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Escola Secundária c/ 3º Ciclo Nuno Álvares - Castelo Branco

DOIS PONTOS:

TAL I G I D Siga-nos no EDIÇÃO

Fundadora: Mª Celina Caldeira

Distribuição Gratuita // junho 2012 // Ano XXX // Número 3 // issuu.com/doispontos // Coordenação: Mª João Damas / Cristina Santos

ES NAcional...e Internacional Cálculo Mental

// Págs. 8 e 9 ...e no Concurso Internacional

Presenças nas Finais Nacionais Jornal Escolar fundado em 1982

RÉCITA 2012.

INTERCÂMBIO REALCE.

EXPO DP 30 ANOS.

// Pág. 9

ANA HORMIGO em entrevista

// Pág. 13

// Pág. 16

// Pág. 5

Dois Pontos: ENTRÁMOS NOS 30!... // PÁGINAS CENTRAIS.

Voluntariado. ESNA solidária // Pág. 3

Cultura. A BE/CR aconselha... // Pág. 11

Visitas de Estudo.

Inéditos.

Para lá da sala de aula

DP incentiva Jovens Autores

// Págs. 5 e 6

// Pág. 10

Desporto.

Palestras. Parlamento dos Jovens

// Pág. 12

Ballet, Ju-Jitsu e Natação // Págs. 13 e 14

HISTORIAL: 30 anos do Dois Pontos em notícias COLABORAÇÃO:

NESTE NÚMERO: Encontros DP e EXPO DP 30 ANOS


EDITORIAL

SABER OPT AR POR UMA ALIMENT AÇÃO SSA AUDÁVEL OPTAR ALIMENTAÇÃO

FIZEMOS A FEST A... FESTA...

12º CQA em Ação

No ser humano, a passagem de 30 anos de vida deixa marcas indeléveis. Já na vida de um jornal, pode evidenciar estádios diferentes na vida de uma instituição, como é uma escola: Inícios e finais de reformas educativas, transições para diferentes modelos de gestão, novas “roupagens” nos estatutos do Aluno, alterações aos regimes de assiduidade, de avaliação ou de orgânica das várias estruturas. Mas mantém-se um elo comum a todo este percurso evolutivo: as caras sempre novas, frescas, jovens, mais ou menos irreverentes, mais ou menos rebeldes, dos Alunos. Se, por um lado, o jornal escolar Dois Pontos documenta a vida de uma escola ao longo dos últimos 30 anos, por outro, ele contempla e reflete a mudança da mentalidade juvenil, patente nas atividades desenvolvidas pelos alunos, na miscelânea de temáticas escolhidas, na própria eleição e organização da Associação de Estudantes e seus representantes. A exposição “EXPO DP 30 ANOS”, que decorreu no corredor da BE/CR durante a semana do dia do aniversário deste jornal, a 16 de maio de 1982, teve pelo menos esse mérito, contribuindo para mostrar etapas importantes na vida escolar, compartilhadas com os alunos que, ao participar no concurso/desafio “30 Anos, 30 Perguntas”, tiveram oportunidade de (re)descobrir a sua escola. Já o lado documental das imagens que o DP desnuda assenta no desconcertante paradigma de que “Os alunos não envelhecem”, ao contrário dos professores... como é visível no retrato físico captado pelo retrato mecânico e impiedoso da fotografia! Paradigma que os Encontros DP vieram reforçar, privilegiando a partilha de experiências de e com antigos alunos da ESNA ligados ao DP e/ou ao mundo dos Media. Foram 7 Encontros e 9 convidados que se deslocaram à nossa escola, entre janeiro e maio, suscitando nos alunos presentes muita curiosidade sobre as suas profissões, revelada em dezenas de perguntas bem assertivas de quem se preocupa com o seu futuro no mundo do trabalho. As atividades e eventos promovidos pela Equipa DP, a mudança operada no layout e na organização das secções do jornal em formato de papel, o lançamento do DP Digital e a sua dinamização do DP no Facebook, são a prova de que o DP está bem vivo, passadas que são 3 décadas, e auspiciam um futuro bem presente, deste jornal escolar. E fizemos a festa!

O Projeto ESNA Alimentar tem levado a cabo diversas atividades, numa conjugação de esforços de toda a comunidade educativa, envolvendo diretamente todas as áreas, incluindo a Oficina de Artes, o Inglês e, muito particularmente, o 12º Ano do Curso Profissional de Controlo e Qualidade Alimentar. No Refeitório, a par da continuidade no acolhimento e visita de pais que o desejem, foi realizado, no âmbito da campanha “Garfoslândia”, um concurso para o melhor slogan, ganho pelos alunos do 12º Ano de CQA, a Semana da Gastronomia Nacional e a da Gastronomia Internacional, iniciativas com muitos anos na casa e sempre muito bem acolhidas por todos.

- Mª João Damas e Cristina Santos -

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- junho

- Semana da Laranja -

No Bufete, para além da continuidade do projeto “Be Cool, Bebe Leite” um copo de leite grátis aos alunos, estão a ser realizadas semanas dedicadas a diferentes frutos, nomeadamente a maçã (Bravo Esmolfe e Royal Gala) e a laranja. Assim, a par das atividades correlacionadas no bar, oferecendo gratuitamente peças de fruta aos alunos, os alunos do Curso Profissional de CQA, orientados pelas professoras, têm feito cartazes, folhetos informativos, mostras de medição do grau de açúcar existente nos frutos, calibragem, sumos, degustação de compotas e outros sabores gastronómicos relacionados com a ação de promoção da fruta. A par de palestras sobre alimentação saudável dinamizadas pelo grupo de Inglês e ministradas por uma nutricionista,está também a ser desenvolvido pelo Projeto ESNA Alimentar, um estudo sobre os hábitos alimentares dos alunos que frequentam o Refeitório. Estas atividades têm como objetivo promover a educação alimentar junto dos alunos, apostando na capacidade de opção de jovens devidamente sensibilizados e educados para saber escolher, porque “saber escolher é saber viver”.

na Físico-Química descobriu-se o sabor das moléculas, na História contou-se a origem de alguns eletrodomésticos e invenções técnicas ligados à vida quotidiana, explicou-se a evolução do processo de congelamento dos alimentos e, em conjugação com a Geografia, enunciaram-se os benefícios do chá e revelaram-se as potencialidades das ervas aromáticas e das especiarias, na Educação Física elaboraram-se trabalhos sobre a atividade física aliada a estilos de vida saudáveis, na Educação Visual desenhou-se a capa e restantes ilustrações e na Introdução às Tecnologias de Informação e Comunicação fez-se o e-book. Depois de apresentado, o e-book estará disponível online para (desejam os que o fizeram) ser um alerta e um manancial de soluções para quem, antes, não se preocupava com a saúde física e mental do seu futuro.

- Uma das Semanas da Maçã ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

“Somos O Que Comemos” - e-book Em estreita cooperação com as atividades promovidas anualmente na ESNA, nomeadamente pelo Projeto ESNA Alimentar, desenvolvido pela Direção da escola, e pelos alunos e professores do 12º de CQA, foi criado um Projeto Interdisciplinar no 9º Ano intitulado “Somos o que Comemos / We Are What We Eat”, coordenado pela disciplina de Inglês e em que todos os alunos, respetivas famílias e professores, a lecionar este ano de escolaridade, participaram. O objetivo final era o de produzir um e-book com o mesmo nome. Depois da palestra ministrada pela nutricionista convidada pera este projeto, a Dra. Ana Rita Bispo, os alunos pediram às suas famílias receitas saudáveis e económicas. Ao longo do ano letivo, todas as disciplinas trabalharam esta ideia: na Língua Portuguesa, no Inglês, no Espanhol e no Francês corrigiram-se e traduziram-se as receitas, na Matemática calculouse o seu preço e nas Ciências Naturais as quilocalorias por dose,

Entretanto, aqui fica o conselho de uma aluna que participou neste projeto: “It’s very common for teenagers to feel bad about their bodies: they usually compare themselves with the gorgeous celebrities they idolize and realize their body is slightly different. The media pressure makes them starve or induce vomit: it makes them torture themselves. But remember: you can say “NO!” to these “crazy diets” simply by doing some regular physical activity and eating healthy food. You’re the way you are, and you need to love yourself just as much as your friends and family do.” Mafalda Ferreira (9ºA)

OFERTA FORMATIVA 2012/2013 Um Ensino de Qualidade, para um Futuro com Sucesso!!! 3º Ciclo - Ensino Básico

Ensino Secundário

7º Ano, 8º Ano e 9º Ano

10º Ano, 11º Ano e 12º Ano

Língua Estrangeira Inglês Francês Espanhol Alemão Oferta de Escola Oficina de Artes

Cursos Científico-Humanísticos Ciências e Tecnologias Ciências Socioeconómicas Línguas e Humanidades Ensino Secundário Recorrente

Ensino Profissional Técnico de Auxiliar de Saúde Técnico de Apoio à Infância Técnico de Processamento e Controlo de Qualidade Alimentar Técnico de Energias Renováveis


VOL UNT ARIADO VOLUNT UNTARIADO Os Jovens e o V oluntariado na ESNA Voluntariado

“R ostos com história” na aldeia de Sobral do Campo “Rostos

CAMP ANHA PÁSCOA P ARA TODOS AMPANHA PARA

Na sequência de diversas ações de voluntariado que têm sido realizadas na Escola Secundária com 3º Ciclo Nuno Álvares, este ano letivo, a favor de uma instituição (de âmbito internacional), com sede na cidade, a ESNA levou a cabo uma campanha de angariação de bens subordinada ao título “Páscoa Para Todos”. A iniciativa, desta vez, partindo das duas Turmas do 7º Ano, no domínio

dos respetivos Projetos Curriculares na área artística, mobilizou toda a comunidade, incluindo Pais e Encarregados de Educação. O voluntariado faz parte integrante da educação e formação dos nossos jovens, pelo que a nossa visão, missão e objetivos contemplam as vertentes da reflexão, da consciência, da crítica e da humanidade que são necessárias aos diversos atos humanos, particularmente nos momentos da formação da personalidade.

Alma voluntária, Páscoa solidária Mais uma vez, a 29 de março um grupo de alunos de EMRC da nossa escola, juntamente com alguns pais e a professora da disciplina, deslocaram-se à Casa do Menino Jesus, na Covilhã, com o objetivo de passar uma tarde de confraternização com os jovens daquela instituição. Realizaram-se várias atividades lúdicas e de preparação para a Páscoa. “O grupo de Castelo Branco”, como é carinhosamente chamado pelas pessoas daquela instituição, quis proporcionar-lhes uma tarde diferente e alegre.

Formaram-se “ateliês” de trabalhos manuais onde se fizeram coelhinhos de Páscoa, flores e pinturas alusivos à quadra festiva. Realizaram-se-se também jogos em que todos participaram. Com o decorrer da tarde, os visitantes e residentes, conviveram e fortaleceram amizades. A despedida, como de costume, foi cheia de emoções. No regresso era opinião unânime de que foi um dia inesquecível … um dia para multiplicar! Prometemos voltar em breve!

Em parceria com a Cruz Vermelha de Castelo Branco, os alunos do 8.ºC inscritos na disciplina de EMRC, deslocaram-se à aldeia do Sobral do Campo, para desenvolver iniciativas de solidariedade junto dos utentes do Centro Social daquela freguesia. Uma experiência voluntária na qual os gestos expressaram afeto e proximidade, apagaram momentos de solidão, recuperaram memórias de uma grande riqueza humana e espiritual e descobriram rostos e vidas com história. Foram momentos únicos que jamais os

TESTEMUNHOS O V oluntariado pode ser Divertido e Educativo Voluntariado O DP falou com três voluntários da ESNA, duas alunas e um exaluno. Dois deles colaboram com o Banco Alimentar e uma com o Projeto “A Vida a Cores”. Marta Rosado (8ºB) e Samuel Barata (ex-aluno da ESNA) colaboram com o Banco Alimentar (http://www.bancoalimentar.pt/) . Dizem que, dessa forma, ajudam muitas famílias e querem dar algum do seu tempo para ajudar os outros.

// Ana Madalena Mateus, 10º Ano

II Encontro Nacional de Alunos de EMRC do Secundário

A 13 e 14 de abril realizou-se, no Porto, o II Encontro Nacional de Alunos de Educação Moral e Religiosa Católica do Secundário. Uma iniciativa em que participaram centenas de jovens e que teve como lema: “Família – Porto de Abrigo” e como mote “Navegar com a EMRC”. Através dos momentos de convívio e do percurso no rio Douro (Porto-

Régua), todos os alunos foram convidados a Navegar com a EMRC e a fazer da vida uma aventura ancorada em valores humanos significativos. A nossa diocese fez-se representar por um grupo de trinta jovens – quatro deles, Ana Isabel Salvado, Ana Madalena Mateus, Gonçalo Dias e Micael Inês da ESNA.

que os vivenciaram vão esquecer! Neste ano que foi dedicado ao “Envelhecimento Ativo” e ao encontro de gerações ficou a promessa de levar mais iniciativas a esta aldeia.

Estes dois jovens voluntários trabalham no armazém (Zona Industrial) onde pesam e dividem os alimentos consoante as suas características para, depois, facilitar a sua distribuição. Para além da função que atualmente desempenham, também ajudam na recolha de alimentos nos hipermercados. Ambos dizem adorar participar nestas ações e consideram importante que se realizem campanhas de sensibilização nas escolas, para os problemas que existem na nossa sociedade como, por exemplo, a pobreza que, no nosso país é cada vez mais visível. Por isso mesmo, aconselham os seus colegas a par-

ticipar, bastando dirigirem-se às associações de solidariedade existentes em Castelo Branco (Cruz Vermelha, Cáritas, Voluntariado Solidário,…). Helena Silva (8ºB) colabora com o Projeto “A Vida a Cores” do qual a ESNA é entidade parceira, um projeto no âmbito do Programa Escolhas, 4ª Geração, coordenado pelo ACIDI, I.P. – Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, I.P. e gerido pela Amato Lusitano - Associação de Desenvolvimento (http:// www.amatolusitano-ad.pt/conteudos/ avidaacores.php).

Iniciou a sua colaboração neste projeto em 2010, incentivada por uma amiga, e frequenta com assiduidade o espaço do projeto onde se promovem muitas atividades que qualifica como “divertidas e educativas”. Para além disso, também este Projeto se envolve nas campanhas do Banco Alimentar e esta nossa aluna já participou ativamente em duas.

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Estágios são porta para o Mundo do T rabalho Trabalho O DP conversou com alguns alunos, dos Cursos Profissionais existentes na ESNA, sobre as suas experiências na Formação em Contexto de Trabalho (FCT), que realizada nas últimas semanas. Os alunos de Controlo e Qualidade Alimentar encontram-se, neste momento, a realizar a sua FCT. Aqui deixamos os testemunhos de alunos dos cursos de Apoio à Infância e de Energias Renováveis. 1. Em que instituição/empresa realizaste a tua formação em contexto de trabalho? 2. Quais as tuas funções? 3. Gostaste da formação em contexto de trabalho? Porquê? 4. Pensas que a FCT te poderá abrir portas para o mundo do trabalho? 5. Aconselhas o teu curso profissional a outros colegas? Porquê? Ana Mendes (12ºAI) 1. Infantário do Valongo. 2. Apoiar as crianças nas diversas atividades e nas refeições. 3. Sim, porque aprendemos muita coisa, principalmente a trabalhar com as crianças e com as auxiliares e educadoras. 4. Sim, nem que seja para ganhar experiência. 5. Se gostarem desta área, sim, porque é um bom começo para quem quer seguir esta área, no ensino superior. Cláudia Dias (11ºAI) 1. Na Escola Básica São Tiago. 2. As funções que me foram atribuídas basearam-se no acompanhamento/apoio a um aluno com dislexia; contudo, nas últimas semanas, auxiliei também um outro aluno com algumas dificuldades de concentração agregadas a outros problemas. No geral, também fui prestando auxílio aos restantes alunos que solicitavam a minha ajuda. 3. Achei a experiência bastante interessante e enriquecedora, pois deste modo terei uma maior formação/prática, caso seja necessário desempenhar funções semelhantes no futuro, em termos profissionais. 4. Na minha opinião, a FCT poderá ser uma oportunidade para o mundo do trabalho. 5. O curso que frequento é uma área com bastante saída para diversas vertentes, não se restringindo apenas a auxiliares de educação, como é o caso da animação sociocultural. Frederico Almeida (11ºER) 1. Na empresa Electro-Albi. 2. Fiz montagem de painéis solares e manutenção. 3. Sim, gostei, porque consegui ver a realidade do trabalho no dia-a-dia de uma empresa especializada em energias renováveis. 4. Claro que sim, se mostrarmos interesse e qualidade de trabalho, um dia mais tarde, podemos ser recompensados. 5. Sim, os cursos profissionais hoje em dia são muito importantes. Um curso profissional exige trabalho e dedicação para obter conhecimentos ao nível de uma área especializada.

Pr ojeto

na ESNA

Tal como em anos anteriores, no âmbito da conclusão do Curso de Licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias do Instituto Politécnico de Castelo Branco, um grupo de alunos em fase final do seu percurso académico abraça o Projeto Bem Crescer – Mal Crescer que tem como finalidade a promoção de estilos de vida saudáveis nos jovens. Desenvolve-se, assim, uma parceria de intervenção na comunidade escolar, neste caso, com a ESNA. O projeto existe desde 2006, nas áreas de Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica e de Saúde Materna e Obstetrícia, e é orientado professoras Mª Emília Duarte (Coordenadora do Programa), Mª Fernanda Cruz, Alda Mendes e Ana Mª Vaz. Coube-nos a nós, integrar o projeto na ESNA, sob tutoria da professora Mª Emília Duarte e cooperação da professora Helena Catana, responsável pelo PES na escola. Desenvolvemos várias atividades em Formação Cívica do 3º Ciclo onde abordámos temas na área da obesidade, consumos nocivos e sexualidade, procurando sempre dar resposta às dúvidas e necessidades dos alunos, promovendo um crescimento saudável. Estivemos também à disposição de toda a comunidade educativa num gabinete de apoio, para realizar aconselhamento aos jovens, avaliações de IMC e sobretudo tentar/solucionar todos os problemas que nos fossem colocados. Organizámos também uma sessão sobre consumos nocivos para as turmas de 8º Ano dinamizada pela PSP e uma outra para as turmas do 9º Ano, em que o palestrante foi o enfermeiro Vítor do Centro de Respostas Integradas. Ministramos igualmente sessões de Suporte Básico de Vida e de posicionamentos em meio hospitalar à turma do Curso Profissional de Técnico Auxiliar de Saúde, realizadas na ESALD, com entrega de certificados aos alunos. No dia 1 de Junho, e para culminar o nosso programa de intervenção, organizámos o Dia da Saúde em que os alunos puderam participar nas Olimpíadas da Saúde e apresentar os melhores trabalhos realizados em Formação Cívica, recebendo prémios e certificados. Para além disso, realizámos um rastreio de saúde dirigido a toda a comunidade educativa. Tivemos um feedback bastante positivo dos alunos, não só pelo interesse que demonstraram em colaborar com o grupo e em participar nas atividades desenvolvidas, mas também pela boa relação que estabelecemos com eles. Chegados ao fim desta etapa, dela retiramos uma experiência muito enriquecedora tanto a nível pessoal como profissional que, sem dúvida, levaremos connosco no percurso das nossas vidas. - Carín André, Cristina Figueiredo, Marco Martins, Patrícia Lebre e Sónia Alves -

ENTREVIST A ENTREVISTA No Dia da Saúde, o DP entrevistou os alunos de enfermagem a estagiar na nossa escola (na foto com os nossos jornalistas).

Jaime Carvalho (11ºER) 1. Na empresa Albican – Energias Renováveis. 2. Auxiliar o monitor a exercer as suas funções em instalações de gás natural e de painéis solares, bem como na sua manutenção. 3. Gostei, porque tive a possibilidade de alargar os meus conhecimentos. 4. Sim, sem dúvida que nos abre portas para o mundo do trabalho. 5. Claro que sim! Para além de ser muito interessante, tem saída profissional. José Ramos (11ºAI) 1. Na Escola Básica Quinta da Granja. 2. As minhas funções na instituição eram ajudar os alunos nas fichas que realizavam, acompanhá-los no trajeto para o almoço, dar-lhes apoio nas refeições e acompanhálos nos do intervalo. 3. Gostei, porque pude observar as diferentes atitudes/comportamentos de cada criança, criar laços com elas e aprender mais sobre este curso. 4. Penso que sim, porque este curso tem muita saída a nível profissional. 5. Aconselho o meu curso a todos os alunos desta escola e fora dela, porque este curso destina-se a todos os alunos que gostam de crianças e pretendem no futuro serem auxiliares de infância.

O que vos motivou a fazer estágio numa escola? Apresentaram-nos um leque de áreas e escolhemos a área denominada Saúde Infantil, Juvenil e Pediatria. Depois, este foi dividido em dois componentes: a parte comunitária, na escola, e a componente hospitalar, na pediatria.

Diogo Pereira (11ºER)

Que impressões vos deixaram os alunos com quem trabalharam? Foram boas, apesar das turmas serem diferentes a variados níveis; contudo, a apresentação de trabalhos no seu global foi boa. Deste modo, foi bastante enriquecedor e construtivo o contacto com os jovens das várias idades.

1. Na empresa ENAT – Energias Naturais. 2. Tinha como função montar painéis termodinâmicos, fotovoltaicos e solares. 3. Sim, porque pude aplicar toda a parte teórica, dada nas aulas, e adquirir novos conhecimentos. 4. Penso que sim, porque se formos empenhados e se gostarem do nosso trabalho, um dia mais tarde, poderemos vir a trabalhar nessa empresa. 5. Sim, aconselho, porque o meu curso, neste caso, as Energias Renováveis é uma área que ainda tem muito para mostrar.

Que mensagem gostariam de deixar aos alunos da ESNA no âmbito da vossa área de trabalho? “Sejam felizes e divirtam-se! Não é só preciso saber mas também é preciso agir.” Apesar de já terem conhecimento das temáticas que abordámos, com as nossas apresentações, pensamos que tenham aprofundado o vosso conhecimento. Temos de ter a noção dos riscos que passamos, mas o mais importante é prevenilos, e, deste modo, “Não deixem nada por viver: o importante é ter um bem crescer!”. // Catarina Reino; João Moreira (9ºC)

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Para lá da sala de aula

Intercâmbio - P Prrograma REALCE O programa REALCE é um projeto transfronteiriço que visa estreitar as relações entre a Estremadura Espanhola e as regiões Centro e Alentejo de Portugal. É no âmbito deste programa que surge o intercâmbio entre o Instituto Bioclimático, de Badajoz, o Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva e a Escola Secundária c/3 Ciclo Nuno Álvares. O objetivo central deste projeto é desenvolver as competências sociais dos jovens nele envolvidos, estimulando a sua consciência cívica no quadro do Espaço Europeu. Este intercâmbio vai permitir construir laços de amizade e aprofundar o sentido de ser-social dos nossos alunos, pelo que será uma mais-valia no processo de formação de cidadãos europeus, solidários e abertos à diferença. Aposta-se assim na promoção de uma semana de enriquecimento humano, social e cultural, sem esquecer o benefício do contacto direto com a língua de Cervantes.

- Atividades “As atividades do programa de Intercâmbio foram pensadas com o objetivo de reforçar os laços de coesão entre os alunos participantes e mostrar a quem chega ao país e à região não só a nossa hospitalidade e o que de melhor temos, mas também as nossas raízes. Sabemos que trabalhamos com e para adolescentes e que a construção de uma sociedade melhor está também nas mãos deles, por isso apostámos em atividades desportivas que, além de lhes serem agradáveis, são também um valioso estímulo ao espírito de equipa e à solidariedade. Temos orgulho das nossas tradições e da nossa matriz cultural, que queremos simultaneamente abrir ao mundo e preservar. Assim, dedicamos um dia à visita da Aldeia mais portuguesa de Portugal, permitindo o contacto com uma paisagem muito típica da Beira Interior. Acreditamos na relevância da escola como casa do saber e de experiências, onde se formam “cidadãos do mundo”, que em contacto com novas realidades e diferentes costumes se enriquecem como pessoas e desenvolvem as suas competências sociais. Deste modo não podem faltar as atividades em contexto escola e sala de aula, abrindo as nossas portas aos que chegam e que queremos que se sintam parte do nosso dia-a-dia.” in, Plano de Atividades da Semana do Intercâmbio

A “P enínsula Ibérica” na sua melhor versão “Península

Durante os dias 15, 16, 17 e 18 de maio, decorreu entre a Escola Afonso de Paiva, a Escola Secundária Nuno Álvares e o Instituto Bioclimático de Badajoz, um intercâmbio entre alunos portugueses que estudam espanhol e alunos espanhóis que estão a estudar português. Nestes dias, participámos em várias atividades. No dia 15 de maio, o dia do Santo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, fomos recebidos pelos diretores dos dois agrupamentos, assistimos a uma intervenção artística da TESNA e do 9ºC e vi-

cal onde iriam pernoitar estas três noites. No dia 16 de maio, dia do navegador Afonso de Paiva, realizámos um fotopaper pela cidade, o que permitiu a “nuestros hermanos” conhecerem-na quase de lés a lés. Almoçámos na Escola Afonso de Paiva e, durante a tarde, participámos em torneios de futebol e basquetebol. No dia 17 de maio, dia da maior aventura, fomos, como não poderia deixar de ser, à aldeia mais portuguesa de Portugal, Monsanto, onde os nossos colegas espanhóis puderam assi-

na escola Afonso de Paiva, onde decorria a feira das sopas. A despedida foi um momento de grande emoção, onde se evidenciavam grandes laços de amizade e companheirismo. Faço um balanço muito positivo deste projeto, pois, para além do convívio com pessoas que vivem outra cultura, e do contacto com uma das línguas que estamos a aprender, criaram-se amizades que jamais serão esquecidas. A verdade é que ¡lo pasamos bomba! Refira-se que esta iniciativa só foi possível graças ao empenho e dedicação dos professores e diretores das escolas envolvidas. Um especial bem-haja à professora Olga Monteiro! // Mafalda Simão, 8ºB

Deixamos aqui a opinião de uma aluna espanhola sobre o intercâmbio e sobre a nossa cidade: “Castelo Branco me ha parecido una ciudad muy grande y muy bonita. Tiene muchísimos árboles y unos jardines preciosos. Los portugueses y las portuguesas son muy simpáticos y me lo he pasado muy bien.” // Rosa Calzado

sitámos a nossa escola. Depois do almoço, fizemos uma visita à Câmara Municipal, onde fomos amavelmente recebidos pelo Sr. Vice-Presidente, Luís Correia. De regresso à escola, realizámos atividades de dinâmica de grupo e sessão de relaxamento, atividades estas que nos permitiram uma maior interação e conhecimento uns dos outros. Ao final da tarde, fomos até à Escola Afonso de Paiva, onde assistimos a intervenções musicais dos alunos da escola e onde nos foi oferecido um lanche. Por último, os alunos espanhóis foram entregues aos seus pais adotivos, tendo ido conhecer o lo-

milar um ambiente tipicamente português. Almoçámos em Idanhaa-Velha, local que conhecemos da parte da tarde. E, no final do dia, reunimo-nos todos num jantar oferecido pela Câmara Municipal que juntou os representantes das escolas, alunos e professores intervenientes. No último dia, 18 de maio, dia da escola, os alunos espanhóis assistiram, da parte da manhã, às aulas dos alunos portugueses. Durante a tarde, visitámos o Museu de História Natural e o Planetário da nossa escola. Realizámos ainda atividades desportivas (futebol e badmington). A nossa aventura por terras lusas terminou

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Em Mafra, pelo Memorial do Convento

Para lá da sala de aula Hands on P article Physics Particle

A 10 de março, um grupo de alunos do 10ºC, acompanhados pela professora de Física e Química, Maria José Romão, participou na 8ª edição da International Masterclasses - Hands on Particle Physics. Este evento junta cerca de 100 alunos da região na Universidade da Beira Interior que trabalham, em simultâneo, com mais três Universidades Portuguesas, Aveiro, Instituto Superior Técnico e Braga, e com algumas Universidades Europeias.

No período da manhã os alunos e professores acompanhantes assistiram a diversas palestras sobre a Física das Partículas. Seguiuse o almoço oferecido pela UBI. No período da tarde, os alunos fizeram o papel de cientistas, ao estudarem a trajetória de partículas e detetarem essas partículas, num simulador do ATLAS do CERNE. Os trabalhos foram finalizados com uma videoconferência com os cientistas do CERNE (Suíça) e com as Universidades com que trabalharam em simultâneo, e durante a qual os alunos colocaram as suas dúvidas. O objetivo deste evento é mostrar aos jovens o tipo de atividades que é desenvolvido na Física Experimental de Partículas e motivá-los para o estudo da referida ciência, colocando-os no papel de cientistas. // Mª José Romão

Alunos do Secundário na AR

A 20 de abril realizou-se uma visita de estudo de todas as turmas do 12º ano ao convento e palácio da vila de Mafra. A razão desta visita foi o estudo da obra “Memorial do Convento” de José Saramago incluída no programa da disciplina de Português. As construções do convento de Mafra iniciaram-se a 17 de novembro de 1717 ,depois de D. João V ter prometido erguer um convento de franciscanos caso a rainha Dona Maria Ana de Áustria lhe desse sucessão. O nascimento da princesa Dona Maria Bárbara veio determinar o cumprimento da promessa. A obra empregou cerca de 52 mil operários vindos de todo o país. A sagração da obra foi realizada a 22 de Outubro de 1830, dia do 41º aniver-

sário de D. João V, ainda que a obra estivesse incompleta. A obra é um convento e ao mesmo tempo um palácio e uma igreja e hoje está classificada como uma das sete maravilhas de Portugal. Durante a visita, os alunos assistiram a uma peça de teatro, representada pela companhia “Éter”, baseada na obra de José Saramago que visava aprofundar o conhecimento da mesma. A epígrafe do espetáculo “O Homem primeiro tropeça, depois anda, depois corre, em dia…Voará!”, sintetiza a principal linha de ação destacada na dramaturgia, o voo da passarola. De seguida os alunos foram guiados numa visita ao convento, tendo os guias, de forma pertinente e rigorosa, relacionado a obra “Memorial do Convento” com a própria construção. Dentro do palácio, foram visitadas várias salas e quartos e a biblioteca, considerada uma das mais belas em toda a Europa, para finalizar a visita. A viagem possibilitou aos alunos um conhecimento mais vasto da obra de José Saramago, mas também saberes complementares de um determinado período da História de Portugal. // Rui Mateus, 12ºG

Aventura da ESNA em Sintra

Este ano letivo, realizaram-se duas visitas de estudo à Assembleia da República, envolvendo as disciplinas de Direito, de História, de Filosofia e de MACS. Assim, a 29 de fevereiro, os alunos de Direito do 12ºF realizaram uma visita de estudo à Assembleia da República, com o intuito de conhecer melhor este órgão de soberania. Foram acompanhados pelas professoras Teresinha Chaleira e Alice Alves. A visita foi bastante proveitosa, pois os alunos puderam visitar o Parlamento e, ainda, durante a tarde assistir a um debate no plenário. Assim, a 27 de abril, os 11º F e G e o 10º G, deslocaram-se à AR, com o objetivo de compreender a importância de um órgão de soberania, conhecer uma instituição do sistema democrático, per-

ceber o método de Hondt (MACS - 10º Ano) e, ainda, compreender a importância do discurso político e argumentativo (Filosofia - 11º Ano). No hemiciclo, os alunos assistiram ao debate quinzenal com o primeiroministro, com alguns elementos do governo também presentes, e ainda fizeram um minuto de silêncio em memória do eurodeputado Miguel Portas, que faleceu no passado dia 24 de abril. Os alunos puderam assim conhecer melhor o funcionamento da assembleia representativa de todos os cidadãos portugueses, e perceber qual a importância da política na sua vida futura. // Ana Caiola (12ºF) e Mariana Pereira (11ºF)

Na R ota dos Fósseis Rota A 18 de abril, os alunos do 7º Ano visitaram o Geopark NaturTejo de Penha Garcia, no âmbito da disciplina de Ciências Naturais com o objetivo de conhecer melhor os fósseis da região. As guias levaram os alunos a conhecer os monumentos de Penha Garcia e a analisar os tipos de rocha que os constituem, a percorrer o caminho de cerca de 3 kms da Rota dos Fósseis e a visitar a Casa dos Fósseis, onde estão guardados todos os que foram descobertos na zona. // Inês Faustino e Mª Beatriz Dias (7ºA)

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No passado dia 4 de maio, as turmas de 11ºAno da ESNA visitaram a linda vila de Sintra. Da responsabilidade das docentes que lecionam a disciplina de Português, contou o projeto com o animado envolvimento de cento e dezassete alunos e o indispensável empenho de onze professores de diversas áreas. O convívio com Eça, o privilégio de usufruir da prosa ímpar com que, em “Os Maias”, nos presenteia, geraram esse vibrante apelo à descoberta do feérico lugar!... Na obra queirosiana, tão presente!.. O Palácio da Pena, imponente, lá no alto, contou segredos seus, convidou a uma viagem no tempo que, em brumosa era, ali desvendaria aquela pequena ermida de Nossa Senhora da Penha, cujo nome haveria de herdar. Com todos, serena e gentilmente, partilhou a sua singular beleza. Falou de Romantismo e desse Século XIX que o viu erguer-se. Apresentou figuras históricas de Portugal que em si deixaram marca: D. Fernando de Saxe Coburgo Gotta, viúvo de Maria II, a Educadora, a quem deve a sua condição de tão preciosa joia arquitetónica; seus filhos, D. Pedro V e D. Luís I; o neto, D. Carlos I, e sua esposa, D. Amélia de Orléans. No Palácio da Vila, que, graças às elegantes e engenhosas chaminés, de bem longe se vislumbra, mais vozes de antanho soaram, mais páginas se

abriram da História de Portugal: foram anfitriões os reis D. Dinis, D. João I, D. Manuel I, D. Sebastião, o não menos desditoso D. Afonso VI, que, deposto e aprisionado pelo irmão, mostrou, com amargura, o quarto onde, durante nove anos, permaneceu cativo. E até a música, a dança, os trajes quatrocentistas se ofereceram, surpreendendo os sentidos. A descida, da Pena à povoação, fez-se pela Mata, manto verde de rara beleza, também ele filho dileto de Fernando II, com mais de duas mil e quinhentas espécies de árvores, de todo o mundo. E, desta vez, nem as queijadas esqueceram!... Tão-pouco os tentadores travesseiros de amêndoa, que, acenando simpaticamente aos novos fãs, formulavam convite a visitas futuras. Foi um grande dia!... Um dia grande, que levou ao rubro o propósito de saber e o sentir dos que o viveram!... // Mª Vera Oliveira


Também foi notícia

A ESNA está na fase nacional do Concurso Nacional de Leitura!

Canguru Matemático 2012

No dia 21 de março de 2012, realizou-se o Canguru Matemático Sem Fronteiras 2012. A nossa escola participou com 52 alunos nas categorias Benjamim, Cadete, Júnior e Estudante. O concurso realiza-se todos os anos em 47 países e conta com mais de seis milhões de participantes! Em Portugal a sua organização está a cargo do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra com o apoio da Sociedade Portuguesa de Matemática.

Os 5 alunos que obtiveram melhores resultados por categoria foram: Categoria Benjamim (7º/ 8º Anos): 1º António Carvalhinho (7ºB); 2º Inês Faustino (7ºA); 3º Raul Monteiro (7ºB); 4º António Ferreira (7ºB); 5º João Galvão (7ºB) Categoria Cadete (9º Ano): 1º Mª Gabriela Rodrigues; 2º Mª João Carmona; 3º Margarida Farinha; 4º Gonçalo Prates; 5º João Pedro (todos do 9ºD). Categoria Júnior (10º/11º Anos): 1º Pedro Fernandes (10ºC); 2º Gonçalo Domingues (10ºC); 3º João Candeias (10ºB); 4º Francisco Ribeiro (10ºB); 5º Jéssica Caio (10ºB). Categoria Estudante (12º Ano): 1º Inês Hormigo (12ºE); 2º Tomás Marques (12ºB); 3º André Martins (12ºE); 4º Inês Dias (12ºE); 5º Miguel Pires (12ºB). // Prof. Margarida Correia

“Querida Matemática!”: da sala de aula para o palco! No dia 12 de abril, 346 alunos (156 do ensino básico e 190 do ensino secundário) da nossa escola, assistiram à peça de teatro “Querida Matemática”, no Cine Teatro Avenida. Esta peça, da autoria de Nuno Miguel Henriques, é uma peça baseada em temáticas e conteúdos programáticos da disciplina de Matemática. A peça foi apresentada de forma cativante e numa interpretação simples em que cada episódio de curta duração discutia e concluía a importância da Matemática no quotidiano de cada indivíduo, no século XXI. // Prof. Margarida Correia

Concurso Internacional SuperTmatik – Cálculo Mental

A 19 de abril decorreu a Fase Distrital do CNL, na Biblioteca de Vila Velha de Ródão, com cerca de 150 alunos de 27 escolas do distrito, representando o 3º Ciclo e o Ensino Secundário. Esta iniciativa, promovida pelo Plano Nacional de Leitura, teve como parcerias a Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas, a Rede de Bibliotecas Escolares e a RTP. A ESNA venceu nos dois escalões, constituídos por uma prova escrita e outra oral. Os vencedores foram José Alberto Ferreira, do 9ºB e Camila Gonçalves do 11ºC que irão representar o distrito na fase nacional que decorrerá em Lis-

boa, no dia 29 de junho, e será transmitido pela RTP. Participou ainda, como representante da nossa escola, Raul Pombo Monteiro, do 7ºB. No concurso de slogans, José Alberto Ferreira obteve o 2º lugar com “Um livro por ler é mais uma razão para viver” e em 5º lugar, Raul Pombo Monteiro com “Quem lê vê mais do que se vê”. A sessão do apuramento da prova oral foi apresentada por José Nuno Martins que contou também com a presença da escritora Hélia Correia, autora da obra selecionada para o ensino secundário “Lillias Fraser”, aqui fotografada no meio dos dois vencedores.

F inal Nacional das Olimpíadas de Biologia Final As Olimpíadas Nacionais de Biologia, em que a ESNA está inscrita, são organizadas pela Ordem dos Biólogos e pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica Ciência Viva. A 28 de fevereiro, 37 alunos da ESNA participaram na primeira eliminatória das Olimpíadas Nacionais da Biologia 2012 e 6 alunos do 12ºE foram apuradospara a 2.ª eliminatória: Inês Hormigo, Júlio Henriques, Duarte Rocha, Filipa Rodrigues, Beatriz Mendes e Luís Pio. Após a realização da 2ª eliminatória, no dia 17 de abril, foi apurada a aluna Filipa Rodrigues para a final nacional, ficando classificada nos 36 melhores alunos do país, que participaram nas olimpíadas. A 27 de maio, a nossa aluna participou na final nacional que se realizou em Lisboa, no Pavilhão do Conhecimento e alcançou um magnífico 23º lugar.

Semana da Orientação V ocacional Vocacional

No dia 8 de maio, os alunos finalistas das eliminatórias intra e inter-turmas prestaram provas no Concurso Internacional SuperTmatik – Cálculo Mental. Marta Belo (9ºA) obteve a melhor posição, ficando em 11º lugar na sua categoria, Inês Pires (9ºC) em 54º, Inês Faustino (7ºA) em 88º, Miguel Duarte (8ºA) em 127º, Francisco Bouceiro (8ºA) em 135º e, por fim, Eduardo Diogo (7ºB) que ocupou a 193º posição do ranking. Todos os participantes estão de parabéns, visto que o Concurso Supertmatik abrangeu, este ano, 212.000 alunos de 52 nacionalidades.

A ESNA levou a efeito, como já vem sendo hábito, a Semana da Orientação Vocacional, na última semana de aulas do 2º Período. A iniciativa contou com Universidades, Politécnicos, Exército, e outras instituições que podem interessar aos alunos, uma vez que o leque de opções é imenso e o futuro de cada um é motivo de preocupação para as respetivas famílias e também para a Escola. Assim, procurou-se que as comunicações fossem ao encontro das variadíssimas expetativas que sempre marcam a vida dos nossos jovens nesta fase da sua vida. Para tal, os alunos responderam, previamente, a um inquérito, demonstrando assim o seu interesse face às instituições que gostariam de ver representadas na ESNA.

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Também foi notícia em 2011/2012 Visita de Estudo à Escola Superior Agrária

A 23 de fevereiro, os alunosdas turmas F e G do 11º Ano, visitaram a Escola Superior Agrária. A visita, guiada pelo Eng. Luís Manso, contou também com o contributo de vários técnicos que, ao longo da tarde e em diferentes locais, foram dando explicações sobre as múltiplas atividades desenvolvidas por esta Instituição, que, para além do ensino, promove investigação e presta grande apoio à comunidade. Depois da visita aos laboratórios de Microbiologia, de análise de águas e de solos, seguiu-se a visita à Quinta, mais precisamente, ao jardim das ervas aromáticas, aos setores de ovinicultura, equinicultura e bonivicultura. Os alunos assistiram à ordenha mecânica, no ovil e na vacaria. A Sra. Eng. Sandra, responsável pelo setor de produção animal explicou, detalhadamente, as atividades que coordena, bem como

os projetos que a ESA espera vir a concretizar, nomeadamente, a possibilidade da produção de embriões de bovinos. Foi uma visita que muito contribuiu para o enriquecimento das aprendizagens, através do contacto direto com a realidade da produção agrícola, florestal e animal. As atividades realizadas fazem parte do PAA da ESNA 2011-12 (Plano Anual de Atividades) e a sua concretização contou com o apoio da ESA e do IPCB. De registar a preocupação com a sensibilização dos alunos para um processo de desenvolvimento sustentado nas diferentes vertentes que constituem o mundo rural, quer ao nível da produção e da transformação dos produtos alimentares, quer na preservação do meio ambiente que o rodeia.

Alunos do T AS em formação na ES ALD TAS ESALD Os alunos do 10º Ano do Curso Profissional de Técnico Auxiliar de Saúde, deslocaram-se a 19 e 26 de Abril à Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, para a realização da formação “Primeiros Socorros/Suporte Básico de Vida”, no âmbito da disciplina de Saúde. No autitório da ESALD, os alunos do último ano da Licenciatura em Enfermagem que integram o programa de Intervenção “Bem Crescer – Mal Crescer”, supervisionados pela Dra. Maria Emília Duarte, deram a conhecer, no dia 19, noções básicas de primeiros socorros, mostrando como efetuar uma série de procedimentos que funcionam como primeira assistência dada a uma vítima de acidente ou doença súbita. Ainda demonstraram o conjunto de medidas e procedimentos técnicos do Suporte Básico de Vida, uma medida imprescindível

// Sónia Santos

Visita ao Instituto de Meteorologia

// Maria Amélia Paulo

Voluntários da ESNA na campanha de recolha do Banco Alimentar

No fim de semana de 26 e 27 de maio, alguns dos alunos da ESNA participaram na campanha de recolha do Banco Alimentar. Cerca de 37 mil voluntários estiveram em 1655 superfícies comerciais por todo o país, tendo recolhido 2644 toneladas de géneros alimentares o que ultrapassou todas as expetativas, atendendo aos tempos de crise. Mais uma vez, os nossos alunos provaram que a vontade de ser solidário ultrapassa qualquer dificuldade que tenhamos que enfrentar. Que mais voluntários se juntem aos que já fizeram disso um modo de vida.

para a manutenção da vida, até à chegada de atendimento médico. No dia 26, os alunos aprenderam a responder a situações de stress minor, nomeadamente a avaliar situações de emergência e utilizar as técnicas de reanimação. Os alunos ficaram ainda a conhecer o âmbito de intervenção do/a Auxiliar de Saúde, nomeadamente as tarefas a executar exclusivamente sob a supervisão direta de um profissional de saúde e as tarefas a executar sozinho/a, sob orientação e supervisão de um profissional de saúde.

Nos dias 23 e 25 de maio, os alunos das turmas G e H do 10º ano, visitaram o Instituto de Meteorologia de Castelo Branco. A visita foi realizada no âmbito da disciplina de Geografia. Os alunos puderam identificar, descrever e conhecer o funcionamento dos principais instrumentos meteorológicos utilizados na leitura e registo dos fenómenos atmosféricos, conhecer as práticas diárias da estação, ao nível da recolha e envio da informação e ainda compreender a utilidade da investigação/informação meteorológica. Em Portugal, existe uma rede de

estações meteorológicas que avaliam as alterações atmosféricas nas várias regiões do nosso país. O Instituto de Meteorologia recolhe dados fornecidos pelos satélites e pelas estações meteorológicas. Os seus técnicos analisam todas as informações registadas e elaboram previsões ou prognósticos de superfície para as 24 horas do dia e também para dias posteriores. A difusão de avisos meteorológicos é muito importante e pode reduzir consideravelmente os riscos ao nível da agricultura, da saúde, do turismo, do ambiente e dos recursos hídricos. Os alunos ficaram a saber que para além da estação clássica existe também uma EMA (Estação Meteorológica Automática). Os alunos observaram também instrumentos como, o barómetro, o barógrafo, o termómetro de máxima e de mínima, o termohigrógrafo, o psicómetro, o udómetro, o udógrafo, o cata-vento, o anemómetro, o anemógrafo e o heliógrafo. Através dos relatórios que os alunos elaboraram da visita facilmente se concluiu que os conteúdos programáticos se tornam assim muito mais significativos. // Maria Amélia Paulo

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Também foi notícia em 2011/2012 Biblioteca Escolar premeia P Prrofessores e Alunos ESNA e Conservatório de Castelo Branco

Espetáculo “IN THE NA TURE” do 9ºC da ESNA NATURE” Um hino à Natureza por Artistas da P alavra e da Música Palavra

Os alunos do 9º C da Escola Secundária Nuno Álvares, também alunos do Conservatório, levaram a cabo, no dia 22 de março, um espetáculo subordinado ao tema “In The Nature” no Cine-Teatro de Castelo Branco, sendo o professor dinamizador o responsável pela disciplina de Educação Física, uma vez que a turma tem um projeto que se prende com uma visita de estudo ao Gerês. A palavra, o som, a imagem, a cor, a poesia, a música e ainda a expressão corporal, trabalhada pelos professores de Teatro e de Educação Física, estiveram em perfeita harmonia, conseguindo uma simbiose total na comunicação da

mensagem através de todas estas formas de arte. Com efeito, o espetáculo constituiu um verdadeiro hino à Natureza que uniu uma perfeita conjugação de vontades, esforço e trabalho quer dos alunos, quer dos professores que os apoiaram nas diversas áreas (Educação Física, Língua Portuguesa, Música e Teatro), quer dos Encarregados de Educação, quer das direções das duas Escolas envolvidas quer ainda da Câmara Municipal que cedeu um dos espaços nobres da cidade. Finalmente, parabéns aos artistas e votos de que continuem a presentear a comunidade com o seu empenho e o seu dinamismo.

“PEDRO E A MÁQUINA DO MUNDO” Uma P eça que Deliciou os P Peça Prrofessores e os Alunos os jovens puderam também partilhar vivências e colocar em ação competências, vencendo a timidez e algumas inibições. Neste novo projeto do VÁATÃO, que tem levado a cabo residências teatrais em diversas escolas, incluiu-se também a realização de Workshops na escola, abrangendo não só os alunos do Grupo de Teatro O Grupo de Teatro VÁATÃO levou a cabo inúmeras sessões na Escola Nuno Álvares, transformando a Biblioteca Egas Moniz num verdadeiro laboratório de teatro científico. A peça, muito apreciada e aplaudida por todos os espetadores, deu oportunidade a que os próprios alunos fossem, também eles, atores por momentos, o que resultou de forma perfeita e hilariante. Assim, a par dos profissionais que, ao longo das diversas sessões, foram enchendo “o palco” e as mentes

os “Tubos D’Ensaiomas todos os que quiseram inscrever-se e fazer parte deste trabalho e desta experiência. Nas pessoas dos Diretores das duas instituições, o Dr. Lopes Marcelo e a Dra. Margarida Batista, a parceria foi um êxito, pelo que, ainda este ano letivo, voltará a colocar-se esta peça em cena, na ESNA, a fim de poder responder às solicitações de alguns Diretores de Turma e respetivos alunos, incluindo os do Ensino Básico.

No passado dia 6 de Junho, a equipa da Biblioteca entregou os prémios das últimas atividades realizadas, bem como os prémios de melhor leitor e de “amigo da Biblioteca”. Pela sua participação na Semana da Leitura, foram premiados as alunas Carina Bastos, Catarina Santos (12º G) e Inês Faustino (7º B).

João Moreira e Rita Moreira, ambos do 9º C, ganharam um prémio pela produção de slogans para o Concurso “Um dia com os Media”. A equipa da biblioteca quis distinguir também José Alberto Ferreira (9ºB) e Raul Monteiro (7ºB) pelos lugares obtidos (2º e 5º lugares, respetivamente) no concurso de slogans promovido pela Biblioteca Municipal de Vila Velha de Ródão, que decorreu a par da fase distrital do Concurso Nacional de Leitura. Nesta fase do CNL, José Alberto Ferreira (9ºB) e Camila Gonçalves (11º C) foram os grandes vencedores distritais nas categorias 3º ciclo e secundário. Estarão em Lisboa para representar a ESNA e o distrito no próximo dia 29 de Junho. Para tal, terão ainda que ler mais três livros cada um.

A Biblioteca premiou igualmente os leitores que requisitaram mais livros durante o ano letivo: a professora Maria João Damas e a aluna Diana Rosa, do 10º E. Já os alunos André Gonçalves (10ºB) e Ana Carolina Gonçalves (12ºG), receberam o diploma “Amigo e colaborador da Biblioteca” e “Melhor leitora”, respetivamente, ambos colaboradores voluntários em atividades de organização e de leitura da Biblioteca /Centro de Recursos.

Finalmente, os professores Elsa Amaro e Adriano Cardoso ganharam o prémio “Fotografia “ e Guilherme Ganança (autor dos livros “Do Cacine ao Cumbijá” e “O Corredor de Lamel”) foi premiado na categoria “Texto” pela sua participação no XII Passeio Literário a Guimarães. Começava assim o seu texto: “Há muito que não chove em Castelo Branco, nem no país. Toda a gente lamenta a secura e os entendidos dizem que as sementeiras estão condenadas e que o próximo Verão vai ser um calvário. Mas, naquele sábado, 25 de Fevereiro, juntámo-nos logo pela manhã, enchemos o autocarro com 52 pessoas bem-dispostas e bendissemos o Sol e o céu transparente.(…) E foi assim, com esta vontade de pedir chuva e agradecer a Deus por não chover, que partimos para o XII Passeio Literário do “nosso Liceu”.” // Mª Celina Caldeira (Professora Bibliotecária)

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Dois Pontos: ENTRÁMOS NOS 30!... Encontr os DP Encontros Dois jornalistas do primeiro DP

No dia 22 de março, realizaram-se os 3º Encontros DP que contaram com a presença de dois dos jornalistas dos primeiros números do jornal, à época, alunos da ESNA. Falamos de Ângela Correia, docente da Universidade de Letras de Lisboa, e Veríssimo Almeida, antigo jornalista do Jornal do Fundão. Ambos relataram a sua experiência neste jornal escolar e de como era feito, de forma demorada, na tipografia.

Para Veríssimo Almeida, “Ser jornalista não é ser juiz, mas testemunha da história do dia a dia, da vida real. Cabe ao jornalista relatar, de forma genuína, a realidade envolvente, de modo compreensível e fidedigno, com total independência.”. Ângela Correia partilhou também o que faz na sua profissão, numa palestra intitulada “Editar Literatura Portuguesa: dos Trovadores aos Contemporâneos”. O seu trabalho é comparar várias versões/impressões de manuscritos para se chegar ao texto mais próximo do original. A oradora apontou aos alunos uma nova oportunidade de trabalho: ediitar, dado que, na sua opinião, constitui o futuro das letras nas plataformas digitais. No final, ambos partilharam o mesmo sentimento em relação a este jornal escolar: “Dois Pontos serão, para sempre, duas palavras inesquecíveis e inseparáveis do nosso léxico. Como nos versos de Alexandre O’Neill, há palavras que nos beijam/como se tivessem boca.”. // Equipa DP

A P erspetiva dos Alunos, Colaboradores A tivos Perspetiva Ativos No passado dia 13 de abril assistimos, no âmbito das comemorações dos 30 anos do jornal escolar Dois Pontos, a uma palestra apresentada pela aluna Mariana Pereira e pelo ex-aluno Jaime Lourenço, que falaram sobre a sua prestação no jornal e sobre as suas experiências neste ramo. Atualmente, Mariana Pereira frequenta o 11º ano de Línguas e Humanidades na ESNA e Jaime Lourenço frequenta o primeiro ano da licenciatura em Relações Públicas e Comunicação Empresarial, na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa. Mariana é a responsável pela revisão dos textos do jornal e é autora de vários poemas que nele são publicados. Jaime foi responsável pela paginação e fotocomposição do jornal e escrevia críticas de cinema e literatura na página de Cultura. Jaime ajudou, também, a divulgar o jornal através de outros jornais regionais. Criou, ainda, a conta do DP na plataforma ISSUU

e representou a escola nas reuniões do projeto “Educação para os Media”. Hoje, publica artigos para jornais e revistas nacionais e internacionais e colabora na publicação de fotografias e novidades na página do Dois Pontos no Facebook. // Mª Gabriela Rodrigues; Mª Gabriela Patrocínio (9ºD)

Em 1982, Teresa Antunes colaborou no primeiro número do jornal Dois Pontos. Após 30 anos ,regressa à Escola Secundária Nuno Álvares para falar dessa experiência e do rumo da sua vida profissional. De que forma considera que a sua participação na edição do Jornal Dois Pontos contribuiu para o seu desenvolvimento pessoal? Contribuiu, na medida em que definiu a minha opção profissional, sem dúvida! Eu já escrevia, já gostava de escrever, mas escrevia apenas aquelas coisas de adolescentes, os cadernos e os diários que quase todos numa determinada fase da nossa vida temos. Foi quando comecei a colaborar no jornal que me fui apercebendo de que aquilo que eu realmente gostava de escrever eram textos jornalísticos; deuse o “clic”. Quando olha para a ESNA, encara-a de forma saudosista? Em primeiro lugar eu não consigo olhar para a ESNA como a ESNA, para mim nunca será a Escola Secundária Nuno Álvares, mas sim o Liceu Nuno Álvares! (risos) Quanto àquilo que esta escola me transmite não poderei apelidar de saudo-

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presença de um jornal escolar na nossa vida; referiu a importância da capacidade de reflexão, de interpretação, de olhar crítico e atento por parte do leitor do jornal - frisou que mais importante que produzir é saber analisar de forma crítica aquilo que se produz. Falou da sua experiência no auxílio ao desenvolvimento A 17 de abril teve lugar o 5º encontro DP, dinamizado pelo jornalista Vítor Tomé sob o tema “Jornalismo Escolar e Redes Sociais: Certezas e Desafios”. O nosso convidado foi apresentado por Miguel Almeida do 9ºB. Vitor Tomé encontra-se atualmente a realizar o pós-doutoramento nas Universidades do Algarve, Católica de Milão e no Clemi, em Paris, e trabalha no projeto Media Against Racim in Sport, promovido pela Comissão Europeia e pelo Conselho da Europa. Após a lembrança dos tempos da sua passagem pela ESNA, Vítor Tomé relatou a importância dos media e da

de jornais escolares e explicou a importância da impressão do jornal escolar. Referindo-se a Manuel Pinto, um dos precursores no incentivo aos jornais escolares em Portugal, terminou a sua comunicação com aquelas que poderão ser apontadas como bases inerentes ao aprendiz de jornalista, o aluno: “desenvolver o espírito crítico, estilos e hábitos de reflexão e criatividade, o respeito pela diversidade de opiniões e o interesse pela atualidade” . // Inês Mateus e Simone Maruje (9ºB)

“Um clássico no Mundo Digital” Realizou-se, no dia 11 de maio, o 6º Encontro DP que contou com a participação do ex-aluno, atualmente locutor e editor de programas da Antena 1, Daniel Belo. O palestrante foi apresentado por Marcelo Domingues (9ºB), um dos locutores da nossa rádio escolar. O interesse de Daniel Belo pela rádio começou aqui, na ESNA. Com 16/17 anos, colaborou com a Rádio Urba-

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“Jornalismo Escolar ”, por Vítor T omé Escolar”, Tomé

na. Mas a oportunidade de aperfeiçoar a sua técnica radiofónica surgiu apenas na Rádio Universidade de Coimbra, enquanto se licenciava em Jornalismo. Em 2001, trabalhou em Macau e três anos depois voltou a Portugal, onde começou como repórter na Antena 1. Um ano depois, foi promovido a editor, cargo que ocupa atualmente. A palestra iniciou-se com um vídeo feito por si, onde mostrava o seu dia-a-dia na rádio. Depois, respondeu às perguntas dos alunos presentes. “Não

é preciso ser doido para trabalhar na rádio, mas ajuda”, respondeu, divertidamente, a uma pergunta que lhe fora formulada. Na sua opinião, o trabalho na rádio é exaustivo e, para ele, um elemento fulcral num jornalista é “manter-se informado”. Foram-lhe ainda colocadas questões sobre o seu salário, os seus trabalhos e as suas maiores e mais engraçadas gafes. A palestra acabou com vários conselhos, por ele dados, a quem gostaria de seguir a área do jornalismo.

// Mafalda Ferreira; Patrícia Afonso (9ºA)

sismo, mas sim uma certa nostalgia. Tenho recordações muito boas dos meus amigos, do convívio, dos professores e daquela curiosidade toda com que nós, alunos, assistíamos às aulas, tínhamos muito respeito pelos professores mas conseguíamos construir laços interessantes. Passei aqui os anos mais importantes da minha vida e por isso é claro que me marcaram. Depois de tantos anos qual é a mensagem que, enquanto alunos, nos quer deixar? Estudem o mais possível! E divirtam-se também, aproveitem bem porque esta é, sem dúvida, uma das fases mais importantes e decisivas para a vossa formação. É fundamental que aprendam com as duas mãos. Mas acima de tudo, “sejam felizes”! // Andreia Pereira; Catarina Santos (12ºG)


Dois Pontos: ENTRÁMOS NOS 30!... Sétimo e último encontr o do “Dois P ontos” encontro Pontos”

Como último convidado, tivemos Nuno Cerdeira, antigo aluno da nossa escola, que nos falou sobre a sua área, o jornalismo. No passado dia 23 de maio ocorreu o sétimo e último encontro das comemorações dos 30 anos do Dois Pontos. Contou-nos a sua experiência, por vários meios de comunicação: durante o seu estágio, o jornal onde trabalhava foi à falência levando-o assim a um novo caminho, como único jornalista e também fotógrafo a tempo inteiro, na redação do jornal Povo da Beira, durante dois anos. Nunca trabalhou em jornais desportivos onde “Inventa-se e escreve-se muita “palha” , ao contrário do jornalismo principal.”estas são as palavras que Nuno

Cerdeira usa para descrever este tipo de jornalismo. Atualmente trabalha na TVNet e diznos que a concorrência na internet é mais feroz do que na imprensa escrita. O que distingue o jornalismo online é que o jornalista acaba por se tornar um pouco sedentário porque as informações que precisa não o fazem ter de o deslocar até ao local dos acontecimentos. Um dos pontos positivos que encontra no jornalismo é poder estar sempre em contacto com novas pessoas e novos assuntos; por isso, caracteriza esta profissão como enriquecedora. Apesar de ainda não ter surgido nenhuma oportunidade, o nosso convidado gostaria bastante de trabalhar no estrangeiro.

// Ana Margarida Fidalgo; Mariana Rebelo (9ºB)

ENTREVIST A ENTREVISTA Manuel Portela, professor e investigador da Faculdade de Letras de Coimbra; “participar fomenta o crescimento intelectual e pessoal de cada um de nós”. Quando olha para trás o que sente em relação ao jornal dois pontos? Na verdade durante este 30 anos não pensei muito no jornal Dois Pontos. Gostei de ajudar a criar o jornal evidentemente. Aliás mais tarde em 1987, numa outra escola, já era eu professor criei também um jornal. É muitíssimo gratificante! Que perspetivas tem para o seu trabalho futuro? Sou professor universitário e investigador, desejo continuar a desenvolver o ensino e a investigar. Tento aprender e transmitir o meu conhecimento. Como pretende desenvolver o ensino? Apoiando e desenvolvendo cada vez mais as minhas capacidades e as dos outros. É uma coisa muito gratificante – comunicar, participar, transmitir conhecimento. Depois de tantos anos qual é a mensagem que hoje nos quer deixar? A importância de participar num jornal ou em qualquer outra coisa fomenta o crescimento intelectual e pessoal de cada um de nós. Qual é a diferença entre escrever para um jornal e para um blog? Escrever num jornal ou num blog é diferente, sem dúvida. Não comparo, uma coisa não substitui a outra. O jornal tem um cariz informativo, é uma escrita orientada. Enquanto que o blog é mais pessoal, individual. É de facto um experimentação com a escrita. Pode descrever apenas numa palavra o que foi escrever para o jornal Dois Pontos? Participar.

Exposição assinala aniversário do DP O “Dois Pontos” é o jornal escolar mais antigo da região, tendo nascido em abril de 1982, numa iniciativa da Professora Maria Celina Caldeira e de um grupo de alunos, e foi publicado pela primeira vez como suplemento do “Jornal do Fundão”. Ao longo dos anos, este projeto foi crescendo, passando pelas mãos de vários alunos e docentes do conhecido “Liceu Nacional Nun´Álvares”. Para celebrar os 30 anos de vida do jornal escolar, as atuais Coordenadoras, Maria João Damas e Cristina Santos, criaram uma nova identidade gráfica e lançaram o desafio aos alunos da ESNA de desenharem o logotipo comemorativo do 30º Aniversário, a ser utilizado nos dois números de 2012. O logotipo vencedor foi apresentado pelo aluno Nuno João Casteleira, do 12º Ano, e foi já incluído no número de março. O “Dois Pontos” faz História há 30 anos e tem, segundo a Diretora da ESNA, Margarida Baptista, proporcionado uma interação, um espaço de reflexão e de discussão junto da comunidade educativa e até mesmo dos albicastrenses.” - e são essas vivências que marcam o “Dois Pontos”. Foi no âmbito desta comemoração que alunos do 9º ano (turmas A e B) frequentaram a oficina de escrita do MediaLab, no Jornal “Diário de Notícias”, em Lisboa, onde ficaram a conhecer a história deste órgão da imprensa escrita e puderam compor a sua própria Primeira Página de um Jornal, pondo em prática os seus conhecimentos sobre os géneros jornalísticos. Para além destas atividades, a equipa do “Dois Pontos” realizou, de janeiro a maio, os “Encontros DP”, em que antigos alunos recordaram a sua colaboração com o jornal e falaram sobre a sua experiência profissional. No dia em que o DP fazia 30 anos, a 16 de abril, foi inaugurada a “EXPO DP 30 ANOS” que permite não só viajar pela história do Jornal, como também pela história da própria escola e até da cidade de Castelo Branco, ao observar as 30 capas expostas, e respetivas fichas técnicas, e os originais, alguns deles exemplares únicos, dos números mais antigos. Desta exposição faz ainda parte o desafio “30 Anos, 30 Perguntas”, dirigido aos alunos, que lhes proporciona uma aprendizagem divertida da evolução do jornal, da sua própria escola e da educação em Portugal. Este aniversário foi pretexto para tornar visíveis todos os 50 números do “Dois Pontos”, até agora publicados apenas em formato de papel, ficando disponíveis no issuu.com, um serviço online que permite folhear o jornal enquanto se lê. Nasceu assim, o DP DIGITAL. As atividades dos 30 anos têm sido muito bem recebidas pela comunidade educativa, sendo este um Jornal que, segundo a Diretora da ESNA, “é não só uma oportunidade de expressão, mas também de criatividade e de diálogo para jovens e adultos que estão permanentemente em rede.” // Jaime Lourenço

// Andreia Pereira; Catarina Santos (12ºG)

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Dois Pontos: ENTRÁMOS NOS 30!... EXPO DP 30 ANOS dá prémios

- Atribuição de prémios à equipa vencedora -

No dia 9 de maio, pelas 10h, teve lugar na Biblioteca Egas Moniz a Sessão de Entrega de Prémios e Certificados do desafio “30 Anos, 30 Perguntas”, promovido pela Equipa DP durante a EXPO DP 30 ANOS e no qual participaram 187 alunos, divididos em 48 equipas. A equipa “Quarta-Feira” (João Moreira, Maria Nascimento, Mariana Carvalho e Rita Moreira, do 9ºC) venceu o desafio. Em segundo lugar, ficou a equipa “DP Team” (Guilherme Belo, Joana Pereira, Mafalda Simão e Maria Pereira, do 8º B) e, em terceiro lugar, a equipa “Flying Penguins” (Inês Mateus, José Alberto Ferreira, Luís Mota e Mariana Resende, do 9º B).

- Atribuição de prémios às equipas 2º e 3º classificadas -

Nasceu o DP DIGIT AL DIGITAL

30 Anos, 30 capas Os visitantes da EXPO DP 30 ANOS foram convidados a eleger aquela que consideravam ser a melhor capa, das 30 expostas. Depois de validados e contados os 172 votos, a capa nº 3, do número de maio de 1986, foi a vencedora, com 28 pontos. Em segundo lugar, posicionou-se a capa nº 8, do número de dezembro de 1994 e em terceiro a capa nº 30, do número de março de 2012. A Equipa do DP quis partilhar, com os seus leitores, algo mais sobre a capa vencedora e pediu à coordenadora do DP de então, a Dra. Mª Clara Moreira, para nos contar a história que abaixo se transcreve: Pediram-me que escrevesse um artigo sobre a conceção da capa do Jornal Dois Pontos, de 1986, com a imagem de Nuno Álvares Pereira. Não me lembro muito bem do que foi discutido nem das ideias que surgiram e, muito menos, de quem foi a proposta. Mas, em tempo de comemorações, é natural que queiramos afirmar a nossa identidade e rever-nos na figura carismática de Nuno Álvares, o patrono da escola. Comemoravase, então, os 150 anos do Liceu Nuno Álvares e os 40 anos do edifício atual. Lembro-me, sim, e muito bem, dos rostos dos alunos, daqueles que deram nome aos artigos. Lembro-me do seu entusiamo, de quererem fazer uma coisa arrojada, inovadora, diferente, um Nuno Álvares em ponto grande, com um grafismo novo. E o jornal saíu do convencional e deu forma aos seus desejos, porque para isso serve um jornal e uma escola – para dar espaço e corpo ao sentir, à expressão dos seus protagonistas. Lembro-me também que a capa foi muito elogiada e que isso encheu de orgulho um grupo de trabalho formado por muitos professores e muitos alunos cujos nomes ficarão para sempre associados ao Dois Pontos. // Maria Clara Moreira

Aquando da inauguração da EXPO DP 30 ANOS, no dia 16 de abril, dia do 30º aniversário do jornal escolar, foi igualmente “aberto ao público” o DP DIGITAL, alojado na plataforma Issuu. Aí se podem, literalmente, folhear online todos os 50 números do Dois Pontos publicados em formato de papel, desde 1982 até 2012. Tirando partido das potencialidades que esta plataforma oferece, a Equipa DP publicou o nú-

mero de junho de 2012 no seu tradicional formato de papel, com 16 páginas e a sua versão digital com mais páginas, cobrindo quer as atividades que, por terem decorrido há mais tempo, não cabem na novidade da notícia de um formato de papel, quer as que tiveram lugar depois do fecho da edição em papel. Assim, o 51º número do DP a tornar-se digital só se pode ler na íntegra no…DP DIGITAL.

- Capa de dezembro de 1994 -

- Capa de março de 2012 -

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INÉDITOS Eis alguns poemas elaborados por alunos do 7º A, onde tentavam explicar o que era, para cada um deles, a POESIA: Escrevi no papel lindas palavras Que na minha alma estavam. Consegui expressar aquilo que sentia Apenas através da poesia! A poesia é a alegria E a liberdade de expressão. A poesia serve também para desabafar Deitando tudo cá para fora! Usem e abusem da poesia, Libertando tudo o que têm dentro de vocês. // Inês Rodrigues

A poesia é uma arte Uma arte para rimar E sobretudo para adorar. A poesia é um novo mundo, Um mundo cheio de Sol e beldade E repleto da mais pura criatividade. A poesia é um sentimento Que não se consegue descrever Mas com um sincero chamamento Também tu a podes fazer.

O que será um poema? Nunca soube ao certo: São palavras numa folha A sair de dentro de nós Ao sabor da caneta… E que mais? O que é que embeleza um poema? Eu não sei… Só tento imaginar espaços e paisagens Que vão para lá do possível E do impossível. Além disso, trata de sentimentos! Não existiria poesia sem eles Pois os sentimentos tornam o poema Numa música de embalar tão profunda Que era capaz de se fazer ouvir Mais do que uma violenta tempestade. Talvez seja isso um poema Talvez seja para nos expressarmos, Para dizer o que nos vai na alma, Para não enlouquecermos de vez E podermos ser felizes, como vês. O poema é um amigo Com quem podemos sempre contar! // Joana Mateus

// João Santos

Na aula pediram-me Uma coisa complicada: Tinha de descrever a poesia Mas não me ocorria nada! Talvez seja um diário Que usamos para exprimir As mágoas, aventuras E o que estamos a sentir! Por um mundo imaginário Ela nos leva a passear. Podemos ir até à lua Ou no tempo recuar! Talvez seja isso, Uma grande sinfonia, Que nos faz pensar E nos dá alegria! Enfim, para terminar, Vou apenas dizer Que podes pegar num livro E poesia começar a ler! // Inês FFaustino austino

Dá largas à imaginação: Entra no mundo das palavras E elas te ajudarão A formar um poema Com apenas vinte e seis letras! // Rute Raimundo

Sorriso de mulher O mundo não te sabe como eu te sei saber, porque nos sonhos que nunca sonhei ter Desvendei com os meus dedos, o teu pequeno sorriso cheio de segredos e medos. Aprendi-te frágil e forte, seguindo-te nos trilhos que caminhaste, onde encontrei o coração que nunca apresentaste, como pequeno astro, infinito até à morte, e o teu sorriso de mulher, entregue à sorte.

Este texto é o início do 1º Capítulo de uma história que continuarei a partilhar convosco nos próximos númer os do DP números DP..

O meu olhar estava perdido, vagueava em torno do lugar onde permanecia de pé, há já algum tempo. Havia mais pessoas do que esperava, o que deveria significar algo de bom, mas eu estava demasiado aterrorizada para conseguir pensar fosse no que fosse. As lágrimas que caiam dos meus olhos congelavam à medida que escorriam pela minha face até por fim caírem. Eu, acreditando no teu sorriso, Os abraços reconfortantes, os beijos calorosos apenas sei ser mais um coração que não sentes, que não tinham fim, pareciam não ser suficientes que te sabe como meiga, que nunca mentes. para alterar o que estava a sentir. As pessoas Sonhando desvendar quantas vezes tiveste de pisar entravam e saiam sem nunca parar e acumulavasentimentos, emoções como pedaços de vidro com percalços, se um grupo de pessoas naquele estranho e triste sempre de pés descalços, que não te souberam magoar. lugar. E sei que tuas mágoas e dissabores de vida cansada, Os sentimentos encontravam-se à flor da pele e guardas na tua alma como gaveta trancada, os sussurros eram muitos. As palavras que semeando força na estrela não apagada, circulavam acabavam por ser as mesmas, mesmo como o teu sorriso de mulher. sem as ouvir sabíamos o que tínhamos a dizer uns aos outros. Por isso, mulher, percebe a minha proeza, Conseguia ver o frio a apoderar-se das pessoas quando te sei como rainha, princesa. que acabavam por se deslocar para os seus carros És esperança e mudança, páginas em branco por escrever. mas senti-lo não senti, alias não me lembro de Antes que a vida acabe como rosa de espinhos, sentir absolutamente nada durante toda a noite deixada aqui, ali, por entre caminhos apenas sofrimento e perda, que por si só já era e, olhando só à dor, o coração se desfaça muito mais do que o suficiente. numa margarida que não se deixa colher. Os meus gestos começaram a tornar-se lentos e Ouve-me mulher, quando te digo, cheia de graça! cada vez mais inúteis, depois de recolher algumas Renovação e emoção de vida ainda por viver! forças, tal como muitas outras pessoas, desapareci Ouve-me quando te digo como esplendor, sozinha na escuridão. e mostra-me o teu sorriso de mulher. A noite parecia não ter fim tal como o sofrimento que se apoderava de todos nós… // Mariana P ereira, 11º F Pereira, // Helena (pseudónimo)

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A poesia é como uma cantiga Sem a melodia. É escrita pelos poetas Com a alma e o coração. A poesia é uma fonte de palavras Que nos fazem sentir bem. É baseada nos sentimentos Ou nos momentos Que os poetas têm. É uma gota de chuva Leve e agradável. A poesia é a vida… // Mariana FFerr err o erro

Quando há poesia Há magia no ar, Tantas coisas belas Que estou a admirar. Para escrever poesia Preciso de caneta e papel Onde escrevo algo tão belo Como a magia de crianças num carrossel. O poema é uma floresta à noite Ou o fundo do mar Que está cheio de vida Apesar da escuridão a pairar. // Miguel Grilo

Já se sente no ar um cheirinho de férias e de amor com estes acrósticos que alunos do 7º A elaboraram para a aula de Língua P ortuguesa… Portuguesa…

Plana extensão Raios de sol Água em profusão Imagino o Verão A entrar no meu coração // Júlio Santos

Maré cheia Areia fina Rapazes e raparigas a correr na praia // Nuno Martinho

Alegria, fantasia Maravilhoso, maravilha Orgulho e paixão Respeito quem ama do fundo do coração // Inês FFaustino austino

O DP dá a conhecer Jovens Autores:

Damos espaço à tua criatividade! Poeta, contista ou ilustrador, envia as tuas produções para doispontos@esna.pt


CUL TURA CULTURA

Boas leituras

Ao Ritmo de P iazzolla Piazzolla O DP falou com Pedro Soares (9ºC), acordeonista premiado a nível nacional e internacional.

A Biblioteca Escolar aconselha… Literatura juvenil e estrangeira O Grande Labirinto Labirinto,, SAVATER, Fernando Fernandez

De onde vem o teu gosto pela música? Talvez pelo facto de, desde criança, ouvir vários tipos de música. Qual o motivo que te levou a escolher o acordeão? Quando tinha 6 anos, fui para a Orquestra Típica Albicastrense e o instrumento que escolhi foi a guitarra. Porém, seguindo o conselho de um professor, que me disse que os instrumentos de corda não seriam os mais adequados para minha idade, optei pelo Acordeão. Ganhaste alguns prémios como reconhecimento do teu trabalho: quais tiveram mais significado para ti? Todos tiveram um significado importante para mim, pois ao ganhar um prémio sentimo-nos felizes pelo trabalho realizado. Mas houve um que se destacou, não só por ser uma experiência diferente a nível musical, mas também por ter sido um concurso Internacional na Sérvia.

No teu percurso de músico, quais são as pessoas que mais te apoiam? Sem dúvida os meus pais e outros familiares sem esquecer os meus amigos, especialmente os do “mundo” da música, que também me apoiam muito nos melhores e nos piores momentos. Tens algum ídolo relacionado com o instrumento que tocas? Não há muitos acordeonistas conhecidos e os que o são mundialmente tocam mesmo muito bem e distinguem-se pelas suas capacidades. De entre eles, escolho o meu professor de acordeão, que é conhecido nacional e internacionalmente, pela sua qualidade enquanto intérprete, compositor e jurado. No futuro, que ligação gostavas de ter com a música e como músico? Vou continuar sempre por estar ligado à música e gostaria de continuar a “crescer” musicalmente e continuar a ter mais projetos nos quais possa participar. // Mariana Resende; Marta Clara; Sofia Carvalho (9ºB)

Encontro Marcado com a Leitura O DP entrevistou os dois finalistas do Concurso Nacional de Leitura que, no dia 29 de junho, irão representar o distrito na final nacional na RTP: José Alberto Ferreira (JF) e Camila Gonçalves (CG). Tens alguma motivação especial para a leitura? JF: Sim, tenho: a leitura é uma forma completa, interessante e descontraída de nos enriquecer e, por isso, faz-nos mais conhecedores. CG: É mais uma procura literária por algo que nem sempre se encontra noutro lugar, senão num livro. Com que frequência lês? JF: Não abdico de ter um bom livro por perto (bem como uma lista de futuras leituras), que tento ler, no mínimo, uma ou duas vezes por semana. CG: É difícil dizer com que regularidade leio, mas isso é das melhores coisas da leitura: não preciso de ter um “encontro” marcado com um livro, porque ele está sempre lá. Trata-se de uma questão de estado de espírito e de tempo. O facto de leres muito influencia os bons resultados na escola? JF: Desenvolver hábitos de leitura tem vantagens na escola e fora desta. Os livros proporcionam-nos, de uma forma lúdica, uma boa cultura geral, para além do enriquecimento vocabular, o que contribui, em parte, para o meu sucesso escolar.

CG: Alguém que lê tem inevitavelmente um vocabulário mais desenvolvido que alguém que não o faz, mas penso que o estigma de que ler muito implica ser bom aluno não é verdadeiro. O que te levou a entrar no concurso? JF: A minha participação no concurso é ocasional: já que a leitura é algo que me dá prazer, por que não pô-la à prova, numa perspetiva lúdica? CG: Foi por mero acaso: vi as obras selecionadas para a fase escolar e pensei “Por que não?!”. Participei e consegui ser apurada. Como te sentes em relação à final do concurso? JF:Sinto-me tranquilo. Não é a primeira vez que vou à final e isso tira-me alguma “pressão”, pelo que me vou dedicar atentamente.Contudo, não posso esquecer que lá estarão os melhores do país, mas prometo representar o distrito da melhor forma que puder! CG: Principalmente expectante e um pouco ansiosa - é difícil não sentir pressão como representante do distrito, mas não se trata de algo excessivo. // Luís Mota; Miguel Almeida; Rodrigo Almeida (9ºB)

Algo terrível está a acontecer no Estádio. As pessoas que vão assistir à chamada «Partida do Século» não voltam a sair, apesar de lá estarem fechadas há mais de uma semana. E umas figuras monstruosas ocupam o terreno de jogo... Fisco, Jaiko, Sara e Arno têm de tentar resgatar os seus, aparentemente, enfeitiçados familiares. Para isso devem reunir as oito letras de uma palavra-chave que ignoram e terão de viajar para o conseguir, por mar e terra e até pelo mundo subterrâneo... Conhecerão Dom Quixote e Sherlock Holmes, visitarão Praga, Veneza e Paris, navegarão com Sindbad e discutirão sobre o amor e a morte com um fantasma num palácio enfeitiçado. Depois voltarão a travar a batalha definitiva com o seu implacável inimigo que se alimenta de almas descuidadas.( http://www.leyaonline.com)

Literatura portuguesa O teu rrosto osto será o último, PEDRO, João Ricardo Prémio Leya 2011 Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu. Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.(http://www.leyaonline.com)

Literatura

portuguesa de expressão africana

A Confissão da Leoa Leoa, COUTO, Mia [...] Os nossos jovens colegas trabalhavam no mato, dormindo em tendas de campanha e circulando a pé entre as aldeias. Eles constituíam um alvo fácil para os felinos. Era urgente enviar caçadores que os protegessem. Os caçadores passaram por dois meses de frustração e terror, acudindo a diários pedidos de socorro até conseguirem matar os leões assassinos. Mas não foram apenas essas dificuldades que enfrentaram. De forma permanente lhes era sugerido que os verdadeiros culpados eram habitantes do mundo invisível, onde a espingarda e a bala perdem toda a eficácia. Aos poucos, os caçadores entenderam que os mistérios que enfrentavam eram apenas os sintomas de conflitos sociais que superavam largamente a sua capacidade de resposta. Vivi esta situação muito de perto. Frequentes visitas que fiz ao local onde decorria este drama sugeriram-me a história que aqui relato, inspirada em factos e personagens reais. (http://www.leyaonline.com)

- FLORBEL AFLORBELA Filme a não perder…

A biografia de Florbela Espanca foi transportada para o cinema pela mão do Realizador Vicente Alves do Ó. Através do desempenho fantástico de Dalila Carmo, Ivo Canelas e Albano Jerónimo (entre outros),podem conhe-

cer o retrato íntimo de Florbela: uma vida cheia de sofrimento, mas uma poesia que se eternizou pelo seu encanto nunca longe da sensualidade. Florbela Espanca é um dos vultos mais importantes da poesia portuguesa do século XX.A sua história pode ser contada, com ou sem escândalo, mas será sempre uma mulher apaixonada e que se apaixonou. Os alunos do 11º A da Escola Secundária Nuno Alvares tiveram a oportunidade de assistir ao filme e adoraram, não percam! // Joana Fonseca, 11ºA

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Sessão Nacional do P arlamento dos Jovens Parlamento

Palestras e Debates Alunos do Secundário debateram “O ser e o ter” A 3 de Maio, alunos do secundário da ESNA, assistiram a uma aula diferente, que trouxe a ética para o centro do debate. Partindo do tema “O ser ou o ter – um debate entre uma lógica do bem e uma lógica do útil”, o Prof. José Manuel Pereira de de Almeida, da Universidade Católica Portuguesa, lançou diversas interpelações aos alunos presentes, designadamente: O que determina que uma ação seja um bem? O que significa dizer que algo “tem preço” ou “tem dignidade”? Estas e outras questões procuraram situar a ética na sua dimensão antropológica, filosófica, moral e religiosa. A iniciativa da disciplina de EMRC, visou sobretudo, incentivar a refle-

xão acerca das interrogações éticomorais que inquietam o ser humano atual no modo como conduz a sua existência, assim como favorecer o confronto com as lógicas que presidem à ação humana: a busca do “maior bem” ou o sentido “utilitarista”. Tratou-se de uma ação atual, pertinente e participada, tendo sido avaliada de forma positiva por alunos e professores. // Dina Pinto

X Seminário da R ede ESCXEL Rede

A 17 e 18 de maio decorreu, em Constância, o 10.º seminário da Rede ESCXEL, subordinado ao tema “Estratégias de diagnóstico precoce e atuação preventiva do insucesso escolar” – iniciativa que possibilitou a apresentação de um conjunto diversificado de estratégias e atividades que visam dar resposta a dificuldades de aprendizagem e problemas de integração, de modo a combater o insucesso e o abandono escolares. As escolas pertencentes a esta rede apresentaram projetos que visam dar resposta atempada às dificuldades diagnosticadas através da avaliação precoce das necessidades dos alunos, da prá// Coordenação Maria João Damas Cristina Santos // Paginação Cristina Santos // Edição Fotográfica Cristina Santos // Fotocomposição Cristina Santos

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tica regular das avaliações diagnóstica e formativa, da rentabilização de recursos humanos e materiais na gestão dos tempos escolares não letivos, do trabalho colaborativo entre alunos de diferentes anos escolares, da diferenciação pedagógica em trabalho com pequenos grupos homogéneos, do envolvimento das famílias na vida escolar através da sua colaboração em diversas atividades e trabalho colaborativo em equipas multidisciplinares, contando com o envolvimento de professores, psicólogos, monitores e outros agentes educativos. A ESNA apresentou o projeto OPTE - Ocupação Plena dos Tempos Escolares. Do debate ressaltou a recusa do determinismo que encara o insucesso como uma inevitabilidade, principalmente baseado no argumento da origem social dos alunos ou da impossibilidade de os recuperar e integrar. // Mediadora do Projeto ESCXEL na ESNA: Carla Ponte

// Revisão Mariana Pereira // Redação Comunidade Escolar // Periodicidade Trianual // Nº de Páginas 16 // Tiragem 1500 exemplares

Estavam presentes 128 deputados que representavam 64 escolas de Portugal Continental, das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores e uma do Círculo da Europa. A 28 e 29 de maio, decorreu, na Assembleia da República (AR), a Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens/ Secundário. Na 2ª feira de tarde, os deputados trabalharam nas comissões, expondo e discutindo as suas pro-

postas,em representação dos círculos envolvidos neste projeto. A delegação do distrito de Castelo Branco incluía três alunos da ESNA, dois deputados - André Morgado (Porta-Voz) e João Silva, alunos do 11ºF, e uma Jornalista do Dois Pontos, Inês Belo, do 12ºA. Os deputados, eleitos pelo segundo ano consecutivo, manifestaram o desejo de continuar a participar neste projeto no próximo ano letivo. Durante a manhã de 3ª feira, os jovens deputados tiveram a oportunidade de colocar questões aos deputados da AR, em representação dos diferentes partidos políticos, num debate muito participado. Depois de um breve intervalo, recomeçaram os trabalhos que incidiram na justificação da eliminação de algumas das vinte medidas selecionadas nas comissões , no dia anterior. No final do dia, foram aprovadas as dez medidas que constituem o Projecto de Recomendação Final que foi entregue à Assembleia da República. // Mª Clara Moreira

Biocombustíveis

A 17 de fevereiro, o 11º F e G assistiram a uma palestra sobre Biocombustíveis - Produção e Uso - Vantagens e Inconvenientes,

proferida pelo Eng. José Monteiro, professor Adjunto da ESA/IPCB. A exposição, marcada pela preocupação da melhoria do ambiente, muito clara e acompanhada de diapositivos, permitiu ao palestrante, de uma forma apelativa, cativar permanentemente a assistência, que em vários momentos o interpelou, estabelecendo-se o diálogo. // Maria Amélia Paulo

Organização e Gestão do Estado Conferência por Encarregado de Educação A 8 de março, realizou-se, na Biblioteca Egas Moniz, uma conferência sobre a organização e gestão do estado com a presença do Dr. Nuno Almeida Santos, encarregado de educação de uma aluna do 11º ano. Na conferência foram tratados também alguns temas como a Monarquia, a Democracia, a Oligarquia, os órgãos de soberania e a Assembleia da Republica, entre outros. O principal objetivo desta conferência foi o de sensibilizar os jovens para assuntos relacionados com a organização do estado, algo que, hoje em dia, vai perdendo importância entre os mesmos.

// Colaboração GDAE (Mª Fátima Domingues; Berta Ramalhinho; Dolores Fidalgo; Filomena Ribeiro; Mª João Damas) // Sede Esc. Sec. c/ 3º Ciclo Nuno Álvares Av. Nuno Álvares 6000-083 Castelo Branco Telef. 272 340 550 Fax 272 320 240 e-mail: esna.ctb@mail.telepac.pt

// João Pedro Afonso, 11ºA

// e-mail DP doispontos@esna.pt // DP Online http://esna.ccbi.com.pt/ // DP Facebook http://www.facebook.com/ pages/Dois-Pontos15621 5584412955 // DP Digital http://issuu.com/doispontos


À defesa, com a judoca Ana Hormigo

DESPOR TO DESPORTO ESNA na F ase Nacional do Compal Air Fase

A judoca olímpica Ana Hormigo dinamizou uma Sessão de Defesa Pessoal nas turmas dos 12º A, C, D e E, no âmbito do projeto Educação Sexual das referidas turmas e a convite do Professor de Educação Física, João Paulo Campos. O DP esteve lá e entrevistou esta atleta, campeã internacional. O que lhe falta cumprir para a completar enquanto judoca? No judo não existe só a parte da competição. Agora que esta parte está a chegar ao fim, quero melhorar enquanto treinadora/professora das camadas mais jovens. Nesta modalidade podemos crescer não só como atletas, mas essencialmente como pessoas.

No dia 22 de março realizou-se, no Fundão, a Fase Distrital do Compal Air, com a participação de todas as escolas do Distrito. A ESNA participou com várias equipas, conseguindo o 1º lugar em Iniciadas Femininas, o 2º lugar em Juvenis Femininas e o 3º lugar em Juniores Femininas. As Iniciadas e as Juvenis representaram o Distrito na Fase Regional que teve lugar a 22 de maio na Covilhã. Nesta fase, as Juvenis alcançaram o 2º lugar e as Iniciadas o 1º, tendo-se, estas últimas, qualificado para a Fase Nacional que se realizou de 1 a 3 de junho, em Braga. As nossas atletas descreveram a sua participação a nível nacional como uma experiência muito enriquecedora a nível desportivo e pessoal. // Catarina Baptista, 9ºA

ESNA no T orneio R egional de Basquetebol Torneio Regional

O que a motivou a praticar a modalidade do judo? Sempre gostei de desportos de combate porque sempre fui mariarapaz. Inicialmente, pratiquei Karaté, mas não me motivou muito. Como em Castelo Branco não havia muito mais escolhas, fui experimentar o judo e gostei. Morar no interior do país significou algumas dificuldades na sua carreira? Quais? Sim. Quando comecei a integrar a Seleção Nacional, aos 16 anos, tive que me deslocar a Lisboa diversas vezes para poder treinar com mais qualidade. A que fatores atribui o seu sucesso como atleta de alta competição? Principalmente muita persistência e dedicação. Para se ser atleta de alta competição é necessário abdicar de muitas coisas e treinar várias vezes por semana.

Qual tem sido a reação dos jovens à sua escola? Criei a minha escola de judo não apenas para jovens, mas para qualquer faixa etária. Desde a sua criação, em 2007, têm passado pela escola centenas de praticantes, o que considero uma boa adesão.

// Mariana Milheiro, 12º A

IV T orneio de Ténis da ESNA Torneio A equipa de basquetebol da ESNA participou nos Regionais da modalidade, que teve lugar no 21 de abril, na Guarda. Esta prova contou também com a participação das equipas da Guarda e de Viseu. A equipa treinada pelo professor Carlos Oliveira contou com a participação de 13 atletas e obteve o 3º lugar no encontro. // Catarina Baptista, 9ºA

O que têm feito os nossos desportistas... A aluna da ESNA, Ana Caiola do 12ºF, um dos árbitros entrevistados no DP de março, foi selecionada para acompanhar a equipa de arbitragem nomeada para a final da Taça da Liga, disputada entre o Sport Lisboa e Benfica e o Gil Vicente, no Estádio Cidade de Coimbra, no dia 13 de abril. Este fim de semana emocionante proporcionou a Ana Caiola uma experiência única, a nível pessoal e profissional do qual destaca três momentos: a conferência de imprensa, a chegada ao estádio no dia do jogo e a entrada em campo. A judoca Beatriz Milheiro foi a única no distrito a alcançar um lugar na Seleção Nacional de Cadetes. Participou, pela seleção, na Taça da Europa de Cadetes e classificou-se em 7º lugar (- 70kg). Integrou igualmente o estágio que incluía, para além da Seleção Portuguesa, a da Suíça e a da Grã-Bretanha, entre outras. A “nossa” judoca afirmou que esta foi uma experiência muito boa, dado que, para além de ter feito novas amizades, tomou contacto com outras técnicas da sua modalidade.

A judoca Mariana Milheiro não participou em competições, dado que se lesionou, mas encontra-se já em franca recuperação, voltando em breve a competir. São os ossos do ofício! A judoca Inês Fortes também entrou em competição e, no Campeonato Nacional de Juvenis, venceu 5 combates pela pontuação máxima, sagrando-se campeã nacional na categoria de -52kg. Quanto aos “nossos” ciclistas, participaram na Taça de Portugal de Cadetes de ciclismo de estrada, em Paio Pires, no Circuito de Vila Chã de Ourique, numa prova no Cartaxo e numa corrida de pista em Alpiarça. Em todas, obtiveram boas classificações, destacando-se o 24º lugar de Ruben Afonso entre 116 participantes em Paio Pires, os 16º, 18º e 19º lugares de Ruben Afonso, Miguel Almeida e João Sardinha, respetivamente, no Cartaxo e o 2º lugar de Miguel Almeida numa das corridas de pista em Alpiarça. A Equipa do DP deseja a todos os desportistas da ESNA a continuação destes êxitos desportivos!

De 25 de maio a 8 de junho, decorre o IV Torneio de Ténis da ESNA, uma prova integrada no Plano de Atividades (11/12) do grupo de Educação Física. Inscreveram-se 16 atletas, alunos da ESNA: 14 rapazes e 2 raparigas. Do quadro competitivo deste torneio, constam, assim, 16 singulares e 8 pares. O torneio tem como juiz árbitro de prova o professor Nuno Pissarra e como Diretor de prova o professor António Marques.

A Suave Arte Marcial do JU-JITSU Ju-jitsu, que significa “arte suave”, é uma arte marcial japonesa que utiliza como principais técnicas golpes de alavancas, torções e pressões para derrubar e dominar um oponente. A sua origem não é certa, mas crê-se que se desenvolveu e refinou nas escolas de samurais. O DP entrevistou Júlio Santos (7ºA) que pratica esta modalidade. se. Nos treinos, começamos por umaquecimento alongado e, de seguida,passamos à prática de várias técnicasde defesa pessoal. Quantas vezes treinas por semana? E durante quanto tempo? Treino duas vezes por semana durante hora e meia. Se quisermos Praticar Ju-Jitsu, onde nos podemos informar? Em Castelo Branco, podem informar-se na CliniBeira. Podem ainda saber mais sobre esta arte marcial, no site da Federação de Ju-Jitsu e Disciplinas Associadas de Portugal, em http:// fjjdap.pt/home/ .

Quando começaste a praticar JuJitsu? Há 6 anos, no Ginásio SuperFlex, e atualmente treino na CliniBeira. Já sou cinturão verde. Em que consiste? // Ana Rita Andrade, Margarida Pina É uma arte marcial japonesa que e Pedro Goulão (9ºD) consiste em ajudar o lutador a defender-

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DESPOR TO DESPORTO Atletas que não metem Água!

Em P ontas! Pontas!

O DP entrevistou 5 alunos da ESNA que praticam natação: André Melo, Catarina Lourenço, Luís Murta, Rodrigo Policarpo e Sofia Pires.

O DP entrevistou Anaísa Santo (12ºG), Carolina Pinto (8ºA), Carolina Santos (12ºC), Maria Perdigão (10ºD), Maria Sousa (12ºE) e Mariana Rebelo (9ºB) que praticam ballet.

Há quanto tempo praticas natação e como surgiu o desafio? AM/SP: Pratico natação há 11 anos, e há 7 em competição. O desafio surgiu como proposta do meu atual treinador, o Professor João Teles. CL: Comecei há 8 anos. Algum tempo depois de iniciar, disputaram-se provas para aferir nadadores para a competição, nas quais fiquei na última posição. No entanto, o meu atual treinador pensou que eu daria uma boa nadadora de velocidade. Assim sendo, já pratico esta modalidade há 8 anos. LM: Desde bebé que comecei a nadar. RP: O desafio surgiu, há 4 anos, do próprio treinador que me disse que tinha jeito para a modalidade e eu aceitei de imediato.

- Catarina Lourenço Como consegues conciliar os treino/ provas com os estudos? AM/CL/SP: Tudo passa por uma boa gestão de tempo e, por vezes, por sacrificar outras atividades em prol do desporto. Com organização e empenho, tudo se consegue. LM: O estudo está sempre primeiro. Tento estudar à tarde e ao fim de semana e nado à noite. RP: Há que estar sobretudo atento nas aulas. Os treinos ocupam grande parte do dia. Estudar nos tempos livres é obrigatório. Qual é o teu horário de treinos? AM/LM: Durante a semana, 2 horas por dia e nos sábados de manhã em horário variável.Também faço ginásio duas a três vezes por semana, geralmente antes dos treinos de água. CL/RP/SP: Todos os dias das 7.30h às 10h da noite, excepto domingos. Fazemos cerca de 120km mensais. Qual foi a prova que mais significou para ti? E porquê? AM: O IV Meeting Internacional de Lisboa, que decorreu em fevereiro. Qualifiquei-me para a final B dos 50m Bruços, o que me deu o privilégio de competir junto a nomes sonantes da natação portuguesa. O Regional de Categorias em março também foi bastante marcante, porque alcancei uma marca para a qual já treinava há bastante tempo: 31.44 nos 50m bruços. CL: Foi quando consegui o tempo de acesso para os campeonatos nacionais, não tendo, no entanto, podido estar presente por motivos de saúde. Ainda assim, senti-me recompensada pelo meu esforço e foi muito significativo o

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Onde praticas ballet e com que frequência? Todas: No ginásio Chirosauna, duas vezes por semana.

- Rodrigo Policarpo orgulho e a alegria do o meu treinador. LM: Os regionais de 2009 onde ganhei minha primeira medalha. RP: O meu 1º campeonato nacional, em S. João da Madeira há 4 anos - fui 13º . Foi um prémio pelo esforço de um ano inteiro. SP: O Torneio Especialista, na época passada, em Rio Maior. Esta foi a mais importante pois apenas num dia fiz todas as provas no meu estilo forte, mariposa, e, apesar de ter decorrido numa piscina de 50m, consegui bater os meus recordes pessoais e ficar em 3º lugar no meu escalão, a nível regional. Que perspetivas tens do futuro com a prática da natação? AM: Esta é, em princípio, a minha última época na natação competitiva. Para o ano, tenciono ingressar no ensino superior e não poderei dedicar a mesma atenção ao desporto. É com muita pena que deixo a prática regular dado que aprendi muito e foram anos muito marcantes. CL: Pretendo continuar a dar o máximo e tentar alcançar os melhores resultados possíveis. Mais tarde, ao entrar na universidade, terei de me transferir para outro clube. Com isto, procuro também atingir provas com mais relevo a nível nacional. LM: A natação fará sempre parte da minha vida, mas irei reduzir os treinos na universidade.

- Luís Murta RP: A natação é a minha maior paixão, mas o nosso país não vê desportos para além do futebol porque é aquele que dá dinheiro. No entanto, tenho o sonho de ser professor de natação e, como atleta, posso empregar os conhecimentos adquiridos para dar uma formação especializada, do ponto de vista do atleta, a crianças ou mesmo a adultos que queiram aprender a nadar. SP: Com a prática da natação, todos ficamos a ganhar em termos de saúde.Pretendo nunca deixar o contacto com este desporto e espero no futuro passar este “bichinho” a outras pessoas e ajudá-las a aprender a nadar e a viverem este desporto como eu. // Carlos Antunes, João Candeias, Margarida Silva e Mª Ana Gonçalves (9ºA)

Como surgiu o teu gosto por esta modalidade? AS: O meu gosto pelo Ballet surgiu porque a minha mãe trabalhava num centro onde existia a modalidade e achou que me iria fazer bem. CP: À medida que fui praticando, ganhei interesse. Fascina-me o facto de me poder exprimir através de movimentos corporais. CS: Comecei por iniciativa dos meus pais. Quando regressei, já considerava esta modalidade muito interessante, uma vez que é harmoniosa, aliando o prazer de ouvir música de qualidade com o de expressar corporalmente as nossas emoções.

MS: Sim, sempre foi muito fácil porque os horários são muito flexíveis. MR/CP: Sim, temos ballet nas sextas às 21h e sábados às 9h e, por isso, não interfere com a escola. Recomendas esta modalidade? Porquê? AS: Sim, pois conjuga o gosto pela dança e o equilíbrio físico e psicológico. CP: Sim, porque a acho interessante, ajuda-nos em diferentes aspetos do diaa-dia (como por exemplo a memorizar algo com mais facilidade). CS: Aconselho todos os interessados a experimentarem uma aula no Chirossauna, pois serão decerto muito bem recebidos. MP: O ballet é um género de dança que requer muita disciplina e penso que isso é muito útil para a nossa vida. MS: Sim, porque mantemos uma boa postura e desenvolvemos a criatividade, o ritmo e o gosto pela dança. MR: Sim, porque traz muitos benefícios ao nosso corpo como mais flexibilidade, equilíbrio e também podemos treinar a nossa capacidade de concentração. Quais são as dificuldades nesta aprendizagem?

MP: Quando era pequena adorava ver as cassetes dos Teletubbies e uma estava relacionada com o ballet, daí surgiu o gosto pela dança. MS: No início, como era muito nova, ia porque as minhas amigas andavam lá, mas, pouco tempo depois, comecei a ganhar realmente o gosto e a paixão pela dança, principalmente pelo ballet. MR: A minha mãe inscreveu-me no ballet por motivos terapêuticos (tinha o pé plano) e assim fui aconselhada a optar por este tipo de dança porque me iria ajudar bastante, e ajudou. Já participaste em alguma competição/apresentação? Qual/ quais? Todas: Participámos, em abril, no Festival do Corpo, em Lourel, Sintra e, todos os anos, no espetáculo de final de ano organizado pelo Chirossauna, no Cine-Teatro. É fácil conciliar a prática desta modalidade com as atividades escolares? AS: Sim, sem qualquer problema. CS: A prática de uma atividade extracurricular é sempre positiva. O conhecimento não se resume a um saber livresco, pois também engloba todas as atividades que contribuam para alargar o nosso leque de saberes. Como as minhas aulas de ballet são só à 6ª e ao Sábado, não interferem no meu desempenho escolar. MP: Quando se gosta do que se faz, arranja-se sempre um tempinho.

AS: Torna-se complicado por vezes porque é uma atividade que exige esforço e força de vontade. CP: Como é uma atividade oriunda da França, os passos são designados em francês, o que dificulta a compreensão de vez em quando. CS: Exige muito trabalho e empenho, pois requer uma postura correta, bem como a capacidade de interligar um grande número de passos. MP: A maior dificuldade é a de temos de dar a sensação ao público de que aquilo que estamos a fazer é muito fácil e que não custa nada. MS: As sapatilhas de pontas que, apesar da elegância, exigem muito esforço e trabalho para chegar à perfeição. Outra dificuldade é que há imensas coreografias que temos que adaptar devido ao facto de não termos rapazes bailarinos nas nossas aulas. MR: É preciso treinar muito os nossos para conseguir fazer os passos. Qual é a chave para o sucesso no ballet? Todas: Ter postura, concentração, equilíbrio, um misto de dedicação, interesse, rigor e autoconfiança, força, delicadeza em cada movimento e prestar atenção a todos os pormenores.O essencial é a paixão pela dança! // António Barros; Jorge Santos; Rafael Afonso (9ºB)


DESPOR TO & SSAÚDE AÚDE DESPORTO ESNA BRILHA NO DESPOR TO ESCOL AR DESPORTO ESCOLAR

SEMANA DA SAÚDE 2012

- Rastreio de Saúde - Os nossos campeões do Desporto Escolar dos últimos 3 anos -

Nos últimos 3 anos, a ESNA, juntamente com os seus professores de Educação Física, têm apostado numa forte dinamização do desporto junto dos seus alunos, consciencializando-os da importância que a atividade física regular tem no seu bem estar físico e psicológico. Tem sido através do Desporto Escolar que esse trabalho tem dado frutos, com vários títulos distritais, regionais e até nacionais, fruto do empenho dos alunos, dos professores de Educação Física e da Direção da ESNA. Sendo assim, neste último triénio (2009-2012), a nossa escola obteve vários títulos. A destacar: TÉNIS:

De 1 a 6 de junho teve lugar a Semana da Saúde, promovida pela equipa do projeto de Promoção e Educação para a Saúde (PES). No dia 1 de junho, realizaram-se as atividades de encerramento, deste ano letivo, do programa “Bem Crescer, Mal Crescer”, resultante de uma parceria de intervenção na comunidade escolar entre a ESALD e a ESNA. Durante a manhã, os estagiários de enfermagem e alunos de Análises Clínicas e de Pneumologia fizeram, no átrio da escola, um rastreio de saúde dirigido a toda a comunidade educativa que teve muita adesão, o que indicia que os nossos alunos, professores e pessoal não docente se preocupam com a sua saúde. No exterior da escola, decorriam as “Olimpíadas da Saúde” em que participaram os alunos do 3º Ciclo e no ginásio os alunos puderam usufruir de uma aula de fitness dada por alunos do curso de Educação Física da ESE.

- Campeã Nacional de Juvenis (equipas); - Vice-campeã Nacional de Juvenis Masculinos (singulares); - 3º Lugar Nacional em Juvenis (pares mistos); - Campeã Regional de Juvenis (equipas, singulares e pares mistos); - Campeã distrital de ténis em vários escalões; COMPAL-AIR (basquetebol 3x3): - 2 Participações nos Nacionais; - Campeã Regional de Infantis e Iniciados Femininos; - Campeã Distrital de Infantis e Iniciados Femininos; - Participação com várias equipas nos Regionais em representação do distrito. BASQUETEBOL: - 3º Lugar no Regional em Juvenis Femininos; - Bicampeã distrital de Basquetebol no escalão de Juvenis Femininos; - Campeã distrital de Basquetebol no escalão de Juvenis Masculinos. CORTA-MATO: - 4 Atletas nos Nacionais em representação do distrito.

- Aula de fitness-

À tarde, na Biblioteca Egas Moniz, os alunos que fizeram os melhores trabalhos realizados a Formação Cívica apresentaram-nos aos colegas, numa sessão muito participada e recheada de prémios e lembranças. No dia 4 de junho, pelas 12h, na Biblioteca Egas Moniz, o Dr. Vítor Toscano falou aos alunos sobre “Genética e Sexualidade”, demonstrando a influência do cromossoma X ou Y nos dois sexos ao nível da biologia, da fisiologia e da psicologia e evidenciando a importância do fator ambiente na “moldagem” do indivíduo na sua sexualidade. No dia 6 de junho, pelas 10.15h, na Biblioteca Egas Moniz, Catarina Gonçalves (ex-aluna da ESNA) e Fabíola Figueiredo, estudantes de Medicina na UBI falaram sobre “Álcool” a alunos do 3º Ciclo e do Secundário. // A Equipa do PES

TORNEIO MEGA SPRINT, SALTO E KM: - Bicampeã distrital do MegaSalto; - Participação nos Nacionais em representação do distrito.

// O Grupo de Educação Física

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Passatempos PALAVRAS CRUZADAS

SOPA DE LETRAS Uma sopa de letras com 128 verbos na horizontal, na vertical e na diagonal… Consegue encontrá-los?

SUDOKU 9X9 FÁCIL Horizontais: 1. Autor de obras musicais. 3. Conjunto de cinco linhas horizontais e de quatro espaços, contados de cima para baixo, onde se realiza a notação musical. 4. Composição musical para um instrumento, com acompanhamento de orquestra. 6. Intérprete com uma tessitura de voz muito aguda. 7. Trecho musical escrito para quatro vozes ou para quatro instrumentos. 8. Texto ou argumento de uma ópera, opereta ou comédia musicada. 9. Conjunto de músicos que interpretam peças especialmente escritas para diversos instrumentos. 11. Pessoa que dirige uma orquestra ou um coro. 14. Trecho independente de uma composição musical constituída por várias partes. Verticais: 1. Voz feminina mais grave, situada entre a de meio-soprano e a de tenor. 2. Pequeno objeto com que os maestros regem as orquestras ou os coros. 4. Grupo de pessoas que cantam juntas. 5. Pode ser binário, ternário ou quaternário. 6. Músico ou cantor que executa sozinho um trecho musical. 10. Quinta nota da escala musical, entre o fá e o lá. 12. Trecho musical, dentro de uma ópera, próprio para uma só voz. 13. Sinal que, no início de uma pauta, serve para determinar a posição das notas. 15. Terceira nota da escala musical, entre o ré e o fá.

DIFÍCIL

KENKEN FÁCIL

INSTRUÇÕES 1 O objectivo é preencher os quadrados, utilizando números que completem as operações matemáticas. 2 Em módulo com cercadura mais grossa, o mesmo número só pode ser utilizado uma vez. 3 Na categoria “fácil”, cada linha vertical ou horizontal deve ter os números de 1 a 4.

SOLUÇÕES: SUDOKU 9X9; KENKEN

SOLUÇÕES: PALAVRAS CRUZADAS 11. Maestro. 14. Andamento. Verticais: 1. Contralto. 2. Batuta. 4. Coro. 5. Compasso. 6. Solista. 10. Sol. 12. Aria. 13. Clave. 15. Mi. Horizontais: 1. Compositor 3. Pauta. 4. Concerto. 6. Soprano. 7. Quarteto. 8. Libreto. 9. Orquestra.

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RÉCIT A 2012 RÉCITA “Estes momentos são o testemunho vivo de que a nossa Escola continua a ser um espaço dotado de vida e alma que lhe são dados por todos aqueles que a habitam e que nela deixam a sua marca. São também o testemunho de que concretizamos os quatro pilares da educação – aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser.” Margarida Baptista (Diretora da ESNA)

Conser vatório R egional: Maria Gil Proença; Mariana Pereira; Mª João Lopes; Nuno João Casteleira; Daniel Santos; Bárbara Patrício; Pedro Soares Conservatório Regional:

In the Nature - 9º C

Pedr o Longo; Mª João Carmona edro

Libido: João Simões; Rodrigo Policarpo; João Reis; João Pedro

Pedr o Longo; Marco P ereira edro Pereira

Teatr o: P reconceito V encido de Marivaux eatro: Preconceito Vencido

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TESNA

Joaquim, Pedro e Inês Faustino

Dois Pontos Digital - junho 2012  

Jornal da Escola Secundária c/ 3º Ciclo Nuno Álvares em Castelo Branco, Portugal

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