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Arthur Sendas In memoriam 27.10.08

O Empreendedorismo no Brasil LIGIA FILGUEIRAS*

Há uma semana a sociedade brasileira perdia um de seus mais destacados empreendedores, Arthur Sendas, morto em sua casa na noite de domingo, 19. Uma perda lamentável não só para a família, para o grupo empresarial de que foi líder e fundador, mas ainda para toda a sociedade brasileira, carioca em especial. Sua vida é um livro de muitas lições que merece ser divulgado e apreciado por todos e conhecido por nossos jovens. No depoimento gravado para o projeto Memórias do Comércio na Cidade do Rio de Janeiro, uma iniciativa do SESC Rio, desenvolvida pelo Museu da Pessoa, ficamos sabendo como Arthur Sendas conseguiu construir o portentoso grupo empresarial conhecido no Brasil e fora dele. À medida que vai narrando, vamos nos dando conta de que sua escalada ao sucesso foi muito diferente do que imaginam muitos de nossos jovens, que podem transformar-se de soldado a general da noite para o dia, ou como tentam muitos de nossos políticos fazendo uso de trampolins eleitorais para seu enriquecimento pessoal, ou ainda, os que preferem contar com a sorte, com o vale tudo, com a lei de Gérson, o imediatismo mais inescrupuloso possível. Não foi assim a vida de Arthur Sendas. Muitos que o conheceram podem atestar seu tremendo esforço pessoal para chegar aonde chegou. Um dos depoimentos mais interessantes é o da fonoaudióloga Glorinha Beutenmüller (muito requisitada pelos “Globais”), narrado há alguns anos, quando Arthur Sendas foi seu cliente. Ele já era empresário conhecido e começava a ser convidado para integrar associações ou entidades de classe ou conselhos empresarias em que deveria proferir discursos freqüentemente. Ele sabia o que iria dizer, mas levava a ela um discurso preparado para – como se diz no jargão artístico – “bater o texto”. Num dos primeiros discursos “treinados”, havia uma palavra que, talvez por sua escolaridade até o 5º ano, simplesmente Arthur Sendas não conseguia pronunciar sem tropeçar. Glorinha aplicava sua técnica, “batia” a palavra com ele inúmeras vezes, mas, quando ele ia ler o discurso de novo, logo


antes do trecho onde estava a palavra difícil, o empresário começava a se atrapalhar na leitura. Com seu jeitinho de especialista, Glorinha conseguiu, finalmente, que ele trocasse a palavra por um sinônimo, eliminando-se, assim, a pedra de tropeço. Humildade, perseverança, confiança e trabalho árduo eram características desse empresário. Era, como dizia o anúncio, “gente que faz”. Para homenagear Arthur Sendas, que integrou o quadro de Mantenedores do Instituto Liberal, mas não só por isso, pelo legado que deixa a todos nós, o Instituto premiará o melhor texto de estudante universitário que expuser as importantes lições, sob a ótica liberal, que se podem encontrar no depoimento de Arthur Sendas em: “Um balcão na Capital – Memórias do Comércio na Cidade do Rio de Janeiro” ARTHUR SENDAS Ao melhor expositor, o IL dará 2 Clássicos Liberais (três volumes), no original em inglês: •

‘An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations’, de Adam Smith, vol I e vol II;**

‘The Works and Correspondence of David Ricardo’, vol I – On the Principles of Political Economy and Taxation ***

Qualificação para concorrer ao prêmio: •

Estudante universitário ou fazendo pós-graduação, mestrado, doutorado, matriculado.

Texto: •

Duas laudas de 1.250 caracteres com espaço ou um total de 2.500 caracteres, aproximadamente. Deve ser sucinto, procurando discorrer sobre a maior variedade de aspectos liberais no depoimento. Fonte: Times New Roman 12, espaço duplo.

Prazo: 30 de novembro de 2008 para entrega pessoal no IL, por e-mail ou postado no Correio. Anúncio do vencedor (por e-mail e no site): 15 de dezembro de 2008. * JORNALISTA ** Publicado pela Universidade de Glasgow, Escócia, em comemoração ao bicentenário da obra, republicado pelo Liberty Fund. *** Republicado pelo Liberty Fund.


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