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CIAB te das transações mundiais, o papel das agências bancárias físicas muda de figura e passa a ser mais de consultoria de investimentos. Basta um celular e uma conexão à internet para substituir toda a infraestrutura que encarece serviços e burocratiza processos. Até mesmo o acesso a informações e conhecimento fica muito mais fácil e digital. Agora imagine enviar e receber dinheiro em até 10 segundos, em regime de 24/7, por meio de um sistema nacional de pagamento instantâneo. É uma realidade cada vez mais próxima desde que o Banco Central reuniu, pela primeira vez, em abril, representantes de dois grupos de trabalho formados para discutir negócios (produtos) e requisitos técnicos de funcionamento (segurança, padronização de serviços, redes de conectividade) do sistema brasileiro de pagamento instantâneo. Será um processo simples tal como procurar um contato na agenda do celular ou enviar uma mensagem. As primeiras transações de pagamentos instantâneos já deverão ser testadas no Brasil em 2020. Bancos, instituições financeiras e toda a indústria do setor já se preparam para cumprir essa meta. “A meta é permitir que a transação seja feita pelo sistema de pagamento instantâneo em até 10 segundos, já que hoje 95% das TEDs levam em geral até 5 minutos, apesar de o prazo estabelecido na regulação ser de até 30 minutos”, diz Leandro Vilain, diretor de Negócios e Operações da FEBRABAN. Como vai funcionar No sistema nacional de pagamento instantâneo, a transferência de recursos será feita pelo celular, por meio de um aplicativo de um prestador de serviço de pagamento (PSP). Esse prestador será escolhido pelo consumidor e pode ser um banco ou uma instituição de meio de pagamentos, como consta nos requisitos do BC divulgados em dezembro passado. O sistema deve funcionar de forma aberta e permitir pagamentos que envolvam www.informationmanagement.com.br

Sistema pode ser utilizado para transferências: • Entre pessoas (transações P2P, person to person); • Entre pessoas e estabelecimentos comerciais (transações P2B, person to business); • Entre empresas e pessoas (transações B2P, business to person), como pagamentos de seguros, indenizações a um consumidor; • Entre empresas, como pagamentos de fornecedores, por exemplo (transações B2B, business to business); • Entre pessoas e governo ou entre empresas e governo, como pagamentos de taxas e impostos (transações P2G e B2G, person to government e business to government); • Entre governo e pessoas, com pagamentos de salários e benefícios sociais (transações G2P, government to person) e de governo e empresas, como convênios e serviços (transações G2B, government to business)

clientes de diferentes instituições financeiras e de pagamento. Hoje, algumas soluções tecnológicas já permitem a transferência instantânea, mas as duas partes precisam ter conta na mesma instituição. Banco do Brasil, Caixa, Itaú Unibanco e Santander estão entre os bancos que estudam ou já desenvolvem serviços e soluções de pagamento instantâneo. As novidades ainda são mantidas em sigilo, e os executivos comentam em termos genéricos, por ora, sobre a oportunidade que o novo sistema de pagamento traz ao setor financeiro.

No mundo global das transações online, ele tem sido cada vez mais importante. Transações entre mercados diferentes, como Japão e Brasil, já podem ser realizadas com certa facilidade por meio de moedas virtuais. Mas, afinal, o que é o blockchain e como ele possibilita o funcionamento de moedas virtuais? Ele é uma estrutura de dados que representa a entrada da contabilidade financeira ou o registro de uma transação. Cada transação é digitalmente assinada para garantir sua autenticidade e impedir que seja adulterada. Desta maneira, elas podem ser consideradas confiáveis. As criptomoedas são adequadas para registros financeiros ou qualquer outro tipo de transação que exija segurança, sigilo e rastreabilidade. Mais que isso, pode guardar outros segredos ainda desconhecidos, em termos de como pode influenciar o mundo. O jeito como ela é capaz de controlar, registrar e assegurar as transações indica que pode se tornar a próxima força revolucionária no uso da tecnologia da contabilidade. O ponto principal é que ela se baseia no conceito de que as operações podem ser feitas diretamente sem serem processadas por uma instituição financeira. Trata-se de um grande livro digital onde elas são registradas cronologicamente e podem ser vistas por todos que têm acesso.

Quer um exemplo prático? O banco Santander adotou o blockchain para acelerar transações internacionais, operações em que é preciso fechar o câmbio, enviar uma ordem de pagamento ao exSegurança com blockchain terior e receber, do destinatário do crédito, a informação de que os valores foram A tecnologia traz uma série de novas devidamente compensados. possibilidades e apresenta funcionalidades que impactam, principalmente, na Pelas vias tradicionais este tipo de segurança das transações. Desenvolvido transação custava ao correntista uma em meados de 2008, o blockchain é uma taxa de R$ 90 e levava, em média, tecnologia inovadora que ajuda a dar dois dias úteis para compensar o valor celeridade, segurança e transparência no exterior. Com blockchain, o prazo às transações feitas com criptomoedas, caiu para duas horas e a taxa cobrada como o bitcoin. dos clientes é zero. 2019 | INFORMATION MANAGEMENT

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Revista IIMA 82  

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