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INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS

INTRODUÇÃO PROFESSORA ESPECIALISTA MARIANNE SILVESTRE TEIXEIRA ALMEIDA


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PALAVRA DO PROFESSOR Embora algum tipo de instalação hidráulica e sanitária possa ser encontrado já na antiguidade, particularmente nos banhos romanos, é no século XIX que ocorre uma revolução na arquitetura pela introdução de sistemas destinados a acumular e distribuir água limpa e a recolher e afastar dejetos e águas servidas. O projeto de arquitetura, até então concentrado nos problemas da alvenaria portante e nas estruturas de madeira torna-se agora mais complexo. Mesmo assim, e por muitos anos, essas instalações, cada vez mais importantes, foram consideradas como algo que o engenheiro projetista de hidráullica deveria “esconder” no forro ou embutir nas paredes de alvenaria de tijolos. Contudo, se de um lado as exigências e a complexidade das instalações hidráulicas cresce dia a dia, de outro lado a substituição da alvenaria por estruturas independentes e sistemas de vedo em painéis, associados a grandes aberturas, acabaram por obrigar os arquitetos a se envolverem no assunto desde os estudos preliminares. Verifica-se assim, que não são apenas as exigências cada vez maiores dos sistemas hidráulicos, mas a própria evolução dos sistemas construtivos vale dizer da própria arquitetura, que acabaram por envolver os arquitetos nessa problemática. Afinal, o projeto tem que ser uma peça íntegra e a arquitetura é uma composição e não uma mera justaposição de elementos construtivos dispersos. Além de distribuir água, recolher e afastar as águas servidas e pluviais, atualmente os projetos devem incluir o aquecimento e distribuição d’água quente, o combate a incêndio, a distribuição de gás (ou gases, no caso dos hospitais), sistemas que vão se tornando cada vez mais complexos face às exigências da sustentabilidade. O aumento na dimensão e no número dos dutos passa a exigir a previsão de espaços especiais para eles (shafts), interferindo, portanto, com a própria organização dos espaços.


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As instalações hidráulicas prediais passaram por muitas evoluções tecnológicas nos últimos anos. Desde os diferentes tipos de produtos até as maneiras de instalação são diversificadas e inovadoras. A substituição dos materiais metálicos, cerâmicos e de fibrocimento pelos materiais plásticos foi um dos maiores avanços e trouxe muitas vantagens às obras, como maior facilidade de execução, menores custos, menor ferramental necessário, menor tempo de instalação, maior disponibilidade de peças e componentes e os benefícios resultantes. Essa substituição proporcionou melhorias aos projetos, à execução das instalações nas obras, e deu aos projetistas opções de materiais a serem instalados.

PROFESSORA ESPECIALISTA MARIANNE SILVESTRE TEIXEIRA ALMEIDA

Graduada em Engenharia de Civil, pela Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto, em 2008 e Especialista e Gestão de Obras e Inovações Tecnológicas pela Universidade Federal de Lavras em 2011. Possui vasta experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Construção Civil e Obras Públicas, com atuação pelo Exército Brasileiro.

ENDEREÇO PARA ACESSAR O CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/8730276541677173


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EMENTA Saneamento básico. Instalações prediais de água fria. Instalações prediais de água quente. Instalações prediais de águas pluviais. Instalações prediais de esgoto sanitário. Instalações prediais de proteção e combate a incêndios. Instalações prediais de gás liquefeito de petróleo.

Carga horária da disciplina: 40 h.


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OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Assimilar estudo nos diversos ramos das instalações hidráulicas, apresentando bases técnicas e científicas, indispensável para o conhecimento e a compreensão de numerosos problemas na engenharia e arquitetura voltados para os sistemas de instalações hidráulicas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

Apresentar a importância do projeto hidráulico do edifício, tendo em vista que grande parte das patologias da construção é decorrente de problemas relacionados com as instalações hidráulicas prediais;

Apresentar uma visão conceitual prática, didática e simplificada do dimensionamento dos vários subsistemas das instalações hidráulicas prediais.

Apresentar os princípios básicos para a elaboração de projetos, bem como a importância da compatibilização das instalações hidráulicas com os projetos arquitetônico e estrutural de forma harmônica, racional e tecnicamente correta.


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PLANO DE ENSINO Conteúdo Programático Módulo 1:  Instalações prediais de água fria - Considerações gerais; Entrada e fornecimento de água; Sistemas de abastecimento; Reservatórios; Rede de Distribuição; Materiais utilizados; Dimensionamento das tubulações de água fria; Pressões mínimas e máximas. Módulo 2:  Instalações prediais de água quente – Conceitos gerais; Estimativa de consumo; Sistemas de aquecimento, Tipos de aquecedor, Redes de distribuição; Dimensionamento; Pressões máximas e mínimas; Sistemas integrados de aquecimento.  Instalações prediais de águas pluviais – Considerações gerais; partes constituintes da arquitetura; Vazão de projeto; Calhas e rufos no projeto de arquitetura; Dimensionamento de calhas; Condutos verticais e horizontais; Materiais utilizados; Caixa coletora de águas pluviais; Águas pluviais e o projeto de arquitetura. Módulo 3:  Instalações prediais de esgoto sanitário – Considerações gerais; Sistemas de coleta e escoamento dos esgotos sanitários; Sistema predial de esgoto; Caixas de Inspeção e de gordura; Coletor predial; Materiais utilizados; Traçado das instalações; Dimensionamento das tubulações; Níveis do terreno e redes de esgoto; Reuso de águas cinzas. Módulo 4:  Instalações

prediais

de

proteção

e

combate

a

incêndios

Considerações gerais; Características da edificação e área de risco, Projeto Técnico; Classificação dos incêndios; Medidas de segurança contra incêndio; Medidas ativas de proteção; Reservas de incêndio; Medidas passivas de proteção.


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 Instalações prediais de gás liquefeito de petróleo – Considerações gerais; Campo de aplicação; Definições e simbologia; Tipos de instalações internas residenciais e comerciais; Materiais e acessórios; Aspectos construtivos; Local de medição do gás; Condições das instalações e das conexões de aparelhos a gás; Dimensionamento das tubulações.

Metodologia 

Aula expositiva dialogada

Produção e estudo de texto

Fórum participativos

Atividades de pesquisa

Estudo do meio

Aula de campo

Estrutura de Apoio 

Audiovisual

Livros

Periódicos

Material impresso

Revistas e jornais


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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bibliografia Básica CREDER, H. Instalações hidráulicas e sanitárias. 5ª. edição. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S.A, 1991. GONÇALVES; et. al.. Execução e Manutenção de Sistemas Hidráulicos Prediais. São Paulo: PINI, 2000. MELO, V. O. A.; NETTO, J. M. Instalações prediais hidráulico-sanitárias. 5ª. edição. São Paulo: Edgard Blucher, 2004..

Bibliografia Complementar AZEVEDO NETTO, José Martiniano de et al. Manual de hidráulica. 8. ed. atual.. São Paulo: Edgard Blucher Ltda, 2002. ALBUQUERQUE, R. C. Condomínio Predial. Rio de Janeiro: Ediouro, 1993. BORGES, R. S. Manual de Instalações Prediais Hidráulico-Sanitárias e de Gás. 3ª. edição. Minas Gerais: FUMARC, 1989. MACINTYRE, Archibald Joseph. Manual de instalações hidráulicas e sanitárias. Rio de Janeiro: LTC, 1990. PORTO, Rodrigo de Melo. Hidráulica básica. 4. ed.. São Carlos: EESC-USP, 2006.

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