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Javé Nessi “O Senhor é a nossa bandeira”

Publicação da Paróquia Santo Antônio - São José/SC

Outubro de 2012 | Ano 3 | Edição 37 Distribuição Gratuita

Última etapa do retiro de Ministros pág. 7

Ano da Fé

pág. 4

PÁG. 05

OS SACRAMENTOS NOS APROXIMAM DE DEUS

Leia mais: Ů Artigo do Pároco

pág. 2

Ů São Lucas Evangelista

pág. 3

Ů Nossa Senhora Aparecida

pág. 6

Ů Festa no Kobrasol

pág. 8


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Nossa casa

Artigo do Pároco

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Dito e feito

Pe. Hélio da Cunha

Paulo Elias de Souza

Cada um por si, Deus por todos!

Esse dizer popular não combina com o mês missionário, mês de outubro, muito menos com o Evangelho de Jesus Cristo, pois, ser missionário é sair de si para ir ao encontro do outro. Ser missionário é ser caminhante, e só se faz caminho, caminhando, para fazer o outro feliz. Não creio que possa haver lema com maior carga de egoísmo do que este. O cristianismo propõe bem outra visão da vida. “Tudo o que tiverdes feito a um destes, a mim o fizestes”. “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e o próximo como a ti mesmo”. Vale dizer “Um por todos e todos por um”. Quem quiser ir mais longe, abra o Novo Testamento, para ver o quanto, para os seguidores de Jesus, é fundamental buscar comunidade, unidade, servir e dar a vida pelo outro. O individualismo, por si mesmo nunca é tolerável. As pessoas costumam confundir o cuidado de si, o recolhimento, a prece feita em segredo e sem ostentação com individualismo. Nada mais errado. Uma coisa é buscar o silêncio da contemplação, para ter mais força interior, e assim servir os outros; e outra é simplesmente cuidar de si para não “se meter” na vida alheia. E também há uma enorme diferença entre “bisbilhotar”, “ser indiscreto”, “invadir a privacidade” do irmão, e preocupar-se, comprometer-se com sua situação de penúria, dor, miséria, e opressão. O gesto de Pilatos que, tendo culpa, teatralmente lava as mãos, é um gesto pagão. O de Jesus que, não tendo culpa, assume os pecados do mundo e morre pela humanidade é profundamente divino; daqueles que tornam este mundo um lugar mais decente para nele viver... Por isso mesmo, os esquemas de vida, as filosofias, as economias, os sistemas políticos (até mesmo as religiões) que colocam o direito do individuo acima do direito de toda a comunidade estão errados. Como, também, os que

“O mês missionário nos convida a não sermos egoístas, individualistas, mas a sairmos de nós mesmos”

ignoram os direitos do individuo como se ele, por ser uma só pessoa, jamais contasse. Há de se ter bom senso. Quando indivíduos vivem como tiranos, ou se tornam tiranos, porque insensíveis aos direitos e as necessidades da maioria, o

“O Evangelho parece claro quando, na escala de valores, coloca Deus em primeiro, e o próximo no mesmo nível que eu” legislador e os responsáveis pela nação precisam dobrá-los e curvar seu egoísmo. Se as autoridades não o fazem, o povo acaba se rebelando e há até derramamento de sangue. Mas quando, em nome da coletividade, os homens são privados de seus direitos fundamentais, porque não concordam com um esquema de força, é preciso gritar em sua defesa. O Deus dos cristãos ama a todos e a cada um. Jesus diz que não quer que se perca nenhum sequer dos que Ele veio salvar. Então, qual a ordem? Deus em primeiro lugar, o irmão em segundo e eu em terceiro? Ou eu em primeiro, Deus em segundo e o irmão em terceiro? Ou ainda, primeiro eu, segundo eu e terceiro eu, e o resto que se arranje com as sobras que eu deixar? O Evangelho parece claro quando, na escala de valores, coloca Deus em primeiro, e o próximo no mesmo nível que eu. Não estou acima, nem abaixo dos outros. Estamos juntos no mesmo barco. Não tem primeiro e nem segundo depois Deus. É um por todos e todos por um e Deus por todos e Deus em cada um. Por isso, a insensibilidade daquele que arranja desculpa para não dar esmolas, nunca participar, nunca ajudar, nunca pagar com justiça é condenada por Jesus. O homem egoísta é sempre um adorador de si mesmo e um fiel adepto da religião do individualismo, que, ao fim, nem religião é, posto que, para ele ser religioso, subentende estar fora de sintonia com Deus e com o próximo. “Cada um por si e Deus por todos” é idolatria do individualismo. “O indivíduo não conta: O que conta é a comunidade” é idolatria do coletivo. “Um por todos e todos por um” é a religião de verdade. O difícil é praticar esta religião de verdade... Portanto, somos convidados a tomar consciência de que o mês missionário nos convida a não sermos egoístas, individualistas, mas a sairmos de nós mesmos para irmos ao encontro daqueles que ainda não receberam a notícia de que Jesus está vivo e está no meio de nós, pedindo e clamando vida em plenitude para todos. Irmãos, vamos à luta... como é belo viver e lutar por um mundo melhor.

O jORNAL JAVÉ NESSI É UMA PUBLICAÇÃO DA

PE. HÉLIIO DA CUNHA

contato: 48 3241 0637 | RUA IRMÃOS VIEIRA, 4 CAMPINAS - SÃO JOSÉ

Ů A doração ao Santíssimo

Você já foi visitar o Senhor Jesus? Ele te espera todas as quintas-feiras, das 10h às 20h, na Capela Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Venha fazer um momento de oração com o Rei dos Reis!

O Grupo de Jovens Sopro de Vida promove uma noite italiana, no dia 20 de outubro, às 20h, na Paróquia de Campinas. O evento comemora os 19 anos do Grupo.

Ů R etiro para Casais

O Grupo de Casais Aliança promove o seu 7º Retiro de Espiritualidade para Casais, nos dias 20 e 21. Informações na secretaria paroquial.

Ů C urso de Batismo

Ů A ção Social

Você já ajudou a Ação Social este mês, doando leite, cesta básica ou roupas? Tem muita gente precisando. Faça sua contribuição!

Se você quer batizar seu filho, não perca a oportunidade de fazer o Encontro de Preparação para Pais e Padrinhos no dia 27 de outubro. O evento acontece no Kobrasol. Inscrições na secretaria da comunidade.

Ů F esta de São Francisco de Assis

Ů C risma

Quase 30 jovens do Kobrasol confirmam sua fé na cerimônia da Crisma, dia 27 de outubro, na Missa das 19h30.

Ů R etiro Metanóia

No início de novembro, o Sopro de Vida promove mais um retiro Metanóia. Informações na secretaria paroquial.

Ů E ncontro de Noivos

Quem tem planos para casar não deve perder mais um encontro de preparação para o matrimônio que vai acontecer no dia 11 de novembro, em Campinas. Inscrições na secretaria paroquial. Neste mês, a Comunidade do Kobrasol celebra seu padroeiro. Venha participar do tradicional Sorteio de Prêmios, que acontece no dia 19.

Ů Pe. Hélio

Nosso pároco completa mais um ano de vida neste mês de outubro. Desejamos muita saúde e bênçãos para sua vida.

JORNALISTA RESPONSÁVEL

direção e revisão:

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A Paróquia forneceu 800 lanches para o café da manhã dos participantes do encontro das CEBs, que aconteceu em Florianópolis, no mês de setembro. Parabéns aos membros da Pastoral Familiar,Grupo de Casais Aliança, Apostolado da Oração, RCC e MI que ajudaram no trabalho.

Ů N oite Italiana

Ů Parabéns!

Alzirinha (01) da Pastoral Vocacional, Pe. Hélio (05), Izabela (18) do Apostolado da Oração, Nádia (28) da Liturgia e Diácono Neri (30), pela passagem do seu aniversário no mês de outubro. A Paróquia agradece a dedicação e o trabalho de cada um e parabeniza por mais um ano de vida. Muitas bênçãos para vocês!

p rodução

PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO.

e-mail: santoantoinioPAROQUIA@HOTMAIL.COM

Ů L anche para o Encontro das CEBs

rua prof. rosinha campos, 52, sala 02, abraão - FLORIANÓPOLIS/SC FONE: 48 3365 1613 ATENDIMENTO@DOMINUSCOMUNICACAO.COM

p rojeto gráfico / di agr a mação

KETLIN DA ROSA - SC02821 - JP

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texto / reportagens

t ir age m: 3 mil

Roberson Pinheiro pauta@DOMINUSCOMUNICACAO.COM

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Maturidade Cristã 3

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A origem do dia de finados Diácono Neri Cândido No dia 2 de novembro celebramos o culto às pessoas falecidas ou o dia de Finados. Sua origem mais provável vem da cultura do povo Celta, que habitava inicialmente o centro da Europa, mas entre o segundo e o primeiro milênios a.C. (1900 - 600 a.C.) foram ocupando várias outras regiões, até chegar, no século III a.C. a mais da metade do continente europeu. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém costumava rezar e sequer lembravam. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que rezassem pelos falecidos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual, que até então era comemorado no dia 1º de novembro, passa a ser celebrado em 02, em decorrência da festa de Todos os Santos que acontece no dia 1 de novembro.

A riqueza do amor Elenir Lopes O amor tem mais valor que tudo. A pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas em excesso e nos deforma, tornando-nos desconfiados. Não faça coisa alguma por obrigação, apenas por amor. Não faça nada em troca “de”, pois assim ficarás sempre no aguardo de uma recompensa ou agradecimento de outro ser humano que é tão falho quanto você. Essa espera leva para o caminho da angústia, do desânimo e do julgamento mudando, invertendo os nossos sentimentos. Dê sem medida e receberás sem medida. A mais rica e certa recompensa virá de Deus, pois fazer tudo com amor é garantia de felicidade. Deus confiou aos seus cuidados, alguém que você deve amar sem medida; você mesmo. Portanto, reconcilie-se diariamente consigo mesmo e terás amor em abundância no seu coração. Jesus nos diz: “Amarás teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22,39).

São Lucas Evangelista “A tradição, reconheceu a Lucas como o autor do terceiro Evangelho e do livro dos Atos dos Apóstolos” Marcos Cunico Dia 18 de outubro celebramos dia do Evangelista São Lucas, por isso, vamos conhecer um pouco mais do Evangelho de Lucas, que também escreveu o livro dos Atos dos Apóstolos. Lucas é o único evangelho em que há indicações de um destinatário: Teófilo (Lc 1,3), o mesmo do livro dos Atos dos ApóstoIos (At 1,3). Quem será esse Teófilo? Pode ser alguém importante que financiou a obra, como era costume na época. Pode ser também alguma autoridade romana a quem Lucas quer apresentar Jesus e defender os cristãos. Pode ser simplesmente um nome simbólico, isto é, ‘‘amigo de Deus’’ (Theós-phy1os). Lendo o Evangelho e o livro dos Atos, percebe-se que os verdadeiros destinatários são as comunidades cristãs espalhadas pelo Império Romano, ligadas a Paulo e que podem ser caracterizadas como: a) Comunidades urbanas, diferentes das comunidades rurais da Palestina. A palavra ‘‘cidade’’ aparece 40 vezes em Lucas. b) Comunidades nas quais participam ricos e pobres. Lucas é o único que narra a conversão de Zaqueu, que era rico (Lc 19,1-l0), aponta os perigos da riqueza, (Lc 3,11; 5,11.28; 5,30; 11,41; l2,33-34; 14,13.33; 16,9; 18,22, 19,8). O contraste de pobres e ricos é enfatizado nas bem-aventuranças e maldições, (Lc 6,20-26), e na parábola do pobre Lázaro (Lc 16,19-31). c) Comunidades em que há cristãos que se converteram (Lc 7,1-10), (Lc 3,12-14). Só no seu Evangelho, Jesus, antes de morrer, pede perdão ao Pai por aqueles que o condenaram (Lc 23,34). d) Em Lucas, Jesus dá especial atenção às mulheres (Lc 7,36-50; 8,1-3; 10,38-42; 13,10-17; 15,8-l0). e) No episódio dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35), pró­prio de Lucas, sente-se que havia uma situação de desânimo, de decepção, de quase revolta. As comunidades, lá pelos anos 80, deviam atravessar uma crise muito forte. Era preciso renovar sua fé na presença incógnita de Jesus Ressuscitado e salientar o valor da partilha à mesa, onde ele se revela. A tradição, reconheceu a Lucas como o autor do terceiro Evangelho e do livro dos Atos dos Apóstolos. Embora não tenha conhecido pessoalmente a Jesus, Lucas foi com­panheiro de Paulo nas suas viagens missionárias (cf. At 16,10-17; 20,5-15; 21,1-28; 27,2-28,16). Paulo se refere a ele com simpatia (Cl 4,14; Fm 24; 2Tm 4,11) como “médico caríssimo” e colabo­rador. A opinião geral entre os estudiosos é que Lucas era um “prosélito” de Antioquia, um pagão convertido. Pelo escrito, percebe-se que o autor é uma pessoa estudada, que domina muito bem o grego, sua língua materna, e que, apesar de não ser judeu, conhece profundamente a Escritura. A data de composição do terceiro Evangelho é por volta dos anos de 80 a 85. No entanto, o que mais importa é perceber o sentido deste evangelho, o seu objetivo. Trata-se,

"O Dízimo de uma Igreja, é o espelho da

Site da Arquidiocese

sem dúvida, de uma obra teológica de grande valor. O autor começa dizendo o que pretende: ‘‘Após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu desde o princípio, escre­ver uma narração bem ordenada’’, para que se possa “ve-

rificar a solidez dos ensinamentos recebidos” (Lc 1,3-4). O acontecimento é Jesus Cristo! Portanto, o objetivo do evangelho é mostrar quem é Jesus de Nazaré, o que fez e ensinou e o que significa segui-lo.

Comunidade que ela tem! Seja Dizimista!


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Crescendo na Fé

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Conhecendo a Liturgia

Veneração à Virgem Maria

Caminhando com a Palavra

“A devoção abre caminho para a ação evangelizadora” Miriane Priscila Paim Ao despontar o dia 12 de outubro, nossas atenções se voltam para a Virgem Maria com o nome de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil. A memória nos faz voltar às águas do Rio Paraíba do Sul, em 1717, quando pescadores aflitos encontraram-na no “vazio”. Após tentativas frustradas, pescaram a imagem da Mãe que veio “trazendo” os peixes para as suas redes. A devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida tomou corpo e hoje é grande a quantidade de romeiros que frequentam a

sua basílica e agradecem as graças alcançadas. Impossível não se impressionar com as expressões de fé encontradas naquele local. Num momento em que amplamente se discute o papel da devoção na vida dos católicos, vale lembrar que desde os primeiros séculos da Igreja, Nossa Senhora conquistou o carinho e a atenção do povo. No colo da Mãe, muitos filhos buscam consolo, esperança e orientação. A Igreja nos ensina que a devoção abre caminho para a ação evangelizadora. Importante é compre-

ender a dimensão da mesma e dar os passos certos. Maria tem lugar cativo dentro da liturgia, com festas e memórias, na liturgia das horas e na intercessão feita pela Igreja. O exemplo de vida desta discípula fiel, que marca presença na história da salvação como co-redentora, nos leva ao seguimento do Senhor. A devoção mariana é, portanto, centrada em Cristo. “Exemplar de toda a Igreja, no exercício do culto divino, Maria é também, evidentemente, mestra de vida espiritual para cada um dos cristãos”, (Marialis Cultus 21).

Tempo especial: começa o ano da fé

Até novembro de 2013, a Igreja dará ainda mais ênfase a necessidade da fé dos fiéis Marcos Cunico Com a Carta Apostólica Porta Fidei (Porta da Fé) de 11 de outubro de 2011, o Santo Padre Bento XVI convocou um Ano da Fé. Ele começou no dia 11 de outubro 2012, por ocasião do quinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, e terminará aos 24 de novembro de 2013, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Este ano será uma ocasião propícia a fim de que todos os fiéis compreendam mais profundamente que o fundamento da fé cristã é “o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”, conforme orienta a encíclica Deus caristas est. Fundamentada no encontro com Jesus Cristo ressuscitado, a fé poderá ser redescoberta na sua integridade e em todo o seu esplendor. “Também nos nossos dias a fé é um dom que

É necessário redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. (Bento XVI)

se deve redescobrir, cultivar e testemunhar” para que o Senhor “conceda a cada um de nós viver a beleza e a alegria de sermos cristãos”, enfatiza Bento XVI, na homilia da festa do Batismo do Senhor, em 10 de janeiro de 2010. O início do Ano da Fé também coincide com a grata recordação do vigésimo aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, oferecido à Igreja pelo beato João Paulo II em 11 de outubro de 1992. O Ano da Fé quer contribuir para uma conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé, para que todos os membros da Igreja sejam testemunhas credíveis e alegres do Senhor ressuscitado no mundo de hoje, capazes de indicar a “porta da fé” a tantas pessoas que estão em busca.

* Fonte: presbiteros.com.br e caius-santachiesa.blogspot.com.br.


Novo mundo

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ESPAÇO VOCACIONAL

Meu compromisso com a Crisma Iracilda Fátima Meurer

Caminhada para santificação Missas da Crisma na Paróquia Santo Antônio marcam nova fase na vida de 50 jovens “Porque eu quero sentir-me mais próximo de Deus e quero seguir nessa caminhada”. Essa resposta é do jovem Yan Wiggers, 16, quando questionado sobre porque quis participar da catequese de Crisma. Ele, assim como outros 50 crismandos, participaram da Missa de Confirmação presidida pelo Bispo Dom Luis Eccel, no dia 29 de setembro, na Paróquia Santo Antônio, Campinas, São José (SC). O sacramento da Confirmação, ou da Crisma, bem como o Batismo e a Eucaristia constituem o conjunto dos sacramentos da iniciação cristã. A partir de uma vivência na fé católica, o fiel é convidado a aprofundar seus conhecimentos na vida de Cristo e, também, na dimensão eclesial. Por outro lado, geralmente cabe aos pais fazerem esse primeiro caminho junto com a criança até que ela alcance maturidade para defender sua fé. “Sempre motivamos a Julia a participar da catequese, mas também deixamos ela livre para fazer sua escolha. Nosso objetivo

é que ela pudesse renovar a espiritualidade por meio dos Sacramentos”, observa Marta de Morais, 47, mãe de uma das crismandas. Iniciação Cristã Os primeiros passos que um cristão faz no fortalecimento de sua fé é caracterizado como iniciação cristã. Este caminho comporta alguns elementos essenciais como a o anúncio da Palavra – proclamação dos textos bíblicos -, o acolhimento do Evangelho – vida de Cristo expressada nos livros da Bíblia –,o Batismo, a Confirmação e a Comunhão Eucarística – sacramentos eclesiais. Ainda, “no processo de iniciação total entram em jogo a seriedade da evangelização, a autenticidade da comunidade eclesial, a verdade do ser cristão”, orienta o site catequese. net. Tal necessidade formativa e sacramental do cristão é datada desde os primórdios da Igreja, já no período dos apóstolos, que, seguindo as orientações de Jesus, anunciavam aos povos o Reino de Deus. “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho”, (Mt 16,15).

A Igreja, no decorrer de sua história, procurou manter-se fiel ao mandado de Jesus, porém a forma de promover a iniciação cristã passou por várias transformações até chegar ao modo que conhecemos hoje, originado mais especificamente após o Concílio Vaticano II. Confirmação O termo Confirmação vem do ato de confirmar a ação do Sacramento do Batismo recebido anteriormente. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) explica que “pelo sacramento da Confirmação [os fiéis] são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras”. Na Igreja do Ocidente, a pessoa outorgada para ministrar o Sacramento da Confirmação é o Bispo. Porém, quando houver necessidade, ele pode conceder aos presbíteros a faculdade de administrar tal Sacramento. Continuidade A vivência eclesial não ter-

mina no Sacramento da Crisma. Na verdade, impulsionados pela ação de Deus e pela renovação das graças do Batismo – como destaca o Catecismo da Igreja Católica – é a partir desta etapa que se torna mais perfeita sua vinculação com a Igreja. “Hoje eu participo do discipulado, mas já irei começar a participar também no grupo de jovens Sopro de Vida”, enfatiza Yan. Julia de Moraes, filha da Senhora Marta, também participa dos encontros do discipulado. “Continuamos deixando ela livre para escolher se vai querer continuar ativamente na Igreja, mas já percebemos que algumas atitudes dela mudaram bastante. Acho que ela deve continuar”, destaca Marta. A Paróquia Santo Antonio tem diversas atividades e pastorais nos quais os jovens crismados podem se inserir. Para mais informações basta consultar as catequistas ou então na secretaria paroquial. Crisma no Kobrasol A próxima Missa da Crisma na Paróquia Santo Antônio acontece no Kobrasol dia 27 de outubro

Recebi de meus pais a tradição da fé católica. Lembro que minha mãe não faltava às Missas dominicais na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Estreito, em Florianópolis (SC). Ela ainda participava de alguns movimentos como o grupo das Terezinhas (Santa Terezinha do Menino Jesus), Apostolado da Oração, oração do terço, entre outras atividades. Cresci acompanhando tudo isso! Quando me tornei adolescente, participei de encontros de jovens, missões e grupos de reflexão. Depois, veio a faculdade, casamento, filhos, e tantas outras exigências da vida adulta que me afastaram destes trabalhos dentro de uma comunidade. O tempo passou e o vazio dentro de mim se agigantou. Eu sentia falta da integração dentro de uma comunidade onde eu pudesse novamente viver a forte experiência do conhecimento do Deus vivo e verdadeiro. Na época, morava em Campinas, em frente à Igreja Santo Antonio e fui me apresentar ao então Pároco, Padre Sérgio, para poder participar de alguma pastoral. Fiz, em seguida, dois anos de Escola Catequética e me apaixonei pela catequese de crisma. O desafio era grande, eu tinha consciência disso. Então, busquei formação, fiz cursos bíblicos, fiz teologia para leigos no ITESC e nunca mais parei de me atualizar. Tenho, a cada dia de minha vida, a grande necessidade de vivenciar uma autêntica experiência de Deus Pai a partir da fé e do seguimento de Jesus. E preciso transmitir isso aos meus catequizandos em cada encontro realizado. Mas os desafios são inúmeros numa sociedade secularizada, onde as famílias nascem completamente descompromissadas com a comunidade onde vivem. Porém, conforme indica o padre Paulo Dalla-Déa, “a catequese não tem conclusão, ela é como a vida. A vida sempre continua em tantos outros que estão aí. E não para nunca. Assim é a catequese: não termina, é um serviço eclesial”. O que precisamos é ter tempo para pesquisar, discutir em grupos, tropeçar, recomeçar, dinamizar, celebrar e estar cada vez mais perto dos jovens, dos seus problemas e de sua capacidade de crer em Jesus e em sua Igreja.

Iracilda, 54 anos, se preocupa com a sua formação na busca de melhorar seus encontros de catequese


6 Entre Irmãos

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Do milagre à devoção de uma nação Nossa Senhora Aparecida é reconhecida como a padroeira do Brasil, sua data litúrgica é comemorada em 12 de outubro

Penélope de Bortoli Há mais de quatro séculos, a cidade de Guaratinguetá, em São Paulo, recebia a visita de Dom Pedro de Almeida, governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro. Para homenageá-lo, a Câmara da Cidade convocou alguns moradores para preparem uma festa, regada a peixe. Três pescadores foram para o mar e, fora da temporada de pesca, pediam a Deus que os abençoasse com fartura. Foram inúmeras as tentativas frustradas em que a rede era lançada e recapturada vazia. Os pescadores estavam por desistir quando em uma dessas tentativas a rede pescou o corpo de uma imagem da Virgem Maria. Entusiasmados, os pescadores lançaram a rede novamente e dessa vez

pegaram a cabeça da Santa. A partir de então, cada rede lançada voltava recheada de peixes. Aconteceu, então, o primeiro milagre atribuído à Nossa Senhora Aparecida. Nos anos seguintes a imagem ganhou um oratório na casa de um dos pescadores. A vizinhança se reunia para orar. A devoção crescia. Graças foram atendidas e fiéis de todas as regiões do Brasil viajavam para rezar pela Santa Aparecida. Em 1888, em uma visita da Princesa Isabel, Nossa Senhora Aparecida ganhou uma coroa de ouro e um manto azul adornado, como agradecimento a graça atendida. Com o passar dos anos o número

de fiéis só aumentava. Nossa Senhora Aparecida ganhou uma Igreja que logo se demonstrou pequena para abrigar tantos peregrinos que vinham de todo o país. A região onde a Igreja estava construída virou município, Aparecida do Norte, e em 1955, iniciaram as obras da atual Basílica em honra a Virgem Maria. Foi em 1930 que o Papa Pio XVI proclamou Nossa Senhora da Conceição Aparecida como a Rainha do Brasil. Em 1980, um decreto de lei determina dia 12 de outubro feriado nacional em devoção a Santa Aparecida e, só então, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país.

Imagem retirada do rio Paraíba está exposta na Basílica de Aparecida do Norte, no Estado de São Paulo

Pe. Hélio festeja o dom da vida Rose Medeiros No dia 05 de outubro a Paróquia de Campinas esteve em festa. Seu pároco, Pe. Hélio da Cunha, feliz da vida, comemorou com júbilo o seu aniversário de nascimento. A Missa em ação de graças reuniu seus familiares, amigos, funcionários, lideranças e fiéis, para elevar a Deus as mais ricas preces em seu favor. Emoção não faltou, como também não faltou a alegria, porque a cada dia acordar para a vida é um milagre do nosso Criador. Pe. Hélio gosta de comemorar no dia que nasceu, não deixa para depois, “porque a vida tem que ser celebrada, vivenciada no dia que se vem ao mundo”, diz ele. Na Santa Missa, seus irmãos e familiares o homenagearam com flores e muito carinho. Lideranças gravaram um vídeo com a música que parabeniza os aniversariantes na novena de Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Foi um momento de alegria e emoção, sem dúvida. Recebeu homenagens ainda dos seus amigos, através da Palavra de Deus, de mensagens escritas e faladas, porque a única forma de dizer que o amamos e o valorizamos, é deixar falar o coração. Descontraído e feliz, reuniu os mais próximos do dia a dia para um festivo almoço no salão paroquial. Seu jeito “menino” de ser, fez com que todos em sua volta brindassem pelo modo como encara o atravessar mais uma etapa de vida. Pe. Hélio é pura alegria quando deixa aflorar a criança e a juventude que tem dentro de si. Foi bom demais! Parabéns Pe. Hélio!

A tradicional festa de São Cristóvão e do Bom Jesus, que acontece na Paróquia de Campinas, contou com a participação dos festeiros na Missa Festiva, além de contemplar várias atividades nos dias 15 e 16 de setembro. Uma carreata, trazendo a imagem de São Cristóvão, saiu do centro histórico de São José (SC) em direção à Igreja Matriz. Logo após esse momento, o pároco, Pe. Hélio da Cunha abençoou os veículos aspergindo água benta.


Pastorais e Movimentos 7

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Grupo Aliança promove Retiro de Casais

Nove nós, nove Missas, nove graças

Já virou tradição, o evento que reúne em um único dia nove Celebrações Eucarísticas e uma procissão pelas ruas do bairro

Elenir Lopes Nove Missas em um único dia. Foi isto que marcou o último domingo de setembro (30), na Paróquia Santo Antônio, de Campinas, São José. As celebrações acontecem em unidade com a Novena em honra a Nossa Senhora Desatadora dos Nós, e como já se tornou tradicional, os fiéis lotaram a Igreja Matriz. A cada ano cresce o número de pessoas que buscam, pela intercessão de Nossa Senhora, o alí-

vio das suas dores, seus sofrimentos e angústias. Há também, os que vêm celebrar as graças recebidas. O povo chega às 7 da manhã para a primeira missa do dia, e a movimentação na paróquia começa ainda mais cedo. Uma estrutura adequada para o evento é montada. A cada intervalo, entre uma Missa e outra, a movimentação é intensa, seja na lanchonete, que fica dentro do salão paroquial, ou dentro da Igreja, onde os servos se revezam na condução da oração do terço. Todas as Missas são presididas

pelo pároco Pe. Hélio, auxiliado por uma equipe formada por diáconos, coroinhas, ministros da comunhão e servos, que também preparam a liturgia das celebrações com duração de uma hora e quinze minutos cada. No atendimento da lanchonete ficam alguns funcionários da paróquia e voluntários, que preparam café da manhã, almoço e café da tarde. É um dia tão abençoado e envolvente que não se percebe o tempo passar. Na última Celebração do dia, sai uma grande procissão luminosa com

a imagem de Nossa Senhora Desatadora dos Nós pelas ruas do bairro. Um carro de som em alto volume acaba chamando a atenção dos moradores, que muitas vezes saem para acompanhar. Para encerrar, quando a procissão retorna para frente da Igreja acontece uma grande queima de fogos de artifício. A programação e os serviços do dia são preparados com quase um mês de antecedência pelo próprio Pe. Hélio que, zeloso, cuida de todos os detalhes.

Apóstolo Paulo é tema de formação para ministros Para concluir as atividades formativas propostas para este ano, aconteceu a formação dos ministros instituídos (da Sagrada Comunhão) da Paróquia de Santo Antônio, Campinas, São José (SC). O encontro foi realizado de 21 a 23 de setembro, e os assuntos pautados para o evento foram fundamentados na vida do Apóstolo Paulo, também conhecido como o apóstolo das nações. Dentro do tema proposto, o pároco, Pe. Hélio, conduziu o en-

contro a partir da experiência de São Paulo com Jesus Cristo em Damasco. Abordagens como conversão, amor, fidelidade e perseverança foram recorrentes na palestra. “Paulo nos ensinou, enquanto ministros e servos, que o amor não tem limite e que o projeto de vida plena de Jesus Cristo, é para todos os filhos de Deus”, observa o ministro José de Figueiredo Filho. “De posse dessa verdade, precisamos vivê-la e multiplicá-la em missão”, conclui.

Nos dias 20 e 21 de outubro, em Palhoça, o Grupo de Casais Aliança vai promover o seu 7º Retiro de Espiritualidade para Casais, com o tema “Sobre nós há de pousar o Espírito do Senhor ” (Is 11,2). Será mais uma grande oportunidade para os casais re fletirem sobre seu relacionamento e sobre o dia a dia da família. Muitas bênçãos e graças haverão de acontecer. As inscrições podem ser feitas na secretaria paroquial, ao custo de R$ 190,00 por casal.

Campanha de Oração A Renovação Carismática Católica (RCC) promove a Campanha do Preciosíssimo Sangue de Jesus, que começou no dia 08 de outubro. A campanha terá encontros as segundas-feiras, a partir das 19h30 na Paróquia Santo Antônio, Campinas, São José (SC). Cada segunda traz um tema diferente, sendo nove no total: “Meu filho não temas, tenha fé!”, “Ponho-me aos pés da tua Cruz”, “Livra-me de todas as ciladas”, “Fonte cura”, “Alimento para o corpo e alma”, “A mãe”, “ Todos os membros da minha família”, “Pelos empregados e desempregados” e por fim “A perseverança”. Esta Campanha do Preciosíssimo Sangue de Jesus é organizada pelo Grupo de Oração Santo Antônio, da Igreja Matriz de Campinas.

NOVENA DO DIVINO PAI ETERNO TODAS ÀS SEXTAS-FEIRAS, 19h30 NA IGREJA MATRIZ


8 Contra Capa

www.paroquiasantoantonio.net

KOBRASOL PROMOVE FESTA DE SÃO FRANCISCO

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Comunidade que leva nome do santo celebra mês em honra ao seu padroeiro

Imagem de São Francisco fica exposta ao lado do sacrário na capela do Kobrasol

Começa no dia 19 de outubro mais uma edição da tradicional festa de São Francisco na Igreja do Kobrasol. Até o domingo, dia 21, a comunidade prestigia um evento com Missa Solene, sorteio de prêmios, barracas com alimentos, além de muita animação e fraternidade. Um sorteio de prêmios na sexta-feira, 19, inaugura o evento. Para participar basta adquirir sua cartela na secretaria da Igreja do Kobrasol ou na secretaria paroquial, em Campinas. A partir das 20h toda a comunidade é convidada a participar deste momento, que pretende também arrecadar fundos para a manutenção da igreja. O ponto ápice do dia 20, sábado, é a Missa às 19 horas. A presença dos festeiros e festeiras está confirmada. Após a solenidade, muita devoção e alegria deve acompanhar a procissão luminosa com a imagem de São Francisco de Assis. A esperada bênção dos animais acontece no domingo, 21 de outubro. Após a bênção, prevista para as 17h30,

segue a Missa em ação de graças por todos que contribuem para o bom desempenho da festa. Bênção de animais Francisco de Assis era apaixonado pelos animais. Muitas biografias do santo contam que ele passava horas contemplando a criação divina e inclusive escrevia poemas em admiração à natureza, pois percebia ali o tamanho amor de Deus. Como em 4 de outubro celebra-se o dia de São Francisco, em muitas paróquias, nesta data, os sacerdotes abençoam os animais aspergindo água benta. No decorrer dos anos, tal bênção tornou-se tradição e hoje muitos esperam o mês de outubro para levar seus bichos de estimação para receberem as bênçãos em frente às Igrejas. São Francisco Nascido em meados do século XII em Assis na Itália, Francisco Bernardoni era

filho de um rico mercador e comerciante de tecidos. Entregue a uma vida de festas e luxo, o jovem rapaz caminhava para ser um grande guerreiro, pois participava de várias lutas na conquista de poder, e pertencia a nobreza italiana. Com cerca de 20 anos, após estar preso devido ao resultado de uma das batalhas em que participava, Francisco teve forte contato com Deus através da leitura de trechos bíblicos. Tendo experimentado de Deus, ele resolve abandonar sua vida de riqueza para dedicar-se a seguir radicalmente o Evangelho. Francisco de Assis passou a cuidar dos pobres e doentes e, pouco a pouco, outras pessoas se reuniram ao seu redor na busca de viver a mesma radicalidade evangélica que viam em Francisco. Amante de Deus, Francisco ofertou sua vida inteiramente até a data de sua morte em 1226. Dois anos depois foi canonizado pelo Papa Gregório, ficando conhecido como o santo dos pobres.

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