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Informativo Mensal da Paróquia São Cristóvão | Ano 3 | Nº 40 | MAIO de 2011

CRISTO RESSUSCITOU, VENCEU A MORTE COM AMOR! ALELUIA! ALELUIA!

Visita e confissão aos doentes Pag 13

Variedades Página 14


2 • Paróquia São Cristóvão | MAIO | 2011

:: Editorial Pe. Nelson Tachini scj – Pároco

M

aio é o mês que nos lembra a maternidade. E a maternidade é o modo de ser da mãe. Modo de ser que é específico da mãe. Mães, que tivemos ao longo de todos os tempos. A humanidade ou nós somos o que nossas mães nos proporcionaram. Você é o que é a partir do ato fecundador que aconteceu no útero de sua mãe. Por isso em maio comemoramos o dia das mães. Jovem que se tornou mãe e depois avó, sogra. Mães de todas as idades e de todos os jeitos. Mães que apesar de sua fisionomia externa diferenciada, possuem a beleza da maternidade. Mas em maio, os cristãos lem-

bram uma jovem que se tornou a mãe de Jesus Cristo, mãe espiritual de todos, admirada, e cantada ao longo de todas as gerações, no dizer de suas palavras: “Sim. Doravante as gerações todas me chamarão de bem-aventurada”. Muitos há que não apreciam o enaltecimento que damos a Maria. Tal elogio não é devido somente dos cristãos, mas no Alcorão, o livro sagrado do islamismo, encontramos alusões a Maria.

contato com Jesus Cristo desde o ato da concepção até a morte e ressurreição.

Se a mãe é admirada pela sua maternidade que é uma mistura de ato procriador e afeto, devotamento e atenção, confiança e espiritualidade, muito mais a Maria. Nela encontramos tudo isso, pois esteve em

Manifestemos nosso apreço a Maria. Assim como não esquecemos nossas mães, que tenhamos presente em nossa mente e em nossos lábios o nome de Maria ao longo deste mês. A Pieda-

EXPEDIENTE

de mariana nos oferece múltiplas formas de lembrá-la, honrá-la, imitá-la e amá-la por ser nossa mãe. Estendamos nossa mão a ela e cantemos: “Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coração, da minha vida, do meu destino; cuida de mim”.

Paróquia São Cristóvão: Rua Odílio Garcia, 445 - Cordeiros Itajaí / Fone: 47 3341.1408

O Jornal Paróquia São Cristóvão é uma publicação mensal feita pela Letras Editora para a Paróquia São Cristóvão. Endereço: Rua Anita Garibaldi, 87 - Centro - Itajaí - SC / Fone/Fax: (47) 3348.3040 Contato Comercial: Sônia Bittencourt / Fone: (47) 8405.9681 Colaboradores: Dom Murilo S. R. Krieger, Márcio Antônio Reiser, Diácono Vital Feller, Pe. Silvano João da Costa, Agnes Maria, Paulo Cardoso, Vili Maschio, Roberto Martins (RCC) e Nahor Lopes de Souza Júnior. Organização: Pe. Nelson Tachini - Pároco | Rita de Cássia dos Santos Silva Diretor: Carlos Bittencourt Diagramação: Solange Maria Pereira Alves

ANUNCIE NO JORNAL DA PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO. (47) 8405.9681


Santa Joana D’Arc

Paróquia São Cristóvão | MAIO| 2011 • 3

30 de maio - Mártir da pátria e da fé

CHAMADOS PARA SERVIR

“Chamo de martírio os sofrimenos e as adversidades que sofro na prisão e não sei se mais poderei sofrer, mas em tudo eu me confio a Nosso Senhor.” (Santa Joana D’Arc)

N

a celebração dos Santos Reis do ano de 1412, a cidade de Domremy na Lorena, bela colônia de camponeses da França, foi o berço de sua heroína e mártir Joana D’Arc. Filha de pobres e humildes camponeses Jacques D’Arc e Isabelle Romée, Joana teve uma educação primorosa alicerçada em princípios éticos e piedosos. Eram tementes a Deus! A França estava dominada pelos ingleses, a situação do Rei Carlos VII era crítica. Deus, porém, vai salvar a grande nação católica, servindo-se de uma humilde camponesa. Quando completou 13 anos, Joana D’Arc teve suas primeiras experiências místicas, por diversas vezes a menina ouviu vozes celestiais e apareceram-lhe o Arcanjo São Miguel e outros Anjos, que prepararamna para a grande e extraordinária missão para qual Deus a tinha destinado. A jovem menina Joana recebe ordens das vozes angelicais que exigem dela a libertação de Orleans, a salvação da França e a condução do Rei a Reims, para ser solenemente coroado. Aparentemente esta tarefa parecia impossível de ser cumprida por uma jovem inexperiente e tímida! As vozes tornaram-se cada vez mais insistentes e exigiram de Joana, um pronto cumprimento da vontade de Deus. Por várias vezes teve visões e revelações de Santa Catarina e Santa Margarida, que ainda mais a convenceram a cumprir os planos de Deus. Quando Joana contou aos pais e familiares o que Deus esperava dela, e também o teor das visões e revelações foi um “Deus nos acuda”. Todos foram unânimes em tentar convencê-la a desistir de seus intentos. Tudo foi em vão! Joana segue adiante, é hora de falar com o Rei Carlos VII. Foi somente, com muita dificuldade que conseguiu uma audiência com o Monarca. O Rei ouviu com muita atenção tudo que Joana revelava. Percebia-se nele, um misto de dúvida e incredulidade, porém se convenceu que a missão era divina, quando a jovem revelou um segredo, só por ele e por Deus conhecido. Joana D’Arc conquista a confiança do Rei e de toda a corte. Muitas profecias e revelações foram feitas e todos a viam como um ser angelical. A jovem pediu autorização ao Bispo e ao Rei para abrir o altar de Santa Catarina Fierbois, onde segundo revelações, estaria a espada de que se serviria para a luta contra os ingleses. Lá estava a espada para espanto de todos. De acordo com o costume da época, Joana D’Arc revestida de uma armadura de aço, montada num belo cavalo branco e empunhando a espada e o estandarte com a Cruz de Cristo e nele os santíssimos nomes de Jesus e Maria. Mesmo sem nenhum conhecimento militar, a jovem com jeito de anjo, chefiou o Exército de Carlos VII e reconquistou Orleans das mãos dos ingleses. Nunca se tinha visto tanta disciplina e respeito num campo de batalha. A jovem Joana acompanhou Carlos VII até Reims para ser coroado Rei da França

logo após a coroação e depois de quase um ano de batalha, Joana desejou voltar para sua aldeia e para os seus familiares. O Rei Carlos VII desejava reconquistar a cidade de Paris, e para tanto e depois de muita insistência conseguiu convencer Joana a continuar a chefiar o Exército Real. A reconquista de Paris foi um fracasso, Joana D’Arc ferida, caiu nas mãos dos adversários que a entregaram a preço de ouro aos ingleses. A crueldade dos oficiais ingleses e de alguns sacerdotes e prelados a submeteram a terríveis humilhações e torturas. Tinham como objetivo induzi-la a negar sua missão divina e também suas visões e revelações. Joana suportou com fé, coragem e determinação os deboches e insultos, não renegou sua missão divina. Joana D’Arc foi levada a julgamento, abandonada inclusive pelo Rei Carlos VII, sofre nas mãos do Bispo Pedro Chuchon de Beauvais, que outro interesse não tinha se não agradar os ingleses. O tribunal que julgaria a jovem Joana fora escolhido a dedo pelo Bispo (Iníquo) Pedro. Joana foi condenada a morte e seria queimada em praça pública. -Na sentença lida pelo Bispo; Joana D’Arc foi considerada como feiticeira, blasfema e herética. Na hora solene da execução no dia 30 de maio de 1431, com apenas 19 anos de idade, Joana D’Arc – em alto e bom tom e ardendo em chamas, pronuncia os nomes de Jesus e Maria. “Estamos todos nós perdidos”! exclamou em voz alta, um nobre oficial inglês, e prosseguiu: “Ela é uma Santa”. Depois de algum tempo, a família de Joana foi ao Papa Calixto III e este, impressionado com as declarações dos familiares de Joana, pediu uma revisão do processo, e constatou-se uma total falta de argumentos e provas condenatórias. A Santa Sé e o Papa Calixto III declararam publicamente que ouve erros gravíssimos no processo de Rouen e que Joana D’Arc era inocente, além de proclamar sua fé e suas virtudes heróicas. O Papa Pio X beatificou Joana D’Arc em 10 de Abril de 1909 e Pio XI em 1924 a declarou Santa Joana D’Arc. Para a França Joana é sua maior heroína e para Igreja uma de suas maiores mártires da fé.

Marcio Antonio Reiser O.F.S marcioantonioreiser@gmail.com http://marcioreiser.blospot.com

SER PADRE É VOCAÇÃO

N

o próximo dia 21 de maio de 2011, teremos a emoção pela segunda vez de termos a ordenação de um padre em nossa comunidade São Cristóvão, a ordenação presbiteral do diác. Elizandro Scarsi. Nós que acompanhamos este menino, sabemos das suas alegrias e também das suas dificuldades para chegar aonde ele chegou. Por isso eu digo padre não cai do céu, também não nasceu de um ovo, surge com muitas orações, nasce do meio do povo, vem de nossas famílias, em Jesus se torna um homem novo. Padre quer dizer pai. Do Latim, pater/ patris = pai - o padre é o pai da comunidade. Aquele que acolhe, ouve, aconselha, orienta, adverte, corrige, quando necessário e alimenta de esperança os fiéis. O padre também é conhecido como sacerdote, ou então, como presbítero. O padre é sacerdote (em Latim, sacer = sagrado + dos = dom). Ele oferece a Deus o sacrifício da Eucaristia, memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. É presbítero (em Grego, presbyteros, significa ancião, idoso, experiente) porque como um irmão mais velho, orienta com sabedoria, seus irmãos mais novos, sempre buscando conduzi-los para a maturidade da fé. Ser padre não é uma profissão, algo que escolhemos, que depende apenas e exclusivamente da decisão da pessoa. Ser padre é vocação. É Deus quem chama os homens para entregarem suas vidas a serviço do Reino. O padre é chamado para ser no mundo uma presença viva de Cristo. Assim, o padre tornase um “outro Cristo”. Uma pessoa passa a ser padre a partir da ordenação sacerdotal. É o sacramento da Ordem, ministrado pelos bispos. Depois de vários anos de discernimento vocacional, de convivência nos seminários, de vários anos de estudo, a pessoa se entrega totalmente a Deus, para que seja consagrada. A partir da ordenação, o padre torna-se um cumpridor do mandato de Cristo: Fazei isto em memória de mim (Lucas 22,19). Ser padre é um mistério, algo que a razão tem dificuldade de explicar. O padre é alguém que foi tirado do meio do povo, consagrado e devolvido ao povo para servi-lo. Por meio de suas ações, o padre deve fazer transparecer o modo de agir de Cristo, como se fosse Cristo mesmo agindo no mundo. Para fazer com que os fiéis cheguem à maturidade da fé, os padres batizam, per-

doam os pecados através do sacramento da Penitência, são testemunhas da Igreja nos sacramentos do Matrimônio e da Unção dos Enfermos. Mas o mais importante é: a cada dia, os padres renovam o sacrifício de Cristo, a Eucaristia, alimento para sua vida e para a dos fiéis (Decreto Presbyterorum Ordinis, sobre o Ministério e a Vida dos Presbíteros, nº. 5). No entanto, nunca poderemos nos esquecer de que o padre é passível de erros, falhas, limitações e pecados. Enfim, o padre é um ser humano! Mas um ser que busca a graça de Deus, que quer dividir a alegria do seguimento de Cristo com seus irmãos e irmãs. Rezemos para que Deus nos dê sempre bons e santos Padres, segundo o seu Coração: A promessa do Senhor suscita no coração da Igreja a oração, a súplica ardente e confiante no amor do Pai de que, tal como mandou Jesus o Bom Pastor, os Apóstolos, os seus sucessores, e uma multidão inumerável de presbíteros, assim continue a manifestar aos homens de hoje a sua fidelidade e a sua bondade. Com isso pedimos insistentemente oração não somente para Elizandro, mas também para todos os nossos padres, diáconos e religiosos e religiosas. Caro afilhado Elizandro, siga a palavra de Jesus “Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. (Mt 28,19). Povo de DEUS vamos vibrar com esta benção que DEUS nos deu. Que DEUS te abençoe e te guarde filho desta comunidade Elizandro.

Diácono Vital Feller


4 • Paróquia São Cristóvão | MAIO | 2011

DIÁCONO ELIZANDRO SCARSI

UMA SÍNTESE DA MINHA HISTÓRIA VOCACIONAL

S

ou filho do senhor João Augusto Scarsi e da senhora Lucia G. Scarsi, somos três irmãos, sendo eu o filho do meio. Sou natural de Laranjeiras do Sul, Paraná, onde fui batizado, fiz a catequese de preparação para a primeira Eucaristia, Crisma e estudei até a quinta série do Ginásio, pois onde morávamos era no interior e para continuar os estudos só se fossemos para a cidade, e como na época não tínhamos condições para estudar na cidade devido à distância e nossa condição financeira, então eu e meus irmãos só estudamos até a quinta série. Nesta cidade vivi até os meus quatorze anos, depois nos mudamos para Itajaí no ano de 1995, onde voltamos a estudar. Logo que chegamos a Itajaí, mais propriamente no Bairro da Murta, comecei a participar das atividades da comunidade nas celebrações, grupos de jovens e outras atividades da comunidade. No ano de 1998 fui procurar o pároco da paróquia na época Pe. João Elias Antero, para conversar com ele a respeito de como eu faria para entrar no seminário, sendo que ele me explicou quais seriam os procedimentos para lá ingressar. Como já estávamos quase na metade do ano ele pediu para que eu fizesse alguns encontros de acompanhamento no Seminário Menor em Azambuja durante aquele ano. Também o Pe. Antero fez um acompanhamento comigo durante o ano de 1998.

No ano seguinte ingressei no Seminário menor em Azambuja, em Brusque, ali cursei o ensino médio; foram quatro anos de estudos neste seminário. Já a faculdade de Filosofia eu cursei na Unisul e morávamos em Barreiros, São José. Após ter concluído a faculdade de Filosofia iniciei os estudos na faculdade de Teologia no ITESC, em Florianópolis, e morava no Seminário Convívio Emaús; ali estudei durante quatro anos. Conclui meus estudos no ano de 2010. Fui ordenado diácono no dia 12 de Fevereiro de 2011, e atualmente estou trabalhando na paróquia de São Judas Tadeu e São João Batista, Ponte do Imaruí, cidade de Palhoça. No dia 21 de Maio, às 15: 00 horas, serei ordenado padre na Paróquia de São Cristóvão, no bairro Cordeiros, Itajaí, pelo Bispo Diocesano de Blumenau, Dom José Negri.

Av. Reinaldo Schmithausen, 3635 Cordeiros - Itajaí - SC

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Horário de funcionamento: de 2ª à Sáb. das 8 às 12 horas e das 13h30min às 19h30min Rua Gustavo Bernedet, 960 | Cordeiros | Itajaí


Paróquia São Cristóvão | MAIO | 2011 • 5

ORDENA O Céu está em festa, a Igreja está em festa, a Arquidiocese de Florianópolis está em festa, a Paróquia São Cristovão está em festa, todos nós católicos que vivemos a fé em Jesus Cristo, Senhor e Salvador, estamos em festa. No dia 21 de maio, na Paróquia São Cristovão, pela imposição das mãos do Bispo de Blumenau, D. José Negri, o Diácono Elizandro Scarsi, receberá o Sacramento da Ordem. A primeira missa presidida no dia 22 de maio, pelo então Pe. Elizandro, e será realizada na Comunidade da Imaculada – Murta às 10hs. Elizandro deixou-se conduzir pelas palavras de São Francisco Xavier: “Aqui estou, Senhor; que devo fazer? Enviame para onde for do teu agrado” Pedimos ao Senhor da Messe, que o escolheu e chamou, que abençoe o seu sacerdócio com todas as graças e bênçãos necessárias à sua missão, onde for chamado a servir Deus, servindo os homens.

Junto com o teólogo Dom Bruno Forte, diante deste momento intenso de oração pelas vocações: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus e redentor do homem, Manda sobre nós o teu Espírito Santo, Para nos ajudar a viver com fidelidade e liberdade a nossa vocação, Seguindo a ti luz da vida, Purifica o nosso coração. Seguindo a ti luz da vida, Faz-nos compreender a vontade do Pai. Seguindo a ti luz da vida, Faça uma obra nova em nós. Seguindo a ti luz da vida, Ajuda-nos a sermos as tuas testemunhas. Seguindo a ti luz da vida, Leva-nos a contemplar a beleza eterna. Somente Tu és a luz do mundo! Somente Tu és a luz da nossa vida, no tempo, na peregrinação da nossa vida e para sempre. Com o Diác. Elizandro queremos rezar: Glória a Ti Senhor pelo imenso dom do sacerdócio, e que nós também possamos dizer como Paulo: “Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim”. Pe. Silvano João da Costa

Pe. Silvano João da Costa

Paróquia São Cristóvão: Sementeira de Vocações....

A

Paróquia São Cristóvão no dia 9 de junho de 2001, celebrava com júbilo a ordenação sacerdotal do Frei Fábio César Gomes , filho de nossa paróquia. Quanta alegria, quanta fé. Naquele dia Frei Fábio dava o seu sim definitivo a Deus para o serviço do Reino. Frei Fábio é filho de uma família atuante em nossa comunidade, que o entregou à igreja no dia da sua ordenação, pois padre é alguém que Deus chama do meio do povo e de novo o envia para trabalhar no meio do povo. O padre está a serviço da comunidade. Ele é como uma ponte entre Deus e o povo: “ele é como Jesus é o Bom Pastor”, no meio de nós. Os padres são, na grande família dos filhos de Deus, os ministros do Senhor. Quem vai ser padre é um jovem que veio de uma família. Jovem igual a todos, que se dispõe a ajudar ao povo e servir ao Senhor. Assim podemos perceber que toda vocação é um chamado ao qual se deve responder com convicção e compromisso, ninguém escolhe esse, ou aquele caminho, mas é escolhido pelo Senhor. Para responder ao chamado ao sacerdócio o futuro padre conta, acima de tudo, com o auxílio da graça de Deus, que irá configurá-lo a pessoa do Cristo como continuador da sua missão. Podemos dizer que o berço das vocações nasce do povo, e é colocado a serviço desse mesmo povo. A vocação não é simplesmente sentimento, mas sim a certeza interior oriunda da graça de Deus que nos toca a alma e nos pede uma resposta LIVRE. Jovem de nossa Paróquia, caso o Senhor te chame à vida sacerdotal sua certeza irá crescendo a medida que sua resposta for cada vez mais generosa e o seu coração mais aberto. A história das vocações sacerdotais, como a do Frei Fábio e do Diác. Elizandro, é tão variada quanto as pessoas, ou seja, cada pessoa tem o seu caminho de descoberta do sacerdócio. Rezemos pelas vocações e para que nossa Paróquia seja cada vez mais, sementeira de novas vocações sacerdotais e religiosas. Pe. Silvano João da Costa, scj


6 • Paróquia São Cristóvão | MAIO | 2011

Celebrando a Unidade da Família “Eis aqui a servidora do Senhor” (LC 1,37).

A música a serviço da comunidade

MARIA MÃE DE TODOS Agnes Maria Membro do Grupo de Cânticos Litúrgicos da Paróquia São Cristóvão - Matriz

Prezado leitor! Neste mês de Maio, vamos coroar em nossos corações Nossa Senhora, como MÃE do nosso Ministério. Que sejamos fiéis como ela foi, e que nosso SIM à Missão que Deus nos confiou seja verdadeiro como o dela. Ouçamos todos os dias sua voz nos dizendo: “fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5) Maria, mãe de Deus e nossa, rogai por nós.

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Maria sempre presente na vida de Jesus; Maria sempre presente na vida da música Católica.

tema deste mês é muito interessante e oportuno. Nós, que temos a música no sangue e gostamos de cantar as maravilhas de Deus, vamos descobrir um pouquinho sobre como podemos relacionar Maria com a música. A presença de Maria na música é contemporânea às artes figurativas e até mesmo à literatura sobre ela. Passeando rapidamente pela história podemos encontrar muitas referências sobre a música Mariana, como por exemplo: * Nos primeiros séculos: “ O canto cristão bizantino”. Aí encontramos os famosos versos de S. Efrém, que teria composto mais de três milhões de versos “Hinos à Virgem. E junto com ele, tantos outros santos orientais que não se cansaram de homenagear a Mãe de Deus. Os cânticos eram sempre voltados aos ensinamentos litúrgicos e doutrinários; * Em seguida temos o famoso período do “Canto Gregoriano” (século XII e XIII). É o canto originário da Igreja latina. Afirmam os estudiosos que os musicólogos desta época compunham as músicas marianas aplicadas às celebrações litúrgicas (missa da bem-aventurada) até as formas elementares mais livres e populares. Os hinos marianos em canto gregoriano não se contam, são inúmeros, mesmo embora que o seu emprego litúrgico sempre tenha sido muito limitado; * Entramos no período chamado “Ars Antiqua” que anunciou uma verdadeira mudança na música: o movimento das vozes determinados por algumas leis de consonâncias e dissonâncias. Como lugar propagador desta nova maneira de compor e cantar, encontramos como espaço Notre-Dame de Paris, Chartres, Limoges e Espanha. Neste período, muitas foram as composições sobre Maria, com melodias cheias de sutilezas e diversidades. Já no período da chamada “Ars Nova” (Séc. XIV), Maria ocupa um lugar de honra, principalmente nas chamadas antífonas votivas (pequenos estrofes marianas) que são usadas nos dias de hoje; * Já no século XV, a canção Mariana é bem mais diversificada. É famoso o manuscrito do seminário de Aosta com umas 180 composições e com muita música Mariana, especialmente de autores ingleses. Deste período podemos, como muita justiça, destacar dois grandes compositores: Lionel Power (1445), com mais de cinqüenta composições marianas (Salve Sancta parens, Gloriosae Virginis, Speciosa facta est, Ave Regina coelorum, Mater ora Filium) e também Jonh Dunstable (1453), com suas clássicas composições (Ave Regina, Regina Coeli, Ave Maria Stella, Alma Redemptoris, Salve Regina); * Já no período do Renascimento, grande foi o número de composições e hinos marianos. O gênero musical dominante neste período é o vocal de capella (poucos instrumentos e muitas vozes). É famoso deste período o “madrigal” tão conservado nos dias de hoje. Com a reforma protestante, no fim do renascimento, a música sacra tradicional so-

freu um grande abalo. Na Inglaterra, por exemplo, a reforma eliminou toda a música cristã, destruindo livros, órgãos e tudo o que pudesse ter algo a ver com a tradição. E com isso afetou também muitas execuções de conotação Mariana; * Nas origens e no período barroco (Itália), temos com Monteverdi (1643), o principal representante, junto com Frescobaldi (A messa della Madonna), o monumento mariano máximo pela complexidade e profundidade (Il vespro della Beata Vergine) para solos, coro e orquestra. Já no barroco clássico temos figuras como Bach, Vivaldi, Scarlatti, Haendel, Mozart, Gounod... As mais completas composições marianas que são executadas com grande maestria nos dias de hoje; * Quando entramos no período da “Estação Romântica” com Beethoven, Schubert, Schumann, Brahms, Mendelssohn, Verdi e tantos outros, podemos deslumbrar os nossos ouvidos com belíssimas sinfonias marianas; * Já no período moderno, podemos deliciar os nossos ouvidos com as imponentes composições sobre Maria, de Busoni (Stabat Mater, Ave Maria, Ladainhas...). E assim, tantos outros compositores e artistas clássicos deixaram imortalizados inúmeras composições homenageando aquela que um dia disse: “ todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1, 48). Talvez Maria quisesse dizer com isso que “todas as gerações cantarão as bem-aventuranças de Deus”. Hoje podemos contar também com uma vasta coletânea de músicas com ritmos populares que sempre recordam com carinho a figura extraordinária de Maria. Quem de nós já não cantou “Maria de Nazaré, Maria de minha infância, do padre Zezinho? Quem de nós já não participou de alguma procissão ou romaria Mariana ouvindo “A treze de maio, na cova de Iria...). E os milhares de cânticos marianos à Nossa Padroeira? E cada um podia elencar aqui tantos e tantos cantos marianos que gosta de cantar à Maria. Faça isso: cante, componha, crie, homenageie sempre a mulher mais linda do céu e da terra: MARIA. Lá no céu teremos tempo de sobra para cantarmos face a face todas as músicas para a nossa “Mãezinha querida”. Um grandíssimo abraço e espero que este artigo tenha contribuído para amarmos e cantarmos mais para a Mãe de Jesus e nossa Mãe.

Frei Rinaldo, OSM freirinaldo@catolicanet.com.br www.freirinaldo.com.br

Maria é uma mãe diferente. Não quer nada para si. Não prende seus filhos numa relação de dependência ou escravidão. Sua maior alegria é que todos sejam livres, herdeiros do Reino de Deus, cidadãos na sociedade e participantes da glória no ressuscitado. Porque existem tantas nossas Senhoras? Ela assume o rosto e o jeito de ser de diferentes povos e culturas. É uma forma de ser Mãe próxima, que a gente reconhece.

MARIA POPULAR A religiosidade e a veneração à Maria, não tem dono, nem chefe, nem regras definidas. As devoções populares à Maria, como o terço, as novenas, as promessas, as fórmulas de consagração, as romarias, são manifestações do coração. É o desejo de sintonizar com Maria, do jeito que o povo sabe e pode.

MARIA NA LITURGIA Como Igreja somos uma comunidade organizada, com regras, ritos e normas. Na liturgia, reformada depois do Concílio Vaticano II, Maria é colocada em íntima relação com o mistério de Cristo e da Igreja. Há três tipos de celebrações marianas: as solenidades, as festas e as memórias. Elas são quatro: Maria, mãe de Deus (1º de Janeiro), Anunciação (25 de Março) Assunção (15 de Agosto) Imaculada Conceição (08 de Dezembro) Temos a solenidade da nossa Padroeira do Brasil (12 de Outubro). As principais festas marianas são a Visitação (31 de Maio) e o nascimento de Maria (08 de Setembro).

MARIA NA BÍBLIA Muitas perguntas ficaram sem respostas no que se refere à vida de Maria, o seu nascimento, o seu dia a dia, seus afazeres, sua velhice e o fim de sua vida. A Bíblia não nos informa detalhes da vida de Maria. Grupos de cristãos tentaram responder algumas questões, mas, muitas respostas foram duvidosas ou falsas e alguns escritos chamados “apócrifos”. Os evangelhos que citam Maria fazem isso com relação à Jesus e a comunidade dos seus seguidores. Nos escritos mais antigos – as cartas de Paulo – em Gálatas 4,4. “Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, nascido de uma mulher... (Mc 3,31-35 6,1-6) (Mt 1,18-23 2,11-13-14-20) Lucas e João tem o mérito de mostrar as qualidades humanas e espirituais de Maria. E no apocalipse, Maria se apresenta como imagem da comunidade cristã. ( Ap 12 ).

MARIA SANTA Maria tem um posto especial na comunhão dos santos. O Concílio Vaticano II diz que: ela ocupa o lugar único, mais perto de Cristo e mais perto de nós. Maria é o mais límpido e belo riacho dos santos, em cujas águas podemos nos banhar. Aprendeu de Jesus a ser serva, prestando serviço a toda humanidade. (Mt 20,28). Só Jesus é a luz verdadeira que veio a esse mundo para iluminar a todos (Jo 1,9), Maria como espelho ou um prisma, reflete e transmite a graça de Deus (Rm 3,18). No seu manto de luz, tão belo e radiante, ela transmite a luz amorosa de Deus. As crianças chamam Maria de “Mãezinha do céu”. Muita gente reza para ela, pedindo, agradecendo ou louvando. Na comunhão dos santos, Maria continua do nosso lado, apontando para Jesus e nos conduzindo a Ele.

MARIA, A PEREGRINA NA FÉ A travessia da fé se faz de madrugada, no momento em que se passa da escuridão da noite para as primeiras luzes do dia. Na fé, misturam-se a certeza e a incerteza, a luz e a escuridão, o seguro e o imprevisto. Com Maria, a perfeita discípula de Jesus, não é diferente. Deu seu “SIM” decidido a Deus quando ela era jovem. À medida que Jesus diz ou faz algo novo, Maria se sente chamada a dar mais um passo na fé. Talvez o duro desafio que Maria enfrentou, em confronto com Jesus, foi à posição de liberdade que ele tomou em relação à família. Relações familiares eram muito fortes no seu tempo. Ainda teria que manter a fama e bom nome da família. Na família, a mãe trabalhava duramente, mas também tinha alguns privilégios. Controlava a vida dos filhos. Maria entra humildemente no grupo de seguidores, dos aprendizes de Jesus. Despojou-se de seu poder de mãe para se tornar discípula de Jesus. Uma bela travessia na fé. Temos muito a aprender com Maria. Ao olhar para ela, sentimo-nos mais animados. Descobrimos que até as crises de fé são ocasiões de crescimento. Também nós, como Maria podemos ser peregrinos na fé, colocando-nos com alegria no caminho do Senhor.

MARIA MISSIONÁRIA Ao ler (Lc 1,39-45) Maria sai às pressas para visitar Isabel. Sai de Nazaré, na Galiléia, para outra região, a Judéia, distante uns 100 quilômetros. Ao ler o texto da visitação, logo descobrimos que Maria é missionária. Famílias paroquianas, renovemos o nosso (SIM). Nas crises, sabemos que somos “bemamados de Deus” ( Ef 1,6). Alimentamos, como Maria um coração agradecido a Deus, que o louva por todo bem que ele realiza em nosso meio e através de nós. Empenhamo-nos para lutar pela solidariedade e pela cidadania, construindo uma sociedade mais perto do projeto de Deus. “Faça-se em mim segundo a vossa palavra” (Lc 1,37)

Paulo Cardoso - Ministro da Sagrada Comunhão


A Semana Santa em outras Comunidades da Paróquia

Paróquia São Cristóvão | MAIO | 2011 • 7

A CONVERSÃO COMEÇA PELAS MÃOS

SANTO ANTÔNIO A Comunidade de Santo Antônio realizou uma bonita encenação do lava pés, com a participação de pessoas de outras comunidades, e que foi celebrada pelo Pe. Arcângelo.

SANTA LUZIA A Comunidade de Santa Luzia, com muita devoção, fez uma procissão com a imagem do Cristo Crucificado, percorrendo a rua principal e retornando à Igreja.

Estamos saindo de mais uma quaresma. Foi um tempo de graças para muitos que participaram das diversas celebrações litúrgicas, da Eucaristia e da Palavra, da Via Sacra e Ofício Divino, e também fizeram além dos exercícios espirituais da esmola e da oração, os sacrifícios do jejum e da abstinência. Para quem é dizimista, assim como os exercícios espirituais da quaresma, o Dízimo é uma experiência bíblica que atrai bênçãos e prosperidade. É uma promessa de Deus, abençoar o dizimista, pois assim está escrito no Livro do Profeta Malaquias 3,10. Pois, mais do que uma doação ou uma paga, o Dízimo é um gesto de fé e de amor através do qual colaboramos com as obras de Deus e construímos com a comunidade no sentido material, pastoral, missionário e social, a Igreja Viva. Os dizimistas como você, testemunham a mudança positiva de suas vidas depois que começaram a contribuir com o Dízimo, sentindo-se participantes por completo da Comunidade Igreja, alegrando-se por ver sua doação sendo transformada em boas obras, tanto na manutenção e melhoria do patrimônio material, como também na melhor dinamização dos nossos trabalhos pastorais. Em geral, nós Católicos temos muito receio em falar do Dízimo porque pensamos que é pedir dinheiro, mas não temos vergonha nem receio de angariar recursos por vias que não são lá muito de acordo com a Palavra de Deus. É preciso perder esse medo. Coletar o Dízimo não é pedir dinheiro, não é explorar o mais pobre, e nem tão pouco escandalizar a Deus, desde que sua finalidade seja de fato respeitada. Quem confunde o Dízimo com arrecadação, como imposto, esmola e taxa, desconhece a dimensão de fé e solidariedade que dele emana, além da sua dimensão educativa, comunitária e social, pois os recursos advindos do Dízimo têm como destino e aplicação o bem estar da Comunidade. O Dízimo meu irmão, minha irmã quer ser um gesto de gratidão e de colaboração de nossa parte com as coisas do Pai e com as obras pastorais e missionárias de evangelização. Cada dia surgem mais e mais problemas que exigem a presença da Igreja Católica para esclarecer, orientar e organizar setores diversos da sociedade, para que se tornem forças de transformação e de libertação para as pessoas. Tudo isso significa investimentos, gastos, pois não somente o espaço do sagrado precisa ser conservado, reformado e construído, mas a Catequese desde a criança ao adulto, os Grupos de Oração e de Reflexão, os Movimentos e as Associações voltadas a espiritualidade e a assistência social, precisam de espaço próprio, bem equipados, para ajudarem o povo a manter-se fiel ao seu Deus e Senhor. Não deixe de apresentar o seu Dízimo. Seja missionário da sua comunidade paroquial falando bem da sua Igreja, estimulando seus parentes e amigos para que se tornem bons dizimistas como você. O Profeta Malaquias fala das bênçãos e prosperidade advindas aos que apresentam seu Dízimo com amor, com fidelidade. Aqueles que se negam apresentar o seu Dízimo, gastando seus recursos em coisas supérfluas, sempre estão na pior. O Dízimo, apresentado com amor, ajuda o dizimista e sua família a se organizarem e melhor aplicar seus recursos, e daí nada faltará, sempre irá sobrar o suficiente para mais melhorias. Não esqueça de retirar seu ENVELOPE no 1º Domingo para devolver no 2º Domingo, que será o Domingo da Páscoa da Ressurreição. Se você é Dizimista que contribui via fatura da energia elétrica, e que ainda não se recadastrou, procure a Secretaria Paroquial para atualizar sua contribuição. Lembre-se, a conversão começa pelas mãos, passa pelo bolso e chega ao coração. Que o Senhor nosso bom Deus e Pai, por causa da sua generosa contribuição, abençoe todos da sua casa para que nunca falte o pão de cada dia.


DOMINGO DE RAMOS

8 • Paróquia São Cristóvão | MAIO | 2011

TEMPO DA QUARESMA

A Igreja Católica vive um tempo especial para a celebração da Páscoa. É a Quaresma, tempo de oração, conversão e caridade, iniciada na quarta-feira de cinzas, dia 9 de março. A oração do Ofício Divino das 6h30min em todas as manhãs, a Via-Sacra das sextas feiras, as atividades dos grupos Bíblicos em família, as atividades de todas as pastorais contribuíram para a vivência da Quaresma e Páscoa. A visita nas comunidades realizada pelos padres para o atendimento dos idosos e enfermos em suas casas, o atendimento de confissões, nas comunidades e Matriz, despertou nos paroquianos novo ardor de fé e vida cristã que se manifestaria na celebração da Semana Santa.

A Paróquia São Cristóvão viveu dias muito especiais de oração, de celebrações e de testemunho de fé, nos dias da Semana Santa de 2011. Semana que começou com grande fervor, dado o grande número de fiéis que acorreram às Celebrações da Eucaristia e ou da Palavra, tanto na Igreja Matriz São Cristóvão como também nas Capelas. Na Igreja Matriz São Cristóvão, a celebração saiu da ponte Tancredo Neves e foi celebrada pelo Pe. Nivaldo Alves de Souza scj, Vigário Paroquial, com a participação expressiva da comunidade.

e-mail: luxtintas@luxtintas.net.br

Fone (47) 3341

Av. Reinaldo Schmithausen, 3635 - Cordeiros - Itajaí

3200

Rod. BR101|Km 121| Galpão São Vicente Itajaí | SC e-mail: madri@lojasmadri.com.br


Paróquia São Cristóvão | MAIO | 2011 • 9

QUINTA-FEIRA SANTA – TRÍDUO PASCAL O Tríduo Pascal, iniciado na Quinta-Feira Santa foi um acontecimento magnífico, com uma liturgia impecável, os cânticos próprios do dia, o gesto do lava-pés e a partilha do Cristo Pão da Vida. A Igreja Matriz São Cristóvão estava superlo-

tada. As crianças ficaram próximas do Presbitério para dar lugar aos adultos. A criançada vibrou no momento do lava-pés. Olhos arregalados e bem atentos queriam participar de tudo. Ao final da Santa Missa, Padre Nelson, os representantes dos apóstolos, ministros, participantes do cerimonial

e o povo presente conduziu o Ostensório com a Hóstia Sagrada até o salão paroquial para a adoração que se prolongou até às 24 horas. Foi um momento de fé e manifestação de convicção na presença de Cristo Sacramentado que permanece conosco.


10 • Paróquia São Cristóvão | MAIO | 2011

A

SEXTA-FEIRA SANTA

manheceu um dia ensolarado e ao mesmo tempo silencioso. Será porque era início do feriadão como propuseram e divulgaram os meios de comunicação social? Muito pelo contrário, por mais que a mídia investe em propaganda chamando para o lazer, para o consumo, Sexta-Feira Santa sempre é Sexta-Feira Santa. Dia de silêncio, de sacrifícios, de adoração, de confissão dos pecados, de comunhão, de procissão. Na Igreja Matriz São Cristóvão, aconteceu a confissão comunitária e concedendo o perdão pelo Sacramento da Penitência e da Reconciliação presidida pelo Padre Nelson com acusação individualmente dos Pecados com os

Padres: Pe. Silvano, Pe. Hereno, Pe. Nivaldo, Pe. Arcângelo e Pelo Pe. Luiz Carlos Berri, em dois momentos às 8h30min e às 10h da manhã, foi tomado de pessoas de todas as idades, de longe e de perto, que vieram buscar o perdão de suas faltas com a absolvição individual. Aproximadamente 500 penitentes procuraram a absolvição de seus pecados. No início da tarde, às 14h, com saída da Capela São José, com a presença do Pe. Nelson, muitos fiéis acompanharam com muita fé a procissão do Crucificado pelas ruas de Cordeiros em direção a Paróquia São Cristóvão para a Celebração Solene da Paixão, com início às 15 horas. Além dos que

Avenida Reinaldo Schmithausen, 1080 - Cordeiros

acompanharam a procissão do Crucificado, uma multidão aguardava no interior da Igreja para o

início da celebração da Palavra, a comunhão eucarística, a adoração da Cruz e as oraçõe finais.


Os livros da Bíblia: I CRÔNICAS :: Nahor Lopes de Souza Júnior ::

Leitoras e leitores! Nesse mês veremos o livro bíblico de I Crônicas, que, em sua forma original, foi escrito junto com o de II Crônicas. Os livros de Crônicas são chamados na versão grega da bíblia e na latina (está última chamada de Vulgata) de Paralipômenos, isto é, livros que relatam as “coisas omitidas”, que acrescentam um complemento. Mesmo com a semelhança grande que possuem com os livros de I e II Samuel e I e II Reis, seu estilo literário se aproxima dos livros de Esdras e Neemias, que veremos nos próximos meses. Os teólogos e biblistas colocam por volta de 300 a.C. a mais provável data da redação das Crônicas. O centro de interesse da história do autor das Crônicas é o Templo de Jerusalém e seu culto, e enfatizar o poderio e a linhagem de Davi. Provavelmente o autor utilizou de diversas fontes antigas do Pentateuco e outros escritos históricos, mas só cita as suas fontes de forma indireta. I Crônicas é dividida em duas grandes partes: • 1 - 10: As genealogias: Divididas em alguns subgrupos, retoma as antigas genealogias do Gênesis, chegando até Saul e sua morte. • 11 – 29: Davi, fundador do culto do Templo: a história de Davi é efetivada como uma história religiosa, mostrando ao leitor o rei piedoso, que reforma a religião e conduz a nação a um patamar de fé. I Crônicas quer justamente fazer uma imagem religiosa de Davi, omitindo o seu adultério e os dramas familiares que se encontram em II Samuel. Há um grande interesse do autor em reforçar a questão do Templo, diversas vezes mencionado, o que confirma que na literatura do livro há uma influência de correntes sacerdotais. Trechos para você refletir sobre o livro: • I Cr 9,1-34: Trecho que mostra a genealogia de famílias sacerdotais e outras ligadas às tribos de Benja-

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DIA DO SENHOR: SÁBADO OU DOMINGO? :: Vili Maschio :: Coordenador Paroquial de Liturgia

mim, Efraim e Manassés que se instalaram em Jerusalém antes da anexação de Davi. Ou seja, o autor quer colocar a ideia de que Jerusalém seria uma cidade sagrada. • I Cr 15,1-24: Davi organiza os preparativos para trazer a Arca da Aliança, que estava em poder dos filisteus, para que ela fique em Jerusalém em um local destinado para o culto. Mostra de forma escancarada o poder político manipulando o poder religioso e trazendo a prerrogativa para si de líder religioso. O livro de I Crônicas nos convida a refletir de que modo que as instituições religiosas estão de fato autônomas na sociedade, ou se ainda atreladas à política local! É preciso vencer a visão provinciana que impera em nossas comunidades. Quem tem preferência nos bancos da Igreja na festa religiosa local? A mulher pobre, grávida, que trabalhou a semana inteira, ou o prefeito, vereador? Quais pesos e medidas tomamos nesse caso? Devemos nos lembrar que Henrique VIII dividiu de forma estúpida a Igreja na Inglaterra, simplesmente por querer se separar da esposa e trouxe para si a responsabilidade de mandar na Igreja. As comunidades eclesiais precisam se livrar dos financiamentos públicos e tomar para si a renúncia e o sacrifício de se auto sustentarem. Unir Igreja e Estado só causam desgraças. A história da humanidade nos provou isso. Não cometamos o mesmo erro do passado, e voltemos a Javé, o Deus dos pobres e abandonados, o Deus que preferiu se encarnar a ficar no trono eterno!

A

Bíblia ordena (Ex 20,8s) “Lembre-se do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalhe durante seis dias e faça todas as suas tarefas. O sétimo dia, porém, é o sábado de Javé seu Deus. Então, porque então, nós católicos guardamos o Domingo como dia santo? Em Mc 2,27-28 afirma Jesus “O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Por isso o Filho do Homem é Senhor também do sábado” Sendo, pois, Senhor do sábado, Jesus insinua e aponta para um “novo tempo”, inaugurado com sua ressurreição, no “primeiro dia da semana”, quer dizer, no Domingo. A tradição acredita que a vinda do Espírito Santo, igualmente, acontecido no primeiro dia da semana, num domingo, portanto, quando a Igreja celebra também a sua inauguração ou fundação. As duas afirmações podem ser comprovadas em Mc 16,9 “Depois de ressuscitar na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiramente a Maria Madalena” e At. 2,1”Quando chegou o dia de Pentecostes, todos estavam reunidos no mesmo lugar”. Vários textos bíblicos indicam que já no tempo apostólico o Domingo era santificado como o novo Dia do Senhor. Em At. 20,7 lemos “No primeiro dia da semana (domingo), estando reunidos para a fração do pão (eucaristia), Paulo falava...”Da mesma forma em 1Cr 16,2 “ No primeiro dia da

semana, cada um de vós ponha de parte...” No último livro da Bíblia, no Apocalipse (1,10) de João, já se usa a nova denominação cristã, “Domingo”, “Dia do Senhor” em lugar do judaico “primeiro dia da semana” ou do romano “dia do sol” “ No dia do Senhor, o Espírito tomou conta de mim...”, testemunhando que já naquela época os cristãos celebravam este dia, chamando-o de “Dia do Senhor, do Ressuscitado”. Obviamente, exegetas e cientistas estão de acordo que os sete dias bíblicos da criação se referiam a épocas de milhares ou milhões de anos. Não existe povo ou cultura que possa historicamente provar que dia da nossa semana era o primeiro dia. O “Sábado” bíblico, na língua hebraica, esta relacionado com “descanso” e com “sétimo” dia. Daí a intenção do escritor sagrado ordenar à humanidade que trabalhasse durante seis dias e descasasse no sétimo, dedicando-o a divindade. Por isso a Igreja Católica respeita s muçulmanos que celebram “o sétimo dia do descanso” na nossa sexta- feira. Também os judeus que o celebram no sábado. Enquanto nós cristãos, desde o primeiro século, escolhemos para o dia de descanso o dia histórico de Domingo, o dia da nova criação em honra do “novo Adão, Ressuscitado”, JESUS CRISTO. Respostas da Bíblia – Padre Vicente Wrosz SVD


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Encenação da Paixão de Cristo e Procissão do Senhor Morto

N

o final da tarde aconteceu a encenação da Paixão de Cristo, que teve início na Comunidade do Costa Cavalcante com participação de crianças, jovens e adultos num total de 90 pessoas para um público de mais de 1.000 pessoas. Tanto atores quanto participantes acompanharam com fé, emoção e até lágrimas a encenação da condenação de Jesus e o caminho ao calvário. No pátio da Igreja se deu o final da encenação com a crucificação de Jesus e sua morte, sendo seguida de uma reflexão das sete palavras de Jesus, proferidas no alto da Cruz. Após um reverente silêncio houve a procissão luminosa pelas mediações da Paróquia são Cristóvão, levando a veneranda imagem do Senhor Morto, cantando, rezando e parando para ouvir o cântico de lamento da Verônica.

Senhor Morto


Paróquia São Cristóvão | MAIO | 2011 • 13

VISITA E CONFISSÃO AOS DOENTES

Vigília Pascal N

o programa-convite que fizemos chegar às mãos de muitas pessoas, para esse dia todos foram motivados a participar da Vigília Pascal realizada aqui na Matriz com a presença de representantes das comunidades que abriram a celebração da Vigília com a entronização do Círio Pascal, seguido da liturgia da Palavra, renovação das promessas batismais e solene anúncio do ressuscitado. Ao final concluímos a celebração da Vigília Pascal com uma bela coreografia alusiva ao Planeta Terra, que envolveu de forma emocionante a toda assembléia que em pé aplaudia sem cessar. É difícil dizer tudo como aconteceu, mas podemos dizer com toda certeza: o povo que participou estava feliz e saiu inebriado para suas casas, com o coração ardendo por causa das coisas bonitas que ouviram que viram e compartilharam.

O Domingo da Páscoa foi celebrado com a celebração festiva da Eucaristia em todas as comunidades, graças à ajuda dos Padres da Paróquia e os que nos ajudam nestas oportunidades e os diáconos.

Um dos trabalhos pastorais que pouco aparece, mas que é de grande valia para quem é beneficiado e seus familiares é o da visita e assistência religiosa aos doentes e idosos em suas residências. Tal atividade vem sendo realizada por muitos cristãos leigos, pelos ministros da comunhão e por muitos diáconos e sacerdotes. Em nossa Paróquia, merece destaque uma leiga consagrada que é Elizabete Aparecida Maciel, conhecida por “Betinha”. É ela que de forma simples, carinhosa e de profundidade de fé descobre, visita e leva os sacerdotes ao atendimento dos mesmos. Durante essa quaresma nós padres, Pe. Nivaldo, Pe. Hereno e Pe. Nelson, acompanhados por essa consagrada e pelos ministros tivemos a graça de visitar, conhecer e levar o conforto espiritual e humano aos doentes. Não saberia precisar a quantidade, mas com certeza foram mais de 100 (cem) residências visitadas, onde encontramos idosos e enfermos esperando por nós. Além da alegria e gratidão que os doentes expressaram, gostaria em nome dos padres dizer que aprendemos muitas lições de vida de cada visitado. Que Deus renove o empenho dos ministros para a visita e fortaleça os doentes em suas dores. Pe. Nelson


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Variedades CATEQUESE BATISMAL Atenção pais e padrinhos, que precisam se preparar para o Batismo de seus filhos e afilhados, haverá Catequese Batismal: Dia 14 de Maio – Sábado – na Capela Cristo Rei, situada na Rua Rondônia, do Costa Cavalcante, com início às 13h30min. Dia 28 de Maio – Sábado – na Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, situada na Rua Selso Duarte, no Votorantin, com início às 19h30min. Dia 04 de junho – Sábado – na Igreja Matriz São Cristóvão, situada à Rua Odílio Garcia. As inscrições serão colhidas no dia, no local e horário marcado. Os que virem participar, como contribuição são convidados a fazer a doação de um quilo de alimentos de primeira necessidade.

REUNIÃO DO CPP Lembramos e convidamos todos os Coordenadores, Secretários e Administradores Financeiros da Igreja Matriz São Cristóvão e das Capelas; os Coordenadores das Pastorais em nível paroquial: Catequese Batismal, Catequese de 1ª Eucaristia e Crisma, Grupos Bíblicos em Família, Legião de Maria, Apostolado da Oração, Ministério da Comunhão, Ministério da Liturgia e dos Cânticos Litúrgicos, Coroinhas, Setor da Juventude, APACOR; os Coordenadores dos Movimentos Católicos: Movimento de Irmãos e Renovação Carismática Católica, para a participarem da reunião do CPP – Conselho de Pastoral da Paróquia, que irá acontecer na noite do dia 27 de maio, sexta-feira, no Salão Paroquial da Igreja Matriz São Cristóvão, com início às 19h30min. A participação de todos é de suma importância.

FESTA DE SANTA MARIA O Conselho de Pastoral da Capela Santa Maria, situada no Jardim Esperança, em Itajaí, convida para a Festa da Padroeira – Santa Maria Mãe de Deus, no dia 15 de maio, domingo, às 9h30min, Santa Missa Festiva. Após a Santa Missa completo serviço de restaurante. No período da tarde grandioso bingo. Vamos todos participar e colaborar para a conclusão das obras do Centro Catequético daquela comunidade. Atenção: No dia 13 de Maio, sexta-feira, acontecerá na Paróquia São Cristóvão uma deliciosa noite do Pastel Promovida pala Capela Santa Maria venha participar. • Programação da Festa de Santa Maria • 1 – Convidamos a todos para participarem das festividades da Capela Santa

Maria, no Jardim Esperança, que terá seu inicio no dia 13 de maio no Salão Paroquial de São Cristovão, com a noite do pastel, a partir das 20h. Preço R$ 2,00 2 – No domingo, 15 de maio, iniciaremos as festividades, com uma carreata levando a imagem de Santa Maria, que sairá da matriz de São Cristóvão logo após a Santa Missa, com destino a Capela Santa Maria. 3 - A Santa Missa festiva terá seu início às 10h. Com a presença dos festeiros e convidados, toda a comunidade. 4 – Após a Santa Missa será servido o almoço com um delicioso churrasco. 5 – A partir das 14 horas. Terá início a um grandioso bingo, com belíssimos prêmios. Preço da Cartela R$ 5,00, com direito a duas cartelas 6 – Durante o dia terá um completo serviço de barracas: bebidas, churrasco, salgadinhos e bolos.

ERRATA Declaramos para todos os fins e a quem interessar possa que a rifa da Igreja Santa Maria, por erro gráfico, saiu com a data errada do sorteio 29/05/2010. Queremos ratificar dizendo que o sorteio será no dia 28/05/2011 pela Loteria Federal. Desde já, queremos pedir desculpas pelo transtorno. CPC Santa Maria

TARDE DE LOUVOR O Grupo de Oração da Renovação Carismática Católica da Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, do Votorantin, convida todos os leitores para virem participar da Tarde de Louvor, que acontecerá no dia 22 de maio, domingo, com início às 14 horas. Sua presença será bem vinda.

CATEQUESE MATRIMONIAL PARA NOIVOS Comunicamos que no dia 28 de maio – Sábado – na Igreja Matriz da Paróquia São João Batista situada no Bairro São João em Itajaí haverá Catequese Matrimonial para noivos. Os interessados, que pretendem casar neste ou no próximo ano, podem obter melhor informação pelo fone 3348.2594.

AMIGOS DO BOM JESUS O Conselho de Pastoral e Administrativo da Capela do Senhor Bom Jesus, da comunidade de Salseiros, convida os Amigos do Senhor Bom Jesus, para saborear uma

deliciosa polenta com galinha no dia 27 de maio sexta-feira ás 20 horas para o grandioso bingo que acontecerá na noite do dia 28 de maio, Sábado, com início às 20 horas.

COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA Você e sua digníssima família são nossos convidados especiais para participarem da Santa Missa Festiva da Coroação de Nossa Senhora no dia 29 de maio, domingo, na Igreja Matriz São Cristóvão, com início às 18h30min.

FESTA IMACULADA CONCEIÇÃO O Conselho de Pastoral e Administrativo da Capela Imaculada Conceição da Murta convida para a Festa da Padroeira, que acontecerá nos dias 04 e 05 de Junho. Dia 04, dábado, às 19h30min – Celebração Festiva da Palavra e após, no Salão de Festas, grandioso bingo. No dia 05, domingo, às 10 horas da manhã Santa Missa Festiva. E após, no Pavilhão de Festas completo serviço de restaurante e muitas outras atividades recreativas para a família.

CURSO BÍBLICO A Paróquia São Cristóvão está oferecendo um Estudo Bíblico com duração de 2 anos, que está sendo realizado todas às terças-feiras, às 20 horas. Neste mês de ABRIL foi palestrante o Professor Orides, o qual agradecemos sua colaboração, que motivou os participantes do Curso Bíblico.

A Bíblia Sagrada é a verdadeira palavra de Deus Jesus Cristo nos alertou sobre a leitura da Bíblia:“Errais, não conhecendo as Escrituras...” (Mateus 22:29)


CEIA PASCAL CRISTÃ

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noite do último dia 29 de abril ficou marcada na mente e na vida das quase 100 pessoas de nossas Comunidades e da Paróquia São Cristóvão que ainda não participaram e atendendo convite compareceram e participaram da Ceia Pascal Cristã, ritual judaico praticado por Jesus e pelos seus Apóstolos e discípulos, que por longos anos também foi o ritual da Santa Missa para as comunidades cristãs no decorrer dos séculos. Obedecendo as orientações prescritas no manual, o Salão Paroquial foi devidamente preparado e ornamentado. Os convidados, sem saber como seria desenvolvido o ritual, logo se inteiraram de que era algo muito importante e profundo. Assim a cada ano o convite à Ceia Pascal Judáica poderá ser estendido a mais e outras pessoas de nossa Paróquia.

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Renovação Carismática Católica O Espírito Santo no seio da Santíssima Trindade

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omo preparação para a Festa de Pentecostes, a partir desta edição, este espaço de formação trará as reflexões catequéticas elaboradas por Reinaldo Beserra dos Reis para a Novena de Pentecostes. Deus é só um, mas em três modos de ser, de existir. Da única essência, da única natureza divina, participam três pessoas divinas. Estas pessoas são absolutamente iguais quanto à natureza, à essência, quanto à onipotência e à santidade, mas são distintas, pois que uma não é igual a outra, e inclusive se manifestam conjuntamente a nos (no batismo de Jesus, por exemplo). “Aquele que é o Pai não o Filho, e Aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho.” (Concílio de Toledo, 675, DS). Além disso, podemos falar apropriadamente de diferentes missões divinas (processões): uma é a missão do Filho e outra é a missão do Espírito Santo – ainda que, sempre quando age, Deus age trinitariamente. A isto chamamos de mistério da Santíssima Trindade. E mistério e sempre mistério; se o compreendêssemos em totalidade, não seria mistério. Mas, às vezes dá-se-nos a impressão de que alguns mistérios são mais “misteriosos” que outros. Este da Santíssima Trindade, por exemplo. Realmente, não é nada fácil dentro da nossa lógica humana, aceitar, sem uma certa inquietude, a realidade de três pessoas num só Deus. As três pessoas divinas, por si, já são

Rua Estefano José Vanolli, 1579 - em frente a Óptica Onix - São Vicente - 47 3246.4470

um mistério. Das três, porém, a mais “misteriosa” é, por assim dizer, a pessoa do Espírito Santo. Porque Ele não tem um rosto (como o Cristo), não tem uma imagem (como a que fazemos do Pai), não tem um “sinônimo” a que possamos nos agarrar. De fato, o Espírito veio até nós de modo misterioso, sutil, “interior”. E não há nenhum mal em termos mais dificuldades em entendê-Lo. O que não podemos permitir é que, diante desta maior dificuldade em compreendê-Lo, acabemos por rejeitá-Lo a um segundo plano em nossa espiritualidade, deixando-O “de lado” nas nossas orações, nem nossa devoção, em nosso relacionamento com a Trindade. Só ousamos falar desse mistério – coisa que jamais descobriríamos por nós mesmos – porque Deus tomou a iniciativa em revelá-lo a nós, e, pacientemente, através dos séculos, foi gradativamente partilhando conosco a Sua própria vida íntima e misteriosa. E se Deus se revelou em três pessoas, é porque é da vontade dele que nós O conhecemos e O amemos em suas três maneiras de ser. Pois quanto mais O conhecermos, mais O amaremos e compreenderemos Seu plano amoroso e suas intenções em nossas vidas. (BESERRA DOS REIS, Reinaldo. Celebrando Pentecostes: fundamentação e novena. Editora RCC BRASIL. Porto Alegre-RS)


Jornal da Paroquia Sao Cristovao