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Especial para o IL 20.09.2006 Vitória, só por nocaute Arthur Chagas Diniz* Há alguns anos atrás assisti a luta entre dois lutadores de boxe da categoria peso pesado. Um deles tinha, claramente, uma enorme vantagem de pontos (para os não iniciados, a luta de boxe quando não é decidida por nocaute vai a decisão de 3 jurados) sobre o outro, por volta do 14º assalto de uma luta programada para 15. O adversário estava virtualmente liquidado e já não tinha mais como recuperar-se. Mas o treinador do, até então, vencedor não estava satisfeito. Queria o nocaute. O potencial vencedor abriu a guarda e partiu com tudo para derrubar o adversário quase vencido. Assim proporcionou ao quase derrotado uma reação que o levou a nocautear o vencedor. Isso me parece um pouco o episódio da compra do “dossiê”. Vedoin pelo PT e, ao que tudo indica, em parceria com a revista “Isto É”. Lulla está, até a última pesquisa, virtualmente eleito no 1º turno. Ganha as eleições em vários estados onde apóia candidatos independentemente de suas fichas corridas. Apóia Jader Barbalho, Newtão, Quércia, todos os petistas do mensalão, enfim a grande corja nacional. Porque, então, envolver o PT e envolver com um assessor especial como é o caso de Freud em uma empreitada para tentar, finalmente, ganhar a luta por nocaute. Sim, porque como Aécio é o mais petista do PSDB, não hostilizando Lulla em Minas Gerais, a ovelha negra, a vitória por pontos, será obtida com a eleição de Serra. Lulla abriu a guarda e com isto expôs-se ao nocaute. O que não se sabe é se o juiz está comprado e vai empurrar o julgamento do crime para depois das eleições. O que há de inédito no episódio todo é ver a posição dos Vedoin: de corruptores passaram a corruptos. Há de se reconhecer, no entanto, que os donos da Planan valorizaram a mercadoria que diziam dispor. Queriam 20 milhões de reais e aceitaram a oferta de 10% deste valor. É muito dinheiro, mesmo que parte dele tenha vindo de contas petistas no exterior. Vencer Serra seria o nocaute. O país não teria nenhum líder de oposição como referência. Será que aí valeu a pena ter aberto a guarda?

* Presidente do Instituto Liberal.


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