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Paróquia São Luis Gonzaga Brusque, março de 2014 - Número 35

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Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza

“À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar”

Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, “esvaziou-Se”, para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2,7; Heb 4,15). A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas como diz São Paulo “para vos enriquecer com a sua pobreza”. Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Batista para O batizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fáz para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a “insondável riqueza de Cristo” (Ef 3,8), “herdeiro de todas as coisas” (Heb 1,2). Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e nos torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10,25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e

de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza. À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha. Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. Trecho extraído da Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2014

Editorial

Da penitência à redenção

Nos preparamos para viver a Quaresma. Chegamos novamente ao ponto do ciclo do ano litúrgico onde nos é solicitado mudança, penitência e conversão. Todo tempo é tempo para se renovar, se arrepender, aceitar a Deus e pedir remissão de nossos pecados, mas é na Quaresma que celebramos a materialização do Amor Divino, quando Deus entrega a vida de Seu Filho Jesus em nome da salvação de toda humanidade. É, portanto, neste tempo que devemos nos espelhar nas atitudes de Cristo, no seu sacrifício, e oferecermos também sacrifícios www.paroquiasaoluisgonzaga.com

para Deus. A quaresma é um período que devemos, ainda mais, nos dedicar à oração. Se devemos orar e agradecer a todo momento, é neste tempo que devemos reafirmar nossa fé, fazer penitência, buscando a redenção. É também a oportunidade para os que estão mais afastados da vida da Igreja de se reaproximar. Todo tempo é importante, mas se agora temos esta oportunidade ainda mais viva, é que Deus conta conosco e nos aguarda. Na edição de março da revista A Palavra, nossa mensagem principal é esta: acolher a misericórdia de Deus. A Palavra - Opinião

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Edição

35 ESPECIAL | 10 a 13

Capa Ed. 34

Quaresma – Tempo de conversão

07 | Simpósio Anthropologia

Cordis

14 | Mudança e conversão 15 | São José, o pai devoto

ENTREVISTA | 08 e 09 Membros do A. A. falam sobre sua experiência e mudança de vida

16 | N. Sra. de Lourdes é

homageada com festa

17 | Ministros da Comunhão

realizam retiro

18 | Colorindo: Quarta-feira

de Cinzas

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A Palavra - Mural

CARISMA | 06

Diácono Luis Mazzochini dá testemunho do Carisma Dehoniano

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Conheça a história do Terço dos Homens Por José Allison Santos

Dentre tantos pedidos de Nossa Senhora em suas diversas aparições pelo mundo, um era muito especial, o da recitação diária do Santo Terço. Movidos pelo pedido de Virgem Maria, o Terço dos Homens teve o seu início em 08 de setembro 1936, na Vila Providência, hoje Itabi, interior de Sergipe. Idealizado pelo Frei Peregrino que visitou aquele povoado a pedido do P. Ervêncio, da Diocese de Aracaju, para uma Santa Missão. Contou com a presença de mais ou menos 220 homens, tendo ainda hoje uma média de 100 presenças, contando com o Sr. Antonio Menezes de Souza (Seu Tutu ainda vivo), participante fundador, na época com apenas 16 anos. Hoje o Terço se ramificou em todo o Estado, contando

com uma média de 230 grupos. Teve como imagem padroeira N. Sra. do Perpétuo Socorro. Em 1997, a Sra. Oneida Araújo presenciou em Maceió (AL), um grupo de homens que trouxe a ideia do Estado de Sergipe, rezando o Terço, e a levou para Jaboatão dos Guararapes em Pernambuco. Depois a ideia foi levada ao Santuário da Mãe Rainha de Olinda (PE) e através dos esforços do P. Miguel Lencastre, passou a ser divulgado inicialmente na grande Recife e outras cidades. Atualmente o Terço (Rosário) dos Homens já rompeu diversas fronteiras e está implantado em Cuba, EUA e estima-se que também aconteça em outros países, devido ao grande número de downloads do manual e

roteiro do Terço. Na Paróquia São Luís Gonzaga o primeiro grupo teve início na Comunidade Nossa Senhora de Lourdes, em 19 de outubro de 2008, sob a coordenação do paroquiano Flávio da Cunha Bavesi, 52 anos, o qual permanece até hoje. “A implantação do Terço dos Homens foi um grande desafio, pois não era comum os homens rezarem o Terço. Mas houve um crescimento com a participação dos Movimentos, chegando a atingir num único encontro cerca de 60 pessoas”, afirma Flávio. Você pode encontrar o Terço do Homens nas Comunidades Nossa Senhora de Lourdes, Aparecida, Fátima e na Igreja Santa Rita. Mais informações na secretaria paroquial.

Fontes de pesquisa: http://tercodoshomens-uniao.blogspot.com.br. Flávio da Cunha Bavesi – flaviodacunhabavesi@hotmail.com ou (47) 9211-1149 / 3351-2677

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A Palavra - Igreja

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Em tudo, amar e servir! Nesta edição, a editoria Carisma nos traz o depoimento do Diácono Luis Mazzochini.

“Nasci em Vespasiano Corrêa, na Serra Gaúcha. Sou filho de Oswaldo Mazzochini e Clarice Girardi Mazzochini. Tenho 33 anos e outros dois irmãos, Heitor e Irno, ambos casados. A minha família é muito católica. Meu pai sempre foi um homem de muita oração e, por isso, também muito bom e sábio. Minha mãe, igualmente é muito religiosa e devota de Nossa Senhora do Caravaggio. Ela rezava conosco, quando éramos crianças, quando nos punha para dormir e assim ensinou-nos a rezar. Foi neste ambiente que vivi os primeiros anos de minha vida. O meu percurso vocacional religioso começou quando eu ainda era criança. Algumas pessoas da comunidade sempre me diziam que eu seria padre. Na catequese de preparação para a Crisma, manifestei, certa vez, meio sem pensar, este desejo à catequista e aos meus colegas. O promotor vocacional diocesano de Passo

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A Palavra - Carisma

Fundo, P. Adalíbio Barth, passava periodicamente na escola, fazendo propaganda vocacional. Dentro de mim, sentia que deveria ser padre. Fui para o seminário e lá, diante do Sacrário e rezando ao Coração de Jesus, tivesse uma experiência profunda com Deus, que confirmou o meu chamado. Desde este dia, sempre me senti impelido a ser padre, mesmo se, por alguns períodos, tive menos clareza. Busco seguir o mesmo caminho de Cristo. Confio-me à Graça de Deus e recomendo-me às orações de todos. Se puder dar um conselho aos jovens e a todos, gostaria de dizer, em primeiro lugar, que rezem. As pessoas não se tornam melhores porque estudam. Estudando nos capacitamos para algo e adquirimos conhecimentos. Porém é rezando que agregamos valor à nossa vida, nos tornamos bons, adquirimos a sabedoria e nos fazemos humanos de verdade. Em segundo lugar, gostaria de dizer que Deus, em todo o tempo, nos dá sinais para conduzir a nossa vida. Esses sinais nos são dados, algumas poucas vezes através de grandes acontecimentos e quase sempre em pequenas coisas. É preciso estar atento. Agradeço a Deus por tudo o que me concedeu. Para corresponder à sua graça, escolhemos como lema: ‘Em tudo amar e servir!’ Peço que nunca me falte a graça do Senhor e as orações de todos!” Diác. Luis Mazzochini, scj www.paroquiasaoluisgonzaga.com


Seminário Anthropologia Cordis em Taubaté

Entre os dias 02 e 07 de fevereiro de 2014, a Faculdade Dehoniana, em Taubaté (SP), sediou o Seminário Internacional Anthropologia Cordis. O evento foi promovido pelo Governo Geral da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus que está presente em quatro continentes e tem sede em Roma, na Itália. As edições anteriores foram em Portugal – Theologia Cordis (2008) – e

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no Brasil, em Brusque (SC), – Missio Cordis (2010). Desta vez os organizadores tiveram, antecipadamente, a confirmação da presença de 50 participantes dos seguintes países: Brasil, Venezuela, Paraguai, Argentina, Equador, Filipinas, Indonésia, Camarões, Congo, Madagascar, Canadá, Estados Unidos, França, Bélgica, Holanda, Espanha,

Portugal, Itália, Alemanha, Polônia e Inglaterra. A estrutura do encontro contou com tradução simultânea para o inglês, espanhol e italiano. Os debates foram precedidos por conferências, ou mesas redondas, seguidas de reuniões continentais e plenários. O objetivo principal foi o de fazer a leitura da identidade do “homem atual” na perspectiva do Coração. Cada continente vem refletindo sobre esta questão a partir de sua realidade local. O Brasil, por exemplo, aprofunda o impacto do processo de miscigenação e a formação daquele que Sérgio Buarque de Holanda chamou de “Homem Cordial”. No dia 05 de fevereiro de 2014 o evento de natureza acadêmica deu lugar a uma peregrinação ao Santuário Nacional de Aparecida, onde participaram da Missa às 9h, transmitida pela TV e, em seguida, deram entrevistas no programa Bem vindo Romeiro, da TV Aparecida.

A Palavra - Dehonianos

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Mudanca , de Rumo A fé e os exemplos de superação de membros do grupo de A. A.

“N”, membro do grupo há 8 anos, é o atual coordenador do Alcoólicos Anônimos Novo Lar, de Brusque. Um verdadeiro exemplo de fé e superação. Quando completou apenas três meses frequentando o A. A. ele perdeu seu pai, tempos depois sua avó e mais alguns entes queridos. Passou por uma separação e mesmo tendo que enfrentar a dor da perda de tantas pessoas amadas, não recaiu. Nesta entrevista “N” nos fala um pouco da experiência como membro e coordenador do grupo.

A Palavra - Há quanto tempo trabalha no A. A.? O que lhe trouxe até aqui? N - Eu iniciei este trabalho em janeiro deste ano, mas já frequento o A. A. há oito anos.

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A Palavra - Entrevista

A vontade de prestar serviços a uma irmandade que me trouxe muitos benefícios, uma maior qualidade de vida. Estou aqui para ajudar, pois este é um trabalho voluntário, não tem nenhuma remuneração, mas estamos aqui para servir aos amigos

que chegam e aos que já frequentam o grupo, como uma forma de retribuir e servir ao que me devolveu a vida. A Palavra - Como é o trabalho de um coordenador, de que maneira você colabora para a recuperação de www.paroquiasaoluisgonzaga.com


pessoas com tantas dificuldades e, ao mesmo tempo, tanta força de vontade? N - O trabalho do coordenador é muito apoiado pelo CTO – Comitê Trabalhando pelos Outros – onde tem outros irmãos que fazem este trabalho, e quando chegamos aqui na sala acolhemos da melhor maneira possível para que fiquem conosco, para que saboreiem uma vida sem o álcool, sem o castigo de viver dependente. Através de fé e da força de vontade chegamos a uma vida bem melhor e procuramos acolher para que outros possam também viver essa experiência. Hoje minha qualidade de vida é bem melhor e eu não meço esforços para ajudar quem quer vir para o grupo.

N - De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o alcoolismo não tem cura. Uma vez alcoólatra, sempre alcoólatra. Mas os casos são variados. Existem pessoas que vem aqui, frequentam o grupo durante um ano, saem e não bebem mais. Outros vem pra cá querendo conhecer mais sobre o assunto, sobre a literatura de A. A., pelas amizades e ficam por muito tempo. Em dois ou três meses sem o álcool você já percebe uma melhora, uma diferença do que era e do que é hoje. Eu decidi ficar aqui, e peço a Deus que ainda consiga permanecer, subir essas escadas até o último dia minha vida, para ajudar os que chegam.

tomada sozinha ou teve a influência de amigos e familiares? J - Foi com a ajuda dos meus familiares, que deram força pra essa decisão. A Palavra - Em que momento começou a perceber os resultados? Qual foi o fato mais significativo da mudança de vida após frequentar os encontros? J - Foi durante as reuniões, à medida que fui ouvindo outros depoimentos e através da literatura sobre o assunto. Estar aqui já muda tudo, se afastar de um problema que causa dificuldades, que gera conflitos que ele gera já significa uma grande mudança.

A Palavra - De que maneira você percebe a mudança na vida dessas pessoas?

A Palavra - Até que ponto você acha que a Fé pode superar desafios como este e mudar a vida de uma pessoa?

N - Sem dúvida muda bastante, como mudou a minha, até pelo aspecto físico, o modo de se vestir, a barba, a aparência mesmo. Quando chegam aqui eles são outras pessoas e depois de um tempo já começam a mudar, a pessoa rejuvenesce.

J - A fé pode tudo, como diz o ditado “pode mover montanhas”, então pra nós isso é tudo, ter fé na mudança, acreditar na força de Deus. Através da literatura a gente aprende que é pela força de Deus que podemos nos livrar desse mal.

A Palavra - A fé e a crença em Deus e na Sua misericórdia estão realmente presentes na vida destas pessoas? N - Sim, pois é como um batismo. Entrar para os Alcoólicos Anônimos é como um novo batismo, que renova a fé, onde eles acreditam mais em si mesmos, acreditam mais em Deus e pedem misericórdia pra esse Deus que é maravilhoso! Hoje eu ainda peço para Deus olhar por mim, pois tenho um filho para dar o exemplo, e o que desejo para mim é o que desejo aos outros. Para todos, não só aqui, a fé deve vir em primeiro lugar. O álcool me tirou a minha família, hoje moro com minha mãe, mas o A. A. me devolveu a dignidade, porque tive fé em Deus e em mim mesmo.

A Palavra - Deixe uma mensagem para aqueles que também enfrentam o problema de alcoolismo para que tenham coragem de mudar e procurar auxílio.

A Palavra - Quanto tempo pode levar um tratamento como este? www.paroquiasaoluisgonzaga.com

“ J”, membro do A. A. há 11 anos, conta um pouco da experiência de uma vida nova e fala da importância da busca por ajuda . A Palavra - Há quanto tempo frequenta o A. A.? O que lhe conduziu a tomar a decisão de procurar esta ajuda? J - Estou aqui há 11 anos. Decidi procurar o A. A. porque o Alcoolismo estava me prejudicando, atrapalhando minha vida. A Palavra - A decisão de mudar de vida, procurando esta ajuda, foi

J - Que procurem ajuda, pois o alcoolismo é uma doença. E não há uma cura, como a maioria das doenças, mas é aqui que se pode encontrar o auxílio necessário, pois sozinho é bem mais difícil. As pessoas precisam ter coragem de procurar ajuda, porque às vezes essa falta de coragem e até o orgulho de achar que pode mudar sozinha, e na verdade não consegue. Muitas pessoas tem vergonha, mas pra mim, hoje, não é vergonha estar aqui e dizer que sou um alcoólatra, era mais feio quando estava lá, bebendo e sofrendo as consequências. A Palavra - Entrevista

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Quaresma - Oração e Conversão Tempo de acolher a misericórdia de Deus

A Igreja Católica marca a Quaresma como um tempo litúrgico de conversão, que tende a nos preparar para a festa da Páscoa, onde o Senhor Jesus nos dá a redenção.

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A Palavra - Especial

Representada pela cor roxa, que significa luto e penitência, este é um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual. Neste tempo é que devemos – ainda mais

- nos arrepender dos pecados que cometemos e de transformar nosso comportamento e nossa vida, a fim de nos tornarmos melhores para poder viver mais próximos de Cristo. www.paroquiasaoluisgonzaga.com


nos distancia de Deus. Desta forma, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. A cada dia, durante toda nossa vida, devemos afastar os maus sentimentos de nosso coração. Mas é na Quaresma que podemos, ainda mais, aprender a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Assim, também aprendemos a aceitar e levar nossa própria cruz com alegria e fé, buscando alcançar a glória da ressurreição.

O significado da duração do Tempo

Tradicionalmente a Quaresma tem um período de duração de quarenta dias, que se inicia na Quarta-feira de Cinzas e acaba no Domingo de Ramos, que é o domingo que antecede a Páscoa. No decorrer deste tempo fazemos para viver como verdadeiros filhos de Deus que somos. Apesar de estarmos sempre convidados a mudar de vida, é na Quaresma que Cristo vem reiterar, www.paroquiasaoluisgonzaga.com

reforçar este convite. A Igreja também nos chama para viver a Quaresma como um caminho até Jesus Cristo, uma estrada por onde devemos seguir escutando a Palavra de Deus, em oração constante, praticando o bem e compartilhando este bem com nosso próximo, onde vivemos uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus, afastando a diferença causada pelo pecado, que

O período de duração da Quaresma é baseado na simbologia e significado do número quarenta na Bíblia. Diversas passagens trazem a referência ao número quarenta: o Dilúvio, que teria durado quarenta dias; os 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito; os quarenta dias que Moisés e Elias passaram montanha os quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto; o tempo de quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública. O número quatro, na Bíblia, simboliza o universo material e seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, professado de provações e dificuldades. Foi no século IV que teve início a prática da Quaresma, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Ainda mantida com bastante vigor nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais diminuída no ocidente, e por isso devemos revigorar esta prática, observando e mantendo um espírito penitencial e de conversão. Durante a Quaresma, que é um A Palavra - Especial

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Como viver a Quaresma

• Arrependendo-me de meus pecados e confessando-me

Pensar em que ofendi a Deus, Nosso Senhor, se me dói tê-lo ofendido, se estou realmente arrependido. Este é um bom momento do ano para realizar uma confissão preparada e de coração. Revise os mandamentos de Deus e da Igreja para poder fazer uma boa confissão. Busque tempo para realizá-la.

• Lutando para mudar

Analise sua conduta para conhecer em que está falhando. Faça propósitos para cumprir dia após dia e revise à noite se os alcançou. Lembre-se de não colocar muitos propósitos porque será muito difícil cumprir todos. Conheça qual é o seu defeito dominante e faça um plano para lutar contra ele. Teu plano deve ser realista, prático e concreto para poder realizá-lo.

quaresma Vivendo a

tempo especial de purificação, a Igreja nos propõe uma série de gestos e meios concretos para nos ajudar a viver esta dinâmica. Porém, antes de tudo está a vida de oração, que é uma condição indispensável para o encontro com Deus. É na oração que o cristão inicia um diálogo com Deus, permitindo que a graça divina penetre em seu coração. Além de rezar, também devemos intensificar a escuta e a meditação, atentos à Palavra de Deus, a assistência frequente ao Sacramento da Reconciliação e a Eucaristia, e mesmo a prática do

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A Palavra - Especial

jejum, conforme as possibilidades de cada pessoa. Dentre as diversas práticas quaresmais que a Igreja nos propõe, a vivência da caridade ocupa um lugar especial. Assim nos recorda São Leão Magno: “Estes dias de quaresma nos convidam de maneira apremiante ao exercício da caridade; se desejamos chegar à Pascoa santificados em nosso ser, devemos por um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados”.

• Fazendo sacrifícios

A palavra sacrifício vem do latim sacrum-facere e significa “fazer sagrado”. Então, fazer um sacrifício é fazer alguma coisa sagrada, quer dizer, oferecê-la por amor a Deus, coisas que dão trabalho. Por exemplo, ser amável com um vizinho com quem você não simpatiza ou ajudar alguém em seu trabalho. A cada um de nós há algo que nos custa fazer na vida todos os dias. Se oferecermos isto a Deus por amor, estaremos fazendo sacrifício.

• Oração

Aproveitar estes dias para rezar, para conversar com Deus, para dizê-lo que o ama e que quer estar com Ele. Pode ser útil um bom livro de meditação para a Quaresma. Você pode ler na Bíblia passagens relacionadas com este Tempo Litúrgico.

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As Cinzas da quarta-feira

Na Igreja primitiva, a duração da Quaresma variava, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa. O resultado desta conta eram 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). A partir do século VII é que foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto. Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitência pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial – uma espécie de vestimenta antiga – e obrigados a manter-se longe até que se reconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Entre os séculos VIII ao X, quando estas práticas caíram em desuso, o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação. Atualmente na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Com a imposição das cinzas, inicia-se uma estação espiritual bastante relevante para todo cristão que

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quer se preparar dignamente para viver a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus. Este tempo importante do ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: “matanoeiete”, que quer dizer “convertei-vos”. Propõe-se aos fiéis mediante o rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras “Convertei-vos e crede no Evangelho” e com a expressão “Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás”, que reflitam sobre o dever da conversão, recordando a efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. A cerimônia das cinzas eleva as mentes a Deus - princípio e fim de nossa existência. A conversão não é, certamente, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais clara do fato de que estamos de passagem sobre a terra e que nos impulsiona a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça. Sinônimo de “conversão” é também a palavra “penitência”… Penitência como mudança de mentalidade e como expressão de livre e positivo esforço no seguimento de Cristo. A Palavra - Especial

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Mudar algo é difícil. De vida mais ainda. Por P. Adilson José Colombi scj, vigário paroquial

Quaresma, tradicionalmente, é tempo de mudança de vida. Desde a pregação de São João Batista, depois mais incisivamente por Cristo, a necessidade de mudança de vida, tornou-se condição fundamental para assumir a proposta da Boa Nova do Reino de Deus. Teologicamente, fala-se em conversão. Trata-se de uma transformação interior que tem suas consequências na vida de relacionamentos familiares, comunitários e socioculturais. É vida nova. É assumir outro estilo de vida. E o tempo quaresmal, para a Igreja Católica, é tempo forte liturgicamente, propício para este fim. Quaresma é tempo de renovação pessoal por meio da conversão pessoal e de purificação dos hábitos diários da convivência. Todavia, é sempre difícil mudar. Sobretudo, mudar de vida. Pois, em primeiro lugar, esta atitude exige tomada de consciência da situação de alguém que está longe da perfeição. Que necessita reconhecer sua condição de fragilidade, de limitações, de falhas, de debilidade. Numa palavra, reconhecer-se pecador. Nem sempre é fácil admitir esta condi-

ção de nossa existência. Em segundo lugar, admitir que, só com minhas forças não consigo superar esta situação, tenho

“Quaresma é tempo de renovação por meio da conversão pessoal e de purificação dos hábitos diários da convivência.” que aceitar buscar sempre com maior intensidade a graça de Deus. Só ela, unida ao esforço pessoal e ao auxílio dos

irmãos, dá a condição de superar nossa obstinação de não mudar e ingressar no caminho da conversão. Para realizar esta mudança de vida, a Igreja, na Quaresma, aconselha intensificar aqueles meios próprios para alimentar esta conversão contínua. Entre outros, indica a escuta da Palavra de Deus, a intensificação da oração pessoal e comunitária, as obras efetivas de caridade, moderação ou temperança no comer e no beber, vigilância nos sentidos e outras ações que certamente poderão auxiliar na conquista de firmeza maior no seguimento do Senhor. Mudar é difícil, não resta a menor dúvida. Após a mudança de vida, porém, começam a surgir os efeitos benéficos desta nova situação. Nascem no íntimo, da pessoa, outras realidades que antes não estavam presentes, tais como a paz interior, serenidade, alegria de viver, riqueza de conteúdo existencial, visão diversa de Deus, dos outros, de si mesmo e do mundo que o cerca, desejo de ser melhor e outras vivências e experiências interiores que trazem sentido novo à existência humana.

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A Palavra - Discípulos

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São José, pai do fiilho de Deus

“São José, o homem justo por excelência, o glorioso esposo de Maria e pai legal do Filho de Deus, é certamente um dos santos mais venerados pela piedade popular”

José é descendente da casa real de Davi. É o esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus Cristo. Nos Evangelhos ele aparece na infância de Jesus. Na Bíblia, São José é apresentado como um justo. Mateus, em seu Evangelho, descreve a história sob o ponto de vista de José. Já Lucas narra o tempo de infância do menino Jesus contando com a presença de José. São José foi inserido no Calendário Litúrgico Romano em 1479. Sua festa é celebrada no dia 19 de março. São Francisco de Assis e, mais tarde, Santa Teresa d’Ávila, foram grandes santos que ajudaram a divulgar a devoção a São José. No ano de 1870, São José foi declarado oficialmente como o Patrono Universal da Igreja. O autor desta declaração foi o Papa Pio IX. O Papa Bento XV declarou São José como o Patrono da Justiça Social. Para ressaltar a grande qualidade e

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poder de intercessão de São José como “trabalhador”, o Papa Pio XII instituiu uma segunda festa em homenagem a ele: a festa de “São José Operário”. Esta, acontece no dia primeiro de maio. José estava noivo de Maria e, ao saber que ela estava grávida, decidiu abandoná-la, pois o filho não era dele. Mas ele teve um sonho com um anjo que lhe disse que Maria ficou grávida pela ação do Espírito Santo e que o menino que iria nascer era Filho de Deus, então, ele aceitou Maria como esposa. Perto do tempo previsto do nascimento de Jesus, por um decreto romano ele foi para Belém participar do recenseamento, lá Maria deu à luz ao menino Jesus e José estava presente no nascimento. O anjo, porém, deu novo aviso a José, em sonho, avisando que Herodes queria matar o menino Jesus e mandou-o pegar o menino e sua mãe e fugir para o Egito com eles. José obedeceu. Assim, a Sagrada Família foi para o Egito e viveram lá durante quatro anos. Após este tempo, o anjo avisou novamente a José, em sonhos, dizendo que eles poderiam voltar para Nazaré porque Herodes tinha morrido. José obedeceu e levou a Sagrada Família novamente para

Israel. São José devotou sua vida aos cuidados de Jesus e Maria. Vivendo do trabalho de suas mãos, como carpinteiro, sustentou sua família com dignidade e exemplo. José era um judeu religioso e praticante. Ele consagrou o menino Jesus no templo, logo depois que o menino nasceu. Este ato só era praticado na época por judeus piedosos. São José levava sua família regularmente às peregrinações de seu povo em Jerusalém, como, por exemplo, na Páscoa. Foi numa dessas peregrinações em que, na volta para Nazaré, o menino Jesus ficou em Jerusalém conversando com os doutores da lei. O menino tinha, então, doze anos. José e Maria, aflitos, voltam ao templo e encontram o menino debatendo com os doutores da lei. Nesta ocasião, Jesus afirma que: “Tinha que cuidar das coisas de seu Pai”. Esta é a última vez que José é mencionado nas Sagradas Escrituras. Todos os indícios levam a crer que José faleceu antes de Jesus começar sua vida pública. Caso contrário, ele certamente teria sido mencionado pelos evangelistas, como o foi Maria. Fonte: arautos.org

A Palavra - Discípulos

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Comunidade homenageia N. Sra de Lourdes

No mês de fevereiro foi realizada a tradicional festa da Padroeira da Comunidade Nossa Senhora de Lourdes. As comemorações tiveram início com o tríduo em honra a Nossa Senhora de Lourdes, que foi realizado nos dias 05, 06 e 07 de fevereiro, sempre com Missa às 19h. No sábado, dia 08, a Santa Missa foi realizada às 18h com a presença dos festeiros, celebrada pelo P. Francisco Laval. Foi um momento de grande confraternização das famílias presentes, conforme planejado pelos organizadores. “O CPC da Comunidade agradece todas as pessoas que colaboraram com o bom êxito da festa, de modo especial a todos aqueles que se doaram no trabalho e na organização da festa. Que Nossa Senhora continue abençoando suas famílias”.

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A Palavra - Comunidades

Celebração No dia 11 de fevereiro, a Paróquia São Luiz Gonzaga reuniu-se na Comunidade Nossa Senhora de Lourdes para celebrar o Dia Mundial dos Enfermos e o dia dedicado à Nossa Senhora de Lourdes. Foi celebrada, às 16h, uma Missa com a presença do Pároco, P. Jair Rodrigues Costa, que contou com o Arcebispo Dom Wilson Jönck como presidente da celebração. Estiveram presentes muitos membros da comunidade e muitos enfermos que vieram buscar em Maria alívio para a sua enfermidade. Dom Wilson fez a bênção dos objetos, da água e no final da Missa deu a bênção do Santíssimo para toda a assembleia.

HORÁRIO DE

MISSAS MATRIZ SÃO LUÍS GONZAGA De segunda-feira a sábado – 19h Domingo – 7h, 9h, 17h e 19h 1ª sexta-feira do mês – 7h 2ª terça-feira do mês – Missa da Saúde – 15h30 Adoração ao Santíssimo Sacramento Quintas-feiras – 6h30 às 18h30 COM. NOSSA SENHORA DE FÁTIMA Sexta-feira – 19h Sábado – 18h Domingo – 9h Dia 13 de cada mês – 19h COM. SANTA RITA 1ª sexta-feira do mês – 19h Sábado – 19h Dia 22 de cada mês – 19h COM. CRISTO REI 1ª sexta-feira de cada mês – 19h Domingo – 8h30 COM. NOSSA SENHORA DE LOURDES 1ª sexta-feira de cada mês – 19h Sábado – 19h Dia 11 de cada mês – 19h

COM. NOSSA SENHORA APARECIDA 1ª sexta-feira de cada mês – 19h Sábado – 19h Dia 12 de cada mês – 19h COM. SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS 1ª sexta-feira de cada mês – 19h Sábado – 19h 2ª segunda-feira de cada mês – 19h 2ª quarta-feira de cada mês – 19h COM. SÃO JOÃO BATISTA Domingo – 8h COM. SANTO ANTÔNIO Domingo – 8h30 Dia 13 de cada mês – 19h30 1ª sexta do mês – 19h30 COM. SÃO JOSÉ 1ª sexta-feira do mês – 19h Sábado – 17h30 Dia 19 de cada mês – 19h COM. SANTA PAULINA Sábado – 19h 1ª sexta-feira do mês – 19h Dia 09 de cada mês - 19h COM. SÃO FRANCISCO DE ASSIS 2º e 4º domingo do mês – 9h

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Ministros da Eucaristia e Pastoral dos Enfermos realizam retiro

CRONOGRAMA DE

MARÇO

Missa da Quarta-feira de Cinzas 05/03 às 19h na Comunidade Santa Rita 05/03 às 19h na Comunidade São Francisco 05/03 às 19h na Comunidade Cristo Rei 05/03 às 19h na Comunidade Santo Antônio 05/03 às 19h na Comunidade São José 05/03 às 19h na Comunidade S. João Batista Início da Catequese 01/03 às 15h na Com. Sagrado Coração de Jesus 03/03 às 18h30 na Comunidade Santa Paulina (1ª Comunhão) 05/03 às 18h30 na Com. Santa Paulina (Crisma) 08/03 às 15h na Comunidade Santo Antonio 17/03 na Com. N. Sra. de Fátima

No domingo, dia 23 de fevereiro, o grupo de Ministros da Eucaristia, juntamente com a Pastoral da Saúde e dos Enfermos de toda a Paróquia, realizaram um retiro, na comunidade N. Sra. de Fátima, no bairro Maluche. O encontro teve início às 8h e encerrou com celebração de uma Missa, às 16h. Os participantes, aproximadamente 115 Ministros e mais cerca de 20 membros da Pastoral, almoçaram no

local do evento. “O objetivo desta reunião foi o avivamento da Fé, a fim de revigorar a caminhada, tomar consciência de quão importante é o exercício do Ministério e da Pastoral, pois os dois devem caminhar juntos”, relata Geraldo Baron, coordenador da Com. N. Sra. de Fátima. O pregador do encontro foi o Vigário Paroquial, P. Adilson José Colombi, scj.

Encontro de formação do Dízimo Na última segunda-feira de março, dia 31, a partir das 19h, será realizado no Auditório São Luiz Gonzaga, na Matriz, o Encontro de Formação do Dízimo, que contará com a assessoria do Missionário Bibiano, de Jaraguá do www.paroquiasaoluisgonzaga.com

Sul. Este encontro pretende formar e fortalecer as lideranças paroquiais e comunitárias a fim de ensinar sobre a prática da oferta do Dízimo, seus objetivos e resultados para a Paróquia.

Curso de Preparação para o Batismo 01/03 às 14h na Matriz 10/03 às 19h na Com. Santa Rita 15/03 na Paróquia São José (Botuverá) 17/03 na Paróquia Santa Catarina (Dom Joaquim) 19/03 às 19h na Matriz 30/03 às 08h na Com. N. Sra. de Fátima Reunião do CPC 03/03 às 19h na Matriz (Sala 02) 10/03 às 19h30 na Com. N. Sra. Aparecida 19/03 às 19h30 na Com. N. Sra de Lourdes Via Sacra 12/03 às 19h na Comunidade Santa Rita 19/03 às 19h na Com. Santa Rita 26/03 às 19h na Com. Santa Rita

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É chegada a Quaresma! Na Quarta-feira de Cinzas vamos todos rezar, pedir perdão e agradecer!

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A Palavra março ed. 35