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INSIGHTS

Morris Menasche Vice Presidente de Vendas da ClickSoftware para América Latina

Como a inteligência artificial e machine Learning podem melhorar o atendimento no segmento de homecare?

A necessidade de profissionais qualificados móveis na área de saúde e a crescente demanda resultante do envelhecimento da população estão impactando o mercado de saúde, especialmente no que diz respeito à saúde domiciliar (homecare). Em 2016, por exemplo, 8,5% das pessoas no mundo (617 milhões) tinham 65 anos ou mais. Segundo novo relatório, esse percentual deve saltar para quase 17% da população mundial em 2050, o que corresponde a cerca de 1,6 bilhão de pessoas. Esta geração tem exigido um atendimento

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INFORMATION MANAGEMENT | ABR 2019

cada vez mais humanizado e personalizado que atenda as necessidades de cada indivíduo, o que reflete diretamente no aumento pela procura por serviços de saúde homecare. Nos últimos seis anos, o número de estabelecimentos que prestam serviços de homecare quase triplicou no Brasil. Segundo boletim econômico da Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp), o país já tinha 392 dessas clínicas no ano passado, enquanto que em 2011 eram apenas 138.

Essa necessidade de prestar cuidados em casa criou uma demanda crescente por profissionais de saúde móveis. No entanto, há uma grande dificuldade em contratar pessoal para acompanhar esse novo nicho de mercado. De acordo com a consultoria DHI Group, hoje é preciso um recorde de 49 dias para preencher uma posição na área de saúde. Isso representa duas semanas a mais do tempo necessário para ocupar uma posição no competitivo setor de TI. Uma pesquisa realizada em Wisconsin, nos EUA, descobriu que 85% das agências de homecare não tinham profissionais suficientes para cobrir

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Revista IIMA 81  

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