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Clichês do Socialismo CAPACIDADE versus NECESSIDADE 16.08.07

“De cada um de acordo com sua capacidade, a cada um de acordo com sua necessidade.” THOMAS J. SHELLY*

Como professor em escolas públicas e privadas durante 35 anos, descobri que a idéia socialista-comunista de tomar “de cada um de acordo com sua capacidade” e dar “a cada um de acordo com sua necessidade” era aceita sem questionamento pela maior parte dos alunos. Numa tentativa de explicar a falácia dessa teoria, tentei, algumas vezes, esta abordagem: Quando um dos mais brilhantes ou mais esforçados alunos tiravam 95 num teste, sugeria tirar dele 20 pontos para dar a um aluno que tivesse feito apenas 55 pontos. Assim, cada um contribuiria de acordo com sua capacidade e – uma vez que os dois teriam média para passar – cada um iria receber de acordo com sua necessidade. Depois que eu tivesse burlado as notas de todos os outros alunos dessa maneira, o resultado seria, normalmente, um grau de “propriedade comum” entre 75 e 80 – o mínimo para passar, ou para sobreviver. Então, eu especulava com os alunos sobre as prováveis conseqüências se eu aplicasse na prática a teoria socialista para dar nota aos trabalhos. Primeiro, os alunos mais produtivos – e eles sempre são a minoria tanto na escola quanto na vida – logo, logo, perderiam o incentivo para produzir. Por que se esforçar para tirar uma nota alta se parte dela é tirada de você pela “autoridade” e dada a outra pessoa? Segundo, os alunos menos produtivos – a maioridade tanto na escola como em qualquer lugar – seriam aliviados, por um tempo, da necessidade de estudar ou de produzir. Este sistema socialista-comunista continuaria até que os de maior produtividade sucumbissem – ou fossem derrubados – ao nível dos de baixa produtividade. A essa altura, para que todos sobrevivessem, a “autoridade” não teria outra alternativa a não ser começar um sistema de trabalho forçado e punições até mesmo contra os pouco produtivos. Eles, é claro, se queixariam decepcionados, mas sem compreender.


No final, eu conduzia a discussão para a idéia de liberdade e de empreendedorismo – a economia de mercado – onde cada pessoa tem a liberdade de escolher e é responsável por suas próprias decisões e bem-estar. Para minha satisfação, a maioria dos alunos entendia, então, o que eu queria dizer quando explicava que o socialismo – até mesmo numa democracia – acabaria resultando numa morte em vida para todos, exceto para as “autoridades” e alguns de seus lacaios.

* Professor aposentado do Ensino Médio nos EUA.

Artigo publicado na Série Clichés of Socialism, pela FEE – Foundation for Economic Education, Inc., Irvington-on-Hudson, Nova Iorque, EUA. [década de 1950]

Tradução: LIGIA FILGUEIRAS


De cada um de acordo com sua capacidade