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Especial para o IL 26.04.06

Os 1ºs de Maio ___ Josino Moraes*

Há coisa de uns 70 anos, nos 1ºs de maio, Getulio Vargas corria para o Estádio do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, devidamente preparado com uma multidão – ou, talvez, apenas uma claque – pelos sindicatos e anunciava suas novas “bondades” para os “trabalhadores do Brasil”. Naquela época, não havia pesquisas de popularidade, mas caso as houvesse, o Petiço não estaria muito aquém dos 100% ! Seu então Ministro da Guerra, Góes Monteiro, vibrava com a “habilidade” de seu chefe, o Baixinho – como o chamava em sua roda íntima. Neste 1º de maio de 2006, dizem alguns jornais impressos que Lula, do “Partido dos Trabalhadores”, anunciará novas “bondades” para com as centrais sindicais, algo assim como sacramentá-las oficialmente, ou coisa que o valha. Se elas têm alguma utilidade para o bem do País, me parece extremamente duvidoso, mas, certamente, elas são boas de voto. O palanque não será mais o do velho Estádio do Vasco da Gama, mas, sim, o da esplendorosa Fátima Bernardes, com alcance para todos os rincões do País, desde o Oiapoque ao Chuí. Nós, em nossa pequenez, com a ajuda de uns poucos jornais impressos e, eventualmente, alguns sites, aproveitamos este 1º de maio de 2006 para lançarmos a idéia de uma nova associação: a das Vítimas de todos esses desvarios. Associação de Vítimas da Justiça do Trabalho e do Dano Moral (Avijutra) Os grandes objetivos da referida Associação são: a) Lutar pela extinção da Justiça do Trabalho e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT); b) Lutar pela criação de uma Associação Nacional de Vitimas da Justiça do Trabalho e do Dano Moral. As Associações terão bases municipais que, logo mais, serão reunidas segundo as jurisdições dos Tribunais Regionais do Trabalho – TRTs –, atualmente em


número de 24. Por exemplo, todos os municípios sob a jurisdição do 15º TRT, com sede em Campinas, constituirão a 15ª Associação Regional de Vítimas da Justiça do Trabalho e do Dano Moral. Estas Associações Regionais logo constituirão a Associação Nacional; c) Explicar à população como a Justiça do Trabalho, além de extorquir os empregadores, destrói o capital social e, em conseqüência, qualquer possibilidade de crescimento econômico e geração de empregos. Definição de capital social: a capacidade das pessoas trabalharem juntas visando a objetivos comuns em grupos e organizações. No nosso caso específico, sobretudo, capital e trabalho. A harmonia entre ambos é fundamental para o progresso do País. O principal pilar do capital social é a confiança mútua. Para isso, todos os meios de comunicação serão válidos: desde o velho panfleto, jornais impressos, outdoors e até os atuais websites; d) Permitir uma troca mais rápida de informações e experiências entre os empregadores; e) Lutar por sindicatos livres, democráticos e auto-sustentáveis. Nada de impostos ou outras contribuições compulsórias para mantê-los. O denominado Sistema S deverá ser eliminado. Os sindicatos, tanto laborais quanto patronais, inspirados nessa legislação fascista da CLT, devem ser eliminados e reformulados segundo estes novos termos. f) Quando as condições econômicas assim o permitirem, contratar alguns advogados competentes e de extrema confiança das Vitimas. Com isso, evitar-se-ia, por exemplo, casos em que a Vítima perde a condição de recorrer por perda de prazo, etc., ou, ainda pior, é condenada à revelia. Ademais, isso poderia significar uma redução de custos para os empregadores – empresários da cidade e do campo, associações de bairros, donas de casa, etc.

* Engenheiro pela Universidade Mackenzie e economista pela Universidade de Estocolmo. Autor do livro A Indústria da Justiça do Trabalho – A Cultura da Extorsão.

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