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Lojas de conveniência movimentam R$ 1 bilhão O faturamento de R$ 1 bilhão por ano indica a força que o setor de lojas de conveniência vem assumindo no Brasil. O número é expressivo, ainda mais se considerada a quantidade de pontos-de-venda espalhados pelo país. Dos 30,5 mil postos de combustíveis, segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), apenas 3,6 mil contam com pontos-de-venda neste formato, o que mostra o potencial de crescimento deste nicho de mercado. A proximidade de casa e do trabalho, o fácil acesso, o atendimento rápido, a diversidade de produtos e a comodidade são as características que mais atraem o público às lojas de conveniência. É o que mostra um estudo feito com 700 entrevistados em 16 lojas de conveniência no eixo Rio – São Paulo pelo Sindicom a pedido da Souza Cruz. O levantamento mostra que a maior parte dos clientes são do sexo masculino, com idades entre 25 e 34 anos, de classes A e B. A média de visitas às lojas de conveniência é de até seis vezes por semana, e os dias de maior freqüência são sextas e sábados, durante a noite.

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Microempresários defendem a implantação do Super Simples A organização dos pequenos e microempresários em defesa de mais benefícios e condições para o desenvolvimento do segmento está sendo puxada pelas discussões sobre a Lei Geral de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que pretende englobar o Super Simples, ambos previstos na Reforma Tributária aprovada em 2003. A Lei Geral, como lei complementar, deverá estabelecer as diretrizes de toda legislação – federal, estadual ou municipal – que de alguma maneira afete a pequena e a microempresa nos campos tributário, administrativo e financeiro, e também em questões como acesso à tecnologia e compras do governo. A emenda ao artigo 146 da Constituição estabelece que uma “lei complementar definirá o tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e empresas de pequeno porte nas três esferas de governo”. O objetivo é criar uma blindagem para as micro e pequenas empresas. Muitos empreendimentos ficam numa situação de grande vulnerabilidade diante da fiscalização e das regulamentações meramente administrativas da Receita Federal, o que pode provocar prejuízos ou até mesmo o fechamento da empresa. A estratégia do Sebrae é englobar a regulamentação do Super Simples no projeto da Lei Geral, que ainda está em fase de discussão e deve ser apresentado assim que estiver pronto, ainda neste ano. O Super Simples atende a um antigo anseio do empresariado: o recolhimento unificado de tributos federais, estaduais e municipais.

Charge

Clóvis Geyer

Revista do Varejo 02  

Junho de 2004

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