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edição 62 setembro 2009

O consultor Carlos Ferreirinha fala sobre mercado de luxo, consumo consciente e como os dois assuntos são tratados no momento

veja mais!

• Painel Educação: Tecnologia em prol da educação • vitrine: Você compra demais? especial Roteiro Decoração


Carta ao leitor

Forças da natureza

M

ano 9 • edição 62 • setembro 2009

e identifico muito com todas aquelas matérias que exaltam o espírito

DIRETORIA: Denise Gonçalves e Vania Ferreira

de empreendedorismo do povo brasileiro. Como brasileira ‘da gema’, me

lancei nesse campo há exatos 18 anos. Ainda cursava a faculdade e abri um estúdio de comunicação junto com três colegas. Foram quase quatro anos nessa empresa, que deixei para me tornar sócia de uma editora, na qual fiquei por mais seis anos até sair e montar a operação que tenho até hoje em parceria com a Vania. Nesta empresa tivemos a oportunidade de ver a revista Dolce se enraizar

PUBLISHER

Denise Gonçalves • denise@dolcemorumbi.com PRODUÇÃO E ARTE DIREtora

Vania Ferreira • vania@dolcemorumbi.com

cada vez mais no Morumbi. A pequena planta foi sendo cultivada e crescendo

REDAÇÃO Fádua Capellari • editorial@dolcemorumbi.com

sob os cuidados nossos e de algumas pessoas que fizeram toda a diferença

ARTE Charles Camargo • charles@dolcemorumbi.com ASS. DE ARTE e fotografia Milena Coelho • milena@dolcemorumbi.com FOTO CAPA Divulgação JORNALISTA RESPONSÁVEL Jorge Fernando Jordão / Mtb 25.370

naqueles primeiros passos da Dolce. Luciano Simão foi uma dessas pessoas. Acompanhando, tanto esses primeiros passos quanto os primeiros tombos,

Roseli Gonçalves • roseli@dolcemorumbi.com

esteve também Walter Coscia, que imprimiu todo o seu conhecimento estratégico e de gestão em pelo menos metade das edições da revista. Foi nessa primeira etapa de vida que ela semeou e viu nascer sua personalidade de veículo de comunicação comprometido com o bairro. Um dos maiores símbolos do nosso compromisso é a realização do Prêmio Dolce Vita Amigo do Morumbi, que neste ano terá sua sexta edição. Sim, teremos prêmio novamente, apesar de toda a turbulência econômica que secou a fonte dos patrocínios. Em conjunto com o comitê organizador, optamos por adequar o formato do evento ao momento do mundo, sem nunca esquecer que a alma do prêmio é reconhecer e dar visibilidade a quem promove a diminuição da desigualdade social em nossa região. Da árvore Dolce nasceram também outros frutos, como a nossa Confraria feminina, que acabou de realizar seu 30º encontro definindo sua Missão, sua Visão e, ao invés de Valores, os Mandamentos que norteiam esse grupo tão maravilhoso. Nosso menino dos olhos completa 6 anos, nossa caçula já sabe muito bem o que quer. Passados o outono e o inverno, chegou a hora de criarmos mais galhos para nossa árvore, renovando o ciclo da nossa dolce vida aqui no Morumbi, com uma linda primavera e suas novas flores a caminho...

COMERCIAL DIRETORA

Ana Paula Freitas • anapaula@dolcemorumbi.com ASSISTENTE

Alice Cristina Gonçalves • comercial@dolcemorumbi.com REPRESENTANTES COMERCIAIS Andrea Mendes e Lilian Videira administrativo ASSISTENTE administrativo

Renata Nakazawa • administracao@dolcemorumbi.com ASSESSORIA JURÍDICA João de Paulo Neto • jpn.adv@aasp.org.br TRÁFEGO e CIRCULAÇÃO

Sergio Falsetta • sergio@dolcemorumbi.com e Ronaldo Ferreira COLABORARAM NESTA EDIÇÃO: Claudia Castellan, Floriano Serra, JAF, Lívio

Giosa, Marcelo Negrão, Paulo Roberto Amaral, Renata Agostine, Renato Corrêa, Rosa Richter e Roseli Gonçalves (revisão) Tiragem 15 mil exemplares – IMPRESSÃO CLY DISTRIBUIÇÃO Gratuita • via courier para mailing VIP Revista DOLCE Morumbi é uma publicação da Página 8 Editora Ltda.-ME. A editora não se responsabiliza pelas opiniões emitidas nos artigos assinados. Ninguém pode retirar produtos nem quaisquer outros materiais em nome desta publicação sem autorização expressa, por escrito, em papel timbrado, da diretoria da editora. CARTAS PARA A REDAÇÃO Av. Dr. Guilherme D. Villares, 2309 B - 05640-004 – SP atendimento@dolcemorumbi.com Tel.: (11) 3464-6600 - Fax: (11) 3464-6612 DOLCE apoia:

Boa leitura, e aguardem as novidades!

Denise Gonçalves denise@dolcemorumbi.com

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reciclamorumbi.com.br

escoladopovo.org

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foto: Rubens Chiri

foto: divulgação

foto: divulgação

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CAPA 08 A cara do Luxo no Brasil Especiais 16 Roteiro Decoração 22 Mercado imobiliário de luxo 54 Educação e tecnologia 66 Vitrine Eu compro, n

n

tu compras, ela compra

Colunas

32 egotrip Uma Paris Especial 36 moda • por Claudia Castellan

O luxo de poder “ser” ESPORTE • por Marcelo Negrão Práticas esportivas com aventura,

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adrenalina e emoção

42 TEST DRIVE • por Renato Corrêa

60 Cidadania • por Rosa Richter

Quero qualidade de vida, e você?

Site rosarichter.com.br, uma ferramenta criada para o Morumbi

62 CORPORATIVO • por Lívio Giosa Falar a verdade vale a pena

64 pensata • por Paulo Amaral

O que tem do outro lado da ponte?

74 final feliz • por Floriano Serra

As quatro estações do amor

Seções

30 Achados

Sustentável

38 Bem-casado

Costela Rotulata Agridoce & Vinho

44 em foco

Mini Cooper S

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capa

por Fádua Fran Oliveira Capellari• • fotos Jaf e divulgação

A Cara do luxo no Brasil urante os dias 9, 10 e 11 de setembro, acontece a 2ª Edição da Conferência Internacional do Negócio de Luxo, o ATUALUXO 2009. O evento será realizado em São Paulo, no Hotel Grand Hyatt, e tem o objetivo de aperfeiçoar as práticas de gestão do mercado de Luxo, que movimenta cerca de 170 bilhões de euros no mundo. Atividade totalmente pautada na transformação do ordinário em extraordinário – e do normal para o especial – o mercado de luxo oferece produtos e serviços que alcançam um patamar de profunda excepcionalidade. É a gestão que transforma o produto em diálogo emocional. Luxo é a atividade do acesso ao raro, ao exclusivo, ao único. Sinônimo de brilho, poder e status, o mercado de luxo existe desde a Antiguidade e foi criado para mostrar a diferença entre povos. Segundo Carlos Ferreirinha, da MCF Consultoria e Conhecimento, a importância da marca e o poder que ela exerce no consumidor é muito grande. Ele explica que sem elas não saberíamos escolher. “Na atividade do luxo, a relação com a marca é extraordinariamente forte. Quando nós temos a decisão pelo produto que queremos consumir, o que nos faz levar é a marca, não a necessidade. Porque o indivíduo está consu“A palavra Luxo vem do latim Luxu e significa Luz. O que eu digo mindo símbolos e histórias, não o produto. sempre nos meus cursos é ‘não temam de trazer à luz aquilo que Essa relação com a marca cresce 100 vezes, você fez de diferencial, de detalhe, de singular, de único, porque potencializada ”. No Brasil, ainda em crescimento emesse é o radical mais importante do luxo’. Luz, iluminar. Jogue o brionário, mas contínuo, muitas vezes os foco onde você pode surpreender o outro.” Carlos Ferreirinha preços chegam a ser até dez vezes maiores, se comparados aos do exterior. “O Brasil tem um custo que onera muito mais a própria atividade. São taxas em todos os sentidos, seja do produto feito nacionalmente ou internacionalmente, e ambos têm incidência de custos e tributos, o que faz elevar nossos valores a um patamar impressionante”. Mesmo assim, o mercado de luxo faz com que o Brasil apresente bons números dentro do crescimento mundial e coloca a cidade de São Paulo como maior consumidora, responsável por mais de 65% do faturamento Vincenzo Vessicchio no segmento em todo o país. “São Paulo manterá esse ritmo, da mesma forma que Nova York, chegou ao Brasil com nos EUA, Milão, na Itália, ou Paris, na França. São Paulo, definitivamente, é a capital do consumo a cara e a coragem de luxo no Brasil”, diz Ferreirinha. Mesmo sendo produtos com valores elevados, o consultor explica que quem movimenta o mercado de luxo é a classe média aspiracional. “As pes­soas acreditam em uma verdade coloca-

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da na cabeça delas, que quem consome produtos e serviços de luxo é apenas o topo da pirâmide. Mas qualquer um que tenha vontade, e se permita, desenvolver um consumo emocional pode ser um consumidor do luxo”. Para ele, é importante acreditar que o produto comprado não é caro, e sim o valor justo para se acessar algo especial. “Nós temos uma opção: não comprar. Podemos acessar algo que tenha o preço mais adequado. Mas para as marcas e empresas que criam produtos, sonhos e serviços, que geram nos outros a vontade de acessar, existe um valor e muitas vezes é um valor de construção. A gente só toma a decisão se tiver uma pré-disposição a se aventurar pelo consumo emocional de desejo e prazer. Mas o que não se pode esquecer, jamais, como definição da essência humana, é que todos nós consumimos o supérfluo todos os dias, é só parar e pensar”.

Consumidores responsáveis

Consumir de forma inteligente não significa perder a elegância. Existem bons exemplos e

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Carlos Ferreirinha, diretor e presidente da MCF Consultoria e Conhecimento, um dos maiores especialistas no mercado de luxo do Brasil


capa diversos conceitos que estão sendo trabalhados como compromisso responsável social. A atividade do luxo ainda não está completamente pautada em um conceito sustentável, de responsabilidade social, associada a ações de benfeitoria ou de filantropia. Então, cada vez mais que nós, consumidores, exercemos nosso papel de cobrança, acelerará a transformação da atividade do luxo. “A gente sabe que o modelo marxista-socialista não deu certo. O que temos, não importa se é certo ou errado, é o capitalista, pautado em cima do dinheiro e do consumo. O indivíduo quer desejar, consumir. O que muda é a nossa relação com essa manifestação. Antes, comprávamos por comprar. Hoje, se não formos estimulados pela emoção, não compramos”, assegura Ferreirinha. obre a crise financeira que o mundo enfrentou nos últimos meses, ele alega que o fato foi o início de uma nova rea­lidade para o consumidor. “Até o ano passado o dinheiro tinha perdido o valor, e a relação com ele estava fácil. A partir deste ano, esse valor foi recuperado, mas hoje, o indivíduo está mais disposto com aquilo que fala com ele de uma forma mais verdadeira. As histórias, daqui pra frente, terão que ser mais re­­ ais. Aqueles que não tiverem alguma coisa para contar de forma real vão cair”. Ainda visto como prática distante, ele afirma que quem faz a mudança é o consumidor e que o excesso será trazido para uma coisa mais real. “Todas essas acelerações serão revistas. Talvez seja algo que a atividade do luxo tenha que olhar com mais cuidado, atenção, preocupação e prioridade. Conseguir elevar o tema a esse padrão de reflexão será uma prática importante”.

Luxo e consciência

Com o mundo inteiro preocupado com questões socioambientais e diversos setores se mobilizando na realização de ações para amenizar ou até reverter efeitos negativos, Ferreirinha diz que as pessoas precisam enxergar as coisas com uma postura mais leve quando se fala em mercado de luxo. Para ele, o consumo não pode estar ligado a culpa. “É uma questão de princípios de escolha. Hoje existem marcas tradicionais que possuem alternativas no seu portfólio. Um exemplo é a marca Stella McCartney, que é 100% ecorresponsável. Uma das poucas marcas 100% sustentável e totalmente de luxo. Então temos a possibilidade de escolher. O que muda é que não é o dinheiro que está em jogo, e sim sua consciência de consumo.” Independente da classe social, em tempos de diminuição de recursos naturais e aquecimento global, mesmo não deixando de fazer suas compras e viagens, muitas pessoas mudaram sua rotina e adotaram medidas para ajudar a diminuir os danos causados ao meio ambiente. Ferreirinha, que também colabora com essas ações, conta um pouco do trabalho que sua empresa desenvolve. “A MCF tem um trabalho iniciado com o ATUALUXO, onde neutralizamos 100% a conferência. Como são muitas pessoas envolvidas e atividades emitidas, nós temos uma parceria com a Metacorp, do grupo Espírito Santo, um dos maiores do mundo, e eles trabalham a área de replantio de árvores no Brasil. Então fazemos nossa parte dessa maneira, plantando árvores. Todas as pessoas que participaram da conferência 2008 já receberam a primeira foto das árvores plantadas no ano passado, mostrando a evolução. Mas ainda há uma insatisfação muito grande. Temos g vontade de fazer mais”, finaliza.

Com espaço cada vez mais garantido em diversas lojas do país, empresários estão investindo em roupas e calçados produzidos com material reciclado. São marcas conhecidas que optaram por produzir peças com fibras ou tintas naturais, e usam tecidos sem produtos químicos. Algumas marcas conhecidas: Morena Rosa, que criou o Instituto Morena Rosa de Responsabilidade Socioambiental, Cultural e Desenvolvimento Humano, uma organização não-governamental e sem fins lucrativos que tem como principal objetivo promover o desenvolvimento humano por meio de ações, projetos de responsabilidade social e proteção ambiental; a Mizuno, que tem uma coleção de t-shirts feitas de algodão e garrafas PET; e a marca Rainha, que traz camisetas masculinas e femininas produzidas com algodão orgânico, cultivado de forma menos danosa ao solo que o do algodão convencional, além de não utilizar agrotóxicos nem adubos químicos. Outras marcas famosas que investem em responsabilidade social são: M. Officer, Carmim, Ellus, Fórum, Levi’s, Osklen, a internacional Giorgio Armani, entre outras.

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novas perspectivas

Pessoas com alto poder aquisitivo, que viajam sempre, moram em uma boa casa, possuem carros confortáveis ou estão à frente de uma grande empresa, mas que também se preocupam com questões socioambientais e com tudo o que acontece no planeta. Doam tempo, dinheiro e trabalham incentivando diversos projetos. Dolce buscou pessoas que assumem os “zeros a mais” na conta, mas que também fazem do dinheiro e do consumo um ato de cidadania. Quando o assunto é ajudar, eu sempre me interesso. A questão do espiritismo contribuiu muito na minha vida. Ajudo pessoas desde os meus 18 anos e já passei por muitas situações curiosas, mas existe uma história recente, que me marcou muito. Eu estava saindo de um shopping quando recebi uma mensagem no celular, dizendo: ‘Me liga porque a dona da casa quer me pôr pra fora, faltam R$ 100 do aluguel, e eu não tenho como conseguir esse dinheiro’. Quando olhei a mensagem, não reconheci o número, nem o conteúdo. Em seguida, outra: ‘Me liga urgente, preciso de ajuda’. E eu pensei: ‘Meu Deus, essa pessoa está desesperada e, além de tudo, mandando mensagem pra pessoa errada’. Então eu olhei o número e liguei. Quando ela atendeu me chamou de Kátia, e eu disse: ‘Não, desculpa, você mandou mensagem para a pessoa errada’. Nesse momento, eu senti que essa pessoa estava realmente precisando. Mesmo sem me conhecer, ela explicou o que estava acontecendo e eu me dispus a ajudar. Marcamos um local, ela chegou com uma amiga e ficou me olhando, como se aquilo não estivesse acontecendo. Antes de entregar o envelope com o dinheiro, ela quis me dar o telefone de onde trabalhava. Também pediu o número da minha conta, para me devolver a quantia. E eu disse a ela: ‘Olha, eu não vim aqui em momento nenhum para fazer um empréstimo. Eu vim aqui te dar o dinheiro e te ajudar.’ Então ela pegou o envelope, olhou pra mim e disse: ‘Eu posso te dar um abraço? Você é um anjo!’. E a sensação que eu tive era de que ela queria me tocar, pra ter certeza de que eu existia. Isso me marcou e me comoveu demais. A emoção foi maior ainda porque eu nunca tinha visto essa pessoa na minha vida. Provavelmente nunca mais verei. E é isso o que temos que fazer: sentir a dor do outro, sem se importar se conhecemos ou não. O que importa é que se caiu na minha mão e eu tenho condições de ajudar, não importa quem seja, eu vou ajudar. Eu admito que gosto de viajar e comprar coisas caras. Me dou esse luxo, porque eu trabalho muito para isso. Mas entre gastar com coisas caras ou ajudar alguém, eu não vou ter dúvida. O resto é muito ilusório e passageiro. Quando ajudamos alguém, nos sentimos iguais, sem a imponência do dinheiro, a não ser que você tenha isso na alma. E a sensação da ajuda, de ser ‘anjo’ e de fazer é a coisa mais maravilhosa que existe.

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capa Aline Ditta trabalha em empresa do mercado financeiro, na área de responsabilidade social, e mora no Morumbi. Foi responsável pela criação do projeto social na comunidade do Jardim Colombo, onde participa como voluntária

Sempre desempenhei funções em projetos sociais e gostei de pensar no que eu podia fazer pelos outros, mesmo não ganhando dinheiro nenhum com isso. Hoje eu trabalho em uma empresa do mercado financeiro e estou ligada com responsabilidade social e projetos socioambientais, tanto quanto pessoa física como profissional. Desenvolvo atividades e sou responsável por um programa de voluntariado grande, em uma comunidade carente no Jardim Colombo, aqui no Morumbi. Tenho muita afinidade com o lado social, gosto de lidar com as pessoas e ver a mudança delas. Um dia, conversando com uma senhora dessa comunidade, descobri que ela era um ano mais nova que eu, mas estava com a aparência de uma pessoa muito mais velha. Ela não tinha sonho nenhum e eu achei isso muito triste. Por esses motivos, faço a minha parte. Na questão ambiental, me incomoda muito ver lixo e desperdício; então faço o que posso, entre coleta seletiva, consumo consciente e aproveitar as coisas. Minhas filhas e meu pai também estão bem envolvidos. Meu pai, desde 1997, em Belo Horizonte, e minhas filhas desde crianças. Na época em que morei no Sul, elas tinham 4 anos e foram limpar um parque comigo, juntaram todo o lixo e acharam bárbaro. Poucos dias depois, estávamos no aeroporto, indo para BH, e elas começaram a pegar todos os papéis do chão e falavam ‘mãe, quanto lixo, a gente precisa pegar!’. Quando nos envolvemos com esse tipo de trabalho, ficamos mais conscientes, mais atentos e menos egoístas. Nos ligamos no que está em volta e vemos as coisas com outros olhos. É muito fácil passar e falar que no Morumbi tem favelas e que isso é feio. Mas o olhar pode ser de outro jeito, porque nesses lugares existem pessoas que precisam de ajuda e que têm potencial, podem fazer alguma coisa. Eu acho bacana ter o carro do ano, mas pra mim é suficiente ter um carro pequeno que me leva e me traz. O trabalho voluntário é um direcionador. Às vezes ficamos chateados porque nem sempre as coisas andam do jeito que queremos. Pensamos que podemos chegar e mudar o mundo, e não é assim, a gente não muda de um dia pro outro. Continua tendo lixo na garagem do meu prédio de vez em quando, mas tudo bem, eu abaixo e pego. Um dia as coisas vão melhorar.

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capa Há três anos assisti uma palestra sobre aquecimento global que me marcou muito. Eram muitos números e dados assustadores, sobre tudo o que estava acontecendo no nosso planeta. Foi nesse momento que pensei ‘preciso fazer alguma coisa’. O meu primeiro dia de trabalho mexendo com isso foi engraçado, porque eu não sabia o que fazer, nem como ajudar; mas estava muito interessado em procurar alguém que soubesse e, assim, dar minha contribuição. Foi dessa forma que eu consegui fazer a

Erik Cavalheri é morador do Morumbi e franqueado de lojas O Boticário. Apoiou uma iniciativa da Afras – Associação das Franquias Solidárias, financiando o projeto para o plantio de 300 árvores nativas no Xingu. Participa do Projeto Recicla Morumbi, da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, além de colaborar com várias outras entidades assistenciais.

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minha parte. A gente não nasce sabendo e não existe escola pra isso. Sempre gostei de ajudar e me envolvi com isso há mais ou menos dez anos, de uma forma mais informal. Depois dessa palestra, eu me voltei ainda mais para a questão da natureza. Não adianta cuidar só do lado social, porque, se continuarmos nesse ritmo, o aquecimento e o consumo feito de maneira errada vão tomar conta de tudo. Tenho pessoas que trabalham comigo e acabaram se envolvendo. Isso foi muito gratificante, porque eu senti que todas as pessoas têm essa tendência e eu fiquei admirado pelo interesse que demonstraram. São algumas horas semanais de que dispomos para colaborar com ações, como gincanas para arrecadação de alimentos, que levamos para pessoas mais necessitadas ou asilos, muitas vezes esquecidos. Também trabalhamos muito no Recicla Morumbi, que é um projeto do qual eu me sinto um pouco padrinho, além da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, que eu ajudo há muitos anos, e alguns outros projetos aleatórios, de colegas que acabam solicitando a nossa ajuda. Eu me sinto um multiplicador desse processo, preciso mostrar a importância disso para outras pessoas. Nesse caminho que percorri até aqui, percebi que muitas outras pessoas querem fazer o mesmo que eu, mas também não sabem como. Elas me perguntam ‘como é que se faz?’ e eu digo ‘eu não sei, mas tem muita coisa a ser feita’. Quando olho para o meu passado, vejo como eu era inconsciente no lado social e ambiental. Cada dia que passa eu sinto mais necessidade ainda de mudar as coisas.

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roteiro decoração

dolce roteiro

Um papel de parede aqui, portas novas nos armários, um tecido novo no sofá do home teather... Essas coisinhas sempre deixam a casa com jeito de nova e renovam as energias. O Roteiro Decoração deste mês mostra as mais variadas dicas para quem quer reformar a casa toda ou apenas mudar um detalhe no quarto ou em qualquer outro lugar da casa. Mesmo que seja um simples jogo de chá ou café, todas as opções são cheias de charme e personalidade. Escolha o que vai mudar e curta sua nova casa!

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LEROY MERLIN morumbi

A serviço do cliente

O cliente sempre procura qualidade, preço e diversidade de materiais. A Leroy Merlin se preocupa em atender o cliente, desde a compra de um prego até em grandes projetos, sempre com qualidade, bom preço e variedade de materiais. Para isso, dispõe, em sua unidade no Morumbi, de assessores de vendas, e não vendedores, além de serviços de corte de madeira e vidro, centro de cores, molduras, confecção de cortinas, estacionamento, lanchonete, entrega em domicílio, devolução de mercadorias e crediário. Marginal Pinheiros, próx. à Ponte do Morumbi Tel.: 3739-5800 – De seg a sáb das 8h às 22h, dom e fer das 9h às 21h – Estacionamento Aceita todos os cartões de crédito e débito – leroymerlin.com.br

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roteiro decoração TEXTURA & TRAMA

sua casa na moda

A Textura & Trama trabalha com designs retos e tecidos claros em chenille e camurça em seus estofados. Para as cortinas, o que manda é pouco tecido, também em cores claras, além das romanas e rolôs. A leveza e a atualidade também estão nas colchas claras e almofadas com cores mais fortes, que dão um toque especial. O papel de parede também está de volta, com aplicação e manutenção muito fáceis, e dá uma cara nova ao ambiente. Textura & Trama – Rua Dr. Luiz Migliano, 1110 – Loja 5 Tel.: 3744-3420 / 3742-9163 – Das 9h às 18h – Estacionamento Aceita: Visa, Mastercard e Redeshop – www.texturatrama.com.br

REAL PARQUE DECOR

Competência e qualidade

A Real Parque Decor, que trabalha com reforma de estofados e confecção de cortinas, orienta seus clientes sempre a buscarem informações sobre a empresa ou o profissional e conta com profissionais experientes, sempre prontos a oferecerem as melhores soluções, além de ter em sua loja produtos de design moderno, em couro pespontado, que dão mais personalidade à sua casa ou ao escritório. Real Parque Decor – Rua Adalívia de Toledo, 162 – Tel.: 3758-5850 – Das 9h às 18h – Estacionamento – www.realparquedecor.com.br

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roteiro decoração

Archi Design, Arquitetura e Consultoria

Excelência na concepção de espaços

Atuando desde 2004, a Archi Design, Arquitetura e Consultoria proporciona aos clientes serviços de arquitetura, desde a conceituação do projeto até a entrega da obra. Um projeto bem alinhado com as expectativas do cliente e um bom planejamento fazem da reforma um sucesso. Rua Guaraiuva, 457 – conj. 22 – Brooklin – Tel.: 8277-1252 – Adriana Prota e Silvia Pereira (arquitetas)

SKILL DOORS

Modernidade sob medida

Quem quer modernizar seus armários com estética e funcionalidade não deve deixar de dar uma passadinha na Skill Doors. Sempre se analisa o melhor aproveitamento de espaço e é oferecida uma grande variadade de madeiras, cores, vidros e espelhos, seja para cozinhas, quartos ou outros ambientes. Av. Dr. Guilherme Dumont Villares, 2340 – loja A – Fone: 3501-2674 / 3507-4198 – Estacionamento De seg a sex das 9h às 19h, sáb das 10 às 18h – Aceita Visa – morumbi@skilldoors.com.br

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Uniflex Jardim Sul

orientação profissional

Sempre procurando atender seus clientes, a Uniflex Jardim Sul dispõe de arquitetos e engenheiros que dão orientação na escolha do produto mais adequado, no dimensionamento de sancas e cortineiros e na especificação elétrica para produtos motorizados e automação, buscando sempre o melhor custo-benefício em proteção solar. Av. Dr. Guilherme Dumont Villares, 736 Tel.: 3739-1220 – De seg a sex das 9h às 18h, sáb das 9h às 13h – Estacionamento uniflex.com.br

Rincon Patagônico Empório e Cafeteria

A Patagônia é aqui!

Recentemente inaugurado no bairro, o Café Rincon Patagônico é muito mais do que um espaço de decoração. É café, empório, cervejaria, casa de empanadas, tem rede Wi-Fi, enfim, um ponto de encontro charmoso. Na loja se pode encontrar artesanato, cerâmicas, tapetes e móveis rústicos típicos da Patagônia, para dar aquele toque charmoso na sua casa. Rua Aureliano Guimarães, 100 – Tel.: 3743-8298 De ter a qui das 12h às 21h, sex e sáb das 12h às 24h e dom das 15h às 21h Estacionamento Aceita todos os cartões de crédito e débito

PAPEL PRESENTE

Úteis e charmosos

Servir um cafezinho ou um chá tem muito mais charme se for com os conjuntos da Papel Presente. A unidade do Panamby tem serviços de chá e café diferentes, modernos e coloridos, que deixam suas manhãs e tardes mais gostosas. Papel Presente – Panamby Open Mall – R. José Ramon Urtiza, 975 – Loja 4 Tel.: 3032-0366 – De seg a sáb das 10h às 21h e dom das 11h às 20h.

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especial imobiliário

Mercado imobiliário de LUXO Com o preço do metro quadrado, em média, entre R$ 5 mil e R$ 8 mil, o mercado imobiliário de luxo foi um dos segmentos que não foram afetados e ainda conseguiram importante destaque em meio à crise mundial. De acordo com matéria publicada no jornal O Esta­ do de São Paulo, em 8 de agosto de 2009, o valor do imóvel de luxo aumentou por volta de 40% entre setembro de 2008 e agosto de 2009, e as vendas não pararam de crescer.

São apartamentos com valor acima de R$ 1 milhão e tamanho superior a 200 m², que oferecem todo conforto e lazer, além de contar com uma infraestrutura completa. De acordo com Gilberto Sanches, gerente da Imóveis no Morumbi, os condomínios ofere­ cem segurança, piscinas, área fitness, quadras para esportes diferenciados, pista de cooper, sauna, espaço para diversão de bichos de esti­ mação, terraço gourmet – porque a antiga sala de almoço está fora de moda – e até 4 vagas na garagem, geralmente espaçosas, para carros grandes. Além disso, os residenciais geralmente são localizados em bairros de altíssimo padrão, arborizados, com preservação de área verde, cheios de charme, sofisticação e elegância. Voltado para altos executivos, empresários de médio a grande porte e profissionais libe­ rais com renda mensal a partir de R$ 25 mil, os imóveis geralmente são adquiridos para mora­ dia e possuem, no mínimo, 4 dormitórios com até 3 suítes (em alguns casos, uma máster para valorizar ainda mais o empreendimento). Outras características que fazem o imóvel se tornar atrativo são localização, segurança, comércio instalado, fácil acesso, infraestrutura de trânsito, vizinhança, transporte público e alguns outros diferenciais de oferta e procura,

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como o retorno do investimento ao proprietá­ rio, que pode ser muito mais rentável, se com­ parado a outras aplicações financeiras. Além de moradores, esses imóveis tam­ bém atraem investidores, que geralmente compram ainda na planta, esperam a constru­ ção terminar para depois vender; e há, ainda, os casos em que as pessoas compram, moram, mas acabam se mudando, deixando o imóvel para aluguel. Nesse caso, o valor mensal pode chegar a até R$ 18 mil por mês, dependendo do apartamento. Segundo Marcelo Mahtuk, diretor execu­ tivo da Manager Sistemas e Serviços, a faixa etária das pessoas que compram apartamen­ tos de luxo varia entre 35 e 45 anos, no caso de executivos, e de 45 até 55 anos, se tratando de empresários. Apesar de os valores serem considerados altos pela maioria das pessoas, a facilidade nos fi­ nanciamentos para a classe média está ajudando a aumentar a movimentação deste mercado. “O valor do condomínio, dependendo do número de unidades no empreendimento, pode chegar a até R$ 15 mil”, conta Marcelo. “Mas o que real­ mente importa não são os valores, e sim se o condomínio funciona bem e de acordo com as expectativas dos seus moradores”, diz. g

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Um empreendimento ousado, charmoso e diferenciado e que está numa das melhores localizações do Morumbi. Além de ter tudo pertinho – clubes, hospitais, colégios, supermercados, e também a futura estação de metrô São Paulo-Morumbi, também está cercado de verde, característica marcante do bairro. Assinado pelo arquiteto Itamar Berezin, pelo paisagista Benedito Abbud e pelo decorador, das áreas comuns, Carlos Rossi, o Menara by Cyrela foi concebido num terreno de mais de 8.600m². Trata-se de um elegante condomínio residencial de altíssimo padrão com charmosas maisons no pavimento térreo, apartamentos e coberturas. As Maisons possuem de 69 a 140m² privativos e as Coberturas, 100 a 202m². O projeto luxuoso, que foi inspirado nos famosos Jardins de Menara, no Marrocos, traz a água como elemento principal do paisagismo. Suas torres são dispostas em torno de uma imensa praça central com inspiração marroquina. Com uma área de lazer coberta de aproximadamente 1.100 m², suas dependências têm piscinas adulto e infantil, coberta e descoberta, piano bar, biblioteca, brinquedoteca, fitness Center, sala de jogos e muito mais. O empreendimento contará ainda com uma gama de serviços exclusivos que estará a serviço dos moradores, como: concierge, segurança 24h, central de manutenção, paisagismo, arrumação e manutenção básica dos apartamentos. Contará também com serviços Pay Per Use, com fornecedores de segmentos diversos, como encomenda de flores, mecânica, lava-rápido, congelados, entre outros. Enfim, um empreendimento que veio para quebrar paradigmas.

Moda

MENARA Inspiração marroquina no MORUMBI

Menara by Cyrela Rua Rubens do Amaral x Av. Padre Lebret – Morumbi Tel.: 3501-3070 menaramorumbi.com.br


Alto padrão cyrela com vista permanente para o parque burle marx O arquiteto Itamar Berezin define o empreendimento como a harmonia perfeita entre arquitetura equilibrada e natureza exuberante. Erguido no meio do verde e a poucos minutos dos principais shoppings centers da região, casas de espetáculos e restaurantes com cozinha internacional, o On The Park é um brinde à qualidade de vida e ao bem-viver. O empreendimento é composto por duas torres – Torre Hyde Park e Torre Central Park – com 25 andares cada uma, com unidades Apartamento Tipo, com 607 m² cada um. As unidades têm quatro suítes, uma delas máster com 84 m² e dois banheiros, galeria, área para adega, sala com lareira, sala principal, home thea­ ter, escritório, salas de jantar e almoço com uma varanda de 78m² com vista permanente para o Parque Burle Marx. Na área comum, os moradores podem usufruir de lounge com piano e biblioteca, piscinas cobertas e descobertas aquecidas adulto e infantil, saunas e sala de descanso, Espaço Zen e Spa, Fitness, salão de jogos adulto e infantil, playground e espaço de recreação infantil. O On The Park foi concebido num terreno de mais de 12.500m² e tem como projetistas o arquiteto Itamar Berezin, o paisagista Gilberto Elkis e a decoradora Deborah Aguiar. Visite este empreendimento, que já está pronto para morar. On The Park – Rua Deputado Laércio Corte, 1455 – Panamby Tel.: 3662-1418 cyrela.com.br/onthepark

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achados

produção Renata Agostine

Sustentabilidade

A reciclagem de materiais tem trazido inúmeros benefícios para o meio ambiente. A cada dia, empresas investem no conceito de preservação e usam a criatividade para produzir roupas, bolsas, objetos de decoração... São matérias-primas como plástico, madeira, vidro e papelão que, recicladas, se transformam em peças lindas! Esta edição de Dolce traz opções originais para presentear aquela pessoa querida ou para deixar sua casa e trabalho com aquele toque especial.

Linha madeira certificada

Grampeador madeira R$ 140, Porta-durex madeira R$ 140, Apontador madeira cinco furos R$ 60,00 Régua madeira R$ 35, Casa 8

Conjunto para salada em chifre, R$120 Le Lis Blanc

Mesa Lateral Roots

peça única, feita em raiz R$ 3.990, Cecília Dale

Balde de gelo

em bambu e aço. R$ 320, Le Lis Blanc

Papel Reciclado

Bloco Frágil Brasil Exportação papelão R$ 54, Caderno Reuse de folhas recicláveis R$ 50, Papel Craft

Vaso escultura

vazado, em papelão. R$ 825, Zona D

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Banco Zoe

Confeccionado pelo artista plástico Domingos Tótora em papel craft reciclado RS 1.170, DPOT

Bicicleta de bambu

Entre £2175 até £3000 em configuração completa. Calfee Design

Escultura Libélula

em madeira de refugo R$ 358, Zona D

Design Box

Embalagem eco-friendly, feita com papel reciclado extraído de árvores de reflorestamento aprovadas pelo Forest Stewardship Council. Chega no Brasil no final do ano Veuve Clicquot

Notebook revestido de bambu

Tela de 12,1 polegadas. Core 2 Duo, 4 GB de RAM, 320 GB. Baterias de 3, 6 ou 9 células. Possui software que ajusta o consumo de energia. Preço sob consulta. Asus

Caneta Esferográfica Coconut R$ 550 - Coleção

Ambition. Corpo modelado em madeira de coqueiro em tons de preto e marrom. Faber-Castell

onde encontrar: Asus – amazon.com • Calfee Design – calfeedesign.com • Casa 8 – Shop. Cidade Jardim – Av. Magalhães de Castro, 12000 – 1° Piso – Tel.: 3552-8888 • Cecília Dale – Market Place – Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 – Tel.: 5181-7188 • Dpot – D&D – Av. Nações Unidas, 12555 – Tel.: 3043-9159 • Faber-Castell – Market Place – Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 – 5181-3112 • Le Lis Blanc – Market Place – Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 – Tel.: 5542-1160; Av. Giovanni Gronchi, 5819 – Tel.: 3739-1380 • Papel Craft – Market Place – Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 – Tel.: 5181-4165 • Trousseau – Market Place – Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 – Tel.: 5542-1797; Av. Giovanni Gronchi, 5819 – 2° Piso – Tel.: 3746-7738 • Veuve Clicquot veuve-clicquot.com • Zona D – D&D – Av. das Nações Unidas, 12555 – Tel.: 3043-9228

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Consulte os estabelecimentos para verificar a disponibilidade dos produtos. Preços válidos enquanto durarem os estoques e sujeitos a alterção sem prévio aviso.

fotos: Jaf/divulgação

Linha Twist em jacquard. Feita em 100% algodão orgânico. Colcha King R$ 495, porta-travesseiro zero R$ 116, recheio travesseiro R$ 24, Trousseau


egotrip

Minha primeira visita à Cidade Luz, como é conhecida, foi aos 18 anos, numa longa viagem pela Europa. Em alguns meses percorri cinco países e mais de 30 cidades, mas nenhuma sensação se comparou ao que senti quando desembarquei

Uma Paris esp e em Paris. De lá para cá voltei algumas vezes e em cada reencontro descubro algo surpreendente, que vai de lugarzinhos inexplorados como um novo restaurante, um livro nos sebos da Rive Gauche, até um cafezinho especial em um lugar que eu jamais poderia imaginar.

Silvia Lourenço é jornalista, empresária da área de comunicação, apaixonada por livros, musicais, cafés e viagens. e-mail: silvia.lourenco@focopress.com.br

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Q

uando recebi o convite para escrever esta matéria fiquei feliz e animada pela oportunidade de falar de uma das coisas que mais amo na vida: viajar. Escrever sobre qualquer roteiro que eu tenha feito ou cidade que eu já tenha conhecido seria fácil, mas confesso que falar sobre os cantinhos preciosos de Paris me deu até um certo friozinho na barriga. Minha relação com essa cidade vai além de apreciar seus lindos pontos turísticos e sua magnífica gastronomia, tenho uma ligação intensa com ela. Em 2006 fui passar o Natal e o Réveillon por lá, e no dia 30 de dezembro fui pedida em casamento no Château de Versailles, um palácio construído pelo rei Luís XIV, o “Rei Sol”, no século XVII. Considerado um dos maiores do mundo, ele possui 2 mil janelas, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parques. Só para terem uma ideia se fizermos uma comparação, o território dos Jardins de Versailles equivalem aproximadamente a 700 campos de futebol. Considerado um dos pontos turísticos mais visitados na França ele recebe em média 8 milhões de turistas por ano. Ficar noiva nesse lugar selou definitivamente minha relação com Paris. Em dezembro passado eu e meu marido desembarcamos novamente na Cidade Luz, dessa vez já casados. Pontos turísticos como a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, a Avenida Champs-Elysées, a Catedral Notre-Dame, o Museu do Louvre, O Museu D’Osay são visitas obrigatórias para quem vai a Paris pela primeira vez. Como já conhecíamos esses lugares decidimos rever os que mais gostamos e buscar outros menos explorados. Um dos pontos que sempre visito em Paris é Monmartre, um bairro boê­ mio cheio de pintores, turistas pelas ladeiras e cafés maravilhosos. Na praça principal artistas disputam espaço para vender seus quadros, pôsteres antigos da região, pinturas de vários estilos e até caricaturas que são feitas na hora.

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egotrip

Eu aproveitei a visitinha e comprei uma obra da pintora Marie Jolann, uma linda aquarela que ilustrava Paris. Carreguei o quadro por toda a viagem e, por ironia do destino, perdi a aquarela no aeroporto de Guarulhos, quando desembarquei no Brasil. Fiquei muito triste no começo mas depois me conformei, por algum motivo aquela obra não tinha que ser minha, com certeza terei oportunidade de voltar para comprar outra da mesma artista. No topo da montanha de Monmartre, no ponto mais alto da cidade, encontra-se a Basílica de Sacré-Coeur, um templo dedicado ao Sagrado Coração que começou a ser construído em 1875 e foi finalizado em 1914. Um dos destaques dessa igreja é o mosaico no apse, chamado de Cristo em Majestade, que é um dos maiores do mundo. O topo da Basílica é aberto aos turistas e reserva uma vista espetacular da cidade de Paris. Os cafés do bairro são uma história à parte, qualquer cafeteria em volta da praça vale a pena.

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No inverno elas são maravilhosas para nos abrigar do frio, e no verão não há nada mais incrível que contemplar um fim de tarde em uma das mesas que ficam ao redor da praça, do lado de fora dos cafés e restaurantes. Lá sempre tomei os melhores capuccinos e cafezinhos da cidade. Uma das coisas que não se pode deixar de comer em Paris são os tradicionais crepes, que são encontrados em todos os lugares, dos restaurantes chiques até as barraquinhas de rua. Na cidade os crepes salgados são comumente conhecidos como galletes, nome proveniente da Bretanha, local onde o crepe é uma especialidade regional. O recheio mais tradicional da galette é o de presunto e queijo, a famosa galette jambon/fromage, e vale lembrar que normalmente nas creperias eles perguntam se o cliente quer a galette complete, que leva um ovo semicru por

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cima. Quem gosta dos crepes doces não pode deixar de experimentar o de Nutella, para mim o melhor de todos. Eu também não visito Paris sem comprar pelo menos uma caixinha de macaron, um docinho com mais de 500 anos de história que nasceu em Veneza, na Itália, mas fez fama na França principamente depois de ter sido eleito o doce preferido da rainha Maria Antonieta. Feitos com claras de ovos, açúcar de confeiteiro e farinha de amêndoas, são biscoitinhos saborosos e muito delicados. Crocantes por fora e extremamente macios por dentro, podem ser encontrados em inúmeros sabores. Nos apaixonamos de tal forma pelos macarons que em nosso casamento substituímos os tradicionais bem-casados por eles e foi um sucesso porque no Brasil nem todo mundo conhece essas maravilhas. Por lá, o biscoitinho pode ser apreciado em várias pâtisseries, mas não há nada mais deslumbrante que a vitrine da butique Ladurée, na rua
Royale, próxima à avenida ChampsElysées. Esse “templo” do macaron com certeza é o mais conhecido e mais chique de Paris. Eu já cheguei a ficar quase meia hora na fila, na véspera de Natal, para adquirir uma maravilhosa e delicada caixinha. Em nossa última viagem fomos a outra loja da Ladurée, que fica na Printemps do Boulevard Hassmann, tudo tão maravilhoso quanto os produtos da matriz. A Ladurée também tem lojas em Londres, Mônaco, Bahrain, Tóquio e Dubai. Como para mim Paris é a cidade mais linda da Europa, espero que minha narrativa não tenha sido permeada por muita emoção, e que eu tenha conseguido compartilhar as boas sensações que conhecer um lugar como esse pode proporcionar. Espero encontrar vocês nas descobertas e aventuras de outras viagens, aliás, desejo encontrar vocês pelas rua de Paris. Bon voyage! g

Em frente à loja Ladurée, após uma tarde de compras na Cidade Luz.

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Dicas de Paris Artista Marie Jolann (Praça de Montmarte) www.amontmartre.com Ladurée - 16 rue Royale. 75 av. Champs-Elysées, 21 rue Bonaparte e no Printemps do Boulevard Hassmann

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Moda

por porClaudia ClaudiaCastellan Castellan

O Luxo de poder “ser” Você certamente já ouviu dizer que luxo é ter tempo, quando, onde e com quem desejar. Ok, concordo. Mas e o tal luxo acessível? Ter tudo isso apenas de chinelinho não dá! Ou será que dá sim?

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o capitalismo, SER é, acima de tudo, a realidade nua e crua. Já o TER significa camuflar o real SER. Significa “Ser” outra coisa. E não é verdade que moda é um rótulo que colocamos em nós mesmos para facilitar a percepção das pessoas. A verdade é que estilo e comportamento caminham juntos, sua imagem é percebida por sua postura aliada à sua personalidade, independente de como você está dos pés à cabeça, mesmo sem dizer uma só palavra!

Mas onde entra o luxo em tudo isso? O luxo está cada vez mais próximo das pessoas, seja por cópias de marcas menos prestigiadas, seja pela imitação ou falsificação, pura e simples. Em outras palavras, TER cara de rico, TER roupa de rico, é mais importante que SER rico. Falso? Sim, sem dúvida, mas para alguns o valetudo é a palavra do dia, se não podem comprar a marca “original”, a solução é ir para o falsificado. Eu realmente não sei o que é pior – ser aceito por grupos “originais”, mesmo todos sabendo ou desconfiando de que se trata de uma falsificação, ou achar que está enganando alguém. Muitas pessoas de nível optam por produtos falsificados por estes serem mais baratos, com a ilusão de que “comigo usando, ninguém vai achar que é falso!” Falsa também é essa ilusão. O que de verdade chamamos luxo acessível é quando você, que pensa ser cliente da marca X quando, na verdade, apenas está comprando um produto que remete a ser um cliente X. Explico: ser consumidor Chanel é comprar, pelo menos, uma peça de cada coleção, é fazer parte

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de uma pequena elite que paga, no mínimo, 3 mil euros uma bolsa, 20 mil um vestido ou 12 mil um paletozinho, e não ser a cliente que compra a maquiagem ou o perfume, ou divide uma bolsa em dez prestações e depois corta tudo de essencial do mês. Eu também compro o perfume, o acessório, não a bolsa (ainda), o make, e não é por isso que sou cliente Chanel, eu apenas faço parte de um grupo que consome luxo acessível, viram a diferença? Não basta comprar a marca, o importante é que o produto se encaixe na sua necessidade, mas, acima de tudo, no seu orçamento. Tá e daí? E daí que não é por isso que vou fomentar uma indústria de falsificação, comprando duplos “cês” fakes. Ora, compre uma linda bolsa no estilo da A verdade é que estique você deseja, sem logos lo e comportamento LV de letras tortas, “cês” que descascarão etc. Claro que caminham juntos, sua imagem é não vamos mudar a sociedade de consumo! Isso é percebida por sua postura aliada à fato. O que podemos fazer sua personalidade, independente é incentivar o consumo responsável, evitando falsifica- de como você está dos pés à cabeções, grandes endividamen- ça, mesmo sem dizer tos, inadimplência etc. Você alguma vez já uma só palavra! deve ter se perguntado: por que algumas marcas de luxo anunciam em revistas destinadas para classes B e C, se elas nunca irão consumir tal produto? A resposta é simples: “o diferencial gera valor que outras não têm”.

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MODA

O luxo da moda é como a Fórmula 1 e a indústria automobilística, prazer de poucos e desejo de muitos. Chanel, que tanto amo, dizia: “dê para as pessoas aquilo que elas nem imaginam que desejam consumir”. Ou seja, o que move o mundo são as compras por impulso, e não há nada de errado nisso. “A moda tem concorrência com os outros setores, mas o bolso do cliente é um só”. E você define sua compra em poucos segundos. No caso dos bens de luxo, apesar do alto grau de emotividade da decisão de compra, o consumidor possui fortes vínculos com a marca consumida, conhece atributos do produto (materiais, tecnologia, imagem etc.) e realiza uma compra cuja decisão em muito se assemelha à chamada “compra de especialidades”. Luxo hoje, de verdade, é o que em moda chamamos de bespoke, ou seja, não é apenas sob medida, como citei mês passado, é fazer o produto sem um molde pré-definido, é fazer tudo sob medida, na cor que você escolhe, com uma infinidade de detalhes que serão só seus, na sua roupa, no seu carro, no seu iate, jatinho, geladeira, casa etc. Luxo é exclusividade e não mais apenas “sob medida”. Ah, o chinelinho? Bem, você pode comprar o chique, mas elegância, cada um faz a sua! Abraços !

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Chanel dizia: “dê para as pessoas aquilo que elas nem imaginam que desejam consumir”.

Claudia Castellan é consultora de imagem, consultora de private label, especialista em marketing de moda, professora universitária e do Senac, palestrante e autora de cursos na área de moda. Site claudiacastellan.com.br E-mail claudiall@ig.com.br

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bem-casado

Costela Rotulata Agridoce

Vinho

Serviço Costelaria Rancho do Vinho Morumbi Av. Dr. Guilherme Dumont Villares, 321 – Tel.: 3744-5899 Rodovia Régis Bittencourt, km 293,5 – Tel.: 4147-1557 Rodízio de Costela 7 tipos de costela, 8 tipos de carne e 14 guarnições. De segunda a quinta: R$ 29,90 Sexta-feira: R$ 33 Sábados, domingos e feriados: R$ 38,90 Os preços de rodízio são por pessoa. A casa também serve a costela pelo preço de R$ 45, para duas pessoas. Vinho Nono Frizon Teroldego: R$ 39

Esta não é simplesmente uma “costela de porco”, que, por si só, já é uma delícia. O prato é um dos itens do Rodízio de Costela servido na costelaria Rancho do Vinho. A “Costela Rotulata Agridoce” é cortada em tira, temperada com sal e chimichurri, enrolada, amarrada e assada na brasa por quatro horas. Depois é servida com um molho agridoce feito à base de mel, geleia (que o cozinheiro não revela o sabor de jeito nenhum!) e ervas frescas.

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Para acompanhar esta costela, o cozinheiro (é assim mesmo que ele gosta de ser chamado) Celso Frizon, ou Dr. Costela, recomenda o vinho tinto Teroldego, Nono Frizon, pertencente ao Rancho do Vinho. É um tinto leve, com boa acidez, que harmoniza perfeitamente com a costela de porco. A costelaria Rancho do Vinho existe há 17 anos na rodovia Régis Bittencourt, km 293,5 – Itapecerica da Serra – e há três meses trouxe suas receitas e clima hospitaleiro para a casa aqui do Morumbi. g

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esporte

por Marcelo Negrão

Práticas esportivas com aventura, adrenalina e emoção

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odos nós sabemos que o esporte traz diversos benefícios para o nosso corpo, aumenta a autoestima, dá mais disposição e ajuda as pes­soas a se tornarem mais sociáveis. Agora, já pensou aliar todos esses benefícios que o esporte proporciona com atividades junto à natureza, sem precisar ir muito longe? Em cidades do interior de São Paulo, como Brotas, Socorro, Boituva, entre outras, consideradas “cidades dos esportes radicais” se concentra o maior número de praticantes do ecoturismo. Arborismo, rafting, trekking, cayoning, mountain bike, enfim, existe uma infinidade de modalidades que se encaixam dentro do perfil e limite de cada um. Para quem busca equilíbrio, concentração e uma visão panorâmica, a dica é a prática do arborismo, que consiste em um circuito de obstáculos entre plataformas montadas sob as copas das árvores. Esta atividade também é adotada por botânicos, cientis-

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tas, biólogos e ornitólogos para estudar o ambiente nas copas das árvores. Para quem é mais ousado e curte muita adrenalina, o rafting é uma excelente pedida. Nesta modalidade, as pessoas descem corredeiras com quedas de até três metros de altura em botes infláveis. Na descida, o guia do grupo fica atrás do bote dando a direção, enquanto as outras quatro pessoas remam para frente, para alcançar uma maior velocidade. Outra modalidade que ganha força a cada dia, e é adorada pelos seus praticantes, é o cayoning. Diferente do rapel, em que as pessoas descem grandes penhascos, trata-se de uma descida, com cordas de segurança, no meio de cachoei­ras. Em Brotas, algumas quedas d’água chegam a 70 metros de altura, possibilitando ao praticante um contato direto com a natureza. Se andar de bicicleta, por si só, já é muito divertido, imagine encarar várias trilhas em uma floresta? O mountain bike possibilita ao aventureiro um passeio por longas trilhas, permitindo a contemplação de belíssimas paisagens. No entanto, para a pessoa praticar esta modalidade, é necessário estar bem preparado fisicamente, pois em cada trecho há muita variação entre subida e descida. Agora, para quem prefere contemplar a natureza na base da caminhada, sem aquele monte de aparelhos, o trekking é a melhor solução. Além de ser um excelente exercício físico, possibilita um contato ainda mais próximo com a natureza, passando por penhascos, montanhas e, ao final, até se refrescar em uma cachoeira. Para a prática de todas essas modalidades, recomenda-se sempre o acompanhamento de um guia preparado, que conheça o local, para evitar acidentes e extravios, assim como o uso de todos os equipamentos de segurança. Se preferir contratar uma agência de viagem, procure saber um pouco mais sobre a procedência da empresa, para que, posteriormente, não tenha nenhum tipo de problema. g Marcelo Negrão é jogador de vôlei de praia, campeão olímpico, Embaixador dos Esportes pelo Banco do Brasil e morador do Morumbi. E-mail: marcelonegrao@rojascomunicacao.com.br

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TEST DRIVE por Renato Corrêa

foto: divulgação

O carrinho extrovertido*

Um final de semana com sol, um Mini Cooper S na mão e estradas de montanha. Melhor que isso, só dois disso!!!

(*) Extrovertido (adj. masc.): sociável, afável, divertido, comunicativo

Renato Corrêa é jornalista, diretor do Jornal Off Road, piloto das categorias Turismo, Kart, Rally Cross Country, Enduro e Rally com Motos. É morador do Morumbi. E-mail: rcorrea@aclnet.com.br

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Extrovertido – É o primeiro adjetivo que vem à cabeça para um carro simpático, alegre e rápido. Qualidades que são reconhecidas à primeira vista nesse inglês naturalizado alemão. Aliás, sobram qualidades nesse ícone do automobilismo, presente no mercado europeu, representado por seus antecessores, desde o início do século passado, quando William Richard Morris, em 1912, registrou a WRM Motors Ltd. para a produzir o Bullnose, um veículo com dois lugares. BMW Mini Apresentado no Salão de Paris em setembro de 2000, o novo Mini começou a ser produzido na planta em Oxford, em abril de 2001, pelo grupo alemão BMW. Setenta dias depois começou ser comercializado no Reino Unido, para fechar o ano com 42.395 unidades fabricadas. Em agosto de 2004 a produção chegava a 500 mil, e em 2007 foi comemorado o milionésimo Mini da fase BMW. 2ª geração do novo Mini – Setembro de 2006 A BMW inicia a produção da 2ª. geração do Mini Cooper e do Mini Cooper S. Eles mantêm o charme, o élan, o emblema, o velocímetro no centro do painel, o formato e a estabilidade, mas foram totalmente reestilizados externa e internamente. Chamam a atenção por onde passam, e com as mudanças podem atender a todos os tipos de exigências e ampliar suas conquistas.

Mini Cooper S Admire suas linhas, dê uma volta ao redor do carro, olhe de frente, de trás e então abra a porta e entre. Regule banco, distância, altura e inclinação do encosto, regule o volante na altura e na profundidade. Uma chave redonda eletrônica, diferente das tradicionais, com o emblema do Mini, é colocada num slot atrás do volante, e quando pressionada liga o contato. Aproveite para regular os espelhos. Ao lado do slot, um botão de partida (remete os aficionados aos carros de corrida) liga o motor demonstrando saúde e disposição. Com um propulsor 1.6 litro de 4 cilindros com injeção direta, turbo que gera uma potência de 175 hp a 5.500 rpm, esse pequeno notável acelera de 0 a 100km/h em sete segundos. Daí em diante é só alegria. Aproveitamos um final de semana de ótimo tempo e rodamos mais de 800 km pelo sul de Minas Gerais, especificamente nas montanhas cafeeiras. Montanha, serra, pouco movimento – local ideal para passear e conhecer esse carrinho emblemático. O Mini Cooper S não desapontou e, muitas vezes, surpreendeu pela saúde, estabilidade, conforto e segurança. Com destaque para dirigibilidade – boa posição para troca de marchas no volante ou na alavanca (sequencial), ou mesmo usando o câmbio automático em drive, para uma condução com setembro 2009


FOTO: ANA CRISTINA REIS

menor solicitação, sempre com ótima visibilidade, conforto e segurança. Quando tocado esportivamente, botão na posição S (sport) e usando o câmbio de seis marchas com acionamento no volante de couro que tem ótima pegada, sobra aderência, estabilidade, suspensão e freio – e muita satisfação. Na posição sports, o veículo, que já dispõe de suspensão mais esportiva com molas e amortecedores e barra estabilizadora mais firmes, oferece ainda mudanças mais rápidas de marcha, direção mais precisa, resposta mais rápida de aceleração. Conta, ainda, com controle de estabilidade e de tração. FREIOS E RODAS O sistema de freios é ABS com CDB (controle de freio nas curvas) e EBV (distribuição eletrônica de frenagem). As rodas são de liga leve, aro 17, com pneus run-flat de 4ª geração. Não se ocupa espaço com estepe no Mini, pois com pneus run-flat, em caso de necessidade, pode-se rodar até 80 quilômetros com segurança até encontrar socorro. SEGURANÇA O Mini conta com air-bags dianteiro e lateral para condutor e passageiro nos bancos dianteiros, e para cabeça, do tipo cortina. Os bancos traseiros, que podem ser rebatidos individualmente, contam com suporte isofix para crianças. ITENS DE CONFORTO Muito confortável na frente para dois ocupantes com mais de 1,90 m de altura, pode o passageiro esticar as pernas, o que não é fácil nem em carros bem maiores. O teto solar duplo, o sistema de som, o ar-condicionado, os comandos de luzes, as informações e a leitura do painel atendem plenamente às necessidade dos ocupantes. SUSTENTABILIDADE E NÚMEROS O Mini tem baixíssima taxa de emissão de poluentes (139 g/km), o que permite que ele se encaixe na categoria C do Imposto VED do Reino Unido. O consumo do Mini é muito baixo, principalmente para os nossos padrões, o que dá conforto em autonomia com seu tanque de 50 litros de gasolina. O Mini Cooper é o primeiro carro pequeno a conquistar o título de Carro do Ano nos Estados Unidos. É comercializado em mais de 70 países, e no Brasil, dependendo do modelo escolhido,  o comprador vai enfrentar fila.

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Copa Gastronomia & Futebol emplaca no Morumbi

foto: rubens chiri

Foi inaugurado em 31 de agosto o restaurante Copa Gastronomia & Futebol. Idealizado por Cristiane Ferraz, o novo projeto abriu as portas dentro do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, do São Paulo Futebol Clube, num reforço à campanha de apoio ao Morumbi como sede paulista dos jogos da Copa do Mundo de 2014. O evento contou com a presença do presidente do SPFC, Juvenal Juvêncio, do vice-presidente de marketing, Júlio Casares, do cantor Nando Reis, do casal de atores Henri Castelli e Fernanda Vasconcellos, além de estrelas do time, de antigas e nova gerações, como Zetti e Rogério Ceni, e do atual técnico do time, Ricardo Gomes. Alguns dos grandes craques brasileiros que representaram o Brasil nas Copas do Mundo foram homenageados pelo Copa e pela diretoria do SPFC com o troféu “Heróis do Brasil”.

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1 Juvenal Juvêncio 2 Pires e Cristiane Ferraz 3 ‘Time’ de homenageados 4 Júlio Casares e Rogério Ceni 5 Gigi Monteiro e Simone Sampaio 6 Félix e Ricardo Gomes 7 Nando Reis, Henri Castelli e Cristiane Ferraz 8 Bruno Aventurato de Aguiar, Didi Freitas e

Marcos Paulo S. David

Copa gastronomia &Futebol

foto: rubens chiri

Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1 – Portão 5 – Tel: 2613-0890 Almoço: seg a sex, buffet a quilo por R$ 35. Jantar: todas as noites, cardápio de pizzas. Sábados, domingos e feriados: buffet com preço fixo a R$ 32. Horário: segunda a segunda, das 12h às 15h, e das 18h ao último cliente.

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em foco

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novidades!

Gente nova Rosarichter.com.br Numa festa animada na Casa da Fazenda, Rosa Richter, presidente da AMO Jardim Sul e colunista de Dolce, lançou, no dia 30 de julho, o site que leva seu nome para falar de cidadania e também promover o estímulo do desenvolvimento saudável do bairro. As duas primeiras campanhas promovidas pelo site são em prol da subprefeitura do Morumbi e pela construção das alças de acesso da ponte estaiada para o Real Parque. Acesse o site rosarichter.com.br e vote SIM!

Para melhorar ainda mais o time de profissionais do Image Hair, acabou de chegar à casa o cabeleireiro Ivo Paulucci. Ivo é especialista em corte e química e está antenado com as tendências do mundo do hair design. NOVO Image Hair Rua Ascencional, 284 Tel.: 3744-7526 / 3742-8097 – imagehair.com.br

Luxo e off-road

Atendimento e tecnologia Sempre pensando em seus pacientes, a Clínica Weiss inovou com mais um serviço especializado: adquiriu dois veículos (Smart e New Beetle), com motorista, para transportar os pacientes que porventura tenham alguma dificuldade em chegar à clínica ou voltar para casa depois do atendimento. Os carros são modernos, tecnológicos e inovadores. Clínica Weiss – R. Dr. Luiz Migliano, 1110 6° e 8° andares – Tel..: 3744-8997

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A Mitsubishi Motors lançou, no dia 8 de agosto, o Mitsubishi Pajero Dakar. O nome, escolhido em homenagem aos 26 anos de participação no Rally Dakar e às 12 vitórias conquistadas, é o encontro do luxo com o off-road. Em coquetel para os clientes da marca que residem no bairro, a concessionária Brabus Morumbi apresentou todas as funcionalidades e características do novo utilitário, que chegou ao Brasil na primeira semana de agosto, e em uma série limitada para os amantes da linha Pajero. Brabus Morumbi Av. Giovanni Gronchi, 5431 Tel.: 2526-9000 - brabus.bom.br

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Espaço Cultural Porto Seguro Com a presença de autoridades, como os subprefeitos de Campo Limpo e Butantã e o cônsul da Alemanha, e convidados a Fundação Visconde de Porto Seguro inaugurou, no dia 15 de agosto, o Espaço Cultural, na Unidade I. O espaço, construído numa área de mais de 8 mil metros quadrados e rodeado de muito verde, foi idealizado para ampliar as possibilidades de atividades diversas, nas áreas de artes, música, teatro e idiomas, além de 34 salas de aula com kits multimídia para atividades pedagógicas, oficinas de música, artes e teatro e um auditório com isolamento acústico e 140 poltronas.

Uma Noite Mexicana

Na noite de 15 de agosto, a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário promoveu a Noite Mexicana, no stand do empreendimento Luiza, que faz parte do projeto Arquitetura de Morar, no bairro Jardim Sul. Delícias como guacamole, tacos e burritos fizeram parte do cardápio, que agradou aos visitantes.


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Novo conceito A rede Smart Fit, do mesmo grupo da Bio Ritmo, acaba de inaugurar sua unidade em São Paulo, no Carrefour Bairro, na Giovanni Gronchi. Segundo o empresário Edgard Corona, proprietário da rede, “A Smart Fit nasceu da necessidade de uma academia que ofereça praticidade com qualidade”. O foco é no aluno que tem pouco tempo para ir à academia e que deseja algo específico. Para atender a esse público diferenciado, a rede disponibiliza um número muito maior de equipamentos do que hoje é oferecido pelo mercado. Smart Fit Av. Giovanni Gronchi, 5930 – sejasmartfit.com.br

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Odonto Morumbi Há dois anos no Morumbi, a Dra. Lorena Loreiro acaba de abrir seu novo consultório próximo ao Portal do Morumbi, batizado de “Odonto Morumbi”. É um espaço maior, onde os pacientes têm mais conforto e contam também com novas técnicas em tratamentos bucais. Odonto Morumbi R. Edward Joseph, 122 – conj. 92 – Tel.: 3461-0226 / 3742-5081 fotos: 1 Denise Gonçalves, Lorena Loreiro e Luiz Vendramini 2 Robson Britto e Liz Espinola Britto 3 Teresa Cristina  Bicudo, Silvio Yamachita e Emilio Sanches Derballe 4 Roberta Anhesini 5 Gabriela Arias  e  Lorena  Loreiro

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Direto da Patagônia No dia 15 de agosto, foi inaugurado o Rincon Patagônico Empório e Cafeteria, um espaço charmoso e aconchegante onde se pode degustar chocolates, empanadas, café e ainda comprar produtos típicos da Patagônia, como artesanatos, cerâmicas, tapetes e móveis. Rincon Patagônico Empório R. Aureliano Guiamarães, 100 – Tel.: 3743-8298

SkinMax no Morumbi A rede multinacional SkinMax, no Brasil desde 2008, acaba de chegar ao Morumbi trazendo toda a tecnologia de estética e beleza especializada em depilação a laser, além de um serviço exclusivo e personalizado. Por possuir máquinas próprias, a rede oferece preços mais acessíveis e bom atendimento. Skin Max R. José Ramon Urtiza, 901 Tel.: 3501-6088 – skinmax.com.br


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Viva México! De 25 a 30 de agosto, o hotel Grand Hyatt São Paulo promoveu o Festival Mexicano do Estado de Oaxaca. O chef Alejandro Ruíz, da Casa Oaxaca, no México, esteve presente na abertura do festival, bem como autoridades mexicanas e representantes do Grand Hyatt SP. O coquetel de abertura incluiu comidas típicas e mariachis.

Na Casa da Fazenda Dia 12 de agosto a ABACH – Academia Brasileira de Arte, Cultura e História – abriu as portas da Casa da Fazenda para o vernissage da exposição Oferenda, da artista plástica Martha W. Farias, bem como lançamento do DVD que leva o mesmo nome da exposição. As telas da artista baiana, inspiradas nos orixás, coloriram as paredes da Casa até o dia 23 de agosto. A festa contou com a presença de autoridades culturais, inclusive africanas, e convidados.

Tadashii Tasting Nights Em 24 de agosto, o restaurante Tedashii promovou o seu segundo “Tadashii Tasting Nights”, degustação de pratos diferentes criados pelo chef Emilio Yamada, sempre harmonizados com vinhos leves – brancos ou tintos. Além da degustação dos pratos e vinhos, o restaurante promoveu uma exposição do artista plástico Sergio Guimarães. tadashii japanese restaurant R. Jamanari, 40 – Tel.: 2579-7777. tadashii.com.br

Bingo beneficente Nos dias 23 de julho e 20 de agosto o Shopping Portal promoveu o Bingo Beneficente em prol da instituição Cáritas Santa Suzana. O convite vendido por R$ 20 deu direito a três cartelas e ainda teve sua renda revertida para as obras assistenciais da instituição.

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Decoração no Market Place

De 19 a 31 de agosto o shopping Market Place realizou a sua primeira mostra de decoração. Com a presença de 11 arquitetos e designers, o objetivo foi apresentar a seus clientes ideias para decoração de pequenos ambientes. Cada convidado fez uma seleção de objetos das melhores lojas de decoração e presentes do shopping, como Cecília Dale, Lê Lis Blanc Casa, Tok & Stok Compact, entre outras. Para Joana Corsi, gerente de marketing do shopping, “O Market Place vem se posicionando cada vez mais como referência de moda em São Paulo, e também possui excelentes lojas do segmento de casa e decoração. Com a realização da mostra, conseguimos atrair o público deste setor e possibilitamos uma importante vitrine tanto para os lojistas quanto para os arquitetos e designers participantes”.


em foco

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Corretora Premium No dia 13 de agosto, a Única Corretora de Seguros, sediada no Morumbi, recebeu o prêmio “Corretora Premium Best 2009” nos quesitos Gerenciamento de Riscos e Seguros para Agrobusiness. Esse prêmio homenageia apenas as empresas corretoras de seguros em função de sua performance e especialização em segmentos específicos.

Viagem ao Fundo do Mar Com a presença do ex-nadador Gustavo Borges, a academia GB Morumbi inaugurou no dia 25 de agosto a piscina GB Fundo do Mar, piscina infantil lúdica, construída com detalhes como desenhos em móbiles bidimensionais, iluminação especial, máquinas de bolinhas de sabão, que transportam as crianças ao fundo do mar.

Dia da Secretária O Espaço Prana criou cinco opções de pacotes de Day Spa para comemorar o Dia da Secretária, em 30 de setembro. É uma ótima oportunidade para valorizar e retribuir o empenho e a dedicação dessa profissional que sempre está ao seu lado. Os valores vão de R$ 240 (básico) até R$ 520 (premium). Av. Giovanni Gronchi, 5819 Tel.: 2667-2016 – espacoprana.com.br

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Beleza Mineral

Chegou a nova linha de maquiagem Mineral Beauty Primavera-Verão 2009 (maquiagem mineral), com lindas cores seguindo as tendências da alta moda. A maquiagem mineral é leve, não prejudica a pele, tem maior aderência, luminosidade e transparência ideal. Não contém conservantes, os produtos são não-comedogênicos, ou seja, não obstruem os poros. Especialmente elaborada para uso em peles sensíveis e dermatologicamente ou oftalmologicamente testados.

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painel da educação

Tecnologia em prol da educação Escolas que permitem o uso de notebook em sala de aula e interagem com os alunos através de blogs. Professores que, ao invés de usarem a tradicional dupla quadro-negro e giz, fazem uso de uma lousa sensível ao toque, que possibilita acessar a internet, na hora e para todos da sala, para falar sobre um determinado assunto ou esclarecer alguma dúvida. Achou estranho todas essas tecnologias disponibilizadas em salas de aula? Acompanhando cada vez mais as tendências internacionais, escolas oferecem sistemas diferenciados de ensino, com multimídias e recursos audiovisuais para ajudar no aprendizado.

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uando se é pequeno, é frequente ouvir a famosa pergunta: “O que você quer ser quando crescer?”. Geralmente feita quando se é muito novo, ela é sempre respondida de prontidão, com profissões como: bombeiro, médico, dentista... Mas com o passar dos anos, as crianças descobrem o quanto elas têm que se dedicar para conseguirem se formar na profissão que desejam e o quanto estudar em um bom colégio, que prepare o aluno com um ensino de primeira e material didático de qualidade, faz toda a diferença. Com as crianças indo cada vez mais cedo para a escola e os pais cada vez mais preocupados com o futuro dos seus filhos, vários colégios investiram em sistemas inovadores, substituindo os tradicionais livros e revolucionando o ensino. Deixando os discentes sempre bem atualizados, essa transformação educacional vem dando somente resultados positivos. São diversos recursos tecnológicos utilizados a favor do aluno, como o uso de notebooks, TV a cabo, vídeos, áudios e a lousa digital, que tornaram as aulas mais dinâmicas e conseguiram prender a atenção do estudante durante todo o período que ele permanece em sala. Criada para aumentar a interação entre professor e aluno, a lousa digital, também chamada

de lousa eletrônica, é ligada a um computador. O sistema é equipado com microfones e câmeras, que gravam em arquivo todo o conteúdo dado em sala, podendo ser revisto pelos alunos quantas vezes for necessário, ficando disponível também para download. O melhor é que esse material pode ser salvo com todas as explicações e anotações, e você pode prestar mais atenção no que o professor fala, sem precisar anotar tudo no caderno, nem correr o risco de perder algo importante. Além disso, ela permite que o professor desenhe, sublinhe, rabisque e acesse páginas da internet para pesquisas on-line. Entre os benefícios que todas essas tecnologias trazem, pode-se destacar a redução de trabalho para professor e aluno, melhor utilização de tempo em sala de aula e a participação ativa de todos. Edson Keller, diretor do Colégio Pentágono – Unidade Morumbi, explica que mesmo sendo uma ferramenta poderosa e superutilizada, o professor não pode deixar de interagir com o aluno. “Eu acho essas ferramentas superimportantes, porém o professor precisa saber utilizálas. Não adianta escurecer a sala e passar o conteúdo, sem agir mutuamente com os alunos. O professor precisa aprender a usar essa nova ferramenta. Ela, por si só, não resolve problemas na sala de SETEMBRO 2009


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painel da educação A maioria dos professores tem blog ou interage com os alunos via e-mail. Hoje isso é essencial. Se o aluno perdeu alguma coisa importante durante a aula, os professores postam na sua página e o aluno acessa de onde estiver.

Edson Keller – Diretor do Colégio Pentágono aula”, analisa. Edson ressalta que depois que começaram a fazer uso de sistemas multimídias, a atenção e a participação em sala aumentaram. “Hoje, em Ciências, por exemplo, ao invés de desenhar as fases de crescimento, o professor pode mostrar um vídeo ou um PowerPoint e colocar tudo na tela. É colorido, tem movimento e som. Certamente enriquece muito a aula”. A escola, que ensina alunos de 2 a 17 anos, possui di-

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versos recursos e faz uso deles em todas as aulas. Mesmo assim, não dispensou o uso da lousa e do giz. “Em todas as salas, além da lousa digital, temos a lousa convencional, não abrimos mão disso. Não temos 100% das aulas trabalhadas em lousas eletrônicas. Ela é um recurso para o professor. A sala tem dois ambientes e eles se somam”, diz Keller. Fábio Floresta, aluno do ensino médio, do Pentágono, conta que depois da implementação

desses recursos, as aulas ficaram muito mais completas. “Houve melhor visualização do conteúdo, muitas vezes tornando alguns tópicos complexos mais simples de se entenderem. Ter contato e aprender a dominar todos esses recursos se tornaram pré-requisitos para diversas áreas de atuação no mercado de trabalho. Aprender a lidar com isso ainda na escola ajuda bastante, pois a familiaridade que obtemos hoje será usada amanhã”. Outro estudante que aprovou a implantação desses recursos foi Diogo Marques, também do ensino médio do colégio Pentágono. “O conjunto como um todo formou um novo sistema de ensino, muito mais moderno e eficiente, prático e produtivo. Como consequência, temos um ensino mais forte. Toda aula é aproveitada de forma minuciosa, fazemos mais exercícios e, com isso, aumentamos as chances de atingirmos nossa finalidade, que é passar no vestibular mais concorrido do Brasil: a FUVEST”, diz.

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Tradição e modernidade

Outra ferramenta inovadora, mas ainda pouco utilizada, é o Blackboard Learning System, usado na Universidade de Harvard. No Morumbi, presente apenas no Colégio CPV, o sistema oferece o que há de mais moderno em comunicação entre professores e alunos, além de organizar toda a parte administrativa. Flávio Antonietto, diretor pedagógico do colégio, explica que com esse sistema, os alunos podem, além de outras inúmeras opções, fazer avaliações em casa. “O professor coloca a prova no sistema e o aluno acessa com seu login e senha, de onde estiver. Assim que ele encerra a avaliação, o sistema mostra na hora a nota que ele tirou, e já joga essa nota na nossa central de administração escolar. Não há risco de cola de qualquer página da internet, porque o Blackboard analisa o que foi escrito pelo aluno e avisa o professor se um trecho ou texto completo foi tirado de algum site, por exemplo. Outra opção muito interessante, é

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Pela reação dos nossos alunos em relação a essas tecnologias, percebemos que eles se sentem muito mais motivados para encarar o mercado de trabalho do que se estivessem em uma aula simples. Flávio Antonietto Diretor pedagógico do Colégio CPV que, mesmo fazendo uma avaliação em sala, os alunos não colam porque o sistema lança perguntas diferentes para cada aluno, então não tem como ele olhar do lado para ver as respostas”. Segundo Flávio, o Blackboard (reprodução da tela do computador à direita) é o melhor meio em opções de ensino. “É uma ferramenta muito poderosa de interatividade entre o aluno e a escola, usada em grandes universidades

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painel da educação O aluno tem todo o apoio da instituição para conseguir ser um bom profissional, mas ele precisa ser determinado e estabelecer metas. Se ele realmente estiver focado, vai conseguir ter um futuro brilhante. Ivone Nonato, coordenadora de informática do Colégio Porto Seguro.

e que veio para agregar valores. A nova geração já nasce informatizada, então temos que acompanhar, porque, para eles, computador e internet são coisas importantes. Eles gostam do visual e se interessam muito mais por isso do que por uma aula clássica. O sistema Blackboard oferece uma imensa gama de possibilidades, despertando a atenção e a curiosidade dos alunos”, diz. Apesar do uso de infinitas tecnologias e do uso de técnicas cada vez

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mais modernas e de última geração, Flávio diz que a escola não abre mão do uso do quadro-negro e do giz. “Nossos professores foram treinados para usar todas as ferramentas tecnológicas disponíveis no colégio; mas o professor, o quadro-negro e o giz nunca desaparecerão da sala. Nós mostramos todas as possibilidades que esses sistemas oferecem e eles se sentem cada vez mais motivados a produzirem novos materiais. Eu diria que pro-

fessores e ferramentas se completam”. Ivone Nonato, coordenadora de informática do Colégio Porto Seguro, conta que hoje em dia, o foco na qualidade do ensino está bem diferenciado. “O uso desses recursos deixa o aluno mais esperto e inteligente. Ele respeita o professor e entende que a principal preocupação dele é o conteúdo. Se o professor tem algum limite ou dúvida em relação a tecnologia, o aluno se oferece pra ajudar e é uma troca muito interessante, que os aproxima ainda mais. O professor não é desrespeitado por ter uma dúvida de tecnologia e o aluno se sente um co-produtor de todo esse ambiente, ajudando com dicas e fazendo com que a aula fique muito melhor”. Atendendo alunos com idade a partir de 1 ano e dois meses até o ensino médio, o Colégio Porto Seguro possui um moderno laboratório e tem instalado em 90% das salas o kit multimídia em rede wirelles. De acordo com Ivone, é um estímulo muito maior para o

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aprendizado. “Por uma filosofia do colégio, os alunos trabalham em duplas, porque acreditamos muito nessa ação entre eles, mas com a implantação desse kit, houve também um grande estímulo para o professor, porque ele faz o seu blog ou site, e mostra, acessa para o aluno em sala, e ali ele coloca as tarefas e a complementação da sua aula, para que o aluno acesse em casa. Já no Portinho, para os alunos menores, oferecemos equipamentos específicos para a idade. São teclados que usam o estímulo e foram especialmente montados para eles. Quando a criança bate nas teclas, a tela responde com sons e muitas cores, e isso já é uma interação com a tecnologia. A criança pratica uma ação e tem o retorno daquilo. É uma troca que faz com que ela saiba reconhecer objetos, por exemplo”. Mas apesar de todas as qualidades e excelentes resultados, Ivone ressalta que as falhas são inevitáveis. “Às vezes a rede não liga, o computador não entra no sistema, são os percalços da tecnologia. O interes-

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sante é que o professor, a partir de uma estratégia que pode não ter dado certo, como qualquer outra que ele tenha usado, repense e discuta com os alunos, para fazer um diagnóstico daquilo e saber o motivo de não ter dado certo. Essas coisas acontecem, não é algo 100% infalível. Como educadora, acho que a grande importância disso é focar com os próprios alunos e encontrar um novo caminho”. É importante que os professores estejam bem preparados para o uso dessas

novas ferramentas, usufruindo de todas as suas potencialidades e ensinando o máximo de material possível aos alunos. Elas estarão cada vez mais presentes e os alunos precisam aprender a lidar com tudo, porque o futuro exigirá. São ferramentas que vieram para ficar e colaborar cada vez mais, fazendo com que o trabalho para ambos os lados se torne mais fácil, sem perder qualidade e tempo, além de oferecer flexibilidade e ambientes alternativos para aprendizagem. g

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cidadania

por Rosa Richter

Quero qualidade de vida, e você?

Site rosarichter.com.br, uma ferramenta criada para o Morumbi “Como não existe nada mais precioso que o tempo, também não existe maior generosidade que o perdermos ajudando aos outros.” Marcel Jauhandeau

Caro leitor, há anos venho trabalhando em prol da cidadania e da qualidade de vida. Me deparei com as desigualdades sociais do Morumbi, que me mostraram a necessidade de agir e sair da minha zona de conforto e me tornar uma pessoa mais humana, produtiva e com atitude. Ao longo desses dez anos, adquiri uma experiência em áreas que podem ser muito úteis, por que não disponibilizar? Aprendi que usar as ferramentas que existem ao nosso alcance é fundamental para um bom desempenho, e com essa necessidade e com esse objetivo nasceu o site rosarichter.com.br (ao lado, uma das páginas do site). Ele nasceu com o objetivo de ser uma ferramenta de comunicação, nos dias de hoje, pois é a melhor e mais completa arma que temos para informar e multiplicar as mensagens desejadas. Com as demandas diárias que recebo em meu celular, rádio e e-mail há anos, cheguei à conclusão de que deveria criar uma

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nova ferramenta de trabalho para o Morumbi. Como todos sabem, um site é tão eficiente quanto um celular ou um e-mail, porém sua multiplicação é muito mais eficaz. Encontrei na tecnologia a ferramenta adequada para deixar todos informados e, ao mesmo tempo, poderem participar ativamente das reivindicações que a população tanto almeja e solicita. Foi baseado em três pilares que nasceu o site www.rosarichter.com.br:

- Ele é democrático - Ele é uma ferramenta de comunicação - Ele é dedicado à cidadania Espero auxiliar a todos que queiram ser coerentes com suas escolhas e determinados em exigir os seus direitos para, juntos, chegarmos ao exercício de uma cidadania saudável e plena. Os links são compostos de Apresentação, Objetivos, Eu Quero, Telefones Úteis, ONGs, Artigos, Acompanhe, Blog e Contato. ENTRE, ACESSE, CONHEÇA e PARTICIPE. Rosa Richter Rosa Richter é pedagoga; presidente da Associação Cultural e de Cidadania do Panamby; presidente da AMO Jardim Sul; conselheira e diretora de várias entidades na área de desenvolvimento social. rr@rosarichter.com.br

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por Lívio Giosa

CORPORATIVO

Falar a verdade vale a pena “Em tempos de competitividade, o que diferencia são as competências”. Esta máxima do mercado está cada vez mais valorizada. Quer queira ou não, tudo na vida nos coloca em concorrência com alguém, seja na ação pessoal, seja do ponto de vista profissional ou empresarial. Reconhecer as nossas competências é, então, fundamental. A partir do concurso vestibular, normalmente, começamos a sentir os efeitos da competição. Daí vem a seleção para um recrutamento no estágio, depois para um cargo de trainee, e a sucessão natural para alcançarmos os degraus maiores da responsabilidade profissional. E, então, costumo dizer que a “mochila da vida” vai se preenchendo pelas vivências alcançadas, Publicidade

cursos feitos, conhecimentos diversos obtidos através das experiências que vão se acumulando no seu tempo. Nasce, aí, o diferencial. Cada boa iniciativa prática lhe dará vantagem competitiva na vida, na profissão, na sua vivência empresarial. Tudo isto, quando possível, formalizado com os certificados, diplomas que atestam e conferem o percurso virtuoso da carreira. No entanto, não raro percebe-se aqueles que querem encurtar este caminho exagerando ou inventando qualificações que só prejudicam o processo seletivo profissional. A conclusão fatal é que “mentira tem perna curta” no currículo. Não adianta querer impressionar. Todo processo seletivo passa por entrevistas e aqui se tem a base concreta e interpretativa de tudo que foi escrito no famoso Curriculum Vitae. Não adianta inventar um curso que não fez, um cargo mais elevado, indicar graus maiores de conhecimentos da língua ou elevar o tempo de permanência no emprego anterior. Como tudo pode ser comprovado, na hora “da chamada oral” estas inverdades caem por terra causando uma atitude negativa para o profissional. Por outro lado, agindo de uma forma honesta, isto melhorará a sua avaliação do ponto de vista da ética, das boas práticas e da verdade, abrindo um novo valor de avaliação que é a fidelidade e o bom comportamento profissional. Assim, se o mercado exige estas posturas, pois quer profissionais com olhar ético e qualificado, é preciso estar preparado verdadeiramente, conquistando pontos no caminho do bem da vida, certos de que mentira e currículo não combinam. g

LÍVIO GIOSA é presidente do CENAM (Centro Nacional de Modernização Empresarial); vice-presidente da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil); Coordenador Geral do IRES (Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental) e sócio-diretor da G,LM Assessoria Empresarial.

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Estudar música é fundamental! “Como é bom poder tocar um instrumento...” (Caetano Veloso)

Tocar um instrumento no Brasil ainda não é tão valorizado como em outras partes do mundo. Tem havido, porém, uma mudança significativa neste aspecto nos últimos anos. No Morumbi há 10 anos, a escola Em Harmonia trabalha cada vez mais o interesse pelo aprendizado musical. Neste processo são estimulados, de maneira globalizada e “despercebida”, a atenção, a memória, a habilidade psicomotora, a concentração, o raciocínio matemático e o aspecto social do aluno. Ao tocar um instrumento é possível aprimorar e exercitar dificuldades diárias específicas que se manifestam no aprendizado na escola, no caso das crianças. Nos adultos, pode diminuir o estresse ou ser simplesmente um hobby que traz alegria e relaxamento aliado à realização de um sonho. A escola possui grande variedade de cursos, entre eles: guitarra, violão, piano, bateria, canto, flauta, teclado, violino, baixo, sax, cavaco, pandeiro, clarinete e musicalização. Estudar o instrumento que o aluno deseja, professores qualificados, integrados com a metodologia aplicada, e uma diretoria consciente e participativa fazem muita diferença.

Rua Dep. João Sussumu Hirata 543 - Fone: 3749-9978


pensata

por Paulo R. Amaral

O que tem do

outro lado da ponte?

Eu não acreditei quando ouvi essa pergunta feita por um amigo, nascido em São Paulo há mais de 50 anos. Ainda tentei retrucar revelando o meu espanto: Como assim? Mas ele, seguro do que estava dizendo, traçou um contundente perfil do Morumbi, que eu divido com você agora, caríssimo leitor. “O Morumbi? Nossa, que lugar distante! Recordo do tempo em que eu ia muito pra lá quando era garoto. Meu pai tinha uma chácara cheia de árvores, e frutas espalhadas pelo chão. Tenho saudades dos banhos de rio lá por aquelas bandas. Costumávamos ir todos juntos, meus pais, Publicidade

meus irmãos e primos. Era uma bagunça só. A viagem era demorada, e já chegávamos cansados para passar os finais de semana na chácara. Tempo gostoso. Clima agradável e cheiro de roça. As casas ficavam distantes umas das outras e de noite o barulho dos bichos assustava. O Morumbi era um lugar pra correr e viver livre, longe do barulho infernal da cidade”. É, meu amigo, muita coisa mudou nesses anos desde a sua infância. As distâncias encurtaram e o Morumbi já faz parte desta cidade agitada e barulhenta (mesmo que a viagem continue demorada por causa do trânsito intenso e do restrito acesso ao bairro). No Morumbi de hoje você não conseguiria tomar banho de rio. Os poucos que ainda estão à mostra são pequenos córregos de esgoto sem tratamento que deságuam no fétido Rio Pinheiros. As ruas se multiplicaram, algumas – bem tortuosas – ainda surgem nos lugares mais inesperados e não dá pra ficar de bobeira porque você corre o risco de virar um número na estatística da violência da cidade. Olha, amigo, lamento te frustrar, mas esse Morumbi que você conheceu não existe mais. Aliás, será que esse lugar ainda existe no planeta? Porém, esteja certo, caro amigo, comparado a outras regiões de São Paulo, não há lugar melhor do que o Morumbi. As árvores já não são tantas, mas me orgulho do verde que se destaca na paisagem. As casas mais próximas trouxeram gente amigável e hospitaleira. E se já não há cheiro de roça, nem barulho dos bichos à noite, o Morumbi ainda é daqueles lugares tranquilos, tão raros nas grandes cidades. Por isso, amigo, te faço um convite: se arrisque a atravessar a ponte, venha ver um novo bairro e se surpreenda. Você pode não encontrar a sua infância, mas quem sabe não está aqui a tranquilidade que você procura na maturidade. g Paulo Roberto Amaral é morador do Morumbi e jornalista da Rede Globo de Televisão, onde edita o Jornal Hoje.

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vitrine vitrine

T ela compra...

Eu compro, tu compras, Fazer compras e mais compras, mesmo sem ter dinheiro na conta, no bolso ou no cartão de crédito. Todos os dias, milhares de pessoas se arriscam em fazer mais dívidas, mesmo já estando sem saldo no banco e sem se importarem com o risco de ficar com o nome sujo. Elas não se controlam em frente a uma

vitrine e ficam com as mãos suadas se não conseguem adquirir o objeto desejado. Acredite, isso é uma doença e precisa ser tratada. O nome dela é Oniomania. A atriz Isla Fisher, personagem do filme Delírios de Consumo de Becky Bloom

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odo mundo sabe, e concorda, que fazer umas comprinhas de vez em quando é saudável, superagradável, faz bem pro ego e nos deixa mais felizes, principalmente quando se tem um dinheirinho sobrando ou não vai apertar o orçamento mensal. Também é delicioso entrar em uma loja, provar e constatar que aquela roupa ou sapato que você viu na vitrine parece que foi feito especialmente pra você. Mas o que fazer quando esse simples prazer se torna um vício, as compras passam do limite e você começa a acumular uma dívida em cima da outra, não consegue mais pagar tudo o que deve e, mesmo assim, não perde a vontade, não consegue parar e continua comprando? Segundo o dicionário Aurélio, Oniomania significa “desejo mórbido, impulsivo, de fazer compras”. É quando a pessoa se torna incapaz de controlar o estímulo de comprar, extrapola o “aceitável” e passa a gastar até o que não tem. Se não possui o que quer, ela fica irritada, com taquicardia

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vitrine Conhecido como shopholic, esse hábito pode atrapalhar, e muito, a vida da pessoa, que passa a gastar além do normal e que sente prazer em chegar em casa com as mãos cheias de sacolas. e ansiosa; se possui, depois de ter nas mãos o que tanto queria, sente um imenso alívio e, em seguida, a culpa e o arrependimento por ter comprado sem necessidade. Psicólogos afirmam que as conse­ quências para esse tipo de ato são gravís­ simas, pois a pessoa se afunda em contas e depois vive atormentada pelos cobrado­ res. Ser compulsivo por compras também pode afetar seriamente o convívio familiar. Há casos em que casais se separam devido aos problemas financeiros ou até à falên­ cia dos bens causados por esses exageros. Mais frequente em mulheres, os pro­ dutos mais comprados por elas são joias, roupas, bolsas, sapatos, maquiagens e perfumes. De acordo com a psicóloga Mara Pusch, a maioria delas possui tem­ peramento forte, são dinâmicas, perfec­ cionistas e muito inteligentes. “Por isso, na hora da compra, a avidez por comprar fala mais alto”, afirma. Já os homens, que não ficam de fora dessa estatística, gas­ tam mais com aparelhos celulares, produ­ tos eletroeletrônicos, motos e carros. Não dá pra negar que as opções para compra são diversas e atrativas. Diaria­ mente, propagandas veiculadas em todos os meios de comunicação inspiram o con­ sumo e mostram lançamentos do mundo inteiro, novidades interessantes e preços que podem ser, e na maioria das vezes são, divididos a perder de vista. Não tem como não se encantar com tantas possibilida­ des e produtos de encher os olhos, mas é justamente nesse momento, que a pes­ soa precisa estar atenta para não perder o controle. Como a compra é parcelada, ela vai adquirindo diversos bens e cada vez mais prestações, se ‘enrolando’ na hora de quitar os débitos.

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vitrine Com a palavra, as compradoras Quais são os reais motivos que levam uma pessoa a ser consumista ao extremo? Problemas familiares ou emocionais? Excesso de vaidade? Exigência da mídia? Cobrança para estar dentro dos padrões? A administradora Laura Oliva conta porque começou a comprar demais. “Eu estava com o emocional abalado. Em vez de comer compulsivamente, passei a comprar. Comprar qualquer coisa me dava prazer e eu pensava: ‘eu mereço, por que não levar?’ Para compensar a minha tristeza e vazio eu me premiava com pequenos, mas muitos, presentes. Também presenteava as pessoas e comprava coisas desnecessárias para a minha casa. Comprava para o futuro”. Laura, que depois de uma compra sempre prometia para si mesma nunca mais fazer aquilo, diz que já chegou a esquecer de coisas que comprou por não serem importantes, e relembra que as maiores loucuras foram feitas em lojas de sapatos. “Eu cheguei a comprar um sapato de grife, de número menor ao que eu uso, só porque era o último da loja e estava em promoção”. Ela diz que se arrepende por já ter comprometido, algumas vezes, até 100% do salário. “Eu comprava porque queria possuir o objeto. Me arrependo porque gastei muito dinheiro e, pior, gastei mal”.

Hoje o sujeito precisa ter, não precisa ser. Quando o objeto de desejo é adquirido ele consegue mostrar e ter status. Desde cedo, as crianças são estimuladas a competir e são recompensadas por isto. Quando se tornam adultas, elas precisam ser bem-sucedidas e continuam buscando suas recompensas. Rosani Maria Calegari, psicóloga e psicanalista

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vitrine Por que eu compro demais? Segundo a psicóloga e psicanalista Rosani Maria Calegari, um dos fatores que pode desencadear a compulsão por compras é o mundo capitalista em que vivemos. “Hoje o sujeito precisa ter. Ele não precisa ser. Então, quando o objeto de desejo é adquirido ele consegue ostentar, mostrar e ter status. Desde cedo, as crianças são estimuladas a competir e são recompensadas por isto. Quando se tornam adultas, elas precisam ser bem-sucedidas e continuam buscando suas recompensas. Atualmente as pessoas precisam ser boas em tudo o que fazem. E muitas vezes, o ser humano não está preparado para abarcar a toda esta demanda. O resultado desta descompensação emocional pode desencadear uma série de ansiedades. Muitas vezes, o comprador não está interessado e nem necessita do objeto em si, mas no prazer momentâneo que sua aquisição lhe oferece. O compulsivo está ‘doente’, provavelmente impossibilitado de se perceber como ‘doente’, e, consequentemente, procurar ajuda. É imprescindível a intervenção familiar ou de amigos próximos”. Apesar de saber que a atitude não é correta, a decoradora de ambientes e empresária Fernanda Cardoso diz que às vezes é difícil se controlar. Mesmo assim, ela aconselha: “Qual de nós, estando diante de uma vitrine, não se sente como uma criança na Disney? O problema é que comprar demais não é o melhor caminho. De uma forma ou de outra, tentamos suprir nossas carências com coisas que, na maioria das vezes, sequer usaremos, mas, como quem encontra um tesouro valioso, voltamos para casa recompensadas e felizes. No entanto, os motivos reais que causam essa compulsão continuam no mesmo lugar e logo a alegria vai embora. Não estou dizendo para que deixem de comprar seus mimos ou aquela bolsa que você tanto sonha, afinal, merecemos, mas cuidado para que isto não deixe de ser um prazer saudável e vire uma doença incontrolável”.

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vitrine A cura De acordo com Rosani, existem tratamentos para a compulsividade. “Desde a linha comportamental, a psicoterapia e a análise. O primeiro passo é reconhecer o problema e querer ajuda profissional. Dependendo do grau da compulsividade é necessário a utilização da medicação específica. O ato da compra preenche um ‘vazio sem nome’. É prazeroso, momentâneo, logo, repetitivo. O apoio de uma análise testemunha o sofrimento, a culpa, a vergonha e a impotência do ato compulsivo”. A psicóloga explica que o tratamento é fundamental, mas não é garantia de cura. “As pessoas, às vezes, parecem estar curadas naquele momento. Mas ao passar novamente por alguma situação traumática, elas podem voltar a comprar. Uma pessoa que já se submeteu a um tratamento não está livre de uma recaída, porém terá melhor compreensão da sua açãosituação. Na questão da compulsão se faz necessário acompanhamento terapêutico e médico”. Por isso, pense bem antes de fazer a próxima compra. É essencial não esquecer que é importante poupar para o futuro. Estabelecer metas, fazer o planejamento adequado de quanto se ganha e quanto pode gastar ou usar a consciência para aprender a se controlar ainda é, com certeza, a melhor opção.

SERVIÇO: Dra. Rosani Maria Calegari Psicóloga e Psicanalista Av. Dr. Guilherme Dumont Villares, 588 Tel.: 3744-0755 Dra. Mara Pusch Psicóloga e Consultora de Imagem e Comportamento Tel.: 7150-3961 setembro 2009

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Vai Acontecer Degustação de Histórias: Amores Possíveis e Impossíveis 16 de setembro Projeto exclusivo da Livraria da Vila em parceria com o contador de histórias Ilan Brenman e a chef de cozinha Joana Leis. As noites temáticas acontecem uma vez por mês com um convidado especial surpresa. Uma noite inusitada com histórias do mundo regadas a vinho e alta gastronomia! Livraria da Vila Shopping Cidade Jardim Das 19h45 às 21h30 Valor por evento: R$ 55

Exposição: Cores e Bichos, de Aldemir Martins Até 17 de setembro Club Transatlântico Rua José Guerra, 130 – Chácara Santo Antonio De seg a sex das 9 às 22h Gratuito

Pocket Show – Bossa ao Vivo: Patty Ascher e Arnaldo Antunes Livraria da Vila Shopping Cidade Jardim Piso Auditório 14 de setembro Patty Ascher, das 17h às19h Arnaldo Antunes, das 19h às 21h30

Palestra: Dharma Day 2 - 2009 Iniciativa ‘Lost’ Bate-papo promovido por Fábio Hofnik e Leandro Leite para reunir os fãs da série Lost debaterem. Dia 19 de setembro, às 15h Livraria Cultura Shopping Market Place

Palestra: Autores&Ideias com Carlos Tramontina Carlos Tramontina, apresentador da segunda edição do SPTV e do semanal Antena Paulista, publicou A morada dos deuses: um repórter nas trilha do Himalaia (Sá Editora), um relato pessoal sobre sua escalada no Nepal.

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vitrine Livraria da Vila Shopping Cidade Jardim Piso Auditório 20 de setembro, das 17h às 18h30

Curso: História da Arte Esplendor e magnificência. A arte da tapeçaria antiga: século XV ao XVIII De 30 de setembro a 21 de outubro (sempre às quartas-feiras) Das 10h30 às 12h30 Fundação Maria Luisa e Oscar Americano Av. Morumbi, 4077 – Tel.: 3742-0077 Informações e inscrições: 2306-0767 / 2306-3073 / 8128-5521 Valor: R$ 100 (inscrição) + 1 parcela de R$ 100

Shows: Credicard Hall Blue Man Group Até 13 de setembro Horário: diversos ngressos: de R$ 100 a R$ 280

Jerry Lee Lewis 18 de setembro às 22h Ingressos: de R$ 90 a 300 Av. das Nações Unidas, 17955 Informações: 2846-6010

Evento beneficente Jazz for Peace Em prol do Cáritas Santa Suzana. Toda a renda será revertida para ações sociais com os assistidos pela instituição. Dia 16 de outubro, às 21h Paróquia São Luiz Gonzaga, do Colégio São Luiz. Av. Paulista, 2378 Ingressos: R$ 100

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FINAL FELIZ

por Floriano Serra

As quatro estações do amor

Como em tudo na vida ligado à natureza, as relações afetivas obedecem a ciclos – melhor dizendo, a estações, como o tempo. E isso faz muito sentido, porque as relações humanas são dinâmicas, elas não seguem imutáveis, linearmente, pela vida afora – por isso elas têm suas fases e momentos de mudanças. Com a proximidade da primavera, não resisti à tentação de fazer essa analogia do Amor com as quatro estações do ano. A primavera é a fase mais esplendorosa da relação afetiva. Os casais vibram com o desabrochar de novos sentimentos e com a revitalização dos antigos. Tudo conduz a relação para a alegria, o carinho e o entendimento. Talvez alguns leitores considerem que isso só é possível no início dos relacionamentos. Certamente as fases de conquista, namoro e noivado são sempre primaveris no seu clima envolvente de plenitude amorosa, como se a relação fosse impregnada pela festa florida que é a natureza nessa estação.

O verão é a fase mais sensual da relação, quando o casal tem os hormônios à flor da pele, com as fantasias à solta. Nesta estação, todos os sentimentos são potencializados pelo calor que emana dos corpos, das mentes e dos corações. As pessoas se apaixonam fácil, ficam mais receptivas e deixam fluir as sensações que o amor produz.

Depois vem o outono e tudo se acalma. É como se os excessos praticados no verão, se as vivências calorosas daquela estação provocassem um cansaço, um desgaste, um sossego nos casais. Não quero dizer que seja ruim. A fase do outono é um bom momento para as reflexões, para a revisão dos planos e dos sonhos, para os acertos e ajustes que o casal sentir necessários. É um momento de calmaria e este deve ser utilizado para a serenidade.  Enfim, chega o inverno e com ele a relação esfria, congela, perde a disposição para o doce e juvenil amor da primavera, perde o calor e a sensualidade do verão. Para muitos casais, o inverno amoroso traz o fim da relação, de forma triste e melancólica, apesar de tudo o que de belo e forte foi vivenciado nas outras estações.

Mas, felizmente, não é sempre que as histórias de amor seguem essas fases, nessa sequência. Como sabemos, o amor é mágico e misterioso. E devido a essa magia e mistério que cercam o universo do amor, ele tem suas próprias leis, ciclos e movimentos. Por isso, o ciclo das estações afetivas não é obrigado a seguir a duração, a cronologia e a sequência das estações climáticas do Ano. Nas relações afetivas, o verão pode acontecer em março e durar o ano todo – ou vários anos; o inverno pode vir em junho e durar apenas um fim de semana – e assim por diante. É o coração dos amantes que determina isso – e não tente entender porque assim é – afinal, há um mundo de maravilhas nos mistérios do amor e é importante que ele seja preservado. Este artigo é apenas um alerta, um aviso de que o casal, ao longo do seu relacionamento – e se houver amor bastante – poderá determinar a qualidade das suas quatro estações. Portanto, que prolonguem suas primaveras e verões. Que repousem serenamente na fase outonal e façam durante ela suas necessárias reflexões e mudanças. E quando o inverno chegar – se chegar – agasalhem-se com as boas lembranças das estações passadas, aqueçam-se assim como numa crepitante lareira, e aguardem a primavera para recomeçar, pois esses ciclos, sejam os da natureza, sejam os da relação amorosa, estão em permanente movimento e recomeço. A propósito, a Primavera está batendo à sua porta g

Floriano Serra é psicólogo, consultor, palestrante, autor de vários livros e inúmeros artigos sobre o comportamento humano e colunista da revista “Dolce”. E-mail: florianoserra@somma4.com.br

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Morumbi

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cpv

Dolce Morumbi 62  

A Nova Era do Luxo

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