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Fecundidad Camisa, Zulma (1982), Introducción al estudio de la fecundidad. Santiago de Chile, CELADE (Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía - División de Población de la CEPAL), Cap. 1, págs. 3-7; Cap. 2, págs. 9–22. Chackiel, Juan (2004b), La dinámica demográfica en América Latina, serie Población y Desarrollo, No. 52, Santiago de Chile, CEPAL (Comisión Económica para América Latina y el Caribe), Cap. II, págs. 17-34. --- (2004a), «Métodos de estimación de la fecundidad y la mortalidad a partir de censos, una aplicación a pueblos indígenas de Panamá», Notas de Población No. 79, Santiago de Chile, CEPAL (Comisión Económica para América Latina y el Caribe), págs. 175–185. Livi-Bacci, Massimo (2007), Introducción a la demografía, Editorial Ariel. Barcelona, España. Cap. 10, págs. 227-256. Bongaarts, John (2010), El fin de la transición de la fecundidad en el mundo en desarrollo En: DESA / Naciones Unidas La terminación de la transición de la fecundidad, Boletín de Población de las Naciones Unidas. Edición especial, No. 48/49 2002, Nueva York, USA, DESA (Departamento de Asuntos Económicos y Sociales) / Naciones Unidas, págs. 287302. CEPAL (Comisión Económica para América Latina y el Caribe) (2011), «Panorama actual y perspectivas futuras de la fecundidad en América Latina». Panorama Social de América Latina 2011, Santiago de Chile, Cap. II, págs. 81-105. Di Cesare, Mariachiara (2007), Patrones emergentes en la fecundidad y la salud reproductiva y sus vínculos con la pobreza en América Latina y El Caribe, serie Población y Desarrollo, No. 72, Santiago de Chile, CEPAL (Comisión Económica para América Latina y el Caribe), págs. 7-18; 43-54. Rodríguez, Jorge (2008), «Reproducción en la adolescencia en América Latina y el Caribe: ¿Una anomalía a escala mundial?», Población y Salud Sexual y Reproductiva en América Latina, serie Investigaciones, Río de Janeiro, Brasil, ALAP (Asociación Latinoamericana de Población), págs. 1–32. Bay, Guiomar, Fabiana Del Popolo y Delicia Ferrando (2003), Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos, serie Población y Desarrollo, No. 43, Santiago de Chile, CEPAL (Comisión Económica para América Latina y el Caribe). López, Luis, Jeroen Spijker y Albert Esteve (2011), «Edad de entrada en unión y expansión educativa en América Latina, 1970-2000», Nupcialidad y familia en la América latina actual, serie Investigaciones No 11, Río de Janeiro, Brasil, ALAP (Asociación Latinoamericana de Población), págs. 91–118. DESA / Naciones Unidas La terminación de la transición de la fecundidad, Boletín de Población de las Naciones Unidas. Edición especial, No. 48/49 2002, Nueva York, USA, DESA (Departamento de Asuntos Económicos y Sociales) / Naciones Unidas, págs. 9-18; 19-22. CEPAL (Comisión Económica para América Latina y el Caribe) (2010a), Población y salud en América Latina y el Caribe: retos pendientes y nuevos desafíos, Santiago de Chile, págs. 71-86. --- (2009b), América Latina: avances y desafíos de la implementación del Programa de Acción de El Cairo, con énfasis en el período 2004-2009, Santiago de Chile, págs. 57-71.


1, LA INFORMACION BASICA PARA EL ESTUDIO DE LA FECUIJDIDAD

FUENTES DE LA INFORMACION BASICA

1.1

Los í n d i c e s más u s u a l e s p a r a l a m e d i c i ó n de l a f e c u n d i d a d pueden c l a s i f i c a r s e e n d o s grupos segCn que p a r a su c á l c u l o r e q u i e r a n dos f u e n t e s d i f e r e n t e s d e i n f o r m c i ó n o una s o l a f u e n t e .

a)

En e l p r imer g r u p o se e n c u e n t r a n l a s ncd i d a s que pueden o b t e n e r s e con l a s e s t a d í s t i c a s de l o s n a c i m i e n t o s v i v o s r e g i s t r a d o s y l o s d a t o s de l a p o b l a c i ó n , ya se t r a t e de l o s r e s u l t a d o s c e n s a l e s o d e e s t i m e c i o n e s p r o v e n i e n t e s de d i c h o s r e s u l t a d o s . E n t r e esas medidas s e e n c u e n t r a n : la t a s a anual med i~rlc nat?lic!ad ,mBs conoc ic!a con d nombre de t a s a b r u t a de nat a l i d a d , l a t a s a anual de f e c u n d i d a d g e n e r a l y l a s t a s a s a n u a l e s de fec u n d i d a d p o r edad. E s t a s Ú l t i m a s p e r m i t e n d e r i v a r t r e s medidas de r c s u men d e l n i v e l de l a f e c u n d i d a d : l a t a s a g l o b a l de f e c u n d i d a d , l a tasa b r u t a de r e p r o d u c c i ó n y l a t a c a n e t a de r e p r o d u c c i ó n p a r a c u y o c á l c u l o e s n e c e s a r i o c o n t a r además con una t a b l a de m o r t a l i d a d a p l i c a b l e a l a poblac i ó n en e s t i i d i o . b)

En e l segundo g r u p o se e n c u e n t r a n l a s med i d a s que u t i l i z a n ún icament e datos censales-

i. Las que s o l o r e q u i e r e n conocer 1s d i s t r i b u c i ó n de 1s p o b l a c i ó n

por sexo y edad? como p o r e j e m p l o , I n r e l a c i ó n n i ñ o s - m u j e r e s , q u e c o m o se verá en e l c a p í t u l o 3, c o n s t i t u y e un s i m p l e i n d i c a d o r más coJeunamed i d a d e l n i v e l de l a f e c u n d i d a d c o n s i d e r a d a en e l s e n t i d o e s t r i c t o .

S i además de l o s d a t o s c e n s a l e s i n d i c a d o s se c u e n t a con una t a b l a de m o r t a l i d a d a ~i cla b l e 2 l a p o b l a c i ó n en e s t u d i o e s p o s i b l e e s t i m a r de manera i n d i r e c t a l a t a s a anual media de n a t a l i d a d m e d i a n t e una p r o yecc iÓn r e t r o s p e c t i v a de 1a p o b l a c i ó n . ba misma i n f o r m a c i ó n es neces a r i a p a r a o b t e n e r l a s medidas que pueden d e r i v a r s e d e l u s o d e l a s po b l a c i o n e s e s t a b l e s -4 1

.

-

1/

-

-

-

-

-

-- --

-

Estas Últimas no serán tratadas en e s t e documento ya que su estimación exige conocer l a teoría de l a s pz blaciones estables l o que excede e l alcance limitado d e l presente trabajo. Un estudio detallado d e l tema aparece en l a de l a s Naciones unidas, iranual IV. ilétodos para establecer mediciones demográficas fundamentales 3. partir de datos incompletos. Naciones Unidas, S ~ / s ~ : i / S e r i e~142. Nueva York,l968. capítulos 1, VI y VIII.


ii. Las medidas que r e q u i e r e n l a i n v e s t i g a c i ó n e s p e c í f i c a d e l número

de h i j o s n a c i d o s v i v o s t e n i d o s p o r l a s m u j e r e s , d a t o que combinado con l a p o b l a c i ó n femenina p o r edad p e r m i t e c a l c u l a r e l número medio de h i j o s t e n i d o s según l a edad de l a s m u j e r e s . Con c s t o s í n d i c e s y l a a c e p t a c i ó n de d e t e r m i n a d o s supuestos pueden d e r i v a r s e l a s t a s a s anua l e s de f e c u n d i d a d p o r edad y p o r c o n s i g u i e n t e , l a t a s a g l o b a l de fer c u n d i d a d y l a t a s a b r u t a de r e p r o d u c c i 6 n 2 / .

En l o s c a p í t u l o s 2 y 3 se d e f i n i r á n cada una de l a s medidas i n d i c a d a s se comentarán sus usos, v e n t a j a s y 1 imitaciones.

y

LIMITPtCIONES PROVENIENTES DE LA CALIDAD DE LA

1.2.

INFORMACION BASICA

1.2.1.

Fuentes de e r r o r en l a s estadísticas d c l o s n a c i m i e n t o s v i v o s

Pueden r e s u m i r s c en l o s p u n t o s s i g u i e n t e s : a)

La o m i s i ó n y l a i n s c r i p c i ó n t a r d í a . que i n c i d e n cn el r e g i s t r o , y

Un t e r c e r f a c t o r o r i g i n a d o -n l a e t a p a ? e c l a b o r a c i ó n de l a s e s t a d í s t i c a s cuando l a c o m p i l a c i ó n dc l o s n a c i m i e n t o s se hace t e n i e n d o en c u e n t a e l l u g a r de i n s c r i p c i ó n o e l l u g a r de o c u r r e n c i a en vez de c o n s i d e r a r e l l u g a r d c r e s i d e n c i a de l a madre. E s t a ú l t irna f u e n t e de e r r o r puede r e s u l t a r i m p o r t a n t e cuando se t r a t a de e s t i m a r y c o m p a r a r l o s n i v e l e s d e f e c u n d i d a d dt á r e a s d i f e r e n t e s de un mismo p a í s .

b)

Los f a c t o r e s que pueden f < ? v o r e c z r 1:)

o m i s i ó n d e l r e g i s t r o son t r e s :

Las d i f i c u l t a d e s p a r a l o g r a r e l cunipl i m i e n t o de l a s i n s t r u c c i o n e s quii.? emanan de 1;: d e f i n i c i ó n d e n a c i m i e n t n v i v o recomendada con f i n e s e s t ? del hecho d í s t i c o s y quci debe s e r t e n i d a i?n c u e n t a p a r a l a i n s c r í p c i ó n vital

a)

y.

-3/

2/

El nÚmero medio de h i j o s t e n i d o s también puede c a l c u l a r s e a p a r t i r dc l o s d a t o s d e una encuesta por mues t r e o (investigación retrospectiva). "Nacimiento vivo e s l a expulsión o l a e x t r a c c i ó n completo d e l cuerpo d e l a madrc, independientemente d e l a duración d e l embarazo, d e un producto de l a concepción que, después de e s t a separación, r e s p i r a o manid e l cordón umbilical o f i e s t a c u a l q u i e r o t r o s i g n o de vida, t ~ como 1 palpit.ociÓn d e l cornz8n, contracción e f e c t i v a de algún músculo sometido a l a acción de 13 voluntad, haya o no haya s i d o cortedo e l cordón umbilical, y e s t é o no adherida l a placentn; t o d o producto dc t a l nacimiento e s cotisiderado como sea un nacimiento vivo. Todas l a s c r i a t u r a s nacidas v i v a s deben s e r i n s c r i t a s y contadas como t n l e s , y e s t é n v i v a s o muertas cn e l momento de l a i n s c r i p c i ó n , Fuente: c u a l f u e r e e l período dp ~ a c i o n e sUnidas, Naciones Unidas, P r i n c i p i o s p a r a un Sistema de ~ s t a d í s t i c a sV i t a l e s , s e r i e ti, EIQ ?9. TJueva York, ,!gasto dc 1953. pág. 6.

..."


O)

Las d e f i c i e n c i a s en l a c a b a l ¡dad de l a i n s c r i p c i ó n p o r l a c u a l se d e j a r í a n dc r e g i s t r a r a l g u n o s de ;os n a c i m i e n t o s o c u r r i d o s en á r e a s en donde se a p l i c a e l s i s t e m a de i n s c r i p c i ó n . c)

E l a l c a n c e l i m i t a d o d e l r e g i s t r o en l a medida en que e l s i s t e m a c u b r e a t o d o e l t e r r i t o r i o h a b i t a d o p o r l a p o b l a c i ó n en e s t u d i o .

1.2.2.

no

Fucntes de e r r o r en l a s e s t a d í s t i c a s c e n s a l c.-s

En r e l a c i o n con e l e s t u d i o de 1 7 f e c u n d i d a d c o n v i e n e d i s t i n g u i r dos t i pos de e r r o r : l o s que a f c c t a n a l tamaño y l a e s t r u c t u r a de l a p o b l a c i ó n y l o s que se r e f i e r e n s l número dc h i j o s n a c i d o s v i v o s t e n i d o s p o r l a s m u j e r e s , si b i e n e s t e ú l t i m o también se ve a f e c t a d o p o r c l p r i m e r o . que e l La e x p e r i e n c i a censa1 dc l o s p a í s e s l a t i n t ' a m e r i c a n o s s e ñ a l a subempadronamiento y I c s e r r o r e s de d e c l a r a c i ó n de l a edad siguen de s i e n d o i m p o r t a n t e s a pesar de que ya en l a década d e l 60 l a m a y o r í a l o s censos de p o b l a c i í i i ~muestran una m e j o r a con r e s p e c t o a l o s c e n s o s l e vantados a l r e d e d o r de 1950. Los a n 5 i i s i s i n d i r e c t o s de e v a l u a c i ó n r e a l i zados p o r e l CELADE en o p o r t u n i d a d dc l o s censos d e l 60, i n d i c a n que e l g r a d o de e x a c t i t u d en c l r e c u e n t o c e n s a l , medido a t r a v é s d e l p o r c e n t a j e de p o b l a c i ó n que d e j ó de enumerarse con r e s p e c t o a l a p o b l a c i ó n e f e c t i vamentt enumerada, es v a r i a b l e e n t r c l o s p a í s e s . a)

-

i. En g e n e r a l a l c a n z ó c i f r a s s u p e r i o r e s a l 5 p o r c i c n t o y f u e d i f e r e n

-

c i a i p o r sexo y edad,

ii. Los grupos que p r e s e n t a n mayores d e f i c i e n c i a s f u e r o n l o s menores de 10 años, y e n t r e e l l o s , l a o m i s i ó n de l o s menores de 5 años a l c a n z ó v a l o r c s e n t r c e l 5 y e l 12 p o r c i c n t < ; -41. I n t e r e s a d c s t a c a r a q u í l o s c r r o r e s d i > d e c l a r a c i ó n de edades en l a pob l a c i ó n femenina. Algunos i m p l i c a n r c j u v e n e c i r n i e n t o de l a p o b l a c i ó n , es p e c i a l m e n t e a l r e d e d o r de los 40 y 45 años

g.

b)

La r e s p u e s t a a 12 p r e g u n t a c c n s a l s o b r c e l número t o t a l de h i j o s nac i d o s v i v o s t e n i d o s p o r l a s m u j e r e s e s t á s u j e t a a e r r o r e s cuy2 impor t a n c i a p a r e c e t m c r r e l a c i ó n d i r e c t a con l a criad de l a s m u j e r e s y v i n c u z l a d a 2 su n i v e l c u l t u r a l . h o r t a r d ha a n a l i z a d o extensamente l a n a t u r a l c z a y l a s causas de r s t e t i p o de e r r o r en l o s censzs de B r a s i l de 1940 y 1950 Su c . o n c l u s i i m es que s i b i e n hay una c a t e g o r í a de e r r o r e s - l o s

-

o,

-4/

CELADE, Métodos de evaluación en l o s censos de algunas aplicaciones hechas por CELADG. Doc. presentado a l Seminsrio sobrc organización y levantamiento de censos de población y habitación para ;.m& r i c a Latina, Santiago, Chile, 20 a l 51 de mayo de 1968. ST/ECL!</CO~~. 3 2 1 ~ . 18, p6g. 9. 5/ pág. 34. g/ Iilortara, Giorgio, "Sur l e s erreures dans l e s déclarations des enfants eus", aparecido en e l Bulletin de l l I n s t i t u t International de S t a t i s t i q u e , Tcmo 36. Estocolmo, 1958; págs. 147-159. En relación con el efecto que pueden t e n e r l o s e r r o r e s de declaración de l a edad de l a s mujeres sobre e l cálculo d e l número medio de h i j o s tenidos puede consultnrse un estudio d e l mismo autor incluido en l a publicación de l a s Nnciones IJnidas, ~ é t o d o sr e l a t i v o s al uso de l a s e s t a d í s t i c a s censales. Naciones Unidas, Estudios sobre POblación, HQ 7. Nueva York, 1949; págs. 44-48.

-

E,


v o l u n t a r i o s , sobre todo de omisión- que son d i f í c i l e s de e l i m i n a r , hay otros i n v o l u n t a r i o s - como l o s debidos a l d e b i l i t a m i e n t o de l a memoria o a l a confusión e n t r e nacidos v i v o s , nacidos muertos y a b o r t o s q u e t i e n den a s c r menos frecuentes con e l progreso de l a c i e n c i a y de l a orga nización social.

-

-

-

En r e l a c i O n con e s t e punto es de i n t e r e s tener en cuenta l a s sugerencias expresadas en e l Manual I V de l a s Naciones Unidas para que en l o s c e n s o s y e n l a s encuestas que i n v e s t i g a n e l tema se incluyan t r e s preguntas separadas : e l número de n i ñ o s nacidos v i v o s que todavía v i v e n en e l hogar, e l número de nacidos v i v o s s o b r e v i v i e n t c s que ya no v i v e n en e l hogar y e l número de l o s Esta s e r i e de preguntas t i e n d e a h i j o s nacidos v i v o s que han fa1 l e c i d o 71 d i s m i n u i r e l e r r o r que puede presentarse p r i n c i p a l m e n t e en l a s mujeresdemay o r edad a l o m i t i r a l o s h i j o s que han c r e c i d o y que ya no v i v e n e n e l hogar. En l a misma p u b l i c a c i ó n se recomienda también preguntar a cada mujer de 15 a 49 años de edad s i ha t e n i d o un h i j o durante l o s Ú l t i m o s 1 2 meses que preceden a l censo (o a l a encuesta) a f i n de que e s t e d a t o combinado con e l t o t a l de h i j o s nacidos v i v o s t e n i d o s permita a p l i c a r procedimientos más r e f i n a d o s de a n á l i s i s tendientes a obtener una medida más c o n f i a b l e d e l n i v e l de l a fecundidad , Sobre e s t e tema sc v o l v e r á cn e l c a p í t u l o 5 a l t r a t a r e l uso de vaestos t i p o s de datos y en esa oportunidad sc verá l a a p l i c a c i ó n de una indicada. r i a n t e en e l procedimiento u t i l i z a d o para recogcr !a información Se t r a t a de formular l a pregunta sobre l a fecha de nacimiento d e l Ú l t i m o h i j o nacido v i v o a f i n de obtener a p a r t i r de e s t o s datas l o s nacimientos ocur r i d o s en l o s ú l t i m o s 1 2 meses, t a r e a que se cumple en l a etapa de procesamiento de l o s datos básicos.

.

-

E l cuadro 1 presenta e l panorama latinoamericano r e f e r e n t e a l a s caract e r í s t i c a s investigadas en r e l a c i ó n con l a fecundidad en l o s censos de pobla c i ó n levantados e n t r e 1970 y 1974.

-

--71

8/

~acionesUnidas, Manual IV. 0p.cit. r s ,c ~ u ~ l t u l v sII y III.

~ a ~ í t u i1.o


Cuadro 1 ANERI CA L A T I MA:

CARACTERI S T l CAS I E\lVESTI GADAS EN RELACl ON CON L A F E C U N D l DAD EM LOS CENSOS DE POBLACION DE L A DECADA D E L 70

c a r a c t e r í s t i c a s investigadas Año d e l Censo

P a í s

L!uj e r e s investigadas

HUOSt e n i d o s Nacidos vivos

.........

Argentina

............ .......... ........ .............. ............. ........... ....... .........

De 15 años y más

Colombia

De 1 5 años y m&

Costa Rica

De 15 años y más

Cuba

El Salvador

irinyores de 1 4 años

Guatemala

De 15 años y más

~ a i t í

De 1 5 a 49 años

............. Honduras .......... pjiéxico ............ Nicnraguo .........

De 1 5 anos y m&

panamá

De 1 5 años y más

Paraguay

DP 1 5 años y más

~ e r 6

Dc 7;

Rep. Dominicana..

..

.........

De 1 5 años y más De 1 2 m?os y m&

años y más

Ce 1 5 años y m6s

De 1 5 años y m&

-

a/

Unicmente para l a s mujeres de 1 5

-b/

Unicamente para l o s mujeres de 1 2 a 54 eños de rdad.

-c/

Cc)rresponde a l o s nacidos vivos durante '1 .iño 1970.

-d/

-e /

-f /

-g/

vivos

üe 1 2 años y más

De 1 5 años y más

Venezuela

Nacidos

Fecha d e nacimiento d e l Último h i j o nacido vivo

De 1 5 años y más

Ecuador

............ .......... ..............

Nac. vivos

mente f a l l e c i d o s muertos

Hijos n a c i dos en l o s Últimos 1 2 meses

De 1 2 años y más

Brasil

chile

h a s t a l a f e c h a d e l censo

ri 149

años de c.dad.

El censo d e r e f e r e n c i a f u r levantado

d.1

2 7 d e junio de 1071

~denihss e preguntó: De l o s h i j o s nacidos vivos t e n i d o s t c u ? ~ n t o sviven cm c s t n caso? y tcu6ntos viven en o t r a p a r te? Corresponde a l o s nacidos vivos d u r a n t e e l año 1q70.

El censo dc r e f e r e n c i a f u e levantado e l 70 de shril de i971

Unicamente para l o s mujeres dc 1 5 a 50 años de edad. S e incluyh además una p r ~ ~ u n rt c?s p c c t e e l a edad de l o madre a l nacimiento d e s u primer h i j o .

Nota:

La x s i g n i f i c a que l e c a r . ~ c t r , r í r , t i c ?f u r ~investigada.

Fuente: C u e s t i o n e r i u s censnl ic n L i c i o n a l ~ ~ . P


2,

MEDIDAS DE LA FECUNDIDAD OBTENIDAS A PARTIR DE LOS NACIMIENTOS VIVOS DE LAS ESTAD ISTI CAS VITALES

En e s t e c a p í t u l o se t r a t a r á n Únicamente l a s medidas t r a d i c i o n a l e s de l a f e c u n d i d a d p a r a cuyo c á l c u l o se r e q u i e r e conocer l o s n a c i m i e n t o s v i v o s de l a s e s t a d í s t i c a s v i t a l e s y l a p o b l a c i ó n a l a c u a l c o r r e s p o n d e n l o s n a c i m i e n t o s de r e f e r e n c i a , t o t a l o femenina según e l caso. Dichas medidas son l a s que semen c i o n a r o n en e l p á r r a f o a ) dé l a s e c c i ó n 1 . 1 . E l l a s se han e j e m p l i f i c a d o con d a t o s p e r t e n e c i e n t e s a t r e s p a í s e s que f u e r o n s e l e c c i o n a d o s p o r p r e s e n t a r en l o s años c o n s i d e r a d o s , n i v e l e s y comportamientos d i f e r e n t e s de l a f e c u n d i d a d , en pudiendo a c e p t a r s e como representativos de p o b l a c i o n e s que se e n c u e n t r a n e t a p a s d i f e r e n t e s de e v o l u c i ó n demográfica: A r g e n t i n a y C h i l e en 1960, y Guatemala en 1964 91

.

2.1. L A TASA ANUAL MEDIA DE NATALIDAD O TASA BRUTA DE NATALIDAD Representa l a f r e c u e n c i a con quc o c u r r e n l o s n a c i m i e n t o s en una p o b l a c i ó n y se c a l c u l a d i v i d i e n d o e l número de n a c i m i e n t o s v i v o s o c u r r - i d o s en un á r e a en un p e r í o d o determinado, p o r l o g e n e r a l un año, p o r l a p o b l a c i ó n e s t i m a d a a l a m i t a d d e l p e r í o d o p a r a esa misma á r e a . E l r e s u l t a d c s e expresa por mil personas. S i se supone q u ~ e pl e r i o c l o d e rc:fíirencia es e l año z y que l o s n a c i m i e n t o s o c u r r i d o s pueden d i s t r i b u i r s c de manera u n i f o r m e a l o l a r g o de ese p e r í o do, l a p o b l a c i E n med i a e s t a r á r c p r e sentada p o r una e s t i m a c i ó n a l 30 de j u n i o d e l año z . En símbolos:

-91

Los años de referencia corresponden a años en que s c levantaron censos de tivos.

en l o s ~ a í s e srespez


Por l o g e n e r a l , e l numerador (B*) es una e s t i m a c i ó n o b t e n i d a a p a r t i r de l a s e s t a d í s t i c a s de l o s n a c i m i e n t o s v i v o s y l a p o b l a c i ó n d e l denominador,

NT~'-"'-*,

es un d a t o o b t e n i d o e p a r t i r de l o s censos de p o b l a c i ó n . Es indud a b l e que e l g r a d o d e i n t e g r i d a d de 1s i n f o r m a c i ó n b á s i c a es u n a c o n d i c i ó n i n d i s p e n s a b l e p a r a o b t e n e r una buena e s t i m a c i ó n de l a t a s a b r u t a de n a t a l i d a d , pues s o l o puede s e r c a s u a l que l a s o m i s i o n e s d e l numerador compensen l o s e f e c t o s de l a o m i s i ó n c e n s a l de manera de n o a f e c t a r demasiado l a e s t i m a c i ó n d e i v e r d a d e r o va l o r d e l Í o d i c e . Por l o g e n e r a l , cuando l a f e c h a d e l censo n o d i s t a más de t r e s meses de mediados de afio, l a e s t i m a c i ó n de l a p o b l a c i ó n t o t a l usada p a r a c a l c u l a r la t a s a puede s e r l a que r e s u l t a d e l r e c u e n t o c e n s a l una vez c o r r e g i d o s l o s e r r o r e s d e l subempadronamiento. En t o d o caso, e l prop6s it o p a r a e l c u a l se o b t ¡er n e e l í n d i c e i n d i c a r á a l a n a l i s t a l a c a n v e n i e n c i a de e f e c t u a r o no, l a proy e c c i ó n a l 30 de j u n i o .

Eii l o s casos que se desee e l i m i n a r l a s v a r i a c i o n e s a l e a t o r i a s que pueden a f e c t a r a l r e g i s t r o o a l a o c u r r e n c i a de l o s n a c i m i e n t o s , e l numerador de l a t a s a s e reemplaza p o r e l promedio de l o s n a c i m i e n t o s c o r r e s p o n d i e n t e s a t r e s años c e n t r a d o s en e l año de r e f e r e n c i a . E s t e es e l p r o c e d i m i e n t o usado h a b i t u a l m e n t e p a r a e f e c t u a r comparaciones e n t r e v a r i a s p o b l a c i o n e s o p a r a e s t u d i a r l a t e n d e n c i a de l a n a t a l i d a d de una p o b l a c i ó n a t r a v é s de v a r i o s años censa les. De l o que antecede se desprende qur. l a t a s a b r u t a de n a t a l i d a d e s u n a med i d a f á c i l de c a l c u l n r y f á c i l d e i n t e r p r e t a r . Representa l a f r e c u e n c i a con que o c u r r e n l o s n a c i m i e n t o s en una p o b l a c i ó n y p o r l o t a n t o , e s t % r e l a c i o n a d a S i n embargo, pese a e s t a s d i r e c t a m e n t e con e l c r e c i m i e n t o d e esa p o b l a c i ó n . v e n t a j a s , se t r a t a de un í n d i c e que adolecr, d c v a r i a s l i m i t a c i o n e s como medide 1 da d e n i v e l de l o f e c u n d i d a d l a s más i m p o r t a n t e s de l a s c u a l e s p r o v i e n e n hecho d e que su v a l o r , puede e s t a r a f e c t a d o p o r l a e s t r u c t u r a p o r sexo y edad de l a p o b l a c i ó n . En e l c u a d r o 2 se p r e s e n t a n r a l o s t r e s países considerados.

~ G Sv a l o r e s

de l a t a s a b r ~ t ade n a t a l i d a d pa -

CALCULO DE LA TASA B R U J A DE NATAL 1 CAD, ARGENTl NA ( 1 960) CW l LE (1960) Y GUATEMALA (1964)

P a í s

Añc1 d e l censo

vide sn~hos

M,?timiento.;

vtls

SLXOS

'1,'

Poblacióntotal e s t imntla al 30 d c j u n i o

,

Tasa b r u t a de n a t a l idad (por m i l )

A r g e n t i n a .......

1960

474 896

20 668 983

23. O

........... Guatemala .......

1960

275 158

7 689 O00

1964

198 372

4 4414 900

35.8 44.5

Chile

a/ Promedio d e t r e s años c e n t r a d o en e l d e l censo. -Fuentes: United Nations, Demographic Yeorbook, 1965 y C~nise, Z., añú

~~~

t a l , 1965-2000. CELiiDE, S e r i e AS F!"

3. San :os;,

Guatemala: Proyecciones de l a Costo Rica.

to-


2.2.

L A TASA ANUAL DE FECUNDIDAD GENERAL

La tasa anual de fecundidad general también llamada en forma simple tasa de fecundidad general, representa l a r e l a c i ó n e n t r e l o s nacimientos vivos y l a s mujeres en edad f é r t i l y se c a l c u l a d i v i v i e n d o e l número de nacimientos o c u r r i d o s en un área en un -período determinado, p o r l o general un año, por ;1 p o b l a c i ó n de mujeres en edad f é r t i l estimada a l a m i t a d d e l p e r í o d o correspon d i e n t e a esa misma área. E l r e s u l t a d o se cxpresa p o r m i l mujeres. Por l o general se considerz que l a s mujeres en edad f é r t i l son l a s com prendidas e n t r e l o s 15 y l o s 49 años aunque algunos autor-es convienenen f i j a r e l l í m i t e s u p e r i o r en l o s 44 años teniendo en cuenta que e l a p o r t e a l a fecun didad t o t a l de l a s mujeres de 45 a 49 i ñ o s d e c d a d s u e l e ser de escasa impor se tanc ¡a r e l a t i v a 2 1 . A f i n de mantener l a comparab i 1 idad I n t e r n a c iona 1 s e g u i r á aquí e l p r i m e r o d e l o s c r i t e r i o s enunciadcs. En s í m b o l o s :

en donde e l período de r e f e r e n c i a es e l año z y l a p o b l a c i ó n med i a e s t á r e p r e sentada por una estimación para mcdiados de ese año, de l a s mujeres de 15 h 49 afios de edad. Los comentarios r e f e r e n t e s a l a tasa b r u t a de n a t a l i d a d sobre l a s c o n s i deraciones a t e n e r en cuenta cn e l c j l c u l o de ese í n d i c e son v á l i d a s también para l a tasa de fecundidad general.

E l cuadro 3 p r c s e n t a l a informaci6n para l o s t r e s p a i s e s considerados. Cuadro 3. CALCULO DE LA TASA DE FECUND l DAD GENERAL, ARGENTI NA (1960) CHl LE (1360) Y GUATEMALA ( 1 364)

P a l s

Año d e l censo

Nazimientcs v i . . vos de ambos sexos a /

196C

474 896

1960 1964

..... C h i l e .........

Argentina

Guatemala..

. ..

P o b l ~ c i ó nfemcnina de 15 a 49 años estimada a l 30 de jun i c

101 -

t a l , 19652000.

Tasa de fecun d idad (por m i l )

275 158

5 176 910 1 8GO 592

147.9

198 372

982 O00

202.0

a/ Promedio de t r e s años centrado en e l año d e l censo. -mentes: United l a t i c p s , Dcmogrnphic Yearbook, 1965 y Camisa, Z.,

-

,

CELBDC, S e r i e ;S hrQ 3.

San

J P S ~ , Costa

91.7

Guatemala: Proyecciones de l a Rica.

to-

En l a mayoría de l o s d e l mundo ese aporte e s i n f e r i o r a1 3 por ciento. ~ e á n s een naciones unidas, Informe preliminar sobre l a s condiciones y l a s tendencias de l n fecundidad en e l mundo, 1960-1965. ST/ ~O;,/serie A/52, P!ilcvn York, 1977, l o s cuadros 9, 15, 19 y 23.


La c i r c u n s t a n c i a de que e s t a tasa r e l a c i o n e l o s n a c i m i e n t o s c o n l a poblac i ó n femenina que puede e s t a r expuesta a l o s r i e s g o s de procreación favorece su uso como medida d e l n i v e l de l a fecundidad. Esta v e n t a j a y l a s l i m i t a c i o n e s p r o p i a s de e s t a medida juntamente con l a s que corresponden a l a tasa b r u t a de n a t a l i d a d , serán estudiadas en l a sección 2 . 5 a l t r a t a r l o s f a c t o r e s e x t r í n secos a l a fecundidad.

2.3.

LAS TASAS

ANUALES DE FECUNDIDAD POR EDAD

Para c a l c u l a r l a s se r e q u i e r e conocer para e l área y e l añoen e s t u d i o , l o s nacimientos v i v o s c l a s i f i c a d o s según l a edad de l a madre y l a p o b l a c i ó n femen i n a en edad f é r t i l c l a s i f i c a d a por edad. Cada tasa es e l c o c i e n t e e n t r e l o s nacimientos de madres de una determinada edad x, y l a s mujeres de esa misma E l r e s u l t a d o puede expresarse por mujer o por m i l mujeres según c o n edad. venga su uso. En símbolos:

z siendo ~ ( x )l a tasa de fecundidad correpondiente a ¡a edad x. Generalmente l a s e s t a d í s t i c a s v i t a l e s presentan l o s n a c i m i e n t o s v i v o s c l a s i f icados por grupos qu inquena l e s de edad de 1 a madre, en cuyo caso 1 a exprer s i ó n a n a l í t i c a de l a tasa r e s u l t a ser:

en donde

B ~ X 5) ,

representa l o s nac irnientos d e l año z proven i e n t e s de madres de 3 0 - VI-z

cada uno de l o s qu inquen i o s del grupo 1 5 a 49 años, NF ( x , - ~ j representa l a p o b l a c i ó n femenina d e l quinquenio de edad correspondiente, estimada a l 30 de j u n i o d e l año z, y F ' ( x , ~ ) es l a tasa anual rned i a de fecund ¡dad v á l ida para l o s 5 años d e l qu inquen i o r e s p e c t i v o . E l cuadro 4 rnuec;tra e l c 5 l c u l o de c s t a s tasas para l o s r e f e r e n c i a l a s que aparecen representadas en el g r á f i c o 1.

tres

países de

.


Cuadro 4.

CALCULO DE LAS TASAS ANUALES DE FECUND l DAD POR EDAD, ARGENT l NA (1960), CHl LE (1960) Y GUATEMALA (1964) Grupos de edades

Argent ina 1960

Chile 1960

Gua tema 1 a 1964

Nac im ien tos v ivos (ambos sexos ) Total

473 038

260 653

196 386

Poblaci贸n femenina estimada a l 30 de j u n i o Tota 1

5 176 910

1 860

592

982 O00

Tasas de fecundidad p o r edad Total

-

Fuente: Estimaciones de l o y de l o s nacimientos s e g h l o edad de l a madre obtenidas aptir de l a informaci贸n proveniente de l a s fuentes indicadas en e l cuadro 2.


~dti@ 1 TASAS ANUALES D1E FECUNDIDAD POR EOAD AiPeEñTl NA ( 19601, CH l LE ( 19601 Y BUAfEMALA ( 1-

L o s e j e m p l o s d e l c u a d r o 4 corresponden a un a n 5 l i s i s t r a n s v e r s a l de l a f e c u n d i d a d por edad, p u e s t o que l o s d a t o s b á s i c o s r e f l e j a n l a s i t u a c i ó n en un año d e t e r m i n a d o y p o r l o t a n t o , l a s m u j e r e s que i n t e r v i e n e n e n l o s c á l c u l o s p e r t e n e c e n a s i e t e grupos de c o h o r t e s d i f e r e n t e s . Pero también es p o s i b l e obt e n e r t a s a s de f e c u n d i d a d p o r edad que correspondan a un a n á l i s i s I c n g i t u c f i n a l , en cuyo caso se e s t u d i a e l c o m p o r t a m i e n t o d e l a f e c u n d i d a d dl: una s o l a


En general, l i s e s t a c o h o r t e de mujeres en cada etapa de su período f é r t i l . d í s t i c a s c o r r i e n t e s no permiten e f e c t u a r e s t e t i p o de a n á l i s i s y l a experienc i a en América L a t i n a en t a l s e n t i d o es bastante l i m i t a d a , y en todo aso l a información básica u t i l i z a d a no proviene de l a s e s t a d í s t i c a s v i t a l e s -117 Se v o l v e r á sobre e s t e tema a l t r a t a r l a s medidas de resumen de l a fecundidad, en l a sección 2.4 y en forma e s p e c í f i c a se l o t r a t a r á en e l c a p í t u l o 7.

.

Las tasas de fecundidad por edad, s i b i e n no r e s u l t a n adecuadas para l a comparación d i r e c t a e n t r e l o s n i v e l e s de fecund idad de poblaciones d i f e r e n t k s , permiten d e r i v a r algunos í n d i c e s de resumen que pueden considerarse - d e n t r o d e l grupo de l a s medidas t r a d i c i o n a l e s - como l a s menos imperfectas. Otra v c n t a j a de l a s tasas indicadas es que a p a r t i r de su e s t r u c t u r a es p o s i b l e conocer e l comportamientode l a fecundidad por edad midiendo l a import a n c i a d e l a p o r t e de cada grupo de mujeres a l a fecundidad t o t a l . E l conocimiento de e s t a c a r a c t e r í s t i c a e s de gran importancia p u e s t o que e l l a parece e s t a r relacionada con e l n i v e l de fecundid-c! de l a p o b l a c i ó n correspondiente. Un ejemplo e m p i r i c o de e s t a z s o c i a c i ó n se presenta en un e s t u d i o efectuado en 1963 a n i v e l mundial, en oportunidad de disponer, para un c o n s i d e r a b l e número de países, de l o s r e s u l t a d o s de l o s censos de p o b l a c i ó n levantadosen l a décaE l e s t u d i o estuvo a cargo d e l Departamento de Asuntos Económicosy da d e l 60. S ~ c i a l e sde l a s Naciones Unidas. En é l se a n a l i z a l a d i s t r i b u c i ó n de l a f e cundidad por edad en 72 países para l o s cuales f u e p o s i b l e obtener t a l i n f o r mac ión.

-

Como puede a p r e c i a r s e en e l cuadro 5 los r e s u l t a d o s i n d i c a n que en l o s países que pueden considerarse como de b a j o n i v e l de fecundidad l a s m u j e r e s de 20 a 34 años c o n t r i b u y e n con un 75 por c i e n t o o más de l a fecundidad tota1,en t a n t o que en l o s países de a l t o n i v e l de fecundidad, esa c c n c e n t r a c i ó n es menos pronunciada. En estos ú l t i m o s , l a s mujeres mayores de 35 años aportan e l 15 p o r c i e n t o o m5s de l a fecundidad t o t a l . TambiCn se ha observado que l a c o n t r i b u c i ó n de l a s mujeres mentores de 20 años suele ser mas elevada en l o s países de a l t o n i v e l de fecundidad que en l o s de b a j a fecundidad

~ x i s t eun ensayo de o n ~ l i s i sl o n g i t u d i n o l r r a l i z n d o con d a t o s d e l censc do población levantado en Buenos Aires en 1956 ( ~ u e n t e : ~ e c c h i n i ,Z.L., La fecundidad en l a ciudad de Buenos i l i r e s desde f i n e s d e l s i g l o S e r i e C/4. Santiago, Chile 19631, y e s t u d i o s más r e c i e n t e s usando l o s r e s u l pasado h a s t a t a d o s de l a s h i s t o r i a s reproductivas de l a s mujeres,. .provenientes de l a s encuestas de fecundidad. PECFAL -Urbano. (Fuente: Henriques, T,l.H.+ La movilidad s o c i a l y l a fecundidad en R ~ Od e J e n e i r o , CELADE, S e r i e ~ / 1 1 2 . Santiago, Chile, 1968). 121 En e l e s t u d i o a que s e ha hecho r e f e r e n c i a s e i n d i c a que llen l o que r e s p e c t a a l mundo en s u t o t a l i d a d , s e d i s t i n g u e n claramente dos grupos de p a í s e s , uno de a l t a f e c m d i d a d y o t r o de b l j a fecundidad. La 1:nea d i v i s o r i a puede t r a z a r s e R l a a l t u r a dc una t a s a b r u t a de n a t a l i d a d d e 30 por cada m i l h a b i t a n t e s y d e uha t a s a b r u t a de reproducción de 2.0". ( ~ da e f i n i c i ó n ccrrespondiente a e s t a Última medida e s cons i d e r a d a en l a sección 2.4. dedicada a l a s medidas d c rcsumen de l a fecundidad. 131 Para un mayor d e t a l l e de e s t e tema puede c o n s u l t a r s e e l ~ o l e t í nde población de l a s Naciones Unidas, No7 1963, con e s p e c i a l r e f e r e n c i a a l a s i t u a c i ó n y l a s tendencias dc l a fecundidad en e l mundo. Naciones unidas. Nueva York, 1965. Capítulo V I I . 11/ -

I~EELADE,

-

-


Cuadro 5. DISTRIBUCION DE72PAlSES SEGUN EL PORCENTAJE CON QUE LAS MUJERES POR EDAD CONTRIBUYEN A LA FECUNDIDAD TOTAL. ( ~ ñ o sc e r c a n o s a 1960)

C o n t r i b u c i o n de l a s m u j e r e s según l a edad a l a f e c u n d i d a d t o t a l

T o t a l de p a í s e s

Número de p a í s e s de f e c u n d i d a d

Amé r i ca Latina y e l Caribe

c/

Baja

Alta

31 5

17

6

20

9

24

2

2

12

35

13

............

1. M u j e r e s menores de 20 años:

-

menos d e l 10% de l a f e c u n d i d a d t o t a l .

-

10% o más de l a f e c u n d i d a d t o t a l

.....

2. M u j e r e s de 20 a 34 años:

-

menos d e l 75% de l a f e c u n d i d a d t o t a l . 75% o más de l a f e c u n d i d a d t o t a l

.....

4

32

3. M u j e r e s de 35 a 49 años:

-a/ -b/

-

menos d e l 15% de :a f e c u n d i d a d t o t a l .

-

15% o más de l a f e c u n d i d a d t o t a l

.....

Incluye l a población de c o l o r de ~ u d á f r í c a . Incluye l a

blanca d e ~ u d ó f r i c a .

a l o s p a i s e s s i g u i e n t e s : El Salvador, Guatemala, Hoiiduras, ~ é x i c o ,?anam'R, Guadalupe, Jamaica, -c/ tCorresponde l a r t i n i c a , Puerto Rico, Trinidad y Tobugo, colorubia, c h i l e , Paraguay, Venezuela Guayono ~ r i t é n i c a . Fuente: Naciones unidas " ~ o l e t í n de población d e l a s Naciones Unidas, 71963", op.cit. Datos d e l cuadro 7.4, - p8g. 122. y

NQ

O t r a consecuenc ir?i m p o r t a n t e d e l s s t u d ¡ o c i t a d c ha S i d o l o e l a b o r - c ií:n de l o s modelos de e q t r u c t u r a d~ l a f e c u n d i d a d p c r edad, l o s que pueden s e r v i r de referencia en e l c 5 l c u l o de l a s t a s a s de f e c u n d i d a d p o r edad en l o s casos de p o b l a c i o n e s e n que l o s d a t o s con que s~ c u e n t a , s i b i e n p e r m i t e n o b t e n e r una e s t i m a c i ó n d e l n i v c i g e n e r a l , r e s u l t a n i n s u f i c i e n t e s p a r a e l p r o p ó s i t o enun ciado.


Los modelos son nueve en t o t a l . Uno, de c a r á t e r general, c o r r e p o n d e a l a e s t r u c t u r a c a l c u l a d a como promedio de l a s d i s t r i b u c i o n e s por edad observadas en l o s 72 países i n c l u i d o s en e l a n á l i s i s . Los ocho r e s t a n t e s fueron o b t e n i dos de manera análoga, considerando ocho grupos de países. Cada grupo d i o l u g a r a un modelo, y e l c r i t e r i o usado fue e l de r e u n i r l o s países cuya fecun didad presentaba c a r a c t e r í s t i c a s semejantes en r e l a c i ó n con el n i v e l ( a l t a b a j a fecundidad) y e l grupo quinquenal de edad que corresponde a l a fecundidad máxima (edad cúspide de l a fecundidad). A l t r a t a r l o s países, de a l t a fecundi dad, se consideró además k presencia o ausencia de s i m e t r í a e n t r e l o s valore; correspondientes a l o s grupos de edad a n t e r i o r y p o s t e r i o r a l de fecundidad más a l t a , c a r a c t e r í s t i c a cuya v a r i a c i ó n no se presentó de manera c l a r a a l com p a r a r l o s 35 países de b a j a fecundidad considerados en e l a n á l i s i s . E n e l cuar d r o 6 y e l g r á f i c o 2 se muestran l o s modelos r e s u l t a n t e s .

o

Se estima conveniente c i t a r l a a c l a r a c i ó n ~ f o r m u l a d apor l o s a u t o r e s d e l documento de l a s Naciones Unidas a l p r e s e n t a r l o s modelos. Dice a s í : "Se r e q u i e r e n e s t u d i o s más d e t a l l a d o s para determinar s i algunas de l a s v a r i a c i o n e s observadas en c u a n t o a l a e s t r u c t u r a de l a fecundidad p o r edades,entre l o s p a í ses de a l t a fecundidad, responden a l a r e a l i d a d o se deben a deficienc-¡as de l o s datos". En t a l s e n t i d o , será de mucho i n t e r é s r e a l i z a r un anal i s i s anál o g o en oportunidad de disponer de l o s r e s u l t a d o s de l o s censos de p o b l a c i ó n levantados en l a década d e l 70 y comparar l a s conclusiones con l a s derivadas d e l e s t u d i o preparado para l o s años 60.

2.4.

MEDIDAS DE RESUMEN DE LA FECUNDIDAG

S G ~t r e s y se d e r i v a n de l a s tasas de fecundidad por edad. A c o n t i n u a c i ó n se d e f i n e cada una de e l l a s y en l a secciGn 2.5 que sigue, se hará refez r e n c i a a l a s l i m i t a c i o n e s que l e s son p r o p i a s . 2.4.1.

La tasa g l c b a l de fecundidad

Se o b t i e n e p c r suma dc l a s tasas de fecundidad por edad. S í 6 s t s s c c r r e s ponden U grupos quinquenalcs de edad, l a suma deberá m u l t i p l i c a r s e por 5. En s1mb~:lcs:

La tasa g l o b a l d e fecundidad sc: i n t e r p r e t a como e l número de h i j o s que en promedio t e n d r í a cada nlujcr cle una c o h o r t e h i p o t é t i c a de mujeres que cum p l i c r n n l a s dos condicionés s i g u i e n t e s :

-


Cuadro 6

ESTRUCTURAS MODELO DE LA FECUNDIDAD SEGUN LA EDAD

Estructuras de a l t a fecundidad

Estructuras de baja fecundidad

Grupos de edades

Estrwtura general (72 países)

TOTAL

-

15- 19

.&@ide

temprane

&pide tardía

Cúspide dilatada

(9 países)

(9 países)

(16 países)

- 100.0

100.0

8.9

11.7

3.4

26- 24

25.6

36.1

25 29

-

26.3

-

30 34

40- 44 45 - 49 35 39

Nota:

100.0

100.0

cúspide tardía

cúspide temprana A (8 paises)

100.0 -

Tipo B (7 paises)

Tipo A (4 países)

100r0

-

Tipo B

(5

CGspide

daatada

(13p-)

100.0

5.9

16.2

12.5

5.1

22.9

30.4

24.7

28.5

22.9

n.o

31.9

30.7

21.9

25.1

28.8

19.7

14.8

22e8

19.3

17.4

17.8

22.6

12.9

7.6

13.5

10.0

11 .8

11.2

14.5

5.3

2.6

4.9

3.4

5.8

4.0

5.0

1.5

0.5

0.5

0.3

2.3

0.9

1O .

El t i p o de cúspide e s t á determinado por e l grupo de edad que corresponde a l a fecundidad más a l t a , denominándose temprana cuando s e presenta en e l grupo 20-24; taxdía, en 25-29 y dilatada cuando l a fecundidad máxima se observa en l a s edades -21; y 25.29 con valores muy semejantes entre sí y a su vez bastante diferentes de l o s grnpos 1519 y 3CL34. En l o s paises dc a l t a fecundidad l o s t i p o s indicados responden a l a s c a r a c t e r í s t i c a s siguientes: cúspide tempranaz

- Tipo A

~ Ú s p i d ét a r d í a

t

r

rriuy a l t a fecundidad entre las rnu,jeres menores de 20 años.

Tipo B : Alta concentración de l a fecundidad en e l grupo 20-24.

- Tipo - Tipo B :

A : Alta concentración de l a fecundidad en e l grupo 25-29 y considerable simetría entre

Fuente:

Naciones Unides.

l o s valores correspondientes a l a s edstdcs 20-24 y 3C-34. Menor concentración en e l grupo 2529 con respecto l o s países del t i p o A y escasa simetría.

-

" ~ o l e t hNo 7 1963", op.cit.

pág. 125-128.

3

l o s porcentajes observados en


ESTRICTURAS MOOELO DE LA FECUNDIDAD POR EDAD

Edad en atios

EFuente: Cuodr-o6

ma b

Edad en a単os


a)

Durante e l período f é r t i 1 t u v i e r a n sus h i j o s de acuerdo a de fecundidad por edad de l a p o b l a c i ó n en estudio, y

b)o No e s t u v i e r a n expuestas a r i e s g o s de m o r t a l ¡dad desde e l hasta e l término d e l período f é r t i l .

l a s tasas

nacimiento

De l o que antecede sc desprende que e l Í n d i c e indicado c o n s t i t u y e u n a m e d i d a t e ó r i c a del n i v e l de l a fecundidad en ausencia de m o r t a l i d a d .

2.4.2.

La tasa b r u t a de r ~ o r n d u c c i ó n

Se r e f i e r e a l o s nacimientos femeninos únicamente, por l o t a n t o l a s tasas Pero de fecundidad para su c á l c u l o deberían corresponder a esos nacimientos. es p o s i b l e -y é s t e es e l procedimiento que habitualmente se sigue- d e r i v a r l a tasa b r u t a de reproducción ( R ' ) de l a tasa g l o b a l , para l o c u a l es s u f i c i e n t e m u l t i p l i c a r l a tasa g l o b a l por l a p r o p o r c i ó n que representan l o s nacimientos Cuando no se dispone de esfemeninos respecto d e l t o t a l de l o s nacimientos. t a proporción para l a población de r e f e r e n c i a o e x i s t e n dudas sobre una prob l e omisión d i f e r e n c i a l por sexo en e l r e g i s t r o de l o s nacimientos, se usa e l f a c t o r 0.4878 que corresponde a 100 nacimientos femeninos por cada 105 n a c i d mientos masculinos. También suele usarse d i c h o v a l o r por s i r n ~ l e c : ~ m c c ' i d apues de todas maneras no se i n t r o d u c e un sesgo importante.

En símbolos:

en donde K es l a p r o p o r c i ó n de nacimientos femeninos.

La tasa b r u t a de reproducción se i n t e r p r e t a como el número de h i j a s que en promedio t e n d r í a cada mujer de una cohorte h i p o t é t i c a de mujeres que cump l i e r a n l a s dos condiciones s i g u i e n t e s : a)

Durante e l período f é r t i 1 t u v i e r a n sus h i j o s de acuerdo a l a s tasas de fecundidad por edad de l a p n b l a c i ó n en e s t u d i c , y

b)

No e s t u v i e r a n expuestas a r i e s g o s de m o r t a l ¡dad desde e l hasta e l tCrmino del período f é r t i l .

nacimiento

La tasa n e t z dc reproducción Esta medida fue i n t r o d u c i d a por Boeckh en 1881s y t n m b i c n usada por Kuczinski en 1907. Más t a r d e L o t k a y W i c k s e l l , indepenc!ienternente u t i l i z a r o n e s t a tasa 14/ con el o b j e t e de medir l a fecundidad y 12 reproducción en poblaciones modelos

-14/

-

Tnbah, ~ e Ó n , Apuntes: Fecundidad y ~eproducción, CELADE ~115. Santiago, Chile, 1963.

-.


A i g u a l que l a t a s a b r u t a de reproducción, se r e f i e r e a l o s n a c i m i e n t o s femeninos Únicamente p e r o en e s t e caso l a s mujeres de l a c o h o r t e h i p o t é t i c a e s t á n expuestas a l o s r i e s g o s de l a m o r t a l i d a d desde e l n a c i m i e n t o , con l o c u a l l a s mujeres expuestas a l a s p o s i b i l i d a d e s de t e n e r h i j o s son l a s sobrev i v i e n t e s de cada edad. Para c a l c u l a r l a tasa n e t a de r e p r o d u c c i ó n (R) se n e c e s i t a c o n t a r con l a s e r i e de tasas de fecundidad p o r edad, ya sea en r e l a c i ó n con l o s n a c i m i e n t o s femeninos o a l o s n a c i m i e n t o s de ambos sexos, y un juego de p r o b a b i l i d a d e s de s o b r e v i v e n c i a a l n a c i m i e n t o o b t e n i d a s de una t a b l a de m o r t a l i d a d femenina a p l i c a b l e a l a p o b l a c i ó n que se e s t u d i a . En símbolos:

en donde K r e p r e s e n t a l a p r o p o r c i ó n de n a c i m i e n t o s femeninos c u a n d o l o s v a l o r e s de F(x,5) son t a s a s r e f e r i d a s a 15s n a c i m i c n t c s de ambos sexos, y pxi r e p r e s e n t a l a p r o b a b i l i d a d que t i e n e una r e c i é n nacida d e l l e g a r con v i d a a l a edad x ' , edad c e n t r a l d e l i n t e r v a l o (x,5) correspond i e n t e .

E l cuadro 7 e j e m p l i f i c a l a o b t e n c i ó n d e l Í n d i c e p a r a A r g e n t i n a en 1960. La t a s a n e t a de r e p r o d u c c i ó n t a l como ha s i d o d e f i n i d a y c a l c u l a d a corresponde a un í n d i c e d e l momento (anál i s i s t r a n s v e r s a l ) , y se i n t e r p r e t a como el número de h i j a s que en promedio t e n d r í a cada mujer de una c o h o r t e h i p o t é t i c a de mujeres que d u r a n t e e l p e r í o d o f é r t i l t u v i e r a n sus h i j o s de acuerdo a l a s tasás de fecundidad p o r edad de l a p o b l a c i ó n cn e s t u d i o y que d e s d e e l n z c i m i e n t o e s t u v i e r a n expuestas a l o s r i e s g o s d e m o r t a l i d a d observados en esa misma p o b l a c i ó n . Por o t r a p a r t e , l a t a s a n e t a de r e p r o d u c c i ó n d e f i n e l a s cond i c i o n e s de reemplazo de un? generación p o r l a s i g u i e n t e . en e l supuestode que no hayan cambios en e l comportamiento de 1s fecundidad y de l a m o r t a l idad?Jj/. Cuando l a t a s a es i g u a l a 1 cada generación asegura i n t e g r a l m e n t e su reemplazo y con mayor razón cuando es mayor que 1 . Por e l c o n t r a r i o , cuando l a t a s a es menor que 1 cada generación no alcanza a reemplazarse. En forma a n s l o g ~ l a tasa b r u t a de r e p r o d u c c i ó n d e f i n c 13s c o n d i c i o n e s d e reemplazocuando l a morta l i d a d es n u l a .

-

151 En l a s condiciones indicadas de fecundidad y mortalidad constantes, una población tiende hacia un estn-

irC

do estable, independiente de su estructurn i n i c i a l y determinada Únicamente por e l comportamiento de l a fecundidad y l a mortnlidad cuyos niveles s e relacionan con l a tnsa de crecimiento que resultaría en e l estado estable l i m i t e (tnsa intrínseca de crecimiento). ~ e 3 s c :Lotka, Alfred, ~ h é o r i eanaiytique des associations biologiques. Deuxikme pnrtie. Paris. Hermann y Cie., Miteurs. 1939.


Cuadro

7.

CALCULO DE LA TASA NETA DE REPRODUCC ION. Grupos de edades

Tasas de Edad f e c u n d idaa c e n t r a 1 (b) (4

(if

-a/ Px, -

Fuente:

1 + 1 x x+5 2

: lo

ARGENTINA,

Probab i 1 idades de s o b r e v i v e n venc is: ( 4

1960

Producto (b) ( d )

d

. .. . . .

Total..

0.551b

R..

1.35

siendo 1 = 100000 y 1 y 1 l o s v a l o r e s de 1,: f u n c i l n d c supcrvivcnx x+5 o c i a de l a femenina de edad x y x + 5 respectivamente.

a ~ v a l u a c i ó ny a j u s t e d e l Censo de población de 1960 y TaCamisa, Z., ~ e ~ ú b l i cArgentina. b l a abreviada de mortalidad, 1959-1961. CELADE, ~ 1 3 2 . Santiago, Chile, 1964.

En el c u a d r o 8 s c dan los r c s i j l t , 7 d o s p a r a los t r e s p a í s e s d c medidas de resumen c o ~ ~ i i d e r a d a s .

!as

tres

C u ~ d r o8. TASA GLOBAL DE F E C U N D I D A D Y TASAS RRUTt7 Y NETA DE REPRODUCCION. ARGEEJTI N/\ ( 7 360) . CHILE ( 1 360) Y GUA'TEt4ALA (1964)

A

CIC fccunc' i clac1

Tasa b r u t a d c r c p r n d u c c ión

Tasa n e t a de rcpi-oducci o n

..

196Q

3.04

1.48

1* 3 5

........

19b0

1,

2.25

1.85

..

1964

6.37

3.11

2.18

Argcnt ina.. Chile

1 ccilso

P a í s

Guatemtla..

Tns.?

ql,>hol

-61


6(5,(

52

población y desarrollo

L

a dinámica demográfica en América Latina Juan Chackiel

Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE) – División de Población

Santiago de Chile, mayo de 2004


CEPAL - SERIE Población y desarrollo

N° 52

II. La fecundidad

1.

Niveles y tendencias

Es un hecho conocido que desde mediados de la década de 1960, en la mayoría de los países de la región se comienza a producir un descenso en el número medio de hijos por mujer (CEPAL, 1995a; CEPAL, 1995b). El mismo se expresa, tal como se mencionó antes, en el pasaje de una tasa global de fecundidad regional de 6 hijos por mujer, a un poco menos de tres (TGF=2,8) en un intervalo aproximado de 30 años (cuadro II.1). La elevada fecundidad de América Latina, durante las décadas de 1950 y 1960, sólo era superada por África (6,8) y se situaba por encima del promedio mundial (5,0). Junto al continente asiático, que muestra una tendencia muy similar, la región alcanza en la actualidad una fecundidad levemente inferior al promedio mundial (2,8). Sin embargo, cabe mencionar que no obstante el acelerado descenso, la región llega al final del siglo a valores similares a los que Europa mostraba 50 años antes. Los países de éste último continente también han continuado un acelerado descenso de su fecundidad y en la actualidad la mayoría de ellos tienen una fecundidad inferior al nivel de reemplazo, lo que se expresa en una tasa global de fecundidad promedio de 1,4 hijos por mujer.

17


La dinámica demográfica en América Latina

Cuadro II.1

TASA GLOBAL DE FECUNDIDAD DE LA POBLACIÓN DEL MUNDO POR GRANDES REGIONES. 1950-2000 Tasa Global de Fecundidad (hijos por mujer) 1950-55 1955-60 1960-65 1965-70 1970-75 1975-80 1980-85 1985-90 1990-95 1995-00 Mundo

5,01

4,95

4,97

4,90

4,48

3,90

3,57

3,37

3,03

2,83

Regiones más desarrolladas

2,84

2,82

2,68

2,37

2,13

1,91

1,85

1,83

1,69

1,58

Regiones en desarrollo

6,16

6,01

6,03

6,01

5,42

4,62

4,13

3,83

3,40

3,11

• África

6,74

6,80

6,86

6,80

6,71

6,59

6,43

6,08

5,63

5,22

• Asia

5,88

5,53

5,64

5,68

5,07

4,17

3,66

3,38

2,95

2,72

• Europa

2,66

2,66

2,58

2,36

2,16

1,97

1,88

1,83

1,58

1,42

• América Latina (no incluye el Caribe)

5,91

5,95

5,99

5,57

5,05

4,50

3,94

3,42

3,01

2,76

• Oceanía

3,87

4,10

4,01

3,59

3,25

2,82

2,62

2,56

2,55

2,45

• Norte América (EE.UU. y Canadá)

3,47

3,72

3,34

2,54

2,01

1,78

1,80

1,89

2,02

2,01

Fuente: Naciones Unidas (2003) y CEPAL-CELADE (2004).

En la tabla II.1 del anexo se presentan las tasas globales de fecundidad de los países de 6 América Latina durante la segunda mitad del siglo pasado y los porcentajes de descenso de la misma por decenios y para todo el período desde el año 1950 al 2000. Como puede observarse, el descenso mencionado se ha generalizado en todos los países, aunque en algunos es más notorio por su celeridad, como son los casos de Costa Rica, Brasil, México y República Dominicana, que muestran entre 1950 y el 2000 un porcentaje de caída de la tasa global de fecundidad del 60 por ciento. También es interesante anotar que estos últimos países son un ejemplo de que los cambios en la región han ocurrido con cierta independencia de las políticas gubernamentales de apoyo a programas de planificación de la familia, pues en ese sentido han estado sujetos a experiencias muy disímiles (véase sección II.4). Un ejemplo claro de ello es que en el caso de México se ha desarrollado una política estatal muy favorable a la limitación de los nacimientos, mientras que en Brasil no se observa una participación gubernamental en tal sentido. No obstante esta baja generalizada de la fecundidad, aún persiste una amplia brecha entre los países, ya que mientras en 1950 la tasa máxima (Honduras con 7,5 hijos por mujer) casi triplicaba la mínima (Uruguay con 2,7), en el período 1995-2000 la tasa de Guatemala (5,0) triplica la que corresponde a Cuba (1,6). El gráfico II.1 presenta la tendencia de la fecundidad en países seleccionados, con el objeto de ilustrar la diversidad de comportamientos que se observan en la región. En él se percibe, además de la diferente velocidad de la declinación de la fecundidad, la variación que hay entre países en cuanto al momento que ésta se inicia. Chile, Cuba, Brasil y Colombia comienzan el descenso en 1960-1965, mientras que El Salvador, Honduras y Guatemala lo hacen más tardíamente y más lentamente. Uruguay, que como se ha mencionado constituye junto a Argentina una excepción, mantiene una baja tasa de fecundidad en todo el período.

6

18

La información de la tabla II.1 del anexo se presenta clasificando a los países según el nivel de su fecundidad en el quinquenio 1995-2000. Fecundidad alta: TGF de 4,5 y más; fecundidad media alta: TGF entre 3,5 y 4,4; fecundidad media baja: TGF entre 2,5 y 3,4; fecundidad baja: TGF entre 1,8 y 2,4; y fecundidad muy baja: TGF menor a 1,8.


CEPAL - SERIE Población y desarrollo

N° 52

Gráfico II.1

AMÉRICA LATINA: TASA GLOBAL DE FECUNDIDAD PARA PAÍSES SELECCIONADOS. 1950-2000

8 Cuba 7 Uruguay 6 Hijos por mujer

Brasil 5 Chile 4 Colombia 3 El Salvador 2 Honduras 1 Guatemala 0 1950-55 1955-60 1960-65 1965-70 1970-75 1975-80 1980-85 1985-90 1990-95 1995-00

Fuente: CEPAL/CELADE, estimaciones y proyecciones de población vigentes.

Por otra parte, en el gráfico se observa que el descenso estuvo precedido en varios países por un aumento en la fecundidad, lo que generalmente se ha atribuido a las mejoras en salud que condujeron a condiciones más favorables para la maternidad, y al descenso de la mortalidad que produjo un aumento en el tiempo de exposición al riesgo de embarazos de las parejas. También incidió en los aumentos de fecundidad un incremento importante de la nupcialidad, tanto por la precocidad como por un aumento de las uniones entre 1950 y 1960 (Cosío-Zavala, 1998). Países de fecundidad alta y media alta Aunque en la actualidad ya no hay en la región países con una fecundidad muy alta, superior a 5 hijos por mujer, gran parte de América Central, más Bolivia y Paraguay en Sudamérica y Haití de el Caribe, superan la tasa global de fecundidad de 4 hijos (tabla II.1). En ellos también se ha producido un descenso, que aunque ha sido importante es inferior a los de otros países. La fecundidad en los países de fecundidad alta y media alta se reduce en los 50 años considerados entre 30 y 47 por ciento, lo que ocurre mayormente en los dos últimos decenios, principalmente en el último. Sin embargo, los cambios son menores a los que se produjeron en los países que en el pasado tenían esa fecundidad, pero que hoy han alcanzado una fecundidad baja. En la tabla II.1 se aprecia claramente que los dos países de más alta fecundidad, Guatemala y Haití, presentan el cambio menor y en el último decenio en ambos casos se muestran sus mayores descensos. Por otra parte, los países de fecundidad media alta (con TGF de un poco más de 4 hijos por mujer) muestran un descenso del total del período entre 35 y 47 por ciento y se aprecia un gradual pero moderado cambio desde hace tres décadas. Países de fecundidad media baja La fecundidad media baja está constituida por el mayor número de países de la región y su fecundidad actual es cercana a 3 hijos por mujer, un poco por encima del promedio regional. Salvo Argentina que, como se mencionó, es junto a Uruguay un país de transición temprana en el siglo 19


La dinámica demográfica en América Latina

XX, el resto parte de altos valores en 1950 que van desde Panamá con una tasa global de fecundidad de 5,7 a República Dominicana con 7,4. Ello implica que, salvo la excepción de Argentina, el descenso total del período está entre 50 y 60 por ciento, destacándose República Dominicana, México, Costa Rica y Colombia con cerca de 60 por ciento. Con ciertas variaciones todos los países experimentan cambios de importancia en las últimas tres décadas, llamando la atención que en la última en varios de estos países se mantenga un alto porcentaje de cambio, a pesar de que la fecundidad es ya relativamente baja. La experiencia de Brasil, que también partió de valores elevados en 1950, y experimentó un descenso hacia una fecundidad aún más baja (véase párrafo siguiente), hace pensar que probablemente los países de fecundidad “media baja” continuarán el proceso de descenso de su tasa global. Países de fecundidad baja Los países considerados de fecundidad baja (tasa global de fecundidad en torno a 2,4) son Uruguay, que tradicionalmente ha tenido ese nivel, más Brasil y Chile. El primero con una transición temprana de la fecundidad a mitad de siglo tenía la fecundidad más baja de la región, con una tasa global de 2,7. A partir de allí muestra una tendencia estable, levemente creciente que se mantiene en torno a 3 hijos por mujer hasta 1980 y a partir de ese año inicia un moderado descenso hasta la actualidad. Los casos de los otros países del grupo son asombrosos por la rapidez del cambio que ocurrió en el período analizado, sobre todo Brasil que de una fecundidad que en el pasado era más del doble que la de Uruguay, en la actualidad tienen una tasa global de fecundidad similar, del orden de 2,5 hijos por mujer. No sería sorpresivo que Brasil continuara una tendencia más pronunciada hacia valores más bajos que Uruguay, sobre todo considerando el alto porcentaje de descenso persistente en las últimas tres décadas. Países de fecundidad muy baja Finalmente, el caso cubano se diferencia totalmente del resto de la región. A mitad del siglo pasado estaba entre los países con una fecundidad moderada de 4,1 hijos por mujer, la cual sube en los años posteriores a la revolución que triunfa en 1959, para luego iniciar a partir de 1970 una caída vertiginosa que significó que en un decenio descendió a la mitad (de 4,3 en 1965-70 pasa a 2,1 en 1975-80). Luego, este descenso continúa hasta llegar en la actualidad a una tasa global de 1,6, lo que significa ya 25 años de exposición a tasas por debajo del nivel de reemplazo. Para explicarse esta diferencia con el resto de la región, debe tenerse en cuenta que los cambios sociales y económicos en Cuba marcaron una enorme diferencia en el rol de la mujer en la sociedad y además que las políticas del Estado proporcionaron más decididamente los medios del control de nacimientos, siendo el único país en América Latina que tiene una ley de despenalización del aborto (Alfonso, 2003). Hasta ahora, la atención estaba centrada en las altas tasas de fecundidad del pasado y la intensidad del cambio producido en América Latina. No obstante en la actualidad parte de la atención está centrada en los niveles muy bajos a que están llegando los países de la región que han avanzado más en su transición. Las estimaciones ya disponibles, así como las más recientes (provenientes de las últimas encuestas demográficas y de salud y de los censos de la ronda del 2000), indican que ya varios países se acercan a la tasa global de fecundidad de 2,1 hijos por mujer. Como se ha mencionado, en la actualidad Cuba ya tiene desde hace 25 años una tasa bajo el reemplazo (1,6 en 1995-2000) y los otros países de transición avanzada estarían con una tasa global de aproximadamente 2,3 hijos por mujer.7

7

20

Las estimaciones más recientes indicarían que Chile en la actualidad habría llegado ya a la tasa global de fecundidad de reemplazo.


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La interrogante planteada es si América Latina continuará su descenso, como lo ha hecho Cuba, a niveles similares a países desarrollados, fundamentalmente de Europa, o por el contrario por razones de idiosincrasia propia de la región no pasará la barrera de los 2 hijos.8 Estos aspectos estuvieron presentes en los debates del reciente seminario “La fecundidad en América Latina y el Caribe: transición o revolución” organizado por la CEPAL y la Universidad de Nanterre, Francia, en Santiago de Chile del 9 al 11 de junio de 2003. En esta ocasión, los datos presentados para Cuba sugieren que este país se aproximaría a aquellos países que se piensa están atravesando una segunda transición demográfica (Alfonso, 2003).

2.

La fecundidad por edades

Si bien la caída de la fecundidad ha ocurrido en mujeres de todas las edades, la intensidad de la declinación de las tasas de fecundidad por edades de las madres puede variar, dependiendo de la forma que se adopta para el control de los nacimientos. Así, la planificación de los nacimientos puede realizarse postergando el primero de ellos hacia edades mayores, lo que conduciría a un patrón tardío de la fecundidad por edades. Si, en cambio, el control se realiza luego de lograr el tamaño de familia deseado lo que se obtendría es un patrón de fecundidad temprana, con un período protogénesico9 breve. Otra posibilidad es la de limitar la fecundidad mediante el espaciamiento de los nacimientos, con intervalos intergenésicos10 más amplios, lo que conduciría a una estructura de la fecundidad por edades dilatada (con valores similares en las edades centrales). América Latina muestra una tendencia al rejuvenecimiento de las tasas de fecundidad por edades, lo que se expresa en una disminución más intensa en las edades mayores, fundamentalmente de 30 años en adelante. Ello implicó, para el promedio de la región, pasar de una contribución a la fecundidad total de 55 por ciento por parte de las mujeres menores de 30 en 195055, a un 68 por ciento en el período más reciente. En el mismo sentido, también se observa que el máximo de las tasas, que en las décadas de 1950 y 1960 generalmente se ubicaba en el grupo de edades 25-29 años, se traslade en la actualidad al grupo de 20 24 años (ver gráfico II.2). El patrón joven de la estructura por edades de la fecundidad estaría indicando que mayormente las parejas de la región habrían optado por tener los hijos inmediatamente luego de casarse o unirse, y a partir de allí controlar los nacimientos. Además, esta temprana fecundidad se relacionaría con la baja edad al contraer el primer matrimonio que muestran los datos de las encuestas DHS, y que se analizan en la sección II.4 sobre determinantes de la fecundidad. Ferrando (2003) en un trabajo reciente presenta una selección de tasas de fecundidad por edades de países del mundo, particularmente de aquellos que han alcanzado una muy baja fecundidad. En general, la estructura de estos últimos es de tipo tardía, presentando algunos incluso una tasa máxima en el grupo de edades 30-34 años (Países Bajos y España). Esos países a su vez tienen una edad al unirse muy tardía, y probablemente un amplio intervalo protogenésico, lo que explicaría en parte la curva por edades de su fecundidad. La estructura más tardía de la fecundidad de estos países de muy baja fecundidad se relacionaría fundamentalmente con los cambios de motivaciones en la sociedad, como por ejemplo de las expectativas de la mujer en torno a permanecer en el sistema educativo por más tiempo y a sus aspiraciones laborales.

8

9 10

La División de Población de las Naciones Unidas proyecta la TGF hacia una meta de 1,85 hijos por mujer en la mayoría de los países de América Latina. Esta meta se alcanzaría en algún momento de la primera mitad de este siglo. Intervalo protogenésico hace referencia al comprendido entre el matrimonio y el nacimiento del primer hijo. Intervalo intergenésico se refiere al comprendido entre dos nacimientos consecutivos.

21


La dinámica demográfica en América Latina

Sin embargo, la postergación de la unión no pareciera ser un requisito necesario para lograr una muy baja fecundidad, como lo muestran los casos de Cuba,11 en América Latina, y Rumania y Estonia en Europa. Hasta el momento para los países de la región, salvo quizás Uruguay y Argentina, no aparece claro que seguirán el modelo tardío que se observa en los países de Europa Occidental, pues la tendencia prevaleciente ha sido la de mantener una fecundidad temprana. Gráfico II.2a

TASAS DE FECUNDIDAD POR EDADES. PAÍSES SELECCIONADOS. 1950-1955

0,35 0,30

América Latina

Tasas

0,25

Guatemala

0,20

Bolivia

0,15

Colombia

0,10

Brasil

0,05

Uruguay

0,00 15-19

20-24

25-29

30-34

35-39

40-44

45-49

Gráfico II.2b

TASAS DE FECUNDIDAD POR EDADES. PAÍSES SELECCIONADOS. 1995-2000

Tasas

0,35 0,30

América Latina

0,25

Guatemala

0,20

Bolivia

0,15

Colombia

0,10

Brasil

0,05

Uruguay

0,00 15-19

20-24

25-29

30-34

35-39

40-44

45-49

Fuente: CEPAL/CELADE. Estimaciones y proyecciones de población vigentes.

11

22

Por el contrario, según Alfonso (2003) en Cuba la estructura de la fecundidad para el año 2001 sería dilatada.


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La mayor concentración de la fecundidad en edades más favorables para una maternidad sana resulta deseable desde punto de vista de la salud reproductiva de la población. El hecho de que haya más concentración de las tasas en esas edades, y también una mayor proporción de la 12 población femenina, conduce a una más alta frecuencia de nacimientos en edades en que el embarazo y el parto son de menor riesgo. Cabe mencionar que en la actualidad se han planteado dudas acerca de los mayores riesgos de tener hijos en los extremos del período reproductivo, lo que está ligado a los adelantos médicos que hacen factible una maternidad sana también en esas edades.

3.

La fecundidad adolescente

Simultáneamente con la concentración de nacimientos en edades centrales se observa un aumento de la contribución de los nacimientos del grupo 15-19 años, lo que ha sido motivo de preocupación por las supuestas consecuencias negativas del punto de vista de sus implicaciones sociales y psicológicas por tratarse de madres adolescentes. La mayor proporción de nacimientos de madres adolescentes sería el resultado de que las tasas de fecundidad correspondiente a esas edades ha disminuido menos que las de otras edades e incluso en algunos países ha aumentado (tabla II.2 del anexo). El programa de acción de la CIPD ha mostrado una preocupación especial por la población adolescente, dedicándole una sección especial en el capítulo sobre derechos reproductivos y salud reproductiva (Naciones Unidas, 1995a). En este sentido, entre otras, plantea una serie de medidas tendientes a asegurar la educación e información sobre salud reproductiva, una sexualidad sin riesgos y un comportamiento reproductivo responsable, así como orientación y servicios de planificación familiar a los y las adolescentes sexualmente activos que desean evitar los embarazos no deseados. En relación con las consecuencias sociales de los embarazos de adolescentes existen puntos de vista discordantes (Guzmán y otros, 2001). Por un lado se sostiene, como en el caso del programa de la CIPD, que la maternidad en la adolescencia implica riesgos para la salud y para la vida de la madre y el niño, y que tiene consecuencias negativas sobre las expectativas relacionadas con la educación y el empleo y, como consecuencia, favorece la reproducción de la pobreza. Por el contrario, diversos estudios establecen que los problemas de salud en la maternidad temprana no serían una consecuencia de la edad sino “de la falta de cuidados médicos y de deficiencias nutricionales debidas a su situación económica” (véase Pantelides, 2003). También ha sido cuestionado el papel de la fecundidad de las adolescentes sobre la reproducción de la pobreza, indicando que la relación puede entenderse como la inversa al sostenerse que sería la pobreza la que conduciría a la existencia de embarazos en edades tempranas. Según Pantelides, la preocupación por la fecundidad adolescente, proviene de la apreciación por parte de los profesionales de la salud de que ésta estaría aumentando, cuando en realidad lo que aumenta es la proporción de nacimientos de madres jóvenes. Además, menciona como otro elemento que conduce a preocupación, esta vez por parte de movimientos feministas, a la dificultad que se produce entre las madres jóvenes para acceder a educación y empleo y disfrutar de una vida con otras expectativas más allá del sólo ejercicio de la maternidad. Por último señala la inquietud en los padres, y en la sociedad en su conjunto, que causa la práctica sexual por parte de mujeres muy jóvenes. De todas maneras, parece ser un hecho generalmente aceptado que la procreación a edades muy tempranas, más allá de la dirección de causalidad, dificulta la continuidad de los 12

La proporción mayor de población femenina en estas edades sería la consecuencia del efecto de la baja de la fecundidad sobre la estructura por edades de la población, en el sentido de un ensanchamiento de la pirámide de edades en las edades centrales jóvenes, producto de la alta fecundidad del pasado reciente (sección IV.2).

23


La dinámica demográfica en América Latina

estudios escolares y podría transformarse en un escollo para acceder a una buena situación laboral y, como consecuencia, favorecería la transmisión generacional de la pobreza. Ferrando (2003) enumera una serie de programas llevados a cabo en los países de la región con el fin de asegurar una menor incidencia del embarazo de niñas, sobre todo de aquellos no deseados. Sin embargo, de acuerdo la variación de las tasas de fecundidad con posterioridad a la CIPD, no se vislumbra que estos programas hayan logrado mejorar la situación existente con anterioridad. Los datos de años recientes confirman la tendencia relativamente estable de las tasas de fecundidad de mujeres de 15 a 19 años y de la proporción de madres adolescentes, mostrando muy poca variación y comportamientos muy diversos según países (cuadro II.2). Quizás el tiempo transcurrido no es suficiente para obtener resultados que necesariamente implican cambios en los patrones culturales de la población. Cuadro II.2

PORCENTAJES DE MADRES Y TASAS DE FECUNDIDAD (POR MIL) DE MUJERES DE 15-19 AÑOS DE EDAD. PAÍSES SELECCIONADOS DE AMÉRICA LATINA País Fecundidad alta Guatemala

Haití Media alta Bolivia

Nicaragua

Paraguay

Fuente

% Madres

Tasa de fecundidad

DHS 1987 DHS 1995 DHS 1988/99

19,7 17,5 17,3

130 126 117

DHS 1994/95 DHS 2000

10,8 13,6

79 80

DHS 1989 DHS 1994 DHS 1998

14,6 14,3 11,5

94 94 84

CDS 1992/93 DHS 1997/98

22,1

158 130

DHS 1990 CDC 1995/96 ENSMI 1998

14,1

97 107 87

DHS 1990 DHS 1995 DHS 2000

9,6 13,5 15,1

70 89 85

Perú

DHS 1992 DHS 1996 DHS 2000

9,0 10,9 10,7

74 75 66

República Dominicana

DHS 1991 DHS 1996 DHS 1999

13,4 18,3 16,8

88 112 97

DHS 1986 DHS 1996

10,4 14,3

84 86

Media baja Colombia

Baja Brasil

Fuente: Encuestas DHS, CDC Paraguay y Nicaragua, ENSMI Paraguay. Nota: Las tasas de fecundidad se refieren al período tres años antes de la encuesta.

24


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Los documentos elaborados en ocasión de la CIPD +5 (CEPAL/CELADE, 1999; Naciones Unidas, 1999) reafirman que la conducta reproductiva de los adolescentes se ha tornado en una preocupación mundial y también enumera una serie de acciones que se están tomando y que deberían expandirse más, pero no se realiza una evaluación del grado de éxito de los programas. En el documento de evaluación regional (CEPAL/CELADE, 1999), se dice que “...los avances en la dirección definida por el PA (Plan de Acción) de la CIPD hacen necesario superar algunas dificultades: la cobertura aún limitada de los servicios, que tienen un fuerte sesgo urbano; la escasez de personal capacitado en la prestación de servicios de salud reproductiva y sexual para los y las adolescentes; la débil coordinación entre los organismos públicos, las agencias privadas y las ONG, y la persistencia de desacuerdos sobre el marco valórico que debiera regir la oferta de servicios”. Por otra parte, Guzmán y otros (2001) concluyen que para obtener éxito en los programas, se debería considerar el contexto sociocultural de cada país y desarrollar estrategias diferentes según las diversas realidades. Ello, debido a que existe una dualidad que está dada porque hay países en que el embarazo adolescente no es considerado un problema, sino por el contrario la maternidad es aceptada y apreciada por la sociedad.

4.

Los determinantes próximos de la fecundidad

La explicación de las tendencias de la fecundidad, fundamentalmente la de su descenso, involucra varias dimensiones, de distinto orden: biológico, demográfico, económico, social, psicológico y cultural. Desde todos estos puntos de vista se han realizado aportes importantes para entender los aspectos subyacentes en la decisión de tener menos hijos y en los mecanismos para lograrlo. Van de Kaa (1997) hace una clasificación numerosa de lo que llama las “subnarraciones” sobre los determinantes de la fecundidad, las que responden a distintas orientaciones disciplinarias y considera que todas ellas permiten acumular conocimientos del fenómeno, pero que difícilmente se podrían consolidar en una sola narración. Una clasificación tradicional, de carácter práctico, es considerar los distintos niveles de análisis, entre los que se distinguen los determinantes contextuales y los de carácter biológico. Los contextuales, de carácter socioeconómico y cultural, tomarían en consideración el proceso de industrialización y de urbanización, la ampliación de la educación formal, el aumento de la participación laboral de la mujer fuera del hogar y otros, como factores subyacentes en el descenso de la fecundidad. El cambio de las estructuras productivas que se expresa en la sustitución progresiva de la sociedad de autoconsumo, basada en la economía familiar, por la sociedad industrializada, traería aparejado la tendencia al abandono de la familia numerosa, con muchos hijos. Esto acarrearía transformaciones culturales importantes, entre las que se inscribe el ideal de la familia pequeña y el cambio de rol de la mujer en la sociedad. Estas ideas, así como los mecanismos de regulación de la fecundidad, se verían fortalecidas en un mundo cada vez más globalizado, en que además los medios de comunicación de masas las difundirían a todos los estratos de la sociedad. En la sección II.5 se presentan las diferencias en la situación y tendencias de la fecundidad según sectores sociales, definidos por el nivel de instrucción de la mujer, y áreas de residencia urbano y rural. Allí se comprueba que en América Latina, si bien persisten las diferencias, el descenso de la fecundidad se ha trasladado a todos los sectores sociales. Particularmente en los países más avanzados en la transición se podría decir que la tendencia es a converger todos los sectores hacia bajos niveles de fecundidad. Se concluye de esta manera que los grupos rezagados en la fecundidad serían los que ahora estarían aportando más a la baja de la fecundidad nacional. 25


La dinámica demográfica en América Latina

Entre los factores biológicos se podría incluir el papel de la baja de la mortalidad infantil (ver sección III.5) como desencadenante de la baja de la fecundidad, y los determinantes próximos (o variables intermedias) que tienen que ver con los mecanismos que determinan el riesgo de la concepción y el resultado de un embarazo. Estos últimos son los que afectan directamente el número de hijos y a través de los cuales es ineludible actuar para su modificación. Davis y Blake (1956) enumera 11 variables intermedias y posteriormente Bongaarts (1978) elaboró un modelo agrupando en cuatro aquellas variables que considera más relevantes: la nupcialidad a través de la proporción de casados, la anticoncepción, el aborto y la infecundidad post parto ligada a la duración de la lactancia. Numero ideal de hijos Para que la fecundidad descienda es fundamental la reducción del número deseado de hijos, luego sería condición importante el que las parejas tengan información y acceso de cómo controlar los nacimientos. En este sentido, los datos arrojados por las encuestas tipo DHS (gráfico II.3 y tabla II.3) muestran los siguientes resultados: a) un deseo de tener menos hijos en todos los países, ya que el número ideal de hijos es sistemáticamente menor que la tasa global de fecundidad efectiva; b) el número ideal de hijos es mayor en los países de fecundidad alta respecto a los de bajos niveles, pero esas diferencias son menores que las observadas en la tasa global de fecundidad; c) como consecuencia la diferencia entre la fecundidad deseada y la efectiva es superior en los países de fecundidad más alta. Gráfico II.3

TASA GLOBAL DE FECUNDIDAD Y NÚMERO IDEAL DE HIJOS

2,3

Brasil 96

2,5

2,3

Colombia 00

2,6

2,4

Perú 00

Ideal de hijos 2,9

TGF

2,6

Bolivia 98

4,2

3,4

Guatemala 99

5,0

0

1

2

3

4

5

6

Hijos

Fuente: Tabla II.3.

26


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Como se mencionó, las cifras del gráfico II.3 y la tabla II.3 expresan que en los países de la región con alta fecundidad, hay una importante demanda insatisfecha de medios para regular los nacimientos. Por ejemplo, en Colombia 2000 y Brasil 1996, países de fecundidad relativamente baja, el número ideal de hijos es de 2,3 y la tasa global de fecundidad es de aproximadamente 2,5 hijos por mujer, es decir se está muy cerca de lograr tener el ideal de familia declarado en las encuestas. En cambio, Guatemala 1998/99 con una tasa global de fecundidad de 5 tiene un número ideal de hijos de 3,4, mostrando más de un hijo y medio de diferencia. Más detalles sobre aspectos metodológicos y un análisis acucioso sobre las intenciones reproductivas y el logro de las expectativas en cuanto al número de hijos deseados en América Latina, pueden encontrarse en Hakkert (2001, 2003). Prevalencia en el uso de anticonceptivos Los estudios realizados para determinar el peso de cada una de las variables intermedias 13 sobre la tendencia de la fecundidad en América Latina (Moreno y Singh, 1992; Ferrando, 2003; Bay y otros, 2003), concuerdan en que la anticoncepción es la que ha desempeñado el rol más importante. Las cifras arrojadas por las encuestas DHS y otras similares sobre la prevalencia en el 14 uso de anticonceptivos (gráfico II.4 y tabla II.3) muestran por un lado la heterogeneidad entre países y, por otra parte, un aumento sistemático en todos los casos. Gráfico II.4

PORCENTAJE DE USO DE MÉTODOS ANTICONCEPTIVOS (MAC)

73,3 72,1

Cuba 2000

19,0 3,6 43,5 76,7 70,3

Brasil 96

40,1 20,7 1,1 76,9 64,0

Colombia 00

MAC

27,5 11,8 12,4

MAC mod Esteriliz fem. 68,9

Píldora

49,7

Perú 00

12,3

DIU

6,7 9,1 48,3 25,2

Bolivia 98

6,5 3,8 3,8 38,2 30,9 16,7

Guatemala 99 5,0 5,0

0

10

20

30

40

50

60

70

80

90

Porcentaje

Fuente: Tabla II.3. 13 14

Los estudios citados aplican el modelo diseñado por Boongarts (1978) o alguna de sus variantes. Lamentablemente no existe información para todos los países, en particular para aquellos de baja fecundidad del sur de la región (Uruguay, Argentina y Chile).

27


La dinámica demográfica en América Latina

Como se esperaba, el porcentaje de uso del total de los métodos (tradicionales y modernos) es mayor en los países de fecundidad baja y media baja, llegando en las fechas más recientes a ser cercano al 80 por ciento en algunos casos (Costa Rica 80%, Brasil 77%, Cuba 73% y Colombia 77%), mientras que en los países de fecundidad alta y media alta varía entre 28 por ciento en Haití y 62 por ciento en Honduras. En cuanto a los métodos modernos de anticoncepción existen diferencias del mismo orden, mientras que en los países de baja fecundidad se tiene una prevalencia próxima a 70 por ciento, los países de fecundidad alta y media alta varían entre 22 por ciento en Haití y 57 por ciento en Nicaragua. El método más usado es la esterilización femenina, el que alcanza las proporciones más elevadas en países que han bajado su fecundidad recientemente. Así, en Brasil y Republica Dominicana la esterilización femenina tiene una prevalencia de 40 por ciento y en México, Colombia y El Salvador está en torno al 30 por ciento. En Cuba el primer lugar lo ocupa el DIU con 44 por ciento, y la esterilización femenina está en segundo lugar con el 19 por ciento. Los datos sobre evolución de la prevalencia en el uso de anticonceptivos modernos, muestran un avance importante en todos los países. Ello estaría de acuerdo con los objetivos planteados por la CIPD 1994 en cuanto a los derechos y la salud reproductiva, en el sentido de asegurar información y servicios de planificación familiar y “...propiciar y apoyar decisiones responsables y voluntarias sobre la procreación y sobre métodos libremente elegidos de planificación de la familia...” (Naciones Unidas, 1995a). Sin embargo, no es posible determinar con claridad cuánto han influido en las usuarias, los programas de gobierno destinados a brindar estos servicios. Si bien hay países que han establecido leyes y programas amplios de información y distribución de medios para evitar los embarazos no deseados, que traerían como consecuencia un descenso en la fecundidad, ello también ocurre con la misma intensidad en países que no disponen de esa amplitud de programas. Dos casos simbólicos serían los de México y Brasil, el primero con leyes, políticas e instituciones que tienen a su cargo una fuerte actividad de información, educación y distribución de estos medios (Partida, 2003), y el segundo en que parece que su uso es el resultado de políticas, que aunque estatales, fueron establecidas con otros fines (Perpetuo y otros, 2003). Cabe mencionar, que aún con los éxitos obtenidos en la expansión del conocimiento y uso de anticonceptivos todavía existen fuertes inequidades entre países y al interior de estos. Al respecto el informe de la CIPD +5 señala que “No obstante, a pesar del aumento sostenido en el uso de métodos anticonceptivos, un número considerable de parejas no ha podido controlar eficazmente su fecundidad” (Naciones Unidas, 1999). Los países de la región con mayor proporción de uso de anticonceptivos tienen valores similares a los países de muy baja fecundidad del mundo, habiendo alcanzado a países como España, Francia y el Reino Unido. Incluso Costa Rica, con 80 por ciento, se aproximaría a China, país con la mayor prevalencia, que tiene un 83 por ciento, siendo casi en su totalidad métodos modernos. En los países de Europa la fecundidad sería menor a la de los países mencionados en América Latina, fundamentalmente por las diferencias en los patrones de nupcialidad. En ello influiría la más tardía edad al casarse o unirse y la mayor proporción de célibes en la población, producto de valores que privilegian una mayor expectativa educacional y laboral de la mujer, y una menor valoración de la maternidad.

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Nupcialidad Ya desde los inicios de la transición de la fecundidad, en los países desarrollados de Europa el factor desencadenante del descenso fue la nupcialidad, mientras que en América Latina fue la anticoncepción. En Europa se intensificó la caída de la fecundidad en la década de 1960 con la 15 llamada “segunda revolución anticonceptiva” (Cosío, 1992). América Latina habría iniciado la transición de la fecundidad en forma más generalizada, simultáneamente con esta segunda revolución anticonceptiva. Sin embargo, Vallin (1994) atribuye los descensos de la fecundidad ocurridos en Europa en las décadas de 1970 y 1980 a un cambio de actitudes hacia la procreación que se expresa en un cambio de las costumbres relativas, entre otras cosas, a la disminución del matrimonio legal, el aumento de la convivencia de las parejas y el aumento de los divorcios. Esos elementos son parte de los que hoy han dado lugar a lo que se denomina segunda transición demográfica, que ponen nuevamente a aspectos vinculados con la nupcialidad como responsables de la disminución de la fecundidad a niveles muy inferiores al reemplazo. En el cuadro II.3 se presentan indicadores de nupcialidad para países de América Latina, los que muestran por un lado la temprana edad al casarse de las mujeres y la poca variación que experimenta la proporción de casadas y unidas. La edad al casarse presenta una tendencia muy leve a elevarse, ubicándose en los años recientes entre 19 y 22 años y no estando muy asociada al nivel de la fecundidad de los países.16 La proporción de mujeres casadas y unidas, que constituye entre un 50 y 60 por ciento, como se indicó, ha experimentado también poca variación en el tiempo. Los datos mencionados sobre nupcialidad indicarían de que, al menos en los países de la región para los cuales se tiene información, todavía no se estaría en presencia de los cambios ocurridos en países desarrollados y que darían lugar a la segunda transición demográfica. En este sentido, surge la inquietud acerca de si América Latina transitará en estos aspectos como lo están haciendo los países europeos, lo que acarrearía una continuación del descenso de la fecundidad a niveles más bajos de lo previsible en las condiciones actuales. Según García y Rojas (2003) “podría ser más fructífero no adoptar prematuramente el concepto de segunda transición y dedicar más tiempo y esfuerzo a conocer y teorizar sobre nuestra particular diversidad demográfica, así como sobre el probable curso que tomará en los años venideros”. El aborto como determinante de la fecundidad Si bien en el capítulo de “Salud de la mujer y la maternidad sin riesgo” del Programa de Acción de la CIPD 1994 se establece que el aborto no debe promoverse en ningún caso como método de planificación de la familia (Naciones Unidas, 1995a), y aunque en América Latina no hay información confiable sobre su incidencia, se tiene conocimiento de su uso como forma de evitar embarazos no deseados. Debido a su condición de ilegal, salvo en el caso de Cuba, la información sobre aborto existente para algunos países se obtiene por métodos indirectos y solo representan cifras que sugieren el orden de importancia de su prevalencia. Ello hace difícil establecer la medición de sus efectos sobre el cambio en la fecundidad, aunque se sospecha que en algunos países puede ser de importancia (Naciones Unidas, 2001; The Alan Guttmacher Institute, 1999).

15 16

La segunda revolución anticonceptiva se refiere a la diseminación del DIU y la píldora. Es sabido que los países del sur del continente (Argentina y Uruguay) con fecundidad relativamente baja desde comienzos del siglo XX, tendrían una edad media al casarse levemente superior, la que sería actualmente del orden de 23 años (García y Rojas, 2003).

29


La dinámica demográfica en América Latina

Cuadro II.3

PORCENTAJES DE MUJERES ALGUNA VEZ CASADAS, SOLTERAS Y EDAD MEDIANA AL CASARSE O UNIRSE País y fuente

% casadas alguna vez

% solteras

Edad mediana al unirse

Fecundidad alta Guatemala DHS 1987

73,2

26,8

18,6

DHS 1998/99

73,8

26,2

19,3

DHS 1994/95

68,2

31,8

20,8

DHS 2000

68,6

31,4

20,5

DHS 1989

69,3

30,7

20,3

DHS 1998

66,6

33,4

20,9

DHS 1986

64,8

35,2

20,5

DHS 2000

64,2

35,8

21,4

68,7

31,3

18,5

74,2

25,8

19,3

62,6

37,4

20,8

66,0

34,0

21,5

DHS 1986

65,6

34,4

21,2

DHS 1996

69,4

30,6

21,1

Haití

Fecundidad media alta Bolivia

Fecundidad media baja Perú

República Dominicana DHS 1986 DHS 1991 DHS 1999

19,0

Colombia DHS 1986 DHS 1990 DHS 2000

21,0

Fecundidad baja Brasil

Fuente: Ferrando (2003) con base en encuestas DHS.

Infecundidad posparto La infecundidad posparto tendría menos incidencia en la tendencia de la fecundidad. Los datos de la región acerca de este factor indican que el período de infecundidad que sigue al parto está determinado principalmente por la duración de la lactancia. Según el cuadro II.4, la duración de la lactancia, además de ser muy variable entre países, no tiene una tendencia a modificarse sustancialmente (Ferrando, 2003; Bay y otros, 2003, Chackiel y Schkolnik, 2003). Además, hay quienes sostienen que en las sociedades más industrializadas y en los sectores de clases más altas existe una tendencia a reducir la duración de la infertilidad posparto. Ello explicaría por qué, por ejemplo, Guatemala con una fecundidad alta tiene una duración media de la lactancia cercana a 20 meses y Brasil, país de baja fecundidad, tiene solamente 7 meses. A propósito de ello, Vallin (1994) señala que paradójicamente la tendencia al descenso de la fecundidad ocurre cuando la población adquiere un comportamiento en relación a la duración de la lactancia y otros factores biológicos,17 que sería propenso a producir el efecto contrario.

17

30

Edad media del inicio de la pubertad, período de abstinencia sexual, infertilidad y mortalidad intrauterina.


CEPAL - SERIE Población y desarrollo

N° 52

Cuadro II.4

DURACIÓN MEDIA EN MESES DE LACTANCIA EN PAÍSES SELECCIONADOS DE AMÉRICA LATINA Nivel de fecundidad y países

TGF

Meses de Nivel de fecundidad y lactancia países

Fecundidad alta

TGF

Meses de lactancia

Fecundidad media baja

Guatemala

República Dominicana

DHS-87

5,6

20,6

DHS-86

3,7

DHS-95

5,1

19,8

DHS-91

3,3

5,9

DHS-98/99

5,0

19,9

DHS-96

3,2

7,6 11,1

Fecundidad media alta

9,4

Colombia

Bolivia

DHS-86

3,3

DHS-89

4,9

16,2

DHS-90

2,9

8,5

DHS-94

4,8

17,5

DHS-95

3,0

11,3

DHS-98

4,2

17,5

DHS-2000

2,6

13,1

2,5

7,0

Fecundidad baja

Nicaragua ESF-92/93

4,5

12,3

DHS-98

3,9

12,2

DHS-2001

3,2

17,0

Brasil DHS-96

Fuente: Chackiel y Schkolnik (2003) a partir de las encuestas DHS.

5.

Los diferenciales de la fecundidad

Históricamente se ha asociado la alta fecundidad con los sectores de menores ingresos, fundamentalmente los pobres, de bajo nivel de instrucción y radicados en zonas rurales y urbanas marginales, entre los que se encuentran las poblaciones indígenas a las que se agregan las barreras culturales y lingüísticas. En este sentido se ha considerado que los grupos que van a la vanguardia de la caída de la fecundidad son los que han logrado los más altos niveles de instrucción, principalmente los residentes en áreas urbanas (Chackiel y Schkolnik, 2003).18 Estos últimos se beneficiarían por el hecho de tener mayor acceso a la información y a los medios para controlar el número de hijos. Para ejemplificar las brechas de la fecundidad según sectores sociales y geográficos, en el cuadro II.5 se incluye la tasa global de fecundidad por nivel de instrucción y área de residencia, 19 ordenados según el nivel de fecundidad de los países seleccionados. Se confirma claramente la existencia de las diferencias, siendo sistemáticamente más altas las tasas de los grupos de menor instrucción y los que residen en áreas rurales. La educación, como se menciona en numerosos estudios (Naciones Unidas, 1995b; Cleland, 2002; Chackiel y Schkolnik, 2003), es la variable que más discrimina el nivel de fecundidad y por tanto conduce a brechas mayores entre grupos extremos. El nivel de instrucción refleja no solamente la diferencia según estrato socioeconómico, sino que constituye un factor esencial para que la mujer acceda a la información necesaria para planificar los nacimientos. En la mayoría de los casos la fecundidad reciente (en torno al año 2000) de mujeres analfabetas supera los 4,5 hijos por mujer, mientras que las con instrucción superior son más cercanas o inferiores a la tasa de reemplazo. La tasa global de las mujeres sin instrucción está entre 6 y 7 hijos en países de fecundidad alta y media alta, y del orden de 4,5 hijos en los países de 18

19

Un antecedente importante de análisis diferencial de la fecundidad según grupos sociales y áreas geográficas es el programa de Investigación de la Fecundidad por el método de los Hijos Propios en América Latina (IFHIPAL). Este programa se desarrolló en CELADE en las décadas de 1970 y 1980, dando lugar a una serie de publicaciones. Se seleccionaron países que tienen encuestas DHS por recoger la información necesaria.

31


La dinámica demográfica en América Latina

fecundidad baja. Quizás la observación más importante es que, más allá de la diferencia existente, los grupos más rezagados en la transición de la fecundidad, salvo en los países con un mayor promedio de hijos, también han iniciado una tendencia descendente. Cuadro II.5

AMÉRICA LATINA: TASAS GLOBALES DE FECUNDIDAD POR ÁREA DE RESIDENCIA Y POR NIVEL DE INSTRUCCIÓN. PAÍSES SELECCIONADOS Área de residencia País y fuente

Nivel de instrucción Sin instrucción

Secund. y más

Rural / urbana

Sin inst. / sec. y más

Urbana

Rural

DHS 1987

4,0

4,3

7,0

5,6

3,9

1,1

1,8

DHS 98/99

4,1

5,8

7,1

5,2

2,9

1,4

2,4

DHS 1994/95

3,3

5,9

6,1

4,8

2,5

1,8

2,4

DHS 2000

3,4

5,8

6,4

5,1

2,5

1,7

2,6

DHS 1989

4,0

6,6

6,1

5,9

4,5

2,9

1,7

2,1

DHS 1998

3,3

6,4

7,1

5,8

4,6

2,7

1,9

2,6

Primaria

Intermedio

Fecundidad alta Guatemala

Haití

Media alta Bolivia

Paraguay DHS 1990

3,6

6,1

6,7

6,2

4,5

3,2

1,7

2,1

CDC 1998

3,2

5,1

6,2

5,8

5,0

3,0

1,6

2,1

Media baja El Salvador DHS 1985

3,3

5,4

6,0

4,4

3,5

2,3

1,6

2,6

CDC 1998

2,8

4,6

4,8

3,6

3,2

2,4

1,6

2,0

DHS 1986

3,1

6,3

7,0

6,1

4,7

2,9

2,0

2,4

DHS 2000

2,2

4,3

5,1

4,1

2,4

1,8

2,0

2,8

Perú

Ecuador DHS 1987

3,5

5,3

6,4

5,2

3,1

2,3

1,5

2,8

CDC 1999

2,8

4,3

5,6

4,1

2,9

1,9

1,5

2,9

DHS 1986

3,1

4,8

5,3

4,3

2,9

2,1

DHS1996

2,8

4,0

5,0

4,3

3,4

2,4

1,4

2,1

DHS 1990

2,5

3,8

4,9

3,6

2,4

1,6

1,5

3,1

DHS 2000

2,3

3,8

4,0

3,6

2,4

1,5

1,7

2,7

DHS 1987

3,3

6,0

4,9

4,4

3,4

2,6

1,8

1,9

DHS 1997

2,3

3,5

4,1

3,8

3,1

2,4

1,5

1,7

DHS 1986

2,8

5,1

6,5

5,1

3,1

2,5

1,8

2,6

DHS 1996

2,3

3,5

5,0

3,3

2,4

1,6

1,5

3,1

R. Dominicana 2,5

Colombia

Baja México

Brasil

Fuente: Chackiel y Schkolnik (2003) y encuestas demográficas citadas en la primera columna de este cuadro.

32


CEPAL - SERIE Población y desarrollo

N° 52

En los países de fecundidad alta y media alta, la caída de la fecundidad ha sido leve en todos los grupos de nivel de instrucción, aunque un poco mayor en los con más años de estudio, por lo que la brecha se ha visto incrementada en las últimas décadas. En cambio, a medida que se considera países con más baja fecundidad las tendencias son a estrecharse las diferencias, por una baja más pronunciada de los sectores de menor instrucción. La declinación de la fecundidad en sectores con menos años de estudio, y la tendencia a la convergencia que ya se vislumbra en algunos países de baja fecundidad, tienen relación con el hecho de que las diferencias en el número ideal de hijos son más estrechas. Esto quiere decir que las condiciones subjetivas para limitar los nacimientos están dadas, y las mujeres con alta fecundidad sólo requerirían de información y acceso a los medios para hacerlo. El menor número de hijos deseados por las mujeres de estratos bajos puede estar relacionado con un cambio cultural en términos del ideal de hijos, que a su vez podría estar vinculado a las condiciones económicas adversas para su crianza. Asimismo, también podría estar influyendo la incorporación de un patrón de familia pequeña a través de los mensajes de los medios de difusión masiva que tienen gran influencia en expandir los valores de los sectores pertenecientes a las clases medias y altas. En ese sentido, Rosero (2003) expresa que según su opinión las tasas más bajas, incluso inferiores al nivel de reemplazo que se observa en las áreas metropolitanas de ciudades latinoamericanas, “estará ligado a cambios en los valores generales y formas de percibir el mundo de las nuevas generaciones, incluyendo aspectos tales como grado de secularismo, materialismo, posmaterialismo e individualismo”. Al igual que para los totales nacionales, el determinante próximo que más explica los cambios reproductivos de los diversos sectores, y las diferencias de fecundidad entre ellos, es la práctica de la anticoncepción (tabla II.4 del anexo). Se observa que las mujeres tienen un porcentaje mayor de uso de anticonceptivos, sobre todo modernos, y que las diferencias entre los distintos sectores son menores a medida que se considera países de fecundidad más baja. Además, así como se observa que la baja de la fecundidad afecta a todos los grupos, en forma inversa todos los países muestran un aumento en el uso de anticonceptivos para mujeres con niveles de instrucción diferentes. De todas maneras, principalmente en los países de alta fecundidad, las brechas que persisten en el porcentaje de uso de anticonceptivos son de importancia (por ejemplo, en Bolivia el 19 por ciento en mujeres sin instrucción y 65 por ciento en secundaría y más; en Guatemala 19 vs. 68). En los países con fecundidad baja si bien persisten las diferencias, estas son menores, como se ilustra en los casos de Colombia (50 vs. 75 por ciento) y Brasil (64 vs. 86 por ciento). Los otros determinantes próximos no parecen estar jugando un papel relevante. En general la edad a la primera unión es temprana y de acuerdo a los datos disponibles no parece estar variando mucho. En términos de la diferencia entre sectores muestra una edad a la primera unión entre 18 y 20 años para las mujeres sin instrucción y entre 23 y 25 años para las mujeres con secundaria y más. Si bien esta diferencia explica en parte los distintos niveles de fecundidad entre los grupos, la tendencia a mantenerse sin variaciones sugeriría que no tiene mayor influencia en su trayectoria descendente. Por su parte, la duración de lactancia, que opera a través de la infertilidad posparto, al mostrar una tendencia a disminuir con un nivel de instrucción más alto, favorecería una más alta fecundidad, lo que no constituye una tendencia observada (tabla II.5 del anexo). Finalmente, sobre el aborto que podría tener una incidencia en el control de los embarazos no deseados, por su carácter de ilegalidad (salvo en Cuba), no existe información confiable.

33


La dinámica demográfica en América Latina

Los cambios en la fecundidad nacional son la consecuencia de lo que ocurre al interior de los diversos sectores y también por la transferencia de población entre sectores, generalmente por la movilidad social ascendente. Chackiel y Schkolnik (2003), con información según nivel de 20 instrucción, analizan el aporte de ambos factores al cambio de la fecundidad del total del país, concluyendo que ambos juegan un rol importante, pero que el efecto mayor es el de la disminución de las tasas al interior de los sectores. El efecto de las tasas es más notorio en los países de más baja fecundidad y en años más recientes, probablemente porque en ellos se observan cambios más pronunciados en los grupos más rezagados. Los mismos autores, también realizaron un ejercicio con el fin de determinar cuál sector es el que más aporta al descenso de la fecundidad del país, y los resultados indicaron que se trataría el de las mujeres con instrucción primaria. Aunque en algunos casos las bajas de las tasas han sido mayores entre las mujeres sin instrucción, su aporte no ha sido trascendente por tratarse de un grupo que cada vez tiene menor peso relativo en la población. Estos resultados son importantes pues estarían indicando que en el futuro próximo lo que suceda con la fecundidad de los países, tendrá que ver con lo que suceda con las mujeres de instrucción primaria, entre otras cosas porque tienen margen para descender la procreación y porque todavía constituyen un sector importante respecto a la población total.

20

34

En dicho documento se denomina efecto “tasas” al correspondiente al cambio de la fecundidad al interior de los sectores, y “efecto distribución” al correspondiente a la movilidad entre sectores.


MÉTODOS DE ESTIMACIÓN DE LA FECUNDIDAD Y LA MORTALIDAD A PARTIR DE CENSOS, UNA APLICACIÓN A PUEBLOS INDÍGENAS DE PANAMÁ

Juan Chackiel CEPAL/CELADE

RESUMEN En la gran mayoría de los países de Latinoamérica, en los recientes censos de población y vivienda se identifica el origen étnico de la población y se incorporan preguntas destinadas a estimar la fecundidad y la mortalidad. Ello permite conocer parte importante de la dinámica demográfica de la población indígena. La intención que se persigue con el presente documento es ilustrar este hecho, a cuyo efecto se usaron datos del censo de Panamá del año 2000. En el estudio se aplican métodos de estimación de la fecundidad y la mortalidad en la niñez a la información sobre hijos nacidos vivos y sobrevivientes de la población indígena, y de estimación de la mortalidad adulta a los datos de defunciones ocurridas en hogares considerados indígenas. Sobre la base de las estimaciones de mortalidad en edades temprana y adulta se construyen tablas de mortalidad de la población indígena. Así, es posible detectar las brechas existentes entre la población indígena y la no indígena. Esto se manifiesta en la tasa global de fecundidad y en la tasa de mortalidad infantil indígenas, que superan ampliamente a las de no indígenas. Asimismo, se traduce en el hecho de que los indígenas viven en promedio unos 10 años menos.

171


INTRODUCCIÓN Desde mediados del siglo pasado en los países de América Latina se comenzaron a levantar censos de población en forma más o menos sistemática. A partir de entonces, en todos los países de la región los censos se realizan generalmente en intervalos de diez años. Ello ha tenido consecuencias significativas no solo porque proporcionan información de la población existente y sus características en un momento dado sino, además, porque los censos suministran una cantidad de datos adicionales que no se habrían podido obtener en forma confiable a partir de otras fuentes estadísticas. Coincidentemente, y cada vez con mayor frecuencia, en los censos modernos se han introducido preguntas destinadas a la identificación de la población indígena y a conocer las tendencias demográficas, sobre todo en lo que respecta a fecundidad y mortalidad. Esto permite obtener estimaciones tanto del total nacional de estas variables como de las correspondientes a subgrupos de la población, entre ellos las poblaciones indígenas. No es posible extraer este tipo de información de los registros de estadísticas vitales, como sería natural, ya sea porque en estos no se identifica la etnia o porque los datos recopilados son poco confiables. En cuanto a la identificación de la población indígena, entre los censos de la década de 1970 y los de 1980 se produce un salto cualitativo.1 Sin duda, la iniciativa de identificación tiene su mayor auge en la década del 2000 en la que, de los 15 países que ya efectuaron censos, 13 han incluido preguntas con tal fin.2 El criterio más utilizado para investigar la etnia fue en un comienzo la lengua hablada; actualmente predomina la autopercepción declarada por el informante (Peyser y Chackiel, 1999; Schkolnik y Del Popolo, 2005). En algunos casos, se recurrió a criterios geográficos, ya sea mediante la incorporación de preguntas sobre el idioma o de autopercepción en ciertas áreas o por medio de la clasificación de la información en reservas o reducciones indígenas, entre otros territorios habitados casi exclusivamente por esas etnias. Por otra parte, en las décadas de 1960 y 1970 se desarrollaron ingeniosas propuestas en materia de procedimientos indirectos de estimación de variables demográficas, sobre la base de la inclusión, en las boletas censales, 1

En los censos de 1970 solamente en cinco países se incluyeron preguntas sobre etnia.

2

En Cuba se incluyó una pregunta sobre etnia, pero no se consideró la categoría indígena.

175


de preguntas especiales. Ante la insuficiencia de los registros de estadísticas vitales en muchos países de la región para brindar este tipo de información, se emplean los datos censales para estimar en forma aproximada los niveles de fecundidad y mortalidad (Naciones Unidas, 1983; Hakkert, 1999). Estas estimaciones sirven no solo para la población general sino que también se aplican a subpoblaciones, entre las que pueden incluirse los indígenas en general y, si hay un número suficiente de casos, también grupos étnicos específicos. También es posible considerar fuentes de información alternativas a los censos para las estimaciones demográficas referentes a los pueblos indígenas, como las encuestas por muestreo –algunas encuestas de demografía y salud (Demographic and Health Surveys/ DHS, http:// www.measuredhs.com/)3– o el procedimiento del “hijo previo” para la mortalidad en la niñez (CEPAL/CELADE, 1993). Sin embargo, aunque son de gran utilidad, no son fuentes universales y tienen limitaciones en lo que respecta al estudio de poblaciones pequeñas, tanto debido a problemas de representatividad de las muestras como a la menor confiabilidad de las estimaciones basadas en pocos casos, de manera similar a lo que ocurre con los “estudios de casos”. El objetivo de este estudio es analizar la aplicación a datos de poblaciones indígenas de procedimientos de estimación realizados a partir de preguntas censales en materia de la fecundidad, la mortalidad en la niñez, la mortalidad adulta e, incluso, en la construcción de tablas de mortalidad. Este último instrumento permite elaborar indicadores más refinados, como la esperanza de vida al nacer. Para la ilustración de los métodos se decidió analizar la información de la población indígena del Censo de Población del 2000 de Panamá, por considerar que incluye un conjunto de preguntas pertinentes (véase el anexo 1).4 En este censo, el criterio utilizado para identificar a la población indígena es el de autopercepción, mediante la pregunta: ¿A qué grupo indígena pertenece?5 Como se ha mencionado, también es posible utilizar en forma complementaria un criterio geográfico. En el caso de Panamá, el procedimiento es válido en amplias zonas rurales, donde se ubican las comarcas indígenas (CEPAL/CELADE, 2004a). 3

Por ejemplo, en el caso de Guatemala se han incluido preguntas sobre idioma en el cuestionario al hogar y de autopercepción en el cuestionario individual orientado a las mujeres en edad fértil.

4

Las metodologías aquí aplicadas se utilizaron en el informe del estudio de población indígena de Panamá, como parte del proyecto CEPAL/CELADE-BID que abarcó también a Bolivia y Ecuador (CEPAL/CELADE, 2004a).

5

Un análisis de la evolución de las formas de investigación indígena en los censos de este país puede verse en CEPAL/CELADE, 2004a.

176


En la primera sección se presenta el procedimiento de estimación de la fecundidad llamado de la “razón P/F”; en la segunda se aplica el método de estimación de la mortalidad en la niñez basado en la información de hijos nacidos vivos y sobrevivientes; a continuación se presenta la forma de estimar la mortalidad adulta a través del procedimiento de la estructura por edades de las defunciones y, por último, la cuarta sección está dedicada a la elaboración de tablas de mortalidad para la población indígena de Panamá. En cada caso se describe la metodología utilizada en el paquete de computación PANDEM, desarrollado por CEPAL/CELADE (1988).6 Un aspecto que siempre debe estar presente en la aplicación de los métodos de estimación es la evaluación de la calidad de la información recopilada. En el caso de la población indígena, los problemas de calidad se ven acentuados por las barreras lingüísticas y culturales. En ese sentido, es aconsejable que en los censos se preste debida atención al idioma en que se realiza la entrevista y a la participación de empadronadores pertenecientes a la etnia considerada, que faciliten una correcta interpretación de la información que se solicita. Según información proporcionada por la Dirección de Estadística y Censos de Panamá, en el censo del 2000 participaron empadronadores bilingües, que realizaron una traducción oral del cuestionario. I. ESTIMACIÓN DE LA FECUNDIDAD A. Aplicación del método Los indicadores clásicos que se estiman en este caso son las tasas de fecundidad por grupos de edades de las madres 7 y la tasa global de fecundidad.8 El procedimiento indirecto de estimación fue desarrollado por

6

Es posible usar otros sistemas, como el MORTPAK desarrollado por la División de Población de las Naciones Unidas (www.un.org/esa/population/ publications/mortpak/ MORTPAKwebpage.pdf).

7

Las tasas de fecundidad por grupos de edades de las madres se calculan como el cociente entre los nacimientos de un grupo de edades, en un período determinado (generalmente un año) y la población femenina media del grupo. Generalmente se utilizan tasas por grupos quinquenales de edad de las madres de 15 a 49 años cumplidos de edad.

8

La tasa global de fecundidad equivale al número medio de hijos que tendría una mujer de una cohorte hipotética de mujeres que durante su vida fértil tuvieran sus hijos de acuerdo con las tasas de fecundidad por edad del período en estudio y no estuvieran sometidas a riesgos de mortalidad desde el nacimiento hasta la finalización del período fértil. Se calcula como la suma de las tasas de fecundidad por grupos de edades quinquenales de las madres, multiplicadas por cinco.

177


Brass (1974) y una descripción completa de la metodología original y sus variantes se encuentra en el Manual X de las Naciones Unidas (1983). La información requerida para la estimación indirecta de los indicadores de fecundidad mencionados, a partir de preguntas retrospectivas de censos y encuestas (véanse las preguntas 24 y 26 del anexo 1) es: a)

Número de mujeres de entre 15 y 49 años de edad por grupos quinquenales (Ni), en el que i=1 para el grupo 15-19, i=2 para 2024,..., i=7 para 45-49 (corresponde a la tercera columna del cuadro 1). Número de hijos nacidos vivos tenidos por las mujeres de los mismos grupos quinquenales de edad (HNV)i (cuadro 1, cuarta columna). Número de hijos nacidos en el último año anterior al censo para los mismos grupos de edad (HNUA)i (cuadro 1, quinta columna).9

b) c)

Cuadro 1 PANAMÁ (CENSO DEL 2000): POBLACIÓN FEMENINA INDÍGENA, HIJOS NACIDOS VIVOS, NACIDOS EL AÑO ANTERIOR Y SOBREVIVIENTES, POR GRUPOS DE EDAD DE LAS MUJERES Grupos de edad

Índice (i)

Número de mujeres indígenas (Ni)

(1)

(2)

(3)

15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49

1 2 3 4 5 6 7

15 12 10 8 6 5 4

310 311 813 135 750 786 041

Hijos nacidos vivos (HNV)i

Nacimientos en el año anterior (HNUA)i

Hijos sobrevivientes (HS)i (*)

(5)

(6)

(4) 8 23 35 36 36 35 26

238 378 192 542 037 451 601

2 3 2 1 1

481 099 511 724 039 415 116

7 21 32 33 32 31 22

841 797 678 603 770 417 972

Fuente: Tabulaciones especiales del censo del 2000. (*)

Los datos de esta columna se utilizan en la estimación de la mortalidad en la niñez en la sección II.

Sobre la base de esta información es posible calcular la paridez media (número medio de hijos por mujer), que se refiere a la fecundidad retrospectiva de las cohortes de mujeres que pertenecen a cada grupo de edad: P(i)=(HNV)i/Ni (correspondiente a la tercera columna del cuadro 2). Por ejemplo, P(5) =5,3 representa el número medio de hijos tenidos por las mujeres del grupo de edad 35-39. 9

178

También se puede trabajar con los nacimientos de registros de estadísticas vitales del año censal, para lo cual se requieren algunos ajustes de los cálculos (véase Naciones Unidas, 1983).


Cuadro 2 PANAMÁ (CENSO DEL 2000): POBLACIÓN INDÍGENA, ESTIMACIÓN DE LAS TASAS DE FECUNDIDAD POR EDADES Y TASA GLOBAL DE FECUNDIDAD A PARTIR DE PREGUNTAS RETROSPECTIVAS Edad

Índice i

Paridez media P(i)

Tasa fecundidad f(i)

Fecundidad acumulada Φ (i)

Paridez sintética F(i)

Razón P(i)/F(i)

(1)

(2)

(3)

(4)

(5)

(6)

(7)

(8)

(9)

15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49

1 2 3 4 5 6 7

0,5381 1,8990 3,2546 4,4919 5,3388 6,1270 6,5828

0,1621 0,2517 0,2322 0,2119 0,1539 0,0717 0,0287

0,8103 2,0689 3,2300 4,2896 5,0592 5,4179 5,5614

0,3762 1,5607 2,7748 3,8889 4,7797 5,2650 5,5278

1,4304 1,2167 1,1729 1,1551 1,1170 1,1637 1,1909

0,1879 0,2499 0,2310 0,2077 0,1470 0,0658 0,0229

0,2245 0,2986 0,2760 0,2482 0,1757 0,0786 0,0273

5,56

6,64

Fecundidad total

5,56

Tasa de Tasa de fecundidad fecundidad convencional corregida f’(i) f’’(i)

Fuente: Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE) – División de Población de la CEPAL. Nota: Factor de corrección (P(2)/F(2) + P(3)/F(3)) / 2 = 1,1948.

Un problema que surge con frecuencia es la presencia de un grupo importante de mujeres incluidas en el denominador de P(i), generalmente en edades jóvenes, sobre cuya fecundidad no hay información declarada en censos o encuestas de muchos países. Si bien existe un procedimiento llamado “Método de El Badry” (Naciones Unidas, 1983) que permite ajustar el número de mujeres en esta situación, este procedimiento ha permitido también concluir que, en su mayoría, se trata de mujeres sin hijos y que, por lo tanto, sería una buena solución utilizar como denominador el total de mujeres censadas o encuestadas.10 De todas maneras, en el caso de Panamá –que es el que aquí se analiza–, la proporción de mujeres sin declaración de fecundidad es muy bajo. Luego, también se pueden calcular las tasas de fecundidad actual para cada grupo de edades: f(i)=(HNUA)i/Ni (cuadro 2, cuarta columna). Con esta información es posible derivar un indicador equivalente a la P(i), mediante la acumulación de las tasas a partir del comienzo de la procreación (en el ejercicio se parte de 15 años de edad). Los resultados así obtenidos pueden interpretarse como el número medio hipotético de hijos de una mujer

10

Las dos posibilidades diametralmente opuestas serían considerar como denominador: i) el total de mujeres encuestadas, lo que supone que las que no declaran no tienen hijos y ii) solo las mujeres que declararon el dato, en cuyo caso el supuesto sería que las que declaran y las que no declaran tienen la misma fecundidad.

179


que hubiera estado sujeta a las tasas por edades del año en estudio desde el inicio del período reproductivo hasta la edad límite superior del último grupo incluido en la acumulación: i

Φ(i) = 5 Σ f(j) (cuadro 2, quinta columna) 15

Para estudiar la coherencia entre las medidas, P(i) y Φ(i), es necesario que esta última, que se refiere al límite superior del intervalo i, se ajuste para expresar también el número medio de hijos a mitad del intervalo. Esa paridez media equivalente F(i) puede calcularse mediante la interpolación de los valores de Φ(i) según la relación planteada en el Manual X de las Naciones Unidas (1983): F(i) = Φ(i-1) + a(i) f(i) + b(i) f(i+1) + c(i) Φ(7), en la que a, b y c son constantes obtenidas mediante un modelo teórico de tasas de fecundidad por edades (Coale y Trussell, 1974), cuyos valores se encuentran en la tabla 1 del anexo 2. En la sexta columna del cuadro 2 aparecen los valores de este indicador sintético. Si la fecundidad se hubiese mantenido constante en los últimos 35 años y no existiesen errores en los datos recabados, P(i) y F(i) serían iguales. Las diferencias, por una u otra causa, pueden examinarse mediante la relación empírica P(i)/F(i) (cuadro 2, séptima columna), la que –de cumplirse las condiciones mencionadas– sería igual a 1 para todos los grupos de edades. El cociente P(i)/F(i) se aparta de la unidad si no se cumplen estos supuestos. En el caso más probable, que la fecundidad esté descendiendo, este cociente tendería a ser superior a uno y aumentaría con la edad. Esto ocurriría porque la P(i) de edades superiores reflejaría el promedio de hijos de un pasado más remoto, de fecundidad más alta, mientras que la relación sería más cercana a la unidad en el caso de los grupos de edades jóvenes. Por otra parte, si la fecundidad se mantuviera relativamente constante, se ha comprobado empíricamente en múltiples casos que el cociente P(i)/ F(i) tiene un comportamiento decreciente con la edad, por el hecho de que la declaración de los hijos tenidos a partir de edades cercanas a los 30 años se ve cada vez más afectada por omisiones, a medida que se consideran mujeres mayores. En este sentido, se supone que es más confiable la información que proporcionan las mujeres jóvenes y, entre estas, las del grupo de 20-24 años, y luego las del grupo de 25-29 años. En general, la información sobre hijos nacidos vivos de mujeres del grupo de 15-19 años de edad es menos confiable, ya que se trata de fecundidad adolescente. Este grupo se vería más afectado por errores aleatorios, debido a que los nacimientos son pocos y es probable que se oculten los nacimientos provenientes de mujeres muy jóvenes, que además podrían ser madres solteras.

180


También hay errores que pueden afectar a F(i). Se supone que las tasas actuales f(i), sobre las que se basa el cálculo de F(i), contienen errores proporcionalmente constantes con la edad de las mujeres. Si este fuera el caso, la distribución relativa de las tasas de fecundidad sería correcta y habría errores en el nivel de la fecundidad, probablemente a raíz de una omisión de la declaración de nacimientos o de una mala interpretación del informante del período de referencia (nacimientos un año antes del censo o encuesta). Según este supuesto, los errores afectarían a F(i) por igual en todos los grupos de edades y, generalmente, se traducirían en una subestimación de su verdadero valor. Por consiguiente, la relación P(i)/F(i) tendería a ser superior a uno. A partir de estas consideraciones puede afirmarse que el cociente P(2)/F(2) estaría compuesto por la paridez media de las mujeres de 20-24 años de edad, un valor que se supone relativamente confiable, y representaría una fecundidad relativamente reciente. Por ende, P(2)/F(2) –o el promedio de P(2)/F(2) y P(3)/F(3)– se puede tomar como factor de corrección de la fecundidad actual (F(i) y f(i)).11 Para obtener las tasas estimadas de fecundidad por edades es necesario realizar un ajuste. Esto se debe a que para su cálculo inicial (cuadro 2, cuarta columna) se tomó como denominador la población al final del período en el que tuvieron lugar los nacimientos declarados, por lo cual la población elegida para calcular las tasas está desfasada 6 meses de la población media que correspondería. Por ello, se propone calcular las tasas quinquenales de fecundidad convencionales ponderando las tasas no convencionales con los coeficientes que se incluyen en la tabla 2 del anexo 2, sobre la base de las ecuaciones siguientes (Naciones Unidas, 1983): w(i) = x(i) + y(i)f(i) / Φ(7) + z(i)f(i+1) / Φ(7) f'(i) = (1-w(i-1))f(i) + w(i)f(i+1) (cuadro 2, octava columna) Luego, a las tasas resultantes se aplica el factor de corrección seleccionado, por ejemplo, ((P(2)/F(2))+(P(3)/F(3))/2, y se llega a las tasas de fecundidad por grupos quinquenales de edad corregidas (cuadro 2, novena columna): f ’’(i) = f ’(i)* ((P(2)/F(2)) +(P(3)/F(3))/2. Por último, estas permiten derivar la tasa global de fecundidad corregida (véase el pie de la novena columna). 11

En algunos casos se sugiere corregir con el promedio de P(2)/F(2) y P(3)/F(3). Ello puede ser aconsejable cuando la diferencia entre ambos valores es muy grande, pues sería una manera de no descansar solamente en el valor del grupo de 20-24 años, que es una información proveniente de mujeres jóvenes y que, por lo tanto, puede verse afectada en parte por problemas similares a los comentados en el caso del grupo de 15-19 años.

181


B. Resultados Un hecho que avala la aplicabilidad de estos datos al censo de Panamá es que la estimación de la fecundidad total del país que resulta de este procedimiento es de 2,9, casi idéntica a la estimación oficial para el período 1995-2000 (2,8), calculada sobre la base de los registros de estadísticas vitales (CEPAL/CELADE, 2004b). En el gráfico 1 se compara la fecundidad de las poblaciones indígena y no indígena (brecha étnica) en Panamá, para lo que se utiliza el método aquí descrito, sobre la base de los datos del censo de población del 2000. A escala nacional, la tasa global de fecundidad de la población indígena (6,6 hijos por mujer) duplica con creces la estimada para la población no indígena (2,9 hijos). La cifra supera incluso a la tasas de los países de mayor fecundidad de América Latina, como Guatemala y Bolivia, cuyos valores para el mismo período son inferiores a 5 hijos por mujer (Chackiel, 2004).

Gráfico 1 PANAMÁ (CENSO DEL 2000): TASA GLOBAL DE FECUNDIDAD 8

Número de hijos

7

7,2 6,6

6 5

4,5 3,7

4

2,9

3

2,5

2 1 0 Indígena

No indígena

Indígena No urbano indígena urbano

Indígena No rural indígena rural

Fuente: Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE) - División de Población de la CEPAL, “La población indígena de Panamá: diagnóstico sociodemográfico a partir del Censo 2000”, Elena Coba (cons.), informe preliminar proyecto BID/CEPAL Los pueblos indígenas y la población afrodescendiente en los censos, Santiago de Chile, 2004, inédito.

182


Estos resultados muestran que el descenso de la tasa global de fecundidad observado en el país en la segunda mitad del siglo XX, de 5,7 a 2,8 responde al comportamiento reproductivo de la población no indígena, ya que la población indígena todavía mantiene una fecundidad que supera un hijo a la prevaleciente en 1950-1955. De la observación de los valores de P(i)/F(i) se desprende, por una parte, que los datos de la fecundidad del año anterior al censo presentan una subdeclaración mayor en la población indígena, a la que corresponde un factor de corrección notoriamente superior (véase el cuadro 3), y por otra, que la variación errática entre los grupos de edad supone que la estimación no se habría visto afectada por descensos importantes de la fecundidad. En cambio, en la relación P(i)/F(i,) correspondiente a la población nacional y a la no indígena se ve claramente la influencia de la tendencia descendente de la fecundidad, ya que los cocientes ascienden claramente a partir de los 25 años de edad de las mujeres, sobre todo en el caso de la población no indígena. Si se analiza la fecundidad por zona de residencia se encuentran contrastes aún mayores (véase el gráfico 1). La tasa global de fecundidad indígena del área rural, superior a 7 hijos por mujer, casi triplica a la de los no indígenas de la zona urbana del país. También está claramente presente, en ambas áreas, la brecha étnica, lo que demuestra la forma en que la población indígena se ha visto marginada del proceso de cambio demográfico que se registra en Panamá. El análisis puede profundizarse si se considera la fecundidad por grupos de edades de las mujeres y se compara el comportamiento de la población indígena Cuadro 3 PANAMÁ (CENSO DEL 2000): POBLACIÓN INDÍGENA Y NO INDÍGENA, PARIDEZ MEDIA RETROSPECTIVA Y ACTUAL Y RAZÓN P(i)/F(i) Total

Indígena

Paridez Paridez Razón Paridez Edad media actual P(i)/F(i) media retrospectiva F(i) retrospectiva P(i) P(i)

15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 Factor*

0,226 0,952 1,685 2,371 2,937 3,341 3,633

0,183 0,856 1,611 2,241 2,660 2,851 2,914

1,238 1,113 1,047 1,058 1,105 1,172 1,247 1,080

0,538 1,899 3,255 4,492 5,339 6,127 6,583

No indígena

Paridez actual F(i)

Razón P(i)/F(i)

Paridez media retrospectiva P(i)

0,376 1,561 2,775 3,889 4,780 5,265 5,528

1,430 1,217 1,173 1,155 1,117 1,164 1,191

0,186 0,849 1,531 2,204 2,762 3,126 3,442

1,195

Paridez Razón actual P(i)/F(i) F(i)

0,157 0,770 1,477 2,066 2,449 2,617 2,668

1,180 1,102 1,037 1,067 1,128 1,194 1,290 1,069

Fuente: Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE) – División de Población de la CEPAL. * (P(2)/F(2) + P(3)/F(3))/ 2.

183


y no indígena (véase el gráfico 2). En todas las edades, la fecundidad de las mujeres indígenas es ampliamente superior a la de las no indígenas. En los primeros cuatro grupos de edad (15 a 34 años) las tasas son prácticamente el doble, mientras que en los otros la diferencia se amplía hasta una fecundidad que es casi 8 veces superior a los 45-49 años. De estas tasas es posible concluir, como es habitual, que la fecundidad más elevada –en este caso, la de la población indígena– es más envejecida. El aporte de las tasas de las mujeres de 35 y más años de edad es de 21,4% (indígenas), en comparación con un el 14% de la población no indígena. Aún así, el valor de modal de ambas series de tasas de fecundidad corresponde a una cumbre temprana, a los 20-24 años de edad. En el gráfico 2 también es notoria la alta fecundidad de las adolescentes (15-19 años) de ambas poblaciones.12 La tasa indígena alcanza un valor Gráfico 2 PANAMÁ (CENSO DEL 2000): TASAS DE FECUNDIDAD POR GRUPOS DE EDADES

0,35 0,3

0,2979 0,2754

Tasas

0,25 0,2

0,2477 0,2141 0,1753 0,154

0,15 0,1

0,1396 0,1065

0,09

0,0785 0,059

0,05

0,0189 0 15-19

20-24

25-29

30-34 Edades

35-39

40-44

0,0273 0,0035 45-49

Indígena Indígena No Indígena indígena

Fuente: Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE) - División de Población de la CEPAL, “La población indígena de Panamá: diagnóstico sociodemográfico a partir del Censo 2000”, Elena Coba (cons.), informe preliminar proyecto BID/CEPAL Los pueblos indígenas y la población afrodescendiente en los censos, Santiago de Chile, 2004, inédito.

12

184

Las estimaciones de la fecundidad adolescente a partir de los datos de censos de población son de menor confiabilidad, pues la información la proporcionan en general terceras personas, quizás con mucho prejuicio en declarar hijos nacidos de mujeres en su mayoría solteras.


sumamente elevado, de 214 nacimientos anuales por 1.000 mujeres en esas edades. Mientras la fecundidad adolescente de las no indígenas (90 por 1.000) es similar a la de varios países de la región –en los que, de todas maneras, su incidencia se ve con preocupación– el valor correspondiente a la población indígena escapa a todos los márgenes existentes, aun en países de muy alta fecundidad (Chackiel, 2004).

II. ESTIMACIÓN DE LA MORTALIDAD EN LA NIÑEZ A. Aplicación del método Es probable que la información más usada para la estimación indirecta de indicadores demográficos sea la que permite calcular las probabilidades de morir en la niñez. Se destaca, en particular, el procedimiento desarrollado por Brass (1974) y una de sus variantes, la propuesta por Trussell (1975), que es la que aquí se aplica. Estos métodos permiten determinar las probabilidades de morir desde el nacimiento hasta una edad exacta x, q(x), para x = 1, 2, 3, 5, 10, 15, 20. Los detalles de este y otros procedimientos alternativos pueden verse en el Manual X de las Naciones Unidas (1983). En los censos de América Latina se introdujeron, desde hace unas tres décadas, ciertas preguntas básicas (véanse las preguntas 24 y 25 del anexo 1) orientadas a registrar la información necesaria para aplicar el procedimiento de estimación: a.

b. c.

Número de mujeres entre 15 y 49 años de edad por grupos quinquenales (Ni), en el que i=1 para el grupo 15-19, i=2 para 20-24,..., i=7 para 4549 (corresponde a la tercera columna del cuadro 1). Número de hijos nacidos vivos tenidos por las mujeres de los mismos grupos quinquenales de edad (HNV)i (cuadro1, cuarta columna).13 Número de hijos sobrevivientes (o fallecidos) clasificados en los mismos grupos de edad de las mujeres (HS)i (cuadro 1, sexta columna).

Sobre la base de estos datos, es posible calcular la proporción de niños muertos con respecto al total de hijos nacidos vivos de madres de cada grupo de edad (cuadro 4, tercera columna): D(i) = ((HNV)i - (HS)i )/ (HNV)i 13

Si se obtiene la información de hijos nacidos vivos e hijos sobrevivientes por sexo, es posible estimar las probabilidades de morir para niños y niñas. En aras de recopilar la información de la forma más sencilla posible, en muchos de los censos se pregunta por los datos sin distinción de sexo.

185


287

El fin de la transición de la fecundidad en el mundo en desarrollo John Bongaarts*

Durante los últimos 40 años, el comportamiento reproductivo ha cambiado rápidamente en gran parte del mundo en desarrollo. La tasa global de fecundidad (TGF) media ha caído más de la mitad, de la cifra tradicional de seis o más a cerca de tres en la actualidad, y el uso de anticonceptivos, antaño raro, se ha generalizado. Entre comienzos del decenio de 1960 y finales del de 1990, los mayores descensos de fecundidad se produjeron en Asia (–52%) y América Latina (–55%) y los menores en el África subsahariana (–15%) (Naciones Unidas, 2001). Las diferencias entre los países son incluso más acentuadas, ya que en algunos de ellos la transición a la fecundidad de reemplazo ha concluido con una rapidez sin precedentes (por ejemplo, China, Hong Kong, Singapur, la República de Co‑ rea), mientras que en otros (en particular en el África subsahariana) no se han registrado cambios de consideración en el comportamiento reproductivo. Estos recientes descensos de fecundidad han sido más rápidos y generalizados de lo que se había esperado. Así, aunque las proyecciones de la variante media elaboradas por la División de Población de las Naciones Unidas en los decenios de 1970 y 1980 pro‑ nosticaron correctamente amplios descensos de fecundidad para el decenio de 1990, en algunas regiones los descensos reales fueron incluso más bajos de lo que indicaban estas proyecciones. Los pronunciados descensos registrados en unos pocos países pobres y en su mayor parte agrícolas, como Bangladesh, fueron especialmente inesperados. Los demó‑ grafos y los sociólogos han postulado una variedad de teorías para explicar por qué estas transiciones han sido tan rápidas, pero no hay consenso y en la literatura demográfica continúa el debate, a veces acalorado, entre teorías opuestas (véase Bulatao y Casterline, 2001, para una recapitulación reciente). Con la propagación de los descensos de fecundidad por gran parte del mundo en desarrollo, el debate sobre futuras tendencias de fecundidad está desplazando su centro de atención de las fases iniciales a las tardías de la transición. Hasta fechas recientes, se había prestado escasa atención al estudio de los determinantes del comportamiento reproductivo en los países en desarrollo con fecundidad relativamente baja. Las teorías convencionales tienen poco que decir sobre el ritmo del descenso de la fecundidad o el nivel al que se estabilizará la fecundidad al final de la transición. No obstante, se suele suponer que los descensos actuales continuarán y que la fecundidad próxima al nivel de reemplazo, de cerca de dos nacimientos por mujer, prevalecerá a la larga (para varias perspectivas, véase Caldwell, 1982; Demeny, 1997; National Research Council, 2000). En este aspecto, las Naciones Unidas han incorporado desde hace tiempo las opiniones de la comunidad demográfica en sus proyecciones. Con arreglo a la variante media de las últimas proyecciones de las Naciones Unidas, prácticamente todas las subregiones del mundo en desarrollo habrán dado fin su transición para 2025‑2030 con tasas globales de fecundidad de 2,2 o menos. Las únicas excepciones se esperan en el África subsahariana y en Asia occidental, donde las TGF todavía se han proyectado a 3,5 y 2,8, respectivamente (Naciones Unidas, 2001). Estas hipótesis sobre descenso de fecundidad en el futuro son esenciales para las tendencias futuras de volumen de población. El crecimiento de pobla‑

* The Population Council, Nueva York, Estados Unidos de América.


288

Boletín de Población de las Naciones Unidas, Nos. 48‑49, 2002

ción durante los próximos decenios excederá con creces las proyecciones actuales si los descensos de fecundidad son menos rápidos de lo que se ha proyectado o si la fecundidad al final de la transición se mantiene por encima del nivel de reemplazo (Casterline, 2001a; Naciones Unidas, 2001). En el presente estudio se examinan las tendencias y pautas recientes de fecundidad en el mundo en desarrollo, en particular en las últimas etapas de la transición. El fin prin‑ cipal que se persigue es señalar normas observadas en el pasado que puedan ofrecer indi‑ cios de tendencias futuras. Las cuestiones esenciales examinadas incluyen: 1) el ritmo del descenso de la fecundidad y los cambios a que ha estado sujeto ese ritmo en el transcurso de la transición, y 2) los determinantes del nivel de fecundidad al final de la transición. En primer lugar se pasa revista al historial de cambio de fecundidad en el mundo en desarrollo durante los últimos 50 años. Seguidamente, para explicar las transiciones observadas, se analiza la relación entre la TGF y los indicadores socioeconómicos. En una sección final se presenta un resumen de las consecuencias para las tendencias futuras de la fecundidad.

PAUTAS DE LA TRANSICIÓN DE LA FECUNDIDAD CONTEMPORÁNEA Los datos

1 En

algunos países la fecundidad fluctuó, de manera que la TGF cayó por debajo del umbral de 5 por ciento inicialmente, pero rebotó antes de volver a caer por debajo de ese umbral. Para el presente estudio, el año más reciente en el que se ha observado que se ha llegado al umbral de 5 por ciento se usa como año de la transición.

Este análisis de las tendencias pasadas de fecundidad en el mundo en desarrollo se basa, principalmente, en las últimas estimaciones de las Naciones Unidas de las tasas globa‑ les de fecundidad de 143 “países menos desarrollados” (Naciones Unidas, 2001). Estos datos ofrecen estimaciones como promedios quinquenales de 1950‑1955 a 1995‑2000 e incluyen a todos los países de África, Asia y América Latina y el Caribe (excepto Japón, Australia y Nueva Zelandia). Para el presente estudio, las estimaciones de la TGF de años individuales se derivaron de esos promedios quinquenales con procedimientos de inter‑ polación estándar. Se tomó como fecha de inicio de la transición el año en que la TGF baja al 5% por debajo del máximo observado entre 1950 y 2000. Se optó por este umbral para la entrada en la transición, en vez del más común del 10% de descenso usado en muchos estudios anteriores, para salir al paso de las críticas de Casterline (2001) a la prác‑ tica anterior. Casterline señala correctamente que una transición puede estar ocurriendo durante una serie de años antes de que un país llegue a un descenso del 10%. El umbral de descenso del 5% usado aquí reduce ese problema1.

Los niveles de fecundidad en 1995‑2000 En el quinquenio de 1995‑2000, el promedio (ponderado) de la TGF del mundo en desarrollo en conjunto se ha estimado en 3,1. Este promedio se debe en gran parte a la fe‑ cundidad relativamente baja de gran número de países, en particular China, cuya TGF es de 1,8. En consecuencia, el promedio no ponderado, que da a cada país el mismo peso, es considerablemente más alto: 4,1. La TGF de los países individuales está sujeta a grandes variaciones, de 1,2 en Macao a 8 en el Níger. En el análisis siguiente, el país es la unidad de análisis y se usarán los promedios no ponderados de la TGF y otros indicadores demo‑ gráficos y socioeconómicos (salvo indicación en contrario), porque lo que se pretende es comprender y pronosticar las tendencias futuras de fecundidad de los países. Dado que la gran mayoría de los países en desarrollo todavía no ha completado la transición, no es posible describir con todo detalles las pautas que caracterizan la totalidad de las transiciones del mundo en desarrollo. Por supuesto, algunos países o regiones en desarrollo, aproximadamente uno de cada siete (21/143), ya han alcanzado una TGF de 2,1 o menos, entre ellos China, la Región Administrativa Especial de Hong Kong; Sin‑ gapur, la República de Corea y varias islas del Caribe. Desgraciadamente, la experiencia de este grupo selecto de países o regiones no es representativa del mundo en desarrollo en


La terminación de la transición de la fecundidad

289

general y, por tanto, no se puede usar para sacar conclusiones fiables sobre futuras pautas de transición que ocurrirán en otros países o regiones (más adelante se tratará con más detalle de esta cuestión).

Las pautas de fecundidad en los países que iniciaron la transición en el decenio de 1960 Pese a estas limitaciones, se puede aprender mucho de las transiciones parciales observa‑ das hasta la fecha. Por ejemplo, el historial de los países que iniciaron su transición en el decenio de 1960 ofrece un punto de partida útil para la discusión, porque esas transicio‑ nes ya tienen al menos 30 años de vida. Las tendencias de fecundidad en este conjunto de 38 países se trazan en el gráfico 1. Tres características esenciales de estas transiciones son evidentes: 1) la fecundidad es alta hasta que comienza la transición; 2) una vez que comienza la transición, la fecundidad desciende rápidamente y tiende a seguir bajando; 3) el ritmo de descenso se hace más lento a medida que los países llegan a las últimas etapas de la transición. En este grupo de países el descenso anual de la TGF fue, en promedio, de 0,15 a comienzos del decenio de 1970 y sólo de 0,06 en el de 1990. Pese a estas similitudes generales, los países que iniciaron la transición en el decenio de 1960 difieren entre sí considerablemente en cuanto a nivel y ritmo de descenso de fe‑ cundidad en todas las etapas de la transición. Especialmente notable es la gran diversidad de tasas de fecundidad en el quinquenio de 1995 a 2000, que oscila de 4,9 en Guatemala a 1,5 en la República de Corea. Después de tres decenios de transición, sólo ocho de esos 39 países tienen una TGF de 2,1 o menos. Los rápidos descensos a niveles inferiores del de reemplazo son la excepción en vez de la regla.

Gráfico 1 TGF de 1953 a 1998 en los países que iniciaron su transición en el decenio de 1960 Nacimientos por mujer 8

7

6

5

4

3

2

1

0 1950

1955

1960

1965

1970

1975

1980

1985

1990

1995

2000

2005

Fuente:  Naciones Unidas, 2001.


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290

El ritmo del descenso de la fecundidad

2 Por

ejemplo, para el período posterior a 1975, un país en transición en 1975 contribuye con cuatro observaciones con tasas globales de fecundidad para 1975‑1980, 1980‑1985, 1985‑1990 y 1990‑1995 y las estimaciones de ritmo correspondientes para 1975‑1980 a 1980‑1985, 1980‑1985 a 1985‑1990, 1985‑1990 a 1990‑1995 y 1990‑1995 a 1995‑2000. El hecho de que algunos países contribuyan con más observaciones que otros puede conducir a un sesgo, pero este sesgo se reduce al hacer los ajustes necesarios por el nivel de la tasa global de fecundidad en el gráfico 2. 3 Esta conclusión es acorde con Casterline (2001a), que informó que los descensos de fecundidad nacional en los primeros 10 años de la transición se produjeron con más rapidez en el decenio de 1960 que en los siguientes. 4 Un análisis posterior no muestra tendencias significativas desde 1975.

Los datos de sección transversal más recientes de todos los países permiten comprobar si el ritmo de descenso es más lento al final de la transición. Para cada país, el ritmo se mide como el cambio anual de la fecundidad total entre dos quinquenios consecutivos. Por ejem‑ plo, la TGF del mundo en desarrollo en conjunto bajó 0,43 nacimientos entre 1985‑1990 y 1990‑1995 (de 3,80 a 3,37). El ritmo anual de descenso durante el quinquenio que co‑ menzó en 1985‑1990 es, por tanto, 0,086 (es decir, 0,43/5). En el gráfico 2 se traza el ritmo promedio de grupos de países con distintos niveles de fecundidad. Se incluyen todas las ob‑ servaciones posteriores a la entrada de un país en la transición. La relación entre nivel de la TGF y su ritmo se traza separadamente para los períodos anteriores y posteriores a 19752. La conclusión principal es que existe una relación directamente proporcional entre ritmo de cambio de fecundidad y nivel de fecundidad: cuanto más baja es la TGF, más lento es el ritmo de cambio. Por ejemplo, antes de 1975, el ritmo anual promedio era de 0,15 en los países con una TGF entre 4 y 6, pero sólo de 0,04 en los países cuya TGF oscilaba entre 2,0 y 2,5. Una comparación de esta relación entre los períodos anterior y posterior a 1975 muestra un ritmo considerablemente más rápido antes que después de 1975 en los países que se encontraban en las etapas más tempranas de la transición3. Por ejemplo, los países en transición con TGF entre 4 y 6 antes de 1975 experimentaron descensos más rápidos que los que tenían TGF entre 4 y 6 después de 19754. En cambio, esa diferencia entre el ritmo de antes y después de 1975 no existía en los países con niveles más bajos de fecun‑ didad. Más adelante se examinan las posibles explicaciones de este hecho. Esta prueba transversal es compatible con la configuración longitudinal observada en el grupo de países cuyas transiciones comenzaron en el decenio de 1960 (véase el gráfico 1). Ambas indican descensos considerables del ritmo a medida que avanza la transición

El decenio de 1990 En el análisis precedente las tendencias de fecundidad se calcularon sobre la base de las estimaciones de las Naciones Unidas para los últimos 50 años. Lamentablemente, las es‑ timaciones correspondientes a finales del decenio de 1990 en muchos países se basan en Gráfico 2 Ritmo de descenso anual de la TGF, por TGF en países en transición Nacimientos/mujer/año

1975-2000

0,20

1950-1975 0,15

0,10

0,05

0,00 Fuente:  Naciones Unidas, 2001.

5,5-6,0

5,0-5,5

4,5-5,0

4,0-4,5

3,5-4,0

3,0-3,5

2,5-3,0 2,0-2,5 Nacimientos por mujer


La terminación de la transición de la fecundidad

información directa muy limitada. Sólo un pequeño número de países en desarrollo tiene estadísticas vitales precisas y sólo en un número limitado de otros países se han realizado encuestas después de 1995. Los datos de la ronda 2000 de censos todavía no estaban dis‑ ponibles cuando se hicieron las estimaciones publicadas por las Naciones Unidas (2001). Por consiguiente, en muchos países, las estimaciones para 1995‑2000 se han obtenido indirectamente o son proyecciones de períodos anteriores. En los últimos años, se ha podido disponer de los resultados de una serie de encues‑ tas demográficas y de salud (EDS) muy recientes. Estos nuevos datos ofrecen información valiosa sobre tendencias de fecundidad en el decenio de 1990. Para los fines actuales, se se‑ leccionó un subgrupo de países participantes en las encuestas demográficas y de salud, en los que se habían realizado dos encuestas en los años de 1990 y en los que la TGF era me‑ nor de 4 al comienzo de dicho período5. Nueve países respondían a esos criterios y las dos estimaciones sucesivas de su TGF se presentan en las dos primeras columnas del cuadro 1. Cuando se realizó la primera encuesta, a comienzos del decenio de 1990, la escala de la TGF fluctuaba entre 3,9 en Egipto y 2,5 en Turquía. Al realizarse la segunda encuesta, a finales del decenio de 1990 o en 2000, la TGF había descendido en la mayor parte de los casos, excepto en Turquía, donde se midió un ligero aumento. La TGF más baja al reali‑ zarse la segunda encuesta era de 2,1 en Kazajstán y la más alta, de 3,5, en Egipto. El ritmo de descenso entre las dos encuestas era de un promedio de 0,048 nacimien‑ tos por mujer al año. Es notable que en cinco de los países el ritmo era de 0,3 o menos, muy por debajo del observado en el decenio de 1980. Las transiciones en esos países han seguido un ritmo radicalmente más lento en los años 90 o están a punto de estancarse. En la última columna del cuadro 1 se indica el ritmo de descenso de la fecundidad, según las estimaciones de las Naciones Unidas, para el período comprendido entre las dos encuestas demográficas y de salud en los años 90. El ritmo promedio en las estimaciones de las Naciones Unidas para este grupo de países es de 0.074, considerablemente más alto que el de 0,048 estimado a partir de las encuestas demográficas y de salud. Ahora bien, también es posible que las Naciones Unidas hayan sobreestimado la rapidez del descenso en algunos de esos países. Los tres elementos de prueba examinados aquí: las tendencias en los países que iniciaron la transición en los años 60, el ritmo de sección transversal en distintos niveles de fecundidad y las tendencias recientes según se desprende de las encuestas demográficas y de salud, nos llevan a dos conclusiones. Primera, el ritmo de descenso de la fecundidad va disminuyendo a medida que los países se van adentrando en el proceso de transición. Esta no es una conclusión especialmente sorprendente o polémica, pero la causa de esa

291

5 En

los países en los que se habían realizado más de dos encuestas en el decenio de 1990, se usaron la primera y la última.

Cuadro 1 Estimaciones de la tasa global de fecundidad y el ritmo anual de descenso de la TGF para los países con dos encuestas EDS entre 1990 y 2000 y con TGF <4 cuando se realizó la primera encuesta TGF observada de las encuestas EDS

Bangladesh (1993/2000) Colombia (1990/2000) Egipto (1992/2000) India (1993/1998) Indonesia (1991/1997) Kazajstán (1995/1999) Perú (1992/2000) Rep. Dominicana (1991/1996) Turquía (1993/1998) Media

Ritmo de descenso

Comienzos del decenio de 1990

Finales del decenio de 1990

Estimaciones de las EDS

Estimaciones de las Naciones Unidas

3,4 2,8 3,9 3,4 3,0 2,5 3,5 3,3 2,5 3,1

3,3 2,6 3,5 2,8 2,8 2,1 2,8 3,2 2,6 2,9

0,01 0,02 0,05 0,11 0,03 0,11 0,09 0,02 –0,02 0,048

0,09 0,04 0,09 0,08 0,09 0,06 0,09 0,07 0,07 0,073

Fuente:  EDS primeros informes de países e interpolación de las Naciones Unidas (2001).


292

Boletín de Población de las Naciones Unidas, Nos. 48‑49, 2002

tendencia no es obvia. Además, la reducción del ritmo a lo largo del tiempo en los países que iniciaron pronto su transición es inesperada y requiere una explicación. Segunda, al final de la transición, la prueba es menos tajante, pero la convergencia a 2,1 parece poco probable que se produzca en los próximos 25 años, incluso en los países que ya están en transición. Sería más plausible suponer una variación considerable de niveles de fecundi‑ dad al final de la transición en los próximos dos decenios, con algunos países con fecun‑ didad por debajo del nivel de reemplazo y otros estancados a niveles más altos.

LAS RELACIONES ENTRE LA FECUNDIDAD Y LOS INDICADORES DE DESARROLLO

6 El

porcentaje de adultos alfabetizados sólo se podía obtener para el período de 1970 a 1998. Dado que esta variable cambia con gran lentitud, las estimaciones correspondientes al decenio de 1960 se hicieron por extrapolación logística regresiva. 7 Los períodos de crisis se definen como quinquenios durante los cuales el cambio de esperanza de vida era más de tres desviaciones estándar del ritmo de cambio promedio de esperanza de vida de todos los países y períodos.

Para entender mejor las pautas contemporáneas de la transición de la fecundidad, es conveniente examinar la relación entre fecundidad e indicadores socioeconómicos. Para este fin, se utilizarán los cinco indicadores convencionales siguientes: esperanza de vida al nacer, porcentaje de adultos alfabetizados, logaritmo del PIB real per cápita ajustado por poder adquisitivo, porcentaje de población en zonas urbanas y porcentaje de fuerza laboral en agricultura (Naciones Unidas 2001, Banco Mundial 2000, Heston y colabo‑ radores 1995). Los datos para la mayor parte de estas variables se pueden obtener para el período comprendido entre 1960 y los primeros años del decenio de 1990 y, por tanto, el análisis siguiente se limita a esos años6. Todos los países para los que se dispone de datos se incluyen en el análisis, excepto los principales países exportadores de petróleo (Brunei, Jamahiriya Árabe Libia, Omán, Arabia Saudita y Emiratos Árabes Unidos), cuya extraor‑ dinariamente insólita experiencia de desarrollo no se examinará. Se excluyen igualmente los años de crisis, caracterizados por cambios sumamente bruscos y pronunciados de esperanza de vida (por ejemplo, Camboya en los años 70)7. En el gráfico 3 se traza la relación entre TGF y esperanza de vida y se incluyen to‑ das las observaciones (137 países, con múltiples observaciones por país de 1960‑1965 a 1990‑1995). La correlación simple entre estas variables es sumamente significativa, –0,79. Las correlaciones entre TGF y los otros cuatro indicadores de desarrollo también son muy significativas y en la dirección esperada, aunque de magnitud algo menor: porcentaje de alfabetizados, –0,73; PIB per cápita, –0,68; porcentaje urbano, –0,63, y porcentaje de fuerza laboral agrícola, 0,69. Los datos que aparecen en el gráfico 3 también demuestran que la relación entre TGF y esperanza de vida es no lineal. En los niveles más bajos de esperanza de vida, la TGF es alta y no existe una correlación importante entre las dos. En cambio, en los niveles altos de esperanza de vida, la TGF está firme e inversamente relacionada con la esperanza de vida. Configuraciones similares no lineales de asociación se observan en los otros indicadores de desarrollo. Para esclarecer esta cambiante relación es necesario examinar con más detalle las fases sucesivas de la transición. A continuación, se distin‑ guen tres fases: 1) previa a la transición, que abarca todas las observaciones antes de que la TGF alcance el umbral del 5% de descenso, 2) comienzo de la transición y transición temprana, que abarca el primer decenio a partir del año en que se alcanza el umbral, y 3) transición media y tardía, el período restante después de transcurridos 10 años a partir del comienzo de la transición.

Fase previa a la transición En 1960‑1965, la gran mayoría de los países en desarrollo todavía no había entrado en el período de transición. El promedio de la TGF en estos países que se encontraban en la fase previa a la transición a comienzos del decenio de 1960, era 6,7, con una desviación estándar de 0,6. Los promedios regionales eran similares en Asia (6,5), América Latina (6,6) y el África subsahariana (6,7), pero ligeramente más alto en el Oriente Medio y África del Norte (7,1). El análisis de regresión no muestra efectos de importancia en la


La terminación de la transición de la fecundidad

293

Gráfico 3 Relación entre TGF y esperanza de vida en 137 países en desarrollo con observaciones de 1960‑1965 a 1990‑1995 Nacimientos por mujer

9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 20

30

40

50

60

70

80

90

Esperanza de vida (años)

fecundidad de los indicadores de desarrollo en los países con los niveles más bajos de desa‑ rrollo8. Aunque la fecundidad en la fase previa a la transición varía de un país a otro, suele haber escasa tendencia ascendente o descendente antes de que comience la transición. Por consiguiente, se puede considerar a la TGF generalmente insensible a los cambios de desarrollo hasta que comienza la transición. Esta pauta de fecundidad es compatible con la existencia de fecundidad natural, es decir, la fecundidad que predomina cuando las parejas no limitan conscientemente el tamaño de su familia (Cleland 2001, Henry 1961, Knodel y van de Walle 1979). Las encuestas de fecundidad en los países que se encuen‑ tran en la fase previa a la transición han confirmado que sólo una pequeña proporción de parejas practican la anticoncepción (Curtis y Neitzel 1996) y que las diferencias de fecundidad se deben principalmente a determinantes próximos distintos de la anticon‑ cepción (Bongaarts y Potter 1983). Esta cuestión no se examinará ulteriormente, porque el presente estudio se concentra en las últimas fases de la transición.

El comienzo de la transición La transición ya ha comenzado en 123 de los 137 países en desarrollo incluidos en este análisis. El año del comienzo varió mucho: 23 países entraron en la transición antes de 1960, 38 lo hicieron en los años 60, 32 en los 70, 23 en los 80 y 7 en los 90. Los 14 países restantes se supone que acabarán por entrar en la transición. Como se indica en el gráfico 1, el comienzo de una transición representa normalmente una ruptura con el pasado, con un ritmo de descenso de la fecundidad radicalmente más alto después que antes del comienzo. En los países para los que se dispone de series cronológicas de uso de anticon‑ ceptivos, un aumento del uso de anticonceptivos a partir de niveles muy bajos coincide con el comienzo de la transición (Bongaarts y Johansson 2002; Naciones Unidas 1999). El comienzo de la transición se produce después de haber estado aumentando por algún tiempo el grado de desarrollo de un país. En promedio, el año del comienzo, la

Fuente:  Naciones Unidas, 2001.

8 Los

resultados se basan en regresiones de efectos fijos con observaciones limitadas a los años con los niveles más bajos en cada indicador de desarrollo (esperanza de vida<45, alfabetización <25, log de PIB per cápita <2,7, porcentaje urbano <10, y porcentaje de fuerza laboral agrícola >90).


294

9 Basado

en regresiones por mínimos cuadrados ordinarios (MCO) con controles por región (Asia, América Latina, el Oriente Medio/África del Norte, con el África subsahariana como referencia). 10 Las regresiones por MCO del descenso de la TGF en el decenio siguiente al comienzo de la transición en los indicadores de nivel de desarrollo el año del comienzo de la transición (con ajustes por región) muestran efectos estadísticamente significativos en esperanza de vida, porcentaje de alfabetización y porcentaje en agricultura, pero no en PIB per cápita ni porcentaje urbano. Las regresiones por MCO del descenso de la TGF en el decenio siguiente al comienzo de la transición en el cambio de los indicadores de desarrollo en el mismo decenio (con ajustes por región) no muestran efectos estadísticamente significativos en cambio de esperanza de vida, alfabetización, porcentaje en agricultura y porcentaje urbano.

Boletín de Población de las Naciones Unidas, Nos. 48‑49, 2002

esperanza de vida era de 54,7 años, la alfabetización 52,8, el logaritmo del PIB per cápita 3,14, el porcentaje urbano 32,8, y el porcentaje de fuerza laboral agrícola 57,5 (véase la última columna del cuadro 2). No obstante, no existe un umbral de desarrollo claramente definido que indique el comienzo de una transición. De hecho, el nivel de desarrollo al comenzar la transición varía mucho en Europa y en los países en desarrollo contem‑ poráneos. Un motivo de estas variaciones es que el nivel de desarrollo al comienzo de la transición parece haber disminuido con el tiempo (Bongaarts y Watkins 1996). Esta tendencia también es evidente en el cuadro 2, que presenta un promedio de indicadores de desarrollo en el año en que comienza la transición en grupos de países que entraron en la transición en distintos decenios, desde el de 1960 al de 1990. Por ejemplo, el promedio de la esperanza de vida el año que comenzaron las transiciones era 57,7 años en el dece‑ nio de 1960, pero descendió a 54,1 en el de 1970, a 51,1 en el de 1980, y a 48,7 en el de 1990. De manera análoga, descendieron con el tiempo el promedio de alfabetización, PIB per cápita y porcentaje urbano, y aumentó el porcentaje de fuerza laboral agrícola. Estos efectos son importantes estadísticamente para la esperanza de vida, porcentaje de alfabetización y PIB per cápita9. Aparentemente, cuanto más tarde empieza la transición más bajo será el nivel promedio de desarrollo al comienzo de la transición. No está claro si esta tendencia se mantendrá en el futuro.

Fase temprana de la transición Una vez que comienza la transición, suele continuar. El cambio de sentido y la nive‑ lación son muy poco comunes en las fases iniciales de la transición. El ritmo de descenso suele ser más rápido inmediatamente después del comienzo que en cualquier otra fase de la transición. En un estudio anterior de esas tendencias de Bongaarts y Watkins (1996) se llegó a la conclusión de que el ritmo inicial de cambio de fecundidad no estaba relacionado con el ritmo de desarrollo. Sin embargo, el ritmo del descenso inicial estaba directamente relacionado con el nivel de desarrollo al comienzo de la transición. Estas conclusiones se confirman aquí con un conjunto de datos más completo. Por ejemplo, en el gráfico 4 se traza el descenso anual de la TGF en el decenio siguiente al comienzo de la transición, por esperanza de vida al comenzar la transición. La importante relación directa entre estas variables indica que cuando un país empieza su transición con una esperanza de vida baja tiene, en promedio, un ritmo inicial de descenso de fecundidad más lento que otro país con una esperanza de vida más alta al comienzo de la transición. Se ha comprobado que el grado de alfabetización y el porcentaje de fuerza laboral en la agricultura al comenzar la transición tienen efectos igualmente importantes en el ritmo inicial del descenso10. Estas conclusiones son acordes con las observaciones anteriores (gráfico 2) de que el ritmo en la etapa inicial de la transición ha disminuido con el paso del tiempo. Aparente‑ mente, en los últimos decenios, los países entraron en la transición a niveles de desarrollo más bajos, por lo que su ritmo inicial es más bajo que en los países que entraron en la tran‑ sición en decenios anteriores, cuando habían alcanzado un grado de desarrollo más alto. Cuadro 2 Niveles medios de indicadores de desarrollo en el año del comienzo de la transición, por decenio en el que comenzó la transición Decenio en que comenzó la transición

Fuente:  Véase el texto. Menos de 5 observaciones.

a

Esperanza de vida (años) Alfabetización (%) PIB per cápita (log $) Población urbana (%) Fuerza laboral en agricultura (%)

1960

1970

1980

1990

Todos

57,7 61,6 3,21 37,2 50,3

54,1 52,2 3,19 34,3 57,1

51,1 44,9 3,03 25,2 68,2

48,7 41,3 a

27,0 a

54,7 52,8 3,14 32,8 57,5


La terminación de la transición de la fecundidad

295

Gráfico 4 Ritmo de descenso de la TGF en el decenio siguiente al inicio de la transición por esperanza de vida en el año del inicio Nacimientos por mujer/año 0,40

0,30

0,20

0,10

0,00

30

35

40

45

50

55

60

65 70 75 Esperanza de vida (años)

Las características esenciales de las fases tempranas de la transición se resumen en el gráfico 5, en el que se presentan diagramas estilizados de tendencias de fecundidad en tres grupos de países que iniciaron la transición en los años 60, 70 y 80, respectivamente. Las líneas continuas representan el promedio de las tendencias de fecundidad aproximadas observadas en estos tres grupos. Las líneas de puntos representan tendencias ficticias de fe‑ cundidad que se habrían observado si los grupos que iniciaron la transición en los años 70 y 80 hubieran estado expuestos al mismo grado de desarrollo al comienzo de la transición y hubieran experimentado el mismo ritmo inicial de descenso que se ha observado en el grupo que inició la transición en el decenio de 1960. Por ejemplo, la línea A representa la tendencia media aproximada observada en los países que iniciaron su transición en los años 70. Si las transiciones en este grupo hubieran comenzado en un grado de desarrollo y con un ritmo típicos de los años 60, sus transiciones habrían empezado más tarde (di‑ gamos, alrededor de 1980, cuando su grado de desarrollo habría sido más alto que en los años 70) y a un ritmo más rápido que el experimentado realmente (compárese la línea de puntos A’ con la línea continua A). De manera similar, si las poblaciones que comenzaron la transición en los años 80 hubieran seguido las pautas normales de los años 60, habrían entrado en la transición considerablemente más tarde (digamos, en los años 90) y a un ritmo más rápido. Dado que el inicio relativamente temprano de las transiciones en los años 70 y 80 están relacionados con un ritmo inicial más lento, con el tiempo las tenden‑ cias de fecundidad observadas en esos grupos de países tienden a converger en los niveles que se habrían observado sin esos efectos (es decir, la línea continua y la línea de puntos del gráfico 5 convergen). En consecuencia, estos efectos son importantes al principio de la transición, pero esta importancia disminuye con el tiempo. Es probable que la explicación de estas tendencias de fecundidad en las fases tem‑ pranas de la transición, a primera vista desconcertantes, esté en los procesos de difusión e interacción social, que entorpecen el ajuste sin trabas de la fecundidad a circunstancias socioeconómicas en evolución. Entendemos por difusión la propagación de información, ideas y comportamientos entre individuos, comunidades y países, y por interacción so‑ cial, el hecho de que las actitudes y los comportamientos de los individuos con respecto a la procreación pueden estar sujetos a la influencia de los comportamientos y las actitudes

Fuente:  Naciones Unidas, 2001.


Boletín de Población de las Naciones Unidas, Nos. 48‑49, 2002

296

Gráfico 5 Tendencias de fecundidad aproximadas en transiciones observadas y ficticias en grupos de países que comenzaron la transición en los años 60, 70 y 80

Observada

Nacimientos por mujer 7

Experiencia ficticia de 1960 6

Año de comienzo de la transición A

5

A' 1980

4

1970

3

Fuente:  Véase el texto.

2 1950

1960 1960

1970

1980

1990

2000

2010

de otros. Se han publicado numerosos estudios sobre este tema (Bongaarts y Watkins, 1996; Caldwell, 2001; Casterline, 2001a y 2001b; Cleland, 2001; Cleland y Wilson, 1987; Kohler, 2001; Knodel y van de Walle, 1979; Montgomery y Casterline, 1996; National Research Council, 2001; Watkins, 1986 y 1987) y aquí sólo se presentará un breve esbozo de los puntos principales: • El primer elemento clave de una explicación es una resistencia inicial al cambio reproductivo en sociedades con fecundidad natural, que se encuentran en la fase previa a la transición. Las normas y los valores tradicionales tienden a apoyar el concepto de familias numerosas y a desalentar la limitación deliberada del tamaño de la familia mediante la anticoncepción. Esta resistencia al cambio conduce a una discrepancia creciente entre el tamaño real y el tamaño deseado de la familia, cuando la mortalidad infantil y el tamaño deseado de la familia disminuyen con el desarrollo, lo que da lugar a la posibilidad de un futuro des‑ censo de la fecundidad. Al ir avanzando el desarrollo, el deseo de cambio reproductivo es suficientemente fuerte y generalizado para que unos pocos innovadores adopten la anticoncepción —los primeros en hacerlo suelen ser las parejas urbanas y muy instruidas. Una vez iniciado, el cambio reproductivo se propaga rápidamente, ya que los procesos de difu‑ sión e interacción social refuerzan, en lugar de entorpecer, este cambio. El costo de la anticoncepción (definido en términos generales para incluir los costos sociales) baja. Además, la difusión y la interacción social pueden alterar la evaluación por las parejas de los costos y beneficios de la procreación, lo que reduce las preferencias de fecundi‑ dad. La combinación de una considerable (y creciente) combinación de demanda de anticoncepción y reducción de su costo da por resultado “una brusca aceleración del descenso de la fecundidad para ganar el tiempo perdido, al liberar los deseos reprimi‑ dos de limitar la fecundidad” (Casterline, 2001a, pág. 34). Este descenso inicial de la fecundidad suele ser más rápido cuanto más desarrollada es una sociedad al empezar la transición, porque los grados más altos de desarrollo están relacionados con el deseo de una familia más pequeña y, por ende, con disparidades más acusadas entre el compor‑


La terminación de la transición de la fecundidad

297

tamiento real y el deseado. Y cuanto más desarrollado es un país, más extensas las vías de interacción social y de difusión de información, actitudes e ideas innovadoras. • Por último, la interacción social entre países es una causa importante de la reducción, con el tiempo, del grado medio de desarrollo al comenzar la transi‑ ción. El hecho de que algunos países del mundo o de una región hayan entrado en una transición, tiende a facilitar el inicio en otros países que todavía están en la fase previa a la transición. La interacción entre los países se lleva a cabo a través de numerosas vías, en particular el comercio, el intercambio de tec‑ nología, la migración laboral, el turismo y los medios de comunicación, todos los cuales facilitan la propagación de ideas e información sobre los medios y la conveniencia de la limitación del tamaño de la familia. Una intensa actividad internacional para poner en práctica programas de planificación de la familia en muchos países en desarrollo también ha tenido un papel destacado, ya que esos programas dan a las parejas información sobre métodos de control de natalidad y acceso a ellos. Si bien esta explicación de las pautas observadas de la transición es plausible, to‑ davía quedan muchos cabos sueltos y será necesario continuar las investigaciones para confirmar su validez.

Las fases media y tardía de la transición En las últimas fases de la transición, el comportamiento de fecundidad es más conse‑ cuente con las expectativas de la mayor parte de las teorías demográficas y económicas (Becker, 1991; Bulatao y Lee, 1983; Caldwell, 1982; Easterlin, 1975; Notestein, 1953). Según estas teorías, la principal fuerza motriz de las transiciones de la fecundidad es un aumento del costo de los hijos y un descenso de su valor para los padres, al transformarse las sociedades agrícolas en sociedades industriales modernas. Ese cambio de costos y be‑ neficios conduce a la disminución del tamaño deseado de la familia y, con la puesta en práctica de estas preferencias mediante la anticoncepción y el aborto, a una fecundidad más baja. Como resultado, los niveles de fecundidad están inversamente relacionados con los indicadores de desarrollo. Esta conclusión está avalada por los resultados de la regresión presentados en el cuadro 3. Cinco indicadores de desarrollo y año de observación son las variables expli‑ cativas de la TGF11. Se incluyen todas las observaciones de 1960‑1965 a 1990‑1995, en las que un país se encuentra a más de 10 años de distancia del año en que comenzó la transición. Las conclusiones principales de esta regresión son las siguientes12: • Los coeficientes de esperanza de vida y alfabetización son muy significativos y negativos, lo que supone que esos indicadores de desarrollo están inversamente relacionados con la fecundidad. • Los efectos del PIB per cápita, porcentaje urbano y porcentaje de fuerza laboral en la agricultura no son significativos. • Las variables ficticias regionales para Asia, América Latina y el Oriente Medio no son significativamente distintas de cero (África es la región de referencia) • Ninguna de las variables ficticias para el año de observación es significativa. Esto indica que la relación entre fecundidad y desarrollo no varía con el tiempo. (El hecho de que los coeficientes de esas variables ficticias sean positivos y dis‑ minuyan con el tiempo deja abierta la posibilidad de un ligero desplazamiento descendente con el tiempo en la TGF en determinados niveles de indicadores de desarrollo). Estos resultados respaldan la opinión de que el desarrollo humano (en particular las mejoras en salud y educación) es el determinante más decisivo del adelanto a través de la transición de la fecundidad (Sen, 1999). De hecho, es posible que la fecundidad en

11 Es

probable que la relación entre la TGF y las mediciones socioeconómicas sea no lineal a niveles muy altos de desarrollo, porque la fecundidad no puede continuar cayendo indefinidamente a medida que avanza el desarrollo. Esta cuestión no se volverá a tratar aquí, porque muy pocas poblaciones han llegado a ese punto de la transición. 12 Una regresión de efectos fijos con ajustes por las variables no observadas del país y el uso de algunas variables explicativas dio resultados muy similares: efectos negativos importantes en la esperanza de vida y la alfabetización, ningún efecto de consideración en el PIB per cápita, porcentaje de la fuerza laboral en la agricultura y variables ficticias por año de observación. La única diferencia con los resultados de los mínimos cuadrados ordinarios presentados en el cuadro 3 es que el efecto del porcentaje urbano es considerable y negativo. Una prueba de interacciones entre medidas de desarrollo y año no encontró efectos significativos.


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Cuadro 3 Resultado de las regresiones (mínimos cuadrados ordinarios (MCO)) para la tasa global de fecundidad e indicadores de desarrollo de países en las fases media o tardía de transición (>10 años después del inicio de la transición) Variable

Fuente:  Véase el texto.

Esperanza de vida Porcentaje de alfabetización Logaritmo del PIB per cápita Porcentaje urbano Porcentaje de fuerza laboral agrícola Región = Asia Región    =    América Latina Región    =    Oriente Medio Año    =    1960‑1969 Año    =   1970‑1979 Año    =    1980‑1989 Constante R2   =   0,60

Coeficiente

Coeficiente t

Nivel de significación

–0,104 –0,015 –0,157 0,002 0,004 –0,150 0,433 0,445 0,341 0,200 0,175 11,57

–6,28 –3,02 –0,45 0,48 0,68 –0,63 1,92 1,71 1,56 1,22 1,32 8,10

0,000 0,003 0,650 0,631 0,498 0,527 0,056 0,089 0,120 0,222 0,187 0,000

las poblaciones pobres baje al nivel de reemplazo, siempre que la alfabetización y la espe‑ ranza de vida sean altas. Ejemplos bien conocidos de esta tendencia son Sri Lanka y, en la India, el estado de Kerala. Cabe señalar que los dos indicadores de desarrollo humano incluidos en este análisis (alfabetización y esperanza de vida) se seleccionaron por dispo‑ nerse de largas series cronológicas para varios países. Es posible que otras variables muy afines, como la mortalidad infantil o el nivel de matrícula escolar, sean determinantes de la fecundidad de igual o mayor importancia, pero esta cuestión no se examinará aquí, en parte, por falta de datos. Llegar a una fecundidad cercana a la de reemplazo requiere, aparentemente, altos niveles de desarrollo humano en la mayoría de los países. Para ilustrar este punto, basta considerar el grupo de países en desarrollo que tenían una esperanza de vida por encima de 70, junto con una tasa de alfabetización de más del 90% a finales del decenio de 1990. Sólo 20 de 137 países satisfacen estos criterios. En este pequeño grupo de países de avanzado desarrollo humano, el promedio de la TGF era de 2,24 (es decir, cerca del reemplazo), el promedio de esperanza de vida, 74,5 años, y el promedio de alfabetización del 94,3% (véase el cuadro 4, primera columna). Las conclusiones de que la relación fecundidad‑desarrollo no ha cambiado de manera significativa desde los años 60 indica que probablemente se necesitarán niveles similarmente altos de esperanza de vida y alfa‑ betización para alcanzar tasas globales de fecundidad de cerca del reemplazo en el futuro. Dado que la mayoría de los países en desarrollo están muy lejos de estos niveles de desa‑ rrollo humano, se tendrán que hacer considerables adelantos antes de que la fecundidad de reemplazo se generalice. Es interesante comparar estos datos estadísticos de países con alto desarrollo hu‑ mano con los mismos datos de países con fecundidad por debajo del nivel de reemplazo a finales del decenio de 1990. Veintiún países tenían una TGF de 2,1 o menos y sus TGF eran, en promedio, de 1,76. Como se muestra en la última columna del cuadro 4, esta baja fecundidad estaba acompañada de, aproximadamente, los mismos niveles de espe‑ ranza de vida y alfabetización que predominaban en el grupo de países con alto desarrollo. Ahora bien, la fecundidad difería en 0,5 nacimientos —2,24 frente a 1,76— entre los dos grupos de países. Esta diferencia se explica en gran parte por la índole de los países con baja fecundidad. Las poblaciones que ahora tienen fecundidad de reemplazo son un grupo selecto en el que la fecundidad es, en promedio, más sensible a los cambios socioeconómicos que en los países con los mismos niveles de desarrollo que no han al‑ canzado el fin de la transición. Su experiencia no es una guía útil de tendencias futuras en


La terminación de la transición de la fecundidad

Cuadro 4 Promedios de esperanza de vida, alfabetización y TGF en países con alto desarrollo humano y en países con baja fecundidad, 1995‑2000

Promedio en 1995‑2000

Esperanza de vida (años) Alfabetización (%) TGF (nacimientos por mujer)

20 países con alto desarrollo humano (esperanza de vida>70 y alfabetización>90)

74,5 94,3 2,24

21 países con baja fecundidad (TGF< = 2,1)

73,5 93,0 1,76

otros países en desarrollo. En particular, no es posible llegar a la conclusión de que todos o la mayor parte de los países en desarrollo seguirán de cerca la trayectoria de este pequeño subgrupo selecto de países. Un motivo por el que es difícil alcanzar la fecundidad de reemplazo es que requiere un alto grado de control de natalidad. La TGF en cualquier momento dado es igual a la suma de la fecundidad deseada y la no deseada. Incluso si la fecundidad deseada dismi‑ nuye a 2, nivel muy normal en los países en desarrollo que se aproximan al final de la tran‑ sición, el nivel general de fecundidad será más alto, debido a la procreación no deseada. Según las encuestas demográficas y de salud, las TGF no deseadas oscilan entre unas pocas décimas de nacimiento (por ejemplo, en Indonesia) a cerca de dos nacimientos por mujer (por ejemplo, en Bolivia) (Bankhole y Westoff, 1995). Se necesita fácil acceso a métodos de planificación de la familia y a servicios de aborto para alcanzar bajos niveles de pro‑ creación no deseada. Alcanzar la fecundidad de reemplazo requiere un tamaño deseado de familia reducido y excelente control de la fecundidad. A falta de cualquiera de estas condiciones, la fecundidad se mantendrá por encima del reemplazo. Es importante señalar que cualquier análisis de niveles y tendencias de la TGF puede aparecer confuso por los llamados efectos calendario, causados por un cambio en la edad de la procreación (Bongaarts y Feeney, 1998; Bongaarts, 1999). Es probable que estos efectos calendario existan en muchos países en desarrollo porque la edad al contraer matrimonio y al tener el primer hijo está aumentando, pero una discusión a fondo de esta cuestión cae fuera del ámbito del presente estudio. La función de los programas de planificación de la familia no se examina expresa‑ mente en la regresión que se presenta resumida en el cuadro 3, por falta de series crono‑ lógicas fiables de esfuerzo del programa para los decenios de 1960 y 1970. Una regresión separada (no mostrada), limitada a las observaciones de comienzos del decenio de 1990 y con la adición de la puntuación por esfuerzo del programa como variable explicativa, tuvo un efecto significativo para el esfuerzo del programa. Este resultado confirma estudios an‑ teriores en los que se llegó a la conclusión de que esos programas reducen la fecundidad al ayudar a las parejas a poner en práctica sus preferencias de fecundidad (Bongaarts, 1997; Tsui, 2001). Un programa de planificación de la familia de alta calidad puede llevar a un país más cerca de la fecundidad de reemplazo de lo que se podría esperar de su grado de desarrollo únicamente. Un ejemplo de este efecto se encuentra en Bangladesh, que tiene una tasa global de fecundidad de 3,3, pese a tener puntuaciones relativamente bajas en la mayor parte de los indicadores. Este repaso de los efectos del desarrollo en la fecundidad nos lleva a las conclusiones tentativas siguientes. Aunque un descenso de la demanda de hijos es la fuerza principal que impulsa la transición, cada una de las fases de la transición se caracteriza por un proceso distinto. En las sociedades anteriores a la transición, la fecundidad es natural e, inicialmente, insensible a los cambios en el desarrollo. En cambio en los años inmediata‑ mente después del inicio de la transición, el cambio de fecundidad suele ser más rápido, ya que los procesos de difusión e interacción social reducen el costo de la anticoncepción y facilitan el establecimiento de nuevas actitudes y comportamientos reproductivos. Es‑ tos procesos aparentemente tienen su principal efecto al principio de la transición y, en consecuencia, el ritmo de descenso se hace más lento con el tiempo. Por último, a medida

299


300

Boletín de Población de las Naciones Unidas, Nos. 48‑49, 2002

que la transición se acerca a sus últimas etapas, la fecundidad está íntimamente relacio‑ nada con indicadores de desarrollo y el continuo descenso de la fecundidad suele reque‑ rir desarrollo adicional. Eso no significa que los efectos de difusión e interacción social desaparezcan más tarde en la transición, sino, más bien, que esos efectos están entonces estrechamente vinculados al desarrollo.

LA PROYECCIÓN DE LAS TENDENCIAS FUTURAS DE FECUNDIDAD El historial de las transiciones de fecundidad es la base principal de la formulación de proyecciones de fecundidad. Las proyecciones de la División de Población de las Naciones Unidas y otros organismos como el Banco Mundial (2000), el Instituto Inter‑ nacional para el Análisis de Sistemas Aplicados (Lutz, 1996) y la Oficina del Censo de los EE.UU. (1999) suelen partir del supuesto de que los países que se encuentran en la etapa previa a la transición entrarán en ella en el futuro próximo y que, una vez iniciada, la transición continuará hasta que la TGF llegue a ser de 2,1 o menos. Los detalles de cómo se hacen estas proyecciones en cada país son complejos y no se examinarán aquí, pero es oportuno presentar un breve comentario sobre las proyecciones más usadas por las Naciones Unidas. La metodología de las Naciones Unidas para proyectar la fecundidad en la gran mayoría de los países en desarrollo que no han completado su transición consta de tres pasos. Primero se analizan los datos de encuestas, censos y otras fuentes para obtener una estimación de la TGF en el quinquenio más reciente (por ejemplo, 1995‑2000 para la Revisión de 2000). Después, se determina el año horizonte en que la fecundidad alcanza 2,1. Para la estimación de este año se toman en consideración “una serie de factores socioeconómicos, como políticas y programas de población, alfabetización de adultos, matrícula escolar, condiciones económicas (producto interno bruto o producto nacio‑ nal bruto per cápita) mortalidad infantil y nupcialidad, así como factores históricos, culturales y políticos (Naciones Unidas 1998). Por último, la interpolación lineal entre 1995‑2000 y el año horizonte dan la trayectoria proyectada de la TGF (excepto en los países que se encontraban en la etapa previa a la transición en el quinquenio 1995‑2000, en los que se proyecta que comience el descenso después de 2005). La ventaja de este procedimiento es que se puede aplicar fácilmente a gran número de países. Para un pequeño número de países, las Naciones Unidas formula hipótesis más detalladas y la trayectoria resultante es no lineal. Las características principales de la proyecciones de las Naciones Unidas de la TGF por país son evidentes al estudiar el gráfico 6, en el que se trazan tendencias esperadas de 2000 a 2050 para todos los países en desarrollo con fecundidad por encima del nivel de reemplazo. Una comparación de estas trayectorias con el patrón del pasado en los países que entraron en la transición en el decenio de 1960 (véase el gráfico 1) revela dos dife‑ rencias principales. Primera, después de tres decenios de transición, los niveles y las ten‑ dencias de fecundidad observadas en el pasado son considerablemente más diversas de lo que da a entender la hipótesis de convergencia de 2,1 de las Naciones Unidas. Aunque las transiciones trazadas en el gráfico 1 todavía no se han completado, parece probable que en el futuro persistan diferencias considerables de fecundidad. Algunos países terminarán la transición por debajo de 2,1, mientras que otros la terminarán por encima de 2,1. Aunque es difícil predecir la fecundidad futura al final de las transiciones actualmente en curso, es razonable suponer que la fecundidad variará con las condiciones socioeconómi‑ cas. Segunda, como se muestra en los gráficos 1 y 2, la tendencia de la fecundidad durante la transición no es lineal. En vez de ser constante (como proyecta las Naciones Unidas para la mayor parte de los países) el ritmo observado de las transiciones anteriores ha sido más lento en las fases últimas que en las fases iniciales de la transición. La variante media de las proyecciones de las Naciones Unidas prevé que la TGF de los países en desarrollo descenderá de 4,1 en 1995‑2000 a 2,8 en 2020‑2025. También


La terminación de la transición de la fecundidad

301

Gráfico 6 Proyecciones de la TGF para los países en desarrollo, variante media de las Naciones Unidas 2000‑2050 Nacimientos por mujer 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 1990

2000

2010

2020

2030

2040

2050

2060

prevé que gran número de países terminarán su transición con una TGF de exactamente 2,1 y sólo un pequeño número con una TGF por debajo de 2. Las tendencias reales de los países se desviarán indudablemente de las tendencias proyectadas, a causa de acon‑ tecimientos imprevistos o errores imprevisibles. Además, el análisis anterior indica que habrá algunos errores sistemáticos. Por ejemplo, el número de países con fecundidad por debajo de 2 será, casi con certeza, más alto que el proyectado por las Naciones Unidas y, en igualdad de circunstancias, esto llevará a la TGF de 2020‑2050 por debajo de los niveles proyectados. Ahora bien, las proyecciones de las Naciones Unidas para la mayor parte de los países no prevén una disminución significativa del ritmo de descenso de fe‑ cundidad al final de la transición como se ha observado en el pasado. Esta característica supone que las tendencias reales de fecundidad en algunos países serán más altas que las proyectadas. El resultado neto es una serie de pequeños errores positivos y negativos en las proyecciones, que, en parte, se compensarán mutuamente. Dado que no está claro si los errores positivos serán mayores o más pequeños que los negativos, no hay razón de concluir que las proyecciones de las Naciones Unidas para los próximos 25 años son, en promedio, demasiado altas o demasiado bajas.

CONCLUSIÓN En el caso de que se repita el historial pasado de fecundidad, al menos a grandes ras‑ gos, y de que continúe el desarrollo, se pueden esperar las tendencias siguientes en los próximos decenios: • El pequeño número de países que todavía está en la etapa previa a la transición entrará probablemente en la transición. En qué momento sucederá esto de‑ pende del logro de cierto adelanto socioeconómico, pero el nivel de desarrollo para entrar en la transición ha estado bajando. • El descenso de la fecundidad será relativamente rápido en los países que están en las fases iniciales de la transición. El ritmo de este descenso inicial será más

Fuente:  Naciones Unidas, 2001.


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Boletín de Población de las Naciones Unidas, Nos. 48‑49, 2002

lento en el futuro, porque se espera que las transiciones empiecen a niveles más bajos de desarrollo que en el pasado. Los programas eficaces de planificación de la familia ayudan a las parejas a evitar embarazos no deseados, y por tanto aceleran el paso de una población a través de la transición. • A medida que los países se acerquen a las últimas etapas de la transición, el ritmo de descenso se hará más lento. El motivo principal que nos lleva a esperar esta desaceleración es que los procesos de difusión e interacción social aceleran el descenso a comienzos de la transición. Una vez que ese proceso ha terminado, la fecundidad a finales de la transición está más íntimamente ligada a niveles de desarrollo socioeconómico. Entonces, el rápido descenso de fecundidad suele exigir un desarrollo rápido. El aumento de la esperanza de vida y de la alfabeti‑ zación parecen ser especialmente propicios al descenso de la fecundidad. La gran variedad de niveles y ritmos de cambio que ha caracterizado a la fecundidad en el pasado se observará sin duda en el futuro. En consecuencia, la TGF de los países en 2025 variará probablemente de menos de 2 a bastante más de 3. No sería sorprendente si la fecundidad en un número no insignificante de países en desarrollo fuera a estan‑ carse por encima del nivel de reemplazo durante varios decenios. Ejemplos anteriores de esta norma se encuentran en la Argentina y el Uruguay. Estos dos países empezaron su transición en la primera mitad del siglo XX y en el decenio de 1950 su TGF había descendido a cerca de 3. Desde entonces, la fecundidad ha cambiado muy poco y todavía estaba por encima de 2,5 en el quinquenio de 1995‑2000. El aparente estancamiento de la fecundidad en los años 90 en una serie de países en los que se han realizado encuestas demográficas y de salud respaldan esta conclusión. El curso futuro de la fecundidad depende en sumo grado del adelanto del desarrollo humano. La experiencia reciente de los países con altos niveles de desarrollo indica que, por término medio, se necesita una esperanza de vida de cerca de 75 años, junto con una tasa de alfabetización de alrededor del 95%, para acercarse al reemplazo. Un firme compromiso al desarrollo humano puede conducir a grandes adelantos en alfabetización y esperanza de vida en un período de tiempo relativamente corto. No obstante, para mu‑ chos países supondrá una ardua tarea alcanzar estos altos niveles de desarrollo humano en los próximos 25 años. Por ejemplo, según la variante media de las proyecciones de población de las Naciones Unidas, la esperanza media de vida (no ponderada) sólo será de 69 años en 2020‑2025. Las Naciones Unidas no proyectan niveles de alfabetización, pero el promedio de este indicador probablemente no llegará al 95%. Esto permite suponer que la fecundidad se mantendrá considerablemente por encima del reemplazo al menos hasta 2025. Esta conclusión coincide con las proyecciones de la variante media de las Naciones Unidas, según las cuales, el promedio de la TGF de todos los países en desarrollo (no ponderado) descenderá a un ritmo moderado a 2,8 en 2020‑2025. Aunque el análisis precedente ha señalado factores que harán que esas proyecciones sean demasiado altas para algunos países y demasiado bajas para otros, la tendencia media para los próximos 25 años parece correcta. La proporción de países en desarrollo con fecundidad por debajo de 2 —actualmente 1 de cada 10— aumentará indudablemente con el tiempo, pero es casi seguro que seguirá siendo considerablemente menos de un medio para 2020‑2025.

BIBLIOGRAFÍA Bankole, Akinrinola, y Charles F. Westhoff. 1995. “Childbearing attitudes and intentions”, Demographic and Health Surveys, Comparative Studies, No. 17, Calverton, MD; Macro International. Banco Mundial. 2000. World Development Indicators, 2000, Washington, DC: Banco Mundial. Becker, Gary S. 1991. A Treatise on the Family, Edición aumentada. Cambridge: Harvard University Press.


Panorama social de América Latina t 2011

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Capítulo II

Panorama actual y perspectivas futuras de la fecundidad en América Latina

A. Introducción La reducción de la fecundidad en América Latina proporciona una oportunidad sin precedentes para el avance económico y el mejoramiento de las condiciones de vida de los hogares de la subregión. El impacto positivo del descenso de la fecundidad no se refiere a la simple ecuación derivada de un menor tamaño de los hogares, sino, lo que es más importante, a la total transformación de la estructura por edad de la población, que permite que los países cuenten, durante un período considerable, con un volumen significativo y creciente de población potencialmente productiva frente a una proporción decreciente de población económicamente dependiente.

Más allá de la reducción de los nacimientos, una menor fecundidad implica mejoras en la salud maternoinfantil y aumento de las oportunidades de educación y empleo de la mujer, lo que se traduce en un menor grado de vulnerabilidad de los hogares, al tiempo que eleva la autonomía de las mujeres en la adopción de decisiones reproductivas y genera un círculo virtuoso entre la dinámica demográfica y el mejoramiento socioeconómico. Al mismo tiempo, y como se verá en los capítulos siguientes de esta edición del Panorama social, el nuevo escenario demográfico que se avecina, caracterizado por una sociedad en continuo proceso de envejecimiento,

tiene fuertes implicancias en la economía del cuidado y las relaciones de dependencia en las familias. La elevada incidencia de la pobreza y la desigualdad en la región y su estrecho vínculo con los bajos niveles educativos se conjugan para que núcleos todavía importantes de población enfrenten barreras de acceso a información y servicios de salud sexual y reproductiva, y mantengan una alta tasa de fecundidad no deseada. La situación es particularmente preocupante en el caso de las adolescentes latinoamericanas. En un contexto de vulnerabilidad de las familias y escaso apoyo para la crianza de los hijos, la alta y temprana fecundidad plantea dificultades para


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Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)

insertarse en el mercado laboral, obtener empleos y acceder a mecanismos de protección social. La educación es una variable clave de política para propiciar el acceso universal a la salud sexual y reproductiva y, de esta manera, romper la secuencia negativa de fecundidad, pobreza y exclusión. La educación contribuye al cambio del comportamiento reproductivo y es un factor protector frente a la maternidad adolescente. Deberán realizarse grandes esfuerzos no solo por aumentar la cobertura sino también

para lograr que la educación impacte eficazmente sobre la formación de decisiones reproductivas informadas y autónomas por parte de las mujeres y de las adolescentes en particular. Todo lo anterior pone de manifiesto la importancia de revisar la tendencia de la fecundidad en América Latina y su relación con el contexto económico, social y demográfico para identificar los logros y, sobre todo, los desafíos que tendrán que enfrentar los países en el corto y mediano plazo en ese ámbito.

B. Fecundidad en América Latina El descenso de la fecundidad en América Latina ha sobrepasado reiteradamente las estimaciones realizadas. Si bien los factores que más contribuyeron a este descenso están ligados a la exposición a las relaciones sexuales, el impacto del uso de anticonceptivos ha aumentado rápidamente, asociado no solo al incremento generalizado de la prevalencia anticonceptiva sino también al uso de métodos modernos. Aunque la tendencia descendente fue generalizada, el momento de inicio y el ritmo de este fenómeno han sido muy diferentes en los países de la región.

1.

Niveles y tendencias actuales en el contexto mundial

Desde mediados del siglo XX la fecundidad en América Latina experimentó grandes reducciones debido al proceso de desarrollo iniciado en los países de esa subregión, los cambios de comportamiento reproductivo relacionados y la alta tasa de fecundidad registrada inicialmente, que ofrecía un gran potencial de descenso.

1

La tasa global de fecundidad (TGF) se interpreta como el número de hijos que, en promedio, tendría cada mujer de una cohorte hipotética de mujeres no expuestas al riesgo de muerte desde el

Como se aprecia en el gráfico II.1, la tasa global de fecundidad (TGF) de América Latina se alejó paulatinamente del promedio de las regiones menos desarrolladas y, durante el quinquenio de 1990 a 1994, pasó a ser inferior a la del promedio mundial1. A mediados de la década de 1960, las mujeres de la región terminaban su período fértil con cerca

inicio hasta el fin del período fértil y que, a partir del momento en que se inicia la reproducción, están expuestas a las tasas de fecundidad por edad de la población en estudio (Welti, 1998).


Panorama social de América Latina t 2011

de 6 hijos por mujer, esto es, un hijo más que el promedio mundial y el doble de lo observado en los países más desarrollados. A partir de entonces, el rápido descenso de la fecundidad en la región ha atenuado considerablemente las diferencias: hacia 2015 la TGF de la región será de 2,1 hijos por mujer, frente al 1,7 de los países desarrollados. En general, se observa una convergencia de los niveles de fecundidad de las grandes regiones del mundo a partir de la década de 1950. Actualmente se ha reducido de manera significativa la gran distancia con los países desarrollados, que habían iniciado la transición demográfica a finales del siglo XVIII y que ya en 1950 tenían tasas inferiores a 3 hijos por mujer, cuando el promedio mundial se situaba alrededor de 5 hijos (véase el gráfico II.1)2. En el ámbito regional, si bien los descensos son generalizados, Centroamérica sigue presentando tasas mayores que el promedio regional, aunque similares a las del promedio mundial y menores que las del promedio de los países menos desarrollados.

2.

3

Gráfico II.1 MUNDO (REGIONES SELECCIONADAS): TASA GLOBAL DE FECUNDIDAD, 1950-2010 (En número de hijos por mujer) 8 7 6 5 4 3 2 1 0 1950

1955

1960

1965

1970

1975

1980

Mundo Regiones menos desarrolladas, excluyendo China El Caribe

1985

1990

1995

2000

2005 2010

America del Sur Regiones más desarrolladas America Latina y el Caribe Centroamérica

Fuente: Naciones Unidas, World Population Prospects: The 2010 Revision [CD-ROM], División de Población, Nueva York, 2011.

La sorprendente intensidad del descenso de la fecundidad en América Latina

El descenso de la fecundidad en América Latina ha sorprendido a los estudiosos ya que reiteradamente sobrepasó sus estimaciones. Esto pudo constatarse en sucesivos ejercicios de revisión de las proyecciones por componentes, en los que se encontró que los supuestos de descenso de la fecundidad se quedaban sistemáticamente cortos frente a lo observado (véase el gráfico II.2)3. En 1973, tomando en cuenta el nivel y la relativa constancia observada hasta entonces en la fecundidad de la subregión, se supuso que, si bien en adelante se produciría un descenso,

2

83

La teoría de la transición demográfica trata de formular una explicación general del descenso de la mortalidad y de la fecundidad producido como resultado de la industrialización y la modernización. El proceso de industrialización y, en particular, el de modernización, provocan una mejora de las condiciones de vida y de salud de la población, con una baja subsecuente de la mortalidad. Este descenso se traduce en presiones demográficas dentro de las familias, ya que con un mismo nivel de fecundidad el número de hijos sobrevivientes aumenta. Esta constatación haría que en el mediano plazo las familias empezaran a reducir la fecundidad. (Welti, 1998). El método de los componentes analiza la evolución histórica de las variables determinantes de la dinámica de la población (la fecundidad, la mortalidad y la migración) y plantea hipótesis acerca,

este sería paulatino, y se proyectó la TGF a 5,9 hijos por mujer en 1965-1970 y a 3,9 en 1995-2000. En la revisión de 1982 la estimación para 1995-2000 debió bajarse a 3,1 (casi un hijo menos de lo proyectado), pero aun así en el ámbito temporal de la proyección (hasta 2025) no se vislumbraba que se alcanzaría el nivel de reemplazo de la fecundidad4. Finalmente, en la revisión de 2008 se hizo evidente que la fecundidad observada había quedado por debajo de todas las previsiones y que ya en 2005-2010 la subregión alcanzaría el nivel de reemplazo.

4

de su evolución futura. Mediante la ecuación compensadora, que establece el balance entre la población observada en un momento inicial más los nacimientos ocurridos en un período de tiempo menos las defunciones, más los inmigrantes, menos los emigrantes, se estima la población en el momento final. Este balance se desglosa por sexo y edad, y permite el seguimiento de cada cohorte desde un determinado punto de partida o año base del estudio y durante un determinado período (CEPAL, 2007). La tasa global de fecundidad (TGF) igual a 2,1 hijos por mujer corresponde al nivel de reemplazo de una población porque, considerando que la proporción de nacimientos femeninos es ligeramente menor a 0,50, significa que por cada mujer queda una hija que la reemplaza.


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Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)

Gráfico II.2 AMÉRICA LATINA: TASA GLOBAL DE FECUNDIDAD (TGF) SEGÚN DIFERENTES EJERCICIOS DE PROYECCIÓN, 1950-2030 (En número de hijos por mujer) 7 6 5 4 3 2 1 0 1950

1960

1970

1980

1990

Proyección elaborada en 1973 Proyección elaborada en 2008

2000

2010

2020

2030

Proyección elaborada en 1982 TGF correspondiente al nivel de reemplazo

Fuente: Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE) - División de Población de la CEPAL sobre la base de Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL), Boletín demográfico, N° 13, Santiago de Chile, 1974; Boletín demográfico, N° 31, 1983; y Observatorio demográfico, N° 7, 2009. Nota: Las líneas contínuas indican datos estimados y las punteadas datos proyectados.

3.

Si en las primeras proyecciones se preveía un tímido descenso de 0,27 hijos por quinquenio, en la realidad, desde la década de 1960 —cuando se produce la inflexión de la tendencia de la fecundidad en América Latina— hasta el último período observado (2005-2010), el ritmo de descenso de la fecundidad fue de 0,41 hijos por quinquenio. Las consecuencias positivas de este acelerado descenso de la fecundidad han ido más allá de las expectativas, ya que al reducirse de manera más rápida las tasas de dependencia económica (relación entre la población en edades económicamente dependientes —jóvenes y personas mayores— y la población en edades económicamente activas) se potencian las posibilidades de inversión social5. Entre los factores próximos determinantes del intenso descenso de la fecundidad en América Latina resaltan los que tienen que ver con la actividad sexual y la anticoncepción. En el recuadro II.1 se presenta una síntesis de esos factores, que se analizarán con mayor detalle en los apartados siguientes.

Diferencias dentro de América Latina

Actualmente existe una tendencia generalizada de descenso de la fecundidad en todos los países de América Latina, pero, como es de esperar en una subregión con grandes desigualdades económicas y sociales, el momento de inicio y el ritmo de este fenómeno son bien diferentes en los distintos países. Los países con una tasa de fecundidad muy baja y que están por debajo del nivel de reemplazo —Brasil, Chile, Costa Rica y Cuba— ejemplifican la diversidad de trayectorias que ha tenido el descenso de la fecundidad. Por ejemplo, en Costa Rica la tasa de fecundidad pasó de ser superior a 7 hijos por mujer hacia 1965, cuando inició el descenso, a situarse en 2 hijos por mujer en la actualidad. Reducciones de esta magnitud implican no solo cambios significativos en términos macroeconómicos sino también transformaciones radicales en la vida de las familias, las cargas familiares y la organización misma de la sociedad. Por otro lado, la TGF de Cuba, que era de casi 4 hijos por mujer al iniciarse la segunda mitad del siglo XX, registró un fuerte descenso, particularmente entre 1970 y 1980, para situarse por debajo del nivel de reemplazo desde los años ochenta (véase el gráfico II.3). Cuando se elaboraron las proyecciones hace 30 años se suponía que ningún país alcanzaría el nivel de reemplazo antes de 2025, salvo Cuba. Pero aún en este caso la proyección fue bastante conservadora pues estimó para 2005-2010 una TGF de 2,1 hijos por mujer y en la práctica la tasa registrada fue de 1,5.

Gráfico II.3 AMÉRICA LATINA (4 PAÍSES): TRAYECTORIA DE LA FECUNDIDAD EN PAÍSES POR DEBAJO DEL NIVEL DE REEMPLAZO EN 2005-2010 (En número de hijos por mujer) 8 7 6 5 4 3 2 1 0 1950 1955

1960

Cuba

1965

1970

1975

Brasil

1980

1985

1990

Chile

1995

2000

2005

2010

Costa Rica

Fuente: Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE) – División de Población de la CEPAL sobre la base de Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL), “Proyección de población”, Observatorio demográfico, N°7 (LC/G.2414-P), Santiago de Chile, 2009.

5

El período en que se reduce la tasa de dependencia —conocido como el bono demográfico— es transitorio y precede a un período en que las tasa vuelven a aumentar debido a la intensificación del proceso de envejecimiento de la población. Véase al respecto CEPAL (2008a, 2008b y 2010).


Panorama social de América Latina t 2011

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Recuadro II.1 LOS DETERMINANTES PRÓXIMOS DEL CAMBIO REPRODUCTIVO EN AMÉRICA LATINA

Los cambios en la fecundidad de las poblaciones han sido objeto de diversos análisis con el fin de identificar los comportamientos que los explican y determinan. A mediados del siglo pasado Davis y Blake (1956) definieron un conjunto de variables a las que llamaron variables intermedias de la fecundidad, las cuales están relacionadas con la exposición a las relaciones sexuales, el riesgo de concebir, la gestación y el éxito en el parto. Con el tiempo han surgido distintas variantes, tanto por el enfoque como por la posibilidad de contar con información para su medición, en las que cabe destacar la elaborada por Boongarts (1978) respecto a los determinantes próximos de la fecundidada. Las encuestas de demografía y salud, actualmente disponibles para varios países de la región, permiten examinar el impacto de los distintos determinantes próximos en la

reducción de la fecundidadb. De una manera general, los factores con mayor efecto reductor han sido aquellos relacionados con la exposición a las relaciones sexuales, como no entrar en unión o entrar tardíamente, y las separaciones temporales o definitivas. En simulaciones realizadas en varios países, este tipo de factores explica cerca del 50% de la reducción a partir de la fecundidad naturalc. El siguiente factor en importancia, el uso de anticoncepción, explica cerca del 40% de la diferencia, pero su efecto relativo muestra un rápido aumento, como es de esperar dado no solo el incremento generalizado de la prevalencia anticonceptiva sino también el mayor uso de métodos anticonceptivos modernos (véase el cuadro). No obstante el gran avance que se observa en el uso de métodos anticonceptivos en la región, desde el punto

de vista de la meta 5B del quinto Objetivo de Desarrollo del Milenio (ODM) de acceso universal a la salud reproductiva, queda bastante por hacer en cuanto a propiciar la disponibilidad y el acceso universal a estos medios. De hecho, aún se observan en la región elevados índices de demanda insatisfecha de métodos anticonceptivos (véase el cuadro)d. En el caso de Haití, por ejemplo, más de un tercio de las mujeres sexualmente activas que no estaban usando métodos anticonceptivos deseaban aplazar su último nacimiento o su último embarazo o no querían más hijos. En el caso de Bolivia (Estado Plurinacional de), esta misma relación era de una de cada cinco mujeres. Como se muestra en el cuadro, y se verá con más detalles en el apartado E del presente capítulo, esta situación se acentúa en el caso de las adolescentes de entre 15 y 19 años.

AMÉRICA LATINA (7 PAÍSES): PREVALENCIA ANTICONCEPTIVA Y DEMANDA INSATISFECHA DE MÉTODOS ANTICONCEPTIVOS Bolivia (Estado Plurinacional de)

Colombia

Haití

Honduras

Nicaragua

Perú

República Dominicana

2008

2010

2004-2005

2005-2006

2001

2004-2008

2007

No usa ningún método anticonceptivo

39,4

20,9

68,3

34,8

31,4

28,0

27,1

Total uso

60,6

79,1

31,7

65,2

68,6

72,0

72,9

Métodos modernos

33,7

72,7

23,5

56,1

64,3

47,5

69,6

Métodos tradicionales

27,0

6,4

8,2

9,1

4,3

24,4

3,3

Prevalencia anticonceptiva en mujeres unidas

Demanda insatisfecha de métodos anticonceptivos 15 a 19 años

37,7

20,1

52,4

25,8

19,8

17,7

28,0

Total

20,2

7,0

37,5

16,9

14,6

8,1

11,4

Fuente: CELADE-División de Población de la CEPAL, sobre la base de tabulaciones elaboradas con las bases de datos de las encuestas de demografía y salud (DHS) más recientes disponibles. a Véanse Bongaarts (1978 y 1982) y Stover (1998). Un resumen de estos enfoques se encuentra en Ruiz y otros (2005). b El programa de encuestas demográficas y de salud se ha desarrollado desde 1984, para dar seguimiento a la Encuesta Mundial de Fecundidad y a las Encuestas de Prevalencia del Uso de Anticonceptivos (EPA), pero con componente importante de aspectos relacionados con la salud maternoinfantil. En América Latina se han desarrollado 45 encuestas hasta el presente. c La fecundidad natural es el número de hijos que tendría una mujer fértil en ausencia de anticoncepción y otros factores limitantes. Para la región se ha calculado en 21 hijos por mujer. d La necesidad insatisfecha se refiere al uso de métodos anticonceptivos no solo para limitar los nacimientos sino que también para espaciarlos en el tiempo.

En general, se aprecia una asociación entre un mayor nivel inicial de la fecundidad y un mayor ritmo de descenso de la variable, aunque esta asociación ha ido cambiando en el tiempo. En la década de 1950, la mayoría de los países presentaban altos niveles de fecundidad y un bajo ritmo de cambio. Incluso se registró un aumento de la fecundidad en algunos de ellos —como en el caso de Costa Rica o la Argentina— mientras que en otros esta permaneció constante —Uruguay— o disminuyó levemente, dando como resultado un ligero aumento del promedio regional. En las siguientes décadas, el descenso fue muy rápido en la mayoría de los países. En el caso particular de Costa Rica, se produjo una baja del 40% entre los

quinquenios de 1960-1964 y 1970-1974. En las décadas de 1980 y 1990 los países registraron tasas intermedias y bajas de fecundidad y los descensos se morigeraron, con una disminución de entre el 15% y el 30%, aunque Cuba siguió registrando descensos cercanos al 50%. En la década de 2000 la gran mayoría de los países ostentan niveles bajos o muy bajos de fecundidad y también un bajo ritmo de descenso. En suma, la década de mayor descenso generalizado de la fecundidad fue la de 1960 y, aunque siguen existiendo diferencias entre países, la asociación entre mayor nivel inicial y mayor ritmo de descenso ha llevado a una clara convergencia en el nivel de la fecundidad en América Latina.


86

Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)

C. Relación entre educación, intensidad y calendario de la fecundidad

La fecundidad continúa siendo invariablemente más elevada cuanto más bajo es el nivel de educación alcanzado por la mujer. Si bien en períodos recientes la fecundidad ha descendido en todos los niveles educativos, en muchos países el ritmo de descenso ha sido diferente para los distintos grupos, siendo en general inferior en el caso de las mujeres con menor educación. Como consecuencia de esto, las diferencias relativas se profundizan. En general, las mujeres con bajo nivel de instrucción tienen una menor prevalencia en el uso de anticonceptivos, lo que a su vez guarda una estrecha relación con la demanda insatisfecha de servicios de planificación familiar.

1.

Fecundidad y educación en América Latina

Como se expuso en la sección previa, los países de América Latina han experimentado un sostenido descenso de los niveles de fecundidad y, si bien la intensidad de los cambios y los tiempos han sido diversos, en la actualidad se observa una tendencia a la convergencia. Sin embargo, dentro de los países persisten diferencias significativas en el promedio de hijos en los distintos grupos sociales, como expresión de las desigualdades socioeconómicas que continúan imprimiendo el carácter distintivo de América Latina, una de las subregiones más inequitativas del mundo. Numerosos estudios han mostrado la relación que existe entre los factores estructurales y la fecundidad, de tal forma que los hogares (rurales o urbanos) de mujeres pobres marginales poseen en promedio un mayor número de hijos. Esto sucede también en el caso de los pueblos indígenas, que presentan sistemáticamente mayores tasas de fecundidad, aunque en este caso la lectura debe relativizarse ya que coexisten factores de inequidad junto con aspectos culturales asociados a ideales reproductivos más elevados. Las condiciones estructurales de las sociedades latinoamericanas relativas a la situación socioeconómica de las parejas actúan sobre las variables próximas de la fecundidad (la edad a la unión, el uso de anticonceptivos, la práctica del aborto y los períodos de lactancia, entre los más relevantes) y contribuyen sin duda a mantener las

brechas en los niveles de esta variable. Sin perjuicio de ello, las últimas tres décadas han mostrado también una relativa independencia entre los factores socioeconómicos y el comportamiento demográfico. En efecto, durante las décadas de 1980 y 1990, poco se avanzó en la lucha contra la pobreza y los indicadores de distribución del ingreso se estancaron o incluso retrocedieron (CEPAL, 2003 y 2005); sin embargo, varios países experimentaron reducciones socialmente transversales de la fecundidad. Junto con lo anterior, la subregión experimentó en dicho período un aumento de los niveles educativos (véase el apartado D), pese al estancamiento en materia de pobreza, reforzándose así la estrecha relación entre fecundidad y educación. Asimismo, en las última décadas las desigualdades de género se han reducido significativamente en cuanto a acceso y logros educativos, lo que contribuye al empoderamiento de la mujer y su mayor acceso a recursos y, por lo tanto, mejora la posibilidad de tomar decisiones individuales o negociadas sobre su vida sexual y reproductiva. Es evidente que no basta con aumentar la educación, sino que es necesario analizar también de qué manera esta eleva los niveles de decisión e información. En vista del importante papel, ampliamente documentado, de la educación en la promoción de modificaciones en la


Panorama social de América Latina t 2011

87

conducta reproductiva, interesa examinar entonces los avances logrados durante la última década, la medida en que la escolarización ha contribuido al descenso del número de hijos y la influencia que está teniendo sobre otros factores directos de la fecundidad, concretamente sobre el calendario6. Como se aprecia en el cuadro II.1, la tasa global de fecundidad continúa siendo invariablemente más baja cuanto más elevado es el nivel de educación alcanzado por la mujer. En términos absolutos, los casos más notorios son Bolivia (Estado Plurinacional de), el Ecuador y Haití, con diferencias de más de 3 hijos entre las mujeres sin educación y las que han alcanzado la secundaria. Prestando atención a las encuestas más recientes de cada país, desde el punto

de vista relativo, el promedio de hijos de las mujeres sin instrucción formal al menos duplica el de las mujeres que alcanzaron la enseñanza secundaria, siendo el Brasil, Haití, Bolivia (Estado Plurinacional de), el Ecuador y Guatemala los países con mayores brechas. Estas desigualdades se profundizan aún más si se considera a las mujeres que han alcanzado el nivel superior. En efecto, según las últimas encuestas, la fecundidad de estas mujeres no llega a los 2 hijos en Bolivia (Estado Plurinacional de) (1,9 hijos), el Brasil (1 hijo), Colombia (1,4 hijos) y el Perú (1,9 hijos), con lo cual el número de hijos de las mujeres sin educación sería entre tres y cuatro veces superior al de las mujeres con nivel superior de estudios.

Cuadro II.1 AMÉRICA LATINA (12 PAÍSES): TASA GLOBAL DE FECUNDIDAD SEGÚN NIVEL DE EDUCACIÓN, CIFRA MÁS ACTUAL Y DIEZ AÑOS ANTES (En número de hijos por mujer) Tasa global de fecundidad (TGF) País

Año Sin educación

Primaria

Secundaria y más

Brecha entre TGF de mujeres sin educación y con secundaria y más

Bolivia (Estado Plurinacional de)

2008 1998

6,1 7,1

4,7 5,7

2,6 2,9

2,3 2,4

Brasil

2006 1996

4,2 4,9

2,8 3,3

1,7 2,1

2,5 2,3

Colombia

2010 2000

4,3 4,0

3,2 3,6

2,0 2,2

2,2 1,8

Ecuador 

2004 1994

5,9 6,2

4,1 4,4

2,6 2,7

2,3 2,3

El Salvador 

2008 1998

3,7 4,8

3,0 3,6

2,0 3,0

1,9 1,6

Guatemala 

2008 1998

5,2 6,8

3,8 5,2

2,3 2,9

2,3 2,3

Haití

2005 1994

5,9 6,1

4,3 4,8

2,4 2,5

2,5 2,4

Honduras 

2005 1996

4,9 7,1

3,8 6,1

2,2 4,3

2,2 1,7

Nicaragua 

2006 1998

4,4 5,7

3,2 4,2

2,0 2,5

2,2 2,3

Paraguay 

2008 1998

3,9 6,2

3,1 5,8

2,1 4,5

1,9 1,4

Perú 

2009 2000

4,4 5,1

3,6 4,1

2,3 2,2

1,9 2,3

República Dominicana

2007 1996

3,9 5,0

3,0 3,7

2,2 2,5

1,8 2,0

Fuente: CELADE-División de Población de la CEPAL, sobre la base de encuestas de demografía y salud (DHS) y Centros para el Control y la Prevención de Enfermedades (CDC).

Por otra parte, cabe señalar que en períodos recientes la fecundidad ha seguido descendiendo de manera transversal respecto de la educación, destacándose el Paraguay y 6

La forma como se distribuye la fecundidad a lo largo del período fértil se denomina el “calendario” de la fecundidad y está marcado por la edad en que se inicia la maternidad de una cohorte, las edades a las cuales se tienen los hijos y la edad en que se suspende la maternidad.

Honduras, países en los que la reducción ha sido de más de 2 hijos en cada uno de los tramos educativos considerados. No obstante, el ritmo de descenso ha sido diferente en cada grupo, en general de manera menos acentuada en las mujeres sin educación. Como consecuencia, las diferencias relativas no solo se mantienen en el tiempo sino que en la mitad de los países examinados se han profundizado (véase el cuadro II.1).


88

Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)

El conjunto de oportunidades culturales, económicas y sociales que trae consigo la educación, se refleja asimismo en los determinantes próximos de la fecundidad, siendo el más importante el uso de anticonceptivos. Esta relación se ilustra en el gráfico II.4, en el que se observa en diversos países una prevalencia significativamente mayor en el uso

de anticonceptivos entre las mujeres con mayor nivel de educación. En países donde estas tasas son relativamente más altas (véase el gráfico II.4A) la prevalencia en el uso de anticonceptivos varía entre un 55%-72% de las mujeres en unión sin educación hasta un 70%-80% de las mujeres con mayor instrucción7.

Gráfico II.4 AMÉRICA LATINA (11 PAÍSES): PREVALENCIA ACTUAL EN EL USO DE ANTICONCEPTIVOS EN PAÍSES CON MENORES Y MAYORES BRECHAS SEGÚN NIVEL EDUCATIVO DE LA MUJER (En porcentajes) A. Países con menores brechas

B. Países con mayores brechas

90

90

80

80

70

70

60

60

50

50

40

40

30

30

20

20

10

10

0

0 Sin educación

Colombia, 2010 El Salvador, 2008 Paraguay, 2008 Honduras, 2005-2006

Primaria

Sin educación

Secundaria y más

Rep. Dominicana, 2007 Nicaragua, 2006 Perú, 2009

Primaria

Secundaria y más

Bolivia (Est. Plur. de), 2008

Ecuador, 2004

Guatemala, 2008

Haití, 2005-2006

Fuente: Encuestas de demografía y salud (DHS) y Centros para el Control y la Prevención de Enfermedades (CDC).

Por otra parte, aquellos países que mantienen brechas importantes en el nivel de la fecundidad según la educación de la mujer, también presentan fuertes inequidades en el acceso a los métodos de planificación familiar (véase el gráfico II.4B). Un caso extremo es Haití, donde a pesar de que la prevalencia general es muy baja, aun así alcanza al 40% de las mujeres con más educación mientras que tan solo un 25% de las mujeres sin instrucción formal utilizan algún método, lo cual sugiere un menor acceso a los servicios de planificación familiar. En Bolivia (Estado Plurinacional de) y Guatemala, solo el 40% de las mujeres en unión sin educación usan métodos anticonceptivos mientras que entre aquellas con mayor educación el uso alcanza el 70% de las mujeres. En el Ecuador la prevalencia varía entre un 50% y un 80%. Los tres últimos países mencionados se caracterizan, a su vez, por la existencia de un volumen importante de pueblos indígenas, cuyas mujeres suelen ser las más perjudicadas, entre otros aspectos, en el acceso al sistema educativo. Sin embargo, en contra de los estereotipos, estudios cualitativos realizados en Bolivia (Estado Plurinacional de), Guatemala y el Ecuador dan cuenta de que las mujeres indígenas no rechazan la planificación familiar (existe un campo de conocimiento tradicional sobre anticoncepción, asociado principalmente a hierbas

medicinales) sino la ideología y forma en que esta se administra desde los programas estatales y biomédicos (Oyarce, Ribotta y Pedreros, 2010; Rodríguez, 2010; Schuler, Choque y Rance, 1994; Enge, 1998). Entre los principales obstáculos están la baja calidad de los servicios y la falta de adecuación cultural, aspecto que ya ha sido expresado por varias organizaciones de mujeres indígenas, quienes cada vez más están incluyendo en sus agendas los temas de salud sexual y reproductiva. Más allá de la heterogeneidad de situaciones, lo cierto es que en todos los países las mujeres con menor nivel de instrucción tienen un mayor número de hijos y una menor prevalencia en el uso de anticonceptivos; a su vez, estudios previos han mostrado la estrecha relación que existe entre este último indicador y la demanda insatisfecha de servicios de planificación familiar. La posibilidad de 7

Se debe tomar en cuenta que el uso actual de anticonceptivos según nivel educativo puede ocultar otro tipo de desigualdades ligadas al tipo de métodos al cual tienen acceso las mujeres (tradicionales o modernos). También puede haber inequidades reflejadas en el calendario, por ejemplo, una menor prevalencia en el uso de métodos anticonceptivos en la primera relación sexual por parte de las mujeres con menos nivel de instrucción respecto de aquellas con más años de estudio.


Panorama social de América Latina t 2011

determinar la cantidad y el espaciamiento de los hijos tiene múltiples ventajas. Más allá de la reducción del número de nacimientos, se mejora la salud de la madre y el niño, y se amplían las oportunidades de educación y empleo de la mujer, lo que, por ende, se traduce en una disminución de la pobreza. Por tanto, las cifras aquí expuestas aluden a las brechas que aún persisten en la implementación del

2.

89

derecho a la salud sexual y reproductiva, y que, directa o indirectamente, limitan el ejercicio de otros derechos económicos y sociales. En este sentido, los países latinoamericanos tienen el desafío de adoptar medidas y redoblar los esfuerzos para alcanzar la meta 5B del quinto Objetivo de Desarrollo del Milenio, que es lograr, para 2015, el acceso universal a la salud reproductiva8.

Iniciación sexual y maternidad: La educación como factor de divergencias estables

En América Latina se constatan importantes transformaciones en el seno de las familias relacionadas con el descenso de la fecundidad y el alargamiento de la esperanza de vida, que se expresan en una disminución del tamaño medio de los hogares y un aumento de unidades domésticas nucleares sin hijos, unipersonales y conformadas por personas en etapas más avanzadas del ciclo de vida, por citar los más relevantes. Junto con ello, la unión conyugal continúa siendo la forma de vida adulta que elige la gran mayoría de mujeres y hombres de la subregión y la postergación de esta opción de gran trasfondo cultural sigue siendo paulatina. Como ya se mencionó anteriormente, el nivel y la tendencia de la fecundidad están muy influidos por los factores que inciden sobre la exposición a las relaciones sexuales. Por lo tanto, resulta de interés examinar el comportamiento de la edad de inicio de las relaciones sexuales y la edad de inicio de la unión según el nivel de educación, y su relación con el inicio de la maternidad. En América Latina los cambios del inicio de la vida marital permanecen con poca variación o leves aumentos. A modo ilustrativo, en Bolivia (Estado Plurinacional de) la edad mediana a la primera unión pasó de 20,3 años en 1989 a 20,6 años en 2008; en Colombia, pasó de 20,8 años en 1986 a 20,9 años en 2010, y en el Perú, tras un lapso de algo más de 20 años, se observó un escaso aumento, pasando de 20,5 años a 21,0 años. En contrapartida, el inicio de la actividad sexual muestra una tendencia general al rejuvenecimiento y a aumentar su distancia con la edad de iniciación nupcial, aunque también se trata, en general, de cambios lentos. Se destacan algunos países para los cuales el inicio de las relaciones sexuales se ha adelantado de manera algo más acentuada, como Colombia donde la edad mediana al inicio de la actividad sexual pasa de 19,4 años en 1986 a 18,2 años en 2010, y Haití, donde pasa de 19 años en 1994 a 17,9 años en 2004-2005.

Pero sin duda un cambio que merece atención es el rejuvenecimiento de la edad a la cual se tiene el primer hijo. En efecto, en siete países de la región con encuestas recientes (Bolivia (Estado Plurinacional de), Brasil, Colombia, República Dominicana, Haití, Nicaragua y Perú), se observa que en los últimos años se ha producido una disminución de la edad mediana al primer hijo, con un rango de descenso que va de 0,2 a 1,4 años de edad, correspondientes a Haití y el Brasil, respectivamente. En este último país, en 1996 la mitad de las mujeres tuvieron hijos antes de los 22,4 años mientras que en 2006 esa edad fue de 21 años. Lo anterior constituye, en principio, una evidencia de que el modelo latinoamericano contrasta con los patrones de formación de uniones y de reproducción que surgieron en los países desarrollados a partir de la década de 1960 y que se consideran característicos de la llamada segunda transición demográfica. Entre los elementos propios de la segunda transición están precisamente la postergación de las uniones y de la edad de inicio a la maternidad9. Sin perjuicio de lo anterior, lo que sí es un hecho en América Latina es la existencia de patrones diversos respecto al matrimonio —formal o consensual— y al inicio de la maternidad, influenciados fuertemente por la educación. Como se aprecia en el cuadro II.2, de manera sistemática las mujeres con mayor nivel de educación inician su actividad sexual a edades más tardías que las mujeres con menor educación, así como también postergan la conformación de uniones y la maternidad.

8 9

Dentro de la ampliación de las metas de los ODM aprobada en 2005, se incluyó el acceso universal a la salud reproductiva. Otros elementos característicos de la segunda transición demográfica son la mayor presencia de cohabitación, la procreación extramarital, así como el incremento de la disolución de uniones y las familias reconstruidas. No obstante, el análisis de estos componentes escapa al objetivo de este capítulo.


90

Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)

En términos de desigualdades, sobresalen los casos de Bolivia (Estado Plurinacional de), el Perú y Honduras. En estos países más de la mitad de las jóvenes de 25 a 29 años con educación superior aún no se ha unido ni ha tenido hijos, mientras que la mitad de las jóvenes sin educación ya se ha unido y ha tenido su primer hijo antes de los 18 años (Perú y Honduras) o 20 años (Bolivia

(Estado Plurinacional de)10. En Colombia, por ejemplo, la mitad de las jóvenes de 25 a 29 años con educación superior se unen por primera vez después de los 26 años y tienen su primer hijo cerca de los 29 años; en el otro extremo, la edad mediana de las jóvenes sin instrucción formal es de 17 años para la primera unión y de cerca de 18 años para el inicio de la maternidad.

Cuadro II.2 AMÉRICA LATINA (6 PAÍSES): EDAD MEDIANA DE INICIO A LA PRIMERA RELACIÓN SEXUAL, A LA PRIMERA UNIÓN Y AL PRIMER HIJO SEGÚN NIVEL DE EDUCACIÓN DE LAS MUJERES DE 25 A 29 AÑOS Y 45 A 49 AÑOS (En años) Primera relación sexual

Primera unión

Primer hijo

Edad actual

Edad actual

Edad actual

País, fecha y nivel educativo 25 a 29

45 a 49

25 a 29

45 a 49

25 a 29

45 a 49

Sin educación

19,0

18,5

20,4

20,1

19,7

20,9

Primaria

17,6

18,1

19,0

19,9

19,4

20,5

Secundaria

18,6

19,3

20,9

21,5

20,9

21,8

Superior

21,7

21,8

a

24,1

a

24,7

Sin educación

14,9

16,2

17,0

18,3

17,9

19,3

Primaria

16,0

18,1

17,9

20,1

18,5

20,5

Secundaria

17,4

19,9

20,3

22,6

20,5

22,8

Superior

18,5

21,3

26,2

26,2

28,9

27,6

Sin educación

16,0

17,0

17,0

18,0

19,0

20,0

Primaria

16,0

17,5

16,5

18,5

18,0

19,5

Secundaria

17,1

19,1

18,5

21,0

19,6

22,1

Superior

18,0

22,0

23,0

24,0

25,0

26,0

Sin educación

16,4

16,8

17,7

17,9

18,7

19,0

Primaria (1-3)

16,9

17,2

17,5

17,7

18,6

18,9

Primaria (4-6)

17,7

18,3

18,4

18,7

19,4

20,0

Secundaria

19,7

21,0

20,5

21,4

21,6

22,6

Superior

22,7

23,1

a

24,0

a

25,3

Sin educación

16,1

17,1

17,8

19,4

18,5

20,1

Primaria

16,7

17,6

18,4

19,3

18,7

20,1

Secundaria

18,4

19,0

20,9

21,7

21,2

22,1

Superior

20,8

22,1

a

26,4

a

27,3

Sin educación

15,8

15,7

16,2

16,2

17,7

19,0

Primaria (1-4)

15,6

16,9

15,8

17,5

17,5

19,2

Primaria (5-6)

16,2

17,4

16,6

18,0

18,3

20,1

Secundaria

18,0

19,9

18,8

20,7

20,7

22,8

Superior

20,1

23,6

22,9

24,5

a

26,9

Bolivia (Estado Plurinacional de), 2008

Colombia, 2010

Brasil, 2006

Honduras, 2005-2006

Perú, 2009

República Dominicana, 2007

Fuente: CELADE-División de Población de la CEPAL, sobre la base de encuestas de demografía y salud (DHS) y Centros para el Control y la Prevención de Enfermedades (CDC). a La mediana no pudo calcularse porque la mitad de las mujeres de 25 a 29 años aún no se habían unido o no tenían hijos.

Al comparar en el cuadro II.2 las edades medianas de las cohortes de mujeres más jóvenes (25 a 29 años) con las de edades más avanzadas (45 a 49 años), se aprecia que en general ha habido un rejuvenecimiento en la edad de inicio a la primera relación sexual, independientemente del nivel educativo. Este rejuvenecimiento también se manifiesta en el inicio de la unión y de la maternidad,

tanto en mujeres sin educación como en aquellas que alcanzaron los niveles de educación primaria o secundaria, 10

Cabe destacar que en Bolivia (Estado Plurinacional de), el Perú y Honduras no ha sido posible determinar la edad mediana a la primera unión y al primer hijo de las jóvenes de entre 25 y 29 años con nivel de educación superior porque la mitad de ellas aún no se habían unido ni tenían hijos.


Panorama social de América Latina t 2011

91

si bien se observa una clara postergación entre aquellas de nivel superior11. A través de los censos de población puede examinarse el porcentaje de mujeres que aún no han tenido hijos, comparando dos momentos censales. Como se ilustra en el recuadro II.2, en México y Panamá

existe una tendencia hacia la postergación de la maternidad (o incluso hacia un aumento de la nuliparidad final) influenciada fuertemente por la educación, y en la que las mujeres con nivel de instrucción superior muestran las variaciones más significativas.

Recuadro II.2 EL AUMENTO DE LA NULIPARIDAD (MUJERES QUE NO TIENEN HIJOS)

Al analizar los cambios en el calendario de la fecundidad, un indicador complementario es el porcentaje de mujeres que no han tenido hijos. Los censos de población constituyen una fuente relevante para obtener este indicador porque permiten una amplia desagregación respecto a otras variables de interés, en este caso la educación y la edad de las mujeres, sin verse afectado por limitaciones en el

número de casos o errores de muestreo, como sucede con las encuestas. De acuerdo con los dos censos de México y Panamá, el porcentaje de mujeres sin hijos aumenta según el nivel de instrucción de las mujeres, independientemente de la edad de las mismas, aunque de manera más notoria entre las más jóvenes (véanse los gráficos 1 y 2). Asimismo, el acceso a la educación superior constituye el punto

de inflexión. En México, más de la mitad (54%) de las mujeres de 30 años con universidad completa —al menos 17 años de estudio— aún no ha tenido hijos frente a solo un 15% de aquellas con menos de 7 años de estudio; en Panamá, la nuliparidad se presenta en el 47% de las mujeres de 30  años con más alto nivel educativo, frente a un 8% para aquellas que tienen a lo sumo 6 años de estudio.

Gráfico 1 MÉXICO: MUJERES SIN HIJOS SEGÚN AÑOS DE ESTUDIO, CENSOS DE 2000 Y 2010

(En porcentajes) A. Mujeres de 30 años

B. Mujeres de 40 años

50

50

40

40

30

30

20

20

10

10

0

0 0-6

7-9

10-12

13-16

17-22

0-6

7-9

10-12

13-16

17-22

Años de estudio

Años de estudio

2000

2010

Gráfico 2 PANAMÁ: MUJERES SIN HIJOS SEGÚN AÑOS DE ESTUDIO, CENSOS DE 1990 Y 2010

(En porcentajes) A. Mujeres de 30 años

B. Mujeres de 40 años

50

50

40

40

30

30

20

20

10

10

0

0 0-6

7-9

10-12

13-16

0-6

17-22

Años de estudio

10-12

13-16

17-22

Años de estudio

1990

Mientras que no se observan cambios significativos en la nuliparidad en las mujeres con 12 años o menos de estudio en los períodos intercensales considerados en los gráficos 1 y 2, sí se verifica un claro efecto temporal entre las mujeres con educación

7-9

2010

superior (13 años o más). Es decir, ya se trate de mujeres más jóvenes o de edades más avanzadas dentro del período reproductivo, el porcentaje de mujeres con educación superior que aún no ha tenido hijos resulta más elevado en el último censo respecto

de un censo anterior. Estos cambios en el tiempo indican que estas mujeres postergan el inicio de su maternidad. Es probable que en el futuro esta postergación conduzca a un aumento de la nuliparidad final.

Fuente: CELADE-División de Población de la CEPAL. 11

En varios países no fue posible determinar la edad mediana a la primera unión y al primer hijo de las jóvenes entre 25 y 29 años con nivel de educación superior debido a que más de la mitad de

ellas aún no se habían unido o no tenían hijos. Esto significa que en esos casos, la edad mediana del grupo de 25 a 29 años es superior a la del grupo de 45 a 49 años.


92

Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)

Lo anterior supone una cierta polarización en el calendario de la fecundidad según la educación, donde la enseñanza superior marca el punto de inflexión. Por una parte, se visualiza una tendencia a la convergencia en el inicio de la actividad sexual, entre las jóvenes de mayor y menor educación y, simultáneamente, una clara divergencia en la edad al casarse y al tener hijos, que se va profundizando conforme aumenta el nivel educativo. En el gráfico II.5 se ilustra este comportamiento para las mujeres de 30 a 34 años de cuatro países de la región; las mayores brechas se presentan al comparar el inicio de la sexualidad respecto al de la maternidad.

El hecho de que las mujeres de sectores sociales más privilegiados y más educados se caractericen por una postergación en la edad a la que contraen matrimonio y tienen hijos respalda la idea de que en estos sectores se ejerce una mayor autonomía frente a las decisiones sexuales y reproductivas. Asimismo, cuando se observan los promedios nacionales se aprecia que las transformaciones en el inicio de la nupcialidad y de la maternidad han sido modestas. Sin embargo, en un contexto de creciente incorporación de las mujeres a la educación superior, es muy probable que en los próximos años se registren modificaciones más intensas y, por ende, un mayor impacto sobre los niveles de fecundidad de la región.

Gráfico II.5 AMÉRICA LATINA (4 PAÍSES): EDAD MEDIANA A LA PRIMERA RELACIÓN SEXUAL, LA PRIMERA UNIÓN Y EL PRIMER HIJO DE MUJERES DE 30 A 34 AÑOS, SEGÚN NIVEL DE EDUCACIÓN (En años) A. Bolivia (Estado Plurinacional de), 2008

B. Colombia, 2010

30

30

25

25

20

20

15

15

10

10

5

5

0

0 Sin educación

Primaria

Secundaria

Sin educación

Superior

Primaria

Secundaria

Superior

D. República Dominicana, 2007

C. Perú, 2009 30

30

25

25

20

20

15

15

10

10

5

5

0

0 Sin educación

Primaria

Secundaria

Superior

Primera relación sexual

Sin educación

Primera unión

Primaria 1-4

Primaria 5-6

Secundaria

Superior

Primer hijo

Fuente: CELADE-División de Población de la CEPAL, sobre la base de encuestas de demografía y salud (DHS) y Centros para el Control y la Prevención de Enfermedades (CDC).


Panorama social de América Latina t 2011

93

D. Perspectivas futuras de la fecundidad sobre la base de los cambios educativos En la mayoría de los países de América Latina, la distribución educativa ha evolucionado rápidamente a lo largo de las últimas décadas. Al mismo tiempo, la diferencia de fecundidad por nivel de educación no solo se ha mantenido, sino que incluso ha aumentado en algunos países. Como consecuencia, cabría esperar descensos más rápidos de la fecundidad conforme una proporción creciente de mujeres alcancen mayores niveles de educación. La proyección de la fecundidad sobre la base de la distribución educativa de la población refuerza la conclusión de que los bajos niveles de fecundidad dominarán, crecientemente, el futuro demográfico y económico de la región, con fuertes implicancias en términos de economía del cuidado, participación laboral femenina y relaciones de dependencia en las familias.

1.

Los cambios en la distribución educativa de las mujeres en América Latina

En la mayoría de los países de América Latina, la distribución educativa ha evolucionado rápidamente a lo largo de las últimas décadas. Diversas fuentes de datos y estudios respaldan la existencia de esta tendencia (UNESCO, 2011; Barro y Lee, 2010; Lutz y Samir, 2011). Los cambios en el nivel educativo son evidentes en los censos nacionales de población, que constituyen la fuente de información principal para las estimaciones elaboradas por el Instituto Internacional para el Análisis de Sistemas Aplicados (IIASA) y por Barro y Lee (2010)12. Sobre la base de datos de un único censo, es posible observar diferencias en los niveles de educación por edad, logros que son reflejo de una expansión previa del sistema educacional. Estos datos ofrecen no solo un registro de cambios pasados, sino que también sirven de insumo para proyectar cambios futuros (véase Miller, 2006). Utilizando estimaciones de Barro y Lee (2010), en el gráfico II.6 se presenta la distribución de los niveles educativos de las mujeres mexicanas en 2010 por grupos quinquenales de edad. Es posible observar un gran cambio en la distribución educativa por edad. Un porcentaje importante de las mujeres mayores nunca asistió a la escuela; en particular, el 39% del 12

Los estudios de Barro y Lee presentan estimaciones de los niveles de educación por edad y sexo de 146 países, entre 1950 y 2010.

grupo de 75 años y más. Esta proporción fue disminuyendo en las cohortes más jóvenes, hasta llegar a 0 en la cohorte de menos edad, entre los 20 y los 24 años. Por su parte, se observa una trayectoria contraria en la proporción de mujeres que asiste a la universidad. Entre las mujeres mayores, el porcentaje es muy escaso, menos de un 3% entre las mayores de 75 años, pero ha aumentado de manera constante entre las cohortes más jóvenes alcanzando su punto máximo en la cohorte de 20 a 24 años, donde más de una de cada 4 mujeres jóvenes poseen alguna educación más allá de la secundaria. Estas diferencias por edad son principalmente reflejo de la expansión del sistema educativo a través del tiempo, aunque también de las tasas más altas de supervivencia de personas con mayor educación y diferencias en los patrones migratorios. La rápida transición educativa observada en México es una característica que comparten varios países de la región. La experiencia de los países de América Latina ha sido variada en los últimos 30 años. Algunos países, líderes en el logro educativo en 1980 mostraron poco progreso posterior, mientras que otros que partieron con bajos niveles educativos tuvieron un rápido progreso durante las tres últimas décadas. En consecuencia, el crecimiento de los sistemas nacionales educativos desde 1980 ha sido bastante heterogéneo en la región.


94

Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)

Gráfico II.6 MÉXICO: DISTRIBUCIÓN DE LAS MUJERES POR GRUPO DE EDAD Y NIVEL EDUCATIVO, 2010 (En porcentajes) 75 y más

11

47

39

70 a 74 65 a 69

21

52

22

60 a 64

21

52

22

55 a 59 50 a 54

40 a 44

30 a 34 3

20 a 24

19

56

19

23

64

9 0

16

52

26

25 a 29 2

15

49

31

4

12 15

44

35

6

35 a 39

10

6 12

44

35

6

6

30

48

11

45 a 49

20

30

Sin educación formal

4

30

48

11

40

3

13

52

31

27 50

Primaria

60

70

80

Secundaria

90

100

Terciaria

Fuente: R. Barro y J.W. Lee, “A new data set of educational attainment in the world, 1950-2010”, NBER Working Paper, Nº 15902, 2010.

En el gráfico II.7 se ilustra esta heterogeneidad al mostrar para diversos países de la región el número promedio de años de educación de las mujeres de 25 a 29 años (el grupo de edad cúspide de la maternidad en estos países) en 1980 y una generación más tarde, en 2010, sobre la base de los datos de Barro y Lee (2010). En la mayoría de los países, se observa que los sistemas educativos se expandieron rápidamente, lo que se ve reflejado en el aumento promedio de 3,5 años en la escolarización de las mujeres de 25 a 29 años. Las fuentes de datos para estas estimaciones suelen ser distintas de un país a otro y, como se señaló anteriormente, las estimaciones elaboradas por Barro y Lee y por el IIASA en cuanto a los niveles de educación y cambios en el tiempo suelen diferir13. Sin embargo, el patrón general de rápida transformación de la educación en América Latina y, en particular, su rápido crecimiento en algunos países, se registra en ambas fuentes. En este sentido, cabe destacar el caso de Bolivia (Estado Plurinacional de), que mostró un aumento en la escolaridad media de 7 años entre las mujeres de 25 a 29 años desde

2.

Gráfico II.7 AMÉRICA LATINA (20 PAÍSES): PROMEDIO DE ESCOLARIDAD DE LAS MUJERES DE 25 A 29 AÑOS, 1980 Y 2010 (En número de años) 12,3 12,2 11,6 11,4

Bolivia (Est. Plur. de) Chile Cuba Argentina

10,4 México, Panamá

Uruguay 8,6 Chile, Cuba 8,5 Argentina 8,3 Panamá 7,3 Ecuador, Costa Rica Perú Venezuela (Rep. Bol. de) Paraguay Bolivia (Est. Plur. de) Colombia México, Rep. Dominicana Honduras El Salvador Brasil

6,6 6,5 6,2 5,7 5,3 5,2 4,8 4,2 3,9 3,5

9,5 9,4 9,2 9,0 8,5 8,2 7,6

El Salvador, Brasil Rep. Dominicana, Uruguay Perú Costa Rica, Colombia Ecuador Honduras Venezuela (Rep. Bol. de)

7,0 Nicaragua

4,9 Guatemala

3,4 Haití

Guatemala 2,8 Nicaragua 2,5 Haití 1,6 1980

2010

Fuente: R. Barro y J.W. Lee, “A new data set of educational attainment in the world, 1950-2010”, NBER Working Paper, Nº 15902, 2010.

La contribución de los cambios en la distribución educativa al descenso de la fecundidad

Al mismo tiempo que los niveles educacionales de las mujeres han ido en aumento en la región, la fecundidad ha venido disminuyendo rápidamente, como se mostró en las secciones anteriores. También se mostró que los niveles educativos se correlacionan inversamente con la 13

1980, así como los del Brasil y México que mostraron incrementos de 6 años y 5,5 años, respectivamente. En la medida en que los comportamientos económicos y demográficos suelen diferir a causa de los distintos niveles educacionales, las proyecciones de la distribución que tendrá la educación constituyen importantes insumos para las proyecciones económicas y demográficas. Por ejemplo, los cambios en la distribución de la educación de la fuerza laboral generan condiciones favorables para un aumento más rápido del crecimiento económico, ya que una fuerza laboral más educada suele ser también más productiva. Del mismo modo, es probable que los cambios en la distribución de la educación conlleven un descenso más rápido de la fecundidad, puesto que las tasas de fecundidad son menores en las mujeres con mayores niveles de educación.En la siguiente sección se analiza el grado en que los cambios en la distribución de la educación han contribuido a aumentar la velocidad de descenso de la fecundidad.

Los estudios de IIASA ofrecen estimaciones de los niveles de educación por edad y sexo para 120 países desde 1970 hasta 2000 y, además, presentan varios escenarios de proyección entre 2005 y 2050.

fecundidad, de modo que las mujeres con mayores niveles de educación poseen índices más bajos de fecundidad. Una teoría acerca de las causas de la diferencia en la fecundidad por nivel educacional se centra en la modernización. La idea es que la diferencia observada es temporal y refleja discrepancias en el acceso y la participación en la vida moderna. Las fuerzas de la modernización se concentran inicialmente en las zonas urbanas, entre aquellos con un nivel de educación más alto, para luego extenderse


Panorama social de América Latina t 2011

a toda la sociedad. Así, los niveles bajos de fecundidad se observan primero entre los estratos más educados de la sociedad, pero con el tiempo se vuelven comunes a todos los demás grupos. De este modo, al observar el comportamiento reproductivo actual de las mujeres con educación universitaria, es posible entender el curso futuro de la fecundidad para todas las mujeres. En esta teoría, las diferencias que se observan hoy eventualmente desaparecerán, en la medida que la modernización se extienda a todos los sectores de la sociedad. Una teoría alternativa es la que considera la educación como un mecanismo de estratificación. En este caso, la educación es vista como una institución que, a la larga, clasifica a la población en diferentes tipos de trabajo. Las oportunidades laborales para las mujeres con bajo nivel educacional tienden a recaer en ocupaciones que no compiten de manera directa con la maternidad, mientras que los trabajos en que se enfocan las mujeres con alto nivel de educación sí lo hacen. En esta teoría, se espera que las diferencias en los niveles de fecundidad persistan en el tiempo según los distintos niveles de educación. En realidad, ambos tipos de mecanismos suelen operar al mismo tiempo y, de hecho, como se muestra en el cuadro II.1, en un número importante de países de América Latina, la diferencia de fecundidad por nivel de educación no solo se mantiene, sino que también aumenta. Pese a esto, existen razones para sospechar que la magnitud de esas diferencias se reducirá en el largo plazo, en la medida en que la disminución de la fecundidad entre las mujeres más educadas podría eventualmente detenerse, mientras la fecundidad entre las menos educadas podría seguir cayendo. Utilizando datos de las encuestas de demografía y salud, se determinó la contribución directa de los cambios en la distribución educativa al descenso de la fecundidad en cuatro países (Brasil, Bolivia (Estado Plurinacional de), Perú y Colombia) durante un período de 15 años. Para cada país se calculan dos niveles de fecundidad hipotética. El primero es el nivel de fecundidad que se alcanzaría si solo cambiase la distribución de la educación, mientras que los patrones de fecundidad en cada grupo de educación permanecen constantes. El segundo es el nivel de fecundidad que se alcanzaría si la distribución de la educación se mantuviera constante, y solo cambiasen los

3.

95

patrones de fecundidad dentro de cada grupo educativo. De esta manera, se puede valorar la magnitud del efecto tasa (debido al descenso de la fecundidad en cada grupo educacional) y del efecto composición (debido a los cambios en la distribución educacional) en las variaciones observadas en los niveles de fecundidad. En el gráfico II.8 se presentan los resultados de este ejercicio para los cuatro países. El descenso de la tasa global de fecundidad fue más rápido en el Brasil —de 1,9 hijos por mujer—, pero igualmente importante en los demás países —en Bolivia (Estado Plurinacional de) el descenso fue de 1,3 hijos; en el Perú de 1,0 y en Colombia de 0,8. En el Brasil, Bolivia (Estado Plurinacional de) y el Perú, el descenso de la fecundidad se ha debido principalmente a cambios en las tasas de fecundidad de los grupos educativos (efecto tasa), mientras que en Colombia, ambos efectos (tasa y composición) tuvieron la misma magnitud. Aun sin constituirse en la fuerza dominante en el descenso de la fecundidad, los cambios en la distribución educativa (efecto composición) han contribuido sustancialmente a la reducción: 0,7 nacimientos en el caso del Brasil, 0,4 nacimientos en el caso de Bolivia (Estado Plurinacional de) y Colombia, y 0,2 nacimientos en el caso del Perú. Gráfico II.8 AMÉRICA LATINA (4 PAÍSES): DESCOMPOSICIÓN DE LA DISMINUCIÓN DE LA TASA GLOBAL DE FECUNDIDAD EN EFECTO TASA Y EFECTO COMPOSICIÓN, DURANTE UN PERÍODO DE 15 AÑOS (En número de hijos por mujer) 0,7

1,2

Brasil, 1991-2006

0,4

0,9

Bolivia (Est. Plur. de), 1994-2008

0,2

0,8

Perú, 1991-2006

Colombia, 1995-2010

0,4

0,4

0

0,2

0,4

0,6

0,8

1,0

1,2

1,4

1,6

1,8

2,0

Descenso de la tasa global de fecundidad

Efecto tasa: debido al descenso de la fecundidad dentro de cada grupo educacional

Efecto composición: debido a cambios en la distribución educacional

Fuente: CELADE-División de Población de la CEPAL, sobre la base de encuestas de demografía y salud (DHS).

Evolución futura de la educación e impacto en la fecundidad

Las proyecciones realizadas por la División de Población de las Naciones Unidas ofrecen una respuesta a la posible evolución futura de la fecundidad. Estas se basan en la tendencia general de descenso de la fecundidad observada

en todos los países, otorgando una ponderación adicional a los patrones específicos observados en el país de interés (específicamente, utilizan un modelo jerárquico bayesiano para modelar la tasa de cambio en la tasa global de


96

Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)

fecundidad a partir de su nivel actual). Las proyecciones para América Latina apuntan a un número creciente de países que pronto tendrán niveles de fecundidad inferiores al nivel de reemplazo14. Otra manera de estudiar el futuro de la fecundidad en América Latina es a través de la proyección de la fecundidad basada en la distribución educativa de la población. A modo de ejemplo, se presentan a continuación proyecciones de este tipo para el Brasil, Colombia, el Perú y Bolivia (Estado Plurinacional de). Estas proyecciones se basan tanto en los futuros cambios en la distribución educativa de la población, como en los cambios en las tasas de fecundidad experimentados por cada grupo de educación. Los cambios en la composición educacional de la población femenina en edad reproductiva se obtienen a partir de las proyecciones elaboradas por el IIASA. Por otro lado, se asume que en cada grupo educativo las tasas de fecundidad seguirán disminuyendo al ritmo observado en los últimos 15 años y dirigiéndose hacia las tasas de fecundidad más bajas observadas en la población con mayor educación. En el Brasil, los índices de fecundidad entre las mujeres con educación universitaria, con edades comprendidas entre los 40 y los 49 años, fueron de 1,5 hijos por mujer en 2006, mientras que las tasas actuales de fecundidad son de un solo hijo por mujer. Para este ejercicio, se considerara que esta tasa de 1,0 es temporal, debido al retraso en la maternidad y que la tasa de estas cohortes será finalmente de 1,5 hijos por mujer. Para el resto de los grupos educativos, se asume que las tasas de fecundidad descenderán hacia este

mismo valor de 1,5 hijos por mujer, al ritmo observado históricamente en el Brasil. De hecho, para los cuatro países considerados en este ejercicio, se estableció 1,5 como el nivel de fecundidad mínimo admisible para el grupo con educación universitaria. En los cuatro países, los niveles actuales de fecundidad de las mujeres con educación universitaria son inferiores al nivel de reemplazo: 1,5 hijos por mujer en Colombia; 1,6 en el Perú, y 1,9 en Bolivia (Estado Plurinacional de). En el gráfico II.9 se presentan los resultados de este ejercicio de proyecciones (líneas rojas) junto con las proyecciones oficiales de las Naciones Unidas (líneas azules). Por lo general, los resultados de las dos metodologías coinciden acerca de la acentuada disminución futura de la fecundidad. En ambos casos se constató una reducción de la fecundidad, a 1,6 nacimientos en el Brasil y 1,9 nacimientos en Colombia, en los próximos 20 años. En el caso de Bolivia (Estado Plurinacional de) y el Perú, se encontró que, teniendo en consideración los rápidos cambios en la distribución de la educación, la disminución de la fecundidad seguirá un proceso aun más rápido, para situarse en 2030 en 2,4 hijos por mujer en Bolivia (Estado Plurinacional de) —alrededor de 0,2 nacimientos por debajo de la previsión de las Naciones Unidas— y 1,65 hijos por mujer en el Perú —alrededor de 0,3 nacimientos por debajo de la previsión de las Naciones Unidas. Pero la principal conclusión que se extrae de este análisis es que los resultados refuerzan la idea de que los bajos niveles de fecundidad dominarán, crecientemente, el futuro demográfico y económico de la región.

Gráfico II.9 AMÉRICA LATINA (4 PAÍSES): FUTUROS ESCENARIOS DE DISMINUCIÓN DE LA FECUNDIDAD (En número de hijos por mujer) A. Brasil, 2005-2030

B. Colombia, 2010-2030

3,3

3,3

3,0

3,0

2,7

2,7

2,4

2,4

2,1

2,1

1,8

1,8

1,5

1,5 2005

14

2010

2015

2020

2025

2030

Nivel al cual una generación no tendría la capacidad de reproducirse a sí misma. Véase la nota de pie de página núm. 4.

2005

2010

2015

2020

2025

2030


Panorama social de América Latina t 2011

97

Gráfico II.9 (conclusión)

C. Perú, 2005-2030

D. Bolivia (Estado Plurinacional de), 2010-2030

3,3

3,3

3,0

3,0

2,7

2,7

2,4

2,4

2,1

2,1

1,8

1,8

1,5

1,5 2005

2010

2015

2020

2025

2005

2030

Proyecciones del Instituto Internacional para el Análisis de Sistemas Aplicados (IIASA)

2010

2015

2020

2025

2030

Proyecciones oficiales de las Naciones Unidas

Fuente: Naciones Unidas, “World Population Prospects: The 2010 Revision” [CD-ROM], División de Población, 2011; Proyecciones basadas en educación: CEPAL sobre la base del modelo del CELADE-División de Población de la CEPAL para proyección de la fecundidad basada en la distribución educativa de la población.

En el cuadro II.3 se presentan varias características sobresalientes de este futuro de baja fecundidad. En la actualidad, hay cinco países en América Latina con una fecundidad por debajo del nivel de reemplazo: Brasil, Chile, Costa Rica, Cuba y Uruguay. En los próximos 15 años, siete países más cruzarán este umbral: Argentina, Colombia, El Salvador, Ecuador, México, Nicaragua, Perú y Venezuela (República Bolivariana de). Dentro de una generación, prácticamente todos los países de América Latina alcanzarán niveles de fecundidad por debajo del nivel de reemplazo. La emergencia de bajos niveles de fecundidad en la región tendrá diversas consecuencias. En términos demográficos se

observa un descenso continuo en el número de nacimientos. Los nacimientos ya han alcanzado sus niveles máximos en la mayoría de los países de la región y actualmente están disminuyendo. Por ejemplo, el año en que mayor número de nacimientos hubo en Cuba fue 1965, en el Brasil 1983 y en el Perú 1991 (véase el cuadro II.3). Estas cohortes numerosas son reemplazadas por cohortes en las que cada vez se producen menos nacimientos, lo que envejece gradualmente la población. Estos cambios, como se verá en los capítulos siguientes, tienen fuertes implicancias en términos de economía del cuidado, participación laboral femenina y relaciones de dependencia en las familias.

Cuadro II.3 AMÉRICA LATINA (20 PAÍSES): PRINCIPALES CARACTERÍSTICAS RELACIONADAS CON LA BAJA FECUNDIDAD País Cuba Chile Brasil Costa Rica Uruguay El Salvador México Argentina Colombia Ecuador Perú Nicaragua Venezuela (República Bolivariana de) República Dominicana Panamá Haití Honduras Paraguay Bolivia (Estado Plurinacional de) Guatemala

Año en que los nacimientos alcanzan su máximo nivel 1965 1962 1983 1989 1974 1979 1991 1993 2007 2000 1991 1992 2010 2006 2005 1996 2018 2020 2028 2053

Año en que la fecundidad cae por debajo del nivel de reemplazo a 1979 2000 2005 2005 2009 2016 2017 2018 2021 2024 2024 2025 2025 2027 2027 2040 2040 2042 2053 2071

Año en que el país se convierte en economía envejecida b 2005 2022 2026 2026 2019 2041 2033 2025 2031 2036 2038 2044 2037 2040 2034 2050 2049 2048 2050 2050

Fuente: Columnas 1 y 2: Naciones Unidas, “World Population Prospects: The 2010 Revisión” [CD-ROM], División de Población, 2011; Columna 3: CEPAL sobre la base de datos de las cuentas nacionales de transferencias. Tasa global de fecundidad menor que 2,1 hijos por mujer. b Año en que el consumo de los adultos mayores (más de 60 años) supera el de los niños (de 0 a 14 años). a


98

Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)

Un dato que ilustra cabalmente el impacto económico del envejecimiento de la población es el año en el cual los países se convertirán en economías envejecidas, o sea en el que el consumo económico de los adultos mayores excederá el de los niños. Utilizando proyecciones basadas en los datos del proyecto de las cuentas nacionales de transferencias se observa que en el caso de Cuba esta fecha ya pasó hace varios años (véase el cuadro II.3).

Dentro de los próximos 15 años, se espera que otros cinco países destinen más recursos a los adultos mayores que a los niños: Chile, Brasil, Costa Rica, Uruguay y Argentina. En los 15 años siguientes, se espera que otros siete países pasen este umbral, mientras que dentro de una generación, la economía envejecida se convertiría en la forma dominante de economía en América Latina, así como en casi todo el resto del mundo.

Recuadro II.3 EL PROYECTO DE LAS CUENTAS NACIONALES DE TRANSFERENCIAS

Desde 2007, el Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE) - División de Población de la CEPAL coordina el proyecto regional para América Latina y el Caribe de las cuentas nacionales de transferencias (véase [en línea] http:// www.cepal.org/celade/transferencias_ intergeneracionales) con el apoyo financiero del Centro Internacional de Investigaciones para el Desarrollo (CIID) del Canadá y de la Universidad de California en Berkeley. El proyecto cuenta con la participación de la Argentina, el Brasil, Chile, Colombia, Costa Rica, Jamaica, México, el Perú y el Uruguay, y se desarrolla en el marco del proyecto global de cuentas nacionales de transferencias (National Account Transfers) coordinado por el Centro sobre la Economía y Demografía del Envejecimiento de la Universidad de California en Berkeley y el Programa de Estudios sobre Población y Salud del Centro Este-Oeste de Estudios sobre Población y Desarrollo en Hawai. En

la actualidad, el proyecto global (véase [en línea] http://www.ntaccounts.org) cuenta con la participación de 34 países de diferentes regiones del mundo. El sistema de las cuentas nacionales de transferencias (CNT) proporciona un enfoque integral para medir la totalidad de los flujos económicos agregados en las distintas edades y a través del tiempo. Las cuentas incluyen flujos relativos a acumulación de capital y a transferencias, y distinguen las transferencias mediadas por las instituciones públicas de las que tienen lugar en el ámbito privado. Las estimaciones se basan, en gran medida, en las encuestas de hogares sobre ingresos, gastos, activos, fuerza de trabajo y transferencias, además de registros administrativos detallados disponibles en diferentes organismos gubernamentales. Asimismo, los flujos agregados se estiman de manera coherente con el Sistema de Cuentas Nacionales de las Naciones Unidas.

Debido a que la actividad económica varía considerablemente según la edad, los cambios en la estructura de edades en las próximas décadas tendrán un impacto significativo en las economías nacionales, los presupuestos públicos y la deuda nacional. La metodología de las cuentas nacionales de transferencias permite realizar pronósticos fiscales de largo plazo, que son de especial interés para los gobiernos debido a: i) la importancia de las inversiones de largo plazo, como la educación pública; ii) la necesidad de un enfoque de largo plazo con miras a abordar muchos de los problemas sociales, cuya resolución puede llevar décadas de esfuerzos concertados, como sucede con la desigualdad, y iii) los cambios o correcciones marginales que promueve este enfoque, que no solo son políticamente más factibles de implementar, sino que evitan la imposición de una carga injusta para cualquier generación en particular y permiten transiciones suaves en las políticas fiscales y de gasto público.

Fuente: Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE) – División de Población de la CEPAL.

E. Fecundidad adolescente: Una prioridad para la acción y la investigación La baja de la fecundidad adolescente ha sido mucho más moderada que la caída de la fecundidad total. En muchos países de la región incluso se registró un aumento de la fecundidad adolescente durante la década de 1990, mientras la fecundidad total descendía significativamente. Asimismo, la desigualdad en los niveles de fecundidad de los distintos grupos educativos suele ser particularmente acentuada en el caso de la maternidad adolescente. La evidencia respecto de la reducción del porcentaje de nacimientos planeados entre las madres adolescentes es un aliciente y un poderoso argumento para redoblar las políticas y programas públicos de salud sexual y reproductiva dirigidos a este grupo.


Panorama social de América Latina t 2011

1.

Tendencias de la fecundidad adolescente

a) Las tendencias regionales: África subsahariana y América Latina La ampliación del listado de metas de los ODM —aprobada políticamente en la Cumbre Mundial de 2005 e implementada operativamente desde 2007—, incluyó la incorporación de una meta sobre acceso universal a la salud reproductiva, entre cuyos indicadores figura la tasa de natalidad entre las adolescente15. Desde entonces, la subregión que aparece con mayor fecundidad adolescente del mundo en los informes de seguimiento de los ODM es el África subsahariana, con tasas que bordean el 120 por 1.000. Le sigue América Latina, con una tasa actual todavía superior al 80 por 1.000, y el Caribe, con una tasa del 70 por 1.000. La media actual de los países desarrollados es del 24 por 1.000 y la de los países en desarrollo del 54 por 1.000 (véase el gráfico II.10). A diferencia del África subsahariana, donde la fecundidad total aún es elevada, en América Latina la tasa global de fecundidad ha caído fuertemente en las últimas décadas. De ahí que la alta fecundidad adolescente de América Latina pueda considerarse una “anomalía” en el concierto mundial. Cabe destacar que esta situación es común a casi todos los países 15

99

La fecundidad adolescente se mide mediante una tasa demográfica clásica que capta la intensidad de la reproducción entre las adolescente durante un año calendario. Esta tasa se calcula como el cociente entre los nacidos vivos de ese año cuyas madres tenían entre 15 y 19 años de edad (numerador) y la población media de mujeres de 15 a 19 años de edad de ese mismo año. Típicamente los nacidos vivos de madres menores de 15 años se incorporan al numerador, por lo cual su valor sobreestima esta fecundidad aunque casi siempre de manera ligera porque son pocos los nacimientos de madres menores de 15 años. En términos de interpretación, un valor del 70 por 1.000, por ejemplo, significa que, suponiendo que una mujer no puede tener más de un hijo en un año calendario, 70 de cada 1.000 adolescentes (mujeres de 15 a 19 años de edad) fueron madres durante ese año calendario. La maternidad adolescente, en cambio, se mide mediante una proporción que capta la frecuencia relativa de este atributo (haber sido madre) entre las adolescentes en un momento dado del tiempo. Su valor evidencia el riesgo relativo del evento maternidad para dicha población. Si se calcula para la edad exacta 20 indica la probabilidad de ser madre durante la adolescencia. Cuando se usan censos como fuente, el numerador son las mujeres de 15 a 19 años que declaran haber tenido uno o más hijos nacidos vivos. Cuando se usan encuestas especializadas (encuestas de demografía y salud y encuestas de salud sexual y reproductiva) este numerador normalmente corresponde a las mujeres de 15 a 19 años que declaran haber tenido uno o más hijos nacidos vivos y las mujeres que están embarazadas por primera vez. En ambos casos el denominador son todas las mujeres de 15 a 19 años de edad.

de la región, que sobresalen por una fecundidad adolescente bastante superior a la que cabría esperar considerando sus tasas globales de fecundidad (Rodríguez, 2011). De manera general, estos resultados sugieren que los cambios socioeconómicos estructurales, las transformaciones culturales y los programas públicos que impulsaron el descenso rápido y sostenido de la fecundidad total, no tuvieron el mismo efecto en la fecundidad adolescente. b) Las tendencias nacionales: Diversidad de casos y variaciones según períodos El descenso de la fecundidad en América Latina ha afectado a todas las edades y no hay duda de que la fecundidad adolescente actual de la región es más baja que al inicio de la caída sostenida de la fecundidad a mediados de la década de 1960. Ahora bien, cuando se comparan las caídas de la fecundidad total y de la fecundidad adolescente emerge un patrón indiscutible: la baja de la fecundidad adolescente ha sido mucho más moderada. Incluso en algunos pocos países, en particular aquellos donde disminuyó primero la fecundidad total como la Argentina y el Uruguay, la fecundidad adolescente es actualmente más alta que la registrada en 1960 (Rodríguez, 2011). Adicionalmente, cuando se examinan las tendencias para períodos más cortos y recientes se advierte que durante la década de 1990 casi todos los países de la región registraron un aumento de la fecundidad adolescente, mientras la fecundidad total caía de manera pronunciada. En el gráfico II.11 se presenta el cambio en la maternidad adolescente entre las décadas de 1990 y de 2000. Los censos de la década de 2010 permitirán actualizar el diagnóstico respecto de la tendencia de la maternidad adolescente. En lo inmediato, los resultados de Panamá y México 2010 muestran evoluciones dispares: un ligero aumento entre 2000 y 2010 en el caso de México, y una reducción en el caso de Panamá en el mismo período. Si se usa el porcentaje de adolescentes madres o embarazadas por primera vez registrado en encuestas especializadas de las décadas de 1980 o de 1990, por una parte, y de la década de 2000, por la otra, se aprecia un panorama más matizado: en seis países se registra un descenso de la maternidad adolescente y en cinco un aumento (véase el cuadro II.4). En suma, estas cifras ratifican la trayectoria distintiva y resistente a la baja de la reproducción adolescente en gran parte de los países de la región en las últimas dos décadas.


100

Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)

Gráfico II.10 MUNDO (12 REGIONES): TASA DE FECUNDIDAD ADOLESCENTE, 1990, 2000 Y 2008 (Nacimientos por 1.000 mujeres de 15 a 19 años)

Gráfico II.11 AMÉRICA LATINA (17 PAÍSES): VARIACIÓN DE LA MATERNIDAD ADOLESCENTE ENTRE LOS CENSOS DE LA DÉCADA DE 1990 Y DE 2000 a (En puntos porcentuales)

Regiones en desarrollo 6

Regiones desarrolladas Asia oriental

4

Cáucaso y Asia central

2

África septentrional 0

Asia sudoriental

-2

Asia occidental Asia meridional

-4

Oceanía

20

40

60

80

2000

100

120

140

1990

Fuente: Naciones Unidas, Objetivos de Desarrollo del Milenio. Informe de 2011, Nueva York, 2011 [en línea] http://www.un.org/es/comun/docs/? path=/spanish/millenniumgoals/pdf/11-31342(S)MDG_Report_ 2011_Book_LR.pdf.

Uruguay, 1985-1995

Paraguay, 1992-2002

Perú, 1993-2007

Panamá, 1990-2010

México, 1990-2010

Nicaragua, 1995-2005

Honduras, 1988-2001

Guatemala, 1994-2002

Ecuador, 1990-2001

El Salvador, 1992-2007

Costa Rica, 1984-2000

Colombia, 1993-2004/2005

Chile, 1992-2002

Venezuela (Rep. Bol. de), 1990-2001

0

2008

Brasil, 1991-2000

Argentina, 1991-2001

América Latina África Subsahariana

Bolivia (Est. Plur. de), 1992-2001

-6

El Caribe

Fuente: J. Rodríguez, “Latin America: high adolescent fertility amid declining overall fertility”, documento presentado en la reunión del Grupo de Expertos sobre adolescencia, juventud y desarrollo, Nueva York, 21 y 22 de julio de 2011 [en línea] http://www. un.org/esa/population/meetings/egm-adolescents/p01_rodriguez.pdf. a Porcentaje de mujeres de 15 a 19 años que declaran haber tenido uno o más hijos nacidos vivos en el censo.

Cuadro II.4 AMÉRICA LATINA (11 PAÍSES): MUJERES DE 15 A 19 AÑOS QUE SON MADRES POR PRIMERA VEZ O ESTÁN EMBARAZADAS, ENCUESTAS DE 1985-1999 Y 2005-2010 Encuestas de 1985 a 1999 Encuestas de 2005 a 2010 (1) (2) (en porcentajes)

País y fecha de las encuestas

Variación a (2) - (1) (en puntos porcentuales)

Bolivia (Estado Plurinacional de): Encuestas de demografía y salud (DHS) 2008 y 1989

17,2

17,9

0,7

Brasil: Encuesta nacional de demografía y salud (PNDS) 2006, DHS 1986

13,3

22,3

9,8

Colombia: DHS 2010, DHS 1986

13,6

19,5

5,9

República Dominicana: DHS 2007, DHS 1996 Ecuador: Encuesta Demográfica y de Salud Materna e Infantil (ENDEMAIN) 2004, DHS 1987 El Salvador: Encuesta Nacional de Salud Familiar (FESAL) 2008, DHS 1985

22,7

20,6

-2,1

17,0

19,4

2,4

26,6

22,8

-3,8

Guatemala: DHS 2008, DHS 1987

22,8

21,8

-1,0

Haití: DHS 2005-2006, DHS 1994-1995

14,5

14,0

-0,5

Nicaragua: Encuesta de salud sexual y reproductiva (IRHS) 2006, DHS 1998

27,0

25,2

-1,8

Paraguay: IRHS 2008, DHS 1990 Perú: Encuesta Nacional Demográfica y de Salud Familiar (ENDES) continua 2009, DHS 1986

16,8

11,6

-5,2

12,7

13,7

1,0

Fuente: Macro International Inc, “MEASURE DHS STATcompiler”, mayo de 2011 [en línea] http://www.measuredhs.com; Brasil: Ministerio de Salud, “Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), 2006. Relatório”, Brasilia, 2008, pág. 126; Colombia: PROFAMILIA “Informe de la Encuesta Nacional de Demografía y Salud (ENDS) 2010”, Bogotá, 2011, pág. 114; Perú: Instituto Nacional de Estadística e Informática (INEI), “Encuesta Demográfica y de Salud Familiar (ENDES) Continua, 2009. Informe principal”, Lima, 2010, pág. 88. a Un valor positivo significa un aumento.

2.

Determinantes de la fecundidad adolescente

a) Los determinantes próximos En el caso de la fecundidad adolescente, el análisis de los determinantes próximos de la fecundidad presentan algunas limitaciones importantes, debido principalmente a las dificultades para estimar la intensidad de la actividad sexual y la efectividad del uso de anticonceptivos (Rodríguez, 2009).

Respecto de la actividad sexual, los indicadores más usados, ninguno de los cuales logra captar con rigor la exposición al riesgo en toda su magnitud, sugieren un aumento de su frecuencia durante la adolescencia, lo que tiende a elevar la probabilidad de embarazo adolescente. En el cuadro II.5 se presentan los porcentajes acumulados de mujeres con actividad sexual al inicio, al medio y al final de las edades consideradas como “adolescencia” en este


Panorama social de América Latina t 2011

101

texto. Casi sin excepción los porcentajes tienden a aumentar en todas las edades entre la década de 1980 y la de 2000, siendo una excepción el caso de Guatemala. Se verifica, además, que este adelantamiento de la actividad sexual no ha ido acompañado de una unión más temprana, lo que implica un aumento en la actividad sexual premarital. Esta creciente desvinculación entre la iniciación de la actividad

sexual en la adolescencia, por una parte, y, por otra, la unión en esa etapa, lleva a concentrar el análisis y los cálculos en los y las adolescentes sexualmente activos, independiente de la condición de unión. No obstante, el patrón de unión todavía sigue siendo clave, por cuanto la actividad sexual en su marco suele tener muchas más probabilidades de transformarse en un embarazo y un nacimiento.

Cuadro II.5 AMÉRICA LATINA (11 PAÍSES): MUJERES DE 20 A 24 AÑOS QUE SE HABÍAN UNIDO A LOS 15, 18 Y 20 AÑOS, Y QUE SE HABÍAN INICIADO SEXUALMENTE A ESAS EDADES, DOS PUNTOS EN EL TIEMPO (En porcentajes) Mujeres unidas

Países, años y variación a en el período de referencia Bolivia (Estado Plurinacional de) 2008 Bolivia (Estado Plurinacional de) 1989 Variación 1989-2008 Brasil 2006 Brasil 1986 Variación 1986-2006 Colombia 2010 Colombia 1986 Variación 1986-2010 Ecuador 2004 Ecuador 1987 Variación 1987-2004 El Salvador 2008 El Salvador 1985 Variación 1985-2008 Guatemala 2002 Guatemala 1987 Variación 1987-2002 Haití 2006 Haití 1995 Variación 1995-2006 Honduras 2006 Honduras 1996 Variación 2006-1996 Paraguay 2008 Paraguay 1990 Variación 1990-2008 Perú 2009 Perú 1986 Variación 1986-2009 República Dominicana 2007 República Dominicana 1996 Variación 1996-2007

Mujeres iniciadas sexualmente

15 años

18 años

20 años

15 años

18 años

20 años

3,2 5,1 -1,9 10,5 3,7 6,8 5,6 4,3 1,3 3,8 5,8 -2,0 5,0 6,2 -1,2 8,1 12,4 -4,3 5,6 4,8 0,8 10,8 7,9 2,9 1,8 3,1 -1,3 3,4 2,3 1,1 13,8 10,8 3,0

21,7 23,7 -2,0 35,6 21,8 13,8 23,0 23,3 -0,3 22,2 26,0 -3,8 25,4 37,7 -12,3 35,0 41,2 -6,2 29,9 23,8 6,1 38,8 36,8 2,0 17,0 24,2 -7,2 19,0 19,9 -0,9 39,6 37,6 2,0

35,8 40,7 -4,9 50,1 39,5 10,6 37,2 37,2 0,0 40,9 43,9 -3,0 42,4 58,5 -16,1 50,4 60,0 -9,6 47,9 44,8 3,1 54,4 55,8 -1,4 33,7 40,5 -6,8 34,2 35,8 -1,6 53,7 53,4 0,3

6,6 9,5 -2,9 14,4 6,1 8,3 13,8 6,1 7,7 9,2 8,4 0,8 10,7 6,7 4,0 12,2 13,9 -1,7 13,5 9,2 4,3 12,3 10,4 1,9 8,1 5,3 2,8 7,1 5,7 1,4 16,3 12,5 3,8

40,1 36,9 3,2 58,4 29,8 28,6 60,3 30,9 29,4 37,6 32,1 5,5 40,4 32,9 7,5 41,7 44,7 -3,0 53,4 40,8 12,6 45,4 44,1 1,3 47,8 38,6 9,2 38,7 28,8 9,9 51,0 42,1 8,9

62,5 56,9 5,6 78,7 48,1 30,6 82,2 49,0 33,2 58,1 50,9 7,2 60,5 48,6 11,9 57,6 62,5 -4,9 72,9 61,8 11,1 64,0 63,1 0,9 76,6 60,8 15,8 61,1 47,5 13,6 70,8 59,3 11,5

Fuente: Macro International Inc, “MEASURE DHS STATcompiler”, mayo de 2011 [en línea] http://www.measuredhs.com; Brasil, primera unión: Ministerio de Salud, “Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde de Criança e da Mulher (PNDS), 2006. Relatório”, Brasilia, 2008, pág. 161; primera relación sexual: procesamiento especial de la base de datos; El Salvador: Asociación Demográfica Salvadoreña (ADS), “Informe final FESAL 2008”, San Salvador, 2009, pág. 69; Paraguay: Centro Paraguayo de Estudios de Población (CEPEP), “Informe Nacional de Demografía y Salud Sexual y Reproductiva (ENDSSR) 2008”, pág. 115; Perú: Instituto Nacional de Estadística e Informática (INEI), “Encuesta Demográfica y de Salud Familiar (ENDES) Continua, 2009. Informe principal”, Lima, 2010, pág. 123 (primera unión) y pág.126 (primera relación sexual). a En puntos porcentuales.

La única manera de que las tendencias de las dos variables intermedias antes descritas no se traduzcan en un alza de la fecundidad adolescente es mediante un aumento significativo del uso eficiente de anticonceptivos modernos durante la adolescencia. Y si bien los indicadores tradicionales de cobertura muestran un aumento, el análisis detallado de este uso lleva a una conclusión mucho menos alentadora. Primero, porque parte del aumento del uso de anticonceptivos corresponde a mujeres que comienzan a utilizarlos después de haber tenido su primer hijo, lo que obviamente no sirve para evitar la maternidad adolescente (aunque sí un segundo

embarazo). Asimismo, el uso suele ser menos constante y eficiente entre los y las adolescentes, por lo cual su aumento tiene un efecto protector menor que en otras edades. Por último, la iniciación sexual protegida, el indicador más relevante para pronosticar una adolescencia sin hijos, aún registra niveles ínfimos en buena parte de los países16. 16

Por ejemplo, en El Salvador en 2008 menos de una cuarta parte de las mujeres de 15 a 24 años usaron anticonceptivos modernos en su primera relación sexual (Informe final FESAL 2008). En el Ecuador en 2004 esta proporción fue inferior al 10% (véase [en línea] http://www.measuredhs.com).


102

Finalmente, respecto del aborto, la evidencia en la región es escasa y fragmentaria. Solo recientemente las encuestas internacionales de demografía y salud (DHS) y de salud sexual y reproductiva (IRHS) han incluido consultas sobre abortos inducidos pero las validaciones técnicas de sus resultados aún están pendientes. Las estadísticas oficiales de Cuba, donde el aborto es legal, sugieren que tiene un efecto importante sobre el nivel de la fecundidad adolescente y que, pese a ello, la maternidad temprana es mayor de lo que cabría esperar a la luz de los bajos índices de fecundidad de ese país17. En Chile, donde el aborto es ilegal, datos recientes revelan que se ha practicado al menos un aborto en un 6% de las mujeres que han tenido embarazos no planificados (INJUV, 2010). El porcentaje es mucho más alto en la declaración masculina, pero las respuestas de los hombres en estos temas suelen ser menos confiables y consistentes. Pese a su importancia, la escasez de información obliga a excluir este determinante próximo del análisis que se presenta en este capítulo.

Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)

ya que en todos los países el porcentaje de nacimientos que calificaban como “deseados cuando ocurrieron” era mayor cuando correspondían a nacimientos en mujeres menores de 20 años. Las encuestas de la década de 2000, en cambio, evidencian: i) una reducción sistemática y significativa en algunos países de la deseabilidad de los hijos concebidos durante la adolescencia y ii) niveles de deseabilidad menores entre los nacimientos en la adolescencia que en el total de nacimientos en la mayoría de los países. Gráfico II.12 AMÉRICA LATINA (11 PAÍSES): EVOLUCIÓN DE LA DESEABILIDAD a DE LOS EMBARAZOS TOTALES Y DE LOS EMBARAZOS ANTES DE LOS 20 AÑOS, DIVERSOS PERÍODOS (En porcentajes) 90 80 70 60 50

b) Fecundidad no deseada y derechos sexuales y reproductivos: una cuestión crítica

40 30 20

17

18

En 2000 la tasa de fecundidad adolescente era del 50 por 1.000, baja para el contexto latinoamericano, pero alta si se compara con la tasa global de fecundidad de ese año de 1,6 hijos. La tasa de embarazo adolescente correspondiente a ese mismo año se estimó en casi el 200 por 1.000; prácticamente toda la diferencia entre la tasa de embarazo y la de fecundidad se debe al aborto inducido (Rodríguez, 2005). “….con pocas excepciones, el grupo etario de madres de 15-19 años tiene el mayor porcentaje de hijos deseados, e incluso planificados” (Guzmán y otros, 2011, pág. 43).

15 a 19 años

Perú, 2009 Perú, 1996

Paraguay, 2008 Paraguay, 1990

Nicaragua, 2006 Nicaragua, 1998

Honduras, 2005-2006 Honduras, 2001

Haití, 2005-2006 Haití, 1994-1995

Guatemala, 2008 Guatemala, 1995

El Salvador, 2008 El Salvador, 2002

Colombia, 2010 Colombia, 1990

Brasil, 2006 Brasil, 1996

0

Bolivia (Est. Plur. de), 2008 Bolivia (Est. Plur. de), 1994

10

En América Latina hay una larga tradición de estudios e investigadores que sugieren que la reproducción adolescente es deseada, en particular más deseada que a otras edades18. Los argumentos para justificar esta posición van desde la demografía (por el orden de nacimiento, ya que los nacimientos de orden uno son más deseados, y la gran mayoría de los nacimientos de madres adolescentes son de orden uno) hasta la antropología (la existencia de pautas culturales que valoran la reproducción temprana), pasando por la sociología (la maternidad temprana como opción que da sentido y genera un proyecto de vida, en particular en contextos de escasos o nulos proyectos alternativos) (Oliveira y Vieira, 2010; Binstock y Pantelides, 2006; UNFPA/CENEP, 2005; Stern, 1997). Estos argumentos, probablemente válidos en el pasado, chocan con la evidencia actual. En el gráfico II.12 se muestra cómo ha cambiado la deseabilidad de los nacimientos en los cinco años previos a la encuesta, tanto para las adolescentes como para el total de mujeres de 15 a 49 años. Las encuestas de las décadas de 1980 y 1990 validan la hipótesis de la mayor deseabilidad

Total

Fuente: ICF Macro, “Demographic and Health Surveys, Measure DHS Statcompiler” [en línea] http://www.measuredhs.com [fecha de consulta: 7 de junio de 2011]; Ministerio de Salud del Brasil, “Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS) 2006. Relatório”, Brasilia, 2008, cuadro 6; Instituto Nacional de Estadística e Informática del Perú (INEI), “Encuesta Demográfica y de Salud Familiar (ENDES). Continua, 2009. Informe principal”, Lima, 2009, cuadro 6.11. a Se refiere al momento del nacimiento.

Estos hallazgos son de la mayor relevancia para efectos de política, pues anticipan mayores necesidades en materia de servicios de salud sexual y reproductiva —en particular acceso a anticonceptivos (véase el recuadro II.4)— y sugieren un terreno propicio para los programas destinados a promover conductas preventivas en materia de embarazo adolescente. En la década de 1960 los altos niveles de fecundidad no deseada que detectaron las encuestas del Programa de Encuestas Comparativas de Fecundidad en América Latina (PECFAL) entre las mujeres de varias ciudades de América Latina (CELADE/CFSC, 1972) sirvieron para justificar los programas de planificación familiar en la subregión. Ahora, la evidencia respecto de la reducción del porcentaje de nacimientos planeados entre las madres adolescentes es un aliciente y un poderoso argumento para redoblar las políticas y programas públicos de salud sexual y reproductiva dirigidos a este grupo.


Panorama social de América Latina t 2011

103

Recuadro II.4 LAS DIFICULTADES DE ACCESO A LOS ANTICONCEPTIVOS DE LAS ADOLESCENTES LATINOAMERICANAS

Las razones para no usar anticonceptivos en la primera relación sexual constituyen un insumo relevante para las políticas y programas de salud sexual y reproductiva dirigidos a adolescentes. En efecto, si esta ausencia de uso se debiera a deseos explícitos de tener hijos, las políticas deberían centrarse más en esas expectativas, ya que los programas de ampliación de acceso a medios anticonceptivos no tendrían mayor éxito mientras ellas persistieran. Ahora bien, de acuerdo con los datos esto no parece ser el caso ya que las razones para no usar anticoncepción en la primera relación sexual tienen poca relación con el deseo de tener hijos y se vinculan, en cambio, con la insuficiencia preventiva y las barreras de acceso a anticonceptivos. La insuficiencia preventiva corresponde a respuestas como “no esperaba tener relaciones” (32,2%, El Salvador 2008, Informe final de la Encuesta Nacional de Salud Familiar (FESAL) 2008, cuadro 7.12), “descuido” (44,1%, Paraguay 2008, Informe final de la Encuesta Nacional de Demografía y

Salud Sexual y Reproductiva (ENDSSR) 2008, cuadro 7.13) o “irresponsabilidad” (28,1%, Chile, 2009, procesamiento especial de la base de datos de la Encuesta Nacional de Juventud (ENAJU) 2009) a. Las barreras de acceso se reflejan en respuestas del tipo “no conocía métodos”, (15,2% en el Paraguay y 15% en El Salvador), “el compañero se opuso” (8,2% en El Salvador) o “no pudo conseguir un método” (Chile, 9,3% en el caso de mujeres y 16% en el de hombres). El porcentaje de casos en que el deseo de tener hijos fue la razón para no utilizar métodos anticonceptivos fue del 12,2% en El Salvador, el 4,6% en el Paraguay y el 5,7% en Chile. Cabe destacar que en los casos del Paraguay, El Salvador y el Ecuador se distingue entre iniciación sexual marital (en una unión) y premarital (sin unión), siendo bastante diferente entre ambas la estructura de las razones para no usar métodos anticonceptivos, pues en las maritales es más alto el deseo de tener hijos, de hecho, es la razón principal en el Salvador 2008 b.

Estos datos, refuerzan las intrincadas relaciones entre actividad sexual, unión y embarazo en la adolescencia. Por un lado, aumenta la actividad sexual previa a la unión, lo que en principio reduce la relevancia de la unión para explicar la fecundidad adolescente. Pero, por otro, gran parte de las adolescentes latinoamericanas, en particular las pobres, se unen temprano y al hacerlo muchas ya tienen expectativas de reproducción temprana explícitas, con lo cual el inicio de la unión sigue anticipando una reproducción pronta. Esto es particularmente claro en el caso de las uniones tempranas producto de pautas culturales, como ocurre en muchas poblaciones indígenas. Pero también parece ser el caso de algunas adolescentes urbanas pobres, que ven en la unión y la formación de familia —es decir, tener hijos— la posibilidad de adquirir un espacio propio y un sentido vital, en un marco de escasas opciones alternativas c.

Fuente: Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE)-División de Población de la CEPAL. a En el caso de Chile 2009 (INJUV, 2010) se aceptaron hasta tres razones, por lo cual la suma de los porcentajes puede superar el 100%. b La iniciación sexual premarital no significa iniciación con parejas casuales. En el caso de El Salvador 2008, por ejemplo, la pareja sexual de las mujeres de 15 a 24 años iniciadas premaritalmente fue en un 91,4% de los casos el novio y solo en un 1,5% se trató de una relación casual (FESAL 2008, cuadro 7.7). c No obstante, no está claro que gracias a la unión y reproducción tempranas se adquiera un espacio propio o se inicie un proyecto de vida. De hecho, la evidencia disponible sugiere que la tendencia va en dirección contraria, ya que ha aumentado la proporción de madres adolescentes solteras o de madres adolescentes que viven con sus padres sin constituir hogares propios.

3.

Fecundidad adolescente en América Latina: Una expresión de las desigualdades sociales

La desigualdad que se registra en los niveles de fecundidad entre grupos educativos suele ser particularmente acentuada en el caso de la maternidad adolescente. Esta estrecha vinculación entre educación y maternidad adolescente ha alentado expectativas de un descenso sostenido de la fecundidad adolescente en concomitancia con la previsible expansión de la cobertura de la educación secundaria y universitaria de la región. Solo por un efecto estadístico de composición, el aumento de la escolaridad tiende a reducir los niveles agregados de la fecundidad y maternidad adolescentes (Rodríguez, 2009). Este efecto se observa, por ejemplo, en datos recientes del censo de Panamá de 2010. Este último censo muestra que un 15,5% de las mujeres de 15 a 19 años de edad ya había sido madre, valor inferior al 17,2% registrado en 2000 y al 16% de 1990 (véase el gráfico II.11). Sin embargo, cuando este porcentaje se desagrega según nivel educativo se observa un aumento en todos los niveles, salvo en el grupo “sin

educación” (véase el gráfico II.13). La explicación para estas tendencias contradictorias es justamente el efecto composición. De no ser por el aumento de la escolaridad entre 1990 y 2010 —la proporción de adolescentes con baja escolaridad, es decir sin estudios de educación secundaria, disminuyó del 34% al 17%— la maternidad adolescente habría sido del 20,8% en 2010, mucho más alta que el 15,5% registrado ese año y el 16% de 1990. El caso de Panamá no es excepcional. En el gráfico II.14 se muestra que en la mayoría de los países de la subregión la maternidad adolescente aumenta cuando esta se segmenta según grupos educativos. Si la tendencia del porcentaje de madres adolescentes nacional es más matizada, es justamente por el efecto de composición, que deriva de la proporción decreciente de adolescentes con baja educación, quienes, como ya se indicó y mostró, siguen teniendo niveles de maternidad adolescente mucho más elevados que las adolescentes de educación alta.


104

Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL)

Gráfico II.13 PANAMÁ: MUJERES DE 15 A 19 AÑOS QUE SON MADRES SEGÚN NIVEL DE EDUCACIÓN, 1990 Y 2010 (En porcentajes) 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0

Sin educación

Primaria incompleta

Primaria completa

Secundaria incompleta

1990

Secundaria Educación superior completa o universitaria iniciada

2010

Fuente: Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE) – División de Población de la CEPAL sobre la base de microdatos censales.

Gráfico II.14 AMÉRICA LATINA (12 PAÍSES): VARIACIÓN EN LA MATERNIDAD ADOLESCENTE a POR NIVEL DE EDUCACIÓN (En puntos porcentuales) 40 35 30 25 20 15 10 5 0 -5

Sin educación

Primaria

Rep. Dominicana, 1996-2007

Perú, 1986-2009

Paraguay, 1990-2008

Nicaragua, 1998-2006

Honduras, 2005/ 2006-2001

Guatemala, 1987-2008

Haití, 2005/20061994/1995

El Salvador, 1985-2008

Ecuador, 1987-2004

Colombia, 1986-2010

Brasil, 1986-1996

-15

Bolivia (Est. Plur. de), 1989-2008

-10

Secundaria o más

Fuente: ICF Macro, “Demographic and Health Surveys, Measure DHS Statcompiler” [online] http://www.measuredhs.com [fecha de consulta: 5 de mayo de 2011]; Profamilia, “Informe de la Encuesta Nacional de Demografía y Salud (ENDS) 2010”, Bogotá, 2011, cuadro 5.9.1; Instituto Nacional de Estadística e Informática del Perú (INEI), “Encuesta Demográfica y de Salud Familiar (ENDES). Continua, 2009. Informe principal”, Lima, 2009, cuadro 6.11. a Mujeres de 15 a 19 años que son madres o están embarazadas.

Estos datos representan una señal de alerta para América Latina. Ciertamente la educación sigue siendo un factor protector frente a la maternidad adolescente, pero su capacidad preventiva se ha reducido y, sobre todo, el umbral educativo necesario para tener probabilidades cercanas a un nivel cero de maternidad adolescente se ha desplazado de la educación secundaria a la universitaria. Esto es mucho más significativo en los países donde la educación secundaria está ampliamente extendida ya que las diferencias socioeconómicas en ellos se expresan crecientemente como distinción entre las adolescentes que ingresan y las que no ingresan a la universidad. En cambio, en los países en los que solo una minoría accede a la educación secundaria, llegar a este nivel todavía genera una baja abrupta en la probabilidad de ser madre adolescente. Dado que los avances hacia la universalización de la educación secundaria en América Latina no han supuesto un mejoramiento concomitante del mercado de trabajo ni una disminución de la desigualdad social (CEPAL, 2010b), gran parte de esta población adolescente escolarizada tiene bajas expectativas respecto de los retornos y oportunidades que les deparará esta mayor cantidad de años de estudios en el futuro. Asimismo, les resulta difícil conseguir buenos empleos y complicado o inviable económicamente entrar a la universidad; además, quedan fuera de su alcance alternativas de realización personal basadas en la emancipación doméstica y económica. Todo esto hace que las pérdidas y costos derivados de una maternidad temprana no sean tan significativos para una parte de los y las adolescentes latinoamericanos. En tal sentido, avanzar hacia sociedades más igualitarias y con más oportunidades para adolescentes y jóvenes supondría un cambio estructural que favorecería netamente la reducción de la alta fecundidad adolescente de la subregión.

F. Consideraciones finales A pesar de la reducción generalizada de la fecundidad, persisten diferencias significativas entre grupos sociales dentro de los países, como expresión de las desigualdades socioeconómicas que continúan imprimiendo el carácter distintivo de América Latina, una de las subregiones más inequitativas del mundo. En particular, la fecundidad continúa siendo invariablemente más baja cuanto más elevado es el nivel de educación alcanzado por la mujer.


Panorama social de América Latina t 2011

Dado que el nivel educativo está fuertemente asociado al nivel de ingresos de las familias, la tendencia a la mayor fecundidad en mujeres de bajos ingresos, como se verá en los dos capítulos siguientes, marca desigualdades significativas en el acceso al empleo y a la protección social. Las mujeres con mayor número de hijos dependientes, sobre todo de 0 a 5 años de edad, y sobre todo pertenecientes a los quintiles más bajos, encuentran mayores dificultades para insertarse en el mercado laboral, obtener empleos y acceder a mecanismos de protección social. Se consagra así una secuencia negativa de desigualdad y exclusión, donde los patrones diferenciados de fecundidad van ligados a circuitos de exclusión social a lo largo del ciclo de vida. De este modo, las brechas se refuerzan entre sí y aumentan las desigualdades. Si bien se mantienen importantes diferencias en las tasas de fecundidad según los niveles de educación en América Latina, en la mayoría de los países la distribución educativa de las mujeres ha evolucionado rápidamente durante las últimas décadas y ha contribuido de forma notoria a reducir los niveles globales de la fecundidad. De hecho, en un contexto de creciente incorporación de las mujeres a la educación secundaria y superior, es muy probable que en los próximos años se registren aún reducciones intensas en los niveles de fecundidad reforzando así la percepción de que los bajos niveles de fecundidad dominarán de manera creciente el futuro demográfico y económico de la región. El cambio de comportamiento reproductivo que impulsó el descenso rápido y sostenido de la fecundidad total no ha tenido la misma intensidad a lo largo del ciclo de vida de las mujeres latinoamericanas. La reducción de la fecundidad en la adolescencia ha sido particularmente modesta. En efecto, la fecundidad de las mujeres de 15 a 19 años en América Latina es más de 3 veces superior al promedio de los países desarrollados y 1,5 veces mayor que la del promedio de los países en desarrollo y, lo que es más grave aún, en casi todos los países de la

105

región su nivel aumentó durante la década de 1990. Las restricciones del uso de anticoncepción entre los y las adolescentes, pese a su deseo de limitar la fecundidad, revelan insuficiencias preventivas y barreras de acceso a los medios de anticoncepción moderna. Esta rigidez en el descenso de la fecundidad adolescente es mucho más marcada en adolescentes de menor nivel educacional y de familias de ingresos bajos. Como ha señalado la CEPAL de manera reiterada, esto constituye un “núcleo duro” de reproducción intergeneracional de la exclusión y la desigualdad, donde se combina el bajo nivel educativo, la ausencia de apoyo en el cuidado de los hijos, trayectorias familiares de mayor vulnerabilidad, mayores dificultades para desarrollar actividades que generen ingresos y un acceso precario a redes de protección social. En suma, los gobiernos de la región enfrentan dos retos principales en el ámbito de la fecundidad. Por un lado, el desafío de redoblar los esfuerzos para alcanzar la meta 5B de los Objetivos de Desarrollo del Milenio de lograr, para el año 2015, el acceso universal a la salud sexual y reproductiva y, de esta manera, acotar las brechas importantes que se mantienen en el nivel de fecundidad de los diferentes grupos sociales. En este sentido, el mejoramiento en la cobertura y estructura de la educación debería ser una prioridad indiscutible. La educación contribuye a modificar el comportamiento reproductivo de toda la población y es un factor protector frente a la maternidad adolescente. Sin embargo, es evidente que no basta con aumentar la educación, sino que también es necesario analizar de qué manera esta eleva los niveles de decisión e información. Por otro lado, los gobiernos deberían anticiparse a los desafíos que plantea el nuevo contexto de bajos niveles de fecundidad en la subregión y sus consecuencias, adecuando las políticas y las instituciones para atender los cambios inexorables en la estructura familiar, social y económica de los países.


E I R S

E

72

población y desarrollo

P

atrones emergentes en la fecundidad y la salud reproductiva y sus vínculos con la pobreza en América Latina y el Caribe

Mariachiara Di Cesare

Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE) – División de Población de la CEPAL

Santiago de Chile, enero de 2007


CEPAL - SERIE Población y Desarrollo

N° 72

Introducción

La relación existente entre fecundidad y pobreza en los países en desarrollo ha sido ampliamente analizada y discutida y sigue siendo tema de debate entre los estudiosos (CEPAL, 2006; CEPAL, 2004; Aassve y otros, 2005; Birsdall, Kelley y Sinding, 2001; Schoumaker, 2004; Eastwood y Lipton, 1999 y Bisrdall y Griffin, 1988). En el caso de América Latina y el Caribe, esta relación se enfrenta a una particularidad que es interpretada de distintas formas: los rápidos cambios demográficos (especialmente la disminución de la fecundidad) no han resultado claramente asociados con una reducción de la pobreza o un desarrollo económico sostenido en esta área del mundo (Birsdall y Sinding, 2001). Por un lado, en las últimas décadas se ha asistido a una disminución sistemática de la fecundidad total (TGF) en los países de América Latina, lo que responde a una combinación de factores dentro del marco teórico de la transición demográfica y que ha sido documentada por numerosos estudios (CEPAL, 2004). El descenso de la fecundidad de las últimas décadas ha coincidido con cambios económicos, culturales, valóricos y sociales que han acaecido en diferentes formas e intensidades en esta región, donde su heterogeneidad interna es muy alta y los valores de la TGF varían de bajo el nivel de reemplazo ―como el caso de Cuba (1,6) y de Chile (2,0) en el quinquenio 2000-2005― a 4,6 hijos por mujer en Guatemala, en el mismo período. Por otro lado, la pobreza sigue siendo uno de los temas clave en América Latina y el Caribe (Korzeniewicz y Smith, 2000 y CEPAL, 2006). Según datos del año 2004 (CEPAL, 2006), las economías de América Latina y el Caribe alcanzaron un crecimiento del producto 7


Patrones emergentes en la fecundidad y la salud reproductiva y sus vínculos con la pobreza en América Latina y el Caribe

interno bruto (PIB) del 5,9% y del PIB per cápita del 4,4%, mientras que en el quinquenio 20002004 el crecimiento del PIB per cápita fue del 1,3%, y en la década 1990-1999 del 13,3%. De acuerdo con las mediciones del año 2002 (CEPAL, 2006), la pobreza alcanzaba un 44% y la indigencia un 19,4% de la población ―42,5% y 18,1% respectivamente en 2000, y 48,3% y 22,5% en 1990―, lo que está lejos del cumplimiento de la primera meta del Milenio 1 (CEPAL, 2006). Si consideramos la actual situación de latinoamérica, resulta interesante y desafiante si se considera que atraviesa por su “Bono demográfico” (Boongarts, 2001) ―caracterizado por niveles muy bajos de la dependencia demográfica y, por ende, por una gran proporción de población en edad activa―. Aún así esta área del mundo continúa registrando los niveles más altos de desigualdad socioeconómica (Uthoff, 2006) ―entre 1990 y 2002 se ha observado una variación mínima en la distribución de los ingresos― tanto que el 5% más rico de la población concentra un 26% de los ingresos totales y el 30% más pobre sólo recibe un 8% (UNFPA, 2006 y Hausmann y Székely, 2001). Como Robinson (1999) plantea, “esta área del mundo ha sido arrasada por una nueva forma de “apartheid” del mercado caracterizada por una sorprendente contradicción: por un lado los movimientos sociales han proliferado permitiendo la organización de las clases populares pero por el otro no han coincidido con la capacidad de compensar las inigualdades sociales y obstaculizar el aumento de la pobreza”. Sobre la base de estos antecedentes, los objetivos propuestos en este trabajo son principalmente dos: 1) analizar los patrones emergentes en América Latina y el Caribe en materia reproductiva y sexual, lo que implica analizar las tendencias en los últimos años de los principales indicadores relacionados con los modelos reproductivos (TGF, fecundidad adolescente, edad media al primer hijo, etc.) y sexuales (uso de anticonceptivos, comportamientos sexuales de riesgo de enfermedades de transmisión sexual, etc.) y su relación con la condición socioeconómica, y 2) estudiar en detalle el vínculo existente entre pobreza y comportamientos sexuales y reproductivos, con el objetivo de incorporarlo en las políticas contra la pobreza.

1

Reducción a la mitad de la incidencia de la pobreza entre el 1990 y el 2015.

8


CEPAL - SERIE Población y Desarrollo

I.

N° 72

América Latina entre transiciones

En todos los países de América Latina se está observando una disminución de los niveles de mortalidad y fecundidad, lo que está en línea con el marco teórico de la Transición Demográfica2 (Notestein, 1945 y Leibenstein, 1957). Sin embargo, independientemente de la categorización utilizada para clasificar los países dentro del modelo de transición demográfica, el nivel de heterogeneidad que caracteriza esta área del mundo (tanto en su fecha de inicio y velocidad) es todavía muy alto (Ferrando, 2003). Si las razones de la transición demográfica pueden ser perfectamente identificadas en el desarrollo productivo, en el proceso de modernización y urbanización, por lo que concierne a la transición de la fecundidad, resulta todavía objeto de controversias la relación existente entre pobreza y fecundidad. Se pueden identificar en la literatura dos enfoques, uno que postula una relación de tipo positivo y otro que apoya una relación de tipo negativo (Llovet, 1989). El primer enfoque encuentra su origen en la teoría Malthusiana y se desarrolla con los primeros estudios de Becker (1960 y 1976) según los cuales aumentando el ingreso de la familia crece el número de hijos, simplemente porque los hijos son considerados como un bien de consumo cualquiera y entonces cuando la disponibilidad económica aumenta, también lo hace la posibilidad

2

Véase Ferrando (2003) por un análisis detallado de la pauta transaciónal Latino Americana y Caribeña.

9


Patrones emergentes en la fecundidad y la salud reproductiva y sus vínculos con la pobreza en América Latina y el Caribe

de “comprar” estos bienes. Además, según algunos autores (Schoumaker y Tabutin, 1999 y LiviBacci y De Santis mencionados en Aaseve y otros, 2005) los niveles de fecundidad resultan ser más bajos en las familias más pobres, debido principalmente a la capacidad de reproducción más reducida en este grupo (por factores tanto biológicos como de comportamiento: edad a la pubertad más tardía, edad a la menopausia más precoz, niveles de esterilidad más altos, mortalidad intrauterina más elevada, esterilidad post-partum más prolongada por períodos más largos de lactancia y de abstinencia sexual). El segundo enfoque apoya más bien la evidencia de una relación de tipo negativo (a niveles más altos de pobreza corresponden mayores niveles de fecundidad) (Hausmann y Székely, 2001). El mismo Becker en estudios sucesivos, siguiendo la lógica del ser racional (Becker y Barro, 1986; Becker y Barro, 1988 y Becker y Tomes, 1986), considera la importancia del capital humano representado por los hijos y del altruismo de los padres hacía los hijos y por ende concluye afirmando que incrementando el ingreso familiar, aumenta la inversión en el capital humano, lo que produce una disminución en el número de hijos. Esto hace que en las sociedades con un limitado capital humano se prefieren familias grandes y menores niveles de inversión en cada miembro, mientras que donde hay gran cantidad de capital humano se opta por familias más pequeñas y una mayor inversión en los miembros (Becker, Murphy y Tamura, 1990). Así, el costo de los hijos en los hogares pobres es menor que los beneficios que estos traen al hogar (en término de flujo de retorno). Aumentando el nivel socioeconómico del hogar cambia la relación costo-beneficio y por ende el costo de los hijos es mucho más alto (relación calidad-cantidad). Esta relación, que a veces resulta poco clara en análisis de tipo macro (Birsdall y Griffin, 1988), resulta bastante evidente en casi todos los análisis de tipo micro (Aassve y otros, 2005 y Birsdall, Kelley y Sinding, 2001). Según un reciente estudio (Schoumaker, 2004) con datos de las DHS de 25 países del África SubSahariana, resulta que las mujeres más pobres tienen un número mayor de hijos también una vez controlado por nivel de educación y lugar de residencia. A pesar de esta relación, se observan bajos niveles de fecundidad y alto uso de métodos anticonceptivos entre las mujeres pobres en los países de esta área que están avanzando en el proceso de transición demográfica, sugiriendo que la pobreza no es un obstáculo insuperable para cambiar los patrones de fecundidad. Así según Cosío-Zavala (1999) en el caso de América Latina se pueden observar dos modelos de transición de la fecundidad secuenciales en el tiempo: en el primer caso el modelo observado es específico de los grupos socioeconómicos privilegiados, por los cuales el rápido proceso de modernización y el mejoramiento de las condiciones económicas y sociales ha provocado un cambio radical en los comportamientos demográficos; el segundo modelo se refiere a las clases sociales más desfavorecidas que han experimentado una disminución de la fecundidad por efecto de dos factores: condiciones de vida precarias, por lo cual el nacimiento de un siguiente hijo constituye un peligro para la supervivencia inmediata y acceso a los medios anticonceptivos. La conclusión a la que llegan los dos autores no implica definir una relación positiva entre fecundidad e ingreso, pero explican la relación “alta fecundidad-elevados niveles de pobreza” no necesariamente como una decisión racional de los grupos pobres sino como una falta de conocimiento y acceso a los medios anticonceptivos. Así, cuando los grupos más pobres tienen acceso y disponibilidad de estos medios, su fecundidad puede experimentar una disminución. En este caso “de un problema de demanda, se pasa a un problema de oferta, de necesidades insatisfechas” (Schoumaker y Tabutin, 1999). De igual manera, son muchos los estudios que evidencian cómo los grupos socioeconómicos más pobres no sólo tienen una fecundidad general más alta, sino también, cómo éstos se caracterizan por una alta vulnerabilidad, tanto en materia de fecundidad adolescente (Di Cesare y Rodríguez, 2006 y Rodríguez, 2005) como en la posibilidad de contagio de enfermedades sexualmente trasmisibles ―en particular para las mujeres― (Basu, 1995 y CELADE, 2006). Resultados que evidencian que los grupos socioeconómicos más bajos presentan un alto grado de vulnerabilidad en materia sexual y reproductiva.

10


CEPAL - SERIE Población y Desarrollo

N° 72

Cuadro 1

INDICADORES DE CONDICIÓN ECONÓMICA Y DEMOGRÁFICA (FECUNDIDAD Y MORTALIDAD) EN AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE

Países

Tasa de crecimiento de PIB por habitante (en dólares del la población estimadas 2000) según quinquenios (‰) 1990-1995

2000-2005

1990

2000

Población bajo PIB por la línea de TGF estimada según habitante (variación pobreza (años y quinquenios áreas de porcentual) referencias varias) 1990-1999 1990-1995 2000-2005

e0 estimada según quinquenios

TMI por 1000 nacidos vivos estimada según quinquenios

1990-1995 2000-2005 1990-1995

2000-2005

Argentina

13,1

9,6

5 833

7 730

35,0

23,7

a

2,90

2,35

72,1

74,3

24,4

Bolivia

23,3

22,7

850

996

17,0

60,6

b

4,80

3,96

60,0

63,8

75,1

55,6

Brasil

16,0

14,3

3 096

3 444

8,2

37,5

b

2,60

2,34

67,5

71

42,5

27,3

Chile

17,8

11,0

3 069

4 884

54,2

20,2

15,0

c

2,55

2,00

74,3

77,7

14,1

8,0

3,01

2,62

68,6

72,2

35,2

25,6

Colombia

19,6

17,0

1 839

1 979

6,5

54,9

b

Costa Rica

24,7

19,5

3 147

4 063

29,7

20,3

b

2,95

2,28

76,2

78,1

14,5

10,5

6,2

3,0

3 057

2 519

-22,1

20,0

d

1,60

1,55

75,3

76,7

10

7,3

Cuba Ecuador

21,0

14,5

1 252

1 296

2,1

63,5

a

3,40

2,82

70,0

74,2

44,2

24,9

El Salvador

21,0

18,4

1 638

2 092

27,5

49,8

b

3,52

2,88

67,1

70,6

40,2

26,4

Guatemala

23,5

25,0

1 436

1 718

16,5

61,1

e

5,45

4,60

63,6

68,9

54,8

38,6

Haití

18,9

18,3

528

438

-16,2

75,0

f

4,79

3,98

55,4

59,2

74,1

59,1

Honduras

29,9

25,3

894

929

0,9

79,7

b

4,92

3,72

67,7

71

43

31,2

México

18,3

14,3

4 811

5 874

13,9

41,1

c

3,12

2,49

71,5

73,4

34

28,2

4,60

3,30

66,1

69,5

48

30,1

Nicaragua

24,8

20,4

715

798

4,1

69,3

g

Panamá

20,6

18,3

3 153

3 942

24,1

34,0

h

2,87

2,70

72,9

74,7

27

20,6

Paraguay

27,3

24,9

1 410

1 291

-2,8

60,6

b

4,55

3,84

68,5

70,8

43,3

37,0

Perú

18,5

15,0

1 646

2 048

22,9

48,6

b

3,70

2,86

66,7

69,8

55,5

33,4

c

República Dominicana

17,5

16,2

1 574

2 355

32,8

46,9

3,16

2,71

67,0

70,1

46,6

34,4

7,1

7,0

4 802

6 019

28,1

9,4

a

2,49

2,30

73,0

75,2

20,1

13,1

Venezuela (Rep. Bol. de)

22,4

18,0

4 827

4 819

-1,9

49,4

b

3,25

2,72

71,5

72,8

23,1

17,5

América Latina

17,7

14,9

3 317

3 849

13,3

43,8

3,02

2,57

69,0

71,9

39,2

27,7

Uruguay

Fuente: Panorama Social 2005, CEPAL. a

b

c

d

e

f

g

h

11

Nota: Año 1999 Área Urbana; Año 1999; Año 2000; Año 2005 Área Urbana y se refiere a “población en riesgo de pobreza”; Año 1998; Año 2005; Año 2001 y Año 2002.

11


Patrones emergentes en la fecundidad y la salud reproductiva y sus vínculos con la pobreza en América Latina y el Caribe

Según datos recientes (Cuadro 1) de CEPAL (2005), todos los países de América Latina y el Caribe presentan una tasa de incremento de la población que en el quinquenio 2000-2005 supera el 10‰ (a excepción de Argentina, Cuba y Uruguay que presentan un valor de la tasa de incremento de 9, 6, 3 y 7 por mil, respectivamente), lo que aún evidencia un discreto ritmo de crecimiento. De todas maneras, la comparación con el quinquenio 1990-1995 muestra una disminución generalizada de la tasa de incremento, con la única excepción de Guatemala. Esto es una evidente consecuencia de una disminución masiva de los niveles de fecundidad y mortalidad, como muestran los datos relativos tanto a la TGF, la esperanza de vida (e0) y la tasa de mortalidad infantil (TMI). Al mismo tiempo, se observa una tendencia al aumento ―con diferentes intensidades― del PIB por habitante. Sólo cinco países presentan un aumento porcentual negativo o nulo (Cuba, Haití, Paraguay, República Bolivariana de Venezuela y Honduras), nueve países presentan una variación inferior al 25% (Bolivia, Brasil, Colombia, Ecuador, Guatemala, México, Nicaragua, Panamá y Perú), seis países un aumento entre el 25 y el 50% (Argentina, Costa Rica, El Salvador, República Dominicana y Uruguay), y sólo un país una variación de más del 50% (Chile). Al mismo tiempo, los valores porcentuales de la población bajo la línea de pobreza indican que, a pesar de un aumento en PIB por habitante, los niveles de pobreza interna de los países se mantienen invariablemente muy altos. Con todo, las proyecciones en base a la evolución económica de los últimos años parecen sugerir un quiebre en las líneas de tendencias de la pobreza y una disminución tanto en las tasas de pobreza e indigencia como en los volúmenes de la población pobre y indigente (CEPAL, 2006). Mucha información y de alta confiabilidad grafica la caída en la fecundidad y en la mortalidad, lo que refleja perfectamente la pauta de la transición demográfica (CEPAL, 2004); por otro lado, poco se sabe todavía respecto de los patrones emergentes en los comportamientos relacionados con la esfera privada (sexualidad, reproducción y familia) que han caracterizado en muchos países de América Latina los cambios en los patrones de fecundidad. Fuera del contexto latinoamericano y más bien en los países desarrollados, se habla en las últimas décadas de una “segunda transición demográfica” (Van de Kaa, 1987 y Lesthaeghe, 1995), en la que se sintetizan una serie de cambios socio demográficos relacionados con los modelos familiares y reproductivos (una postergación de la transición de la vida adulta): caída de la fecundidad, aplazamiento en la fecundidad y en la formación de las uniones, aumento de las uniones informales, de los nacimientos fuera del matrimonio y de la tasa de divorcio. Según algunos autores, tales cambios son la consecuencia de una prolongación del proceso educativo (Blossfeld y Hunink, 1991), del aumento de la participación femenina en el mercado de trabajo (Becker, 1991) y de un incremento de condiciones laborales precarias que aumentan las incertidumbres económicas de los jóvenes (Oppenheimer, 1988; Oppenheimer and Lew, 1995 y McDonald, 2000). Según otros autores, tales cambios son la consecuencia de una modificación en las preferencias individuales y en el sistema valórico de referencia (Lesthaeghe, 1995), o sea un creciente énfasis en las necesidades post-materialistas y de autonomía (por ejemplo en las esferas de la ética y de la moral), autorrealización y bienestar individual (Inglehart 1997), así como un rechazo por las formas de control institucional (Surkyn y Lesthaeghe, 2004). Este marco teórico a pesar de ser ampliamente utilizado presenta perfiles bastante heterogéneos entre los países y no necesariamente (a diferencia de la “primera” transición demográfica, visible en todos los países del mundo) puede ser aplicado en modo incondicional a todos los países. Pero sin duda los elementos de base de la segunda transición demográfica ―aumento de los niveles de escolaridad, 3 incremento de la participación femenina al mercado del

3

La tasa neta de matricula secundaria en América Latina y Caribe ha pasado de ser del 57,3% en el 1999 al 64,7% en el 2004 para los hombres, mientras que en el mismo periodo para las mujeres los valores eran respectivamente del 60,8% y 68,6% (UNESCO-IEU, base de datos en línea http://www.uis.unesco.org).

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trabajo 4 y cambios valóricos 5 ― se pueden detectar también en otro países (especialmente en los modelos propuestos por los medios de comunicación), como es el caso de América Latina. La importancia de estudiar los patrones emergentes encuentra su fundamento, en la especificidad latinoamericana en materia reproductiva y sexual. Así, mientras se observa una disminución generalizada de la TGF, la fecundidad adolescente ha aumentado en las últimas décadas y su contribución relativa a la TGF se ha mantenido constante o ha ido aumentando, lo que ocurre a pasar de la difusión masiva de los medios anticonceptivos. Esta paradoja transforma a latinoamérica en un espacio de investigación interesante. Nuestro interés de esta forma se concentra en la evolución de los indicadores que se consideran fundamentales en definir las conductas en materia familiar y reproductiva: a) el calendario de la fecundidad; b) la fecundidad adolescente; c) los determinantes próximos de la fecundidad (Bongaarts, 1978) y d) el modelo familiar vigente (unión formal o consensual). Además nuestro enfoque quiere evidenciar la eventual existencia de patrones emergentes diferenciados por estatus socioeconómico, ya que según se ha observado esta área del mundo se caracteriza por profundas desigualdades sociales, lo que define o podría definir patrones de comportamiento diferenciados en los distintos grupos socioeconómicos, tanto por razones culturales como estructurales. Un primer análisis (Cuadro 2) muestra la situación a nivel nacional de los principales indicadores relacionados con los comportamientos sexuales y reproductivos en ocho países de América Latina: Bolivia, Brasil, Colombia, Guatemala, Haití, Nicaragua, Perú y República Dominicana. La primera columna indica los niveles de la TGF (nacional y por área de residencia) y en todos los casos se observa una disminución de la TGF en el tiempo y una sobre fecundidad del área rural en comparación al área urbana (con diferencias que varían desde los 0,4 hijos para República Dominicana, a 2,4 hijos en los casos de Bolivia y Haití). La tasa de fecundidad adolescente no muestra la misma tendencia que la TGF. En cuatro de los países de la muestra disminuye (Bolivia, Guatemala, Nicaragua y Perú) y en los otros cuatro la fecundidad adolescente aumenta (Brasil, Colombia, República Dominicana y Haití). Se observan diferencias entre área urbana y rural, siendo el fenómeno de la fecundidad adolescente una característica del área rural, la que presenta niveles más altos; al mismo tiempo, se aprecia que existe en el área urbana una tendencia al aumento de la fecundidad adolescente, que a veces es más marcada que en el área rural ―como es el caso por ejemplo de Colombia y de Perú. En relación a los indicadores de calendario de la fecundidad, nupcialidad y sexualidad, se observa una alta heterogeneidad entre países. En el caso de Bolivia, la trayectoria de los tres indicadores sigue un patrón parecido: los valores alcanzados al final de los años ochenta mostraron un aumento en la década de los noventa, para experimentar una ligera disminución al principio del 2000 —U invertida—. En el caso de Brasil, se observa una trayectoria de U de los primeros dos indicadores (el valor más bajo de la curva se observa al principio de los años noventa) y una disminución constante de la edad a la primera relación sexual. Colombia, a partir del año 1990, evidencia una disminución de la edad al primer hijo y de la primera relación sexual, y en el último intervalo de observación, se aprecia un aumento de la edad a la primera unión. Guatemala presenta un comportamiento descendiente en los tres indicadores. En el caso de Haití y Nicaragua ―con sólo dos mediciones― no se observan variaciones en la edad al primer hijo y de la primera unión, pero sí existe una disminución en la edad a la primera relación sexual. Perú, por su parte, muestra un 4

5

La tasa de participación en América Latina y Caribe ha pasado de ser igual a 84,9 en el 1990 a 81 en el 2002 para los hombres mientras que para las mujeres la tasa de participación ha pasado de ser igual a 37,9 en el 1990 a 49,7 en el 2002 (http://www.eclac.cl/celade/ proyecciones/basedatos_BD.htm). Un análisis reciente de la World Value Survey (Welzel, 2006) evidencia que a pesar del proceso de secularización que ha caracterizado el desarrollo de la humanidad en casi todos los países del mundo se observa, en las ultimas décadas, un debilitamiento de los valores secular-racionales (es este el caso de América Latina) mientras que los valores de auto expresión se están fortaleciendo.

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Patrones emergentes en la fecundidad y la salud reproductiva y sus vínculos con la pobreza en América Latina y el Caribe

aumento en las edades del primer hijo y la primera unión, pero no experimenta variaciones en la de la primera relación sexual. Por ultimo, República Dominicana, después de un ligero aumento a comienzos de la década de los noventa, muestra una constante disminución de los tres indicadores. En todos los países se observa un aumento del intervalo intergenésico (con la excepción de Guatemala y Haití donde se mantuvo constante), indicador que puede interpretarse como sintomático de una mayor difusión de planificación familiar. Un indicador particularmente interesante es el relativo al uso de métodos anticonceptivos con anterioridad al primer hijo. En la mayoría de países se observa que el porcentaje de mujeres que hacen uso de métodos anticonceptivos antes de su primer hijo va aumentando, lo que puede entenderse como un mayor autocontrol de las preferencias reproductivas y autodeterminación sexual. El uso de métodos anticonceptivos entre las mujeres actualmente unidas muestra cómo los países se han caracterizado por intensidades diversas, encontrándose variaciones que van desde un 22% hasta un 70% de usuarias de métodos modernos anticonceptivos en el último año de observación. Esto evidencia una tendencia a la disminución de las mujeres no usuarias de métodos anticonceptivos, lo que sugiere un aumento de las usuarias de métodos anticonceptivos modernos, sumado al hecho de que en todos los países el porcentaje de mujeres usuarias de métodos tradicionales se mantiene constante. El uso del condón también aumenta en casi todos los países, aunque sigue siendo un método anticonceptivo de menor difusión entre las parejas (Colombia y Perú son los dos países en los que el porcentaje de usuarios de condón llega a ser de 7,1 y 8,6 respectivamente). La última columna indica el porcentaje de mujeres en unión consensual. En todos los países analizados se observa un aumento de la convivencia como tipología familiar alternativa a la unión formal. Como resultado de este primer análisis, es evidente que la situación latinoamericana es bastante heterogénea. Así, algunos indicadores muestran tendencias muy dispares, como es el caso específico de la tasa de fecundidad y los indicadores de calendario. Otros indicadores ―a pesar que presentan intensidades diferentes― muestran tendencias parecidas, como el aumento del intervalo intergenésico, incremento en el uso de anticonceptivos y de las uniones consensuales. Todos estos indicadores poco o nada dicen sobre la relación que tienen con la pobreza y su evolución temporal, siendo esta dirección la que este análisis pretende ahondar.

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Cuadro 2

PRINCIPALES INDICADORES DE COMPORTAMIENTOS SEXUALES Y REPRODUCTIVOS EN PAÍSES SELECCIONADOS Tasa específica de fecundidad 15-19

TGF Países seleccionados

Bolivia 1989 Bolivia 1994 Bolivia 1998 Bolivia 2003 Brasil 1986 Brasil 1991 Brasil 1996 Colombia 1986 Colombia 1990 Colombia 1995 Colombia 2000 Colombia 2005 Guatemala 1987 Guatemala 1995 Guatemala 1998/99 Haití 1994/95 Haití 2000 Nicaragua 1997/98 Nicaragua 2001 Perú 1986 Perú 1992 Perú 1996 Perú 2000 Perú 2004 Rep. Dominicana 1986 Rep. Dominicana 1991 Rep. Dominicana 1996 Rep. Dominicana 1999 Rep. Dominicana 2002

Urbana

Rural

4,0 3,8 3,3 3,1 2,8 2,8 2,3 2,6 2,5 2,5 2,3 2,1 4,0 3,8 4,1 3,3 3,4 2,9 2,6 3,1 2,8 2,8 2,2 2,0 3,1 2,8 2,8 2,5 2,8

6,6 6,3 6,4 5,5 5,1 5,2 3,5 4,7 3,6 4,3 3,8 3,4 6,4 6,1 5,8 5,9 5,8 5,0 4,4 6,3 6,2 5,6 4,3 3,6 4,8 4,4 4,0 3,0 3,3

Total

5,0 4,8 4,2 3,8 3,4 3,7 2,5 3,2 2,8 3,0 2,6 2,4 5,5 5,1 5,0 4,8 4,7 3,6 3,2 4,1 3,5 3,5 2,8 2,4 3,7 3,3 3,2 2,7 3,0

Urbana

Rural

67 80 68 68 65 65 78 59 63 74 71 79 90 99 86 58 66 109 99 54 41 55 45 47 86 71 87 87 104

156 119 135 124 100 97 122 112 90 137 134 128 159 148 139 92 108 167 153 138 141 139 118 100 126 123 160 118 145

Edad mediana primer hijo

Edad mediana primera unión

Edad primera relación sexual

Total cohorte 25-29 cohorte 25-29 cohorte 25-29

99 94 84 84 74 76 86 73 70 89 85 90 134 126 117 76 86 130 119 79 61 75 66 61 100 88 112 97 116

20,6 21,1 21,0 20,9 22,4 21,4 22,2 21,6 22,6 22,4 21,8 21,6 19,7 20,2 20,2 21,9 21,9 19,8 19,6 21,4 22,1 21,9 22,2 22,9 21,2 21,7 21,2 21,1 20,5

20,0 20,6 20,9 20,8 21,1 20,2 21,0 20,8 21,5 21,6 21,4 21,8 18,5 19,1 19,2 20,5 20,6 18,3 18,1 21,0 21,8 21,3 21,9 22,9 19,3 19,8 19,4 19,3 19,0

18,5 19,0 19,0 18,7 20,3 19,3 18,8 19,6 20,2 19,5 18,8 17,9 18,4 18,4 18,6 18,7 18,0 18,2 17,8 19,3 19,7 19,3 19,3 19,4 18,9 19,9 18,9 18,7 18,2

Intervalo entre hijos en meses

30,3 29,7 30,5 30,9 28,6 27,6 35,6 29,3 33,1 33,8 36,8 41,6 28,8 29,0 28,8 30,4 30,4 30,4 34,2 28,3 30,6 33,0 36,9 42,7 26,8 28,5 29,0 31,4 33,9

Paridad 0 primer uso antic.

Uso actual de métodos anticonceptivos (mujeres casadas)

% convivientes

cohorte 25-29 Moderno Condón Tradic. No usa cohorte 25-29

6,8 13,1 19,9 17,2 49,2 32,0 59,6 20,9 29,2 40,6 43,7 48,7 3,3 7,0 11,0 8,3 7,0 23,0 20,8 14,5 22,6 26,0 26,4 30,9 15,0 24,2 28,3 22,5 30,9

12,2 17,8 25,2 34,9 56,5 53,7 70,3 52,4 54,6 59,3 64,0 68,2 19,0 26,9 30,9 13,2 22,8 57,4 66,1 23,0 32,8 41,3 50,4 46,7 46,5 51,7 59,2 64,1 65,8

0,3 1,3 2,6 3,9 1,7 1,4 4,4 1,7 2,9 4,3 6,1 7,1 1,2 2,2 2,3 2,6 2,9 2,6 3,3 0,7 2,8 4,4 5,6 8,6 1,4 1,2 1,4 0,9 1,3

18,0 27,5 23,1 23,4 9,7 5,5 6,5 12,3 11,5 12,9 12,9 10,0 4,2 4,5 7,3 4,7 5,2 3,0 2,5 22,7 26,2 22,9 18,5 23,8 3,3 4,7 4,4 5,2 4,0

69,7 54,7 51,7 41,6 33,8 40,8 23,3 35,2 33,9 27,8 23,1 21,8 76,8 68,6 61,8 82,0 71,9 39,7 31,4 54,2 41,0 35,8 31,1 29,5 50,2 43,6 36,3 30,8 30,2

15,7 18,1 19,2 26,9 11,3 12,4 18,0 23,7 26,1 33,7 34,7 40,4 30,4 28,2 32,6 54,0 40,6 34,6 25,9 27,0 35,4 37,3 34,6 43,3 42,4 45,3 50,1 53,0

15

Fuente: ORC Macro, 2006. MEASURE DHS STAT compiler. http://www.measuredhs.com.

15


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II. Datos y metodología

En función de los objetivos de este trabajo, se utilizaron los datos de las Encuestas de Demografía y Salud (Demographic Health Survey DHS) para cuatro países de América Latina: Bolivia, Colombia, Perú y República Dominicana ―dos años de aplicación, una en la década de 1990 y otra en la de 2000. 6 Para evaluar la relación entre comportamientos sexuales y reproductivos y pobreza se utilizarán en un primer momento análisis de tipo bivariado, que apuntan a definir las tendencias de los principales indicadores. En una segunda fase del trabajo, se utilizarán análisis de tipo multivariados (regresiones lineares y logísticas) para la definición de los determinantes de algunos comportamientos sexuales y reproductivos. En base a la relación que se está estudiando, es extremadamente importante definir claramente los indicadores que caracterizan el nivel socioeconómico del individuo. Generalmente las tres variables que se utilizan son: estatus económico, nivel de educación y lugar de residencia. En este estudio se ha decidido considerar el estatus económico del individuo directamente asociado a su lugar de residencia, es decir, el indicador de estatus económico está construido diferencialmente en

6

Las encuestas por cada país son respectivamente: País Bolivia Colombia Perú República Dominicana

1ª Ronda 1994 1995 1996 1996

2ª Ronda 2003 2005 2004/2005 2002

Los datos para Perú 2004/2005 se refieren a las dos primeras rondas de entrevistas (la primera llevada a cabo en el 2004 y la segunda en el 2005) en la que se incluyen alrededor de 13.000 hogares. De aquí en adelante nos referiremos a la encuesta de 2004/2005 peruana únicamente con la etiqueta Perú 2005.

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Patrones emergentes en la fecundidad y la salud reproductiva y sus vínculos con la pobreza en América Latina y el Caribe

función del lugar de residencia. Esto permite no sólo tener bajo control simultáneamente tanto el lugar de residencia como el nivel socioeconómico de la familia, sino también eliminar el problema del cálculo de los indicadores de condición económica ―como los quintiles de bienestar― sin distinción del área de residencia. La explicación para tal determinación obedece, a que muchas condiciones que en zonas urbanas son consideradas de fácil acceso para todos los quintiles (equipamiento básico de alcantarillado, luz eléctrica, etc.), en las zonas rurales marcan una diferencia sustantiva entre grupos socioeconómicos. La medición del estatus económico del hogar se basa en buena parte sobre la definición de las necesidades básicas insatisfechas (NBI), debido a que no existe información en las DHS sobre el ingreso del hogar y, por el otro lado, el uso de las NBI permite considerar la componente multidimensional de la pobreza, por lo menos por el lado de los recursos (CEPAL, 2006). Por estas razones, se ha considerado un “indicador de activos” (Gwatkin y otros, 2000). Los indicadores utilizados para la construcción de los quintiles de bienestar —cuando están disponibles— son los siguientes activos del hogar: i) electricidad; ii) radio; iii) televisión, iv) refrigerador; v) teléfono fijo; vi) teléfono celular; vii) computador; viii) auto; ix) pieza especial para cocinar, x) tierra agrícola de propiedad; xi) número de personas por pieza; xii) fuente de agua potable; xiii) tipo de servicios sanitarios; xiv) material del piso; xv) material del muro y xvi) material del techo. Es importante especificar que el indicador no está definido y construido en modo uniforme para todos los países y los años; cada año y país incluye el máximo de los activos disponibles. Nuevamente esta decisión está motivada por el hecho que entre una encuesta y la siguiente el valor de algunos activos disminuye y su presencia/ausencia no es tan determinante como en el primer año de observación. Así, por ejemplo, si en los años noventa la propiedad de un computador no distinguía los niveles (porque todavía su difusión no había empezado), en el 2000 el valor de este activo es sin duda relevante para evaluar el nivel económico del hogar. Los pesos relativos de los activos están estimados por medio de un análisis en componentes principales (ACP), mediante el cual se transforman una serie de variables dependientes en variables independientes (componentes), que son una transformación lineal de las variables originales. A nivel de hogar, se consideran los activos y por medio del ACP se calculan los factor coefficient score de la primera componente. Los valores obtenidos se estandarizan (restando a cada puntaje obtenido por cada activo la media del activo mismo y dividiendo por su desviación estándar y se multiplica por el factor coefficient score). Cada hogar tendrá un puntaje estandardizado por cada activo lo que permite, sumando todos los puntajes, obtener el valor del indicador económico del hogar. Ordenados los hogares se pueden calcular los quintiles de bienestar 7 y atribuirlos a cada individuo del hogar. Como se observa en el Cuadro 3, las mujeres presentan una distribución bastante homogénea por quintil. 8 La importancia de la variable educación en caracterizar el estatus socioeconómico y en influir directamente en los comportamientos reproductivos, está ampliamente discutida en la literatura (Castro Martín y Juárez, 1995). Para el análisis descriptivo, se considerará en su forma más desagregada, es decir, en cinco categorías: sin educación, primaria incompleta, primaria completa, secundaria incompleta, secundaria completa y superior. Esto se debe a los posibles efectos en la conducta sexual y reproductiva de la mujer al adquirir mayor nivel educativo.

7

En el caso del modelo presentado por el World Bank (2000) los quintiles se calculan a nivel individual más bien que a nivel de hogar. Los quintiles en nuestro caso han sido calculados sobre los hogares, porque según nuestro punto de vista el nivel socioeconómico del hogar afecta a todos los individuos que viven en el hogar y la pobreza está estrictamente relacionada con el hogar más que con el individuo. 8 El análisis del número medio de años de estudio por quintil y edad confirma la capacidad de discriminación de los quintiles calculados (ver Anexo 1).

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Cuadro 3

DISTRIBUCIÓN DE LAS MUJERES POR QUINTIL 9 DE BIENESTAR Bolivia Quintil

Colombia

Perú

República Dominicana

1994 1994 2003 2003 1995 1995 2005 2005 1996 1996 2005 2005 1996 1996 2002 2002 R U R U R U R U R U R U R U R U

Q1

20,6

18,4

18,8

17,3

18,2

18,8

19,5

19,6

19,7

17,0

16,9

18,4

16,7

16,2

13,8

16,9

Q2

16,8

20,3

19,1

18,4

18,3

19,7

18,9

20,0

17,2

19,4

18,5

20,1

17,9

18,5

17,5

19,2

Q3

18,6

19,9

18,5

19,9

20,3

20,3

19,8

20,0

20,0

20,4

19,4

20,0

19,7

20,6

20,3

20,8

Q4

20,1

19,1

20,2

21,5

20,7

21,5

21,0

22,4

20,2

21,6

21,3

21,9

20,7

22,9

23,1

22,2

Q5

23,9

22,3

23,4

23,0

22,5

19,6

20,9

18,0

22,9

21,7

23,8

19,6

25,1

21,8

25,3

21,0

Fuente: Procesamiento propio en base a encuestas DHS.

9

De aquí en adelante se indicarán los quintiles con las etiquetas Q1 (más pobre), Q2, Q3, Q4 y Q5 (más rico).

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IV. Los riesgos de la pobreza

El segundo objetivo de este trabajo se concentra en el estudio detallado de la relación entre pobreza y comportamientos sexuales y reproductivos por medio de análisis de tipo multivariados. Este paso es necesario, a pesar que los análisis bivariados han presentado un cuadro muy claro tanto de la existencia de patrones emergentes como de la relación existente con la pobreza, siendo que este nivel de análisis no considera el efecto de variables subyacentes. El análisis se concentra en tres relaciones: 1) intensidad de la fecundidad y pobreza; 2) maternidad adolescente y pobreza y 3) exposición a conductas de riesgos de ETS y pobreza. Para el análisis de la paridez acumulada, se aplicó un modelo de regresión lineal del tipo mínimos cuadrados ordinarios. La variable dependiente es la paridez acumulada mientras las variables explicativas nominales u ordinales han sido tratadas como dummies. En este caso, han sido aplicados dos modelos: uno que considera a todas las mujeres iniciadas sexualmente (M1) y otro a todas las mujeres iniciadas sexualmente y actualmente en unión (M2). Para la fecundidad adolescente se aplicó una regresión logística sobre la variable dependiente dicotómica “maternidad adolescente”, cuyas categorías son: a) ser madre o estar embarazada por primera vez (evento positivo) y b) no ser madre ni estar embarazada por primera vez (evento negativo). Se han considerado todas las mujeres de entre 15 y 19 años iniciadas sexualmente y que nunca han usado un método anticonceptivo, o que a su primer uso no tenían hijos. Tal especificación tiene como propósito evitar sesgos derivados del inicio del uso de anticonceptivos posterior al nacimiento del primer hijo (Di Cesare y Rodríguez, 2006).

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Patrones emergentes en la fecundidad y la salud reproductiva y sus vínculos con la pobreza en América Latina y el Caribe

Con respecto al análisis de los comportamientos sexuales con riesgo de contagio de enfermedades de transmisión sexual, se aplicó una selección de la muestra necesaria, dada la ausencia de una pregunta específica para el estudio de comportamientos sexuales riesgosos. Se consideraron únicamente las mujeres sexualmente iniciadas y solteras 11 y fue aplicada nuevamente una regresión logística sobre la variable dependiente dicotómica “comportamiento de riesgo”, cuyas categorías son: a) no haber usado nunca en la vida un condón (evento positivo) y b) haber usado por lo menos una vez en la vida el condón (evento negativo). La definición de las variables dependientes, si bien no refleja perfectamente el concepto de comportamiento sexual de riesgo de ETS, puede ser considerada un buen proxy del nivel de cuidado en materia de salud sexual de las mujeres que no viven en pareja. Además, la definición de la variable resulta ser particularmente condescendiente y ampliamente inclusiva. Esto deja pensar que si con una definición de este tipo se llega a encontrar una relación entre comportamiento de riesgo de ETS y pobreza, una definición más ortodoxa debería llevar a resultados aún más significativos y robustos. El análisis se aplicó al conjunto de los cuatro países con la introducción de una variable de control tanto por país como por la ronda de encuesta y una serie de variables explicativas (que varían en base al tipo de selección de la muestra y al tipo de modelo que se aplicó) que consideran tanto la componente socioeconómica, como los determinantes próximos de la fecundidad, como variables más generales relativas a aspectos sociodemográficos (Cuadro 7). Cuadro 7

VARIABLES EXPLICATIVAS Variable

Modalidad Variables de control País 1. Bolivia 2. Colombia 3. Perú 4. República Dominicana Ronda de encuestas 1. Década 1990 2. Década 2000 Edad Continua Variables condición socioeconómica Área de residencia 1. Rural 2. Urbana Quintil de bienestar 1. Q1 2. Q2 3. Q3 4. Q4 5. Q5 Años de estudio Continua Variables intermedias Edad de primera relación sexual Continua Estado civil 1. Soltera 2. Actualmente en unión 3. Anteriormente en unión Tipo de unión 1. Matrimonio 2. Unión consensual Duración de unión Continua Numero de hijos al primer uso anticonceptivos 1. Nunca ha usado/ 1 o más hijos 2. 0 hijos Uso actual de métodos anticonceptivos 1. No usa o usa tradicionales 2. Métodos modernos Variables sociodemográficas Ha sido madre adolescente 1. Si 2. No Conocimiento de SIDA 1. No conoce 2. Conoce pero no sabe como evitarlo 3. Conoce y sabe como evitarlo

11

Obviamente esto no significa que las mujeres en unión no tengan el riesgo de ETS.

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1.

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Los comportamientos reproductivos

En este caso se trata de definir los determinantes de la fecundidad con particular atención a los factores socioeconómicos. Las variables explicativas consideradas, en base al marco teórico para el análisis de la fecundidad, son: a) Características individuales (edad). b) Características socioeconómicas (educación, quintil de bienestar y área de residencia). c) Características familiares (estado civil (M1), duración de la unión y tipología de unión (M2)). d) Comportamientos sexuales y reproductivos (edad a la primera relación sexual, si ha sido madre adolescente y número de hijos al primer uso de anticonceptivos). En base a los vínculos de la metodología utilizada se ha elegido un nivel de significación bajo (p <0.01) (Castro Martín y Juárez, 1995). Los resultados (Cuadro 8) muestran un perfil muy claro tanto por el lado de las variables relacionadas con los determinantes próximos y los factores individuales, como por el lado de los factores del componente socioeconómico. Cuadro 8

MODELO DE REGRESIÓN LINEAL PARA EL ANÁLISIS DE LA PARIDEZ ACUMULADA - COEFICIENTES ß Y SIGNIFICACIÓN Variables Edad

M1 B

M2 Sig,

B

Sig,

0,137

***

0,100

***

-0,565

***

-0,663

***

Q2

-0,303

***

-0,348

***

Q3

-0,458

***

-0,549

***

Q4

-0,577

***

-0,705

***

Q5

-0,791

***

-0,977

***

Años de estudio

-0,060

***

-0,060

***

Edad a la primera relación sexual

-0,107

***

-0,071

***

-0,252

***

-0,278

***

0,801

***

0,724

***

Actualmente en unión

0,691

***

Anteriormente en unión

0,171

***

Área de residencia (Ref, rural) Urbana Quintil de bienestar (Ref, Q1)

Número hijos al primer uso de anticonceptivos (Ref, uno o más o nunca ha usado) Sin hijos Ha sido madre adolescente Estado civil (Ref, Soltera)

Tipo de unión (Ref, matrimonio) Unión consensual Duración de la unión Constante

1,008

***

-0,237

***

0,266

***

1,764

***

Fuente: Procesamiento propio en base a encuestas DHS. Nota: (***) p<0.01; (M1): mujeres iniciadas sexualmente y (M2): mujeres iniciadas sexualmente y en unión. En el modelo han sido incluidas las variables de control para el país y la encuesta.

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Patrones emergentes en la fecundidad y la salud reproductiva y sus vínculos con la pobreza en América Latina y el Caribe

Se observa el efecto negativo de la generación de pertenencia de la mujer, que se debe más al truncamiento de los datos (las generaciones más jóvenes están recién iniciando su período reproductivo) que al descenso de la fecundidad. En relación a las tres componentes socioeconómicas, los resultados confirman el análisis introductorio (en este caso se está evaluando el efecto de cada variable en el neto de todos los factores explicativos). El ambiente geográfico afecta la intensidad de la fecundidad, favoreciendo valores altos en zonas rurales y valores bajos en zonas urbanas, diferencia debida a factores económicos (por un lado la participación femenina en el mercado del trabajo y por el otro los costos de la ciudad en comparación a las zonas rurales), valóricos (las zonas rurales mantienen modelos familiares más tradicionales que las zonas urbanas) y de accesibilidad a programas de planificación familiar. Los quintiles de bienestar muestran un claro perfil: el paso de un quintil a otro superior evidencia una disminución constante en la variable dependiente, tanto que entre el quintil más pobre y el más rico se aprecia una disminución entre 0,8 hijos (en el caso de M1) y un hijo (en el caso del M2). Por obvias razones (escolaridad, participación en el mercado laboral, capacidad de negociación con la pareja, acceso a los métodos anticonceptivos, etc.), el quintil de bienestar tiene una relación negativa con la intensidad de la fecundidad. La educación actúa como factor reductor de la fecundidad, actuando por medio de sus tres dimensiones (Castro Martín y Juárez, 1995): a) fuente de conocimiento y de autodeterminación, b) impulsora de la movilidad social y c) transformadora de actitudes y aspiraciones individuales y promotoras de una perspectiva reflexiva y secular hacia las tradiciones y las autoridades. Los elementos relacionados con los determinantes próximos muestran que la edad a la iniciación sexual afecta negativamente la fecundidad, es decir, aumentando la edad en la que la mujer se inicia sexualmente disminuye el nivel de fecundidad, esto obviamente porque disminuye el intervalo de tiempo de riesgo de embarazo. La variable relacionada con haber sido madre adolescente, indica que las muchachas que tienen hijos antes de los 20 años tienen una fecundidad más alta, confirmando la evidencia de algunos autores (Wulf y Singh, 1991 y Buvinic, 1998) que indica que las mujeres que tienen su primer hijo en edad adolescente tienen 2-3 hijos más que las mujeres que tienen su primer hijo después de los 20 años. El efecto del factor “uso de métodos anticonceptivos” ha sido evaluada por medio del número de hijos al primer uso de anticonceptivos. La variable más apta para evaluar el efecto del uso de métodos anticonceptivos (en término de actitud de la mujer hacia la planificación familiar) es la que indica el uso de éstos en la primera relación sexual, variable que no resulta disponible para todos los países. Como se observa, el uso de métodos anticonceptivos después de haber tenido un hijo se asocia con paridez más alta que el promedio, sugiriendo que el uso de anticonceptivos con el objetivo de mantener niveles de fecundidad bajos tiene que empezar desde el principio de la vida sexual. La última variable está relacionada con el estado civil, que muestra los niveles de fecundidad más altos de las mujeres en unión, confirmando que la familia tradicional sigue siendo el modelo dominante en América Latina y el Caribe (Hausmann y Székely, 2001). En el segundo modelo (que considera únicamente a las mujeres sexualmente iniciadas y en unión) se han contemplado dos variables relacionadas con la esfera familiar: el tipo de unión y su duración. Ahora bien, la uniones consensuales muestran niveles de fecundidad más bajos que la uniones formales. Este resultado permite pensar que, si bien las uniones consensuales en algunos países representan un substituto perfecto del matrimonio y que en muchos casos están relacionadas con niveles socioeconómicos bajos, presenta la característica de ser uniones menos estables y por tanto menos propensas a vincular la pareja por medio de los hijos. Obviamente prolongando la unión, aumenta el número de hijos. Concluyendo, este modelo muestra una diferencia importante en los modelos reproductivos entre grupos socioeconómicos y los más pobres presentan niveles de fecundidad más altos que los grupos más ricos. Considerando la visión clásica (Caldwell, 1982), la opción de tener hijos es vista 46


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como una decisión racional por el hecho de que los hijos representan una inversión económica, siendo potenciales productores de ingreso y de protección para la vejez de los padres. Conjuntamente, la presencia de hijos hace que el hogar pierda parte de la capacidad de generar ingreso por parte de la mujer y, además, siendo ellos parte del sistema productivo del hogar resulta que la familia no invierte en el capital humano, lo que mantiene bajo el nivel económico del hogar perpetuando la relación fecundidad-pobreza (Aasve y otros, 2005). Por otro lado, estudios evidencian que las familias pobres no tienen posibilidad de elegir la relación “pocos pero buenos”, siendo muy alta la probabilidad de que el hijo no tenga éxito (tanto en la vida como a nivel de salud) (Merrick, 2001). Además, el ingreso de la familia si bien en valor absoluto crece aumentando el número de hijos, también lo hace el número de personas entre quienes dividirlo. Entonces la condición evidenciada en el modelo hace que la alta fecundidad claramente asociada a condiciones socioeconómicas bajas, constituya en general un factor de desigualdad social muy fuerte, que impide a los hogares más pobres salir de su condición de pobreza, dejándolos aún más de lado del proceso de desarrollo de los países.

2.

Los comportamientos reproductivos en la adolescencia

La segunda vinculación importante está relacionada con un aspecto central de la fecundidad, que es la fecundidad adolescente. Para el análisis se han considerado: a) Características individuales (edad). b) Características socioeconómicas (educación, quintil de bienestar y área de residencia). c) Comportamientos sexuales y reproductivos (edad a la primera relación sexual y uso actual de métodos anticonceptivos). Los resultados (Cuadro 9) advierten que a mayor edad, mayor riesgo de ser madre. Cuadro 9

MODELO LOGÍSTICO PARA EL ANÁLISIS DE LA FECUNDIDAD ADOLESCENTE - EXP(ß) Y SIGNIFICACIÓN Exp(ß) 1,62

Sig, ***

1,41

***

Q2 Q3 Q4 Q5 Años de estudio

0,88 0,78 0,72 0,49 0,94

*** *** *** ***

Uso actual de métodos anticonceptivos (Ref, no usa o usa tradicionales) Métodos modernos Edad a la primera relación sexual

0,55 0,70

*** ***

Estado civil (Ref, Soltera) Actualmente en unión Anteriormente en unión Constante

7,00 3,88 0,05

*** *** ***

Edad Área de residencia (Ref, urbana) Rural Quintil de bienestar (Ref, Q1)

Fuente: Procesamiento propio en base a encuestas DHS. Nota: (***) p<0.01; (**) p<0.05 y (*) p<0.1 En el modelo han sido incluidas las variables de control para el país y la encuesta.

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Patrones emergentes en la fecundidad y la salud reproductiva y sus vínculos con la pobreza en América Latina y el Caribe

Las tres componentes del nivel socioeconómico advierten que los grupos más pobres están caracterizados por niveles de vulnerabilidad muy altos. Se observa un riesgo de ser madre adolescente en el área rural de alrededor de un 40% mayor que en el área urbana. La disminución constante del riesgo de ser madre adolescente aumentando el nivel de bienestar del hogar muestra la estrecha relación existente entre estas dos variables. De igual manera, se aprecia el efecto protector del nivel de escolaridad sobre el riesgo de embarazo adolescente. Una mayor edad a la primera relación sexual tiene obviamente un efecto negativo sobre la probabilidad de ser madre adolescente, en tanto actúa respecto del tiempo que la muchacha está expuesta al riesgo de ser madre. Haber tenido una primera unión tiene un efecto significativo y positivo sobre la probabilidad, resultados que son debidos, por un lado, al hecho que las muchachas que están viviendo en pareja (matrimonio o unión formal) ya están dispuestas a iniciar su trayectoria reproductiva (situación tradicional de unión e iniciación reproductiva tempranas) y, por tanto, tienen una probabilidad más alta de ser madres. Por otro lado, existe la tendencia a que las que han quedado embarazadas se casen antes de que nazca el hijo, lo que hace aumentar la probabilidad de ser madre entre las muchachas casadas. La variable que considera el uso actual de métodos anticonceptivos muestra que el usar métodos anticonceptivos modernos tiene un efecto negativo sobre la probabilidad de quedar embarazada, lo que confirma nuevamente la importancia de usar métodos anticonceptivos efectivos. Concluyendo, el modelo indica que también en el caso de la fecundidad adolescente el grupo socioeconómico de pertenencia es fundamental para definir el riesgo de ser madre adolescente. Además los resultados evidencian claramente que el uso de métodos anticonceptivos seguros y eficaces son el medio de prevenir embarazos adolescentes. Por otro lado, entre los métodos anticonceptivos modernos el condón es el único que junto con prevenir el embarazo permite protegerse de las enfermedades sexualmente transmisibles.

3.

Comportamientos de riesgo de ETS

Para el análisis de la exposición a comportamientos sexuales “riesgosos”, se han considerado las siguientes variables explicativas: a) Características individuales (edad). b) Características socioeconómicas (educación, quintil de bienestar y área de residencia). c) Conocimiento del SIDA. El objetivo de este modelo (con los límites señalados al principio de este capítulo) es evaluar si existe una desigualdad socioeconómica en la adquisición de comportamientos sexuales de riesgo de ETS y cuál es la contribución de la difusión de informaciones en materia de ETS. El modelo ha sido aplicado en un primer momento a todas las mujeres sexualmente iniciadas y solteras (M1) y sucesivamente a únicamente a las mujeres iniciadas sexualmente y solteras con menos de 20 años (M2). También permite, por medio de la selección de las mujeres más jóvenes, tener en consideración modelos de comportamiento sexual e informaciones en materia sexual y reproductiva comunes a todas las mujeres. Los resultados (Cuadro 10) nuevamente muestran que los estratos socioeconómicos más pobres presentan niveles de riesgos más altos. En el área rural, la probabilidad de no haber usado nunca un condón a pesar de haberse iniciado sexualmente es el doble que en el área urbana, y la probabilidad disminuye desde los quintiles más bajos a los más altos. Además, aumentando los años de estudio disminuye la probabilidad de tener un comportamiento sexual riesgoso (según la definición dada anteriormente).

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Cuadro 10

MODELO LOGÍSTICO PARA EL ANÁLISIS DE LOS COMPORTAMIENTOS DE RIESGO DE ETS - EXP(ß) Y SIGNIFICACIÓN Variables

M1

M2

Exp(ß)

Sig,

Exp(ß)

1,05

***

1,03

2,16

***

1,93

Q2

0,81

***

0,89

Q3

0,69

***

0,89

Q4

0,66

***

0,65

Q5

0,46

***

0,55

***

Años de estudio

0,90

***

0,89

***

Edad

Sig,

Área de residencia (Ref, urbana) Rural

***

Quintil de bienestar (Ref, Q1)

***

Conocimiento de SIDA (Ref, no conoce) Conoce pero no sabe como evitarlo

0,51

**

0,54

*

Conoce y sabe como evitarlo

0,21

***

0,25

***

Constante

15,83

***

22,00

***

Fuente: Procesamiento propio en base a encuestas DHS. Nota: (***) p<0.01; (**) p<0.05 y (*) p<0.1; (M1): mujeres iniciadas sexualmente y solteras (M2): mujeres iniciadas sexualmente y solteras con meno de 20 años. En el modelo han sido incluidas las variables de control para el país y la ronda de encuesta.

El segundo factor de interés está relacionado con el conocimiento del SIDA por parte de la mujer, así como el conocimiento de cómo evitarlo. La variable indica que el conocimiento del SIDA hace aumentar la probabilidad de haber usado por lo menos una vez el condón, que es mayor si junto con el conocimiento de la enfermedad la mujer sabe el comportamiento que tiene que adoptar para evitar el contagio. El modelo que considera únicamente a las mujeres con menos de 20 años (última columna del Cuadro 10) confirma los resultados obtenidos en el primer modelo en particular en relación al conocimiento del SIDA y de la conducta sexual necesaria para evitar el contagio, así como se destaca nuevamente la importancia de la educación. Se aprecia una atenuación del efecto de la condición económica del hogar en particular para los quintiles más bajos. Este resultado deja pensar que, tomada al principio de la vida adulta, la inequidad debida a condición de pobreza extrema se puede mitigar por medio del conocimiento (tanto de los medios anticonceptivos como del comportamiento sexual que es necesario asumir para evitar contagios) lo que se refuerza tanto con la difusión de informaciones como por medio del conocimiento (general) entregado por las escuelas. En general, este modelo (a pesar de su definición de base, anteriormente evidenciada) muestra que la capacidad de las mujeres para protegerse de las ETS depende fundamentalmente del conocimiento y del acceso a los medios necesarios para protegerse. De esta forma, donde los canales de comunicaciones son más eficaces ―como entre los grupos económicos más altos, entre las mujeres con mayor educación y mejor acceso a los medios de planificación (área urbana)― es más probable que las mujeres tengan las informaciones, el conocimiento y el acceso para poder evitar el contagio con ETS y específicamente con el SIDA. 12

12

Para el análisis de los comportamientos sexuales sería interesante poder evaluar también la actitud de los hombres hacia el uso del condón como medio anticonceptivo y de protección hacia el contagio con ETS, lo que no es posible para todos los países analizados.

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V. Conclusiones

El análisis presentado en este estudio arroja hallazgos y permite establecer conclusiones en diferentes planos. En el plano conceptual, el interrogativo principal atañe con la necesidad de aplicar modelos teóricos (como el de la segunda transición demográfica), desarrollados en contextos y momentos específicos de algunos países, a otros como el caso de América Latina. Si bien la teoría de la segunda transición demográfica no se caracteriza por la universalidad propia de la “primera” transición demográfica, su marco teórico de referencia parece ser útil en identificar algunos pilares de los cambios sociodemográficos de realidades distintas. Esto no significa, obviamente, considerar la teoría y aplicarla en modo mecánico a cualquier contexto sociocultural, pero significa objetivarla al contexto específico de análisis y reformularla en base a la realidad específica de cada país. La existencia de teorías válidas presentadas en contextos diferentes al del estudio tiene que ser vista como una ventaja porque permite tener una base desde la cual desarrollar modelos característicos de áreas específicas. El análisis ha permitido develar importantes resultados relacionados con la existencia de modelos de comportamientos “nuevos” en materia reproductiva y sexual. Por otro lado, saca a la luz la presencia de fuertes desigualdades socio-económicas en el acceso tanto a la información como a los medios para llevar a cabo comportamientos sexuales y reproductivos capaces de permitir el desarrollo (emocional, social, familiar, laboral, etc.) de cada individuo. Como ilustran los resultados, la región sigue experimentando una rápida disminución de los niveles de fecundidad tanto que en algunos casos la tasa global de fecundidad ha superado el umbral de

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Patrones emergentes en la fecundidad y la salud reproductiva y sus vínculos con la pobreza en América Latina y el Caribe

2,1 hijos por mujer. Además se observa en toda la región un patrón sexual en donde la edad de la iniciación sexual sufre una disminución sistemática, lo que en general determina un rejuvenecimiento del calendario matrimonial y reproductivo (edad a la primera unión y edad al primer hijo). Por otro lado, se aprecia un aumento generalizado, aunque no total, en la cobertura anticonceptiva de las usuarias, lo que deja entrever una mayor autodeterminación de las mujeres y de las parejas en materia sexual y reproductiva. No obstante, resulta que el otro patrón emergente se relaciona con el fenómeno de la fecundidad adolescente que, en base a la evidencia empírica, parece aumentar en muchos de los países de la región. Llama la atención que la evolución de los comportamientos en materia sexual y reproductiva no sigan la misma pauta y dirección. Si por un lado se observa claramente el efecto de la escolarización masiva y, en particular, de las mujeres, de la mayor participación femenina en el mercado del trabajo, del creciente proceso de secularización valórica, por el otro lado, muchos indicadores se conectan a modelos tradicionales o más bien a patrones de comportamiento modernos truncados en algunos planos (acceso a salud sexual y reproductiva). Conjuntamente, resalta la existencia de desigualdades entre estratos socioeconómicos lo que implica una difusión segmentada de los patrones emergentes. Por un lado, hay nuevos comportamientos entre los grupos socioeconómicos más pobres ―es este el caso de la fecundidad adolescente. Por otro lado, hay comportamientos recientes entre los grupos más ricos ―postergación de la transición a la vida adulta, uso de métodos anticonceptivos modernos, etc. Esta evidencia hace que los comportamientos emergentes estén claramente asociados con modelos que reproducen las condiciones de ventajas o desventajas sociales. O sea, las mujeres que pertenecen a los estratos socioeconómicos altos tienen niveles de fecundidad más bajos, menores niveles de fecundidad adolescente, un calendario sexual y reproductivo más envejecido, una incidencia mayor en el uso de métodos anticonceptivos, y comportamientos sexuales más cuidadosos para protegerse de las ETS respecto de las mujeres de estrato socioeconómico bajo, que se caracterizan por mostrar indicadores menos ventajosos en todos estos indicadores, aunado a mayores niveles de vulnerabilidad. En el plano de las políticas, la evidencia empírica no deja dudas sobre la importancia de prevenir y equilibrar las desigualdades sociales en materia sexual y reproductiva, las que deben bregar por reducir la pobreza en América Latina. De hecho, a pesar de que en las últimas décadas las distintas legislaciones de América Latina y el Caribe han adecuado las leyes en la óptica de reconocer los derechos sexuales y reproductivos como derechos humanos, existen realidades en las que todavía este derecho es violado. A modo de corolario, parece importante subrayar algunos elementos que han resultado ser claves para el análisis que vincula los comportamientos sexuales y reproductivos con la condición de pobreza. Resalta claramente la relación entre alta fecundidad y pobreza. Como algunos estudios han evidenciado (Birsdall, Kelley y Sinding, 2001), los altos niveles de fecundidad exacerban la pobreza y complican su disminución. Esta relación biunívoca entre fecundidad y pobreza, implica acciones políticas por ambos lados. Así, la intervención pública tiene que actuar para disminuir la pobreza y por otro favorecer modelos de fecundidad más controlados. Según algunos economistas (Behrman, 2001), la intervención pública tiene que tener en consideración los deseos y los planes de cada familia. Es decir, la pareja puede elegir tener hijos a pesar que esto implique una reducción del ingreso familiar y ser capaz de asumir sus costos (que no necesitan ayuda pública) o, por otro lado, la pareja no puede o no quiere asumir el costo de los hijos, por diferentes razones (como por

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ejemplo el caso de parejas que tienen más hijos de los deseados), entonces necesitan del apoyo de las políticas públicas. Efectivamente existe un primer punto de equilibrio relacionado con los deseos de la familia: cada pareja debería poder tener el número de hijos deseados. El segundo punto de equilibrio es el nivel socioeconómico: cada familia debería tener un nivel socioeconómico apto para poder mantenerse fuera de la condición de pobreza. Ahora, si se observa la relación fecundidad—pobreza desde el punto de vista de la fecundidad, el primer paso fundamental para llegar al doble equilibrio es difundir la planificación familiar, permitir el acceso masivo a la información y a los medios anticonceptivos para que cada familia pueda tener el número de hijos deseado. Este proceso implica que las políticas tienen que preocuparse no sólo de una difusión masiva de la planificación familiar (en término de conocimiento y acceso), sino también de su aceptación social para permitir a todos un acceso y un uso en total libertad física y mental. Como han resaltado muchos estudios, en familias de escasos recursos tener muchos hijos aparece como una decisión racional que tiene que ver con el potencial productivo de los hijos. En este caso, no es suficiente hacer de la planificación familiar un hecho (a pesar que sigue siendo una condición necesaria), sino también proponer o informar respecto de modelos familiares alternativos. Aquí la intervención pública debe subrayar la importancia de la inversión en el capital humano representado por los hijos, lo que implica una evolución de la imagen de los hijos-productores ―que prevalece en las familias pobres. Esto permitiría a estas familias seguir modelos que no perpetúen la condición de pobreza. El segundo tema fundamental que sigue despertando mucha preocupación es la fecundidad adolescente. Los grupos socioeconómicos más débiles presentan niveles de fecundidad adolescente mucho más altos que los grupos socioeconómicos más ricos. Como se ha señalado, esta fecundidad está relacionada con toda una serie de implicaciones negativas para la muchacha desde el punto de vista social, emocional y de salud, tanto que muchas veces su posición en la sociedad resulta comprometida. Si todos estos efectos negativos se concentran en los grupos socioeconómicos más pobres, el efecto probable es una perpetuación de la condición de pobreza. Además, como ha quedado en evidencia en los análisis, la edad de iniciación sexual de ellas ha experimentado una disminución en la región, lo que obviamente hace aumentar el riesgo de quedar embarazada antes de los 20 años. Por la evidencia presentada en este trabajo, resulta difícil imaginar que la respuesta de las políticas públicas frente al aumento de la fecundidad temprana sea la promoción de la abstinencia sexual entre los adolescentes (a pesar que puede ser una alternativa y decisión válida para el individuo), porque claramente es una solución teórica que no toma en consideración la realidad: los jóvenes tienen una vida sexual y, en la última década, empiezan a edades más jóvenes. Por ende, las políticas públicas (para ser consideradas como tales) tienen que actuar en base a la evidencia y la realidad, brindando el apoyo necesario para quien lo necesite. Las políticas orientadas a los servicios de planificación familiar deberían ante todo tomar en cuenta a las adolescentes como sujetos de derecho a la salud sexual y reproductiva, ya que estos programas, en muchos países latinoamericanos, la categoría “adolescente” ha sido tomada en cuenta hace muy poco. Entonces, los adolescentes tienen que ser incorporados como miembros activos en los programas de planificación familiar, lo que implica una diferenciación de las políticas en base a su destinatario (no se puede llegar con el mismo mensaje tanto a las adolescentes como a las mujeres adultas, así como no se puede promover el mismo tipo de medios anticonceptivos). Además, deben tener en cuenta las características sociales de las muchachas mayormente vulnerables, considerando todos los factores relacionados con su cultura, su historia y sus valores. La estrecha relación entre pobreza y fecundidad adolescente depende de muchos factores: falta de información, falta de acceso a los medios anticonceptivos y a veces falta de alternativas. Esto significa que los planes tienen que ser de apoyo para los y las jóvenes en su camino hacia la autodeterminación, facilitando el acceso a los medios para ejercerla y considerando el derecho a 53


Patrones emergentes en la fecundidad y la salud reproductiva y sus vínculos con la pobreza en América Latina y el Caribe

tener opciones educativas y laborales para el desarrollo de su proyecto de vida. Este último factor es fundamental para que ellos y ellas tengan la posibilidad de elegir cual camino abordar en su vida y no encontrarse sin más alternativas plausibles que la de ser padres. Su alcance se puede obtener únicamente con niveles de educación más altos y de mayor calidad, para que las muchachas puedan aumentar sus opciones de vida y sus aspiraciones. Esto influiría tanto sobre la disminución de la fecundidad adolescente como sobre la disminución de la pobreza, ayudando a cada individuo a desarrollar su propio camino de vida en plena libertad. El tercer factor, que se añade a la desventaja de los grupos socioeconómicos más pobres, está relacionado con la mayor probabilidad de los individuos que pertenecen a los estratos sociales más bajos de tener comportamientos sexuales con riesgo de infección de ETS. Nuevamente resulta que la desventaja de los pobres se caracteriza por una falta de acceso a las informaciones y a los medios para poder tener una vida sexual en plena conciencia y lo más segura posible. Focalizándonos únicamente en el SIDA, es evidente que esta realidad fomenta el círculo vicioso de la pobreza: por un lado la pobreza aumenta el riesgo de contraer el SIDA y por el otro el SIDA aumenta el nivel de pobreza de un hogar. Además, la condición de vulnerabilidad disminuye la posibilidad de acceso a los servicios de salud pública. Entonces resulta evidente la importancia de las políticas públicas en difundir, antes de todo, informaciones en relación a las enfermedades sexualmente transmisibles y garantizar el acceso para todos los individuos, independientemente de su condición socioeconómica, a los medios que le permitan tener una vida sexual segura. Así, como en los dos primeros casos (fecundidad y fecundidad adolescente) las políticas tienen que orientar sus esfuerzos hacia los grupos más vulnerables, tomar en consideración principalmente sus realidades y analizar en profundidad los obstáculos que caracterizan su condición socioeconómica. A pesar que el análisis presentado no considera la perspectiva de género, es fundamental desarrollar legislaciones que incluyan la perspectiva de género siendo que por un lado las mujeres resultan ser biológicamente más vulnerables al contagio con ETS y por el otro lado su subordinación de género reduce su posibilidades y capacidades de negociación dentro de las relaciones de pareja (Badilla, 2006). Por esta razón sería además de ayuda poder utilizar informaciones sobre conductas sexuales no sólo de las mujeres, sino también de los hombres permitiendo plantear políticas diferenciadas para los dos sexos. La relación entre pobreza y comportamientos sexuales y reproductivos es tan estrecha, que las políticas públicas no tienen que tomar en consideración la solución a un solo aspecto para enfrentar el problema, sino que deben abordarlo desde diferentes puntos de vista, sin olvidarse de las características sociales, culturales y las realidades de quienes efectivamente muestran altos niveles de vulnerabilidad. El objetivo final es aumentar la capacidad ―de los individuos, de las parejas y de los grupos― de tomar decisiones y transformarlas en hechos. La lucha mediática por medio de campañas de informaciones, la difusión de modelos familiares que se alejen de los tradicionales, la accesibilidad a los medios anticonceptivos, la escolarización masiva y de alta calidad, la promoción de un sistema de género equitativo, el empoderamiento femenino, el acceso a más de un escenario de vida por cada individuo, pueden ayudar a debilitar la relación entre pobreza y fecundidad que hasta este momento parece avanzar fuerte.

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Reproducción en la Adolescencia en América Latina y el Caribe: ¿Una Anomalía a Escala Mundial? ∗ Jorge Rodríguez Vignoli ♣ Palabras-clave: fecundidad adolescente, fuentes de datos, sexualidad, uso de anticonceptivos, pobreza, desigualdad, políticas públicas.

Resumo Luego de revisar críticamente los enfoques conceptuales existentes, cuatro hipótesis relativas a América Latina se comprueban con datos de censos y encuestas: a) la tasa de fecundidad adolescente registra la tasa por edad más desvinculada de la total, y esto es particularmente marcado en América Latina; con todo, no es claro que esta desvinculación esté, en promedio, aumentando; b) la resistencia a la baja de la fecundidad adolescente en América Latina es excepcional a escala mundial; es más, un ejercicio de tipificación revela que de haberse mantenido la estructura educativa de las adolescentes en los últimos 25 años, la maternidad temprana habría aumentado de manera generalizada; c) si bien la fecundidad adolescente tiende a elevarse de manera socioeconómicamente transversal, sigue siendo mucho más elevada entre las adolescentes pobres; ahora bien, por la urbanización y el avance de la escolaridad de las últimas décadas, las madres adolescentes actuales responden cada vez menos al perfil rural y de baja o nula educación que tenían en el pasado; c) la brecha entre una menarquia y una iniciación sexual que se adelantan (ambos resultados esperados de la modernización) y una tasa de uso de anticonceptivos aún insuficiente y muchas veces inoportuna (lo que revela una modernización trunca en este aspecto) es la causa directa de la resistencia a la baja de la fecundidas adolescente. Sus causas estructurales son más complejas y se relacionan con: a) las reticencias institucionales (familiar y social) respecto de la sexualidad adolescente premarital; b) la falta de oportunidades educativas, laborales y de proyecto de vida autónomos para las adolescentes (en particular las pobres), y; c) una cultura familista que, a través de diversos mecanismos, amortigua los costos de la reproducción temprana.

∗ Trabajo presentado en el III Congreso de la Asociación Latinoamericana de Población, ALAP, realizado en Córdoba –Argentina, del 24 al 26 de Septiembre de 2008. ♣ Centro Latinoamericano y Caribeño de Población (CELADE)-División de Población de la CEPAL, asistente de investigación, Área de Población y Desarrollo.

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Reproducción en la Adolescencia en América Latina y el Caribe: ¿Una Anomalía a Escala Mundial? ∗ Jorge Rodríguez Vignoli ♣

A. Introducción y justificación Durante la pubertad o adolescencia temprana, típicamente entre los 10 y los 13 años se inician los cambios orgánicos que conducen, para la mayoría de las personas, a la configuración del cuerpo adulto, el despertar sexual y la adquisición de la capacidad de procrear. Durante esta fase1, pero más marcadamente durante la adolescencia media (típicamente entre los 14 y los 17 años) y tardía (típicamente entre los 18 y los 19 años), estas fuerzas biológicas desbordantes y novedosas para los muchachos y muchachas se enfrentan con otras normativas, desplegadas por instituciones que procuran mantener a las personas en el proceso de formación social (en particular el escolar), a controlar los impulsos sexuales (sea su intensidad o el contexto donde se permiten) y a establecer límites precisos (a veces legales) de lo que es aceptable en materia de nupcialidad y reproducción.2 Esta densa interacción biológica-social es complejizada aún más por la intervención de procesos sicológicas muy poderosos que se desatan en la adolescencia. Estos se vinculan con el desafío de formar una identidad propia. En este contexto, los y las adolescentes tienden a tomar distancia de referentes de autoridad como los padres y las instituciones de adultos, y, en contrapartida, propenden a incrementar la valoración de otros referentes, como los grupos de pares o las subculturas. Y entre estos dos referentes suelen haber diferencias marcadas, en particular en materia de mensajes relativos a la sexualidad y la reproducción. Por cierto, esta rebelión contra la autoridad adulta tiene especificidades individuales y culturales, por lo cual el grado de distanciamiento de los adolescentes respecto de los cánones impuestos por la sociedad adulta y por sus familias es variable. A todo lo anterior, se añade que esta reproducción apremia a los actores sociales y los tomadores de decisiones. Por sus implicaciones adversas para las personas envueltas directamente en este fenómeno en principio, la díada progenitores-prole, pero cada vez más la tríada abuelos(as)progenitores-prole(nietos), por su asociación con pobreza y por los mayores riesgos de salud que implica, los gobiernos y los organismos internacionales son más proclives a juicios categóricos y a la promoción de acciones directas destinadas a reducirla (Stern, 2004).3 Esto es ∗ Trabajo presentado en el III Congreso de la Asociación Latinoamericana de Población, ALAP, realizado en Córdoba –Argentina, del 24 al 26 de Septiembre de 2008. ♣ Centro Latinoamericano y Caribeño de Población (CELADE)-División de Población de la CEPAL, asistente de investigación, Área de Población y Desarrollo. 1 Sobre definiciones de adolescencia y subetapas dentro de ella ver: Zubarew y otros, 2003; Dulanto 2000; Breibauer y Maddaleno, 2005. En esta última publicación se propone una nueva tipología de cuatro fases (incluye una de preadolescencia), siendo las fronteras etarias de cada una diferentes entre hombres y mujeres. 2 Por cierto, el escenario institucional actual no es necesariamente uniforme porque las distintas instituciones sociales (familia, iglesia, escuela, Estado, etc.) se aproximan de manera diferenciada al tema. 3 No obstante el amplio consenso sobre las complicaciones que acarrera la reproducción temprana en las sociedades modernas, todavía hay debate sobre la real magnitud de estas complicaciones (Pantelides, 2004; Guzmán y otros, 2001; Stern, 2005 y 2004; Furstenberg, 1998). Tres argumentos son los más usados por los autores escépticos de la

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aún más evidente en sociedades modernas, en las que la adolescencia es un período claramente destinado a la formación escolar. En tal sentido, no debiera extrañar la coexistencia en el Programa de Acción de la Conferencia Internacional sobre la Población y el Desarrollo (El Cairo, 1994) de un largo capítulo sobre derechos reproductivos en el que todos los argumentos apuntan hacia la libre decisión en esta materia, con un capítulo específico sobre los adolescentes en el que se llama a: “Reducir sustancialmente todos los embarazos de adolescentes”. 4 Más aún, en la reciente expansión de los Objetivos de Desarrollo del Milenio, el No. 5 relativo al mejoramiento de la salud materna, se amplió al acceso universal a la salud reproductiva (en los términos propuestos por el Plan de Acción de la Conferencia Internacional sobre la Población y el Desarrollo, El Cairo, 1994), entre cuyos indicadores se encuentra la tasa de fecundidad adolescente, con un estatus aún no completamente oficial, eso sí (http://unstats.un.org/unsd/mdg/Data.aspx). Y pese a la prioridad política del tema, la evidencia disponible sistematizada, analizada y divulgada en varias publicaciones recientes sugiere que la fecundidad adolescente está lejos de seguir el comportamiento estilizado a la baja que ha mostrado la fecundidad de las restantes edades en América Latina desde hace varias décadas (Hopenhayn y Rodríguez, 2007; Guzmán y otros, 2006; CEPAL, Panorama Social 2005; CEPAL-OIJ, 2004). Por lo mismo, los países de la región tienen por delante un compromiso que cumplir. Y para hacerlo es necesario actualizar y revisar los marcos conceptuales y las cifras, indagar de manera amplia en las causas y, finalmente, identificar ámbitos de acción para las políticas públicas

gravedad de la maternidad adolescente: a) no es claro que la maternidad adolescente tenga más costos que beneficios entre ciertos segmentos de la población: “….para grandes grupos de adolescentes, no es evidente que la maternidad temprana tenga más costos que beneficios” (Pantelides, 2004, p. 28); “Más bien habría que considerar las condiciones socioeconómicas y culturales de los grupos mayoritarios de nuestra población como una de las causas principales del embarazo adolescente: para algunos grupos sociales, como extensos sectores de la población rural, debido a que estos embarazos forman parte de su modo de vida, de la trayectoria usual que se sigue para formar una familia. Para otros, como el sector marginal urbano, porque los embarazos en adolescentes son vividos como una salida -así sea falsa en muchas ocasiones- a problemas de violencia familiar y abuso, o como una manera de adquirir valoración social, etcétera, como lo muestran diversos estudios” (Stern, 2005); b) los estudios empíricos realizados en América Latina son escasos y, en general, no permiten cuantificar el real efecto de la maternidad adolescente porque carecen de datos de seguimiento: “En América Latina y el Caribe, prácticamente no se han realizado investigaciones empíricas sobre estos asuntos sobre estos asuntos, y tampoco hay información sobre la forma como las vidas posteriores de los padres de hijos de madres adolescentes son afectadas por su paternidad temprana. Hasta que se recoja más información sobre estas incógnitas, la evaluación de las consecuencias del embarzao en adolescentes todavía es una tarea repleta de incertidumbres (Guzmán y otros, 180); c) el problema de la autoselección o endogeneidad de la relación maternidad adolescente-desempeño social enturbia todas las asociaciones estadísticas, incluso de estudios longitudinales: “Estimating precisely the consequences of early childberaing net of selection is impossible” (Furstenberg, 1998, p. 249). El autor del presente trabajo no comparte el escepticismo antes descrito, pero reconoce la necesidad de cautela y rigor que deriva de los planteamientos escépticos. Y ciertamente comparte la pertinencia de considerar el contexto en que ocurre esta reproducción, tal como lo sugiere uno de los autores escépticos más connotados aunque más moderado en la actualidad: “El problema del embarazo adolescente necesita ser analizado dentro de los parámetros que lo rodean, tales como la transición demográfica, la desigualdad social y la pobreza, el ambiente político y los procesos vigentes de cambio social y cultural” (Stern, 2004, p 133). 4 Programa de Acción de la Conferencia Internacional sobre la Población y el Desarrollo [on line], www.unfpa.org/spanish/icpd/icpd_poa.htm#ch7e, párrafo 7.44 (b).

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orientadas a influir sobre este comportamiento. Precisamente en esas líneas se procura avanzar en esta ponencia.

B. Antecedentes, enfocados en América Latina y el Caribe El descenso de la fecundidad general en América Latina y el Caribe se generaliza en la década de 1970, aunque se inició con bastante antelación en países como Argentina y Uruguay (Chackiel, 2003). Hay consenso entre los especialistas de que esta caída se debió a una combinación de transformaciones socioeconómicas estructurales (urbanización, aumento de la educación), cambios culturales que, en alguna medida, se importaron de países desarrollados y se difundieron con rapidez (secularización, estilos de vida, visiones sobre la reproducción) y transformaciones de los roles de género, tanto a escala social como dentro de las familias. Las políticas de planificación familiar también fueron importantes en muchos países y, sin duda, la ampliación del acceso a métodos anticonceptivos modernos fue clave para la celeridad del descenso (Guzmán y otros, 2006; CELADE, 2003). Esta caída contrasta, sin embargo, con la tendencia de la fecundidad adolescente, que desde mediados de la década de 1980 ha resultado particularmente resistente a la baja. Es más, en varios países parece haber estado aumentando, de manera sostenida en algunos casos y con oscilaciones en otros. De esta manera, pese al compromiso formal de los gobiernos con el objetivo de evitar la fecundidad adolescente y el amplio consenso que hay respecto de las complicaciones y dificultades que entraña la reproducción temprana, la evidencia presentada en el último informe de la Juventud Iberoamericana mostraba que la maternidad antes de los 20 años había tendido a aumentar en la mayoría de los países latinoamericanos, no así en la península ibérica donde tiene una prevalencia marginal (CEPAL-OIJ, 2004). Este documento apunta a responder una gran pregunta, a saber, si esta trayectoria es peculiar de la región o se trata de un fenómeno que se repite en otras latitudes. El análisis se basará en las tendencias de los últimos 30 años en diferentes continentes y subregiones del mundo, con especial referencia al mundo en desarrollo.5 La gran pregunta antes expuesta puede dividirse en varias hipótesis que se exponen a continuación y para las cuales requiere un cotejo empírico específico a cada una de ellas: a) La fecundidad adolescente es la que muestra una menor correlación con la fecundidad total a escala mundial lo que sugiere un comportamiento (tendencia y determinantes) diferente a la fecundidad de otras edades y este desligamiento es más acentuado en América Latina. b) La resistencia a la baja de la fecundidad adolescente es sobresaliente en América Latina y no es un comportamiento generalizado en el mundo c) La tendencia de la fecundidad adolescente en América Latina está determinada por un fenómeno no previsto y peculiar de la región: el aumento de la fecundidad entre los más pobres, que ahora son predominantemente urbanos y escolarizados. 5

No se hará aquí un examen comparativo de tiempos muy pretéritos o un seguimiento detallado de la experiencia de los países desarrollados en los últimos dos siglos en materia de fecundidad adolescente. No obstante, sí se estima que un esfuerzo de demografía histórica en esa línea sería de gran relevancia y utilidad.

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e) La tendencia de la fecundidad adolescente es el resultado de un síndrome de modernidad truncada en dos ámbitos: i) sexual, por la combinación de una liberalización de la conducta sin un aumento de la capacidad de control anticonceptivo personal (sicológico y familiar) y material (acceso a servicios); y, ii) social, por un aumento de las acreditaciones formales (en particular, educación) sin una expansión consecuente de las oportunidades materiales (en particular, trabajo).

C. La falta de una teoría convincente El enfoque sociodemográfico de caracter macro y foco estructural la transición demográfica y su proceso causal subyacente, cual es la modernización socioeconómica no hace distinciones etarias en su hipótesis de descenso de la fecundidad (Kirk, 1996; Coale, 1977). Más aún, la fecundidad debiera caer más marcadamente en el tramo adolescente, toda vez que la modernización implica la erradicación de prácticas tradicionales de matrimonio temprano y acentúa la colisión entre reproducción temprana y asistencia escolar, lo que debiera resolverse en favor de esta última y en desmedro de lo primero. De esta forma, la hipótesis que naturalmente se deriva de este marco es un descenso sostenido y transversal en términos socioeconómcos de la fecundidad adolescente y una marcada y generalizada postergación de la edad de la primera unión. En los países desarrollados la hipótesis funciona con la excepción de los Estados Unidos, como lo ha destacado Furstenberg (1998), pero, como se mostrará en este documento, no resulta ser el caso de América Latina. El enfoque sociodemográfico de caracter macro y foco cultural y tecnológico la difusión de la idea, actitudes, práctica y medios modernos de control natal tampoco hace distinciones etarias, pues supone que todas las generaciones son influidas por la difusión antes mencionada (Bravo, 1992). Incluso más, nuevamente el grupo adolescente debiera ser particularmente sensible a esta difusión, toda vez que que está más abierto al cambio y más expuesto a los medios de comunicación de masas de los países “avanzados”. Vale decir, el enfoque de la difusión tampoco anticipa algún comportamiento particularmente refractario al descenso de la fecundidad entre las adolescentes. Los enfoques micro, por su parte, tienen como eje ordenador la noción de racionalidad, la que varía entre los diferentes marcos conceptual y disciplinas. La más conocida y usada es la versión microeconómica maximizadora del bienestar individual sea en los términos utilitaristas ortodoxos (homo economicus) propuestos por el Premio Nobel de Economía Gary Becker6 (lo que no impide el altruismo cuando la utilidad de los padres se relaciona positivamente con la de los hijos), o en los más heterodoxos que plantean la existencia de una “racionalidad acotada”, como los elaborados por el también Premio Nobel Herbert Simon (Bravo, 1992). Sin embargo, otros cientistas sociales sociólogos, antropólogos, sicólogos7 usan nociones distintas de 6

The economic approach to fertility emphasizes the effects of parent’s income ans the cost of rearing children (Becker y Barro, p. 69). 7 Que, en general, son más reacios a considerar la maximización del interés individual como factor explicativo central, porque subrayan las restriciones e influencia que ejercen las estructuras (instituciones, sistemas, relaciones de producción), los otros significativos, la cultura, la rutina y las formas tradicionales de hacer las cosas. Asimismo,

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racionalidad. Una de estas es la categoría de reflexividad esa idea de constante revisión por retroalimentación de las personas (sí-mismo) y las instituciones planteada por el sociólogo Anthony Giddens (Giddens, 1998). Este autor releva una característica genérica de la vida social y un rasgo particular de la modernidad tardía que abiertamente chocan con las certezas y cálculos perfectos de la racionalidad del homo economicus. En primer lugar, afima que la rutinización de la cotidaniedad es un factor estructurante y generador de seguridad ontológica (y, ciertamente, las rutinas no son reducibles a la racionalidad económica de los actores). Y en segundo lugar, plantea la complejidad, incertidumbre y constante revisión del sí mismo asociada a la elaboración de la biografía en contextos de modernidad tardía, lo que hace de la trayectoria vital un proceso dinámico, complejo, inseguro y contingente, nuevamente escapando al ejercicio de una racionalidad única estructurante. Pierre Bourdie, por su parte, usa la categoría “acción razonable” (1999, p.152) para oponer su visión historicista y sus conceptos de campo y habitus, al esencialismo de la racionalidad contable microeconómica.8 En el mismo sentido, la noción de estrategia de sobrevivencia o de estrategias familiares de vida, tan caras a la sociodemografía latinoamericana (Schmink, 1984), supone una cierta racionalidad a los actores, que actúan preservando la existencia familiar, más que maximizando beneficios personales, en un marco de poderosas asimetrías intrahogar (Bravo, 1992). Pese a que, por sus diferencias, el conjunto de teorías micro descritas en el párrafo previo tiene, en principio, un radio de acción explicativo amplio, ninguna de ellas anticipa una elevación de la fecundidad adolescente o que esta tenga una condición particularmente refractaria al descenso. Como ese ha sido el caso de América Latina, su pertinencia para el análisis de la fecundidad adolescente en la región se debilita. Ante la falta de una teoría consolidada debemos recurrir a propuestas ad-hoc que no tienen pretensiones universales sino que operan como, utilizando la expresión de Merton9, “teorías de alcance medio”. Entre estas están las teorías sicológicas del desarrollo de la personalidad que, como ya se vió, subrayan los componentes de inmadurez, desestructuración, construcción identitaria y rebeldía que caracterizan esta fase de la vida (Dulanto 2000; Fischhoff y otros, 2001; Breibauer y Maddaleno, 2005). De esta forma, la fecundidad temprana en contextos de sociedades modernas como calificarían la mayor parte de las sociedades latinomericanas, aunque eventualmenente podrían exceptuarse ciertas zonas o grupos étnicos, entre los cuales la reproducción temprana está anclada en la cultura comunitaria podría interpretarse como: a) una conducta que carece de una base racional y que se debería, más bien, a una incapacidad de prever las consecuencias que tienen los comportamientos (inmadurez, falso sentido de invulnerabilidad); por cierto tal interpretación deja poco espacio para las políticas (¿cuáles podrían servir para evitar la “irrresponsabilidad adolescente”?) y sugiere una aleatoriedad social de la reproducción temprana que no opera en la realidad, por cuanto esta es altamente sesgada; b) una conducta enmarcada en la construcción identitaria ya que, independientemente de sus también reconocen la presencia de factores subconscientes y diferentes tipos de asimetría, que promueven comportamientos no explicables por la racionalidad individual (Bourdie, 1999) 8 A la reducción al cálculo consciente opongo la relación de complicidad ontológica entre el habitus (itálica en original) y el campo (Bourdie, 1999, p.144). En el mismo libro y refiriéndose a las dos reducciones centrales de utilitarismo microeconómico (los agentes se mueven por razones conscientes y procuran siempre lograr sus propósitos con la máxima eficacia al menor costo posible; toda motivación puede ser reducida a un beneficio en dinero) Pierre Bourdie declara: ……toda mi labor ha consistido en rechazar estas dos reducciones (p. 144). 9 Robert K. Merton, 1980, Teoría y estructuras sociales, FCE, México.

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secuelas, la maternidad/paternidad constituyen pilares de una identidad individual y social, así como tienen la capacidad de dar un “sentido” a la vida de los progenitores; por cierto, esta explicación tiene implícita una racionalidad general que, por la selectividad de este comportamiento, no es válida, lo que deja abierta la pregunta sobre quiénes optarían por esta modalidad de elaboración biográfica y porqué lo harían en desmedro de otras opciones; c) una conducta que se realiza como acto de rebeldía, negación de autoridad o rechazo a la generación mayor; por cierto esta explicación tiene varios flancos débiles sobre todo porque la maternidad/paternidad suelen erosionar las condiciones objetivas para el ejercicio de la rebeldía, pero sí puede ser relevante en casos específicos. De esta manera, la especificidad sicológica de este grupo debe ser considerada en todo intento de explicación así como intervención sobre la fecundidad adolescente. Sin embargo, limitarse solo a este componente sobre todo si tiene una carga estigmatizante, como ocurre cuando este fenómeno se atribuye casi exclusivamente a la inmadurez o a la irresponsabilidad no permite dar cuenta de un conjunto de aspectos estilizados que operan “por sobre los individuos” y, sobre todo, aporta poco a identificar las raíces de la “peculiaridad latinomericana y caribeña”. Respecto de esto último, cabe hacer un paralelismo con el análisis propuesto por Frank Furstenberg Jr. (1988), para interpretar el “caso especial” que representan las elevadas tasas de fecundidad de los Estados Unidos dentro de los países desarrollados. Él plantea un contrapunto especialmente relevante para América Latina: “In sum, the process of economic development and especially postindustrial economic development exerts pressures toward later marriage and greater sexual freedom as societies move away from a kinship-based economy to an economy that relies on prolonged education and training in social institutions outside the home” (p. 247). Vale decir, la modernización actúa paradojalmente en el caso de la reproducción temprana, pues si bien tiende a postergar la unión y por esa vía a reducir la fecundidad adolescente, también tiende a aumentar la exposición al riesgo de embarazo adolescente por una iniciación sexual más temprana. Producto de esta paradoja, la fecundidad adolescente puede incrementarse con la modernización, lo que dependerá, a la postre, de la capacidad de los adolescentes para llevar a cabo un conducta sexual responsable y protegida. Otro punto que se deduce de su análisis, es que si la reproducción temprana llegara a aumentar, lo haría en contextos nupciales crecientemente informales y probablemente más inestables. A continuación, afirma que las tasas excepcionalmente altas de fecundidad adolescente en los EEUU se deben a que en los otros países desarrollados hay “a greater willingness to acknowledge their sexual activity and to provide the resources to prevent their childbearing” (p. 246). En la misma línea, plantea que otro factor explicativo de la “anormalidad” de los Estados Unidos radica en que los costos de la fecundidad temprana no son tan altos para un grupo importante de la población, justamente los más pobres dentro de la sociedad más desigual del mundo desarrollado: “The greater the disadvantage within a population, the less difference teenage childbearing makes in determining long-term success” (p.249), llegando a generalizar este planteamiento en términos de que “The propensity toward teenage childbearing may be related also to the total amount of inequality within industrializing countries” (p. 249). En síntesis, las claves para explicar la fecundidad adolescente alta en un contexto moderno serían: a) la reticencia institucional (sociedad y familia) para reconocer a los adolescentes como sujetos sexualmente activos (condición que, además, tiende a ser promovida por la modernización), porque producto de esta negación se restringe su acceso a medios anticonceptivos y a conocimientos y prácticas sexuales seguras; b) la

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desigualdad, porque acorta sensiblemente el horizonte de opciones vitales para los más pobres, con ello reduce el costo de la maternidad/paternidad temprana y, simultáneamente, eleva su valor como mecanismo para dotar de sentido a la vida. De vuelta a América Latina, varios trabajos recientes de investigadores de la región han elaborado conceptos y propuesto interpretaciones para abordar las tendencias y características de la reproducción temprana en la región. Para ser útiles, estos marcos conceptuales deben ser capaces de dar cuenta de: a) la resistencia al descenso de esta fecundidad; b) la marcada inequidad que se expresa en tasas mucho más elevadas en los grupos pobres; c) la creciente presencia de la maternidad adolescente soltera (que no siempre significa sin pareja). Junto a lo anterior, deben proveer de una explicación y ojalá una predicción de la evolución conjunta de la modernización económica y social y la fecundidad adolescente, toda vez que la relación histórica entre modernización y fecundidad total no es válida para la reproducción temprana (como lo evidencian las cifras y lo explica la “paradoja de Furstenberg” ya expuesta). En Rodríguez y Hopenhayn (2007) se identifican 4 enfoques usados en América Latina. El primero es sicológico y se asemeja a lo expuesto anteriormente. Los otros tres tienen coincidencias con la interpretación de Furstenberg antes descrita. El segundo se basa en la noción de “modernidad sexual truncada” (p.9), que da cuenta del adelantamiento de la actividad sexual consecuencia de la secularización y de las tendencias emancipatorias e indivualizantes de la modernidad, así como de la creciente presencia de contenidos eróticos a los que están expuestos los adolescentes que no es legitimado por las familias y, por ende, tiende a mantenerse en secreto y a llevarse a cabo en condiciones inseguras. El tercero subraya la desigualdad, que influye por varios canales, entre ellos las barreras de acceso a medios anticonceptivos y la falta de oportunidades para los adolescentes pobres. El último enfoque releva los sesgos institucionales, que tienden a invisibilizar a los adolescentes como sujetos sexualmente activos y, por lo mismo, a excluirlos de los programas oficiales de salud sexual y reproductiva. Un aporte especial de este trabajo es la vinculación que se hace entre cada enfoque y las políticas que emanan de ellos. Por cierto, también se reconoce la posibilidad de intervenciones ampliadas que consideren más de uno de los enfoques en su diseño y aplicación. Otros trabajos (Rodríguez, 2006; Dicesare y Rodríguez, 2006; Stern, 2004; Pantelides, 2004; CEPAL-OIJ, 2004; Guzmán y otros, 2001) han llamado la atención sobre aspectos adicionales que parecen relevantes para explicar los niveles de fecundidad relativamente altos de la región. Entre estos están los histórico-culturales, donde sobresalen: a) la glorificación del macho procreador, y en alguna medida aventurero, que, en general, promueve la iniciación temprana de los jóvenes y favorece conductas escapistas frente a las responsabilidades parentales; b) el papel de la familia, que actúa como red de apoyo diseminando la carga de la crianza y evitando que los progenitores adolescentes asuman todo el peso de la crianza; c) los altos índices de maternidad soltera el síndrome del “huacho” (en Chile: hijo de padre desconocido), vinculado al factor ya mencionado del machismo (Montesino, 1997) y de uniones consensuales, ambos herencia de la conquista y que, en general, debilitan el control de la familia o la comunidad sobre el comportamiento sexual de sus miembros. Por otra parte, la apertura de las nuevas generaciones de adolescentes a los medios de comunicación masivos y, más recientemente, a la oferta casi infinita de internet, ha aumentado exponencialmente su exposición mensajes eróticos y a una multitud de estímulos sexuales. De esta manera, la tecnología y la liberalidad de la modernidad

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se enlazan explosivamente con los factores históricos, culturales, socioeconómicos e institucionales descritos, generando poderosos incentivos para una sexualidad temprana y desprotegida de los adolescentes, que desde luego eleva las probabilidades de reproducción antes de los 20 años.

D. Fuentes de datos D.1.

Estadísticas vitales

Estudiar la fecundidad adolescente requiere de fuentes de datos adecuadas. Las estadísticas vitales son la fuente natural para estudiar sus tendencias generales y específicas según algunas de sus características como: a) la precocidad, porque hay consenso en que a menor edad más complicadas suss consecuencias de la maternidad adolescente; b) “situación” nupcial sea en términos de situación conyugal aunque, lamentablemente, los registros suelen considerar solo el estado civil, lo que sobrestima la maternidad soltera porque no se capturan las relaciones de unión informal o noviazgo (ver, por ejemplo, INE-Chile, 2000), o edad de la pareja; c) las inequidades territoriales (entre ámbitos urbano-rurales, entre regiones e incluso intrametropolitanas) y sociales (entre grupos educativos); d) los órdenes de paridez , asunto que si bien ha sido poco investigado es muy relevante para la medición, la interpretación y las políticas. Normalmente, la construcción de indicadores idóneos, del tipo tasas, no puede realizarse solo con información de estadísticas vitales, porque estas no registran el denominador (por ejemplo: mujeres de 15 a 19 años totales y según condición nupcial, localización, nivel educativo y cantidad de hijos tenidos). Pero el denominador puede obtenerse o estimarse de otras fuentes y, finalmente, calcular las tasas respectivas. Y si eso no fuera posible, siempre se pondrán calcular otros indicadores relativos del tipo porcentajes que serán informativos y útiles (aunque estén expuestos a diferentes distorsiones, como se expondrá). Es el caso de medidas como la proporción de nacidos vivos cuya madre es adolescente, la proporción de hijos de madres adolescentes sin escolaridad, la proporción de hijos de madres adolescentes indígenas, el porcentaje de hijos de madres adolescentes precoces (menores de 18 años), el porcentaje de hijos de madres adolescentes que es primogénito, o la proporción de hijos de madres adolescentes con bajo peso al nacer, entre otras. Su mera inspección revela sus límites porque, por ejemplo, una reducción del porcentaje de la proporción de madres adolescentes que no tiene escolaridad puede deberse (suponiendo todo lo demás constante) a una reducción relativa mayor de su fecundidad o a una disminución de su número por el avance de la escolaridad. Así, con estos indicadores es poco lo que puede concluirse sobre la evolución de la intensidad de la fecundidad adolescente en los distintos grupos. Por otra parte, las estadísticas vitales también sirven para analizar algunas secuelas de la fecundidad adolescente. Entre estas están las típicas de salud pública, como su relación con la morbimortalidad infantil y materna.10 10

Relación que para ser considerada robusta debe controlar, al menos, el efecto de una variable interviniente que actúa sobre ambas, como es el nivel socioeconómico.

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Ahora bien, pese a todas las ventajas que presentan las estadísticas vitales, históricamente se les ha usado muy poco para la indagación de la reproducción en la adolescencia en la región. Esto debido, principalmente, a los problemas de cobertura, oportunidad y calidad que presentan. En menor medida, también ha conspirado la dificultad para elaborar estimaciones de su intensidad por subgrupos, por la ya comentada no disponibilidad del denominador. Con todo, el uso de las publicaciones o estadísticas oficiales desplegadas por los portales web de cuatro países de la región, que se encuentran entre los que tiene registros de mayor calidad en la región, es sugerente del aporte que significan las estadísticas vitales, pues permiten el seguimiento anual de la fecundidad adolescente y de la total. Y este seguimiento ratifica que en tres de los cuatro países con mayor desarrollo humano de la región, la fecundidad adolescente ha sido mucho más refractaria al descenso que la fecundidad total, siendo extremos el caso de Uruguay y Argentina, cuyas tasas de fecundidad adolescente actuales son superiores a las que tenían hace 40 años (gráfico 1 para Uruguay y Binstock y Pantelides, 2006, para Argentina). En Chile, la fecundidad adolescente actual es menor a la que existía en 1960 y, además, del 2000 a la fecha ha estado cayendo de manera sostenida (salvo un repunte en 2006); con todo, experimentó un período alcista largo en las décadas de 1980 y 1990, pese a los cambios de escenario político y económico que vivió en ambas y al pertinaz descenso de la fecundidad total durante los últimos 40 años. Solo Costa Rica presenta un cuadro más estilizado, aunque ciertamente la magnitud relativa del descenso de la fecundidad adolescente es menor que la de la fecundidad total. Gráfico 1 Evolución de la tasa de fecundidad adolescente (15-19) y de la tasa global de fecundidad según estadísticas vitales de 4 países seleccionados por sus registros de alta calidad y sus niveles de desarrollo humanos superiores 5.0

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Tasa de fecundidad 15-19 (por mil)

4.5 100

4.0 3.5

80

3.0 60

2.5 2.0

40

1.5 1.0

20

0.5 0.0

19 60 19 62 19 64 19 66 19 68 19 70 19 72 19 74 19 76 19 78 19 80 19 82 19 84 19 86 19 88 19 90 19 92 19 94 19 96 19 98 20 00 20 02 20 04 20 06

0

Años Chile, 15-19 Chile, TGF

Costa Rica, 15-19 Costa Rica, TGF

Uruguay, 15-19 Uruguay, TGF

Fuente: cálculos del autor

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Argentina, 15-19 Argentina, TGF


D.2.

Censos de población

Los censos de población contienen módulos de fecundidad, en parte para obtener estimaciones que resultan inviables o inconfiables a partir de las estadísticas vitales. Por disponer de la información del total de población y no solo de quienes experimentaron el evento en un año dado, como ocurre con las estadísticas vitales, la información que proporciona este módulo del censo permite obtener, usando técnicas indirectas relativamente conocidas, estimaciones de las tasas específicas de fecundidad y, por ello, de la tasa global de fecundidad. Si a lo anterior se le suma que para todas las personas se dispone del conjunto de antecedentes que captura cada censo, entonces la estimación de tasas segmentadas según características relevantes es directa. Por ello, no debe extrañar que con la creciente posibilidad de procesar los microdatos censales en virtud, principalmente, de los avances computacionales (CELADE, 2007) se hayan multiplicado los estudios y análisis de la fecundidad adolescente con estos datos. Ejercicios comparativos entre países de la región se han llevado a cabo recientemente para: a) examinar las tendencias de las desigualdades socioeconómicas de la fecundidad adolescente; b) efectuar seguimiento de la maternidad adolescente, según edad simple y características seleccionadas. En el primer caso, estos estudios han mostrado una preocupante tendencia al aumento de la inequidad en materia de la fecundidad adolescente durante la década de 1990 (Hopenhayn y Rodríguez, 2007; di Cesare, 2007; Rodríguez y di Cesare, 2006; CEPAL, 2005). En el segundo caso, las cifras censales arrojan, nuevamente, resultados preocupantes: en la mayor parte de los países aumentó la maternidad adolescente y la mayor alza tendió a ser de la fecundidad precoz y en condiciones de soltería.11 Estos resultados han sido claves para reposicionar el tema en la agenda pública y de investigación. Como ya se expuso en la sección conceptual, entre los especialistas hay un grupo más bien escéptico respecto de la gravedad que reviste la fecundidad adolescente; y entre los argumentos que se esgrimen para justificar este escepticismo se encuentra justamente el de las cifras, es decir que no habría tal “aumento de la fecundidad adolescente”. Por cierto, las cifras del cuadro 1 chocan con las afirmaciones de los autores “escépticos”. Sin embargo, este cuadro no basta para zanjar el debate. Primero, porque todo depende de la perspectiva temporal; en el cuadro 1 esta se limita al último período intercensal que en la mayor parte de los países corresponde al decenio de 1990 pero si se usara una longitud mayor por ejemplo, entre 1960 y la actualidad, la mayor parte de los países registraría un descenso de la fecundidad adolescente. Segundo, porque las diferentes fuentes de datos demográficos ofrecen panoramas distintos; de hecho, en algunos casos, las estadísticas vitales y las encuestas ofrecen resultados que no son del todo compatibles con los que proporciona el censo. Y tercero, y esto es lo más importante desde el punto de vista sustantivo, es posible que la dirección de la tendencia de la 11

El cálculo por edad simple permite descartar que esta tendencia se deba un cambio en la composición etaria dentro del grupo, en particular un aumento de la participación relativa de las edades 18 y 19 y, como contrapartida, una reducción de la participación relativa de las edades 17, 16, y 15; por su mayor tiempo de exposición al riesgo etal factor exógeno debiera elevar artificialmente la maternidad adolescente. Respecto del contexto nupcial, el censo no presenta la limitación antes comentada de las encuestas, pues captura situación conyugal y, por lo mismo, identifica a las adolescentes unidas de manera consensual. Con todo, la situación conyugal es insuficiente en el caso de las madres adolescentes porque de existir un vínculo amoroso con los progenitores, este puede ser de noviazgo o incluso menos formal; por ello clasifican como soltera pese a que tienen pareja (y los niños/as cuentan con “padre”).

11


fecundidad adolescente sea diferente del de la maternidad adolescente; esto último ocurre, por ejemplo, si los nacimientos de orden superior a 1 entre las adolescentes caen fuertemente, pero no así los nacimientos de orden 1. Y esto último está ocurriendo en casi todos los países de la región, en varios casos de manera marcada, tal como lo muestra el gráfico 2. Cuadro 1 Países seleccionados de América Latina y el Caribe: evolución de la proporción de mujeres de 15 a 19 años que ha tenido hijos, por edades simples. Censos de la ronda de 1990 y 2000 País Argentina Belice Bolivia Brasil Chile Colombia Costa Rica Ecuador El Salvador España Guatemala Honduras México Nicaragua Panamá Paraguay Portugal Rep. Dominicana Trinidad y Tabago

Venezuela Uruguay

Año (fecha censal) 1991 2001 1990 2000 1992 2001 1991 2000 1992 2002 1993 2004/05 1984 2000 1990 2001 1992 2007(provisional) Encuesta 2004 1994 2002 1988 2001 1990 2000 1995 2005 1990 2001 1992 2002 Encuesta 1997 1993 2002 1990 2000 1990 2001 1985 1995

15 3.3 3.7 2.5 2.8 1.6 2.0 2.2 3.3 2.1 6.3 2.6 2.9 2.0 2.5 6.2 3.2 2.8 2.8 2.9 2.6 3.6 3.0 1.4 1.8 5.0 4.3 3.6 4.1 2.0 1.9

16 6.6 6.5 7.7 6.7 4.4 5.7 5.2 7.6 4.8 5.1 6.4 7.1 5.6 6.2 5.4 8.1 6.8 6.9 1.2 7.3 6.9 8.1 8.4 3.8 4.8 12.6 10.7 8.2 9.3 6.2 5.1

4.4 1.0 1.2 3.3 3.2 1.2 5.0

9.1 3.2 2.2 6.9 7.5 3.4 7.7

12

Años de edad 17 11.2 11.2 15.4 14.4 9.9 11.7 10.4 13.8 9.8 10.2 12.8 13.7 10.9 11.8 11.0 14.9 13.5 12.7

Total 18 17.3 17.2 26.2 25.4 17.9 20.8 17.2 20.8 16.1 16.7 20.9 21.0 18.6 19.8 19.4 23.9 22.0 20.4

19 23.1 23.6 34.9 33.0 28.0 29.2 24.3 28.1 24.8 24.1 29.3 28.6 27.5 27.5 27.9 32.5 30.6 28.0 3.4

14.5 14.2 15.6 17.1 8.6 10.7 23.7 19.8 15.2 16.2 13.0 10.1 ND 15.4 6.1 4.7 13.0 13.7 7.2 12.8

25.1 23.1 25.2 27.6 16.1 18.2 34.8 28.9 22.4 25.4 23.4 17.8

35.5 33.0 34.6 38.0 24.2 26.2 46.0 38.4 30.8 33.3 32.9 26.7

ND 23.6 12.3 18.3 19.9 21.7 12.4 18.4

32.1 18.9 21.4 27.5 29.8 19.3 24.6

11.9 12.4 16.9 15.8 11.7 13.5 11.5 14.8 11.8 12.3 14.0 14.3 12.8 13.2 13.5 16.3 14.4 13.7 2.1 16.1 15.5 16.6 18.3 10.4 12.1 23.9 20.0 16.1 17.4 15.0 12.1 2.5 16.7 8.0 9.3 13.8 15.0 8.4 13.9


Fuente: procesamientos especiales bases de microdatos censales con REDATAM. Para España, López y otros, 2005, tabla 1.49 (estimación aproximada). Para Portugal: Fertility and Family Survey (FFS) 1997; tabla 12, tablas estándares de países [en línea]; descargadas el 4 de abril de 2008 desde http://www.unece.org/pau/ffs/f_h_151b.htm. ND: No disponible.

Gráfico 2 América Latina, países seleccionados con censos de las rondas de 1990 y de 2000: madres adolescentes (15-19 años de edad) según número de hijos tenidos (estructura relativa) 100%

80%

60%

40%

Argentina

Belice

Bolivia

Brasil

Chile

Colombia Costa Rica

Ecuador

El Guatemala Honduras Salvador

Mexico

Nicaragua

Panamá

2,001

1,990

2,000

1,990

2,002

1,992

2,000

1,990

2,005

1,995

2,000

1,990

2,001

1,988

2,002

1,994

2,007

1,992

2,001

1,990

2,000

1,984

2,005

1,993

2,002

1,992

2,000

1,991

2,001

1,992

2,000

1,990

2,001

0%

1,991

20%

Paraguay Trinidad y Venezuela Tabago (Rep. Bol)

País y año

1

2

3 y Más

Fuente: procesamientos especiales bases de microdatos censales con REDATAM

D.3.

Encuestas especializadas

A grandes rasgos, tres tipos de encuestas caben en este componente: a) las que corresponden a programas mundiales como las Demographic and Health Surveys (DHS; www.measuredhs.com) y su antecesor la World Fertility Survey (WFS) o las International Reproductive Health Surveys (IRHS, www.cdc.gov/reproductivehealth/surveys/)12; b) las levantadas por los países sobre temas vinculados con la conducta reproductiva, tales como, salud, SIDA, juventud y adolescencia, calidad de vida, etc. y; c) las encuestas de hogares con propósitos múltiples que, en ocasiones, incluyen módulos de salud que incluyen consultas específicas sobre la salud sexual y reproductiva.

12

Hay otros programas mundiales de encuestas como la del Banco Mundial (Citar) y las MICs de UNICEF, pero en general no profundizan en los temas de reproducción

13


Sin duda, se trata de la fuente más utilizada para el análisis de los comportamientos reproductivos, sus tendencias y determinantes próximos y subyacentes. Además, por la amplia cobertura de países en desarrollo que tienen algunos de estos programas (en particular las DHS), y por su carácter estandarizado, son una fuente idónea para exámenes comparativos. Asimismo, el hecho de que capturen información de los hogares equipamiento, servicios y características del jefe de hogar, que sirven, entre otras cosas, para calcular un índice socioeconómico (índice de bienestar) que permite jerarquizar a todos los hogares y, por ende, hacer estimaciones de diferenciales socioecómicos de la fecundidad y la mortalidad y de las mujeres (incluyendo variables intermedias y subyacentes), las habilita para proporcionar información relevante para análisis explicativos. Debido a ello, una parte importante de la evidencia que se sistematiza, expone y discute a continuación en este documento proviene de estas encuestas, en particular las DHS, cuyo procesador en línea (Statcompiler) es, por lo demás, muy eficiente.

E. Hipótesis 1: La fecundidad adolescente es la más desligada de la fecundidad total a escala mundial, en particular en América Latina Una reciente publicación de Naciones Unidas (United Nations, 2007), ofrece una información muy valiosa para contrastar empíricamente esta hipótesis. Se trata de un estudio sobre los patrones mundiales de fecundidad en los que se entregan las tasas específicas de fecundidad estimaciones consideradas confiables para dos momentos del tiempo, a saber, en torno a 1970 y en torno a 2000. En el cuadro 2 se resumen los resultados de la correlación simple entre la tasa global de fecundidad y las tasas específicas de fecundidad. Coeficientes altos y positivos son esperados, porque se trata de una correlación entre el todo (TGF) y sus partes (tasas específicas). En general, se verifica que la tasa más desvinculada es, como planteaba la hipótesis, la del grupo de 15 a 19 años y también se verifica que América Latina presenta una desvinculación significativamente mayor, la que incluso aumenta cuando el análisis se restringe a la definición más tradicional (y más pertinente para este estudio) de la región (20 países). En cambio, no se verifica la predicción de una “desvinculación creciente”; con todo, el incremento de la correlación en el caso de la agrupación de 20 países es más bien marginal en comparación con los otros dos casos expuestos en el cuadro 2 (mundial y América Latina y el Caribe ampliado a 37 países). Ahora bien, el gráfico 3 elaborado solo con países con encuestas DHS recientes es mucho más categórico, aunque solo ofrezca una perspectiva transversal. En efecto, la distinción entre América Latina y el resto del mundo del desarrollo es radical. Mientras en los países de Africa y Asia hay una relación positiva y estadísticamente significativa entre la tasa global de fecundidad y la tasa específica de fecundidad del grupo 15 a 19 (r = 0.707 p < 0.001), en el caso de América Latina esta correlación es de 0.264, lo que no alcanza para ser significativo a un nivel de significación del 10%. Con todo, si se consideran los 15 países que cuentan con información para fines de la década de 1980 y principios de la década de 2000 (sea de encuestas o de estadísticas vitales), las correlaciones son más altas y estadísticamente significativas, aunque ahora sí se verifica una tendencia a la baja (“desvinculación creciente”), pues llegan a un coeficiente de correlación simple de 0.59158 (p-value (aprox) = 0.01) a fines de la década de 1980 y a un coeficiente de 0.54665 (p-value (aprox) = 0.02) en el primer quinquenio del presente siglo.

14


En conclusión, dentro del mundo en desarrollo, solo en América Latina está en entredicho la vinculación entre fecundidad adolescente y fecundidad total. La información más cabal y reciente sugiere que si bien esta relación existe y es positiva, como cabe esperar, ha sido decreciente y está en el borde de la no significación estadística. Cuadro 2 Correlaciones simples entre las tasas específicas de fecundidad y la tasa global de fecundidad en el mundo, América Latinaa/ y el Caribe y América Latinab/ Grupo de edad

Mundial, en torno a 1970

Mundial, en torno a 2000

América Latina y el Caribe (37 países) en torno a 1970

América Latina y el Caribe (37 países), en torno a 2000

América Latina y el Caribe (20 países), en torno a 1970

América Latina y el Caribe (20 países), en torno a 2000

15-19 0.689 0.791 0.627 0.754 0.633 20-24 0.897 0.914 0.881 0.908 0.893 25-29 0.964 0.952 0.980 0.939 0.984 30-34 0.961 0.937 0.955 0.894 0.971 35-39 0.945 0.943 0.941 0.853 0.969 40-44 0.913 0.924 0.830 0.802 0.829 45-49 0.755 0.836 0.570 0.678 0.548 Fuente: cálculo propios basados en United Nations, 2007 a/ 37 países, incluye casi todos los pequeños estados insulares y países en desarrollo de habla continente) b/ 20 países, los 17 de habla ibérica del continente más Cuba, Haití y República Dominicana.

0.668 0.900 0.980 0.909 0.890 0.864 0.712 no ibérica en el

Gráfico 3 TGF y tasa específica de fecundidad (15-19 años), países seleccionados del mundo, encuestas DHS en torno a 2000 8

7 Correlación simple Países no ALyC: 0.707 (p-value 0.00018) 6

TGF

5 Guatemala, 1999

4 Haití, 2005

Honduras, 2005-06

Bolivia, 2003

Correlación simple ALyC: 0.264 (p-value 0.246)

3 Brasil, 1996 Perú, 2004

2

El Salvador, 2002/03

Colombia, 2005

República Dominicana, 2002

1 Datos nuevos: Brasil (PNDS, 2006): 83, 1.8; República Dominicana (DHS, 2007): 92 y 2.4; r con los nuevos datos =0.32

0 0

50

100

f1519

150

200

250

Fuente: elaboración propia con base en datos obtenidos mediante procesamiento con Statcompiler (www.maesuredhs.com).

15


F. Hipótesis 2: La tendencia de la fecundidad adolescente en la región es excepcional El cuadro 3 muestra que la única gran región del mundo en que hubo un aumento de la fecundidad adolescente en los últimos 30 años del siglo XX fue América Latina y el Caribe y, de hecho, está actualmente solo detrás de Africa. A principios de la década de 1970, América Latina y el Caribe tenía una TGF 10% superior a la mundial y una tasa de fecundidad adolescente un 7% superior a la mundial. En la actualidad, su TGF está ligeramente por debajo de la mundial, pero su tasa de fecundidad adolescente en un 50% superior que la mundial. El cuadro 3 también aporta antecedentes relevantes para entender la desvinculación entre la fecundidad adolescente y la total expuesta en el acápite previo. En particular, el marcado sesgo territorial cultural de la fecundidad adolescente. En efecto, la menor tasa de fecundidad adolescente en la actualidad no está en Europa Occidental sino en Asia Oriental. Por otra parte, Africa del Norte tiene una fecundidad adolescente menor que la de Estados Unidos. Sin duda, se trata de casos elocuentes que revelan el poder del contexto cultural sobre la sexualidad y las decisiones nupciales de los adolescentes. Ciertamente, en los dos casos retratados la modernización puede socavar los controles tradicionales y si no va acompañada de una secularización institucional y familiar que facilite el control reproductivo por parte de los adolescentes, su efecto final puede ser el aumento de la fecundidad adolescente. El cuadro 3 también sirve para descartar los determinismos toscos. Es el caso del determinismo cultural simplista que es descartado por el simple hecho que América Latina pertenece a la misma matriz cultural latina que Europa del Sur y sus niveles de fecundidad adolescente han sido y son mucho más elevados que en Europa del Sur. Y también es el caso del determinismo inercial, que tiende a negar la posibilidad de cambio. Como lo revela el caso de Australia, es posible reducir la fecundidad adolescente en países donde esta ha sido muy refractaria al cambio, a diferencia de las otras edades. Se trata de una referencia alentadora para la región, que podría aspirar a reducir sensiblemente la fecundidad adolescente en las próximas décadas, no obstante haber llegado ya a niveles relativamente bajos de fecundidad total. Finalmente, cabe referirse a un factor que subraya la excepcionalidad de América Latina. Típicamente, el ámbito rural tiene niveles más elevados de fecundidad adolescente por la combinación de nupcialidad más temprana y menor acceso a anticonceptivos (producto de una amplia gama de factores socioeconómicos y culturales relativamente bien documentados). Por ende, el mayor grado de urbanización de América Latina, en comparación con el resto de los países en desarrollo, ejerce un “efecto de composición” que distorsiona los cotejos directos con otras regiones del mundo. Específicamente, la fecundidad adolescente de la región sería incluso mayor a la ya elevada que registra en la actualidad si tuviese, por ejemplo, el grado de urbanización de Africa. De esta forma, una comparación más rigurosa de la fecundidad adolescente entre países en desarrollo debe controlar este evidente factor distorsionador. Lo anterior procura hacerse en el gráfico 4, en el que se expone segmentado por zona urbana y rural un indicador complementario de la tasa específica de fecundidad del grupo de 15 a 19 años de edad y que es captado por encuestas especializadas: la proporción de madres o embarazadas

16


por primera vez entre las adolescentes entrevistadas. Es un indicador más simple y comunicativo, y además, es más poderoso y relevante desde el punto de vista de política. En efecto, es la condición de progenitor adolescente la que genera desventajas en las sociedades modernas. Por ello, las intervenciones públicas deben concentrarse, primero, en el conjunto de los adolescentes con objetivos preventivos, y luego en los progenitores adolescentes en particular en la madre que es la que suele asumir (muchas veces con el apoyo de sus padres, es decir los (las) abuelos(as) del bebé) la responsabilidad de la crianza con propósitos paliativos. Así, un indicador como la proporción de madres adolescentes ofrece una información directa para políticas, pues no solo sirve para medir la extensión efectiva del problema principal13, sino también para acercarse a la localización y caracterización de la población que lo experimenta, es decir la población afectada y que requiere cuanto antes de medidas de mitigación, generales o específicas. El aporte del gráfico 4 no se limita a ratificar que los niveles de maternidad adolescente son los más elevados del mundo después de los de África. Muestra elocuentemente que el deafío regional es doble. Por una parte, porque persiste la brecha campo-ciudad por cuanto la maternidad adolescente rural es al menos un 30% superior que la urbana. Pero más llamativamente, son las zonas urbanas de la región las que registran una maternidad adolescente sobresalientemente alta, al punto que el promedio simple de la región es muy cercano al de Africa. En términos analíticos, este hallazgo obliga a profundizar en los factores que podrían explicar este peculiar contexto urbano de la región no disuasivo de la maternidad temprana. En términos de política, este hallazgo introduce incertidumbre sobre el futuro de esta fecundidad, porque sugiere que los factores estructurales que históricamente desincentivaban la reproducción temprana en particular la escolarización y la ampliación de oportunidades para las mujeres, que suelen estar asociados a la condición urbana��� pueden perder efectividad.14 Cualquiera sea el caso, la evidencia presentada en esta sección ratifica que el patrón de aumento y resistencia a la baja de la fecundidad adolescente en la región es excepcional en el mundo en desarrollo.

13

La tasa específica de fecundidad está afectada por el orden de nacimiento, por lo cual, en teoría, una tasa alta podría originarse en un grupo relativamente pequeño de la población adolescente pero de fecundidad muy intensa 14 Adicionalmente, este hallazgo es un alerta para los tomadores de decisiones y los políticos en general. Lo anterior porque ya no cabe depositar esperanzas en una reducción importante de la fecundidad adolescente nacional por “efecto de composición rural-urbana”. Este último, deriva del paulatino aumento del porcentaje urbano de la población, pues con ella se eleva la proporción de adolescentes que viven en el ámbito urbano, que tiene menor fecundidad. De esta manera, las ganancias en materia de reducción de la fecundidad temprana que podrían derivarse de la urbanización regional tienen dos cortapisas significativas. La primera es que la urbanización ya está bastante avanzada, y, por ende, hay cada vez menos espacio para aumentar el porcentaje urbano. Y la segunda es que el diferencial entre ambas zonas ya no es tan marcado y, de hecho, nada garantiza que se mantenga en el futuro.

17


Cuadro 3 Tasa global de fecundidad y fecundidad adolescente en torno a 1970 y en torno a 2003, grandes regiones y subregiones del mundo País y región MUNDO Países más desarrollados Países menos desarrollo (excludos los de menor desarrollo) Países de menor desarrollo ÁFRICA África del Oeste África Intermedia África del Norte África del Sur África del Este ASIA Asia del Este Asia Central-Sur Asia del Sudeste Asia del Oeste EUROPE Europa del Este Europa del Norte

circa 1970 TGF Tasa 15-19 4.5 71 2.1 41 5.2 70 6.6 150 6.7 132 7.0 126 6.5 177 6.5 74 5.6 114 7.0 172 5.0 66 4.5 35 5.5 90 5.6 86 5.7 89 2.2 36 2.2 36 2.1 42

circa 2003 TGF Tasa 15-19 2.6 55 1.6 24 2.6 47 5.0 130 5.0 116 5.6 120 6.2 189 3.2 37 2.9 70 5.8 147 2.5 41 1.7 2 3.2 69 2.5 40 3.2 45 1.4 20 1.3 28 1.7 21

Europa del Sur

2.5

29

1.4

12

Europa del Oeste AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE El Caribe América Central (incluye a México) América del Sur AMERICA del Norte Canadá Estados Unidos de América OCEANIA Australia/NuevaZelandia Australia Nueva Zelandia Melanesia Polinesia

1.9 5.0 4.4 6.4

41 79 104 123

1.6 2.5 2.6 2.7

9 80 69 79

4.7

72

2.5

81

2.0 2.3 2.5 3.2 2.6 2.9 3.1 5.8 6.7

66 42 68 45 53 51 62 18 109

2.0 1.5 2.0 2.4 1.8 1.8 2.1 4.1 3.3

41 14 43 33 19 16 27 64 36

Fuente: www.un.org/esa/population/publications/worldfertility2007/WorldFertilityPatterns%202007_UpdatedData.xls (on line5 de junio de 2008).

18


Gráfico 4 Proporción de madres o embarazadas por primera vez, países seleccionados del mundo en desarrollo, encuestas DHS de 2000 en adelante 60 50 40 30 20 10

Africa Subsahariana

Africa del norte, Asia del Oeste y Europa Oriental

Sur y sureste de Asia

Perú 2000 PROMEDIO SIMPLE

Nicaragua 2005

Haití 2005

Honduras 2005

Brasil 1996

Colombia 2005 Rep. Dominicana 2002 Guatemala 1998/99

Vietnam 2002 PROMEDIO SIMPLE Bolivia 2003

Nepal 2006

Filipinas 2003

Camboya 2005

Indonesia 2002/03

Moldavia 2005

Marruecos 2003/04 PROMEDIO SIMPLE Bangladesh 2004

Egipto 2005

Jordania 2002

PROMEDIO SIMPLE Armenia 2005

Uganda 2006

Zambia 2001/02 Zimbabwe 2005/06

Senegal 2005

Tanzania 2004

Rwanda 2005

Niger 2006

Nigeria 2003

Malawi 2004

Mozambique 2003

Madagascar 03/04

Kenya 2003

Lesotho 2004

Ghana 2003

Guinea 2005

Etiopía 2005

Chad 2004

Eritrea 2002

Camerúnn 2004

Burkina Faso 2003

0

Latin America & Caribbean

Región, país y año

Urbano

Rural

Fuente: procesamiento en línea de las Encuestas de Demografía y Salud, usando StatCompiler, www.measuredhs.com, 12/03/2008, 17:30. Nicaragua 2005, Informe Preliminar de la ENDESA, p.38, cuadro 6.

G. Hipótesis 3: La tendencia de la fecundidad adolescente en América Latina se debe al aumento de la fecundidad entre los más pobres, que ahora son predominantemente urbanos y escolarizados Históricamente la fecundidad adolescente se ha asociado con pobreza. Y no hay estudios que contradigan esta pertinaz vinculación, que ha sido incluida en el denominado “círculo intergereracional de la pobreza” (Rodríguez y Hopenhayn, 2007, p.7). Sin embargo, lo anterior no significa que las madres adolescentes actuales respondan al mismo perfil de antaño, vale decir, rurales y con poca o nada de escolaridad. Lo anterior porque las sociedades han cambiado más concretamente se han urbanizado y la educación se ha expandido y porque los efectos paradojales de la modernización han hecho que la protección brindada por los contextos urbanos y la educación se haya devaluado, como se plantéo en el acápite previo. El examen comparado de los gráficos 5, 6 y 7, permite objetivar, precisar y también reconocer matices relativos al planteamiento anterior. El gráfico 5, en primer lugar, muestra que la maternidad adolescente ha aumentado en todos los grupos educativos y en todos los países (con la excepción de Nicaragua); por cierto esto se contrapone con una evolución mucho más matizada de los totales nacionales, en que empatan los países que suben con los que bajan. Lo que hay detrás de esta aparente contradicción es el “efecto de composición” ya mencionado. Esto se confirma con el gráfico 6, que muestra que en todos los países aumentó de manera

19


significativa la proporción de muchachas con educación secundaria o superior (las de menor maternidad adolescente). Tal incremento contrarrestó esta alza generalizada de la maternidad adolescente en cada grupo educativo y permitió, incluso, que algunos países exhibieran descensos del promedio nacional de este indicador. Cualquiera sea el caso, la conclusión del examen de ambos gráficos es todavía más categórica que la expuesta previamente: de no ser por el cambio de composición educativa, la maternidad adolescente habría aumentado en todos los países expuestos en los gráficos. De hecho, esto último se puede cuantificar tipificando la estructura educativa, lo que permite una estimación gruesa (porque solo controla un factor, el educativo) y estática (porque no considera efectos interactivos) del impacto del cambio en la composición educativa de las adolescentes sobre los niveles de reproducción temprana. Asimismo, el uso de este recurso metodológico hace posible elaborar un nuevo ranking del índice de maternidad adolescente, controlando el diferencial de estructura educativa de los países. En el cuadro 4 se aprecian los resultados de la tipificación. Es evidente que de no ser por el avance de la escolaridad en los últimos 15 años, los índices de maternidad temprana serían bastante mayores a los observados, y llamativamente en los países que más aumentó la fecundidad adolescente es justamente donde el efecto “deflactor’ del avance educativo sobre la fecundidad adolescente fue más intenso. Más concretamente, si en Brasil y en Colombia se hubiese mantenido la estructura educativa de las adolescentes entre mediados de la década de 1980 y mediados de la década de 1990 (Brasil) y 2005 (Colombia), en ambos países sus niveles recientes de maternidad adolescentes serían casi tan altos como los de África Central. En el caso de las comparaciones internacionales, nuevamente Colombia aparece “castigada”, ya que sería el país con la tasa de maternidad temprana más elevada si la estructura educativa fuese la misma en todos los países expuestos en el cuadro. Cuadro 4 Porcentaje de adolescentes madres o embarazadas: valores observados y tipicados, países seleccionados País

Bolivia Brasil Colombia República Dominicana Guatemala Haití Nicaragua Perú

Año

Porcentaje observado

1989 2003 1986 1996 1986 2005 1986 2002 1987 1998/99 1994/95 2005 1997/98 2001 1986 2000

17.2 15.7 13.3 18.0 13.6 20.5 17.4 23.3 22.8 21.6 14.5 14.0 27.0 24.7 12.7 13.0

Porcentaje tipificado (controla el cambio de estructura en el tiempo de cada país) 17.0 25.0 27.6 28.0 25.5 16.2 25.3 15.4

Fuente: cálculo propios

20

Diferencia (tipificadoobservado) 1.3 7.0 7.1 4.7 3.9 2.2 0.6 2.4

Porcentaje tipificado (controla la diferencias de estructura educativa entre países) 17.2 17.0 9.5 21.0 13.4 27.3 14.5 23.4 12.9 16.5 11.2 12.5 24.4 23.4 13.6 16.7

Diferencia (tipificadoobservado) 0.0 1.3 -3.8 3.0 -0.3 6.8 -2.9 0.1 -9.9 -5.1 -3.3 -1.5 -2.6 -1.3 0.9 3.7


Nota: para tipificar se usaron las estructuras según nivel educativo de las adolescentes que entrega el Statcompiler de DHS (las tres categorías que se muestran en el gráfico 6). En el caso del control intertemporal de cada país, se mantuvo constante la estructura educativa de la DHS inicial. En el caso del control enter países, se mantuvo constante la estructura de Bolivia 1989.

Por otra parte, una segunda lectura del gráfico 6 permite dos conclusiones adicionales. La primera es que efectivamente las madres adolescentes actuales se están apartando de la imagen tradicional, y que era válida en la década de 1980, de un grupo marcado por la baja o nula educación. Particularmente llamativos son los casos de Brasil y Colombia, donde la mayor parte de las madres adolescentes tiene educación secundaria. La segunda conclusión es que efectuar un seguimiento de este indicador usando una segmentación como la educativa introduce sesgos por el cambio en el peso relativo de cada subgrupo en el tiempo. Este problema ya fue descrito y examinado en CEPAL, 2005 y se concluyó que la única manera de hacer un examen riguroso de la evolución de la desigualdad social en materia de reproducción temprana era usar como segmentación social cuantiles de alguna variable socioeconómica cuantitativa. Y al hacerlo se obtienen los resultados del gráfico 7 que confirman la hipótesis de que la fecundidad adolescente está aumentando básicamente por un aumento entre los grupos más pobres. Gráfico 5 Adolescentes madres o embarazadas por primera vez según nivel educativo: paíse seleccionados DHS 1980 y 2000 70 60

Proporción

50 1989 40

2003

30 20 10

Bolivia

Brasil

Colombia

Haití

Nicaragua

Primaria

Secundaria o más

TOTAL

Sin educación

Primaria

Secundaria o más

TOTAL

Sin educación

Primaria

Secundaria o más

TOTAL

Guatemala

Sin educación

Primaria

Secundaria o más

TOTAL

Rep. Dominicana

Sin educación

Primaria

Secundaria o más

TOTAL

Sin educación

Primaria

Secundaria o más

TOTAL

Sin educación

Primaria

Secundaria o más

TOTAL

Sin educación

Primaria

Secundaria o más

Sin educación

0

Perú

Países y nivel educativo

Fuente: procesamiento en línea de las Encuestas de Demografía y Salud, usando StatCompiler, www.measuredhs.com, 02/07/2008, 17:30.

21


Gráfico 6 Estructura educativa de las adolescentes según condición de maternidad: encuestas DHS de la década de 1980 y de 2000, paíse seleccionados 100%

80%

60%

40%

Bolivia

Brasil

Colombia

Guatemala

Nicaragua

Perú

Bolivia

Brasil

Colombia

MADRES

Rep. Dominicana

Guatemala

Nicaragua

2000

1986

2001

2005 Haití

1997/98

1994/95

1987

1998/99

2002

1986

2005

1986

1996

1986

2003

1989

2000

1986

2001

2005 Haití

1997/98

1994/95

1987

Rep. Dominicana

1998/99

2002

1986

2005

1986

1996

1986

2003

0%

1989

20%

Perú

NO MADRES

Condición de maternidad, país y año

Sin educación

Primaria

Secundaria

Fuente: procesamiento en línea de las Encuestas de Demografía y Salud, usando StatCompiler, www.measuredhs.com, 04/07/2008, 18:00

Gráfico 7 Tasa de fecundidad adolescente (por mil) en estratos socioeconómicos extremos: zonas urbanas de seis países latinoamericanos, censos de las rondas de 1990 y de 2000 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 1990

2001

Venezuela

1991

2000

Brasil

1988

2001

Honduras

Quintil de menor nivel socioeconómico

Fuente: Rodríguez y Hopenhayn, p. 8.

22

1990

2000

Panamá

1992

2002 Chile

1992

2002

Paraguay

Quintil de mayor nivel socioeconómico


H. Hipótesis 4: la tendencia de la fecundidad adolescente es el resultado de un síndrome de modernidad sexual y social truncada Como se planteó en el marco conceptual, la hipótesis dominante es que la modernización sociocultural tiende a adelantar la iniciación sexual. Esto último no era del todo claro a fines de la década de 1990 (Bozón, 2003; Guzmán y otros, 2001). Sin embargo, los datos del cuadro 5 son contundentes al respecto. Dado que el promedio de edad de estas iniciaciones es un indicador sesgado (por la exclusión de las no iniciadas), y que la mediana puede no alcanzarse dentro de las adolescentes al momento de la encuesta, en el cuadro 5 se presenta una dupla de indicadores que examinados en conjunto proporcionan una información poderosa. Se trata de las iniciadas (sexual y nupcialmente) de manera precoz (antes de los 15 años) y de la proporción de “aún no iniciadas” (sexual y nupcial) dentro de las adolescentes. Sumadas no hacen 100% porque falta un subgrupo que son las iniciadas después de los 15 años de edad entre las adolescentes al momento de la encuesta, pero, por lo mismo, este valor está determinado por los otros dos. Si bien los niveles de la región en los dos indicadores de iniciación sexual están por debajo de los promedios africanos, el factor de distinción es su tendencia, porque en otras latitudes del mundo en desarrollo que no del mundo desarrollado, donde el adelantamiento de la iniciación sexual ha predominado en los últimos 50 años (Bozón, 2003) el adelantamiento de la iniciación sexual es excepcional, mientras en la región es la regla. Lo especial del caso latinoamericano es que también se adelanta la iniciación de la unión, algo no anticipado por ninguna teoría y que parece ser muy excepcional en otras regiones del mundo. De esta manera, la región se sitúa nuevamente después de África (donde algunos países subsaharianos registran un 15% o más de las mujeres unidas antes de los 15 años), y bastante por encima del resto de las regiones en desarrollo (con la excepción de Bangladesh, cuyo patrón de unión temprano es clave para sus elevados índices de fecundidad adolescente).

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Cuadro 5 Grandes regiones del mundo en desarrollo, países seleccionados: Mujeres de 15 a 19 años según situación de iniciación sexual (antes de los 15 años y aún no iniciadas) y nupcial (antes de los 15 años y nunca unidas) Grandes regiones del mundo, país y año de referencia

Primera relación sexual Antes Virde los gen 15 años

Primera unión Antes de los 15 años

Jamás unidas

Grandes regiones del mundo, país y año de referencia

Primera relación sexual Antes Virde los gen 15 años

Primera unión Antes de los 15 años

Africa del norte/Asia Occidental Burkina Faso 1992/93 12.7 45.9 7.9 55.4 Egipto 1988 3.8 Burkina Faso 2003 7.3 51.6 4.2 67.7 Egipto 2005 1 Camerún 1991 23.6 31.5 16.2 55.8 Jordania 1990 1.1 Camerún 2004 18 45.3 11.2 66.8 Jordania 2002 0.6 Chad 1996/97 21.9 45.2 18.6 51.4 Marruecos 1987 2.8 Chad 2004 19 51.4 17.9 54.7 Marruecos 2003-2004 1.6 Eritrea 1995 18.5 62.4 20 62.4 Sur y Sudeste Asiático Eritrea 2002 8.8 67.6 8.5 69 Bangladesh 1993/94 29.8 Ghana 1988 12.7 50.1 5.8 75.6 Bangladesh 2004 26.3 Ghana 2003 7.4 61 2.5 86.3 Indonesia 1987 4.2 83.1 4.4 Kenya 1989 14.3 53.7 3.4 79.8 Indonesia 2002/2003 2.8 85.5 2.8 Kenya 2003 14.5 57.9 3.5 79.7 Filipinas 1993 0.8 91.9 0.7 Madagascar 1992 17.7 46.8 7.9 73.3 Filipinas 2003 1.4 89.5 1.2 Madagascar 2003/04 16 45.1 8.8 67 América Latina y el Caribe Mali 1987 23.5 26.7 29.7 24.6 Bolivia 1989 5.1 74.7 1.8 Mali 2001 26 36.2 19.4 51.4 Bolivia 2003 6.2 72 2.4 Niger 1992 29.8 39.1 31.2 41.4 Brasil 1986 5.3 80.2 2.6 Niger 2006 25.7 38.9 28 39.3 Brasil 1996 11.5 67.2 4.3 Rwanda 1992 2.1 85.5 0.6 90.2 Colombia 1986 4.3 79.8 2.5 Rwanda 2005 5.2 87.9 0.2 97.1 Colombia 2005 13.7 56.2 4.5 Tanzania 1992 11.4 48.6 3.7 71.7 República 7.2 75.8 5.7 Dominicana 1986 Tanzania 2004 11.4 50.6 4.6 72.1 República 12.8 63.5 10.4 Dominicana 2002 Uganda 1988 26.4 37.7 11.6 59.2 Guatemala 1987 9.3 71 7.4 Uganda 2006 11.8 57 3 77.6 Guatemala 1998/99 8.3 72.6 6.8 Zambia 1992 19.4 39.5 4.2 70.4 Haití 1994/95 8.4 71 3 Zambia 2001/02 (2) 17.5 42.7 4.9 73 Haití 2005 15.3 59.4 5.6 Zimbabwe 1988 6.7 67.5 3.7 80.2 Perú 1986 82.2 5.2 2.4 Zimbabwe 2005/06 4.9 67.9 2.6 76.2 Perú 2000 77.8 5.1 2.1 Fuente: procesamiento en línea de las Encuestas de Demografía y Salud, usando StatCompiler, www.measuredhs.com, 19/03/2008, 16:30. Nota: en negrita casos de América Latina que se apartan de la tendencia general de la región (sea porque alguno de los dos indicadores sugiere que se atrasa la iniciación sexual o la nupcial (o ambas).

Jamás unidas

Africa Subsahariana

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84.5 87.5 89.4 93.8 87.7 89

50.5 52.1 82.5 85.4 92.2 90.6

85.7 87.6 85.3 83.2 85.8 82.8 78.2 70.5 73.8 73.9 83.1 80.7 87.2 88.7


La combinación del adelantamiento de la menarquía15 con la iniciación sexual y de la unión más temprana, es un factor que determina una creciente exposición al riesgo de embarazo en la adolescencia. El único “antídoto” que la sociedad puede ofrecer para que lo anterior no se transforme en un alza de la reproducción temprana es el acceso a anticonceptivos. Y en este aspecto es donde la modernidad de la región queda trunca, todavía. En efecto, en los países desarrollados (en particular Europa Occidental), la actividad sexual en la adolescencia se inicia y luego se continúa bajo condiciones de protección anticonceptiva.16 No es el caso de la región y eso explica la enorme diferencia entre ambas situaciones. Cualquiera sea el indicador de uso de anticonceptivos que se use17, la región está muy por detrás de los niveles de uso entre adolescentes que se observan en los países desarrollados. En suma, esta brecha entre una iniciación sexual que se adelanta y un uso de anticonceptivos entre las adolescentes sexualmente activas que aún está lejos de ser generalizado, explica simultáneamente la elevada fecundidad adolescente en la región y el contraste con la baja fecundidad temprana de los países desarrollados. Ahora bien, una inspección más detallada de las cifras disponibles (cuadro 6) obliga a algunas precisiones que tienen implicaciones directas y cruciales en materia de políticas

15

Asociado al desarrollo económico y social, y las mejores condiciones nutricionales (Castells y Silber, 2003; Bongaarts y Cohen, 1998). 16 Ver, por ejemplo, resultados de las encuestas Fertility and Family Surveys, en su mayoría de la década de 1990 (www.unece.org/pau/ffs/welcome.htm). 17 La distinción entre conocimiento y uso es muy relevante en la región porque mientras el primero es casi universal (lo que no significa que sea un conocimiento sólido sino solamente una identificación de métodos), el segundo es mucho más restringido. Respecto de los indicadores de uso, hay muchos (alguna vez usuarias, usuarias actuales, usuarias regulares, etc.), pero en el caso de las y los adolescentes los más relevantes tienen que ver con la protección en la primera (o las primeras) relación sexual, el número de hijos al primer uso y la regularidad del uso.

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Cuadro 6 América Latina y el Caribe, países seleccionados: uso de anticonceptivos en la adolescencia País y año Usa actualmente un método moderno (15-19 alguna vez unidas) Bolivia 1989 2.5 Bolivia 2003 26.3 Brasil 1986 44.1 Brasil 1996 47.2 Colombia 1986 21.2 Colombia 2005 47.1 Ecuador, 1987 (DHS) 11.6 Ecuador, 2004, IRHS (ENDEMAIN) 45.1 El Salvador, 1985 (DHS) 20.5 El Salvador, 2002/2003, IRHS (FESAL) 41 Guatemala 1987 2.5 Guatemala, 2002, IRHS 18.3 Haití 1994/95 7.7 Haití 2000 9.2 Honduras, 1996, IRHS 17.8 Honduras, 2001, IRHS (ENSM) 32.2 Nicaragua 1992/93, IRHS 23.2 Nicaragua 2001 (DHS) 53 Paraguay, 1990 26.3 Paraguay, 2004, IRHS 47.5 Perú 1986 10.2 Perú 2004 40.1 Republica Dominicana 1986 20 República Dominicana 2002 37.6 Fuente: procesamientos en línea por STATCompiler (www.measuredhs.com) y datos publicados Nota: Aunque similares, las encuestas DHS e IRHS no son iguales y a veces proporcionan datos no totalmente comparables. De los indicadores del cuadro el que sistemáticamente difiere entre ambas encuestas es el de mujeres de 15 a 19 años madres o embarazadas por primera vez, porque la encuesta IRHS considera solo madres (y también consulta por todos los embarazos). Para procurar compatibilzar ambas fuentes, se procedió a añadir un porcentaje de embarazadas por primera vez al porcentaje de madres publicado en las encuestas IRHS. Este se estimó suponiendo constante la relación entre madres y embarazadas por primera vez registrado en la encuesta DHS. En Honduras, por tratarse de dos encuestas IRHS, no hay comparabilidad con los otros países (aunque sí hay comparabilidad entre los dos años del mismo país).

En primer lugar, aunque en el análisis comparado del uso de anticoncepción en la adolescencia la región está rezagada respecto de los países desarrollados, tiene niveles de uso de anticonceptivos modernos superiores a los promedios de otras regiones del mundo en desarrollo. El gráfico 8 muestra la situación entre las adolescentes unidas al momento de la encuesta, que si bien no son la mayoría, por definición están expuestas al riesgo de embarazo. Y salvo el caso de Guatemala, el resto de los países presenta niveles que están entre los más altos del mundo en desarrollo, incluso más elevados que en países asiáticos y norafricanos con índices de fecundidad adolescente mucho más bajos (como se mostró en cuadros previos). Esto sugiere que los altos niveles de fecundidad adolescente en la región no se deben a que la anticoncepción sea particularmente baja entre las adolescentes, en el marco de las regiones en desarrollo, sino a que es insuficiente, inoportuna o irregular para el patrón de iniciación sexual de las nuevas generaciones. Y como este último patrón está tendiendo al europeo, lograr niveles de fecundidad bajos como en Europa Occidental, requiere de un nivel de uso de anticonceptivos similar al europeo, es decir, mucho más alto que el actual.

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Gráfico 8 Porcentaje del total de adolescentes unidas que usan anticonceptivos modernos, países seleccionados del mundo, encuestas DHS en torno al año 2000 60

50

40

30

20

10

D

rm en ia 2 Eg 005 yp M or t2 oc 00 5 Tu co 2 00 rk m 3 -0 en 4 ist an 20 00 Ba ng la de Ca sh 2 00 m In b 4 od do ia ne 20 sia 05 20 02 /2 V 00 ie 3 tn am 20 02

A

Fa so Ca 20 m 03 er oo n 20 Et 04 hi op ia 20 G 05 ab on 20 00 K M en ad ya ag 20 as ca 03 r2 00 3/ N am 04 ib ia 20 Rw 00 an d Ta a 20 05 nz an ia 20 04

Bu rk in a

Países y años

Bo liv ia C om 2 ol om 003 in ic bi an a2 Re pu 005 G bl ua ic te 20 m al a 1 02 99 N ic 8/ ar 99 ag ua 20 Pe 01 ru 20 00

5

0

Fuente: procesamiento en línea de las Encuestas de Demografía y Salud, usando StatCompiler, www.measuredhs.com, 19/03/2008, 17:30.

En segundo lugar, y en diálogo con la conclusión anterior, la evidencia disponible sugiere que el aumento de los indicadores tradicionales de uso de anticonceptivos (usó alguna vez o usa actualmente), no logra captar la efectividad del mismo. De hecho, si se consideran el conjunto de encuestas DHS e IRHS de las últimas dos décadas se verifica que en todos los países aumentó significativamente la proporción de usuarias actuales de anticonceptivos modernos entre las adolescentes algunas vez unidas (cuadro 6), es decir, una fracción importante de las que han estado expuestas al riesgo de embarazo. Y, por cierto, este aumento fue concomitante con la resistencia a la baja de la fecundidad adolescente antes descrita. Esta aparente paradoja se explica por varias razones. Una de ella ya ha sido subrayada, y es que el aumento del uso de anticonceptivos ha sido neutralizado, parcial o totalmente, por el adelantamiento de la edad de iniciación sexual. Sin embargo, hay otras tres razones que cabe destacar por sus implicaciones metodológicas y de política. La primera es que este indicador no da cuenta de la “trayectoria anticonceptiva”. Y esto significa que es insuficiente para saber el grado de protección de la primera relación sexual (o durante el conjunto de la vida sexual). La segunda, vinculada a la anterior, es que tal aumento perfectamente puede deberse a una ampliación del uso entre las que ya han sido madres, con lo cual se logra el objetivo de controlar la intensidad reproductiva, pero no de evitar la reproducción temprana. Y el tercero es que, sobre todo en la adolescencia, la declación de uso actual no es homologable a “uso regular y eficiente”. Respecto de la primera razón la evidencia disponible es clara: aún una fracción mayoritaria de las y los adolescentes se inicia sin protección, lo que genera una alta exposición al riesgo de

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embarazo. Y si bien ha habido un aumento de las iniciaciones protegidas, los índices actuales en la región están muy lejos de los observados en los países desarrollados (gráfico 9).18 Gráfico 9 Uso de anticonceptivos modernos en la primera relación sexual, mujeres de 15 a 19 años, países seleccionados Porcentaje (total de iniciadas sexualmente)

90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Brasil , 1996

Costa Rica, 2000 (18-19 años)

Ecuador, 2004

El Salvador, 2002/03

Honduras, 2001

Paraguay 2004

Jamaica, 2002

España, 1995 (18-19 años)

Países y años

Fuente: Brasil: procesamiento base de datos DHS, 1996; Costa Rica: Chen y otros, 2001, p. 102, cuadro 17. El Salvador: Informe final FESAL-2002/03 (cálculo ponderado tablas 9.12 y 9.13). Paraguay, Informe final ENSMI2004, cuadro 7.10 (solo relaciones premaritales) www.cepep.org.py/endssr2004/informe_final/adolyaduljovenes.htm. Honduras: Informe final ENESF-2001, cuadro 7-10. Ecuador: Informe final ENDEMAIN 2004: cuadro14.13 http://www.cepar.org.ec/endemain_04/nuevo05/pdf/tablas/14_actsexual.pdf. Jamaica: Jamaica Reproductive and Healt Survey, 2002. Highlights. Table 11.2.1 (todos los medios de anticoncepción). www.cdc.gov/reproductivehealth/Surveys/Jamaica_LD.htm#Figure12. España: FFS, tabla 21 [on-line], http://www.unece.org/pau/ffs/f_h_151b.htm.

Respecto de la segunda, el cuadro 7 evidencia que entre las adolescentes algunas vez unidas predomina la combinación de no uso de anticoncepción o uso posterior al primer hijo. Solo en Colombia y en Brasil la mayoría de estas adolescentes ha comenzado a usar anticoncepción cuando aún no tenía hijos. Las cifras del cuadro 7 sugieren que las adolescentes madres tienen mayor acceso a la anticoncepción; si bien esto evita embarazos adicionales que complicarían aún más su situación, también sugiere un sesgo adverso en el acceso a servicios de salud sexual y reproductiva a las adolescentes nulíparas sexualmente activas. Lo anterior asociado a la combinación de fenómenos de: a) estigma social, que inhiben a las muchachas para solicitar estos servicios; b) negación o rechazo familiar, que puede ser una barrera infranqueable basada en brechas generacionales u otros mecanismos culturales; c) restricción administrativa, que limitan la posibilidad de los adolescentes de solicitar directa y confidencialmente los servicios; y d) falta de pertinencia de los programas existentes, que no logran atraer a los y las adolescentes, quienes requieren un trato diferente a los otros grupos de edad. Ahora bien, las cifras de Colombia y Brasil introducen algunas sombras sobre la real efectividad de la anticoncepción usada por las adolescentes en la región. En efecto, en ambos países los índices de iniciación anticonceptiva en condición de nuliparidad han aumentado hasta situarse entre los niveles más altos de la región y, sin embargo, la fecundidad adolescente en ellos ha 18

Adicionalmente, en muchos países desarrollados el aborto está legalizado, lo que también incide en sus bajos niveles de fecundidad adolescente. Sin embargo, los elevados índices de uso de anticonceptivos desde la primera relación sexual sugieren que es esta la variable relevante para explicar tales bajos índices de fecundidad adolescente.

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estado aumentando y actualmente no es particularmente baja. Ciertamente, lo anterior puede explicarse por el tercer factor antes mencionado, cual es que los y las adolescentes tienen menos pericia, experiencia y madurez para el uso de anticonceptivos y todo ello redunda en una menor eficiencia de los mismos. Aunque hay evidencia que apoya este planteamiento (Rodríguez y Hopenhayn, 2007; Breibauer C. y M. Maddaleno, 2005; Castells y Silber y otro, 2003; Guzmán y otros, 2001), no hay espacio para considerar estas peculiaridades como insuperables. De hecho, la experiencia de España y Portugal es elocuente respecto de las capacidades que tienen los adolescentes para evitar embarazos no deseados mediante una protección anticonceptiva cabal, en particular cuando el entorno social y el familiar, así como las instituciones de salud, les dan espacio y medios para decidir. Cuadro 7 América Latina y el Caribe, países seleccionados: uso de anticonceptivos entre adolescentes alguna vez unidas según número de hijos que tenía la primera vez que uso anticonceptivos País y año de la encuesta Nunca ha usado Sin hijos 1 hijos Bolivia 2003 33.7 35.4 30.9 Brasil 1996 16.4 59.2 24.4 Colombia 2005 13.5 58.2 28.3 República Dominicana 2002 24.9 46 29.1 Guatemala 1998/99 73.3 11.2 15.5 Haiti 2005 43.8 39.3 16.9 Honduras 2005 28.8 41.2 30 Nicaragua 2001 26.2 40.9 32.9 Perú 2000 28.8 35.3 35.9 Fuente: procesamiento en línea de las Encuestas de Demografía y Salud, usando StatCompiler, www.measuredhs.com, 19/03/2008, 18:30.

Finalmente, cuando las dos variables intermedias que han sido relevadas en este capítulo (la edad de iniciación sexual y la protección anticonceptiva) se desagregan según situación socioeconómica (medida por nivel educativo), se advierte que las y los adolescentes con menos recursos están frente a una “acumulación de factores de riesgo”, pues se inician más temprano y registran niveles de protección anticonceptiva mucho menores (cuadro 8). Mientras esta situación persista, es altamente probable que la trayectoria reproductiva y, en general, la trayectoria vital de los adolescentes mantenga la segmentación socioeconómica actual. Y esto contribuirá a la reproducción de las desigualdades socioeconómicas, así como a la intensificación de la experiencia de ejercicio desigual de derechos por parte de las nuevas generaciones.

29


Cuadro 8 Indicadores de iniciación sexual y de uso de anticonceptivos según condición socioeconómica Edad mediana iniciación sexual (grupo de edad 20 a 24 anos) Sin Scundaria educación Primaria o más 18.8 17.9 a 17.2 17.3 19.8

País y año Bolivia 1989 Bolivia 2003 Brasil 1986 Brasil 1996 Colombia 1986 Colombia 2005 República Dominicana 1986 República Dominicana 2002

% de usurias actuales de anticonceptivos modernos (adolescentes unidas) Sin educación Primaria Secundaria o más 2.4 9.1 23.8 17.8 30.2 46.4

17.9 15.6 17.8 16.1

19.3 18 17.9 16.2

a 19 a 18.1

39.5 56.6 42.8 57.4

57.7 66.1 49.2 67.5

61.2 75 60.2 69.1

15.6

17.5

a

32.4

46.7

49.6

15.2

16.2

19.8

62

66.4

65.5

)

Guatemala 1987 17 Guatemala 1998/99 16.9 Haití 1994/95 17.5 Haití 2000 16.3 Nicaragua 1997/98 16.3 Nicaragua 2001 15.8 Perú 1986 18.5 Perú 2000 17.5 Fuente: procesamiento en línea de www.measuredhs.com, 03/04/2008, 17:30.

18.3 a 8.6 18.4 a 16 18.5 20 8.4 17 18.4 19.4 16.7 a 44.6 16.8 19.7 50.4 18.2 a 7.6 17.4 a 33 las Encuestas de Demografía

24.3 46.2 31.3 53.6 15.2 23.2 23.1 29.7 57.4 63.9 69.8 69.4 17.1 35.7 43.8 57.1 y Salud, usando StatCompiler,

a: menos del 50% se ha iniciado.

En suma, la hipótesis de la modernidad sexual truncada es fuertemente apoyada por los datos disponibles. Por su parte, la hipótesis de la modernidad social truncada tiene un carácter más general y abordarla en su plenitud es imposible en el contexto de este documento. Sin ofrecer un análisis empírico detallado que no obstante está expuesto en CEPAL, 2004, texto en el cual se enuncian un conjunto de tensiones y paradojas que dan cuenta de la magnitud y profundidad de esta modernidad social truncada para los jóvenes, esta se expresa con particular fuerza en la disociación entre un creciente acceso a la educación y una creciente restricción en materia de movilidad social y oportunidades. Lo anterior genera condiciones de exclusión concretas y, por ello, una sensación de fatalismo e impotencia que dificulta la construcción de un proyecto personal que suponga la acumulación de acreditaciones, la planificación a mediano plazo y la postergación de la gratificación. Tarde o temprano esto retroalimenta críticamente a la educación recibida, que pasa a ser considerada como inútil para la obtención de ingresos o la movilidad social. Y la combinación de este descrédito que tiene, por cierto, bases objetivas vinculadas con las calidad inferior de la educación que reciben los pobres con el conocimiento intersubjetivo sobre las incertidumbres y pocas oportunidades que ofrece el futuro para los pobres, erosiona severamente la proyección biográfica “moderna”, que incluye la postergación de la reproducción hasta la conclusión de un ciclo previo de formación o incluso experimentación del mundo.

30


En este marco, y en un contexto asociado de factores culturales y sicosociales que amortiguan el impacto que objetivamente tiene la reproducción temprana sobre los progenitores adolescentes tales como: la red familiar y comunitaria (en particular las abuelas cuidadoras, la institución del padrinazgo y las vecinas apoyadoras) y en un medio en el que la experiencia previa de maternidad temprana está muy presente (González y Molina, 2007; Flórez y Nuñez, 2003; Guzmán y otros, 2001; Buvinic, 1998), para una parte significativa de los y las adolescente tener un hijo antes de los 20 años no es un factor que genere gran desbarajuste. Más aún, en algunos casos la maternidad puede constituir un “hito” creador de sentido y de proyecto de vida. Por cierto, lo anteriormente expuesto en modo alguno exime de efectos adversos a la reproducción temprana. Claro está que habrá casos individuales en que estos no operarán, así como contextos culturales en donde no tendrán sentido (en particular grupos indígenas aislados o cerrados), pero salvo estas excepciones, la reproducción adolescente acarrea, a lo menos, complicaciones para los progenitores, su prole y, cada vez más más, los abuelos de esta última.

I. Reflexión final: insumos y desafíos de investigación y de política19 La resistencia a la baja en la reproducción en la adolescencia, junto a todos los problemas que conlleva, desafía a las políticas públicas: delata debilidades diagnósticas y fracasos programáticos, y claramente muestra la necesidad de criterios transversales y complementariedad en campos diversos de intervención. En tal sentido, al menos en cuatro ámbitos hay espacio para las políticas públicas El primero es el de la subjetividad adolescente, quienes por estar en pleno proceso de maduración y definición de identidad, y en una fase experimental y de despertar sexual, encuentran más dificultades para ejercer dominio estratégico en este plano o negociar con sus parejas las decisiones sobre actividad sexual y prevención de embarazos. Por lo mismo, las intervenciones deben apuntar a fortalecer la capacidad de reflexión, control y negociación de los y las adolescentes para evitar conductas de riesgo (sea mediante la abstinencia sexual o el uso de anticonceptivos). Esta capacidad se puede formar mediante una variedad de programas de sensibilización, que incluyen talleres para adolescentes, propaganda y sensibilización de otros actores cercanos; y también la transmisión de estas actitudes y conocimientos en los servicios de educación (el colegio) y salud (hospitales y consultorios). En este sentido, es imprescindible que los adolescentes conozcan su derecho a la salud reproductiva y puedan exigir su cumplimiento. El segundo es el de la ambivalencia cultural que deriva del choque entre una creciente liberalización sexual que atañe a todas las edades y que se expresa tanto en los códigos de conducta y comportamientos efectivos como en los mensajes y símbolos predominantes y una persistente negación de autonomía en materia sexual para los adolescentes. Esto conformaría un síndrome de “modernidad sexual truncada” que promueve el ocultamiento de las relaciones sexuales y limita el acceso a información y servicios relevantes para la prevención de embarazos no deseados. La principal orientación de política de esta materia apunta a reconocer a los adolescentes como sujetos sexualmente activos y remover los obstáculos culturales y familiares que dificultan el ejercicio de una sexualidad segura desde la primera relación. Para esto es posible movilizar a los medios de comunicación de masas, programas comunitarios que apuntan 19

Basado en CEPAL, 2008, capítulo sobre fecundidad adolescente. Se trata de un libro aún inédito y sin título qu el aCEPAL presentará en la próxima Cumbre Iberoamericana que se realizará en san Salvador en octubre de 2008.

31


a la comunicación familiar, y la promoción de servicios y de leyes de apoyo a las adolescentes, que constituyen siempre una señal a las familias sobre la importancia de “transparentar” el tema. Respecto de esto último, una familia presente, activa, dialogante, empática con la situación de los adolescentes de hoy y capaz de especificar límites y enfrentar constructivamente sus conflictos, suele ser un factor protector frente al embarazo temprano, sea porque contribuye a postergar la iniciación sexual o porque facilita una iniciación protegida.. El tercer ámbito atañe a las oportunidades de formación educativa y de integración productiva para los y las adolescentes. La escasez de oportunidades, que afecta a la mayoría de las y los adolescentes pobres de la región, puede llevarlos a considerar que la maternidad temprana queda como único proyecto de vida en que puedan afirmar autonomía, encontrar sentido y transitar hacia la adultez. Así, aunque sea de manera indirecta y de efecto más tardío, ampliar las opciones que dan sentido de futuro a los y las adolescentes es una política clave para reducir la reproducción temprana en la región. Dos son las intervenciones más importantes y sistémicas en este sentido. La primera es al interior del sistema educativo, y apunta a mejorar las condiciones tanto de oferta como de demanda para que los y las adolescentes de sectores más pobres permanezcan en las escuelas, y tengan una progresión oportuna según la edad. Estar en la escuela y sin rezagos blinda fuertemente a las adolescentes frente al riesgo o al deseo de embarazo. La otra se refiere a las oportunidades de capacitación laboral y tránsito del colegio al trabajo, que debieran intervenir precisamente en los años finales de la adolescencia. El último ámbito refiere a los sesgos institucionales y sectoriales adversos a los adolescentes, en particular en el sector salud. En efecto, los programas de salud sexual y reproductiva para adultos se basan en supuestos de sistematicidad, autonomía y madurez que no se cumplen en el caso de los adolescentes. La ausencia de programas preventivos que consideren atención especializada, intervenciones integrales (incluyendo consejería) y principios de confidencialidad mantiene alejados a los adolescentes de los servicios oficiales. Reglamentaciones y dispositivos institucionales inapropiados (porque los tratan con desdén, porque les imponen horarios o condiciones difíciles, etc.) desalientan a los adolescentes a usar tales servicios. En este plano operan las reformas legales, institucionales y programáticas tendientes a brindar una atención de salud sexual y reproductiva oportuna, especializada, con confidencialidad, eficiente y sensible a los y las adolescentes.

32


6(5,(

43

población y desarrollo

D

eterminantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

Guiomar Bay Fabiana Del Popolo Delicia Ferrando

Centro Latinoamericano y Caribeño de Demografía (CELADE) – División de Población

Santiago de Chile, septiembre de 2003


CEPAL - SERIE Población y desarrollo

N° 43

Introducción

En el estudio de la fecundidad, diferentes factores han sido estudiados para explicar el nivel y las diferencias entre poblaciones. Se habla de determinantes contextuales o indirectos (tales como la mortalidad infantil, la urbanización y el nivel educativo) y de determinantes próximos o intermedios (por ejemplo la nupcialidad y el uso de anticonceptivos) a través de los cuales cualquier factor social influye en el nivel de la fecundidad. Desde hace poco una nueva categoría de determinantes, los “no convencionales” (como la globalización, las cuestiones de género, el empoderamiento de la mujer, entre otros) ha emergido en la discusión sobre los factores de descenso de la fecundidad y por el momento su comprensión es un desafío para los investigadores ya que no hay un modelo matemático que permita conocer su peso relativo y que ayude a explicar la lógica de su influencia en la fecundidad. El presente trabajo tiene como objetivo describir las tendencias recientes de los principales determinantes próximos de la fecundidad; evaluar la vigencia del modelo propuesto por Bongaarts (1978, 1982) para estimar el efecto de estos determinantes en la reducción de la fecundidad a partir de información actualizada; así como aplicar las modificaciones sugeridas por Stover (1998) al modelo original. Los determinantes próximos, conocidos también como variables intermedias, son factores biológicos y de conducta a través de los cuales (y sólo a través de los cuales) variables económicas, culturales y ambientales afectan la fecundidad. Su característica principal es que actúan directamente. Un cambio en ellas implica también un cambio

7


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

en la fecundidad. Por ejemplo, si la prevalencia anticonceptiva aumenta, el promedio de hijos disminuye, lo cual no es el caso de los determinantes indirectos (como el nivel de ingresos o el de educación) cuya influencia en el nivel de la fecundidad está mediatizada, como ya se dijo, por las variables intermedias. El grupo de once de estas variables propuesto por Davis and Blake en 1956, fue trabajado por varios investigadores, entre otros por J. Bongaarts (1978), (1982), que demostró que la diferencia en la fecundidad de las poblaciones se debe, mayormente, a la variación en por lo menos una de cuatro de ellas: • nupcialidad • uso de anticonceptivos • infecundidad post parto, y • aborto inducido Según el autor, cada una de ellas puede tener una influencia negativa o positiva sobre la fecundidad. Así, en una población en la que el uso de métodos anticonceptivos se practica con éxito, la variable intermedia anticoncepción tendrá un valor negativo en la natalidad. Si no se usa o se usa poco, tiene un valor positivo. La totalidad de las variables intermedias están presentes en todas las sociedades y pueden actuar ya sea para aumentar o para reducir la fecundidad. Si no se practica el aborto, el valor de esta variable en la fecundidad es positivo, porque esta misma ausencia es una forma de influencia. Distintas poblaciones pueden tener valores de una variable iguales o parecidas y tener distintos niveles de fecundidad, pero es improbable que dos sociedades presenten valores similares en todas las variables.

8


CEPAL - SERIE Población y desarrollo

N° 43

I.

Determinantes próximos

1.

Nupcialidad

Los factores relacionados con la nupcialidad que afectan la fecundidad son: el porcentaje de mujeres que se une y su contraparte, el porcentaje de mujeres que permanece soltera; la edad a la primera unión y la estabilidad de las uniones. Hay mayor información de censos y encuestas sobre los dos primeros, pero es limitada sobre el tercero. En la mayor parte de los países del mundo, especialmente en los menos desarrollados la familia es –por lo general– la unidad en la cual tiene lugar la reproducción. El matrimonio, formal o consensual, usualmente marca el comienzo de la formación de la familia y como tal afecta la fecundidad directamente, bajo el supuesto que las mujeres en unión tienen una vida sexual regular que las expone al riesgo de embarazo. Se señala que el modelo latinoamericano contrasta con los nuevos patrones de formación de uniones y de conformación de familias que surgió en los países desarrollados a partir de la década de 1960 y que se consideran propios de una segunda transición demográfica. Los elementos que estarían presentes en ella serían la postergación cada vez mayor de las uniones, la mayor presencia de cohabitación, la procreación extramarital, así como el incremento de la disolución de uniones y las familias reconstruidas (García y Rojas, 2002).

9


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

Se puede observar, para los países latinoamericanos presentados en el cuadro 1, un aumento en la proporción de mujeres en uniones consensuales en desmedro de la proporción de mujeres casadas. No obstante lo anterior el total de mujeres en unión permanece estable. No hay grandes cambios en la proporción de mujeres no unidas, observándose apenas un discreto aumento en algunos países. Cuadro 1

DISTRIBUCIÓN DE LAS MUJERES SEGÚN ESTADO CONYUGAL, PAÍSES Y AÑOS SELECCIONADOS (porcentajes) Mujeres en unión País Bolivia Brasil Colombia Perú República Dominicana

Año

Total

Casadas

Unión consensual

Total

No unidas

1989

100,0

51,5

10,9

62,4

37,6

1998

100,0

45,0

14,4

59,4

40,6

1986

100,0

49,9

9,0

58,9

41,1

1996

100,0

47,4

12,7

60,1

39,9

1990

100,0

32,3

20,1

52,4

47,6

2000

100,0

25,0

26,2

51,2

48,8

1986

100,0

40,1

17,9

58,0

42,0

2000

100,0

31,3

24,8

56,1

43,9

1986

100,0

20,2

33,8

54,0

46,0

1996

100,0

22,8

36,4

59,2

40,8

Fuente: Macro International, encuestas DHS. En: www.measuredhs.com

La edad de inicio de la unión es el factor más importante de la variable nupcialidad porque tiene mucho que ver con el período de exposición al embarazo. En la región como un todo, aunque hay un leve incremento de la edad en que la mujer inicia su vida conyugal, éste es un proceso muy lento y se presenta de manera diferencial no sólo por países sino también por áreas y grupos sociales al interior de ellos. El inicio temprano de la vida marital permanece, con poca variación, en casi todos los países vistos globalmente. Por ejemplo, el porcentaje de mujeres que al cumplir los 19 años de edad ya está en unión conyugal es superior al 10% en todos los países y abarca a la cuarta parte de en Guatemala, Honduras, Nicaragua y República Dominicana. Inclusive en Costa Rica en 1999, el 35% de mujeres de 18 y 19 años ya estaba viviendo con pareja (cuadro 2). Por los datos más recientes de encuestas demográficas aparentemente el patrón temprano de primeras nupcias continuará en las próximas décadas en la mayoría de los países. Alrededor del año 2000, en República Dominicana y Guatemala, la mitad de las mujeres cuya edad al momento de la encuesta era entre 25 y 49 años, se había casado o unido, a los 19.3 años. En otros países como Bolivia, Brasil, Colombia y Perú, esa edad fluctuaba entre 20.5 años y 21.5 años como se aprecia en el cuadro 3. En otras palabras, la primera unión se produjo finalizando apenas la adolescencia. Más aun, aunque puede deberse a errores aleatorios o a falta de comparabilidad de las fuentes, en Haití, la edad mediana al primer matrimonio habría disminuido entre el año 1994 y el 2000 y en Perú su comportamiento fue fluctuante entre 1986 y el 2000.

10


CEPAL - SERIE Población y desarrollo

N° 43

Cuadro 2

PORCENTAJE DE MUJERES DE 15 A 19 AÑOS UNIDAS EN PAÍSES SELECCIONADOS Nivel de fecundidad, país y año

Porcentaje de mujeres

Muy bajo

País y nivel de fecundidad

Porcentaje de mujeres

Bajo

Brasil, 1996

13,7

Colombia, 2000

México, 1997

14,5

República Dominicana Costa Rica, 1999

Intermedio El Salvador, 1998

21,1

Perú, 2000

11,3

Ecuador, 1999

17,0

Alto

17,6 22,4

a

35,0

Venezuela, 1998

15,8

Medio Alto Nicaragua, 1998

25,6

Paraguay, 1998

14,7

Haití, 1995

15,0

Honduras, 1996

22,7

Guatemala, 1999

23,7

Bolivia, 1998

10,6

Fuente: Guzmán, José Miguel y otros (2001). a

Mujeres de 18 a 19 años.

Cuadro 3

EDAD MEDIANA EN LA PRIMERA UNIÓN EN MUJERES DE 25 A 49 AÑOS Nivel de fecundidad, país y año

Edad

Muy baja

Nivel de fecundidad, país y año

Edad

Media alta

Brasil

1986

21,2

1989

20,3

1991

20,3

1994

20,6

1996

21,2

1998

20,9

1986

20,8

1994-95

20,8

1990

21,0

2000

20,5

1995

21,4

1987

18,6

2000

21,5

1995

19,0

1986

18,5

1998-99

19,3

Baja

Bolivia

Alta

Colombia

República Dominicana

1991

19,0

1996

19,3

Haití Guatemala

Intermedia Perú

1986

20,5

1992

21,1

1996

20,9

2000

21,4

Fuente: Macro International, encuestas DHS. En: www.measuredhs.com

Tradicionalmente la edad al primer matrimonio se considera el hito que marca el inicio de la actividad sexual de la mujer y, consecuentemente, la exposición al riesgo de embarazo; sin embargo, un porcentaje importante de mujeres llega a ser sexualmente activa antes del matrimonio. La serie de encuestas demográficas Encuesta Demográfica y de Salud (DHS) y Centro para el Control y Prevención de Enfermedades (CDC) muestra que la edad mediana a la primera relación sexual se produce 0,1 años antes que la primera unión en Nicaragua y 2,4 años antes en Perú, Colombia y Haití (véase cuadro 4). 11


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

En general, la edad mediana de inicio de las relaciones sexuales se ha rejuvenecido ligeramente en la mayor parte de países que cuentan con datos, pero ha permanecido constante o ha aumentado, también levemente, la edad mediana a una primera unión y al nacimiento del primer hijo. Cuadro 4

EDAD MEDIANA A LA PRIMERA RELACIÓN SEXUAL Y A LA PRIMERA UNIÓN EN MUJERES DE 25 A 49 AÑOS Nivel de fecundidad, país y año

Edad mediana primera Rel. sexual

Unión

Muy baja Brasil

México

Edad mediana primera

Nivel de fecundidad, país y año

Rel. Sexual

Unión

Media alta 1986

20,7

21,2

1996

19,5

21,2

1987

19,6

Nicaragua

1998

18,2

18,3

Paraguay

1990

19,4

20,9

Bolivia

1989

18,8

20,3

1994

18,9

20,6

1994-95

19,0

20,8

2000

18,2

20,5

1987

18,4

18,6

1998-99

18,3

19,3

19,9

Baja Colombia

1986

19,4

20,8

2000

19,2

21,5

República

1986

18,2

18,5

Dominicana

1996

18,7

19,3

Alta Haití

Guatemala

Intermedia Ecuador

1987

19,0

20,1

El Salvador

1985

18,7

19,0

Perú

1986

18,9

20,5

2000

19,0

21,4

Fuente: Macro International, encuestas DHS. En: www.measuredhs.com

La duración de la unión es un factor importante que influye en el nivel de la fecundidad por su vinculación directa con el cese de la exposición al riesgo de embrazo. Pero la información sobre este tema en la mayor parte de los países de la región es escasa y no muy confiable tanto por la calidad de los registros en sí mismos como también porque la separación —que es la forma más común de disolución— no se reporta como parte de los registros de hechos vitales. Por otro lado, como se recuerda, hasta 1985 siete países de la región1 no tenían una ley de divorcio (García y Rojas, 2002). Aun con limitaciones de subregistro y desactualización, la información disponible muestra el incremento de la ruptura de matrimonios en los últimos 40 años de acuerdo con el cociente divorcios/matrimonios que se incrementa en el tiempo, y sería mayor si se incluyera en los cálculos las separaciones de hecho. Las cifras presentadas por García y Rojas (2002), si bien son gruesas, revelan un incremento de la disolución matrimonial muy elevado y creciente en Cuba (de 5,34 divorcios por matrimonio en 1960 a 63,42 en 1996), casi constante en México y Guatemala y creciente, pero moderado, en otros países. El caso cubano puede ser sui géneris, pero el aumento en 1

12

Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Nicaragua y Paraguay.


CEPAL - SERIE Población y desarrollo

N° 43

otros países es un indicio del deterioro de la estabilidad de las uniones legales en la región, deterioro que parece acentuarse con el desarrollo alcanzado por los países a juzgar por los porcentajes correspondientes a Canadá (de 5,36% a 48,44% en 1960 y 1996 respectivamente y Estados Unidos (de 25,8% a 49,1% para los mismos años). En resumen, los datos para la región respecto a los tres factores relacionados con la nupcialidad (la unión, la edad de inicio de la unión y la estabilidad de las uniones) revelan que ha habido una discreta disminución del porcentaje de mujeres que se une en matrimonio o unión consensual, que la edad a la cual comienza la vida conyugal se ha mantenido prácticamente estable en los últimos cuarenta años y que hay una tendencia al aumento de la disolución matrimonial. Se necesita ahondar en este último tema que sería un factor de impacto importante en la fecundidad porque influye directamente en la duración de la unión y, por ende, con las posibilidades de procrear. Por lo demás, la nupcialidad en sí misma no parece haber desempeñado un rol decisivo en el nivel de la fecundidad de la región ni por países, ya que se observa poca variación en los patrones de nupcialidad, pero si variaciones importantes en los niveles de fecundidad.

2.

Uso de anticonceptivos

La literatura sobre la transición de altos a bajos niveles de fecundidad en la región abunda en evidencias en el sentido de que ésta ocurrió predominantemente por el incremento del uso de anticonceptivos. Los países de mayor prevalencia de uso de métodos son los de más baja fecundidad (Cuba por ejemplo, aunque aquí el aborto es practicado legalmente lo que da la posibilidad a la mujer de utilizarlo como método de planificación familiar), o son aquellos en los que el promedio de hijos por mujer se ha reducido más aceleradamente (Brasil y México) en las últimas décadas. La información sobre las prácticas de las mujeres y las parejas para regular la fecundidad en la región tiene dos limitaciones. Primero, no está disponible para todos los países, y segundo, son relativamente recientes. Las encuestas en series comparativas —tipo Encuesta Demográfica y de Salud (DHS) o las conducidas por el Centro para el Control y Prevención de Enfermedades (CDC)— comenzaron apenas a mediados de los años ochenta. Previamente, la Encuesta Mundial de Fecundidad (WFS) ofreció información para el final de la década de 1970 y, antes que ésta, el Programa de Encuestas Comparativas de Fecundidad en América Latina (PEAL-PECFAL) — desarrollado en un limitado número de países— permitió explorar la situación para el final de los años sesenta. Las encuestas PEAL-PECFAL son pioneras en la región indagando aspectos específicos de la fecundidad y sus determinantes, aparte de los esfuerzos independientes de organizaciones locales en cada país por conocer sobre estos temas tanto en el ámbito nacional como en contextos limitados a ciudades, zonas o desagregaciones territoriales menores. Estos estudios proveen información valiosa pero que tienen limitaciones cuando se trata de hacer comparaciones entre países. En la región, el uso de anticonceptivos ha aumentado notablemente en las dos últimas décadas aunque de manera heterogénea por país dependiendo del nivel de uso en el año base y del alcanzado en el año más reciente. Por ejemplo, en Haití, que es el país con menor prevalencia de uso de anticonceptivos de la región, el aumento fue de 2,0% anual en el período 1995-2000, y aun así, en este último año el porcentaje de uso de métodos entre las mujeres unidas sólo abarcaba a poco más de la cuarta parte. En contraste, el aumento fue sólo de 0,8% anual en Costa Rica entre 1986-1999 y de 1,1% anual en Colombia entre 1990-2000, países que tienen un porcentaje elevado de usuarias de métodos como se puede ver en el cuadro 5. Alrededor del año 2000 el uso de anticonceptivos (cualquier método, moderno o tradicional) era practicado por el 80% de mujeres unidas en Costa Rica y por casi el 77% en Brasil y Colombia. 13


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

También en Ecuador, México, Perú, Nicaragua y República Dominicana, más del 60% de mujeres unidas usaba alguna forma de protección para evitar un embarazo. Como ya se dijo, en Haití el porcentaje de uso es todavía bajo, lo mismo que en Guatemala y, en cierta forma, en Bolivia. Hacia finales de la década de 1990, los niveles de uso de métodos anticonceptivos en países menos desarrollados (como los de América Latina) y más desarrollados se han acercado mucho. Inclusive, según una reciente publicación (aunque los datos no son en todos los casos para años actuales), en ciertos países de América Latina (Costa Rica, Brasil y Colombia, por ejemplo) el uso de anticonceptivos sería mayor que en algunos países de Europa, Asia y América del Norte (tales como Italia, Japón y Canadá). Véanse cuadros 5 y 6. Sin embargo, hay diferencias sustanciales en las características del uso de métodos entre los países desarrollados y los países en desarrollo. Por un lado, en estos últimos, el porcentaje de uso es poco homogéneo, y además es alta y creciente la proporción de esterilizaciones (mientras que el uso de métodos tradicionales se manifiesta alto en naciones más desarrolladas).2 En efecto, en la región es elevada la proporción de usuarias del método definitivo3 (y se insinúa un aumento de la esterilización masculina) revelando que lo que desean es cesar la procreación y no espaciar el nacimiento de los hijos. Por otro lado, en los países desarrollados es elevado el porcentaje de uso de métodos modernos frente a los tradicionales más bajo en Latinoamérica. En efecto, excepto en Italia y Bulgaria donde ese porcentaje es menor que en el resto, en los demás países es cercano al valor de la prevalencia total, tal es el caso de China, Reino Unido y Canadá por ejemplo, como se muestra en el cuadro 6. En cambio, en América Latina, si bien hay países (Costa Rica, Brasil y Cuba) en donde la prevalencia de métodos modernos se acerca a la prevalencia total, en otros como Bolivia, Haití y Guatemala, la cifra no supera el 30%. En el intermedio hay países cuya prevalencia de uso de métodos modernos fluctúa entre el 50% y el 60%. Aparentemente, la prevalencia anticonceptiva total (cualquier método) no ha sobrepasado hasta ahora el 85%. De acuerdo a datos actualizados (PRB, 2002), China cuya prevalencia anticonceptiva, entre los países que cuentan con datos, es la más elevada del mundo, tenía en 1997 un 83,8% de usuarias unidas considerando todos los métodos y 83,3% si se cuenta los métodos modernos. Costa Rica, en América Latina, en el año 2000, se acerca a este valor con 80% de prevalencia total y 71% de métodos modernos. Los bajos porcentajes de uso en ciertos países desarrollados podría deberse al hecho que como en ellos el aborto es legal, el recurso a este procedimiento estaría supliendo el uso de formas de prevención de embarazos no deseados (que son los que terminan en aborto inducido voluntariamente). El uso de anticonceptivos se ha incrementado debido a la existencia de programas nacionales de planificación nacional, que han generalizado el acceso a métodos anticonceptivos modernos permitiendo que se logre el tamaño deseado de familia, a cambios en las aspiraciones sobre el tamaño de familia y al continuo desarrollo de nuevas formas anticonceptivas.

2 3

14

Esto se debe al alto nivel de uso de métodos tradicionales en los países de la antigua Unión Soviética y Europa Oriental. En Brasil y la República Dominicana, la anticoncepción quirúrgica voluntaria había sido elegida por el 40% de usuarias de métodos en 1996; mientras que ese mismo año, Puerto Rico tenía la tasa más alta de esterilización del mundo con un 45,5% de usuarias entre las mujeres unidas (UN, 2001).


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N° 43

Cuadro 5

PORCENTAJE DE MUJERES EN UNIÓN QUE USAN MÉTODOS ANTICONCEPTIVOS, POR TIPO DE MÉTODO, PAÍSES Y AÑOS SELECCIONADOS País y año

Total

Tipo de método

a

Moderno

Tradicional

Bolivia

País y año

Total

Tipo de método Moderno

a

Tradicional

Haití

1989

30,2

12,2

18,0

1994-1995

18,0

13,2

4,8

1994

45,3

17,7

27,6

2000

28,1

22,3

5,8

1998

48,3

25,2

23,1

Honduras 1987

40,6

33,0

7,6

1986

65,8

56,6

9,2

1996

50,0

39,7

10,3

1996

76,7

70,3

6,4

México 1987

52,7

44,6

8,1

1990

66,1

54,6

11,5

1997

67,5

56,0

11,6

1995

72,2

59,3

12,9

Nicaragua

2000

77,0

63,3

13,7

1992-1993

48,6

44,9

3,7

1998

60,3

57,4

2,9

Brasil

Colombia

Costa Rica 1986

69,0

58,0

11,0

Paraguay

1992

75,0

65,0

10,0

1990

44,1

35,2

8,9

1999

80,0

71,0

9,0

1995-1996

50,8

41,3

9,5

1998

57,4

47,7

9,7

1987

44,3

35,8

8,5

1994

56,8

45,7

11,1

1991-1992

59,0

32,8

26,2

1999

65,8

50,0

15,8

1996

64,2

41,3

22,9

2000

68,9

49,7

19,2

Ecuador

El Salvador

Perú

1985

47,3

44,3

3,0

República Dominicana

1993

53,4

48,4

5,0

1991

56,4

51,7

4,7

1998

59,8

54,1

5,7

1996

63,7

59,2

4,5

1987

23,2

19,0

4,2

1995

31,4

26,9

4,5

1998-1999

38,2

30,9

7,3

Guatemala

Fuente: Encuestas de demografía y salud de los respectivos países (en base a las publicaciones nacionales). a

Método moderno: píldora, Dispositivo Intrauterino (DIU), inyección, vaginales, condón y esterilización (femenina o masculina), Norplant, anticoncepción de emergencia. Método tradicional: ritmo/Billing, retiro, amenorrea por lactancia y, otros métodos folclóricos.

15


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

Cuadro 6

PORCENTAJE DE MUJERES EN UNIÓN QUE USAN MÉTODOS ANTICONCEPTIVOS, POR TIPO DE MÉTODO, PAÍSES Y AÑOS SELECCIONADOS País y año

Total

Tipo de método Moderno

a

Tradicional

Europa Bulgaria 1997-98

41,4

25,6

15,8

Reino Unido 1998-99

72,0

71,0

1,0

Suiza 1995

82,0

77,5

4,5

Italia 1996

60,2

39,2

21,0

España 1999

71,9

66,9

5,0

Países Bajos 1993

78,5

75,6

2,9

Estonia 1994

70,3

56,4

13,9

Francia 1998

79,5

73,8

5,7

Canadá 1995

68,9

67,7

1,2

Estados Unidos 1995

76,4

71,6

4,8

China 1997

83,8

83,3

0,5

Japón 2000

55,9

55,1

0,8

Norte América

0,0

Asia

0,0

Fuente: Population Reference Bureau (2002). a

Método moderno: píldora, Dispositivo Intrauterino (DIU), inyección, vaginales, condón y esterilización (femenina o masculina), Norplant, anticoncepción de emergencia. Método tradicional: ritmo/Billing, retiro, amenorrea por lactancia y, otros métodos folclóricos.

3.

Infecundidad post parto

Después del parto y antes del retorno de la menstruación el riesgo de concebir es prácticamente inexistente y depende, en gran parte, de la duración e intensidad de la lactancia que, como se sabe, produce la supresión biológica de la menstruación y, en consecuencia, la postergación del regreso de la fertilidad. Indicadores de infecundidad post parto se presentan en el cuadro 7 para algunos países de la región observándose que si bien varían enormemente, en general se observa que el período de amenorrea es más largo que el de la abstinencia sexual post parto y es, por lo tanto, el principal determinante de la duración de la infecundidad post parto. En países con alta fecundidad, la duración de la lactancia es alta pero hay evidencias que más allá de cierto período, sus efectos inhibidores disminuyen e inclusive desaparecen. Así, se ha demostrado que la lactancia exclusiva (que el bebé vive sólo de leche materna) protege a la mujer por el tiempo que dure, por lo general, seis meses. Sin embargo, se ha observado que en distintas sociedades el intervalo inter genésico en mujeres urbanas y rurales nacidas antes de 1930 que no practicaron anticoncepción pero que sí amamantaron a sus hijos, es de poco más de 24 meses. Esto sugeriría una infecundidad debido a la lactancia de 15 meses en promedio.

16


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N° 43

Cuadro 7

DURACIÓN MEDIANA DE LA AMENORREA, DE LA ABSTINENCIA SEXUAL POST PARTO Y DE LA INSUSCEPTIBILIDAD POST PARTO PARA PAÍSES Y AÑOS SELECCIONADOS Duración mediana (en meses) País Bolivia

Brasil

Colombia

Ecuador Guatemala

Año

Amenorrea

Abstinencia sexual

Insusceptibilidad post parto

1989

10,7

2,7

11,4

1998

9,6

2,7

11,0

1986

2,5

1,9

3,2

1996

3,0

2,2

4,3

1986

3,5

2,5

4,4

2000

4,3

2,4

5,5

1987

6,1

2,0

8,1

1987

11,9

3,0

13,2

1998-1999

9,5

2,3

10,0

1987

3,4

2,2

4,3

Nicaragua

1997/98

5,0

2,5

6,4

Paraguay

1990

4,5

2,1

5,3

1986

6,1

2,5

8,3

2000

9,0

2,5

9,9

México

Perú

Fuente: Macro International, encuestas DHS. En: www.measuredhs.com

La duración mediana de la amenorrea fluctúa, para los datos más actuales, de un mínimo de 3 meses en Brasil a un máximo de 9,6 en Bolivia y Guatemala; países en los que habría disminuido en la última década, mientras que habría aumentado —levemente— en Brasil Colombia y Perú. Por su parte, la duración mediana de la abstinencia sexual post parto es bastante parecida en los países y varía muy poco (de 2,2 meses en Brasil y Guatemala a 2,7 en Bolivia) habiéndose mantenido prácticamente inalterable como se ve en el cuadro 7.

4.

El aborto inducido

En América Latina, salvo en Cuba, el aborto es penado por ley, salvo que se trate del único medio para salvar la vida de la mujer, con algunas excepciones en ciertos países. Su práctica es clandestina por lo que no se registra ni su número ni sus características. Los pocos datos disponibles son estimaciones indirectas que se aproximan al problema, pero no lo miden exactamente. Hay consenso que a pesar de ser ilegal es frecuente en todos los países. Una reciente publicación (UN, 2001c) de la División de Población de las Naciones Unidas contiene estimaciones las que, junto con otras de distintas fuentes, se resume en el cuadro 8.

17


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

Cuadro 8

INDICADORES DE ABORTO INDUCIDO SEGÚN DIVERSAS FUENTES POR PAÍS Y AÑO DISPONIBLE País Argentina Brasil

Chile

Año

Indicador de aborto inducido s/i

1991 s/i

Cuba

Un aborto por dos nacidos vivos

NN.UU. (2001)

1 443 350

AGI (1994)

1 a 4 millones

NN.UU (2001c)

1987

175 897

Requena (1990)*

1987

107 510

Paxman y otros (1993)*

1987

84 123

Molina (1995)*

1990

159 650

AGI (1994)

Una de cada 4 mujeres se practica un aborto

NN.UU. (2001c)

s/i

Colombia

Fuente

1975

18% de todos los embarazos terminaron en aborto ilegal

1989

25% de todos los embarazos terminaron en aborto ilegal

1989

288 400

1968

16.7 abortos legales por mil mujeres en edad reproductiva

NN.UU. (2001c) AGI (1994)

1974

69.5 abortos legales por mil mujeres en edad reproductiva

1990s

Tasa de aborto entre 47 y 62 por mil mujeres en edad fértil

1996

209 900

AGI (1999)

3% de mujeres en edad fértil desde el comienzo de su actividad sexual

NN.UU. (2001c)

Haití

1994/1995

México

Comienzos de 1980

NN.UU. (2001c)

800 000

Paraguay

1990

533 100

s/i

26 000

s/i

35% ha tenido al menos un aborto

1979-1984 Perú República Dominicana Uruguay

24% de mujeres en edad fértil se practicó un aborto

NN.UU. (2001c) AGI (1994) NN.UU. (2001c)

145 abortos por cada mil embarazos

1989

271 150

AGI (1994)

2000

351 800

Ferrando, D. (2002)

1989

65 000

NN.UU. (2001c)

1992

82 500

AGI (1994)

Tantos abortos como nacidos vivos

NN.UU. (2001c)

s/i

Fuente: The Alan Guttmacher Institute (AGI) (1994) y (1999); Naciones Unidas (2001); *den Draak, M. (1998).

Esta revisión del material existente sobre la interrupción voluntaria de la gestación revela que su práctica no es infrecuente en la región. Aparte de las cifras sobre su incidencia, hay información sobre algunos países que vale la pena tomar en cuenta. Por ejemplo, en Argentina se dice que es la causa de muerte más importante en todos los grupos por encima de los 20 años (UN, 2001c); en Brasil la mayor parte de las mujeres que se hacen un aborto es casada; Chile ha tenido muy altas tasas de aborto durante las tres últimas décadas. En un estudio se dice que “... la situación chilena respecto a la fecundidad es paradójica: el aborto inducido es prohibido, la prevalencia anticonceptiva es alta y los métodos modernos están disponibles y accesibles. No obstante, se presume que el número de abortos inducidos es alto, similar a la incidencia de embarazos no planeados o no deseados” (den Draak, 1998). Aunque no existen datos sobre su número, se piensa que el aborto también es ampliamente practicado en Ecuador, lo mismo que en Haití, particularmente en las áreas urbanas, aunque la DHS de 1994-95 no corrobora este supuesto al encontrar que sólo el de 6% de mujeres en Puerto 18


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Príncipe y el 3,5% de otras áreas urbanas habían tenido alguna experiencia de aborto desde el inicio de su actividad sexual. Los cálculos más recientes corresponden a las publicaciones de The Alan Guttmacher Institute para seis países de la región (AGI, 1994). Contrariamente a lo que se supone, el aborto es más común entre mujeres casadas, urbanas, con hijos y educadas; siendo la razón más importante para interrumpir la gestación, el haber completado el tamaño deseado de su familia entre las mujeres adultas y el temor a los padres y/o deseo de continuar sus estudios, entre las adolescentes. Problemas de salud de la madre y económicos son raramente mencionados (Ferrando, 2002). No obstante su no desdeñable práctica en la región, el aborto inducido es la variable intermedia que menor efecto parece tener en el nivel de la fecundidad tal como se mostrará al aplicar el modelo de Bongaarts en la sección siguiente. Igualmente, no hay evidencias que su legalización conduzca a una disminución más rápida del promedio de hijos por mujer, según la observada en un número de países en los cuales el aborto ha sido legalizado (Ferrando, 2002).

19


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II. Efecto de los determinantes próximos en el descenso de la fecundidad en países seleccionados de la región

1.

El modelo original de Bongaarts

Bongaarts (1978, 1982) desarrolló un modelo para relacionar los determinantes próximos de la fecundidad con el nivel observado (tasa global de fecundidad), según el cual el máximo posible de la fecundidad representado por la Tasa de Fecundidad total (TF) oscila en un rango de 13 a 17 hijos por mujer. La fecundidad observada en distintas poblaciones es menor que este máximo debido básicamente a la influencia de cuatro variables intermedias: el retraso en la unión (y/o interrupción de la unión), el uso de anticonceptivos, la prevalencia del aborto inducido y la infecundidad post parto. El modelo identifica cuatro diferentes niveles de fecundidad, representados por sus respectivos indicadores, cada uno de los cuales toma en cuenta el impacto de las variables recién mencionadas: i. Tasa Global de Fecundidad (TGF): es el promedio de hijos por mujer observado en una población y que resulta de la interacción de todas las variables intermedias. ii. Tasa de Fecundidad Marital (TM): Si todas las mujeres en edad reproductiva se casaran, entonces la TGF subiría a un nivel de fecundidad marital al excluirse el efecto de la soltería o no unión. 21


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

iii. Tasa Total Natural de Fecundidad Marital (TN): Si todas las mujeres en edad reproductiva se casaran, si no usaran ninguna forma de anticoncepción y si, además, no practicaran el aborto inducido, la fecundidad marital subiría a un nivel de Tasa Natural de Fecundidad Marital. iv. Tasa de Fecundidad Total (FT): Si a la ausencia de la soltería o no unión, uso de anticonceptivos y aborto inducido se agrega la falta de práctica de la lactancia y de la abstinencia post parto, entonces la fecundidad se incrementaría a su máximo posible, es decir la Tasa de Fecundidad Total (FT) que recibe el efecto combinado de las variables intermedias restantes: fecundidad, mortalidad intrauterina espontánea y esterilidad permanente. Según el autor, la TF es constante y similar cualquiera sea la sociedad de que se trate. En cambio, las otras tres varían ampliamente entre poblaciones. La relación entre el promedio de hijos por mujer (TGF), la fecundidad potencial (TF) y los índices que dan lugar a la fecundidad observada en lugar de la fecundidad máxima, se expresa mediante la siguiente ecuación: Donde: TGF = FT × Cm × Ca × Cc × Ci • TGF es la tasa global de fecundidad observada en determinado momento, o sea, el número promedio de hijos tenidos por las mujeres en edad fértil. • FT es la fecundidad total • Cm es el índice de matrimonio • Ca es el índice de aborto inducido • Cc es el índice de anticoncepción • Ci es el índice de infecundidad post parto La acción de las cuatro variables intermedias en la fecundidad es medida en el modelo por índices cuyos valores fluctúan entre 0 y 1 dependiendo, respectivamente, si el efecto de la variable es total o está ausente (o es inexistente). Cálculo de los índices Cm, Cc, Ca y Ci: a) Índice de matrimonio (Cm)

Cm =

∑ f ( x) x

∑ f ( x ) × m( x ) x

donde: f(x) es la tasa específica de fecundidad por edades, generalmente se obtiene por grupos quinquenales de edad, para mujeres en edad fértil, o sea de 15 a 49 años; m(x) es la proporción de mujeres unidas de cada edad o grupo de edad. Y, definimos la tasa de fecundidad marital como TM =

∑ f ( x ) × m( x)

específicas de fecundidad marital a la edad x como g ( x) = f ( x) × m( x)

22

y las tasas


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En poblaciones donde se observan valores bajos de la proporción de mujeres casadas para el grupo de mujeres de 15-19 años, se estima la tasa de fecundidad marital g(x) como 0,75 de la tasas observada para el grupo de mujeres de 20-24 años. b) Índice de contracepción (Cc)

Cc = 1 − 1,08 × e × u donde u es el la prevalencia del uso de métodos anticonceptivos de las mujeres casadas o unidas en edad reproductiva.

u = ∑ u ( m) m

donde: u(m) es la proporción de mujeres que utilizan el método anticonceptivo m; e es la efectividad media del uso de métodos anticonceptivos y,

e=

∑ u ( m ) × e( m ) m

u

donde: e(m) es la efectividad del método m. Como estimaciones de la efectividad de los métodos son difíciles de obtener se utilizó los valores propuestos por L. Moreno y S. Singh (1992). Cuadro 9

EFECTIVIDAD ESTIMADA DE LOS MÉTODOS ANTICONCEPTIVOS Método

Efectividad e

Esterilización

1,00

Diu

0,95

Píldora

0,90

Otro moderno

0,80

Otros

0,35 Fuente: Moreno L. y S. Singh (1992).

El factor 1,08 intenta remover el efecto de las mujeres infecundas y fue estimado en base a las encuestas mundial de fecundidad (WFS).

23


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

c) Índice de aborto inducido (Ca)

Ca =

TGF TGF + 0,4 × (1 + u ) × TA

donde: TGF es la tasa global de fecundidad; u es la prevalencia anticonceptiva total; TA es la tasa total de aborto, incluye solamente los abortos inducidos de las mujeres casadas o unidas. En la ausencia de abortos inducidos se asume un Ca=1. d) Índice de infecundidad post parto (Ci)

Ci =

20 18,5 + i

donde: i es la duración media de la infecundidad post parto. Si una estimación directa de la infecundidad post parto no está disponible o no se puede estimar, entonces se puede obtener un valor aproximado en función de la duración de la lactancia (B). En este caso i es estimado según la siguiente ecuación: 2 i = 1,753 ×  (0.1396× B − 0.001872× B )

e) Índice de esterilidad patológica (Cp) Bongaarts (1984) incluyó en su modelo original una quinta variable, la esterilidad patológica. Es importante analizar esta variable en forma independiente en países donde hay una incidencia significativa de mujeres estériles debido a enfermedades como es el caso de algunos países africanos donde, según datos presentados en la década de 1980, alrededor de 60% de las variaciones de la TGF eran debidas a variaciones en la esterilidad por enfermedades, particularmente de transmisión sexual. El índice de esterilidad patología (Cp) intenta estimar el efecto de la inhibición de la fecundidad debido a enfermedades. Usa la ecuación desarrollada por Frank (1983) para estimar el índice en función de la esterilidad primaria (nunca han tenido hijos).

Cp =

(7,63 − 0,11 × s ) 7,3

donde: s es la proporción de mujeres de 45-49 años, casadas o unidas, que no han tenido hijos nacidos vivos.

24


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En este caso el modelo sería:

TGF = TF × Cm × Ca × Cc × Ci × Cp

2.

Las modificaciones al modelo original de J. Bongaarts propuestas por J. Stover (1998). (Modelo revisado)

Dado que el modelo original de Bongaarts ha sido propuesto hace más de 20 años y ampliamente utilizado en base a las distintas encuestas de fecundidad, Stover ha considerado conveniente revisar el cálculo de los diferentes índices por varias razones, entre ellas: a) la proporción de mujeres casadas o unidas ya no sería un buen estimador de las mujeres expuestas al riesgo de embarazo; b) el supuesto de independencia entre las variables estaría más afectado por la sobreposición de situaciones incluidas en los distintos factores, por ejemplo se da el traslapo de mujeres no expuestas al riego de embarazo y utilizan métodos anticonceptivos y, c) las últimas rondas de encuestas de demografía y salud (DHS) han incluido una serie de preguntas que permiten medir de manera más directa los índices incluidos teóricamente en el modelo original. Las modificaciones propuestas serían: a) Índice de matrimonio (Cm) por el índice de actividad sexual (Cx) La intención del índice de matrimonio es medir el efecto de la reducción de la fecundidad total, del período durante el cual las mujeres en edad fértil son sexualmente inactivas. En el pasado se aproximaba a esta situación considerando a las mujeres que vivían fuera de una unión, asumiendo que éstas no estaban expuesta al riesgo de embarazarse. En sociedades donde un número no despreciable de mujeres fuera de unión son sexualmente activas, de no considerarlas se estaría sobreestimando el índice respectivo y en consecuencia atribuyendo más importancia al determinante de lo que realmente tiene. Al contrario, al incluir en el procedimiento de cálculo del índice a las mujeres que viven en unión y no son sexualmente activas, se estaría subestimando el índice y el efecto del determinante. La modificación propuesta sería utilizar la proporción de mujeres sexualmente activas en lugar de la proporción de mujeres casadas o unidas. En este caso hay que definir cuáles son las mujeres en edad fértil sexualmente activas. Varias definiciones de sexualmente activas son posibles dependiendo del período de referencia considerado para medir actividad sexual. A partir de estudios realizados se llegó a la conclusión de que lo mejor sería introducir en el modelo la frecuencia de las relaciones sexuales. Sin embargo, la solución práctica adoptada es considerar como sexualmente activas a las mujeres en edad fértil que han tenido relaciones sexuales en el último mes, agregando a las que están actualmente embarazadas y aquellas que están en abstinencia post parto, dado que estas últimas claramente han estado expuestas al riesgo de embarazo recientemente. En este caso tendríamos el índice de actividad sexual, Cx dado por:

25


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

Cx =

∑ f ( x) x

∑ f ( x) × s( x) x

donde: s(x) es la proporción de mujeres de edad x que son sexualmente activas según la definición anterior. b) Índice de esterilidad (Cf) Dado que estimaciones más directas de la esterilidad pueden ser obtenidas de las encuestas, la modificación sugerida es utilizar directamente el complemento de la proporción de mujeres estériles.

Cf = 1 − f donde: f es la proporción de mujeres sexualmente activas que son infecundas. En la práctica se utiliza la definición de infecundas de las encuestas DHS: a las mujeres que están en menopausia; a las que han estado casadas o unidas y que no hayan tenido hijos en los últimos cinco años y que no están en período de amenorrea post parto o no están embarazadas y que no utilizan métodos anticonceptivos. Incluye también a las que se declaran infecundas. c) Índice de contracepción (Cu) El índice de contracepción intenta medir el efecto del uso de métodos anticonceptivos en la inhibición de la fecundidad. La fórmula original incluye un factor de ajuste por infecundidad de 1,08. Cuando la prevalencia es alta (próxima a 90%) el procedimiento de cálculo que utiliza esta estimación, arroja valores del índice inconsistentes, muy cercano a cero, e incluso negativo. Otro problema surge cuando un número importante de mujeres infecundas utilizan métodos anticonceptivos, en particular si la esterilización es uno de los principales métodos escogidos. Hay una sobreposición entre las esterilizadas y las infecundas. La solución propuesta es remover a las infecundas del índice de contracepción, además ahora estas mujeres son incluidas en el índice de esterilidad. En ese caso la ecuación se simplifica a:

Cu = 1 − u × e Otro aspecto considerado es la sobreposición entre las mujeres en amenorrea post parto que utilizan métodos anticonceptivos. Se propone excluir las mujeres que están en período de amenorrea post parto por menos de seis meses, y que utilizan métodos anticonceptivos, de este índice.

Cu = 1 − (u − a) × e donde: a son las mujeres en amenorrea post parto por menos de seis meses y que utilizan métodos anticonceptivos.

26


CEPAL - SERIE Población y desarrollo

N° 43

En el modelo revisado se sugieren, entonces, tres cambios respecto al modelo original: el primero es utilizar las mujeres sexualmente activas, en lugar de mujeres casadas o unidas, como un indicador de la exposición al embarazo; el segundo, es remover las mujeres infecundas del índice de contracepción y, el tercero, es remover a las mujeres que utilizan métodos anticonceptivos y están en período de amenorrea post parto en los seis primeros meses después del parto. d) Índice de aborto inducido (Ca) La sugerencia para el cálculo del índice de aborto inducido es multiplicar la prevalencia anticonceptiva (u) por la efectividad (e).

Ca =

TGF TGF + 0,4 × (1 + u × e ) × TA

e) Modelo modificado Dado que no se sugiere ninguna modificación al índice de infecundidad post parto (Ci), el modelo modificado queda entonces como:

TGF = FT × Cs × Cu × Cf × Ci × Ca

3.

Estimaciones obtenidas para países seleccionados de la región

Las aplicaciones realizadas por Stover (1998), a partir de las modificaciones propuestas al modelo original de Bongaarts, fueron realizadas para un grupo de 15 países, de los cuales 5 países pertenecen a América Latina. Los datos corresponden a las DHS realizadas entre 1990 y 1993. En el presente trabajo se seleccionó a un grupo de países de la región que tuviesen encuestas para años recientes, de tal forma de poder evaluar, entre otra cosas, si dichas modificaciones son pertinentes a tener en cuenta en la actualidad. Los países y períodos analizados son: Brasil4 (1996); Colombia (1990 y 2000); Perú (1991, 1992 y 2000); República Dominicana (1991 y 1996). Para estos países fue necesario procesar los microdatos para poder estimar los índices modificados. En los puntos siguientes se comentan los resultados obtenidos. a) Índice de matrimonio (Cm) – Índice de actividad sexual (Cx) Utilizar la definición de actividad sexual para calcular el índice provocará un incremento en éste en la medida en que mujeres no unidas sean sexualmente activas y lo disminuirá en función de la magnitud de mujeres en unión que no están sexualmente activas. Tal como se muestra en el cuadro 10, la proporción de mujeres casadas o unidas resulta inferior al porcentaje de mujeres sexualmente activas en dos de los cuatro países examinados (Brasil y Colombia) y en los otros dos resulta similar (Perú y República Dominicana). En el primer caso se tiene que la proporción de mujeres no unidas, pero sexualmente activas, supera a las casadas inactivas, mientras que en el segundo caso existe una compensación. Sin embargo, aunque exista una compensación, los datos muestran que el hecho de que no se trate exactamente del mismo grupo de mujeres afecta a las estructuras por edades que resultan al usar una u otra definición, y finalmente ello repercute en el resultado del índice. También el 4

En este caso no se pudo realizar comparaciones temporales ya que la encuesta de 1991 corresponde sólo a la región nordeste del país y la encuesta de 1986 incluye a las mujeres de 15 a 44 años y no indaga sobre algunos aspectos que deberían medirse en la nueva propuesta.

27


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

cambio en la definición implica diferencias en la prevalencia anticonceptiva, tal como se verá en el punto siguiente. Stover realiza una comparación entre el porcentaje de mujeres sexualmente activas y el porcentaje de mujeres en unión para 42 DHS llevadas a cabo entre 1986 y 1995. Solamente para 4 países se observa un mayor porcentaje de mujeres sexualmente activas, en 14 países la proporción es similar y en 23 países resulta mayor la proporción de mujeres casadas o en unión. Lamentablemente no se presenta una distinción por regiones del mundo ni se identifican a los países como para poder examinar alguna tendencia en relación a los resultados encontrados en el presente trabajo para América Latina. Sin embargo, un dato a tener en cuenta se refiere a un primer examen del porcentaje de mujeres en unión y del porcentaje de mujeres que tuvieron relaciones sexuales en las últimas cuatro semanas anteriores a la encuesta, para 7 países latinoamericanos, en dos momentos en el tiempo, alrededor de 1990 y alrededor del 2000.5 Esta información reitera lo que se presentara en el punto 1.1 sobre los leves cambios en el porcentaje de mujeres casadas o unidas en este período. No obstante, en 5 de los 7 países el porcentaje de mujeres sexualmente activas se incrementa entre un 6% y un 23% en el período considerado, según las publicaciones nacionales.6 Estas tendencias podrían estar indicando que el comportamiento para la región es una proporción mayor de mujeres sexualmente activas que de casadas o unidas, aunque los datos deberán examinarse de manera completa. Los resultados de Cm y Cx se presentan en el cuadro 13. Los índices de actividad sexual arrojan sistemáticamente valores mayores, lo cual indica que según esta definición el efecto de este determinante próximo en la reducción de la fecundidad total sería menos importante que en el modelo original. Según los datos más recientes (1996-2000), Cm varía entre 0,49 a 0,57 mientras que Cx muestra un rango de 0,58 a 0,67. Tomando en cuenta los 7 casos, las diferencias relativas respecto al modelo original van de un 4% (República Dominicana 1991) a un 30% (Colombia 2000). En principio, el hecho de que la actividad sexual sea una forma más directa para medir la exposición al embarazo sugiere que si los datos están disponibles debería usarse el índice modificado.

5

6

28

Los países y períodos son: Bolivia 1989, 1998; Brasil, 1986 y 1996; Colombia 1990, 2000; Guatemala 1987, 1998-1999; Haití, 1994-1995, 2000; Perú 1992, 2000; y República Dominicana 1991, 1996. No se realizaron comparaciones en las magnitudes ya que se recuerda que la definición que propone Stover para las mujeres sexualmente activas incluye, además, a las mujeres que no han tenido relaciones sexuales en las últimas cuatro semanas pero están en abstinencia postparto o embarazadas, situación no incluida en la definición de mujeres sexualmente activas de las publicaciones revisadas.


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Cuadro 10

PORCENTAJE DE MUJERES CASADAS O UNIDAS, DE MUJERES SEXUALMENTE ACTIVAS Y PREVALENCIA ANTICONCEPTIVA Porcentaje de mujeres País

Año

Unidas

Sexualmente activas

Prevalencia anticonceptiva Unidas

Sexualmente activas

Brasil

1996

60,1

66,0

76,7

81,2

Colombia

1990

52,4

54,9

66,1

69,9

2000

51,2

58,9

76,9

79,6

Perú República Dominicana

56,4

59,0

68,1

2000

1992 56,1

56,3

68,9

75,2

1991

55,8

55,6

56,4

61,5

1996

59,2

59,0

63,7

70,2

Fuente: Macro International, encuestas DHS. En: www.measuredhs.com

b) Índice de esterilidad (Cf) Como ya se mencionara en el punto 2,2, se propone construir el índice de esterilidad para las mujeres sexualmente activas, dado que la información básica está disponible en un gran número de países como para realizar una medición más directa. Este índice incluye tanto la esterilidad natural como la esterilidad patológica, por ello no es directamente comparable con el propuesto por Bongaarts (1984) para países africanos. El porcentaje de mujeres sexualmente activas infecundas (según la definición presentada en el punto 2,2) calculado por Stover para 23 DHS realizadas entre 1990 y 1994 oscila entre un 11,0% a un 24,1%, aunque si se observa únicamente a los 6 países latinoamericanos considerados, el rango es de 11,0% a 13,9%. Los valores más elevados para los países africanos y asiáticos, incluidos en estos cálculos, indican un impacto significativo de la esterilidad patológica producida por enfermedades de transmisión sexual que causan esterilidad primaria o secundaria. Por otra parte, para 26 DHS, Stover presenta el porcentaje de mujeres sexualmente activas que son infecundas por grupos quinquenales de edad y como promedio para África, Asia y América Latina. Al comparar las curvas obtenidas con los resultados de Nortman en base a los cuales Bongaarts obtuvo el factor 1,08 para remover el efecto de las infecundas del índice de contracepción, se observa una significativa coincidencia con el promedio latinoamericano, mientras que los porcentajes de infecundas por edad para África y Asia muestran valores sistemáticamente por encima del promedio de Nortman (calculado con 11 encuestas de fecundidad en 1980). Esto sugiere que si la esterilidad patológica es pequeña, ambas estimaciones —las calculadas por Nortman y las presentadas aquí— arrojan buenas mediciones del nivel de la infecundidad. Sin embargo, lo anterior se refiere al promedio latinoamericano con lo cual se debe examinar la situación de cada país. Se deduce del cuadro 13 que la proporción de mujeres sexualmente activas estériles (1-Cf) para los países de la región seleccionados fluctúa entre un 7% y un 13%. Estos resultados implican que la corrección de 1,08 en el coeficiente de contracepción puede ser adecuado en los países que se ubican en el rango inferior de mujeres infecundas pero no suficiente para el caso de los países que presentan un porcentaje mayor.

29


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

c) Índice de contracepción original (Cc) – Índice de contracepción modificado (Cu) La primera modificación propuesta por Stover es considerar la prevalencia anticonceptiva de las mujeres sexualmente activas en lugar de las mujeres casadas o unidas. Como se dijera previamente, el universo de mujeres definido por uno u otro criterio arroja diferencias y en el caso de la prevalencia, ésta resulta sistemáticamente mayor cuando se trata de las mujeres sexualmente activas. Las tasas de prevalencia resultan entre 2,7 a 9,1 puntos superiores respecto a las de las mujeres en unión (ver cuadro 10). Además, la estructura del tipo de método elegido también difiere según el criterio empleado. En el cuadro 11 puede verse que hay una tendencia a que las mujeres sexualmente activas que usan anticonceptivos, usan relativamente más píldoras que las casadas y, a su vez, recurren menos a la esterilización. No se ven diferencias en el uso del DIU. Para el caso de otros métodos modernos y de métodos tradicionales el panorama es heterogéneo. Cuadro 11

DISTRIBUCIÓN PORCENTUAL DE LAS MUJERES CASADAS O UNIDAS Y DE LAS SEXUALMENTE ACTIVAS QUE UTILIZAN MÉTODOS ANTICONCEPTIVOS SEGÚN MÉTODO, PAÍSES Y AÑOS SELECCIONADOS Brasil 1996 Método Píldoras

Casadas o unidas

Colombia 1990

Sex. activas

Casadas o unidas

Colombia 2000

Sex. activas

Casadas o unidas

Sex. activas

27,0

31,3

21,3

23,3

15,3

17,2

1,4

1,6

18,8

18,3

16,1

15,6

55,7

48,6

32,4

29,6

36,5

30,0

Otro moderno

7,6

10,0

10,1

10,6

15,2

18,8

Otros

8,3

8,5

17,4

18,2

16,8

18,3

Total

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

DIU Esterilización

Perú 1992 Método

Píldoras

República Dominicana República Dominicana 1991 1996

Perú 2000

Casadas o Casadas o Sex. activas unidas unidas

Sex. activas

Casadas o Casadas o Sex. activas Sex. activas unidas unidas

9,7

10,6

9,7

10,9

17,4

20,0

20,3

DIU

22,7

22,2

13,2

14,2

3,2

3,6

3,9

4,1

Esterilización

13,6

11,2

18,6

17,0

68,3

64,9

64,2

61,1 5,1

Otro moderno

22,2

9,7

10,4

31,6

27,8

2,8

2,8

4,6

Otros

44,4

45,6

26,9

30,1

8,3

8,8

7,1

7,4

Total

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

Fuente: Macro International, encuestas DHS. En: www.measuredhs.com

Como se ha señalado, el modelo original propone corregir por el factor 1,08 para remover del índice el efecto de las infecundas. La segunda modificación sugerida es eliminar esta situación tomando para el cálculo de la prevalencia a las mujeres fecundas y midiendo de manera separada el efecto de la infecundidad a través del índice de esterilidad (Cf) descrito en el punto anterior. Por lo tanto se quita de la ecuación el factor de 1,08. Según Stover, esta modificación debería ser usada especialmente en los casos en que la esterilización es el principal método de anticoncepción, cosa que de hecho ocurre en tres de los países seleccionados (Brasil, Colombia y República Dominicana). El traslapo entre la esterilización y la infecundidad se acentúa particularmente en el grupo de mujeres de 45 a 49 años. Por ejemplo, para Brasil 1996 del total de mujeres esterilizadas el 9% se clasifica también como infecundas, si se toman a las mujeres de 45-49 años la superposición asciende a un 30%. El impacto será entonces 30


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N° 43

significativo si se emplea el modelo por edades específicas, no obstante a nivel agregado el efecto del traslapo parece no ser importante. Una tercera modificación apunta a eliminar otra posible superposición, la del uso de anticonceptivos y la amenorrea postparto. Varios estudios han examinado este traslapo y han encontrado que en general es pequeño, por debajo del 3%. Sin embargo para algunos países puede ser más elevado, 5-6% para los métodos inyectables y el condón. Stover muestra que el impacto de esta superposición puede ser importante cuando se utiliza el modelo para proyectar cambios en la fecundidad, como resultado de asumir cambios en los determinantes involucrados. Para el caso de los cuatro países seleccionados y tomando la encuesta más reciente, el traslapo entre amenorrea postparto y uso de anticonceptivos va de 1,4% (República Dominicana 1996) a 3,3% (Perú 2000) cuando se toma al total de mujeres. En el caso de las mujeres sexualmente activas el rango es de 2,3% (República Dominicana 1996) a 5,1% (Perú 2000). Debido a que algunos métodos hormonales pueden prolongar el período de amenorrea postparto, se sugiere que la superposición para esos métodos sea considerada si ocurre dentro un período inferior a los seis meses de amenorrea. Finalmente, propone excluir del cálculo de este índice a las mujeres que usan anticonceptivos y que están experimentando amenorrea postparto dentro de los primeros seis meses de ocurrido el parto. Si bien por separado cada una de estas modificaciones parecen no ser significativas, se debe evaluar cómo impactan en su conjunto. Además, esta definición permite tener estimaciones del índice de contracepción de manera más “pura” que la versión original. Los resultados presentados en el cuadro 13 muestran que la importancia de la contracepción en la reducción de la fecundidad total es levemente superior en 3 de los 7 casos examinados (puesto que el índice resulta algo menor), igual en un caso y para los otros 3 la tendencia se invierte. Al igual que los resultados encontrados por Stover (para 37 países) las diferencias en general no son significativas y tanto el modelo original como el modificado corroboran que el uso de anticonceptivos sigue siendo el determinante próximo que más impacta en la reducción de la fecundidad. Si se combina el efecto de la contracepción con la esterilidad se llega a los mismos resultados que el modelo original para Brasil y Colombia, pero para Perú y República Dominicana el efecto sobre la reducción de la fecundidad resulta más significativo. d) Índice de infecundidad postparto (Ci) En el modelo original de Bongaarts este índice podía calcularse de manera directa según la ecuación presentada en 2,2, adoptando el valor de “i” como la duración media de la amenorrea postparto, o, de no conocer este valor, estimándola de manera indirecta usando la duración media de la lactancia. En una versión posterior Bongaarts propone considerar el efecto combinado de la abstinencia postparto y de la amenorrea, es decir, el efecto de la insusceptibilidad postparto como una medida más completa. En el cuadro 12 se presenta la estimación indirecta de “i” a partir de la duración media de la lactancia, y comparando con la duración media de la insusceptibilidad se observan diferencias importantes según el criterio utilizado. En relación a la estimación de Ci, si se basa en la lactancia se tiende a subestimar la importancia del determinante en relación a los resultados que se derivan de la insusceptibilidad. Cuando la duración de la lactancia es muy elevada las discrepancias van en una u otra dirección (por ejemplo, Perú 1986 y 1992).

31


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

Cuadro 12

COMPARACIÓN DEL CÁLCULO DEL ÍNDICE DE INFECUNDIDAD POST PARTO UTILIZANDO EL TIEMPO MEDIO DE LACTANCIA O TIEMPO MEDIO DE INSUSCEPTIBILIDAD POST PARTO

País

Brasil

Año

Duración media de la lactancia

Duración media de la insusceptibilidad post parto Estimado según lactancia media

Estimado según duración de la amenorrea y de la abstinencia post parto

Coeficiente de infecundidad post parto (Ci)

Estimado según lactancia

Estimado según Diferencia insusceptibilidad relativa (%)

1986

9,40

5,52

5,60

0,83

0,830

-0,34

1996

11,80

7,01

8,10

0,78

0,752

-4,26

1986

11,60

6,88

8,10

0,79

0,752

-4,80

1990

12,60

7,56

8,20

0,77

0,749

-2,45

1995

13,90

8,50

9,00

0,74

0,727

-1,85

2000

15,60

9,81

8,80

0,71

0,733

3,57

México

1987

11,00

6,49

7,80

0,80

0,760

-5,24

Perú

1986

16,60

10,62

11,50

0,69

0,667

-3,02

1992

17,70

11,54

11,20

0,67

0,673

1,13

1996

19,90

13,44

12,30

0,63

0,649

3,56

2000

22,10

15,37

13,20

0,59

0,631

6,40

1986

9,70

5,69

7,70

0,83

0,763

-8,29

1991

9,00

5,29

7,10

0,84

0,781

-7,60

1996

10,50

6,18

7,10

0,81

0,781

-3,74

Colombia

República Dominicana

Fuente: Macro International, encuestas DHS.

e) Efectos de las modificaciones al modelo sobre la fecundidad total La fecundidad total (FT) en ausencia del efecto de los determinantes próximos fue estimada por Bongaarts en 15,3 hijos. Stover llega a un promedio de 21 y lo designa como fecundidad potencial (FP). Las diferencias se deberían a que, por un lado considera a las mujeres entre 15 y 49 años en lugar de las mujeres 15 a 44 años, tal como ocurría en el pasado. Por lo tanto en lugar de tener un período de 30 años potenciales para procrear se tienen 35 años. Además se incorpora un índice de infecundidad que contiene la esterilidad natural.7 Debido a que no se tienen estimaciones confiables del aborto, el cociente entre la TGF y el producto de los índices estimados daría como resultado FT × Ca o FP × Ca, según se trate del modelo original y del modificado, respectivamente. Como puede verse en el cuadro 13, las estimaciones para el modelo original muestran mayor dispersión que las del modelo modificado, inclusive para dos casos los valores del modelo original superan ampliamente el promedio de la fecundidad potencial de 21. Stover encuentra resultados similares para el conjunto de países examinados. Más aún, asumiendo que el resto de los determinantes próximos no considerados en el modelo no tienen ningún efecto sobre la reducción de la fecundidad potencial, a partir del promedio 21 se puede deducir Ca (haciendo PT × Ca/21) y así obtener estimaciones de la tasa de aborto. Según Stover el índice de aborto varía entre 0,7 y 1. El cuadro 13 muestra que en el caso del modelo modificado las estimaciones de Ca están dentro del rango establecido. En el caso del modelo original aparecen dos de los países seleccionados con resultados inconsistentes (índice mayor que 1). Si en lugar de tomar el valor 21 para el modelo original se tomara el promedio de 7

32

El valor 21 se obtiene haciendo 35 años

× 12 meses / 20 meses por nacimiento (potencial).


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15,3 o 17, que es el límite superior del rango de la FT, las inconsistencias se presentan en todos los casos. Otra forma de evaluar las nuevas definciones es examinando la estimación de la TGF partiendo de la FT o FP promedio, aplicándole los índices obtenidos y suponiendo la inexistencia de aborto inducido. En el caso del modelo original esto se hizo para dos situaciones, suponiendo un promedio de 15,3 así como un promedio de 21 (aunque el modelo no incluye un índice de esterilidad, el cálculo se hizo para todas las mujeres entre 15 y 49 años). El gráfico 1 muestra los resultados obtenidos. En principio puede decirse que el modelo modificado parece arrojar resultados más consistentes, no obstante para el caso de Colombia cualquiera de las dos versiones muestra resultados inexactos. Habría que revisar estas inconsistencias, que pueden deberse tanto a errores en los datos como a la no consideración de otros determinantes en el modelo, así como también examinar estas modificaciones en un número mayor de países latinoamericanos. Gráfico 1

COMPARACIÓN ENTRE LA TGF OBSERVADA Y LAS ESTIMADAS A PARTIR DEL MODELO ORIGINAL Y DE LAS MODIFICACIONES PROPUESTAS

R. Dominicana 1996 R. Dominicana 1991 Perú 2000 Perú 1991-92 Colombia 2000 Colombia 1990 Brasil 1996 0.0

0.5

1.0

1.5

2.0

2.5

3.0

3.5

4.0

Modelo original (TF=15,3)

Modelo original (TF=21)

Modelo modificado

TGF observada

4.5

5.0

f) Elementos para la discusión i. Sobre las modificaciones propuestas 1. Si bien las modificaciones propuestas apuntan a definir y medir de manera más adecuada el efecto de las variables intermedias, estas mejoras se verán reducidas si los datos que se requieren para tales mediciones son menos exactos. Tal como podría ser el caso, por ejemplo, de la declaración del estado conyugal con respecto a la actividad sexual en las últimas cuatro semanas. 2. La exposición al riesgo de embarazo está presente en las mujeres que son sexualmente activas y la definición adoptada excluye a mujeres en unión cuya vida sexual es menos regular. Sin embargo, no habría razones para suponer que tal irregularidad implica la no exposición a embarazarse, más allá de que reduzca el riesgo. Teniendo en cuenta, además, que la procreación extramarital no es una característica generalizada en los países de la región, quizá debería ampliarse el conjunto de mujeres expuestas incluyendo a todas las mujeres en unión, más las sexualmente activas según la definición que propone Stover. 33


Determinantes próximos de la fecundidad. Una aplicación a países latinoamericanos

3. Si se adopta la definición de mujeres sexualmente activas, debería examinarse la definición operativa adoptada, teniendo en cuenta la frecuencia de las relaciones sexuales y su efecto sobre la fecundidad en el total de mujeres y observando la situación conyugal. 4. En el cálculo del índice de contracepción Stover propone que se excluyan a las mujeres que están experimentando amenorrea postparto dentro de un período máximo de 6 meses desde el nacimiento del hijo. Sin embargo, persiste el traslapo entre las mujeres que llevan más de 6 meses en amenorrea postparto y están usando algún método, con lo cual habría que determinar en cuál de los dos índices debería considerarse (en Cu o en Ci). ii. Sobre la utilidad del modelo 5. En la medida en que la tasa global de fecundidad disminuye, el modelo se vuelve más sensible a la falta del supuesto de independencia de las variables y a los errores en los datos básicos. Si bien las modificaciones propuestas resultan a veces poco significativas, la combinación de las mismas parece conducir a una mejora en las estimaciones del modelo. Sin embargo, no parece relevante la consideración de estos cambios si el modelo se emplea únicamente para medir a groso modo la importancia de cada variable en la reducción de la fecundidad. La jerarquía resultante es la misma en ambas versiones, aunque la magnitud de la contribución de cada variable difiere. 6. Uno de los propósitos perseguidos en la aplicación del modelo ha sido el obtener estimaciones de la tasa de aborto, una vez que se remueve el efecto de los otros determinantes medidos. Queda todavía por examinar si las modificaciones propuestas permiten alcanzar estimaciones razonables para este determinante, al cual generalmente se lo omite en el modelo por falta de datos confiables, pese a que se reconoce su importancia. 7. Habría que examinar el comportamiento del modelo cuando se aplica en subpoblaciones específicas, según características sociodemográficas, étnicas, etc. y el “costo-beneficio” de considerar las modificaciones respecto al análisis que se desee hacer. 8. Si bien el modelo ha sido ampliamente utilizado en el pasado, queda todavía por considerar la vigencia de esta simplificación, lo cual conlleva estimaciones inconsistentes no sólo por los errores en los datos básicos sino por la no inclusión de otros factores pertinentes.

34


Cuadro 13

0,49

2000

Colombia

0,56 0,64

Año

1996

1990

2000

País

Brasil

Colombia

República Dominicana

Perú

0,57

1996

0,55 0,61

1996

0,58

2000

1991

0,56

1992

0,67

Índice de actividad sexual (Cx)

0,53

0,52

1991

0,51

1992

2000

República Dominicana

Perú

0,49

1996

1990

Brasil

0,54

Año

País

0,36

0,44

0,45

0,55

0,35

0,42

0,28

Índice contracepción (Cu)

0,37

0,44

0,47

0,57

0,30

0,40

0,25

0,90

0,88

0,87

0,91

0,93

0,91

0,90

Índice esterilidad (Cf)

---

---

---

---

---

---

---

Índice Índice contracepción Índice matrimonio (Cp) esterilidad (Cf) (Cm)

0,32

0,38

0,39

0,50

0,32

0,38

0,25

Cu×Cf

---

---

---

---

---

---

---

Cu×Cf

0,78

0,78

0,63

0,67

0,73

0,75

0,75

Índice infecundidad post parto (Ci)

Modelo modificado

0,78

0,78

0,63

0,67

0,73

0,75

0,75

Índice infecundidad post parto (Ci)

Modelo original

3,2

3,3

2,8

3,5

2,6

2,8

2,5

0,920

0,882

0,877

0,852

1,137

0,899

1,174

3,2

3,3

2,8

3,5

2,6

2,8

2,5

0,996

0,966

0,941

0,897

0,824

0,840

0,962

Fuente: Macro International, encuestas DHS.

20,9

20,3

19,8

18,8

17,3

17,6

20,2

Fecundidad total por Tasa global de Índice de aborto índice de aborto fecundidad inducido estimado (TGF) (Ca) inducido (FT×Ca)

19,3

18,5

18,4

17,9

23,9

18,9

24,6

Fecundidad total por Tasa global de Índice de aborto índice de aborto fecundidad inducido estimado (TGF) (Ca) inducido (FT×Ca)

ESTIMACIONES DE LOS COEFICIENTES DEL MODELO ORIGINAL DE BONGAARTS Y DEL MODELO MODIFICADO PROPUESTO POR STOVER, PAÍSES Y AÑOS SELECCIONADOS

CEPAL - SERIE Población y desarrollo N° 43

35


Edad de entrada en unión y expansión educativa en América Latina, 1970-2000

Luis López Ruiz1 Jeroen Spijker2 Albert Esteve3

Resumen Entre las características más sobresalientes de los regímenes de nupcialidad latinoamericanos se encuentra la estabilidad del calendario a la unión pese a los cambios ocurridos durante las últimas décadas relacionados con la expansión educativa y el aumento de la participación femenina en los mercados laborales. En esta investigación se utilizan microdatos censales de ocho países latinoamericanos durante el período 1970-2000 para examinar los mecanismos mediante los cuales la expansión educativa no ha afectado los indicadores agregados de entrada en unión. El análisis de regresión logística muestra que esta estabilidad es el resultado de comportamientos diferenciales y compensatorios entre los distintos grupos educativos. El retraso esperado por la expansión educativa fue contrarrestado por un rejuvenecimiento de la entrada en unión de los grupos con menos años de escolarización (principalmente a través de la cohabitación); mientras que los grupos con más años de escolarización no mostraron cambios (mujeres), o retrasaron su calendario (hombres). Palabras clave: nupcialidad, cohabitación, América Latina, educación.

Abstract Age at First Union and Educational Expansion in Latin America, 1970-2000 One of the most salient features of Latin American marriage regimes lies in the stability in the age at union formation over time, despite changes that have taken place regarding educational expansion and the incorporation of women into the labor force. We use recently harmonized international census microdata for eight Latin American countries from the 1970s and the 2000s to examine the mechanisms by which educational expansion did not have an influence on aggregated indicators of timing of union formation. Results from logistic regression analysis show that this apparent stability was produced by contrasting shifts that occurred in different educational groups. In most countries, the postponement effect that the educational expansion was expected to carry out was offset by earlier union formation (mostly through non-marital cohabitation) among the least (and formally largest) educational groups, while individuals with some tertiary education have shown no change (women) or delayed (men) union formation. Key words: nuptiality, cohabitation, Latin America, education.

1 2 3

Centre d’Estudis Demogràfics (CED). Universitat Autònoma de Barcelona, lalopez@ced.uab.es Centre d’Estudis Demogràfics (CED). Universitat Autònoma de Barcelona, jspijker@ced.uab.es Centre d’Estudis Demogràfics (CED). Universitat Autònoma de Barcelona, aesteve@ced.uab.es

91


Introducción La estabilidad en la edad de entrada a la primera unión constituye uno de los aspectos más representativos de los regímenes de nupcialidad latinoamericanos. Diversos estudios apoyan la existencia de este patrón durante la segunda mitad del siglo XX (Weinberger et al., 1989; United Nations, 1990; Singh y Samara, 1996; García y Rojas, 2002; Heaton et al., 2002; Westoff, 2003; Fussell y Palloni, 2004; Mensch et al., 2005). Paradójicamente, esta estabilidad ocurre en un contexto de intensos cambios sociodemográficos. Durante el período comprendido entre 1970 y 2000, las tasas globales de fecundidad pasaron de 5,1 a 2,7 hijos por mujer (CELADE, 2001) y el porcentaje de población urbana creció de 56,5 a 75,8% (CELADE, 2005). En los mercados laborales, las tasas refinadas de actividad femenina pasaron de 28 a 37,1% entre 1980 y 2000 (CELADE, 1999). Asimismo, a partir de los años setenta, América Latina ha experimentado enormes progresos asociados a la universalización de la educación básica. Por ejemplo, para 1970 el porcentaje de personas que tenían 12 o más años de escolaridad era de 9,7%, 19,2% y 15% en Brasil, Colombia y México respectivamente. En 2000, estos mismos valores alcanzaban 34,2%, 47,4% y 54,9% (tabla 2). Los efectos de esta expansión educativa han sido observados especialmente en el caso de las mujeres. De hecho, la Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL) ha sostenido durante los últimos años el argumento de que «hoy en la región prácticamente no se registran desigualdades de acceso entre hombres y mujeres» (CEPAL, 2002: 93). La explicación de este patrón de estabilidad en un contexto de intensos cambios constituye un enorme reto para los demógrafos de la región. La experiencia latinoamericana contrasta notablemente con la de los países europeos y norteamericanos, donde se considera que estos factores de modernización social (tanto en la esfera pública como privada), han influido sobre los patrones de entrada en unión, especialmente a partir de los años setenta. Los intentos de explicación referidos a la experiencia latinoamericana han sido escasos. Mientras que algunos autores sugieren que esta estabilidad podría asociarse con mayores niveles de control familiar (Singh y Samara, 1996), o el valor que los latinoamericanos confieren a la tradición y a las redes de apoyo familiar (Fussell y Palloni, 2004); otros plantean que la estabilidad en la edad de ingreso en primera unión se produce a partir de ciertos efectos de composición estructural, relacionados con comportamientos diferenciales de nupcialidad entre los distintos estratos sociales (Cerrutti y Binstock, 2009).

92 Luis López Ruiz / Jeroen Spijker / Albert Esteve


En el ámbito regional, pocos trabajos han estudiado la relación entre la educación y la formación de la pareja a través del tiempo. Aunque los mecanismos causales que se encuentran detrás de la educación y la entrada en unión pueden estudiarse con mayor detalle a través de encuestas, usualmente este tipo de fuente carece de la perspectiva histórica necesaria para comprobar diversas relaciones en lo macroestructural. La presente investigación se beneficia de la creciente disponibilidad de microdatos censales para analizar los mecanismos que han propiciado la coexistencia entre la estabilidad del calendario nupcial y el intenso proceso de expansión educativa acontecido entre 1970 y 2000. Asimismo, se analiza de qué manera esta situación se relaciona con el aumento de la cohabitación no marital, el crecimiento de la maternidad/paternidad soltera y el declive de los matrimonios formales para el mismo período. Así, en primer lugar, se estudia la asociación entre los años de escolaridad y el calendario de primeras uniones. En segundo lugar, se examina si esta relación ha cambiado con el tiempo y si estas tendencias en el tiempo son similares en todos los grupos educativos. Finalmente, se investiga la interacción entre el tiempo, los años de escolaridad y el tipo de unión.

La educación y el calendario nupcial La literatura demográfica contemporánea subraya el papel de la educación como uno de los principales factores de cambio y modernización asociados con los comportamientos reproductivos. En términos generales, la escuela, como institución social, brinda los conocimientos necesarios para relacionarnos con el entorno social, otorga las credenciales para acceder a puestos laborales, expande las redes sociales y posibilita diversos procesos de socialización sobre la base de valores modernos (Castro y Juárez, 1995; Jejeebhoy, 1996). En el caso específico de la nupcialidad, diversos estudios realizados en el contexto de los países en desarrollo muestran que la educación tiende a retrasar el calendario de entrada en unión, sobre todo durante la adolescencia (United Nations, 1990; Jejeebhoy, 1996; Singh y Samara, 1996; Heaton et al., 2002; Westoff, 2003; Mensch et al., 2005). El efecto de la educación sobre la edad de entrada en unión opera a través de diversos mecanismos, entre los cuales destacan: aumentos en los niveles de autonomía personal, la adquisición de nuevos conocimientos, la transformación de actitudes y valores tradicionales, la disponibilidad de oportunidades distintas al matrimonio, así como también efectos sobre la elegibilidad al interior de los mercados matrimoniales.

Edad de entrada en unión y expansión educativa en América Latina 93


En primer lugar, el tiempo de permanencia en el sistema educativo tiende a disminuir las probabilidades de unión a edades tempranas. Por ejemplo, en la mayoría de los países latinoamericanos, se requieren en promedio 11 años para finalizar la educación secundaria, y 16 para alcanzar un título universitario. Por lo general, durante este período, los jóvenes carecen del capital financiero necesario para formar un hogar (Dixon, 1978). Asimismo, la educación y el empleo constituyen alternativas al matrimonio en la mayoría de los países. Cuando estas alternativas son más atractivas que la opción de casarse, es probable que las mujeres retrasen su entrada al matrimonio y la maternidad (Chowdhury y Trovato, 1994). Por otra parte, al aumentar los niveles de escolaridad, las personas adquieren mayor control y autonomía sobre sus decisiones reproductivas, incluyendo aquellas relacionadas con la elección de pareja. La participación en el sistema educativo formal promueve una mayor exposición a sistemas de valores e ideas distintas a aquellas tradicionales asociadas con los matrimonios y la fecundidad temprana. La educación influye sobre la autopercepción individual, así como la forma en que ellas son percibidas por el resto de la sociedad. Por ejemplo, a diferencia de lo que acontece en las sociedades tradicionales, donde el estatus femenino se encuentra estrechamente vinculado con el matrimonio y la maternidad tempranas (Caldwell et al., 1983; Westoff, 1986; Oppenheim, 1987), en las sociedades modernas el estatus de hombres y mujeres se encuentra cada vez más determinado por su nivel educativo. Asimismo, a través de la educación las personas adquieren un mayor conocimiento acerca de su cuerpo y de los métodos de planificación familiar (en aquellos lugares donde se encuentren disponibles). Un conocimiento y uso adecuado de estos métodos disminuye en gran medida los embarazos no deseados, que suelen asociarse con patrones de nupcialidad precoces (Heaton et al., 2002). Consecuentemente, los matrimonios tempranos y arreglados tienden a disminuir en estos contextos (Jejeebhoy, 1996). Otro de los aspectos a considerar se relaciona con la dinámica de los mercados matrimoniales. Asimismo, la educación formal tiende a restringir el ámbito de candidatos potenciales dado que las personas generan expectativas de unirse con alguien de un nivel educativo igual o superior al propio, expandiendo el tiempo que debe invertirse en el proceso de búsqueda de un candidato adecuado, especialmente en el caso de las mujeres (Oppenheimer, 1988). El vínculo entre la educación y el calendario nupcial no es mecánico, sino que más bien varía en función de los distintos contextos socioculturales. El grado de autonomía femenina se encuentra fuer-

94 Luis López Ruiz / Jeroen Spijker / Albert Esteve


temente condicionado por los niveles de estratificación de género que caracterizan su entorno (Oppenheimer, 1987; Caldwell y Caldwell, 1992). Por ejemplo, autores como Jejeebhoy (1996) argumentan que en las sociedades fuertemente patriarcales, las mujeres tienen menos posibilidades de tomar sus propias decisiones y, consecuentemente, se necesitan mayores niveles educativos para superar las barreras impuestas (Jejeebhoy, 1996).

Patrones comunes y tendencias recientes de los regímenes de nupcialidad latinoamericanos Los principales rasgos de los regímenes de nupcialidad latinoamericanos han sido bien documentados por un significativo grupo de investigaciones, principalmente a partir de la década de los noventa (Camisa, 1977; United Nations, 1990; Zavala de Cosío, 1995; Rosero-Bixby, 1996; De Vos, 1998; Quilodrán, 2000; United Nations, 2000; Castro, 2001; García y Rojas, 2002; Fussell y Palloni, 2004; Rodríguez, 2005). En términos generales, los hallazgos centrales de estos trabajos pueden resumirse de la siguiente forma: 1) la edad media al momento de la unión se sitúa en un nivel intermedio entre las observadas en los países desarrollados y los de Asia y África; 2) esta variable ha mostrado relativa estabilidad a través del tiempo; 3) lo patrones de nupcialidad no han ejercido un efecto significativo sobre las tasas de fecundidad marital; y 4) existe un sistema dual de nupcialidad basado en la coexistencia de matrimonios y uniones consensuales. A pesar de la existencia de estos rasgos comunes, existen importantes variaciones internas. Esta diversidad ha motivado la agrupación de los países de la zona en subregiones, ya sea en función de la edad de entrada en unión, o sobre la base del porcentaje de uniones consensuales. Tradicionalmente, los estudios realizados durante las décadas de los años setenta, ochenta y noventa, suelen identificar tres subregiones (Camisa, 1977; United Nations, 1990; Zavala de Cosío, 1995; Quilodrán, 2003): a. Los países de nupcialidad temprana, entre 18 y 19 años de edad promedio a la primera unión. Aquí se suele incluir básicamente a los países centroamericanos y caribeños (por ejemplo, El Salvador, Guatemala, Honduras, Cuba y República Dominicana). Este grupo se caracteriza por una alta presencia de uniones consensuales, con valores que sobrepasan el 50%.

Edad de entrada en unión y expansión educativa en América Latina 95


b. Los países de nupcialidad intermedia, entre 20 y 21 años. Se incluye aquí algunos países de América del Sur (Colombia, Ecuador, Paraguay, Perú y Venezuela) y el altiplano mexicano, los cuales tienen una nupcialidad menos temprana que el grupo anterior. Asimismo, dentro de este grupo también se incluyen Costa Rica y Panamá, que se distinguen de los otros países centroamericanos al haber adoptado un patrón de uniones menos precoz, lo cual podría asociarse con niveles más elevados de escolaridad femenina (Zavala de Cosío, 1995). Aquí, el porcentaje de uniones consensuales oscila entre el 20 y el 50%. c. Los países de nupcialidad tardía, entre 22 y 23 años de edad promedio a la unión: Argentina, Brasil, Chile y Uruguay. Por regla general, este grupo de países se asocia con poblaciones que recibieron cantidades importantes de inmigrantes europeos a principios del siglo XX. En comparación con el resto de países latinoamericanos, se observan altos niveles de escolaridad y, en las grandes ciudades, la nupcialidad es mucho más tardía que en los dos grupos anteriores. Los porcentajes de uniones consensuales dentro de este grupo suelen ser menores al 20%. Junto a la estabilidad del calendario de entrada en unión, el otro hecho que ha llamado la atención de los investigadores corresponde al tema de las uniones consensuales y su evolución. A diferencia de lo que sucede en los países desarrollados, donde este fenómeno forma parte de los cambios asociados a lo que se denomina «segunda transición demográfica» (Van de Kaa, 1988); en América Latina la cohabitación ha existido desde tiempos coloniales, asociada sobre todo a las zonas rurales y a estratos urbanos empobrecidos (De Vos, 1998; Quilodrán, 1999; García y Rojas, 2002). En relación con su evolución durante las últimas décadas, los datos más recientes (Castro y Martín, 2008) indican que este tipo de unión se está expandiendo en los países que anteriormente mostraban los niveles más bajos, al mismo tiempo que se ha mantenido o aumentado levemente en los países que ya de por sí tenían altos niveles. Por otra parte, la evidencia sugiere que este tipo de unión se está difundiendo en todos los estratos sociales, y que su aumento relativo ha sido mayor en los grupos más escolarizados (Quilodrán, 2000; Castro, 2002; Rodríguez, 2005). No existe un significado unívoco detrás de este proceso de expansión. A la hora de interpretar este fenómeno, la mayoría de los investigadores (por ejemplo, De Vos, 1998; Castro, 2002; García, 2004; Rodríguez, 2005) concuerda en que existe tanto una intensificación del patrón tradicional predominante (asociado con los grupos menos escolarizados y de más bajos recursos), como el surgimiento de un

96 Luis López Ruiz / Jeroen Spijker / Albert Esteve


tipo de unión más moderno y próximo en significado al que suele encontrarse en los países más desarrollados, como parte de los procesos que rodean la segunda transición demográfica.

El vínculo entre la educación y el calendario nupcial En la región latinoamericana, al igual que sucede en el resto de los países en desarrollo, la variable educativa ejerce una fuerte influencia sobre la edad de entrada en primera unión. Por ejemplo, cálculos realizados con base en las encuestas de fecundidad (WFS) de finales de los años setenta por parte de Naciones Unidas, revelan que las mujeres con siete o más años de escolaridad se unen más tarde en comparación con las mujeres sin educación formal. Las diferencias entre los valores de la edad promedio a la unión fluctuaban desde un año en Haití, hasta cinco años en Colombia entre el grupo de mujeres con mayor y menor escolaridad. En diez países existían diferencias de cuatro años (United Nations, 1990). Asimismo, datos provenientes de las encuestas de demografía y salud (DHS) indican que, para las generaciones nacidas entre 1940-1970, las diferencias en la edad de entrada en unión rondan en promedio los cinco años, entre las personas sin escolaridad y aquellas con nueve años y más (Heaton et al., 2002). Sin embargo, al analizar la relación entre el nivel educativo y la edad promedio de entrada en unión (SMAM) entre 1970 y 2000, estos mismos estudios no reportan cambios a lo largo del tiempo. La evidencia generada a partir de los datos censales, las encuestas de fecundidad (WFS) y las encuestas de demografía y salud (DHS), confirman este hecho (Weinberger et al., 1989; United Nations, 1990; Singh y Samara, 1996; García y Rojas, 2002; Heaton et al., 2002; Westoff, 2003; Fussell y Palloni, 2004; Mensch et al., 2005). Se ha avanzado poco en la explicación de este patrón de estabilidad de la nupcialidad. Para Fussell y Palloni (2004), la respuesta proviene de lo que se denomina como el familismo imperante en los países de la región, cuyo elemento clave reside en las redes de apoyo familiar. Estas redes no solo contribuyen a la creación de riqueza, sino que también amortiguan los efectos negativos generados a partir de la inestabilidad social y económica. De esta forma, el valor que las personas confieren a los lazos familiares, como mecanismo de subsistencia, explicaría la estabilidad de este patrón de formación familiar. Por su parte, Singh y Samara (1996) sugieren que este tipo de conducta se asociaría, al menos parcialmente, a contextos sociales donde la familia mantiene un fuerte control sobre las decisiones

Edad de entrada en unión y expansión educativa en América Latina 97


reproductivas. Finalmente, para Cerrutti y Binstock (2009), detrás de este fenómeno se esconden importantes variaciones internas. Así, la pretendida estabilidad se estaría generando a partir de cambios en los comportamientos de los sectores medios y altos, combinados con la tendencia tradicional hacia las uniones tempranas características de los estratos sociales más bajos.

Metodología Los datos utilizados en esta investigación proceden de muestras de microdatos censales de las rondas correspondientes a 1970 y 2000 para los siguientes países: Argentina (1970, 2001), Brasil (1970, 2000), Chile (1970, 2002), Colombia (1973, 2005), Costa Rica (1973, 2000), Ecuador (1974, 2001), México (1970, 2000) y Panamá (1970, 2000). Se trata de muestras armonizadas por el proyecto IPUMS internacional (Minnesota Population Center, 2011) puestas a disposición de la comunidad científica a través de su página web.4 En la elección de estos países se consideraron aspectos tales como la comparabilidad de la información relacionada con el tipo de unión y el nivel educativo; así como también la existencia de microdatos para las rondas de 1970 y 2000. Este período supone la consideración de dos contextos distintos. El primero es el de inicios de la década de los setenta, caracterizado por la preeminencia del modelo de proveedor masculino del hogar, altas tasas de fecundidad, menores niveles de institucionalización de la cohabitación, y amplias brechas de género asociadas con los mercados laborales y en el sistema educativo (sobre todo a nivel superior). El segundo es el de inicios de 2000, caracterizado por el debilitamiento del modelo de proveedor masculino del hogar, una significativa reducción de las brechas de género asociadas con la participación femenina en los mercados laborales y el sistema educativo formal; la finalización de los procesos de transición demográfica en muchos países de la región, así como un incremento y mayor aceptación de las uniones consensuales. Dado que el interés aquí radica en los patrones de formación de las uniones, se seleccionaron únicamente a las personas que tenían entre 15 y 50 años de edad en el momento del censo. La tabla 1 proporciona una descripción básica de los datos.

4

Disponible en: <http://international.ipums.org/international/>

98 Luis López Ruiz / Jeroen Spijker / Albert Esteve


Determinación del estado de soltería Una restricción asociada al uso de datos censales para estudiar la nupcialidad se refiere a la definición del estado civil de las personas. Tradicionalmente, los censos proveen información sobre la base de cinco categorías: solteros, casados, separados, divorciados y viudos. Bajo la premisa de que el paso de la soltería al estado de unión es un proceso irreversible, hemos seleccionado las personas que nunca han formado parte de una unión para construir la categoría «nunca unidos». De esta forma, aquellos que han experimentado una separación marital, un divorcio o la pérdida de su pareja, se excluyen de esta categoría.5 Asimismo, debe tomarse en cuenta que una parte de la población que declara estar soltera, en realidad podría pertenecer a otro tipo de unión. En el caso latinoamericano, muchas personas ingresan a la vida en pareja a través de las uniones consensuales, sin llegar nunca a formalizar su vínculo conyugal por la vía legal. Debido a esta particular condición de dualidad de los regímenes de nupcialidad latinoamericanos, las personas que se encuentran en unión consensual deben excluirse al momento de construir nuestra categoría de «nunca unidos». Las muestras censales utilizadas en este estudio incluyen a las «uniones consensuales» como una variable específica, y también como una categoría específica dentro de la variable «casado o en unión». Asimismo, otro de los problemas asociados al uso de censos para el estudio de las uniones consensuales, reside en que la disolución de este tipo de unión específica no queda registrada. Dado que los censos no contienen datos acerca de la historia marital, no existe forma de saber si aquellos que provienen de una unión consensual extinta, ya sea por muerte o separación de su pareja, se declaran solteros. Por este motivo, adicionalmente a las categorías tradicionales de «casado» y «unión consensual», hemos construido para ambos sexos una tercera categoría denominada «solteros sin hijos»; con la intención de obtener un mejor acercamiento a aquellas personas que nunca han pertenecido a una unión, ya sea legal o consensual. Este criterio de diferenciación tiende a ser más efectivo para el caso de las mujeres (Esteve et al., 2011). El supuesto explícito detrás de esta nueva categoría consiste en considerar que aquellas personas que alguna vez han tenido hijos, 5

En el caso de algunos países latinoamericanos, aquellos que declaran estar separados pueden (dado que no se especifica) incluir los que provienen de las uniones informales.

Edad de entrada en unión y expansión educativa en América Latina 99


ya han experimentado una relación previa (aunque sea breve), con alguien del sexo opuesto6 (Esteve y López-Ruiz, 2010). Esta situación puede conducir a clasificar erróneamente a las personas cuyos hijos nacieron de relaciones sexuales extramatrimoniales que no guardan ningún parecido funcional con las uniones conyugales, especialmente entre los grupos más jóvenes. Sin embargo, consideramos que los beneficios potenciales de aplicar esta metodología sobrepasan la magnitud del sesgo en que se incurre. En términos de las variables utilizadas para construir esta nueva categoría, se decidió descartar la pregunta acerca de los «hijos que alguna vez ha tenido», dado que no se aplica a los hombres. En su lugar, se seleccionó la variable que establece el número de hijos propios que residen en el mismo hogar. Las proporciones de acuerdo a los distintos estados de unión se presentan en la tabla 1. De esta forma, se construyeron dos tipos de variables: una dicotómica que distingue entre las personas que alguna vez han estado en unión de los que nunca lo han estado; y una variable politómica que diferencia entre distintos tipos de unión (nunca unidos, alguna vez unidos, unión consensual, padres solteros).

6

En este estudio hemos considerado exclusivamente las uniones heterosexuales.

100 Luis López Ruiz / Jeroen Spijker / Albert Esteve


Edad de entrada en unión y expansión educativa en América Latina 101

N. Casos Selecc. 231.303 1.285.474 2.076.149 1.820.677 2.391.726 2.889.690 4.336.772 5.471.980 422.927 599.690 725.136 831.192 889.369 1.362.452 1.682.220 1.978.718 86.207 125.304 208.125 297.035 340.016 454.910 561.224 215.640 4.045.206 5.016.901 68.196 93.746 120.393 149.559

% de la muestra 96,0 99,9 99,2 100,0 99,6 97,1 98,8 98,9 99,4 100,0 100,0 100,0 96,4 97,3 97,6 96,3 100,0 100,0 100,0 96,1 89,6 93,3 88,9 100,0 98,1 97,4 99,4 98,1 98,7 99,2

Estado civil (%) 37,9 36,2 35,0 39,0 41,1 38,6 36,9 37,0 41,5 42,4 36,4 37,2