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Editorial

ducar

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Informativo do Kumon Instituto de Educação destinado aos educadores e formadores de opinião.

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edição 03 | agosto de 2010

O cérebro e seus mistérios

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esmo com os avanços da medicina, o cérebro ainda é considerado um mistério para os pesquisadores e estudiosos, pois trata-se do órgão mais complexo do corpo humano. As atividades dessa máquina perfeita, que comanda todas as funções vitais do corpo humano, são intrigantes e atraentes. Os especialistas afirmam que um dos segredos para manter o cérebro sempre funcionando bem é exercitá-lo, assim como acontece com os demais órgãos do corpo. Pessoas que estimulam a mente por meio de atividades específicas como cálculos, leitura, música e determinados jogos, tendem a manter um bom funcionamento de seu cérebro por mais tempo. Estudar, buscar novas atividades e desafiar-se ajudam a manter o equilíbrio mental, pois esses exercícios ativam o estado de alerta do cérebro e geram bem-estar. O nosso cérebro é uma máquina de aprender. Por isso, o aprendizado contínuo e permanente é uma das estratégias mais eficientes para mantê-lo ativo. Isso faz com que nossa memória funcione melhor, não importando a idade. O Dr. Ryuta Kawashima, um dos mais renomados neurologistas do mundo e Professor-Doutor da Universidade de Tohoku (Japão), constatou por meio de suas pesquisas que assim como exercitamos o corpo, precisamos estimular e exercitar o cérebro com regularidade. Esse é o segredo de permanecer com uma “mente jovem”. “Depois de vinte anos de pesquisa, acredito que encontrei a resposta. O melhor caminho para estimular o cérebro é realizar cálculos matemáticos simples e ler livros em voz alta. Descobri que essas duas atividades podem até mesmo ajudar as pessoas a manter a clareza mental e adiar os efeitos mentais do envelhecimento”, diz. Vocês devem estar curiosos para saber mais sobre este assunto, não é mesmo? Então, acompanhem as matérias que preparamos para esta edição. Apresentamos uma entrevista com o professor Pierluigi Piazzi, que fala sobre inteligência, hábito de estudar e mostra como melhor utilizar todo o potencial de nosso cérebro. Também temos artigos especiais sobre cálculo mental, aprendizado de idiomas, como manter a mente sempre ativa e muito mais! Boa leitura! Cleiton Bessa Lopes Departamento de Comunicação Kumon Instituto de Educação

ENTREVISTA Ficar mais inteligente é possível! Só é preciso treino e disciplina nos estudos.

4 COMPORTAMENTO O segredo para colecionar muitos xeques-mate na vida.

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INGLÊS MATEMÁTICA Aprender um O que é e qual segundo idia importância oma na idade pré-escolar só do cálculo traz benefícios mental? para a criança.

7 Desafios e brincadeiras para treinar o cérebro e ficar mais inteligente!


Entrevista

ENTREVISTA Inteligência se aprende Aprender a estudar é o grande trunfo para o sucesso escolar

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ntender, aprender e fixar. Este é o caminho diário percorrido para que o estudante adquira conhecimentos, armazene as informações em seu cérebro e, consequentemente, fique mais inteligente. Mais inteligente? Isso mesmo! De acordo com o professor Pierluigi Piazzi, inteligência se aprende e o segredo é estudar pouco, mas todos os dias. Confira a entrevista.

Educar - Como funciona o ciclo de aprendizagem? Pierluigi - O nosso cérebro processa todas as informações que recebe em 24 horas, de sono a sono. Portanto, para aprender efetivamente é importante que durante este período seja seguido um ciclo, que consiste em entender, aprender e fixar os conteúdos. Este processo está dividido da seguinte forma: na escola, ao assistir a aula, o aluno entende o que é passado pelo professor, em casa, no estudo solitário, ele aprende fazendo os exercícios e relendo a matéria e, no momento do sono – que precisa ser de boa qualidade – fixa o que foi aprendido. É muito importante ressaltar que é preciso estudar o conteúdo passado pelo professor ainda no mesmo dia. E isso vale também para quem estuda no período noturno. Talvez seja preciso dormir meia hora mais tarde, mas estudar em casa e fazer os exercícios é fundamental para que ocorra esta fixação. Dormiu sem estudar, perdeu todo o conteúdo do dia!

E- O hábito de estudar faz o aluno ficar “mais inteligente”? P – Sim. É preciso convencer pais e professores de que inteligência se aprende. Um córtex humano equivale aproximadamente a 15 mil computadores de última geração e a quantidade de informações que ele pode armazenar é infinita. Portanto, não há limites quando o assunto é aprender. É preconceito achar que o nível de inteligência é inato e imutável, não há nenhum estudo sério que

é aproveitado pelo desenvolvimento do cérebro é descartado. O cérebro é uma sequência de janelas de oportunidades, quando elas não recebem o estímulo adequado, se fecham. E – Como a escola pode avaliar melhor o aprendizado dos alunos? P - A melhor alternativa é acabar com o calendário de provas. O calendário e não as provas. As provas podem acontecer a qualquer momento, pois o aluno preparado não precisa estudar para ela. Desta forma, ele precisará estar sempre preparado, ou seja, terá que estudar diariamente. Para valorizar o aprendizado é necessário que o estudante perceba algum valor emocional em seus resultados. O Kumon, por exemplo, trabalha muito bem a motivação do aluno, pois não é o orientador do curso que o avalia. O aluno faz os exercícios, aprende com o material do Kumon, mas o resultado vem nas provas da escola. Assim, o estudante passa a valorizar o que aprendeu no Kumon a partir de seus resultados acadêmicos.

“Um córtex humano equivale aproximadamente a 15 mil computadores de última geração...”

E – De que forma os professores podem estimular os alunos? P – Criando estímulos concretos e mostrando de que forma o conteúdo transmitido se enquadra na realidade dos alunos. Contar histórias, por exemplo, amplia a capacidade

Informativo EDUCAR nº 03 (agosto de 2010) | Kumon Instituto de Educação Jornalista responsável: Djenifer Berardi (MTB: 6257/PR) Texto e revisão: Cleiton Bessa, Djenifer Berardi e Rigeria Salado Design, diagramação e ilustração: Elaine Bonilha Envie sugestões e comentários para: kumon@kumon.com.br | Tel.: (11) 3059 - 3700 Para obter o contato do Kumon de outras localidades, acesse o site: www.kumon.com.br

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Expediente

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E – Estudando um dia antes da prova o aluno aprende algo? P - O grande erro do aluno é “estudar” antes da prova. Esta atitude vai mascarar as dificuldades que possivelmente poderão surgir. O “estudante”, aquele que estuda um pouco todos os dias, não precisa estudar para a prova. É diferente do “aluno”, que decora os conteúdos um dia antes ou até no mesmo dia da prova. O Brasil tem milhares de alunos e poucos estudantes. Os alunos não estudam para aprender. Estudam para tirar nota, para passar de ano.

comprove isso. Quando se fala em respeitar o limite do aluno, impondo conteúdos fixos, de acordo com a idade, está se impondo este limite neste exato momento. Para a inteligência e o aprendizado não existem limites, é preciso respeitar a individualidade de cada criança, mas todas elas possuem esse potencial infinito para aprender. Exemplificando: uma criança recém-nascida tem 50 trilhões de ligações de sinapses, um adulto tem 100 trilhões. Mas esse aumento não é gradual. Curiosamente durante os primeiros anos da criança, quando ela está recebendo os primeiros estímulos, essas sinapses saltam para 1.000 trilhões. Com o tempo, o que não


de imaginar. Da mesma forma que coloca a criança em frente à TV abstrai dela completamente essa capacidade, pois a imagem já vem pronta. Lembro-me de uma frase de Santo Agostinho que diz: “nada entra no intelecto sem que tenha passado pelos sentidos”. Ou seja, só se aprende quando esse estímulo é positivo, quando ele ativa os sentidos humanos. E – E como ser um professor eficiente? P – Primeiramente, é necessário entender como funciona o cérebro humano, como as informações são processadas e de que forma se aprende. A sociedade precisa compreender que o professor não tem o papel de educar as crianças, quem educa são os pais. Portanto, é preciso que os pais assumam esta responsabilidade e não “terceirizem” a educação de seus filhos. Desta forma, o professor poderá exercer a sua real responsabilidade de orientar os alunos. Hoje, há uma inversão de valores, a palavra do aluno está valendo mais do que a do professor, que se sente intimidado e não consegue mais controlar o grupo em sala da aula. É preciso resgatar o respeito. Além disso,

são impostas ao professor várias metodologias impróprias, ele fica preso a isso e perde o foco do aluno. E - Como alcançar bons resultados com os alunos? P – Obtendo a cumplicidade das famílias, com a maior participação dos pais na escola. Só desta forma pode-se mudar o comportamento dos alunos, resgatar o respeito ao professor e transformar “alunos” em “estudantes”. Outro papel importantíssimo é exercido pelo professor. É necessário que ele nunca dê uma aula sem passar uma tarefa para casa. E- Quais ações podem contribuir para a formação dos “estudantes”? P - Uma atitude simples e que dá resultados é reduzir o número de aulas e aumentar a quantidade de tempo do estudo solitário. Há exemplos de escolas que eliminaram a última aula, possibilitando ao aluno utilizar este tempo para o estudo dos conteúdos e a execução das tarefas. Assim cumprem-se os dois objetivos fundamentais da escola: tornar o aluno cada vez mais inteligente e

transformá-lo em um autodidata. E – Como a escola e o Kumon poderiam ser parceiros neste processo? P – Os objetivos da escola e do Kumon em relação aos seus alunos é o mesmo, o ideal é que trabalhem juntos. Os bons resultados do aluno, tanto em postura quanto em conhecimentos, adquiridos no Kumon irão se refletir na escola. A proposta do Kumon em relação a criar o hábito de estudo diário, disciplina e assimilação completa dos conteúdos só irá enriquecer o ambiente escolar onde este aluno está inserido.

Pierluigi Piazzi Leciona Física em cursinhos há mais de 40 anos, cursou Química (ETOC) e Física (USP). Em sua trajetória profissional aprendeu que era possível ensinar inteligência! Contrariando o mito vigente (até hoje!) de que inteligente “se nasce”, se tornando renomado palestrante nesta área. Apresentou diversos programas de TV e rádio e, atualmente, participa do Plug 700 da emissora Eldorado AM. Como colunista e articulista, escreve para os jornais O Estado de São Paulo, Diário do Grande ABC (seção Eureka), Revistas Limite e Discutindo Ciência. Além disso, publicou diversos livros na área de informática e educação.

Botando o cérebro para trabalhar

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Atitudes básicas para ficar, cada vez mais, inteligente.....

Evitar coisas que limitem a inteligência como TV, computador, drogas, vídeo game;

Ler muito, e por prazer;

1 3 Acreditar que é possível;

ESTUDO

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MODO DE USA R TOMAR DOSE UMA TODO S OS DIA S.

Estudar pouco, mas todos os dias – fazer do estudo um remédio;

Fazer ginástica mental. Manter o cérebro sempre alerta, com palavras cruzadas, sudoku, jogos de lógica, quebra-cabeças, etc.

Manuais de instruções do cérebro Aprendendo inteligência , Ensinando Inteligência e Estimulando inteligência. Em seus livros, o professor Pier Luigi faz uma abordagem sobre as mais recentes descobertas da neuropedagogia, permitindo uma melhor compreensão dos mecanismos neurais que determinam a aprendizagem. Durante muito tempo, acreditou-se que a inteligência fosse uma característica inata. O fator genético era considerado bem mais influente do que o fator ambiental. Porém, devido aos avanços da neurociência, ficou demonstrado que inteligência, talento e vocação são características que podem ser adquiridas com facilidade e um pouco de esforço. Seus livros são dedicados a alunos, pais e professores que pretendem saber como se tornar uma pessoa mais inteligente. Saiba mais: www.neuropedagogia.org

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Comportamento

COMPORTAMENTO Como ganhar o jogo da vida? Com o apoio dos pais, incentivos na dose certa, muita garra e determinação, Thiago mostra qual é o segredo para se colecionar xeques-mates no jogo da vida.

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ar um, dois, três ou mais passos para frente. Parar. Analisar outra opção de caminho. Escolher ir pela direita. Andar três passos e enfrentar o inevitável obstáculo. Passar. Decidir voltar um passo e atacar pela esquerda. Esperar a oportunidade certa e fazer uma nova escolha. Nem direita, nem esquerda. O caminho desta vez é pela diagonal. Exatamente como num tabuleiro de xadrez. É assim que o pequeno Thiago Dobuchak vai trilhando seu caminho de sucesso nos estudos e na vida. Com uma visão estratégica bastante aguçada pelos anos de xadrez e Kumon, este catarinense de 10 anos soma vitórias e acumula muito aprendizado, além de oportunidades únicas para alguém da sua idade. “No Brasil, ele já participou de torneios em diversos estados. No exterior, teve a oportunidade de participar do Campeonato Panamericano de xadrez em Córdoba, Argentina, em 2008, e do Campeonato Mundial em Antália, na Turquia, em 2009. Nesses dois eventos pode jogar com os melhores enxadristas do mundo em sua categoria”, conta

orgulhosa Janice Dobuchak, sua mãe. Motivo de alegria para todos, o que pouca gente sabe é que estes resultados são frutos de anos de interesse, trabalho, dedicação e incentivo de toda a família, já que Thiago começou as duas atividades aos 5 anos. “Na escola, o desempenho dele sempre foi acima da média devido à prática do Kumon e a prática diária do xadrez, por meio dos treinos, contribuiu para o desenvolvimento de sua capacidade intelectual, raciocínio lógico e poder de concentração”, explica a mãe, que ainda completa: “Thiago é um menino muito ativo, comunicativo, que faz amizade com muita facilidade e está sempre disposto a novos desafios”. Ora portando-se como um cauteloso ‘bispo’ ou um impetuoso ‘peão’; assumindo a personalidade corajosa do ‘cavalo’, a ousadia da ‘rainha’, ou ainda sendo ponderado como a ‘torre’ e destemido como o ‘rei’, o fato é que o Thiago sabe muito bem equilibrar todas as suas atividades, sem deixar de brincar com os amigos, andar de bicicleta e jogar bola como todo menino. E destaca onde quer chegar: “O

No Dia da Matemática, Kumon é homenageado.

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o mês de maio, o Kumon recebeu uma homenagem em alusão ao Dia Nacional da Matemática, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Mais de 150 pessoas estiveram presentes no auditório Franco Montoro, onde o deputado estadual Bruno Covas, aluno concluinte de Matemática do Método, entregou a homenagem ao presidente do Kumon América do Sul, Naoya Kitagawa e à orientadora Tsay Jong. Em seu discurso, Bruno Covas falou sobre a importância da educação e da Matemática para o desenvolvimento pleno do ser humano. “(...) Este é o motivo pelo qual estamos aqui hoje: comemorar e homenagear pes-

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Colecionando vitórias Thiago tem 10 anos e é um dos melhores enxadristas de sua categoria no Brasil. Ele tem os seguintes títulos:

* Bi-campeão do circuito catarinense 2008

(sub 08), 2009 (sub 10); catarinense 2008 (sub 08), 2009(sub 10) e 2010 (sub 10); * Campeão Brasileiro Escolar 2008 2ª série; * Campeão sul brasileiro escolar 2009 3ª série; * Vice-campeão brasileiro 2010 (sub 10).

* Tri-campeão

xadrez e o Kumon vão me ajudar a sempre fazer as escolhas certas para a minha vida, pois os dois me ensinam a pensar, raciocinar e analisar as situações. Quero ser um grande jogador de xadrez - o número um do mundo - ou professor de xadrez ou Matemática”, diz confiante preparando-se para dar muitos xeques-mates no jogo da vida.

Notícia

soas que tanto fazem pela educação. Especialmente à educação matemática, a qual recebeu um dia em especial para ser lembrada em todo o país, e ao Kumon Instituto de Educação, o qual vem contribuindo para a sociedade mundial há mais de 50 anos e está presente no Brasil há mais de 30 anos”. O presidente do Kumon acrescentou que “o sonho de todo verdadeiro educador não é somente ensinar conteúdos e sim preparar pessoas para o futuro. Para que estas pessoas se sintam realizadas em desenvolver ao máximo suas capacidades (...) , e pensem de forma global, construindo um mundo de paz onde todas as sociedades convivem e trabalhem por um bem comum”.


Matemática

MATEMÁTICA

O que é cálculo mental? Prepare um cronômetro ou relógio antes de seguir lendo este texto. Um, dois, três... Já!

“Observemos as dez operações abaixo: 5+6= 7+2= 4+9= 3+8= 2+7= 6+8= 1+9= 8+7= 9+4= 7+5=

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ireto, não é? Há pessoas que se incomodam com afirmações tão diretas quanto esta, mas o professor Toru Kumon, criador do método Kumon, ainda completa: “É irracional dizer que vale mais o raciocínio do que a capacidade de resolver cálculos tão simples”. Cálculo mental é um tema muito importante para a matemática como um todo, e também muito discutido em qualquer parte do planeta. No caso do Brasil, tomando como base os Parâmetros Curriculares Nacionais, que são documentos oficiais que definem o estudo de todas as disciplinas das escolas públicas e privadas, encontra-se:

Quem não conseguir resolvê-las em um minuto deixará de gostar de Matemática”.

“Grande parte do cálculo realizado fora da escola é feito a partir de procedimentos mentais. A habilidade esperada no Ensino Fundamental é que o aluno saiba calcular com agilidade, utilizando-se de estratégias pessoais e convencionais, e saiba verificar resultados. A calculadora não substitui o cálculo mental e escrito, já que eles estarão presentes em muitas outras situações. Os procedimentos de cálculo mental constituem a base do cálculo aritmético que se usa no cotidiano.”

mento torna-se uma segunda natureza e se funde ao hábito.” Ele considera que o conhecimento é um recurso, e diz: “Se os recursos estão presentes, mas não são mobilizados em tempo útil e conscientemente, então, na prática, é como se eles não existissem”.

O sociólogo suíço Philippe Perrenoud traz uma mensagem que, em sua essência, é bem parecida com a de Toru Kumon: “Competência e ‘saber-fazer’ parecem ser intercambiáveis. Com treinamento intensivo, o conheci-

Ambos os pensamentos nos levam ao mesmo caminho de entendimento: o cálculo mental é a base para o aprendizado efetivo da Matemática. Assim, pode-se entender que quando o aluno executa muitos exercícios de

Ponto final. Assinado: Toru Kumon.

cálculos, tanto aritméticos quanto algébricos é propositalmente estimulado a obter uma maior aprendizagem no menor tempo. Portanto, quanto mais praticar e mais exercícios fizer seu cérebro vai ficar mais rápido e você conseguirá executar, desde as contas mais simples até as mais complexas mentalmente. Exercite seu cérebro. Isso fará toda a diferença!

Adriana Pinheiro Tomaz. Responsável pelo Setor de Orientação do método Kumon.

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Inglês

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INGLÊS The car is blue.

You are welcome!

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Goo

ing!

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o!

Hell

Falando como gente grande O aprendizado de um segundo idioma garante diversos benefícios para as crianças, além de ser um divertido passatempo

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m geral, uma criança fala as primeiras palavras com um ano de idade. Aos dois anos, ela consegue formar frases em sequência e, um ano depois, pode manter uma conversação e seu vocabulário pode alcançar cerca de 900 palavras. É neste momento que se inicia o período ideal para iniciar o aprendizado de um segundo idioma, já que a formação de sinapses é maior nos primeiros anos de vida e a assimilação da língua se dará de forma natural. Quem vê Serena Mastroyannis, de apenas três anos, falando inglês fica impressionado com sua pronúncia perfeita, idêntica a de um nativo no idioma. Ela estuda inglês no Kumon há um ano e meio e vem se desenvolvendo muito bem. Alice Ishioka, orientadora da unidade, trabalha há algum tempo o segundo idioma com pré-escolares e diz que já durante as primeiras aulas estes alunos demonstram os primeiros resultados. “No caso de Serena, a internalização dos vocabulários, o interesse pelo material e a evolução foram surpreendentes”, complementa. De acordo com os pesquisadores Claude Chevrie-Muller e Juan Narbona, a aprendizagem de uma segunda língua torna-se mais apta até os seis anos de idade, período pré-escolar, no qual o mecanismo de aquisição da linguagem encontra-se plenamente atuante na criança. É neste período que os fundamentos neurobiológicos do desenvolvimento da linguagem estão em formação, facilitando a aprendizagem de duas línguas simultaneamente.

Foi por este motivo que os pais de Pedro e Isabelle Cheikh, gêmeos de três anos, matricularam os filhos no curso de Inglês do Kumon. Agora eles dividem, além das semelhanças físicas, o interesse pelo idioma. A orientadora Alice conta que por não terem vícios de linguagem os pequeninos aprendem naturalmente, sem se preocupar com a estrutura das frases, se o adjetivo vem antes do substantivo ou se a frase está no present continuous, por exemplo. “Eles falam com desenvoltura, naturalmente e sem sotaque”, destaca. Alice acredita muito na eficácia de se estimular a criança o quanto antes para uma língua estrangeira e diz que felizmente muitas reportagens reforçam esta informação. “Tenho recebido vários pais cientes e interessados em aproveitar esta fase da vida de seus filhos”. Estes exemplos reforçam a tese de Chevrie-Muller e Juan Narbona de que há vantagens na aprendizagem de uma segunda língua na idade pré-escolar. “A criança bilíngue compartilha um grande número de traços com seu homólogo unilíngue. Ela também adquire progressivamente novas aptidões psicomotoras que lhe permitem administrar a organização espacial e temporal de seu ambiente, e resolver tarefas cognitivas cada vez mais complexas”. O mais importante é que a criança tenha uma experiência de aprendizagem gostosa e lúdica e que o aprendizado se torne uma referência positiva em sua vida.

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Dicas para aprender inglês – de verdade. A base do aprendizado é a prática constante. Tudo o que aprendemos ou vivenciamos, se não utilizado, é descartado pelo cérebro. Veja como o cérebro processa as novas informações:

Nova palavra aprendida

HELLO

Estudo (processamento da informação)

HELLO

Sono (armazenamento da informação)

Z

Z

Z

APRENDIZADO EFICAZ


Está na hora de brincar!!! Para qualquer criança a hora mais gostosa do dia é o momento das brincadeiras. Correr, pular, inventar histórias e jogos divertidos. Brincar é importante para o desenvolvimento emocional, pessoal e cognitivo. A brincadeira infantil é um importante mecanismo para auxiliar no processo de aprendizagem da criança e estimula a inteligência, desenvolvendo diversas habilidades que ajudam, e muito, no dia a dia e também na escola. Então, prontos para a brincadeira?

Esconder objetos e estimular as crianças a procurá-los, dando pistas sobre o esconderijo.

Pique esconde O grupo seleciona uma criança que deve esperar todos se esconderem. O objetivo é encontrar os colegas. Habilidades desenvolvidas: memória, observação de detalhes, criatividade e, contagem numérica.

Pular corda

Elástico

Habilidades desenvolvidas: lógica, memória associativa, conhecimentos gerais, memória visual, atenção, ordem, linguagem, noção de espaço e de medidas. Além de ser uma divertida atividade em grupo.

Duas pessoas seguram o elástico entre as pernas. O jogador deverá repetir uma sequência sem errar e sair do elástico sem ficar enroscado. Quanto mais alto chegar o elástico, mais longe vai a brincadeira. Habilidades: além de exercitar o corpo, estimula a coordenação motora e dá noções de equilíbrio. Desafia a criança, positivamente, a passar pelas fases pulando cada vez mais alto.

Duas pessoas batem a corda e outra pula. Durante a execução da brincadeira os batedores cantam canções e rimas. Ao final, o pulador deve sair da corda sem errar. Habilidades desenvolvidas: coordenação motora, rapidez e capacidade de tomada de decisões. Ao pular corda é preciso contar, o que estimula a capacidade numérica, e as canções são boas para a memória e a musicalidade.

Caça ao tesouro

Palavras Enigmáticas Um jogador é escolhido para se afastar do grupo. Os demais escolherão um dos companheiros ou um objeto que estiver à vista, e guardarão em segredo seu nome. Chamarão o jogador, que terá de fazer, aos companheiros, até vinte perguntas quaisquer, obtendo como respostas SIM ou NÃO. Se conseguir adivinhar o nome da pessoa ou do objeto a descobrir, escolherá seu substituto; caso contrário, ele mesmo voltará a adivinhar. Habilidades desenvolvidas: lógica, memória associativa, conhecimentos gerais, memória visual, atenção, ordem, linguagem e medidas.

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Jogo das 20 perguntas As crianças ficam sentadas à vontade, no chão ou em torno de uma mesa. Os jogadores dividem-se em dois grupos, cada qual sentado em torno de uma mesa. Cada grupo envia um participante ao orientador, que lhes murmura no ouvido uma palavra secreta. De volta à mesa, os dois jogadores traçam desenhos no papel, procurando explicar a palavra dada. Não podem falar, apenas acenar NÃO ou SIM com a cabeça diante dos palpites do grupo. Se a palavra for, por exemplo, “soldado”, pode-se desenhar um “sol” e um “dado”. Caso adivinhem a palavra, ele voltará ao orientador para receber uma nova. Vence o grupo que conseguir adivinhar o maior número de palavras dentro de um prazo definido. Habilidades desenvolvidas: memória associativa, memória visual, lógica, linguagem, criatividade, estética e vocabulário.

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! a c u C Racha 1

Para ficar mais inteligente é preciso.... exercitar o cérebro. E, nada melhor do que desafios e problemas de lógica para botar a cuca para funcionar.

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Qual número melhor substitui o ponto de interrogação?

*

16

?

1

9 36

25

4

*

a) 46 b) 45 c) 47 d) 49 e) 0

Resp.: d) 49

*

3

?

Um dos hexágonos tem uma característica que o torna diferente dos outros. Qual é o “diferente”?

Qual das figuras a seguir (A, B, C, D ou E) pode substituir o ponto de interrogação?

c

* Você precisa cozinhar um ovo por dois minutos exatos, mas tem somente uma ampulheta que marca 5 minutos e outra que marca 3 minutos. Como fazer?

c

*

4

a

b

Resp.: d

e

*

d

d

*

b

*

a

e Resp.: c

3

min.

5

min.

www.kumon.com.br

Resposta: Vire as duas ampulhetas simultaneamente. Quando a ampulheta de três minutos se esgotar, restarão dois minutos exatos na ampulheta de cinco minutos.

Informativo Educar  

Edição 3 Agosto de 2010

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