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Psicologia – 12A

A sexualidade humana

Entrevista com Jean Didier Vincent, professor no Instituto Universitário de França e diretor do Instituto Alfred Fessard. É autor dos livros La Biologie des Passions e La Chair et le Diable (Ed. Odile Jacob, 1994).

“Em que é que a sexualidade humana diverge da sexualidade animal? Ao nível biológico, as sexualidades humana e animal são extremamente semelhantes. O ser humano possui com efeito os mesmos neurónios e sintetiza as mesmas hormonas cerebrais que os gorilas, os chimpanzés e, sobretudo, os bonobos,

considerados hoje os mais próximos do nosso antepassado comum. Mas, no decurso da evolução, o ser humano realizou um

salto qualitativo maior que permitiu que o seu cérebro – concretamente o seu neocórtex – se desenvolvesse de um modo

extraordinário, dotando-o de novas faculdades: as de categorizar, realizar operações abstratas, associar os objetos às palavras... E de passar assim a uma escala superior na sua capacidade de socialização. Transformou-se por isso num ser emocional, quer

dizer, um ser dotado da capacidade acrescida de exprimir as suas emoções e descodificar as dos outros. Daí decorre o aparecimento de uma diferença fundamental em relação aos outros primatas na sua capacidade em apreender o mundo e em se relacionar com os outros. E isto repercute-se necessariamente na sua maneira de viver a sexualidade.

O ser humano escapa assim às limitações da sua matriz biológica? O ser humano mantém-se em parte condicionado pelas suas hormonas e as suas pulsões. Mas o seu neocórtex tem a

possibilidade de ultrapassar o domínio dos imperativos biológicos. No ser humano, o sexo é sobretudo uma questão de representações. Estas constroem-se passo a passo durante a infância à medida que se forma o seu cérebro, na base da sua

vivência afetiva, dos seus prazeres, dos seus sofrimentos. Um homem não sente desejo de cada vez que está em contacto com as feromonas femininas, como é o caso dos animais. A aproximação entre dois seres é dominada pela representação que se faz do ser amado. Enquanto o animal está envolvido no momento presente, o ser humano antecipa sem cessar a partir dos dados do seu imaginário. Torna-se assim senhor dos seus desejos e da sua sexualidade.”

Entrevista conduzida por Sylvia Vaisman, Science et Vie, n.º 200, Set. 1997

Identidade pessoal A identidade pessoal é uma construção dinâmica da unidade da consciência de si, através das relações intersubjetivas, das comunicações da linguagem e das experiências sociais. A identidade é um processo ativo, afetivo e cognitivo de representação de si no meio que o rodeia, associado a um sentimento subjetivo da sua permanência. O que permite perceber a sua vida como uma experiência que tem uma continuidade e uma unidade, e agir em consequência.

A identidade satisfaz as necessidades inter e intrapessoais de coerência, de estabilidade, e de síntese que asseguram uma permanência na existência. Estas funções de regulação são indispensáveis para permitirem a adaptação às mudanças e para

evitarem o aparecimento das perturbações da personalidade ligadas à confusão e difusão da identidade, ou ao seu desmembramento. A identidade pessoal tem lugar numa descendência. Ela inscreve o legado do passado na construção de um horizonte temporal. Quando a parte originária da identidade não pode ser investida, o equilíbrio da pessoa é afetado.

A identidade pessoal é sexuada: a maneira de habitar o seu corpo e de assumir a sua identidade de género depende da incorporação dos objetos libidinais mas também dos efeitos de atribuição socioculturais dos papéis masculino e feminino. Os

atos, as criações, as posses, mas também a diferenciação, as confrontações e os compromissos, são meios para significar a marca da sua identidade pessoal. A articulação destas múltiplas facetas depende da coerência e do dinamismo do princípio organizador das adaptações, que regula as interações entre as mudanças da vida e do meio ambiente.

Doron, R., Parot, F., Dicionário de Psicologia, 2001, Lisboa: Climepsi Editores, p. 398

ANO LECTIVO 2011-2012


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Identidade e personalidade

O conceito de identidade aparece frequentemente associado ao conceito de personalidade. Por isso, considerarmos oportuna a sua abordagem. Conceito de personalidade O conceito de personalidade, apesar da grande diversidade concetual, centra-se em alguns itens aglutinadores como consistência, essencialidade, estabilidade, continuidade, estrutura, entre outros. A personalidade diz respeito a um conjunto de características pessoais, persistentes e suportadas numa coerência interna. Quando nos referimos à personalidade de alguém, temos em conta os seus sentimentos, emoções, pensamentos, atitudes, comportamentos, motivações, tomadas de decisão, projetos de vida. Falar de personalidade é também falar do sentido que a

pessoa dá às diferentes ocorrências e experiências da sua vida. Falar de personalidade é ainda falar de comunicação e de relações interpessoais, de comportamento social. A personalidade envolve a totalidade da pessoa.

A personalidade é um conceito que apela para o indivíduo, para a sua unicidade, no que há de mais nuclear e específico em si mesmo, mas, também, para a sua diferenciação, no que há de distintivo dos outros. A personalidade permite que nos

reconheçamos e sejamos reconhecidos mesmo quando, ao desempenhar os vários papéis sociais, usamos diferentes máscaras para representar as diferentes personagens. A personalidade representa uma fidelidade, uma continuidade, consistência de formas de estar e de ser.

“A diversidade do comportamento humano não acontece desordenadamente, ou à sorte, mas organiza-se em padrões ou pautas de conduta facilmente identificáveis e características das pessoas. Estes padrões de comportamento, diferentes uns dos outros, constituem um fenómeno complexo, que inclui, pelo menos, dois elementos, ambos relevantes. O primeiro é o facto diferencial: pessoas diferentes reagem e comportam-se de modo diferente numa mesma situação. O outro é a continuidade ou (relativa) estabilidade do modo de conduzir-se de cada pessoa, que parece tender para uma certa semelhança de comportamento mesmo quando a situação é diferente.” Fierro, A., Psicologia Básica, Eudema, 1993, p. 538

A personalidade é um conceito dinâmico, global, que vai entrosar com consistência fatores biológicos específicos – temperamento e caráter – que estão na base das características instintivas e emocionais –, bem como aspetos cognitivos, físicos, relacionais.

“A personalidade é simultaneamente um fator de unidade e de comparação, permitindo precisamente distinguir no homem que atua aquilo que faz que seja um homem e o que faz com que ele seja aquele homem. Mais claramente, é cómodo, e para além disso banal, confrontar a personalidade com noções próximas, nomeadamente as de pessoa, carácter e temperamento. A pessoa designa um indivíduo concreto. Na linguagem comum, a personalidade pode designar também um ser concreto: quando, por exemplo, se diz de alguém que é uma personalidade forte. Em psicologia, no entanto, a personalidade distingue-se da pessoa ao designar o conjunto de esquemas que organizam o comportamento do indivíduo. É, portanto, um conceito abstrato fácil de se diferenciar do de pessoa quando, por exemplo, se diz de tal pessoa que, com uma personalidade como a sua, é surpreendente que tenha agido de tal maneira. A personalidade é, muitas vezes, confundida com o caráter. Contudo, este designa, antes de mais, as componentes instintivoafetivas da personalidade, enquanto aquela engloba, não só características de caráter (jovialidade, agressividade...), mas também aptidões cognitivas (imaginação, inteligência...) e, ainda, componentes físicas. Quanto ao temperamento, remete prioritariamente para as componentes fisiológicas hereditárias. Portanto, não é mais que um aspeto da personalidade. Quando se diz que a personalidade é um conceito abstrato, isso quer dizer que repousa sobre inferências. Do mesmo modo que a agressividade é inferida a partir da agressão, a personalidade é inferida, a um segundo nível, a partir de traços como a agressividade, a timidez, etc. Ela substitui a motivação, que é ocasional, enquanto a personalidade assegura a continuidade do comportamento.” Pire, F., Questions de Psychologie, De Boeck, 1994, p. 176 (adapt.)


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Antes de analisarmos os diferentes olhares dos vários psicólogos sobre este conceito, referiremos a polémica personalidadecomportamento. Assim, a personalidade é, nalgumas conceções, inferida a partir dos comportamentos observados, enquanto, noutras, é a personalidade que vai explicar os comportamentos. Nesta última perspetiva, a personalidade “(...) transcende o estudo do comportamento, ela é a trama sobre a qual se tecem diversos padrões” (Petit, op. cit., p. 176). Eis algumas das muitas definições de personalidade:

“A personalidade não existe do mesmo modo que uma pele ou uma pessoa; não se pode acariciá-la nem apertar-lhe a mão. É uma construção hipotética inferida a partir do que diz (ou não diz) e faz (ou não faz) um ser humano, para nele se perceber uma estrutura relativamente estável de elementos que lhe são característicos, que fazem com que ele não seja confundido com qualquer outro e se possa prever o seu comportamento anterior numa dada situação.” Leyens “O que a personalidade representa essencialmente é a noção de unidade integrativa de um Homem, com todo o conjunto das suas características diferenciais permanentes (inteligência, caráter, temperamento, constituição) e as suas modalidades próprias de comportamento.” Pieron “A personalidade é a totalidade psicológica que caracteriza um Homem em particular.”

Meili

“A personalidade é constituída pelos modelos de comportamento distintos, incluindo os pensamentos e as emoções, que caracterizam a adaptação de uma pessoa às exigências da vida.” Rathus “A personalidade é aquilo que permite um prognóstico do que a pessoa fará numa dada situação.”

Cattell

“Um padrão total de ações.” Cattell, 1963 “Um padrão de ações, sendo a ação um padrão de conduta, uma disposição a comportar-se de uma maneira descritível.”

Janis, 1969

“Formas relativamente estáveis, características do indivíduo, de pensar, experimentar e comportar-se.”

Rotter, 1954

“Padrões de conduta e modos de pensar característicos de uma pessoa, que determinam a sua adaptação ao meio que a rodeia.”

Hilgard, Atkinson e Atkinson, 1975

“Um sistema relativamente específico, definido e consistente de disposições de necessidade, que operam como reações seletivas às alternativas que se apresentam ao indivíduo a partir da situação.” Parsons, 1951 “A personalidade é a organização distinta e única de traços de um indivíduo, que se reflete nas reações que este tem em relação a si próprio e aos outros, na maneira como os outros reagem a ele e no modo como ele enfrenta as suas frustrações e conflitos, isto é, como se ajusta ao ambiente.” Johnson e Medinus “A personalidade é o conjunto de traços, disposições ou características relativamente permanentes que dão, de algum modo, consistência ao comportamento de uma pessoa.” Feist A multiplicidade das definições de personalidade leva a que nos interroguemos com Petit (op. cit., p. 173): “A questão da

personalidade recebeu tantas respostas que se pode considerar uma questão sem resposta”.


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Natureza da personalidade Ao analisarmos as várias definições da personalidade retém-se uma característica fundamental: a personalidade é uma construção pessoal que decorre ao longo da nossa vida. Tem os seus alicerces no temperamento, no meio social em que estamos inseridos, sendo também fruto de uma elaboração da nossa história de vida, isto é, da forma como sentimos, representamos e integramos as nossas experiências. A personalidade não se pode isolar de aspetos pessoais como a dimensão fisiológica, emocional, intelectual, sociomoral, não sendo também independente da consciência e da representação de si, que cada um tem, nem da sua autoestima.

Compreende-se, assim, por que razão se afirma que a personalidade é um processo dinâmico, uma construção contínua que decorre ao longo da vida do indivíduo. A personalidade acompanha e reflete a maturação psicológica e esta avalia-se por características como a autonomia, o autocontrolo, a capacidade de comunicação interpessoal, a expressão das ideias e dos afetos e a construção de projetos de vida. O processo de maturação

obtém-se através dos conflitos, gratificações afetivas, frustrações, realizações, crises com que nos confrontamos. No capítulo sobre o desenvolvimento, tiveste oportunidade de abordar as diferentes dimensões e perspetivas de desenvolvimento, o que, de um modo mais ou menos direto, te remete para a evolução e construção da personalidade. A personalidade é um processo dinâmico no qual intervêm diferentes fatores.

Fatores que influenciam a personalidade

Nos diferentes capítulos, discutimos, de forma mais ou menos desenvolvida, as influências da hereditariedade, do meio social e das experiências pessoais no comportamento e desenvolvimento dos seres humanos. Por isso, faremos apenas uma breve referência a estes fatores e à forma como intervêm na construção da personalidade. As diferentes teorias da personalidade vão privilegiar, como verás, uns fatores em detrimento de outros. Contudo, eles estão intimamente

relacionados: a personalidade é produto da organização dinâmica das diferentes componentes. A influência destes fatores é, obviamente, diferente nos diferentes indivíduos e nas fases diferentes do ciclo de vida.

Analisemos então três fatores gerais que influenciam a personalidade: • influências hereditárias; • meio social; • experiências pessoais.

Influências hereditárias O património genético do indivíduo define-se na sua singularidade morfológica, fisiológica, sexual (ser homem ou mulher). Na determinação do temperamento estão as variações individuais do organismo, concretamente a constituição física e o funcionamento dos sistemas nervoso e endócrino, que são em grande parte hereditários.

Quando estudaste os fundamentos da psicofisiologia, tiveste oportunidade de analisar o papel da hereditariedade no desenvolvimento e comportamento dos seres humanos. O estudo dos gémeos – um dos métodos usados para analisar o papel da hereditariedade – demonstrou que, na generalidade, é nas características da personalidade que a semelhança é menor, em comparação com as semelhanças físicas e intelectuais. Para perceberes melhor a importância que os fatores biológicos têm na personalidade, basta recordares as perturbações daqueles que são afetados pela disfunção do sistema nervoso e do sistema endócrino.

“O padrão genético estabelecido no momento da conceção influencia as características da personalidade que uma pessoa desenvolverá. De forma muito óbvia, o dano encefálico herdado ou os defeitos de nascença podem ter influência pronunciada sobre o comportamento da pessoa. Além disso, os fatores somáticos (orgânicos) como altura, peso (...), o funcionamento dos órgãos dos sentidos e outros podem afetar o desenvolvimento da personalidade.”

Wittig, A., Psicologia Geral, McGraw-Hill, 1981, p. 7 (adapt.)

As primeiras teorias da personalidade enfatizam o papel dos fatores biológicos e da componente hereditária na estrutura da personalidade, subalternizando o papel do meio e das experiências pessoais. A psicanálise vai chamar a atenção para a componente pulsional de raiz biológica na construção da personalidade.

Meio social

O papel dos fatores sociais no desenvolvimento e no comportamento do ser humano foram objeto de análise detalhada nos capítulos sobre a psicologia social e o desenvolvimento.


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O meio social – família, grupos e cultura a que se pertence – desempenha um papel determinante na construção da personalidade. A personalidade forma-se num processo interativo com os sistemas de vida que a envolvem: a família, a escola, o grupo de pares, o trabalho, a comunidade... Uma personalidade é marcada por todo o processo de socialização em que a família, sobretudo nos primeiros anos, assume um papel muito importante, pelas características e qualidade das relações existentes e pelos estilos educativos.

O tipo de ambiente e o tipo de clima vivenciados (gratificante, hostil, violento, harmonioso) também influenciam a personalidade. As investigações ecossistémicas e antropológicas têm enriquecido o estudo da relação pessoa/contexto de vida.

“Os psicólogos têm procurado determinar o efeito relativo da hereditariedade e do ambiente no desenvolvimento da personalidade. Em geral, parece que quanto mais próximo é o relacionamento de duas pessoas, tanto mais provável é que as características da sua personalidade sejam as mesmas. Entretanto, esta tendência é afetada pelas circunstâncias ambientais. Assim, gémeos idênticos criados juntos têm mais probabilidade de mostrar padrões semelhantes do que os criados separadamente, mas mesmo estes têm mais probabilidade de ser semelhantes do que irmãos que não sejam gémeos.”

Wittig, op. cit., p. 28

Recentemente, têm sido feitas interessantes pesquisas sobre as causas sociais que estão na base do stress. Investigadores que desenvolveram estudos mais alargados procuraram, para além dos fatores sociais, identificar a influência, na maneira de ser e de sentir, de fatores geográficos e climáticos (a influência de viver em regiões desérticas, em ilhas, em zonas onde os dias são mais curtos, etc.).

Experiências pessoais “(…) como é que a criança chega um dia, diante do seu retrato, ou do seu reflexo, a dizer ‘sou eu’, como é que ela toma, um dia, posse dela própria?” René Zazzo As experiências pessoais abarcam as vivências de cada um influenciando a sua personalidade. Assim, os acontecimentos, as experiências vividas – positivas ou negativas – afetam a personalidade ao longo de toda a vida. Atribui-se cada vez maior importância aos estádios do desenvolvimento emocional da infância na construção da personalidade. A qualidade das relações precoces e o processo de vinculação na relação da díade mãe-filho parecem ser fundamentais na estruturação e organização da personalidade. René Spitz foi um dos autores que mais estudaram as consequências graves da carência ou privação de afetos (comportamentos regressivos, de ansiedade, de automutilação, de prostração, chegando mesmo à morte). A complexidade das relações familiares vai influenciar as capacidades cognitivas, linguísticas e afetivas, os processos de autonomia, de socialização, de construção de valores das crianças e jovens.

Embora quem lide com bebés note bem as diferenças entre eles, vários psicólogos dizem ser entre os 2 e os 3 anos que começam a surgir manifestações de afirmação do ego – personalismo. Esta é uma fase em que a criança procura normalmente afirmar-se e exercer poder sobre a família, o que frequentemente acontece pelo negativismo (diz não, faz perrices, opõe-se às ordens). É interessante relacionarmos com o facto de nesta idade ela empregar, na linguagem, o pronome “eu” em vez de se referir a si na terceira pessoa (o bebé, o menino, o Zé, a Naina, etc.). Esta fase de afirmação corresponde também ao período edipiano da teoria psicanalítica que, como sabes, é considerado central na estruturação psíquica. Na construção da personalidade, outra etapa-chave é a adolescência, com a formação das identidades pessoal, de género e psicossocial.

Algumas das manifestações deste processo interno são a procura de uma assinatura personalizada, a afirmação – frequentemente com

exageros – de uma originalidade que se reflete no vestir, nas ideias defendidas e nas formas de se expressar. Ocorrências e acasos – morte de familiares ou amigos, mudança de terra, violação, encontros amorosos, divórcio, satisfações, frustrações, cura de uma doença grave – são experiências que marcam a personalidade do indivíduo. Mas o sentido que nós lhes atribuímos, a forma personalizada como as representamos, o modo como conseguimos (ou não) superá-las e integrá-las na nossa vida são também reflexo de uma personalidade.

Concluímos com uma síntese de Edgar Morin:

“Assim, podemos avançar que a personalidade se forma e se modifica em função de três séries de fatores: a) hereditariedade genética; b) herança cultural (em simbiose e antagonismo com a precedente); c) acontecimentos e áleas.” Morin, E., Ciência com Consciência, Europa-América, s/d, p. 108

Monteiro, M., Santos, M., Psicologia, 2.ª parte, 2006, Porto: Porto Editora. pp 158-166


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