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TCP de Paranaguá investe R$ 300 mi. Pág. 24

Existe sobra de emprego no PR. Pág. 32

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#59 | Abr/13 | www.documentoreservado.com.br | Ano 5 | R$ 10,00

Troca de insultos já dá

o tom da campanha Ministro Paulo Bernardo (PT) e governador Beto Richa (PSDB) iniciam guerra surda nos bastidores da política paranaense, com repercussão na mídia. Começa a campanha para o governo de 2014 e, pelo jeito, descambará para o baixo nível com troca de acusações. Pág. 8

Deputado federal João Arruda (PMDB) critica desertores do partido. Pág. 12


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www.fomento.pr.gov.br 41 3883 7000 Ouvidoria: 0800 644 8887 2 1 DOCUMENTO RESERVADO


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Editorial

documento reservado TCP de Paranaguá investe R$ 300 mi. Pág. 24

Existe sobra de emprego no PR. Pág. 32

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#59 | Abr/13 | www.documentoreservado.com.br | Ano 5 | R$ 10,00

Campanha 2014 O

Troca de insultos já dá

o tom da campanha Ministro Paulo Bernardo (PT) e governador Beto Richa (PSDB) iniciam guerra surda nos bastidores da política paranaense, com repercussão na mídia. Começa a campanha para o governo de 2014 e, pelo jeito, descambará para o baixo nível com troca de acusações. Pág. 8

Deputado federal João Arruda (PMDB) critica desertores do partido. Pág. 12

expediente

Jornalista responsável e editor-chefe Pedro Ribeiro Redação Pedro Ribeiro e Leilane Dalla Benetta Revisão Nilza Ferreira Comercial Edmundo Inagaki comercial@documentoreservado.com.br Fotos Shutterstock e Agência Brasil Projeto Gráfico e Diagramação Adriano Valenga Carneiro Impressão Idealiza Gráfica e Editora Tiragem 10.000 exemplares Impresso em papel couché fosco LD 150g com verniz UV (capa) e couché fosco LD 90g (miolo) Endereço Rua João Negrão, nº 731 – Cond. New York Building – 12º andar – sl. 1205 – CEP 80010-200 – Curitiba – PR Telefones (41) 3022-4822 Email editor@documentoreservado.com.br

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ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), e o governador do Estado, Beto Richa (PSDB), travaram uma batalha de palavras com acusações mútuas sobre questões que envolvem investimentos do governo federal no Paraná. Enquanto Richa afirma que o governo da presidente Dilma Rousseff tem canalizado parcos recursos para investimentos em infraestrutura no Estado, o ministro responde, sustentando que o Paraná recebeu perto de R$ 3 bilhões do governo federal e só não teve mais benefícios porque o governo estadual “não tem projetos” para que sejam avaliados na esfera federal.

A troca de acusações, no entanto, tem um viés político. Se, de um lado, o do governo Richa, a estratégia é atingir o governo federal, o endereço das farpas é a ministra-chefe da casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), provável candidata da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo paranaense. Do outro lado, a intenção é desestabilizar o governo de Richa. Neste sentido, o ministro acabou carregando nas tintas ao afirmar que Beto Richa teria que tirar a bunda da cadeira, parar de apenas fazer festa e trabalhar. As declarações caíram como bomba no Palácio Iguaçu e na Assembleia Legislativa. É o começo de uma guerra que promete ser rasteira ao governo de 2014. Ainda sobre política, o deputado federal, João Arruda (PMDB), não economiza palavras ao criticar o grupo de deputados do PMDB que se debandou para o lado de Beto Richa. Para o parlamentar, será praticamente impossível o PMDB subir no palanque de Richa e o mais certo é que o partido terá candidatura própria em 2014. O senador e ex-governador Roberto Requião já colocou seu nome para avaliação e deu início a uma série de visitas a municípios com a intenção de reestruturar o partido para as próximas eleições. O presidente do PMDB no Estado, deputado federal Osmar Serráglio apenas se limitou a dizer que o partido está rachado. As ações da Fomento do Paraná, que vem dando uma nova dinâmica junto aos empreendedores do Estado, também é destaque nesta edição, ao lado da matéria sobre o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) que está investindo mais de R$ 300 milhões em modernização e a revolução dos empregos em Curitiba e região metropolitana. Pedro Ribeiro


Índice Campanha ao governo do Estado em 2014 já começou e promete baixaria. Paulo Bernardo e Beto Richa já deram o tom do que vem por aí O grupo do PMDB que vem apoiando o governador Beto Richa começa a enfrentar resistência. O primeiro a gritar é o deputado federal João Arruda Secretário do Governo Municipal, Ricardo Mc Donald’s, garante que o prefeito Gustavo Fruet mudará o tom da conversa a partir de agora. Deputado federal Eduardo Sciarra (PSD) inicia série de reuniões para filiações no interior do estado e reafirma candidatura própria ao governo em 2014 Governador Beto Richa critica o governo federal afirmando que a União age como agiota na cobrança de juros de recursos emprestados ao Estado No Paraná, a criminalidade sofre combate rigoroso do governo e o próprio governador garante que não será tolerante. O Partido dos Trabalhadores do Paraná também está nas estrada. Vem mobilizando diretórios com vistas às eleições de 2014 com Gleisi Hoffmann ao governo

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Fomento Paraná amplia leque de financiamentos e lança o programa “Juro Zero” para atender os pequenos empreendedores, inclusive agricultura familiar

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Renault do Brasil inaugura mais uma unidade em São José dos Pinhais para a produção de 1.000 carros e geração de 1.200 empregos

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Há emprego em Curitiba. Quem procura acha, afirma o secretário estadual de Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Luiz Cláudio Romanelli

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Senar Paraná está comemorando 20 anos na qualificação dos produtores e trabalhadores rurais paranaenses

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O delegado geral da Polícia Civil do Paraná, Marcus Vinícius Michelotto, tem plena convicção de que houve mortes premeditadas na UTI do Hospital Evangélico

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Para a presidente Dilma Rousseff, que lançou o programa Mulher, Viver sem Violência, a violência contra mulheres tem que ser varrida do País

Apertem os cintos: mais 2,7 mil novas motoristas estão circulando pelas ruas de Curitiba, segundo levantamento feito pelo Detran Paraná

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artigo

Hélio Duque

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S i nton i a Fi na

Terminal de Cargas de Paranaguá (TCP) está investindo R$ 300 milhões em equipamentos, infraestrutura e logística

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Acompanhe nesta edição, matéria completa sobre as novas opções de turismo e lazer no Lago de Itaipu e Foz do Iguaçu

agenda cultural DOCUMENTO RESERVADO

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Lei seca, vida dura Enquanto os donos de bares gritam contra a lei seca, que acabou diminuindo o movimento nos estabelecimentos, os taxistas de plantão esfregam as mãos e a Polícia Militar respira aliviada: é mais fácil prender bêbado, do que bandido armado. E fiquem de olhos bem abertos, porque já chegou informação à redação de que tem policial cobrando para não fazer o teste do bafômetro.

Caminho livre Pelo andar da carruagem, os tucanos vão desistir de disputar a Presidência da República em 2014, deixando o campo livre para Dilma Rousseff (PT) e Eduardo Campos (PSB). Aécio Neves comandará o PSDB e, ao lado de Fernando Henrique Cardoso, vai reestruturar a sigla que deixou brechas do socialismo democrata ao PT. Voltará em 2018.

Nível da

campanha

O ministro Paulo Bernardo (PT) travou uma batalha surda com o governador Beto Richa (PSDB) dia desses em Curitiba. Ao responder ao governador que se queixou da falta de investimentos do governo do Paraná, Bernardo retrucou dizendo que não era verdade e que Richa deveria tirar a bunda da cadeira e trabalhar. Houve um alvoroço que, é claro, não deu em nada.

Em pé de guerra Disputa pelo cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas em vaga a ser deixada por Hermas Brandão, já provocou tumulto na Assembleia Legislativa e por muito pouco, os deputados Fábio Camargo (PTB) e Ademar Traiano (PSDB) não foram às vias de fato. Traiano defende Plauto Miró para o TC e Camargo quer disputar a vaga. Podem ter certeza de que nenhum desses dois ocupara a vaga. Beto Richa já teria um outro nome.

Recadinho da ministra A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), garante: não haverá privatizações, podem ter certeza. Ela foi encarregada pela presidente Dilma Rousseff de negociar e viabilizar a MP 595, que estabelece novas regras ao setor portuário. E manda um recado aos governadores, em especial a Beto Richa: não há nada a temer. 6

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Mata mais que crack O alcoolismo já atinge perto de 5,8 milhões de pessoas no Brasil, segundo estudo feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Revela também que o índice de mortalidade entre dependentes de álcool no país está próximo do registrado entre os usuários de crack. A pesquisa mostra que, em cinco anos, 17% dos pacientes atendidos em uma unidade de tratamento da zona sul da capital paulista morreram. Na Inglaterra, por exemplo, o índice é de 0,5%.

Escola da maconha Nos Estados Unidos, a Universidade da Maconha já é um sucesso. Chama-se THC University – THC a principal substância psicoativa da cannabis. Logo ganhou um apelido menos científico: a Universidade da Maconha. Foi criada no Colorado, onde a venda da maconha para recreação foi liberada. Na universidade ensinam com aulas presenciais e virtuais, como cultivar um pé de cannabis em casa para obter o melhor produto.

Lojinha vazia Na inauguração da nova unidade da fábrica da Renault em São José dos Pinhais, houve excesso de gente do governo no evento, a ponto de o próprio governador Beto Richa se queixar: parece que não ficou ninguém para cuidar da lojinha.

Um país plugado O uso da Internet nos países em desenvolvimento cresceu 30% entre 2000 e 2010, conforme levantamento divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Brasil, Rússia, China e Índia foram os que mais avançaram em relação ao número de usuários conectados de 2000 a 2010. Os que menos cresceram a base de internautas no mesmo período foram Malaui, Líbia e Angola.

Brancaleones tucanos Os tucanos, quem diria, estão saindo do muro e até ameaçam guerra. Durante o seminário “Recuperar a Petrobrás é o Nosso Desafio”, lideranças do PSDB anunciaram que farão uma guerra para salvar o País. Fazem parte ainda da campanha presidencial, questões como o pacto federativo e o modelo de privatizações do governo petista, além da falta de segurança no País.

Tiro ao alvo Depois de sucessivas agressões com armas de fogo, professores do Texas, nos Estados Unidos, estão recebendo aulas de tiro para se defenderem em caso de ataque semelhante ao que aconteceu em dezembro, no estado americano de Connecticut. Os pais temem que volte a ocorrer um massacre semelhante. DOCUMENTO RESERVADO

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Política

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campanha para o governo do Estado, em 2014, já começou no Paraná e, pelos tons das conversas entre adversários, não será pacata, pelo contrário. Quem ergueu a voz, por primeiro, foi o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), principal interessado na disputa, já que sua esposa, a ministra-chefe da casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), é candidata ao governo do Estado. Bernardo disse que o governador Beto Richa (PSDB), precisa parar de reclamar do governo federal, levantar a bunda da cadeira e trabalhar. O ministro referia-se às queixas do chefe do executivo de que a União privilegia outros estados e deixa o Paraná de fora, o que para ele, é o contrário e que o Paraná é o mais beneficiado dos estados do Sul com aportes que já chegaram perto de R$ 3 bilhões. Quem está pegando carona nesta encrenca é o senador e ex-governador Roberto Requião. Em seu twitter, dispara a cada segundo uma crítica ao governo de Richa e faz comparações com suas gestões no Palácio Iguaçu. Requião já colocou seu nome à diposição do PMDB como candidato ao governo em 2014. O senador, inimigo do ministro Paulo Bernardo, a quem teve que pagar indenizações em dinheiro por insultos, também não perdeu a oportunidade para espetar Bernardo. O governador Beto Richa (PSDB), preferiu não entrar na discussão. Ao invés de atacar Bernardo

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Pedro Ribeiro Governador Richa prefere entregar obras a entrar no mérito das discussões as quais foi envolvido.

Baixou


ou Requião, Richa passou a entregar viaturas policiais, inaugurar obras rodoviárias e viajar pelo interior do estado. Deixou as respostas para o secretário das Finanças, Luiz Carlos Hauly, que fez um pronunciamento na Assembleia Legislativa mostrando números dos repasses da União ao Estado.

Queda na receita

o nível Paulo Bernardo faz duras críticas ao governo de Richa que reclama mais recursos da União.

Escalado para defender o governo do estado, o secretário estadual da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, foi na Assembleia Legislativa para demonstrar que o Paraná está perdendo receita com as desonerações propostas pela União. “O Estado vai ter sua receita diminuída em R$ 380 milhões neste ano, apenas como reflexo da desoneração do ICMS da energia elétrica imposta pelo governo federal”, disse ele. Segundo Hauly, o Paraná tem sido sistematicamente prejudicado em sua receita pelo governo central. Hauly lembrou que historicamente, devido a desonerações, as perdas estaduais têm sido de R$ 2,59 bilhões por ano, considerando apenas a imunidade de ICMS na energia elétrica nas operações interestaduais, as implicações da Lei Kandir e a perda líquida com as exportações. Hauly também apontou a redução da receita do Estado com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que chegou a R$ 357 milhões no

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ano passado e tem aumentado ano a ano. “O Paraná repassou R$ 3,35 bilhões para a União, que devolveu R$ 2,99 bilhões ao Estado, o que correspondeu a uma perda de 10,68%”, disse o secretário. “Isso equivale dizer que somos doadores do governo federal”, afirmou. Apesar de responder pela quinta maior receita do País, o Paraná situa-se em 23° lugar no ranking nacional de repasses federais per capita, quando somadas as transferências do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no ano passado. O Paraná recebeu R$ 612,00 por habitante, enquanto cada paranaense contribuiu com R$ 1.514,00 para a União. Hauly afirmou também que os investimentos previstos no Orçamento da União para o Paraná neste ano é de apenas R$ 806 milhões, o que corresponde a R$ 76,00 por habitante. “É lamentável que o nosso Estado não receba a devida atenção do governo federal”, disse o secretário. Ele disse esperar que os ministros paranaenses Paulo Bernardo (Comunicações), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República) ajudem a liberar esses recursos. “Os recursos não são para o governo do Estado, mas para a população, porque serão aplicados em escolas, hospitais, infraestrutura, enfim, em obras que beneficiarão a todos”, acrescentou. Hauly garantiu, ainda, que junto com os pedidos de empréstimos, o Governo do Paraná enviou projetos detalhando Requião tira proveito da confusão para atacar Richa e fazer comparações com seu governo.

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Luiz Carlos Hauly sai em defesa do governo paranaense e mostra números que não batem.

onde os recursos serão aplicados. “O nosso pedido é por causas paranistas, que devem ter o apoio de todos os paranaenses, incluindo os que fazem parte do primeiro escalão do governo federal”, afirmou, ao lembrar que as solicitações de empréstimos do Paraná totalizam R$ 2,4 bilhões.

PT reage

“Se é para os ministros conseguirem os investimentos, como quer o governador, que deixe os ministros governarem o Paraná”, afirmou o deputado. Esta foi a resposta do deputado petista, Enio Verri, ao governo do Estado. Ele aumentou o tom das críticas que o ministro das Comunicações Paulo Bernardo fez ao governo estadual. Em discurso na Assembleia Legislativa (Alep), Verri disse que o governo Beto Richa (PSDB) está tentando terceirizar sua inércia e incompetência em governar o estado. Ao apresentar os números sobre os investimentos federais no estado, Verri mostrou que o governo estadual distorce informações para ludibriar os paranaenses. De acordo com o Portal da Transparência, o Governo Federal repassou ao Paraná R$ 3,8 bilhões em convênios em 2012. O valor é superior aos recursos que Rio Grande do Sul e Santa Catarina receberam, respectivamente R$ 3,4 bilhões e R$ 2 bilhões. O deputado afirmou que somente as reclamações do governador não farão o Governo Federal liberar mais recursos para o Paraná. Segundo Verri, se o governador é incapaz de apresentar bons projetos para captar recursos, que deixe os ministros governarem o estado.

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Política

Pedro Ribeiro

A política paranaense entre futricas e afagos O

“A bancada paranaense no Congresso Nacional é a mais desunida do País”.

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deputado federal, João Arruda (PMDB), 36 anos, não acredita em final feliz no que chama de falsa parceria entre o grupo peemedebista aliado do governador Beto Richa (PSDB), e liderado pelo deputado Alexandre Curi. “Alguns deputados do PMDB se prestam a fazer papel de futriqueiros junto ao governador, sem pensar no futuro do partido que, certamente, terá candidatura própria. Ninguém pensa na frente ou imagina que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula vão apoiar Beto Richa tendo o PMDB nacional como aliado do governo, com Michel Temer como vice-presidente da República”, observa o parlamentar. Eleito deputado federal pelo PMDB em 2010, com 126.092 votos, João Arruda disse que os deputados do PMDB, que supostamente se debandaram para o Palácio Iguaçu, estão mais “preocupados com suas reeleições e com o prestígio do governador, onde tiram fotos e levam para seus municípios imaginando que serão atendidos, se sobrepondo aos inte-

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resses do Estado”. Segundo ele, ao pretender rachar o PMDB, Richa não percebe que está criando atritos com os deputados da base dentro da própria Assembleia Legislativa. Para ele, “quem alimenta o governador, hoje, são os mesmos que alimentavam Roberto Requião”. Classe desmoralizada João Arruda acredita que, na hora certa, o vice-presidente Michel Temer vai chamar o partido ou, para se aliar ao candidato da presidente Dilma Rousseff que, provavelmente será a petista Gleisi Hoffmann, ou por candidatura própria. “Hoje, no Paraná, a convenção aprovaria candidatura própria”. O senador e ex-governador Roberto Re-

quião já manifestou intenção de colocar seu nome para o governo. Outra liderança que também deseja governar o Estado é o ex-governador Orlando Pessuti. Crítico em relação à classe política que, para ele, está desacreditada, João Arruda disse que hoje não existe oposição no Brasil. “Não existe oposição nem na Câmara Federal, nem no Senado, nem nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, porque há um distanciamento do executivo e os parlamentares preferem ser despachantes de prefeitos a se firmarem com posição forte em torno dos interesses dos estados e da própria nação”. Segundo ele, “a classe política es-


tá desmoralizada porque a sucessão de escândalos e corrupção se sobrepõem às ações políticas”. João Arruda conversou com a reportagem da revista Documento Reservado e não poupou críticas ao governador Beto Richa e à própria bancada peemedebista no Congresso Nacional, sustentando que é a mais desunida do País. Veja a entrevista: DR - Você disse que a classe política está desmoralizada devido a uma sucessão de escândalos. O que os executivos esperam, então, dos seus representantes legais no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas? JA - Hoje os executivos só querem saber de uma coisa: o que vai para a sua cidade. Não querem saber de discursos democráticos, de megaprojetos que visam o crescimento e desenvolvimento da nação ou do próprio Estado. O prefeito quer obra e benefícios na sua cidade.

“Quem alimenta hoje o governador Richa são os mesmos que alimentavam Requião”. Deputado João Arruda

Nós temos que mudar isso. E, para mudar, precisamos ter representatividade; precisamos de uma reforma política em que se valorize os bons políticos e dificulte as ações daqueles que promovem um modelo equivocado de se fazer política.

o mesmo direito e que se ganhe a eleição no discurso e nas ações.

DR - A culpa, nesse caso, não é dos próprios parlamentares que puxam emendas para atender exatamente esses executivos?

JA - São sempre os mesmos. Osmar Dias, Alvaro Dias, Roberto Requião, Beto Richa, Gleisi Hoffmann. Não há mudança. O diferencial nas últimas eleições, por incrível que pareça, foi Ratinho Junior.

JA - A emenda tem que ser para todo mundo ou para ninguém. E os financiamentos públicos tem que ter um teto limitador, principalmente para campanhas. Não pode existir vantagem para este ou aquele. Todos tem que ter

DR - Estamos à porta de mais uma eleição. Em 2014, o Paraná vai eleger novo governador ou reeleger Beto Richa. Como você vê a campanha e os candidatos ao Palácio Iguaçu?

DR - Entre Beto Richa e Gleisi Hoffmann. Como você avalia essa disputa? JA - Richa não governa o Estado, não tem nenhum

grande projeto para o Estado e o único secretário com atuação é Fernanda Richa. Aliás, Richa deveria ter aprendido mais com a última eleição, onde Luciano Ducci levou todos os partidos para seu lado, teve uma das melhores estruturas de campanha, com 2/3 de horário na TV e não foi para o segundo turno. Beto Richa vem cometendo o mesmo erro e aprontando uma baita confusão ideológica na cabeça do povo. A opinião pública, hoje, consegue perceber isso e já mostra sentimento de revolta. Em relação à Gleisi, ela vem forte, com bastante pressão do governo federal, com palanque de Dilma e Lula e obras do governo federal.

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Política DR - Você acaba de ser eleito representante da bancada do PMDB do Paraná junto ao Governo. O que pretende fazer? JA - A bancada federal do Paraná é a mais desunida do País. Não se procura fazer emendas grandiosas para o desenvolvimento do Estado. Ao invés disso, tem deputado que se preocupa mais numa pequena reforma de um hospital de Umuarama do que em uma rodovia, um novo aeroporto ou mesmo portos. A bancada errou nos dois primeiros anos do meu mandato, onde os deputados apenas diziam que o Governo Federal não investia no Paraná porque o governador Roberto Requião era um truculento. No segundo ano se investiu menos ainda. As emendas são indicações de bancadas e quem executa é o governo. E não adianta, por exemplo, um deputado federal querer priorizar um hospital de Umuarama, se o governo quer um porto. Agora, pela primeira vez, vamos fazer um trabalho conjunto, com reuniões quinzenais e tomar decisões conjuntas.

Mordaça nos jornalistas “Se não houver consciência e consenso, o PMDB paranaense poderá sofrer grandes consequências”. Idem 14

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ara o deputado João Arruda (PMDB-PR), está existindo uma espécie de mordaça nos jornalistas, blogueiros e empresas de comunicação. “Estamos baixando o nível de discussão e de politização, colocando uma mordaça na boca de jornalistas e comunicadores com a aplicação de

multas abusivas”. A afirmação do parlamentar causou forte impacto junto à mídia nacional. Ele entende que a aplicação de multas abusivas, principalmente em períodos de campanha eleitoral, promove um tipo de censura que compromete a comunicação e a liberdade de expressão.


“Nós, que estamos na vida pública, corremos o risco de sermos criticados a qualquer momento. A liberdade de expressão dá direito a qualquer jornalista fazer a crítica. E também nos dá o direito de responder”. Idem

Segundo João Arruda, “todos os comunicadores têm posições. E nós temos que saber avaliar essas posições”. O deputado é presidente da Comissão Especial do Marco Civil da Internet e autor do projeto de lei 4653/12, que anistia jornalistas, editores de blogs e pessoas jurídicas que exerçam atividades de comunicação social, das multas aplica-

das pela Justiça Eleitoral. Em visitas ao interior do Estado, tem manifestado sua preocupação em relação a esse tipo de mordaça que acontece em épocas de eleições. O deputado lembra que, na última eleição, diferente das anteriores, as discussões ficaram limitadas nos meios de comunicação, “justamente porque os comunicadores e os jornalistas tinham muito receio de fazer qualquer tipo de crítica e serem penalizados com multas que inviabilizassem os seus negócios e suas profissões”. Em entrevista à revista Documento Reservado e à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão - Abert, o deputado explicou que o projeto é retroativo, e anistia as multas aplicadas pela Justiça Eleitoral a partir de 2008. João Arruda afirmou que, na maioria das vezes, as multas são desproporcionais, o que tem levado à restrição ao livre direito de manifestação e pensamento. A situação,

na opinião dele, refletiu-se de forma mais explícita no último pleito.

Anistia das multas

A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei 4653/12, do deputado João Arruda (PMDB-PR), que anistia as multas aplicadas pela Justiça Eleitoral à jornalistas, editores de blogs e pessoas jurídicas que exerçam atividades de comunicação social. A medida vale para multas aplicadas entre 2008 e 2012. Pela proposta, a anistia seria restrita às punições aplicadas pela manifestação de opinião. Em caráter conclusivo, a proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de seguir para o Senado. Leia os principais trechos da entrevista. Para o parlamentar paranaense, muitas multas aplicadas a comunicadores, não só jornalistas, radialistas, blogueiros, mas até usuários de redes sociais como o Facebook e Twitter, são desproporcionais, ou seja, perdem

o objetivo de serem pedagógicas e prejudicam o comunicador, inviabilizando o seu negócio e a sua profissão. A tecnologia inovou na comunicação e trouxe situações inéditas para a Justiça Eleitoral. “Acredito que enquanto não se estabelecer um critério, esses jornalistas serão penalizados desproporcionalmente”, disse. João Arruda lembra que já foi criticado, soube responder e também aprender a conviver com isso. “Nós, que estamos na vida pública, corremos o risco de ser criticados a qualquer momento. A liberdade de expressão dá direito a qualquer jornalista de fazer a crítica. E também nos dá o direito de responder. Quando existe essa interação, a democracia é justa para os dois lados. Nós podemos exigir o direito de resposta no mesmo espaço e na mesma condição que a notícia foi veiculada ou publicada. Mas, sem limitar, sem censurar, sem deixar com que o jornalista, o comunicador, tenha o direito de se manifestar”.

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Política

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Fruet vira a página e mostrará diferencial A

“A capacidade de investimentos de Curitiba que era de 12,5% em 2012, caiu para 2,5% em 2013” Ricardo Mc Donald’s

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pós encerrar o prazo de 90 dias de governo, onde montou uma comissão especial de verificação, para avaliar a atual situação da Prefeitura de Curitiba, o prefeito Gustavo Fruet (PDT), promete mudar o tom da conversa. Chegou-se à conclusão de que dos R$ 474 milhões em dívidas deixadas pelo então prefeito Luciano Ducci (PSB), R$ 278 milhões de reais foram catalogados como crimes pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e Orçamento Público. Todo o material, contendo cinco pastas, foi encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado (TC), Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE) e Câmara de Vereadores de Curitiba. Com isso, o prefeito Gustavo Fruet transfere a responsabilidade aos órgãos competentes e vira a página, partindo para a administração municipal, afirma o secretário de Governo do Município, Ricardo Mc Donald’s Ghisi. “Esse processo de avaliação era ne-

cessário porque precisávamos saber o volume de recursos para investimentos no município”, disse o secretário, lamentando que a capacidade de investimentos de Curitiba tenha baixado de 12,5% em 2012 para apenas 2,5% em 2013, porque a administração anterior deixou “recursos de investimentos amarrados em contrapartida com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”. Mc Donald’s garante que não há perseguição em relação ao governo de Beto Richa (PSDB), que pediu 126 funcionários da Prefeitura Municipal. Contudo, revelou que há um estudo feito pela secretaria municipal do Meio Ambiente em relação ao contrato mantido entre o município e a Sanepar, o que não vem sendo cumprido em itens considerados comprometedores junto à cidade. “Ou a Sanepar cumpre à risca o contrato que a obriga a zelar pelo meio ambiente, ou serão tomadas medidas judiciais cabíveis”, disse o secretário do Governo Municipal.


Política

Pedro Ribeiro

PSD do Paraná busca filiados e mantém candidatura própria E

m Londrina, onde fez o primeiro de uma série de cinco encontros regionais para filiações, o presidente do PSD no Paraná, deputado Eduardo Sciarra, reafirmou a posição do partido em trabalhar para candidatura própria ao governo em 2014. O nome de consenso é do empresário Joel Malucelli, presente à reunião que teve a participação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. “É uma provocação. Muito mais que isso, um desafio ao qual me disponho a enfrentar”, comentou Malucelli. Sciarra garantiu que o PSD não vai participar de nenhum ministério do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), embora a apoie em sua reeleição. Quanto ao Paraná, a questão ainda não foi fechada, mas o trabalho é para candidatura própria ao gover-

no. O 1º Encontro Regional deste ano do PSD no Paraná foi realizado dia 15 de março no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina, com a presença de 200 pessoas, entre lideranças, filiados e simpatizantes. No encontro, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff , disse que o PSD tem na regional uma força, que pode colaborar na construção de um partido forte nacionalmente. Lembrou que o partido tem o desafio de fazer a diferença em 2014. O prefeito encerrou a fala lançando “um convite e uma provocação” à executiva municipal em ser decisiva na atuação de mudanças de forças políticas. O encontro de Londrina abriu uma série de 11 encontros regionais no Paraná – o próximo será em Ponta Grossa - com o objetivo de lançamento de campanha de filia-

ções ao partido ao longo do primeiro semestre de 2013. O presidente estadual do PSD, deputado federal Eduardo Sciarra, elogiou a ousadia de Londrina nas urnas e reforçou que o PSD não faz barganha política por cargos e que o partido tem a liberdade para votar naquilo em que acredita, principalmente se forem bons projetos. Fechando o encontro, Gilberto Kassab exemplificou com o Paraná, o porquê o PSD aconteceu: “ao lado da experiência a renovação com qualidade” e citou o ex- ministro da agricultura Reinhold Stephanes, atual secretário da casa civil do Paraná e o prefeito Alexandre Kireeff, respectivamente. Citou também as lideranças sérias, inteligentes e honestas do partido e exemplificou o empresário Joel Malucelli. DOCUMENTO RESERVADO

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Política

Governo federal age como agiota, diz Richa 18

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Da redação com AEN


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eunidos em Brasília, governadores apresentaram ao Congresso Nacional propostas para reequilibrar as contas públicas e retomar a capacidade de investimentos dos Estados. Para isso, os governadores defendem quatro pontos principais: a mudança do indexador das dívidas dos Estados com a União; a aprovação de uma proposta de emenda constitucional (PEC) que proíbe a cria��ão de novas despesas para Estados sem as respectivas receitas; a inclusão das contribuições na base de cálculo do Fundo de Participação dos Estados (FPE); e a extinção do pagamento do Pasep para a União. As dívidas dos Estados e municípios com a União são corrigidas pelo IGP-DI mais juros de 6% a 9% ao ano, o que, para alguns Estados, já chegou a ultrapassar 20% de correção anual. O Executivo enviou ao Congresso uma proposta que prevê juros de 4% ao ano e a atualização monetária será calculada com base no IPCA, mais estável que o IGP-DI. Caso o somatório dos encargos ultrapasse a variação da taxa básica de juros da economia do mês, a Selic será usada para a atualização. O governador Beto Richa (PSDB), afirmou que, na questão das dívidas, a União é mais rigorosa do que um “agiota”. Richa disse que o Estado tinha uma dívida contraída em 1998 de R$ 5 bilhões, já pagou R$ 10 bilhões e mesmo assim ainda deve outros R$ 9,5 bilhões. Segundo o governador pa-

“O Estado do Paraná tinha uma dívida contraída em 1998 de R$ 5 bilhões, já pagou R$ 10 bilhões e mesmo assim ainda deve outros R$ 9,5 bilhões”.

ranaense, a questão mais urgente a ser resolvida na relação entre Estados e União é a renegociação das dívidas entre as partes. Richa disse que este deve ser o principal tema da audiência entre governadores com a presidente Dilma Rousseff. “É o ponto mais urgente e que une todos os governadores. Ninguém suporta mais pagar algo que é impagável”, disse. “O governo federal não pode agir como um agente financeiro, como um agiota”. Richa também defendeu a necessidade de um novo pacto federativo que resulte na melhor distribuição de recursos entre a União, estados e municípios. “O governo federal tem sido muito extravagante na concentração de poderes e recursos. São os estados e os municípios que têm melhores condições de investir porque conhecem a realidade das suas populações”, afirmou.  O encontro reuniu 23 governadores e resultou em consenso a respeito

de quatro propostas sobre o novo pacto federativo a serem debatidas e votadas no Congresso Nacional. “É a primeira vez que vejo a união dos governadores deste país que não suportam mais sentirem o aumento das suas despesas e diminuição das nossas receitas, sem o mínimo de diálogo”, afirmou Richa.

Propostas

A primeira proposta trata da redução do comprometimento de receitas dos estados por conta das dívidas com a União, que chegou a R$ 394,8 bilhões em janeiro de 2013. Os estados comprometem parte do que arrecadam para pagar juros e amortizações - de 11,5% a 15% da renda total. A sugestão dos governadores é alterar o Projeto de Lei Complementar 238/13, de autoria do Executivo federal, e incluir uma redução de comprometimento com o pagamento das dívidas com a União em 33%. O texto original propõe a mudança nos critérios de indexa-

ção dos contratos de refinanciamento das dívidas de estados e municípios com a União. A segunda ideia é votar a Proposta de Emenda à Constituição 172/12, deixando evidenciado no texto o impedimento de que novas despesas sejam criadas para os Estado sem que novas receitas também constem da proposta. A terceira proposta dos governadores, que ainda não foi concretizada como proposta legislativa, é alterar a fonte de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Hoje, esses fundos são abastecidos com a arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os Estados querem que a arrecadação da Contribuição sobre Lucro Líquido (CSLL) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) também entrem na conta. Outro pedido feito pelos governadores aos presidentes da Câmara e do Senado foi uma medida parlamentar para extinguir o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Desde 1988, os recursos arrecadados deixaram de ser creditados aos participantes e passaram a compor o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Mesmo assim, os Estados são obrigados a repassarem aproximadamente 1% da arrecadação para o governo federal.

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Segurança

Tolerância zero à criminalidade

Governador Beto Richa: combate implacável à criminalidade no Estado.

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Da redação


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isposto a dar um basta na criminalidade, o governador Beto Richa garante que o Estado está usando todos os recursos disponíveis para reduzir a criminalidade no Paraná. Segundo disse em Foz do Iguaçu, todos os investimentos e as ações planejadas estão trazendo de volta a tranquilidade à população. “Estamos combatendo de maneira implacável a criminalidade. Compramos 1.470 novas viaturas, já contratamos 5000 novos policiais e pretendemos levar efetivo às 300 menores cidades do Estado”. Um levantamento feito no início de março pela Secretaria de Segurança comprova que os índices de redução de homicídios registrados entre janeiro e fevereiro de 2012, quando comparados com 2013, reduziram 20% a criminalidade em Curitiba, 43% em Londrina, 33% em Foz, 30% em Cascavel e 36% em Maringá. Dia nove de março, as forças de segurança do Estado inicia-

ram a terceira edição da megaoperação Nhapecani, com 500 pontos de bloqueio em todo o Paraná. A ação mobiliza seis mil agentes, sendo 5,2 mil policiais militares, 370 policiais civis, 60 policiais federais, 234 policiais rodoviários federais, além de 70 integrantes da Receita Federal. O objetivo da megaoperação é reduzir a incidência de crimes violentos contra a pessoa (homicídios, latrocínios e lesões corporais) e contra o patrimônio (furtos e roubos), assim como combater roubos e furtos de veículos e ao comércio. Durante a operação, os policiais realizam batidas e abordagens, fiscalizam veículos, pessoas e estabelecimentos comerciais. “Os resultados das duas primeiras edições foram surpreendentes e isso mostra que estamos no caminho certo”, disse o coronel Péricles de Matos, Coordenador Operacional da PM e Comandante do 6º Comando Regional da

Polícia Militar (6º CRPM).  Somente na Região Metropolitana de Curitiba, onde se concentra quase metade dos crimes violentos no Estado, são 200 pontos de bloqueio. A Nhapecani acontece paralelamente à outras ações de todas as forças no Estado, todos reunidos com o objetivo de combater a criminalidade, reduzindo, por exemplo, o número de armas ilegais em circulação. Todos os Batalhões da Polícia Militar participam da operação, além de unidades especializadas da PM como a Polícia Rodoviária (BPRv), Polícia Ambiental (BPMA), Patrulha Escolar (BPEC), Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e o Regimento de Polícia Montada (RPMon), Batalhão de Operações Especiais (BOPE), o Batalhão de Polícia de Guarda (BPGD) e o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron). O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberson Bonda-

ruk, destacou que a presença de mais policiais nas ruas, com a formatura de novos soldados, e as viaturas que foram recentemente adquiridas, são fatores que estão fazendo a diferença no combate ao crime e, consequentemente, na diminuição dos homicídios em todo o Estado. “Essa queda radical dos números de homicídios nas principais cidades é uma vitória, resultado do trabalho de planejamento da polícia e também dos investimentos do governo estadual”, disse ele. A prisão de criminosos, aliada ao trabalho de investigação dos policiais civis, também contribui para a redução no número de novos crimes, ressalta o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Marcus Vinícius da Costa Michelotto. “O aumento no quadro de escrivães, que faz parte dos investimentos do programa Paraná Seguro, também contribui muito para esses resultados”, completou.

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Política

PT Paraná já mobiliza diretórios para eleições

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Da redação

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Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná está se articulando e pretende levar 25 mil filiados às urnas no dia 10 de novembro. Para isso, quatro secretários do diretório estadual do partido percorreram, no início de março, todo o Estado para reunir dirigentes de cinco regiões neste final de semana. O diretor de organização do PT Nacional, Florisvaldo de Souza, os secretários de Organização, Finanças e de Formação do PT-PR, respectivamente Zuleide Maccari, Zeno Minuzzo e Natalino Bastos dos Santos, acompanhados da técnica da secretaria de Organização, Mara Costa, estiveram em Apucarana, Maringá, Londrina, Cornélio Procópio e Siqueira Campos, para conversar com mais de 250 dirigentes municipais do PT nessas regiões visando repassar orientações sobre o Processo de Eleições Diretas – PED do PT, que acontecerá no final do ano. Segundo informações do PT Paraná, dos mais de três milhões de filiados e simpatizantes petistas brasileiros, pelo menos 600 mil devem votar diretamente pa-

ra escolher as novas direções estaduais e municipais do partido em todos os cantos do país pelo PED. Esse grupo comandará as bases ao longo de dois processos eleitorais que são estratégicos ao fortalecimento da legenda: as eleições para a Presidência da República, governos estaduais e parlamentares para as assembleias legislativas e Câmara Federal em 2014 e as eleições municipais de 2016. O PT está organizado em 385 dos 399 (96,5%) municípios paranaenses, por meio de 346 diretórios municipais e 39 comissões provisórias. Em apenas 14 municípios paranaenses o Partido dos Trabalhadores não têm nenhuma representação. “O nosso partido passa por um momento privilegiado de organização das bases e de conscientização de que nós, militantes petistas, filiados ao partido que governa esse país temos a responsabilidade de trabalhar e de construir as bases do desenvolvimento econômico, humano, social e solidário da Nação”, disse a secretária de Organização do PT-PR, Zuleide Maccari.


Trânsito

Da redação

Mais 2,7 mil novas motoristas nas ruas U

m levantamento feito pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) revela que 2,7 mil novas motoristas mulheres conquistaram a permissão para dirigir no mês de fevereiro deste ano. Este número representa 47,7% do total de condutores com a primeira habilitação, que é de 5,6 mil. O número de mulheres ao volante no Pa-

raná aumentou 7,2% em 2012 e elas já correspondem a mais de 32% do total de condutores paranaenses. Em dezembro de 2012 foram contabilizadas mais de 1,5 milhão de motoristas mulheres no Estado. “O crescimento do número de mulheres no trânsito é uma tendência. Elas estão aprendendo a dirigir por conta da inclu-

são no mercado de trabalho, para poder atender a família, para poder levar os filhos à escola. O crescimento do poder de consumo, que permite hoje que várias famílias tenham mais de um veículo também é uma justificativa”, explica o diretor-geral do Detran, Marcos Traad. “As mulheres costumam ser mais conscien-

tes e adotam uma postura mais segura no trânsito. A maioria não se arrisca a beber e dirigir, fazer manobras perigosas e pilotar moto sem capacete, por exemplo. A prudência feminina é modelo para os demais motoristas”, avalia o coordenador de Educação para o Trânsito do Detran, Juan Ramon Soto Franco.

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Infraestrutura

Da redação

Em Paranaguá, TCP investe R$ 300 milhões em modernização 24

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TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá, um dos maiores terminais portuários de contêineres do Brasil, vem implementando desde o 2° semestre de 2011, uma série de investimentos com o objetivo de se tornar um dos melhores terminais de contêineres internacionais, oferecendo tanto para exportadores quanto para importadores mais eficiência e qualidade. Com valor de aproximadamente R$ 300 milhões até o final de 2013, o projeto do TCP é um dos mais representativos investimentos privados do setor portuário no Brasil. Em 2011 o TCP, que até então tinha capacidade de movimentação de 800 mil TEUs/ano (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), investiu R$ 51 milhões em novos equipamentos que entraram em operação em março de 2012, como dois portêineres Post Panamax da marca Liebherr, seis transtêineres e nove caminhões. “Com isso, nossa capacidade atingiu 1,2 milhão de TEUs/ano”, informou Juarez Moraes e Silva, diretor Superinten-

dente do TCP. Os investimentos foram intensificados a partir de 2012, com o início das obras de ampliação do cais de atracação do Terminal, que ganhará mais 315 metros, permitindo ao TCP receber os maiores navios de contêineres que operam no comércio internacional, aumentando sua capacidade dos atuais 1,2 milhão de TEUs para 1,5 milhão de TEUs/ano até o final de 2013, quando as obras serão concluídas. “Estamos ao mesmo tempo modernizando e ampliando a capacidade do TCP para atender às novas demandas do mercado, reduzindo custos para a cadeia produtiva através de ganhos de produtividade e escala”, afirma Moraes e Silva. Ele explica que os navios de transporte de contêineres estão cada vez maiores em comprimento e largura, o que exige uma adequação dos terminais para recebê-los. “Além do espaço no cais de atracação, também são necessários equipamentos modernos para isso, com maior alcance, como os que o TCP implantou re-

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Infraestrutura

centemente e que também serão implantados no novo cais”. O diretor do TCP destaca, ainda, que Paranaguá é um dos poucos portos do centro-sul do Brasil que tem condições de receber esses grandes navios de carga. “Nossa baía é privilegiada e vamos usar isso como mais um diferencial competitivo e comparativo”. Até o final de 2013 serão investidos aproximadamente R$ 140 milhões nas obras de extensão do cais e mais R$ 110 milhões na aquisição de equipamentos para o novo píer, como quatro portêineres Super Post Panamax, seis transtêineres e 12 caminhões. Além disso, o TCP também tem investido fortemente em melhoria de atendimento aos clientes, treinamento e capacitação de pessoal e tecnologia de informação. “Esses investimentos tem por objetivo equiparar o TCP aos melhores terminais de contêineres internacionais, oferecendo para exportadores e importadores mais eficiência, além de garantir o atendimento da demanda pelos próximos dez anos”, afirma Luiz Antonio Alves, CEO do TCP. Ele destaca que, entre as várias iniciativas do Terminal nesse sentido, está a recente implantação de um sistema de agendamento que reduziu drasticamente a ocorrência de filas de caminhões e a implantação de um SAC 26

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“No TCP não há fila de caminhões e o tempo médio de espera é de 20 minutos”.

para suporte aos clientes, garantindo que 98% dos quatro mil atendimentos mensais feitos pelo TCP sejam realizados em até quatro horas a partir de cada chamada. ”Já ampliamos a produtividade do TCP em mais de 150% em um ano e passamos a ser o segundo terminal mais eficiente do Brasil, com 81 mph (movimentos por hora). Vamos continuar trabalhando para oferecer mais competitividade a nossos clientes”, reforça Alves.

Resultados dos investimentos

Os investimentos em ampliação da capacidade, modernização, treinamento e gestão realizados pelo TCP já vem mostrando resultados. No 1º Trimestre de 2013, o TCP ampliou em 25% a janela de atracação (sistema que agenda a operação dos serviços/ navios e seus respectivos movimentos semanais), um reflexo di-

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reto da maior demanda dos armadores por operar a partir do Terminal. Um exemplo é a nova linha (serviço) para a Ásia operado por uma joint venture entre a Cosco e a Evergreen.  “Sempre tivemos uma forte parceria com os grandes armadores e agora eles estão ampliando seus negócios com o TCP. Um bom exemplo é esse novo serviço para a Ásia”, diz Moraes e Silva, acrescentando que a ampliação do número de janelas é resultado de uma série de iniciativas do próprio Terminal e também da Administração dos Portos de Antonina e Paranaguá (Appa), e da Capitania dos Portos. “Estamos investindo na melhoria contínua dos nossos serviços, ampliando nossa capacidade e nossa produtividade. Ao mesmo tempo, as Autoridades Portuária e Marítima vem contribuindo decisivamente com a melhoria nas condições de navegabilidade do Porto”.


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Economia

O Juro zero é real na Fomento Paraná “S

“No Paraná, ninguém ficará sem crédito para desenvolver sua empresa”. Juraci Barbosa Sobrinho

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e você precisa, nós financiamos”. Estas são palavras de ordem da Fomento Paraná, empresa do governo Beto Richa, voltada a estimular o desenvolvimento econômico, social e ambiental em todas as regiões do Estado. “Não importa o tamanho da sua empresa ou do seu negócio. Nós estamos aqui para atender”, explica o presidente da instituição financeira, Juraci Barbosa Sobrinho, ao lembrar que as ações do governador Richa visam o desenvolvimento das pessoas, a melhoria da qualidade de vida, aumento de renda e qualificação. Para confirmar a intenção social do governo, Barbosa Sobrinho explica o lançamento, agora, do programa “Juro Zero para os Municípios” em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedu). Esse programa, segundo ele, pretende beneficiar mais de 300 municípios com até 20 mil habitantes e envolverá investimentos da ordem de R$ 70 milhões em recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico – Promap 2. O Juro Zero é um programa de microcrédito que, inicialmente, vai atender as famílias cadastradas no programa Família Paranaense. Por isso, está sendo feito em parceria com as secretarias da Família e Desenvolvimento Social e do Trabalho, Emprego e Economia Solidária. Barbosa Sobrinho explica que o objetivo é ajudar a empreender, fomentar pequenas iniciativas, que ajudem a melhorar a renda em comunidades carentes.


Como funciona A família pode pegar de R$ 300 reais a R$ 4.000 para abrir um pequeno negócio e pagar em até 20 parcelas sem juros. Além disso, se pagar as prestações em dia, o governo quita a 11ª, a 21ª e a 22ª parcelas, que representam o custo da operação. Tudo pelo Fundo de Equalização do Microcrédito, informa Barbosa Sobrinho. O presidente da Fomento Paraná reconhece que o “juro zero” não é nenhuma novidade no mercado financeiro, mas é inovador ao permitir o aval solidário entre as pessoas para desenvolver um projeto em uma associação ou cooperativa. Ele garante que o “juro zero” vai chegar às famílias dos agricultores, aos artesãos e a outros públicos, principalmente ao mercado informal. No final do ano passado, a Fomento Paraná lançou também a linha de crédito Banco do Empreendedor para beneficiar taxistas, permitindo a compra ou troca de veículo, além da adaptação do motor (gás), também com juros subsidiados. O mesmo banco tem uma linha de crédito específica para equipamentos de panificação. Também recentemente, a Fomento Paraná fez parceria, através de convênio com a Sociedade de Garantia de Crédito, que a partir de agora pode dar aval para cobrir cartas de crédito que irão beneficiar especialmente as empresas da área de Tecnologia da Informação (TI) que, em geral, tem dificuldades para apresentar garantias reais e precisam de prazos maiores de carência para quitar seus financiamentos, dado o prazo de maturação dos projetos.

Empresa ativa

A Fomento Paraná, que estava adormecida, está agora apoiando ações do governo para reduzir a informalidade das empresas, aumentar a qualificação, oferta de crédito barato, redução da tributação, investimentos em inovação e em ciência e tecnologia, oferta de ensino profissionalizante e contraturno nas escolas, apoio à agricultura familiar e fundo de aval para o produtor rural poder ter crédito. Além disso, dará suporte ao turismo e à cultura, fatores comuns de desenvolvimento econômico. Para se chegar a esse contingente, Barbosa Sobrinho explica que tudo será feito por meio do crédito, ou seja, apoio financeiro com juros baixos, subsidiados pelo Governo do Estado, seja para obras e equipamentos para municípios ou mesmo para micro e pequenas empresas ou empreendedores individuais. “Ninguém ficará sem crédito para desenvolver sua empresa”, garante. De acordo com técnicos da Fomento Paraná, a instituição estará presente também, por meio de parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, na pavimentação, construção de creches, escolas ou outros equipamentos, além da compra de máquinas que, de uma forma ou de outra, melhoram a qualidade de vi-

da das pessoas envolvidas e movimentam a economia local, com empresas que prestam os serviços, gerando emprego e renda. Por meio do programa Banco do Empreendedor, a Fomento Paraná vai ao mercado, como competidora. Em parceria com entidades de classe, como federações e associações comerciais, cooperativas de crédito do Sistema Sicred e Sicoob e as sociedades garantidoras de crédito – Fecomércio, Faep, Fiep, Sebrae – a Fomento Paraná se propõe a levar crédito diretamente ao empreendedor, visando estimular os pequenos negócios. Isto através de linhas de crédito, que deixam para trás o perfil limitado da instituição de banco social, para operar como um agente que repassa recursos do BNDES, da Caixa Econômica Federal, disse Barbosa Sobrinho, acrescentando que a instituição também se prepara para captar recursos internacionais. “De R$ 300 reais a R$ 300 mil. De empreendedores informais a micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões, atendemos a todos e diretamente. E atendemos também quem busca R$ 1 milhão ou mais, neste caso com repasses do BNDES ou BRDE”, observa o presidente da instituição financeira.

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Economia

Renault aciona motores da nova unidade C

om investimentos de R$ 500 milhões, a Renault do Brasil inaugura sua nova unidade da fábrica em São José dos Pinhais. Com a ampliação do parque, a empresa vai produzir 100 mil carros a mais por ano e gerar 1.200 novos empregos. O projeto de expansão da montadora, que sinaliza investir R$ 1,5 bilhão na fábrica até 2015, conta com o apoio do Governo do Estado, por meio de incentivos do programa Paraná Competitivo. “Esta inauguração materializa a importante parceria que

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mantemos com a Renault. Ficamos orgulhosos por termos conseguido esta conquista para o nosso Estado”, afirmou o governador Beto Richa. O governador disse que a presença da Renault no Paraná desperta o interesse de outros grandes grupos empresariais, nacionais e internacionais, em investir no Estado. Ele adiantou que quatro montadoras estão em contato com o governo estadual para possíveis investimentos. “Com certeza, na esteira deste projeto virão novos investi-

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mentos”, disse. “O Paraná tem sido exemplo com um modelo de industrialização que hoje é invejado e copiado em todo o Brasil”, destacou Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que também participou da solenidade. A Renault gera no Estado 6.500 empregos diretos – dos quais 600 são profissionais de engenharia – e outros 25 mil indiretos por meio de seus fornecedores. “A conta final dessa parceria é altamente positi-

Da redação com AEN va, pelos benefícios que traz ao povo paranaense, com novos empregos e geração de renda”, ressaltou Richa. “Sem o apoio do Governo do Paraná, este projeto não seria possível”, afirmou o vice-presidente da Renault para as Américas, Denis Barbier. “Um projeto de sucesso graças a sensibilidade e a presença do Estado. Temos a certeza que essa parceria trará ainda mais benefícios para o Paraná”, reforçou Olivier Murguet, presidente da Renault do Brasil.


Ciclo da industrialização

Os aportes da Renault integram o portfólio de mais de R$ 20 bilhões em investimentos atraídos para o Estado nos últimos dois anos, no maior ciclo de industrialização da história do Paraná, com o programa Paraná Competitivo. “O Paraná retomou a total confiança dos investidores. Hoje somos o quarto Estado em geração de empregos com carteira assinada. Temos a consciência que o Estado deve caminhar lado a lado com o setor produtivo”, observou o governador Beto Richa. O secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, explica que o Paraná Competitivo não trata apenas da concessão de incentivos fiscais. Ele disse que investimentos que a montadora francesa faz no Paraná é resultado de um acordo que vai inclusive aumentar a arrecadação de impostos pelo governo. “O programa permite que façamos

equacionamentos que atendam tanto o interesse do Estado quanto das empresas. O caso da Renault é um grande exemplo”, afirmou. O programa de incentivos do Governo do Estado tem gerado desenvolvimento para todas as regiões do Paraná, com a criação de 120 mil novos empregos. “A conversa que tivemos com a Renault é a mesma que podemos ter com todos os investidores, e isto é um diferencial para que o Paraná se destaque”, explicou o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros.

Performance A Renault faturou R$ 13,8 bilhões no ano passado, com 6,6% de participação no mercado brasileiro, que é o segundo da marca no mundo. Desde a sua implantação, nos anos 1990, a Renault já investiu U$ 2,7 bilhões no Paraná. Neste ano, a empresa ampliará sua unidade de fabricação de motores, que passará de 400 mil a 500 mil unidades por ano. Além da produção para o mercado brasileiro, os motores são exportados para outros países.

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Emprego

Leilane Benetta

Lei da oferta e procura não se aplica ao mercado de trabalho de Curitiba Mesmo com o grande número de vagas e o baixo índice de desemprego, os baixos salários continuam sendo a maior reclamação dos trabalhadores.

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mercado de trabalho em Curitiba revogou a lei da oferta e da procura. Para muitas profissões, há mais oferta de emprego do que interessados. Mesmo assim, as empresas continuam oferecendo pouco mais que o mínimo para pedreiros, auxiliares, cozinheiros, serventes e caixas de supermercado – exemplos de profissões em que há maior número de vagas. Na Agência do Trabalhador, há desde pessoas em busca de emprego, depois de meses fora do mercado, até outras que simplesmente querem mudar de empresa para ganhar mais. Para a maioria, o grande problema não é a falta de oportunidades, mas justamente a baixa remuneração. “Tem bastante oferta de trabalho, mas o salário não está bom”, reclama o metalúrgico João Antunes Souza, de 48 anos. Depois de 18 anos de casa foi demitido porque a empresa precisou cortar gastos. Ele aproveitou para fazer cursos de capacitação em solda e THC, mas agora não acha uma colocação com salário próximo ao que ganhava, cerca de R$ 2.400. “Estão oferecendo por volta de R$ 1.000. É uma exploração da mão de obra”, critica. Outro metalúrgico, Paulo César Custódio, de 42 anos, também reclama dos baixos salários. Com oito anos de experiência no setor, ele trabalha numa empresa há ape-

nas dois meses, mas já está procurando outro emprego.

Redução de salário

A auxiliar de produção Simone Alves de Souza, de 25 anos, pediu demissão em janeiro deste ano, insatisfeita com as condições de trabalho. Saiu da Agência do Trabalhador de Curitiba com entrevista de emprego marcada para o dia seguinte, mas também se queixou do salário: “Eu estava ganhando R$1.070,00 e a vaga agora é para ganhar R$850,00”, conta. Para quem é menos exigente em relação ao ganho, realmente não faltam oportunidades. O pedreiro João (ele preferiu omitir o sobrenome), de 46 anos, que atua há 15 anos na construção civil, estava há quatro meses sem emprego de carteira assinada, fazendo “bicos”. Mas confirma: “Dá pra escolher onde trabalhar. Só não trabalha quem não quer”, diz João. E a fama de Curitiba, como cidade com boa oferta de empregos, atrai até gente de outros países. O haitiano Raphael Moise, de 40 anos, há dois anos mora no Brasil, onde buscou refúgio após o terremoto que atingiu seu país, em 2010, está há oito meses em Curitiba, sempre trabalhando na construção civil. Momentaneamente sem emprego, ele foi à Agência do Trabalhador e já saiu de lá com a perspectiva de uma nova vaga, bastando apenas preencher a documentação.

“Dá pra escolher onde trabalhar. Só não trabalha quem não quer” João, pedreiro

“Tem oferta de trabalho, mas o salário não é tão bom” João Antunes, metalúrgico

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Emprego

Mínimo abaixo do mínimo

“Q

uem procura, acha”, diz o secretário estadual de Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Luiz Claudio Romanelli, sobre os empregos na capital paranaense. “Estamos com o mercado bem aquecido e com uma taxa de desemprego muito baixa”, afirma. “A alta rotatividade tem demonstrado que, por outro lado, o trabalhador está em

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busca de novos empregos, que muita gente está se demitindo para buscar melhores alternativas”, acrescenta. O secretário ressalta ainda que o Paraná tem o maior salário mínimo regional do Brasil. “Nós temos uma política salarial que é a melhor do país. E estamos procurando instrumentos para empurrar para cima o valor de

entrada do trabalhador”, afirma Romanelli. Desde maio de 2012 o salário mínimo varia de R$783,20 a R$904,20, de acordo com a categoria profissional. O salário regional do Paraná, no entanto, está bem longe do valor calculado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), para um trabalhador brasileiro co-

Luiz Cláudio Romanelli: “estamos com o mercado bem aquecido”.


“Nós temos uma política salarial que é a melhor do país”

sigualdade social e ainda está patinando, com uma economia frágil. O salário reflete atividades econômicas e a capacidade de pagamento do empregador; e o país não tem atividade econômica forte para isso”, explica o secretário.

Ofertas

brir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência. Desde fevereiro deste ano, esse salário mínimo deveria ser de R$ 2.743,69. Para Romanelli, as atuais condições do país não permitem que o Brasil possa ter um salário mínimo como esse. “O Brasil é um país marcado pela de-

Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), o rendimento médio real das pessoas ocupadas em janeiro de 2013, em Curitiba e região metropolitana, foi de R$ 1.946. Ao observar os cartazes expostos na Agência do Trabalhador, as ofertas de salário ficam bem abaixo desta média. Para oficce-boy, por exemplo, o valor oferecido é de R$ 812, mais vale transporte (VT) e alimentação (VA); para auxiliar de dentista R$ 800; para auxiliar de escrituração fiscal R$ 1.000; para servente R$ 800 mais VT

e VA. E ainda: caixa de loja ganha em torno de R$ 839 mais VT; operador de telemarketing R$ 830; pedreiro R$ 1.249 mais VT e vale mercado de R$ 100. Curso superior Nem mesmo para quem tem nível superior a situação está fácil. Entre as vagas expostas, estavam: analista de recursos humanos , salário de R$ 1.800; programador de internet, R$ 2.000; assistente de contabilidade, R$ 1.500.

Baixo desemprego

De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a taxa de desocupação em Curitiba e Região Metropolitana, em janeiro deste ano, foi de 4,8% - número abaixo da média nacional,

de 5,4%. Em números absolutos, havia 81mil desempregados, número muito baixo, ainda mais levando-se em conta que janeiro é tradicionalmente um mês marcado pelas demissões do pessoal extra contratado pelo comércio para o período das festas de fim de ano. Carteira assinada Os últimos dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, relativos a fevereiro de 2013, também mostram o bom desempenho em números de Curitiba e do Paraná em geral. O Estado teve a terceira melhor colocação no Brasil quanto ao número de empregos de carteira assinada (15.857). Em Curitiba, foram 3.654 empregos formais gerados naquele mês; na Região Metropolitana 4.631.

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Agronegócio

SENAR-PR 20 anos Contribuindo para o ganho de produtividade

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Da redação


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Senar-PR está completando 20 anos qualificando trabalhadores e produtores rurais paranaenses. Quando foi criado, o cenário era completamente diferente. O Brasil vivia um processo adiantado de êxodo rural iniciado na década de 70, quem ficava no campo era mais por exclusão do que opção. O Paraná vivia uma mudança de culturas, as geadas contribuíram, o algodão se transformou em soja, entrou a cana-de-açúcar. Uma mudança que exigiu forte mecanização. Nos últimos 20 anos, a agropecuária paranaense conquistou um desenvolvimento notável, implantando um mosaico de cadeias produtivas que o tornaram líder na produção agropecuária nacional. Isso se reflete diretamente em dois aspectos importantes da economia: a contribuição para o controle da inflação pela oferta de alimentos e na balança comercial brasileira, onde as commodities agrícolas tem salvo a pátria neste período de crise. Nas duas últimas décadas, a produtividade brasileira teve um ganho

de 250%, o Paraná foi além e alcançou um patamar de 262%. Isto é, quase triplicou a eficiência no campo sem aumento de área, até porque a fronteira agrícola no estado está esgotada. Os motivos do crescimento vão desde de novas tecnologias, genética com novas cultivares e aumento da produtividade via mecanização, treinamento e capacitação. Certamente é nesta área que o Senar deu sua contribuição neste ganho de produtividade. Nestes 20 anos foram mais de 2 milhões e 200 atendimentos e 1 milhão e 100 mil pessoas capacitadas nas mais diversas atividades rurais, desde as mais simples até aquelas que requerem curso superior. São mais de 240 títulos de cursos. Pelo Empreendedor Rural já receberam seu certificado mais de 18 mil trabalhadores e produtores rurais. Os jovens aprendizes, que foram ou estão sendo encaminhados para se tornarem profissionais, são mais de 29 mil participantes. E as participantes do Mulher Atual, 13 mil. São todos cursos com mais de 100 horas de duração e que fornecem um preparo

de excelência para os ligados à produção rural. Deve-se ressaltar o Programa Agrinho, que atende todos os anos mais de 1 milhão de crianças de escolas públicas e particulares levando temas transversais ao currículo normal, como meio ambiente, higiene, saúde, etc. Educação cidadão para as futuras gerações. Mas, o Senar-PR não para e tem se preparado para atender as novas demandas do mercado. É por isso que para 2013, a Agricultura de Precisão e Educação a Distância são temas prioritários que ganharão novos cursos.

Novo comando

Desde fevereiro, assumiu a Superintendência do SENAR-PR o engenheiro agrônomo formado pela UFPR, Humberto Malucelli, ex-Secretário de Abastecimento da Prefeitura de Curitiba. Ele assumiu o posto em lugar do veterinário Ronei Volpi que por 18 anos comandou as atividades do SENAR-PR e foi o responsável pelo seu sucesso e a presença nos 399 municípios paranaenses.

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Polícia

A médica, a polícia e a mídia Em liberdade, depois de passar 30 dias detida, a médica Virginia Helena enca-

te”. Ela foi presa em 19 de fevereiro em

“Tenho plena convicção, com base em autos que a médica vai a júri popular”

uma ação do Núcleo de Repressão a Cri-

Delegado Michelotto

minhou uma carta ao Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), onde diz que foi “execrada publicamen-

mes contra a Saúde Pública (Nucrisa), da Polícia Civil, que investigava a ocorrência de mortes suspeitas na unidade.

“C

oitado do Seu Zé. Está nas últimas e vai bater as botas. O seu João também vai pro saco. Já fizemos de tudo e não há mais nada a fazer”. Este linguajar, de médicos para médicos e enfermeiros, em UTIs hospitalares, pode ter crucificado a médica Virgínia Helena Soares de Souza, chefe da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba. Segundo alguns médicos ouvidos pela reportagem da revista Documento Reservado e que não quiseram se identificar em função da tensão em torno do caso, “esse tipo de conversa é natural, pois o que vale mesmo é o prontuário assinado pelo médico ou médica informando o óbito ou não”. Esses depoimentos, no entanto, não são aceitos pelo delegado-geral da Polícia Civil do Estado, Marcus Vinícius Michelotto. “Tenho plena convicção, com

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base nas provas do inquérito policial que estão em nossas mãos e em outras que virão, que a médica vai para júri popular”, afirmou. Ele até entende a posição de alguns médicos que estariam “apavorados com a situação e que, antes de criticarem a polícia, deveriam ver as gravações, analisar os prontuários e as sete mil páginas do inquérito”. A médica Virgínia Helena Soares de Souza tem 30 anos de carreira e, de acordo com informações do Conselho Regional de Medicina do Paraná - CRM-PR, nunca foi denunciada por falta de ética ou profissionalismo, exceto em 2004, quando teve um problema com uma enfermeira e foi acu-

sada de agressão. Consta nos autos da denúncia que a polêmica foi gerada por quere defender o paciente contra a pessoa que não estaria cumprindo suas exigências. Embora ainda não se pronunciou sobre o caso, alegando que os conselheiros da Câmara Técnica estão avaliando o processo, o CRM informa que, em dois anos terá a solução. O delegado Michelotto disse que existe farta documentação correndo em segredo de justiça que não pode ser divulgada. São áudios, óbito, prontuários e depoimentos de equipes que incriminam a médica. São seis homicídios e mais 25 casos analisados, além de dois mil prontuários, confirmou.


Armadilha do tratamento médico

Autora do livro “Armadilha do Tratamento”, ainda sem tradução para o Brasil, a escritora Rosemary Gibson, revela que um terço do orçamento americano da saúde é gasto com fraude e não conformidade. Revela que há casos em que hospitais e profissionais de saúde aplicam deliberadamente procedimentos médicos que podem levar os pacientes à morte, com o objetivo de conseguirem dinheiro para as instituições as quais estão subordinados. Em entrevista à revista Diagnóstico, editada em Salvador (BA), a escritora diz que um único hospital americano chegou a inserir catéteres em 580 pacientes que não precisavam de intervenções cirúrgicas. Rosemary Gibson conta também casos em que os próprios médicos são beneficiados pelas fraudes no sistema. “Os conflitos entre o interesse do paciente e dos prestadores em fazer dinheiro são maiores que nunca”. Foi recolhendo material para um livro sobre erros médicos que a escritora e jornalista acabou se deparando com o que chama de “casos assustadores”. Em seu livro “A Armadilha do Tratamento”, revela que há estimativas de que 30% dos US$ 2,6 trilhões gastos anualmente no sistema de saúde americano são desperdiçados em procedimentos desnecessários, assim como nas ineficiências do sistema e em fraudes. A Associação de Medicina dos Estados Unidos classificou atos como esse de “tratamento excessivo”, do inglês overuse - procedimento médico que traz mais riscos que benefício à saúde dos pacientes. Ao falar sobre como as associações americanas representativas dos médicos se posicionam em relação ao overuse, Rosemary disse que médicos éticos não permitem o tratamento excessivo. As declarações de princípios da categoria dizem que um médico nunca deveria colocar os pacientes em uma situação em que os riscos excedam os possíveis benefícios. Segundo a escritora, o Instituto de Medicina (correspondente ao CRM, no Brasil), em assembléia, definiu o overuse como uma situação em que o potencial de dano em um procedimento de cuidados médicos supera os seus possíveis benefícios. Ainda assim, a ética médica é ignorada muito frequentemente e é por isso que esses problemas existem, não apenas nos Estados Unidos, mas no Brasil e em muitos outros países. DOCUMENTO RESERVADO

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Comportamento

Agência Brasil

Viver sem

violência

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Ministério da Justiça tem, em mãos, um relatório preocupante sobre a violência contra a mulher no Brasil. A cada cinco minutos, uma mulher é agredida no país. Em quase 70% dos casos, quem espanca ou mata a mulher é o namorado, marido ou ex-marido. Para a presidente Dilma Roussef, a redução das diferenças de gênero passa pela intensificação do combate aos crimes contra as mulheres, que ela classificou de “monstruosos”, como a violência doméstica e o tráfico sexual. “A violência doméstica, aliás, tem que ser varrida dos nossos lares e do nosso território. Já temos instrumentos poderosos para isso, como a Lei Maria da Penha, que é uma das melhores do mundo. É preciso agora maior compromisso e participação de todos nós”. O governo federal acaba de lançar o Programa Mulher, Viver sem Violência. O programa prevê a construção de centros chamados Casa da Mulher Brasileira, que integrarão serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimentto, abrigamento e orientação para o trabalho, emprego e renda

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em todas as 27 capitais brasileiras. “A mulher terá todos os serviços, sem precisar peregrinar atrás de cada um deles”, disse a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci. Ela explicou que serão investidos R$ 265 milhões até 2014, sendo R$ 115,7 milhões na construção dos centros, compra de equipamentos e manutenção, R$ 25 milhões na ampliação da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, R$ 13,1 milhões na atenção à saúde, R$ 6,9 milhões na humanização da perícia para aperfeiçoamento da coleta de provas de crimes sexuais. O custo médio de cada centro é estimado em R$ 4,3 milhões, incluindo construção e aquisição de equipamentos. O governo espera atender cerca de 200 mulheres por dia e 72 mil por ano em cada um deles. Também serão investidos R$ 4,3 milhões em serviços de fronteira, aumentando o número de centros de atenção às mulheres nas fronteiras e estendendo os serviços para as regiões próximas à Bolívia, Guiana Francesa, Guiana Inglesa,


ao Paraguai, ao Uruguai e à Venezuela. Atualmente, há três centros de atenção à mulher nas regiões fronteiriças. Além de apoio a migrantes, os centros também atuarão no combate ao tráfico de pessoas. O modelo é inspirado no implantado em El Salvador, que tem o Cidade da Mulher, um centro de atendimento e assistência às mulheres, que reúne desde serviços de saúde até cooperativas de crédito. Na visita que fez à presidenta Dilma Rousseff no início do mês, a primeira-dama do país, Vanda Pignato, que é brasileira, explicou que cerca de 20 estruturas de Estado funcionam em um mesmo local. “Numa mesma manhã, a mulher faz o que levaria meses para resolver”, disse.

Mapa da violência Segundo o Mapa da Violência, publicado em 2012, pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), mais de 92 mil mulheres foram assassinadas no país entre os anos de 1980 e 2010, tendo quase metade dessas mortes se concentrado apenas na última década. Em 2011, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, registrou 70.270 atendimentos a mulheres vítimas da violência. A maioria delas tinha entre 15 e 29 anos e foi agredida por maridos ou namorados.

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Turismo

Lago de Itaipu

terá novas opções de turismo e lazer Da redação

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s atrativos da usina de Itaipu serão integrados a passeios no reservatório e ao parque aquático termal de Itaipulândia As praias artificiais e clubes náuticos deixarão de ser a única opção de lazer no reservatório de Itaipu, para moradores e turistas. Dentro de seis meses, aproximadamente, já estará aberto ao público o Parque Aquático Termal Lago de Itaipu, no município de Itaipulândia, a 70 quilômetros de Foz do Iguaçu. O Complexo Turístico Itaipu, que administra as visitas pagas às atrações da usina, incluirá passeios de barco e o parque aquático entre os atrativos. Já estão sendo construídos dois píeres, um na usina de Itaipu, próximo à barragem, e outro na prainha de Jacutinga, em Itaipulândia. O píer de Itaipu terá capacidade para a atracação simultânea de vários barcos para 30 ou 40 passageiros. E permitirá ainda a operação do Kattamaram, barco para 200 passageiros, hoje utilizado para alguns passeios no lago, mas que passará a também fazer o transporte até Itaipulândia. Junto ao píer de Itaipu, haverá um bar e deck suspenso, com vista para o reservatório. Serão quase 600 m² de área de deck e 370 m² de área coberta, com capacidade para 280 pessoas. Enquanto aguardam a chegada do barco, os turistas terão uma infraestrutura completa à disposição.

“Praia do Oeste”

Uma das ideias em estudo na Itaipu é oferecer um serviço em que o visitan-

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te, depois de conhecer os atrativos da usina, possa embarcar no Kattamaram para um passeio pelo reservatório. Depois de almoçar a bordo, desembarcará em Itaipulândia, para passar a tarde no parque aquático termal. O superintendente de Comunicação Social da Itaipu, Gilmar Piolla, acredita que, com as novas opções, o reservatório de Itaipu se firmará como “a praia da região Oeste do Paraná, atraindo ainda mais paraguaios e argentinos, além de representar mais uma possibilidade de lazer para os turistas que visitam Foz do Iguaçu”.

Maior do mundo

Ainda em fase de obras, o parque aquático está funcionando atualmente apenas para sócios, mas já conta com piscina coberta termal para 600 pessoas, piscina externa com dois bares molhados, área infantil com castelo das águas, lagoon com mais de dois mil m², praça de alimentação em dois ambientes e quiosques. Quando concluído, será o maior parque da América Latina em área –


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Turismo terá 260 mil m² - e o maior do mundo em número de brinquedos aquáticos (quase 50), que incluirão duas piscinas de ondas, um tobogã gigante com oito pistas de descidas para quatro pessoas, rio lento e rio selvagem (este, o mais extenso do mundo).

Abandono

O parque aquático termal foi projetado pela prefeitura de Itaipulândia que, em 2003, iniciou as obras e iniciou a montagem de vários equipamentos. No ano seguinte, contudo, as obras foram abandonadas. Somente em 2011 a prefeitura abriu concessão para a conclusão e exploração do parque. A vencedora foi a empresa carioca Rio Water Planet, que se comprometeu a investir R$ 10 milhões num prazo de quatro anos. A concessão também obriga a empresa a construir um hotel com capacidade mínima de 200 leitos. O prefeito de Itaipulândia, Miguel Bayerle, que era prefeito em 2003, acredita que o parque representará um antes e depois na história do município. Ele conta que já está recebendo muitos empresários interessados em investir na construção de pequenos hotéis e pousadas.

Águas termais

Ao contrário de outros empreendimentos aquáticos do Brasil, o Parque Aquático Termal Lago de Itaipu não precisará ser fechado nos meses de inverno. O parque que a Rio

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Water Planet tem no Rio de Janeiro, por exemplo, fecha durante três ou quatro meses ao ano. “Aqui, vai funcionar mesmo no inverno, porque será utilizada água termal nas piscinas cobertas”, explica Júlio Gaspar, diretor do parque de Itaipulândia. Nos meses quentes, a água do parque pode ser extraída de poços artesianos comuns. Mas, no frio, a água termal virá do Aquífero Guarani, onde a temperatura atinge 41 graus. Um equipamento com capacidade para 100 mil litros de água por segundo bombeia a água de um poço de 1.039 metros de profundidade.

Os preços

A partir de julho, o parque estará aberto para o público em geral, segundo a previsão da Rio Water Planet, que já fixou o preço dos ingressos. Para utilizar os atrativos do parque o dia todo, o preço será de R$ 140 por pessoa, com meia entrada a R$ 70. Para quem quiser se associar, o preço é de onze vezes R$ 250, mais uma taxa mensal de manutenção equivalente a 14% do salário mínimo. O título dá direito ao sócio de incluir três beneficiados.

Em Itaipu

As atrações do Complexo Turístico Itaipu, que em 2012 foram visitadas por 473.072 pessoas, incluem visitas à usina – panorâmica e circuito especial; test drive no veículo elétrico, também pelas vias da usina; e visitas ao Polo Astronômico, ao Refúgio Biológico Bela Vis-

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ta, ao Parque Tecnológico e ao Ecomuseu. Outro atrativo é a Iluminação da Barragem, oferecida nas noites de sexta-feira. A cobrança de ingressos para conhecer Itaipu foi adotada em 2007, na margem brasileira da usina. O serviço é administrado pela Fundação Parque Tecnológico Itaipu. A usina oferece ainda as visitas institucionais, gratuitas, para autoridades e instituições de ensino, por exemplo.


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Artigo

Contestação ao mentirômetro

Hélio Duque

economista e ex-deputado federal

“O modelo consumista vem demonstrando claramente seu esgotamento e aumentando a inadimplência.” 46

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A performance medíocre da economia brasileira nos últimos anos, em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto, atingiu o seu ápice em 2012. O PIB cresceu 1% e o suporte garantidor foi alavancar o consumo interno como meta finalista. Não fôra essa estratégia, seria negativo. No governo Dilma Rousseff o consumo das famílias representou, no ano passado, 87% do crescimento. O modelo consumista vem demonstrando claramente seu esgotamento. Facilmente comprovado pelo aumento do endividamento familiar e em considerável elevação da inadimplência de milhares de brasileiros. Acrescente-se que as carências e necessidades primárias fundamentais à vida humana vêm sendo negligenciadas e vão se acumulando perigosamente. O ano de 2013 não será fácil, reflexo da deterioração das contas públicas que levou o governo a criar, no final do ano passado, nova cadeira nos cursos de Ciências Contábeis: “Contabilidade Criativa”. Ao invés de admitir, com transparência, a impossibilidade econômica de cumprir a meta de superávit primário de 3,1% do PIB, da ordem de R$ 139,8 bilhões, optou pela “maquiagem”. O que é superávit primário? É a economia fei-

ta pelo governo para pagar juros. O malabarismo contábil aplicado nas contas públicas não é caminho respeitável para qualquer governo e leva a sociedade a ter desconfiança e pouca credibilidade no exercício da governança, nos países sérios. A contabilidade criativa não fica adstrita ao fato relatado, é mais ampla. Na utilização dos bancos públicos, a capitalização, através o Tesouro, não recebe a rubrica de despesas primárias, enquanto os dividendos pagos são rubricados como receita. A oneração da dívida pública passa a ser fato real. Exemplo: as recorrentes injeções de dinheiro no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não são catalogadas como despesa. O economista Mansueto Almeida, do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), órgão oficial, especialista em endividamento público, fez a constatação: “A posição, no final de 2007, do estoque de empréstimos do Tesouro para os bancos públicos era de R$ 13,9 bilhões, sendo R$ 5,66 bilhões como instrumentos híbridos de capital e dívida e R$ 8,24 bilhões de créditos junto ao BNDES. Agora, a dívida total dos bancos públicos junto ao Tesouro Nacional foi para R$ 392,4 bilhões.”


Resultado final do PSS para Agente Operacional A Secretaria de Educação da Prefeitura de Piraquara publicou em edital, quarta feira (03), o resultado final do Processo de Seleção Simplificado (PSS) para contratação temporária de Agente Operacional. O Edital completo está publicado no Diário Oficial, em www.diariomunicipal.com. br/amp, na edição de 03/04/2013. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO EDITAL Nº 053/2013 CLASSIFICAÇÃO DO PROCESSO DE SELEÇÃO SIMPLIFICADO PSS – AGENTE OPERACIONAL A Secretária Municipal de Educação de Piraquara-PR, Estado do Paraná, no uso de suas atribuições legais RESOLVE: TORNAR PÚBLICO O RESULTADO FINAL DO PROCESSO DE SELEÇÃO SIMPLIFICADO – PSS, PARA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE AGENTE OPERACIONAL (LEI MUNICIPAL 1109/2011 E EDITAL Nº 33/2013). Class. 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º 22º 23º 24º 25º 26º 27º 28º 29º 30º 31º 32º 33º

Nome PAULO ANTONIO CAUDURO EDMUNDO CARLOS ANTUNES MARTINS SOLANGE DOMINGUES MAIER VALQUIRIA SIRENE DE SOUZA COSTA AMARILDA APARECIDA DE ANDRADE JUCILENE SIQUEIRA DE ALMEIDA SANDRA MARA RIBEIRO ANDREIA APARECIDA DA SILVA DE SOUZA ANA CLAUDIA FERREIRA COSTA - ELIZANGELA DO ROCIO COSTA SANTANA DA SILVA MARIZA ALBERTI BARBARA JUNIA CATÃO FERREIRA SELMA INEZ LUCIO SILVIA DE OLIVEIRA SANTOS - MARIA APARECIDA ANDRADE - ELIANE ANDRADE DOS SANTOS - ELIANE GONÇALVES - SIMONE THOME INGATAIN - LENY CHIOSSI - MARCIELE SOCORRO DE OLIVEIRA - LUCIA ALVES - FABIULA DOS SANTOS BARBOSA - FABIO LUIS DA SILVA - JOSIANE FERREIRA DE ALBUQUERQUE - CATIA GOMES NOGUEIRA - MARCIA PEREIRA VELLOSO RICARDO - CARIANE BATISTA KILIJANCZUK - FRANCIANE DE LIMA SANTANA - PRISCILA BATISTA DOMINGUES DE JESUS - LUCIANA DOS SANTOS BOEIRA - LEIDIANE DE OLIVEIRA MACHADO - SILVIA MARA MUNIZ DA SILVA - FRANKLIN ALVES PERERIA -

Insc. 120 59 109 14 67 84 15 36 95 48 2 135 108 6 80 8 25 1 65 103 55 101 127 133 79 99 58 97 52 107 100 28 137

RG 1.451.303-5 3.265.335-9 3.790.703-0 5.247.229-6 5.190.601-2 52297060 3.770.069 5.607.350-7 6.278.537-3 8.047.192-0 6.152.126-7 11.068.830-0 7.647.364-1 7.330.460-1 68698537 8.452.244-9 8.536.781-1 7.364.989-7 8.137.480-5 8.730.919-3 8.053.786-7 5.981.438 8.257.266-0 8.542.674-5 77633073 8.724.637-0 9.253.493-6 7.981.836-4 8.005.430-0 9.783.952-2 9.691.443-1 10.526.533-6 9.499.371-7

Data Nasc. 6/12/1957 29/7/1961 10/9/1964 14/6/1966 3/7/1966 1/9/1969 5/1/1973 23/3/1973 25/4/1973 16/11/1973 14/12/1973 4/12/1974 8/1/1976 15/10/1976 31/8/1977 16/2/1979 20/9/1980 29/10/1980 7/2/1981 18/5/1981 19/5/1981 26/11/1981 6/5/1982 20/8/1982 12/1/1983 1/3/1983 15/1/1985 26/8/1985 1/10/1985 8/10/1985 18/2/1986 8/3/1986 8/6/1986

Nota 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100

Não ocorreu interposição de recursos à classificação provisória. Os candidatos foram classificados de acordo com a nota, seguindo o critério de desempate estabelecido no item 8.2 do Edital nº 33/2013.


Agenda Literatura

Cinema

Bate-papo com Ignácio de Loyola

To The Wonder

No dia 3 de abril o escritor paulista Ignácio de Loyola Brandão estará em Curitiba para participar, junto com outros sete autores, de um bate-papo sobre leitura no Auditório Paul Garfunkel, na Biblioteca Pública do Paraná. O encontro abre a temporada do projeto “Um Escritor na Biblioteca”. Um dos mais prolíficos autores em atividade no Brasil, o escritor já publicou romances, contos, biografias e relatos sobre viagens, além de obras infantojuvenis. Quando: 3 de abril - 19 h. Onde: Auditório Paul Garfunkel, no segundo andar da Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133 — Centro — Curitiba/ PR)

Um homem viaja para Paris e conhece a futura mulher. Os dois voltam para os Estados Unidos para se casar, mas depois de um tempo o romance esfria e uma antiga namorada dele reaparece. Elenco: Ben Affleck, Rachel McAdams, Javier Bardem, Olga Kurylenko, Charles Baker, Romina Mondello, Darryl Cox e Cassidee Vandalia, entre outros. Estreia: 12 de abril de 2013.

A Filha do Meu Melhor Amigo A amizade das famílias Ostroff e Walling é posta à prova quando a filha dos Ostroff se envolve com David, chefe da família Walling.

Informações: (41) 3221-4900 www.bpp.pr.gov.br

Elenco: Leighton Meester, Hugh Laurie, Alia Shawkat, Allison Janney, Adam Brody, Catherine Keener, Boyd Holbrook, Oliver Platt, Tim Guinee, Lucas Papaelias, entre outros.

Ingresso: Entrada Franca.

Estreia: 19/04/2013

Teatro

Festival de Teatro de Curitiba A Mostra 2013 reúne 32 espetáculos e marca o início da trajetória de 8 desses, que fazem sua estreia nacional no evento. Os espetáculos selecionados representam o rico e diverso panorama atual das artes cênicas brasileiras e mostram o apagamento de fronteiras geográficas e de linguagens. A curadoria – formada por Celso Curi, Lucia Camargo e Thania Brandão – fiou sua busca na revelação dos limites da invenção textual e cênica. Dos clássicos aos transgressores, evidenciando novos talentos e celebrando os grandes nomes do teatro brasileiro, a 22ª edição do Festival de Teatro de Curitiba se apresenta. Quando: 26 de março a 07 de abril Onde: Consultar a programação Ingressos: R$60,00 e R$30,00 Informações: www.festivaldecuritiba.com.br 48

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O Acordo

Minha Mãe é Uma Viagem

Um pai é pego de surpresa quando o filho é condenado a 30 anos de prisão por tráfico de drogas. Buscando diminuir a pena, ele se infiltra na gangue para encontrar o chefe do esquema.

Andy Brewster (Seth Rogen) está prestes a realizar a viagem de seus sonhos pelo país. Depois de decidir dar início à sua aventura com uma rápida visita à mãe Joyce (Barbra Streisand), Andy se vê forçado a levá-la com ele na viagem. Por cenários sempre diferentes, ele constantemente se irrita com as artimanhas da mãe, porém, com o tempo, percebe que suas vidas têm mais em comum do que imaginava. Os conselhos de sua mãe podem acabar sendo exatamente aquilo que ele precisa.

Elenco: Dwayne Johnson, Barry Pepper, Jon Bernthal, Susan Sarandon, Michael Kenneth Williams, Rafi Gavron e Melina Kanakaredes, entre outros. Estreia: 19 de abril de 2013.

Elenco: Seth Rogen, Yvonne Strahovski, Adam Scott, Colin Hanks, Brett Cullen, Barbra Streisand, Kathy Najimy, Danny Pudi, Dale Dickey, Miriam Margolyes, Nora Dunn, Amanda Walsh, Michael Cassidy, Creed Bratton, entre outros. Estreia: 12 de abril de 2013.

Sexo, Etc e Tal...

Marco Luque

Sucesso nacional, o espetáculo com direção e atuação do ator global André Rangel, encara de forma bem humorada um tema universal: o sexo. Os diálogos e cenas abordam situações hilariantes do comportamento humano, como sexo e traição, necessidade, amor, fetiche, sexo virtual e outras. Para as apresentações na capital paranaense, o ator convidado é o curitibano William Barbier, que interpretou o personagem Alê, em Malhação.

Nos dias 27 e 28 de abril, o apresentador do Custe o Que Custar (CQC) volta a Curitiba com a nova temporada da premiada comédia de stand-up “Tamo Junto!”, assistida por aproximadamente meio milhão de espectadores em mais de 100 cidades brasileiras. Nela, o carismático humorista satiriza o cotidiano, a diferença entre homem e mulher, a relação entre homem e cachorro, faz paródias de personalidades e filmes.

Quando: dias 05 e 06 de abril – 23h. Onde: Teatro Barracão Encena. Ingressos: R$ 30 (½ entrada: R$ 15) / Bônus: R$ 20 (retirar o bônus pelo site do teatro). Informações: (41) 3223-5517 / www.teatrobarracaoencena.com.br

Quando: dias 27 de abril (sábado) às 21h15 e 28 de abril (domingo) às 19h30. Onde: Teatro Positivo Grande Auditório (R: Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300). Ingresso: Plateia Inferior (filas de 01 a 15) - R$ 99,00 (inteira) e R$ 52,00 (meia-entrada) / Plateia Superior (filas de 16 a 28) - R$79,00 (inteira) e R$ 42,00 (meia-entrada). Informações: (41) 3315-0808. DOCUMENTO RESERVADO

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Agenda Shows

Djavan O cantor e compositor Djavan se apresenta no próximo dia 20 de abril em Curitiba para divulgar o disco “Rua dos Amores” – o 21º da carreira, lançado no ano passado. O artista alagoano faz única apresentação no Teatro Positivo Grande Auditório às 21h15. No repertório, os novos sucessos “Bangalô”, “Pecado”, “Já não somos dois” e “Ares sutis”, além das clássicas “Flor de lis”, “Meu bem querer” e “Samurai”, dentre outras que marcam os 40 anos de trajetória. Quando: 20 de abril de 2013 (Sábado) - Abertura do teatro – 20hs / Início do show: 21h15 Onde: Teatro Positivo – Grande Auditório (R. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300) Ingressos: Valores: de R$95,00 (meia-entrada) a R$225,00 (inteira), de acordo com o setor. Informações: (41) 3315-0808 / 3317-3107 / www.maisumadaprime.com.br

Burt Bacharach O maestro, compositor, pianista e arranjador Burt Bacharach tem apresentação marcada em Curitiba no dia 16 de abril. O norte-americano é responsável por canções memoráveis do cinema, da Broadway e das paradas pop, como “Raindrops Keep Falling On My Head”, “Walk On By”, “Make It Easy On Yourself” e “Alfie”, entre outras. Quando: 16 de abril de 2013 – 21h. Onde: Teatro Positivo (R. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300) Ingressos: Plateia inferior: R$ 340 (½ entrada: R$ 170) / Plateia superior: R$ 320 (½ entrada: R$ 160) Informações: www.diskingressos.com.br

Chuck Berry

Blues às quartas-feiras

O ícone do rock mundial faz única apresentação em Curitiba no dia 12 de abril. Aos 86 anos de idade, Mr. Chuck se despede dos palcos e promete uma apresentação histórica no Teatro Positivo. Ele é considerado um dos pais do rock´n´roll, tendo influenciado nomes de peso como The Beatles, Rolling Stone e Elvis Presley. Sua mais recente visita ao país foi em 2009, quando ele passou pela cidade e se apresentou no Guairão.

A charutaria Tesoros de Cuba, no centro da cidade, recebe shows de blues ao vivo toda quinta-feira, a partir das 18h, dentro da programação do Jack Day. O duo Tony Caster e Pedro Tosi assume a programação musical, levando para o palco, em versões acústicas, os grandes clássicos blueseiros. Para interpretá-los, apenas violão (Caster) e gaita (Tosi), no melhor estilo consagrado pelas raízes deste ritmo musical. Também são feitas promoções especiais de bebidas e doses.

Quando: 12 de abril de 2013 (sexta-feira) - abertura do teatro – 20h30 / início do show: 21h30 Onde: Teatro Positivo Grande Auditório (R. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300) Ingresso: os bilhetes para o segundo lote já estão disponíveis e os novos valores variam de R$135,00 (meia-entrada) a R$335,00 (inteira), de acordo com o setor. Informações: (41) 3315-0808 / www.diskingressos.com.br.

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Quando: todas as quintas-feiras a partir das 18h. Onde: Rua Comendador Araújo, 497. Preço: entrada franca. Informações: 3029-2780.


Exposições

“Ione Saldanha: o tempo e a cor” O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugura dia 21 de março (quinta-feira), às 19 horas, a exposição “Ione Saldanha: o tempo e a cor”. Ione Saldanha (19192001) nasceu em Alegrete, no Rio Grande do Sul, e viveu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro. Sua obra tem influência inicial de Alfredo Volpi e de Vieira da Silva. A mostra tem um viés retrospectivo e realiza um recorte panorâmico em sua trajetória, desde suas figuras e fachadas das décadas de 1940 e 1950, desdobrando-se pelo flerte construtivo no começo da década seguinte, até sua grande aventura de liberação da cor do final dos anos 1960 até a década de 1990. Quando: de 21 de março a 14 de julho de 2013 - terça a domingo, das 10h às 18 horas. Onde: Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999)– sala 4. Ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia-entrada). Primeiro domingo do mês: entrada gratuita.

“Mãos de Fátima” Com mais de quatro décadas de carreira dedicadas ao teatro, Fátima Ortiz divide-se entre os trabalhos de atriz, diretora, escritora e arte-educadora. Diversos profissionais que hoje atuam na área artística já passaram ou trabalharam com Fátima. O trabalho da profissional pode ser conferido em textos e espetáculos infantis, notoriamente reconhecidos em quase todo o Brasil, assim como peças adultas e trabalhos socioculturais e de arte voltados para crianças e adolescentes de comunidades carentes. Para registrar um pouco dessa versatilidade artística de Fátima Ortiz, o fotógrafo Edu Camargo, da UV Studio, apresenta a exposição “Mãos de Fátima”. Por meio de um ensaio que mescla imagens digitais e analógicas, o fotógrafo entra em contato com Fátima num diálogo improvisado entre a câmera e a atriz. Onde: Memorial de Curitiba – (Rua Claudino dos Santos, 79 – Centro Histórico)

“Opus” de Fábio Schneider Madeira, tubos e fios de cobre, chapas de latão e alumínio compõem os trabalhos do artista que utiliza técnicas variadas, entre elas a colagem, para criar obras impregnadas de simbolismo cristão. No texto de apresentação da exposição, Fábio Schneider revela que seus trabalhos foram influenciados pelo contato que teve com a obra do psiquiatra e psicanalista suíço Carl Gustav Jung. Onde: Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba – Masac (Rua Claudino dos Santos, ao lado da Igreja da Ordem – Largo da Ordem – Setor Histórico). Quando: de 24 de março a 12 de maio de 2013 -de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 18h; sábados e domingos, das 9h às 14h. Ingresso: Entrada franca.

Quando: de 29 de março a 07 de abril, das 9h às 21h. Ingresso: entrada gratuita.

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Revista nº 59