tudo e ensinar só quatro coisas às crianças brasileiras até que elas estivessem equipadas para receber o ensino curricular e aquilatar informações recebidas. As quatro coisas são: ler, escrever, contar e entender o que é ser cidadão. O resto, a vida, o ginásio e a universidade, depois organizam e ensinam. O Brasil devia decidir o seguinte: a partir de hoje nenhuma criança brasileira cresce sem dominar esses quatro temas. No final do século não teríamos um só analfabeto no Brasil. E teríamos um povo capaz de escolher com lucidez o seu destino. Pamp: Outras ideias que o senhor lançou em entrevistas e que se tornaram quase campanhas públicas foram a de semear jardins de flores nas cidades e a de combater a subnutrição com macarrão vitaminado. Tem outras bandeiras que o Ziraldo gostaria de levantar e defender? Ziraldo: Eu não sou bandeirante. Os livros que eu escrevo falam de coisas nas quais eu creio. E quando me dão espaço, falo das ideias que me ocorrem. Aí, elas ficam parecendo campanhas ou bandeiras. Pamp: O Pasquim marcou época com sua irreverência, até então algo inédito devido à censura pela qual passou o Brasil. Em tempos atuais, Brasília, especialmente, é um prato cheio para a sátira nacional, pois além de ocupar os noticiários de política, polícia e colunas sociais, tem também espaço garantido nas suas charges. O senhor não pensa em




entrevista

Ziraldo

reeditá-lo já que matéria-prima é o que não falta neste país? Ziraldo: Anos depois do Pasquim, tentei trazer o jornal de volta, com o nome de OPasquim21. Mas não deu certo. Você não consegue anunciante para esse tipo de publicação. Então, é melhor você deixar o ramo. Estou decidido a não mexer mais com isso. Cansei! Pamp: Dizem que a gente sai de Minas, mas Minas nunca sai da gente. O que senhor tem de mais ‘mineirin’ até hoje, mesmo morando no Rio de Janeiro há muitos anos? Ziraldo: A alma e as vísceras. Pamp: A nova fase em sua carreira profissional, agora como pintor de grandes telas, prova que mais uma vez Ziraldo inova. O que representa a pintura para o senhor? Ziraldo: Eu pensava em virar pintor depois de velho. Depois, virei escritor – a vida é assim, você não a dirige – e esqueci a idéia. De repente, descobri que dava pra dizer as

coisas com pintura. Aí, danei a pintar. A pintura é uma das extensões das coisas que sei fazer. Pamp: O Ziraldo que pintou, desenhou, escreveu, satirizou e muito bem nos fez ainda poderá surpreender o seu público com o quê? Quais projetos ainda estão na sua gaveta da imaginação? Ziraldo: Acho que me foi dado viver anos fantásticos. Não por mim, mas pelo que aconteceu no mundo ao longo desse tempo. Nunca houve na História um período de tantas transformações. Em todos os campos. Acho também fantástico seguir vivo, nascido numa cidade onde metade dos meus amigos de infância morreram de esquistossomose. Em suma: apesar das mazelas da velhice, acho sensacional ter 78 anos. Meu impulso é continuar produzindo, fazendo, fazendo... O tempo que a gente gasta sonhando é o mesmo que a gente gasta fazendo.

Meu impulso é continuar produzindo, fazendo, fazendo... O tempo que a gente gasta sonhando é 10

o mesmo que a gente gasta fazendo


‘A Turma do Pererê’: Os amigos que entraram para a história Era uma vez um grupo de amigos que reunia-se para jogar basquete e curtir a vida numa cidadezinha do interior. Certo dia, os rapazes cresceram, se alistaram, e mais tarde, mudaram-se para a capital. Certos de que a vida é cheia de surpresas, cada um buscou seu destino. Mas mal sabiam eles que estariam ligados, para o resto da vida, não só pela amizade, mas também por uma obra literária personalizada. Da turma faziam parte Alan Viggiano, Galileu, Geraldinho, Moacyr, Pedro, Pimentel e Ziraldo. Foi ele quem, numa forma de homenagear os amigos, batizou com os seus nomes os personagens de ‘A Turma do Pererê’. Já se passaram mais de 50 anos desde que a revista em quadrinhos foi lançada e a amizade dos VIGAPEPIZI, sigla criada pela primeira sílaba do nome dos integrantes do time de basquete de Caratinga/ MG, dura até hoje. “A Turma do Pererê representa uma curtição de vida, onde cada personagem é tão valorizado que a noção de união do grupo e de vida são fundamentais. Felizes aqueles que possuem uma turma de amigos para curtir os momentos bons de sua existência”, diz Pedro Vieira, o tatu de “A Turma do Pererê”. Outro que também se orgulha da amizade que se iniciou em Caratinga é Galileu, a onça. “Foi uma sorte muito grande termos o Ziraldo como amigo, pois ele personificou, reuniu e propiciou essa agregação. Amizades existem de maneira esparsa, mas com a “A Turma do Pererê” nos aproximamos uns dos outros ainda mais em função das histórias em quadrinhos e da divulgação do tema amizade. Se não fosse isso talvez não tivéssemos essa união tão forte durante mais de 60 anos”, explica. Apesar da semelhança dos nomes, os amigos da vida real não se identificam com os personagens da ficção. A única semelhança foi o Moacyr, a tartaruga. Ele trabalhava nos Correios, que naquela época era muito lento. Por isso Ziraldo colocou em seu personagem uma patinete e um capacete de Mercúrio, o Deus da Velocidade. Retrospectiva Foi na década de 60 que Ziraldo realizou seu sonho de infância: transformou-se num autor de quadrinhos ao publicar ‘A Turma do Pererê’, primeira revista brasileira do gênero feita por um só autor. A obra reunia uma turma chefiada pelo Saci-Pererê, figura importante do imaginário brasileiro, o índio Tininim e vários animais que formam o universo folclórico brasileiro, como a onça Galileu, o macaco Alan, o jabuti Moacyr, o tatu Pedro, o coelho Geraldinho, o casal de passarinhos Quiquica e Pimentel e a coruja Professor Nogueira.

Lançada a pedidos da revista “O Cruzeiro”, “A Turma do Pererê” tornou-se o marco do quadrinho nacional. Seus personagens vivenciam situações que estão no cotidiano das crianças, mas difíceis de tratar tanto na escola quanto em casa. Entre os assuntos abordados com naturalidade por Ziraldo estão saúde, ética, pluralidade cultural, preservação da natureza e drogas. Para o autor, a coleção procura ser uma nova abordagem na relação da escola com o aluno, uma extensão do aprendizado, inserindo a criança em um universo de curiosidade e emoção. O professor da UFRJ e estudioso da revista, Moacyr Cirne, ressalta que “‘A Turma do Pererê’ foi o primeiro quadrinho inteligente pensado e produzido no Brasil, sensível à própria percepção da criança”. Em 1964 a revista encerrou sua carreira. Era nacionalista demais para sobreviver àqueles tempos de ditadura. Entretanto, a força dos personagens, tão tipicamente brasileiros, resistiu aos difíceis anos da ditadura. Renasceram mais tarde nas páginas de “O Pasquim”, no Caderno de Quadrinhos do Jornal do Brasil e, em 1975 voltaram a ser publicados pela Editora Abril. Atualmente as melhores histórias estão sendo reeditadas em volumes com o nome de ‘Todo Pererê’, pela Editora Salamandra. A Turma do Pererê deu mais alguns saltos. A Rede Globo levou ao ar a movimentada Mata do Fundão. Mais tarde virou peça de teatro e CD com músicas de diversos cantores de renome nacional. Virou também seriado na TV Cultura e na Rede Minas.

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beleza

Cabelos

Cabelos saudáveis

em 10 passos Manter o cabelo saudável e bonito requer alguns cuidados especiais. Confira dez dicas quentes que separamos para você

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Água quente

Prefira lavar os cabelos com água morna ou fria. A água quente estimula as glândulas sebáceas e abre as cutículas do fio.

Antes de lavar

Escovar o cabelo antes de lavá-lo ajuda a remover o acumulo de partículas e estimula o couro cabeludo a intensificar o fluxo sanguíneo fornecendo nutrientes.

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Raios solares

Os raios solares afetam diretamente a queratina (proteína dos cabelos), deixando-os quebradiços. Usar chapéu é charmoso, sexy e saudável.

Cabelo preso

Manter o cabelo preso por muito tempo e, o pior, dormir com ele preso, marca o cabelo e provoca a quebra e queda dos fios.

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Excesso de xampu

Xampu em excesso provoca irritação, descamação do couro e enfraquecimento da raiz. Antes de colocar xampu, espalhe-o nas mãos e esfregue nos fios e couro cabeludo com a ponta dos dedos.

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Pontas

Aparar as pontas a cada 20 ou 30 dias para eliminar pontas duplas e ressecadas.

Vitaminas

A vitamina C tem ação antioxidante e fortalece a fibra capilar. Já a vitamina B6 participa da síntese da queratina.

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Secador

Antes de usar o secador, retire o excesso de água esperemendo os fios com a toalha. Mantenha o secador a um palmo de distância dos fios.


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Química

Química em excesso fragiliza os fios. Nestes casos, sempre procure um profissional.

Hidratação

Todos os tipos de cabelo, mesmo os oleosos, precisam de hidratação.

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veículos

Range Rover Vogue

Elegância Clássica

J

Modelo top da linha de luxo da Land Rover

completa 40 anos com seu conceito de

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sofisticação cada vez mais forte

Já não é de hoje que a Land Rover deixou de lado sua associação imediata aos jipes robustos e espartanos. Mais especificamente, esta mudança começou em 1970, quando a montadora inglesa lançou o primeiro Range Rover. O modelo mesclava com maestria o tradicional desempenho off-road ao conforto de um sedã de luxo. Completando 40 anos, a terceira geração do top de linha da Land Rover não perdeu seu estilo sóbrio e elegante – bem diferente dos concorrentes, normalmente com um apelo bem mais esportivo – e ainda prima pelo conforto e tecnologia.

Por fora, pouca coisa mudou em relação ao modelo anterior. As diferenças se concentram mais no interior e no avançado conjunto powertrain. A grande novidade é o motor diesel V8 de 4,4 litros. O propulsor possui dois turbo compressores sequenciais e gera 313 cv de potência. Já o torque chega à impressionante marca de 71,3 kgfm em uma faixa de giro que vai de 1.500 a 3.000 rpm. Trocando em miúdos, o novo Range Rover faz de zero a 100 km/h em 7,8 segundos e atinge a velocidade máxima de 210 km/h. Além de acelerar mais, o carro consome menos – algo em torno de 10 km/l – e polui 14% a menos se comparado à versão anterior.


por Adriano Rocha fotos Divulgação

Um botão rotativo no console central substitui a função da alavanca de câmbio

Com 313 cv e consideráveis 71,3 kgfm de torque, o motor V8 turbodiesel é capaz de levar o Range Rover a 100 km/h em 7,8 segundos

Outro destaque está na moderna transmissão automática de oito velocidades. A tradicional alavanca de câmbio deu lugar a um botão giratório no console central. Existe ainda a opção de acionamento manual através de borboletas no volante, o chamado command shift. Também no console central, o motorista tem à sua disposição os comandos do Terrain Response, controles pré-configurados onde o veículo se adapta às condições do terreno como asfalto, neve/lama, água, areia ou pedras. Todo esse pacote de inovações mecânicas e eletrônicas, que envolve mais uma série de controles e sistemas como o Eletronic Tracion Control, Dynamic Stability Control, Hill Descent Control, Eletronic Brakeforce Distribuition e Emergence Brake Assist vem acompanhado de muito luxo e conforto, não só para motorista, mas para todos os passageiros. Todos os bancos são largos, em couro austríaco, reclináveis e oferecem conforto inigualável. O ar-condicionado também tem controle separado para cada ocupante e o mesmo acontece com as três telas de LCD. Na tela dianteira, localizada no centro do painel, graças à tecnologia Parallax Barrier, é possível projetar duas imagens diferentes. Assim, o motorista pode ter informações do computador de bordo enquanto o passageiro a seu lado pode, na mesma tela, assistir a um filme. Com o lançamento do Range Rover Vogue 4.4 TDV8 a Land Rover reafirma sua posição de oferecer carros com grande desempenho em qualquer terreno, mas com muita tecnologia e conforto.

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por Andreza de Lucca Ozores

decoração

Adegas

fotos Adriano Rocha e Gustavo Xavier

Prazeres de Baco em casa

N

As adegas deixaram de ser um espaço

escondido para ganhar destaque nas casas

de quem gosta de receber amigos ou mesmo

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acompanhar a maturação dos vinhos

Nos últimos anos o consumo de vinho e o interesse pela enologia aumentou consideravelmente no Brasil devido, entre outros motivos, ao aumento de vinícolas e às facilidades proporcionadas pela globalização. O fato é que foi-se o tempo em que vinho era aberto somente em datas especiais. Atualmente, existe uma legião de apreciadores que adorariam ter uma adega em casa para compartilhar com amigos os prazeres de Baco ou ainda ter um espaço adequado onde possam acompanhar o desenvolvimento e maturação de diversos vinhos. Se antigamente era comum que as adegas ficassem escondidas e bem longe das pessoas, hoje ganham lugar de destaque nas residências podendo ficar próximas das salas de estar, jogos ou jantar, onde possam ser facilmente acessadas e apreciadas. A escolha do local é fator preponderante na relação custo/benefício da obra. Visando minimizar despesas com implantação de recursos artificiais e exigir menos da capacidade e manutenção dos equipamentos adotados, opte por lugar que ofereça naturalmente as condições mais propícias à sua adega, ou seja, escuro, com temperatura constante entre 12º e 18° Celsius, com boa aeração, umidade entre 65 e 75%, sem odores fortes, poucas vibrações sonoras e longe de fontes de calor, tais como raios solares, motores, etc.. Todavia, a boa notícia é que, mesmo não encontrando o local que contemple todos os requisitos, existe tecnologia capaz de moldar a adega perfeita onde desejar. Durante a elaboração do projeto todos os detalhes devem ser especificados em função das vontades do cliente, desde a

capacidade e disposição de armazenamento até a adoção do mais sofisticado recurso tecnológico de controle do estoque e catalogação. Também é nessa fase que as particularidades da decoração precisam ser rigorosamente analisadas e definidas, de modo que se obtenha resultado satisfatório. Destaca-se que se o espaço for usado com intuito de proporcionar confraternizações é importante que se façam dois ambientes: um para as pessoas e outro para bebidas, a fim de evitar qualquer interferência no “descanso” dos vinhos. Para tornar o projeto mais interessante, o design dos espaços deve ser elaborado mantendo características semelhantes, sendo separados por parede de vidro com passagem devidamente vedada, o que deixará à vista toda a coleção. Outro segredo para guardar referida proximidade está na disposição da iluminação: nas garrafas a luz é de penumbra e baixíssima potência, no restante focos indiretos e bem suaves. Frisa-se a intenção de integração dos ambientes. Embora a madeira nobre seja muito utilizada na maioria dos projetos, existe forte tendência em inovar o tradicional conceito e investir em inusitados e ousados materiais. No caso específico da adega idealizada para convivência, a escolha deve ser por aqueles que remetam à sensação de calor e aconchego. Empregue-os no mobiliário de mesa, bancada de degustação, cadeiras e estantes, lembrando sempre de fazer nicho individual para cada garrafa evitando que o manuseio de uma incomode outra. Para quebrar um pouco a sobriedade, complemente a decoração de forma irreverente com itens reaproveitados do próprio estoque. Erga uma parede com garrafas vazias, realçando-as com iluminação. Guarde rótulos de garrafas


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decoração

Adegas

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para depois colá-los aleatoriamente em parede de fundo escuro formando mural ou, se quiser, emoldure os mais raros e faça uma composição com os quadros. Crie paineis com ripas das caixas carimbadas contendo dados das bebidas, safras e vinícolas procedentes. Anote na rolha sempre que abrir um vinho para comemorar ocasião especial e guardea em recipiente de vidro. Com o tempo, ficará registrada a história da adega, bem como os bons momentos vividos. Não podemos deixar de mencionar a adega destinada somente ao armazenamento e maturação dos vinhos. Instalada em espaço dimensionado de acordo com o tamanho do estoque, acomoda indispensável bancada de degustação. A melhor sugestão para este tipo de adega é o uso de aço inoxidável e vidro. Considerados “frios”, tais materiais dão aspecto requintado e luxuoso ao espaço. Ainda assim, mesmo se não for viável construir a adega dos sonhos, comece escolhendo um cantinho da casa para “cuidar” dos vinhos. Decore com elementos característicos e compre uma cave ou adega climatizada, priorizando modelos com prateleiras deslizantes, iluminação controlada e poucas vibrações. Abasteça com vinhos de giro rápido ou guarda média, para não precisar se preocupar com controle de umidade e, se preferir, adquira também um modelo menor para guardar algumas “preciosidades”. Andreza de Lucca Ozores é designer de interiores e pode ser contactada pelo e-mail andrezadelucca@hotmail.com


especial

Olhar Pampulha

Olhar Pampulha Concurso de fotografia mostra porque a Pampulha ĂŠ considerada uma das mais belas paisagens de Minas Gerais

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1ยบ Lugar - Profissional

Henry Yu


especial

Olhar Pampulha

P

2º Lugar - Profissional

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Eduardo Mattos

3º Lugar - Profissional

Thaysa Godoy

Promovido pela Belotur em parceria com a ArfocMinas (Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de Minas Gerais), o concurso Olhar Pampulha contou com a participação de 376 inscritos de Belo Horizonte, interior mineiro e de outros estados. Foram mais de mil fotos recebidas para a seleção. A premiação foi realizada em duas categorias – profissional e amador – oferecendo prêmios em dinheiro, equipamentos fotográficos e viagens. O concurso de fotografias foi uma forma de valorizar e promover a região da Pampulha. Os resultados mostrados nas fotos reafirmam a máxima de considerar a Pampulha como um dos mais belos e importantes cartões postais de Minas.


1ยบ Lugar - Amador

Sandro Renato Helmann

23 2ยบ Lugar - Amador

Daniel Oliveira Marinho 3ยบ Lugar - Amador

Fernanda Cristina


saúde

Doce Pecado

Um doce Pecado por Josiane Ferrari fotos Adriano Rocha

Você sabe quais

os malefícios o

O

açúcar traz para a sua saúde?

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“O doce perguntou pro doce: Qual é o doce mais doce? E o doce respondeu pro doce: O doce mais doce é o doce de batata-doce.” Quem não se lembra deste trava-línguas infantil? O problema é que de inofensivo ele não tem nada, pois o açúcar é um dos alimentos mais prejudiciais à saúde. Rico em calorias e pobre em nutrientes, motivos pelos quais devemos restringir ainda mais seu consumo. O excesso do açúcar é a causa de uma série de problemas, muito além das cáries, como a obesidade, que já é considerada uma questão de saúde pública, tamanha a quantidade de pessoas que sofrem da doença. “O açúcar é um dos alimentos dos quais o corpo extrai a glicose, necessária para nosso funcionamento, mas altamente perigosa em excesso. É um mito dizer que açúcar é energia, quando na verdade se trata de uma injeção de glicose na veia, ou seja, superabundância de energia química concentrada”, explica a nutricionista Fernanda Seixas, que é Pós-graduada em Nutrição Esportiva. De acordo com a nutricionista, o recomendável é se

reduzir a quantidade o máximo possível, em especial a sacarose (açúcar branco refinado) a ser consumida no dia. “Procure não ultrapassar a quantidade de até 10% da sua ingestão calórica. Em uma dieta de 2.000kcal, por exemplo, o consumo não deve exceder 200kcal, o equivalente a duas colheres de sopa. Esta quantidade é referente ao total de açúcar consumido durante o dia em todas as preparações, ou seja, desde a colher de chá que você usa para adoçar o café de manhã, até a quantidade presente em bolos, tortas e outros doces”, diz Fernanda. Os riscos à saúde

Um estudo publicado no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences sugere que a ingestão demasiada de açúcar pode estimular o desenvolvimento de tumores. A pesquisa também tem implicações importantes para outras doenças, como o diabetes. “O aumento do nível de triglicerídio também é um ponto negativo a ser considerado, pois o consumo exagerado do açúcar pode contribuir para

Como são processados alguns tipos de açúcares Açúcar Cristal

O caldo da cana passa por vários processos. A produção do açúcar cristal começa com a purificação - onde é aquecido a 105ºC e filtrado. Em seguida, passa por evaporação, cristalização, centrifugação e, por último, a secagem.

Açúcar Refinado

Resultado da diluição do açúcar cristal. A calda obtida passa por diversos processos até chegar ao peneiramento. A porção mais fina é separada para a obtenção do açúcar de confeiteiro e, o restante, é o açúcar refinado.

Açúcar de Confeiteiro

Após o peneiramento do açúcar para a separação dos grãos que vão dar origem ao açúcar refinado e ao de confeiteiro, ao qual é adicionado amido. A finalidade da junção é evitar a aglomeração dos pequenos cristais.

Açúcar Light

É obtido a partir do açúcar refinado, ao qual é adicionado um adoçante artificial chamado sucralose. Como o poder de dulçor é 600 vezes maior que o da sacarose, o adoçante garante que a ingestão calórica seja menor.


O consumo em excesso do açúcar pode causar estímulo excessivo do pâncreas; estresse metabólico; maior depósito de gordura corporal nas vísceras, órgãos e sistemas; envelhecimento precoce; depressão do sistema imunológico; desmineralização orgânica, incluindo problemas de anemia, nos dentes e nos ossos; subnutrição pela baixa de enzimas digestivas impedindo a fixação de nutrientes; além de problemas digestivos, gases, constipações, entre outros. sua elevação. O nível de trigliceridio, ou gordura perigosa, ao acumular-se no sangue pode obstruir as artérias. O resultado pode ser uma maior chance de desenvolver doenças cardiovasculares”, alerta Fernanda Seixas. Porém, o alimento é necessário quando utilizado com precaução. “O açúcar contém substâncias que estimulam o cérebro a produzir serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e prazer”, lembra a nutricionista.

Açúcar Mascavo

Por não passar pelo processo de refinamento, a qualidade nutricional do açúcar mascavo é melhor, em relação ao açúcar refinado. Ele apresenta vitaminas e minerais que não estão presentes na versão refinada.

Açúcar Orgânico

A cana utilizada é cultivada sem fertilizantes químicos. Além disso, utiliza processos apoiados na sustentabilidade do meio ambiente, desde o plantio até a etapa final. Suas características nutricionais se assemelham as do açúcar mascavo.

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saúde

Doce Pecado

Os produtos

Quantidade de Açúcar nos Alimentos

industrializados contêm um teor de açúcar, ou seja, sacarose, muito alto

Açúcar x Adoçante

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A substituição de açúcar branco por adoçante deve ser criteriosa e uma alimentação equilibrada precisa ser fracionada, colorida, variada e se possível orientada individualmente por um profissional capacitado. “Os adoçantes possuem recomendações estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quanto ao consumo diário, e não devem ser consumidos à vontade. A ingestão excessiva de edulcorantes calóricos pode causar alguns transtornos como diarreia e alteração na glicemia”, alerta a nutricionista Fernanda Seixas. Ainda de acordo com ela, alguns adoçantes podem deixar na boca um gosto residual amargo e o ideal é variar o tipo até encontrar o que mais se adapte ao paladar. Atualmente, o consumidor tem a opção de escolher entre pó, tabletes ou gotas. Outra dica importante é observar os rótulos dos produtos e verificar os tipos de edulcorantes presentes no item a ser adquirido, principalmente se o consumidor for diabético, pois alguns produtos mesclam edulcorantes com açúcar, o que torna o produto não indicado para este público. Para o uso culinário existem formulações próprias que mantêm suas características mesmo em elevadas temperaturas.

O consumo diário de açúcar

O açúcar refinado é o resultante de um processo químico que retira da garapa e do açúcar mascavo da cana, a sacarose branca, a qual é adiciona produtos químicos como clarificantes, antiumectantes, precipitadores e conservantes sintéticos. O consumo excessivo pode provocar doenças como infecções, cáries, osteoporose, arteriosclerose, baixa imunidade e periodontites. Quase todos os alimentos que ingerimos contêm em sua composição a sacarose. Já os produtos industrializados contêm um teor de açúcar, ou seja, sacarose, muito alto. Por exemplo, 100g de biscoito doce apresentam 280kcal referentes a carboidratos, sendo que grande parte destes é amido; 100 g de pão francês (2 pães) têm aproximadamente 200 kcal referentes a carboidratos, sendo que grande parte destes é amido; 100 g de maçã apresentam 64kcal totais, sendo a menor parte de sacarose. “Esses dados são para demonstrar que o consumo de açúcar mascavo, refinado e produtos industrializados deve ser restringido no cardápio diário; já as frutas, verduras, legumes e cereais podem constar do consumo diário sem preocupação”, reforça Fernanda Seixas.


coluna

Livia Gaudencio

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Campanha dos Sexos

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Em tempos de eleições, qualquer oportunidade é propícia para fazer campanha. Foi num desses debates televisivos que o Homem e a Mulher, candidatos ao poder supremo do mundo, fizeram seus discursos para defender o sexo a que pertecem e fazerem suas propostas de governo. APRESENTADOR – Boa noite, senhoras e senhores, ladies and gentlemen, jovens, crianças e pessoas da melhor idade! Estamos aqui esta noite para o grande debate da existência humana e é você quem decidirá quem vai ganhar esta competição: o sexo frágil ou o sexo forte, yin ou yang, o racional ou o emocional, o cérebro ou o instinto, o Homem ou a Mulher! HOMEM – Boa noite, companheiros e companheiras! Eu estou aqui para defender os homens. Afinal, nós andamos perdendo as funções a que fomos criados para executar. Com a revolução sexual onde a mulher quer ter os mesmos direitos, nem para procriar ela precisa mais do homem. Quando eu me casei, minha mulher brigava muito comigo, reclamava que eu era machista, desleixado, folgado, e ela instituiu que iríamos ter direitos iguais em nossa relação. Eu concordei, é claro, não tive opção. Foi ai que eu passei por uma crise que não desejo nem para meu maior inimigo. Eu não sabia o propósito da minha existência. Minha esposa malhava, trabalhava fora, tinha seu próprio dinheiro, seu próprio carro, nós tínhamos empregada doméstica, babá, jardineiro, zelador, nem o pote de geleia ela me deixava abrir. Então você vai me dizer que eu servia para ser o pai do filho dela, mas eu te digo que nem disso eu tenho certeza. Eu fiz muito tempo de terapia e paguei caro, anos a fio, para aprender uma única coisa: ninguém muda ninguém! E se minha mulher não ia deixar de fazer nada do que fazia, se ela queria direitos iguais, foi o que eu fiz: dei-nos direitos iguais! Eu comecei a malhar, a freqüentar o spa, a comprar roupas caras, a fazer a unha, hidratação capilar, depilação, chapinha, comecei a sair com minhas amigas, e

eu comecei a ter TPM! Isso mesmo: todo mês eu faltava ao trabalho por causa das cólicas, ficava de mau-humor se ela não me trazia chocolate, não fazia amor com ela porque eu estava com dor de cabeça e queria incessantemente discutir a relação. Certa vez eu fui sair com a Fernandinha, uma loira linda da academia, e minha mulher disse que queria conhecer essa minha amiga que eu tanto falava. Eu pensei que minha esposa estava com ciúmes de mim e a levei pra conhecer a Fernandinha. Quando se conheceram, as duas conversaram o tempo todo e logo se tornaram amigas inseparáveis. Minha esposa se divorciou de mim há pouco mais de um mês. Ouvi dizer que ela esta saindo com a Fernandinha. Portanto, eu sou contra os direitos iguais. Eu acho que, além da Fernandinha, foi isso que acabou com meu casamento. Agora, no meu próximo vai ser assim, nada de direitos iguais! Vou me casar com alguém que goste de mim como eu sou: homem! APRESENTADOR – Muito bem amigos, após os aplausos calorosos, façamos silêncio que é a vez de ceder a palavra à outra candidata, a Mulher! MULHER – Essa discussão dos direitos iguais esta superultrapassada. Eu defendo agora a globalização dos direitos. É isso mesmo! Se em cada lugar do mundo as coisas funcionam de maneira diferente, porque nós não podemos usar a lei que melhor nos convém? Vou dar um exemplo básico. Essa coisa de adultério é um retrocesso na nossa constituição. Depois dos anos 70 a humanidade deveria ter abstraído essa coisa de monogamismo. De acordo com a minha proposta de globalização dos direitos, eu iria usar do meu direito à poliandria, que significa a mulher ter vários homens, como acontece em tribos africanas. Por que é uma hipocrisia essa coisa de traição. Se a gente assume que tem vários, não vai estar traindo ninguém. Podemos fazer um churrasquinho no fim de semana pra reunir todos eles. Se eu conseguir 11 maridos, eles podem até formar um time de futebol e se divertirem muito juntos! Contudo, eu não abriria mão da


Livia Gaudencio lei Maria da Penha, caso o meus maridos resolvessem ficar contra mim. Desta forma, eu teria no mínimo cinco maridos: um marido que tenha a genética perfeita para ser pai dos meus filhos, um marido metrossexual para ir comigo ao shopping e salão de beleza, um marido mais jovem para irmos para balada e fazermos sexo loucamente, um marido inteligente para gente poder conversar (porque isso é importante) e um marido rico para eu usar o cartão de crédito. Não ia ser o máximo? E esse negócio de corno ia deixar de ter um peso tão grande. Puramente psicológico! No fundo, os homens iriam adorar esse revezamento. Eles iam ter mais tempo de tomar uma cervejinha com os amigos, de jogar futebol regularmente ou fazer qualquer outra coisa enquanto a gente estaria com o outro marido. Portanto, acessem o site www.pelaglobalizaçãodosdireitos.

Livia Gaudencio é formada em Artes Cênicas pela UFMG e, além de atuar nos palcos, no cinema e na TV, é dramaturga e roteirista.

euquerotercincomaridos.org.net.com.br.final e votem a favor desta revolucionária mudança em prol de toda a humanidade! Obrigada! APRESENTADOR – Aplaudam à vontade e decidam quem será o grande gestor da humanidade na próxima década. Quando forem votar, votem com consciência e não se deixem influenciar pelo seu sexo. Sexo e política não combinam, já afirmava Bill Clinton. Você pode votar no sexo oposto também! Opte pela melhor proposta de governo, pelo mais preparado. O Homem está no poder há muito tempo na nossa história patriarcal, e tem muito vigor para o trabalho. A Mulher, por outro lado, chega com ideias inovadoras e seu instinto maternal. O importante é que você tenha uma posição a respeito e não deixe de participar desta grande decisão. Não tenha medo de se arriscar ou de ser antiquado. Daqui a quatro anos tem mais eleições.


pet

Aquarismo

Seu Mundo Aquático

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A criação de peixes em aquários é um hobby que além do divertimento, traz satisfação e alivia o stress

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Um aquário é um pequeno pedaço da natureza que você pode ter em sua casa

O simples fato de observar um aquário, por alguns minutos, com peixes nadando calmamente é muito relaxante. Acalma a respiração e a pulsação, reduz a tensão e alivia o stress. Esses benefícios foram comprovados por meio de pesquisas realizadas na Inglaterra e nos Estados Unidos. Pacientes com histórico de problemas psicológicos e mesmo psiquiátricos tiveram melhora em seus quadros de saúde após serem submetidos a sessões de observação de aquários. Existem várias razões para manter aquários. Além de serem tão eficientes quanto uma boa seção de análise, como ferramentas educacionais, eles oferecem um primeiro contato com a natureza. Podemos aprender muito sobre peixes e seus comportamentos por meio do estudo informal de um aquário, e podemos desenvolver um novo respeito por seus valores e beleza. Foi pensando dessa maneira que a bióloga Joana Cruz, de 30 anos, optou por comprar um aquário de água doce para sua família. “Tenho um filho de dois anos e achava que ele precisa de um bicho de estimação. Optei pelo aquário por ser fácil de manter e pela questão de senso de responsabilidade e a noção de cuidar de outro ser vivo que ele vai adquirir desde cedo”, explica.

Aquário para iniciantes

Esse passatempo também oferece vários níveis de envolvimento. Você pode encarar a prática como um hobby ou ficar profundamente ligado a todos os aspectos da criação de peixes. O tempo, esforço e dinheiro a serem investidos depende de você. Montar um aquário não é difícil, como explica o vendedor da Acqua Marine, Álvaro Lima. “Um aquário básico deve ter um filtro (para os de água doce) ou skimmer (para os marinhos), que oxigena e retira as impurezas da água, iluminação de pelo menos seis horas diárias e manutenção periódica. Antes de colocar os peixes, plantas ou outros animais, como os corais, primeiro é preciso estabilizar o ecossistema e controlar o nível do pH e a salinidade da água. Feito isso, é só não descuidar e alimentar os animais com rações especiais”, explica. Para o piscicultor e autor do livro Aquarismo de Verdade: Fonte de Negócios, 2000 Ricardo Assunção, o iniciante também deve observar alguns aspectos. “Existem inúmeros modelos de filtros no mercado. O importante é optar por um que efetue três filtragens: química, que deixa a água mais cristalina; mecânica, que retém as partículas sólidas;


por Josiane Ferrari fotos Adriano Rocha

Montando seu aquário • O mais simples, com cerca de dois a três litros e apenas um peixe ornamental, como o Betta, que é o mais popular e que vive em condições que não necessitam de oxigenação, e custa em média R$ 15. • Para quem pretende ter um aquário com várias espécies e que tenha cerca de 70 litros, com todos equipamentos necessários, o custo varia entre R$ 150 e R$ 200. • Aquários mais elaborados, de água salgada com 200 litros de capacidade, por exemplo, com todos os equipamentos necessários para uma montagem correta podem ultrapassar os 10 mil reais. • Use lâmpadas HQI, de 150 watts, que atingem maiores profundidades de águas. • O ideal é que o aquário mantenha-se a uma temperatura estável, sem mudanças bruscas, para evitar possíveis doenças, sendo assim, utiliza-se um aquecedor com termostato. A temperatura ideal para peixes tropicais é de 28 graus. • Limpeza: Nunca lave o aquário. O correto é usar um sifão de sucção no fundo para retirar alguns detritos e trocar a água parcialmente, cerca de 20%, a cada mês. • Além da troca parcial de água, utilizar um limpador magnético que serve para retirar algas dos vidros. É preciso também lavar em água corrente o refil do filtro que possui a lã sintética e o carvão ativado e trocá-lo dentro do período sugerido pelo fabricante. • O ideal é ter um peixe para cada 10 litros de água. • Coloque ração sempre em pequenas quantidades.

e biológica. Esta última utiliza cerâmicas altamente porosas que possibilitam a colonização de bactérias benéficas que efetuarão uma transformação dos componentes químicos que são tóxicos aos peixes, resultado da decomposição de matéria orgânica presente na água”, diz. Recomendações

Ricardo ainda recomenda que não se deve lavar um aquário, pois assim, retira-se essas bactérias benéficas, que impedem que os peixes morram intoxicados pela decomposição de suas próprias fezes, por exemplo. Já a oxigenação, segundo ele é realizada com a circulação da água pelo filtro, sem a necessidade de haver bolhas. Em muitas montagens a iluminação é utilizada por questão de estética. “Existem modelos que acentuam a cor vermelha e dourada dos peixes dando um tom rosado na água”, diz Ricardo Assunção. Já em outras montagens, a iluminação é fundamental para o desenvolvimento de plantas, no caso de aquário de água doce, e o desenvolvimento de corais, no caso dos aquários marinhos. “Para um aquário de montagem simples, utiliza-se ainda areia ou pedras, dependendo do gosto de cada um. O importante é utilizar um substrato que não altere o pH da água. Cascalhos de rio, os famosos seixos rolados, são uma excelente opção”, completa.

Quem quiser conhecer mais sobre o universo subaquático, há em Belo Horizonte dois grandes centros de exposição de peixes: o “Aquário Municipal”, da Fundação Zoo-botânica e o “No Mundo das Águas”. No primeiro, localizado no Jardim Zoológico, os visitantes podem conhecer cerca de 1.200 especies de peixes originários da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. No segundo, localizado na Rua Montes Claros, 322 – Sion, há vários tanques de água doce e salgada com exemplares de Peixes Palhaços (iguais ao Nemo do desenho animado), moreias, tubarões, corais, entre outros.

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arquitetura

Memorial da Imigração Japonesa

Minas Oriental

O Memorial da Imigração Japonesa

redefine a linha arquitetônica e cultural 32

da Pampulha e une Minas Gerais ao Japão por metáforas

por Josiane Ferrari fotos Adriano Rocha


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Além das curvas projetadas por Niemeyer, que fazem do conjunto arquitetônico da Pampulha um dos principais cartões postais da capital mineira, um novo monumento divide espaço entre os olhares atentos dos visitantes do Parque Ecológico Promotor José Lins do Rego: o Memorial da Imigração Japonesa. Lançado em 2009, o local abriga um museu a céu aberto que celebra a amizade entre o Japão e Minas Gerais e o que essa relação foi capaz de construir de concreto e de imaterial ao longo de 100 anos, desde que os primeiros imigrantes japoneses chegaram ao Brasil. O Memorial da Imigração Japonesa é o resultado de meses de trabalho, que resultou em uma edificação que impressiona pela beleza, ineditismo e envolvimento das duas culturas. O conjunto da obra, seu material, porte, arquitetura e ambientação interna remetem à inovação e modernidade, e ao mesmo tempo à simplicidade que caracterizaram os empreendimentos japoneses em Minas Gerais. O projeto arquitetônico é assinado pelos arquitetos Gustavo Penna e Marisa Machado Coelho e a concepção artística por Paulo Pederneiras. Trata-se de uma ponte suspensa sobre um espelho d’água, que divide de forma simbólica o Japão e Minas Gerais, distantes fisicamente por um oceano, porém ligados por ideias e ideais. Ao centro, entre os dois lados da ponte, há um pavilhão suspenso de arte contemporânea, que estimula nos visitantes uma experiência sensorial. “O Memorial da Imigração Japonesa é um museu-monumento à amizade e suas metáforas. É uma feliz analogia que fala da síntese e concisão comum aos dois povos”, define o arquiteto Gustavo Penna. Características

O conceito para criação do Memorial foi a ligação entre as duas culturas, mineira e japonesa. O projeto é uma ponte sobre um lago, que liga metaforicamente territórios, tempos e ideais. “O lago é como o oceano Atlântico entre as nações e também aqueles desafios, das conquistas, dos tempos vividos durante os últimos 100 anos que marcaram a imigração japonesa ao Brasil”, afirma Gustavo Penna. A forma da ponte simétrica e com curvas que se entrelaçam ao centro evoca ao mesmo tempo coesão, movimento contínuo e interdependência, e gera um percurso museológico de recursos multimídia e linguagem

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arquitetura

Memorial da Imigração Japonesa

acessível para contar histórias de abertura, grandeza e amizade. No salão vermelho, o visitante tem a sensação de um fundo infinito, que propicia a meditação e a reflexão sobre a longa jornada ou a travessia do oceano Atlântico. Do lado de fora foram ainda dispostas, a cada lado, paredes curvas alusivas às duas bandeiras: o círculo e o triângulo vermelhos. Sobre esta parede estarão impressos em baixo relevo os nomes dos japoneses e mineiros que participaram da construção deste tempo de solidariedade. “Procuramos aplicar ao projeto os aspectos culturais mais marcantes entre mineiros e japoneses. O resultado foi um momento que traduz uma clareza em aspecto arquitetônico, a simplicidade minimalista da construção, o caráter introspectivo e a concepção de valores muito comuns na cultura de Minas e do Japão”, explica um dos coordenadores do projeto do Memorial, Ricardo Gomes Lopes. O maior desafio, para realizar um projeto como o do Memorial da Imigração Japonesa, que ocupa uma área de 25 mil metros quadrados, foi a questão estrutural. Produzir uma superfície de 300 metros de vão livre em uma superfície

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O Memorial marca a ligação entre Minas e Japão com uma estrutura suspensa com 300 metros de vão livre sobre um espelho d’água


de 500m² de área construída em aço foi audacioso para os técnicos e empresas responsáveis pelo projeto. Outro ponto marcante do projeto é a inserção do paisagismo com água em meio ao monumento de aço. O percurso da ponte que parte do Japão simbólico, plantado de cerejeiras, chega a Minas dos Ipês-Brancos (árvore símbolo do Estado). É a releitura de um jardim nipobrasileiro, que une paisagismo oriental com flora local, na busca da essência, do primordial. “As ações e obras se tornam visíveis por meio de datas marcantes que emergem à flor da água, e os espaços submersos representam as regiões do inconsciente do sentimento e da memória”, exemplifica Gustavo Penna.

O Salão Vermelho, no centro do Memorial, é um convite à meditação e reflexão

Área de preservação

O Memorial da Imigração Japonesa fica numa área de aterro feito com sedimentos retirados da Lagoa da Pampulha, construído para abrigar o Parque Ecológico José Lins do Rego. No entorno da construção foi preservada a fauna e flora local, que servem de área de estudos e pesquisa para diversos profissionais. Os visitantes podem ainda desfrutar de área para caminhada, ciclismo, recreação e de infraestrutura como banheiros e lanchonete. De acordo com o presidente da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte – responsável pela manutenção do Parque Ecológico onde está o Memorial –, Evandro Xavier, o projeto possui um conteúdo simbólico que estimula o conhecimento dos bens e valores de Minas Gerais e Japão, preserva e difunde o patrimônio artístico, cultural, ambiental e histórico perenes. “Como resultado, esperase uma ampliação da visitação e sensibilização dos frequentadores do Parque em relação à importância da preservação cultural e ambiental”, afirma.

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por Evandro Tameirão / Adega Pampulha

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Vinhos

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Panizzon Espumante Prosecco Brut

O Espumante Prosecco está na sua melhor fase de popularidade. Rústico, aromático e bastante refrescante tem sido produzido há cerca de 150 anos na região de Vêneto. O envelhecimento do líquido que confere aromas, corpo e cremosidade à bebida é de, no mínimo, um ano. Harmonizações: Acompanha alimentos leves, entradas, queijos frescos e, sobretudo, o melhor acompanhamento para este espumante é uma boa conversa. Miolo Seleção Cabernet Sauvignon / Merlot

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Vinho tinto de corpo médio, macio, valorizando as frutas vermelhas. Elaborado através das uvas Cabernet Sauvignon e Merlot, tem coloração de média intensidade, vermelho rubi com traços violáceos. Agradável, harmonizando bem a madeira e evidenciando principalmente a fruta. Apresenta-se equilibrado, redondo com final de boca agradável. Harmonização: Carnes, pizzas e massas de molho vermelho, com queijo ou recheadas. Acompanha também frango grelhado, risotos com funghi, carnes ou queijo. Panizzon Reserva Ancellotta

Coloração vermelho profundo e nuances alaranjadas. Com aroma intenso de notas de meta combinadas com baunilha e tostado. Corpo exuberante com taninos maduros e agradáveis, retrogosto persistente. Harmonização: Acompanha carnes exóticas, churrasco, feijoada e eisbein. Casa Rivas Cabernet Sauvignon Reserva

Vermelho rubi intenso e profundo. Aroma de frutas vermelhas maduras, framboesa, especiarias, um toque fino de menta e levíssima nuance floral. Na boca destaca-se a elegância notável proporcionada pela concentração de fruta, taninos finos e deliciosos, boa acidez e carvalho francês sem exagero. Evolui notavelmente na taça, com final longo e elegante. Harmonização: Carnes vermelhas assadas, cordeiro, caças, javali, cervo, presunto cru, queijo camembert ou roquefort, lentilhas, radiccio e atum.


Pizzato Merlot

Vermelho rubi a violáceo, denso. Apresenta aromas de frutas vermelhas maduras, ameixa preta, anis, especiarias e levemente achocolatado. Equilibrado, de bom corpo e taninos finos. Boa complexidade e retrogosto de frutas vermelhas maduras. Harmonizações: Acompanha de aves a carnes vermelhas elegantemente temperadas, até carnes de caça. Queijos pouco gordurosos, massas e risotos à base de funghi.

Hacienda La Laguna

Vinho fácil de beber, redondo, com muita fruta, principalmente framboesa e textura macia. Novamente a Cabernet é a personagem principal, com boa estrutura e a goiaba típica da variedade no Chile, notas vegetais e picância.

Espumante Pizzato Brut

De cor amarelo claro, de perlage fina e abundante. Aromas de flores brancas, frutas cítricas maduras, toques de evolução como pão torrado. Frutado na boca, com acidez e álcool equilibrados. De bom corpo, persistente, seco, refrescante e de boa cremosidade.

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vitrine

Pamp

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Restaurantes

Divulgação

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Café Paddock Cercado por muita natureza, tranquilidade e segurança: assim é o Café Paddock, restaurante às margens da Lagoa da Pampulha. Em ambiente que remete às grandes fazendas mineiras, o Paddock possui estilo rústico decorado com móveis de madeira de demolição e peças de extremo bom gosto. Com grande variedade de pratos e com todas as refeições servidas na telha, o restaurante fica em uma área de 17 mil m², onde as crianças se divertem livremente e com total segurança. Um dos destaques do cardápio é o buffet de feijoada servido aos sábados. Outras delícias são o Mocorongo – filé ou frango acebolado, acompanhado de arroz com brócolis, aspargos e palmito, e cenoura e batata na manteiga; o Tornedor à Piamontese – tornedor ao molho madeira, arroz à piamontese e batata palha; o Caribe – filé de surubim ao molho de camarão, arroz branco e purê de batatas e o Estrada Real – lombo, arroz branco, couve, purê de moranga e carne seca desfiada, todos os pratos servem duas pessoas. Nas noites de terça a sexta os destaques são pizzas doces e salgadas, com rodízio às terças. Nos finais de semana a casa oferece música ao vivo na hora do almoço.

Endereco: Av. Otacílio Negrão de Lima, 7400 Bandeirantes - Pampulha Belo Horizonte/MG Telefone: (31) 3427-7329 Formas de Pagamento: Dinheiro, cheque, cartões crédito e débito Visa e Mastercard Internet: www.academiadocavalo.com.br Reservas: (31) 3324-1227 Capacidade: 300 pessoas Horários: Terça a domingo, de 9h ao último cliente. Possui estacionamento, internet wireless e acesso para deficientes


                

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Revista Pamp ed 2