Page 8

MOVIMENTO movimento

movimento

movimento

Lojas de departamento perdem espaço para comércio eletrônico Pesquisa do IBGE constata retração no segmento de eletrodomésticos e móveis, e confirma expansão do comércio eletrônico

A

participação das lojas de departamentos na receita do varejo brasileiro encolheu quase 38% entre 1996 e 2002. Os dados, parte da Pesquisa Anual do Comércio de 2002, foram divulgados no mês passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No comércio varejista, o destaque em expansão foi a venda pela internet. Em 2002, a receita líquida do varejo online apresentou aumento real de 127% em relação a 2001, saltando de 233,5 milhões de reais para 530 milhões de reais. Na série histórica que vai de 1996 a 2002, a participação das lojas de de-

partamentos, eletrodomésticos e móveis diminuiu de 17,5% para 10,9% da receita líquida total do comércio. “A queda tem a ver com a crise enfrentada pelo setor, com a falência de redes tradicionais”, explica Juliana Vasconcellos, técnica da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. No período analisado, os grandes magazines tiveram forte queda de lucros, por conta de um aumento de 16,9% no total de empregados e de uma retração de 31,2% na receita.

Em contrapartida, subiu 1,4 % a fatia dos hiper e supermercados na receita líquida total do comércio: de 23% (em 1996) para 24,4% (2002). Mas foram as distribuidoras de combustíveis que mais ganharam espaço no período. A participação delas pulou de 14,8% para 22,5%.

Consumidor br asileir ui os brasileir asileiroo dimin diminui g astos com car tões de crédito

59% dos consumidores no Rio de J aneir am em camelôs aneiroo compr compram

Os emissores de cartões de crédito começam a repensar suas estratégias para elevar receitas. Embora a base de clientes tenha crescido fortemente no Brasil nos últimos anos, o valor dos gastos médios está em queda, e os índices de ativação e de retenção dos plásticos são baixos. Ou seja, as pessoas adquirem o cartão, praticamente não usam ou usam pouco, e depois de algum tempo acabam cancelando. Segundo especialistas no mercado, a queda dos gastos médios se explica, por um lado, pela queda da atividade econômica, e por outro, pela ampliação da base de cartões para a população de baixa renda. Como o valor médio individual de gastos dessas pessoas é menor, acaba puxando para baixo a média nacional.

Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) mostrou que 59% das pessoas que circulam no centro da cidade compram produtos no comércio informal do bairro. Entre os entrevistados das classes C e D, a concentração é maior: 66% e 60%, respectivamente. Mas a participação das classes mais altas também é grande e corresponde a 47% nos entrevistados de classe A e 49% de classe B. Entre os produtos mais comprados nos camelôs do Centro estão relógios (17,9%), perfumes (15,3%) e acessórios (13,4%). Outros destaques foram CDs, DVDs e fitas de vídeo (12,5%), brinquedos (10,8%) e óculos (8%). A Firjan ouviu 300 pessoas no Centro do Rio de Janeiro nos dias 18, 19 e 20 de maio.

Revista do Varejo 02  

Junho de 2004

Revista do Varejo 02  

Junho de 2004

Advertisement