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ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS DA CIDADE INDUSTRIAL DE CURITIBA

PRESIDENTE CELSO LUIZ GUSSO Campodoro Participações e Empreendimentos Ltda

Gestão 2011-2013 Rua Manoel Valdomiro Macedo, 2445 Cidade Industrial Curitiba (PR) 81170-150

VICE-PRESIDENTE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS NELSON ROBERTO HUBNER Hubner Indústria Mecânica Ltda

Tel | Fax: (41) 3347-1011

www.aecic.org.br aecic@aecic.org.br

Edição 02 – Ano 01 Julho 2012 Editor Executivo

VICE-PRESIDENTE PATRIMÔNIO CARLOS ANTONIO GUSSO Risotolandia Ind. e Com. De Alimentos Ltda

VICE- PRESIDENTE ADMINISTRATIVO MARINO GAROFANI Brafer Construções Metálicas S.A

Moacir Moura Jornalista Responsável

VICE- PRESIDENTE FINANCEIRO MARCELLO LUPÁRIA Maclínea S/A Máquinas e Engenharia

Meri Rocha DRT 3735/PR Direção de Arte e Diagramação Juliana Deslandes Impressão Gráfica Capital 2

VICE- PRESIDENTE JURÍDICO JOÃO CASILLO Casillo Advogados


EXPEDIENTE DIRETORES ADJUNTOS: DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL MARTINHO FAUST

Stockholm Adm. e Participação Ltda RECURSOS HUMANOS JOSÉ ANTÔNIO FARES SESI Paraná EXECUTIVO CARLOS VIVALDI RODRIGUES

CONSELHEIROS:

ALAIDES FRANCISCO DE OLIVEIRA Itaeté Construtora De Obras Ltda BALDOINO SENS Siemens Enterprise Communications CARLOS MORASSUTTI Volvo do Brasil Veículos Ltda DUILO DAMASO Robert Bosch Ltda

JOÃO BARRETO LOPES SENAI – PR JOSÉ RIBAMAR BRASIL DOS REIS CIEE - Centro Integração Empresa-Escola do PR LUIZ BEN-HUR LOURES Transtupi - Transp. Coletivo Ltda LUIZ OLÍVIO BORTOLLI Denso do Brasil Ltda

FRANSCESCO PALLARO CNH Latin America Ltda

OSMAR ANTONIO MIGDALESKI Cassol Pré Fabricados Ltda

JACKSON LENZI PIRES Plásticos do Paraná Ltda

WANCLEI BENEDITO SAID Condor Super Center Ltda

Editorial Entrevista | Beto Richa Artigo | João Casillo Artigo | Eloi Zanetti

06 20 Personalidade | Carlos Gusso

ÍNDICE

08 24 Sebrae 12 30 Entrevista | Joel Malucelli 14 34 AECIC em Ação

Pesquisa

16 38 Artigo | Ricardo Martins

Consumo

18 42 Inovação 3


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MAIOR PRODUTIVIDADE

SAÍDA PARA INDÚSTRIA SER MAIS COMPETITIVA Por CELSO LUIZ GUSSO, Presidente da AECIC

O povo brasileiro tem demonstrado possuir uma cultura empreendedora avançada. Já está impregnado na maioria das pessoas o sonho de ser dono do seu próprio nariz. Coragem, determinação e capacidade de organização nunca faltaram para nós. Informação, conhecimento e consciência da importância da inovação também, cujos exemplos extraordinários temos o prazer de apresentar na AECIC NEGÓCIOS deste mês. As entidades empresariais estão sempre empenhadas em prestar serviços úteis para seus associados ou representados. Evoluímos bastante nessa área associativa, uma vez que é um dos melhores caminhos para o empresariado buscar melhorias em suas atividades. Mas não há serviços melhores do que aqueles concentrados em três pontos principais do DNA de um negócio:

Estimular a capacidade empreendedora Preservar os negócios existentes Disseminar a cultura da inovação nas empresas.

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moeda de troca. Não há mais produto competitivo se em seu conteúdo não estiver embutido conhecimento. É com esse parâmetro que o mercado em geral e o cliente em particular avalia uma organização. Havendo

Vivemos num mundo diferente, sabemos disso.

conhecimento, haverá condições

Estamos no meio de um caldeirão de transposição de era

de se competir internacionalmente.

e não uma era de mudanças apenas. Nesse novo mundo

Não havendo, estaremos fora do

que estamos adentrando o conhecimento é a principal

jogo. “Dura lex sed lex”, a lei é dura


EDITORIAL mas é a lei, expressão latina que se

demos tempo precioso. Tanto que já se fala por aí que

encaixa bem aqui.

em termos de crescimento econômico, 2012 será um

Precisamos nos ajustar a essa

ano perdido. Ou ainda há tempo para salvá-lo?

nova realidade. Através das nossas

Sentimos na pele que não basta baixar juros,

entidades – Sindicatos, Federações,

nem reduzir impostos setorialmente. Desenvolvimen-

Associações e demais Organizações

to não se faz com discursos, promessas, ameaças.

sociais -, nos unir em torno de um

Faz-se com ações. Antes, porém, ou simultaneamente,

grande

imaginariamente

precisamos fazer os ajustes estruturais óbvios. Tratar

algo que poderíamos batizar de

as causas, não as consequências. Os tratamentos das

PAR – Programa de Aceleração de

consequências, por melhores que sejam, acabam ge-

Riquezas. Estimular o nascimento

rando efeitos colaterais no organismo econômico. Mais

de projetos novos e dinamizar os

distorções ainda. Em vez de promover a cura, leva o

existentes, sem burocracia, cada um

paciente ao estado letárgico, situação desagradável

no seu quadrado, mas juntando tudo

que não melhora nem piora, cria vícios e perde quali-

num círculo abrangente para ganhar-

dade de vida. Precisamos de um choque de gestão.

mos mais força e melhor consistên-

Choque de produtividade. Atacar a qualidade da ofer-

cia. Sempre que nos reunimos com

ta, não a estimulação da demanda apenas.

projeto,

os governantes, eles nos dizem que

E não estamos discutindo a velha teoria liberal

dinheiro há em abundância, o que

sobre o que é bom para o país, se mais ou menos gover-

faltam são projetos. Bons projetos.

no. O que discutimos e reivindicamos com toda a ener-

Pensando bem, há boas ideias

gia do sistema empresarial, tendo como base as lições

na sociedade e verbas disponíveis,

de alguns dos melhores empreendedores paranaen-

muitas vezes estocadas nos esca-

ses, é a existência de um governo eficaz. Que pense e

ninhos do Estado. Na realidade, so-

aja de forma estratégica, não isoladamente, mexendo

mos carentes de visão estratégica

neste ou naquele setor apenas. Que suas ações tenham

para eleger o que é mais apropria-

começo, meio e fim. Inspirar e geral bons exemplos.

do para solucionar determinado problema. Nem sempre sabemos tomar o remédio certo para os males que nos afligem. Quando, por visão ou coincidência, ingerimos o remédio adequado, não sabemos implementar as coisas no timing certo. Per-

Em vez de ficarmos nesse eterno círculo vicioso, governo, bancos e empresas deveriam agir em parceria a fim de criar um círculo virtuoso que estabeleça condições reais para o crescimento nacional. 7


ENTREVISTA

BETO RICHA

FALA AOS EMPRESÁRIOS Governador do Paraná faz um balanço das atividades até o momento e fala sobre os investimentos para o segmento indústria

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Desde sua posse até o momento, quais os principais avanços em relação ao segmento industrial do Paraná?

Beto Richa - O fundamental, a nosso ver, é o reestabelecimento do respeito. Respeito em relação aos empreendedores e investidores, assim como respeito ao nosso Estado. Com ele, por meio do Paraná Competitivo, atingimos até agora R$ 16,4 bilhões em investimentos, mais do que a quantia conseguida, e não raro desperdiçada, nos últimos oito anos. Com ele, tivemos a geração de pelo menos 120 mil empregos diretos e indiretos. O Paraná Competitivo contempla uma série de medidas por meio da dilação de prazos para recolhimento do ICMS, investimentos para melhoria da infraestrutura, comércio exterior, desburocratização e de capacitação profissional. E quais os avanços desse segmento em Curitiba e região metropolitana?

Beto Richa - A região metropolitana de Curitiba, pela concentração populacional e de 26 municípios, além da infraestrutura já instalada, acaba por reivindicar e receber um número considerável de recursos para obras e implantação de projetos industriais. De uma forma geral, a ASSOMEC recebeu, desde o início de nosso governo, quase R$ 200 milhões para investimentos em obras públicas. A iniciativa privada tem anunciado, e com alguns deles em execução, importantes investimentos para a região. Por exemplo: em São José dos Pinhais, a Renault ampliará sua fábrica, com investimentos de R$ 1,5 bilhão; em Campo Largo, a Caterpillar cons-trói uma unidade fabril, investindo R$ 170 milhões, e a suíça Sig-Combibloc amplia sua fábrica de embalagens longa-vida, investindo R$ 340 milhões; em Fazenda Rio Grande, há um investimento de R$ 560 milhões na Sumitomo, na construção de uma fábrica de pneus; em Rio Branco do Sul, a Votorantim amplia sua cimenteira, investindo R$ 625 milhões, e em Adrianópolis, a Margem Mineração instala uma fábrica de cimento, investindo R$ 340 milhões. Quais os projetos a seguir para o segmento industrial no Estado?

Beto Richa - Continuamos absolutamente empenhados em trazer novos investimentos ao Estado, que gerem empregos, renda e bem estar social para os paranaenses. Consideramos incentivos fiscais, infraestrutura, meio ambiente, logística e qualificação de mão de obra como fatores funda-

“Continuamos absolutamente empenhados em trazer novos investimentos ao Estado, que gerem empregos, renda e bem estar social para os paranaenses” mentais para a atração e escolha de novos investimentos. Recentemente, lançamos o guia “How To Invest in Paraná”, produzido pela Câmara Americana de Comércio, com o nosso apoio e da Fecomércio. Esta publicação apresenta um resumo das oportunidades de negócios existentes no Paraná e informações socioeconômicas e demográficas detalhadas, destacando a posição do Estado como destino estratégico para investimentos no Brasil. Ela faz parte deste nosso esforço geral. Em relação à Cidade Industrial existe algum projeto específico?

Beto Richa - Temos em execução, além de outros em estudo, um projeto de ampliação da Volvo, que significa R$ 1 bilhão em investimentos em quatro anos. Um dos principais gargalos do setor industrial tem sido a qualificação dos trabalhadores. Qual a sua análise e quais as medidas do governo?

Beto Richa - A qualificação profissional é uma das nossas principais preocupações e envolvemos todo o governo nesta meta. Programamos, por exemplo, os Fóruns Regionais das Micro e Pequenas Empresas, com parcerias com prefeituras e diversas entidades como o Sebrae, Federação das Indústrias do Paraná, Associações Comerciais, Federação do Comércio, Agência de Fomento, comerciantes, empresários, empreendedores e lideranças da maioria dos mu9


ENTREVISTA nicípios, exatamente com esta preocupação. Para resolver a demanda de mão de obra qualificada com alta tecnologia, vamos estabelecer parcerias entre as universidades e a iniciativa privada. Enfim, há inúmeras ações neste sentido e o governo não só participa delas, como as incentiva e facilita. Cite exemplos de empreendedores paranaenses que em sua opinião marcaram a história do PR.

Beto Richa - O Paraná já foi pródigo neste sentido. Podemos citar dezenas de nomes com projeção regional e nacional. Lembro-me, por exemplo, do empresário Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, considerado hoje um dos onze heróis nacionais. Ele atuou em vários segmentos, da industrialização do mate ao setor gráfico, com o mesmo empenho que se dedicou à educação e a entidades representativas. Mais recentemente, temos exemplos estampados em marcas paranaenses como o Banco Bamerindus, Móveis Cimo, Pianos Essenfelder, Transparaná, HM, etc. Atualmente, temos empreendedores e empresas importantes como J. Malucelli, Trombini, Cacique de Café Solúvel, O Boticário, entre outros. Como o senhor analisa esse aspecto no Estado?

Beto Richa - Este não é um aspecto que possa ser discutido isoladamente da conjuntura econômica nacional. Precisamos

saber que tipos de estímulos e a que nível são oferecidos ao empreendedor nacional para que ele invista e mantenha uma atividade produtiva no País. Penso que nós estamos tentando dar o máximo possível de incentivos, criando um ambiente propício, para que empresas de todos os portes possam surgir e crescer em nosso Estado, a despeito das oscilações da economia no País. Segundo o IBGE, a produção industrial do Paraná cresceu 7% no ano passado, enquanto o País cresceu 0,3%. Nós lideramos o ranking nacional, deixando para trás alguns protagonistas, representados por Espírito Santo (6,8%) e Goiás (6,2%), e ficando bastante à frente do Rio Grande do Sul (2%) e de Santa Catarina (-5,1%). O que os empresários podem esperar em termos de investimento em infraestrutura para o Paraná nos próximos anos?

Beto Richa - Estamos concretamente nos adequando às demandas de nosso Estado, com investimentos significativos em aeroportos, portos, rodovias, ferrovias, etc. Estávamos absolutamente defasados em relação à demanda. Além disso, estabelecemos integração com outros estados, como Mato Grosso e Santa Catarina, para projetos conjuntos em termos de infraestrutura. O plano de investimentos 20122015 da APPA, por exemplo, prevê o aporte de R$ 3,5 bilhões entre recursos próprios, estaduais, do governo federal e da iniciativa privada. Também estamos investindo forte na

Vista aérea da paranaense Móveis Cimo, em Rio Negrinho (SC): um dos maiores exemplos de empreendedorismo do estado 10


Luiz Felipe Alves de Abreu/Infraero

Aeroporto Afonso Pena em obras

recuperação de quase 12 mil quilômetros de rodovias esta-

Isto é recuperar um segmento empresarial importante, que

duais - e já autorizei R$ 840 milhões para as obras, ao mesmo

estava combalido devido a esses débitos. Este perdão atinge

tempo que avançam as tratativas com as concessionárias de

35 mil Créditos de Dívida Ativa de microempresas, inscritas

pedágio para a retomada das obras de duplicação previstas

ou não em dívida ativa. O valor corresponde a 0,3% da dívida

em contrato. Quatro trechos pedagiados bastante críticos já

ativa do Etstado, que tem 165 mil execuções. Com o mes-

estão em obras e em breve fecharemos novos acordos. Da

mo enfoque, assinei um decreto que regulamenta a lei do

retomada do diálogo, no início da nossa gestão, até agora,

Simples estadual e reafirma os benefícios concedidos pelo

conseguimos R$ 250 milhões em investimentos nas estra-

Paraná às micro e pequenas empresas enquadradas no Sim-

das pedagiadas.

ples nacional. Nossa legislação garante isenção total para as empresas com faturamento até R$ 360 mil por ano. A par-

Quais segmentos da economia estão mais frágeis e que precisam de mais atenção dos empresários?

tir desse valor, as alíquotas para micro e pequenas empresas variam de 0,67% até 3,50%. Também estabelecemos um regime diferenciado para o recolhimento de ICMS, visando

Beto Richa - Do ponto de vista do governo, estamos fortalecer alguns setores, que andavam meio fragilizados, fazendo de tudo para transformar esta fragilidade em for-

dando-lhes maior competitividade.

taleza. Perdoamos R$ 52 milhões em dívidas de 16 mil contribuintes. Em maio, entrou em vigor uma lei que cancela a cobrança de créditos tributários referentes ao ICMS de con-

Que tipo de parcerias seriam possíveis nos próximos anos entre o governo e a iniciativa privada?

tribuintes cujo saldo, em 31 de dezembro de 2010, era igual ou inferior a R$ 10 mil. Esta lei faz parte de um programa

Beto Richa - Todas. Desde que haja a observação da

maior, que estabelece o parcelamento de dívidas em até 120

premissa principal de respeito mútuo e com o objetivo fun-

meses, a remissão dos débitos devidos à Receita por micro-

damental da melhoria de qualidade de vida de todos os

empresas e o pagamento de precatórios de até R$ 70 mil.

paranaenses. 11


ARTIGO João Casillo - é Diretor Jurídico da AECIC – Associação das Empresas da Cidade Industrial de Curitiba. jcasillo@casilloadvogados.com.br

TRIBUTOS, GUERRAS E

REVOLUÇÕES A Guerra de Tróia (1.300 a.C a 1.200 a.C) cantada nos

foi o estopim para a guerra de Tróia. Segundo Homero, os

versos do escritor grego Homero (800 a.C), narra a história

gregos só venceram a guerra quando entraram na cidade

do irresponsável Páris, filho do rei de Tróia, Príamo, que

inimiga escondidos dentro do famoso “cavalo de Tróia”.

teria seduzido Helena, mulher de Menelau, rei de Esparta.

Mas, segundo a História, a vitória grega eliminou o tributo.

Esta aventura amorosa desencadeara uma guerra de dez

A partir de uma rebelião dos barões ingleses, o so-

anos. Milhões de pessoas se encantaram quando a beleza

berano João Sem terra, em 1215, viu-se obrigado a assinar

de Diane Kruger (Helena) e Orlando Bloon (Páris) e a valentia

um documento denominado Magna Carta. Entre outras limi-

de Aquiles (Brad Pitt) foram exibidas nas telas dos cinemas.

tações impostas ao rei fixou-se que não poderia o monarca

Não se tem certeza da existência de Homero, mas

determinar a criação de tributos sem que o Conselho do Rei-

realmente ocorreu sério conflito entre gregos e troianos,

no antes o consentisse. A limitação do poder de tributar foi

que teve por causa um tributo. Tróia, à época localizada

fundamental para salvar a cabeça de João Sem Terra.

onde hoje está a Turquia, na Ásia, tinha posição estratégica

Os colonos que foram da Inglaterra e seus descen-

para a entrada no estreito de Dardanelos, que liga o Mar

dentes que viviam na América do Norte, em sua maioria,

Egeu ao Mar Negro.

relutaram até quando puderam para evitar a Declaração de

Os troianos impuseram elevada taxa para que os

Independência de 4 de julho de 1776. Entretanto, buscando

gregos por ali pudessem passar. A cobrança deste tributo

reforçar seu debilitado orçamento, a Coroa Britânica edi-

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tou uma série de leis tributárias que passaram a sangrar a colônia do outro lado do Atlântico.

gerada carga tributária imposta por Portugal. Tomás Antonio Gonzaga, nascido em Portugal, poeta

Assim, por exemplo, em 1765 o Stamp Act impôs a

e magistrado, por volta de 1787 inicia ferinas críticas contra

venda de selos oficiais para documentos jurídicos, adminis-

a carga tributária, utilizando seus versos e assacando con-

trativos e outros. A pressão tributária foi aumentando. No dia

tra o Governador de Capitania de Minas Gerais, a quem ou-

16.12.1773 os colonos jogaram ao mar todo o carregamento

torgou o pseudônimo de Fanfarrão Minésio.

de chá de três navios ingleses. O episódio ficou conhecido

Formado o grupo de idealistas que previra a revolta

como “The Boston Tea Party”. Diante da recusa da Inglaterra

quando da derrama, ocasião da cobrança de impostos, a

em revogar os impostos, foi proclamada a independência. Os

revolução foi abortada pela delação de Joaquim Silvério dos

ingleses para não perderem os anéis, ou seja os tributos, per-

Reis, que como prêmio teve suas dívidas com o fisco per-

deram os dedos, sua maior e mais poderosa colônia.

doadas. As consequências finais foram o enforcamento de

Na França, em 26 de agosto de 1789 foi promulgada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. A de-

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, muitas prisões e degradações para África.

claração, além de proclamar outros im-

Agora, no limiar do Século XXI

portantes princípios, reconhece a legi-

não se pode contar com um “cavalo de

timidade dos tributos que denomina de contribuição comum. Mas deixa claro que tal contribuição comum deveria ser fruto do consentimento livre dos cidadãos. Na Revolução Francesa muitas cabeças foram guilhotinadas, inclusive do rei Luiz XVI e da rainha Maria Antonieta. Na História do Brasil os exemplos de revoluções em decorrência da insuportabilidade dos tributos são muitos. Alguns hilários, como foi a Revolta da Cachaça em 1661 no Rio de Janeiro, depois que foi criado um imposto sobre a produção da cana de açúcar. A

“A luta contra a tributação exagerada é universal, no tempo e no espaço. À medida que a civilização progride o arbítrio diminui em decorrência da reação da sociedade”

Tróia”, nem tratados entre súditos e seu rei, nem sabotagem a carregamentos de navios ou mesmo a utilização da guilhotina, métodos que deram frutos no passado afastando a tributação desmedida. Devemos estar alertas para que nas tentativas de eliminar os exageros tributários o governante de plantão, depois de evadir-se, retorne ao comando da situação e, propondo um acordo, traia os insurgentes. Da mesma forma há que se ter cuidado com delatores que como prêmio venham receber favores fiscais. A luta contra a tributação exa-

revolta, inicialmente vitoriosa, acabou

gerada é universal, no tempo e no es-

fracassando, tendo o governador Sal-

paço. À medida que a civilização progride

vador Correia de Sá, que havia fugido, retornado ao poder, mandando executar alguns dos revoltosos. Em 1720 eclodiu a Revolta de Vila Rica tendo como principal motivo o aumento dos impostos determinado pela

o arbítrio diminui em decorrência da reação da sociedade. Meios de comunicação, órgãos de classe e cidadãos não podem esmorecer, não podem deixar, através da voz e do voto, de exercer seus direitos contra a arbitrariedade fiscal.

Coroa Portuguesa. A exploração do ouro foi o principal en-

No Brasil houve uma recente e vitoriosa rebelião que se-

dereço da cobrança tributária. Felipe dos Santos foi um dos

pultou a CPMF, que querem ressuscitar com outra denominação.

líderes do movimento. Os revoltosos chegaram a ocupar Vila

Se, com métodos modernos de manifestação à dis-

Rica. Chamados a dialogar com o Governador Conde de As-

posição, houver a leniência, a abstenção, o enfraquecimento

sumar, acabaram traídos por este que no meio das nego-

diante do avanço tributário, corre-se o risco de um novo im-

ciações, usando da força, queimou casas, prendeu líderes,

perador, como na antiga Roma foi Vespasiano. Vespasiano

determinando o enforcamento de Felipe dos Santos.

(69-79 d.C) criou um imposto sobre a urina. Censurado por

A revolta mais conhecida de nossa História é a Incon-

seu filho Tito, futuro imperador, Vespasiano levou uma

fidência Mineira, movimento que visava a independência do

moeda junto ao nariz de seu herdeiro dizendo: “pecunia non

Brasil. Entretanto, sua mais importante motivação foi a exa-

olet” (dinheiro não tem cheiro). 13


ARTIGO Eloi Zanetti –

especialista em marketing e

comunicação corporativa, escritor, palestrante

eloi@eloizanetti.com.br

PRECISA-SE DE VENDEDORES

DIGITAIS, COM PRÁTICA Mudam os tempos, mudam os costumes e com eles as necessidades. Os velhos quatros “Ps” já não servem mais para atrair clientes às lojas, aliás em muitos casos, nem mais precisamos delas, na concepção física da palavra. Elas, agora, podem ser virtuais. Ouvem-se maravilhas sobre vender por internet, empresas crescendo da noite para o dia e clientes por todo o mundo. Mas, será tão fácil assim vender na web? Segui o velho conselho do “nada é o que parece ser” e fui observar os fatos. Veja o que descobri. Milhões de brasileiros estão comprando pela web, outros tantos fazendo consultas ou foram impactados por buscas realizadas por parentes, amigos e filhos. Já não se viaja mais a lugar nenhum sem antes consultar a internet. E, mesmo comprando em lojas normais 35% consultam sites antes de sair às compras. Com este potencial de compradores batendo às portas precisamos aprender rápido a conquistá-los e transformar seus passeios virtuais em compras reais. Vender pela Internet exige novas habilidades. Os candidatos precisam se conscientizar que passaram para o mundo da presença digital, o que exige administração em tempo integral - 24 horas de atenção. E como não há ninguém para tirar dúvidas ao vivo, todas as informações devem estar à mão e com facilidade de acesso. Se encontrar dificuldade, o comprador vai embora. A recomendação é colocar no site um link do tipo “fale conosco”, pode ser MSN, Skype, Twitter ou email de atendimento. As respostas devem ser dadas no menor tempo possível. O ideal é na hora. Colocar alguém de plantão para dar pronto atendimento ajuda muito. Existe uma novidade chamada “click to call”: o cliente clica em um botão em seu site e este conecta o telefone do cliente, ligando para ele instantaneamente. Ele, o cliente, não gasta nada com a ligação, é uma espécie de 0800 para páginas da web. Vendedor digital não precisa ser bem apessoado e trabalhar de barba feita. Tudo que precisa é ser rápido no teclado e 14

saber responder de pronto as dúvidas do comprador. Na maioria das vezes é pegar o cliente pela mão e guiá-lo até o fechamento do pedido e da forma de pagamento. E estes processos devem ser fáceis, rápidos, seguros e completos: possibilidades de débito em conta, boleto, cartões de crédito à vista ou parcelados. Algumas empresas que administram pagamentos na web garantem o dinheiro de volta caso o vendedor não faça a entrega. Num universo onde impera a desconfiança os sites precisam passar credibilidade e muitas vezes a citação do número de um telefone fixo já sinaliza que a empresa pode ser séria. Telefones móveis dão a impressão de empresa pequena e cheira a picaretagem. As vendas na web exigem uma série de parceiros trabalhando juntos em sintonia perfeita. Links dos Correios para os cálculos de fretes e rotas, administradoras de cartão para aprovação de crédito e fornecedores pontuais. Se qualquer um deles falhar é a sua empresa que falha, por isso, capriche no atendimento on line. Se o pedido atrasar, mesmo que a culpa seja dos Correios ou da transportadora, para o cliente não interessa - quem atrasou foi você. Clientes digitais não separam lojas das transportadoras, por isso, deixe bem claro os prazos de processamento e entrega. Ter um bom sistema de vendas não vale, o que vale é uma boa logística. Soma-se a tudo isso o duro aprendizado da utilização das ferramentas, sistemas, aplicativos e programas de softwares para a construção dos sites, portais e administração de redes sociais. Mais a capacidade subjetiva para se criar relevância e boas histórias para seus assuntos e produtos e a administração de forma criativa dos clubes e dos blogs que ajudam muito a atrair novos compradores. O universo das vendas virtuais exige aprendizado constante e isto só se aprende vivenciando o problema ou observando com atenção o erro dos outros. Enfim, nem tudo é perfeito.


EMPRESA PARCEIRA

BOURBON HOTÉIS & RESORTS: SUCESSO COM O JEITO BRASILEIRO DE HOSPEDAR

A Rede Bourbon oferece cinco categorias de hotéis: Express, Business, Convention, Residence e Resorts. A imagem mostra o Bourbon Convention Ibirapuera

A cortesia é espontânea, o sorriso é verdadeiro, a atenção é especial. Esses termos poderiam traduzir o “jeito brasileiro de hospedar”, idealizado anos atrás no Paraná, por uma mente jovem e brilhante que iniciava seus projetos econômicos na hotelaria. Atualmente, o “jeito brasileiro de hospedar” tornou-se muito mais que um slogan. Tornou-se uma maneira de trabalhar para centenas de funcionários que implantaram em seu dia a dia este conceito, que faz da Bourbon uma das redes hoteleiras mais admiradas do Brasil. Desde 1963 prezando pelo crescimento saudável e sustentável, a rede conta, hoje, com 13 empreendimentos - onze corporativos e dois resorts - espalhados, estrategicamente, pelos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, sendo cinco unidades na categoria Business, duas na Express, duas na Convention, duas em Resorts e uma em Residence. Em setembro de 2011 a Bourbon Hotéis & Resorts deu um importante passo ao inaugurar sua primeira unidade internacional – de categoria Convention - na capital do Paraguai, Assunção. Com a proposta de ser reconhecida pela excelência em serviços hoteleiros, a rede segue seu plano de expansão almejando novos hotéis em outros estados do Brasil e também no exterior. A meta traçada pela empresa é chegar em 2014 com 24 unidades em seu portfólio. Isso acontecerá pela captação de empreendimentos ainda em construção, ou por processos de conversão de bandeira. Buscando aprimorar ainda mais essas captações de novos negócios, a Bourbon oferece total suporte e consultoria a quem deseja investir na construção de um hotel. Inclusive com projetos arquitetônicos de renomados profissionais.

Entre os diferenciais competitivos da marca estão a gestão profissional com foco em resultados e uma contínua preocupação em zelar pelo patrimônio do investidor. Com uma estrutura comercial e de marketing completa e bem implantada, a Bourbon marca presença nos principais eventos e feiras nacionais e internacionais, o que permite uma constante manutenção de marca dos seus produtos junto aos operadores de turismo e agentes de viagens. Além disso, um dos diferenciais da rede está na capacidade de acolher eventos. Atualmente, detém a maior área de eventos dentro de hotéis no País. Em linhas gerais, o Bourbon Atibaia é o maior espaço de eventos em hotéis do Brasil, atualmente o resort tem 46,5% a mais de espaço do que o segundo colocado. No ranking dos maiores hotéis do país, o Bourbon Atibaia detém a maior área de eventos dentro de hotéis. Em número de aptos é o quinto maior hotel do Brasil. Para atender as diferentes demandas do mundo moderno, a Rede Bourbon desenvolveu sua própria maneira de classificar seus empreendimentos com cinco categorias. A Express - na categoria econômica, a Business - para viagens de negócios e eventos, a Convention – com serviços de alto padrão para o mercado de viagens de negócios e completa infraestrutura para eventos de grande porte, a Residence – visando o mercado de longa estada com serviços residenciais e a Resorts – com um leque de serviços de padrão internacional aliado a atividade de lazer, gastronomia e convenções.

Conheça os empreendimentos Bourbon: • Bourbon Atibaia Convention & Spa Resort (SP) • Bourbon Cataratas Convention & Spa Resort (PR) • Bourbon Curitiba Convention Hotel (PR) • Bourbon Convention Ibirapuera (SP) • Bourbon Alphaville Business Hotel (SP) • Bourbon São Paulo Business Hotel (SP) • Bourbon Joinville Business Hotel (SC) • Bourbon Londrina Business Hotel (PR) • Bourbon Rio de Janeiro Residence (RJ) • Bourbon Batel Express Hotel (PR) • Bourbon Cascavel Express Hotel (PR) • Bourbon Dom Ricardo Aeroporto Curitiba Business Hotel (PR) • Bourbon Conmebol Assunção Convention Hotel (ASU-PY) 15


PESQUISA

DESEJOS DE CONSUMO Celular, notebook e tablet lideram a lista. Confira também as preferências em relação às formas de pagamento

Pesquisa inédita realizada pela Associação Nacional das Instituições deCrédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) em conjunto com o Instituto Data Popular indica que 61% dos brasileiros desejam comprar a prazo em 2012, enquanto 39% declararam querer fazer compras à vista. A pesquisa intitulada “Desejos de Consumo do Brasileiro em 2012” - Acrefi-Data Popular foi realizada entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, com 1019 entrevistados de todo o País. O levantamento mostra que os três produtos mais desejados pelos brasileiros em 2012 são respectivamente: celular (37 milhões de pessoas), notebook (32,4 milhões) e tablet (25,6 milhões). “Quanto às formas de pagamento, a maioria prefere parcelar as aquisições de notebooks e tablets. Em relação à compra de celulares, a preferência é pelo pagamento à vista”, comenta o economista-chefe da Acrefi, Nicola Tingas. Quanto às intenções de pagamento à vista versus 16

parcelamento, há diferenças entre as classes emergente (C, D e E) e as classes altas (A e B): enquanto o pagamento a prazo por itens como notebooks, tablets e celulares respondem, respectivamente, por 51,%, 50% e 41,3% das pretensões de compra das classes C, D e E; o indicador de compras a prazo vai, respectivamente, para 59%, 68,9% e 51,3% dos mesmos produtos. “As classes A e B também pretendem comprar a maioria dos bens a prazo em 2012. Independente da compra ser feita para uso individual ou familiar. Apenas para os casos de fogão e jogo de quarto, pagamento à vista é o preferido”, afirma o sócio-diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles.

Veículos automotores - Segundo o levantamento, 1,7 milhões de brasileiros pretendem adquirir uma motocicleta nova ou usada este ano. Quanto à utilização do financiamento


para aquisição, 86,8% dos entrevistados das classes C, D e E vão optar por essa modalidade de pagamento, enquanto a adesão das classes A e B é de 78,4%. Em relação aos automóveis, o número aumenta expressivamente: 8,5 milh��es de brasileiros afirmam pretender comprar esse ano um carro novo ou usado. Nessa modalidade, a diferença entre as classes apresenta uma queda: 71,5% dos consumidores emergentes vão optar por financiamento, enquanto a intenção da alta renda conta com apenas uma redução mínima em relação às classes C, D e E: 75,3%. O financiamento bancário é considerado a via de aquisição de veículos preferida das classes emergentes, com a adesão de 40,8% dos respondentes. Em seguida, vem o pagamento à vista (33,9%), financiamento da loja (12,7%), leasing (7%) e consórcio (5,7%). Por outro lado, na alta renda, o financiamento bancário representa 33,5% dos pagamentos para aquisição de veículos, enquanto o pagamento à vista responde por 44,2%. Em seguida, o financiamento da loja (11,7%), leasing (7,6%) e consórcio (2,9%). Para Tingas, a pesquisa confirma que a demanda de Crédito de Consumo continua alta no Brasil. “Mesmo com a dificuldade de pagamento de dívidas iniciada a partir da forte contração do ritmo de crescimento da economia em 2011, o brasileiro quer poder continuar a ter um padrão de consumo e de vida mais compatível com o desenvolvimento do país e de sua ascensão em termos de emprego e renda. Na prática, o atual momento de ajuste da economia não inibiu que em breve, quando da retomada do crescimento econômico com mais vigor, o consumo e utilização de crédito continuem a crescer; principalmente o crédito imobiliário para compra da casa própria”. Ainda de acordo com o economista, dentro de alguns poucos anos a relação crédito/PIB que hoje é próxima a 50% deverá alcançar patamares em torno de 70 a 80% do PIB. “Melhor ainda é a perspectiva de que essa demanda adicional ocorra com maior tranquilidade, sem os sobressaltos que alguns mais endividados tiveram em 2011 e 2012. O consumidor brasileiro teve rápida aprendizagem sobre o uso consciente do crédito e manejo das finanças pessoais, o que possibilitará melhorar sua satisfação e necessidade de consumo com maior tranquilidade e equilíbrio”, finaliza. 17


CONSUMO

CLASSE D

CONSOME MAIS Pesquisa revela que em comparação com a classe B ela já está consumindo mais em diversas categorias A Classe D consumiu esse ano, em produtos e serviços, R$ 363,3 bilhões, valor aproximado ao Produto Interno Bruto (PIB) do Chile ou da soma de Equador, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Panamá, Guatemala. “A Classe D já supera a Classe B em várias categorias de consumo. Na aquisição de eletroeletrônicos e eletrodomésticos há diferença de 25%. Acreditamos que a Classe D tem tudo para ser a nova classe C, mas com outros códigos a serem desvenRenato Meirelles: “acreditamos que a Classe D tem tudo para ser a dados”, explica Renato Meirelles, sócio diretor do Data Popular. nova classe C” De acordo com cruzamento de informações da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), da Pesquisa Nacional por Amostragem superiores aos da de Domicílios (PNAD), na distribuição dos gastos da Classe D por região do País o Sudeste R$ 14,8 bi Transportes Urbanos R$ 8,1 bi responde por 41,8%. O Nordeste 82,7% aparece em seguida com 29,4%, R$ 66,8 bi Alimentação no Lar R$ 37,9 bi 76,3% superando o Sul (14,1%). O Centro Oeste e o Norte contribuíram com R$ 3,5 bi Artigos de Limpeza R$ 2,1 bi 66,7% 7,8% e 7,0%. “A cidade de Campo Alegre, no Alagoas, é a cidade Medicamentos R$ 16,0 bi R$ 11,4 bi 40,4% mais Classe D do Brasil, enquanto a cidade de Nova Bassano, Bebidas R$ 6,0 bi R$ 4,6 bi 30,4% no Rio Grande do Sul, é a menos Eletrodomésticos e Classe D. As pessoas geralmente R$ 10,9 bi R$ 8,7 bi 25,3% Eletroeletrônicos acreditam que a Classe C é mais Higiene e Beleza R$ 9,6 bi R$ 8,6 bi presente no Nordeste, mas ela 11,6% está é concentrada na região Sul. Móveis R$ 8,2 bi R$ 7,7 bi No Nordeste e no Norte, a classe 6,5% predominante é a D”, explica Renato Meirelles. Fonte: Projeção e cruzamento de micro dados colhidos de pesquisas do IBGE com informações de Estudos Quantitativos do Data Popu lar

Categorias de consumo com dispêndios da Classe D Classe B

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EMPRESAS PARCEIRAS

BRAFER:

UMA EMPRESA QUE NASCEU PARA O SUCESSO

A Brafer está presente hoje em todos os estados do Brasil, no Chile, Uruguai, Paraguai, Canadá, EUA e Angola

Desde 1976 fornecendo as melhores soluções em projeto, fabricação, galvanização, pintura e montagem de estruturas metálicas, a Brafer está instalada em Araucária (PR), com sua sede e fábrica em uma área de 96 mil m2. A partir de 2007 passou a contar também com uma fábrica de 72 mil m2 no Rio de Janeiro. As atividades comerciais são centralizadas em São Paulo, onde a empresa mantém sua gerência comercial, além de contar com representantes no Chile, Paraguai e Uruguai. A grande novidade é que em 2014 uma nova unidade fabril será inaugurada em Juiz de Fora (MG). Trata-se da terceira fábrica da Brafer, que está sendo preparada para atingir uma produção anual de 15 mil toneladas de estruturas metálicas por ano, gerando 800 empregos, entre diretos e indiretos. Na Brafer, uma equipe formada por profissionais altamente capacitados, dispõem de tecnologia e equipamentos modernos em instalações fabris com capacidade nominal de produção de 3,5 mil toneladas por mês. Isto para fornecer ao mercado as melhores soluções em estruturas metálicas com eficiência, competência e seriedade. A Brafer está presente hoje em todos os estados do Brasil,

no Chile, Uruguai, Paraguai, Canadá, EUA e Angola com suas estruturas, constantemente empenhada em aprimorar a qualidade de suas atividades, visando a total satisfação de seus clientes.

Histórico -

A Brafer Construções Metálicas surgiu como um escritório de projetos de estruturas metálicas, a partir do sonho do engenheiro Marino Garofani, presidente da empresa até os dias de hoje. No ano seguinte a sua fundação, a Brafer já começava a fabricar suas primeiras estruturas. No início eram realizadas pequenas obras, como coberturas e pavilhões industriais. Em seguida, vieram os grandes trabalhos, como a ponte sobre o rio Piquiri, com vão livre de 60 metros e 200 toneladas de peso, fabricada e montada pela Brafer em 1979, em um projeto que se destacou por utilizar a tecnologia mais avançada disponível na época. Em 1980, o galpão alugado da Brafer já não era mais suficiente para armazenar os estoques de fábrica, assim, a empresa mudou-se para uma sede própria, em Araucária (PR). Um amplo terreno e com fácil acesso às principais rodovias, onde se encontra até os dias de hoje. 19


PERSONALIDADE

CARLOS GUSSO: VOCAÇÃO DE EMPREENDEDOR, SEMPRE COM FOCO SOCIAL 20


A história do empresário Carlos Gusso representa um importante capítulo do desenvolvimento econômico do Paraná. Foi na época da criação da Cidade Industrial de Curitiba que ele percebeu um nicho de mercado e apostou em uma grande mudança em sua própria vida profissional. Largou a promissora carreira de executivo em um banco internacional e decidiu ser empreendedor, criando a Risotolândia, empresa que hoje é referência em todo o Estado quando se fala em refeições coletivas. A empresa nasceu a partir do restaurante dos pais do empresário, o Risoto do Xaxim, que já era famoso pelas refeições saborosas que servia em Curitiba. Já se passaram quase 60 anos desde a fundação do Risoto do Xaxim, mas foi no início dos anos 1970 que a Risotolândia passou a ter a vocação que todos conhecem: refeições coletivas. A cidade de Araucária foi escolhida pela posição geográfica, já que os primeiros clientes foram as indústrias que começavam a se instalar na recém-criada Cidade Industrial de Curitiba. A Risotolândia começou com poucos funcionários, servindo cerca de 300 refeições por dia. Hoje já são cerca de 4 mil colaboradores e o total diário de servimentos chega a quase meio milhão, nos diversos horários: desjejum, almoço, lanches e ceia.

Educação Carlos Gusso teve uma infância humilde e foi criado a partir dos valores das mais tradicionais famílias de imigrantes italianos. Por isso, sempre valorizou a importância da educação como o único caminho para o desenvolvimento de uma comunidade. Essa crença está presente nas práticas da empresa, com incentivos para que os colaboradores se aprimorem cada vez mais com cursos de capacitação profissional e educação formal. Há muitos anos, salas de aula foram instaladas dentro da empresa para que os trabalhadores pudessem estudar. De lá pra cá, o analfabetismo foi erradicado e as pessoas continuaram a receber estímulos para estudar: cursos técnicos, treinamentos internos, convênios com escolas de ensino fundamental, médio, superior e até mesmo de pós-graduação. As lideranças da empresa tiveram a oportunidade de fazer um MBA desenvolvido com exclusividade para a empresa pela Universidade Positivo, com a participação direta de executivos da organização. Além disso, o grupo de executivos da Risotolândia conta com orientações e consultoria da Fundação Dom Cabral, uma das mais conceituadas instituições de formação de executivos para uma gestão profissional de todo o mundo – é considerada a melhor da América Latina e está entre as dez melhores do mundo, segundo o jornal inglês Financial Times. 21


Responsabilidade Social e Ambiental Mas tudo isso poderia ser em vão se a empresa – e o empresário Carlos Gusso - não tivesse também a preocupação de promover uma sociedade cada vez melhor, mais desenvolvida e com uma consciência ambiental crescente. Hoje a Risotolândia tem mais de 40 programas de cunho social e de responsabilidade ambiental implantados e em funcionamento. Os programas vão desde ações internas – como a proibição de fumar nos ambientes internos e externos da empresa, adotada há mais de 12 anos; e o incentivo à doação de sangue, que envolve colaboradores de todos os setores da organização – até parcerias com instituições públicas e privadas para articulação de toda a sociedade. O Programa Liberdade Construída, por exemplo, ajuda detentos do sistema penitenciário do Paraná a recuperarem seu sentimento de cidadania por meio do trabalho. Eles trabalham em diversos setores da empresa, lado a lado com os outros colaboradores, sem qualquer distinção: usam o mesmo uniforme, frequentam os mesmos ambientes. A cada três dias de trabalho, têm redução de um dia na pena. Além disso, recebem pagamento: 75% do salário mínimo nacional. Desde quando foi criado o programa, em 2008, a empresa já recebeu dezenas de detentos. Alguns chegaram a ser efetivados como funcionários depois de terem cumprido suas penas. Na área da preservação ambiental, a ‘menina dos olhos’ do empresário Carlos Gusso é o programa Gralha Azul, que prevê o plantio de 15 milhões de mudas de Araucária em dez anos. Desenvolvido a partir de um sonho pessoal do empresário, o programa envolve também o trabalho de detentos, por meio de uma parceria com a Secretaria de Justiça do Estado. Eles plantam e cultivam as mudas de Araucárias dentro da Colônia Agroindustrial de Piraquara. Em 2006, a empresa transformou-se em uma holding, a Campodoro, com a criação da RISA para as refeições administradas (restaurantes dentro das empresas clientes), a Risotolândia para as refeições transportadas (merenda escolar, alimentação em presídios, etc) e a CPDA – Central de Produção e Distribuição de Alimentos, a estrutura logística e de produção da organização. Todo esse crescimento tem acontecido sem perder de vista a proximidade com a comunidade e com os clientes, uma forte vocação do empresário Carlos Gusso. Empenhada em trabalhar dentro dos três pilares da sustentabilidade, o Econômico, o Social e o Ambiental, a empresa está alinhada com o programa da ONU, os Oito Jeitos de mudar o mundo fazendo sua parte de forma consciente e voluntária, não apenas para cumprir obrigações legais: 22


EMPRESA PARCEIRA

Sede da Casillo Advogados

Áreas de atuação:

Areas of practice:

• Assessoria e análise de contratos • Comercial • Comércio Exterior e Defesa • Contencioso (judicial e arbitragem) • Direito da Concorrência • Econômico e Consumidor • Família e Sucessões • Financiamentos e Direito Bancário • Indenizações • Investimentos Estrangeiros • Licitações e Contratos Administrativos • Meio Ambiente • Operações Imobiliárias • Penal Econômico e Empresarial • Propriedade Industrial e Intelectual • Recuperações de Empresas e Falências • Societário, Fusões e Aquisições • Trabalhista • Tributário

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Assistence with and Review of Contracts Comercial Law Foreign Trade and Defense Litigation (court and arbitration) Antitrust Law Economic and Consumer Law Family Law and Succession Financings and Banking Law Indemnifications Foreign Investments Biddings and Administrative Contracts Environmental Law Real Estate Operations Economic and Corporate Criminal Law Intellectual and Industrial Propety Bankruptcy and Court supervised composition with creditors Corporate Law, Mergers and Acquisitions Labor Law Tax Law

Rua Lourenço Pinto, 500 – Centro – 80010-160 – Curitiba/Paraná Fone: (41) 3310-6800 Fax: (41) 3310-6868 – casillo@casilloadvogados.com.br 23


SEBRAE

MICRO E PEQUENAS

EMPRESAS

Confira dados e análise sobre os pequenos negócios no Paraná. Conheça também algumas ações desenvolvidas pelo Sebrae 24


Existem atualmente no Estado cerca de 500 mil pequenos negócios legalizados, responsáveis por 60% dos empregos com carteira assinada. Os pequenos negócios movimentam, no entanto, em média 20% do Produto Interno Bruto (PIB), no Estado e no Brasil. De acordo com Jefferson Nogaroli, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/ PR, esse porcentual ainda é muito pouco, “haja vista seu poder mobilizador, sob o ponto de vista econômico e social”. Somente em 2010, segundo dados da Junta Comercial do Paraná, foram abertas no Estado 54.954 empresas, das quais mais de 95% de micro e pequeno porte. Em 2011, foram 56.325 empresas em todo o território paranaense, o que comprova o crescimento do segmento. Segundo Nogaroli, o Estado tem como marca registrada ainda o empreendedorismo por oportunidade. “Ou seja, a cada ano que passa, cresce o número de pessoas interessadas em empreender não movidas por impulso, por uma necessidade, para gerar renda de forma emergencial, mas por enxergarem uma boa oportunidade de negócio, baseado em análises técnicas. Assim, as chances do empreendimento dar certo são maiores”.

Avanços – Conforme ele, as micro e pequenas empresas têm sobrevivido mais no Brasil e, por consequência, no Paraná. Há cerca de dez anos, a cada pequeno negócio aberto no Estado, um fechava as portas antes dos dois primeiros anos. Hoje, esta realidade mudou significativamente. Pesquisas recentes mostram que de cada quatro micro e pequenas empresas abertas no Paraná, apenas uma fecha as portas antes dos dois primeiros anos de vida, por total falta de orientação técnica e de conhecimento em gestão e planejamento. O Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa 2010/2011 trouxe outro dado interessante: as micro e pequenas empresas brasileiras têm contratado mais, formalizado seus funcionários e elevado salários num ritmo três vezes, em média, maior do que o praticado nas médias e grandes companhias.

Jefferson Nogaroli, do Sebrae/PR: “não basta ter apenas uma boa oportunidade em mente e dinheiro para executá-la. É preciso investir em informação e ter vocação”

Principais barreiras – Nogaroli destaca como principais barreiras para o avanço do empreendedorismo: a falta de conhecimento e de vocação. “Não basta ter apenas uma boa oportunidade em mente e dinheiro para executá-la. É preciso investir em informação e ter vocação. E quando se fala em vocação não é apenas ter afinidade com a área escolhida. É preciso tino comercial e empresarial. Todo bom empresário precisa ter, ou desenvolver, diversas habilidades para obter sucesso. Bem como apostar em gestão e planejamento. Quem tem conhecimento vai para frente e o Sebrae/PR é o melhor parceiro”. 25


Ele enfatiza o trabalho do Sebrae destacando que é uma instituição sem fins lucrativos criada na década de 1960 para dar apoio a empresários de micro e pequenas empresas e empreendedores interessados em abrir o próprio negócio. “Neste ano comemoramos 40 anos. No Brasil são 27 unidades e 800 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, cinco regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio de atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros, como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados”. O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco em empreendedorismo, setores estratégicos, políticas públicas, tecnologia e inovação, orientação ao crédito, acesso ao mercado, internacionalização, redes de cooperação e programas de lideranças.

Erros – Segundo Jefferson Nogarolli a gestão com indicadores precisa ser mais difundida no Brasil. “As empresas 26

que medem seus números têm melhores resultados. Medir lucro ou prejuízo não é o suficiente e significa medir apenas o passado. O que os empresários precisam é ter foco em negócios futuros. Só se consegue gerenciar o que se consegue medir. Gerenciar na base do ‘achômetro’ não dá certo. A gestão com indicadores é um esforço para medir aspectos críticos, para tomar decisões mais acertadas”. Ele ressalta que a empresa que mede a satisfação dos consumidores já está dando um passo à frente. Entre os indicadores importantes para a gestão estão os financeiros, de satisfação dos clientes, qualidade de processo interno, qualidade do produto, satisfação dos empregados da empresa e competência das pessoas.

Espírito empreendedor – Para Nogaroli o empreendedor precisa ter as seguintes características: iniciativa e buscar oportunidades; capacidade de correr riscos calculados; exigência de qualidade e eficiência; persistência; comprometimento; capacidade para buscar e utilizar informações; estabelecer metas; capacidade de planejar e


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monitorar ações; persuasão e rede de contatos; independência e autoconfiança. Em sua visão, empreender nos dias de hoje não é nem mais fácil, nem mais difícil. Ele cita o Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, também conhecido como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em vigor no Brasil desde dezembro de 2006, que provocou uma revolução nos pequenos negócios. Conforme Nogaroli, a legislação representou menos impostos, menos burocracia, acesso ao crédito e a novos mercados. “As micro e pequenas empresas passaram, por exemplo, a ser clientes do poder público, por meio de licitações. O ambiente melhorou muito graças a políticas públicas focadas nos pequenos negócios. O Paraná fez sua lição de casa e hoje cerca de 350 dos 399 municípios já regulamentaram a legislação. Ou seja, aproximadamente 80% dos municípios do Estado já possuem Leis Gerais Municipais, com regras que beneficiam as micro e pequenas empresas, que respondem por 99% dos estabelecimentos formais”. Ele ainda salienta que o Paraná tem dado exemplo ao estimular o empreendedorismo, por meio de tributação diferenciada, mecanismos de estímulo às micro e pequenas empresas e ações como parcelamento e refinanciamento de dívidas.

mum no Brasil e no Paraná: boa parte dos empresários de pequenos negócios não dispõe de bens suficientes para oferecer em garantia, o que inibe a concessão de empréstimos, ameaçados pela inadimplência. “Para democratizar o acesso ao crédito, empresários e lideranças empresariais do Estado, sob a articulação do Sebrae/PR, e com o apoio do Sebrae Nacional, iniciamos em 2008 uma discussão que culminou com a criação de cinco Sociedades de Garantia de Crédito (SGC)”. Muito comuns na Europa, as SGC prestam, em nome das pequenas empresas, garantias complementares exigidas pelos agentes financeiros. São elas: a Sociedade de Garantia de Crédito do Oeste do Paraná – Garantioeste, com sede em Toledo; a Sociedade de Garantia de Crédito do Sudoeste do Paraná – Garantisudoeste, em Francisco Beltrão; e a Sociedade de Garantia de Crédito do Noroeste do Paraná Noroeste Garantias, com sede em Maringá. Ainda em fase de pré-operação as Sociedades de Crédito do Norte do Paraná e da Região Centro-Sul. O Sebrae/PR projeta que, em cinco anos, as SGC paranaenses devam atender em média 7,5 mil micro e pequenas empresas. A estimativa é que o volume de crédito a ser concedido, por meio das garantias, deva chegar a R$ 120 milhões. As SGC são peças-chave na prestação de avais técnicos e comerciais e de assessoria financeira para a obtenção de crédito, contribuindo para que as instituições financeiras ampliem o acesso a informações sobre as condições das micro e pequenas empresas.

“O ambiente melhorou muito graças a políticas públicas focadas nos pequenos negócios. O Paraná fez sua lição de casa e hoje cerca de 350 dos 399 municípios já regulamentaram a legislação”

Ações - De cada dez micro e pequenas empresas interessadas em obter financiamentos junto a instituições financeiras, três têm seus pedidos negados por falta de garantias. A estimativa do Sebrae mostra uma realidade bastante co-

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EMPRESAS PARCEIRAS

MACLINEA:

NO MERCADO HÁ QUASE QUATRO DÉCADAS A Maclinea foi fundada em 1974 por quatro empreendedores italianos, os quais encontraram em Curitiba a cidade ideal para expandir suas atividades no ramo moveleiro, madeireiro e de compensado. Proprietários de empresas afins na Itália, detentores de uma ampla tecnologia e de longos anos de experiência com uma clientela selecionada e exigente, puderam oferecer ao mercado brasileiro todo este know-how através da Maclinea, que hoje soma 37 anos de atuação no Brasil e é, sem dúvida, a maior empresa nacional do segmento. A empresa, sempre antenada com as necessidades do setor moveleiro, através de parcerias com empresas do exterior, consegue oferecer a seus clientes máquinas com excelente padrão de qualidade e com alta produtividade. Com isto conseguiu ao longo dos anos reconhecimento do mercado como uma empresa que oferece soluções de qualidade, reconhecimento este materializado através dos diversos prêmios recebidos ao longo dos anos, através de entidades representativas do setor.

Diferenciais - A Maclinea tem como compromisso com os seus clientes a inovação tec- A Maclinea soma 37 anos de atuação no nacional do segmento nológica constante, procurando oferecer em seus produtos características tais como: produtividade, qualidade, flexibilidade, objetivando sólidas parcerias. O constante melhoramento dos processos técnicos e a busca por soluções versáteis e confiáveis, unidas em uma moderna área de projetos asseguram o desenvolvimento de soluções inteligentes, customizáveis e de qualidade imprescindível, embasadas por know-how único e reconhecido no mundo inteiro. Com parque fabril interligado por sistemas de controle de produção, todos os desenhos e programações de máquinas e ferramentas são interligados e garantem desta forma a máxima precisão e a constante qualidade de resultados e prazos. E é por meio de uma equipe altamente qualificada que a Maclinea conquista e oferece qualidade absoluta em processos, serviços

e produtos, garantindo assim, com inspeções por rotinas, um perfeito intercâmbio entre os elementos constituintes dos processos industriais.

Visão - Ela tem representantes comerciais nas principais regiões do Brasil e atende também toda a América Latina. Conta com exclusivos departamentos de engenharia e de assistência técnica, que levaram a empresa a diversificar sua gama de equipamentos fabricados para ir ao encontro das necessidades dos clientes, aos quais hoje, pode oferecer linhas completas para o setor moveleiro, coureiro, de metais e vidros, desenvolvidas em parceria com empresas de renome internacional. A ampliação do parque fabril em 3 mil m2 e a compra de máquinas de usinagem de ultima geração, entre elas uma Mandriladora CNC com capacidade para 42 toneladas, permitem a Maclinea oferecer máquinas com qualidade e precisão, diferencial este reconhecido no mercado atualmente.Parcerias com empresas de renome internacional e aquisições no mercado interno estão nos planos para expansão de suas atividades nos Brasil e é, sem dúvida, a maior empresa próximos anos.

Produtos e serviços oferecidos: • Linha completa de Lixamento e Envernizamento para acabamento de painéis para Indústria Moveleira; • Linha completa de Esquadrejamento, calibragem e lixamento para Indústria de Compensado; • Máquinas para colagem e pintura de bordos de painéis de madeira, MDF, aglomerado, compensado e etc.; • Calibradoras e Lixadeiras de banda larga para móveis, borracha, metal e etc.; • Furadeiras múltiplas multi cabeçotes para Indústria Moveleira; • Linha de movimentação e automação para Indústria Moveleira e do Compensado. 29


ENTREVISTA

EXEMPLO DE

EMPREENDEDORISMO Confira a entrevista com o empresário Joel Malucelli, presidente de um grupo de destaque internacional. Para ele, empreender está no sangue, e negociar é um prazer O que é empreender?

Joel Malucelli - Empreender em princípio é você ter ideias, ter oportunidades. Porque sem isso você não vai empreender nada. Dentro do empreendedorismo você precisa ter responsabilidade e acreditar no projeto que você está idealizando. Hoje está muito em moda essa palavra empreendedorismo e será sem dúvida uma das alavancas para o progresso do País. Mas, não adianta nós termos empreendedores se nós não dermos oportunidades para quem quer empreender. Essas oportunidades estão sendo dadas?

Joel Malucelli - Eu acho que não. Em primeiro lugar as coisas mudaram muito da minha época de empreendedor para agora. As oportunidades de antigamente eram muito melhores do que as de hoje. Um grande exemplo é que eu sou economista e comecei com uma empresa de engenharia sem ser engenheiro. Hoje, os estudantes que saem das universidades têm pouquíssimas oportunidades, e assim deixam de empreender. Eu penso que tem que partir do governo, como faz até o próprio Sesi, Senai com os programas deles, de tentar abrir as portas para financiamentos, para ideias, para que os mais jovens possam realmente ter uma boa oportunidade. 30


Como é o empreender em sua vida?

Joel Malucelli - Eu sempre tive em mente ter uma reserva financeira para poder empreender alguma coisa no futuro. E desde o meu primeiro trator quando comecei a minha empresa de engenharia até hoje, só empreendi. E todos os outros ramos de oportunidades que surgiram eu fui atrás. De uma construtora passou para uma corretora de câmbio de valores, empresa de reflorestamento, e até hoje tudo que eu vejo, eu vejo uma forma de empreender. Eu tenho como último exemplo uma fazenda no Uruguai onde nós exploramos um pouco de agricultura e de gado, e lá eu também já vi a possibilidade de empreender em energia eólica. Então, tudo eu olho com espírito empreendedor. Eu sempre tive isso no sangue. E até hoje eu gosto muito de fazer negócio, às vezes até sem ganhar, mesmo empatando, só pelo prazer de fazer um negócio, de empreender alguma coisa. É possível aprender empreender?

Joel Malucelli - Empreender está no sangue. Eu vejo até pelo meu próprio grupo. Têm diretores que gostam de ter negócios paralelos, e aqueles que têm medo de entrar em outro negócio, de tentar empreender. Então, isso realmente está no sangue e a partir do momento em que você começa a empreender e começa a dar certo você fica confiante, mas como já disse no início, acima de tudo você tem que ter responsabilidade, saber que você vai empreender uma coisa que vai te proporcionar o menor risco possível. Você vai empreender algo em que você acredita, em que você confia e em que você vai correr atrás e vai dar certo. Quais as cautelas necessárias?

Joel Malucelli - Em cada negócio que você entrar você deve analisar como é a sua concorrência. Então sempre que você puder entre em um negócio que seja mais fácil de vencer a concorrência. Eu sempre tive esse pensamento, de você entrar numa coisa em que a concorrência seja honesta e que seja possível vencê-la. Quando eu era pequeno o meu pai tinha uma serraria, e naquela época todo mundo tinha uma serraria, e tinham aqueles que pagavam impostos e os que não pagavam. E o meu pai era dos que pagavam impostos, e ele não conseguia concorrer com os que não pagavam. Então, isso foi uma lição de vida para mim, porque me ensinou que eu tenho que entrar em negócios cujos concorrentes joguem 31


com as mesmas cartas que eu jogo, que são as cartas da responsabilidade, de pagar tributos. Isso te dá segurança que você vai competir com competência, não com malandragem. Qual a sua análise sobre as empresas do Paraná?

Joel Malucelli - Teve um período no Paraná que não houve avanço. Período em que os grandes grupos do Paraná sucumbiram. E nós passamos uns dez anos sem representatividade dos grupos paranaenses. Agora com o desenvolvimento do País é que os grupos paranaenses começaram realmente a se sobressair, mas se você comparar a economia do estado com a do resto do País ela ainda é muito modesta. Hoje nós representamos de 5% a 6% do mercado brasileiro e ainda é muito pouco. Se você fizer um comparativo com o Rio Grande do Sul você vai ver que ainda nós estamos perdendo para ele e o estado de Santa Catarina está muito próximo do Paraná. Então, o empresário paranaense precisa começar a se preocupar em crescer, em evoluir, em dar oportunidade e a investir no Paraná o dinheiro que ele ganha aqui. E não aplicar fora do Estado. E qual a análise em nível de Brasil?

Joel Malucelli - O Brasil precisa de muitas coisas porque se não ele não conseguirá crescer mais. E entre as necessidades do País a principal hoje no meio empresarial seria uma reforma tributária. Não é possível crescer mais sem uma

reforma tributária, sem uma reforma trabalhista. O Brasil precisa reduzir o IOF. Não é justo que o governo faça o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, os bancos privados reduzirem a taxa de juros sem reduzir o IOF. O IOF corresponde em certos casos a 2% de taxas ao ano de juro. É muita coisa. Então se nós chegarmos a ter uma taxa de Selic de 6% o empresariado tem só de IOF uma responsabilidade de 2%. Quando o governo fez essa propaganda de redução de juros ele deveria ter dado o exemplo na casa dele que seria baixar o IOF ou até eliminá-lo. Num plano geral eu gosto muito da forma como a presidenta está governando, acho que ela é muito bem intencionada, ela tem ministros competentes, mas ela tem que ter coragem para enfrentar essas reformas necessárias. O código penal precisa ser alterado. Nós não podemos conviver com esse nível de insegurança pública. Além da necessidade de investir em educação e infraestrutura. Sem a educação necessária nós não vamos ter uma política de segurança aceitável e se não houver investimento em infra-estrutura nós não vamos ter o que nós precisamos para desenvolver. As empresas do Paraná investem em inovação?

Joel Malucelli - Passando por um processo de abertura de capital nós tivemos que percorrer a Europa, a Ásia, os Estados Unidos, entre outros países, para vender o nosso peixe, e em termos de inovação nós estamos muito avançados. E essa nova geração que está surgindo, que inclusive está me substituindo na presidência do grupo, é uma geração muito preparada para isso. Geração com muitas facilidades para assimilar essas necessidades de inovação. E isso eu vejo também nos grandes grupos aqui do Paraná. Eu acho que tudo que depende do setor privado as coisas acontecem. O capital humano está sendo valorizado?

Joel Malucelli - Todos os grandes grupos do Paraná estão preocupados com isso. Nós mesmos temos funcionários que estão no EUA fazendo MBA por conta exclusiva nossa. E isso precisa ser adotado também por empresas menores. Porque é primordial você fazer com que as pessoas que trabalham com você possam progredir. Aqui no grupo tem uma ordem minha que para cada promoção, que para cada necessidade de contratação, a preferência seja sempre para dentro do grupo. Nós temos aqui análises de pessoas que estão esperando para assumir cargos mais importantes dentro do grupo. A prioridade dentro do grupo é motivacional, das pessoas terem a oportunidade de crescerem e isto para qualquer área. 32


Um pouco da história de Joel Malucelli Joel Malucelli, 66 anos, é paranaense, casado, pai de seis filhos e reside em Curitiba. Seu maior hobby é o futebol, joga como atacante no futebol masters do clube, e incentiva excursões ao exterior anualmente, além de dividir o seu tempo de lazer jogando futebol no litoral (em Morretes e Guaratuba) e na sede social do J.Malucelli Futebol. Descendente de família italiana, nasceu em Curitiba, em nove de agosto. Entre os 13 e 16 anos de idade, ele já corria atrás de suas conquistas pegando bolinhas de tênis no Clube Curitibano ou levantando garrafas de boliche na Sociedade Água Verde, ou ainda vendendo chuchu na feira livre do bairro da Água Verde, em Curitiba. Dos 16 aos 17 anos, auxiliava o pai e os tios em uma pequena madeireira da família. Aos 18 anos participou de dois concursos públicos – Banco do Brasil e Copel, passando em primeiro lugar nos dois concursos, tendo optado pela Copel. Aos 19 anos foi emancipado pelos pais para fundar o que é hoje a J.Malucelli Construtora de Obras. Inicialmente com seu primeiro trator, Joel Malucelli trabalhava de operador de máquinas ajudando na época a construir o trecho São Mateus do Sul – União da Vitória.

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AECIC EM AÇÃO

AECIC APOIA

CRIAÇÃO DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL NO PARANÁ A AECIC, na pessoa de seu Presidente Celso Gusso, esteve presente em Brasília na reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Criação dos Tribunais Regionais Federais no Paraná, Amazonas, Bahia e Minas Gerais. Naquela ocasião, 12 de maio, políticos de vários Estados e representantes de entidades federais e estaduais, além da reunião plenária da Frente Parlamentar, que no Senado é coordenada pelo Senador Sérgio Souza, estiveram com o Presidente da Câmara Federal, Deputado Marcos Maia. Uma vez que a matéria já foi aprovada no Senado, a pendência está na Câmara Federal, aguardando manifestação de seu plenário, motivo pelo qual nesta casa de leis os esforços devem ser concentrados. Para Celso Gusso, “a criação do Tribunal Regional Federal no Paraná não se trata apenas de simples reivindicação, mas de absoluta necessidade para os cidadãos. Algumas pessoas, desconhecendo o assunto,

pensam que a criação do TRF Paraná seria apenas para facilitar a atividade dos advogados que não mais precisariam ir a Porto Alegre. Não. O aspecto fundamental é a prestação jurisdicional mais rápida e mais próxima aos cidadãos. Um Tribunal no Paraná desafogaria as pautas congestionadas do existente em Porto Alegre e daria um atendimento muito melhor aos cidadãos paranaenses. A simples tese de que o Tribunal no Paraná facilitaria os serviços dos advogados não me parece a mais importante. Tal facilidade seria apenas consequência. Os primeiros Tribunais Regionais foram criados quando a realidade populacional era outra e, consequentemente, o número de processos completamente inferior ao que temos atualmente.” “Quando criados os primeiros 5 TRFs” enfatiza Celso Gusso, o atendimento restringia-se a 96 mil processos. Hoje temos, com o mesmo número de Tribunais, 1,2 milhões, acarretando, com a extrema

“O aspecto fundamental é a prestação jurisdicional mais rápida e mais próxima aos cidadãos. Um Tribunal no Paraná desafogaria as pautas congestionadas do existente em Porto Alegre e daria um atendimento muito melhor aos cidadãos paranaenses”

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morosidade, a frustração dos jurisdicionados”. Além da reunião da Frente e com o Presidente da Câmara Federal, houve profícuo encontro com os senhores Carlos Carboni e Carlos Eduardo Esteves Lima, respectivamente Chefe de Gabinete e Assessor Especial da Ministra Gleisi Hoffmann, que mostraram conhecimento e grande interesse pela reivindicação. “Senti um empenho muito grande por parte dos representantes do Paraná e receptividade das autoridades. Entretanto, esta é uma bandeira que deve estar sempre tremulando e, mais ainda, que seja carregada pelo maior número de paranaenses. Será extremamente profícuo que não só aqueles que estiveram em Brasília periódica e sistematicamente insistam junto aos políticos de nosso Estado, com envio de mensagens, mas também que outras entidades e pessoas físicas reforcem o movimento”, ressalta Celso Gusso. Para o Presidente da AECIC uma das medidas práticas é que através do site www.camara.gov.br/ sejam identificados os nomes e e-mails dos deputados federais, para que as manifestações favoráveis à criação do Tribunal Regional Federal no Estado do Paraná, sejam enviadas. As seguintes entidades fizeram parte da comitiva do Paraná: AECIC com seu Presidente Celso Gusso, MOVIMENTO PRÓ-PARANÁ com seu Presidente Jonel Chede e a OAB/

PR com seu Presidente Dr. José Lucio Glomb. Participaram também da reunião o presidente da seccional da OAB no Paraná, José Lúcio Glombi, da seccional da OAB em Minas, Luís Cláudio Chaves, da seccional da OAB na Bahia, Saul Quadros, e da Associação Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe), Antônio Cesar Bochenek. Também participaram os deputados Claudio Puty, Zeca Dirceu, Padre João Carlos, Oziel Oliveira, Dilceu Sperafico, Abelardo Lupion, Nelson Padovani, Lincon Portela, Jacques Sérgio, André Vargas e Nelson Bira e representantes de outras entidades como o vice-presidente da Associação Comercial do Paraná, José Eduardo Sarmento, João Pedro Gebran Neto, diretor da Justiça Federal do PR, Luiz Alceu Pereira Jorge, da Associação dos Advogados do Poder Executivo, Marco Aurélio Crescente (AECIC), Antonio Cesar Bochenek- presidente da APAJUFE, Leticia Yumi de Rezende, coordenadora do Departamento de Assuntos Legislativos da FIEP, o vice-presidente da OAB/PR, César Moreno e Leonardo de Paola, da Comissão Especial da OAB para Criação do Tribunal, Paulo César Nauiack, vice-presidente do Sistema Fecomércio, Sesc/Senac/PR, além de representantes da ACP/PR, ABERC, Justiça Federal/PR, JF/MG, JF/DF, JF/MT, Instituto dos Advogados do Paraná, AJUFER, AJUFEMG, SJ/MG, SJ/PA, Federação dos Industriais do Paraná e CRC/PR,Conselho Federal da OAB, OAB/SE.

Esquerda José Lúcio Glomb, presidente da OAB–PR, Celso Gusso e Amauri Santos Teixeira, deputado federal (PT BA) 35


AECIC EM AÇÃO

CONTORNO SUL REVITALIZAÇÃO - PROJETO DE ENGENHARIA Acompanhamento. Devido a importância da obra para a região, a AECIC NEGÓCIOS vem acompanhando o processo de implementação do projeto de Revitalização do Contorno Sul para manter nossos leitores informados sobre o estágio em que se encontra o trabalho. Nesse sentido, obteve informações da ASTEP Engenharia, empresa licitada pelo DNIT para elaboração do Projeto de Engenharia, o qual está em fase de conclusão e servirá de base para licitação e execução das obras. A empresa informou as principais intervenções propostas no Projeto, fornecendo uma sequência de obras inseridas no estudo que realizou: a) Adequação de capacidade da via principal, passando a ter 03 faixas em cada sentido; b) Construção dos segmentos faltantes da Marginal Direita da Av. Juscelino Kubitscheck. As Vias Marginais passariam a funcionar apenas no sentido da pista principal e também com 3 faixas de tráfego; c) Construção de mais 4 interseções em desnível: 1) Rua Benedito Carollo km 588,4 2) Rua Theodoro Locker km 591,1 3) Rua Alvares de Azevedo km 593,1 4) Rua João Bettega km 596,9; d) Construção de cinco passarelas, em locais de grande fluxo de pedestres conforme levantamento do IPPUC: km 592,2, km 593,1 km 594,0 km 595,2 km 598,9; e) Restauração e reforço da pista de rolamento.

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EMPRESA PARCEIRA

GRUPO HÜBNER: EM CONSTANTE ASCENSÃO O Grupo Hübner é hoje um importante fornecedor da indústria automotiva, abastecendo tanto montadoras quanto seus sistemistas, além de indústrias de bens de capital. Atualmente, ele é composto por sete unidades industriais no Brasil, atuando nas áreas de autopeças, reflorestamento, briquetagem, carvoejamento, siderurgia, fundição, usinagem e implementos rodoviários. O desenvolvimento e integração das suas empresas consolida a estratégia de auto-suficiência do Grupo Hübner e fortalece sua posição juntos aos segmentos em que atua. O Grupo Hübner tem suas origens em 1980 na capital paranaense com a fundação da Mecânica Hübner. A pequena empresa que atuava no ramo metal-mecânico, produzindo peças com alto grau de complexidade, foi crescendo aos poucos. No ano de 1987 o negócio teve o nome alterado para Hübner Indústria Mecânica e também sua sede para a Cidade Industrial de Curitiba, em instalações próprias de aproximadamente 7 mil m2. Fornecendo na época peças para diversas montadoras e seus sistemistas instalados no País, entre os quais se destacam Volvo, Volkswagen, General Motors, TRW, New Holland, Cummins. A empresa vem apresentando um crescimento expressivo desde então, adquirindo novas empresas e aumentando seu ramo de atuação. As empresas do grupo atuam com compromisso e transpa-rência, inovando no desenvolvimento constante de novos projetos, promovendo iniciativas de responsabilidade social e ambiental, valorizando as parcerias estabelecidas e investindo em qualificação humana, buscando sempre a sinergia e integração entre suas empresas.

O Grupo Hübner é hoje um importante fornecedor da indústria automotiva

EMPRESAS DO GRUPO HÜBNER: Bricarbras / Hübner Indústria Mecânica / Hübner Fundição / Hübner Fundição de Alumínio / Hübner Siderurgia / RodoLinea. 37


ARTIGO Ricardo Martins

é diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) - Distrital Leste (www.ciespleste.com.br) e diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da FIESP. Também é vicepresidente do SICETEL - Sindicato Nacional das Indústrias de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos. E-mail: linkciespleste@gmail.com

ENERGIA: PREÇO

ALTO, ATÉ QUANDO? Não é de hoje que o consumidor brasileiro paga um preço muito alto para ter energia, seja na sua casa, nas empresas, indústrias, hospitais e escolas, entre outros, arcam com os custos elevados pelo fornecimento de eletricidade para suas atividades. Para se ter uma ideia, a média da tarifa final no Brasil é de R$ 341,51 por MWh (megawatt/hora). Conforme levantamento da Consultoria Advisia, a pedido da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), em 2009, o valor da energia elétrica para os brasileiros era maior do que em países como: Canadá, Estados Unidos, Noruega, França e México. Além disso, a pesquisa indica que, no Brasil, o aumento na conta de luz chega a 21,6% ao ano, quando no México é de 12,7% e na Alemanha de apenas 1,2%. Mas será que nós brasileiros pagamos um preço justo para o fornecimento de energia? Na realidade, deveríamos pagar um valor menor para receber eletricidade na nossa casa ou na nossa empresa, pois 77% da energia produzida no País vêm de usinas hidrelétricas. Este tipo de energia é considerada a mais barata do mundo. Porém, devido aos altos custos na construção e no desenvolvimento de sistemas de transmissão, o governo concede às empresas vencedoras das licitações o direito de cobrar a amortização dos investimentos. Ou seja, o investimento deve

ser recuperado com a cobrança de um valor extra nas contas dos consumidores durante 35 anos e, o prazo pode ser prorrogado em até 20 anos, conforme determina a Lei Federal n° 10.848, de 2004. Mas o que tem acontecido, na verdade, é que as concessionárias fazem lobby na esfera judiciária e política para aumentar o prazo das concessões legais, sem que haja leilões para renovação. Boa parte dos contratos das empresas fornecedoras de energia vence a partir de 2015, sendo que 82% são das linhas de transmissão, 40% são de distribuição e 28% de geração que são das 112 das usinas hidrelétricas. Para combater esse abuso que lesa o bolso do consumidor, a FIESP Federação da Indústria do Estado de São Paulo em parceria com o CIESP - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, está realizando a campanha “Energia a preço justo”, para a qual as entidades estão recolhendo assinaturas com objetivo de que se cumpra a Lei para não permitir a prorrogação das concessões. A adesão pode ser feita pelo site www. energiaaprecojusto.com.br Para efeitos de cálculo, o valor na comercialização de energia pelas concessionárias é de R$ 90,98 por MWh. Porém, o custo de produção da eletricidade nas hidrelétricas é de apenas R$ 6,80/MWh. O aumento considerado na tarifa, deve-se à in-

“Na realidade, deveríamos pagar um valor menor para receber eletricidade na nossa casa ou na nossa empresa, pois 77% da energia produzida no País vêm de usinas hidrelétricas”

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clusão da chamada taxa de amortização de investimentos que corresponde a 75%, além da carga tributária. Tirando o custo de investimentos da construção das usinas, o valor cairia para R$ 20,69, ou seja, uma economia de 77% para o consumidor. Diante deste cenário, cabe a todos nós cidadãos brasileiros nos unirmos para tentar barrar uma possível prorrogação das concessões, exigindo o cumprimento da lei. Para que ao término dos contratos sejam feitos novos leilões, utilizando o critério de menor tarifa sem a perda da qualidade do serviço. Com isso, toda a sociedade sairá ganhando, pois segundo estimativa FIESP/CIESP é esperada uma economia de R$ 30 bi ao ano. Já nas tarifas das indústrias a redução seria de 22% a 27% e nas residências a diminuição nas contas chegaria até 24% em uma década, conforme Estudo da FGV Fundação Getulio Vargas /Abrace. Pesquisa de amostragem realizada pelo Depecom - Departamento de Competitividade

e Tecnologia da FIESP/CIESP comprova o peso do valor cobrado na conta dos cidadãos. Das mil pessoas entrevistadas, 74% delas consideraram o preço cobrado pelo fornecimento de energia muito alto. Já para 87%, das 368 empresas consultadas, o valor pago pelo uso da eletricidade é elevado. Até quando vamos continuar a pagar uma conta salgada das distribuidoras de energia, que até 2015 terão completado 56 anos de exploração, sendo que o limite legal é de 35 anos prorrogáveis por mais 20 anos? O que esperamos é que se cumpra a Lei, ao invés de aceitar o lobby das concessionárias que alegam motivos falsos como, “não há tempo hábil para realizar leilões” ou que “haverá perda de investimentos no setor” ou “a possibilidade de privatização”, entre outras desculpas para tentar mudar a legislação a seu favor. Lembre-se: energia tem que ser fornecida a preço justo. Entre no site www.energiaaprecojusto.com.br e assine a campanha. Só a união de todos acabará com mais esse “assalto” em nossas economias.

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EMPRESA PARCEIRA

RISOTOLÂNDIA:

EM PLENA EXPANSÃO DENTRO E FORA DO ESTADO

A Risotolândia realiza em média 350 mil atendimentos diários entre alimentação escolar, hospitalar, prisional e para grandes obras

A Risotolândia realiza em média 350 mil atendimentos diários, entre alimentação escolar, hospitalar, prisional e para grandes obras nas cidades paranaenses de Araucária, Curitiba, Paranaguá, Piraquara e São José dos Pinhais, e em Blumenau, Criciúma, Tubarão, Lages, Laguna e outros municípios da região Sul e Central de Santa Catarina. Atualmente conta com 3,6 mil colaboradores e suas instalações físicas têm quase 10 mil metros quadrados. Entre os diferenciais da empresa em termos de produtos,

Viveiro do projeto Gralha Azul 40

atuação e sustentabilidade destacam-se a certificação pela ISO 9001/2008 e pelo HACCPP, além de premiações pelos seus programas de responsabilidade social e um corpo técnico presente e preocupado com a segurança alimentar. Ao longo da história, uma das principais conquistas da empresa foi a expansão na alimentação escolar para outros Estados. Em relação aos investimentos realizados nos últimos anos vale destacar a infraestrutura de apoio - cerca de 3% do faturamento anual é dedicado para essa área, e 1% para o investimento em capacitação de pessoas. Nos últimos três anos a empresa teve um investimento maior em infraestrutura em função do acréscimo de mercado, principalmente pelo início de serviços de fornecimento de alimentação escolar para Santa Catarina e pelas obras da REPAR, em função do PAC, em que os investimentos chegaram entre R$ 7 a 8 milhões ao ano. A expansão faz parte do planejamento da Risotolândia. Trata-se da ampliação da participação no mercado de alimentação escolar, tanto no Estado do Paraná como em Municípios de Santa Catarina. E ainda no segmento de refeições semitransportadas nas grandes obras advindas do PAC. A empresa também investe em programas de responsabilidade social, como Liberdade Construída, Importância da Vida, Gralha Azul, Comunicação Alternativa para inclusão social, Higiene e Manipulação de Alimentos para a comunidade.


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INOVAÇÃO

É POSSÍVEL AVALIAR O CAPITAL INTELECTUAL? Especialistas afirmam que existem ferramentas capazes de avaliar o capital intelectual das organizações conforme os objetivos estratégicos

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Medir, comparar, analisar as projeções e contabilizar o montante alcançado tornaram-se atividades corriqueiras para as corporações. As organizações preocupam-se em verificar como está a sua posição no mercado em relação às várias atividades, sejam elas mercadológicas, econômicas ou institucionais. Mensura-se o que a empresa vendeu, quanto ela investiu, quanto lucrou, seus projetos de responsabilidade social, gastos com publicidade e vários outros índices. Mas como lidar com os intangíveis? Dentro da importância que os recursos humanos, colaboradores ou funcionários têm atualmente para o desempenho das organizações, despontam as atividades de avaliação da melhoria dos processos que lidam com ativos intangíveis, entre eles, o conhecimento, como explica Fernando Goldman,engenheiro e pesquisador do Conhecimento Organizacional. “A correta conceituação da Gestão do Conhecimento (GC) vem se tornando cada vez mais importante para as empresas, mas para que seja entendida de forma correta é preciso que cada organização entenda o nível de aplicação em GC vivenciado e o que isso representa para o seu negócio. Existem no mercado ferramentas capazes de avaliar a melhoria dos processos, classificando-os em níveis”, revela. Goldman explica que um maior nível indica um processo de GC mais estruturado. “Tudo isso com foco nas pessoas e nos processos realizados”, complementa o pesquisador.

Especialistas - Sonia Wada, diretora presidente da SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, considera, ao mesmo tempo, que é fundamental para a organização ter ferramentas que possibilitem a avaliação do capital intelectual. Esses instrumentos dão mais segurança para a Gestão Estratégica do Conhecimento, porém, esses conhecimentos precisam ser capturados e transformados em ações e disseminados. “É a aplicação lógica e estratégica da informação, em curto espaço de tempo. Não adianta apenas mensurar e vislumbrar o cenário em sua amplitude. Posteriormente a essa avaliação, é preciso que todo esse capital intelectual seja utilizado, de alguma forma produtiva, na organização. Seja ela pública ou privada”, aconselha. Fernando Goldman ainda compara a avaliação da melhoria dos processos de lidar com intangíveis com a evolução de uma escola de samba no Grupo Especial. “Uma escola para conseguir chegar ao topo, passará por vários níveis. Começará no grupo de acesso, quando seus processos são menos estruturados, e irá subindo de qualificação. Na ava-

Entrevista com Sonia Gurgel Consultora da RH Soul e presidente da ABRH-PR Qual a sua análise em relação ao papel do RH atualmente? Vejo que o RH deve ser um processo essencial para a organização alavancar resultados utilizando o SER HUMANO como DIFERENCIAL ESTRATÉGICO. As empresas de um modo geral têm investido no capital humano? Entendo que tem havido uma maior preocupação com o tema - estamos num período de muitas transições e o tema Gestão de Pessoas já começou a fazer parte da agenda da maioria dos executivos e empresários. É um avanço, porém temos um longo caminho a percorrer - é uma grande mudança na cultura empresarial que está evoluindo com alguma rapidez. Quais os segmentos que se destacam nesse investimento? Em todo o processo histórico, as grandes mudanças se iniciam pelas grandes empresas multinacionais, depois permeiam as grandes empresas nacionais e em seguida as médias e pequenas empresas nacionais e internacionais que atuam no País. A indústria pode ser classificada em que nível? Alguns segmentos industriais e/ou de serviços normalmente são os precursores: indústria au-

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INOVAÇÃO

tomotiva, indústria de tecnologia de ponta e alguns serviços associados, além de algumas áreas do segmento financeiro. Uma das principais orientações dadas é investir na retenção de talentos? Como fazer isso? Sim, retenção de talentos é o tema do momento. Não é fácil implantar um programa de retenção, pois em primeiro lugar precisa-se definir critérios e identificar claramente quem são os talentos, em segundo lugar, precisamos “escutá-los” e entender o que é importante para essas pessoas e aí sim, desenvolver alternativas de retenção. Também é preciso ter em mente que tal programa tem que ser constantemente avaliado em todos seus aspectos de modo a mantê-lo atualizado x necessidades da organização e das pessoas. Em relação às profissões, quais as que estão em alta e quais as portadoras de futuro? As profissões ligadas à tecnologia (nanotecnologia/ web/comunicação), engenharias, biologia - meio ambiente/sustentabilidade, óleo e gás, entre outras. Há dificuldades para contratar em relação à formação do profissional? Sim, está havendo uma grande carência de profissionais qualificados nas mais diversas áreas. Quais são essas dificuldades? Problemas no nosso sistema de educação e falta de incentivo às carreiras de técnicos e tecnólogos. Em quais áreas existem mais dificuldades? Áreas técnicas: elétrica, mecânica, informática e demais ciências: biologia - óleo e gás - nanotecnologia, etc. A qualificação profissional tem sido colocada por muitas empresas como um dos principais gargalos. Com que tipo de profissional se observa essa problemática? Engenharias diversas.

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liação da melhoria dos processos de lidar com intangíveis, os níveis funcionam da mesma forma: são graduais e permitem que toda a corporação tenha uma evolução. Saia de uma posição que estava em GC e assuma outra totalmente diferenciada, mas isso é com muito trabalho. De avaliação e de direcionamento. A empresa pode avaliar a melhoria de seus processos de GC periodicamente, desde que tenha clareza sobre o real significado da Gestão do Conhecimento”. A mensuração da melhoria dos processos para lidar com ativos intangíveis será abordada durante o KM Brasil 2012, no painel “Modelos de Maturidade em GC”, moderado por Paulo Fresneda, coordenador geral e de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). O painel ainda trará palestras de Fernando Goldman; Marcelo Yamada, coordenador de projetos na unidade de sistemas da Promon e por Fábio Ferreira Batista, técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Desenvolvimento Institucional (Dides) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

SERVIÇO KM Brasil 2012 - 11º Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento Realização: Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC) Data: de 22 a 24 de agosto de 2012 Local: Bourbon Convention Ibirapuera - Avenida Ibirapuera, 2927 - São Paulo


EMPRESAS PARCEIRAS

NOVOZYMES:

REPENSANDO O AMANHÃ Instalada na Cidade Industrial de Araucária, Paraná, a Novozymes, multinacional de origem dinamarquesa, iniciou suas atividades no Brasil em 1975 como Novo Industri do Brasil Representações e Serviços Ltda., com escritório em São Paulo. Dois anos depois, passou a denominar-se Novo Industri do Brasil Indústria e Comércio Ltda. Em 1988 o escritório deixava São Paulo, para instalar-se em Curitiba, no Estado do Paraná. No ano seguinte, em 1989, inaugurou a sua unidade industrial em Araucária,na região metropolitana de Curitiba, dando inicio à produção industrial de enzimas e processos enzimáticos. No mesmo ano, ocorreu a fusão entre a Novo Industri A/S e a Nordisk Gentofte A/S da Dinamarca, alterando a sua razão social para Novo Nordisk Bioindustrial do Brasil Ltda. A partir de 2000 recebeu o nome que mantém até hoje, Novozymes Latin America Ltda. A Novozymes é líder mundial no segmento de enzimas industriais e bioinovação, detendo mais de 47% do mercado global. A empresa tem em seu portfólio mais de 700 produtos, comercializados em 130 países e usados por diversas indústrias como a de bebidas, alimentícia, de panificação, de detergentes, têxtil, de biocombustíveis, entre outras. Com atuação destacada na produção de enzimas industriais, em 2011 a Novozymes inaugurou seu oitavo Centro de Pesquisa & Desenvolvimento, o primeiro no Brasil, voltado para o desenvolvimento de novas enzimas para o setor de bioenergia, em franca

expansão. O prédio também abriga o departamento de Soluções aos Clientes, que deve consolidar pesquisas e aplicações em áreas como panificação, agricultura e limpeza doméstica. Em 2012, a caminho da plena escala comercial dos biocombustíveis avançados e de um cenário mundial com combustíveis limpos e mais acessíveis para os nossos carros, ônibus e caminhões, a Novozymes lançou sua mais recente inovação ao mercado latino-americano: a Cellic® CTec3. Essa enzima permite uma relação eficiente de custo-benefício na conversão de biomassas em etanol celulósico. Além disso, a Novozymes tem o compromisso de preparar o caminho com seus clientes para um futuro melhor. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a Novozymes participou ativamente das discussões de políticas públicas e de soluções para as próximas décadas que promovam a economia verde em uma sociedade biobaseada, privilegiando alternativas renováveis ao uso de produtos químicos com origem fóssil. Já o engajamento da Novozymes pode ser visto na sua atuação em importantes fóruns da sociedade civil brasileira e internacional. Localmente a Novozymes desenvolve importantes iniciativas de relacionamento com a comunidade, por meio de ações como o “Programa Biotecnologia para a Sustentabilidade vai à Escola” em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Araucária e com o SESI Paraná e, com o apoio ao Instituto Pricesa Benedikte, entidade que atua na área da infância e adolescência promovendo a garantia dos direitos de crianças e jovens vítimas de violência doméstica ou em situação de risco. 45


EMPRESA PARCEIRA

UNINTER:

CENTRO UNIVERSITÁRIO NA CIC O Grupo UNINTER nasceu de um sonho, com a missão de dedicar-se sem limites na oferta do ensino superior com qualidade e levando soluções inovadoras em educação para todos os cantos do país. Há mais de 16 anos no mercado e sediado em Curitiba (PR), oferece diversos produtos e serviços, grande parte deles com foco no segmento educacional. São cursos superiores de graduação e pós-graduação, extensão, profissionalizantes, idiomas, na modalidade presencial e a distância, produção de material didático para a Educação Básica (sistema educacional) e para o Ensino Superior (livros), entre outros. Com esta diversidade de atividades que oferece, o Grupo UNINTER atende mais de 120 mil alunos distribuídos por todos os estados brasileiros, tendo conquistado credibilidade diante do Ministério da Educação (MEC) e em todo o território nacional. A dedicação da equipe de professores, colaboradores e alunos trouxe ao Grupo UNINTER no decorrer destes anos inúmeros prêmios de reconhecimento, sendo o mais recente deles o Top Educação. O Polo de Apoio Presencial (PAP) do Centro Universitário UNINTER na Cidade Industrial faz parte de um total de 425 polos distribuídos por todo o país. Sustentando a política de atendimento com qualidade que o Grupo UNINTER preza em todas as suas operações, este polo traz como parte do portfólio de soluções inovadoras em educação os seguintes serviços:

estudar: no polo, pela internet via AVA e também em casa, por DVD;

1) Centro Universitário UNINTER: cursos de graduação e pós-

uma profissão e capacitar o indivíduo para exercer atividades específicas da indústria, adaptadas às exigências de um novo mercado.

graduação a distância, em que o aluno pode escolher como e onde

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2) Editora IBPEX: oferece soluções focadas em conteúdo de qualidade, colocando à disposição do público mais de 500 títulos e democratizando o acesso ao conhecimento;

3) UNINTER Empresas: Desenvolve projetos em educação corporativa voltados para organizações de diversos segmentos, preparando o colaborador para os desafios da realidade empresarial;

4) EJA UNINTER: ensino médio a distância para jovens e adultos que desejam concluir o 2º grau distância e continuar os estudos no ensino superior;

5) UNINTER Formação Tecnológica: despertar o interesse por


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Revista AECIC Negócios