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Capa: Rafael Siqueira Cruz Vithor dos Santos Matos Ilustrações: Vithor dos Santos Matos Editoração: Qualiprint –  (21) 2413-2884 Revisão: Paulo Valle

CRUZ, Rafael Siqueira O Misterioso do Espaço Edição do autor, Rio de Janeiro:2004 1 – Literatura Infanto Juvenil I. Título

Correspondência para o autor: Rua Soldado Venceslau Spancerski, 325 – Campo Grande Cep: 23042-110 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (0xx21) 3407-4995

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Índice 1-

MARTE À VISTA

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2-

TERRA À VISTA

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3-

TEMOS QUE FAZER ALGUMA COISA

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4-

A REUNIÃO

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5-

A ARMADILHA

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6-

A SALA ESPECIAL

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7-

OS TESTES

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8-

A SEGUNDA REUNIÃO

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9-

A CHEGADA DA MÁQUINA

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10-

A LAVAGEM CEREBRAL

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11-

A FUGA

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12-

O TERROR

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13-

A SUPER ARMA

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14-

O FIM DO PESADELO

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15-

EPÍLOGO

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MARTE À VISTA A ilha de Hirosaki, ao sul de Tóquio, no Japão, sempre foi muito calma. As pessoas trabalhavam durante o dia e ficavam com a família à noite. Nela se realizavam lançamentos de naves e ônibus espaciais. No dia 26 de outubro de 2119, todas as pessoas do mundo inteiro estavam ligadas no acontecimento do século: “A primeira viagem humana a Marte”. De fato seria um acontecimento histórico, pois isso poderia ser o passo mais importante do homem desde a colonização da Lua em 2076. Esse dia chega e a emoção toma conta das pessoas nas ruas. O lançamento da nave seria realizado na Ilha de Hirosaki. Faltavam 10 minutos para a Nave Espacial decolar, serão 78 Milhões de Quilômetros. É Chegada a grande hora. A Nave Espacial da Central de Tóquio irá subir ao encontro de Marte. Começa a contagem regressiva quando, de repente, BUM!!! O barulho estrondoso invade a ilha, chegando até a cidade de Tóquio. As pessoas olham para o céu e, vendo a Nave indo embora, comemoram alegremente. Já se passaram três meses do lançamento da nave ao espaço, e os três astronautas, Nakata, Osalwa e Katsue, se preparam para pousar em Marte. Logo após o pouso, dois dos astronautas, Osalwa e Katsue saem com suas roupas de respiração e proteção ao frio. Cada um vai por um lado, ficando na Nave o outro astronauta, Nakata, apenas recebendo as mensagens dos outros. O astronauta Osalwa colhia amostras do solo para testes científicos e o outro estudava os 5


relevos de baixa altura e anotava tudo no folheto. De repente, na frente de Katsue, aparece uma imensa criatura medindo cerca de 3 metros de altura. Aparentava ser humano, mas seus olhos brilhavam como estrelas. O astronauta levantou vagarosamente sem saber o que estava acontecendo. Neste instante, a criatura estendeu a mão e puxou o símbolo da N.E.C.T. (Nave Espacial da Central de Tóquio), presa no peito de Kasue, sufocando-o. O astronauta Osalwa estava trabalhando calmamente quando sentiu um leve toque em seu tubo respiratório. Ele olhou em direção ao tubo e não viu nada Tornou a trabalhar e quando menos esperava, outro puxão e o tubo se desprendeu de sua roupa especial, seu corpo começou a flutuar e, quando olhou para baixo, com seu ar quase no final, viu uma grande criatura rindo de sua desgraça. Na Nave, Nakata se comunicava com a Terra informando as novidades quando, de repente, olha para frente e se depara com uma enorme criatura voando em sua direção, ele fica mudo, se desespera na tentativa de subir com a Nave, mas é tarde demais, a criatura se agarra em sua nave e impede que esta suba. Ele entra na nave e arremessa o astronauta para o espaço. A criatura, tendo o poder de ler a mente de outros seres, decifra a mente de Nakata, descobrindo o caminho de volta e foi rumo a Terra.

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TERRA À VISTA O dia previsto para a chegada da nave se mostra claro e sem previsão de chuva, indicando um bom pouso. As pessoas esperam ansiosamente a chegada da Nave que traz os astronautas. Eles olham para o céu e avistam a Nave da Central, cada vez mais perto. A emoção cada vez mais se entranha nas artérias de cada pessoa. Os policiais pedem para as pessoas se afastarem para que não haja tumulto. De repente, a Nave começa a se aproximar, ouve-se o barulho dos possantes motores e... A Nave pousa na pista causando gritos de alegria e vibração das pessoas. A Nave pousa, a porta se abre e a surpresa... Uma criatura enorme pára na descida da escada da Nave e fala: — EU SOU GLEISER!!! As pessoas começam a correr desesperadamente sem entender como Gleiser apareceu na Nave e como ele falava a língua dos terrestres, se ele veio de Marte. Acontece que, quando ele leu a mente do Nakata, foram captadas todas as informações, inclusive o idioma que ele falava, traduzindo-o para o seu. Enquanto as pessoas corriam, Gleiser ia se esconder no mar (ele tinha a característica de respirar em qualquer ambiente). Após todo o susto, os astronautas e cientistas se reuniram para tentar descobrir esse mistério da criatura Marciana, enquanto os policiais de Tóquio tomavam conta do oceano para que ele não saísse e causasse qualquer estrago. O boato surgia diante das ruas por causa da imensa criatura de 3 metros de altura.

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TEMOS QUE FAZER ALGUMA COISA A área estava cercada: helicópteros, policiais, bombeiros, F.B.I., esquadrão especial, esquadrão de choque etc. O mundo inteiro, que estava há sete meses comemorando a alegria da conquista de Marte, agora estão acompanhando, chorando e pensando no que a criatura pode fazer na cidade e com suas casas. De repente, uma coisa estranha nas águas do pacífico acontece. Ela começa a vibrar e... TCHUÁÁ! O grande monstro sai voando sobre o povo. A multidão entra em desespero e Gleiser sai voando tranqüilamente como se nada estivesse acontecendo. Ele estava indo para o centro de Hirosaki enquanto a imprensa e as autoridades iam atrás dele. Tinha uma coisa que eles não sabiam de Gleiser: se a criatura estivesse nervosa virava uma tremenda fera. Quando chega no centro de Hirosaki, ele procura algo para comer. Mas aonde? Ele não conhece esse planeta. Neste exato momento ele estava cercado de policiais e de pessoas curiosas. Os policiais atiram nele com pistolas e uma coisa incrível acontece: as balas que os policiais atiraram bateram em Gleiser como se estivesse batido em uma pedra, caindo todas amassadas. Gleiser olhou subitamente para eles e disse: — O que é isso seus patifes, estão querendo me furar? Ah, Ah, Ah, Ah, Ah. Os policiais ficam com olhos arregalados e saem correndo. A criatura vai atrás deles mas, de repente, aparece um esquadrão de helicópteros policiais atirando com metralhadoras possantes na criatura. Também não serviu de nada, apenas para fazer cóssegas em Gleiser. Ele começa a ficar nervoso e lança pela boca raios 9


cristalizados em direção ao esquadrão e todos começam a pegar fogo e explodirem no ar, outros despencam, vindo explodir no chão. Tudo isso está na mão da Central Espacial de Tokyo, pois foi ela a responsável pelo ato histórico que se transformou em uma tragédia. Enquanto isso, na CET, os cientistas e astronautas trabalham incansavelmente para mandar esse terrível monstro para seu devido lugar. Um deles, o Sr. Mono Xioin Kity, um brilhante cientista, cuidava da manutenção das máquinas, experimentos e pesquisas científicas. Outro brilhante astronauta era o Sr. Nick Russo Thompson, que era norte-americano, cuidava da comunicação da empresa com outros países e a expansão das telecomunicações no espaço. Seu companheiro de laboratório, o Akima Riyga Pory, trabalha na comunicação dos astronautas da nave para a Central e da Central para a nave. Agora, todos eles tentam trabalhar em um mesmo objetivo, porém em modos de execução diferentes. Mais tarde, quando um dos empresários da Central o Sr. Mikito Raw Chippy comunicou aos funcionários que o esquadrão especial estava tentando distrair Gleiser com mais helicópteros e caças sobrevoando o território dele. Assim haverá tempo para os funcionários pensarem melhor em como mandar Gleiser de volta para seu planeta, certificando que ele não tenha mais como voltar. Essa tarde foi realmente cansativa para os funcionários da Central e das pessoas que trabalham para a polícia. — Há essa hora Gleiser deve estar destruindo tudo que vê pela frente - Disse Nick. — Vamos dar uma olhada no sistema de comunicação e ver o que esta acontecendo pela cidade - Completou Akira.  10 


No vídeo, aparece a polícia e todas as outras equipes lutando contra o terrível Gleiser, uma batalha que não parece ter fim. Enquanto isso na cidade, Gleiser começou a se cansar e correu para o mar, e parece que o mar é o único lugar onde ele pode ficar sossegado. Com Gleiser no mar, as autoridades tinham mais tempo para desenvolver uma armadilha para a criatura. Voltando ao prédio da Central, os empresários Mikito, Akena e Ishiwaua comunicaram aos funcionários que haveria uma reunião urgente para todos e seria no Departamento de Investigação Particular da CET, às 19:00h.

Depois deste comunicado, vários

trabalhadores ficaram se perguntando para que seria a reunião e porque todos os funcionários. Chega a hora da reunião e ainda há pessoas chegando para se sentar nas diversas cadeiras do salão. A frente havia um palanque, com uma mesa e um microfone em cima e, completando em volta, tinham algumas cadeiras confortáveis. Às 19:20 já compareciam todas as pessoas que trabalhavam na CET e estava tudo pronto para começar a reunião.

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A REUNIÃO A reunião começa com as palavras do sr. Anani Fon Tain, presidente da CET: — Senhoras e senhores, estamos aqui presentes por causa de um motivo que todos já devem estar imaginando. É isso mesmo. O assunto da reunião será Gleiser. Bem, nós não temos muito tempo para ficar falando, então vamos ao que interessa. Eu estou aqui para pensar junto com vocês em como derrotar Gleiser. Gostaria que os senhores me ajudassem a pensar nisso. Alguém tem alguma sugestão? Um olhava para o outro e ninguém levantava a mão, nem dava um sinal nem nada. — Bem já que ninguém... - recomeçava Anani quando foi interrompido por alguém. − Desculpe-me pela interrupção Sr. presidente mais eu tenho uma sugestão; para quem não me conhece eu sou o cientista Mono Xoin e o que vou dizer é uma boa idéia. — Se nós queremos pegar Gleiser, − continuou Mono − temos que raciocinar um pouco. Vejamos, ninguém sabe que tipo de ser ele é, mas acredito que ele seja de nossa raça e... — Ei, espere um pouco - cortou um funcionário - como ele pode ser um ser humano se as balas que atiraram em Gleiser não conseguiu perfurar seu corpo? — Isso que você acabou de falar pode ser um tipo de poder muito forte que os Marcianos tem a mais, talvez seja a coroa que ele possui em sua cabeça. Agora, sobre seu corpo, é muito fácil constatar que ele pode ser um humano. Primeira hipótese: seu físico é muito  13 


parecido com o nosso. Segunda hipótese: durante o conflito travado entre Gleiser e as forças armadas, ele procurava comida, isso significa que ele tem organismo. Mas voltando ao assunto que falava anteriormente, tem-se a hipótese que ele seja um animal, como nós e precisa se alimentar como nós também. Então se queremos Gleiser, é preciso atraí-lo e não esperar que ele venha e destrua tudo. — Você quer dizer que ele precisa ser atraído... Mas como? perguntou o presidente da CET. − Com a comida que ele tanto deseja. Nisso tem que haver uma armadilha. — Como assim uma armadilha? - perguntou Anani. — Simples: embaixo de toda a comida colocaremos vários barris com gases soníferos de grande poder sobre Gleiser, porque se ele acordar, fugirá facilmente de nosso cerco - terminou Mono. —

Parece coerente a sua idéia. Senhoras e senhores, creio que a explicação do Sr. Mono seja nosso plano, muito obrigado pela atenção de vocês e aqui termina a reunião. – Finalizou o presidente da CET.

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A ARMADILHA No dia seguinte, às 5 horas da manhã, os funcionários da CET já estavam trabalhando duro na grande armadilha, ao sul da ilha. Algumas pessoas que levam tudo na brincadeira até apelidaram a armadilha de pega-monstro. Às 8:40 estava tudo pronto, era só esperar Gleiser aparecer. O presidente da CET recomendou para as pessoas não ficarem aglomeradas, para que não prejudicassem o plano. Deu 10:30 e nada de Gleiser aparecer. As pessoas achavam que o plano não ia dar certo e já estavam cansadas de ficar ali em pé esperando o aparecimento do monstro. Quando marcou 11:10, as águas do pacífico começaram a tremer e todos da CET estavam torcendo para que desse certo o plano criado pelo Sr. Mono. Naquele mesmo instante aparece a criatura, mais forte do que nunca, saíndo daquele oceano imenso. Ele parou na orla e olhou ao redor. Sentiu algo estranho no ar, apurou o cheiro de peixe fresco e começou a caminhar em direção ao banquete, que continha além dos peixes, frutas, legumes e carne vermelha. Quando chega ao banquete, ele olha para um lado, olha para outro e começa a comer devagar, meio desconfiado, mas depois que ele vê que não tem perigo, começa a devorar os peixes. Do outro lado da situação, o controlador de todo o esquema da armadilha, sinaliza para seus ajudantes para se prepararem para acionar os barris. O capitão espera 15 segundos e indica para eles os acionarem. A criatura não percebe nada, mas devagar, bem devagar vai subindo os gases por baixo de toda a comida. Gleiser só percebe a  15 


fumaça quando atinge seu tórax, mas ai era tarde demais, ele levantou rapidamente, mas não tinha toda aquela força para correr e começou a gritar desesperadamente até que não resistisse mais e caísse no chão. Os japoneses comemoraram muito, com uma alegria sem fim, porém Sr. Anani disse para

retirarem Gleiser logo

dali e

providenciassem tudo sem atraso porque isso só foi uma batalha a ser vencida, mas não toda a guerra.

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A SALA ESPECIAL Com a ordem do Sr. Anani, os funcionários da CET começaram a trabalhar para a condução de Gleiser para o laboratório. Chegando lá, eles o encaminharam para uma sala especial. Claro que deveria ser especial para uma criatura de 3 metros. Na sala haviam 12 cientistas, entre eles o Sr. Mono, que saiu logo após a chegada da criatura, e seus colegas de trabalho, Kurashi, Iliac, Rinich e o hilário Ikita. Os cientistas colocaram Gleiser em uma mesa, Iliac começou a preparar uma seringa para retirar o sangue dele, enquanto os outros estavam operando nos aparelhos do laboratório. Iliac se aproximou de Gleiser e, quando tentou espetá-lo, a agulha quebrou. O corpo da criatura parecia uma pedra. Iliac gritou: —

Ei pessoal. Vejam isso.

O que aconteceu Iliac? – Falou um dos cientistas. Olhem isso, eu tentei tirar sangue de Gleiser e a agulha

simplesmente quebrou. —

Nossa!!! Vamos chamar o Sr. Mono para ver isso! – Disse Ikita. Kurashi correu pelos corredores que nem um maluco atrás de

Mono até que uma pessoa o informou que ele estava no laboratório B2C ao lado do Departamento de Direitos dos Funcionários. Quando chegou ao tal laboratório e encontrou com Sr. Mono, ele logo lhe informou os fatos ocorridos. Depois de toda a explicação eles saíram correndo em direção a sala especial. Enquanto corriam, Mono fez um comentário: —

Nós temos que ser muito rápidos, pois o efeito do calmante

pode acabar e tudo irá por água abaixo!

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Finalmente eles chegaram à sala especial. Havia um certo tumulto lá dentro, mas o Sr. Mono conseguiu se aproximar de Gleiser,

estudando

detalhadamente

todo

o

seu

corpo

em

aproximadamente 10 minutos. Declarou os seguintes fatos: —

Bem, em seu corpo não há nada de errado, mas por outro lado, ou seja, em seu lado não-físico, pode haver alguma explicação.

Qual é a explicação Mono? – interrogou alguém.

Com minhas observações, eu constatei que ele obtém um certo tipo de poder exercido por esta força interna muito estranha. Então, creio eu, que ele concentra todo esse poder em sua coroa rústica.

Você quer dizer que ele tem todo o poder armazenado na coroa? – disse Ikita.

Exatamente. – Mono respondeu.

Então o que está esperando para retirar a coroa rústica de sua cabeça? – Indagou Rinich.

OK. Então vamos lá! – Motivou-se Mono. Ele aproximou sua mão da coroa com bastante cuidado, pois

estava com muito receio. Quando ele tocou, sentiu um arrepio vindo desde a unha do pé direito até o último fio de cabelo de seu couro cabeludo, resistente a tantos e tantos anos de vida. Mas felizmente ele conseguiu retirar sua coroa rústica que tanto incomodavam os cientistas. Com isso ele gritou: —

Rápido, apliquem uma injeção nele para teste!

É para já! – gritou Iliac. Quando ele aplicou a injeção, a agulha entrou normalmente,

sem problema algum. Todos festejavam de alegria com a perda do  18 


poder de Gleiser, mais tudo isso graças a Mono, que descobriu o ponto fraco da criatura, que parecia invencível.

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OS TESTES Ao passar toda àquela cena difícil de se imaginar, os cientistas tiveram mais tranqüilidade para trabalhar com Gleiser em sua sala especial. Em duas horas de testes, os cientistas conseguiram: amostra de sangue para descobrir o seu tipo, uma radiografia de todo o seu corpo e outros testes adicionais. Ao passar toda a sessão de testes, os cientistas levaram Gleiser, ainda sob efeito de sedativos, para uma sala de detenção bem protegida, para a segurança nacional. Ao se passar três dias, o povo japonês aparentava mais tranqüilidade e já estava voltando ao seu cotidiano. No laboratório, Gleiser ainda dormia profundamente e os cientistas o estudavam procurando a melhor forma de levá-lo de volta a Marte. Sr. Mono, declarado o cientista responsável pela criatura, estava pensativo na sua sala quando entra Nick e pergunta: —

Aconteceu alguma coisa Mono? Se sente mal?

Não, só estou pensando em até quando poderemos segurar Gleiser... Ele pode acordar a qualquer momento.

De novo com esse papo? Relaxa que tudo vai dar certo.

Como vai dar certo? Ele tem toda a viagem de Marte até a Terra gravada em sua mente. Se mandarmos de volta, ele saberá voltar facilmente.

Hah...E quem é que garante que ele tem uma nave possante para voltar a Terra? Vamos, me diga?

Sei não Nick, tudo pode acontecer.

Que não sabe o quê... Você que é muito pessimista.  21 


— —

Por quanto tempo você vai ficar falando nisso? Foi você que começou. Eu é que vou terminar com o meu serviço pra ver se passa logo o tempo e ir logo pra casa, relaxar no sofá e ver meu boxe. — Encerrando o assunto.

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A SEGUNDA REUNIÃO No dia seguinte, Mono resolveu marcar uma outra reunião de emergência, no mesmo lugar e hora da anterior. Chegando o momento, Mono tratou de por em questão a solução da ida de Gleiser: —

Bem senhores, estamos outra vez aqui para debater esse detalhe tão intrigante que veio a calhar. Sei que Gleiser é de minha pura responsabilidade, mas acho que todos devem colaborar para solucionarmos rapidamente esse caso. Bem, peço imediatamente a algum de vocês que diga suas sugestões para que possamos debater. Rapidamente, se prontificou um indivíduo com sua opinião:

Eu acho que deveríamos mandá-lo sem demora para onde veio.

Meu rapaz, já pensamos nisso, mas não será possível. Descobrimos que ele memorizou toda a viagem utilizando um dos astronautas, podendo assim voltar facilmente a Terra. — Respondeu Mono.

E se fizéssemos uma lavagem cerebral nele? — Opinou outro.

Certamente, é uma grande idéia, podemos fazer a lavagem cerebral e mandá-lo de volta a Marte. — Completou Akima.

Não é uma má idéia, mas não temos a máquina de lavagem cerebral. — Finalizou Mono.

Isso não é problema! No meu país de origem, possuímos várias delas. Se vocês quiserem, eu posso arrumar uma. — Exaltou-se Nick.

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Então o que está esperando? Comunique-se imediatamente com o Estados Unidos e peça logo essa máquina! — Completou Mono.

Certamente senhor!

Resolvida à questão, dou por encerrada essa reunião. Muito obrigado a todos!

E todos saem apreensivos com a decisão e com um pouco de alegria nos olhos, pois o fim do monstro pode estar muito próximo.

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A CHEGADA DA MÁQUINA No dia seguinte, chega a máquina tão esperada, Mono pegou-a e analisou: —

Espero que isso sirva, porque se não...

Deixa de ser pessimista homem, o meu país ainda é o mais desenvolvido e naturalmente as chances de falhas são pequenas... Além disso, temos que levar logo isso para a criatura. Chegando na sala especial, Mono tratou logo de colocar o

aparelho na criatura e pediu que alguém o auxiliasse na sua instalação. Depois de tudo pronto, Mono chegou para Nick e um pouco desorientado perguntou: —

Quantas horas a máquina deverá ficar ligada para fazer a lavagem?

Ela terá que ficar de 3 a 4 dias dependendo do sistema nervoso, sensitivo e hormonal de Gleiser. Outra coisa: ele terá que estar consciente para fazer a lavagem, para isso é necessário colocá-lo em uma caixa cibernética, juntamente com sua coroa. — respondeu pensativo.

Isso será um grande problema. — afirmou Akima.

Por favor, não liguem a máquina agora, temos algumas coisas para resolver. — fechou Mono. Mono tratou de fazer o pedido ao estado japonês para que

enviassem logo essa tal caixa cibernética. Enquanto a caixa não chegava, a preocupação maior dos cientistas era o estado atual de Gleiser, pois o efeito dos tranqüilizantes poderia acabar a qualquer momento.  25 


A caixa estava marcada para chegar daqui a três dias e enquanto isso Mono fez outro pedido a CET: que montassem um laboratório especial para terem um estudo mais detalhado e ver o que havia na cabeça de Gleiser, que certamente seria um grande passo para a tecnologia moderna e para a ciência. O laboratório também seria útil para que encaminhasse a caixa e Gleiser aos estudos. Os três dias se passaram e lá estava a caixa sendo entregue por um avião da Força Aérea norte-americana. Todo o cuidado era pouco, pois a caixa cibernética era totalmente frágil e qualquer descuido seria fatal. Os carregadores trataram de levar logo o equipamento para o laboratório especial aonde seria feito os ajustes finais. Chegando ao destino, Mono estava pronto para receber e adaptar à criatura. Depois de uma hora e meia tudo estava pronto para ser executado. Mas Mono hesitou: —

Nick, por favor, venha aqui um instante.

Claro. O que foi?

Não sei... Estou com receio que Gleiser irá arrumar um jeito para escapar... Até nome ele pôs nele mesmo!

Pode ser... Contudo temos que reforçar a segurança aqui no laboratório senão... — concluiu pensativo Nick.

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A LAVAGEM CEREBRAL Tudo estava pronto. Gleiser foi colocado na caixa cibernética e toda a instalação e operações técnicas foram executadas por profissionais qualificados norte-americanos. Agora dependia do tempo efetivo do sedativo que estava estimado para acabar dentro de alguns minutos. Gleiser começa a recuperar os sentidos lentamente e antes que se desse conta do que estava acontecendo, inicia-se a contagem de 10 segundos para a máquina ser ligada. A expectativa é grande, pois eles estão diante do maior acontecimento do século, a vinda de um marciano a Terra. A máquina é ligada e os olhos arregalados dos cientistas convergem para um só lugar: a caixa. Devido às fortes ondas magneto-eletrônicas

emitidas

pela

máquina,

Gleiser

acorda

repentinamente e, meio atordoado, começa a associar o que realmente estava acontecendo. Ele começa a se retorcer e sua expressão é de angústia. Voltados agora para a tela de um computador, os cientistas esperam impacientemente o início do processo de limpeza de seu cérebro, já que o que se via até o instante, era a preparação para o início de todo o procedimento. À frente dos cientistas, na tela do computador, dava-se o início real da lavagem cerebral. A comemoração foi geral. Todos se abraçavam e cumprimentavam, compartilhando a alegria da vitória próxima. Enquanto isso, sem a percepção dos presentes, acontecia-se o inesperado: Gleiser rompe as correntes que o prendiam e, totalmente fora de si, danifica toda a estrutura cibernética. Até que Mono, após um longo  27 


aperto de mão em um de seus companheiros de trabalho avista o fato, não acreditando no que vê e totalmente desesperado, saí em direção a Nick: —

Nick, Nick... Faça alguma coisa... Rápido! É realmente urgente!

O que houve Mono? O que está acontecendo? — Pergunta preocupado Nick.

Olhe... Olhe você mesmo! Apontando desesperadamente.

Não é possível! Exclamou Nick, ao visualizar o que ocorria.

Mono, me ajude! Você precisa avisar toda a segurança presente. Eu cuidarei do resto. — Propôs Nick.

Claro. Irei agora mesmo. — Comprometeu-se Mono. Agora, com um caos geral, pois todos já haviam visto que o

monstro estava prestes a se libertar, Nick e mais dois colegas, tratavam de evacuar todo o laboratório a fim de prender o monstro nele.

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A FUGA Após todo o alvoroço das pessoas na saída do laboratório, o monstro é mantido ali dentro, com o fechamento de todas as entradas e saídas pelo qual Gleiser poderia escapar. Enquanto Gleiser, ainda atordoado, é mantido preso, alguns cientistas e comandantes da CET convocam uma reunião de última hora: —

Bem senhores, visto o pânico presente, não preciso nem dizer o porquê, estamos diante de um grande problema. Tendo em vista o fracasso do plano da lavagem cerebral devido à resistência do monstro, temos que agir o mais rápido possível para que não haja problemas. Enfim, convoquei esta reunião de emergência para tratarmos do próximo plano... Discursava o presidente da CET. Mas enquanto isso, um dos seguranças, que estava próximo à janela que dava vista para o laboratório onde estava Gleiser e estava protegendo a sala onde se fazia a reunião, exclamou em um tom semigrave:

— Meu Deus! Chamou o outro segurança e apontou para o ocorrido. — Minha Nossa! Ele está fugindo! —Comentou o outro segurança. Indo na direção o mais rápido possível do presidente, o segurança interrompe: — Com licença, senhor. Temos um grande problema. — Outro problema... — resmungou Anani. — O que se passa agora? — A criatura está fugindo. — respondeu o segurança. — Era só o que faltava. — resmungou mais uma vez Anani. — Bem, temos que pensar rápido, em um plano eficiente contra Gleiser.  31 


— Haja vista que fracassamos com o plano da lavagem cerebral e não conseguimos manter Gleiser em nossos domínios, temos que apelar apenas para a única saída... — Deduziu Akima. — Qual? Que saída? Como assim? Que tipo de apelo? — Vozes subiam como que de um fundo de um poço em que seus prisioneiros estavam sem esperanças. — A destruição de Gleiser. — Respondeu Mono. — Exatamente. Em meu ponto de vista, não há outro jeito para salvar a população. — Confirmou Akima. — Então, declaro encerrada a reunião e agradeço o trabalho de vocês e todo o empenho para com a criatura, mas agora o serviço não é mais de vocês. Voltemos agora para o laboratório, que lá estaremos seguros. Encerra Anani. — Eu acho que não... — Murmura Mono para Nick. — É verdade. Teremos que interferir também. — Concorda Nick.

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O TERROR O monstro parecia enfurecido. Ele saiu do prédio da CET e caminhou em direção ao centro da cidade, o lugar mais temido pelas autoridades, pois o número de vítimas seria muito maior. Todos os seguranças que se encontravam no pátio do prédio da CET, ao avistarem o monstro, pareciam aterrorizados. Não sabiam o que faziam, pois qualquer reação contra o monstro poderia significar em um ataque violento. Finalmente, a terrível criatura se livra com facilidade do pátio da CET e segue para a cidade. As autoridades do local, já informadas do ocorrido, mantinham contato com outros setores de segurança internacional para arquitetarem um plano de emergência. Na cidade, decretado estado de alerta máximo, as pessoas fugiam enquanto podiam, indo para a casa de parentes em outras localidades ou refugiando-se em hotéis. Gleiser se encontrava muito próximo da grande cidade e os esquadrões especiais já tomavam as suas posições. A estratégia das forças militares consistia no seguinte: Fazer um bloqueio na entrada da cidade, evitando assim que Gleiser entrasse nela. Assim eles o conduziam para um local mais apropriado para destruí-lo. Havia cerca de 400 homens espalhados estrategicamente na cidade, para dar conclusão ao plano militar. Gleiser chega a entrada da cidade, pondo em ação, pelas autoridades, a estratégia elaborada. Os policiais fecham as outras entradas da cidade a fim de que Gleiser não tente acessá-las. O monstro, furioso, se defronta com a primeira barreira de policiais que, automaticamente, abrem fogo contra a criatura. Mas os tiros  33 


não surtem efeito e o monstro não pára de avançar, obrigando às forças militares a usarem equipamentos mais potentes e precisos. Alguns minutos depois, os policiais já se encontram com o novo armamento e abrem fogo, mas o resultado é novamente negativo. Agora, Gleiser está praticamente na cidade, pondo abaixo o plano de contenção da criatura. A situação torna-se insustentável e perigosa, pois as autoridades foram ineficazes ao combate à criatura e a cidade fica vulnerável ao seu ataque. Gleiser invade a cidade, causando pânico e terror nas faces das pessoas que ali ainda se encontravam. Ele parecia não medir os estragos na cidade e, com uma fúria incrível, ia destruindo tudo que via pela frente. As forças de segurança continuavam tentando parar a criatura, mas eram em vão todas as tentativas. A cidade estava tomada em pânico. Enquanto isso na CET, Nick encontra Mono em seu laboratório: — É... Mono... O cerco está se fechando... E você sabe que todos os policiais lá fora não darão conta de Gleiser, não é? —

Você está certo Nick, pois é exatamente nisto que eu estou pensando.

E sobre o quê pensava?

Algumas idéias...

Ah, não! Você não está pensando em resolver isso sozinho, certo? Você não é louco!

Claro que não resolverei sozinho. Precisarei da ajuda de algumas pessoas que estão em minha mente.  34 


O que deu em você? Está achando que é só chegar lá com meia dúzia de pessoas, derrubar o monstro e pronto? Se nem as autoridades estão conseguindo...

Não farei desta forma, Nick. Precisarei de umas pessoas para pôr em prática meu plano de ação.

Plano de ação... sei. Já tem alguma idéia?

Talvez. Está lembrado do projeto do Dr. Matsuili?

Deixa ver... Ah! Era aquele projeto de uma pistola que disparava raios de alta compressão?

Exatamente. Eu pretendo usar esta arma para conseguir destruir a coroa de Gleiser. Assim ele ficará vulnerável a qualquer ataque e pode ser dominado. Só precisamos encontrar o Dr. Matsuili.

Isto não será difícil, pois ainda deve estar na Central. Vamos procurá-lo.

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A SUPER ARMA Depois de uma rápida busca em todo o prédio, Mono e Nick, enfim, encontram o Dr. Matsuili em uma sala analisando algum documento: —

Dr. Matsuili? — Certificou-se Mono.

Sim? Oh! Entrem por favor. O que querem?

A sua ajuda — Completou Nick.

Como? O que devo fazer?

Dr. Matsuili, cheguei à conclusão que somente uma coisa poderá enfraquecer Gleiser. — Começou Mono.

Eu??? — Surpreendeu-se Dr. Matsuili.

Não necessariamente. Precisamos de sua pistola AH-40.

A de raios comprimidos? É muito arriscado.

Eu sei, porém só temos essa saída.

É verdade Dr. Matsuili. Temos que ser rápidos, pois o monstro está destruindo cada vez mais a cidade. — Acrescentou Nick.

Ah... Tudo bem. Vão em frente e procurem um lugar seguro para que possamos montar o equipamento. Quando acharem, quero que me indique o local através deste rádio-transmissor. — Disse o Dr. Matsuili entregando o aparelho para Mono.

Mas e o equipamento? Como levará ao local? — Indagou Nick.

Não se preocupe com isso. Apenas quero ter a certeza de que um de vocês tenha boa pontaria. — Observou o Dr. Matsuili.

Quanto a isso não esquente a cabeça. — Exaltou-se Nick — O Mono tem ótima mira. Uma vez nós fomos a um lugar e...

Ele já entendeu Nick. Vamos embora — Cortou firmemente Mono.  37 


É... Acho que sim — Corrigiu-se Nick, um pouco sem jeito.

Boa sorte para vocês e andem depressa — Disse Dr. Matsuili.

Já estamos a caminho. Nos vemos em poucos minutos. Nick e Mono saem à procura de um local apropriado. No

caminho, Nick faz uma observação: —

Mono, o monstro está bem longe de nós. E se encontrarmos o local e o monstro não aparecer?

Bem pensado Nick, bem pensado. Nós acharemos um jeito.

Espero que sim. Alguns minutos mais tarde, Mono se depara com algo a sua frente e exclama:

Parece perfeito!

O que foi?

Olhe Nick, está vendo aquele terraço? É o lugar ideal.

Realmente... Mas, e os equipamentos?

É bom que ele consiga um helicóptero para o transporte, vou avisá-lo disso. Preste atenção, Nick: — Falou Mono dirigindo o olhar ao companheiro — Eu irei para o terraço e informarei a localização e as condições para o Dr. Matsuili. Você irá procurar alguém para que possa liberar alguns aviões com grandes bandeiras, painéis ou alguma coisa que possa ser presa no avião e que fique pendurada, para que chame a atenção de Gleiser e o atraia para cá.

Boa idéia Mono. Já estou indo.

Não demore.

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O FIM DO PESADELO Nick parte para a central de polícia, próximo ao local onde estava. Chegando lá, explicou a situação para o Major que, por sua vez, fez uma ligação ao Comandante das Forças Armadas Japonesa: —

Sim — Atendeu o Comandante.

Comandante Kenji? Aqui é da central de polícia de Tóquio.

Ah... Sim... O que deseja? Creio que seja algo importante, porque senão...

Sem dúvida, senhor. É mais que importante, é essencial. Nick faz um olhar de aprovação para o Major.

Temos o controle de uma arma que poderá enfraquecer a criatura, facilitando sua execução — prosseguiu o Major.

Verdade?

Claro, senhor! Ela está sendo levada para um local reservado de Tóquio e necessitamos que o monstro caminhe em nossa direção.

Mas isso é complicado. O monstro está impossível!

Também temos um plano para isso, senhor. Basta que o senhor libere aviões com grandes bandeiras, algo que chame a atenção da criatura, e o faça caminhar até nós.

Hum... Compreendo. Aguarde que os aviões já irão surgir no céu.

Muito obrigado, senhor.

E então? — Perguntou Nick assim que o Major desligou o telefone.

Os aviões estão liberados.  41 


— —

Excelente! Obrigado Major, tenho que ir agora. Não agradeça — Disse de forma cordial. — Afinal, estou defendendo nossa sociedade. Nick sai da Central e tenta chegar o mais rápido possível ao local onde se encontra Mono, para lhe informar os fatos. Enquanto isso, no terraço, Mono aguarda a chegada do helicóptero com a arma e o Dr. Matsuili. Deste terraço ainda não é possível visualizar Gleiser, já que ele se encontra bem distante dali. Ao virar para sua direita, Mono avista Nick e sem demora, pergunta em voz alta:

E aí? Conseguiu?

Sim. Já estão a caminho. — Respondeu Nick.

Ótimo. Agora só temos que esperar o helic... — Antes que pudesse concluir a frase, o helicóptero já se encontrava no céu, perto do terraço. O helicóptero pousa, e com a ajuda de todos, o equipamento é

colocado no terraço e montado. Neste período de tempo, os aviões entram em ação. Eles tentam chamar a atenção de Gleiser com as bandeiras e, conseguem. Gleiser começa a caminhar na direção dos aviões, que seguem para o local combinado. No terraço, Nick é informado que o monstro já se aproxima e tenta apressar os cientistas: —

Falta muito? Gleiser já está a caminho.

Só mais um pouco — Respondeu Dr. Matsuili. Após alguns ajustes finais e a ligação da pistola no

equipamento, Dr. Matsuili liga o aparelho e diz: —

Prontinho. Ela é toda sua, Mono. Mas tenha cuidado. Isso pode ser fatal para as pessoas.  42 


— —

Pode deixar. Não irei falhar. Espero que não, porque ele está vindo! Reiterou Nick.

De fato, Gleiser já se encontrava muito perto. Cercado por vários esquadrões militares que nada podiam fazer para conter a criatura. O plano com os aviões tinha dado certo. Gleiser foi atraído para o lugar onde se encontrava o grupo de cientistas. Agora só dependia da eficácia da arma e da pontaria de Mono. Gleiser encontrava-se a 7 metros do terraço. Mono, com a arma na mão, verifica todo o equipamento e apronta-se para dar o tiro certeiro. Gleiser, sem desconfiar nem ver nada, continua a se aproximar e, quando já se encontrava a uma distância considerável, o tiro foi dado. E na mosca! Mono não errara e o tiro destruiu por completo a sua coroa. O monstro, desesperado, vira para o terraço e avista os cientistas. Imediatamente, Gleiser corre em direção aos cientistas, na certa querendo matá-los. Mas quando a criatura estava prestes a destruir aquele terraço, uma chuva de balas foi disparada na direção dele, por parte dos militares. A criatura vira para os militares e, sem demonstrar reação, cai diante dos olhos de todos. Enfim, parecia que o pesadelo havia chegado ao fim. Gleiser estava estendido no chão e as pessoas que se aproximavam de seu corpo, comemoravam a sua derrota. Quando os militares chegaram para cercar a área, constataram que ele realmente estava morto. Foi um alívio para todos e satisfação para as autoridades. Mas parece que haviam esquecido dos verdadeiros heróis, aqueles que descobriram o segredo de Gleiser e conseguiram quebrar aquela força misteriosa.

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O corpo de Gleiser foi levado novamente para a CET e os trĂŞs cientistas, responsĂĄveis pela derrota do monstro, voltaram para o laboratĂłrio para levar de volta o equipamento.

 44 


EPÍLOGO Na manhã do dia seguinte, a harmonia era algo aparente nas cidades japonesas. Todo o caos havia cessado, as pessoas voltaram a sair nas ruas, trabalhar, fazer compras e se divertir. Afinal, o terror já havia passado. Mas você deve está se perguntando: E os cientistas? O que houve com eles? Eles ficaram muito bem. A CET foi reconhecida mundialmente

pelas

suas

pesquisas

e avanços tecnológicos,

ganhando o prêmio de maior destaque mundial na categoria. O Dr. Matsuili ganhou o prêmio Nobel pelo seu maravilhoso invento que enfraqueceu o monstro. Nick foi chamado para voltar ao seu país de origem e receber as congratulações e prêmios pelo seu serviço e ajuda durante aquele terrível período de terror. E, finalmente, Mono ganhou vários prêmios de melhor cientista japonês e de maior destaque. Foi aclamado pelo mundo devido as suas brilhantes deduções sobre o comportamento do monstro. Também foi destaque, durante muito tempo, em todas as emissoras de TV do mundo, participando de entrevistas, programas de TV, palestras etc. Mas por outro lado, o mundo não seria mais o mesmo. O perigo vem do espaço, assim como a curiosidade vem do homem. Agora todos sabem que o universo não tem fronteiras, que devemos ser cautelosos com a exploração espacial e recear pelas diversas incógnitas. É necessário que as catástrofes aconteçam para que o homem enxergue o perigo dentro delas e possa estudar os meios de prevenilas.  45 


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SOBRE O AUTOR Natural do Rio de Janeiro, Rafael Siqueira Cruz, nasceu no dia 13 de maio de 1985, mora no bairro de Campo Grande no Rio e é formado em Informática pelo colégio técnicopequeno,

secundarista Rafael

CAEL.

gostava

Desde

de

criar

personagens, fazendo desenhos por todos os lados e montando as suas próprias histórias, como a do "Pequeno Ninja"e o "Antônio Conselheiro". Ele começou a escrever o livro "O Misterioso do Espaço" quando tinha 12 anos e o finalizou aos 16. Devido à falta de recursos financeiros para investir em uma publicação, o livro esteve no anonimato até hoje. Atualmente, Rafael vem se dedicando na sua formação profissional de WebDesigner pela Escola de Informática Microcamp e pretende, em breve, cursar uma faculdade de cinema. Ele tem fascinação por Animação Gráfica, ou seja, a arte de criar desenhos animados e animações através do computador. Em breve ele pretende se desenvolver nesta área para poder explorar o máximo a sua capacidade de criação.

Site oficial do livro http://www.gleiser.e1.com.br

E-mail do autor rafael.cruz@bol.com.br O Misterioso do Espaço  Todos os Direitos Reservados – 2004

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Livro alternativo Editorado e Impresso por Qualiprint Editoração Gráfica Ltda – ME Rua Viúva Dantas, 60 sala 312 – Campo Grande CEP 23.052-090 – Rio de Janeiro – RJ Tels. (21) 2413-2884 / (21) 9441-8756 Distribuição e Vendas Diretamente com o autor Rafael – (21) 3407-4995 Ou através da gráfica

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O Misterioso do Espaço  

Misteriosa criatura chega à Tóquio causando pânico e destruição. O futuro do planeta fica nas mãos da inteligência Espacial Japonesa e seus...

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