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ANO I No 01 R$ 9,90

Confira o padr達o racial Dorper e White Dorper 1


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Ano I | Número 1 | Mar/2010

Sumário O histórico do Dorper...................................................................................8 Dorper no Brasil: trajetória de raça!..............................................................9 O melhor da genética em prol da ovinocultura..........................................10 Cabanha Five Stars.....................................................................................11 A alimentação do Dorper na África do Sul..................................................12 Entendendo Lambplan Austrália.................................................................20 Julgamento Dorper & White Dorper............................................................24 Os padrões de excelência da raça Dorper.................................................28 Cabanha Monte Olimpo..............................................................................46 Produção de Ovinos de Alto Padrão Genético...........................................70 Dorper na África do Sul da genética ao prato............................................72 Dorper e White Dorper: Uma Raça de Crescimento Absoluto...................78 Programa integrado cordeiro prime VPJ.....................................................86 Ano Novo, Oportunidade Única..................................................................88 Dedicação e qualidade fazem da Cabanha Interlagos uma das principais criações de Dorper e White Dorper do Brasil.............................................90 Talisman......................................................................................................94 AllStock do Brasil encerra o ano de 2009 com grandes conquistas..........98 6


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Editorial Presidente: Valdomiro Poliselli Junior

Diretor: Leonardo A. Vidal

O histórico do Dorper O desenvolvimento da raça de ovinos Dorper pode ser descrito com justeza como uma verdadeira história sul-africana de sucesso, e hoje representa um tributo vivo àqueles que a criaram e a melhoraram

Coordenação Marcos Vilas Bôas Site www.abcdorper.org.br e-mail atendimento@abcdorper.org.br Telefones para contato (19) 3847 1173 / (19) 9236 1715 Endereço Av. Antarctica – Santa Úrsula - Jaguariuna – SP CEP: 13820-000 Departamento Comercial: gerencia@abcdorper.org.br atendimento@abcdorper.org.br (19) 3847 1173 e (19) 9236 1715 Colaboraram nesta Edição: Antonio Castilho, Rafael Borba, Giancarlo Antoni e Fausto D’Angieri Diagramação Estúdio DDR Comunicação www.ddrcomunica.com.br | ddrcomunica@gmail.com CTP, impressão e acabamento Art Printer Gráficos e Editores Ltda. Tel.: (11) 2947-9700 Distribuição nacional nas bancas Fernando Chinaglia Rua Teodoro da Silva, 907 Rio de Janeiro - RJ - CEP 20563-900 Tel.: (21) 575-7766 A revista Dorper News É uma publicação editada pela ArtPrinter Rua Rafael Ficondo, 590 Vila Brasilina - São Paulo - SP CEP 04163-050 Fone/Fax: (11) 2947-9700 Os artigos e depoimentos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo necessariamente a opinião da Revista Dorper News. Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo sem prévia autorização

A raça continua a ter excelente progresso e embora tenha sido originalmente criada para as regiões mais áridas da África do Sul, está sendo presentemente criada com grande sucesso em todo o país e além de suas fronteiras, sob condições climáticas que variam desde o extremamente frio até condições tropicais ou desérticas no mundo inteiro. Devido ao excesso de produção de ovinos de corte durante os anos 1930, que não podiam ser consumidos localmente nem exportados devido às suas pobres qualidades de carcaça, tornouse evidente a necessidade de uma nova raça de ovinos de corte que pudesse produzir uma carcaça de qualidade elevada nas áreas mais secas da África do Sul. Pesquisas comprovaram que sempre que os cruzamentos possuíam mais da metade do sangue ovino de corte britânico, a conformação continuava melhorando, mas a adaptabilidade às condições ambientais locais, sua característica mais importante, perdia-se. Consequentemente, decidiu-se desenvolver a nova raça a partir do cruzamento Dorset Horn e Persa de cabeça negra, a fim de estabelecer uma nova raça por meio da seleção estrita do tipo de animais desejados. Este importante marco foi alcançado em 1942.

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Palavra do Presidente

Dorper no Brasil: trajetória de raça!

Valdomiro Poliselli Júnior Presidente da ABC Dorper

Da história singular que marca a introdução da raça Dorper no Brasil, o capítulo relacionado à seleção da melhor genética tem como marco histórico o ano de 2005, quando se deu a grande explosão e início do crescimento da raça. Olhar para esta trajetória se faz um tanto necessário como premente, uma vez que os resultados obtidos neste breve período concorrem para um consolidado de valorização da ovinocultura de corte no Brasil, oferecendo ao mercado um produto reconhecido como a melhor carne de cordeiro do mundo. Os números positivos do setor projetam uma leitura de que a raça Dorper se expande no Brasil e mais que isso, os números revelam que há um mercado com grande potencial a ser explorado pelo produtor que estiver atento a este nicho, diferenciado por ter animais que otimizam a produção com fertilidade – sem sazonalidade – e ganho de peso, fórmula certa para um negócio rentável, com ótimo retorno. É certo que a ovinocultura passa por um momento de “vacas gordas” no Brasil, com um crescimento respeitável do rebanho, da ordem de 2,4%, no período de 2007 para 2008. Se somarmos a atual tendência de crescimento do negócio ovinocultura, com as vantagens da raça Dorper, acreditamos que teremos um terreno muito fértil para dar um novo impulso na ovinocultura de corte. O estado de São Paulo, por exemplo, vem dando demonstração de expansão de seu rebanho. Segundo dados do IBGE, o rebanho paulista de ovinos atingiu 500 mil cabeças – registradas em 2008 – o que equivale a uma taxa de crescimento de 97%. No âmbito deste mercado forte, que se expande 9

em todo o território nacional, vemos situações em que o esforço do produtor encontra ressonância de esferas públicas, como é o caso do estado de Goiás, que atualmente conta com apoio do governo estadual e programa-se para sediar o I Congresso Brasileiro de Ovinocultura de Corte e a Exposição Nacional da Raça Dorper. Mas os desafios existem e pedem dedicação e sensibilidade. O maior deles, coordenado pela ABC Dorper, é aumentar o hábito do brasileiro em consumir a carne ovina. Segundo pesquisas, a proporção do consumo de carne ovina pelo brasileiro, em relação a outras carnes como a bovina, o frango e a suína é muito inferior. Em outros países a inserção da carne ovina no cardápio é muito mais expressiva. Enquanto o consumo per capita da carne ovina no Brasil é de 0,7 Kg por ano, em países como a Espanha o índice é de 6 Kg por ano. No vizinho Uruguai, o índice sobe para 15 Kg por ano e na Nova Zelândia é de 28 Kg por ano. Esse contexto pede inclusive o foco em ações de sensibilidade no marketing direcionado ao produto. Sabemos que nos últimos cinco anos tivemos avanços muito significativos na trajetória e cultura de fixação da raça Dorper no Brasil e ainda há muito a ser feito. Acreditamos que a ovinocultura de corte brasileira começa a sair da obscuridade, passando a ocupar um espaço de representatividade que lhe é devido. Para caminhar nesta direção temos como objetivos, o engajamento dos produtores nacionais, o fomento a políticas públicas, o investimento em pesquisas e o aporte de novas tecnologias. A história do Dorper no Brasil já é marcante. O seu futuro, nós desenharemos.


O melhor da genética em prol da ovinocultura Cabanha Five Star’s Fazenda Monte Alegre Vinhedo/SP. e-mail: pinhalzinhodn@bol.com.br Contatos: 19 9776-4303 Amin 19 9164-5486 Jamil

19 3876-1811 Fazenda - José Carlos Assistência Veterinária: Vet Embrio 11 7863-7412 10


Informe

Cabanha Five Stars Genética aliada a produção de carne de qualidade para uma ovinocultura sustentável e lucrativa: “Seriedade, profissionalismo e respeito aos criadores e parceiros, é a nossa filosofia.” No ano de 2007, quando se deu inicio a Cabanha Five Stars, situada no município de Vinhedo, interior de São Paulo, não se imaginava que ela chegaria a tais proporções de reconhecimento e qualidade. O que começou como um presente dos avós para suas cinco netas, hoje, com muita dedicação e perseverança, se tornou referência entres os criadores da raça. A união de uma gestão singular com uma equipe extremamente selecionada, de profissionais de alta qualificação, resultou no brilhante trabalho de manipulação genética da raça Dorper e White Dorper. A Five Stars trabalha com o que há melhor da genética dos criadores da África do Sul e Namíbia, entre eles: John Dell , Michael Phillips, Peet Ciliers, Kasteel, Konie Kotze, Philip Strauss, Ernest Conan, Tien Jordan entre outros. Em 2007, a Five Stars formou sua base de manejo e de mão de obra para seu rebanho comercial de carne com fêmeas cruza dorper, quando então adquiriu suas duas primeiras matrizes, uma Dorper e outra White Dorper. Em 2008, de forma mais intensa, a cabanha continuou na compra de matrizes para formação do plantel Five Stars. Com uma

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prática de acasalamentos dirigidos e forte pressão de seleção, fazendo uso de inseminação artificial e transferência de embriões, em menos de 2 anos , mostraram a que vieram. Em 2009, com apenas quatro participações em exposições, no ranking paulista, que totalizam 15 exposições, terminaram o ano entre os dez melhores criadores e expositores Dorper e White Dorper. Fecharam o ano com chave de ouro fazendo a Grande Campeã Marrã do Futuro White Dorper e a Reservada Grande Campeã Dorper, além do Grande Campeão White Dorper e Reservada Grande Campeã White Dorper em Avaré-SP. Em 2010, nas duas primeiras etapas realizadas com bons resultados, a Five Stars tem boas perspectivas de sucesso para o ano. A cabanha tem por objetivo estar sempre entre as 5 melhores do país e fornecer animais de alto valor genético e dentro dos padrões raciais Dorper e White Dorper. Para isto, tem o projeto de produção de carne extensiva que serve para teste da genética a campo. A todos nosso agradecimento Cabanha Five Stars Vinhedo-SP


Alimentação

A alimentação do Dorper na África do Sul Texto e fotos Dr. José Raphael Pilz Borba Médico veterinário CRMV-SP 9612 borba.raphael@gmail.com vet.embrio@gmail.com (11) 7863-7412

Regiões irrigadas. Cinturão verde em meio a um país seco A África do Sul é um país de contrastes, onde vida selvagem e pecuária convivem lado a lado. Um clima seco, com precipitações anuais de 200 a 400 mm nas regiões mais secas, e temperatura muito quente de dia e fria à noite. A baixa umidade relativa favorece muito a ovinocultura de corte e de produção de lã. Por outro lado, a escassez de água dificulta a produção de volumosos e pastagens, o que não ocorre aqui no Brasil, com exceção do semi-árido da região Nordeste. Como o sul-africano consegue, então, produzir em regiões tão duras? Pudemos observar os seguintes fatores: • Vegetação adaptada, do tipo arbustivo, de alto valor protéico. 12

Arbustos de leguminosas em diferentes regiões sul africanas • Pastagens nativas de médio a baixo valor protéico. Planícies de gramíneas e savana baixa nativas


Ambiente e pastagens sul-africanas

• Baixa densidade de pastagem. Há uma ovelha para sete hectares em regiões severas.

Devido ao clima seco, a maior parte da vegetação é composta de gramíneas nativas resistentes a períodos de estiagem e arbustos, em sua maior parte leguminosos, adaptados a reter mais água. Portanto, suportam melhor que as gramíneas longos períodos de estiagem. Na região Norte está o deserto do Kalahari, mais seco e com menor densidade na reserva de pasto, o que evita a degradação tanto por seca quanto por excessivo número de animais no pasto.

Os animais caminham bem e, dependendo da região, a densidade demográfica na pastagem muda. Quanto mais seco, menor a lotação da pastagem chegando a uma ovelha para sete hectares.

Deserto do Kalahari, norte da África do Sul e Namíbia. Duras condições de produção • Suplementação alimentar em períodos de seca prolongados.

As maiores planícies e savanas localizam-se na região central. Chove um pouco mais e são locais de lavouras e pecuária. Destaca-se a região do Karoo, rica em minerais, e cuja vegetação, uma mescla de gramíneas e arbustos, conferem um sabor diferenciado e valor agregado às carnes ovinas e bovinas produzidas na localidade.

Diferentes tipos de cocho ,simples e práticos. • Raças de lã ou corte adaptadas em sistema extensivo e semi-extensivo com forte seleção natural quanto às dificuldades de ambiente (sem produção, o animal é descartado). Lote de ovelhas White Dorper sem suplementação. Repare qualidade do lote a campo

Leguminosas e gramíneas nativas, variação no cardápio 13


As fazendas que têm condições fazem reserva de volumoso e outras compram de produtores de feno e alfafa. Mas a grande parte desta produção é destinada às fábricas de ração da África do Sul.

Nas regiões Sul e Sudeste ocorrem grandes precipitações anuais, e possuem um misto de pastagens com gramíneas, arbustos e savana alta com maior presença de árvores.

Fábrica de ração Devido à dificuldade de obtenção de volumoso, a ração sulafricana é feita como uma ração completa. Ela é composta por feno de gramíneas, feno de alfafa, grãos energéticos (milho) e protéicos (soja) e premix mineral e vitamínico. É um produto colocado diretamente no cocho, usado tanto na suplementação nas fazendas quanto na preparação de animais de exposição e venda e confinamentos de engorda, variando sua formulação conforme categoria e finalidade exigida.

Reprodutor a pasto.

Produção de volumoso e pastos. Existem poucos rios e cursos de água na África do Sul. Porém, todos os que foram observados eram cinturões verdes para a produção de uvas para vinho, produção de grãos e volumoso para alimentação animal, principalmente alfafa.

Fabrica de ração com grande estoque de feno de gramíneas e alfafa

Cultivo de alfafa irrigada.

Na fábrica, montanhas de feno ficam aguardando para a moagem e incorporação de outros ingredientes, que vão para uma peletizadora especial para a boa formação do pellet da ração.

O uso de pivô central é comum, principalmente nas bacias leiteiras na região central e Sudeste. Em vários deles foram observados o repasse de final de lavoura com ovinos para terminação ou grupo de ovelhas em reprodução.

Moenda de feno. Granulometria das partículas é importante para a boa formação do pellet e da sua digestibilidade nos ruminantes

Pastoreio de rebanhos em áreas de cultura irrigadas por pivô central.

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Água e mineralização. A dificuldade na oferta de água faz com que os animais tenham de caminhar bastante na maioria das propriedades, e em praticamente todas a água é proveniente de poços semi-artesianos bombeados por energia eólica (cata-ventos). Típico bebedouro acoplado ao cata vento junto a um poço.

Partículas moídas de feno Todos os confinamentos visitados forneciam essa ração completa. Não se via cocho para volumosos, o que se mostrou prático em termos de mão-de-obra, manejo e performance dos animais.

A salinidade da água em diferentes regiões é levada em consideração, variando os níveis de cloreto de sódio (sal) nas formulações dos minerais ofertados aos rebanhos.

Ovelhas Dorper a pasto sem suplementação

Lote de cordeiros Dorper em confinamento.

Suplementação nas fazendas e manejo extensivo de pasto.

Conclusão Devemos, principalmente, estar dispostos de aprender e sempre procurar fazer um intercâmbio tecnológico entre criadores, regiões e países. As raças Dorper e White Dorper têm muito a nos oferecer. Cabe aos criadores conhecer bem a bioclimatologia de sua regi��o e adaptar as melhores forragens existentes e novas a serem cultivadas. Não devemos confundir suplementação de rebanho de campo com suplementação de pista ou venda. O Dorper foi criado para produzir carne de qualidade em difíceis condições e a pasto. Vamos nos esforçar para suplementar, quando necessário, animais de terminação e suplementação de ovelhas em épocas críticas. Ovinocultura de corte é uma economia de escala e, como trabalhamos com ruminantes, os melhores investimentos a serem feitos pelos produtores deve ser em forragens de qualidade.

As suplementações nas fazendas sul-africanas são feitas para preparação de animais de venda e pista e para rebanhos que necessitam no período seco. Isto mostra que os produtores tratam os animais tanto para exprimir todo o potencial genético daquele animal, bem como para suprir a necessidade de suporte em épocas difíceis, para manter a performance produtiva dos animais, uma vez que a maioria dos produtores vive da atividade.

Alfafa (direita), rolos de cultura de milho(palhada), ração e mineral. Melhoria de performance ou necessidade para o rebanho. 16


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Genética

Entendendo Lambplan

Austrália

DEP (Diferença Esperada Na Progênie) FONTE: www.lambplan.com.au Adaptado por Ida Vale Brasil Agronegócios Ltda.

Peso ao nascimento (BWT) - kg

LAMBPLAN é um programa de melhoramento genético australiano de ovinos, com avaliação de diferentes índices de desempenho e informações práticas para todos os tipos de criadores sobre o potencial genético de seus animais. Os animais são classificados de acordo com suas características de produção, chamadas DEP (diferença esperada nas progênies), no Brasil, ou ASBV (Australian Sheep Breeding Values), na Austrália O programa avalia os seguintes índices - Peso ao nascimento (BWT) - Peso a desmama (WWT) - Peso pós-desmama (PWWT) - Espessura de gordura (PFAT) - Área de olho de lombo (PEMD) - Resistência a vermes (FEC) Estas avaliações são diretamente comparadas entre os rebanhos de uma mesma raça e entre rebanhos de raças diferentes. Estas avaliações são diretamente comparadas entre os rebanhos de uma mesma raça e entre rebanhos de raças diferentes. Apenas o LAMBPLAN fornece um sistema

de benchmarking, que permite aos criadores monitorarem os níveis de melhoria da constituição genética dos animais. LAMBPLAN oferece flexibilidade, permitindo que os criadores de elite se concentrem em características importantes para seu objetivo de criação e para as exigências de seus clientes. Criadores comerciais também podem usar as DEP ou ASBV do LAMBPLAN de maneira objetiva a comparar reprodutores e/ ou matrizes, com identificação daqueles que melhor se adequam ao sistema de produção e metas de mercado. O sistema LAMBPLAN objetiva a redução de riscos, com a melhoria da taxa de ganho

Peso a desmama (WWT) – kg

Peso pósdesmama (PWWT) - kg

Esp, gordura (PFAT) - mm

Área de olho de lombo (PEMD) - mm

N, ovos fezes (FEC) - %

Índice (Index)

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Índice

-0,3

3,9

10,4

0,1

0,8

-10

Acurácia

43%

69%

67%

59%

69%

37%

Média

0,18

6,2

9,7

-0,6 

0,8

-1

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genético, em atendimento às especificações do mercado e maior produtividade dos rebanhos. O índice (Index) é um guia de valor para um particular mercado. Animais com maiores índices produzirão

cordeiros mais adequados a esse determinado alvo do mercado. É importante compreender qual será seu alvo em um determinado mercado antes de aplicar o índice.

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Exposição Julgamento Dorper & White Dorper Eng. Agr. Giancarlo Antoni Inspetor Técnico ARCO - ASPACO

Quando falamos sobre o assunto julgamento, logo surgem várias opiniões, pontos de vista e preferências. Partindo do princípio que as duas raças são oriundas de uma mesma região semi-árida, devemos respeitar os motivos pelos quais elas foram criadas, ou seja, para produção de cordeiros para carne com alta qualidade a um custo baixo para os criadores, que atualmente é muito importante, envolvendo conversão alimentar, conformação de carcaça, precocidade sexual etc. 24

Para produzir e reproduzir em seu país de origem, estas raças necessitam suportar grandes amplitudes térmicas, e caminhar longas distâncias em busca de alimento e água. Portanto, pernas corretas e cascos resistentes são fundamentais para sobrevivência. Devido ao fato de seu corpo ser coberto por uma mistura de pelos e lã, sua pele mais grossa é muitas vezes bem pigmentada, evitando a fotossenssibilidade. Possuem grande adaptabilidade às diferentes temperaturas e climas. Estes e outros aspectos estão detalhadamente descritos


em livro do stand racial, que foi elaborado pela Associação Sul-Africana dos Criadores de Dorper & White Dorper, que também estão nesta revista, traduzidos para o português e exemplificados com fotografias, não deixando dúvidas a respeito do que é o ideal paras raças, o aceitável/permissível e o que é indesejável/eliminatório. Pode-se dizer que são as duas raças ovinas que possuem um trabalho muito bom para orientar o melhoramento zootécnico tanto para criadores como para os técnicos da área. Nos últimos três anos, por iniciativa da ABC Dorper, foram realizados cursos juniores para iniciantes/criadores ou cursos seniores para profissionais de Ciências Agrárias, atuantes na seleção das raças, com o propósito de formar um quadro para o Colegiado de Jurados da ABC Dorper. O primeiro curso júnior foi realizado logo após a Feinco 2008, e o segundo foi após a Feinco 2009, ao mesmo tempo com o primeiro curso sênior, e em novembro de 2009 ocorreu o segundo curso sênior, seguindo para o terceiro após a Feinco 2010. Todos estes cursos foram (e serão) ministrados por representantes indicados pela Associação Sul-Africana de Dorper & White Dorper, com os critérios de avaliação do país de origem e com o mesmo propósito dos anteriores. Estes representantes também foram indicados para jurados nas exposições supra citadas, os quais julgam nas pistas mais importantes das

raças na África do Sul, Namíbia e Austrália. Nos cursos, os professores não transmitiram somente teoria e aulas práticas, mas sim suas experiências e conhecimentos acumulados ao longo de muitos anos de criações. Estas transferências de conhecimentos de criadores e representantes da Associação Sul-Africana foram fundamentais para os técnicos e criadores brasileiros que, a partir dos cursos, mudaram, em parte, os critérios de julgamento para melhor. Observando mais a funcionalidade, harmonia, feminilidade/masculinidade e, principalmente, saber avaliar/ valorizar um bom animal, mesmo que este não se apresente com escore corporal alto no momento do julgamento. Embora as divisões das categorias sejam diferentes na África do Sul e na Namíbia, pois os animais são separados pela dentição e faixas de peso vivo, os princípios e critérios são muito racionais e lógicos. A princípio, alguns julgamentos realizados pelos jurados sul-africanos causaram estranheza aos brasileiros, mas muitas vezes, após as considerações destes jurados em relação aos resultados, estes saíram satisfeitos e/ou convencidos com as explicações. Diga-se de passagem, nada diferente do que acontece com nossos próprios jurados brasileiros x criadores. Os julgamentos, em geral, geram muitas expectativas aos criadores/cabanheiros, devido a todo trabalho, dedicação e dinheiro empenhados até o momento que antecede o

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julgamento. Desde exposições pequenas atá as grandes, ninguém está preparado para um resultado ruim. Portanto, a responsabilidade de um único jurado, ou ainda de um trio de jurados, é enorme. A partir do resultado de classificação nas exposições é que a maioria dos criadores direciona a seleção dos reprodutores e matrizes em relação ao fenotipo de seus animais, e ainda são avaliados o trabalho dos cabanheiros e consultores das cabanhas em evidência. Muitas vezes, cabanheiros experientes no preparo e apresentação dos animais decidem os resultados, o que, cada vez mais, nos obriga a prepararmos melhor nossos jurados para esta difícil missão, entre balancear critérios técnicos, conhecimento prático e bom senso, amparados por dados técnicos e olhos clínicos, sem esquecer do stand da raça, características de produtividade, funcionalidade, harmonia e beleza. Dentro da pista de julgamento ficam o jurado, secretário, auxiliares de pista, cabanheiros e, evidentemente, os animais. Mas ao redor dela pode-se considerar mais um número de jurados igual ao número de espectadores, pois, afinal, quem não quer dar sua opinião, sendo que vários destes espectadores também conhecem muito sobre zootecnia? Como não se pode agradar a todos, resta ao jurado ser o mais coerente possível, seguindo uma linha de julgamento do começo ao fim, tentando não cometer nenhuma injustiça com os animais, sem levar em consideração quem

são os proprietários ou suas próprias preferências. O novo Regulamento de Exposições e Julgamento da ABC Dorper também está sendo divulgado nesta revista, o que temos certeza que contribuirá muito para o crescimento das raças no Brasil. Este novo regulamento foi elaborado pelo corpo técnico da ABC Dorper em conjunto com os criadores e diretores da Associação, adequando-se às exigências do MAPA. Como sempre, ele não é definitivo e, num futuro próximo, sofrerá mudanças e deverá evoluir ainda mais. Uma novidade que será testada é a inclusão de categorias seniores, onde esperamos mostrar a longevidade das raças em ambos os sexos. Esta é uma tendência mundial na ovinocultura, que busca a utilização por mais tempo de matrizes e reprodutores geneticamente superiores, amortizando os custos na substituição das “máquinas” de produção de cordeiros. Em relação ao estabelecimento de uma tabela de pesos máximos e mínimos para cada categoria, ainda não há certeza destes números para o Brasil, pois faltam dados acumulados das exposições, e realização de um sumário das raças será a solução. Por serem raças cosmopolitas, devemos sempre seguir o stand racial do país de origem, para não ficarmos excluídos do mercado nas futuras exportações. Portanto, equivoca-se quem diz que é necessário selecionarmos um fenotipo destas raças para o Brasil. 26


Apostar em bons animais dá retorno. Caso contrário, a frustação por parte dos criadores mal orientados pode chegar a decisão de liquidação dos planteis. Com tudo isso, ao refletirmos na hora da escolha dos animais para inscrevermos nas próximas exposições, o bom senso manda escolhermos somente os melhores exemplares para cada categoria, evitando-se gastos desnecessários com animais com poucas chances de bons resultados. Uma cabanha elite não se mede pelo número de animais que a representam e sim pelo valor genético que ela abriga/leva ao conhecimento dos outro selecionadores. Adequando-se ao Regulamento de Exposições da ABC Dorper, tudo fica mais fácil, rápido e produtivo para estas raças fantásticas, que não necessitam de artifícios desonestos e sim uma boa alimentação, bom manejo sanitário e reprodutivo e, o mais importante, respeito em sua exploração econômica. Nem todo macho que nasce é pai de cabanha, do mesmo modo que nem toda matriz é doadora, mas existe um mercado de carne que pode absorver estes animais por um preço justo. Chegou o momento dos cabanheiros apresentarem seus animais nas respectivas categorias, para serem avaliados por um profissional imparcial e preparado para seleção,

respeitando os criadores e animais e também sendo respeitado por todos. Os animais foram bem criados, tosquiados e estão com os cascos aparados, banhados e perfeitamente adestrados ao cabresto. Daí em diante, os indivíduos que se apresentem do modo melhor possível. Este é o trabalho de um bom cabanheiro, que não deve aparecer mais que os animais, e agir com seriedade na hora do julgamento, mas sem perder o bom humor. O fenotipo moderno para produção de cordeiros, independente da raça, é um animal com estatura moderada, com masculinidade ou feminilidade conforme o sexo, que agrade visualmente, sem pecar gravemente em nenhum aspecto funcional, de preferência mais longos, profundos (que se mede da linha dorsal até a linha ventral), bem convexos, com bons aprumos, linha de dorsal plana, musculosos sem exagero (principalmente para as fêmeas), sem acúmulos de gordura e com boa distribuição ao longo de toda carcaça, com boa estampa racial e com um conjunto harmônico/equilibrado dos itens citados. Saber reconhecer a qualidade dos concorrentes ajuda muito a alcançar os objetivos de uma cabanha, que deve sempre estar em evolução, o que normalmente gera cordialidade, reconhecimento também pelos concorrentes e sucesso. 27


Padrões

Os padrões de excelência da raça Dorper Sistema de pontuação Objetivo:

D5 Boa distribuição da gordura por todo o corpo – sem nenhuma gordura localizada - registro (RE)

Distinguir o grau de excelência através da: 1 Descrição e escore por pontos 2 Aparência visual e desempenho 3 Verdadeira reflexão das qualidades de excelência e dos defeitos Como é que nós fazemos isto? Nós fazemos isto através de um sistema de pontuação para comparar diferentes animais.

D4 Boa distribuição da gordura por todo o corpo uma ligeira indicação de localização de gordura – registro (RE)

Muito bom/excelente

5

Acima da média

4

Média

3

Pobre ou abaixo da média

2

Muito deficiente com defeitos eliminatórios

1

D3 Quantidades razoáveis de gordura localizada ou seco demais - seleção (S1) D2 Gordura localizada – ou animal muito seco – segunda seleção (S2) D1 Excesso de gordura localizada ou animal extremamente seco– para eliminar (E) Penalise mais a acumulação de gordura nos animais jovens do que nos adultos quando os julgar.

Padrão de cor – Símbolo “P” A cor será discutida mais detalhadamente mais adiante para o Dorper e o Dorper branco. Para a definição do padrão de cor a divisão entre acima e abaixo da linha é a seguinte: a O jarrete b O ponto mais baixo do joelho c Nos reprodutores até à parte traseira na junção (base) do scrotum d Nas matrizes vai até aos órgãos reprodutivos (úber e vulva) P5, P4 E P3 qualificam-se para registro (RE) P2 qualificam-se para primeira e segunda seleção (S1,S2) P1 para eliminar (E)

Depois disto, nós dividimos o animal em diferentes partes e avaliamos cada uma destas diferentes partes

Conformação – Símbolo “B” B5 Muito boas qualidades para registro (RE) B4 Boa qualidade para registro (RE) B3 qualidade mediana para primeira seleção (S1) B2 pobre qualidade for segunda seleção (S2) B1 muito deficiente com defeitos eliminatórios (E)

Tamanho ou taxa de crescimento – Símbolo “G” G5 Ovino grande, qualidade para registro (RE) G4 Ovino mediano qualidade para registro (RE) G3 Ovino abaixo da média, qualidade para primeira seleção (S1) G2 Ovino pequeno, qualidade para segunda seleção (S2) G1 Ovino extremamente grande ou pequeno – para eliminar (E)

Pelagem ou Cobertura – Símbolo “H” H5, H4 e H3 qualificam-se para registro (RE) H2 qualificam-se para primeira e segunda seleção (S1, S2) H1 para eliminar (E) A pelagem ou cobertura será também ilustrada com esboços

Distribuição da gordura – Símbolo “D” 28


Conformação

Tamanho

B 4 ou 5 3 2

G 4 ou 5 3 2

Distribuição da gordura D 4 ou 5 3 2

Padrão de cor P 3,4 ou 5 2 2

Tipo – Símbolo “T”

Cobertura (pelagem) H 3,4 ou 5 2 2

Tipo

Seleção

T 4 ou 5 3 2

ST/S1/S2 ST S1 S2

Alguns exemplos de escores e tipo de seleção daí resultante:

T5 e T4 são para registro (RE) T3 primeira seleção (S1) T2 segunda seleção (S2) T1 para eliminar (E) NB: B4 pode ser T5, mas B5 nunca pode ser T4 Rebanho comercial = primeira e segunda seleção Um ponto a menos do que o mínimo requerido para registro em qualquer parâmetro = S1 (primeira seleção). Dois pontos a menos do que o mínimo requerido para registro em qualquer dos parâmetros B, G, D ou T = S2 (segunda seleção) O escore mais baixo em qualquer dos parâmetros (B, G, D, P, H e T) determina a seleção. Para S1 e S2, o escore (pontuação) para T não pode ser mais elevado do que o escore para B, G ou D. Se o escore para qualquer parâmetro for 1 em qualquer categoria o resultado será um T1 e o animal deverá ser eliminado (E).

Tipo: A aparência geral e a harmonia entre todas as partes do animal e o modo como elas se complementam umas às outras, a proporcionalidade ou o modo como o animal é balanceado, o apuramento do animal assim como o grau de cumprimento dos padrões de excelência da raça determinam o tipo (T). O retrato ou silhueta do animal que você vê ao longe deve ser capaz de o(a) inspirar e enchê-lo (a)de alegria e amor pela raça.

B

G

5 4 4 5

5 5 5 5

B

G

4 4 4 4

5 5 4 5

B

G

4 4 4 4

5 5 4 5

B 3 4 5 5 B

Em resumo

2 2 4 4

Se nós olharmos para a primeira linha da tabela anterior, nós podemos observar os aspectos mais importantes que podem qualificar um Dorper para registro. Lembre-se destes valores, pois se um dos seus animais conseguirem um ponto a menos em qualquer parâmetro, ele será classificado como sendo de primeira seleção ou (T3) e não se pode registrar. Se o seu animal obtiver um escore dois pontos a menos nas categorias B, G ou D será classificado como

B 1 4 3 29

D P H T SELEÇÃO Alguns exemplos do tipo 5 5 5 5 5 Registro 5 4 4 5 Registro 5 3 5 5 Registro 4 5 5 5 Registro D P H T SELEÇÃO Alguns exemplos do tipo 4 5 5 5 4 Registro 4 3 3 4 Registro 5 4 5 4 Registro 4 5 5 4 Registro

D P H T SELEÇÃO Alguns exemplos do tipo 4 5 5 5 4 Registro 4 3 3 4 Registro 5 4 5 4 Registro 4 5 5 4 Registro

G D P H T SELEÇÃO Alguns exemplos do tipo 3 (1ªseleção) 5 5 2 2 3 S1 5 5 2 5 3 S1 5 5 2 5 3 S1 5 5 3 2 3 S1 G D P H T SELEÇÃO Alguns exemplos do tipo 2 (2ªseleção) 3 5 2 5 2 S2 5 5 5 5 2 S2 2 5 5 5 2 S2 5 2 4 4 2 S2 G D P H T SELEÇÃO Alguns exemplos do tipo 1 (A Eliminar) 5 5 5 5 1 Eliminar 5 5 1 5 1 Eliminar 1 5 4 4 1 Eliminar


sendo um animal de uma segunda seleção ou T2 (para uso comercial e não será registrado). Um escore ainda mais baixo em qualquer parâmetro determina o tipo de seleção ou a categoria do animal, isto é, registro, primeira seleção, segunda seleção ou eliminação. Lembre-se que você pode ter uma conformação B4 com um tipo 5 mas nunca um B5 com um tipo 4. Por outras palavras se a conformação for B5 você diz que este é um animal perfeito e por isso o tipo deve ser T5. Porém pode haver um pequeno defeito, por exemplo ossos finos, que o faça.

Cabeça ideal, o conceito triângulo

Definições comuns usadas nos padrões de excelência: Descriminar de acordo com o grau: isto significa que quanto maior for a divergência, menor será o escore atribuído ao animal (por exemplo, se observarmos alguma cor (não negra) a volta dos olhos, o animal só pode ser no máximo um P3 se o animal tiver um pouco mais de cor, é um P2 e exagerada coloração, será um P1. Indesejável: se um animal tiver qualquer característica indesejável em qualquer parâmetro (tipo, cor, etc), ele só pode receber um escore “2” e se for demasiado ele é um “1” é um animal a eliminar. Defeito ou falha: Aqui é onde a eficiência funcional joga um papel importante na conformação (qualquer defeito que prejudique a eficiência funcional é um defeito eliminatório) e apenas os extremos em todos os outros parâmetros dos padrões da raça deverão ser eliminatórios.

Valor comercial que as tripas (víceras), eu posso assegurá-lo que muito sobre o animal pode ser visto através da sua cabeça. Você deve recordar-se que no começo nós dissemos que devemos ver este exercício inteiro como uma fábrica? Eu posso confirmar que se esta parte da fábrica não for observada com cuidado, a fábrica não funcionará satisfatoriamente. Um dos melhores instrutores/inspetores da raça Dorper na África do Sul diz que a cabeça é tão importante que se você conhecer profundamente a raça Dorper e tiver bastante experiência, você

Conformação (Símbolo B) Cabeça A cabeça é avaliada sob o parâmetro conformação (símbolo B) e embora muitos digam que a após o abate a cabeça é retirada da carcaça e tem o mesmo

A definição: cabeça forte e longa com grandes olhos, bem distanciados e bem protegidos. Nariz forte, boca forte e bem formada com as maxilas profundas e perfeitamente colocadas é o ideal. Para se qualificar para T5 (tipo 5) registro e comercial, as mandíbulas deverão encaixar perfeitamente o que significa que a face cortante dos dentes incisivos tem que tocar na almofada da gengiva. Para se qualificar para “registro” ou para animal de registro, uma das mandíbulas poderá ser até 3 mm mais curta em animais jovens e 2 mm nos adultos. Quando os dentes permanentes estiverem a nascer e a gengiva estiver inchada, os dentes de leite adjacentes deverão ser usados para julgar o encaixe das mandíbulas (assentar dos dentes na almofada da mandíbula superior). A testa não deve ser encovada (côncava). O tamanho das orelhas deverá ser proporcional ao da cabeça. Chifres grandes e peados são indesejáveis e devem ser descriminados de acordo com o grau. Chifres pequenos ou apenas desenvolvidos na sua base são os ideais.

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Cabeças apuradas

Cabeças femininas

Cabeças de tipo que eles são um sinal de masculinidade e de boa fertilidade. Nós devemos no entretanto respeitar o definido nos padrões da raça e entendermos que eles podem também ferir outros animais quando lutam ou ficarem presos em cercas ou galhos de arbustos. 4. Cabeça longa: a definição diz longa e forte mas atenção não demasiadamente longa como no cavalo, pois não se encaixa num tipo aceitável. 5. Nariz liso: isto é algo que eu já vi algumas vezes e posso assegurá-lo que tem um aspecto horrível, parece que o animal esbarrou contra uma parede. 6. Coroa lisa: uma coroa lisa ou a cabeça lisa que é mais comum em ovelhas não é desejável no reprodutor e estraga o tipo. Nós gostamos de ver uma coroa na cabeça do reprodutor. Dá-lhe um aspecto mais masculino. Uma cabeça lisa é desejável para a ovelha. Você pode ver mais cabeças na galeria de treinamento. 7. Cabeça lisa: se esta for a cabeça de um reprodutor, ele deverá ser eliminado. Tenha cuidado para não confundir cabeça lisa com uma cabeça jovem. 8. Testa encovada: tenha cuidado para evitar confundir esta condição com a de um reprodutor com um nariz

pode selecionar os melhores animais, apenas observando a cabeça. Você verificará também à medida que ganhar experiência com a raça Dorper, que sem um animal sem uma boa cabeça, não pode ser do tipo desejável. Para o benefício dos iniciantes na raça, eu apresento abaixo algumas cabeças diferentes e um exemplo ideal de uma cabeça apurada.

Vamos então avaliar os diferentes aspectos da cabeça de 1 a 17 1. Papo: isto vem da matriz persa e é geralmente uma indicação de localização da gordura. Não é desejável e estraga a forma da cabeça ideal. A forma ideal da cabeça é a triangular. Pode você ver que um papo na garganta não se encaixa bem na forma triangular ideal da cabeça não é verdade? 2. Cabeça curta: se você puser uma cabeça curta num corpo ideal você facilmente perceberá que a combinação não serve ao tipo do animal. A definição diz “cabeça forte e longa”. 3. Chifres pesados: os chifres pesados vêm do reprodutor Dorset. A definição diz claramente que os chifres pesados são indesejáveis e devem ser descriminados ou penalizados de acordo com o grau. Há certos criadores que gostam de chifres nos reprodutores. Alguns dizem também de 31


romano (côncavo) bem desenvolvido e uma coroa a testa encovada como esta. Uma cabeça encovada tem claramente uma cova na testa acima dos olhos e você reconhece logo que a vê. 9. Cabeça jovem: aqui você pode ver uma cabeça de um animal jovem, com caráter mas sem nenhum desenvolvimento secundário. Uma alimentação correta promove o desenvolvimento de características sexuais secundárias (pregas ou rugas) nos reprodutores. As rugas fazem parte da cabeça apurada tal como vistas na cabeça ideal, e são desejáveis. 10. Mandíbula longa demais (braquignácia): isto também é chamado de boca de peixe e é um defeito eliminatório indicativo de alto grau de consangüinidade. Os dentes devem tocar na almofada da gengiva superior. Quando os dentes incisivos da frente estiverem nascendo, os dentes adjacentes podem ser usados para o exame. Tenha cuidado para não discriminar animais quando dos dentes estão nascendo, pois a gengiva inferior fica geralmente inchada, dando a impressão d ser demasiado longa. Sob circunstâncias de manejo intensivo uma mandíbula demasiado saída pode criar problemas quando os dentes crescem e ficam longos demais e mais tarde cortam a membrana entre o lábio e a maxila superior. 11. Maxila curta demais (prognatismo): isto também é chamado de boca de papagaio. Uma diferença de até 3mm nos jovens e 2mm nos adultos (com mandíbula mais curta do que a maxila) é permitida. A razão é que neste caso, os dentes ainda fazem contato com a gengiva e não afeta a preensão e o corte dos alimentos. O objetivo é selecionar para um ajuste perfeito. 12. Mandíbula fraca ou leve:

lembre-se que a boca é a porta de entrada da fábrica, que deve fornecer este animal durante alguns anos com alimentos para a produção e esta maxila terá que trabalhar bastante. Por outro lado, tenha cuidado para evitar mandíbulas pesadas demais. Olhe o ideal é você ter um balanço correto entre maxila e mandíbula. Uma vez que a sua vista estiver ajustada ao ideal você observará que pequenos defeitos como este afetam o tipo. 13. Nariz forte: vamos para o ideal e olhar para o nariz de frente e de perfil. Um nariz romano (convexo) forte com um bom desenvolvimento secundário (rugas), largo, como o da ilustração seguinte é o ideal. A mancha escura abaixo à frente dos olhos é chamada de olho de velho. Este nariz faz parte do sistema respiratório é o ideal para encher os pulmões com o ar fresco e permitir que o animal faça o seu trabalho como esperado. Os animais também usam o nariz como um sistema de arrefecimento do seu sangue e o padrão ideal do nariz também favorece esta função importante. 14. Olhos grandes, afastados e bem protegidos: soa estranho que nós nos concentramos também neste aspecto, mas isto é importante para a robustez do animal. Ele deve ser capaz de por a sua cabeça num arbusto com espinhos para pastar e daí a razão da palavra protegidos. Você aprenderá também com a experiência que vistos de frente, os olhos podem às vezes estar demasiado juntos, como no babuíno (macaco cão) ou estarem demasiadamente salientes, estragando o tipo. Repare bem no nariz largo e bom. 15. Tamanho das orelhas: as orelhas devem ter um bom tamanho, em harmonia com o tamanho da cabeça e do corpo. Nós acreditamos também que uma orelha de bom tamanho é um sinal de um bom temperamento, o que é essencial para o tipo. 16. Pêlos curtos e baços ou pêlos brancos: nós não queremos nem uma cabeça lânada, nem uma cabeça brilhante. A cabeça deve parecer limpa e bem definida o que você apenas pode encontrar numa cabeça com uma cobertura ideal. Uma cabeça brilhante tende para o tipo Persa e uma lânada tende para o tipo Dorset. 32


mas porque é um tipo de pescoço fino encaixado nuns ombros soltos. Lembre-se que você quer uma aparência mais feminina na matriz.um pescoço ligeiramente mais fino e mais longo é desejável na matriz. A cabeça do animal deve estar ligeiramente adiantada em vez de elevada. O animal que tem a cabeça elevada geralmente tem falta de temperamento. Consequentemente o pescoço deve ser de comprimento mediano, bem largo, bem coberto de carnes e bem encaixado no quarto anterior. Os ombros devem ser firmes, largos e fortes. Uma vez que Dorper foi criado em primeiro lugar exclusivamente para condições de criação extensivas, nós somos muito rigorosos na habilidade de caminhar. Não nenhum osso ou músculo acoplado aos ombros, apenas uma membrana ou ligamento. Tenha cuidado para não negligenciar ombros, frouxos ou soltos. Este defeito não melhorará com o exercício ou com idade mas só poderá piorar. Uns ombros soltos são detectados quando a lâmina da paleta se proteja acima da coluna ou espinha. Quando o animal está caminhando, se aproximando de si, ou está virando, este defeito torna-se mais evidente. Nos casos mais severos a lâmina do ombro afasta-se tanto do tronco que até parece que você poderia passar sés dedos entre este tronco e a lâmina da paleta. Quando nós dizemos que os ombros devem ser largos, isto não significa que os ombros devem estar caídos na direção do corpo mas que devem fluir no corpo. Ombros fortes significa que devem ser bem musculados. A musculatura pode ser vista nos ombros e no antebraço.

17. Cabeça seca sem nenhuma localização de gordura: nós não queremos papos de gordura na nuca, nem papos na garganta, pois isto estraga a forma bem definida da cabeça apurada que faz parte importante do tipo. 18. Vamos então resumir isto e dizer que a cabeça é uma região importante onde diferentes aspectos se devem complementar para obter um bom tipo, de cabeça. Não é nada mau para esta “parte das tripas” – 17 dos 100 aspectos mais importantes a observar pelo juiz na inspeção do animal encontram-se na cabeça! Você encontrará alguns exemplos de cabeças na nossa galeria de treinamento. Veja se você é capaz de identificar na prática estes aspectos nos seus carneiros.

Pescoço e quarto anterior (dianteiro) Nós estamos entrando na área carregada de carne e embora esta área, tenha carne de qualidade inferior, há aspectos muito importantes, que se forem negligenciados, poderão arruinar economicamente a sua fábrica. Vamos então examinar o que isto significa: Pescoço de comprimento mediano, bem largo, bem coberto de carnes e bem encaixado. Nós estamos voltando atrás para repetir o que nós já dissemos antes sobre a necessidade de tudo estar em proporção ou bem balanceado. Nós queremos um pescoço forte que flua suavemente no corpo. No reprodutor, que assegurará boas carnes, nós queremo-lo mais amplo e de comprimento mediano. Nós não queremos um encaixe em “U”, pois não somente parece feio

A definição: O pescoço deve ser de comprimento mediano, bem largo, bem coberto de carnes e bem encaixado no quarto anterior. Os ombros deverão ser firmes largos e fortes. Um peito moderadamente largo, profundo e moderadamente proeminente em relação aos ombros é o ideal. Os membros anteriores (apêndices toráxicos) deverão ser robustos, ter bons aprumos e estar bem posicionados, com fortes articulações da quartela e cascos (dedos) não excessivamente separados. Articulações da quartela fracas e pernas em X (cambaio) deverão ser penalizadas de acordo com o grau de anormalidade. Os ombros (paletas) que aparentem estarem soltos um peito que se inclina para cima acentuadamente e não seja proeminente para além dos ombros, pernas tortas e pobre habilidade de caminhar são defeitos graves. 33


Um peito moderadamente largo, profundo e moderadamente proeminente em relação aos ombros é o ideal. Esta parte do quarto anterior é muito importante porque envolve dois aspectos muito importantes. A saliência do peito, vista de perfil, faz parte do encaixe ou colocação da perna, o que está diretamente relacionado à habilidade de caminhar do animal. Um peito achatado, pode ser um sinal que a colocação das patas é demasiado adiantada e rapidamente demonstrará uma pobre habilidade para caminhar. Antes um peito ligeiramente proeminente do que nenhum peito. Um peito moderado é acompanhado não só de uma boa habilidade para caminhar mas também com um nascimento fácil nas crias. A experiência dir-lhe-á uma vez que a cabeça e os ombros estejam fora da ovelha quando uma ovelha está a parir, que o resto se segue sem grande esforço. Nós não queremos puxar os cordeiros durante o parto ou ter ovelhas e/ou cordeiros mortos porque não podem parir. Por outro lado nós devemos lembrar-nos que o quarto dianteiro abriga os pulmões, o coração e etc e nós queremos capacidade respiratória. Mantenha o quarto anterior com um tamanho realístico que deixe sue fábrica produzir sem problemas. Os membros anteriores (apêndices toráxicos) deverão ser robustos, ter bons aprumos e estarem bem posicionados, com fortes articulações da quartela e cascos (dedos) não excessivamente separados. Os membros anteriores (apêndices toráxicos) deverão ser robustos, ter umas articulações da quartela fortes e os cascos (dedos) não excessivamente separados. Este animal foi criado para caminhar e prosperar sob

condições de criação extensivas. Você verá animais caminhando com os casos sobrepostos, torcidos e cocheando devido a pernas abertas, fechadas, de cambaio ou de zambro e deitados à sombra ficando para trás do rebanho, etc. não culpe os animais se estes não prosperam pois isto é responsabilidade do criador se estes animais não tiverem sido eliminados. Antes um ligeiro cambaio do que um zambro ou um animal de pernas arqueadas. Às vezes você encontrará animais com as pernas completamente dobradas é preferível eliminar o animal. Umas quartelas fortes são essenciais pois o peso do corpo inteiro é suportado por elas e o peso aumentará com a idade e a gravidez na ovelha. Veja também a diferença entre quartelas curtas e compridas no quarto posterior (apêndice pélvico). Os cascos ou dedos não devem estar demasiadamente afastados, pois em terrenos arenosos onde não há nenhuma superfície dura os cascos cederão e se afastarão ainda mais, danificando o tecido interdigital. Isto afetará a habilidade de caminhar. Deixe-nos portanto resumir tudo isso e dizer que quartelas fracas pernas em X (cambaio) e dedos afastados deverão ser discriminados de encontro com o grau do defeito. Ombros que parecem frouxos um peito que se inclina demasiado para cima, sem nenhuma projeção, pés curvados pernas tortas em X ou arqueadas um peito demasiado largo, pobre habilidade para caminhar são defeitos graves. Deve haver uma boa profundidade no quarto anterior. Isto se mede do ombro à ponta do peito. Tenha cuidado para não permitir que o eito se pendure completamente entre as pernas dianteiras. Isto é facilmente reconhecido se olhar-mos para o animal de frente. Um peito demasiado proeminente vem da ovelha persa e pode ser uma indicação de localização da gordura. Veja a galeria de treinamento para exemplos. Há outros dezoito pontos a considerar ao julgar.

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A definição diz: O ideal é um barril ou tronco longo profundo e largo, costelas bem arqueadas e um lombo largo e bem cheio. Os animais devem ter uma linha superior (dorso e lombo) longo e reto e não deve ser apanhado por detrás dos ombros (paletas). Uma ligeira depressão por detrás dos ombros é permissível.

Barril (tronco)

compridos, você não põe mais costelas neles mas sim mais carne. Tenha cuidado para não alongar demasiado, os animais. Por outro lado, tenha em mente que o comprimento do corpo é o fator que mais contribui para o peso do animal. O que se traduz em dinheiro ao fim de contas ! Isto entretanto não é tudo porque nós queremos longos e profundos. Largos, de modo a que o músculo do lombo possa crescer e para que tenha capacidade suficiente para os alimentos e mais para trás espaço suficiente para o desenvolvimento do útero e de cordeiros gêmeos. Imagine as boas costeletas das costelas e do lombo que você pode cortar do animal com o barril ideal. Nós também queremos que a profundidade do animal seja medida como está indicado na ilustração. Isto vai junto com umas costelas bem arqueadas e com o tipo. Uma forma cilíndrica não é a ideal e nós penalizamos isto nos animais especialmente no que diz respeito ao tipo. Vamos ter uma linha ventral que mostre uma boa profundidade. Nós podemos ainda observar uma linha superior (dorsal) longa e reta (boa linha superior) e depois um animal apanhado por detrás dos ombros. Você poderá verificar que uma ligeira depressão atrás dos ombros é permitida, sobretudo nos animais com um bom comprimento do corpo. Tenha cuidado para não confundir isto com a condição de estar apanhado por de trás que é acompanhado de ombros frouxos. Se você observar uma depressão proeminente atrás dos ombros e as paletas tão móveis que você pode por o seu dedo nesse espaço aí o animal deve ser eliminado. Você pode ainda encontrar animais com aquilo a que chamamos um bom músculo do olho. Este é o músculo redondo entre os processos espinhosos e transversos das vértebras lombares. Este músculo dá uma boa indicação da musculatura do animal que ajuda a manter as diferentes partes do animal juntas assegura uma melhor cobertura de carnes nas costeletas. Tome nota que músculo significa carne. Ao observar o animal de cima, você deverá observar um lombo longo e largo que flui para o quarto posterior ou traseiro. Um aspecto que é muito importante e frequentemente negligenciado é a feminilidade e a masculinidade dos animais. A

Nós estamos agora entrando na área da carne mais cara. Este é o centro da nossa fábrica. A entrada principal (boca) recebe a matéria prima o quarto anterior (dianteiro) mantém a fábrica trabalhando (pulmões, coração, etc) e agora o barril deve converter este material (por vezes pobre) em carne de excelente qualidade saborosa macia e suculenta. Uma parte do corpo extremamente importante eu diria mas vejamos porque é importante. Esta é uma definição curta para uma área tão grande, mas diz bastante. Consulte os nossos esboços. Tronco ou corpo profundo e largo. O comprimento é medido desde atrás da paleta (palpe-a) até à frente da anca (cabeça do fêmur). Eu estou seguro que você poderá compreender o valor açougueiro desta região. As belíssimas e saborosas costeletas do lombo, do dorso e do ombro são cortadas desta área. Sim, o segredo da produção de carne de churrasco está naturalmente no comprimento porque se você criar animais mais

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perna logo acima do jarrete. Esta é a razão pela qual nós penalizamos uma garupa que cai demasiado ou uma que seja curta e redonda. Você pode imaginar quanta carne se perde numa garupa que cai abruptamente ou numa curta e redonda? As pernas traseiras devem ser fortes imagine só qual é a carga de peso nas pernas traseiras de um reprodutor de 110 kg quando está montando uma ovelha. Lembre-se que quando um reprodutor está ejaculando após ter penetrado na ovelha ele tem que saltar com suas pernas traseiras e os seus cascos devem estar bem escorados no solo para poder fazer bem o seu trabalho. Além disto, com as pernas bem colocadas deverá haver um espaço amplo para uns testículos saudáveis e bem desenvolvidos estarem pendurados. A posição das pernas (cascos) deve estar também em linha com a ponta dos ísquios isto será transmitida a sua descendência. No caso da matriz isto irá contribuir para um parto mais fácil. Veja os detalhes na ilustração do esqueleto. O mesmo é válido para a matriz pois ela deve ter pernas fortes para suportar o peso do reprodutor durante o acasalamento. Uma vez que já discutimos a habilidade para caminhar nós podemos apenas acrescentar que as pernas traseiras devem ser observadas com um olho crítico. As pernas traseiras devem ser fortes e jarretes de zambro ou de cambaio são indesejáveis e deverão ser personalidades de acordo com a gravidade e jarretes fracos (que cedem ao caminhar) e pernas de poste são defeitos eliminatórios. Os jarretes fracos notam-se naqueles animais que colocam as pernas traseiras demasiado para frente e tem dificuldades em caminhar. Perna de poste e quartelas fracas vão juntos.

fertilidade é proporcionalmente direta a esta característica e se nós olharmos para estes esboços nós quer uma forma geral de fêmea na Mariz (ovelha) e masculina no reprodutor. Lembre-se que nos não dizemos que um reprodutor ou uma ovelha são inférteis se não tiverem a forma ideal mas nós devemos tentar manter a raça tal como se observa na natureza. Há outros dez pontos a considerar no julgamento doas animais. Mais exemplos podem ser vistos na galeria de treinamento.

Quarto traseiro (posterior) Se nós olharmos para estes retratos nós pouco teremos que dizer. Nós chegamos a parte do animal que faz dinheiro e isto é o que esta fábrica deve produzir. Quanto mais carne nós pudermos produzir sem negligenciar outros aspectos importantes no animal mais dinheiro entrará em nossos bolsos. O quarto traseiro contém somente carne valiosa e cara. Vamos então apreciar melhor o que pode ser conseguido como se pode ver nos retratos. Uma garupa longa e larga: isto determina o tamanho do pernil do borrego ou da ovelha. Cerca de 1/3 do valor da carcaça pode estar num quarto traseiro com boas qualidades de carne. A coxa interna e a coxa externa tal como indicadas nas ilustrações são locais de deposição de músculo ou carne. O músculo vai até bem abaixo quase até ao jarrete tal como indicado na ilustração. Nós dizemos que a parte final da coxa não deve ser magra ou que o “ponto de agarrar” (espaço entre o jarrete e o fim do músculo da coxa) deve ser curto. Esta é a parte da

A definição diz: uma garupa longa e larga é a ideal. As curvaturas (interior e exterior) devem ser cheias e profundas (o mais próximo possível do jarrete). As pernas traseiras devem ser fortes e bem colocadas com os cascos e as articulações da quartela bem robustas. Defeitos nas articulações da quartela deverão ser penalizados de acordo com a sua gravidade. Os jarretes deverão ser fortes e sem tendência para girar (rotar) nem para dentro nem para fora. Pernas arqueadas, jarretes perpendiculares (perna de poste) são defeitos eliminatórios. 36


do cordeiro nos primeiros dois meses é determinado pela produção leiteira da ovelha e pelo comportamento ou capacidade maternal. Identifique os animais e tome nota destes aspectos (pese os cordeiros) e melhore a eficiência produtiva do seu rebanho. A relação aos órgãos reprodutivos bem desenvolvidos (ovelhas) é verdade que as matrizes com os órgãos reprodutivos mais desenvolvidos tendem a parir mais regularmente e a dar partos mais fáceis. Isto não significa que uma ovelha com órgãos reprodutivos menos desenvolvidos não tenha crias. Pigmentos ou sinais de pigmentação nas tetas é uma boa característica que indica uma pele mais forte. Pigmentação nos órgãos genitais da ovelha ou uma indicação de pigmentação no Dorper branco é essencial pois a radiação solar pode realmente queimá-los. Se a vulva estiver queimada do sol, a ovelha tende a afastar-se do reprodutor quando este a tenta cobrir. Não comprometa a capacidade reprodutiva ao ignorar a falta de pigmentação. O escroto do reprodutor não deve ser muito longo, para não se arranhar ou prender nos espinhos dos arbustos e não se machucar quando estiver caminhando ou correndo. Isto é algo que raramente acontece mas tenha cuidado. O testículo deve ser de tamanho igual (simétrico) e ter uma boa circunstância. Você perguntará em seguida o que é demasiado pequeno? Um cordeiro reprodutor aos 10 meses deve ter uma circunferência testicular de pelo menos 30cm. Com 2-dentes 32cm, 4- dentes 33cm, com-dentes ou mais deve ter no mínimo 34cm. Esta medida deve ser tirada com o reprodutor sentado.

Observe os esboços e você verá que as quartelas longas são mais suscetíveis do que as curtas a mostrarem defeitos graves. O animal assenta melhor nos seus cascos quando as quartelas são curtas. Nós julgamos as quartelas fracas de acordo com os eu grau de gravidade, mas esteja seguro de que se as sobre unhas estiverem tocando no solo, o animal será eliminado. Há outros doze pontos a considerar no julgamento do animal.

Os órgãos reprodutivos Esta fábrica que nós estamos investigando não pode produzir se o processo produtivo não for iniciado em algum lugar. Os órgãos reprodutivos são pequenos, mas este é o lugar onde o processo inteiro começa. Eu nunca vi uma área do animal tão negligenciada mesmo sendo tão importante. Eu já vi úberes bem desenvolvidos que não eram capazes de produzir leite. Em borregas novas você não tem muitas alternativas, para além de cobri-las e ver como produzem. Faça questão de observar o estado de desenvolvimento e de saúde do úbere de cada ovelha após o primeiro cordeiro, antes de cobri-la novamente. Não cubra as matrizes que não são capazes de criar os seus cordeiros até o desmame. Gaste o seu tempo nas coisas que são realmente importantes. Lembre-se que o crescimento

A definição diz: O úbere e os órgãos sexuais da matriz deverão ser bem desenvolvidos. O escroto do reprodutor não deve ser demasiado longo e os testículos devem ser de igual tamanho e não demasiado pequenos. Qualquer defeito nos testículos é um defeito eliminatório. Uma fenda (escroto de bode) até 1,5cm é aceitável. Circunferências escrotais mínimas. Cordeiro com 10 meses 30cm Reprodutor com 2 dentes incisivos 32cm Reprodutor com 4 dentes incisivos 33cm 37


Uns testículos de bom tamanho que não se pendurem muito mais para baixo do que o jarrete são os ideais. O procedimento correto entretanto deve ser o exame dos testículos e do sêmen para uma contagem e avaliação dos espermatozóides. Não ajudaria ter tudo em ordem em termos de forma e colocação e um reprodutor infértil ou com uma baixa contagem de espermatozóides. É importante referir que o sêmen é muito sensível ao calor. Muitas condições podem influenciar a temperatura do corpo do reprodutor. A temperatura dos testículos é controlada com o baixar (afastar) ou levantar (aproximar) os testículos em relação ao corpo do animal. Consequentemente se a forma e a elasticidade do escroto não forem corretas o animal pode apresentar uma baixa contagem de espermatozóides normais no sêmen. Inspecione também o prepúcio e o pênis do reprodutor para detectar sinais de inflamação antes de iniciar a estação de monta. Este é um exame muito simples. Com o reprodutor numa posição sentada empurre o seu pênis para frente através do prepúcio e exponha a glande do pênis. Qualquer sinal de infecção é simples de detectar. Se você produzir reprodutores vacine-os contra a brucelose muito cedo quando jovens. Isto é muito importante e quanto mais cedo o fizer melhor será a resistência que eles irão formar contra a doença. Testículos assimétricos poderá ser resultado de uma infecção e devem receber a máxima atenção e tratados por um veterinário se não for tarde demais. Uma outra ocorrência pouco comum é o escroto (e testículos) torcido até 45°. Veja na galeria de treinamento. Uma separação dos testículos (sobretudo ao nível da cauda do epidídimo- testículos de bode)como mostrado na ilustração é indesejável e somente uma separação até 1,5cm de profundidade é permitida, embora nós selecionemos para total ausência da separação. Uma boa pigmentação no prepúcio é o ideal. A foto dos testículos pequenos e grandes foi tirada durante uma inspeção de reprodutores jovens com a mesma idade embora os testículos menores estejam justamente no limite mínimo aceitável o que demonstra bem a diferença que pode ocorrer para a mesma idade. Por fim, dê uma olhada nas duas matrizes da página anterior com uma diferença evidente no desenvolvimento da vulva. Os arcos entre as pernas são essenciais para o desenvolvimento do úbere e

a boa separação entre as pontas dos ísquios para um parto fácil. Veja as fotos na galeria de treinamento para mais pormenores. Recorde-se que a reprodução é essencial para permanecer financeiramente feliz. Há ainda outros dez pontos a considerar no julgamento/ inspeção doa animais. Nós chegamos agora ao ultimo aspecto da conformação.

Aparência geral: Eu não posso pensar num exemplo melhor do que este bonito reprodutor e uma cordeira sua filha para fins de treinamento. Eu incluí na galeria de treinamento uma foto deste reprodutor (de nome Chips) quando era ainda um cordeiro. Repare bem no seu pescoço e no desenvolvimento dos ombros. Você mal apode acreditar que este é o mesmo reprodutor. Consequentemente se você não tiver bastante experiência em selecionar animais, tenha bastante cuidado para não descriminar um animal até que ele tenha atingido o seu pleno potencial por volta dos 18 meses de idade. O que nós queremos realçar na aparência geral é observar como as diferentes partes do animal se encaixam umas nas outras. Quando você examina um animal deve falar para si mesmo e ter a imagem em sua mente. Isto é o que nós queremos: estes animais estão muito próximos do ideal em termos Fenotípicos. O Dorper deu-se muito bem com o uso deste sistema de inspeção e julgamento para seleção e melhoramento animal na direção do ideal conforme preconizado nos padrões de excelência da raça. Se nós pudermos acomodar o sistema nacional de registro de pedigree (livro nobre) e os teste de desempenho a este sistema maravilhoso nós só poderemos estar caminhando rumo ao sucesso. Veja a galeria de treinamento para ver algumas fotos de campeões com sucesso.

A definição diz: Os ovinos devem ser simétricos e as diferentes partes do corpo devem estar balanceadas e em proporção umas em relação às outras. Um temperamento calmo e uma aparência vigorosa é o ideal. 38


A definição diz: Um ovino co um BM peso para a sua idade é o ideal. Animais extremamente grandes ou pequenos devem ser penalizados e discriminados. desviar-se deste conceito tiveram que recuar devido à experiência ganha e aos erros caros que cometerem. Se nós supusermos que as três matrizes apresentadas têm todas um ano de idade então os pontos serão mais provavelmente assim: Matriz 1 = G5; Matriz 2 = G4 e Matriz 3 = G3 ou G4. Se as mesmas ovelhas tiverem por exemplo oito meses de idade então a pontuação deverá ser: Matriz 1 = G1; Matriz 2 = G5 e Matriz 3 = G4 ou G5. O ideal para a produção de cordeiros de corte ou abate deve ser um animal com uma distribuição de gordura ideal e com cerca de 40kg de peso vivo, entre os 4 e os 5 meses de idade. Isto depende da alimentação e sob condições favoráveis este peso pode ser conseguido entre os 3 e os 4 meses de idade. Venda-os e livre-se deles para fazer espaço para a seguinte geração e ter mais pasto para as matrizes da produção.

Distribuição da gordura (Símbolo D) A distribuição da gordura no Dorper é tão perfeita que pouco tem que ser feito neste aspecto. O problema levanta-se quando os criadores ignoram e desrespeitam os mais de 50 anos de experiência que foram investidos nesta raça e colocam novamente reprodutores Persas, van Rooy, etc em seus Dorpers puros para os “melhorarem”. Sim, eles podem obter um maior crescimento do animal cruzado (vigor híbrido), mas com cordeiros que são de qualidade inferior e com gordura localizada em varias regiões do corpo. Por outro lado, ales se esquecem que a prole resultante não pode ser usada de ovo no rebanho pois a cor, cobertura e as características corporais são fora de tipo. Agora, se você necessitar

Tamanho (Símbolo G) A seguir é o tamanho ou a taxa de crescimento (símbolo G). Este é um aspecto bastante polêmico pois muitos pensam que se nós estamos vendendo carcaças de carne, quanto maior, mais dinheiro. A definição vai contra esta linha de pensamento pois através de experiência prática nós verificamos que nem o animal extremamente, nem o extremamente pequeno são os animais mais viáveis do ponto de vista econômico. O que nós queremos é exatamente o que a definição diz e aqueles que tentaram

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A definição diz: Demasiada localização de gordura em qualquer parte do corpo é desejável e deve ser descriminada de acordo com o grau. Uma fina camada de gordura distribuída homogeneamente sobre a carcaça e entre as fibras musculares é o ideal. O animal deve ser firme e musculoso quando manejado. esboços. A linha limite da cor negra é a mesma para ambos o Dorper e para o Dorper branco. Linha limite da cor negra: observe as listras /// no animal. a No jarrete você encontrará um pequeno osso na parte externa e abaixo deste já é considerado estar abaixo da linha limite de cor – linha ventral . Forma uma linha imaginária à volta do jarrete. b Abaixo do joelho: nós tomamos a parte de baixo móvel do joelho como estando abaixo da linha limite, tal como no jarrete. c Agora nós tomamos a parte ventral do corpo e a linha imaginária tal como a pode ver dos dois lados do corpo. Quando você observa um animal esta linha fica bem clara e corre na direção frontal até a parte traseira das patas dianteiras. Para trás vai até a parte frontal da inserção/base do escroto. Se o escroto for negro ou a sua pele pigmentada de negro isto é permitido pois o escroto não faz parte da região ventral. d Nas ovelhas esta linha ventral vai até aos órgãos reprodutivos da ovelha.

de cordeiros mais gordos ou mais magros, use o tipo correto de reprodutor Dorper ou Dorper Branco. Você ficará surpreendido com os resultados e, o seu rebanho permanece puro. Tendo dito isto e olhando para as ilustrações você pode ver como tão pouca gordura localizada o Dorper apresenta. Por favor não estrague a raça. Lembre-se que a conformação o tamanho e a distribuição de gordura são aspectos preliminares e que só se aceitam animais com pontuação 4 ou 5 para efeitos de registro.

O padrão de cor do Dorper (Símbolo P) Este é o único aspecto em que os padrões para Dorper e para o Dorper branco são diferentes. Nós vamos primeiro falar sobre o Dorper (cabeça negra) e mais tarde então do Dorper branco. Para ajudar compreender a cor, há uma linha limite para a cor negra, que corta o animal em duas seções. As razões para estabelecer esta linha limite foram aspectos de beleza ou cosméticos e questões de consangüinidade. Faça da questão da cor um desafio que coloca o Dorper numa classe muito especial. Mas é mais importante concentrar-se mais nos aspectos de maior importância econômica B, G e D. a cor e a cobertura serão corrigidas pois os criadores líderes da raça já estarão se concentrando neles. Para melhor explicar o padrão nós nos referiremos frequentemente a várias ilustrações ou

Vamos então olhar para o padrão de cor (símbolo P) P5: esta é a cor que ideal que nós queremos. a Um ovino branco com uma cabeça negra ou a cabeça e o pescoço negros, mas não além do pescoço na direção do ombro ou do peito. b Completa pigmentação no anus ou nos órgãos reprodutivos e nos cascos. 40


não se estenda para alem da parte traseira do ombro, para o tronco ou da linha imaginária apresentada na figura. Note também que o negro não se pode estender no peito para alem da parte traseira dos ombros. No caso da cor se projetar para alem deste limite, na parte traseira do ombro ou paleta, apenas uma mancha de 10cm de diâmetro é permitida mas então nenhuma outra mancha tal como descrita na alínea “G” da figura. Uma mancha grande é frequentemente observada nos órgãos reprodutivos da matriz mas note que a forma da mancha é alongada e não pode ser mais longa do que 100mm. Tome nota da explicação em “D” a respeito da necessidade de haver uma ruptura na cor, no joelho se a para dianteira for negra. Observe a explicação “H” e você verá que uma mancha branca que se estenda para além da base dos chifres para a parte dianteira. Assim, se a cabeça for negra com uma mancha branca que se estenda para alem da base dos chifres, sem nenhuma outra mancha negra em outro lugar qualquer, a classificação será P3. uma mancha branca contínua que divida uma cabeça negra em dois ou que tenha branco em redor dos olhos degrada a classificação para o P2. a cor negra nas duas orelhas juntas (área total das duas orelhas) deve ser maior do que 50 % para qualificar o animal como P3. Observe também as exigências para exposição ou concurso e as diferenças de pigmentação para as matrizes e para os reprodutores.

P4: um pouco mais de cor é permitida a Ovinos brancos com a cor negra limitada à cabeça e ao pescoço com pintas negras no pescoço não tocando nos ombros ou no peito. b Também uma mancha negra, mancha branca ou uma separação da cor negra na nuca mas não se estendendo para alem da base dos chifres. c Uma quantidade limitada de pintas na região ventral. Pintas significam alguns pêlos juntos que não desagradam à vista. d Uma mancha de 100mm mais ou menos da área da palma da mão no prepúcio do reprodutor. e Uma mancha de 100mm nos órgãos reprodutivos da matriz ou reto do reprodutor. f Manchas negras soltas em contato com o peito ou ombros e paletas acima do joelho caem sob P3. Isto é também verdadeiro para pintas na região ventral.

P3: uma vez que esta é a última categoria a permitir o registro doa animais. Há um aumento substancial na quantidade de cor negra permitida. Observe bem enquanto você estuda a descrição na ilustração que o quarto dianteiro inteiro pode ser negro desde que

P2: uma vez que você domina completamente o P3, esta classificação é mais fácil – especialmente se tiver alguma experiência de trabalho prático com os ovinos Dorper. 41


P1: isto fala por si só basta olhar. Se você inspecionar este animal para registro como Dorper cabeça negra ou estiver a julgar Dorpers de vir ovinos totalmente brancos, mesmo que eles se qualifiquem como Dorpers brancos segundo os padrões da raça Dorper eles deverão ser eliminados devido à sua cor.

P5: a Um ovino branco sem pêlo ou lã de qualquer outra cor na sua pelagem. b Pálpebras completamente pigmentadas de negro ou marrom (veja a ilustração). c Deverá ter uma indicação de pigmentação por baixo da cauda e em redor dos órgãos sexuais. d Pestanas, marrom ou vermelhas são permitidas. e Os cascos poderão apresentar cor.

Os padrões de cor do Dorper branco Se você seguir as ilustrações sobre o Dorper branco, você achará tudo muito fácil. Nota: o marrom é considerado como pigmentação e deve ser procurado nas pálpebras, que são geralmente cor de rosa se nenhuma pigmentação for evidente. O animal da foto abaixo e à esquerda é considerado como tendo pigmentação completa. O mesmo é válido para a pigmentação nos órgãos reprodutivos e no anus do reprodutor. A pigmentação é muito importante para impedir as queimaduras solares. As mucosas e os tecidos moles e as orelhas expostas ao sol, podem sofrer de câncer se não tiverem nenhuma evidência de pigmentação. O pigmento marrom na foto abaixo (ao centro) é considerado também como completa. Somente uma indicação de pigmento nos órgãos reprodutivos é exigido – apenas uma das várias manchas do corpo como as da foto abaixo (da direita) bastariam.

P4: a Um ovino branco com um número limitado de pintas negras 42


castanhas ou de outra cor, restritas às orelhas e abaixo da linha limite (ver critérios de definição da linha limite). b Pelo menos 50% das pálpebras de ambos os olhos devem ser pigmentados nos reprodutores e matrizes com pelo menos uma indicação de pigmento em casa pálpebra nos cordeiros. c Pestanas, marrom ou vermelhas são permitidas. A ilustração mostra várias pintas abaixo da linha limite das orelhas que são importantes de notar. As pálpebras também só apresentam 50% de pigmentação. P2: a Um ovino branco com pintas negras, marrons ou de outra cor, maiores do que as descritas em P3, limitadas à cabeça, pescoço e fora da linha limite. b Uma clara indicação de pigmento em qualquer das pálpebras é essencial.

P3: a Um ovino branco com um limitado número de pintas negras, castanhas ou de outra cor na pelagem confinadas à cabeça e abaixo da linha ventral. b Manchas na cabeça e abaixo da linha ventral, que no seu conjunto não excedem os 10cm de diâmetro. c Pelo menos 25% das pálpebras nas matrizes e reprodutores devem estar pigmentadas em um ou em ambos os olhos. d Pestanas, marrom ou vermelhas são permitidas. De novo é fácil de lembrar a partir das ilustrações: mais cor é permitida (10cm de diâmetro no total). Pintas e pequenas manchas espalhadas na cabeça e abaixo (dentro da área limite) e/ou uma mancha até 10cm de diâmetro no pescoço ou no quarto dianteiro é permissível. Apenas 25% da área pigmentada nas pálpebras de ambos os olhos. Em resumo, para P5. 100% pigmentação, P4, 50% e P3 é exigida. Nenhuma cor pra lá da linha é permitida ao P5 algumas pintas abaixo e dentro da linha limite e orelhas no P4 e não mais do que 10cm de diâmetro acima da linha limite (fora) no P3. Agora vamos falar na coloração dos animais para uso comercial e uma vez conhecendo os requisitos para registro torna-se mais fácil entender as restantes categorias.

P1: a Um ovino branco sem pigmentação nas pálpebras e/ ou com manchas marrons ou vermelhadas ou pintas de outra cor na pelagem do corpo. b Ovinos com um ou ambos os olhos azuis.

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Definição H5: Uma cobertura curta e solta, leve mistura de pêlo e lá (kemp) com uma região ventral de kemp naturalmente limpa. A cabeça também deve ter uma cobertura de pêlo fino e curto (sem lã). Você pode ver que também se usa a região ventral? Observe também nesta foto que o ombro de um H5 está limpo. Kemp é uma cobertura muito curta. Nota: Nos cordeiros (reprodutores) com menos de 60kg e nas matrizes com menos de 50kg apenas uma indicação de pigmentação nas pálpebras é requerida. No Dorper, olhos azuis são eliminados.

Cobertura: (Símbolo H)

Se nós olharmos para as pessoas, facilmente podemos ver com a roupa que trazem vestidas pode mudar seu visual, o mesmo acontece com o Dorper. Nós queremos um animal bonito, limpo, que nos seja bastante atrativo à vista. A cobertura ideal, H5 é a que mais agrada à vista. Se você investir neste tipo de cobertura, você irá ter animais muito atrativos e que facilmente perdem a cobertura grosseira do inverno naturalmente. Não admira que tenhamos uma definição de padrão de cobertura ideal tão suave e bonita.

como H3. Do ponto de vista prático, um H3 agrada à vista quando a cobertura do animal é tosquiada muito curta – você pode entretanto ficar decepcionado quando a cobertura crescer de novo e uma aparência desarranjada é o resultado! Este aspecto é negligenciado frequentemente quando os animais vendidos em leilão estão tosquiados.

H4: esta cobertura também é muito atraente, ligeiramente ais lã do que o H5 na parte dianteira, mas ainda uma cobertura curta na região ventral. Veja a foto. H3: está é a última cobertura permissível para animais registrados. Examine bem esta cobertura. Aqui pode notarse que a perda natural desta cobertura mais grosseira de inverno (derramamento) será menor e a aparência pode começar a sofrer. O H3 pode realmente ser subdividido em dois tipos: o tipo mais lãnado e o tipo mais peludo. Veja as fotos. A presença de um avental qualifica um animal Definição H4: uma cobertura curta e solta, leve mistura de pêlo e lã (kemp) com a lã predominantemente no quarto anterior e com uma região ventral de kemp naturalmente limpa. Cobertura de lã aceitável até a coroa (face limpa).

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Definição H3: uma cobertura curta e solta, predominantemente lá ou pêlo fino, com kemp perceptível na parte lateral das coxas. A palavra leve foi retirada da definição e a região ventral não é limpa. E tem predominantemente mais lã do que pêlos. Uma juba ou um avental suave são permitidos. A lã é permitida na face.

H2: esta avaliação não é apenas para animais de registro, mas para animais de rebanho e pela definição você pode ver que tende a ser uma cobertura mais desagradável. Definição H2: a Quase exclusivamente pêlo grosseiro com avental. b Quase exclusivamente lã e muito densa. H1: isto fala por si só e não tem bom aspecto. (lembrese que isto parece um H2, mas agora não há nenhuma mistura de lã e pêlo. Um H1 é ou todo lãnado ou todo peludo).

c Cobertura demasiadamente escassa. Quando a cobertura é demasiado escassa, sob condições severas de sol do deserto, a pele do dorso do animal chamuscará e a cobertura não crescerá de novo nessa área. Nota: tenha cuidado na avaliação dos cordeiros: a sua cobertura “real” surge somente após sua primeira troca de cobertura ou do primeiro derramamento de cobertura grosseira de inverno como adulto. Isto acontece por volta dos 12 meses de idade.

Tipo

Nós já avaliamos o animal todo da cabeça à cauda e agora temos que tomar uma importante decisão. Nós falamos frequentemente acerca do tipo de pessoa e agora nós queremos estabelecer o tipo de animal. Não é sempre fácil determinar o tipo, especialmente se você estiver muito perto, praticamente em cima do animal. Para determinar o tipo é aconselhável posicionar-se a alguns metros afastado do animal e olhar para a foto à sua frente. Lembrese que você possivelmente já observou e anotou alguns defeitos do animal. Por exemplo, o animal pode apresentar a maxila inferior curta mas um tipo bonito. Não deixe que um bom tipo se sobreponha a um defeito grave e eliminatório, mas seja consistente e preciso no tipo. A definição diz: o tipo é determinado após ter considerado todos os aspectos dos padrões de excelência da raça. A aparência e a impressão geral devem ser a de ovinos Dorper verdadeiramente apurados, com masculinidade no reprodutor e feminilidade na matriz.

Com todos os tipos de cobertura nós preferimos uma pele grossa. Uma pele fina tende a ser rosada e pode ser sentida no flanco. Penalize os seguintes aspectos na cobertura: a Cobertura demasiadamente densa ou longa. b Cobertura longa na região ventral em ovinos adultos.

Para fins de inspeção ou avaliação dos animais, os seguintes valores das diferentes características a avaliar:

Definição H1: b Exclusivamente pêlo grosseiro. c Exclusivamente lã (longa e densa). d Uma juba grosseira. 45


Informe

Cabanha Monte Olimpo Histórico

Primeiros Embriões da T.E.

Decididos a iniciar um trabalho empresarial na ovinocultura com objetivo de desenvolver animais Dorper e White Dorper de elite, Leonardo Vidal e Jorge Suel Cury, implementaram seu plano estratégico de longo prazo, no início de 2006.

Os primeiros animais de elite originados das duas primeiras importações de embriões Sul Africanos, já são a confirmação do sucesso da estratégia escolhida. Animais de porte, fortes, de excelente perfil e conformação que atendem as maiores exigências na formação de matrizes e campeões para o desenvolvimento do rebanho brasileiro.

A base deste plano na formação de machos e matrizes de elite, era a importação de embriões Sul Africanos, selecionados rigorosamente entre os mais importantes criadores daquele país.

Tecnologia Reprodutiva

Para a execução deste plano, foi adquirida uma área na cidade de Jundiaí /SP, estrategicamente localizada, no qual instalações de confinamento, de apoio veterinário e pasto foram minuciosamente estudados.

A Monte Olimpo utilizará a T.E (transferência de embriões) e a I.A (inseminação artificial) para o melhoramento genético de seu plantel, com o objetivo de alcançar gradativamente os melhores perfis genéticos em Dorper e White Dorper...

Hoje, 3 anos depois, a Monte Olimpo possui uma estrutura física, comercial e estratégica de alto padrão que a posiciona como uma das Cabanhas de ponta, que serão responsáveis pelo desenvolvimento de rebanhos Dorper e White Dorper de altíssima qualidade no Brasil.

Padrões de Qualidade A Monte Olimpo valoriza os seus padrões de qualidade em todas as atividades que desenvolve:

Transferência de Embriões (T.E.) - Rigor na escolha

Instalações, equipamentos e insumos - Instalações adequadas para um confinamento ideal, equipamentos modernos para o manuseio, “solariuns”, protetores contra chuva e ventos, ração e medicamentos apropriados.

Dentre os pontos chaves do seu plano estratégico, o mais relevante foi o rigor na escolha dos embriões Sul Africanos importados que deveriam obedecer e atender as exigências do perfil dessas raças no Brasil.

Treinamento de pessoal – A Monte Olimpo fornece interna e externamente treinamentos constantes em todas as áreas de atuação, para todos os profissionais de seu quadro.

A África do Sul tendo sido o berço do desenvolvimento dessas raças, tornou-se o país modelo e referência, possuindo Cabanhas altamente profissionalizadas e reconhecidas pela qualidade de seus animais.

Os treinamentos exigidos vão desde manuseio de plantel, passando pelo estudo da genética, indo até o desenvolvimento mercadológico e estratégico

A Monte Olimpo desenvolveu um longo e árduo trabalho de seleção dessas Cabanhas, afim de assegurar-se em importar, os MELHORES EMBRIÕES daquele país.

de marketing.

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Cabanha Monte Olimpo

Genética Sul Africana formando campeões Dorper / W.Dorper

SÃO PAULO / SP

JUNDIAÍ / SP

Rua: Rafael Ficondo, 590 – Vila Brasilina – cep: 04163-050 Tels: 11 2947-9700 / 11 9397-9382 Contato: Leonado Vidal E-mail: leonardo@artprinter.com.br

Estrada Municipal do Pinheirinho Av . Cristian Stackeheth, 280 – Pinheirinho – cep: 13215-872 Tel: 11 7852-2677 Contato: Joel Gomes

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Conformação

=3

importante estar correto

Tamanho

=1

fácil estar correto

Distribuição da gordura

=1

requer pouca habilidade para determinar

Cor

=2

pouco valor econômico (aparência)

Cobertura*

=2

valor econômico (qualidade da pele)

Tipo

=3

importante estar correto

Tipo de seleção

=3

importante estar correto

Total

= 15 points

(esteja certo que você conhece os aspectos mais importantes) O ângulo das fibras de couro do Dorper é liso – uma característica que reforça mais o couro. (Informação fornecida pela diretoria Sul Africana da carne) HD01 Cabeça fora de tipo Que exemplo tão bom de uma cabeça fora do Tipo. Esta cabeça é demasiadamente curta, papo proeminente na garganta, sem nenhum caráter, sem base dos cornos desenvolvida e sem forma triangular. Em geral um tipo mortiço ou apagado, um animal para eliminar! HD02 Testa encovada Um bom exemplo de testa encovada. Cuidado para não confundir com um exagerado nariz romano (convexo). Um aspecto positivo ou desejável neste animal é a boa proteção dos olhos e uma base dos cornos bem desenvolvida. HD03 Nariz liso Isto desfigura totalmente a forma ideal da cabeça e dificulta uma boa respiração. HD04 Nariz largo Um bom exemplo de nariz largo, com os olhos bem afastados e amplo desenvolvimento secundário. Os cientistas dizem que o nariz joga um papel importante no sistema de arrefecimento do sangue em ovinos. HD05 Boca forte Veja o posicionamento da divisão entre a maxila e a mandíbula. Nós não a queremos

* A cobertura é um aspecto que pode ser muito mais importante do que aparenta, uma vez que o derramamento ou a perda da cobertura grosseira de inverno na primavera é muito importante para manter os custos de mão de obra baixos. A aparência é o aspecto mais importante para os potenciais compradores dos seus ovinos. Apenas em rebanhos comerciais para produção de carne é que este aspecto tem menor importância. Uma boa pele e uma cobertura faz um excelente couro “Glover” (marca comercial registrada para couro Dorper) – usado na manufatura de luvas e peças de vestuário em couro de alta qualidade. Você vai ver que uma pele com uma cobertura ideal será uma parte importante da sua receita! Com os couros de animais de tipo H5 e H4 de cobertura você pode estar certo da elevada demanda para o couro dos seus Dorpers.

As peles ou couros do Dorper As peles ou couros do Dorper são considerados entre as melhores no mundo. Não tem nenhum enrugamento e apresentam uma textura lisa e macia. O couro do Dorper é usado na manufatura de vestuário e luvas em couro de qualidade muito apreciada. Estas peles são procuradas como produto de exportação e por esta razão poucas peles de Dorper são usadas localmente na África do Sul na indústria de couro. A maior parte das peles curtidas de Dorper é exportada a bom preço. A textura ou impressão no couro representa cerca de metade da espessura total da pele. As glândulas não são bem desenvolvidas na zona de textura que consiste numa rede de fibras fortes de colágeno. Esta rede de fibras de colágeno faz o couro excepcionalmente forte. O colágeno é o material que dá forma ao couro. Uma pele de carneiro com muito pêlo assemelha-se a uma pele de cabrito. As fibras de uma pele de um Dorper são delicadas, mas a estrutura da pele é muito mais firme e mais densa do que as de cabrito ou de ovinos lãnados. 48


ao meio, o que tornaria a mandíbula demasiado pesada. Tenha cuidado para evitar animais com a mandíbula demasiado rasa. HD06 Nariz romano (convexo) Um forte nariz romano, com boa proteção dos olhos, belíssimo desenvolvimento secundário boa base dos cornos e orelhas de bom tamanho. HD07 Cabeça lisa Uma cabeça demasiadamente lisa, sem caráter e demasiado branco à volta dos olhos. Também se pode observar uma coloração marrom na cabeça. HD08 Cabeça apurada Um bom exemplo de uma cabeça apurada, com bom caráter. Orelhas desejáveis boca forte ou bem desenvolvida, nariz romano, e esta cabeça se encaixa perfeitamente no nosso triângulo. HD09 Chanfro apurado A mesma cabeça vista de frente. O nariz está bem balanceado com os olhos para manter a feminilidade. HD10 Quatro dentes incisivos Se não estiver seguro a cerca da idade de um ovino, então pode utilizar os dentes incisivos permanentes para estimar a idade. 2 dentes = 12-14 meses // 4-dentes = 18-20 meses// 6 dentes = 26-30 meses e 8 dentes (boca cheia) = 36 meses ou mais. O desgaste dos dentes depende do tempo de pastejo. O pequeno dente ao canto anda é um dente de leite e não conta como dente incisivo permanente. HD11 Branco em torno dos olhos Se a coloração branca à volta dos olhos for demasiado

evidente, nós temos que descriminá-la e o animal não pode ser registrado. HD12 Nariz largo O nariz deste reprodutor é demasiado largo e estraga o tipo do animal, nós descriminamos isto e não registramos este animal. HD13 Cabeça feminina Veja a aparência suave desta ovelha com boas orelhas a encaixá-la no tipo desejável. HD14 Cabeça fora de tipo Compare esta cabeça com a anterior e você se aperceberá que com esta cabeça o animal será desqualificado para efeitos de registro. Tome cuidado para não deixar que um animal destes seja selecionado pelo moço que limpa os currais. Não aceite uma cabeça destas. HD15 Cabeça feminina Um bom exemplo de uma cabeça apurada, com orelhas de bom tamanho. HD16 Cabeça feminina A mesma cabeça vista de lado. Cabeça bem comprida e forte, com uma mancha branca que ultrapassa a base dos cornos, o que faz desta orelha um P3. HD17 Desenvolvimento secundário Um reprodutor com uma cabeça bem masculina. O buraco à frente dos olhos entre as rugas chama-se de “olho de velho”. Este buraco faz parte do sistema respiratório e é uma característica positiva do animal. 49


HD18 Fora de tipo Este reprodutor foi eliminado de um leilão, devido a este tipo de cabeça Persa. Usualmente este tipo de cabeça tem uma cobertura brilhante. HD19 Mandíbula rasa Este reprodutor tem uma mandíbula rasa. Os padrões de excelência da raça estipulam, que as mandíbulas devem ser profundas e bem colocadas. Isto não é um defeito que desqualifica o animal, mas que o penaliza. Mas nós sabemos que a queríamos ligeiramente mais desenvolvida. HD20 Mandíbula curta (prognatismo) Alguns chamam-lhe de bico de papagaio. Nós aceitamos uma mandíbula inferior no máximo até 3mm nestes casos. Este é um defeito grave originado pela consangüinidade doa animais e deve ser firmemente descriminada. O plano a longo prazo dever ser a seleção para um perfeito encaixe das mandíbulas. HD21 Mandíbula inferior curta (prognatismo) Aqui você pode ver uma diferença maior do que 3mm entre as mandíbulas. Até 3mm é o máximo aceitável. Para animais jovens e até 2mm para animais adultos. Veja HD24 para um assentamento correto. HD22 Cabeça torta É muito raro mas pode ocorrer – um defeito eliminatório.

HD24 Assentamento Assentamento correto das mandíbulas. FQ01 Cambaio – pernas em X Este reprodutor apresenta um quarto posterior forte, mas tem as pernas igualmente em “X”. Se as pernas forem demasiadamente em X (cambaio) e o animal for pesado, as quartelas tem de a dobrar-se para fora, afetando a habilidade de caminhar com o tempo. FQ02 Fechado em pernas – quarto anterior estreito Aqui nós temos um exemplo de um animal fechado em pernas. Isto afeta a habilidade do animal em caminhar. Note bem: esse não é um exemplo de pernas em X – cambaio. FQ03 Ombros largos demais Exatamente oposto ao exemplo anterior. Os ombros estão soltos geralmente as espáduas também estão soltas (nota-se mais quando o animal caminha). O animal tem uma pobre habilidade para caminhar. No caso dos reprodutores, tendem a ter crias com o mesmo defeito e originam partos difíceis. Este tipo de conformação é indesejável e deve-se eliminar. FQ04 Ombros largos demais O mesmo animal viso de trás. Os ombros soltos podem ser facilmente observados. FQ05 Ombros largos demais Com ombros assim tão largos, transferidos para a prole, só podemos imaginar muitos problemas no parto. Lembre-se que uma vez que a cabeça e os ombros passem a traves do canal do parto, o resto do corpo apenas desliza e passa facilmente

HD23 Coroa lisa Este animal não apresenta nenhum desenvolvimento na base dos cornos.

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pelo canal do parto, deixando-se apenas cair sem esforço da mãe. FQ06 Ombros estreitos demais O caso completamente oposto ao anterior. Com os ombros tão estreitos, há muito pouco espaço para o coração e os pulmões funcionarem normalmente. Isto sem falar no tamanho insuficiente dos quartos anteriores (pouca carne – perda de valor econômico). FQ07 Pernas arqueadas Pode ser o resultado da alimentação, mais geralmente é um defeito genético – animal a eliminar. FQ08 Cambaio – pernas em “X” A carne do peito está completamente pendurada, uma característica indesejável. Esse animal apresentava grandes dificuldades de locomoção e apresentava pouca habilidade para caminhar. Observe como os ombros não se encaixam harmoniosamente no resto do corpo. O pé dianteiro esquerdo está virado para fora. Seja rigoroso com a habilidade para caminhar, pois esta raça foi desenvolvida para prosperar e se reproduzir sob condições muito agrestes. FQ09 Cambaio – pernas em “X” com as quartelas dobradas Embora essas pernas em X ainda sejam aceitáveis, você pode ver que as quartelas cederam para fora. A torção das quartelas nem sempre está associada às pernas em X (cambaio) e pode ser um defeito por si só. O deficiente aparo dos cascos também pode causar isto. BR01 Corpo curto ou barril curto (parte média – curta) Nós falamos de um corpo longo ou curto. Se nós observarmos esta pequena

ovelha nós podemos ver que lhe falta comprimento no corpo. Esta falha é agravada por causa de sua longa garupa. O comprimento do corpo é medido desde a anca até a ponta da espádua (atrás do ombro). BR02 Corpo longo Este cordeiro tem uma garupa longa e um comprimento do corpo é excepcional comparado com a de acima. BR03 Lombo forte (bem desenvolvido) O reprodutor da frente mostra um lombo bem forte (também chamado de “músculo do olho”) comparando com o reprodutor atrás dele. BR04 Lombo forte (bem desenvolvido) Esta matriz tem um lombo muito forte, tão forte que até apresenta ter uma depressão trás dos ombros, o que não é verdade. Tenha cuidado ao usar a palavra demasiado, pois pode estragar o tipo. Demasiado pode ser confundido com exagerado. BR05 Costelas bem arqueadas Um reprodutor com as costelas bem arqueadas é uma garupa boa e larga. BR06 Costeleta do lombo Observe a forma oval do músculo do lombo. Esta forma pode ser associada com um lombo bem desenvolvido. Nós encontraremos uma forma mais arredondada num lombo menos desenvolvido (menos cheio). BR07 Quatro costeletas diferentes Costeletas do ombro, costeletas das costelas e do lombo. Observe a quantidade de 51


gordura que foi cortada da costeleta da direita em casa caso. Abata e venda os seus animais de acordo com a sua condição corporal ou estada de carnes. Não é economicamente viável sobre-alimentar os seus animais, uma vez que isto apensa acrescenta gordura. BR08 Lombo fraco (ou pobre de carnes) Quando o músculo do lombo é fraco ou pobre de carnes, o animal geralmente parece estar dividido em três partes distintas que não se encaixam suavemente umas nas outras. O animal parece estar a cair aos pedaços. SH01 Conformação ou forma A característica mais proeminente nesta borrega é a belíssima forma feminina de matriz, com uma boa profundidade do corpo, um lombo e uma garupa forte e excelentes qualidades de carne. SH02 Conformação ou forma A mesma borrega uma boa cobertura H4, com um bom quarto traseiro e um bom tamanho dos ossos faz desta borrega um excelente exemplo de uma matriz do tipo T5. SH03 Conformação ou forma Se nós compararmos essa borrega com cobertura mais pesada e3 grosseira com a anterior, você concordará que este animal não é da mesma categoria, embora também mereça o registro. Esta borrega apresenta uma forma menos feminina, ossos mais pesados (pernas traseiras), uma ligeira depressão na linha superior e uma cobertura que faz dela menos atrativa. SH04 Conformação ou forma Ainda a mesma borrega vista de frente, para mostrar o forte

quarto anterior e a ossatura ligeiramente pesada demais para uma matriz (mais masculina). Tenha cuidado para não deixar que os ossos de suas matrizes se tornem demasiadamente pesadas para manter a feminilidade. SH05 Conformação ou forma De novo a mesma borrega, para mostrar claramente a espessura das pernas (ossos pesados). Tenha cuidado, mantenha feminilidade das suas matrizes, para garantir que elas reproduzam mais e melhor. HQ01 Aberto de trás Isto pode ser o resultado de uma falta no programa de alimentação, principalmente de cálcio. No entanto, isso também pode ser o resultado da genética ou de consangüinidade. A conseqüência mais importante dessa condição é que a habilidade de caminhar deste animal fica fortemente afetada. HQ02 Arqueado de frente (quarto anterior) Isto também pode ser o resultado de uma falha no programa de alimentação principalmente de cálcio, mas também o resultado da genética ou de consangüinidade. A conseqüência mais importante dessa condição é uma pobre habilidade de caminhar. HQ03 Cambaio Esta condição para alem de afetar a habilidade de caminhar do animal, não agrada ao olho. O espaço entre as pernas onde o desenvolvimento do úbero ou dos testículos deve ocorrer fica reduzido, limitando assim o normal desenvolvimento desses órgãos importantes para a reprodução. Esta condição também torna mais difícil o acesso dos cordeiros às tetas (e ao leite). HQ04 Região tibial longa (“ponto de pegar lombo” ou chambão do pé lombo) 52


A tíbia é o osso acima do jarrete, algumas pessoas chamam a esta região do chambão do pé ponto de pegar. Esta é uma boa indicação de demasiado pobres características de carne. HQ05 Pernil curto Geralmente você encontrará isto no pernil bem definido e é muito atrativo ao olho. Se comparar este pernil com o anterior, também pode observar uma tíbia mais curta no quarto traseiro que define melhores características de carne. HQ06 Pernil reto ou vazio A forma deste pernil fala por si só e é um sinal de qualidade de carne inferior. Es observe como o músculo do pernil é reto e vazio, acompanha o osso sem nenhuma curvatura. Esta conformação tem um aspecto terrível e deve ser eliminada. HQ07 Perna de poste Este defeito elimina o animal é geralmente acompanhado de quartelas fracas. Tenha cuidado para não se deixar iludir pela condição do animal quando o examinar. Matrizes em avançado estado de gestação por vezes tendem a apresentar pernas mais retas quando estão no comedouro ou no bebedouro. Consequentemente julgue os animais em relação às pernas em condições mais naturais. No entanto tenha cuidado pois esse defeito pode ser indicativo de um alto grau de consangüinidade. HQ08 Cascos afastados ou dedos abertos Nós discriminamos contra os dedos abertos ou cascos afastadosmente. Esse casco traseiro e esquerdo mostra os dedos demasiadamente afastados. Em condições severas com o piso duro e pedrejoso, este casco estará mais sujeito a danos e o resultado:

infecção. HQ09 Quartelas fracas (baixo de quartela) Um bom exemplo de quartelas fracas. Observe como os a sobre unha toca no solo. Este é um defeito grave geralmente causado por consangüinidade e deve ser severamente discriminado. HQ10 Colocação das pernas e cintura pélvica Observe os aprumos posteriores regulares. Há bastante espaço entre as pernas para um bom desenvolvimento do úbere. Esta forma é também importante para colocação da cintura pélvica que neste caso é ampla para permitir um nascimento mais fácil dos cordeiros. Veja a tabela dos ossos para entender melhor, caso tenha dúvidas. HQ11 Forma do quarto traseiro (pernil) Nesta foto, temos uma conformação pobre do quarto traseiro (pernil) quase um pernil reto ou vazio. Este tipo de conformação não é a ideal para a habilidade de parir facilmente. Veja a sessão na tabela dos ossos de ovinos e observe qual deve ser a conformação correta dos ossos da cintura pélvica (anca, ponta do ísquio e ponta do ílio) da matriz para ilustrar a possível redução do canal do parto neste tipo de quarto traseiro. HQ12 Jarrete forte Aqui nós temos um jarrete bem forte, que permite uma boa habilidade de caminhar e garante um bom equilíbrio e controle na altura da monta. Repare na linha de aprumo entre o jarrete e a ponta da nádega. HQ13 Amputando a cauda (I) Esta simples operação pode ser realizada com mínimo esforço. Aqui, um alicate especial é 53


usado para colocar uma borracha circular anel em torno da cauda no lugar correto (o suficiente para o pedaço restante cobrir o reto). HQ14 Amputando a cauda (II) Nesse exemplo, uma tesoura do tipo guilhotina é usada para amputar a cauda. Neste caso é recomendado um uso de spray com anti-séptico ou antibiótico até a ferida secar. HQ15 Amputando a cauda (III) O resultado visto de lado mostra que a cauda foi amputada em linha com a nádega. Uma imagem que agrada ao olho! HQ16 Garupa ideal Excelente comprimento e forma da garupa. A prega do joelho poderia ser mais abaixo. (BR08 é um bom exemplo). RP01 Testículos fendidos ou bolsa escrotal com fenda (também chamado de testículos de bode) Nós eliminamos animais com uma fenda na bolsa escrotal com mais de 1,5cm de profundidade. O objetivo a longo prazo é não ter nenhuma fenda. RP02 Escroto longo ou escroto descaído Quando o escroto é demasiado longo, está sujeito a lesões nos arbustos espinhosos pode facilmente sofrer contusões e traumas que resultam em inflamação que afeta a termo regulação dos testículos e problemas no sêmen. Não existe uma linha limite, mas o bom senso deve prevalecer. RP03 Testículos desiguais

(vulva e úber) Os testículos desiguais são indesejáveis e podem ser uma indicação de alguns problemas (consangüinidade). Isso deve ser visto com um olho crítico e com a ajuda de um veterinário. RP04 Órgãos reprodutivos Se nós olharmos para os órgãos reprodutivos destas duas ovelhas da mesma idade nós observamos algumas diferenças. A ovelha da direita apresenta órgãos reprodutivos subdesenvolvidos e é muito mais alta que a ovelha da esquerda. A ovelha à esquerda é mais normal e apresenta um úbere desenvolvido o que o deve fazer pensar... RP05 Forma e tamanho ideal dos testículos Veja como esses testículos são bem desenvolvidos e simétricos, com um “PESCOÇO” fino. RP06 Tamanho dos órgãos reprodutivos Um outro exemplo de órgãos reprodutivos subdesenvolvidos na ovelha à esquerda. RP07 Tamanho dos órgãos reprodutivos Os órgãos do reprodutor à esquerda são demasiado pequenos (mínimo de 30cm de diâmetro aos 10 meses) e dever ser verificados. Lembrese que também é importante fazer teste de fertilidade do sêmen e contagens de espermatozóides totais, normais e anormais no sêmen dos reprodutores. RP08 Testículos torcidos ou desviados A foto à esquerda é uma ocorrência muito rara. Só pode ser vista às vezes 54


quando o reprodutor está relaxado. Quando reprodutor está caminhado ou sendo perseguido, ele retrai os testículos (puxa-os para cima) e parece ser normal. RP09 Doença do pênis (balanopostites) Essa doença não é detectada facilmente, a menos que os reprodutores sejam inspecionados especificamente para detectá-la. Ela pode ser espalhada entre os reprodutores, pois a doença também infecta as ovelhas e é de transmissão sexual. Neste caso a prevenção é definitivamente melhor do que a cura. Uma vez que seu rebanho esteja infetado é extremamente difícil controlar essa doença. PG01 Pigmentação Boa pigmentação nas tetas desta matriz Dorper. O úbere desta ovelha jovem é bem desenvolvido. PG02 Pigmentação Essa pigmentação é boa numa matriz Dorper branca, visto que 50% é requerido no Dorper. PG03 Pigmentação do olho Boa pigmentação nesta pálpebra de um Dorper branco. Note que a cor marrom é considerada pigmentação e neste caso a pigmentação é consequentemente 100%. PG04 Pigmentação do olho Uma pigmentação 100% negra nesta pálpebra.

requerida para fins de registro. PG06 Pigmentação do olho Uma pálpebra cor de rosa é uma condição predisponente para o desenvolvimento de câncer sob condições áridas e com o sol dos trópicos. PG07 Olho azul A cor azul em um ou ambos os olhos é um defeito a eliminar. Nesta foto você pode ver que somente uma parte deste olho é azul contudo se considera um animal a eliminar. PG08 Cor em redor dos olhos (branca ou castanha) O ideal é a cor negra, mas alguns animais apresentam alguma coloração branca ou castanha. Se isto for exagerado o animal não pode ser registrado. P2. PG09 Cor em redor dos olhos (branca ou castanha) Esse é um exemplo de coloração exagerada que se estende pela face que elimina o animal para efeitos de registro. P1. TP01 Proporção ou balanço Esta ovelha está completamente fora de proporção ou balanço. As pernas são demasiadamente compridas e finas e o corpo (barril) demasiadamente curto e desproporcional em relação às pernas. Não apresenta a forma em cunha feminina e apresenta pobres qualidades de carne. TP02 Boa capacidade Se nós compararmos esta ovelha com a anterior, nós podemos observar completamente o rosto com um bom

PG05 Pigmentação das tetas Observe a bonita pigmentação neste úbere e tetas. Uma indicação de pigmentação é 55


balanço e tipo nesta ovelha.

registrado, foi classificado como sendo do tipo 5 por um inspetor. Esse reprodutor apresenta um bom balanço e uma boa cobertura. No entanto se nós o quisermos criticar, podemos argumentar que o animal é algo fino nos ossos, mas lembre-se que é ainda um borrego. TP08 Tipo O mesmo borrego reprodutor visto de trás, apresentando boas qualidades de carnes e jarretes. O comprimento do corpo é proeminente embora alguns dizem que ele é demasiadamente curto nas pernas, devemos ter em conta que ele é ainda um cordeiro e deverá crescer um pouco mais. TP09 Tipo Boa largura do quarto traseiro com um arco bonito entre as pernas, que também é importante para os testículos e um bom desenvolvimento do úbere. A colocação da cintura pélvica deste reprodutor é perfeita para transferir para sua prole e matrizes, para uma abertura ideal do canal do parto e fácil nascimento das crias. Observe também os testículos bem desenvolvidos neste borrego e a boa pigmentação. TP10 Tipo Aqui nós podemos ver ainda melhor as excelentes qualidades de carne com um bom arqueamento das costelas e uma boa inserção do pescoço ao tronco. CP01 P2 em padrão de cor Quando a cor negra vai para além da linha entre os ombros e o cotovelo (barril), o animal torna-se P2, é eliminado para efeitos de registros. CP02 P2 em padrão de cor Se considerássemos que a cor negra não tivesse passado para o barril (para alem dos

TP03 Tipo Uma matriz de tipo indesejável. Observe o pequeno quarto traseiro, comparado com o resto do corpo. Esta matriz se qualifica somente como do tipo 2 (T2) para o uso comercial. Reprodutora de animais de corte e não de registro. TP04 Tipo Persa Embora a raça persa tenha sido usada para desenvolver a raça por vezes alguns Dorpers fora de tipo se parecem demais aos persas com características indesejáveis e são por isso animais a eliminar. TP05 Tipo Observe a feminilidade a boa conformação (forma) o bom tipo e as boas qualidades de carne desta matriz. TP06 Tipo Um reprodutor com um bom balanço e musculatura. O reprodutor a usar para acrescentar comprimento de corpo, melhorar os ossos e a cobertura dos cordeiros de matrizes com uma cobertura grosseira, corpo curto, ossos finos e pobres qualidades de carne (compensar as matrizes). Tenha cuidado com a elevação acima das paletas, pode indicar que as patas dianteiras estão colocadas demasiadamente à frente, o que pode criar problemas no caminhar. TP07 Tipo O tipo é uma característica algo discutível. Nós como seres humanos gostamos de diferentes tipos de mulheres ou de homens e do mesmo modo gostamos de diferentes tipos de animais. Este borrego reprodutor 56


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ombros) neste reprodutor, quer dizer a respeito da cor negra para além do joelho? Quando a cor negra vai para alem do joelho, uma mancha contínua, o animal classifica-se como um P2 para coloração. Se ele tivesse uma separação nítida até o joelho, nós tolerávamos uma mancha de até 10cm de diâmetro abaixo desta linha ventral CP03 Cor negra no Dorper branco Uma mancha até 10cm de diâmetro é permitida na cabeça do Dorper branco, para ainda ser registrado, mas não mais manchas ou manchas coletivas serão permitidas na cabeça ou abaixo da linha ventral. CP04 Chanfro separado Uma mancha que separa completamente a cor negra na cabeça do animal em duas partes, FA2 deste um P2 e não pode ser registrado. CP05 Mancha na vulva Uma mancha de 10cm por 20cm em redor da vulva é permitida nas ovelhas. Note que não pode ser mais larga do que 10cm. CP06 Pintas Pintas são mais comuns em ovelhas do que em reprodutores. Um pequeno número de pintas são toleradas em matrizes mais velhas, use sua descrição, mas quando estas estragam a aparência o animal perde o registro. Tal como certas pessoas ficam com o cabelo acinzentado quando envelhecem, os ovinos tornam-se pintalgados com a idade. CP07 Mancha no prepúcio Uma mancha de 10cm por 20cm é permissível no prepúcio, mas nenhuma outra coloração (mancha negra) é permitida abaixo da linha ventral.

CP08 Mancha no ombro (espádua) Uma mancha como esta que não passa para o barril (atrás da espádua) e não vai para alem do joelho no quarto anterior faz deste animal um P3. CP09 Quarto anterior negro Uma cabeça negra, pescoço e peito como estes fazem deste Dorper um P3 e qualifica-o para efeitos de registro. CP10 Cabeça e pescoço negros Uma cabeça e um pescoço negros e umas pintas negras no peito ou ombros penalizam este Dorper para um P3. Lembre-se que outra mancha adicional até 10cm de diâmetro abaixo da linha ventral é permitida e o animal continua sendo um P3. CP11 Mancha negra no traseiro Essa mancha negra é maior do que os 10cm por 20cm permitidos e por esta razão desqualificam o animal para P2. CP12 Cabeça feminina A mesma cabeça vista de perfil. Longa e forte com uma mancha que vai para alem da base dos cornos, o que faz desta ovelha uma P3. CP13 Cor sobre a cabeça A linha limite para manchas ou descoloração na cabeça são os cornos ou no caso de um “moxo” a base dos cornos. Nesta cabeça nós podemos ver claramente que a mancha branca se estende desde o pescoço, para lá da base dos cornos, que faz deste Dorper um P3. Se esta mancha não ultrapassasse a base dos cornos seria um P4. 58


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CP14 Cor na cabeça Aqui podemos ver uma mancha branca numa cabeça que se não a tivesse seria totalmente negra. Temos

CV05 Cobertura H4 A cobertura deste reprodutor é menos densa, com pêlo curto abaixo da linha ventral. Ele apresenta lã nos ombros e na espádua o que faz dele um H4 em vez de um H5. CV06 Cobertura H5 Aqui nós podemos ver a facilmente a cobertura ideal H5. Repare na cobertura curta e limpa abaixo da linha ventral, os ombros e a espádua também estão bem limpos. CV07 H5 – trocando a cobertura Um outro tipo de H5, evidenciando a queda natural da cobertura, um pouco grosseira do inverno que acabou. CV08 Juba Esta ovelha tem uma juba a cobrir os ombros e o pescoço. A juba é uma característica masculina determinada por hormonas masculinas. Devemos ter o cuidado de não a transferir para as ovelhas, pois a masculinidade nas ovelhas trás resultados desastrosos para a reprodução. CV09 Cobertura H4 Aqui nós podemos ver que uma cobertura H4 de inverno está a cair naturalmente o que é desejável. CV10 Avental O avental é uma característica masculina para ser encontrado apenas nos reprodutores. Isso qualifica esse animal H3 e pode ser registrado.

um P3. CP15 Cor na cabeça Aqui podemos ver uma mancha branca numa cabeça que se não a tivesse seria totalmente negra. Como ultrapassa a base dos cornos, temos um P3. CV01 Tipo peludo ou cabeludo Esta ovelha classifica-se como uma H2 em termos de cobertura, pois tem uma cobertura muito densa de pêlo. CV02 Cobertura H3 Esta ovelha, embora parecendo limpa na espádua, tem uma cobertura muito longa abaixo da linha ventral e consequentemente será degradada para um H3. CV03 H3 – de dois tipos Em H3 nós podemos ter dois tipos de cobertura. O tipo lãnado e o tipo cabeludo. Lembre-se que deve haver uma mistura de lá e de pêlo nos dois tipos e não muito densa para qualificar uma H3. CV04 H3 – lãnado Esse animal apresenta lã abaixo da linha ventral, mas um bom “kemp” na anca o que dá a indicação de uma boa mistura de pêlo e lã.

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Dorper, que à distancia apresentava ter uma cobertura pesada de kemp. Durante o inverno, sob condições bastante frias a natureza providencia mais lã na cobertura, o que pode dar um aspecto mais grosseiro à cobertura. No verão a cobertura muda e fica mais leve.

CV11 Cobertura H5 Um Dorper branco com uma cobertura H5, que deixará cair a cobertura mais grosseira de inverno, e deverá ficar na perfeição. CV12 Boa cobertura Um exemplo muito agradável de uma ovelha com uma cobertura H5. Aqui nós podemos ver claramente o ombro e a espádua limpos com uma mistura de lá no quarto anterior e naturalmente limpa abaixo da linha ventral. Este tipo de cobertura cairá definitivamente e terá sempre o aspecto agradável que tanto adoramos! CV13 Boa cobertura Essa belíssima cobertura H5 que pode também observada no traseiro da ovelha. A vantagem desta cobertura que não se observa em todos os H5, é que a ovelha está sempre limpa ao redor dos seus órgãos reprodutivos externos. Durante o parto não há possibilidade do sangue se acumular na lã, o que atrai moscas e etc. Se eu pudesse ter todas as minhas matrizes assim, teria uma enorme satisfação. Defina para si mesmo o objetivo de selecionar as suas matrizes de modo a tê-las assim. CV14 Boa cobertura Aqui podemos observar uma agradável cobertura ideal vista de frente. Este tipo de cobertura impede a contaminação com sementes da grama do tipo do “vélcro” que se colam à lã. Como a parte dianteira do animal penetra sempre nos arbustos e está sempre em contato com o capim, esta cobertura impedirá a irritação desnecessária da pele. Colocação ou encaixe perfeito da pata no peito, boa largura da caixa toráxica, tamanho dos ossos, mas com as patas ligeiramente em X ou cambaio. Esse animal assenta corretamente sobre os cascos. CV15 Mistura de lá e de pêlo (kemp) É um close-up de ilustra bem a mistura desejável de lã e pêlo (kemp). Esta foto foi tirada de um

CV16 Transferência de genes Tal mãe, tal filho. A transferência de genes pode ser claramente observada na cobertura destes animais. UP01 Melhoramento ou apuramento do rebanho Neste projeto, matrizes do tipo 2 (pobre de segunda opção) foram cruzadas com reprodutores registrados para melhorar o rebanho. Progênie nós podemos ver a melhoria que demonstra bem o fato que o reprodutor é metade do rebanho. UP02 Melhoramento ou apuramento do rebanho Outra imagem do grupo de matrizes do tipo 2 com os seus cordeiros. UP03 Melhoramento ou apuramento do rebanho Este tipo de quarto anterior ou dianteiro era comum entre as matrizes do tipo 2 usadas neste projeto de melhoramento do rebanho. UP04 Melhoramento ou apuramento do rebanho Este tipo de reprodutor, balanceado e com um bom comprimento do corpo, bons aprumos e traseiros foi usado neste projeto de melhoramento do rebanho com bons resultados.

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UP05 Melhoramento ou apuramento do rebanho Este reprodutor também foi usado no programa de melhoramento do rebanho para cobrição natural e inseminação artificial (IA) extensiva com excelentes resultados. UP06 Melhoramento ou apuramento do rebanho Para melhorar a coloração pobre da matriz à direita, use um reprodutor com boa coloração animal à esquerda. O resultado perfeito é cordeiro do ao meio! GN01 À volta de um comedouro elementar Reprodutores com um bom desenvolvimento testicular. Este comedouro foi feito a partir de um pneu velho (tamanho 22) cortado de forma aformar a base de um tambor de 200lt de capacidade, aberto em ambas as extremidades. GN02 À volta de um comedouro automático “sputinik” Este comedouro é a prova de intempéries e tem uma capacidade para cinco sacos de ração (215kg). A sua altura é ajustável e o fluxo da alimentação pode ser controlado. Pode alimentar 15 carneiros adultos simultaneamente, ou muito mais cordeiros. Os desenhos detalhados para construir este comedouro estão disponíveis nas “tabelas”. GN03 Toldo ou cobertura para sombra (I) Não subestime o valor de uma cobertura para sombra para facilitar o manejo. Coloque um bebedouro e um comedouro para a suplementação perto da sombra e a meio do dia (horas mais quentes) você encontrará todos os seus ovinos à sombra, sempre que necessitar de observá-los.

GN04 Toldo ou cobertura para sombra (II) Essa idéia também ajuda a afastar os ovinos dos locais naturalmente infestados ectoparasitos (carrapatos) debaixo dos arbustos. O resultado é menos problemas com carrapatos, menos despesas com banhos carrapaticidas. GN05 Colocação dos bebedouros e comedouros Planeje a colocação dos bebedouros para água e dos comedouros para suplementos perto de uma árvore decente isto poderá ajudá-lo a manejar melhor o rebanho. GN06 Banco de forragem Se você puder, acumule ou reserve forragem para fazer frente a situações imprevisíveis. É demasiado caro comprar alimentos durante os tempos maus (secas). GN07 Canzil (fixo ou móvel) Esta é uma maneira fácil e prática de imobilizar seus ovinos, se a mão de obra for um problema (esta ovelha é uma H2 em termos de cobertura, pois apresenta uma cobertura densa lãnada). GN08 Detecção de ovelhas em cio Após um programa de inseminação artificial, geralmente se usa um rufião com um dispositivo marcador de tinta para marcar as ovelhas que não emprenharam. Aqui, você pode ver o marcador vermelho usado durante o primeiro ciclo e o marcador azul usado durante o segundo ciclo estral. (neste caso, foi usado um marcador numa trela de peito, mas por vezes também se usa um avental no rufião.

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Cabanha

Produção de Ovinos de Alto Padrão Genético As aquisições poderão ser feitas em diversos locais e os animais poderão ser vistos ou retirados em pontos estratégicos: São Roque (Próximo a cidade de São Paulo), Brasilia (Centro Oeste) e Nova Granada (Noroeste do Estado de São Paulo). Com entregas e a criação nessa localidades, os parceiros poderão encontrar soluções e apoio próximos a seus suas regiões. Para aqueles que desejam produzir carnes, nas regiões próximas a essas localidades, a SamMichele e seus parceiros oferecem com um programa de recompra de toda a sua produção, garantindo assim o mercado para o produtor. A Sanga Puitã, empresa localizada na região central do Brasil, é um dos parceiros da Sammichele. A Sanga Puitã apresenta um trabalho focado em biotecnologia, com oferta e experiência em diversos campos do agro-negócio. O foco da Sanga Puitã esta na oferta diversificada de produtos para o mercado e interno e externo. A empresa esta estruturada para atuar como apoiador a todos os produtores interessados na produção de carne de meio sangue, no desenvolvimento da genética Dorper e White Dorper, assim como na tecnologia de produção de grãos. A Fazenda Santo Antonio, localizada no município de Nova Granada, no estado de São Paulo, é uma das parceiras da Sammichele. A empresa esta focada no trabalho de fomento da produção de animais de meio sangue, utilizando a genética das raças Dorper e White Dorper para o cruzamento. Como diferencial, a empresa oferta um programa de aquisição de todos os animais de meio sangue advindos de seus parceiros. Essa garantia de compra é fundamental para a tranquilidade e segurança de todos seus parceiros de negócio. Para poder usufruir dos benefícios desse negócio, entre em contato conosco para que possamos entender suas necessidades, elaborar um plano exclusivo de ação, de acordo com a sua região do pais e aproveitar ao máximo a oportunidade de se desenvolver com um projeto de ovinocultura. Aguardamos você para fazer grandes negócios e obter ótimos resultados.

A Cabanha SamMichele é uma empresa voltada para produzir o que existe de melhor na genética Dorper e White Dorper no Brasil e no mundo. A experiência de mais de seis anos no desenvolvimento da raça Dorper e White Dorper, a qualidade e diversidade do plantel SamMichele, traz a certeza de um produto diferenciado e cuidadosamente desenvolvido. Os profissionais da SamMichele aplicam tecnologia e know-how na seleção com ênfase na qualidade e padronização de carcaça, adaptabilidade, rusticidade e ganho de peso acelerado. A intenção é a de se obter bons resultados nas crias em curto espaço de tempo com o benefício da padronização do produto final advindo de diferentes criatórios de todo o mundo. A Cabanha SamMichele conta com um rebanho de animais de alto padrão genético e performance corporal comprovada nas pistas e na produção de carnes. Os produtos são comercializados para clientes que buscam a diferenciação na produção de genética como na produção de meio sangue.

Programa de Parcerias O programa de parcerias foi criado para oferecer oportunidades ao produtor de se desenvolver com rapidez e qualidade com um investimento adequado a sua capacidade e condições financeiras. A SamMichele usa a criatividade na busca da melhor solução financeira de cada um de seus parceiros. Contando com um corpo técnico experiente, a SamMichele desenvolverá, em parceria com os interessados, um programa específico de produção, totalmente adaptado as características de cada parceiro. Assim, o parceiro poderá iniciar sua produção e obter mais sucesso rapidamente.

Comercialização de Animais A Cabanha SamMichele disponibiliza a seus clientes, animais das mais variadas linhagens Dorper e White Dorper para a comercialização contando com parceiros em regiões estratégicas do pais.

Fale conosco. Antônio Castilho • Presidente • www.sammichele.com.br acast@uol.com.br • lino@sammichele.com.br • (11) 8758-6710

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Abatedouro

Típico churrasco com cortes Sul-africano

Dorper na África do Sul

da genética ao prato

Texto e fotos: Dr. José Raphael Pilz Borba CRMV-SP 9612 Médico Veterinário vet.embrio@gmail.com borba.raphael@gmail.com

Introdução Entre os meses de abril e maio de 2008 os veterinários Dr. Raphael Borba e Roberto Della Manna Jr. estiveram em visita técnica na África do Sul para acompanhar a Nacional do Dorper, que ocorre de dois em dois anos. Foram visitadas várias fazendas, avaliandose a genética, sistemas de produção e manejo da raça Dorper e White Dorper e de caprinos das raças Bôer, Savana e Kalahary. Foram 40 dias de muito trabalho, novos conhecimentos e conceitos em ovinocultura. Um dos principais objetivos desta viagem foi acompanhar o ciclo de produção de carne das raças Dorper e White Dorper. Para conhecer este processo visitamos: a exposição nacional, criadores, concursos de carcaça, confinamentos, abatedouros, açougues e restaurantes. Os criadores da África do Sul e Namíbia foram extremamente atenciosos e tinham o 72

Carcaças de altíssima qualidade prazer em nos transmitir suas experiências e conhecimentos com muito orgulho do trabalho que conseguiam realizar. A viagem foi de grande valia, pois mostrou que, com organização, seriedade, manejo adequado para cada sistema e raças que tenham a capacidade de produção de carcaças de qualidade e lucratividade ao produtor, a ovinocultura é uma realidade viável para o nosso país.


Sistema de criação Em sua grande maioria, a criação de Dorper e White Dorper na África do Sul é de forma extensiva. Regiões secas, em maior ou menor índice, fazem com que os criadores adotem um lotação de pasto que varia de 0,25 a quatro ovelhas por hectare. A alimentação é variada em arbustos e gramíneas de diversas qualidades, algumas com elevado índice protéico. O clima é seco e com amplas variações térmicas - frio à noite e muito quente durante o dia.

As ovelhas são criadas a pasto de maneira rústica

Existem basicamente dois sistemas de terminação • Venda de cordeiros desmamados a cooperativas que terminam em confinamentos comunitários; e • Venda de animais terminados na propriedade. Os animais que vão ao confinamento recebem ração completa com peletes de alfafa e gramíneas, adicionado de milho e soja mais núcleo vitamínico e protéico. Entram com peso médio de 30 kg, entre 100 e 120 dias, e após 21 dias saem com cerca de 45 kg. Raças lanadas permanecem por 70 dias em confinamento.

Lote de machos no curral de espera

Dr. Raphael Borba (direita) em um confinamento na África do Sul

Nada se perde: as cabeças são congeladas e exportadas para Índia

Produto final de excelente qualidade e alta aceitação no mercado 73


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Seleção para produção de carne Devido às difíceis condições de criação na África do Sul, a pressão de seleção é feita pelos controles produtivos dos criadores e o rigor na seleção natural. Para se ter uma ideia, a média de perda de cordeiros por predadores (chacal e lince) nas fazendas variam de 10% a 25% por ano na propriedade. As ovelhas não passam um ano sem parir. Quando isso ocorre, são descartadas, independente da idade ou filiação. A escolha dos carneiros reprodutores é feita sob muito rigor e, mesmo se seu destino for produzir carne, estes animais são muito superiores. Isto serve de alerta para os criadores brasileiros, pois reprodutor é uma coisa e macho outra. Deveríamos mandar para o abate animais puros sem valor genético provado pois, a médio prazo, todos acabam lucrando.

Dr. Raphael Borba e Mr. François Teron se preparando para avaliar o abate

A carcaça e o abate Na avaliação de carcaça na África do Sul, o escore varia de 1 a 5 em relação a gordura - quanto maior o número, mais gorda é a carcaça. A quantidade de musculatura vai do tipo A, melhor e superior, até o tipo D, fraco para graxaria. O ideal, e preferido pelos frigoríficos e distribuidores, são A2 e A3. Uma coisa interessante verificada no frigorífico foi que

Animal é levado para o abate Irmãos gêmeos: um foi criado a pasto (esquerda) e o outro (direita) foi preparado para exposição

O controle e rastreamento do animal vão da raça abatida até o numero do criador

Uniformidade dos lotes é muito boa

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Campeão Nacional White Dorper “Tornado” (direita), do criador Haens Kriel, e reservado campeão nacional (esquerda), do criador Peet Ciliers

Exposição Nacional 2008 White Dorper o carimbo de classificação de carcaça acompanha todo o corpo pois, em alguns casos, as carcaças são vendidas e feito cortes em outras empresas, evitando-se fraudes de vender uma qualidade de carne por outra. A qualidade dos animais vistos no frigorífico foi muito impressionante; até um lote de borregas estavam em baias para abate. No Brasil, algumas delas estariam em reprodução, o que mostra o quão longo será o nosso caminho de seleção da raça para produção de carne extensiva e a baixo custo.

Campeão nacional Dorper “RKK”, filho de Rolo em mãe do reprodutor Kit Kat, e Dr. Raphael Borba (centro) e Dr. Carlos Vilhena

Conclusão Sabemos que as condições sul-africanas podem variar em diferentes áreas, o que não modifica o caráter excepcional da raça quanto a produção de carcaças superiores e exigidas pelo mercado nacional e internacional. Temos que deixar nossas vaidades de lado e direcionar a genética Dorper de excelente qualidade já existente aqui no Brasil. Não devemos criar um gargalo entre os produtores de carne e as cabanhãs produtoras de animais de elite, pois sempre o objetivo final será produzir carne de qualidade a campo e a baixo custo. Para isto ocorrer em menor tempo aqui no nosso país, os produtores devem investir em genética provada, manejo adequado para cada micro região do Brasil, forragens de qualidade e rigoroso processo de seleção reprodutiva e funcional que deve ser institucionalizada desde os julgamentos em exposições até as fazendas de produção. Todos nós comentamos que temos área e clima de sobra para sermos os maiores produtores de carne ovina do mundo, assim como já somos em bovinos. Para que este sonho se torne realidade num período mais curto, pressão de seleção, seriedade e profissionalismo dos criadores serão fundamentais para o sucesso de todos.

Os cordeiros Dorper permanecem confinados por 21 dias

Dr. Raphael Borba, Mr. John Dell e Dr. Roberto Della Manna em avaliação de rebanho 77


Artigo

Dorper e White Dorper Uma Raça de Crescimento Absoluto Fausto S. D’Angieri, Zootecnista, Consultor em Agropecuária, Consultor Pfizer Ovinos e proprietário da Fausto D’Angieri – Consultoria & Serviços. www.faustodangieri.com.br

Desenvolvida na década de 30 na África do Sul, a raça Dorper (entende-se Dorper e White Dorper) tem como características principais produzir carne de qualidade em condições adversas de ambiente. Através dos cruzamentos entre as raças Dorset Horn e Black Head Persian e da seleção genética rigorosa chegou-se ao tipo ideal da raça, que apresenta hoje não só no seu país de origem como no Brasil, Austrália e em outros países onde a raça é criada características importantes como fertilidade, habilidade materna, alto ganho de peso, rusticidade, adaptabilidade e qualidade de carne. Portanto o Dorper tornou-se uma raça muito importante no contexto de produção de carne ovina mundial. Excelente opção para ser criado em qualquer país, a raça vem mostrando principalmente no Brasil um crescimento invejável e contínuo. Desde a sua entrada oficial no Brasil, em 2000, com o primeiro animal Puro de Origem (PO) registrado na ARCO, a raça vem crescendo ano a ano, com um

número de animais registrados no primeiro ano (2000) de 169 animais. Fazendo um levantamento de 2004 a 2009, a raça cresceu 883%, como pode ser visto na Tabela 1 e no Gráfico 1. De acordo com estes dados conseguimos ver que um grande crescimento vem acontecendo nos últimos dois anos, onde tivemos em 2008 e 2009 as maiores quantidades de registros de animais por ano, sendo 8.884 e 9.700 registros de animais PO respectivamente. Atualmente as raças Dorper e White Dorper possuem um número acumulado de 32.159 animais PO registrados desde seu início, o que mostra o grande potencial da raça no país. Fazendo um comparativo com o berço da raça, ou seja, tamanho de rebanho e crescimento entre Brasil e África do Sul, podemos ver que o aumento de rebanho PO no Brasil de 2004 a 2009 foi de 10 vezes mais do que na África do Sul no mesmo período (Gráfico 2). Segundo dados da ARCO e da Associação Sul Africana,

Tabela 1. Crescimento no número de registros de animais po na A.R.C.O das raças Dorper e White Dorper entre os anos de 2004 a 2009 Animais po registrados no ano

Animais po registrados Crescimento % (acumulado)

2004 2005 2006 2007 2008

1.879 2.779 3.455 4.068 8.884

3.273 6.052 9.507 13.575 22.459

* 84,91% 57,09% 42,79% 65,44%

2009

9.700

32.159

43,19%

Crescimento de 2004 a 2009 883% Fonte: Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (ARCO). 78


Fonte: Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (ARCO). os crescimentos foram de 883% e 88,5% respectivamente. Vale lembrar que o sistema de registro não é semelhante entre os dois países, na África do Sul os animais PO como temos por aqui são os animais

Stud, classificados por tipos (Tipo 4 e 5) cujos dados são mostrados na Tabela 2. Nem todos os animais PO registrados no Brasil poderiam talvez ser registrados como Stud na África do Sul.

Fonte: Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO) e Dorper Sheep Breeders Society of South Africa. 79


Tabela 2. Número de animais registrados como stud na áfrica do sul nos anos de 2004 e 2009 Ano 2004

População de animais stud (acumulado)

2009

Dorper

White dorper

Total

Dorper

White dorper

Total

5.437

1.218

6.655

9.412

3.138

12.550

643

1.583

1.482

741

2.223

Animais registrados no ano como stud 940 Fonte: Dorper Sheep Breeders Society of South Africa. Para se ter uma idéia na África do Sul existem mais de 50.000 animais Dorper e White Dorper nas mãos dos criadores membros da Associação, isto incluindo os animais Stud e os animais comerciais. Segundo estatísticas nacionais daquele país em 2004 existiam mais de 6 milhões de Dorper em todo o território Sul Africano, nas mãos dos criadores sócios da associação e dos criadores que não fazem parte da entidade na África do Sul. Portanto, independente do sistema de registros de cada país é fato que no Brasil houve uma ótima aceitação e adaptação da raça, que juntamente de suas qualidades mostrou este enorme crescimento até o ano de 2009. Outro dado interessante é o número de criadores membros das associações no Brasil, Austrália e África do Sul, o que mostra o interesse dos investidores no setor e na raça e o potencial que o Brasil oferece. Fazendo uma leitura do Gráfico 3 podemos ver que mesmo sendo um

país mais jovem na criação de Dorper o Brasil já lidera com maior número de sócios membros da Associação que detém os registros genealógicos da raça. No ano de 2009 a ARCO registrou 689 sócios de Dorper e White Dorper contra 595 membros na entidade Sul Africana e 434 na Austrália, 59% a mais que a Austrália e 16% comparando com a África do Sul. O número de sócios aliado aos dados de registros de animais no Brasil podemos ver que o rebanho não está nas mãos de poucos criadores e sim de forma bem distribuída com grande potencial de crescer ainda mais principalmente em outras regiões brasileiras, onde a raça não está muito presente, como as regiões Norte e Centro Oeste. Sheep Breeders Society of South Africa. Uma forma de aumentar um rebanho rapidamente é através do uso da tecnologia de transferência de embriões, muito utilizada na maioria das raças de diversas

Fonte: Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO), Dorper Sheep Society of Australia Inc. e Dorper 80


Fonte: Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (ARCO). espécies animais. No Dorper não foi diferente e esta foi uma grande alternativa que os criadores brasileiros encontraram para adquirir quantidade e qualidade genética da África do Sul e Austrália, principais fornecedores desta genética. Como podemos ver no Gráfico 4, houve uma grande importação de embriões congelados de Dorper e White Dorper para o Brasil, nos anos de 2006 a 2009. Segundo dados da ARCO entraram no país mais 38.904 embriões congelados até 2009, um

número muito expressivo. Com certeza isto favoreceu o grande aumento no rebanho nacional e impulsionou o explosivo crescimento da raça no Brasil. E não é somente de crescimento de rebanho que uma raça se perdura. É necessário liquidez, estar equilibrado com a lei da oferta e da procura. Um fator que mostra o crescimento da raça e principalmente o aumento no número de criadores são as vendas realizadas. Fazendo um levantamento dos últimos 6 anos, ou seja, de 2004 a

Fonte: Agreste Leilões, Leilonorte, MBA Leilões, MP2 Leilões, Nova Leilões, Programa e Remate Leilões. 81


Fonte: Agreste Leilões, Leilonorte, MBA Leilões, MP2 Leilões, Nova Leilões, Programa e Remate Leilões. 2009, coletamos os resultados de leilões das principais leiloeiras do Brasil que trabalham com a raça Dorper para averiguar como foi o comportamento das vendas durante este período. Isto pode ser visto nos Gráficos 5, 6 e 7. Foram levantadas informações das vendas de animais Dorper e White Dorper, machos e fêmeas, que participaram com pelo menos um lote em leilão e de leilões com 100% animais Dorper e White Dorper. Foram comercializados desde 2004 a 2009 um total de 4.706 animais

em 301 leilões realizados, alcançando faturamento de R$ 31.784.410,85, o que gera uma média geral de R$ 6.754,02. Avaliando o Gráfico 5 percebe-se que o crescimento no número de leilões foi maior a cada ano com um pico no ano de 2008 onde triplicou o número de animais ofertados e quase duplicou o número de leilões em relação a 2007, em um total de 93 leilões realizados. É claro que como já descrito anteriormente, com o decorrer do

Fonte: Agreste Leilões, Leilonorte, MBA Leilões, MP2 Leilões, Nova Leilões, Programa e Remate Leilões. 82


aumento no número de animais e crescimento do rebanho, é natural o aumento da oferta de animais. Mas o interessante é que esta grande oferta de animais foi absorvida por muitos interessados na raça, aumentando o número de criadores. Podemos notar uma queda de 45% no número de leilões de 2008 para 2009 e de 18% apenas no número de animais comercializados, como podemos ver nos gráficos 5 e 6 respectivamente. Isto se deve em boa parte à crise mundial que tivemos em outubro de 2008, que ocasionou grandes mudanças no mercado financeiro afetando todos os setores inclusive a ovinocultura. Mas uma avaliação interessante também é de que entre os anos de 2004 e 2008 haviam muitos leilões com diversas raças dentre seus lotes, com média de 13 animais Dorper e White Dorper por leilão no período de 2004 a 2008. Em 2009, como já foi citado houve uma queda de 45% nos leilões, porém de somente 18% na quantidade de animais. Fazendo a média de 2009, tivemos 1274 animais para 51 leilões, que resulta em 25 animais por leilão, uma média superior a do período de 2004 a 2008 (13 animais), que é interessante, pois mostra que os leilões de Dorper tornaram-se mais específicos e de melhor qualidade. Isto mostra mais uma vez o fortalecimento da raça no país. As previsões para 2010 são as mais otimistas possíveis. Com a retomada da economia ano passado após a crise

financeira mundial, aumento da procura pela atividade da ovinocultura e pela grande procura por animais Dorper e White Dorper e pela melhora na qualidade e na oferta de animais, o que se espera deste ano é a continuidade da boa liquidez que a raça vem mostrando e ainda um crescimento tanto no rebanho quanto na quantidade de novos investidores e interessados na atividade. Hoje vemos uma grande procura pelo profissionalismo e pela organização, não só na estruturação da criação como também na comercialização de animais. A atividade é interessante, o momento é bom e o Brasil tem um enorme potencial para se tornar um grande produtor de carne ovina de qualidade. Cabe a cada setor e elo da cadeia fazer a sua parte. Trabalho sério, focado e de qualidade. Estas são as principais ferramentas que devemos usar para manter este crescimento absoluto que a raça Dorper vem mostrando.

Referências e Agradecimentos: - Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO) - Dorper Sheep Society of Australia Inc. - Dorper Sheep Breeders Society of South Africa. - Agreste Leilões - Leilonorte - MBA Leilões - MP2 Leilões - Nova Leilões - Programa e Remate Leilões

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Informe

Programa integrado cordeiro prime VPJ Maiores informações www.vpjbeef.com.br (19) 3565-5700

Acompanhando o crescente mercado brasileiro de consumo de carne de cordeiro de qualidade (hoje o Brasil importa 60% da carne ovina que consome), a VPJ Beef disponibiliza reprodutores das raças Dorper e White Dorper com propostas de pagamentos especiais para seus integrados.

O Dorper foi desenvolvido na África do Sul na década de 30, com a finalidade de obter uma raça que atendesse a demanda do mercado inglês, por alta qualidade de carne, e que possuísse características de rusticidade e produtividades adequadas para a realidade do país africano. Com a filosofia de produzir animais de alta performance, a VPJ formou seu plantel Dorper em 2002, importando as melhores genéticas Sul Africanas e Australianas. Com um moderno e funcional centro de Reprodução, a VPJ produz seus animais adaptados para as mais diversas regiões do país e vem através de seu Programa Integrado Cordeiro Prime, disponibilizar esta genética para o produtor comercial de cordeiros. Assim há 1 ano a VPJ Beef iniciou um programa que vem revolucionando o mercado ovino brasileiro, o Programa Integrado Cordeiro Prime VPJ, que já conta hoje com mais de 100 reprodutores comercializados nesta modalidade. 86

Segundo Valdomiro Poliselli Junior, proprietário da VPJ Beef, ao adquirir um reprodutor pelo Programa, o produtor de cordeiro tem a opção de pagamento em quilos de cordeiro, quando da entrega dos mesmos para o abate. Assim, não há investimento inicial em compra de reprodutores, aumentando o capital de giro da propriedade, o que torna mais viável o projeto de produção. Porém, os cordeiros que serão utilizados como pagamentos devem obedecer ao critério do Programa Integrado Cordeiro Prime VPJ: • machos ou fêmeas, • serem pelo menos 50% sangue Dorper ou White Dorper, • possuírem carcaças entre 15 e 20 kg, • idade máxima de 150 dias de vida. Além deste incentivo, a VPJ Beef deixa claro sua intenção de compra dos cordeiros produzidos através deste programa, dentro dos critérios especificados acima e com um prêmio de até 10% acima do preço de mercado da região.


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Informe

Ano Novo, Oportunidade Única. Antonio de Azevedo Castilho ABC Dorper

O ano de 2010 começa com a força e entusiasmo de um ano novo. Contudo, diferentemente de anos anteriores, o cenário nacional e, principalmente, o mundial nos tira do campo de meras projeções e nos coloca frente a frente a um dos melhores momentos da nossa história. O Brasil deve registrar neste ano um expressivo e importante crescimento econômico que deve ultrapassar a casa dos 5,5%. Isso expressa a aceleração do ritmo apresentado no segundo semestre do ano passado, com perspectivas no crescimento estimado do consumo das famílias em torno de 6,5%. Sustentado pelo aumento dos investimentos da iniciativa privada, crescimento dos gastos públicos, oferta e trabalho em expansão no setor primário da economia, entre outros, o Brasil se prepara para o início da década que promete mudar definitivamente sua expressividade no cenário mundial. Economistas projetam mundialmente que o país deve crescer de forma exuberante nos próximos dez anos, saindo da condição de um “país do futuro” – como sempre foi tratado – para o Brasil do presente. Conceituadas Agências Internacionais de Risco avaliam que o país está em posição de grau de investimento com reflexos diretos na economia, e colocam o Brasil como o principal destino do fluxo de investimentos estrangeiros do mundo ocidental. Essa avaliação é inédita e significa uma oportunidade única para o futuro de todos nós. No cenário econômico, as previsões apontam para taxas de investimento da economia ao redor de 20% do PIB, alta na oferta do crédito, oferta direcionada do micro-crédito para as pequenas empresas, juros reais na 88

casa dos 7,5%, investimentos de R$ 600 bilhões voltados a projetos do PAC, controle e a consolidação do mercado financeiro e a garantia da atual reserva internacional em volume superior a US$ 240 bilhões. O crescente investimento nos programas sociais e a melhora da situação econômica têm favorecido a aquisição de bens e de serviço, bem como a entrada das classes de menor poder aquisitivo na cadeira de consumo e deverão, ainda, movimentar a economia, produzindo uma verdadeira revolução no perfil das famílias. Para o setor de alimentos, o crescimento está estimado na ordem de 12%, com uma safra superior a 140 milhões de toneladas de grãos e a manutenção da participação nacional no mercado de carnes mundial. Especificamente no setor da ovinocultura o crescimento da demanda por carne de qualidade nas regiões sudeste está estimulando a atividade e aponta para uma mudança significativa nos modelos de produção para os próximos anos. Para as raças Dorper e White Dorper, o momento é de total otimismo apoiado na expansão da oferta de animais em praticamente todos os estados do país. Enquanto as demais raças observam redução de preços médios de comercialização e números de ofertas de animais voltados para a genética, as raças White Dorper e Dorper continuam a crescer e se posicionarem na ovinocultura nacional. No campo da oferta de carnes especiais, observamos oportunidades cada vez mais concretas e que exigem uma rápida e vigorosa atuação por parte de todos com o objetivo único de estruturar a cadeia produtiva; o


principal problema da ovinocultura no país. A demanda por diferentes cortes de carnes ovinas cresceu nos principais centros de consumo e a exigência por uma padronização começa a ser requisitada também por restaurantes e consumidores dos mercados mais exigentes. A regularidade e uniformidade na oferta de produtos ainda é baixa e a recompensa pela padronização, todavia não estimula o produtor especializado. Esse cenário não pode significar um problema, mas sim deve ser considerado como uma real oportunidade; a estruturação da cadeia produtiva tem que remunerar melhor o produtor especializado. Ser inovador não é para qualquer um. Requer criatividade, determinação, estudo, testes e freqüentes ajustes. As experiências apontam que a inovação consume recursos, mas ao longo do tempo, o investimento em tecnologia e qualidade vale a pena. Todavia, se por um lado os investimentos em genética estão sendo ampliados, por outro devemos estruturar a produção e a oferta regular de carne, remunerando o produtor por qualidade de produto.

É exatamente ao longo de períodos de crescimento econômico e de aumento de demanda que se consegue produzir mudanças duradouras e de grande impacto. Ao longo desse contexto de abundância é que surgem as principais chances de consolidar um novo e necessário perfil para a atividade; o profissional. Agora é a hora de aprimorar o que fizemos de bom em nossos criatórios e repensar o que não produziu efeito positivo. A preocupação com a estruturação da cadeia produtiva e os constantes investimentos em genética aliados à melhoria no modelo de produção são temas de atenção para a garantia e continuidade do crescimento. As associações, sindicatos e grupos de produtores precisam apoiar o crescimento da ovinocultura com base na padronização de produto para que possamos atingir na ovinocultura, quem sabe um dia, a liderança mundial. Enfim, para aproveitar o momento, temos a chance – talvez única – de rever antigos conceitos, reavaliar nossas posições individualistas, arejar nossas idéias e repensar o ideal coletivo. Vida nova a você! Se reinvente, participe, aprenda e ensine. Essa é a nossa hora.

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Informe

Dedicação e qualidade fazem da Cabanha Interlagos uma das principais criações de Dorper e White Dorper do Brasil

Equipe da Cabanha Interlagos reunida com o reprodutor Dupla tatuagem PONTA NEGRA 005 “SHEIKE” em 27/8/09. A Cabanha Interlagos iniciou suas atividades em 2004, na cidade de Valinhos/SP, a 85 km da capital, São Paulo. O início da criação de Dorper ocorreu com a compra de animais dos plantéis da VPJ Pecuária 90

e da Dorper FBJ, rebanho formado por ovelhas da raça Dorper e White Dorper. A compra da primeira ovelha White Dorper ocorreu em agosto de 2004, com a aquisição da VPJ DORPER TEI 052-WD “GIGI”,


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atualmente a única ovelha White Dorper com dupla tatuagem no Brasil. Em 2006, a Cabanha participou de duas exposições, a EXPOVELHA e a FEINCO, onde ganhou o prêmio de Reservada Grande Campeã, com a ovelha INTERLAGOS 002, filha da VPJ 052 “GIGI”. Ainda nesse ano, ocuparam o 9º lugar no Ranking ASPACO de Melhor Criador e 7º Melhor Expositor da raça White Dorper. Com o intuito de melhorar ainda mais e crescer o rebanho, no primeiro semestre de 2007, deu-se início à importação de embriões dos melhores rebanhos da África do Sul. Daí em diante as conquistas não pararam. Com um trabalho sério e dedicado à seleção e melhoramento genético a Cabanha Interlagos aumentou seu rebanho e investiu em qualidade. Em 2007 a cabanha conquistou os prêmios de Melhor Criador e Melhor Expositor White Dorper nas exposições de Serrana – SP, na 41° FAPI em Ourinhos – SP, na 30° FACILPA em Lençóis Paulista – SP e na 2ª Piracicaba Show. Em 2008, a cabanha conquistou o título de Melhor Criador e Melhor Expositor da raça White Dorper no ranking ASPACO. No ano de 2009, não podia ser diferente, as conquistas continuaram e a Interlagos foi Melhor Criador e Melhor Expositor das raças Dorper e White Dorper na Piracicaba Show e Melhor Criador e Melhor Expositor da raça White Dorper na FEICORTE e EXPOPORTO. Em agosto de 2009, ocorreu um fato importantíssimo tanto para a Interlagos quanto para a ovinocultura nacional, a dupla tatuagem do animal PONTA NEGRA 005 “SHEIKE”, confirmando a qualidade zootécnica que o animal apresenta além das grandes conquistas que ele teve nas principais exposições do país. SHEIKE foi Grande Campeão FEINCO/08, EXPOPORTO/08, EXPOVELHA/07, na Progênie de Pai foi Grande Campeão EXPOPORTO e EXPOBAURU/09 e Reservado Grande Campeão FEICORTE/09 e Piracicaba Show 2010, além de ter produzidos inúmeros Campeões. Dois meses depois, em outubro de 2009, a borrega INTERLAGOS TE MARILYN 351 conquistou o título máximo de uma exposição, o de Grande Campeã Supremo da XXII Expovelha, título disputado entre os Grandes Campeões de cada raça. Borrega de apenas cinco meses de idade, que conquistou o título de Campeã Borrega Menor White

Dorper antes de se consagrar a Grande Campeã da raça e Suprema da exposição. Marilyn é filha do Interlagos TE Alex 081. O bom trabalho realizado vem sendo confirmado não só nas melhores exposições do país, mas também nos resultados das vendas e na fidelização dos clientes. Além de inúmeras vendas realizadas na própria cabanha e em importantes leilões do cenário nacional, a Interlagos já realizou dois leilões próprios, um em outubro de 2008 e outro em outubro de 2009. O mais recente, o 2° Leilão Cabanha Interlagos e convidados, realizado em 1/10/09 foi um sucesso total, com total liquidez atingindo a média de R$ 7.660,00 por lote, melhor média alcançada no ano de todos os leilões virtuais de Dorper, o que mostra o diferencial da genética Interlagos. O segredo foi oferecer animais diferenciados e de qualidade, que é muito importante principalmente aos novos compradores e investidores em ovinocultura. Fechando o ano de 2009 com chave de ouro, a Interlagos conquistou prêmios importantíssimos dentro do ranking ASPACO. Três reprodutores e uma matriz foram eleitos os melhores do ano. INTERLAGOS ALEX 081, reprodutor TOP da cabanha, Grande Campeão inúmeras vezes foi eleito no ano o Melhor Macho White Dorper. Já o consagrado SHEIKE, conquistou o título de Melhor reprodutor Dorper do ano, pois seus filhos foram os mais premiados, somando maior número de pontos. A mesma situação ocorreu com a ovelha SAN FRANCESCO ASMA 150W, que foi a Melhor matriz de 2009, o que mostra a capacidade de produzir campeões. E para confirmar que a Interlagos oferta animais de extrema qualidade, temos o exemplo do reprodutor Interlagos BRUTHUS 287, um filho do SHEIKE vendido recentemente que também foi eleito o melhor macho Dorper do Ano 2009 pelo ranking ASPACO. Dedicação, seriedade e foco na qualidade traduzem os resultados alcançados pela Cabanha Interlagos. Uma trajetória de sucesso que não para por aqui. Em 2010 serão muitas novidades e com certeza muita oferta de animais excelentes. A Cabanha Interlagos estará realizando no ano de 2010 dois leilões, o 3° Leilão Virtual Cabanha Interlagos e Convidados no dia 20/5/10 e o 4° Leilão Virtual Cabanha Interlagos e Convidados no segundo semestre, em 30/9/10, ambos chancelados pela ABCDorper. 92


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Informe

Talisman De propriedade do Médico Veterinário Gabriel Jorge Neto e sua família, há quatro gerações trabalhando no agronegócio brasileiro, a Fazenda Talisman, em Itapira – SP, opera com reflorestamento de eucalipto e melhoramento genético animal, trabalhando com ovelhas Dorper e White Dorper e cães Pastor Maremano Abruzês e Rottweiler.

Dorper e White Dorper A Fazenda Talisman oferece aos clientes, além da genética do que há de melhor na Austrália e África do Sul, reprodutores e matrizes Dorper e White Dorper com tripla qualidade: DEPs (Diferenças Esperadas da Progênie), Índices de Seleção Zootécnica (R$) e apresentação fenotípica (importante para as exposições). Pioneira na implantação de DEPs e Índices de Seleção Zootécnicas nas raças Dorper e White Dorper no Brasil, a Fazenda Talisman iniciou o processo de seleção no final de 2006, com base na avaliação genética dos animais. Atualmente, os dados são analisados pelo maior programa de DEP em ovinos, que atinge o Brasil e outros países do mundo como Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, EUA e Canadá, o LAMBPLAN. Essas informações são importantes para a decisão e definição dos pais da nova geração para o desejado melhoramento genético. A Fazenda Talisman também conquistou nos últimos anos dezenas de Grande Campeonatos e Campeonatos nas principais exposições como FACILPA, FENAGRO, EXPOVELHA, FEINCO, Uberaba, Ourinhos entre outras, destacando o Grande Campeão Nacional 2008 e Grande Campeão Nacional 2009 Progênie Pai ZION, o melhor White Dorper da atualidade no Brasil. Na reprodução de ovinos, são usadas as mais modernas biotecnologias, com laboratório para IA e TE operados pela empresa AllStock do Brasil. 94

Pastor Maremano Abruzês Importados da região de Abruzzos, na Itália, são disponibilizados cães Pastor Maremano Abruzês, das melhores linhagens zootécnicas encontradas no mundo, que são criados juntamente com o plantel de ovinos e totalmente adaptados ao trabalho. A Fazenda Talisman foi consagrada a Melhor Criadora da no Brasil em 2008 e 2009 no ranking oficial da CBKC e, desde 2007, conquistou, com cães próprios, o Ranking de Melhor da Raça no Brasil e venceu as duas exposições especializadas da raça na FEINCO. Em seu plantel, encontra-se o Campeão Italiano, Vencedor da Nacional da Itália em 2007, Campeão e Grande Campeão Brasileiro, Campeão Panamericano e Internacional ARGANTE dell’Antico Tratturo e o Campeão e Grande Campeão Brasileiro e Panamericano e Campeão Internacional CAFIERO da Fazenda Talisman. Sêmen de cães do plantel foram exportados para Finlândia, Itália e Holanda.

Rottweiler Com plantel de Rottweilers predominantemente importado da Europa, altamente selecionados e com excelente índole e controle rígido de displasia coxofemoral e de cotovelo, a Fazenda Talisman disponibiliza filhotes de alta qualidade. Já foram exportados pela Fazenda Talisman filhotes para outros países, como: Argentina, Colômbia e Estados Unidos. Entre os cães do plantel, há animais campeões e premiados em diversos países como Estados Unidos, Hungria, Romênia, Argentina e por diversos estados do Brasil, além de ter tido a Melhor Fêmea Adulta e Melhor Fêmea Jovem do Brasil em 2006 (ranking CBKC) e Melhor Rottweiler do Brasil 2007 (Hall da Fama – Dogshow)


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RC

w w w. c n a r. o r g . b r

Confederação Nacional de Rodeio

A revista oficial da CNAR

RODEO COUNTRY

A Rodeo Country está de volta!

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Vai comeรงar tudo de novo!

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Informe

AllStock do Brasil encerra o ano de 2009 com grandes conquistas Um ano após ser fundada, a AllStock do Brasil contabiliza grandes conquistas, com destaque para: a inauguração de duas centrais de embriões, uma em São Paulo, em parceria com a Fazenda da Grama, e outra na Bahia, em parceria com a Fazenda Estrela de Davi, onde serão realizadas a hospedagem de doadoras de diversos clientes, para colheita de embriões e também fêmeas para inseminação artificial. Em sua Central de Processamento de Sêmen e Embriões, credenciada pelo MAPA, que está localizada no município de Itapira, interior de São Paulo, passaram em 2009 animais de grande destaque, entre eles: Agromen LUKA, Boer Bi-Grande Campeão Nacional, atualmente o melhor Boer do Brasil; UDORICO do Paraguassu, considerado o melhor e mais conceituado anglonubiano da atualidade no Brasil; VPJ SPOT, o Dorper mais valorizado do Brasil, avaliado em mais de um milhão de reais; ZION, White Dorper Grande Campeão Nacional 2008 e Grande Campeão Nacional de Progênie Pai 2009 e FREDERICO, Ile de France campeão do ranking paranaense, entre outros de grande destaque. Em setembro de 2009, a AllStock do Brasil, juntamente com Edo Mallmann e sua esposa Luciane, da Fazenda Rondon, realizou uma expedição à Austrália, que tinha como objetivo acompanhar o Leilão Nacional do Dorper e selecionar animais das raças Dorper, White Dorper, Poll Dorset e Boer. Foram 98

adquiridos mais de 25 animais, com destaque para os Dorpers: T-BONE, carneiro tipo 5 que se consagrou Campeão Nacional da Austrália 2009 (animal produto de embrião importado da África do Sul do criatório de Mickey Phillips) ; CHEESTER, carneiro Grande Campeão do Sydney Royal Show em 2009, sendo filho do Grande Campeão Nacional da Austrália de 2007, Big Al e neto do Grande Campeão Nacional 2005, Riffle e PETERO, pai do Grande Campeão Nacional da Austrália de 2009 (produto de embrião importado da Namíbia). Na raça White Dorper destaque para: CHAMP, carneiro tipo 5 e conformação 5, se consagrou Grande Campeão Nacional da Austrália 2009 e Bi-Campeão de Wagin 2007/2008 (pai da Grande Campeã Nacional do Brasil de 2009 e da Grande Campeã de Wagin 2008, produziu diversos filhos classificados como tipo 5). Com a raça Poll Dorset, foi adquirido o carneiro número um entre todas as raças do maior programa de DEP em ovinos, o Lambplan, além de dois bodes Boer filhos do Grande Campeão Nacional BURGER. Com tudo isso, os resultados em 2009 não poderiam ser diferentes, 29 mil doses de sêmen de ovinos e caprinos congeladas, 1590 embriões implantados (entre importados e à fresco), cerca de 2300 animais inseminados por laparoscopia, além de, 3200 embriões, 1800 doses de sêmen e mais de 25 animais importados da Austrália.


DORPER News - edição 1