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mesmo dos médicos. Sem tecnologia é impossível ser eficiente, especialmente no que tange ao armazenamento de dados. E já existe um movimento no setor, pois se espera que a área de saúde invista pelo menos US$ 2,7 trilhões por ano até 2020 em infraestrutura de TI, globalmente, segundo estudo da International Data Corporation (IDC). A necessidade é indiscutível. O que muitas vezes não se sabe é onde armazenar esse volume de dados gigantesco. Qual o melhor modelo? Na nuvem, em casa, híbrido? E depois, se eu optar por guardá-los fora de casa, onde eles ficarão hospedados? E por quanto tempo deverei guardá-los? Quais os tipos de arquivos devem ser realmente armazenados? E por aí vai. As dúvidas e perguntas não param. Antes de qualquer coisa, é muito importante contextualizar a responsabilidade dos hospitais quanto às informações que eles guardam. A instituição é a encarregada por aqueles dados e qualquer tipo de vazamento dos mesmos ou um ataque cibernético no servidor será, obviamente, responsabilidade da empresa que está armazenando essas informações. Com os documentos e exames sendo cada

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INFORMATION MANAGEMENT | 2019

vez mais digitalizados, o volume aumenta exponencialmente e tudo isso exige umacamada de proteção. Tanto em soluções de backup, de data recovery, quanto em armazenamento em nuvem, em todas é preciso haver segurança. Partindo para as questões técnicas, é fato também que a escolha de onde armazenar, seja por meio de um salvamento de dados local, em uma estrutura específica ou em uma cloud pública, é fundamental para a proteção desses documentos. O primeiro passo é identificar, levantar as necessidades e, a partir disso, montar a infraestrutura mais adequada para seu negócio. Aí vem toda a parametrização, qualificação, separação do que pode estar exposto ou não e dimensionar os insumos necessários na infraestrutura para acomodar toda essa separação. Inclusive, essa estrutura precisa ser definida de acordo com a legislação que rege o mercado de saúde especificamente. Mas, por exemplo, se a opção escolhida for a nuvem, ela é interessante não só para o armazenamento de dados, mas também para a parte de processamentos e sistemas. Graças a ela, médicos, enfermeiros e toda a equipe médica podem acessar

exames, prontuários eletrônicos, listas de medicamentos, informações pessoais de pacientes e mais de maneira remota, prática e segura. Os benefícios vão além das questões de custos e acabam impactando também no resultado do atendimento que é prestado ao paciente. O profissional da saúde terá a possibilidade de acessar informações de atendimentos passados, experiências anteriores do paciente no hospital, checar diagnósticos e a instituição terá uma visão clinica integral, algo que pode ser muito valioso para o gestor do hospital. É fato que para evitar dúvidas e estresse, o apoio e o know how de um especialista, que tenha uma visão 360º, que seja de preferência agnóstico e que ainda tenha experiência no setor de saúde, pode fazer toda a diferença. Sempre digo que esse é um tipo de trabalho que precisa ser conduzido a “quatro mãos”, afinal, as mudanças não são fáceis de serem implementadas e exigem uma jornada. Só assim é possível realizar um bom planejamento e, com isso, tomar as melhores decisões no que diz respeito ao armazenamento de dados.

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Revista IIMA 82  

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