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CIÊNCIAS ARTIGO Darwin: 200 anos Assinala-se os 200 anos que 4 Darwin faria e as conquistas deste no mundo POR JOANA REIS

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CONCURSO Regresso às Galápagos Participaram no 10 concurso sobre Darwin promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian ALUNO JOÃO REIS E PROFESSORA SARA RODRIGUES

Com muita pena nossa, estamos na recta final do nosso projecto. Assim, lançamos mais uma edição da divulgart, a revista digital da Escola Secundária de Bocage. Com esta publicação, tal como com a última, damos oportunidade de divulgar e consultar trabalhos de alunos, informações sobre a escola ou sobre o ensino universitário, campanhas e eventos sociais/culturais, artigos de opinião, entrevistas a personalidades importantes, balanços de actividades realizadas, convites para actividades a realizar futuramente e tudo o mais que queiram apresentar à escola. E tudo isto foi feito pelos próprios alunos e professores da escola, pois ninguém conhece melhor ao trabalho e as actividades da escola do que vocês! Todos podem participar: qualquer aluno de qualquer ano ou curso, professores e funcionários, porque todos fazemos parte da escola. A nós, apenas cabe o aspecto gráfico e todas as formatações necessárias. Desde já agradecemos a todos aqueles que ajudaram na contribuição de elementos para a nossa revista e que se demonstraram interessados, ajudandonos a ter 200 e mais umas tantas (que felizmente aumenta de dia para dia) visitas à nossa primeira edição, o que para uma revista escolar, ultrapassa todas as expectativas. Com a ajuda de todos, esperamos ter conseguido demonstrar a dinâmica e a riqueza de ideias e saberes dos elementos da nossa escola.

TRABALHO Iridologia Parte do projecto de Medicinas Alternativas POR ANA ANTUNES, ANTÓNIO SALGUEIRO, 14

CATARINA GONÇALVES, DIOGO TEIXEIRA E MÁRIO GROSSO

TRABALHO Medicinas Alternativas Artigo final do Projecto 16 POR ANA ANTUNES, ANTÓNIO SALGUEIRO, CATARINA GONÇALVES, DIOGO TEIXEIRA E MÁRIO GROSSO

APRESENTAÇÃO SISTEMA CIRCULATÓRIO Walunos do 21 12º Ano, realizaram um modelo anatómico dos Sistemas Circulatório e Excretor a ver no L.C. POR ADRIANO CARVALHO TECNOLOGIA Tecnomedicina «Será que a tecnologia está a 24 avançar demasiado no ramo da Medicina?» POR JOANA MENDES, JOÃO JANUÁRIO, MIGUEL JÚLIO E RADU MARCAUTAN

EDUCAÇÃO TRABALHO Métodos Contraceptivos Informação útil 29 sobre maneiras de prevenção POR ANA ANTUNES, ANTÓNIO SALGUEIRO, CATARINA GONÇALVES E MÁRIO GROSSO

TRABALHO DST Porque saber não ocupa lugar POR ANDRÉ 34 ASSUNÇÃO, DANIEL VILAR, JOANA REIS, TIAGO BENTO E SUSANA SILVA

ACONTECIMENTO Campeonato Regional de Ténis 4 38 alunos da Escola Secundária de Bocage participam no evento, sendo um deles vencedor no escalão dos iniciados POR JOÃO REIS EVENTO Voluntariado Basta dar uma mãozinha! POR ANA 41 RAQUEL PORFÍRIO, TATIANA OLIVEIRA E TERESA BRITO

Os autores AUTORES: Filipe Lança, Joana Reis e Miguel Ângelo PROFESSOR: Joaquim Costa CAPA: Ana Maria Miranda


AMBIENTE CURIOSIDADES CAÇADORES DE MITOS Utilização de 42 lâmpadas fluorescentes desenvolvidos no âmbito de Área de Projecto

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POR DIOGO BERNARDO E MARTA PIMENTEL

DIVULGAÇÃO Reciclagem Graças a estes três alunos, já 44 podes ver mini-ecopontos espalhados na escola POR FILIPE ALBINO, JOÃO RIBEIRO E MARIA INÊS UVA

OPTIMIZAÇÃO Energia na Escola Participação dos alunos 46 num concurso que pode trazer uma excelente eficiência energética para a nossa escola POR DIOGO BERNARDO E MARTA PIMENTEL

SOCIEDADE ESPECTÁCULOS Jason Mraz We Sing. We Dance. We Steal 52 Things - Actuação do Californiano em Lisboa e no Porto POR MIGUEL ÂNGELO

ARTIGO Tamera Após visita de estudo ao Biótipo de Cura, uma 54 aluna elabora um comentário POR PATRÍCIA BARRANCOS VISITA CEVDI Alunos visitam Águas-de-moura para conhecer 59 mais sobre doenças infecciosas POR JOANA REIS

HISTÓRIA ACONTECIMENTO Maio de 68 Movimento revolucionário 63 que simbolizou a mudança em França e não só POR FILIPE LANÇA FACTO A Imprensa A história do papel que agora lemos e tanto 67 influência o mundo POR FILIPE LANÇA

ACIMA FOTOGRAFIAS DA EXPOSIÇÃO DO NÚMERO DOIS DA REVISTA DIVULGART. CONTOU COM A PRESENÇA DOS ALUNOS QUE PARTICIPARAM NA REVISTA E TAMBÉM DAQUELES QUE SE MOSTRARAM INTERESSADOS EM CONHECER UM POUCO MELHOR O QUE SE ENCONTRAVA NOS DOIS COMPUTADORES DISPONÍVEIS.


Há 150 anos, um homem ousou defender que os seres vivos não eram criação de Deus, mas sim fruto de uma longa evolução guiada pela selecção natural e sexual. Alterou, assim e para sempre, a nossa concepção sobre a vida na Terra. Em Fevereiro, Darwin faria 200 anos. artigo por: Joana Reis

Conhecido pela sua longa barba, que deixou crescer depois de um longo período de doença.


BIOGRAFIA

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A VIAGEM

harles Robert Darwin nasceu em A 27 de Dezembro de 1831, o HMS Beagle Shrewsbury, Inglaterra, a 12 de partiu do porto de Plymouth para uma viagem Fevereiro de 1809. Foi o quinto dos seis que iria durar quase cinco anos, a maior parte filhos do médico Robert Darwin e de Susannah, dos quais passados em Terra. Entretanto, que morreu quando Darwin tinha apenas 8 Darwin observou um grande número de anos. espécies (muitas das quais desconhecidas até à data) e coleccionou rochas, insectos, fósseis, Ao contrário do que seria de esperar, Darwin plantas e organismos marinhos. Explorou a nunca foi um aluno aplicado. Por imposição do floresta tropical brasileira, presenciou pai, com 16 anos, ingressou no curso de terramotos e tempestades, M e d i c i n a , n a indignou-se com a escravatura Universidade de no Brasil, impressionou-se com Edimburgo. Tinha, os índios da Patagónia e com a contudo, uma grande estranha fauna australiana. Ao aversão às cirurgias (na longo de toda a viagem, tirou época ainda sem anotações minuciosas do que a n e s t e s i a ) e , observava nos seus Cadernos desinteressando-se pelos de Transmutação, que vieram a estudos, acabou por ser muito úteis mais tarde para desistir do curso, depois a redacção das suas de ter presenciado uma obras.Durante a viagem, operação sem anestesia a Darwin leu o livro Princípios da uma criança. Geologia de Charles Lyell, que O pai matriculou-o, defendia que os acontecimentos então, no curso de geológicos são o resultado de Teologia, na Universidade processos lentos e graduais de Cambridge. Mais uma que, actuando durante grandes vez, Darwin não se períodos de tempo, provocam empenhou muito nos grandes alterações. Darwin estudos. Foi nesta altura terá, então, admitido que, se a que começou a coleccionar Terra está em mudanças escaravelhos. Em constante e graduais, os seres Cambridge, conheceu J o h n H e n s l o w, s e u Foi John Henslow que abriu vivos também podem sofrer alterações, inicialmente professor de Botânica, e as portas a Darwin para a imperceptíveis, mas que interessou-se pelas suas viagem no Beagle, que iria ganhariam significado com o ideias naturalistas. Terminou o curso sem revolucionar a sua vida... tempo.Em Setembro de 1835, Darwin chegou às ilhas distinção, mas conseguiu Galápagos, situadas próximo a oportunidade da sua da costa do Equador e cuja fauna e flora muito o vida: Henslow recomendou Darwin a impressionaram. Nestas ilhas, Darwin acompanhar Robert FitzRoy, capitão do navio constatou a existência de animais com inglês HMS Beagle, numa viagem à volta do características diferentes entre si, mas mundo, destinada a mapear a costa da América extraordinariamente semelhantes, o que fazia do Sul, mas que ficaria para a História por supor que tiveram uma origem comum. outros e mais revolucionários motivos…


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As tartarugas gigantes, que apresentam sete variedades diferentes, ocupando cada uma a sua ilha, e os tentilhões (conhecidos por “tentilhões de Darwin”), cerca de 14 espécies que diferem essencialmente no tamanho, cor e forma do bico, o que está associado à alimentação de cada um, foram os mais utilizados por Darwin para defender a sua teoria. A TEORIA Baseando-se nas observações que fez nas ilhas Galápagos, Darwin concluiu que as ilhas teriam sido povoadas por indivíduos idênticos, que terão evoluído no sentido de uma melhor adaptação ao meio, que difere de ilha para ilha, daí apresentarem diferentes características.

Esta é a teoria evolucionista, segunda a qual as espécies se alteram de forma lenta e progressiva ao longo do tempo e a partir de um ancestral comum, dando origem a diferentes espécies. Tal veio revolucionar por completo as ideias aceites até então, pois acreditava-se que Deus era o criador de todas as espécies e que estas permanecem imutáveis ao longo do tempo. Mas o que provoca a evolução das espécies? Esta é a grande questão a que Darwin respondeu. A resposta surgiu-lhe depois de ler o Ensaio sobre o Princípio da População de Thomas Malthus. Este autor estudou o crescimento das populações e concluiu que este é limitado por factores externos, como a falta de alimento, as doenças ou o habitat. Esta conclusão levou Darwin a considerar que,


na luta constante pela sobrevivência e uma vez que os seres vivos apresentam variações entre si, vencem os mais aptos, ou seja, aqueles que, por acaso, têm alguma vantagem sobre os outros. Além disso, uma vez que vivem mais tempo, os indivíduos mais aptos reproduzemse mais, transmitindo as suas características à descendência. A acumulação de pequenas variações leva, a longo prazo, ao aparecimento de novas espécies. Darwin tinha, então, descoberto o motor da evolução: a selecção natural, como lhe chamou. A PUBLICAÇÃO O Beagle regressa a Inglaterra a 2 de Outubro de 1836 e Darwin fixa-se definitivamente em Londres, na casa Down, com a família. Aqui, apercebe-se de que os ideais da Igreja estão bem estabelecidos e que, por isso, a sociedade ainda não está preparada para acolher as suas ideias. Decide, então, não divulgar a sua teoria por enquanto, dedicando-se á investigação e à recolha de novos dados que a apoiem. Durante este período, casa com Emma Wedgwood, sua prima, a 29 de Janeiro de 1839. Juntos, tiveram dez filhos, dos quais três não chegaram a atingir a idade adulta. Em Junho de 1858, recebe um ensaio de Alfred Russel Wallace com uma teoria extraordinariamente igual à sua. Ambos decidem

divulgar alguns textos seus na Linnean Society de Londres (principal sociedade científica de História Natural do Reino Unido) mas os seus trabalhos foram desvalorizados. A 24 de Novembro de 1854, Darwin publica, então, o livro Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural ou a Preservação das Raças Favorecidas na Luta pela Existência, conhecido por Origem das Espécies. O livro foi um êxito e a primeira edição esgotou logo no primeiro dia. Foi, mais tarde, traduzido para várias línguas e teve várias edições. Em 1866, Darwin publica ainda A Origem do Homem e a Selecção Sexual, que introduz o conceito de selecção sexual, explica a evolução da cultura humana, as diferenças entre sexos e entre raças. Porém, a sugestão da teoria evolucionista de Darwin acerca das origens do Homem, que Darwin não tinha incluído no primeiro livro intencionalmente, foi fortemente criticada. Darwin foi, por isso, ridicularizado por defender que «o Homem descende do macaco» (na verdade, o que Darwin defendia era que o Homem e o macaco tiveram um ancestral comum). Além disso, muitas pessoas criticavam a teoria darwinista porque eliminava a distinção entre o Homem e os animais. O corpo científico da Igreja da Inglaterra, incluindo os antigos professores de Darwin em Cambridge, Sedgwick e Henslow, teceu duras criticas à teoria, pois estas ideias não convinham à Igreja,que defende a concepção divina do Homem e


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outros seres vivos. Porém, Darwin tinha alguns defensores. Ficou famosa a resposta de Thomas Huxley que, questionado por Wilberforce, bispo de Oxford, se descendia dos macacos do lado do pai ou da mãe, respondeu: «Prefiro ter um macaco insignificante como avô a um homem que introduz o ridículo num debate científico sério». Ficou também famosa a caricatura publicada na revista Hornet, onde Darwin é retratado como um macaco. A Origem das Espécies foi considerado o mais controverso e discutido livro científico de todos os tempos e Darwin acabaria porque ganhar, em 1864, a medalha Copley da Royal Society. O último grande trabalho publicado por Darwin foi A Expressão das Emoções no Homem o nos Animais, onde descreve a evolução da psicologia humana e a sua continuidade com o comportamento animal. Darwin defendeu que, «apesar das suas qualidades nobres e capacidades sublimes, o Homem ainda traz na sua estrutura física a marca indelével da sua origem primitiva», pelo que é capaz de cometer os actos mais horríveis e destrutivos. Darwin faleceu em Downe, Inglaterra, a 19 de Abril de 1882. A pedido de William Spottiswoode, Presidente da Royal Society, teve direito a um funeral de estado e foi enterrado na abadia de Westminster, junto a Charles Lyell, William Herschel e Isaac Newton. Darwin é considerado o pai da Evolução Natural.

NEODARWINISMO Cento e cinquenta anos depois, apesar dos movimentos fixistas, a evolução é um facto científico. Como afirma Dobzhansky, «Nada em Biologia faz sentido sem ser à luz da evolução» (1973). No entanto, e porque também o conhecimento científico evolui, sabe-se hoje que a selecção natural não é o único motor da evolução, nem sequer é o principal. No século XX, a investigação e o estudo da Genética, após a descoberta do DNA, permitiu perspectivar a teoria de Darwin de outra forma, tendo as mutações sido consideradas a base da evolução. Segundo o Neodarwinismo, a evolução é provocada, para além da selecção natural, pelas mutações, que permitem a introdução de novos genes nas populações, e pela recombinação dos genes, através da reprodução sexuada.Assim, quanto maior for a diversidade genética de uma população, maior é a probabilidade de essa população sobreviver a mudanças no meio em que vive, porque há maior probabilidade de possuir um conjunto genético que seja favorecido por selecção natural. Os conjuntos genéticos que tornam seres vivos mais aptos tornam-se mais frequentes, enquanto os que os tornam menos aptos vão sendo progressivamente eliminados – é isto a evolução. Lembremos quem, há 150 anos, desafiou o mundo para a defender.

Queres saber mais sobre o Darwin? Visita … Que importância atribuis à teoria de Darwin para a Biologia moderna? Envia-nos a tua opinião para

revistadivulgart@gmail.com


O aluno João Reis e a professora Sara Rodrigues participaram no concurso sobre Darwin promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian. Para tal, o aluno escreveu uma carta a Darwin disponibilizando-se para o acompanhar numa hipotética segunda viagem às Galápagos e a professora escreveu um ensaio sobre o papel dos professores na actualidade. CARTA A CHARLES DARWIN Ex, Sr. Charles Darwin

Venho por este meio candidatar-me, como seu assistente, nesta 2ª viagem ao Arquipélago das Galápagos, de que tanto se fala. Dado o meu interesse pela evolução das espécies, participar nesta viagem seria um passo importante para o aumento dos meus conhecimentos científicos, já para não falar no imenso orgulho de, poder estar a seu lado e acompanhar o seu método de trabalho. Chamo-me Armindo da Silva Vaz, tenho 27 anos e sou português. Tirei a minha licenciatura em Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A minha vida como biólogo começou na Reserva Natural do Estuário do Sado (RNES), em Portugal, um sítio muito bonito, no qual existe uma enorme diversidade de espécies. É um local onde pude contactar com a Natureza, que sempre foi a minha grande paixão. Devo dizer que trabalho não me faltava, talvez por ser um “novato”, mas o prazer do contacto com a natureza foi sempre como uma garrafa de oxigénio, sempre cheia, permitindo-me respirar quando o trabalho me sufocava. Mais tarde fiz um mestrado em Biologia Molecular e na RNES, fiz sobretudo trabalho de investigação. Incorporei o Departamento de Evolução de Espécies da RNES, trabalhando como investigador de processos moleculares. Decifrei assim a evolução molecular das espécies Halobatrachus didaclylus (xarroco), Íris psedochorus (Lírio), Dillodus vulgaris

(sargo). Mais tarde, em 2007, fui eleito Director do mesmo departamento. A 29 de Março comecei a fazer investigações pela Faculdade de Ciências, em Lisboa, a mesma faculdade onde fiz a licenciatura e o mestrado. Viajei entretanto por alguns países, como Austrália, Espanha e Argentina, para fazer esse trabalho de investigação. Sei falar fluentemente Português, Inglês e Espanhol. Vivo em Setúbal, a minha Terra Natal. Não sou casado nem tenho filhos, mas faço contas de passar a ser muito em breve. Tal vossa excelência, pretendo ter um dia uma família numerosa. Desde criança que me interesso pela vida animal. Sempre quis ter um cão, mas a minha irmã é alérgica ao pêlo, e nunca pude ter um animal desses. Aos sete anos tive um papagaio-charão (Amazona Pretei), mas um dia, a minha mãe ao limpar a gaiola deixou-a cair e o papagaio fugiu. Andei uma semana à procura dele, mas nunca o encontrei. O que me move, não é só o facto de ir com o inigualável Charles Darwin, quero embarcar nesta viagem por muitas e variadas razões: adorava conhece-lo; admiro a sua coragem por não ter cedido às influências do seu pai, que queria que fosse médico; admiro a sua determinação, no confronto com a sociedade e com a Igreja, suportando todas as ofensas à sua pessoa e à sua família. Conseguiu assim provar e, sobretudo, esclarecer a origem não só das espécies em geral, mas da espécie humana em particular. A sociedade ficou, assim, menos ignorante. Devo-lhe dizer que estou em total


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desacordo com o criacionismo. Talvez por não acreditar em Deus, ou talvez por não haverem, na minha humilde opinião, argumentos suficientes que sustentem tal teoria. A teoria da evolução tem sim inúmeros argumentos e apoia-se em grande número de observações e na análise racional dos dados e na inteligência das suas interpretações, o porquê do pescoço cumprido da girafa o porquê da cauda no macaco, o porquê da evolução, eu considero tudo isto fundamental para apoiar uma teoria. Existem pormenores à vista de todos, mas que ninguém considerou, o caso da disponibilidade de alimento, da variabilidade dada pela fecundação, da introdução de novas espécies num habitat ou mesmo da alteração das condições ambientais desse mesmo habitat. Estes são os dados que só o senhor identificou e interpretou, formulando uma das maiores descobertas, de sempre, na história da ciência: A teoria da selecção natural. Com esta nova teoria, podemos formular muitas questões acerca do futuro da evolução. Aliás, aquilo que mais me preocupa é o futuro do Homo Sapiens Sapiens. Será que pela primeira vez na história da humanidade, pela primeira vez desde o nascimento do primeiro Australopiteco, a população humana vai diminuir? Apesar de não ser um naturalista nato como vossa excelência o é, penso e formulo tantas questões como qualquer pessoa curiosa e com alguns conhecimentos nesta matéria, e da análise destas questões, tento pensar e obter algumas respostas. Nesta questão, como também noutras que mais à frente vos irei colocar, a selecção natural pode ser a resposta. Até hoje, a espécie humana não foi praticamente afectada por esta selecção, mas suponho que mais cedo ou mais tarde, dado a quantidade de zeros à direita do número correspondente à nossa população mundial, ficaremos sujeitos às mesmas regras que as outras espécies e o número de seres humanos acabará por diminuir. Se diminuir, quais serão as características que dominarão? Até o próprio aquecimento global vai com certeza causar a morte a milhões de pessoas. Quais serão então as raças que irão prevalecer? Será o estilo de vida citadino, casa – trabalho – trabalho – casa que irá permitir a sobrevivência, ou serão aqueles com menos conforto, já habituados a uma vida difícil que irão vingar? Talvez, estas

últimas, tenham mais defesas, mais experiência de vivência em situações extremas; ou talvez nem essas venham a sobreviver. Se calhar, as defesas do nosso organismo estão de tal maneira “pouco treinadas”, que não nos servirão de grande coisa. Será que, de um momento para o outro, iremos passar da situação - trabalhar para obter o nosso bem estar geral, para um situação completamente inversa, de ter de lutar e matar para obter apenas o alimento? Os problemas de falta de defesas, numa situação como a do aquecimento global, poderão alguma vez ditar uma extinção em massa? Talvez a resposta para estas questões, não seja assim tão simples de conseguir e a sua teoria pode, até não explicar muitas das minhas dúvidas sobre o futuro da humanidade, no entanto uma nova viagem às Galápagos seria certamente fundamental e de extremo interesse para este tipo de estudo. É impressionante como, a partir de um aglomerado de células, surgiram seres vivos tão diferentes. A biodiversidade existente no nosso planeta é deveras extraordinária e só um cientista nato, como o senhor, o pôde algum dia apreciar e entender. Atenciosamente Armindo Vaz


E N S A I O Sou professora, já há alguns anos e posso dizer sem rodeios que, ensinar é maravilhoso! Ensinar é muito mais que transmitir conhecimentos... É encaminhar, crianças e jovens numa descoberta constante, numa descoberta do que existe à sua volta, das razões porque existe, da história da sua existência... É orientar a construção dos saberes é desenvolver a curiosidade e orientar na descoberta dos porquês sobre a natureza das coisas e dos fenómenos... É guiar cada aluno, de acordo com as suas características, para que este possa descobrir as potencialidades que tem dentro de si... É aconselhar quando surgem as dúvidas e abrir portas para que as suas potencialidades possam ser desenvolvidas e, se possível, se tornem num contributo válido para a história da humanidade. Um professor deve, então, ser um «mentor». Ao longo da história existem vários exemplos de homens e mulheres que souberam encaminhar e aconselhar muito bem os seus discípulos, mas, permitam-me recordar talvez, um dos melhores exemplos, Jonh Stevens Henslow. Este professor de botânica era um verdadeiro cientista mas, mais do que isso, "amava" o objecto do seu estudo, de tal forma, que os alunos adoravam a sua disciplina. Foi através do seu trabalho e do seu testemunho que conseguiu cativar alguns alunos para a área das ciências naturais. Um deles, deixou marcas na história da biologia, falo-vos do grande naturalista Charles Darwin. Foi a relação que estabeleceu com seu o professor e mentor Jonh Henslow que lhe abriu as portas ao conhecimento e ao desenvolvimento das suas capacidades. Para além de professor, foi seu companheiro, colaborador e tornou-se, mesmo, num amigo pessoal. Hoje em dia, tal com há dois séculos atrás, a relação professor/ aluno e, na generalidade dos casos, não atinge este patamar de entendimento, mas existem na actualidade exemplos semelhantes. Alunos que se apaixonam por determinados assuntos e que

se bem orientados pelo seu mentor, desenvolvem um trabalho maravilhoso e chegam mesmo a realizar grandes descobertas. Eu enquanto aluna tive professores maravilhosos. Lembro-me de um em particular, curiosamente professor de biologia vegetal, a que muitos chamavam louco, mas que pelo seu dom, arrastava centenas de alunos, sempre muito atentos, em passeios pelo campo para conhecer pormenores e curiosidades sobre o mundo da botânica. Como professora, tento criar o gosto pelo saber, tento orientar, estimular e encaminhar os meus alunos para a descoberta dos seus interesses e das suas capacidades. Tento, principalmente, guiá-los para que possam ser um dia úteis à sociedade, mas principalmente felizes com a "profissão" que escolheram. Não sei se consigo, mas acredito que às vezes dou o meu contributo e é isso que me faz continuar. Sara Rodrigues

A não perder...


25 DE MARÇO

15h15


Iridologia Os olhos s達o os espelhos da alma... e do corpo!


15 Nenhum ditado popular poderia dar mais ênfase à Iridologia. Esta prática alternativa leva o ditado um passo mais longe, considerando que são também um completo espelho do corpo. A Iridologia não é uma terapêutica, mas sim uma elaborada forma de diagnóstico, pertencente ao campo da naturaterapia. Por outras palavras, é uma forma natural de diagnosticar condições físicas e psicológicas através da observação da íris de cada um. A observação dos olhos é tão velha como a medicina, mas apenas no século XIX, uma curiosa relação entre um mocho e um médico húngaro, Ignatz Von Peczely (1826-1911), a transformou numa teoria organizada de identificação de doenças. A história conta que a ideia surgiu depois de este reparar em marcas similares nos olhos de um homem, a quem tratava uma perna partida, com os olhos de um mocho a quem ele tinha partido a perna, alguns anos antes. É uma práctica que se baseia no princípio de que qualquer alteração no equilíbrio físico ou psíquico se reflecte na íris, através de manchas, riscos, ou mudanças de coloração. Existem mapas detalhados que dividem a íris em zonas correspondentes aos orgãos e às várias partes do corpo. Nestes mapas são consideradas seis áreas concêntricas, a partir da pupila, a mais central das quais se relaciona com o estômago; a segunda com os intestinos, a terceira com os sistemas nervoso, circulatório e linfático; a quarta com glândulas e vários orgãos, a quinta com o sistema muscular e os ossos e a mais exterior com a pele e os orgãos de eliminação.

Para além destas áreas, divide-se a íris de uma forma radial, como um relógio. Existe também uma divisão entre esquerda e direita, e parte superior e inferior, sendo que o olho esquerdo reflecte a parte esquerda do corpo, e o direito a direita. Enquanto que a parte superior da íris reproduz o estado da parte superior do corpo e a inferior o da parte inferior. Apesar desta divisão, vários orgãos reflectem-se em ambos os olhos. Deste modo, o resultado é um mapa muito detalhado a que corresponde o estado de toda e cada parte do nosso corpo e da nossa fisiologia. Em termos de diagnóstico, utiliza-se um método bastante simples de verificação de padrões através de uma lupa ou máquina fotográfica e uma pequena lanterna, considerando que as manchas escuras representam doenças ou o r g ã o s deficientes, enquanto que as claras i n d i c a m inflamações ou s o b r e estimulação, s t r e s s , nervosismo, ou a t é u m a “infelicidade” do orgão. Por outro lado, uma orla escura à volta da íris significa acumulação de toxinas por deficiência de eliminação. Como se pode então perceber, pela observação dos olhos pode-se determinar o que não está bem no nosso organismo, e com surpreendente exactidão. Basta recorrer a uma pequena consulta de iridologia para verificar se aquela dor de costas é problemática! Ficará surpreendido com o que os nossos olhos podem dizer sobre o nosso corpo.

Ana Teresa Antunes, António Salgueiro, Catarina Gonçalves, Diogo Teixeira e Mário Grosso, 12ºB, no âmbito da disciplina de Área Projecto


Medicinas Alternativas

s v Medicinas Complementares

Nos últimos anos, muito se tem falado sobre medicinas alternativas ou terapias complementares. No entanto, poucos são aqueles que sabem o que significam estes termos e em que medida estas terapias contribuem para uma melhoria do estado de saúde daqueles que as procuram. A medicina convencional tem sido até há poucos anos praticamente, de forma geral, a primeira – se não a única – opção para as populações, sobretudo ocidentais. Portugal não é excepção. Contudo, tem-se verificado que na última década, a procura de medicinas não convencionais por parte dos cidadãos tem-se intensificado. Infelizmente, o respeito e reconhecimento concedidos a estas terapêuticas são ainda limitados, pelo facto de haver pouca clarificação não só nos procedimentos, mas também na acreditação dos profissionais que as praticam. Em todo o mundo praticam-se vários tipos de terapias alternativas, criando confusão nas várias nomenclaturas existentes; «alternativa», «complementar» e «não convencional». A Ordem dos Médicos da Grã-Bretanha, num relatório sobre terapias complementares,

sugeria as seguintes definições: “outros sistemas de tratamento não muito usados pelos médicos convencionais” e “sendo os termos complementar, não convencional, natural, alternativa ou, não ortodoxa, usados de forma geral com o mesmo significado”. Por outro lado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugere uma definição de forma abstracta para as medicinas alternativas: “as medicinas não convencionais abrangem todas as terapias que não são utilizadas pela medicina convencional”. A diferença entre os termos «alternativa» e «complementar» é simples. Se um clínico de medicina convencional ou não convencional utilizar exclusivamente terapias alternativas, ele está a proceder a terapêutica «alternativa» em detrimento da ortodoxa ou convencional. Se por outro lado, o paciente estiver a ser normalmente seguido pelo seu médico convencional, por exemplo num problema músculo-esquelético, estando a tomar medicamentos prescritos pelo mesmo, mas recorrendo a um clínico osteopata, que trata problemas dos componentes mecânicos músculo-esqueléticos, o doente recorreu a uma terapia «complementar» à convencional.


Mesmo assim, por todo o mundo, tem havido um aumento da popularidade das medicinas alternativas, desde o Japão aos EUA, passando pelo norte da Europa até à Africa do Sul, Oceânia e América do Sul. Em Portugal, a procura por parte dos cidadãos de terapias naturais intensificou-se nos últimos dez anos, levando o estado português a ponderar na elaboração de uma lei que enquadrasse as actividades das medicinas alternativas, bem como do exercício dos seus profissionais. A Lei nº 45/2003, de 22 de Agosto, faz o enquadramento base das terapêuticas não convencionais, estabelecendo as terapêuticas reconhecidas, bem como da acreditação dos seus profissionais. A referida lei reconheceu como terapêuticas a Acupunctura, Osteopatia, Homeopatia, Naturopatia, Fitoterapia e Quiropráxia e considerou que estas terapêuticas partem de base filosófica diferente da medicina convencional aplicando processos específicos de diagnóstico e terapêuticas próprias. De dia para dia, há mais pessoas a recorrer a diferentes terapêuticas não convencionais. Será devido a uma crescente descrença na medicina convencional? Estamos em crer que não. Existe sim, uma maior consciencialização sobre o papel importante que as terapêuticas não convencionais têm vindo a desempenhar na resolução de várias patologias. A tendência nos últimos anos tem sido a de uma maior responsabilidade assumida pelas pessoas, em relação à sua própria saúde.

Actualmente, a procura por terapêuticas não convencionais está também relacionada com o medo dos efeitos secundários prejudiciais de alguns medicamentos prescritos, levando as pessoas a procurar terapias alternativas ou complementares sempre que possível. Assim sendo, se necessitar de recorrer a uma terapêutica não convencional deve procurar um profissional devidamente qualificado. Só assim estará a contribuir para uma melhor defesa da sua saúde. No entanto, que medicinas alternativas o podem ajudar no processo de busca pela saúde? O grupo de “Medicinas alternativas” do 12ºB, no âmbito da disciplina de Área de Projecto, tem vindo a desenvolver um projecto que tem como objectivo incetivar a práctica de algumas destas medicinas e informar a comunidade sobre a sua eficância e segurança. Uma das suas actividades foi a produção de um documentário, publicado no site YouTube, que informa o espectador sobre os aspectos mais importantes de cinco medicinas alternativas, sendo estas: Reiki – É uma forma de terapia baseada na manipulação da energia vital através da imposição de mãos com o objectivo de restabelecer o equilíbrio vital e, assim eliminar doenças e promover saúde. Reflexologia –É uma técnica de tratamento por meio de estímulos numa área reflexa. As áreas reflexas podem ser as mãos


(reflexo palmar), pés (reflexo podal), orelhas (reflexo auricular), coluna (reflexo vertebral), face (reflexo facial) crânio (reflexo cranial), entre outras... Cromoterapia – É uma prática que utiliza as cores na cura de doenças. Tem objectivo de harmonizar o corpo, actuando desde o nível físico até aos níveis psicológicos mais subtis. Acupuntura – Prática que recorre à aplicação de agulhas, em pontos definidos do corpo, para obter efeitos terapêutico em diversas condições. Iridologia – Trata-se de uma forma de terapia alternativa na qual a análise de padrões, cores e outras características da íris permite o diagnóstico das condições gerais de saúde e de doenças baseada na suposição de que alterações na íris reflectem doenças específicas em órgãos. REIKI: O Reiki significa Energia de Luz ou Energia Universal, ou seja, faz parte da energia que existe por todo o Universo. Qualquer um pode usufruir deste tipo de cura holística, impondo as mãos sobre si mesmo ou sobre outra pessoa. Assim, um fluxo de energia Reiki é aberto, que flui pelo corpo do terapeuta ou agente de cura, e passa para quem a recebe, seja pessoa, animal ou vegetal.

Esta práctica tem a sua origem mais remota no budismo tibetano, onde era utilizado como um antigo sistema de cura baseado na imposição das mãos. A sua técnica foi redescoberta no século passado pelo Dr. Mikao Usui um médico japonês, tornando a sua práctica cada vez mais popular, eintroduzindo-a ao mundo ocidental. Todavia o Reiki não deve ser considerado uma religião. Uma vez sintonizada por um Mestre de Reiki à Energia do Universo, um paciente fica apto a captar ou canalizar a Energia Vital para o seu próprio bem ou de outros seres. A mente, o corpo e as emoções do paciente entram, também, em sintonia com a energia do Reiki e abrem-se a uma cura completa e irreversível. Assim sendo, é através do ensino por um mestre de Reiki, devidamente credenciado, que num processo de iniciação, este prepara o paciente para uma sintonia de cura com determinadas frequências de Energia do Universo.

CROMOTERAPIA: Para lá de todas as possíveis considerações, a Cromoterapia, que já os antigos gregos e egípcios estudavam e punham em prática, actualmente é apoiada pelas modernas ciências e tecnologias, permitindo-lhe uma investigação e aplicação cada vez mais precisas e eficazes. A Cromoterapia tira partido da premissa de que uma cor consiste na sensação produzida no cérebro humano quando a luz com uma determinada frequência estimula os órgãos da


visão e, dessa forma, desenvolve técnicas de aplicação cromática com fins terapêuticos. Um dos meios de que a Cromoterapia se socorre consiste na observação ou na visualização mental duma determinada cor durante um intervalo de tempo estabelecido, intercalando-a ou não com outra. Por exemplo, para a resoluçãode problemas de insónia, podemos intercalar a visualização do violeta com o preto, a fim de induzir o sono, uma vez que uma cor é dotada duma vibração mais espiritual e a outra simboliza a noite e o repouso. Uma das formas mais eficazes de tirar partido da Cromoterapia passa por expor o organismo do paciente, na sua totalidade ou apenas partes deste, a um foco de luz colorida; ou à aplicação intercalar dum filtro colorido entre um foco de luz branca e aquele desejado. No entanto, por mais sofisticadas que sejam as técnicas e recursos disponibilizados, uma das formas mais simples de Cromoterapia consiste na ingestão de água, ou outro líquido, que foi previamente solarizado sob o efeito de determinada cor. .IRIDOLOGIA: Nenhum ditado popular poderia dar mais ênfase à Iridologia do que "Os olhos são o espelho da alma". Esta prática leva o ditado um passo mais longe, considerando que são também um completo espelho do corpo. A Iridologia não é uma terapêutica, mas sim

uma elaborada forma de diagnóstico, pertencente ao campo da naturopatia. Por outras palavras, é uma forma natural de diagnósticar condições físicas e psicológicas através da observação da íris de cada um. É uma práctica que se baseia no princípio de que qualquer alteração no equilíbrio físico ou psíquico se reflecte na iris, através de manchas, riscos, ou mudanças de coloração. Existem mapas detalhados que dividem a iris em zonas correspondentes aos orgãos e às várias partes do corpo. Nestes mapas são consideradas seis áreas concêntricas, a partir da pupila. Para além destas áreas, divide-se a íris de uma forma radial, como um relógio. Existe também uma divisão entre esquerda e direita, e parte superior e inferior, sendo que o olho esquerdo reflecte a parte esquerda do corpo, e o direito a direita. Enquanto que a parte superior da íris reproduz o estado da parte superior do corpo e a inferior o da parte inferior. Apesar desta divisão, vários orgãos reflectem-se em ambos os olhos. Assim, o resultado é um mapa muito detalhado a que corresponde o estado de toda e cada parte do nosso corpo e da nossa fisiologia. Em termos de diagnóstico, utiliza-se um método bastante simples de verificação de padrões através de uma lupa ou máquina fotográfica e uma pequena lanterna, considerando que as manchas escuras representam doenças ou orgãos deficientes, enquanto que as claras indicam inflamações ou sobre-estimulação, stress, nervosismo, ou até uma “infelicidade” do orgão.


Por outro lado, uma orla escura à volta da íris significa acumulação de toxinas por deficiência de eliminação. REFLEXOLOGIA: A reflexologia não deve ser confundida com a massagem básica dos pés ou com massagem de corpo de maneira geral. Esta utiliza uma técnica específica de pressão que actua em pontos reflexos precisos dos pés, ou outros membros, com base na premissa de que as áreas reflexas dos vários membros correspondem a todas as partes do corpo. Como os pés representam um microcosmos do corpo, todos os órgãos, glândulas e outras partes do corpo estão dispostos num arranjo similar ao dos pés. A reflexologia é uma arte suave, uma ciência e um método muito eficaz de tratamento. É uma técnica curativa holística – o termo holístico é derivado da palavra grega Holos que significa “inteiro” e, assim, procura tratar o indivíduo como uma entidade constituída de corpo, mente e espírito. A pressão é aplicada nas áreas reflexas dos pés, entre outros, com os dedos das mãos e usando técnicas específicas. Este procedimento provoca mudanças fisiológicas no corpo na medida em que o próprio potencial de cura do organismo é estimulado. Desta forma, os pés podem desempenhar um papel importantíssimo na conquista e manutenção de uma boa saúde.

ACUNPUCTURA: A acupunctura consiste na aplicação de agulhas, em pontos definidos do corpo, chamados de "pontos de acupunctura" ou "acupontos", para obter o efeito terapêutico desejado em diversas condições. Tem-se a impressão de que o terapeuta só trabalha com agulhas. No entanto, os pontos e meridianos também podem ser estimulados por outro tipo de técnicas. Na verdade, os pontos de acupuntura podem ser estimulados por agulhas, dedos, ventosas ou pelo aquecimento promovido por moxa - um bastão de artemísa em brasa, que é aproximado da pele para aquecer o ponto de acupuntura. Há, também, o método de estimulação por laser, mas que permanece ainda em estudos. A explicação científica surge ao se saber que a acupunctura afecta a expressão e libertação de , e de várias moléculas opiáceas. É , portanto, através destas moléculas que se consegue obter as sensações de alívio de dores, e/ou sintomas.

Ana teresa, António Salgueiro, Catarina Gonçalves, Diogo Teixeira, Mário Grosso, 12º B


Estudo do Sistema Circulatório

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e Excretor do Corpo Humano Será que conhecemos suficientemente bem o nosso corpo para o respeitarmos da melhor forma? E o que é preciso fazer para preservarmos a nossa saúde e assim estabelecermos realmente um bom nível de qualidade de vida? A esta última pergunta saberemos responder, mesmo inconscientemente, que o fundamental é viver equilibradamente: evitando o stress, praticando despor to, administrando uma alimentação saudável, etc., mas isso não é o mesmo que saber “quem” somos, saber “como” somos, saber como “acontecemos”. Por isso, um grupo de alunos do 12ºA decidiu autopropor-se a realizar, no âmbito da disciplina de Área Projecto, um estudo completo do Aparelho Cardiovascular e Urinário com duas vertentes que se complementam: uma vertente teórica (trabalho escrito sobre estes dois sistemas, com o seu funcionamento, doenças, curiosidade, estatísticas…) e uma vertente prática (construção de um modelo anatómico onde um circuito hídrico representa a circulação sanguínea e urinária). A apresentação final ocorrerá no dia 1 DE JUNHO ÀS 11:55 HORAS NO LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS a turmas do 9º ano, mas todos estão convidados!

Procura saber mais sobre ti: sobre o nosso trabalho, o seu progresso e actividades de dinamização que temos vindo a desenvolver como palestras, apresentações, experiências de dissecação, vídeos entre muitas outras coisas, visitando-nos através do nosso blog: www.trabalhodeareaprojecto.blogspot.com e/ou através do nosso site: www.trabalhodeareaprojecto.wetpaint.com Neles encontrarás curiosidades que te surpreenderão e uma enorme quantidade de informação à tua disposição. Se tiveres alguma dúvida, comentário, sugestão, contacta-nos! Criámos um e-mail para esse efeito: trabalhodeareaprojecto@gmail.com . Contamos contigo! Obrigado pela tua colaboração.

Por Adriano Carvalho


Neonatologia


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Texto de Opinião A Tecnologia na Neonatologia Primeiro que tudo, é importante esclarecer os dois conceitos: a Neonatologia é o ramo da Pediatria que se encarrega das crianças desde o nascimento até aos 28 dias de idade; a Tecnologia é o conhecimento, interpretação, estudo da técnica e das suas variáveis aplicativas. A Tecnologia, nomeadamente no ramo da Medicina, tem evoluido e permitido diversos progressos a vários níveis, como são exemplo a investigação, diagnóstico, vacinação, etc. Entre os mais diversos exemplos encontra-se a Neonatologia. Pensase que esta área da medicina surgiu em França, por volta de 1882, com o médico obstetra Dr. Pierre Budin. No entanto, só recentemente tem vindo a evoluir significativamente, acompanhada do p r o g r e s s o t e c n o l ó g i c o . É importante termos em conta que, antigamente, os bebés que nasciam prematuros tinham de enfrentar sozinhos todos os perigos e confrontos com o mundo, desde frio a agentes patogénicos que provocariam, na maioria dos casos, o óbito. Hoje em dia, têm a tenra vida muito mais facilitada. Actualmente, ao dispôr da Neonatologia existe todo um conjunto de aparelhos, materiais e estudos que permitem criar, numa simples incubadora, condições semelhantes às que o pequeno recém-nascido tinha quando ainda estava no ventre materno. O controle intensivo e permanente da temperatura corporal, da existência ou não de hemorragias internas, de bloqueios respiratórios, de complicações cardíacas e outros sintomas, permitem dar uma hipótese de superar a nascença prematura e criar as condições necessárias para adquirir qualidade de vida para a criança. Pessoalmente, não vejo quaisquer desvantagens na aplicação da Tecnologia à Neonatologia. Considero que tem vindo a proporcionar o decréscimo da taxa de mortalidade nos recém-nascidos, mas sobretudo, melhorar a qualidade de vida daqueles que, sem esta ajuda, certamente não teriam qualquer hipótese. Concluindo, acho completamente necessária e indispensável a relação Te c n o l o g i a - M e d i c i n a , n e s t e c a m p o d a N e o n a t o l o g i a .

Joana Mendes, 12ºB, no âmbito da disciplina de Área Projecto


TECNOMEDICINA Tecnologia e Medicina, que relação?


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O nosso projecto visa demonstrar que existe uma relação íntima entre a tecnologia e a medicina e que o progresso da primeira tem potenciado em grande escala a evolução da segunda, com todas as suas vantagens e desvantagens. Em respeito ao inquérito efectuado no primeiro período, as perspectivas iniciais foram apesar de tudo satisfatórias tendo em conta que grande parte do núcleo escolar tinha conhecimentos (mesmo que apenas básicos) e noções importantes acerca do tema. A visita técnica que a turma 12ºB realizou às instalações do HOSPOR (Hospital de Santiago, filial do Hospital da Luz em Lisboa) veio permitir uma melhor avaliação visual do que é realmente a aplicação do progresso tecnológico à área da saúde. Para mais informações visitem ap12btecnomedicina.blogspot.com ou contactem-nos através do email: tecnomedicina@gmail.com.

A

ctualmente dispomos de uma enorme quantidade de funcionalidades e evoluções das quais por vezes não estamos conscientes. Perguntas simples e objectivas como “O que compõe o estetoscópio? Como é que detecta o som proveniente do organismo?” ficam por vezes sem resposta ou esta é elaborada com pouco conhecimento. No entanto, a resposta é simples: o estetoscópio é composto por uma campânula que detecta os sons graves e por um diafragma que detecta os agudos, após a recepção do sinal sonoro este passa através dos tubos condutores até serem recebidos pelas olivas que, quando colocadas em ouvido de especialista, transmitem a actividade cardíaca e pulmonar que permite fazer diagnósticos rápidos e essenciais. O estetoscópio é apenas um dos inúmeros exemplos da influência da tecnologia no ramo da medicina.

Também o microscópio é um pilar no campo médico, visto que proporciona uma análise do interior celular, do seu comportamento e actividade. Nos bastidores deste aparelho estão anos de trabalho árduo por parte de investigadores como Galileu, Hooke e Leeuwehoek. Fazer uma radiografia, uma análise de rotina ao sangue, tomar um comprimido ou ser submetido a uma cirurgia são atitudes comuns e conhecidas hoje em dia mas será que temos uma ideia do que foi feito por trás de todos os processos implícitos nestas técnicas? A nossa resposta é não. A maior parte da população não sabe o que teve de ser feito anteriormente para que a imagem do seu corpo fosse projectada na radiografia, os exames ao sangue tenham tido resultados específicos ou para que serve o comprimido que acabaram de tomar. Para provar e informar acerca desta matéria é importante reflectir e visualizar o passado e caminhar sobre essas linhas pensamento até ao presente. Não está assim tão distante a época em que o estudo do corpo humano era extremamente controverso e até proibido, especialmente por parte da religião. Nesta altura, o corpo humano era tido como sagrado e intocável como tal, a dissecação, autópsia, estudo ou simples observação era de todo uma atitude a repreender. Com o passar dos anos as mentes das sociedades foram-se abrindo e despertando para a observação das reacções que o corpo tinha quando em determinada circunstância. No entanto, após os primeiros estudos que fizeram c o n s o l i d a r- s e a formação do conceito Medicina, esta ainda era muito rudimentar. Po r e x e m p l o , a s cirurgias eram feitas a sangue-frio, sem anestesia


gradualmente embora de uma maneira pouco significativa. A impossibilidade de ter um filho fruto do sentimento que une duas pessoas de sexos opostos tornava-se um entrave à felicidade e à realização pessoal mas, felizmente, têm vindo a ser desenvolvidas técnicas rigorosas e específicas para o tratamento deste desequilíbrio (tão comum como qualquer outro) e cerca de 90% dos casos de infertilidade conseguem ser resolvidos recorrendo a técnicas como a fertilização in vitro, a inseminação artificial, etc.

ou quaisquer condições assépticas recorrendo por vezes a serras manuais e a facas de utilidade variada. O avanço tecnológico e especialmente a partir do século XX, tem vindo a ser o grande impulso para a colmatação de lacunas na área da Saúde. Num passado recente, crianças nascidas prematuramente teriam pouquíssimas hipóteses de sobrevivência culminando muitos dos casos no óbito. Com as novas evoluções da Neonatologia e Saúde Infantil é possível manter os recém-nascidos em aparelhos que igualam ou superam em condições de qualidade o ventre materno para que o desenvolvimento do feto se dê correcta e harmoniosamente. Este fenómeno veio permitir uma diminuição acentuada das taxas de mortalidade infantil e tem vindo a criar mais e melhores expectativas aos bebés que antigamente nasciam com o rótulo de não sobreviventes. Ainda no campo da maternidade, também a fertilidade feminina e masculina se tornou um assunto tabu e muito badalado. Os casos de infertilidade feminina sempre foram em demasia e reconhecidos contudo, a percentagem de homens inférteis também tem vindo a aumentar

Depois da fecundação, surge a gravidez e também neste campo os avanços têm sido notórios, muitas das vezes associados a processos de diagnóstico como é o caso do conjunto de exames médicos feitos durante o período da gestação e que averiguam o estado de saúde do bebé e a possível necessidade de recorrer a intervenção cirúrgica para resolução de anomalias. A amniocintese, por exemplo, é um exame muito inovador que permite estudar a existência de anomalias genéticas que podem degenerar em distúrbios como Síndrome de Down. A cirurgia tem sido uma das técnicas mais apuradas recentemente, podendo hoje em dia submeter-se o paciente a uma intervenção sem qualquer dor ou incisão apesar de se manter consciente. Associado a esta técnica é necessária uma supervisão do doente ao nível das reacções do seu organismo quando exposto a determinadas substâncias ou procedimentos. Para isso existe um conjunto de equipamentos que monitorizam a actividade cardíaca, pulmonar, hepática ou outros e que permite o aumento da taxa de sucesso das intervenções e o bem-estar do paciente no pós operatório. Equipamentos presentes em quase todas as áreas são os que pertencem ao campo dos meios complementares de diagnóstico. Esta área tem várias


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vertentes: rotina, diagnóstico, monitorização ou rastreio, sendo cada vez mais utilizada nos dias de hoje. Importante no rastreio de doenças como o cancro, fundamental na monitorização do paciente, crucial na observação dos sintomas apresentados pelo corpo e sua posterior análise. Para todos estes exemplos apresentados é necessária, porque tratamos de saúde, uma intensiva e eficaz esterilização de utensílios, espaços e pessoal que a tecnologia tem potenciado através do desenvolvimento de técnicas e aparelhos que pela acção térmica, química ou biológica eliminam microrganismos potencialmente prejudiciais ao corpo humano. Garantem-se assim a manutenção das condições assépticas, a segurança do paciente e do especialista e, em suma, a higiene do posto de saúde. Como conclusão, é notória a constante intervenção da tecnologia na medicina desde o mais

pequeno passo ao maior salto na evolução da saúde. As desvantagens essencialmente presentes são: um exagero de preocupação por parte dos pacientes, o que provoca uma sobrecarga nos postos de saúde; ocorre afastamento na relação humana médico-paciente e há uma procura maior por métodos superficiais e dispensáveis como a cirurgia estética. É importante portanto, impor alguns limites a esta estreita ligação para não cairmos na excessiva maquinação da medicina que requer contacto físico com o especialista e também uma relação humana. “Não vamos desequilibrar a balança”, foi o defendido no debate realizado no passado dia 18 de Maio de 2009.

Por Joana Mendes, Miguel Júlio, João Januário e Radu Marcautan


Educação Sexual As mudanças da adolescência Na adolescência, rapazes e raparigas deparam-se com alterações radicais nas suas vidas: o corpo muda, surgem sentimentos e ideias novos mas contraditórios, impulsos que não conseguem explicar… Para um melhor esclarecimento dos jovens, publicámos trabalhos de alunos sobre Métodos Contraceptivos e DST.


Mร‰TODOS CONTRACEPTIVOS

Por: Ana Teresa Antunes, Antรณnio Salgueiro, Catarina Gonรงalves e Mรกrio Grosso


MÉTODOS CONTRACEPTIVOS NATURAIS Os métodos contraceptivos naturais são estratégias de controlo de natalidade baseadas em períodos de abstinência aquando do período fértil da mulher. Têm a característica de criar uma estratégia para a determinação do dia de ovulação, para evitar a penetração vaginal durante o período fértil, e impedindo, deste modo, a fecundação do gâmeta sexual feminino, o oócito II, por parte dos gâmetas sexuais masculinos, os espermatozóides. MÉTODO DO CALENDÁRIO

MÉTODO DA TEMPERATURA

Também conhecido como o método rítmico, ou método de Ogino-Knaus, o método do calendário baseia-se na previsão do dia da ovulação, de forma a evitar qualquer contacto sexual durante o período fértil. Para prever o dia da ovulação, observa-se e regista-se os últimos oito ciclos menstruais, indicando o número de dias de duração e a data de ínicio e de conclusão da menstruação do maior e do menor ciclo. Aos dias do menor ciclo, diminuem-se 16 dias e anotase o dia, e aos dias do maior ciclo, diminuem-se 11 dias, anotando-se também o dia. Por fim, o espaço de dias compreendido entre esses dois dias anteriormente encontrados é o período fértil, devendo a mulher evitar o contacto sexual. Infelizmente, este método tem uma taxa de erro de 10% por ano, ou seja, durante os doze meses de um ano, haverá, pelo menos, um em que a data de ovulação não corresponde com a realidade. Isto pode dever-se a uma série de factores que influencia o ciclo m e n s t r u a l f e m i n i n o, s e n d o e s t e m é t o d o desaconselhado a mulheres com um ciclo menstrual irregular.

Este método tem por base os conhecimentos sobre a fisiologia feminina, nomeadamente, da temperatura, levando à determinação do período fértil da mulher, quando ocorre um aumento da temperatura corporal desta (0,3 a 0,8 ºC). Normalmente, neste período, ocorre a abstinência do casal.) Esta forma de contracepção tem como vantagem o facto de ser natural, não colocando em risco a saúde dos parceiros, e ter uma taxa de sucesso de 97%. Como desvantagens tem o facto de não ser muito eficaz, necessitando de grande motivação e colaboração do casal e de não prevenir as DST.

MÉTODO DO MUCO CERVICAL O método do Muco Cervical baseia-se na identificação do período fértil pelas modificações cíclicas do muco cervical. Assim, após a menstruação, a mulher apresenta apenas a lubrificação natural da vagina. Com o passar dos dias inicia-se a formação do muco. No início, este é espesso, claro e em pequena quantidade, ficando mais “elástico” à medida em que se aproxima a ovulação, demonstrando que o corpo está no período fértil. A verificação do estado do muco é feita com a utilização do polegar e do indicador. Como vantagem este método tem o facto de não ter efeitos colaterais. Quanto às desvantagens, o facto de ser necessária muita disciplina por parte da mulher, de não prevenir as DST e poder falhar em mulheres com o ciclo menstrual irregular.


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MÉTODOS CONTRACEPTIVOS NÃO NATURAIS FÍSICOS Os métodos contraceptivos não naturais físicos são métodos isentos de qualquer componente química ou hormonal, sendo que representam um menor perigo para a saúde. Também chamados de métodos mecânicos, estes recorrem a dispositivos que previnem a concepção.

PRESERVATIVO MASCULINO O preservativo é um invólucro de látex, plástico ou de membranas naturais (estas últimas a evitar), que vem enrolado e é colocado no pénis erecto antes de qualquer contacto genital. Este impede que os fluidos do corpo (sémen e secreções vaginais) entrem em contacto, funcionando, deste modo, como uma barreira física que impede os espermatozóides de entrar na vagina, evitando assim uma gravidez, e também o contágio de DST's. Os preservativos podem ser comprados sem receita médica nas farmácias, supermercados, discotecas, etc...; podendo também ser fornecidos pelos centros de saúde. Relativamente à sua colocação, deve abrir-se a embalagem com cuidado, empurrar o anel do preservativo, desenrolando-o até à base do pénis, e assegurando de que o reservatório não fica insuflado. Não é aconselhável haver penetração sem preservativo. Posteriormente, deve retirar-se do pénis logo após a ejaculação, segurando o preservativo pelo anel da sua base, dando um nó na extremidade aberta do preservativo e deitar fora num local conveniente. É um método bastante seguro, com uma taxa de sucesso de 95%, quando colocado e manuseado correctamente, e dependendo do material do preservativo. PRESERVATIVO FEMININO O preservativo feminino é um tubo feito de poliuretano, macio e transparente que deve ser colocado antes da relação sexual, para revestir a vagina e a parte externa da vulva, protegendo os grandes lábios. Dentro da vagina fica um anel, também em poliuretano, que serve para facilitar a sua colocação e fixação. Como vantagens tem o facto de ser muito eficaz, com uma taxa de sucesso de 80%, de proteger das DST e de não ser necessária receita médica. Como desvantagens tem o facto de poder causar alguma alergia ou irritação, consoante o tipo de lubrificantes utilizados. DIU E SIU Um dispositivo intra-uterino, ou simplesmente DIU, é um dispositivo anticoncepcional para as mulheres que é inserido no seu útero, por um especialista, normalmente, um ginecologista, e que interfere com a migração dos gametas sexuais, impedindo a ascensão dos espermatozóides e a descida do oócito II para o útero, como também com o processo de nidação,

quando a fecundação já se deu. Pode também provocar uma reacção inflamatória no útero, que ajuda na contracepcção. Existem diversos formatos, sendo que alguns vêm equipados para libertar hormonas, aumentando a sua eficácia. A estes dá-se o nome de SIU (Sistema Intra-Uterino). Estes dispositivos, depois de aplicados, têm um período de eficácia que varia entre os três e os cinco anos, sendo que durante este período, a mulher deve realizar visitas períódicas ao ginecologista, especialmente, após cada menstruação, para verificar a posição dos mesmos dentro do útero. Apesar de ser um método muito seguro, tendo uma taxa de eficácia de aproximadamente 95%, pode provocar alguns efeitos secundários, como agravar as dores menstruais, provocar períodos menstruais muito abundantes, e facilitar o surgimento de infecções intra-uterinas. É um método que também não previne a transmissão de DST's, sendo aconselhável a utilização do preservativo, para este facto. Um dos efeitos secundários mais graves, passa pela esterilização da mulher, sendo que a mulher pode deixar de poder ter filhos. Por isso, não é um método aconselhável a mulheres que nunca os tiveram. Uma das vantagens deste dispositivo passa pelo facto de não ser um método hormonal, no caso do DIU, sendo por isso indicado para mulheres que já tiveram problemas com métodos contraceptivos hormonais. É também possível ser utilizado como contracepção de emergência, se inserido num período de cinco dias, após o acto sexual.


MÉTODOS CONTRACEPTIVOS NÃO NATURAIS QUÍMICOS Os métodos contraceptivos não naturais químicos, são métodos que utilizam a regulação hormonal, ou química, como meio de evitar a fecundação. Estes controlam os níveis hormonais, evitando que os ciclos sexuais se realizem como seria de esperar e assim controlando-os. Existem, também, métodos químicos que em vez de regular os ciclos da mulher, acentuam as suas defesas naturais aos espermatozóides.

ESPERMICIDAS Os espermicidas são substâncias químicas que imobilizam e destroem os espermatozóides, podendo ser utilizados como complementos do diafragma ou do preservativo, aumentando a sua eficácia. São aplicados na vagina, antes do início da relação sexual, existindo em vários formatos como, por exemplo, cremes, espumas e pomadas. Este método contraceptivo tem como vantagem o facto de não ser necessária receita médica, e como desvantagens o facto de ser pouco eficiente quando utilizado isoladamente( taxa de insucesso de 30%), de não proteger das DST e de poder causar irritações ou alergias. PÍLULA FEMININA Existem dois tipo de pílulas femininas, aquelas que contêm duas hormonas, ou seja, as pílulas contraceptivas combinadas, e aquelas que apenas possuem uma das hormonas, a progesterona, ou seja, as minipílulas. Ambas devem ser tomadas durante um período de vinte e um dias, interropendo-se sete dias durante o período menstrual, e iniciando logo após esta pausa, um novo ciclo de tomagem. É possível obter estes contraceptivos, informação e aconselhamento em centros de saúde. A pílula contraceptiva combinada consiste na combinação de hormonas (estrogénios e progesterona) que são administradas oralmente evitando que o ciclo sexual da mulher, ocorra como habitualmente. Para além de evitar a ovulação, através da redução dos níveis de LH, a pílula desencadeia um espessamento do muco cervical, que dificulta a passagem dos espermatozóides, e apesar de ajudar no desenvolvimento do endométrio, provoca a menstruação durante o período recomendado de abstinência da pílula. Pelo contrário, as minipílulas, que contêm apenas um derivado sintético da progesterona, não bloqueiam a ovulação. Apenas mantêm o muco cervical com uma maior impermeabilização aos espermatozóides, sendo aconselhadas a mulheres para as quais as pílulas combinadas são fortemente contra-indicadas e ainda a m ulheres que estejam no período de amamentação.~ A pílula combinada fornece uma eficácia de 99,7% se tomada correctamente, enquanto que as minipílulas fornecem apenas uma taxa de sucesso de 98 %. No entanto, existe algumas situações em que o efeito da

pílula é anulado, como no caso de uma diarreia ou da utilização de outros medicamentos, como é o caso de alguns antibióticos. Apesar disso, a pílula combinada ajuda a regular um período desregulado, diminui a probabilidade de cancro do útero e do ovário, mas pelo contrário, aumenta as hipotéses de ocorrência de um enfarte ou de um ataque cardíaco. Também não tem efeito na protecção contra as DST's, tal como a minipílula. Assim que parar de tomar a pílula, o ciclo menstrual da mulher volta ao normal, sendo que a sua fertilidade não é afectada.

PÍLULA DE EMERGÊNCIA Não se trata de uma pílula especial, mas sim de uma combinação de pílulas normais que são tomadas em doses elevadas até 72 horas após ter ocorrido uma relação de risco de gravidez. Segundo alguns estudos estas pílulas mantêm ainda uma eficácia elevada (cerca de 97%) até 5 dias depois da relação de risco. Isto sucede, ou porque existe uma inibição da ovulação, e nesse caso não chega a haver concepção, ou então, mais usualmente, as doses hormonais tomadas vão tornar o útero incapaz de receber o ovo já fertilizado e forçar a sua expulsão. Apesar dos benefícios que este método apresenta, carrega consigo bastantes efeitos secundários, tais como náuseas, vómitos, etc... é também um método que não impede a transmissão das DST's, e que deve ser utilizado uma a duas vez na vida da mulher, uma vez que prejudica gravemente o metabolismo desta.


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MÉTODOS CONTRACEPTIVOS NÃO NATURAIS CIRÚRGICOS Conhecidos também, erradamente, como métodos irreversíveis, é necessário uma intervenção cirúrgica para a sua realização e são considerados métodos bastante eficazes, havendo, no entanto, uma possibilidade de os reverter.

IMPLANTES O implante é um método contraceptivo de longa duração, constituído por um pequeno acessório que é inserido no braço, debaixo da pele. Este ao longo de três anos vai libertando etenogestrel (composto sintético da progesterona), para a corrente sanguínea da paciente, impedindo a ovulação a cada ciclo ovárico, e a chegada do espermatózoides ao útero, a cada relação sexual. Após estes três anos, o implante deve ser retirado, sendo substituído por um novo. Este método possui uma taxa de sucesso de 95%, semelhante aos contraceptivos orais femininos, sem ter as desvantagens destes, mas com as mesmas vantagens. Relativamente à sua colocação, este deverá apenas ser colocado por um especialista com conhecimento do procedimento, e ao quinto dia do ciclo menstrual, correspondente à menstruação. Este é colocado na face interna do antebraço esquerdo ou direito, dependendo das preferências pessoais, sendo utilizado uma anestesia local durante o procedimento. Para o procedimento de remoção, é também utilizado anestesia local, e é feito uma pequena incisão, que não deixa cicatriz. ANEL VAGINAL O anel vaginal é um contraceptivo hormonal para uso vaginal. Este é constituído por um anel flexível (silicone), com cerca de 5 cm, impregnado de hormonas que, em contacto com a vagina, são lentamente libertadas e absorvidas para a corrente sanguínea. Liberta dois tipos de hormonas, estrogénios e progesterona de uma forma contínua, e estas evitam que se liberte os óvulos dos ovários e assim se dê a fecundação. É uma alternativa para quem não tolera os efeitos colaterais causados pelos comprimidos ou para mulheres que esquecem de tomá-los diariamente. A própria mulher deve inseri-lo na vagina, bem no fundo, perto do colo do útero. O anel só é retirado após três semanas consecutivas, para que ocorra a menstruação. Em seguida, insere-se outra unidade. O anel contém uma dosagem hormonal menor que as pílulas de uso oral, pois as substâncias passam da região pélvica para a corrente sanguínea e não precisam ser metabolizadas pelo fígado. Isso anula os efeitos colaterais, como inchaço, dor de cabeça e aumento de peso. Além disso, não perde eficácia em caso de diarreia ou vómitos, como no caso da pílula tomada oralmente. É tão seguro como o DIU e muito mais do que o diafragma, falhando apenas em 0,1% dos casos, apesar de poder ocorrer o incidente de o anel sair acidentalmente, e não protege das DST's.

VASECTOMIA A vasectomia consiste num procedimento cirúrgico que tem como objectivo a esterilização masculina. Durante este procedimento é feito um pequeno corte no escroto, de forma a se poder identificar os canais deferentes e, posteriormente, laqueá-los. Ambos os canais deferentes são laqueados e sendo assim, a comunicação entre os testículos e a uretra é impossibilitada. Este processo pode ser reversível (vasovasostomia), no entanto, não é recomendável a recorrência a este método. Após a vasectomia, que é realizada num hospital ou clínica, por um médico especializada, o indivíduo poderá regressar imediatamente a casa. Sendo que este procedimento cirúrgico é considerado simples. No entanto, existem possíveis complicações, como hematomas, inflamações e infecções dos testículos. Como método contraceptivo, este é 99,9% eficaz e não protege o indivíduo contra DSTs. LAQUEAÇÃO DAS TROMPAS A laqueação de trompas consiste no método de esterilização feminina, caracterizado pelo corte ou bloqueio cirúrgico das trompas de falópio, que ligam os ovários ao útero, através de variados métodos: anéis de plástico; queimar e cortar as trompas; clipes de titânio; sutura; entre outros. Deste modo, as trompas impedem a passagem do óvulo e os espermatozóides não o encontram, não havendo fecundação. É um método bastante eficaz a longo prazo, apesar de que nos primeiros dez anos, a taxa de insucesso atinge cerca de 2%. É uma intervenção considerada de baixo risco, não sendo necessário qualquer medicação posterior à intervenção, e não afectando a vida sexual. Existe uma grande variedade de métodos contraceptivos, sendo que estes se dividem em métodos não naturais (físicos, cirúrgicos e químicos) e naturais. Sobre os naturais, são os menos eficazes e os que necessitam de maior rigor, não protegendo contra as DST. Contudo, como são naturais, não colocam em risco a saúde dos parceiros sexuais. Quanto aos não naturais, têm uma elevada taxa de sucesso, sendo que os dois tipos de preservativo servem também de protecção contra as DST. Porém, este tipo de contracepção pode causar algumas alergias, irritações ou desconforto durante o acto sexual. O risco de danos para a saúde tem vindo a diminuir com a utilização de novos materiais. Concluindo, a combinação de vários métodos contraceptivos é o indicado para garantir uma maior protecção.


DST DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

POR ANDRÉ ASSUNÇÃO, DANIEL VILAR, JOANA REIS, TIAGO BENTO E SUSANA SILVA


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As doenças sexualmente transmissíveis são doenças infecciosas transmitidas por contacto sexual, pelo sangue, esperma ou outras secreções orgânicas infectadas, como a saliva. Geralmente, manifestam-se por uma série de sintomas e podem propagar-se se não forem tomadas as devidas precauções. Os contactos sexuais com diferentes parceiros e a ausência de cuidados são factores que aumentam a possibilidade de contrair uma D.S.T.

Sífilis A sífilis é uma doença contagiosa, provocada por uma bactéria chamada Treponema pallidum, que pode ser contraída durante uma ralação sexual com um parceiro infectado. Mais raramente, o contágio pode ser feito através de utensílios infectados, como copos, talheres utilizados, etc. No primeiro estado da infecção aparece uma úlcera avermelhada e indolor no local de contágio, (orgãos sexuais ou boca). Este sintoma aparece 3 a 6 semanas após o contágio. É a forma pimária da sífilis. Se não for tratada nesta fase, a bactéria pode entrar na corrente sanguínea, e a doença prosseguir para uma fase mais grave, que se manifesta pelo aparecimento de erupções avermelhadas na pele. Esta é a forma secundária da sífilis. A terceira fase ou a forma terciária da sífilis é a mais grave e traduz-se por lesões cardíacas, da artéria aorta e do sistema nervoso, que podem ser mortais. O tratamento da doença é feito com antibióticos adequados que devem ser prescritos pelo médico o mais cedo possível. A sífilis pode ser transmitida da grávida para o feto a partir do 4º mês de gravidez, através da placenta.

Gonorreia

Até ao 4º mês, a placenta contém uma rede de células que impedem a passagem da bactéria causadora da sífilis. Se for mesmo contagiado pela infecção, o feto pode morrer. Se sobreviver, as lesões podem manifestar-se logo após o nascimento ou então anos mais tarde. Entre as lesões que se poderão manifestar existem: o atraso mental, as lesões ósseas e lesões epidérmicas.

O agente infeccioso da gonorreia também é uma bactéria, designada por gonococo. A doença é altamente contagiosa e, para além de atingir os orgãos genitais, pode expandir-se pela região anal. No homem, os sintomas são de ardor na uretra durante a micção, prurido na área afectada e corrimento amarelo-esverdeado do pénis. Se a evolução da gonorreia não for tratada, pode degenerar em algo mais grave, pois a bactéria, apesar de se encontrar na uretra, pode propagar-se para as regiões vizinhas, nomeadamente para a próstata e para os epidídimos. Mais raramente pode atingir as articulações ósseas, provocando artrite. Na mulher infectada, os sintomas podem não ser relevantes e, por isso, só tardiamente se aperceberá da infecção. A gonorreia não tratada pode levar à esterelidade em ambos os sexos.


Hepatite B

Designam-se por hepatite doenças que afectam o figado. Existem várias formas de hepatite, pois pode ser provocada por microrganismos diversos. Os vírus causadores da hepatite foram nomeados de A, B, C, D e E. As hepatites provocadas pelo vírus A e E não são muito problemáticas, pois estes não deixam sequelas. Pelo

contrário, as hepatites provocadas pelos vírus B e C podem provocar lesões complicadas e mesmo a morte. O víruas da hepatite B transmite-se por via sexual, mas também pela saliva, sangue, urina, fezes, lágrimas e, em caso de gravidez, através da placenta para o feto. No princípio, a doença manifesta-se por falta de apetite, febres variáveis, náuseas e vómitos. Ao fim de uma semana, a pele fica num tom amarelo-esverdeada, incluindo os olhos, que tambem poderão ser atingidos. Estes sinais têm o nome de icterícia. O doente sente-se também prostrado e extenuado ao mínimo esforço e sente aversão a certos alimentos. Muitos dos indivíduos que contraem a doença, mesmo depois de curados, continuam portadores do vírus, o que siginifica que podem transmiti-lo a outros indivíduos. É pela facilidado do contágio e pela expansão rápida do vírus que é aconselhada a vacinação.

Clamídia A Clamídia é provocada pela bactéria Chlamidia trachomatis. É mais comum na mulher do que no homem e é uma das causas de esterilidade feminina. Espalha-se através do contacto com tecidos infectados, invadindo o organismo através da vagina, uretra, recto, olhos e boca. Nos homens afecta geralmente o aparelho urinário, mas se forem atingidos os testículos pode provocar a esterilidade. Os sintomas desta doença são a frequente vontade de urinar, dores durante a micção, corrimentos uretrais no homem e vaginais na mulher. A Clamídia é tratada com um antibiótico.

Herpes

O Herpes é uma doença provocada por um vírus, que pode apresentar várias espécies, podendo cada uma destas dar origem a doenças como herpes labial, varicela, zona e herpes genital. É a espécie Herpes simplex que se encontra associada às doenças sexualmente transmissíveis, dando origem ao herpes genital. O vírus que provoca o herpes genital sobrevive fora do corpo durante algumas horas, em objectos como toalhas, tampas de sanitas e instrumentos médicos. Também pode ser transmitido da mãe para o filho na altura do parto, durante a sua passagem pela vagina e pela vulva, podendo provocar nos recémnascidos doenças graves como a meningite.


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SIDA Actualmente, a D.S.T. mais preocupante é a SIDA (Síndrome de Imuno-Deficiência Adquirida), transmitida pelo vírus HIV (Vírus de Imunodeficiência Humana), que ataca os glóbulos brancos do sangue, responsáveis pela defesa do organismo. Com as suas defesas naturais diminuídas ou destruídas, o organismo torna-se imunodeficiênte, contraindo todo o tipo de infecções que acabam por vitimá-lo. O v í r u s é identificado no sangue, no esperma ou nas secreções vaginais e, em menor quantidade, na saliva e no leite materno. Fora do organismo, é um vírus muito frágil, sendo destruído por desinfectantes vulgares, como o álcool, lixívia e por temperaturas iguais ou superiores a 60º. Por isso, o contágio só se conhece em casos em que o vírus é introduzido directamente no organismo. Os indivíduos portadores do vírus da SIDA são chamados seropositivos e, mesmo que não se manifestem sinais da doença, podem transmitir o vírus, pelo que devem tomar os cuidados necessários a fim de evitar o contágio de outros indivíduos. A contaminação com o vírus da SIDA dá-se por via sexual, sanguínea, planetária (da mãe para o filho) e por objectos contaminados. A evolução da doença passa por diferentes fases. Numa primeira fase,procede-se à instalação do vírus no organismo o que, muitas vezes, não manifesta qualquer tipo de sintomas. Sabias que...? ? A SIDA foi primeiramente detectada nas comunidades homossexuais nos EUA, em 1983? ? Portugal é um dos países da Europa com mais casos de SIDA? ? A SIDA constitui a primeira causa de morte na América, ultrapassando os acidentes rodoviários, o cancro e as doenças cardíacas? ? Os homossexuais e os toxicodependentes são os mais afectados pela doença?

Posteriormente, o vírus começa a multiplicar-se dentro do portador, invadindo as células do sistema imunitário e só então surgem os sintomas da doença: Numa fase mais avançada, em que o organismo possui poucas defesas contra agentes estranhos, surgem então uma série de doenças associadas à SIDA: tumores na pele, infecções graves nos intestinos, pulmões, cérebro e linfomas. Os doentes com SIDA falecem, geralmente, devido a complicações de carácter pulmonar. No aspecto clínico, descobriram-se tratamentos que atrasam declínio imunológico do doente e conseguem melhorar a sua qualidade de vida. Os medicamentos mais utilizados são o AZT, o DDC e o DDI e outros mais recentes. Não obstante, ainda não está claro que se possam alargar as expectativas de sobrevivência, e também não existem perspectivas de descobrir um medicamento que cure, nem uma vacina que possa evitar a doença. Deste modo, a prevenção do vírus da SIDA deverá passar por evitar alguns comportamentos de risco. No entanto, não há motivo para rejeitar a convivência com pessoas portadoras do vírus. É necessário saber como se transmite ou não o HIV. vírus transmite-se através do sangue, saliva, por via sexual e través da placenta da mãe para o feto. Indivíduos seropositivos têm de utilizar preservativo nas suas relações sexuais e não podem partilhar objectos cortantes nem escovas de dentes.. Depende de ti! A prevenção das doenças sexualmente transmissíveis depende de cada um de nós. A prática de uma vida sexual saudável, evitando experiências fortuitas com desconhecidos, a consulta regular de um médico, mesmo na ausência de sintomas, a procura de uma informação correcta e séria sobre estes problemas e o uso de preservativo durante as relações sexuais são atitudes sensatas que permitem evitar riscos. Não penses que as D.S.T. só acontecem aos outros, nunca a ti!! O risco de contrair uma D.S.T. não depende de quem és, nem de onde estás. Só depende do que fazes!


CAMPEONATO REG


IONAL DE TÉNIS

Quatro. Foram quatro os participantes do liceu no Campeonato Regional de Ténis do DE, que teve lugar nos campos do Estoril, palco dos maiores espetáculos da modalidade em Portugal. Dois chegaram à final, um ganhou no escalão de iniciados.

por João Reis, 9ºD


N

os dias 18 e 19 do mês de Abril, realizou-se no Clube de Ténis do Estoril (CTE), organizado pelo Desporto escolar e em parceria com a Federação Portuguesa de Ténis e a Câmara Municipal de Cascais, o Campeonato Regional do Desporto Escolar da DREVT. Foi um fim-de-semana inesquecível, que nem a chuva conseguiu estragar. A organização ofereceu alojamento e alimentação. A Escola Secundária do Bocage contou com 4 atletas. Apesar da fraca adesão, a nossa escola teve uma actuação excelente, tendo arrecadado o primeiro lugar em iniciados masculinos (David Nascimento, 8ºano) e o segundo, em juvenis masculinos (João Reis, 9ºano). Na primeira jornada, sábado,a prova foi adiada para a tarde. Por volta das 16 horas começaram os jogos e todos os jogadores do liceu passaram a segunda ronda. No mesmo dia, realizou-se a segunda ronda, e apenas o David Nascimento, em iniciados, e o João Reis, em juvenis, visaram o passaporte para os quartos de final. A noite foi passada na Pousada de Juventude, em Oeiras, e o Domingo começou com sol, e muito vento. Na segunda jornada, as provas prosseguiram, tendo sido realizado um quadro de consolidação para os jogadores que perderam nas

primeiras rondas terem a oportunidade de jogar mais jogos, pois acima de todo, a prioridade era jogar ténis. Ao mesmo tempo, os quadros principais continuaram, e os atletas do liceu ainda em prova carimbaram presença na final dos respectivos escalões com relativa facilidade. No ambiente quase profissional que se fazia sentir no court central, David Nascimento esmaga o seu adversário por esclarecedores 6-1/6-0, arrecadando o título de iniciados e um fim-de-semana com a família na Quinta dos Amarelos no Alentejo. Poucos minutos depois, entra em acção João Reis, que depois de estar a ganhar 6-2/3-0, deixa escapar a vitória para Hugo Falcão, por 2-6/6-3/10-8. A cerimónia protocolar de distribuição de prémios que decorreu no court central, teve a presença de João Pedro Graça, director do Gabinete Coordenador do Desporto Escolar, de Rui Lourenço e Manuel Rocha da DRELVT, de João Gomes da EB23 de Alcabideche, de José Loureiro da Secundária de S.João do Estoril, de Pedro Costa da Câmara Municipal de Cascais, de Fernando Pires do Clube de Ténis do Estoril e de José Maria Calheiros, Presidente da Direcção da Federação Portuguesa de Ténis. Foi ainda entregue um prémio “Fair Play” aos jogadores que demonstraram uma atitude de maior desportivismo, tendo este prémio sido atribuído pelos árbitros do torneio.


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Dia do Voluntariado Apesar de já existir um Dia Internacional do

PROGRAMA

DE ACTIVIDADES:

Voluntariado, dia 5 de Dezembro, tomámos a iniciativa de criar o nosso Dia do Voluntariado na

10h10min - 11h40min

nossa escola, Escola Secundária de Bocage, Setúbal. Este grande dia realizou-se dia 11 de Maio de 2009,

Palestra orientada por Sra. D. Maria Eugénia Canito (coordenadora de Voluntariado do Hospital de S. Bernardo) e Prof. Paulo Pisco

contando com a presença de vários colaboradores. 13h30min Agendámos também algumas actividades que esperamos que tenham sido do vosso agrado, para quem participou nas mesmas.

Início da venda de artigos cujos fundos reverterão para a instituição AMI 15h15min - 16h45min

PORQUÊ ? Sensibilizar ? Informar ? Envolver ? Colaborar

ESTE DIA?

São estes os principais aspectos que esperamos ver realizados neste dia e que farão com que o nosso projecto ganhe corpo perante a comunidade escolar.

Neste dia serão entregues os pensos coloridos cuja recolha está a ser feita na escola. Até ao dia 11 de Maio todos poderão contribuir e entregar na portaria ou a um elemento do grupo uma caixa de pensos coloridos (pensos infantis). Esta recolha tem como objectivo ajudar as crianças que fazem os seus tratamentos de quimioterapia no IPO, pois gestos tão simples como este fazemnas ficar mais felizes por momentos.

Dá uma mãozinha!

Palestra orientada por Filipa Carvalho (representante da instituição Acreditar), Ilda Costa (representante da instituição AMI) e Nábila Inglês (aluna da escola e Voluntária).


CAÇADORES DE “As lâmpadas economizadoras emitem uma luz dura e pouco atraente”

FALSO Já estão disponíveis lâmpadas economizadoras para criar qualquer tipo de ambiente


MITOS... “Demoram muito tempo a acender”

FALSO As economizadoras modernas acendem de imediato, levando apenas alguns segundos a chegar ao máximo


CURIOSIDADES SOBRE RECICLAGEM ¤ entre 2004

e 2007, a separação de embalagens para reciclagem aumentou 50%, sendo que em 2007 a sua reciclagem cresceu em 26%? Mesmo assim muito mais ainda pode ser alcançado. ¤ o consumo

de embalagens não reutilizáveis implica a produção de pelo menos dez vezes mais resíduos face ao consumo de embalagens reutilizáveis. ¤ um saco

de plástico normal pode demorar mais de 200 anos a decompor-se na natureza. ¤ a produção

de 9 sacos de plástico implica um gasto de energia suficiente para um automóvel percorre 1 km.

O QUE FAZER PARA AJUDAR O MUNDO? ¤ reduz

o consumo, comprando apenas os produtos necessários, e tenta que estes sejam amigos do ambiente. Antes de reciclar, reutiliza as embalagens o máximo possível. ¤ na altura

No decorrer deste ano lectivo, os alunos Filipe Albino, João Ribeiro e Maria Inês Uva, turma D do 12º Ano, estão a realizar um trabalho que tem como principal objectivo a criação de condições para que seja possível a separação selectiva de resíduos na nossa escola. Foi feita a opção deste tema pois, no início do ano, detectaram que era uma das principais lacunas da escola.

de separar as embalagens, coloca os materiais no ecoponto adequado. Se tiveres dúvidas, procura a indicação impressa no próprio produto ou no ecoponto. ¤ quando

fores às compras, leve sacos de casa, de preferência que sejam duráveis e laváveis (de pano, de rede, etc.) ¤ quando

fores separar as tuas embalagens no ecoponto, não te esqueças de reciclar também os sacos de plástico, colocando-os no ecoponto amarelo.


OPTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA ESCOLA O projecto “Vamos utilizar bem a energia na nossa escola” é uma iniciativa levada a cabo pela empresa ENA – Energia e ambiente da Arrábida. O objectivo deste projecto passa por trabalhar com a comunidade escolar e famílias de forma participativa e integradora para não só implementar o estudo do consumo energético e reduzir as emissões de CO2 associadas, como também realizar diagnósticos energéticos no centro escolar e elaborar um plano

energético para o centro escolar, com o objectivo de sensibilizar a comunidade escolar, as famílias e os munícipes para a necessidade de alterar atitudes e comportamentos relativamente às questões energéticas e ambientais decorrentes do uso da energia. Estão então envolvidos neste concurso os alunos Diogo Bernardo e Marta Pimentel, pertencentes à turma D do 12º ano.


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OPTIMIZAÇÃO DOS CONSUMOS ENERGÉTICOS A partir dos dados obtidos na etapa anterior, foram tiradas conclusões e trabalhados os dados de maneira a criar medidas de utilização racional de energia. Medias intangíveis com resultados não mensuráveis e medidas tangíveis com cálculos de poupança e tempo de retorno do investimento em causa. «Depois de realizado o diagnóstico energético, enviámo-lo no passado dia 24 de Abril, data limite de entrega dos projectos, para ser avaliado pelo júri do concurso, composto por 7 elementos em representação da ENA, da câmara municipal de Setúbal, da câmara municipal de Sesimbra, da câmara municipal de Palmela, da empresa Ilumina e da empresa Donauer.».

Este trabalho foi proposto a várias escolas do distrito de Setúbal e consiste na realização do referido diagnóstico energético da escola, que se divide em duas etapas distintas: LEVANTAMENTO DOS CONSUMOS ENERGÉTICOS Etapa de pesquisa, medição e quantificação de dados. «Aqui tivemos que investigar como é que a energia é gasta na escola e em que quantidades; os hábitos energéticos da comunidade escolar; a gestão e utilização que se faz nas instalações energéticas e a eficiência das instalações do centro escolar. Esta etapa passou pela análise minuciosa de vários parâmetros tais como: caracterização das soluções construtivas da envolvente do edifício.

A escola dos alunos vencedores do concurso receberá 2 excelentes prémios: o prémio na categoria de iluminação é oferecido pela Ilumina – Material Eléctrico, Lda, que consiste no fornecimento de todo o equipamento necessário à completa renovação da instalação de iluminação da escola vencedora da respectiva categoria. A escola vencedora será responsável pela instalação do equipamento num prazo máximo de um ano após a disponibilização do mesmo. A Ilumina – Material Eléctrico, Lda, responsabiliza-se pelo levantamento das necessidades de iluminação e pela designação do equipamento a instalar, de acordo com as melhores práticas de iluminação.


O prémio da categoria de utilização de fontes renováveis de energia é oferecido pela DONAUER – Solar Systems, Lda pela PBG TECNITRON, S.A. e consiste no fornecimento e instalação de um sistema de aproveitamento de energia solar na escola vencedora da respectiva categoria. O anúncio dos premiados será realizado em sessão pública no dia 29 de Maio de 2009, dia mundial da energia. RESULTADOS Depois de concluído o projecto há para apresentar diversos resultados. No Gráfico 1, podemos observar a distribuição da utilização da Energia Eléctrica na escola.

29 de Maio - Dia Mundial da Energia

GRÁFICO 1 - DEGRADAÇÃO DOS CONSUMOS

«Verificámos que a maior fatia energética pertence à iluminação. Este valor deve-se, em parte, ao uso desmesurado da iluminação artificial, mesmo em períodos de sol, assim como aos longos períodos de actividades extracurriculares existentes. Seguidamente temos os equipamentos eléctricos. Aqui, podemos associar este valor principalmente ao elevado número de computadores existentes, 64 unidades, aos aparelhos de laboratório e aos frigoríficos e arcas em funcionamento. Com uma contribuição pouco significativa para a factura energética temos os gastos referentes à climatização. Este valor reduzido está relacionado com os p o u c o s e q u i pa m e n t o s d e c l i m a t i z a ç ã o


49 existentes na escola, 12 ao todo. Por fim, a restante parcela vai para os outros, os consumos de energia que não foi possível quantificar. Ao longo projecto destes alunos de Ciências e Tecnologias, foram diversas as medidas URE (de Utilização Racional de Energia) que foram criadas nos diferentes sectores da escola. «A partir da observação do gráfico de desagregação dos consumos, verifica-se que a fatia energética inerente à iluminação é a maior, com um valor de 68%,

lâmpadas economizadoras ou fluorescentes, a eficiência destas é 5 a 8 vezes superior ao das incandescentes e o tempo de vida é 10 ou mais vezes superior. As lâmpadas fluorescentes têm um custo inicial elevado e um índice de restituição de cor inferior em comparação com as incandescentes, mas são as mais adequadas para edifícios de trabalho como as escolas, daí serem usadas em sala de aula. A instalação de dispositivos de controlo que, conforme a intensidade da luz natural, regulam a intensidade da luz artificial, de maneira a proporcional o ambiente luminoso desejado em qualquer hora do dia, seria uma medida de optimizar os consumos de energia. Esta medida requer a instalação de balastros electrónicos, pois estes dispositivos não funcionam com os balastros convencionais. Apesar do preço destes dispositivos rondar os 20€, cada um pode controlar

EM CIMA, OS ALUNOS TRABALHAM,

ANALISANDO TODOS OS DADOS

REFERENTES À UTILIZAÇÃO DA

um valor demasiado elevado para uma escola. Isto acentua a urgência em agir neste sector, optimizando ao máximo os consumos energéticos desta fatia. Assim, para por em prática, um eficaz plano de optimização da iluminação, há que ter em conta aspectos relacionados com as infra-estruturas, com as lâmpadas e com hábitos comportamentais da comunidade escolar. Como tal, o nosso plano de optimização passa pelas seguintes etapas: ? Selecção de balastros (dispositivo de conexão entre a fonte de alimentação e uma ou mais lâmpadas fluorescentes) energeticamente eficientes; ? Selecção de lâmpadas economizadoras; ? Adopção de sistemas de controlo eficientes; ? Introdução/melhoria dos procedimentos de manutenção. Os balastros electrónicos têm perdas reduzidas e a operação de substituição de balastros magnéticos por electrónicos apresenta um potencial de economia de energia de até 25%. Quanto às

ENERGIA NA ESCOLA. À ESQUERDA,

DIOGO BERNARDO EXPLICA À EQUIPA

DIVULGART COMO FOI O MÉTODO DE

TRABALHO E AS CONCLUSÕES A QUE CHEGARAM

várias lâmpadas, e a sua colocação pode ser logicamente trabalhada apenas nas lâmpadas junto às janelas. Esta medida proporcionará uma poupança de energia na ordem dos 40%. Nos balneários, a instalação de sensores de ocupação justifica o investimento em causa, apresentando poupanças energéticas de 30%. Basta agora cruzar os dedos e esperar que estes alunos tenham impressionado o júri para que possamos todos ter uma escola mais amiga do ambiente.


CAÇADORES DE “Não funcionam iluminação”

com

reguladores

de

FALSO Existem modelos que já permitem regular a intensidade de luz com c o m u n s r e g u l a d o r e s


MITOS... “Tem forma e desenhos limitados”

FALSO As economizadoras modernas têm uma vasta gama de formatos e tamanhos que se adaptam às exigências do consumidor


Jason Mraz

We sing. We Dance. We Steal Things

Autor da famosa música e incessantemente passada nas rádios nacionais «I’m Yours», Jason Mraz, nascido na California, decidiu também fazer uma visitinha ao nosso país, mas um pouco mais tarde que Oasis. Está agendado concerto para dia 19 de Março em Lisboa e 20 no Porto. Em Lisboa o concerto terá lugar na Praça de Toiros do Campo Pequeno e no Porto no respectivo Coliseu. Com um ar jovem e descontraído, Jason Mraz, que já conta com 10 anos de carreira, vem divulgar o seu último trabalho de três já editados: «We Sing. We Dance. We Steal Things.», onde se inclui o êxito já falado anteriormente. Conta também com a participação de diversos músicos como Colbie Cailat, com a qual canta o tema «Lucky», James Blunt, Alanys Morissete, Dave Mathews Band ou mesmo John Mayer. Graças ao seu primeiro trabalho «Waiting for My Rocket to Come», Jason Mraz ganhou uma nomeação para os Grammys, sucedendose o mesmo para o seu segundo album, «Mr. A-Z». Parece que se tem sentido um pouco frustrado mas pode ser este ano que o sonho de ganhar um Grammy se realize, pois está nomeado para a 51ª Gala dos Grammys, com a «Music of the Year», Best Male Pop Vocal Performance» e «Best Engineered Album, NonClassical». Será que Jason Mraz virá a Portugal com um Grammy nas mãos? De qualquer maneira, de certeza que será um excelente espectáculo tanto em Lisboa, como no Porto.

Os preços dos espectáculos situam-se entre os 23 e os 28 euros em Lisboa e os 24 e 28 no Porto, sendo esta a seguintes disposição dos lugares para a capital: Plateia em Pé - €27,00 Bancada - €28,00 Galeria 1 - €25,00 Galeria 2 - €23,00 Recomendamos a utilização do Fertagus, saindo em Entre-Campos, que se situa a 200 metros do Campo Pequeno. O horário de ida pode ser feito de hora em hora a partir das 13:57. A volta pode ser feita ou às 23:59 ou às 00:44. Preço: €8,10.


Do cobre à fibra óptica Por João Reis, 9ºD

A PT acaba de lançar a tecnologia que vai revolucionar a tua casa! Chama-se fibra óptica, e vem substituir o antiquado cobre, utilizado até agora em tecnologias ADSL. No passado dia 15 de Maio no Pavilhão Atlântico, Zeia Bava e a sua equipa apresentaram a fibra óptica, que permite levar à casa dos consumidores 100 megabits por segundo. A fibra óptica não é nada mais nada menos que pequenos fios de vidro de aspecto frágil mas mais resistentes que um fio de aço, que utilizam a luz gerada por um lazer para transmitir a mais variada informação. Esta tecnologia permite usufruir da televisão e de velocidades de Internet como nunca imaginaste. No que toca à televisão, poderás ter canais televisivos ilimitados, com qualidade de som e imagem únicas. Isto sim é alta definição! Por outro lado, a largura da banda disponível será muito maio e poderás fazer downloads muito mais rapidamente. Zeia Bava afirmou ainda que “se tentarmos fazer um download de um filme a 2 Mbps demora 7 horas e a 100 Mbps demora 7 minutos” Durante o lançamento desta novidade, o presidente da PT afirmou que já se fazem testes para obter 300 Mbps e que esses testes são feito com os olhos postos no 1 gigabit por segundo. O objectivo final do projecto será chegar esta tecnologia a 1 milhão de casas ainda este ano, ou seja, mais de 110 mil casas por mê, em média. Para isso, serão feitos investimentos entre os 500 e os 550 milhões de euros. As opiniões em relação a esta nova tecnologia dividem-se. Uns concordam que haja inovação e inclusive lançam opiniões de como será daqui a 10 anos. Admitem que um Portugal mais tecnológico vai conseguir desenvolver-se mais depressa e que vai com certeza aumentar o bem-estar da população.

A fibra óptica permitir-te-á ter canais ilimitados, com uma qualidade de som e imagem muito superiores à actual, e uma velocidade de downloads espantosa.

No entanto, existem outros indignados, criticando que a acção destas empresas apenas vai beneficiar os ricos. Com preços superiores a 60 euros, é obvio que grande parte das pessoas não consiga adquirir esta novidade. Para além disso, a cobertura é ainda pequena, que funciona como um travão ao desenvolvimento deste tipo de inovações. O futuro chega cada vez mais rápido. À 1 ou dois anos era uma novidade o ADSL 24 Mbps, agora já se faz projectos para 300. Eu faço parte daquele grupo de optimistas que acha mais 2 anos e o papel electrónico já é uma realidade. A ficção científica pode não ser assim tão fictícia!


Inserido na disciplina de Filosofia, alguns alunos do décimo primeiro ano, acompanhados pelo Professor promotor da actividade, Carlos Mateus, realizaram uma visita a uma «pequena aldeia» no Alentejo profundo, em Monte Cerro. Com 1340 metros quadrados, Tamera é um Biótopo de Cura, um espaço experimental de formação para o desenvolvimento de Aldeias de Pesquisa de Paz em todo o Mundo. O objectivo de Tamera é o desenvolvimento de comunidades onde os seres Humanos coexistam de forma não-violenta e desprovida de sentimentos fúteis e inibidores do desenvolvimento pacífico com a Natureza.


O

uve-se falar em mudança. Uma mudança que para o mundo será apenas benéfica, em que todos coabitamos pacificamente, sem invejas, ódio, competição. É nesta comunidade que conseguimos provavelmente encontrar esta maneira de viver, completamente diferente da cosmopolita. Tamera é uma dessas pontas de mudança, onde os habitantes se encontram numa formação para futuramente desenvolverem mais comunidades baseadas nestas ideologias. É, no

entanto, ao longo da visita, e conversando com os locais, que a nossa opinião pode sofrer alguma alteração. Ao visitarmos um local deste tipo vamos com expectativas bastante altas, de como o mundo pode mudar, de como podemos estar perto do «Nirvana» global. Vamos com a esperança de que iremos encontrar um local pacato, onde tudo é amigo do ambiente. Enfim, um verdadeiro paraíso ecológico. Nesta edição contamos então com a opinião de uma das participantes, do 12º ano de escolaridade, Patrícia Barrancos

Pensar localmente, agir globalmente

AUDITÓRIO CENTRAL LOCAL DE REUNIÕES DA COMUNIDADE

VISITAS ALOJAMENTO PARA PESSOAS FORA DE TAMERA


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«Após uma viagem de duas horas, chegámos a Tamera pelas 9:30. A aldeia tem um aspecto nada convencional para ser no Alentejo: lagoas a meio do terreno, casas coloridas e a minha ideia de ser uma comunidade ecológica manteve-se ao ver as casas-de-banho. No entanto, essa ideia foi-se desmoronando ao longo da visita. A abordagem dos temas da visita, Saúde e Tecnologia, foi interessante e os conteúdos, alternativos. No entanto, devido à escassez de tempo, foram pouco aprofundados. A palestra da Saúde foi agradável mas não gostei muito do discurso no tema das Tecnologias. Talvez pelo carácter mais agressivos e assertivo e a enorme referência a nomes alemães, no campo da investigação, o que deu a impressão de haver um certo nacionalismo e mania de perseguição na comunidade. É deveras urgente mudar o mecanismo de funcionamento do mundo, mas essa alteração deve ser consciencializada de uma maneira mais suave, com cuidado. Afinal, estão a confrontar-nos com a ideia de que o nosso modo de vida está a destruir o que nos rodeia. Tamera aposta numa educação das camadas mais jovens em relação aos problemas da actualidade e investimento na procura de soluções para os mesmos mas, se por um lado, temos as lagoas que previnem a desertificação do terreno alentejano, o composto formado com a serradura nas

casas-de-banho, a aposta em Medicinas Alternativas e a dependência na agricultura biológica local/regional, as construções verdes (por exemplo, o auditório construído com fardos de palha e barro e que parece ser uma construção vulgar), por outro lado temos o (muito) reduzido número dessas mesmas “construções verdes”, as tecnologias em número mais que necessário para estabelecer contacto com o mundo exterior, o grande número de produtos comprados fora da região e um grande mistério e falta de esclarecimento em volta daquilo que não vimos ou contactámos, mais especificamente, o funcionamento interno da comunidade. Isto leva a algumas questões: Como serão as suas casas? Em que medida a sua vida material difere da nossa? Disseram que tentam lidar com a energia sexual, as atracções que são independentes do sentimento de amor – como o fazem? Se o órgão de gestão não é seleccionado por eleição, como pretendem tornar essa política possível a grande escala? As explicações das suas filosofias eram sempre muito superficiais, o que levantava muitas questões. Mas a maioria dessas questões não eram respondidas directamente ou diziam que era “um assunto muito complexo” mas que era abordado na formação deles de 3 anos. Hipocrisia da parte deles ou apenas para evitar mal entendidos? – deixo a resposta à consideração de cada um. Cheguei a Tamera com a ideia de que era uma comunidade que aplicava pequenos comportamentos que quebrassem com a dependência em materiais ou comportamentos poluentes mas, no fim do dia, a grande diferença estava a nível da filosofia nas relações interpessoais. Sabia que Tamera explorava a questão da paz mas nunca tinha pensado nas coisas desta perspectiva.

INSTALAÇÕES SANITÁRIAS COM A FORMA DE UM ÓRGÃO DE TUBOS

Por Patrícia Barrancos, 12ºB


A

turma 12ºB realizou uma visita de estudo ao Centro de Estudos de Vectores e Doenças Infecciosas – Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, em Águas de Moura. Conheceram um dos centros de investigação portugueses de maior prestígio, bem como as suas actividades e projectos.

O CEVDI foi construído no final da década de 30, com o apoio da Fundação Rockefeller, para estudar a Malária. A escolha da localização em Águas de Moura deve-se ao facto de ter sido esta a região de Portugal onde mais se morria de malária. Após a erradicação desta doença, em 1957, o instituto foi encerrado e, 30 anos depois, deu lugar ao CEVDI. Este centro dedica-se ao estudo de vectores e doenças de transmissão vectorial, tendo um papel importante no diagnóstico, pois realiza análises a pedido médico ou de forma independente, algumas das quais altamente especializadas que não podem ser realizadas noutros laboratórios nacionais, e na vigilância epidemiológica, através de projectos e investigações autónomas.Os vectores estudados no CEVDI são artrópodos hematófagos, ou seja, invertebrados de membros rígidos e articulados cujas fêmeas se alimentam de sangue para pôr os ovos. Existem 21 possibilidades das fêmeas fazerem refeições de sangue, através das quais

podem transmitir o vírus ao hospedeiro, se estiverem infectadas. Os vírus transmitidos pelos artrópodos são arbovírus, cujo genoma é geralmente constituído por RNA. São conhecidos para cima de 500 arbovírus, mas apenas 100 infectam humanos. ARTRÓPODES O mosquito. O ciclo de vida do mosquito dura cerca de um mês e começa com o ovo, seguido da larva, da pupa e, por fim, do mosquito adulto. Na maior parte da sua vida, o mosquito vive em meio aquático, pelo que ambientes húmidos são propícios à propagação de doenças transmitidas por estes insectos. Os mosquitos são atraídos pelo CO2 até 36 metros de distância, pelo contraste e pelo movimento, atacando sobretudo mamíferos e aves. Detectam o sangue pelo ADP e ATP, pelo que inserem as peças bocais directamente nos vasos capilares, dai que o processo seja indolor. Se o mosquito estiver infectado, o vírus entra em circulação no sangue do hospedeiro, que, se for picado novamente, pode transmiti-lo ao mosquito que o picou. No interior do mosquito, nos primeiros dias, o título de vírus diminui, devido à acção do sistema imunitário, mas aumenta logo em seguida, pelo que, ao fim de cerca de 6 dias, o mosquito está competente para a transmissão do vírus.


As carraças. O seu ciclo de vida dura cerca de 3 meses e é constituído por ovos, larva, ninfa e carraça adulta. Para transitar de fase, a carraça necessita de fazer uma refeição de sangue, o que completa três refeições de sangue ao longo da vida. Estas afectam principalmente os animais (mamíferos, aves, répteis e anfíbios), podendo ocasionalmente parasitar o Homem. As carraças, ao invadirem o hospedeiro, procuram um local que lhes agrade para se alimentarem, podendo este processo demorar até 4 horas. Então, fixam-se à pele com a ajuda de um cimento. A presença da carraça pode não ser detectada, pois a picada e a ingestão de sangue são geralmente indolores e a visualização do artrópodo, devido às suas pequenas dimensões e à sua semelhança com um sinal cutâneo, pode ser difícil. A picada da carraça pode provocar infecção cutânea no local afectado, reacções alérgicas e doenças causadas por agentes infecciosos. Em Portugal, a principal doença associada à carraça é a febre da carraça. As moscas. O seu ciclo de vida dura cerca de 3 meses e é constituído por ovo, larva, pupa e mosca adulta. Para fazer a sua refeição de sangue, a mosca escava a pele, com o auxílio de um dente, até que a cavidade formada esteja cheia de sangue, do qual se alimenta. Este processo causa dor, embora por vezes seja difícil de identificar a mosca devido às suas pequenas dimensões. IROLOGIA Durante a visita, tivemos a oportunidade de visitar os laboratórios do centro. No laboratório 1, realizam-se actividades e projectos sobre doenças infecciosas transmitidas por mosquitos, como a toscana, e prestam-se serviços de análise para verificar se os mosquitos transportam vírus. Falouse brevemente dos processos de análise dos vírus, sendo necessário extrair o RNA, através do processo de PCR (multiplicação do material genético), para detectar a presença do vírus. Observámos à lupa quatro espécies de mosquitos, machos e fêmeas, e comparámo-los entre si: umas espécies eram mais plumosas do que outras, umas asas maiores e até o revestimento diferia, pois uma das espécies destacava-se pelas escamas brancas características. Observámos também larvas de mosquito à lupa, destacando-se o sistema respiratório, bastante visível. SEROLOGIA O laboratório 2, que está ao serviço de hospitais e centros de saúde, estuda amostras humanas (sangue, líquido encefálico e amostras


retiradas por biopsia) para diagnóstico e despistagem de doenças. Para tal, utiliza dois métodos: o método directo, que consiste em promover a multiplicação do vírus e detectá-lo através do material genético, e o método indirecto, que consiste em identificar anticorpos no sangue, o que indica a presença do vírus, através de reacções de imunofluorescência. Para que se dê esta reacção, coloca-se uma amostra de soro numa lâmina com antigénios do vírus em causa, formando-se o complexo anticorpo-antigénio, caso a pessoa esteja infectada. Após uma breve lavagem para retirar constituintes que não interessem à reacção, adiciona-se o marcador com fluorescência, que se vai ligar ao complexo, tornando-o visível ao microscópio. É de salientar a importância do controlo de qualidade para identificar mais facilmente a reacção negativa e a reacção positiva. Observámos ao microscópio reacções de imunofluorescência com rickettsia e bartonella henselae. ENTOMOLOGIA O laboratório 3 analisa carraças e pulgas, essencialmente. Aqui, foi-nos explicada a forma correcta de remover uma carraça. Devemos prender a carraça com o polegar e o indicador, utilizando papel ou algodão para evitar o contacto directo com a pele, rodá-la 45° e puxá-la na vertical até que se solte. Não se deve usar azeite nem o calor para não stressar a carraça e, consequentemente, aumentar o ritmo de sucção do sangue. A carraça removida deve ser enviada para o CEVDI, de preferência viva, para se verificar se está infectada. Em laboratório, para despistar vírus que a carraça possa ter transmitido, corta-se uma das suas patas, retira-se uma gota de hemolinfa, cora-se esse material e observa-se ao microscópio, identificando os vírus pelo contraste de cores. Para prevenir o contacto com estes antrópodos quando andamos no campo, podemos reduzir a área de pele exposta, usar roupas de cores claras, inspeccionar minuciosamente o nosso corpo e dos animais que nos acompanham. A visita foi muito agradável e enriquecedora. As pessoas eram todas muito simpáticas e receptivas, pelo que nos sentimos à vontade para fazer todas as perguntas que nos surgiram. Além disso, explicavam tudo com uma linguagem muito clara e simples, o que nos permitiu perceber bem até os processos mais complexos.


Maio de 68


“A rua Gay-Lussac ainda traz as marcas da “noite das barricadas”. Carros destruídos pelo fogo cobrem o chão, com suas carcaças sem tinta, sujas e cinzentas. As pedras do calçamento, removidas do meio da rua, encontram-se em grandes montanhas dos dois lados. Um vago cheiro de gás lacrimogéneo ainda permanece no ar” A França dos anos 60, sob o regime Gaullista encabeçado pelo general Charles de Gaulle, era uma sociedade social e culturalmente conservadora, que vivia ainda as perdas sofridas na segunda guerra mundial (1939-1945). O nacionalismo francês o “chauvinisme”, patente nas políticas externas do governo, impedia a necessária abertura do país ao exterior, que fechado em si mesmo teimava a criar um fosso social cada vez maior entre si e as outras sociedades ocidentais como a dos Estados Unidos e de outros países europeus. As mulheres tinham o costume de pedir autorização aos seus maridos para expressar uma opinião, e se fossem casadas e quisessem trabalhar ou até mesmo abrir uma conta no banco eram obrigadas a pedir autorização por escrito aos seus maridos, e a homossexualidade ainda era diagnosticada pelos médicos como uma doença. “Essa era a sociedade francesa dos anos 60. Era uma concepção de que o homem, o pai, o chefe de família decide, assim como De Gaulle era o chefe da França, o chefe da “família França”. Daniel Cohn Bendit O Maio de 68 foi a criação de um movimento revolucionário que simbolizou a mudança, a reacção ao clima de rigidez e conservadorismo moral que se sentia em França. Concentrando em si todas transformações sociais de uma década, que já ocorriam noutros países europeus e americanos. Foi o romper dos costumes e do politicamente correcto de

modo a construir uma renovada e moderna identidade nacional. Num mês, estudantes criaram barricadas, formando verdadeiras trincheiras de guerra nas ruas de Paris para confrontar a polícia; tomaram-se fábricas, edifícios públicos e até zonas inteiras da cidade, como o “Quartier Latin”. Houve manifestações, greves, confrontos, discursos, propagandas, tudo… Foi o conflito entre a ousadia e rebeldia dos ideais libertários dos jovens e a máquina repressiva do estado. O Maio de 68 mudou profunda-mente as relações entre raças, sexos e gerações na França e, mais tarde, no restante da Europa. Foi a alavanca para a criação de novas ideias, conceitos e políticas que permitiram a progressão das sociedades ocidentais e a fundação de organizações de defesa de direitos humanos, como a igualdade entre os sexos, direito das minorias, liberdades civis, direitos homossexuais entre outros.


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Em 1965, na periferia da capital francesa, foi criada a Universidade de Nanterre para acolher os estudantes que, por muitas razões, não podiam entrar nas Escolas Superiores tradicionais (Sorbone, Escola Normal, Escola Politécnica, etc.). Em 23 de Março de 1968, descontentes com a disciplina rígida, os currículos escolares e a estrutura académica conservadora, os estudantes de Paris organizaram protestos e boicotaram as aulas. A polícia, usando cassetetes e gás lacrimogéneo, atacou os estudantes que ocupavam a Sorbonne e realizou prisões em massa. Em 3 de Maio de 1968 a universidade de Sorbone foi ocupada pelos seus alunos como resposta ao fecho da universidade de Nanterre pelas autoridades, no dia anterior. Teve início uma onda de ocupações das universidades por toda a França. A polícia atacou brutalmente os estudantes. Estes desceram às ruas denunciando não só a brutalidade e a repressão policial, mas também a guerra do Vietname e as políticas imperialistas do governo francês e americano Este movimento estudantil espalhou-se às outras Faculdades originando greves e ocupações destas. A CRS, a polícia do presidente De Gaulle, usou de grande violência para restabelecer a ordem. O protesto estudantil contra o autoritarismo e o anacronismo das Academias rapidamente se transformou, com a adesão dos operários, numa contestação política ao regime gaulista. Foram ocupadas universidades, fábricas e outros sectores produtivos. Estudantes e trabalhadores aderiram a manifestações e estiveram unidos nas greves entretanto desencadeadas ou nas barricadas com que enfrentaram as chamadas forças da ordem. Em 10 de Maio os estudantes ergueram barricadas nas ruas centrais de Paris que davam acesso ao Quartier Latin, centro universitário da cidade. A maior batalha entre a polícia e os manifestantes deu-se nesta área e ficou a ser conhecida pela “Noite das barricadas”.

Em 13 de Maio deu-se a primeira manifestação conjunta de estudantes e trabalhadores. Mais de um milhão de trabalhadores e estudantes aderiram a uma greve geral e marcharam pelas ruas de Paris em protesto contra as acções policiais dos dias anteriores. Em 17 de Maio, mais 200 000 trabalhadores entraram em greve. Nos dias que se seguiram, o número de trabalhadores que aderiram à primeira greve geral na história da França foi aumentando. 11 milhões de trabalhadores se envolveram numa greve que durou mais de 2 semanas. Em 24 de Maio, o presidente De Gaulle anunciou que o governo levaria a cabo as reformas educacionais pedidas pelos estudantes e garantiu um aumento salarial significativo para os trabalhadores grevistas. Enquanto isso, em Grenelle, delegados governamentais negociavam com os sindicatos uma série de melhorias sociais para pôr fim à greve geral dos trabalhadores e assim poder dividi-los e afastá-los dos estudantes. Em 29 de Maio, o general De Gaulle viajou até às bases francesas na Alemanha para obter apoio do general Massu para uma intervenção militar em Paris. A situação foi controlada nos finais de Maio, com uma violenta repressão de que resultou mais de milhão e meio de feridos. Em 30 de Maio, uma manifestação de cerca de 1 milhão de conservadores, a chamada “maioria silenciosa”, marchou em Paris contra a greve geral e as reivindicações dos estudantes. De Gaulle propôs uma solução eleitoral (eleições parlamentares) e graças a ela obteve uma significativa vitória nas eleições de 27 de Junho. Os gaullistas acabaram por aumentar a sua maioria, controlando 358 das 487 cadeiras. A partir de então o movimento estudantil enfraqueceu. Mas o governo de De Gaulle, abalado por este movimento, acabou por cair. Em 27 de Abril de 1969 o general De Gaulle renunciou à presidência da Republica, depois de tê-la ocupado durante dez anos.


O termo "Jornalismo" é relativamente moderno, mas a sua história é muito antiga e se confunde, inevitavelmente, com a da imprensa, desde quando Johannes Guttenberg aperfeiçoou a técnica de reprodução de textos por meio do uso dos tipos móveis. Desde séculos antes, publicações tinham sido criadas e distribuídas regularmente pelos governos. As primeiras reproduções da escrita foram, sem dúvida, obtidas sob um suporte de cera ou de argila com os selos cilíndricos e cunhas, encontrados nas mais antigas cidades da Suméria e da Mesopotâmia do século XVII a. C. O primeiro jornal regular de que se tem notícia foi a Acta Diurna, que o imperador Augusto mandava colocar no Fórum Romano no século I de nossa era. A publicação, gravada em tábuas de pedra, havia sido fundada em 59 a.C. por ordem de Júlio César, trazendo a listagem de eventos ordenados pelo Ditador (conceito romano do termo). Na Roma Antiga e no Império Romano, a Acta Diurna era afixada nos espaços públicos, e trazia fatos diversos, notícias militares, obituários, crônicas esportivas, entre outros assuntos. O primeiro jornal em papel, Notícias Diversas, foi publicado como um panfleto manuscrito a partir de 713 d.C., em Kaiyuan, em Pequim, na China. Kaiyuan era o nome dado ao ano em que o jornal foi publicado. Em 1041, também na China, foi inventado o tipo móvel. O alfabeto chinês, entretanto, por ser ideográfico e não fonético, utiliza um número de caracteres muito

maior que o alfabeto latino europeu. Em 1440, Gutenberg desenvolve a tecnologia da prensa móvel, utilizando os tipos móveis: caracteres avulsos gravados em blocos de madeira ou chumbo, que eram rearrumados numa tábua para formar palavras e frases do texto. Na Baixa Idade Média, as folhas escritas com notícias comerciais e econômicas eram muito comuns nas ruidosas ruas das cidades burguesas. Em Veneza, as folhas eram vendidas pelo preço de uma gazeta, moeda local, de onde surgiu o nome de muitos jornais publicados na Idade Moderna e na Idade Contemporânea. Esta arte propagou-se com uma rapidez impressionante pelo vale do Rio Reno e por toda a Europa. Entre 1452 e 1470, a imprensa conquistou nove cidades germânicas e várias localidades italianas, b e m c o m o Pa r i s e Sevilha. Dez anos depois, registava-se a existência de oficinas de impressão em 108 cidades; em 1500, o seu número era de 226. Durante o século XVI os centros mais produtivos eram as cidades universitárias e as cidades comerciais. Veneza continuou a ser a capital da imprensa, seguida de perto por Paris, Leon, Frankfurt e Antuérpia. A Europa tipográfica começava a deslocar-se de Itália para os países do Norte da Europa, onde funcionava como elemento difusor do humanismo e da Reforma oriunda das cidades italianas.


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A imprensa pré-industrial A primeira publicação impressa periódica regular (semanal), o Nieuwe Tijdinghen, aparece em 1605, na Antuérpia. Os primeiros periódicos em alemão são fundados em 1609: o Relation aller fürnemmen und gedenckwürdigen Historien (Relação de todas as notícias notáveis e rejubilantes), em Estrasburgo, e o Avisa Relation oder Zeitung. Em 1615, surge o Frankfurter Journal, primeiro periódico jornalístico, também semanal e em alemão. Em 1621, surgiu em Londres o primeiro jornal particular de língua inglesa, The Corante. No ano seguinte, um pacto entre 12 oficinas de impressão inglesas, holandesas e alemãs determinou intercâmbio sistemático de notícias entre elas. No mesmo ano, Nathaniel Butler fundou também em Londres o primeiro hebdomadário: o Weekly News, que, a partir de 1638, seria o primeiro jornal a publicar noticiário internacional. Foi seguido na França por La Gazette, de Théophraste Renaudot cujo primeiro número foi publicado em 30 de maio de 1631, e na Holanda pelo Courante uyt Italien ende Duytschlandt, em 1632. O jornal mais antigo do mundo ainda em circulação foi o sueco Post-och Inrikes Tidningar, que teve início em 1645. Até então, estas publicações tinham periodicidade semanal, quinzenal, mensal ou irregular. Foi só a partir de 1650 que surgiu o primeiro jornal impresso diário do mundo, o Einkommende Zeitungen (Notícias Recebidas) fundado na cidade alemã de Leipzig. No Novo Mundo, o primeiro jornal apareceu nas colônias britânicas da América do Norte (futuros Estados Unidos), publicado em Boston: o Publick Occurrences, Both Forreign and Domestick, que no entanto só teve uma edição. De 1702 a 1735 circulou o primeiro jornal diário em inglês, o Daily Courant, de Samuel Buckley, também nas colônias britânicas. Em 1729, nasceu o Pennsylvania Gazette, de Benjamin Franklin, primeiro jornal a se manter com renda publicitária.


. divulgART

Maxi-Divulgart  

União das duas revistas já publicadas previamente.

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