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Apostila De Arte Floral Profissional – www.escolafloraldigital.com.br

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Índice I - Ferramentas fundamentais.....................................................06 II - Manutenção das flores cortadas...........................................08 1 - Conservação das flores..................................................................08 2 - Manuseio.................................................................................09 3 - Limpeza..................................................................................09 4 - Tipos Hastes..............................................................................10 • Hastes Normais • Hastes Lenhosas • Hastes Terna • Hastes leitosas

5 - Cuidados.................................................................................11 • Cuidados básicos • Rosas • Outras flores

6 - Preparação do arrajo....................................................................13

III - Espuma floral.....................................................................14 1- Espuma floral.............................................................................14 2- Procedimento de uso.....................................................................14 3- Colocação da espuma Floral..............................................................15 IV - Hierarquia Floral...............................................................16 1 - Espiga....................................................................................16 2 - Multidirecional...........................................................................17 3 - Redonda..................................................................................17 4 - Pendente.................................................................................17 V - Folhas................................................................................18 1- Folhas.....................................................................................18 2- Parte das folhas...........................................................................18 • Limbo • Pecíolo • Bainha • Estípula

3 - Classificação das folhas..................................................................19 • Simples • Compostas • Compostas Imparipenadas • Compostas Paripenadas • Compostas Digitalizadas

4 - Forma das folhas.........................................................................19

VI - Mecânica de aramação..........................................................20 1- Aramação.................................................................................20 2- Aramação de flores.......................................................................21 3- Aramação das folhas......................................................................21 4


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VII - Técnicas florais...................................................................23 1 - Ponto Vegetativo...........................................................................23 2 - Classificação...............................................................................23 • Na Natureza • Fora do Vaso • Dentro do recipiente • Lado do recipiente

VIII - Classificação floral............................................................24 1- Princípios básicos de Montagem...........................................................24 2- Decorativo..................................................................................24 • Simétrico • Assimétrico

3 - Linear......................................................................................26 4 - Vegetativo.................................................................................27 • Paisagístico • Decorativo

IX - Fundamentos florais..............................................................27 1 - Proporção..................................................................................27 2 - Equilíbrio...................................................................................28 3 - Ritmo.......................................................................................28 4 - Ponto Focal.................................................................................28 5 - Área Focal..................................................................................28 6 - Sombreamento.............................................................................28 7 - Grafismo....................................................................................29 8 - Fuga........................................................................................29 9 - Convergência..............................................................................29 X - Elementos do desenho.............................................................30 1 - Linha.......................................................................................30 2 - Forma.......................................................................................30 • Espaço positivo • Espaço negativo

3 - Textura.....................................................................................31 4 - Transparência..............................................................................31

XI- Buquê.................................................................................32 XII- Harmonia de Cores...............................................................33 1 - Monocromática............................................................................35 2 - Análoga.....................................................................................35 3 - Complementar.............................................................................35 4 - Triádica.....................................................................................36 5 - Complemento dividido.....................................................................36

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I- Ferramentas fundamentais Algumas ferramentas e acessórios são fundamentais, para manter as flores de maneiras adequadas para se criar arranjo, buquê enfim para fazer qualquer decoração. Abaixo temos uma lista com as principais ferramentas, pois a decoração depende do ambiente que você irá decorar e acima de tudo do bom gosto, do filem de cada profissional. Por isso os acessórios decorativos ficam por conta do gosto e da decoração de cada um.

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• Alicates para diversos tipos de arames; • Algodão; • Arame em rolo galvanizado para trabalho específico; • Arame verde de diversas grossuras e tamanhos; • Brilha folha para limpar e dar maior acabamento as folhas; • Brinde para confecção de buque de noiva (suporte de buquê); • Canivete ou estilete; • Cestas de diversos tipos tamanhos; • Conservantes para aumentar o tempo de vida da flor cortada; • Espuma floral diversas formas e tamanhos para flores naturais; • Fitas floral tape; • Fitas Water Proef; • Limpador de rosas para remoção dos espinhos; • Pistola de silicone; • Pulverizador para plantas e arranjos • Ráfia • Tesoura de poda; • Vasos de diversas formas e tamanhos.

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II - Noções básicas de conservação 1- Conservação das flores • Lavar bem o vaso; • Colocar água limpa, aproximadamente 2 litros; • Cortar as hastes das flores com um canivete bem afiado no sentido bisel (diagonal). Para aumentar sua área e absolvição e reabrir os poros que por ventura estão obstruídos; • Limpar a haste das flores, tirando as folhagens aproximadamente 20cm. As folhas não deverão estar em contato com a água; • Trocar a água a cada 02 dias; Em cada troca de agua deverá ser dado o corte em bisel novamente. • Usar na água conservante de flores, eles já vem em doses certas para meio litro de água ou em galões para grandes quantidades e podem ser encontrado em distribuidores e lojas para floricultura ou garden centers. • Sempre retirar as flores da sua embalagem original, pois as mesmas deverão estar apertadas ou até mesmo úmidas, evitando a manifestação de bactérias e damos o nome da doença chamada Botrytes, que é a podridão que se encontra frequentemente nas flores. • Armazenar as flores em temperatura de + ou 8 graus; • Flores tropicais ou orquídeas só poderão ser colocadas em camarás frias se protegidas com papel ou papelão na temperatura de 12 graus. • Quando retiradas da câmera fria ou local de resfriamento esperar as flores atingirem a temperatura ambiente, na água para depois manuseá-las.

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2 - Manuseio O movimento da flor na nossa loja deve ser com elegância, delicadeza porque assim daremos mais importância ao material que temos em nossa mão e com isso o cliente poderá valorizar mais o estabelecimento que esta entrando. Ao chegar às flores, tanto em pacotes como individuais, não pegá-las pela parte superior ou cabeça, e sim, pouco mais da metade da haste, como mostra a foto abaixo. As flores são sensíveis, por isto devemos manuseálas com muita sensibilidade, delicadeza e habilidade. Pegá-las sempre no caule e não pelas flores, ter cuidado ao colocá-las na mesa para não ter estragos mecânicos.

3 - Limpeza É extremamente importante limpar toda a mercadoria, ou seja, todas as flores, retirando delas pétalas queimadas, folhas secas, espinhos, brotos, botões quebrados e as flores despetaladas, para que possamos dar melhor classificação e maior visibilidade ao nosso produto.

Devemos sempre lembrar que nós somos responsáveis para dar mais alguns dias de sobrevivência a elas... Então ter cuidado com o manuseio é fundamental, além disso, deveremos trocar a água a cada dois ou três dias e colocá-las em temperatura ambiente em torno de 20º graus e cortar bem as hastes em bisel.

Sempre se vê melhor uma flor isoladamente, para isso deveremos especifica-las uma por uma separada, e depois agrupa-las. A parte da haste que esta na água deverá estar totalmente limpa cerca de 15 a 20 cm, para evitar que as folhas apodreçam, a água fique turva, provocando proliferação de bactérias e diminuindo o tempo de vida da flor e evitando que a agua fique turva.

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4 - Tipos de hastes Hastes Normais: O corte deverá ser oblíquo ou em bisel (diagonal) por vários motivos. O principal motivos é que o corte na diagonal, ele permite que as hastes absorvam mais agua, evitando os entupimentos dos vasos (canais de absolvição das flores). Apresenta área maior que o corte transversal, facilitando a introdução na espuma floral. Este corte deve ser feito com uma faca lisa afiada, ou canivete.

Hastes Lenhosas: O corte deverá ser transversal procurando fazer uma cruz na base para que a medula possa absorver melhor a água. O também corte pode ser feito com a tesoura de poda em bisel.

Haste Terna: O corte deverá ser na horizontal, para que não se abra ou se rompa e cobriremos a haste com 2cm de floral tape. Exemplo: Amaryllis, Callas, etc.

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Há flores que tem haste oca, e para trabalhos específicos podemos virá-la de ponta cabeça, colocar água até que estejam completamente cheias, em seguida, tampe com um chumaço de algodão para eliminar eventuais bolhas de ar formada no seu interior. Convém furar com alfinete logo abaixo da sépala. Haste Leitosas: Aplicar calor no corte para que o látex coagular, para isso usaremos a chama de uma vela ou emergir as hastes cortadas em água fervente pôr 15 a 20 segundos protegendo as flores e folhas com papelão ou papel para não danificarem.

5 - Cuidados Cuidados Básicos: Quando vamos trabalhar com flores devemos ter muito cuidado para que as pétalas não se rompam nem se amassem, para que isso não ocorra o interessante é usar um apara-flor ou colocalas com os botões fora da mesa. 11


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Cortes: Como norma principal, se deve evitar o corte nos nós e dependendo das hastes assim faremos o corte.

Rosas: Retirar os espinhos com ferramenta própria, sem ferir o caule. Cortar o caule em diagonal para absorver mais a água.

Outras Flores: Dianthus (Cravo), Gladiolus (Palma),Dendranthema (Crisântemo), Strelitzia entre outras, devem ter o caule cortado também em diagonal. No caso das Estrelitzias, sempre existe outra flor escondida na capsula que pode ser puxada com a mão aumentando assim o número de flores. O corte das hastes embaixo da torneira evita bolhas de ar dentro do caule.

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Dica “Ao escolher as flores para corte, é importante que estejam sadias e viscosas. O melhor horário para colheita é pela manhã (tem mais seiva). O corte deve ser feito com tesoura de poda ou de acordo com a haste com faca amolada (afiada) e as flores imediatamente devem sem colocadas em um ambiente com água. Se as flores forem compradas, verifique se as pétalas e as folhagens estão firmes e viçosas. As hastes devem estar firmes e rígidas.” Preparação do arranjo: A primeira coisa a ser feita para a montagem de um arranjo é estudar o ambiente ao qual ele se destina: o ângulo, a visão, a iluminação e observar a decoração existente.

Dica “É importante lembrar que a flor deve ser adequada ao ambiente, e que no mundo das flores também existem moda que variam dependendo a época.”

Antes de iniciar o trabalho, observar as formas e texturas das flores. Escolher as flores que vão delinear o contorno básico do arranjo e completar com as demais. É preciso observar as folhagens que acompanham cada flor.

Exemplo: Em um arranjo de Estrelitzia (Strelitzia), Antúrio (Anthurium), Helicônia (Heliconia), também as folhagens devem ser sempre tropicais.

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III - Espuma Floral 1- espuma floral Nas floriculturas do Brasil sempre foram usadas diversas bases, bem como: areia, argila, cipreste, musgo, etc. Mas graças à tecnologia oriunda da Europa, hoje já encontra a espuma floral (espuma fenólica) da qual falaremos suas características.

“A espuma deverá ficar apenas flutuando sobre a água, sem forçá-la para baixo”

2 - Procedimentos de uso Para se obter o maior rendimento da espuma floral, devemos proceder da seguinte maneira: Num recipiente, balde ou coxo, coloca-se água limpa e em seguida coloca-se a espuma floral, deixando flutuar sem força-la para baixo, assim o aproveitamento da agua é maior e o centro do floral recebe água suficiente, caso contrário produz-se no centro da espuma floral uma bolha de ar que impedira a total absorção da água. 14

A espuma floral é a base de reações químicas de resinas fenólicas (fenol e formol), produtos esses que são bactericidas e fungicidas, favorecendo principalmente a durabilidade e qualidade das flores e folhas utilizadas nos arranjos. É um produto fundamental para a confecção de arranjos o mais usual é o de formato de tijolo, tem grande capacidade de absolvição de água em media 1,3 litros de água, dando maior durabilidade para as flores. Todavia já existe no mercado brasileiro espuma floral de diversas formas e tamanhos, facilitando muito na montagem dos arranjos, oferecendo excelente sustentação, permitindo as mais diversas posições e movimentos que não conseguíamos com a areia, cipreste, entre outros.

O processo de absorção não dura mais do que 03 (três) minutos, porém se necessário poderá manter sempre em um balde a espuma já umedecida, desde que não fique tempo demasiado, ela não se deteriora. Os arranjos confeccionados com espuma floral deverão ser abastecidos de água diariamente, devido à evaporação natural e a agua absorvida naturalmente pelos caules das flores e folhas. Na agua poderemos adicionar conservante floral, para que a nossa flor tenha maior durabilidade.


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“Quando inserida a espuma floral no vaso, não devemos esquecer de deixar um espaço suficiente nas laterais, para reposição de água.”

Em seguida conforme o tamanho da sua base corte a espuma sempre deixando um espaço para colocar água nas extremidades. Um detalhe muito importante é: ao colocar sua espuma no recipiente, dependendo do trabalho a ser executado deve se cortar o floral 1 a 3 centímetros acima da base, para poder aumentar a área onde deveremos trabalhar. De preferência colocá-la na horizontal, para que não escorra sua água e quando colocada na base deva estar bem fixa podendo utilizar, para esse fim, fitas adesivas apropriadas para que o arranjo ofereça segurança quando do seu transporte. Não é aconselhável a reutilização da espuma, pois ela poderá se desmanchar devido a quantidade de perfurações e haverá proliferação de bactérias que certamente diminuirá a durabilidade das flores.

3 - Colocação da Espuma Floral A espuma floral deverá ser colocada no vaso com espaçamentos suficiente para que possamos repor água, como mostramos na foto. E para que ela fique bem fixa, poderemos ainda colocar reforços laterais.

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Podemos utilizar ainda, outros materiais que possam dar melhor fixação à espuma floral em nossas composições, como: pedra, areia, seixos, bolas de gude, entre outros materiais, haja vista a necessidade de criamos algo inusitado e personalizado.

Quando precisamos trabalhar lateralmente, é sumariamente necessário que o nível da espuma floral ultrapasse a linha de base de nossos recipientes, mesmo que para isso tenhamos que colocar calços de floral na parte inferior do vaso.

IV Hierarquia floral 1. Espiga São flores ou elementos de que causam sensação visual de prolongamento horizontal ou vertical na composição. Exemplo: Boca de leão (Antirrhinum), Gladíolo (Gladiolus ssp), Molucela (Molucella) e alguma flores em botão como a Rosa (Rosa ssp) e o Lírio (Lilium).

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2. Multidirecional São flores que apontam para varias direções e causam sensação visual de volume na composição. Exemplo: Lírio (Lilium), Estrelitzia (Strelitzia), Alstroeméria (Alstroemeria), Helicônia (Heliconia).

3. Redonda Sua forma arredondada causa sensação visual de assentamento e tranquilidade ao arranjo. Exemplo: Gérbera (Gerbera), Girassol (Helianthus).

4. Pendente Flores com características pendentes . Exemplo: Helicônia (Heliconia) pendentes, Amaranthus (Amaranthus).

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V- Folhas

Pecíolo

1 - folhas

Limbo

As folhas são os órgãos da planta que se desenvolvem a partir das gemas do caule. São responsáveis pela produção de alimento, pela transpiração e pela respiração da planta. Seu formato pode ser extremamente variável e está associado a uma boa captação de luz. Originam-se a partir dos primórdios foliares na região meristemática caulinar. Estes formatos e tamanhos diferentes são fundamentais para sua classificação.

Folíolos

Bainha

Estípula

2 - Partes da folha

3 - Classificação das folhas

Uma é considerada completa quando composta das seguintes partes:

As folhas aos Tipos de Limpo, elas podem ser classificadas em:

Limbo: Laminar e verde, comumente muito delgado

Simples: Cujo limbo não é dividido, ou seja, tem apenas um limbo.

Pecíolo: Espécie de pedicelo, inserido na base do limbo

Compostas: Cujo limbo é folíolos, ou seja, tem vários limbos unidos a um pecíolo. As folhas compostas se subdividem em imparipenadas, paripenadas e digitadas.

Bainha: Situada na parte inferior do pecíolo Estípula: As fôlhas desprovias de uma ou mais de suas partes denominam-se incompletas

Compostas imparipenadas: Apresenta um número de folíolos ímpares, cm apenas um folíolo na extremidade. Compostas paripenadas: Apresentam um número de folíolos pares, com dois folíolos na extremidade.

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Compostas digitadas: Também chamadas de palmadas, apresentam os folíolos partindo, de uma base comum.


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4 - Forma das folha Existem diferentes tipos de folhas usadas na arte floral que classificarmos, segundo um critério: a sua forma. 1- Linear: Com a forma estreita e comprida,

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apresenta apenas uma nervura. Ex: Aspargo Real.

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2- Acicular: Com forma de “agulha” 3- Oblonga: Forma aproximadamente retangular, com pólos arredondados: Maranta. 4- Elíptica: Lembra uma elipse, mais larga no meio e o comprimento duas vezes a largura. Exemplo: Ficus 5- Oval ou Ovada: Com a forma de um ovo mais larga perto da base. Exemplo: Anturium, Giboia.

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6- Obovada: A mesma forma da ovada, mas neste caso a parte mais larga é próxima ao ápice do limbo. Exemplo: Clúsia. 7- Lanceolada: O aspecto lembra o de uma lança; a folha é mais longa que larga e estreitase em direção ao ápice Exemplo: Dracena 8- Oblanceolada: A folha tem a forma lanceolada, mas invertida com a parte mais larga no ápice. Cróton Maranta.

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9- Espatulada: Em forma de espata; oblonga ou obovada no ápice com uma base longamente atenuada. Ex: Sanseveria. 10- Orbicular: Com o contorno aproximadamente circular e o pecíolo inserido na margem do limbo. Exemplo: Aguapé (Geranio) 11- Romboidal ou Rombóide: A forma da folha lembra a forma de um losango. Exemplo: Hibisco. 12- Deltóide: Com forma de um “delta” ou um triângulo isóscele; o ápice da folha corresponde ao ápice do triângulo. Exemplo: Ciclamen. 13- Reniforme: Com aspecto de um rim, mais larga do que longa. Exemplo: Begônia (Begonia acuntifolia - Begoniaceae). 14- Pinada: Com folíolos dispostos posta ou alternadamente ao longo da raque, o eixo comum. Exemplo: Avencao, Renda Portuguesa. 15- Palmada ou digitadas: Com folíolos apenas na porção final do pecíolo. Exemplo: Schefflera Mostera Deliciosa. 16- Sagitada: Em forma de seta com a base reentrante e os lobos pontiagudos, voltados para baixo. Exemplo: Copo-de-Leite (Zantedeschia Aethiopica - Araceae).

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Aramação em espiral

VI Mecânica de Amaração 1 - Armação Normalmente deve - se usar arames para dar movimento as flores e folhagens, e para isso temos varias espessuras e técnicas para que não machucarem as hates. No mercado encontramos já o arame verde, que não enferruja em contanto com a água. Uma espessura ideal para a maioria das flores é o nº 18,20 e 22 claro que ara cada hastes mais grossa usaremos arame mais grosso, e hastes mais finas arame mais fino.

Aramação pelo método de costura no Stephanotys

2 - Aramação de Flores Método simples de aramar uma rosa espeta o arame no cálice, na cabecinha do botão e vem acompanhado a haste envolvendo, em espiral, sem prender as folhas, ela também tem o seu valor. O mesmo procedimento você poderá fazer com cravos, gérberas, entre outras.

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3 - Aramação das Folhas O uso de arames nas folhas serve para dar maior estabilidade, forma e movimento, porém uma das maneiras, mais simples de se fazê-la é pegá-la pelo lado avesso, procurar o nervo central e atravessar o arame nesse nervo, bem na metade da folha e em seguida desça com as duas pontas em direção ao cabo, uma ponta do arame você deixa rente a haste e a outra envolva o cabo com o outro arame em forma de espiral fazendo tipo uma mola.

Outra maneira de amarar: enrole a ponta da folha para dentro no sentido indo em direção do caule, formando um rolinho. Perfure a nervo com arame atravessando a folha deixando uma ponta do arame deixe junto ao caule e o outro contorne a haste formando um espiral.

Aramação longa para dar maior movimento. Outra forma de aramar uma costura paralela ao nervo central e girar me volta do cabo.

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Aramação em uma folha vazada, curta, criando um cabo do próprio arame, para trabalhos específicos. Neste caso a se a folha não tiver um cabo, podemos cria-lo, fazendo um corte nos dois lados da base da folha e criar um cabo falso e em seguida escolher a maneira como deveremos aramá-la.

Aramação de uma folha vazada, é o mesmo processo aramação, mas neste caso não precisamos perfurar a folha.

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VII- Técnicas Florais 1 - Ponto Vegetativo É o ponto óptico onde imaginariamente se juntam todas as hastes do arranjo, dando a impressão de que todas flores do trabalho, saem do mesmo ponto como acontece na natureza. Podemos criar o ponto vegetativo onde nós quisermos, ele se formará em função da inclinação que damos a segunda haste que colocamos na base. Este ponto poderá estar fora ou dentro do vaso que estamos trabalhando. E em nossas composições podemos ter pontos vegetativos dentro de um mesmo espaço ocupado.

2 - Classificação Na natureza: O ponto vegetativo na natureza surge na superfície como vemos em nossas plantas, todas as folhas e flores saem de um único ponto que fica sempre ao centro.Este ponto poderá estar fora ou dentro do vaso que estamos trabalhando. E em nossas composições podemos ter pontos vegetativos dentro de um mesmo espaço ocupado.

Fora do vaso: O ponto vegetativo fica fora, quando a base do arranjo for baixa (imaginário)

Dentro do vaso: O ponto vegetativo fica dentro do recipiente, quando trabalhamos em bases altas.

Classificação ao lado do recipiente: O ponto vegetativo fica dentro do lado do recipiente, quando trabalhamos em bases altas. Ex: arranjos de corredor.

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VIII - Classificação floral 1 - Princípios básicos de montagem Para confeccionar um arranjo, normalmente começamos pelas folhagens, depois colocamos as flores e por ultimo os complementos, com alguns elementos decorativos. Na criação devemos ter por base uma boa noção de estética, linhas, técnicas proporções e harmonia de cores a serem utilizadas. Em trabalhos limpos ou minimizados deveremos dar preferencia para elementos elegantes de linhas definidas e com forte expressão. Para dar maior valor ao nosso trabalho necessariamente não devemos repetir elementos florais de cores diferentes, para que não percam o seu valor.

2 - Decorativo As formas florais são classificadas em:

• Decorativo • Linear • Vegetativo

Decorativo Simétrico: É toda composição condensada e obrigatoriamente simétrica. Figura geométrica semicircular a um ponto vegetativo. Uma vez colocada a espuma, deve começar pela cobertura de base que deve ser se possível com folhas redondas, homogêneas e tranquilas. A primeira flor que se coloca é a altura que fica no centro da base. Com três flores mais forma-se um triangulo horizontal para dimensionar a composição. Daqui para frente continua os outros materiais em forma simultânea em todo volume do arranjo. Nunca de cima para baixo e nem de baixo para cima. Pode-se criar certo efeito de movimento com entradas e saídas de flores sempre lembrando que é uma composição compacta.

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“Coloca-se mais 3 flores, formando um círculo imaginário na base”

“Colocar uma flor central para medir altura”

“Coloca-se mais quatro flores intercalando na metade da altura”

“Completar o restante do trabalho com colocação dos matérias em forma simultâneas”

Características: • A composição deverá ser compacta e homogenia; • Ter movimento de entrada e saída, provocando leves profundidades, dando a impressão de leveza e naturalidade; • Uma harmonia de cor bem distribuída e proporcional; • Ser obrigatoriamente simétrico obedecendo a forma pré-estabelecida; • Proporção adequada em relação ao espaço a ser ocupado e compatível com o suporte escolhido.

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Decorativo Assimétrico: É uma composição muito mais solta que a formal e mais usada em unção de decoração, sua forma combina com todo estilo, podendo ser simétrico ou assimétrico. Características: • • • •

Espaços positivos e negativos bem acentuados; Harmonia de cor bem definida; Grande variação de textura, forma e cor; O uso da simetria e assimetria tem livre atuação nesse tipo de composição.

3 - Linear Composição com uma linha muito bem definida, podendo se vertical, horizontal, diagonal ou curva. Para este tipo de composição escolha dos materiais é de muita importância, haja vista que deverão ser elegantes e com sua forma bem definida para que sua composição seja concluída com elegância e muita expressão. Características: • • • • •

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Linhas bem definidas; Harmonia de cor; Cobertura de base triangulada; Espaços positivos e negativos; Proporção.

“Cortes laterais e vista aérea da composição linear. Altura é 1 ½ a 2 vezes a largura”


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4 - Vegetativo Vegetativo Paisagístico: O estilo de design Paisagístico retrata a vista panorâmica de uma área de jardim. Suas dimensões são maiores que as do estilo vegetativo, e incluem árvores, arbustos, flores e a superfície do solo. As áreas internas do design são formais, organizadas apresentando agrupamento em cores. Material vegetal diverso, ou trechos de verde, são usados sombreando as explosões coloridas. Pedras, cascas de árvores e outros materiais naturais, são encontrados na natureza.

Vegetativo Decorativo: Para criamos esta composição floral, devemos fazer em duas partes, uma decorativa e outra vegetativa, porém a Decorativa deverá ter mais importância prevalecendo- se sobre a Vegetativa.

IX Fundamentos Florais 1 - Proporção: Na arte floral é a relação de tamanho comparativo entre elementos dentro do desenho, podendo ser medido em volume, altura e cor.

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2 - Equilíbrio: O equilíbrio pode ser físico e visual , quando falamos de equilíbrio físico, estamos analisando a estabilidade mecânica da composição, já o equilíbrio visual, esta relacionada com o peso simétrico e assimétrico da composição.

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3 - Ritmo:

4 - Ponto Focal:

Repetição de um motivo ou elemento em intervalos regulares ou irregulares.

É um ponto único no design para o qual todos os materiais convergem e irradiam-se.

5 - Área Focal:

6 - Sombreamento:

Uma ampla área (com mais de um componente) enfatizada pelo contraste das matérias, o lugar ou lugares de um desing que atraem os olhos do contemplador.

(Técnica) método de enriquecimento da visibilidade ou impacto de um material no design através da colocação de um segundo material idêntico atrás e abaixo do primeiro.


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7 - Grafismo: Elemento que marca uma linha dramática na composição.

8 - Fuga: Elemento que amplia o campo ótico e cria sensação de volume na composição.

9 - Convergência: Valorização natural da curva da hastes das flores que buscam o mesmo ponto imaginário central da composição.

Anotações

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X - Elementos do desenho

1 - Linha: Materiais que criam um percurso visual podendo ser dinâmico ou estático. A linha estática proporciona uma impressão rígida, já a linha dinâmica proporciona a sensação de movimento.

2 - Forma: É o desenho ou a silueta de uma composição. 3 - Espaço: É a criação de áreas. Os espaços podem ser positivo ou negativo. 4 - Espaço positivo: Espaço preenchido com elementos florais. 5 - Espaço negativo: Espaço vazio entre os elementos florais.

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6 - Textura É a superfície aparente dos materiais, ela pode ser rústica ou delicada, lisa ou áspera, brilhante ou fosca. A textura é a superfície visível dos materiais usados em uma composição. Cada material possui características especificas que o tornam único. Folhas, botões, elementos secos e outros acessórios usados em um mesmo design, contribuem para o interesse visual do mesmo. Texturas contrastantes acrescentam uma maior impressão de qualidade ao design floral. As texturas podem ser grosseiras ou delicadas, lisas ou ásperas, brilhantes ou monótonas.

7 - Transparência: Utilização de elementos florais ou não florais em uma composição que dão a sensação de transparência (onde se consegue ver a profundidade, o outro lado do arranjo.), assim valorizando os elementos utilizados.

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XI - Buquê Para montagem de nossos buquês utilizaremos a técnica de espiral. O mais utilizado e recomendado. Que começa sempre pela limpeza de todas as flores e folhagens. Separando-as por variedades e todas limpas, deveremos pegar uma flor na mão esquerda, a segunda deve ser colocada do lado esquerdo na gente da primeira, e as mesmas deverão cruzar-se.

Exemplificado:

Já com a terceira flor, se formará o espiral com a mão direita passando-a por trás da primeira flor.

Feito isso, faça uma cobertura de base com folhagem e amarre-o bem no ponto onde você o segura. Corte as hastes de tamanho igual numa proporção de 02 partes de flores e folhagem e 01 parte de cabos, e está pronto para ser embalado.

Agora é só continuar a técnica com os demais elementos, colocando uma a uma alternando o material.

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Um galho de Gypsophila, uma Rosa, um lírio, um Nephrolepis e assim por diante. Tome cuidado para que as hastes se posicionem no mesmo sentido, em espiral. Elas não podem se cruzar, pois o buquê ficará com os cabos muitos grossos e ele não ficarão em pé depois de confeccionado.


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Característica O buquê formal é de forma compacta, a flor muito junta e em forma redonda, de bilhetes primaveris e sua cobertura de base é compacta e homogênea.

XII - Harmonia de Cores

Após a confecção do buquê cabe a cada profissional da área decorá-lo da melhor forma possível, para este fim existe no mercado empresas especializada em acessórios para floricultura, como também em livrarias onde poderão encontrar papeis e adornos, valorizado ainda mais o seu trabalho criando assim uma linha personalizada.

1 - Cores • Primárias - 01, 02 e 03 • Secundárias - 04, 05 e 06 • Terciárias - 07, 08, 09, 10, 11 e 12 Primárias: Amarelo, Vermelho, Azul. Secundárias: Laranja, Violeta, Verde Terciárias: Amarelo-alaranjado Vermelho-alaranjado Vermelho-violeta Azul-esverdeado Amarelo-esverdeado

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2 - Conceitos e Definições de Uso Para que nós possamos tirar o melhor proveito do uso das cores, deveremos ter noção de sua natureza.

olhos, pois ela tem um papel muito importante em nossas composições florais.

Para isto teremos a seguir um compacto, onde está centrado nosso objetivo maior que é fazer a combinação correta entre elas de modo que essa seja esteticamente agradável a nosso

Não bastando para isso apenas “bom gosto” este fator é apenas uma sensibilidade maior do próprio ser. Porém, qualquer um, conhecendo as regras básicas, pode criar as mesma combinações com muita precisão, elas são classificadas em 3 (três) categorias distintas, que são:

3 - Cores Primárias

4 - Cor Secundária

São consideradas cores primarias, porque não podem ser obtidas por nenhuma mistura de elementos diversos. Ao serem misturadas em proporções criam as outras cores, são elas: amarelo, vermelho e azul.

As cores secundárias são criadas pelas mistura de quantidades iguais de duas cores primárias adjacentes.

5 - Cor Terciária

6 - Harmonia

Conhecidas como cores intermediárias, são criadas pela combinação de uma cor primária e uma secundária.

A Harmonia é a quantidade estética agradável criada através da cuidadosa coloração dos matérias dentro da uma composição. Podendo ser expressa com materiais florais ou não florais é a combinação correta das cores numa composição floral.

• Amarelo + laranja = Amarelo – alaranjado • Vermelho + laranja = Vermelho – alaranjado • Vermelho + violeta = Vermelho – violeta • Azul + violeta = Azul – violeta • Azul + verde = Azul – esverdeado • Amarelo + verde = Amarelo – esverdeado

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• Amarelo+ Vermelho = Laranja • Vermelho + Azul = Violeta • Azul + Amarelo = Verde


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7 - Harmonia Monocromática A Harmonia monocromática é conseguida usando tonalidade claras, medias e escuras de uma mesma cor, dentro de uma composição floral.

Matiz: É o nome da intensidade total de uma cor, podendo ter um nome simples como vermelho ou composto, como amarelo – alaranjado.

8 - Harmonia Análoga A harmonia análoga é conseguida com uma cor primária com uma cor adjacente na escala de cores. Em uma escala decores com 12 (doze) tonalidades as harmonias análogas ocorrem em um ângulo de 90º graus. Esta harmonia não pode incluir mais de uma cor primária. Uma das três domina a composição. A ampliação da cor análoga pode ser conseguida acrescentando-se uma ou mais cores, em um dos lados das três cores análogas. • Azul • Azul violeta • Violeta 35


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Harmonia de Contraste ou Complementar A harmonia complementar usa duas tonalidades diretamente opostas na escala de cores. • Amarelo • Violeta

Harmonia de Contraste dividido Uso de uma cor com mais duas tonalidades opostas na roda das cores.

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Harmonia Triádica (Triáde) Uso de três cores igualmente espaçadas ou equidistantes entre si.

Harmonia Acromática A harmonia acromática, e classificada quando trabalhamos o branco e o verde das folhagens. Como o branco é a consequência da união de todas as cores e por ser classificada a cor mais luminosa, dizse que é uma composição sem cor. A cor branca pode aparecer em qualquer composição floral e não interferirá na sua classificação harmônica.

O verde em todas as composição é neutro só em exceção quando utilizado como contraste com o vermelho no disco das cores , ou quando a composição tiver mais de 50% de vermelho aí será classificado como monocromática. O preto é a ausência total da cor, também ficando neutro e aceitável em qualquer composição o mesmo aplicável para o cinza.

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