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Leonardo Aquino

Rodrigo Cantalício

Locadoras

virtuais

Elas são febre entre os consumidores de DVDs e cinema. O motivo? Excelente relação custo-benefício e a possibilidade de entretenimento de qualidade sem sair de casa.

N

o começo, havia o cinema. Um programa para famílias se divertirem unidas, casais se aproximarem e amigos comerem pipoca juntos. As cidades cresceram, a tecnologia avançou e divertir-se em casa passou a ser um misto de necessidade e opção. Por isso, videocassete, DVD e Blu-Ray se sucederam ao longo dos anos à medida que as tevês aumentaram o tamanho da tela, ficaram mais finas e com uma resolução cada vez melhor. Mas aquela visitinha à locadora de vídeo tem sido cada vez menos necessária e até se tornado tão cansativa quanto cruzar a cidade em busca de um multiplex confortável. Novos gadgets e serviços on-line parecem ter sido criados para deixar o sofá da sala mais atraente e dar a ele o título de lugar perfeito para curtir filmes e seriados, sem fila para comprar ingresso ou celular tocando na poltrona ao lado. Imagine escolher um filme na internet e poder assisti-lo na hora, sem esperar por downloads, como num misto de prateleira de locadora de vídeo com You Tube. Essa é a proposta da Netflix, empresa norte-americana que existe desde 1997, mas só chegou ao Brasil em 2011. O acervo, que conta com filmes e seriados nacionais e estrangeiros com legendas em português, pode ser acessado via web ou em dispositivos, como tablets, smartphones e videogames. Ou seja, é possível desfrutar do serviço, de forma doméstica ou levando para qualquer parte_ dentro da mochila, por exemplo. Com uma boa conexão em casa, é possível ver o conteúdo em alta definição sem

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os típicos travamentos de uma transmissão por streaming. Com uma internet 3G rápida e estável, é possível assistir nas telas dos dispositivos móveis, sem ocupar a memória deles. Tudo isso pagando quinze reais por mês, valor um pouco maior que o do aluguel de dois lançamentos numa locadora bem servida e menor que o do cinema – especialmente aos finais de semana. O acervo ainda não é dos mais numerosos e essa é uma das principais queixas dos usuários da Netflix, especialmente relacionadas aoi pequeno número de filmes recentes. Mas a praticidade e o preço fizeram muita gente mudar completamente os hábitos. O empresário Luciano Santa Brígida, por exemplo, não apenas deixou de frequentar as locadoras, como também parou de baixar filmes pela internet desde que assinou a Netflix. “A facilidade de acesso é um dos maiores diferenciais do serviço. Em casa, assisto a filmes pelo videogame. Quando viajo, pelo tablet. Muitos reclamam do acervo da Netflix, alegando contra os filmes velhos. Mas não é tão diferente assim de uma TV por assinatura. O preço é um valor que vale muito a pena pagar. Pagaria até mais, diante da qualidade de serviço”, conta Luciano, que diz assistir de dois a três filmes por semana via Netflix. Para a professora Luciana Alves, a novidade trouxe a solução de outro inconveniente. “É bom assistir a filmes em casa sem a obrigação de retornar à loja para devolvê-los. Por várias vezes, paguei multas altíssimas por atraso, pois nem sempre tinha tempo de devolver os DVDs na data »»»

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Revista Leal Moreira nº 35  

Nelson Motta, O crítico musical mais influente do Brasil fala sobre o cenário nacional e o bom momento paraense. Mais Letícia Isnard, Ferran...

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