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2018


ÍNDICE 

APRESENTAÇÃO

O INICIO DE UMA JORNADA...

O BLOG

O QUE É DIPLOMÁTICA E TIPLOLOGIA?

AUTENTICIDADE E VERACIDADE

NOSSAS SÉRIES DOCUMENTAIS

A OFICINA

O QUE APRENDEMOS???

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS


APRESENTAÇÃO

O presente trabalho detalha as atividades desenvolvidas pelo grupo “Fundo Pessoal é a Vovozinha!” ao longo do semestre dentro da disciplina Diplomática e Tipologia Documental. Dividimos por sessões explicativas do que foi destaque dentro do trabalho realizado. Consta aqui informações acerca da formação do grupo, seu foco e objetivos. Há espaço especial para o blog e a oficina, produtos desenvolvidos para aplicação dos conteúdos estudados dentro e fora de sala de aula. Para tratarmos de conceitos específicos da disciplina estudada, utilizamos exemplos criados pelo próprio grupo para elucidar o que foi visto de mais significativo e imprescindível. Por fim, concluímos sobre os impactos, os aprendizados e as experiências adquiridas a partir das atividades desenvolvidas. Boa Leitura!

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Ciro Abreu – 16/0116473 Geovana de Castro – 16/0007194 Janaina Felix- 16/0126258 Luiz Spindola – 16/0134731 Pamella Rodrigues – 16/0140528 Tales Rocha- 16/0145449


O INÍCIO DE UMA JORNADA...

O universo da disciplina Diplomática e Tipologia Documental

para o 2º Semestre de 2018 se voltou para o tema “chocolate”.

Já sabendo da temática, os integrantes do grupo se reuniram pela primeira vez para a escolha de um fundo específico a ser trabalhado ao longo do semestre. O eleito dentre os disponíveis foi: “Arquivo pessoal da vovozinha que produz chocolates artesanais”. Surge da discussão do grupo o nome Jumira de Castro, ou Vovó Juju, a senhora fictícia que seria responsável pela produção de todo o perfil do fundo que seria trabalhado dali em diante. O nome foi baseado na personagem homônima da animação “O Irmão do Jorel”, sendo esta também inspiração para algumas particularidades, como a paixão por abacates. Todas informações com os nomes dos participantes, os objetivos do grupo e o foco do trabalho que seria realizado ficou registrado no documento denominado Ata de Reunião nº01/2018. Assim, o grupo se prestou a trabalhar com foco no arquivo pessoal na intenção de resgatar a história e as tradições culinárias de Vovó Juju. No mesmo dia o grupo criou o documento que seria o embrião do blog trabalhado. Trata-se de carta endereçada por Vovó Juju ao seu neto com o intuito de criar um blog com seu nome. A ideia original seria um blog que retratasse a vida e obra da doceira de chocolates Jumira de Castro. Porém, ficou decidido pelo grupo responsável tornar isso possível por meio dos documentos produzidos por Vovó Juju, ao mesmo tempo aplicar os fundamentos estudados na disciplina utilizando o fundo escolhido. Uma forma de unir o útil ao agradável. Então, no dia 21 de agosto de 2018, o blog entrou no ar com as primeiras postagens. Na sessão seguinte consta mais detalhes sobre esse produto.


Assim criamos o blog, nossa primeira postagem foi de boasvindas:

Ata de reuniĂŁo


O BLOG

Uma

das atividades proposta pelo professor, como meio de

interação entre este e os alunos, foi o blog. O blog foi uma experiência diferente, já que o habitual eram as atividades serem feitas e entregues nas aulas ou via e-mail. Nosso blog foi criado pensando em algo parecido com o nosso tema. Como nosso tema é bem legal, buscamos inspiração na vovó Juju, personagem de um desenho “Irmão do Jorel”. Irmão do Jorel é uma série em desenho animado brasileira criada por Juliano Enrico e co-produzida pela Cartoon Network Brasil e a Copa Studio. A série foi originalmente vencedora de um pitching promovido pelo Cartoon Network brasileiro em 2009 para produção de novas animações nacionais.[1] É a primeira animação original do Cartoon Network feita no Brasil e na América Latina. Ela a princípio iria estrear em 2013 com apenas 13 episódios, porém, sua estreia foi adiada para o ano seguinte completando uma temporada de 26 episódios.[2] Sua estreia ocorreu no dia 22 de setembro de 2014.[3] Em 8 de dezembro de 2015, a série foi renovada para uma segunda temporada,[4] que teve a sua estreia no dia 10 de outubro de 2016 e contou com novos traços visuais para cada personagem.[5] Em 25 de maio de 2017, a série foi renovada para uma terceira temporada com estreia confirmada para 16 de julho de 2018.

Fonte: wikipedia

No blog são postadas todas atividades individuais e em grupo. Bem como a oficina virtual e o próprio trabalho final. Foram várias atividades, feitas com o intuito de aprendermos os conceitos importantes da Diplomática e Tipologia


Como experiência o blog foi bem diferente. Mas muito criativo, já que estamos em um momento em que os documentos digitais tem um foco muito grande, nada mais novo que usar outro meio de trabalhar a disciplina. Além do blog, o WhatsApp, foi outro dos meios usados para nos comunicarmos. Sendo tanto o blog, quanto as mensagens uma forma de provar nossa participação nas atividades propostas.


O QUE É DIPLOMÁTICA E TIPLOLOGIA?

A Diplomática surgiu em um momento de grande contestação da autenticidade dos documentos relativos a posse de terras, a guerra diplomática iniciada no século XVI, teve como seeu contestador o jesuíta Daniel de Papenbroeck, que pós em dúvida os documentos beneditinos. Jean Mabillon ao defendê-los, acabou publicado o tratado “DE RE DIPLOMATICA”. Apesar de uma área antiga, a Diplomática tem sua aplicabilidade na atualidade. Mas o que é Diplomática mesmo? É uma área de estudo que analisa os elementos internos e externos do documento, a fim de garantir sua autenticidade. Segundo Lopez, existem diferentes modelos e propostas de como proceder para fazer análise diplomática, com maior ou menor ênfase para os aspectos formais e o trâmite. Alguns elementos mínimos podem ser aplicados, garantindo que um documento é realmente autentico. Luciana Duranti em sua Diplomática Especial, busca adaptar os métodos e conceitos da Diplomática Tradicional para serem aplicados aos documentos contemporâneos. Com a criação de espécies novas, bem como de suportes digitais, viu-se a necessidade de elementos adaptados as características peculiares desses novos documentos, que garantisse seu uso como prova.    

Denominação da espécie6 (o “nome” daquele documento). As características internas principais (como a informação está disposta e como ela se comporta). As características externas principais, como, entre outras, forma, formato7, dimensões, suporte8 gênero9 e sinais de validação.10 O trâmite (quais as etapas e documentos foram produzidos até chegar ao documento em pauta). Elementos mínimos para análise diplomática. Fonte Lopez

De acordo com Bellotto, ao analisarmos um documento é preciso distinguir os caracteres extrínsecos (externos), dos intrínsecos (internos). Ainda segundo a autora, como externo temos; o suporte, o meio, o formato e os sinais. Já como internos são considerados, a língua e o teor do documento. Na Diplomática o texto do documento é separado em três partes distintas, porém complementares, são: o protocolo inicial, o texto e o protocolo final.


No caso da Tipologia, a análise do documento é relativa a função desempenhada por este para o seu produtor. Considerando o fundo ao qual pertence, e o motivo que levaram a sua produção ou acumulação. Resumidamente a Tipologia estuda a relação entre a espécie e a função. Sua análise influencia na criação do Plano de Classificação, esquema intelectual, no qual são organizadas as séries documentais, segundo sua função. No decorrer do semestre, nos foram apresentados diferentes documentos e sua função, assim como a criação de séries documentais relacionadas ao nosso tema “Arquivo pessoal da vovozinha que produz chocolates artesanais”, foram vários exercícios de analise diplomática e tipológica, até chegarmos ao um plano de classificação e nas séries que seriam apresentadas na oficina.


AUTENTICIDADE E VERACIDADE

Um dos temas trabalhado ao longo do semestre, não só por nós do grupo, como pela turma toda. Por ser um tema muito importante, requer algumas considerações, já que o documento de arquivo por si só é uma prova substancial. Por isso a necessidade de garantir sua autenticidade. A autenticidade é o estudo que mostra se o documento diz ser o que é se é legitimo, e está é verificada através da diplomática. Para dizer que certos documentos são autênticos eles têm que ter seguido um caminho e esse caminho chamamos de trâmite. Há formas de verificar esse trâmite através da conferência de sinais de validação, esses sinais podem ser: Timbres no suporte quando este for papel, assinaturas, selos, carimbos, marca d’agua e etc. Como exemplo de documento autêntico foram-se usadas as receitas da vovó Juju, o trâmite dessas foram a Vovó Juju testar as receitas, estas terem sido bem-sucedidas e ela anotar em seu caderno de receitas. O sinal de validação então seria: A caligrafia da vovó Juju. Já a veracidade tem a ver com as informações dos documentos estarem de acordo com a realidade, por exemplo se a data de um documento estiver errada o documento não é verídico mesmo sendo autentico por ter seguido o seu caminho. Porém não é algo que seja possível verificar ao se tratar de todo um acervo, no arquivo os documentos têm o que chamamos de presunção de veracidade.

Letra da vovó

Data em que foi feita a receita

Assinatura da vovó


NOSSAS SÉRIES DOCUMENTAIS

Por definição, um documento é qualquer informação gravada em um suporte. Já o documento arquivístico possui especificidades que o diferenciam dos demais. O documento de arquivo é necessariamente produto de uma vontade administrativa (Lopez, 2012, p.16). Documentos arquivísticos estão estreitamente vinculados às atividades e funções de seu produtor. Isso quer dizer que cada documento de arquivo possui uma razão de existir e uma função arquivística que o torna meritório de guarda. Com isso em mente, o grupo aprendeu a definir, identificar e produzir séries documentais. Anteriormente falamos sobre a diplomática, uma ciência que estuda elementos internos e externos dos documentos. Entre outros motivos, a diplomática é essencial para arquivologia porque ela identifica as espécies documentais e lhes confere autenticidade. Espécie é a “configuração que assume um documento de acordo com a disposição e a natureza das informações nele contidas” (AAB/SP, 1996, p. 34). Espécies bem definidas permitem que procedimentos técnicos de guarda sejam melhor delineados. Já a autenticidade é a capacidade que um documento tem de ser aceito como prova de uma atividade, inclusive em âmbito legal. Tipologia é a disciplina que estuda as séries documentais. Ela também depende diretamente de espécies bem definidas. Uma série documental (ou tipo documental) é um documento inserido na organicidade do arquivo, cumprindo uma função arquivística. Uma equação simples ensinada em sala de aula define bem o conceito de série: Espécie + Função = Tipo/Série. Isso quer dizer que espécies iguais cumprem funções distintas de acordo com o fundo ao qual pertencem e não devem ser misturadas. Todos os elementos que compõem uma série documental devem ser estar compreendidos em um plano de classificação. Como exemplo, temos as receitas de chocolate que compõem o fundo fictício da Vovó Juju. Seguindo a fórmula apresentada anteriormente teríamos a seguinte análise tipológica: Fundo: Vovó Juju Espécie: Receita Função: Instrução de confecção dos chocolates Série: Receita para instrução de confecção dos chocolates


Todas as receitas no âmbito da culinária possuem uma configuração similar que caracteriza a espécie “Receita”. Já a função muda de acordo com o fundo que abrange o documento. Essa série foi apresentada em nossa oficina e também pode ser vista na nossa Oficina Virtual. Ao final da disciplina o grupo Fundo Pessoal é a Vovozinha criou 11 séries documentais. Essas séries podem ser vistas de forma sistematizada em nosso Plano de Classificação, juntamente com a definição de cada função.

Plano de Classificação – Fundo Vovó Juju Grupo

Controle Acadêmico

Controle de Produção

Espécie

Função

Série

Nº de documentos por Série

Data-limite

Ordenação

Ata de Criação

Registro da criação e delimitação das atividades do grupo

Ata de Criação para registro da criação e delimitação das atividades do grupo

01

Agosto/2018

Cronológica

Blog

Registro das atividades acadêmicas individuais e em grupo

Blog para registro das atividades acadêmicas individuais e em grupo

01

Agosto/2018 atual

Cronológica

Mensagem Eletrônica

Comprovação de decisões diversas relacionadas ao blog

Mensagem eletrônica para comprovação de decisões diversas sobre o blog

320

Agosto/2018 – Outubro/2018

Cronológica

Receita

Instrução de confecção dos chocolates

Receita para instrução de confecção dos chocolates

16

Abril/1989 – Agosto/2018

Cronológica

Documento fotográfico para comprovação de sucesso das receitas

5

Abril/1999Agosto/2018

Formulário de pesquisa de satisfação para comprovação de sucesso das receitas

10

Setembro/2005 – Agosto /2018

Cronológica

Certificado de premiação para comprovação de sucesso das receitas

6

Outubro/2001 – Maio/2017

Cronológica

Carta para registro do pedido da Vovó para criação de um blog

1

Agosto/2018

Cronológica

VHS para registro de Registro de inspiração inspiração da criação de da criação de receitas receitas

8

Janeiro/1985 – Novembro/1999

Cronológica

Recorte de revista para registro de reconhecimento do público e da mídia

25

Maio/2002 – Setembro/2018

Cronológica

Carta para registro de reconhecimento do público e mídia (Carta de fãs)

105

Outubro/2002 – Março/2018

Cronológica

Documento fotográfico

Controle de Satisfação

Formulário de pesquisa de satisfação

Comprovação do sucesso das receitas

Certificação de Premiação

Carta Controle criativo VHS

Registro do pedido da Vovó para criação de um blog

Recorte de revista Controle publicitário Carta

Registro de reconhecimento do público e mídia

Cronológica


ALGUNS DOS NOSSOS DOCUMENTOS


A OFICINA

Uma das atividades propostas foi a criação e apresentação de uma oficina. Outra experiência nova, já que além de ser relativo ao nosso tema, teríamos que falar das nossas séries documentais, bem como explicar sobre os conceitos apreendidos em sala de aula. Foi uma atividade exaustiva, porém muito produtiva. Fomos obrigados sair de nossa zona de conforto, é apresentar não só para nossa turma, mas também para outras pessoas, que muitas vezes não tinham nem um conhecimento do que venha a ser a Arquivologia. Nossa apresentação foi no ICC Norte, em uma sexta feira. Apesar do tempo ruim, tivemos um público considerável. Montamos os estandes, cada um trouxe um pouco de material para ornamenta-lo. Todos trabalharam para que todo ficasse o melhor possível.

LEMBRANÇAS DA OFICINA


Como lembrancinha por terem participado, foram dados trufas com recheio de abacate, uma novidade, mas que foi muito bem recebida por quem experimentou, assim como um folder com alguns conceitos básico, uma cruzadinha e o endereço do nosso blog, caso alguém tenha interesse de conhecer mais sobre nosso trabalho.

FOLDER ENTREGUE AOS VISITANTES


Como forma de sabermos quantas pessoas passaram por nossa oficina, foi pedido aos participantes para assinar o controle de visitantes.

LISTA DE ASSINATURAS DOS VISITANTES


O QUE APRENDEMOS??

Os conceitos de Diplomática e Tipologia nos propiciam agora

uma visão mais ampla em como olhar para os futuros arquivos que iremos trabalhar, tendo noções de como se verificar se um documento é autêntico através de uma análise diplomática, como identificar uma série documental através de uma análise tipológica, podemos gerir melhor futuros acervos, classificando e ordenando mais assertivamente. O blog foi importante para a divulgação de atividades e compartilhamento das mesmas com o público e com os integrantes de outros grupos, sendo possível uma troca e uma fixação do conteúdo trabalhado em sala. A oficina foi o auge do semestre, onde pudemos aumentar o alcance dos conhecimentos arquivísticos pela exposição aberta no ICC Norte, podendo reunir todo o conteúdo aprendido em um roteiro traduzido para uma linguagem mais simples com exemplos práticos do nosso tema. Ambos foram construtivos ao estimular que trabalhássemos de maneira diferente e fora da nossa zona de conforto.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS BELLOTTO,

Heloisa Liberali. documental. 2ª edição.

Arquivos permanentes: tratamento

DURANTI, Luciana. Diplomática: usos nuevos para una antigua ciencia. Trad. Manuel Vázquez. Carmona (Sevilla): S&C, 1996. (Biblioteca Archivística, 5). LOPEZ, A. et al. Blogs como ferramenta de ensino-aprendizagem de Diplomática e Tipologia Documental: uma estratégia didática para construção de conhecimento. Perspectivas em Gestão do Conhecimento. João Pessoa, Vol. 1, Número Especial (2011): Perspectivas em Arquitetura da Informação, p. 86-99. LOPEZ, A. Identificação de tipologias documentais em acervos de trabalhadores. In: Antonio José Marques; Inez Tereznha Stampa. (Org.). Arquivos do mundo dos trabalhadores: coletânea do 2º Seminário Internacional. São Paulo; Rio de Janeiro: CUT; Arquivo Nacional, 2012, p. 15-31.

Fundo pessoal é vovozinha!  

Trabalho final da disciplina D&T Documental- Arquivologia- UnB

Fundo pessoal é vovozinha!  

Trabalho final da disciplina D&T Documental- Arquivologia- UnB

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