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lema: “Um Jornal de Causas, não de casos nem coisas!”

JAN.- FEV. 2013 | Mensal | Ano: V | N.: 42 | Avulso: € 1,40 | Associado: € 50 ou Benfeitor: € 25 ou Assinante: € 13 | Diretor: André Rubim Rangel | Órgão da ADM

Sobre o SUPLEMENTO: Nesta edição não sai o habitual suplemen‐ to cultural. Veja mais sobre este assunto na p. 16.

No âmbito do nosso 4.º aniv. (faremos Edição Especial no próximo n.), estamos a sortear bons prémios (serão entregues dia 24 JAN. à noite). Ao adquirir Rifas até lá, habilita-se a ganhar: ESTADIAS EM 2 HOTÉIS (INFANTE DE SAGRES NO PORTO E QUINTA DOS CEDROS EM CELORICO DA BEIRA); SPA GRÁTIS; ALMOÇO/JANTAR GRÁTIS; UM TELEMÓVEL E MAIS PRÉMIOS!

LUÍS REPRESAS p. 3

p. 4

Memórias: “na rota do sagrado”.

p. 7

“Fazer Ouvir o Porto” em marcha.

p. 8

Na 1.ª pessoa com ALI AKÇA.

p. 9

Erasmus com: À. Kovácks e C. Massei.

p.11

A fabulosa gelataria Sincelo, no Porto.

p.12

“Eu e os cães”, por Fernanda Freitas.

p.14

“Empreendedorismo e Jus ça”, por G.F.

p.16

Aurora C. apresenta Tuldor Moldovan.

p.17

“É outra vez inverno”, por Albano M.

p.19

“Notas soltas…”, por Eduarda Viterbo.

p.21

“A circuncisão”, por Abdul R. Mangá.

p.22

Jantar‐Tertúlia: F. Freitas e N. Álvares.

MJM | foto: Sr.ª da Abadia, Amares

4.’Aniv.JV: jantar com A vida corre... a água escorre... o coração incorre... o amor percorre ... nos trilhos desassossegados e desnivelados do tempo, do espaço, onde tudo decorre. Paremos, sonhamos e contemplemos: vivamos a vida, sintamos a água, escutemos o coração, amemos o amor e em amor sejamos. Que nele convivamos! (ARR)

Bom e Feliz 2013!


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| Jornal VERIS

Ficha Técnica (F.T.)

RENOVE P.F. A SUA ASSINATURA , SE AINDA NÃO O FEZ. OBRIGADO!

Jornal VERIS (JV)

 jornal.veris@gmail.com 915 416 747 Jornal VERIS 

Av. Vasco da Gama, Bairro das Campinas, Bl. 24 - R/C; 4100-490 Porto

Diálogo Multicultural. Obrigado!

D.R.

http://www.ad-multicultural.pt/jornalveris

pelo JV

Os Cheques endereçados ao JV devem ser remetidos à ordem da Associação para o

http://jornalveris-jv.blogspot.com http://twitter.com/JornalVERIS. www.youtube.com/jornalveris. ADMINISTRADOR E DIRETOR: André Rubim Rangel (ARR): CP 8286. EDITOR: Associação para o Diálogo Multicultural (ADM) - PORTO. FUNDADOR E PROPRIETÁRIO: ARR. LOCAL E DATA DE FUNDAÇÃO: Porto, 24/01/2009. LOGOTIPO ATUAL: Álvaro Siza Vieira. ORTOGRAFIA ADOTADA: segundo o do novo Acordo, à exceção das colunas de Opinião, de acordo com a livre opção dos nossos Colunistas. CONSELHO CONSULTIVO:

Agustina Bessa-Luís (emérita), Artur Santos Silva (emérito), Daniel Serrão (emérito), Dom Duarte Pio de Bragança, Germano Silva, J. Azeredo Lopes, J. Marques dos Santos, D. Manuel Martins, Miguel Veiga, Ricardo Jorge Pinto, Rui Moreira e Salvato Trigo.

CORPO REDATORIAL COLUNISTAS FIXOS: Abdul Rehman Mangá, Albano Martins, António Oliveira, Aurora Cunha, Beatriz Pacheco Pereira, Daniel Serrão, Domingos Paciência, Dom Duarte de Bragança, Fernanda Freitas, Guilherme Figueiredo, Hélder Pacheco, Hélio Loureiro, Isabel Pires de Lima, Jardim Moreira, Jerónimo Ferreira, Joel Cleto, Jorge Melo Braga, José Ribeiro e Castro, José da Silva Peneda, Júlio Cardoso, Luís Braga da Cruz, Manuel de Lemos, Manuel Pizarro, Márcia Rodrigues, Maria Eduarda Viterbo, Mário Cláudio, Marta Rubim Rangel, Mónica Baldaque, Philip Jagnisz, Ricardo Arroja, Ruy de Carvalho, Sónia Araújo e D. Ximenes Belo. ESTAGIÁRIO: Aníbal Silva (AS). REDAÇÃO: AS, Liliana Machado (LM) e MIzé Matos (MJM). NÚCLEO REPÓRTER (LOCAL): Catarina Almeida, Célia Martins, Diana Ferreira (DF), Gonçalo Rodrigues, Laura Fonseca, LM, Luísa Cerejeiras, Maria Botelho, Renato Ferreira (RF), Rui Bernardo e Rita de Morais. CORRESPONDENTES (ESTRANGEIRO): José Manuel Pinto - Angola, Lígia Borges - Espanha, Natália de Almeida - Namíbia/África, Ricardo Vieira França, Taynar Costa - Brasil e Tiago Ferreira - Alemanha. NÚCLEO DIRETO SECRETARIADO: Cátia Almeida (CA) e MJM. COOPERADORES: AS, CA, DF, Maria do Rosário Rangel (MRR) e Paula Quelhas (PQ). EXPEDIDORAS E STAFF EVENTOS JV: CA, Lia Dias, MJM e PQ. GRAFISMO: Zeferino Policarpo com ARR e colaboração do Laboratório de Imprensa e Hipermédia da Universidade Fernando Pessoa (UFP). FOTOGRAFIA: ARR, MJM, Miguel Leite e ‘sxc’. SITE, UFP / Agostinho Pinto. BLOGUE, ARR. FACEBOOK, MJM. TWITTER, RF. IMPRESSÃO: Copidouro (Shopping Bom Sucesso, Porto). BENFEITORES: ADELINA FERNANDES, ANTÓNIO AMARAL, ANTÓNIO AMORIM, ANTÓNIO LOPES, ANTÓNIO VASCONCELOS, DOMINGOS SOARES, ERMELINDA CHIBANTE, ERNESTO RANGEL, FERNANDO SEQUEIRA, JOAQUIM CRUZ, JORGETE COSTA, JOSÉ ALVES, JOSÉ COUTO, JOSÉ DE VASCONCELOS, JÚLIO MACEDO, JUNTA DE FREGUESIA DE PARANHOS, LICÍNIA SOARES, LILIANA COELHO, LUÍSA COSTA, MANUEL DUARTE, MANUELA C. SILVA, M.ª ARMANDA SILVA, M.ª FERREIRA SILVA, SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE GAIA, VICTOR SEABRA E VÍTOR MONTEIRO. PARCEIROS: Abrindarte, AOSL, Ajudaris, Clube Fluvial Portuense, Colégio Júlio Dinis, Confeitaria Cunha, Copidouro, Fund. Pro Dignitate, J. F. de Ramalde, Hotel Infante de Sagres, Maria Papoila Botica, Paulinas Editora, Restaurante Pombeiro, Teatro Seiva Trupe, Unicer S.A. e UFP. CARATERÍSTICAS Periodicidade: Mensal | N. Páginas: 28 + 4 (Suplemento). Tiragem: 500 ex. | Formato: 32cm x 22,4cm. NIF (ADM): 510061265. Registo ERC: n. 125599 (Regional). | Depósito Legal: 287693 /09. Sócio AIIC: n. 268.

NIB (ADM): 0010 0000 48069320001 06 06. CUSTOS Preço Avulso: €1,40. Assinaturas = Normal: ≥ €13 (ou até €24); = Benfeitor: ≥ €25 (ou até €49); = Associado ADM: ≥ €50 (com muito mais regalias, ver pág. 25). (Os que eram Beneméritos JV, pagando ≥ €50, passaram automaticamente a Sócios da ADM). Publicidade: €120 /ano - tamanho base = 4,5 x 4,2cm (tam. superiores proporcionais ao ‘base’: €240, €360, …, com descontos graduais). PONTOS DE VENDA JV, PORTO: Bar do Mundo, CNAI, Livraria Paulinas, Maria Papoila Botica, Papelaria Globo.

Solicitamos encarecidamente que possa regularizar a sua assinatura quan‐ to antes, se ainda não o fez, pois vivemos mormente desta receita. Se a sua anuidade chegou entretanto ao fim, convidamo‐la/o a renovar. Dê‐nos esta prenda de 4.º aniversário: outras seguramente con nuará a receber do J. VERIS!

Estatuto Editorial JV Em conformidade com a Lei de Imprensa, seguindo o propósito da mesma, voltamos a publicar nesta 1.ª edição de 2013 os Estatutos JV, para conhecimento e cumprimento geral. 1. >> O “Jornal VERIS”, embora propriedade do seu actual director, é cedido pelo mes‐ mo (por períodos renováveis) à Associação para o Diálogo Mul cultural (ADM), que o edita como seu veículo de informação periódico. Jornal de âmbito regional (conforme registado na ERC), embora centrado e concentrado no Porto, cidade e região, seu mul cul‐ turalismo e cosmopoli smo. De periodicidade mensal, carácter temá co e generalista. 2. >> O “Jornal VERIS” tem como tema o Diálogo Mul cultural e a Interculturalidade no Porto / Grande Porto, e rege‐se sob o lema “Um Jornal de Causas, não de casos nem de coisas”. Dentro desta área geográfica, des na‐se essencialmente a: agentes culturais; co‐ munidades lusófonas, imigrantes e estrangeiras nela residentes e a trabalhar ou estudar; consulados e movimentos ou associações/fundações ligados a este público; escolas ou colé‐ gios e universidades; comunidades de diferenças crenças religiosas; e aos cidadãos portuen‐ ses e da região, em geral, que se tornem assinantes anuais do jornal ou associados da ADM. 3. >> O “Jornal VERIS” – fundado no espírito e valores da verdade e da solidariedade (que mantém) – tem como linha orientadora os valores humanos e humanistas, culturais e transculturais; tem e pretende alargar uma forte prá ca cívico‐filantrópica, cultural e de cidada‐ nia na sua informação/comunicação demarcada pela obje vidade, posi vidade e cria vidade. 4. >> O “Jornal VERIS” comporta como principais obje vos: ser uma ação cole va e intera va, com inicia va, cria vidade e inovação; ser um meio de união e unidade, de serviço e altruísmo, de par lha e parcerias, de familiaridade e proximidade; provocar (des) empenho constante e significa vo, com maior visibilidade e melhor conhecimento ineren‐ tes; e promover os valores subsequentes e consequentes a este projeto. 5. >> O “Jornal VERIS” recusa quaisquer formas de incitamento à violência, à men ra, à marginalização, à desigualdade, ao sensacionalismo, à opressão, ao autoritarismo e a outras formas de negação à vida, à liberdade, ao humanismo, à dignidade e integridade das pessoas e das ins tuições. Nestes moldes, está assim aberto à variedade de sugestões, pensamentos e opiniões que reforcem e se situem, naturalmente, nestas ideias e ideais. 6. >> O “Jornal VERIS” faz por respeitar e cumprir o Código Deontológico da Imprensa, a é ca e conduta profissionais, os demais princípios e valores, bem como a boa fé dos seus colaboradores, assinantes e leitores e demais par cipantes nas inicia vas/ações enceta‐ das por este órgão. 7. >> O “Jornal VERIS” é independente de qualquer poder polí co e económico, não beneficiando de qualquer apoio e subsídio do Estado, inclusive o Porte Pago; é de assina‐ tura anual, compra avulso e aberto a apoios publicitários e outros dona vos, a fim de contribuir para a sua subsistência e para as ajudas socioculturais e solidárias que presta.


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n. 42 - jan./fev. 2013 |

pelo JV


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| Jornal VERIS

pelo JV Entre nós JV

| texto: M.ª LUÍSA RAMALHO ORTIGÃO | fotos: MJM |

Memórias: “na rota do sagrado” “Na rota do sagrado”: Viagem ao Imaginário... 6 de janeiro 2013... dos três reis Magos e da visita aos Presépios. Foi mais uma feliz inicia va do simpáco staff do Jornal VERIS, que reuniu um grupo já coeso, uniforme, disciplinado e sobretudo pontual. Lá fomos bem cedinho, a S. Paio de Oleiros, onde por dedicação e empenho, a Fábrica Cavalinho deslumbra os visitantes com um Mega Presépio, misto de cascata/ presépio, carregado de magia e sobretudo uma mostragem das tradições populares portuguesas... A não perder!!! Seguindo viagem, visitamos o Santuário da senhora da Abadia, em Terras do Bouro, encaixado numa encosta pejada de frondosas árvores, belos riachos e cachoeiras, que emi am ruídos inolvidáveis... num dia de Sol intenso. A igreja de es lo neoclássico, com resquícios do Barroco, lembra os Mosteiros do Sul da Alemanha... Uma beleza! Após um excelente almoço, em Amares, lá nos dirigimos a "Priscos", a tal do

Pudim do Abade... a fim de disfrutarmos de um Presépio ao vivo, no meio de um arraial com 3.000 m2. Que nos causou a maior das desilusões!!!... Íamos cheios de expecta va provocada por imagens da TV , que não só induziram em erro a totalidade dos utentes, como nos levaram a desejar, vermo-nos

livres daquele pesadelo, a meio do percurso… mas mal entrados já não podíamos retroceder... tal era a afluência da mul dão... Estávamos numa “prisão”. Em suma, péssima organização, filas intermináveis de público a entrar em catadupas, deslizando depois lentamente em fila indiana... tal e qual como um campo de

refugiados algures em África, onde nem as tendas faltavam, dispersas pelo recinto. Enfim... tudo muito primi vo e de má qualidade. À sua maneira todos tentavam sem sucesso ver o interior das tendas no meio de tantas cabeças.... e por fim já sem recurso procuravam uma saída possível saltando os separadores, no meio de tanta confusão. E alguns conseguiram... Não vão a Priscos! Se quiserem conservar a vossa integridade sica e emocional. E à saída, para rematar em beleza, ainda havia um grupinho de Mordomos/as pedindo dona vos para o evento. E lhes respondi: Vocês é que nos deviam pagar pela paciência e civismo face a tal situação. Terminamos o nosso programa, com uma visita ao Museu Municipal de Valongo para vermos uma monumental coleção de Presépios de todas as partes do Mundo. Uma Beleza! Parabéns ao Jornal VERIS, que mais uma vez nos brindou com um trabalho excelente, incansáveis de simpa a , competência e prestabilidade. Eu voltarei sempre!!!

con nua na pág. 5


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n. 42 - jan./fev. 2013 |

pelo JV Entre nós JV

con nuação da pág. 4 ‐

«Memórias: “na rota do sagrado”»

| fotos: MJM |


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| Jornal VERIS

Informações JV / ADM

Sobre esta edição e a próxima Ao contrário do que tem sido habitual e con nuará a ser, este número sai excecionalmente com menos uma folha (quatro páginas) e menos o suplemento. Bem como sai para estes 2 meses, como voltará a acontecer em março e abril, numa só edição. Estamos a restruturar e (re) programar alguns conteúdos, daí estas alterações. Agradecemos a sua melhor compreensão.

PORTO cosmopolita O mundo num bar...

| texto: JOÃO (bardomundo@gmail.com) |

Programação jan.-fev. JANEIRO Dia 23 Comidia Stand up 21h Um stand up na Casa organizado pela Associação Portuguesa para a Comunicação em Nutrição com Pedro Neves (par cipação no Levanta-te e Ri e Sempre em Pé). Venha conhecer a dieta do Riso. Bilhetes Limitados. Faça a sua reserva através do e-mail: geral.apcn@gmail.com.

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Dia 24 Apresentação PortoEscopio 21h Acha que conhece a cidade onde mora, estuda ou trabalha? Sabe que arquiteto projetou o teatro que frequenta? Conhece o espólio do museu por onde passa todos os dias? Sabe que ingredientes são usados na confeção daquele prato pico de que tanto gosta? Conhece os melhores parques e jardins para passear ao fim de semana? O jogo Portoscópio, desenvolvido pela Associação Porto Digital, convida-o a conhecer melhor a cidade do Porto. Com este jogo vai ver o Porto através de um microscópio e de um telescópio, ouvi-lo

através de um estetoscópio e descobri-lo através de um caleidoscópio. Para isso terá de responder a questões relacionadas com os museus, monumentos, cultura, gastronomia, História e parques e jardins da cidade. Um jogo que convida ao teste de conhecimentos an gos e à aquisição de novos e, sobretudo, a viver a cidade de forma diver da. Dia 26 Workshop Cuidados Naturais 16h Este mês...cuidando do rosto! Vamos confecionar tónico facial e creme de rosto. Inscrição: 5€ com oferta de amostra de produto. Para par ciparem é necessário inscreverem-se enviando um email para bardomundoporto@gmail.com.

dade! A duração destas sessões serão no mínimo 3 horas. O custo será de 20 euros por par cipante com todo o material incluído. Os par cipantes levam posteriormente as suas velas para casa. Dia 2 Workshop de Danças La nas! ‐ 15h Par cipe neste workshop de Danças La nas e aprenda uns passos de Dança de uma forma diver da. Apareça! Dia 9 Atelier de Sabonetes da Su! ‐ 15h O atelier de sabonetes da Su está de volta, aprenda a fazer os seus sabonetes artesanais com o método a quente, fusão num sabonete de duas ou mais cores e po de formas u lizáveis. Duração: 2:30h. Inscrição: 10€ com material incluído. E-mail: bardomundoporto@gmail.com.

FEVEREIRO Dia 2 Workshop de Velas! 15h Aprenda a fazer as suas próprias velas para iluminar a sua casa ou para oferecer a um amigo. Aproveite esta oportuni-

Todas as terças feiras Workshop's de Cra 's (marcação). Todas as quartas feiras Language Café 21h30.


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n. 42 - jan./fev. 2013 |

PORTO cosmopolita

Bilhetes já à venda nas lojas FNAC do Grande Porto e no Restaur. Pombeiro.

Reportando

| texto e foto: REDAÇÃO DO JV (jornal.veris@gmail.com) |

‘Fazer ouvir o Porto’ em marcha O movimento “Fazer ouvir o Porto”, criado por Pizarro (candi‐ dato à C.M.Porto; Colunista JV e presidente do Conselho Fiscal da ADM), foi inaugurado a 5 janeiro. Manuel Pizarro, que viveu toda a sua vida no Porto (ramaldense), endereçou uma carta, via correio postal, aos cidadãos portuenses, jus ficando a razão deste movimento de cidadania: “o Porto tem uma voz que é preciso fazer ouvir”. Deseja que seja “o somatório de todas as nossas vo-

zes”. E acrescenta: “uma voz que assinale o que está mal e tem de ser melhorado. Que denuncie o abandono, o desleixo e as desigualdades. Mas, também, uma voz que amplie o que de melhor se faz, cria e constrói nesta região e que o país merece conhecer e valorizar”. O deputado da A.R., pelo círculo do Porto, tem andado pelas ins tuições, freguesias, bairros, associações e demais cole vidades a ouvir aquilo que tem/deve ser ouvido. O mesmo disponibiliza alguns meios (linha direta, facebook e site) para receber a opinião e comentários dos cidadãos portuenses interessados.

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| Jornal VERIS

Ali Akça . E N T R E V I S T A C O M … ALI AKÇA. Nasceu a 25/03/1977 em Gül‐ nar‐Mersin, na Turquia. Atualmente é presidente da Associação Amizade Luso‐ Turca, com sede em Lisboa e delegação no Porto. É também professor de Francês e Turco e formador de Turco em Ins tuições.

ESPECIAL | realizada por: ARR | JV – Como foi chegar ao Porto (há quanto tempo), radicar‐se cá, deixando o seu país natal? O que o levou a esta opção e mu‐ dança de vida, tendo inclusive cons tuído família com uma cidadã Argen na? AA – Já nha deixado o meu país natal há alguns anos. Vivi 3 anos na Bélgica e mais 4 na Argen na, onde conheci minha mulher e casei. Os primeiros tempos em Portugal foram di ceis, sobre tudo em relação à língua e aos costumes: comer muito peixe, jantar muito cedo. Entendam que na Argenna é só carne e janta-se como na Espanha por volta das 22h30! Chegamos pelo convite feito por um amigo, logo após fundarem a Associação Turca. Esta era e é cons tuída por cidadãos turcos que na sua maioria são empresários pelo que lhes resulta muito complicado gerir mais uma ins tuição. Além disso, com a minha mulher falamos várias línguas o que é sempre uma mais valia. JV – Qual é a sua área de formação base? E pra ca‐a nesta nossa cidade portuense, a par das en dades que preside? AA – Sou professor de turco/francês e praco a minha profissão não só na en dade que presido mas também noutras como a Universidade do Porto, de Coimbra, do Minho e de Aveiro, etc. JV – Ora preside, precisamente, à Associa‐ ção de Amizade Luso‐Turca e à Plataforma Intercultural Ocidental – Oriental. Quais são os principais obje vos, missão e proje‐ tos de ambas? De que modo os cidadãos podem interagir com essas en dades? AA – Neste momento presido a Associação turca. A PICOO é um projeto desta associação, coordenado pelo Sr. Cenan Demirel. A Associação pretende unir dois povos: o português e o turco. E tenta fazê-lo de mil e uma maneiras! Trabalhamos a vertente educa va, promovendo o intercâmbio entre escolas/universidades turcas e portuguesas e ajudando aos estudantes que chegam a Portugal ou que partem para Turquia; Levamos a cabo eventos na área da cultura, quer portugueses quer turcos, colaborando assim com a divulgação dos dois países, cá e lá de forma a ficarem conhecidos e próximos um do outro. Além disto, fomos fundadores da Câmara de Comércio Luso Turca, reforçando assim as relações comerciais e económicas entre estes dois países, baseando-nos nas potencialidades e nos pontos mais posi vos e destacáveis que cada um deles possui. Por úl mo, divulgamos o que de melhor têm

ambos: uma rica paisagem, uma natureza privilegiada para ser visitada e aproveitada nas que acreditamos são umas viagens inesquecíveis, preparadas ao detalhe para cada po pessoa.

aqueles que pra cam a religião, é obrigatório ir à mesquita todas as Sextas-feiras. Par lhamos jantares no mês de Ramadão e algumas outras festas como o dia da República, etc.

JV – O que destaca de mais relevante e mais interessante para si nos patrimónios turco e português, par cularmente no Porto? Neles e por eles o que, para si, melhor nos une e nos separa? AA – Como já disse, a natureza e a cultura são os pontos a destacar nos dois patrimónios. No Porto, a cultura do rio, o trabalho do pescador, faz-nos lembrar a tanta cidades turcas como Istambul ou aquelas do mar negro…nas que há uma certa melancolia por algum amigo que se perdeu no mar mas há sempre uma porta aberta e uma mesa à nossa espera. Sem dúvida que a hospitalidade do povo português e da Turquia são algo que nos une. Acho que a distância as vezes torna-se complicada sobre tudo para aqueles que não gostam de aviões, mas na sua maioria, o povo português e o turco são viageiros e conquistadores, gostam de desafios e de novas terras, pelo que a distância não é um problema muito frequente. Para quem nada sabe, a religião pode ser percebida como um ponto que separa, por isso, aconselho ler e viajar mais, antes de formar opinião.

JV – Que caraterização genérica faz do Porto como cidade que acolhe e hospeda muitos: turistas, estudantes estrangeiros (Erasmus ou pós‐graduações), inves gado‐ res e profissionais de áreas diversas, etc.? AA – O Porto é uma boa cidade de acolhida ainda que com algumas falhas, nomeadamente, frente a uma grande divulgação de programas de intercâmbio estudan l, quando o estudante estrangeiro chega encontra que ninguém fala inglês e que as aulas são todas em português, etc. A questão do comércio fechar aos domingos também é um ponto fraco da cidade como polo turís co e um ponto forte das grandes super cies comerciais…Os preços são bastante em conta se comparamos com outras cidades turís cas e os serviços de restauração, alojamento, etc. também são bons.

JV – Como podem, Portugal e o Porto, ganhar com a cultura turca e vice‐versa? AA – Mul culturalidade, heterogeneidade, respeito pelo próximo, horizontes mentais mais alargados, reconhecimento no outro da nossa própria essência. JV – Que dados e análise nos pode facul‐ tar sobre a população turca existente/ residente no Porto? Vivem como que em única comunidade agregada, ou vivem em vários grupos segregados? AA – Cada um vive com a sua família. Não temos dados oficiais mas a comunidade turca no Porto de residentes (não estudantes) não deve chegar às 50 pessoas. E no grande Porto, estou a falar de pessoas espalhadas por Famalicão, Póvoa, Viana, etc. JV ‐ Que costumes e tradições, hábitos e cultos têm esses turcos no Porto? Como se junta esta população e que espaços frequentam? AA – Normalmente, a Associação é um ponto de encontro. Mas também, para

JV – É a favor ou contra da integração da Turquia nos Estados membros da UE? AA – Estou a escrever a minha tese de doutoramento sobre este tema e o engraçado é que já passei por todas as posturas: a favor, contra, etc. Acho que, como aconteceu com os outros estados membros, a Turquia irá perder muitas coisas e ganhar outras… esperemos que o risco compense e que o saldo seja posi vo… Mas estou a favor. JV – Compreende, aceita e refuta as argu‐ mentações dos que são contra a entrada da Turquia na UE, nomeadamente o peso da religião/cultura islâmicas e por ser uma cultura mais oriental do que ocidental, como alegam? AA – Quem sabe realmente do tema, sabe que, na Europa, já há milhões de muçulmanos a residirem e a nascerem europeus, a formar parte dos Estados, a trabalharem nas forças de seguranças, nos ministérios, etc.! Quem sabe realmente do tema, sabe que, todas as religiões procuram a paz e o amor, e que toda ameaça ou ato terrorista não é religioso; Quem sabe realmente do tema, sabe que, desde o oriente ou desde o ocidente toda a humanidade veio da mesma Origem e caminha para o mesmo Fim; Quem tem esperança espera que o Fim nos encontre a todos unidos como irmãos que somos.


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Aceitam‐se jovens repórteres Para além dos repórteres que o JV já tem, outros mais são bem vindos para o grande projeto que temos em mãos e queremos implementar. Contacta-nos, pois esta é/pode ser um boa forma de cidadania, voluntariado e dever cívico. Teremos, agora, pela 1.ª vez, um jovem estagiário fixo durante 6 meses. A porta também se abre a !

in-Fusão

ERASMUS | texto e foto: RENATO FERREIRA |

Àdám Kovács e Carlo Massei O Jornal VERIS tornou a en‐ contrar‐se com alunos Erasmus a estudar na cidade do Porto. Desta feita, conversámos com Ádám Ko‐ vács, à esquerda na fotografia, e com Carlo Massei, à direita. Ádám vem da Hungria, Carlo de Itália. Ambos estão durante um semestre a estudar na UFP. Enquanto Ádám Kovács está inscrito em ‘Estudos Culturais’, Carlo Massei estuda por cá ‘Ciência Polí ca e Relações Internacionais’. Ádám veio em Erasmus para “experimentar uma vida nova”, para saber quão forte é, tendo que “fazer tudo, inclusive cozinhar”, e porque vislumbra uma oportunidade para o futuro: como é um aprendiz da língua russa, quer tentar daqui a algum tempo conciliar o conhecimento dessa língua com o crescente conhecimento que tem adquirido do português, “trabalhando em tradução, por exemplo, ou num barco ou hotel, no turismo em áreas em que seja preciso aplicar estas duas línguas, ou, quem sabe, talvez colaborar com um canal televisivo de viagens”. Quanto a Carlo, veio incen vado por amigos que nham feito Erasmus, considerando que “ajuda ao desenvolvimento pessoal” e porque assim tem “possibilidade de

conhecer muitas pessoas da Europa e do mundo”; menos convicto do que poderá fazer no futuro, este estudante, que antes de estar neste curso nha tentado Engenharia mas mudou, disse ao JV ter um sonho por realizar: aventurar-se pelo mundo da ficção, escrevendo um romance. Ambos, quando ques onados sobre a vantagem de aprenderem a língua portuguesa, responderam quase em uníssono que a língua poderá ser uma porta para

outros países que falam esta língua – sendo que ambos, ao darem exemplos, destacaram o Brasil. Depois desta conversa a três, entre o JV e estes dois alunos de Erasmus, ficou no ar uma dúvida: será que a nossa conversa irá um dia ser ficcionada ou retratada no futuro romance do Carlo Massei? Uma coisa é certa: o Ádám certamente poderá tratar da tradução para o russo e húngaro…

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| Jornal VERIS

Informações JV / ADM

ECONOMIA

Postos de venda avulso JV

&

Com a crise, a compra avulso do jornal aos nossos Cooperadores tem diminuído muito. Chegaremos agora a mais pontos da cidade. O JV estará à venda em: Papelaria GLOBO (Covelo), CNAI e BAR DO MUNDO (na Baixa), Livraria PAULINAS (Cedofeita), MARIA PAPOILA Bo ca (Boavista), Lojas FNAC (a confirmar), entre outros mais.

NEGÓCIOS Reportando

| texto e foto: LUÍSA CEREJEIRAS |

Porto promove Aldeias do Xisto

Na baixa do Porto, mais con‐ cretamente, na Praça das Cardo‐ sas, surgiu o Espaço X, um estabe‐ lecimento comercial que promove Aldeias do Xisto.

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Na totalidade são 27 as Aldeias do Xisto, mais precisamente: Arganil, Castelo Branco, Covilhã, Figeiró dos Vinhos, Fundão, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oleiros, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penela, Pedrogão Grande, Proen-

ça-a-Nova, Sertã e Vila Del Rei. Na produção gastronómica, no artesanato, no alojamento e na animação cultural, as Aldeias do Xisto destacam-se pela apresentação de produtos, serviços e profissionais de excelência. Preservam-se as raízes de cada aldeia. Um rio faz-se pista de canoagem. Uma floresta faz-se trilho para caminhadas. Uma tradição an ga transforma-se num evento cultural único. Há praias fluviais de água puríssima, monumentos, castelos e museus para visitar. Neste imaginário rural criam-se objetos de design inovador disponíveis na Rede de

Lojas das Aldeias do Xisto. Durante o período de 15 de novembro a 15 de janeiro de 2013 decorreu um programa gastronómico e cultural simplesmente fascinante. No dia 15 de dezembro realizou-se uma oficina de escultura em madeira, por Kers n Thomas (Atelier da Cerdeira), integrada no ciclo de workshops “Criar com tradição”. Cada par cipante teve a oportunidade de trabalhar em baixo relevo”. Posteriormente, no dia 22 de dezembro, desenvolveu-se a “Festa do Azeite Novo” na qual se proporcionou a prova de azeites e ciclo da azeitona com a Confraria do Azeite da Cova da Beira. No dia 29 de dezembro, decorreu um workshop de Azulejaria, com o tema "Desejos para o novo ano", com Cris na Vilarinho, integrado no Ciclo de workshops “Criar com tradição”. Por sua vez, no dia 5 de janeiro, promoveram-se os “Sabores da Aldeia”. Abarcou, mais precisamente, provas de azeite, pasta de azeitona e degustação de queijos da Beira Baixa. Finalmente, no dia 12 de janeiro, às 15h, realizou-se o workshop in tulado “Uma tarde diver da” no qual Steffi Köhne orientou o trabalho em feltro seco.

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Via Norte, Leça do Balio - Matosinhos; Apart. 1044; 4466-955 S. Mamede de Infesta


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n. 42 - jan./fev. 2013 |

ECONOMIA & NEGÓCIOS in.Vestida

| texto e foto: LUÍSA CEREJEIRAS |

A fabulosa gelataria Sincelo na Baixa do Porto A gelataria Sincelo é um es‐ tabelecimento emblemá co da cidade do Porto com, 32 anos de tradição na melhor produção de gelados caseiros. Situa‐se na Rua de Ceuta e, ainda conserva nas suas instalações um es lo próprio com cariz verdadeiramente dis n‐ vo no mercado. A porta principal remete‐nos para o imaginário da Alice no País das Maravilhas, por sua vez, o interior comporta três salas dis ntas nas quais vislum‐ bram‐se imagens alusivas ao Por‐ to An go. Traduz-se num exemplo notório de vanguarda no que concerne ao empreendedorismo,sendo uma mais valia para o comércio local, precisamente pela irreverência embrulhada numa súb l valorização das raízes da cidade do Porto. Por sua vez, resulta na intemporalidade da oferta, quer pelos sabores diversificados e originais,quer pelo bom gosto musical que proporciona aos consumi-

dores. Experimente saborear um delicioso crepe com gelado de vinho do Porto, de amora ou de dióspírio, coberto por chocolate quente e frutos secos, ou se preferir um dos variados es los de copos de gelado, tal como o Sayonara com gelado de castanha, de cenoura, macedónia, acompanhado de uma delíciosa bolacha de chocolate crocante, coberto de nozes e amêndoas, bem como chan lly, não obstante, uma camada de chocolate quente no fundo para terminar com aquela sensação Carpe diem. Sem esquecer, naturalmente, o toque súb l com que nos servem um copinho de água fresquinho, em virtude de termos mais olhos do que barriga, como se costuma dizer. A gelataria Sincelo vende inclusivamente bolos gelados para aniversários e aceita reservas para o efeito. Sem dúvida, baseado em decisões eficientes de custo-bene cio, os preços pra cados são acessíveis ao consumidor e a qualidade dos serviços prestados remetenos a uma inevitável nostalgia, mais precisamente, para uma época na qual com orgulho sen a-se que dar o máximo de nós próprios no mínimo ato realizado era simplesmente gra ficante.

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| Jornal VERIS

Informações JV / ADM

Projetos a abraçar e apoiar Para além da campanha “Livros para Angola” e da ajuda às Crianças Bushmen da Namíbia, a ADM e JV querem ajudar estas causas: reclusas lusófonas no Centro Prisional Sta. Cruz do Bispo, com oferta de roupas (Assoc. Mais Brasil); “Banco de Leite” em S. Tomé e Príncipe; apadrinhamento de criança na Guiné-Bissau; etc.

LUSOFONIA

Jornalista e ex-coordenadora de “Sociedade Civil’ (RTP2)

Com Civismo

E

u sempre ve medo de cães. Ainda miúda, à porta da casa da minha avó, fui atacada por um, pequeno e mal disposto, que me mordeu em ambas as pernas. Fiquei verdadeiramente trauma zada a ponto de, durante anos, nem poder sequer ver um cão por perto. Todos sabiam da existência daquele rafeirote que, assim que via uma criança a correr, par a para o ataque. E todos sabiam quem era o dono – um outro rafeirote mas de raça humana. Que agredia aqueles que se fossem lá queixar do cão para depois bater também no bicho. Nesse dia fiquei com medo de cães mas fiquei ainda com mais medo do dono. A lei portuguesa consagra aquelas que

‘sxc’

FERNANDA FREITAS

Eu e os cães... A autora escreve segundo a ortografia anterior.

são raças "potencialmente perigosas "e ainda "animais que causem ferimentos em pessoas ou noutros animais" que representem um risco, devido ao seu comportamento agressivo. Será que “dono irresponsável, agressor do próprio animal, que es mula actos violentos do cão perante terceiros” não deveria estar também consagrado nesta lei? Lembro-me que em 2007, duas raças portuguesas foram incluídas na lista italiana de cães perigosos: os nossos Serra da Estrela e os Rafeiros Alentejanos. A ignorância levou a que muitos destes belíssimos animais fossem imediatamente abandonados- um pouco por toda a Itália mas também em Portugal.

Em defesa dos Serra, só posso dizer que foi através de um (o Mambo) que retomei a minha amizade com os cães, há quase quinze anos. Porque apesar de ser enorme, pesado e até conseguir a rar-me ao chão só com uma pata, nha uns donos serenos, seguros, com autoridade para educar o animal. Porque é de animais que estamos a falar. Que podem ser amistosos mas que precisam de regras e disciplina. E por norma, educar é di cil e dá trabalho. Por isso é tantas vezes mais simples deixar os bichos à solta... Como o rafeirote que vivia perto da casa da minha avó "Se mordeu, mordeu- a culpa é da sua neta andar para aí a correr à frente dele".

“Associação Mais Brasil realizou no sábado dia 15/12/2012, festa de natal para as reclusas brasileiras e estrangeiras que falam a Língua Portuguesa e como nota queremos agradecer o apoio dado do Dr. André Rubim Rangel, diretor do Jornal VERIS e presidente da Associação para o Diálogo Mul cultural (ADM) nos doando produtos natalinos; assim como queremos também agradecer o Consulado Geral do Brasil no Porto, representado pela Vice-cônsul Sra.Yaracy Campos, pela sua presença e dona vos. Agradecemos a todos que direta ou indiretamente contribuíram para a realização do evento de natal deste ano. Atenciosamente, RUTH TEIXEIRA, Presidente da Associação Mais Brasil”

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Banco BPI: Alto Patrocinador do JV

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n. 42 - jan./fev. 2013 |

LUSOFONIA

JORGE MELO BRAGA Diretor Comercial da Copidouro, Porto

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D.R.

Sonsdekaedilá

Mais dois CD... Outra boa surpresa, foi o Ludgero Rosas. Natural do Porto, pianista, cantor e compositor, formou-se no Conservatório de Musica. Fez o percurso habitual das bandas de Rock, e a paixão por Zappa,Yes, Deep Purple, misturada com Ray Charles e Ravi Shankar, influenciou-o. Estreou-se com um single na net – Rostos que não te dou -, das melhores coisinhas que ouvi o ano passado. Piano e Voz, excelente, num formato de que eu gosto bastante. Lançou no final de 2012, o seu primeiro trabalho, Horas Sem Dias, usando a língua portuguesa como forma de expressão. Altamente recomendável para quem gosta de Soul e Blues.

uando comecei este projeto, nha como obje vo a divulgação de musica do espaço da lusofonia, que preenchesse dois requisitos: primeiro, que eu gostasse e, segundo, que fosse rara no circuito comercial. Este úl mo era primordial, pois não queria que este espaço fosse um local de tops mas sim onde se pudesse encontrar algumas referências musicais dos PALOP. O uso da internet nessas pesquisas têm-me permi do encontrar algumas surpresas (pelo menos para mim) e referencio, agora, duas que me foram muito gratas: Ludgero Rosas, de Portugal e Tânia Tomé, de Moçambique. Comecemos pelas senhoras e falo de Tânia Tomé. Nascida em Moçambique, é cantora, poe sa, declamadora, apresentadora de espetáculos e de televisão, enfim,

uma ar sta. Tem como referências o facto de ter começado a cantar muito nova e logo aos 7 anos foi premiada pela primeira vez, num evento organizado pela Organização Mundial de Saúde. Seguiram-se dis nções diversas entre as quais o prémio da Fundação Portugal -África em 2003, o prémio para Africa no Soundcity Music Awards e foi nomeada pelo Museke African Music Award 2011 (USA) e pelo Mozambique Music Awards 2012. Possui um CD lançado em 2011, o Lirandzo Blues e diversas par cipações quer em Portugal - Leigos da Boa Nova, de 2004 – e em Moçambique, Mozbeats, de 2005. Não encontrei nem possuo nenhum dos três mas do que ouvi, foi uma excelente surpresa. Numa onda jazzís ca, a voz de Tânia, surpreendeu-me totalmente e demonstrou que há muito boa musica nesse espaço linguís co.

Via Consular

| texto / carta: CONSULADO GERAL DO BRASIL |

Aproveito para desejar a todos um excelente 2013, sabendo que depende de nós essa excelência.

Novo Cônsul no Porto PUB

Com a chegada do novo diplomata que representará a Comunidade Brasileira na cidade Invicta, Dr. Gelson Fonseca, inaugura-se um facto inédito no Porto. Segundo Ruth Teixeira, presidente da Associação Mais Brasil: “é a primeira vez que um Cônsul brasileiro convoca os seus compatriotas do Porto para se reunir com eles, dando-se a conhecer e escutando-os”, declarou ao Jornal VERIS. Fica aqui essa convocatória:


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| Jornal VERIS

Informações JV / ADM

Novos Colunistas JV... Em cada novo ano o JV tem reforçado o Núcleo de ilustres colunistas, fazendo crescer essa presgiada equipa entre nós. Para já fica a estreia do jurista GUILHERME FIGUEIREDO, e outros se seguirão, nomeadamente nas secções de: «Porto Cosmopolita», «Lusofonia», «Cultura», «Sociedade» e «Segurança». Tudo para mais nos apreciar!

SOCIEDADE

GUILHERME FIGUEIREDO Presidente Secção Regional da Ordem dos Advogados, Porto

Com justa causa

mercado nacional e transnacional, a jus ça, no sen do amplo que deixámos antever, pressupõe um empreendedorismo que crie emprego e riqueza, no respeito pelas pessoas, pelo ambiente e pelo futuro. O que se espera é um empreendedorismo necessariamente comprome do – até para se realizar enquanto tal – com o desenvolvimento económico e social do país, tendo como ponto de par da e ponto de chegada a pessoa humana.

O autor escreve segundo a ortografia anterior.

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do “autogoverno das magistraturas” por onde se tem caminhado, não apenas no sendo da organização e composição ins tucional, mas no sen do amplo, da administração e organização da jus ça e da produção legislava, integrando, assim, o âmbito legislavo, judiciário, polí co e social. Reconhecendo que o Direito não é instrumental da economia, mas é um instrumento que pode ser importante nas relações de mercado, pela confiança que pode gerar entre os cidadãos em geral, incluindo aqui com par cular referência os empresários, pela capacidade de potenciar a criação das empresas, por ser suporte do cumprimento das obrigações assumidas, pela possibilidade de potenciar um mercado livre na esfera de uma economia de

D.R.

E

mpreendedorismo e jus ça coloca a questão de saber se o empreendedorismo exige jus ça e se a jus ça cria condições para um maior empreendedorismo. Importa esclarecer que quando falo de jus ça não me refiro à ideia de Jus ça, independentemente da concepção que se adopte quanto a esta, nem ignoro que se trata de um “conceito essencialmente contestado” (W. B. Gallie), isto é, “conceitos cujo uso apropriado implica, inevitavelmente, disputas intermináveis por parte daqueles que os usam”. Tendo como pano de fundo o empreendedorismo, no sen do do desenvolvimento de competências para a criação, realização e execução de um projecto técnico, cien fico ou empresarial, onde se destaca a inicia va empresarial, a inovação, a criação de emprego, a criação de riqueza e, não raras vezes, como ac vidade capaz de criar desenvolvimento local e/ou regional, a jus ça que aqui interessa relevar é a que corresponde ao “governo da jus ça”. “Governo da jus ça” não no sen do

Empreendedorismo e Justiça

Praça 9 de Abril, 157; 4200-422 Porto Tel.: 228328400 Fax:228328401

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n. 42 - jan./fev. 2013 |

SOCIEDADE Assiste & Persiste

| texto: CÉLIA MARTINS (21623@ufp.edu.pt) |

Segurança rodoviária reforçada época, as estradas encheram‐se de veículos, as pessoas ansiavam a chegada ao des no e a preven‐ ção rodoviária foi e é fundamental para garan r a segurança nas es‐ tradas.

porte alterna vos, dando-se assim a redução da intensidade de trânsito nas estradas portuguesas. Estas operações organizadas pela GNR têm como principal obje vo a prevenção e a fiscalização dos veículos e condutores a fim de minimizar os indicadores de sinistralidade rodoviária, tais como o excesso de velocidade, as taxas de alcoolémia, o não uso do cinto de segurança, etc. Todavia, em comparação com outros países da UE ainda há muito a fazer no que respeita à segurança rodoviária. O relatório do OE para 2013 estabelece o reforço da prevenção e a fiscalização sele va dos comportamentos de risco, “promovendo assim o incremento da fiscalização no quadro contraordenacional e a melhoria con nua dos indicadores de sinistralidade rodoviária.”

Dezembro é mês de fes vi‐ dades e por isso muitos imigrantes par ram rumo ao país de origem para passarem o Natal e o Ano Novo junto das famílias. Nesta

A operação de Natal 2012 foi posi va, visto que registou uma redução no número de acidentes, de feridos e de ví mas mortais em relação ao mesmo período de 2011. A verdade é que estes resultados devem-se, em parte, às boas condições atmosféricas e à menor circulação de veículos nas estradas. A necessidade de contenção de custos adjacente da crise económica leva as pessoas a saírem cada vez menos e/ou a u lizarem meios de trans-

Mundo natural

| texto: RITA DE MORAIS (21763@ufp.edu.pt) |

Parque regressa às origens Nos úl mos anos Greg Carr, filantropo norte-americano, inves u de forma a iniciar o “Projeto de Restauração da Gorongosa”, com o obje vo de fazer renascer o Parque Nacional, devolvendo-lhe o encanto que teve nos anos 60 e 70. Atualmente, os animais encontram condições para se poderem reproduzir de forma tranquila. Greg Carr explica que “sen mo-nos especiais em Gorongosa” e quando visitamos o Parque “vamos ao lugar onde nós, seres humanos, nascemos”. Após os 16 anos de guerra civil, Moçambique tem vindo a desenvolver-se. Prova disso é o inves mento feito no Par-

D.R.

Depois de ter perdido cerca de 90% da vida animal ao longo da guerra civil, Moçambique voltou a ganhar vida. Os animais selvagens estão, agora, de regresso ao Par‐ que Nacional da Gorongosa.

Existem cerca de 500 elefantes no Parque Nacional da Gorongosa

que, que na úl ma década já reintroduziu centenas de animais. Com o repovoamento da Gorongosa, Moçambique poderá voltar a ver o número de turistas a aumentar, uma vez que, o

número de visitantes do Parque tem vindo a crescer. Só durante o ano transato visitaram o Parque sete mil pessoas, estando ainda um pouco aquém dos cerca dos vinte mil que o visitavam nos anos 60 e 70.


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| Jornal VERIS

Informações JV / ADM

Haverá novo Suplemento... A secção «Cultura» deixará doravante de ser integrada como suplemento, passando a cores para o interior do jornal. Entre as edições de abril e maio, apresentaremos o novo suplemento vocacionado, dentro desta temá ca editorial, para o mundo académico, para jovens e universitários. Toda a ajuda é bem vinda!

CULTURA

AURORA CUNHA

TUDOR MOLDOVAN

Ex-Atleta do F.C.Porto

Com fairPlay

2. – Achas que Portugal tem condições para que possas evoluir despor vamente? 2. Em comparação com a Roménia é melhor, tem opções de vida diferentes e muito melhores. 3. – Que dificuldades encontraste quando chegaste cá? 3. A primeira dificuldade com que me deparei quando cheguei a Portugal foi a língua. 4. – O que achas do clima para a prá ca despor va? 4. O clima é muito favorável para treinos, em período de inverno é muita chuva, mas para treinar isso é bom, por vezes. Em comparação com o meu país, onde no inverno a temperatura chega aos menos 20 graus é uma diferença muito grande.

D.R.

1.

– O que te mo vou a escolher Portugal? Escolhi Portugal porque em 2009 ob ve o direito de trabalhar cá. Foi uma escolha relacionada com trabalho.

| ATLETA CAMPEÃO | NATURALIDADE: ROMÉNIA | D.N.: 18‐06‐1985 | ATUAL IDADE: 27 ANOS |

5. – Quando chegaste a Portugal qual foi a tua primeira impressão acerca do povo português? 5. O povo português é um povo muito hospitalar. Estou a referir-me ao Norte do país, ainda não ve a oportunidade de ir ao centro e sul do país. Encontrei aqui pessoas muito boas que me ajudam muito no meu dia a dia, principalmente na área do desporto. 6. – Qual o obje vo de vida que tens en‐ quanto estás por cá? 6. Quero ser um bom atleta! 7. – O que sen ste quando par cipaste na tua primeira compe ção? 7. A sensação de correr numa prova com muita gente e muito público é uma sensação incrível, sen que toda aquela mul dão estava lá presente por prazer e por amor ao atle smo, sen uma energia muito posi va!

sen -me muito feliz. Recebi só mensagens posi vas e mensagens de incen vo.

8. – Como foi a tua primeira vitória em Portugal? 8. Na minha primeira vitória em Portugal

9. – Acreditas que poderás fazer carreira despor va e profissional no nosso país? 9. Não acredito, VOU FAZER!

COM O JV, GANHE BILHETES PARA ESTA PEÇA DO T. SEIVA TRUPE! CONTACTE-NOS!

Seiva Trupe

Esta peça, dirigida e encenada por JÚLIO CARDOSO, tem como atores: António Reis e Jorge Loureiro. Volta ao Teatro do Campo Alegre ‐ Porto, de: 25 de janeiro a 10 de fevereiro.


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n. 42 - jan./fev. 2013 |

CULTURA

ALBANO MARTINS

É outra vez inverno

Poeta, Ensaísta e Professor Universitário aposentado O autor escreve segundo a ortografia anterior.

Arte escrita

A

quo diano. Uma delas, a mais tonitruante – a palavra “crise” – roubou‐nos o sossego e a dignidade, espalhou a humilhação e a miséria por cidades, vilas e aldeias. E há outras, portadoras de male cios de vária ordem e calibre, que também por aí circu‐ lam e ferem, com mão de ferro, o nosso dia‐a‐dia, a nossa pele e as nossas consci‐ ências: insolvência, fome, desemprego, outras ainda, menos gritantes, talvez, mas igualmente penalizadoras. Este é um país com o frio na alma, com o inverno no corpo e na alma. À na‐ tureza, março há‐de trazer, de regresso, a primavera. Aos homens, às mulheres e às crianças deste país quando regressará ela, a primavera?

Enfoque cultural

| texto: DIANA FERREIRA (dianasmferreira@gmail.com) |

‘sxc’

s árvores já se despiram. Com o inverno, vieram as chuvas, as neves, o vento, as enxurradas. Em casa, ligam‐se os aquecedores eléctricos recolhidos, des‐ de há meses, lá onde, a um canto, se guardam os objectos e os trastes dispensáveis pelo andar das esta‐ ções. Acendem‐se as lareiras, põe‐se na cama mais um cobertor, re ram‐se dos armários as roupas des nadas à protecção dos frios e das geadas. Entretanto, neste inverno da nossa desolação, afogado em humidade e tecido de neblinas, algumas palavras saíram da esfera dos dicionários e invadiram o nosso

Inaugura‐ da estátua “Amor de Perdição”

MJM

Mestre Francisco Simões, natural de Porto Brandão, Almada, nascido em 1946, tem hoje 66 anos de vida, viu ser inaugurada, no passado dia 16 de dezembro, a estátua de sua autoria e de tulo Amor de Perdição. Exposta no largo com o mesmo nome, morada do Centro Português de Fotografia, edi cio da an ga Cadeia da Relação, onde, pelas mãos de Camilo Castelo Branco, o romance homónimo ganhou forma. O evento de inauguração teve casa cheia e contou com a presença do presidente da CMP, Rui Rio.

Natal do Porto Durante grande parte de Dezembro, e até dia 7 de janeiro, a Baixa portuense ves u-se a preceito, com mais de vinte ruas e espaços iluminados. Na avenida dos Aliados, enfeitada com a tradicional luminosa árvore de Natal (26 metros de altura e 12 metros de largura, na foto à esq.), plantaram-se ainda nove baloiços de madeira, tamanho familiar, que durante as tardes se encheram de crianças e turistas, baloiçando sob as palavras “Natal”, “Família”, “Abraço” ou “Festa”, entre tantas outras de carácter fes vo e animador, contrariando o ambiente depressivo e derro sta das palavras-chave da crise económica. A pista de gelo, instalada na praça da Batalha, recebeu públicos de diversas idades, para pa nar ou para ver tentar pa nar. O Natal do Porto contou ainda com o já familiar Monumental Circo do Coliseu do Porto, concertos natalícios em muitos cantos e uma variada oferta de feiras e mercados de produtos tradicionais.


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| Jornal VERIS

CULTURA

UNIV. PORTO Na Agenda Academia Académica pesquisa: pesquisa: MIZÉ | MizéMATOS Matos |

> Fevereiro < dia 1 FMUP

dia 5

dia 5

dias 7 e 8

dia 8

FLUP

Univ. Fernando Pessoa

Univ. Fernando Pessoa

FEUP

- Workshop: Terapia

- Ciclo de Palestras: “Materiais à Terça”.

- Colóquio Internacional: Arqueologia em Africa Subsariana”.

- Jornadas de Saúde.

- Workshop on Interoperability & Security in Healthcare.

Assistida por Animais em Colaboração com outras terapias.

dia 13

dias 13 a 15

dias 14 e 15

dias 14 e 15

dias 15 a 1

FMUP

FCUP

FEUP

FMUP

FLUP

- Workshop de Aplicações Móveis na Área da Saúde.

- 6.º Encontro de Investigação Jovem da Universidade do Porto.

- International Symposium on Occupational Safety and Hygiene.

- IV Jornadas de Fatores de Risco e Orientações Clínicas em Cuidados de Saúde Primários.

- CEAUP - Ciclo de Cinema sobre África.

Reportando

| texto: LILIANA MACHADO (jornal.veris@gmail.com) |

Serralves já com nova diretora A agora diretora do Museu Serralves, que subs tui no cargo João Fernandes, que aceitou ser subdiretor do Museu Arte Rainha Sofia, em Madrid, tem nacionalidade australiana e britânica.

O Museu de Serralves já tem, a par r deste mês, a sua nova di‐ retora – Suzanne Co er. O anúncio, do resultado unânime deste concurso internacional, foi feito por Luís Braga da Cruz, presidente do Conselho de Administração da Fundação Serralves, no úl mo trimestre de 2012.

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Suzanne Co er tem formação de base em Ciências Aplicadas e rou uma licenciatura em História de Arte, na Universidade de Melbourne. Co er ficará à frente do Museu de Serralves por um período de 4/5 anos, que poderá ser renovável por apenas mais um mandato. D.R.

A nova diretora, Suzanne Co er, é natural de Melbourne, na Austrália, mas esteve a viver até agora em Nova Iorque e foi, nestes úl mos dois anos e meio, curadora do projeto de Abu Dhabi da Fundação Solomon R. Guggenheim. Chegou ao Porto, para assumir funções, no fim da primeira semana de janeiro.

A nova diretora tem experiência nas áreas de curadoria e gestão de ins tuições culturais e foi escolhida entre sete finalistas a concurso sujeitos a entrevista.

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Shop. Brasília, piso 0; Porto

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n. 42 - jan./fev. 2013 | Informações JV / ADM

Novos desc. do ‘Cartão ADMais’ A ADM estabeleceu mais uns acordos e, brevemente, qualquer associados usufruirá também das seguintes regalias: 10% nas edições Paulinas, nas livrarias do país; desconto nas entradas dos Museus municipais do Porto, através da CMP; e passando uma noite no Hotel Mira Serra (Celorico da Beira), é-lhe ofertada a 2.ª noite. Estão a ser preparados mais descontos ainda.

MARIA EDUARDA VITERBO Diretora do Secretariado Diocesano das Migrações, Porto

Re-Ligar

Notas soltas… Formação de janeiro das várias dificuldades, etc. Saibamos que por cada imigrante que cá está, há 10.000 portugueses lá fora! Soluções para este momento? O Comércio Justo poderia ser uma solução…

Fala‐se da fome… Mas não podemos dizer que há verdadeira fome em Portugal! Porque na Devemos voltar a pensar nas realidade não a há, nem na Europa. Comese menos, talvez, gasta-se menos. Mas, questões ligadas às causas da emigração. Porque é que as pesfome verdadeira, é a que soas são a radas para muitos de nós vemos « as pessoas habitu‐ noutros países, noutros esta situação? As convenções con nentes. aram‐se a gastar, a existentes apenas As pessoas habituaramexagerar; e, nós cris‐ referem o “direito a se a gastar, a exagerar; e saír” e o “direito a nós, cristãos, deixamotãos, deixamo‐nos voltar” ao país; mas nos embarcar na falta de sobriedade! Aprendamos não referem o direito embarcar na falta a ser sóbrios, simples e a não saír. solidários! de sobriedade » Vejamos a Documentos pesquisa: questão dos imi‐ 1963 - Convenção Europeia de Salgrantes: porque é que vieram? vaguarda dos Direitos do Homem Porque quisemos mostrar um país em 2003 – Convenção Internacional de expansão, com construções gigantescas Proteção dos Direitos de todos os traba(ex.: Parque das Nações, Estádios, autolhadores. estradas…). Mas este não era o país real – o Vat.. II – Gaudium et Spes nº. 66. país real era o da deser ficação do interior,

Se ainda não é Assinante e pretende sê‐ ‐lo, recorte esta Ficha preenchida e envie‐nos!

Miguel Leite

D

o pensamento de Bento XVI: “Há que reafirmar o direito a não emigrar, isto é, a ter condições para per‐ manecer na própria terra.” Do pensamento de João Paulo II: “O direito primei‐ ro do homem é viver na própria pátria.”

RELIGIÃO

Situação em Portugal: A Polí ca da UE encarregou-se de destruir as duas principais fontes de produção de meios: a agricultura e a pesca. Seria necessário desenvolver estes dois sectores.


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| Jornal VERIS

RELIGIÃO D.R.

O que podemos fazer para fixar as pessoas? (para pensar) Portugal vive fundamentalmente de duas coisas: as remessas dos emigrantes e o Turismo. Mas a questão é que as remessas não são aplicadas nas terras de origem dos emigrantes. Eles próprios não trazem mentalidade de inves r, de dar trabalho a outros. Não se conhece realmente o que se passa na emigração. O que fazer então? Olhar e aprofundar as causas! - Como é que nós estamos a actuar sobre as causas? É preciso tentar remover as que são degradantes. A emigração toca os dois sen dos: os que vão e os que ficam. Mas não é hoje tão preocupante a emigração como o foi an gamente. O emigrante que vai para os países da União Europeia sabe que tem direitos, que não é “ilegal”; precisa de ter trabalho, mas é para isso mesmo que vai. Também transporta consigo outras ferramentas. É mais preparado. A barreira da língua já não se coloca, já sabem que, à par da, não há problema em comunicar, que pra camente todos falam inglês que é a língua básica. E as comunicações facilitaram muito. Agora o skype e outras coisas (telemóveis, etc.) permitem que as pessoas se falem e se vejam quando querem, enquanto an gamente eram meses para receber uma carta. As companhias “low-cost” facilitam as viagens. Muitos deslocam-se mensalmente, passam o fim de semana, etc. Hoje temos muita gente qualificada a emigrar. Porquê? Porque o país hoje tem muita gente qualificada, o que não acontecia na anterior emigração. Foram criados montes de cursos universitários apenas para negócio de algumas universidades, mas que não têm, à par da, u lidade. E os jovens universitários não são esclarecidos, informados, porque isso não dá jeito… Então, embarcam em situações, para as quais, depois, não há solução… Opção pela nação angolana Angola é, neste momento, um dos países para onde se vai deslocar mais gente, pelo desenvolvimento que apresenta. Num inquérito feito à população

universitária, 60% afirmou que vai emigrar. Perde o país, perdem as comunidades, perde a Igreja… Embora não estejamos, na generalidade, conscientes disso… (Mas também são os cinco milhões de portugueses espalhados pelo mundo que promovem e seguram a língua portuguesa). Importante será tentar mentalizar os jovens qualificados, para que criem a sua empresa, dando trabalho a outros menos qualificados. Precisamos da Economia Real (retomar a agricultura… pescas…) É certo que nos preocupemos com o apoio, mas não temos que estar exageradamente alarmados, porque, estes que vão, são cidadãos europeus, não subme dos às mesmas leis e dificuldades da emigração anterior e de outras imigrações. É, no entanto, urgente e importante acompanhar e informar quem quer saír, já que, em grande quan dade, não conhecem a realidade do que vão encon‐ trar. Tenhamos presentes sempre os problemas que têm surgido e o crescente movimento de “aproveitadores” que acabam por destruír o sonho de uma saída para uma vida melhor. É absolutamente necessário que façamos a dis nção entre os portugueses e

os europeus em geral e os da América La na, por exemplo, que têm grandes problemas para entrar na Europa! Quando falamos de Migrantes, falamos de quem? Temos que falar de 2 pos: - Dos estrangeiros da Europa; - Dos sujeitos às leis de acesso e residência. Os mo vos de imigração são múl plos e nunca são simples, bem como o perfil do imigrante não pode ser simples – as condições são diferentes e todos somos diferentes. E ninguém tem que se admirar porque o outro saiu do seu País – é um direito! Outra questão importante: Hoje as contratações são feitas cada vez de mais longe – nenhum empresário quer um trabalhador europeu regular, a quem tem de pagar o justo, com proteção social, etc; mas vai buscar a Marrocos, por exemplo, pessoas que ganham muito menos, trabalham um tempo, sem horário, e depois vão-se. Um dos nossos obje vos tem que ser o de levantar a voz pelos que não a têm e gritar que eles têm direitos. Esta é a nossa missão. E nunca esqueçamos que são as pessoas que sofrem na pele as jogadas polícas dos governos e as consequências dos

Campanha Novos Assinantes JV: “Fique connosco, não se arrependerá!” Se ainda não é assinante anual do Jornal e/ou se não sabe que prenda oferecer a um amigo/familiar, adquira uma assinatura (normal ou benfeitor - esta com algumas regalias) e ganhe logo na inscrição um ou mais prémios… UMA OPORTUNIDADE QUE NÃO VAI QUERER PERDER! ASSINE E GANHE.


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n. 42 - jan./fev. 2013 |

RELIGIÃO

Presidente do Centro Islâmico do Porto e Empresário

al-Islām

A

‘sxc’

ABDUL REHMAN MANGÁ

A Circuncisão

Circuncisão masculina religiosa é o símbolo da aliança divina para os Judeus e para os Muçulmanos. Os Cristãos Coptas também adoptam a circuncisão masculina como

O Profeta Muhammad (Que a Paz de Deus esteja com ele), considerou a circuncisão um Sunnat (tradição) de todos os Profetas. Um dos pilares da fé Islâmica, é acreditar em todos os Profetas que Deus enviou para a humanidade. Seguimos as an gas tradições, referidas nos livros do prá ca religiosa. An go Testamento e do É uma tradição do ProCur’ane, nomeadamente no feta Abraão (Que a Paz de « é aconselhável que se refere à circuncisão Deus esteja com ele), tronco masculina, à proibição da comum das tres religiões que a criança se‐ carne de porco e do sangue monoteístas. Como sinal de nossa alimentação. A ja circuncisada, o na aliança com Deus, o Profeta circuncisão, denominada de Abraão e os homens da sua “Al-Khitán”, é rigorosamente mais cedo casa, submeteram-se à cirobservada entre os homens possível » cuncisão, segundo consta no muçulmanos. É aconselhável Genesis, “Esta é a minha alique a criança seja circuncidaança, que guardareis entre mim da, o mais cedo possível, pois é e vós, e a tua descendência depois de : nessa idade que as feridas cicatrizam com Que todo o homem entre vós será circunrapidez. cidado”. Os an gos habitantes do Egipto, na

altura dos faraós, apesar de não professarem qualquer religião monoteísta, pra cavam a circuncisão. Actualmente, no con nente africano, vários grupos étnicos africanos seguem a circuncisão animista. Em algumas ilhas do pacífico a circuncisão é um rito mitológico. Alguns seguem a circuncisão como recomendação médica, como factor de higiene, evitando-se a humidade, que permite ao agente infeccioso mais tempo de sobrevivência, propício ao cul vo de bactérias e facilidade de infiltração no organismo. Evita também a sífilis e outras doenças associadas. Alguns povos sujeitam as mulheres à circuncisão, uns alegando mo vos religiosos e outros con nuando com as tradições dos seus antepassados. É uma prá ca primi va que viola os fundamentos de qualquer religião e dos direitos humanos em geral.

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Conclusão da edição anterior.

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CARÁTER JURÍDICO: Instituição Pública sem fins lucrativos. REGISTO CONSERVATÓRIA: 3/02/2012 | INÍCIO ATIVIDADE: 27/04/2012. FUNDADORES: ARR, Artur Santos Silva, Luísa M.Neiva, Miguel Veiga e Salvato Trigo. LOGOTIPO ATUAL: Álvaro Siza Vieira. CORPOS GERENTES / ÓRGÃOS SOCIAIS DIREÇÃO: Presidente, André Rubim Rangel; Vice-Presidente, Júlio Cardoso; Secretário, Agostinho Sousa Pinto; Tesoureiro, Manuel da Costa Pinho; Vogal, Jéssica Augusto. MESA DA ASSEMBLEIA GERAL: Presidente, Miguel Veiga; 1.º Secretário, Carlos de Brito; 2.º Secretário, Luísa Maciel Neiva. CONSELHO FISCAL: Presidente, Manuel Pizarro; Relator, Paulo Morais; Vogal, Katty Xiomara. CONSELHO GERAL: Presidente, Salvato Trigo (Reitor UFP); 1.º Secretário, Carlos Daniel; 2.º Secretário, M.ª Manuela Lopes-Cardoso. Conselheiros: Angelo Arena (Presid. ASCIP), Cônsul (Cs.) António Neto da Silva (Namíbia e Presid. Ass. Amizade Portugal-EUA), Cs. Arnaldo Nhabinde (Moçambique), Cs. Carlos Machado (Cabo Verde), Cs. Christian Bothmann (Alemanha), Felizardo Bouene (Presid. Ass. Portugal Moçambique), Francisco Carvalho Guerra (Vice-Presid. Ass. Portugal África), Cs. Hennadii Rohovets (Ucrânia), Ibrahim Aybek (Dir. Ass. Amizade Luso-Turca), Isabel Babo (Reitora ULP), Joaquim Azevedo (Presid. UCP, Porto), Cs. Jorge Figueiredo (Chile), Cs. José Manuel Pavão (Guiné Bissau), José Manuel Tedim (Vice-Reitor UPT), Cs. Lopo Feijó (Equador), Luís Frias (Dir. Reg. SEF), Cs. Luís Gagliardini Graça (Luxembrugo), Luís Valente de Oliveira (Presid. Alliance Frainçase, Porto, e Presid. Assemb. Municipal), Manuel Janeira (Pró-Reitor UP), Manuel Maio (Presid. J.F.Ramalde), Maria Cláudia Henriques (Presid. Ass. LusoAfricana Pontos nos Is e Presid. FASIP), Maria Manuela Lopes Cardoso (Presid. Ass. África Solidariedade), Nataliya Vaskouska (Presid. Ass. Amizade Imigrantes do Leste), Cs. Paulo Patrício (São Tomé e Príncipe), Rosário Gambôa (Presid. IPP), Ruth Teixeira (Presid. Ass. Mais Brasil), D. Sifredo Teixeira (Presid. COPIC) e Y Ping Chow (Presid. Liga dos Chineses em Portugal). ASSOCIADOS ABDUL REHMAN MANGÁ, ACADEMIA DE BACALHAU DO PORTO, ANDRÉ RUBIM MARQUES, ANTÓNIO DUARTE, ANTÓNIO MESQUITA, BEATRIZ GUIMARÃES, CHRISTINA MARGOTTO, FERNANDO FERRAZ, ILDA COSTA, JOÃO MESQUITA, JOSÉ PINTO DA COSTA, LUÍS GOUVEIA, MARIA BOTELHO, MARIA MADALENA COUTO, MIZÉ MATOS, NATÁLIA DE ALMEIDA, NAZARÉ ÁLVARES, PAULA QUELHAS, SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE MACAU, UNIVERSIDADE SÉNIOR CONTEMPORÂNEA, VLADEMIRO DUARTE E TODOS OS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS ADM. CARACTERÍSTICAS

NIF: 510061265 |

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Urge cooperar para nos podermos salvar | texto: ARR / fotos: MJM |

Encerramos aqui a reporta‐ gem da 3.ª sessão do “Ciclo no Feminino”, em novembro 2012, cujas oradoras do jantar tertúlia foram Fernanda Freitas e Nazaré Álvares, no Rest. Pombeiro. Para a jornalista, natural do Porto, “quer queiramos quer não, sempre que vemos um negro, uma brasileira, um imigrante do leste, um islâmico, associamos sempre a conceitos errados. Portanto, com esse rótulo que colocamos aos imigrantes estamos a ser preconceituosos”, frisou. No seu entender, os Media “têm alguma culpa no cartório. Daí que apelou que as Associações e comunidades devem estar “mais abertas e rece vas a esse cruzamento”. Fernanda Freitas disse ainda que esta temá ca, e a da ADM, mais do que ser mul cultural deve ser transcultural, fazendo a fusão de culturas. “Mais do que o assistencialismo devemos promover, realmente, o diálogo”. Aberto o diálogo aos par cipantes Anabela Jorge, professora de Inglês, a propósito do desafio lançado por Nazaré Álvares (de cada escola ter/criar um “Clube do mundo”), par lhou que embora na escola onde leciona não haja um clube cultural / intercultural, sente que há um grande espírito de colegialidade entre professores e alunos, num meio onde há

muitos bairros à volta, e onde têm também muitos alunos dos PALOP, chineses e ucranianos. Já Jorge Melo Braga, comercial da empresa Copidouro, interpelou à importância da escola nesse sen do, como forma de acabar o preconceito, e educar também sobre o papel dos Media. Deu, assim, o exemplo do JV e da ADM como “forma de integrarmos os outros e promover o que de melhor as pessoas têm na sua relação, o diálogo”.

Nessa sessão a ADM quis dar e fazer menção honrosa à importante ação no Porto da Associação Mais Brasil, através da sua presidente, Ruth Teixeira, conselheira da ADM.


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n. 42 - jan./fev. 2013 |

pel’ ADM

ANDRÉ RUBIM RANGEL Jornalista, Presidente da ADM e Diretor do JV.

Editorial

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O desejo é uma árvore com folhas; a esperança, uma árvore com flores; o prazer, árvore com fru‐ tos” (Guilherme Massien), com este pensamento iniciei a minha intervenção na 1.ª reunião do Conselho Geral da ADM (out.2012) e aqui par lho o mesmo. Agarro‐me neste desejo de ter a ADM como uma frondosa ‘árvore’ de for‐ tes raízes e folhas viçosas, representando cada seu membro direto e indireto; nesta esperança de todos juntos – cada qual à sua maneira, mas na eira da cooperação – cul varmos esta ‘árvore’ fazendo‐a florir e florescer para uma nova e renovada reali‐

Desejo, esperança e prazer dade; e neste prazer de agradecer e reco‐ nhecer todos quantos contribuem para a ADM e o JV e os imbuem com um espírito voluntário, num carácter e convicção cul‐ turais proac vos e decisivos. Que resulte, assim, esta ‘árvore’ – tal qual ela se mos‐ tra e a pulsamos –, que somos todos nós que a fizemos desenvolver e crescer até aos seus 4 anos, nos fru‐tos presentes e vindouros, saborosamente pretendidos e verdadeiramente necessários. Obrigado a todos! Con nuemos!

1.as REGALIAS/VANTAGENS do

“Cartão ADMais” 2012/3


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