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CINEMA MÚSICA FESTAS VJS + DJS MOSTRAS JOGOS

programação completa março 2005


anĂşncio


preview Bem-vindo a mais uma edição do Vivo Open Air, que sob vários aspectos revê e aprimora suas edições anteriores. Sim, temos muitas novidades... Uma delas é que este ano, além de São Paulo e Rio de Janeiro (7 a 28 de abril), entra no circuito Brasília (11 a 29 de maio), consagrando o evento como um dos mais importantes encontros do cinema no Brasil. Outra surpresa é que o Vivo Open Air agora também é um encontro de música, artes plásticas, gastronomia e jogos. A agenda de shows, as festas, os VJs e DJs, as exposições e instalações cenográficas – tudo reforça nosso propósito de investir sempre em cultura e nossa liderança em inovação, em todas as suas formas. Sinestesia é o conceito. Misturando sensações e sentidos em ambientes de alta tecnologia, o Vivo Open Air aproxima-se ainda mais de seu público. E confirma a idéia de que jovialidade, dinamismo e qualidade – valores tão conhecidos de nossa marca – são os signos mais fortes do nosso tempo. A revista que você tem em mãos, fruto de uma parceria com a Carta Editorial, traz as informações necessárias sobre toda a programação, assim como dicas para que a sua experiência no Vivo Open Air torne-se inesquecível. Boa diversão!

Por Luís Avelar

Vice-Presidente Executivo de Marketing e Inovação Vivo


anĂşncio


FOTOS DIVULGAÇÃO. ILUSTRAÇÃO DE CAPA GIAN LABARBERA

6. SERVIÇO Tudo que você precisa saber sobre compra de ingressos, horários das atrações,segurança…

8.

MAPA

Conheça melhor o local do evento, as tendas, o lounge…

10. NOTAS Informações e dicas que valem ouro, a mostra especial, os restaurantes

14. PROGRAMAÇÃO O Vivo Open Air dia-a-dia, com o resumo das atrações para você fazer sua agenda


C i ne m a

FILM ART o cinema inovador de Isaac Julien mexe com sentidos e sensações: é a cara do evento

hiper


notas Dicas Aproveitando 100% do Vivo Open Air Seja Vivo, use e abuse das vantagens de ser um cliente Vivo (leia mais nas páginas 6 e 7)

Use táxi, porque é mais seguro, mais rápido e você não esquenta a cabeça com nada Chegue cedo, para poder escolher o lugar da platéia que você mais gosta e reservá-lo; se você chega apenas com o ingresso do show, a entrada no lounge será liberada 1 hora após o início da sessão de cinema Deite e role, nos pufes e espreguiçadeiras e com as mantinhas oferecidos pela organização: tudo isso combina muito bem com a pipoca grátis – cortesia do Telecine

Faça programas combinados, do tipo cinema + pizza + balada ou só cinema + pizza: a graça do evento é ter tudo de bom num mesmo lugar, portanto aproveite!

Maratona de som e imagem VJs e DJs alternam-se em temporadas nas três semanas do evento Três DJs e três coletivos de VJs garantem o clima da festa ao longo das três semanas do Vivo Open Air. Na primeira semana temos VJ Bijari e DJ Will Robinson, depois VJ Embolex e DJ Mari e, finalmente, VJ Apavoramento e DJ Tahira. A tenda do palco Vivo Open Music conta com um ambiente de alta tecnologia

em que os VJs atuam mixando, ao vivo, imagens cinematográficas e musicais, construindo novos significados. Um espetáculo à parte. A projeção acontece nos tubos de imagem e na superfície translúcida da própria tenda, o que permite visualização privilegiada mesmo aos que estão na área externa.

Os DJs, por sua vez, entram em ação antes, durante e depois dos shows, fazendo com que a música e nossos pés não parem. Will, Mari e Tahira, experientes no trato com grandes públicos, têm em comum o ecletismo, a diversidade. Ou seja, embalo garantido para todas as tribos, durante todo o evento.


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TRIBOS FILMES CULT E FESTAS DA CIDADE Abertura dos portões 19h CINEMA Festival Express 21h SHOW Apollo 9 23h FESTA Discology após o show > VJ Bijari + DJ Will Robinson

FESTIVAL EXPRESS Bons tempos viajam de trem Depois de 30 anos na gaveta, imagens históricas com Janis, The Band, Grateful Dead... Direção de Bob Smeaton, com Janis Joplin, Buddy Guy, Flying Burrito Brothers, Grateful Dead, The Band. Reino Unido/Canadá, 2003. 90 min., 18 anos.

Em 1970, depois do sucesso de Woodstock, dois jovens empresários tiveram a boa idéia: artistas do blues e do rock viajando em um trem alugado para realizar uma série de cinco shows, de Toronto a Calgary, no Canadá. No melhor estilo on the road, aparecem Grateful

APOLLO 9 Samba-rock, ares tropicalistas e rurais aparecem no som do músico paulista. Para esta noite, Apollo 9 reuniu feras como Lanny Gordin (guitarra) e Juarez Santana (órgão Hammond).

Dead, Janis Joplin, The Band, Buddy Guy, The Flying Burrito Brothers e outros menos conhecidos. As imagens ficaram de lado por mais de 30 anos, até o diretor Bob Smeaton retomar o material e transformá-lo neste belo e emocionante documentário. Festival Express mostra a loucura que foi a turnê e traz depoimentos recentes de alguns participantes que sobreviveram. Como não se arrepiar ao ver e ouvir The Band interpretando “I Shall Be Released”, de Dylan? Como esquecer que semanas depois Janis estaria morta? Um filme mostrando os riffs da contracultura muito vivos, mesmo que em algum lugar do passado.

FESTA DISCOLOGY

Projeto dos DJs Camilo Rocha e Claudia Assef que rola toda semana em São Paulo, com muito tecno, house e breakbeats. Os convidados, DJs Grego e Andy, são duas lendas das pistas brasileiras.

A noite marca o início da temporada do DJ Will Robinson e os VJs do Bijari. E tem o show de Apollo 9 e seus convidados

WILL ROBINSON

VJ BIJARI

O mistura-e-manda é a receita deste coletivo paulista, que coloca até a platéia em cena.

BIJARI

DJ WILL ROBINSON

Na primeira semana do Vivo Open Air, o célebre DJ do Mercado Mundo Mix .

APOLLO 9


OS INCRÍVEIS

Por que gostamos tanto de heróis como Os Incríveis? Talvez porque sejam quase humanos, com virtudes e defeitos como nós. (Eis uma boa idéia para puxar papo com alguém durante a festa…)

FESTA COLORS

OS INCRÍVEIS Empoeirados e poderosos Beto Pêra é chamado a salvar o mundo outra vez

HOMEM-ARANHA 2 A revolta do nerd

Peter Parker volta à ação com seu herói demasiadamente humano

Animação com direção e roteiro de Brad Bird. EUA, 2004. 115 min., Livre.

Direção de Sam Raimi, com Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco e Alfred Molina EUA, 2004. 127 min., Livre.

Depois de salvar um homem do perigo, o herói Beto Pêra acaba processado por danos físicos e é obrigado a camuflar a família por causa da hostilidade pública. Logo um vilão insano aparece, a ação recomeça. A empresa Pixar, especializada em animações, parceira da Disney desde Toy Story, de 1995, mostra então fôlego de sobra para entreter a todos nós.

Como combater o crime e ainda arrumar tempo para viver? O HomemAranha do ator Tobey Maguire traz na mochila esse drama. Começa o filme despedido da pizzaria, vai mal na escola, cai no conceito da tia May e da namorada… Mas não titubeia na hora de sacar o uniforme quando um lunático desequilibrado com tentáculos mecânicos entra em cena.


domingo 13 SESSÃO FAMÍLIA FILMES PARA TODO MUNDO Abertura dos portões 18h CINEMA A Noviça Rebelde 20h SHOW Eu e Meu Guarda-Chuva 23h > VJ Bijari + DJ Will Robinson

ASSISTIR JUNTO

Um filme eterno e um show inédito encantam pais e filhos nesta noite

Várias cenas de A Noviça Rebelde estão entre as mais belas já produzidas em Hollywood

A NOVIÇA REBELDE Apaixonante, 40 anos depois Julie Andrews numa das comédias musicais mais populares do cinema Direção de Robert Wise, com Julie Andrews, Christopher Plummer, Eleanor Parker, Peggy Wood, Richard Haydn. EUA, 1965. 174 min., Livre.

A história se passa no fi-

nal da década de 30, na Áustria, à beira do pesadelo nazista. Maria (Julie Andrews) é uma noviça, mas não consegue seguir as normas do convento. Em vez de rezar, prefere cantar nas montanhas. Por isso, a madre superiora decide que Maria precisa conhecer a vida fora dali e lhe envia para trabalhar como governanta na casa do capitão Von Trapp, um viúvo que tem sete filhos e os educa

com exagerada disciplina. A chegada de Maria muda tudo na casa (para melhor), mas então ela se apaixona pelo capitão, que está comprometido com uma rica baronesa. Será? O filme vira quarentão este ano. Em 1965, foi indicado para dez Oscar e levou cinco: melhor filme, diretor, edição, som e trilha sonora. E ainda dois prêmios Globo de Ouro.


FOTOS DIVULGAÇÃO/FOX, DIVULGAÇÃO/BOB WOLFENSON E DIVULGAÇÃO/MARIANA BARCELLOS

EU E MEU GUARDA-CHUVA A grandiosidade de Eu e Meu Guarda-chuva, de Branco Mello, vem de longa data. Precisamente, desde o começo dos Titãs, há 22 anos. “Tinha muitas idéias”, diz ele. “Só que não havia nem tempo nem disciplina naquele tempo.” Graças ao longo e saboroso processo de criação, a ópera-rock infantil recebe diferentes cores e formatos. Já foi ao teatro, com texto de Hugo Possolo e atuação de Andréa Beltrão, e promete chegar ao cinema pelas mãos da Conspiração Filmes. Os formatos mais conhecidos, contudo, ainda são o livro e o CD – este com participações de Elza Soares e João Barone, entre outros. No Vivo Open Air, Eu e Meu Guarda-chuva é uma inédita apresentação musical, que ganha figurinos exclusivos e presenças ilustres. As composições de Branco Mello e Ciro Pessoa (as mesmas do CD) ganham o palco com o ex-titã Arnaldo Antunes (em “O Mistério de Jonas”). Nara Gil embala as canções que narram a história do menino Eugênio, seu guarda-chuva e personagens como o relógio Cleque-creque, o travesseiro Puff, o Tenente Bat Palmas e Dona Nenê. Até os Parlapatões entram em cena.

ARNALDO ANTUNES

NARA GIL

rua Bela Cintra, 1693 - Jd. América telefone: 3062-0643


STRANGERS IN THE NIGHT FILMES UNDERGROUND E ESTRANHOS Abertura dos portões 19h30 DUBLAGEM Luiz Salém e Alexandra Richter 21h30 CINEMA The Rocky Horror Picture Show 23h30 > VJ Bijari + DJ Will Robinson

THE ROCKY HORROR PICTURE SHOW Balada sinistra O cultuado musical e seu surpreendente bacanal trash De Jim Sharman, com Susan Sarandon, Richard O`Brien e Barry Bostwick. Inglaterra, 1975. 100 min., 18 anos.

Objeto de culto há 30 anos, espécie de Frankenstein roqueiro, o filme começa respeitando as regras do terror clássico. Brad (Barry Bostwick) e Janet (Susan Sarandon)

Mordomo fantasmagórico, cientista maluco e outros clichês enganam: o filme não tem nada de vulgar

trocam juras de amor numa noite chuvosa. De repente, o carro quebra na mata escura, o casal avista no breu uma mansão… O.k., o lugar é sinistro, mas eles precisam de ajuda – o que pode dar errado? The Rocky Horror Picture Show se situa muito acima da máxima “quanto pior, melhor”, que virou clichê do gênero. Na época do seu lançamento, contribuiu para transformar seus pares em cult e popularizar as sessões da meia-noite, escassas então. O que atualmente chamamos freak show já existia muito mais pulsante em 1975.


PRÉ-ESTRÉIAS BRASILEIRAS OS Abertura dos portões 19h CINEMA Quase Dois Irmãos 21h SHOW Geanine Marques 23h00 DJ Dolores após o show > VJ Bijari + DJ Will Robinson

Dois destinos, três situações e o Brasil recente na tela De Lúcia Murat, roteiro de Lúcia Murat e Paulo Lins (autor do livro Cidade de Deus), com Caco Ciocler, Flávio Bauraqui, Luiz Melodia e Marieta Severo. Brasil, 2005. 103 min., 18 anos.

O filme, que você vê em primeira mão, foi vencedor

GEANINE MARQUES

dos prêmios de Melhor Diretor e Melhor Ator (Flávio Bauraqui), no Festival do Rio, e Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição, no Festival de Havana, ambos em 2004. Conta a história da amizade entre dois homens de classes sociais diferentes em três épocas de suas vidas. O drama tem como cenário a história política do Brasil nos últimos 50 anos, contada também por intermédio da música popular, que é a ligação entre esses dois mundos. Não perca!

DJ DOLORES

GEANINE MARQUES

DJ DOLORES

Cantora cult, ela lida com música eletrônica, hip-hop e rock de vanguarda sem conflitos. E é a modelo mais querida de Alexandre Herchcovitch... Nesta noite, ela traz um show com canções de Burt Bacharach: “Rain Drops Keep Falling On My Head”, “I’ll Never Fall In Love Again”, “Do You Know The Way To San Jose” e muitas outras.

Mergulhado no projeto de seu novo álbum, Aparelhagem, Dolores vem recebendo elogios do New York Times e outras publicações mundo afora. Pesquisador afiado, ele busca misturas improváveis de tradições musicais brasileiras e eletrônica contemporânea. “Tenho ouvido muito forrozão de Manaus, tecno-brega, reggaeton”, diz ele.

FOTOS DIVULGAÇÃO/IMOVISION

Quase Dois Irmãos Encontro de mundos

LANÇAMENTOS NACIONAIS


terça 15 Estréia nacional, filme de Lúcia Murat traz autor de Cidade de Deus no roteiro

DRAMA REAL Na amizade dos personagens Miguel e Jorge, um pouco da história do Brasil


CLÁSSICOS PRODUÇÕES CONSAGRADAS E INESQUECÍVEIS Abertura dos portões 19h CINEMA Kill Bill 1 e 2 20h SHOW Sex in Dallas featuring Biladoll 0h30 > VJ Bijari + DJ Will Robinson


quarta 16

SEX IN DALLAS FEATURING BILADOLL (ALEMANHA) Apesar de carregar no nome uma influência texana, o Sex in Dallas nasceu na França e ganhou força na Alemanha. A inspiração vem do seriado televisivo Dallas, dos anos 70. O trio de electro-rock e tecno-punk, contudo, está mais para o hedonismo da película


PRÉ-ESTRÉIA INTERNACIONAL NOVIDADES Abertura dos portões 19h CINEMA Violação de Privacidade 21h SHOW Canastra 23h SHOW Jumbo Elektro na seqüência > VJ Embolex DJ Mari

DO CINEMA MUNDIAL

Filmão novo de Robin Williams traz o ator com nova (e séria) atitude CANASTRA

VJ EMBOLEX Com seu arsenal de computadores e mesas de corte, o Embolex já produziu imagens nas apresentações de alguns dos melhores da música eletrônica do Brasil (Marky, Mau Mau, Renato Lopes) e do mundo (Green Velvet, Mark Farina, Layo e Buchwacka, Derek May). No Vivo Open Air a inspiração é o cinema: entram no improviso trechos de clássicos e produções B.

DJ MARI ROSSI Ela toca drum’n’bass e nu-jazz, mas com a mão de quem conhece música brasileira. Tocou em Londres em mais de uma oportunidade, uma delas na festa Hot Beatz, do tradicional Candem Lock. Junto com o DJ e produtor JrDeep (Drumagick), ela também toca adiante o núcleo 30Hz, que investe na produção nacional de drum’n’bass. É residente do bar Oito, em São Paulo.

CANASTRA É dos anos 30 e 40 que os cariocas do Canastra retiram inspiração para compor e tocar. “Dixieland e rockabilly são uma baita referência pra gente, mas chorinho também”, diz Renato Martins, vocalista e guitarrista. A temática tem tudo para dar inspiração na estréia dos VJs do Embolex, que ilustram a apresentação com imagens.

JUMBO ELEKTRO

JUMBO ELEKTRO As performances do Jumbo Elektro são sempre marcantes. Com descontração e ousadia, os meninos tornaram-se ícones de última hora na noite paulista. “Todo mundo se solta nos shows, e aí rola uma série de brincadeiras”, diz o vocalista Frito Sampler. “A gente nunca sabe onde vai dar.” Nós também não.


FOTOS DIVULGAÇÃO/PLAYARTE, DIVULGAÇÃO/RAFAEL JACINTO, DIVULGAÇÃO/MATHIAS MAXX E ANDRÉ SADER/ARQUIVO VOGUE RG

quinta 17

TALENTO Williams, no papel de Alan Hakman, dá brilho ao filme

VIOLAÇÃO DE PRIVACIDADE Suspense traz Robin Williams repaginado O comediante-família se deixou pegar pelo lado escuro De Omar Naïm, com Robin Williams e Mira Sorvino. Canadá/Alemanha, 2004. 104 min., 12 anos.

Estréia do jordaniano Omar Naïm como escritor e diretor de longas, Violação de Privacidade conquistou o prêmio de melhor roteiro no Deauville Film Festival. Boa parte de seu brilho, porém, vem de um Williams moderno, repaginado, capaz de carregar esses dilemas a contento. Somente em 2002, ele interpretou três homens em conflitos morais. Em Insônia, um escritor acusado de homicídio.

Na comédia de humor negro Morra, Smoochy, Morra, um ex-apresentador de programa infantil que planeja matar seu substituto. No bom Retratos de uma Obsessão, ele é um revelador de fotos que persegue uma família em crise. Em Violação de Privacidade, o ator vive Alan Hakman, empregado numa empresa de vídeo que armazena em chips a memória das pessoas. Seu trabalho: selecionar as melhores lembranças, deletar traumas, para exibir um filme agradável no funeral do sujeito. A coisa aperta quando ele descobre num chip alheio informações que mudam sua própria vida. A atuação de Williams contribuiu para que o filme fosse indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. Está claro que Robin Williams é bem assim, reinventado.


NICOLE KIDMAN

REENCARNAÇÃO Polêmica do além Nicole Kidman e a cena da banheira

FOTOS DIVULGAÇÃO/DISNEY, DIVULGAÇÃO/PLAYARTE E DIVULGAÇÃO

De Jonathan Glazer, com Nicole Kidman, Cameron Bright, Lauren Bacall e Anne Heche. EUA, 2004. 100 min., 12 anos.

Neste segundo filme do diretor Jonathan Glazer, a cena mais famosa mostra Nicole Kidman banhando-se com um menino de dez anos. Na trama, dez anos depois de ter perdido o marido, Anna (Nicole) encontra um garoto que diz ser a reencarnação de seu amor. Mas a cena da banheira chocou. No Festival de Veneza do ano passado, sobraram vaias. Nicole se defende, diz que os dois vestiram macacões na cor da pele. “O filme, afinal, fala de amor eterno”, diz ela, “não de pedofilia.”

DÉBUT!!! Surgida na Torre, São Paulo, a festa é feita pra divertir a todos, sem distinção, sem preconceito DJ BISPO


sábado 19 SESSÃO INFANTIL + FILME PIPOCA DUAS SESSÕES COM GRANDES FILMES

Abertura dos portões 18h (Infantil), 23h (Pipoca) CINEMA Pooh e o Efalante 20h CINEMA Reencarnação 0h FESTA Début!!! 2h > VJ Embolex DJ Mari

As sessões no telão começam com um tesouro para a garotada POOH E O EFALANTE Fábula para todas as idades Lições de tolerância e amor ao próximo Animação dirigida por Frank Nissen. EUA, 2005. 68 min., Livre.

Quando um estranho barulho sai da floresta, o coelho Abel logo deduz que se trata do temido e voraz heffalump – muito bem traduzido para Efalante. Pooh, então, lidera uma busca pelo tal predador – na verdade, um simpático filhote de efalante, atrás de amizade. Nem é preciso malabarismos computadorizados. A boa e clássica animação artesanal dá vida ao bosque dos 100 acres sempre da mesma eficiente maneira. E sem perder a ternura.


CABRA-CEGA Revisitando a ditadura Uma homenagem aos que abraçaram a oposição durante os anos de chumbo De Toni Venturi, roteiro de Di Moretti sobre argumento de Roberto Moreira, Fernando Bonassi e Victor Navas, com Leonardo Medeiros, Débora Duboc, Jonas Bloch, Michel Bercovitch e Milhem Cortaz. Brasil, 2004. 102 min., 14 anos.

A claustrofobia digna de Roman Polanski – o mestre polonês é um dos ídolos da juventude do diretor Toni Venturi – deve sufocar o pessoal no arejado Jockey Club: Thiago (Leonardo Medeiros), baleado no peito em sua luta contra a ditadura, precisa passar uns dias no “aparelho” de seu mentor, Mateus (Jonas Bloch); sozinho, fechado, tomado pelo silêncio angustiante do apartamento, lhe resta esperar. Mas ficar afastado da ação, ouvindo notícias de camaradas mortos, faz com que o

guerrilheiro, nas palavras do diretor, “imploda” (leia minientrevista com Toni Venturi na próxima página). Política já foi o tema de Venturi na estréia como cineasta, em 1997, com O Velho, documentário sobre o comunista Luiz Carlos Prestes (1898-1990). O próprio título desse seu terceiro longa – ovacionado pelo júri popular no recente Festival de Brasília – é uma crítica ao engajamento suicida da esquerda durante a repressão. Mas ele avisa: “Faço questão de não tocar Geraldo Vandré”. Ainda bem. Thiago é livremente inspirado em um militante real, Carlos Eugênio Paz, que integrava a ALN (Ação Libertadora Nacional) e via homens morrendo a esmo. General sem soldados, exilou-se em Cuba, depois na Europa, então pirou. Voltou ao Brasil na década de 80 e precisou fazer análise por dez anos. Agora, colaborou como consultor do filme.

FOTOS DIVULGAÇÃO/EUROPA FILMES

PRÉ-ESTRÉIAS BRASILEIRAS OS LANÇAMENTOS Abertura dos portões 19h CINEMA Cabra-cega 21h SHOW Instituto + Z’África Brasil 22h45 > VJ Embolex + DJ Mari

NACIONAIS


Filme chinês traz explosão de cores para o telão gigante

LOS SEBOSOS POSTIZOS Marc Ribot y Los Cubanos Postizos são apenas uma das inspirações dessa “all-star band” do mangue, formada por integrantes do Mundo Livre S.A. e da Nação Zumbi. Neste encontro especial, “Uma Noite do Ben”, eles tocam Jorge Ben dos anos 60 e 70.


Primeiro, um filme com Bowie, Catherine Deneuve, Susan Sarandon… Depois, um tributo à Jovem Guarda!

LAFAYETTE E OS TREMENDÕES

Lafayette é tecladista da primeira hora. Acompanhou Roberto Carlos nos bons tempos, mas andava meio sumido. Até que o fã Gabriel, dos Autoramas, o localizou em Niterói, o que deu origem à nova banda, os Tremendões. No show, músicas de Lafayette e outras de Wanderléa e Leno & Lillian. Já o repertório de Erasmo e Roberto é tema exclusivo no Del Rey, combo pernambucano que tem o Mombojó como backing band e China (ex-Sheik Tosado) à frente.

FOTOS DIVULGAÇÃO/MGM E DIVULGAÇÃO

LAFAYETTE E OS TREMENDÕES + DEL REY


quinta 31 PRÉ-ESTRÉIA INTERNACIONAL Abertura dos portões 19h CINEMA Riding Giants 21h SHOW Bent 23h00 > VJ Apavoramento + DJ Tahira

AS NOVIDADES DO CINEMA MUNDIAL

RIDING GIANTS Nas ondas do surfe Com narração de Sean Penn, documentário mostra o surgimento da cultura surfística

Nesse documentário sobre as raízes e a história da cultura do surfe, o diretor Stacy Peralta faz um resgate histórico dos anos 50 e 60, quando os primeiros surfistas começaram a criar sua identidade. Peralta estreou com Dogtown and The Z Boys, que mostra as origens do skate, esporte do qual foi um dos pioneiros nos Estados Unidos. Fez estardalhaço no Sundance de 2000, faturando prêmios de público e de crítica. Agora, o cineasta sai da terra e entra no mar para falar sobre um dos esportes mais populares entre os jovens do mundo todo. E já chega com a glória de mais troféus no mesmo festival, em sua versão 2004. Entre os astros das ondas que aparecem no filme estão Laird Hamilton, Greg Noll e Jeff Clark – eles mesmos contando suas histórias. Assim como no documentário anterior, Riding Giants é narrado pelo ator Sean Penn, que dá seu tom muito pessoal. “Nós tentamos contar a história do surfe com a liberdade que o esporte dá”, disse o diretor depois da apresentação do documentário na abertura do Sundance 2004. Ouviram-se depoimentos emocionados na platéia. “Sentimos muito mais orgulho de ser surfistas”, comentou um cabeludo. É preciso dizer mais alguma coisa?

FOTOS DIVULGAÇÃO/IMAGEM FILMES E DIVULGAÇÃO

De Stacy Peralta, com Evan Slater, Kelly Slater e Darryl Virostko. EUA, 2004. 105 min., Livre.

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expediente Revista Vivo Open Air 2005 é uma publicação da Divisão de Projetos Customizados e Novas Mídias da Carta Editorial, produzida especialmente para a Vivo DIRETORA RESPONSÁVEL PATRICIA CARTA EDITOR CONTRIBUINTE OTÁVIO RODRIGUES DIRETOR DE ARTE RICHARD KOVÁCS ARTE ROGÉRIO DOMINGOS DIRETOR DE PRODUÇÃO GRÁFICA PAULO SÉRGIO CASTILLO LOPES COMPUTAÇÃO GRÁFICA AILTON ALVES DOS SANTOS E ROBERTO APOLINÁRIO REDAÇÃO BRUNO LANCELLOTTI, CELSO BORGES, MARCELO HESSEL REVISÃO GENTIL BARBOSA, CLAUDIO RAMOS E ANTONIO GILBERTO DIGITAÇÃO ANTONIO MARCOS DA SILVA PROJETOS CUSTOMIZADOS E NOVAS MÍDIAS TIAGO GUIMARÃES

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